terça-feira, 29 de junho de 2010

MIDNIGHT OIL - ROCK AND ROLL COM ATITUDE!

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The Midnight Oil - também conhecidos pelos fãs como “The Oils” foi uma banda australiana de rock ativista. Suas canções têm cunho ecológico clamando pela proteção ao meio ambiente e defendendo os direitos do povo aborígene.

Em 1972, três estudantes universitários de Sydney formaram uma banda, a Farm. Rob Hirst (bateria), Andrew James (baixo) e Jim Moginie (Guitarra e teclados) colocaram um anuncio num jornal a procura de um vocalista. Um gigante careca - Peter Garrett - se interessou e não só passou a ser a figura central, como a liderá-losi! Em 1975 já faziam uma turnê universitária nas férias pela costa leste da Austrália. Em 1976 Garret terminou a faculdade de Direito para poder se dedicar mais a banda que adotou o nome para MIDNIGHT OIL. Em 1977, depois da entrada do guitarrista Martin Rotsey, fundaram seu proprio selo independente a "Powderworks". E em 1978, seu primeiro álbum apenas com o nome da banda.

No início dos anos 80, começaram a chamar atenção pela suas fortes letras protestando contra a poluição e os direitos do povo aborígene. Os shows eram uma atração à parte considerados verdadeiras paradas de protesto em frente à fábricas poluidoras.

Em 1987, lançaram o álbum Diesel and Dust que foi sucesso instantâneo. A música Beds Are Burning que dizia "Queimamos nosso próprio berço" culpava os australianos pelo extermínio do povo aborígene que foram expulsos do deserto e forçados a trabalhar para os ingleses. O álbum foi muito elogiado pela crítica nos EUA. Em 1988 fizeram sua primeira excursão mundial.

Em 1990 lançam Blue Sky Mining que foi seu maior sucesso e tornou o Midnight Oil mundialmente conhecido. Com esse álbum conquistaram o público surfista que se identificou e propagou seu som. Blue Sky Mine e King of the Mountain eram executadas em campeonatos de surf e se tornaram hinos dessa tribo. Em 1992 lançaram um álbum gravado ao ao vivo “Scream in Blue” da turne Blue Sky Mine.

Em 1993 estiveram no Brasil e fizeram shows no Rio de Janeiro (Maracanazinho) e Porto Alegre (Olímpico) às vesperas do lançamento do novo CD Earth, Sun and Moon. Em 1996 lançam Breathe e em 1997 retornam ao Brasil mais uma vez para shows e foram até matéria do Esporte Espetacular que falou da banda e do surf. Com um discurso desgastado, as letras já não tinham mais o impacto de antes.

Em 1998 lançam Redneck Wonderland um álbum com letras politizadas e de cunho esquerdista. Em 2000 na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Sydney eles tocam Beds Are Burning para milhares de pessoas, vestidos com camisas pretas escrito "Sorry" (desculpa) numa clara alusão ao povo aborígene.

A banda se dissolveu em 2002. Garrett se tornou político e foi eleito para o parlamento australiano em 2004. Rob Hirst continuou em seus projetos paralelos, Backsliders (Blues) e Ghostwriters (com Richard Grossman, ex-baixista do Hoodoo Gurus). Jim Mogine montou a banda Reverberama e Martin Rotsey passou a fazer parte dos Ghostwriters.

O Midnight Oil ganhou 11 premiações no ARIA Awards e em 2006 entrou no ARIA Hall of Fame reconhecidos como uma das mais importantes bandas australianas.

Agora, vocês conferem o MIDNIGHT OIL com o sucesso “BEDS ARE BURNING”. E para fazer o download do discão “Blue Sky Mining” basta clicar no link: http://www.4shared.com/file/GcEzbMSB/Midnight_Oil_Blue_Sky_Mining.html
Obrigado e um grande abraço para todos especialmente para o Antonio Estevam, o Dinamite!


THE BEATLES - MAXWELL'S SILVER HAMMER

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"Maxwell's Silver Hammer" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início no dia 9 de julho de 1969, e concluída em 25 de agosto de 1969. Dura 3 minutos e 27 segundos. Segundo McCartney, é uma analogia para as vicissitudes da vida. Quando as coisas vão indo bem, vem o martelo prata de Maxwell e "Bang! Bang!", põe tudo a perder. A letra é bastante curiosa e o fato da cor do martelo ser prata McCartney não soube explicar. Achou que soaria melhor "martelo prata de Maxwell" do que somente "martelo de Maxwell". Para muitos, é o tipo de música que ou você gosta ou odeia. Em entrevistas posteriores, John Lennon declarou que odiava a canção. "Maxwell's Silver Hammer" foi criada para o álbum The Beatles (álbum branco) em outubro de 1968, porém não foi gravada. Ensaiada em janeiro de 1969 no Twickenham Film Studios, conforme pode ser visto no filme Let It Be, sua gravação teve início no dia 9 de julho de 1969. No dia 14 de agosto foi mixada para estéreo e no dia 25 de agosto de 1969 editada para a fita master. Quem toca o quê? Paul McCartney vocal principal, vocalização, overdubb de guitarra e piano. John Lennon não estava presente. George Harrison vocalização, baixo, guitarra e sintetizador Moog. Ringo Starr vocalização, bateria e bigorna (o som do martelo de Maxwell). George Martin participa tocando órgão Hammond.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

PAUL McCARTNEY BOTA LONDRES PARA DANÇAR

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EX-BEATLE MOSTRA PORQUE AOS 68 ANOS, AINDA É O MELHOR!

O cenário não poderia ser melhor. Em pleno Hyde Park, no coração de Londres, logo após a derrota da Inglaterra para a Alemanha pelas oitavas de final da Copa do Mundo, quando a cidade, ainda que ensolarada, curtia uma certa tristeza pela derrota, Paul McCartney entra no palco do Hard Rock Calling Festival (que começou no dia 25 e já contou com Pearl Jam, Elvis Costello e Stevie Wonder) disposto a fazer valer a máxima "quem canta seus males espanta."

Não fosse este um dos (quase) últimos shows a céu aberto do ex-Beatle para um grande público (segundo números oficiais, cerca de 40 mil pessoas pagaram cerca de 70 libras - R$ 210,00 - para assistir ao "mestre Paul") a apresentação deste domingo não passaria de mais uma das centenas que ocorrem em dezenas de festivais de verão na Inglaterra.

Mas Paul estava disposto a provar porque, aos 68 anos, ainda tem fôlego para levar sua plateia ao delírio. Às 19h30 (15h30 do Brasil), subiu ao palco com pontualidade britânica e começou a esquentar uma plateia que parecia ainda um tanto amortecida. Pausa depois da primeira música: "Antes de realmente começar, deixem-me olhar bem para vocês. Esta será uma noite muito especial."

E o que se seguiu confirmou a previsão. Como poucos, Paul é capaz de tirar da inércia até mesmo o mais preguiçoso dos fãs. Sejam eles ingleses ou não. Como não poderia deixar de ser em um show beatlemaníaco, a plateia era heterogênea e "multi-idade". Pais, mães, filhos, netos. Ingleses, brasileiros, alemães, italianos… Mas a torcida torcia, unânime, para o show ser memorável. E foi. No set list, muito bem equilibrado entre clássicos para agradar os saudosos beatlemaníacos e sucessos pessoais com novas canções, não faltaram Got to Get Into My Life, The Long and Winding Road, Hey Jude, Something, A Day in the Life, Give Peace a Chance, Let It Be...

Nada seria digno de nova nota não fosse exatamente a direção cuidadosa do show e o talento de "showman" de Paul que, combinados, transformam um show cujo áudio deixava muito a desejar em uma "história cantada da vida do músico." Antes de My Love, a declaração: "Esta eu escrevi para Linda (sua primeira mulher, que morreu de câncer em 1998). E dedico a todos os amantes desta plateia". Como bem sintetizou o fã inglês, "Paul poderia simplesmente subir no palco, cantar e cantar, ir embora e já estaria bom demais. Mas ele faz questão de explicar início de canção por canção. Cada uma faz parte de uma fase de sua vida. Este show conta a vida dele."
De fato. Pequenos grandes detalhes que, ao final, fazem netos e avós darem as mãos para cantar Hey Jude por 10 minutos sem parar. E continuar mesmo depois que o cantor deixou o palco pela segunda vez, 'obrigando-o' a voltar por mais outra hora inteira. Após pequena pausa, voltou ao palco empunhando uma imensa bandeira da Inglaterra. Em dia de derrota, um tanto de patriotismo cai bem.

Já eram 22h18 quando o cantor tentou terminar pela terceira vez e mandou Helter Skelter, mas a plateia não deixava. "A gente tem que ir embora. A não ser que vocês queiram dormir no parque", disse Paul, que ouviu um sonoro: "Sim!" Para, finalmente, tentar expulsar o público, que nesta hora já pulava, dançava e não arredava pé, Ob-la-di, Ob-la-da... Life góes on... A vida continua e o show não acabava.

Para terminar, claro: Sargent Peppers Lonely Heart Club Band e, clichê dos clichês: "And in the end the love you take.. is equal to the love..you make." (O Amor que você ganha é o mesmo que você dá). Paul levou muito amor para casa neste domingo e garantiu: "Até a próxima." Quem sabe, com o fôlego inspirador, Paul não se animou com a bandeira brasileira que tremulava na plateia e não se anima a fazer, ao menos, uma última parada no Brasil. Vamos torcer!

Agora, você confere um trechinho do espetáculo de Sir Paul - Ob la di Ob la da

domingo, 27 de junho de 2010

ERASMO CARLOS E FERNADA TAKAI - ÓTIMO!!!

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MICHAEL JACKSON - BLACK OR WHITE?

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Hoje, 27 de junho é aniversário do meu amigo CÍCERO VENÂNCIO, editor da revista FORMATO. Ele me pediu que colocasse o vídeo "BLACK OR WHITE" de Michael Jackson em homenagem à ele. Achei oportuno, afinal o "Rei do Pop" nunca esteve por aqui antes, e dia 25 fez um ano de sua morte prematura. Valeu, Cícero! Bem vindo, Michael!


PAUL McCARTNEY - ONCE UPON A LONG AGO

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Atendendo a pedidos!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

HANK WILLIAMS - O GRANDE MESTRE

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Caros amigos: é com muito prazer que o Baú dos Beatles e da Cultura Pop recebe hoje, novamente a visita do meu amigo Eduardo Krüger nos brindando com outro monstro sagrado da música country: HANK WILLIAMS - um homem que cantou sua dor da forma de poucos e se tornou imortal. Eternizado tanto pelos grupos clássicos - como o Creedence - ou pelas novas geraçôes de estrelas "POP" da música country... como a belíssima Shanya Twain. O que você acha dela ser a próxima, meu amigo? Ia ser duca! É com você, Krüger: MANDA VER!

Ícone do country, morto aos 29 anos, Hank Williams foi a primeira estrela de verdade que caiu pelo seu estilo de vida.

Nascido em Mount Olive West, Alabama, em 17 de setembro de 1923, Hiriam King Williams foi o terceiro filho de Lon e Williams Lillie. Lon, um veterano da I Guerra Mundial, ficou internado num hospital durante a maior parte do início da vida de Williams, deixando o menino sob educação de sua mãe. Pequeno e frágil desde criança, ele sofria de espinha bífida, lesão congênita na medula espinhal. Aos 10 anos, os pais decidiram que o menino iria morar com seus tios. Tia Alice tocava guitarra e Tio J.C Mcneil bebia uísque. Ela ensinava-o a tocar guitarra, enquanto Tio Mcneil ensinava-o a beber. Williams escolheu a música como uma alternativa ao esporte. Enquanto vivia em Georgiana, no Alabama, ele fez amizade com Rufe Payne, um músico negro de rua conhecido como "Tee-Tot. Anos mais tarde, Williams disse que Payne havia lhe dado todo o treinamento em música que jamais teve, e a maioria dos biógrafos considera Payne a fonte do segmento de blues da música de Hank.

Aos 16 anos, vivendo em Montgomery, Williams abandonou a escola e começou sua carreira musical. Fez sua primeira aparição na rádio WSFA no final de 1936 e logo se tornou um dos artistas mais populares da estação, mudando seu nome para "Hank", pois achava que "Hiram" não funcionaria na indústria musical. Conseguiu juntar dinheiro para criar sua própria banda, a "Drifting Cowboys", que tocava em bares e fazia shows regionais. Até o início dos anos 40, Hank foi uma das maiores atrações da região, chamando a atenção de vários artistas de Nashville e personalidades da indústria musical. Mas sua fama como cantor vinha acompanhada do alcoolismo, as lições do tio Mcneil deram resultado. A maioria considerou-o uma aposta de risco.

Em 1943 conheceu Hank Audrey Mae Sheppard, uma garota do Alabama, que tinha uma filha de dois anos, Lycrecia, de um casamento falido. Audrey e Hank se casaram em dezembro de 1944. Ela ansiava desesperadamente ser cantora, aproveitando cada oportunidade para cantar nos shows da banda. Sua ambição, no entanto, excedia em muito o seu talento. Em 1946, ela acompanhou o marido para encontrar o editor Fred Rose, em Nashville.Hank tinha começado a escrever músicas mas logo depois começou a cantar, tocar violão e vender "songbooks" em suas apresentações. Rose estava interessado em Williams só como um escritor. Entretanto, Rose tinha planos para Hank como cantor, num projeto de gravação de quatro músicas para o rótulo "Sterling" em dezembro de 1946.

Em março de 1947, em um negócio arranjado por Rose, Hank assinou com a MGM. "Move It On Over" foi seu primeiro sucesso a entrar para a "Billboard" (a bíblia da música e lista das paradas de sucesso). Em abril de 1948, estampou outro sucesso: "Honky Tonkin". De volta para casa, em Montgomery, Hank parecia pronto para o estrelato. Sua popularidade regional foi maior do que nunca, agora reforçado pelo seu sucesso como cantor. Mas ele entrou num ciclo que iria perseguí-lo para o resto de seus dias. Frequentemente ele aparecia bêbado em suas apresentações ao vivo. Foi demitido do programa, os produtores alegaram que seu estado de saúde estava péssimo. Era cada vez mais difícil até mesmo para seus melhores amigos estarem junto com ele. Muitos, inclusive Rose, acabaram o deixando. Audrey pediu o divórcio no final de abril. Devido ao problema de coluna, Hank também estava viciado em morfina e outros tipos de calmantes.

A história do Hank poderia facilmente ter terminado aí. Mas ele acabou retomando o contato com Rose, que começou a procurar uma maior exposição para Williams. Alguns produtores ainda estavam cautelosos, mas a rádio KWKH, em Shreveport, Louisiana, estava interessada na estrela emergente para seu programa de sábados à noite, o "Hayride Louisiana", e Hank se juntou ao show em agosto. "I'm a Long Gone Daddy" atingiu a sexta posição da Billboard, e "Mansion on the Hill" chegou em quinto.

Quase 60 anos depois, em um mundo onde o ícone de hoje talvez não seja do amanhã, é difícil imaginar uma canção que ocupa o primeiro lugar nas rádios por dezesseis semanas. "Lovesick Blues", disseram, era mais suscetível a prejudicar sua carreira do que melhorá-la. Hank era insistente e a canção foi lançada em fevereiro de 1949, chegando em primeiro lugar no começo de maio. E, de repente, Hank Williams era grande.

Com o sucesso veio maior liberdade criativa. Hank continuou escrevendo músicas e gravando, mergulhando em temas religiosos e uma série de recitais sob o pseudônimo "Luke the Drifter". Hank, o escritor, muitas vezes parecia preocupado com a mortalidade e a futilidade das relações humanas. Aqueles que o conheciam podiam ver facilmente os paralelos da vida real em canções como "You're Gonna Change" e "Cold, Cold Heart". Claramente era um homem exibindo seus demônios para que todos possam ver. Hank não precisava interpretar canções tristes, ele só tinha de cantar com o coração.

Por um tempo, a fama e a fortuna afastaram as conseqüências de seu estilo de vida autodestrutivo. Em meados de 1952, no entanto, sua vida estava chegando ao limite. Arruinado pela dor nas costas, ele era dependente de álcool e morfina. Muitas vezes estava ausente ou muito bêbado para se apresentar. Em suas últimas semanas, Hank estava irremediavelmente fora de controle. Depois da meia-noite no dia de Ano Novo de 1953, dormindo no banco de trás de seu Cadillac em rota para um show, Hank Williams cumpre a profecia de sua música "I'll Never Get Out of This World Alive" (Eu nunca deixarei este mundo vivo). Hank morreu com 29 anos. Iria viajar, mas perdera o avião naquele dia devido a problemas metereológicos. Contratou um chofer para dirigir seu carro e pediu que lhe aplicassem uma injeção de morfina. Morreu sentado atrás de seu carro, com ele estavam duas latas de cerveja e um manuscrito de uma composição inédita.

Três das gravações Hank atingiram o topo das paradas no ano seguinte à sua morte. Em 1954, a sua voz silenciada terrena, o homem frágil e jovem do Alabama foi apenas uma lenda. Mas em seus últimos poucos anos tórrido, ele havia mudado para sempre a música country e o seu legado musical continua a ser a sua pedra angular.

A vida de Hank Williams foi contada na cinebiografia "Your Cheatin' Heart" - produção de 1964 - estrelada por George Hamilton no papel de Hank.

Hank foi um poeta moderno, cantou os dilemas da vida como poucos fizeram. Sofreu – também – como poucos. Seus sentimentos podem ser claramente vistos quando nos deparamos com uma canção como essa:

Take these chains from my heart

Take these chains from my heart and set me free
You’ve grown cold and no longer care for me
All my faith in you is gone but the heartaches linger on
Take these chains from my heart and set me free

Take these tears from my eyes and let me see
Just a spark of the love that used to be
If you love somebody new let me find a new love too
Take these chains from my heart and set me free

Give my heart just a word of sympathy
Be as fair to my heart as you can be
Then if you no longer care
For the love that’s beating there
Take these chains from my heart and set me free

Take these chains from my heart and set me free
You’ve grown cold and no longer care for me
All my faith in you is gone but the heartaches linger on
Take these chains from my heart and set me free.

Tire essas correntes do meu coração

Tire essas correntes do meu coração e me liberte
Você se tornou fria e não se importa mais comingo
Toda minha fé em você se foi mas as tristezas permanecem
Tire essas correntes do meu coração e me liberte

Tire essas lágrimas dos meus olhos e deixe-me ver
Apenas uma faísca do amor que havia
Se voce tem um novo amor, deixe-me achar um também
Tire essas correntes do meu coração e me liberte

Dê ao meu coração ao menos uma palavra de compaixão
Seja tão justa com meu coração como você possa ser
Então se você não se importa mais com o amor que está batendo lá
Tire essas correntes do meu coração e me liberte

Curiosidades:
• Seus filhos, Hank Williams Jr. e Jett Williams, e seus netos Hank Williams III, Holly Williams e Hilary Williams também são cantores. • Influenciou muita gente, como George Thorogood que chegou a gravar uma música sua: o hit de 1947, "Move It On Over". •Em Montgomery, Alabama, onde Williams iniciou sua carreira, fizeram sua estátua em tamanho real.


Hank Williams - 40 Greatest Hits (1978)

"40 Greatest Hits", como o nome diz, é o álbum ideal para você que quer conhecer realmente a maravilhosa carreira de Hank, trazendo gravações que datam entre 1947 e 1953, ano de sua morte. Várias dos maiores clássicos da história da música country saíram daqui e foram regravadas por vários artistas. O próprio Johnny Cash já tocou várias e várias músicas de Hank Williams em seus álbuns posteriores, fora as citações que outros músicos fizeram. Para fazer o DOWNLOAD dos dois discões, clique no link:

http://www.4shared.com/file/wu5-a3zR/HW_-_40GH_obaudoedublogspotcom.html

Disco 1
1. Move It on Over
2. A Mansion on the Hill
3. Lovesick Blues
4. Wedding Bells
5. Mind Your Own Business
6. You're Gonna Change (Or I'm Gonna Leave)
7. Lost Highway
8. My Bucket's Got a Hole in It
9. I'm So Lonesome I Could Cry
10. I Just Don't Like This Kind of Living
11. Long Gone Lonesome Blues
12. My Son Calls Another Man Daddy
13. Why Don't You Love Me
14. Why Should We Try Anymore
15. They'll Never Take Her Love from Me
16. Moanin' the Blues
17. Nobody's Lonesome for Me
18. Cold, Cold Heart
19. Dear John
20. Howlin' at the Moon

Disco 2
1. I Can't Help It (If I'm Still in Love with You)
2. Hey, Good Lookin'
3. Crazy Heart
4. (I Heard That) Lonesome Whistle
5. Baby, We're Really in Love
6. Ramblin' Man
7. Honky Tonk Blues
8. I'm Sorry for You My Friend
9. Half as Much
10. Jambalaya (On the Bayou)
11. Window Shopping
12. Settin' the Woods on Fire
13. You Win Again
14. I'll Never Get Out of This World Alive
15. Kaw-Liga
16. Your Cheatin' Heart
17. Take These Chains from My Heart
18. I Won't Be Home No More
19. Weary Blues from Waitin'
20. I Saw the Light

Agora, você confere a grande Emmylou Harris and The Hot Band ao vivo, em 1975, interpretando o maior clássico de Hank: Jambalaya (on the bayou). E é isso! Espero que tenham gostado e deixem seus comentários. Abração!



quarta-feira, 23 de junho de 2010

BALSAS - A MENINA DOS NOSSOS OLHOS

29 comentários:

Foram inúmeras todas as contribuições que o Sr. Pedro Ivo de Sousa e Silva, meu querido e saudoso pai, fez para nosso blog preferido! No dia 3 de outubro de 2009 eu publiquei um texto muito legal escrito por ele contando um pouco sobre as velhas Balsas que navegavam pelo Rio Balsas - que vocês podem conferir novamente logo abaixo (essa postagem, bateu o recorde de comentários na época - foram 22 ao todo!). Depois, novamente escrevendo para o Raimundo Floriano, fez um texto com os dados biográficos do pai dele, meu avô Casusa Ribeiro, que vocês conhecerão logo abaixo da matéria sobre as balsas. Hoje, o Baú do Edu é uma carinhosa homenagem a todo o povo de Balsas, cidade que o Papai tanto amava. Espero que gostem, deixem seus comentários e enviem para todos os amigos. Um grande abraço para vocês, parentes e amigos Balsenses. Especialmente, o PAPAI, que estaria completando
78 anos. Obrigado, meu querido, meu velho, meu amigo!
Eduardo Bonfim e Silva

BALSAS QUERIDA! CIDADE DOS MEUS AMORES!...

A simpática Balsas, encontra-se junto ao rio de mesmo nome, único afluente da margem esquerda do rio Parnaíba, com cerca de 510 km. É um centro sub-regional, com influência sobre o sul do vizinho estado do Piauí. Já teve os nomes de Santo Antônio de Balsas e Vila Nova. Sua população é de 84 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE em 2009.

Balsas destaca-se pela forte industria de grãos, alvancada pela soja, sendo um dos maiores produtores do Nordeste, além de indústrias extrativas de óleo de babaçu, transformação do buriti e fibras de palmáceas, como o tucum. Balsas liga-se a todas as capitais do Nordeste pela BR 230, trecho da Bélem Brasília.

O Rio Balsas, principal ponto turístico da cidade, é de águas cristalinas, e em época de estiagem das chuvas (maio-outubro) costuma-se descer o rio em bóias. Em julho, época de férias e de maior movimentação na cidade, é grande o fluxo das bóias, desde o porto denominado Canaã até o porto da AABB. Nessa época, também há eventos na Beira-Rio(porto de maior concentração de pessoas no rio), tais como shows, concurso de descidas de bóias, etc.

O município de Balsas faz parte da região sul do Estado do Maranhão. A região foi formada por vaqueiros nordestinos que, fugindo da seca cruzaram o Rio Parnaíba e descobriram as terras do Maranhão, montando uma estrutura na Passagem dos Caraíbas às margens do Rio Balsas.

Os balsenses têm sua historia marcada de extrema beleza e importância, tendo em sua origem, um povo lutador e alegre que revive com orgulho as linhas vivas de suas conquistas. As terras dessa região eram pertencentes a grandes fazendeiros que residiam na sede do município de Riachão, tendo como proprietários as famílias Coelho e o Tenente – Coronel Daniel Alves Rego. Como a ligação entre as fazendas eram realizadas somente por via fluvial, não tardou que se formasse ao longo do trajeto pequenos povoados. Sabedor da existência do novo núcleo de população que aqui se formara, para cá se deslocou o baiano Antônio Ferreira Jacobina, mercador de fumo nos sertões. Tornou-se líder da povoação, a qual denominou Vila Nova. Este construiu às margens do Rio Balsas um pequeno comercio onde vendia: fumo, cachaça, rapadura, sal e querosene. O local servia de referência para todos os viajantes que ali passavam em embarcações construídas de buritis, denominadas “balsas”.

Em 1879 foi edificada uma pequena igreja em homenagem a Santo Antônio, e em 1882 Vila Nova recebeu um novo nome, “Santo Antônio de Balsas” que posteriormente foi elevado à categoria de vila e de cidade, com a mesma denominação. O Distrito foi criado em 1892, pela Lei Nº 15; e desmembrado do município de Riachão em 22 de Março de 1918 pela Lei Nº 775. Na ocasião figurava como Distrito de Santo Antônio de Balsas que pelo Decreto-Lei Nº 820 de 30 de Dezembro de 1943, passou a denominar-se “BALSAS”.

Balsas é uma cidade tipicamente formada por pessoas de todas as etnias, abrangendo um enorme número de nordestinos e sulistas que aqui descobriram uma região propícia para o trabalho e um povo caloroso e receptivo. Balsas dispõem de uma grande área rural que contem terras muito férteis onde hoje existem grandes fazendas de plantio de soja, milho, algodão e arroz, além da fruticultura. A cidade dispõe de saídas asfálticas para todas as capitais do Norte e Nordeste, além de um aeroporto de pequeno porte. Várias empresas de transporte de cargas e passageiros estão aqui sediadas assim como cooperativas, empresas de desenvolvimento tecnológico, hotéis, restaurantes, empresas de telefonia fixa e móvel, empresas de informática e internet.

Tendo seu grande impulso na introdução do cultivo de grãos alimentares, como arroz, a soja e o milho, a agricultura de Balsas evolui e se diversifica com a introdução da fruticultura, algodão, piscicultura e confinamento de gado, alimentado com silagem de milho e sorgo. A produtividade e a facilidade de comercialização dada pela logística, fazem a região ser considerada como a melhor alternativa de investimentos no setor agrícola do Brasil e um dos melhores do mundo. A safra 2003 movimentou, do plantio ate a comercialização dos grãos, um volume de recursos da ordem de U$ 700.000.000. Junto com o crescimento na área agrícola vêm a reboque o comércio, a construção civil e o setor de serviços. O cultivo de Soja è a grande locomotiva que puxa a economia de Balsas a velocidade de 8.5% ao ano de taxa de crescimento.

Existem várias opções de lazer e turismo na cidade de Balsas e em toda a região do Sul do Maranhão. No turismo destacam-se a Cachoeira das Três Marias, Cachoeira do Macapá, Parque Ecológico Santa Luzia. Na região encontram-se outros pontos turísticos como Cachoeira do Cocal e Frutuoso (Riachão), Cachoeiras do Itapecuru e Cachoeira da Pedra Caída (Carolina). No lazer destaca-se a descida de bóia do Rio Balsas, Beira Rio, Ponte de Madeira do Rio Balsas, Ponte de Madeira do Rio Maravilha.


AS BALSAS DO RIO BALSAS - Por Pedro Ivo de Sousa e Silva

O meu primo Raimundo Floriano está escrevendo um livro no qual dedica um capítulo às “balsas” do Rio Balsas. Meu cunhado Cesário Barbosa Bonfim já fez um excelente trabalho sobre este assunto, cujo conteúdo aquele já está autorizado a usar. O Raimundo pediu ao meu filho Eduardo Bonfim e Silva que desenhasse uma “balsa” para ilustração de sua obra.
O Eduardo, apesar de toda boa vontade, ficou em dificuldade por ter saído da nossa cidade de Balsas ainda muito criança e nunca ter viajado em tal embarcação, bem como por não ter em mãos uma fotografia retratando um “balsa grande”, mas tão somente de pequenos “macacos” - como eram chamadas as ”balsinhas” para viagens curtas - pediu-me então que eu fizesse um esboço do que ainda me lembro de uma”balsa grande”, com capacidade para transportar muita carga e até passageiros em certas épocas do ano. Assim, mesmo não sendo desenhista, resolvi tentar atender ao pedido e rabiscar um arremedo (conforme anexo), apenas para dar uma idéia do que ainda me lembro a respeito daquele rústico meio de transporte, de tanta utilidade na época. A ”balsa” era feita de talos de palmas do buritizeiro jovem, cortadas ao rés do chão, secos e/ou verdes; os verdes ficavam um bom tempo ao sol, para depois serem juntados aos secos, permitindo assim a uniformidade de flutuação de todos, cuja quantidade utilizada dependia do volume de cereais a ser transportado da região dos “gerais” para a cidade de Balsas; eram cobertas de palha de coco babaçu ou de piaçava, tendo duas vogas fazendo papel de leme, sendo uma na frente e a outra atrás. Transportavam arroz com casca, feijão, farinha de mandioca, tapioca e até pequenos animais, tais como leitoas, galinhas e outros. Eram os produtos desses pequenos lavradores arduamente conseguidos em pequenas “roças de toco” e chiqueiros muito rudimentares. Naquela época sequer era conhecido o arado puxado a animal ou qualquer outro acessório que facilitasse a cultura, exceto o machado e a enxada. A modernidade passou diretamente desses utensílios para as máquinas agrícolas, o que fez desaparecer, praticamente, o pequeno lavrador, restando apenas aqueles que plantam para a própria subsistência.
Chegando em Balsas, depois de vendidos os produtos, quase sempre aos proprietários das usinas de beneficiamento de arroz e a pequenos quitandeiros da cidade; os talos de buriti eram adquiridos pelos intermediários desses produtos, que os deixavam por muitos dias arrumados no sentido vertical para desencharcarem, a fim de que pudessem ser reutilizados na confecção de grandes “balsas” que carregavam não só o arroz pilado (como era chamado), mas também couros de boi, peles silvestres, crina animal, penas de emas e porcos vivos para a cidade de Floriano, no Estado do Piauí ou, eventualmente, para Teresina, capital do mesmo Estado.
As “balsas” também levavam a estudantada ao término das férias de fim de ano; nestes casos eram divididas ao meio, no comprimento, com uma parede de palhas, formando um quarto para a acomodação das moças e de uma ou mais senhoras encarregadas da comitiva. Os rapazes armavam suas redes na outra metade, sobre o lastro formado de sacos de arroz pilado que se estendia por todo o assoalho da “balsa”. O comando ficava a cargo do “mestre” – exímio conhecedor de todos os canais percorrido nos rios Balsas e Parnaíba, mas sempre ao sabor da correnteza das águas, auxiliado pelo “contra-mestre”, o qual também fazia as vezes de cozinheiro.É importante dizer que esses bravos trabalhadores retornavam do destino a pé, levando nas costas não só o saco com a rede de dormir e alguns pertences, mas também as pás das vogas para serem usadas novamente. Ao chegarem a Floriano eram desmanchadas e vendidas a quem interessasse, para confecção de cercas de buriti nos quintais daquelas pessoas de menos posse.

Brasília, 25/09/2009 – Pedro Ivo de Sousa e Silva



JOSÉ DE SOUSA E SILVA - CASUSA RIBEIRO
Por Pedro Ivo de Sousa e Silva

Prezado Raimundo Floriano,
Recebi seu e-mail e agradeço sinceramente o comentário sobre o modesto trabalho que escrevi, na tentativa de contar, mais ou menos, como eram e para que serviam as balsas de buriti. Como disse naquele relato, sou fraco em desenho, tendo feito o rascunho apenas para que o Eduardo tivesse uma melhor idéia do que você pretendia. São válidas suas observações, entretanto, como o meu arremedo de desenho não refletiu o que eu quis descrever, gostaria de esclarecer alguns pontos: A cobertura de palha não ia de extremo a extremo em qualquer um dos dois sentidos, já que era preciso espaço na frente e atrás para facilitar a atracação ao anoitecer, ou mesmo em alguma eventualidade, e nas laterais havia as coxias de aproximadamente 50 centímetros de largura, por onde transitavam o mestre e/ou o contra mestre quando surgia uma situação inusitada qualquer. As vogas, como dois grandes remos, eram movimentadas num entra e sai das águas do rio, para que a balsa, mesmo descendo ao sabor da correnteza, estivesse sempre no canal desejado; apareceram no croquis como se estivessem suspensas, simplesmente para orientação. O fogão, conforme está no esboço, realmente ficava dentro da balsa, no canto traseiro, do lado esquerdo, sob uma pequena cobertura ou todo debaixo da casa principal. Repetindo, como disse no primeiro e-mail, o desenho proposto foi para ele melhor entender como era uma balsa. Acredito que o Eduardo vai conseguir representar com mais precisão aquela rústica embarcação, tão útil, nos idos do século passado.

D. Ritinha e todos os filhos do S. Casusa

Quanto aos dados biográficos do papai, destaco alguns pontos: Nasceu no Município de Floriano-PI, em 22 de outubro de 1898. Quando o Vovô Pedro mudou-se da fazenda para a cidade, o papai, ainda muito criança, foi trabalhar na casa comercial do seu irmão por parte de pai, Raimundo Ribeiro da Silva, o Tio Mundico. Em 1912 mudou-se para Balsas, onde já morava seu outro irmão por parte de pai, João Ribeiro da Silva, o Tio João Ribeiro, a fim de com ele trabalhar, no comércio em geral, tendo sido admitido posteriormente na firma, como sócio. Na vigência da sociedade, adquiriram um automóvel Ford, modelo 1929, o qual, depois, passou a ser de propriedade exclusiva do papai.

A Dindinha

O Tio João Ribeiro morreu no dia 30 de dezembro de 1930. A sociedade continuou com a viúva, Maria Ribeiro da Silva, a Dindinha Marica, e só se desfez em 1934, quando ela, premida pela necessidade de oferecer estudos mais avançados aos seus muitos filhos, mudou-se para Teresina-PI. O papai passou a negociar por conta própria, na Casa Violeta, sempre contando com o inestimável apoio do seu irmão Emigdio Rosa e Silva, o Tio Rosa Ribeiro.

Em 06 de dezembro de 1919 casou-se com Rita Pereira da Silva (Ritinha Pereira), tendo criado e proporcionado instrução aos dez filhos legítimos e a um de criação, com grande sacrifício, mandando-os para os estudos em centros mais adiantados, pois jamais transferiram sua residência de Balsas.

Faleceu, ainda relativamente novo, em São Luis-MA, no dia 27 de junho de 1952. Trabalhou ininterruptamente no ramo de distribuição de sal grosso e mercadorias em geral, inclusive tecidos, e na compra e venda de couros de boi, peles silvestres e todos os demais gêneros que se comercializavam na região na época.

A fim de expandir seus negócios, com firma individual, fundou uma casa comercial na cidade de Miracema-TO (antiga Xerente-GO), sob a direção do seu sobrinho e amigo Pedro Albuquerque e Silva, o qual se tornou seu sócio na firma Silva & Cia., transferida posteriormente para a cidade de Carolina-MA.

Em Balsas o papai foi um grande empreendedor em várias atividades, tais como produção de energia elétrica para sua própria residência, distribuida com alguns amigos por onde passava a rede condutora, usina de beneficiamnto de arroz, empresa de navegação fluvial, iniciada com o motor "Pedro Ivo" e a barca "Macapá", com capacidade de 40 e 60 toneladas, respectivamente, construídos na cidade de Sambaíba-MA.

Os motores Pedro Ivo e Ubirajara

Posteriormente, numa sociedade informal com o Sr.Luiz Botelho Barbosa, que com ele já vinha trabalhando no comando do motor "Pedro Ivo", foi lançado o motor "Ubirajara", destinado principalmente a transportar óleo combustível em tambores de 200 litros para o Conselho Nacional do Petróleo, do porto de Parnaíba-PI até Balsas. Naquele tempo, o CNP (através da empresa GEOFISICA), pesquisava petróleo na região de Riachão-MA e no lugar denominado "Testa Branca", no município de Balsas.

O papai era proprietário de dois grandes armazéns de madeira, onde estocava querosene e gasolina em latas de 18 litros (encaixotadas) e, principalmente, o sal grosso que vinha de Parnaíba em grandes barcas (rebocadas por embarcações a vapor). Havia barcas com capacidade de até 120 toneladas. O transporte para Carolina era feito em dois caminhões de sua propriedade, sendo um Chevrolet 1949 (ou 1945, não me lembro bem) e um Ford 1951.





Fazenda Canto Alegre - O paraíso é aqui!

No ramo de transporte rodoviário sempre contou com a colaboração do seu fiel amigo Miguel Lima, inicialmente no Chevrolet São José e depois no Ford São Pedro. Depois que o Miguelzinho passou a dirigir o Ford, o Chevrolet teve como motorista meu amigo Chico Cearense. Era proprietário da fazenda “Canto Alegre”, com aproximadamente 4.200 hectares, adquirida em 1932, e de outra, com mais de 17.000 hectares, conhecida por “Brejo Comprido”, comprada tempos depois. Havia também uma outra casa de comércio, denominada “Mercearia Ideal”, inclusive com bar e mesas de bilhar e de sinuca, habilmente dirigida por minha mãe Rita Pereira da Silva (Ritinha Pereira), sempre apoiada pela madrinha Maria Bezerra - sua grande amiga – esposa do meu tio Rosa Ribeiro.


A casa Marc Jacob, conhecida entre a população de Parnaíba por casa inglesa.

O papai era um grande aficcionado do futebol, já era praticado em Balsas naquele tempo; apoiava os times locais, bem como trazia e levava seleções de cidades próximas para a disputa de torneios regionais. Mandava cercar o campo de futebol com peças e peças de tecido (algodãozinho), por ocasião dos eventos esportivos de maior destaque. Quando foi construído o estádio, este recebeu o nome de Casusa Ribeiro, e assim permanece até hoje. Modéstia à parte, o meu pai foi um grande empreendedor, sério, respeitado e muito bem conceituado, não só em Balsas, mas também em toda a região que atuava e nas grandes praças fornecedoras de mercadorias. Representou a famosa “Casa Inglesa”, de Parnaíba, no sul do Maranhão e no norte do Estado de Goiás (hoje Tocantins).

Brasília, 07 de outubro de 2009
Pedro Ivo de Sousa e Silva


Agradecimentos especias do Baú do Edu:
Adelmar Bonfim e Silva, Antonio Estevam Neiva e Raimundo Floriano

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NOSSA CASINHA LÁ EM BALSAS


A última vez que estive em Balsas foi em julho de 1980, sempre com minha família. Essas férias acabavam sendo complicadas por mim (involuntariamente!) pois sempre ficava de recuperação nas escolas que passava. Depois dessas férias inesquecíveis, minha vida entrou num turbilhão. Fui reprovado, o John Lennon foi assassinado e para completar, minha namorada estava grávida! Consegui meu primeiro emprego fixo numa agência de propaganda (com a ajuda do Papai) e à noite estudava na Escola de Artes de Brasília. Exatamente 1 ano depois daquelas férias, estava casado. Meu 1º filho nasceu dia 5 de novembro de 1981. Por razões óbvias dei-lhe o nome de Pedro Ivo. Eu tinha apenas 19 anos! Todos esses contratempos, ano após ano, acabaram nunca permitindo meu retorno à minha terra natal tão amada pelo Papai. Hoje, tenho certeza que esse foi um dos maiores erros que já cometi e me enche de arrependimento. Todas as vezes, em que minha família ia passar as férias em Balsas, o Papai insistia muito para que eu fosse com eles. Principalmente, nos últimos 20 anos quando ele e a Mamãe finalmente conseguiram ter sua casinha lá em Balsas. Casinha que eu não conheci! Minha vida continua no mesmo turbilhão de 30 anos depois daquelas férias, mas prometi que assim que o tempo passar um pouco e minha cabeça estiver melhor, é a primeira coisa que vou fazer: voltar à minha terrinha! Por mim e pelo Papai. Desculpem, mas estou muito emocionado... Muito obrigado e um grande abraço em cada um de vocês! Eduardo