terça-feira, 30 de novembro de 2010

THE BEATLES "N" CHORO - SENSACIONAL!

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Desde que foi publicada essa postagem em 7 de janeiro de 2010, os links foram para o espaço rapidamente. Havia um limite de 12 downloads para cada. Muitas pessoas pediam que os renovasse. Estava só esperando o sinal! Tenho o prazer em ser amigo de um cara bacana chamado "Zé". O grande Zé Humberto Fagundes. Jonalista, etc. Ele também é pai do super-talento PABLO FAGUNDES - músico virtuoso (e) que faz um sucesso absurdo aqui em Brasília - e logo todo o Brasil conhecerá. Coversávamos sobre sobre chorinho e eu falei sobre essa coleção. Ele não conhecia. Eu apresentei e ele ficou maravilhado! Prometi então colocá-los novamente. Grande Zé. Aquele abraço! Tomara que amanhã não tirem mais isso da gente!

“The Beatles ‘In’ Choro” foi um projeto idealizado por Renato Russo e produzido pelo cavaquinista Henrique Cazes, com quatro volumes lançados de 2002 a 2005 e com um time de primeira qualidade, Carlos Malta (soprodes), Hamilton de Holanda (bandolim), Marcelo Gonçalves (violão 7 cordas), Paulo Sérgio Santos (clarinete) e Rildo Hora (gaita). Além do Quarteto Maogani (no volume 1). O acompanhamento das faixas tem, além de Henrique Cazes (violão, violão-tenor, viola caipira, banjo, cavaquinho midi e cavaquinho de acompanhamento) e Marcello Gonçalves (violão de sete cordas), outros grandes como Alceu Reis (violoncelo), Beto Cazes (percussão), Chiquinho Chagas (acordeom), Omar Cavalheiro (contrabaixo acústico e violão baixo) e Rui Alvim (clarinete). Nos quatro volumes o choro é de primeira qualidade e as canções que ficaram marcadas na voz do quarteto de Liverpool, ganha novos arranjos a moda brasileira e vale ressaltar que de forma alguma as canções perderam a originalidade. Estão lá: “Help”, “Something”, “Day Tripper”, “Eleanor Rigby”, “A Hard Day's Night”, “She's Leaving Home”, “Hey Jude”, “Penny Lane”, “Let It Be”, “Yesterday”, “Come Together”, entre tantos outros grandes sucessos dos Beatles! O resultado não poderia ser melhor,vale fazer os downloads e conferir os 4 CDs! Espero que gostem. Abração! Valeu!

Marcelo Fróes
Não é segredo e nem há dúvidas de que o choro é uma da formas mais originais e tradicionais de música neste país. O que poucos talvez saibam é que o interesse e o conhecimento de Renato Russo sobre música ia muito, mas muito além mesmo desse tal de roquenrol. Originário da punk music de Brasília e de uma das bandas mais aclamadas do chamado BRock, Renato era um apaixonado não só pelos Beatles e seus contemporâneos sessentistas, como também por música erudita – o que inclui clássicos, óperas e... choro. Cheio de projetos não concretizados em função de uma série de motivos, Renato Russo lançou uma idéia no ar antes de nos deixar em 1996: um disco com as músicas dos Beatles interpretadas por músicos de choro. Na época, o diretor artístico da gravadora de Renato era João Augusto, que empolgou-se pela idéia mas não pôde realizá-la com seu idealizador. Alguns anos se passaram e hoje, estabilizado com sua gravadora Deckdisc, João buscou autorização da família de Renato e finalmente procurou Henrique Cazes – experiente músico na cena “chorística” -, para convidá-lo a produzir o CD “Beatles’n’Choro”. Cazes empolgou-se com a idéia e foi estudar o repertório dos Beatles - para, encontrando as músicas com maior potencial, compreender o que Renato havia idealizado e aí então poder materializar o projeto. Henrique Cazes encontrou material para vários discos em sua pesquisa, empolgando-se com o desafio de transpor a música dos Beatles para o choro. "Há bastante tempo eu defendo a idéia de que choro não é um ritmo e sim uma musicalidade, um jeito de tocar. Cheguei até a escrever um livro defendendo essa tese, então chegou a hora de mostrá-la na prática!", sintetiza o produtor. O elenco de solistas convocados inclui alguns dos mais brilhantes músicos da atualidade: o improvisador Carlos Malta, o elogiado bandolinista brasiliense Hamilton de Holanda, o clarinetista e concertista Paulo Sérgio Santos, o experiente gaitista Rildo Hora, os violonistas do Quarteto Maogani e Marcello Gonçalves (violão 7 cordas). Os arranjos de Henrique Cazes, também solista com seu cavaquinho, abrangem as diversas vertentes do choro – choro-canção, maxixe, choro-samba, etc – e isso certamente garantiu ao conceito uma dinâmica e uma diversidade rara em projetos ambiciosos como este. "Acho que Renato teria gostado, pois mantivemos os traços de lirismo e humor dos quatro de Liverpool", completa Cazes.
“Me emocionei muito gravando duas lindas canções dos Beatles e sei que a causa disso é a maravilhosa essência desta música junto com a beleza rara e a gostosa simpatia do Choro, nosso brasileiro Choro”. (Hamilton de Holanda – Bandolinista)

“Beatles'n’Choro é uma viagem pela música universal e o jeito mais brasileiro de mostrar que o “sonho” não acabou”.
(Carlos Malta - Flautista)

“Para mim, os Beatles representam um grande momento da criação na música popular , por causa da poética, do fraseado rico e musicalidade idem. Além do mais, quem não gosta dos Beatles?”
(Rildo Hora – Gaitista)

“Tentamos, nessa difícil tarefa de “recriar” um clássico, conciliar ao máximo respeito e originalidade, reverência e criatividade”.
(Paulo Aragão – Quarteto Maogani)

“Se para mim, tocar choro é uma coisa natural pela prática cotidiana, tocar Beatles é também muito natural. Vi que esse repertório estava magicamente fresco em minha memória (...). Foi um grande sonho que se realizou”.
(Marcello Gonçalves – Violão 7 Cordas)

"Excelentes! Os quatro discos são absolutamente IMPERDÍVEIS!!!"
(Edu - O Baú do Edu)

Para se ter uma idéia: THE BEATLES "N" CHORO - HELP!



Beatles'n'Choro CD 1
01 - Carlos Malta - Help!
02 - Hamilton de Holanda - Something
03 - Paulo Sérgio Santos - The Fool On The Hill
04 - Henrique Cazes - Day Tripper
05 - Rildo Hora - Here, There and Everywhere
06 - Henrique Cazes e Marcello Gonçalves - Blackbird
07 - Quarteto Maogani - While My Guitar Gently Weeps
08 - Paulo Sérgio Santos - When I'm Sixty-four
09 - Henrique Cazes - With A Little Help From My Friends
10 - Hildo Hora - For No One
11 - Hamilton de Holanda - Eleanor Rigby
12 - Carlos Malta - The Long And Winding Road

01 - Carlos Malta - You're Going To Lose That Girl
02 - Henrique Cazes - In My Life
03 - Rild Hora - A Hard Day's Night
04 - Hamilton de Holanda - Yesterday
05 - Paulo Sérgio Santos - Martha My Dear
06 - Hamilton de Holanda - I Want To Hold Your Hand
07 - Marcello Gonçalves - She's Leaving Home
08 - Rildo Hora - If I Fell
09 - Henrique Cazes - You Won't See Me
10 - Paulo Sérgio Santos - Michelle
11 - Hamilton de Holanda - Here Comes The Sun
12 - Carlos Malta - Come Together

DOWNLOAD CD 02
http://www.4shared.com/file/R-aMvm1-/Beatles_chorinhos__cd2_obaudoe.html

Beatles'n'Choro CD 03

01 - Carlos Malta - I Feel Fine
02 - Hey Jude - Hamilton de Holanda
03 - Paulo Sérgio Santos - Honey Pie
04 - Henrique Cazes - Got To Get You Into My Life
05 - Rildo Hora - Do You Want To Know A Secret
06 - Marcello Gonçalves - We Can Work It Out
07 - Henrique Cazes - All My Loving
08 - Paulo Sérgio Santos - Wait
09 - Henrique Cazes - Girl
10 - Rildo Hora - Hello Goodbye
11 - Hamilton de Holanda - Mother Nature's Son
12 - Carlos Malta - Penny Lane

DOWNLOAD CD 03
01 - Carlos Malta - The Night Before
02 - Hamilton de Holanda - Ticket To Ride
03 - Rildo Hora - Let It Be
04 - Henrique Cazes - And I Love Her
05 - Paulo Sérgio Santos - I Will
06 - Marcello Gonçalves e Henrique Cazes - Because
07 - Hamilton de Holanda - You Never Give Me Your Money
08 - Rildo Hora - She Loves You
09 - Paulo Sérgio Santos - Maxwell's Silver Hammer
10 - Hamilton de Holanda - Ob-la-di, Ob-la-da
11 - Henrique Cazes - Nowhere Man
12 - Carlos Malta - The Inner Light

DOWNLOAD CD 04

OS ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ - Nº 05

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Esta matéria foi publicada na Revista Manchete no início de setembro de 1980. Me lembro como se fosse hoje! Fiquei feliz em saber que meu herói estava de volta e logo colocaria minhas mãos em seu mais novo lançamento! John Lennon estava realmente na mídia onde também foi publicada uma entrevista raríssima dele na revista Veja dias antes dos disparos. Ainda antes da entrevista da Playboy! Não percam a próxima edição de “OS ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ.
Abração!

JOHN LENNON – O SOM RENASCEU!

Ao contrário de Paul McCartney, que vem badalando (e gravando) adoidado com seus Wings, John Lennon, 39 anos, parecia ter escolhido o silêncio como depoimento final de uma das carreiras mais bem-sucedidas do século. Lennon – autor da famosa frase “O sonho acabou” – desde o reatamento com Yoko Ono, vivia recluso em seus cinco apartamentos no sinistro “Dakota” – prédio onde foi filmado O Bebê de Rosemary. Já havia até ganho o apelido de A Greta Garbo do Rock, resumindo suas atividades a caminhadas anônimas e esporádicas pelo Central Park. Agora, para surpresa geral, ele voltou ao estúdio, após sete anos sem gravar. E que música pretende o ex-Beatle oferecer em 1980? “Algo diferente, além da discoteca”, responde pelo marido Yoko Ono, 47 anos. Quem acompanhou as gravações diz que será material romântico, descrito por Yoko como um diálogo entre um homem e uma mulher. “Temos levado uma vida ótima durante os últimos seis anos”, diz a Sra. Lennon, “e esse clima vai marcar bastante a qualidade do som deste novo disco.” Nas melhores lojas (dos EUA), a partir de outubro.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

GEORGE HARRISON - WHEN WE WAS FAB

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GEORGE HARRISON - 9 ANOS DE SAUDADE

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Hoje completam-se 9 anos da passagem do nosso querido amigo George Harrison. Nosso Baú do Edu é especialmente dedicado à sua lembrança e saudade. Para quem quiser ver ou rever as principais matérias dedicadas ao nosso Beatlezinho Caçula publicadas aqui no blog, os links são:

GEORGE HARRISON - THE LIGHT THAT HAS LIGHTED THE WORLD
http://obaudoedu.blogspot.com/2010/02/george-harrison-light-that-has-lighted.html

FOLHA ILUSTRADA - 30/11/2001

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Morte de Harrison comove Reino Unido
da France Presse, em Londres

Após 21 anos da morte de John Lennon, George Harrison, 58, vítima de um câncer, é o segundo Beatle a deixar os fãs e todo o Reino Unido chorando nesta sexta-feira pelo mais jovem dos "quatro rapazes de Liverpool". Muitos jovens, o que testemunha a imortalidade dos Beatles, correram para manifestar sua emoção para os estúdios EMI de Abbey Road, ao norte de Londres, onde John, Paul, George e Ringo gravaram a maioria de suas canções. Muitos londrinos também estão se dirigindo para a frente da casa de Harrison, em Henley-on-Thames (oeste de Londres). O mais discreto dos componentes do conjunto musical mais famoso da história da música pop morreu ontem em conseqüência de um câncer no cérebro, confirmou seu companheiro de música e amigo de infância, Paul McCartney.
George Harrison morreu na casa de um amigo, em Los Angeles, tendo a seu lado a mulher Olivia, de 51 anos, e seu filho Dhani, de 24 anos. O músico "se foi deste mundo como viveu, consciente da existência de Deus, sem medo da morte e em paz", declarou sua família, em um comunicado. "Sabíamos que estava doente há muito tempo. Foi um cara adorável e um homem muito corajoso, e tinha um maravilhoso senso do humor. Era um verdadeiro irmãozinho meu", declarou Paul McCartney à imprensa, em sua residência ao norte de Londres. "Travou uma longa batalha contra o câncer. Eu o vi na semana passada e ainda estava cheio de humor, como sempre", acrescentou McCartney, visivelmente comovido. Na pátria dos Beatles, as homenagens ao autor de "Here Comes the Sun", "While My Guitar Gently Weeps" e "Something" se sucedem nesta sexta-feira, em todos os setores do país.
A rainha Elizabeth 2º declarou-se "muito triste", a bandera britânica foi colocada a meio mastro na prefeitura de Liverpool, berço dos Beatles, onde a municipalidade expôs um livro de condolências. O primeiro-ministro Tony Blair, que chegava a Dublin, na Irlanda, para participar em uma reunião com seu colega irlandês Bertie Ahern, dedicou suas primeiras palavras à morte de George Harrison. "A geração de Bertie (Ahern) e a minha cresceu com os Beatles", declarou Blair, 48. "Sua música e a personalidade dos membros do conjunto faziam parte de nossa vida", acrescentou, recordando que "Harrison não foi apenas um grande músico, e sim fez um grande trabalho de caridade." George Harrison lutava havia anos contra o câncer. Foi operado uma primeira vez, em 1997, de um tumor na garganta, e foi submetido a uma segunda operação, dessa vez nos pulmões, em março passado. No início deste mês, voltou a ser operado de um tumor no cérebro, no Staten Island University Hospital, de Nova York. O mais jovem dos Beatles é o segundo membro do grupo que desaparece, depois que John Lennon foi assassinado por um desequilibrado em 1980. Mas, ao contrário da violenta morte do excêntrico Lennon, George Harrison morreu discretamente, da mesma maneira com que viveu e conduziu sua carreira, eclipsado pela sombra gigante de John e Paul. Mas este homem discreto, mais interessado pela vida interior do que pelas atividades mundanas, deixa uma contribuição essencial para a música popular, como enfatizou o músico Bob Geldof, ex-cantor dos Boomtown Rats.

OS ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ - Nº 04

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Matéria publicada na Revista Pop de março de 1979.

“ME SENTI COMO SE ESTIVESSE DIANTE DE DEUS”
Por José Emílio Rondeau

Eu cresci, da mesma maneira que minha geração, a anterior e algumas seguintes, admirando esse cara que está agora à minha frente. Junto com John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr, George Harrison formava a mais importante banda de rock de todos os tempos – e até mais que isso: juntos eles viraram o mundo ao avesso e passaram a representar tudo o que um adolescente queria. Eu tinha, então, apenas 13 anos – e me lembro como os Beatles estavam ligados a todas as coisas: contestação, psicodelia, cabelos longos, a gíria, a ascenção da guitarra, o rock. Os Beatles eram Deus e o Mundo.
E hoje, aos 22 anos, eu estou diante de um daqueles quatro deuses, falando com ele um sonho real. Aos 37 anos, George Harrison é agora um homem maduro, sereno e simples, que cuida sozinho de seu jardim, vive com a mulher e com o filho de 6 meses, que gosta de música clássica indiana e de corridas de automóveis – foi para assistir ao Grande Prêmio de Fórmula 1 que ele acabou vindo ao Brasil, de surpresa, quando ninguém mais acreditava que viesse.
Falar com ele foi como falar com minha própria adolescência. Ou como rever um velho amigo que nunca conhecera pessoalmente. Voltar aos tempos dos Beatles ... no fim da entrevista, George decidiu atender às fãs que há horas esperavam para vê-lo. Cercado por guardas de seguranças da gravadora WEA, teve que correr até o carro que la levá-lo ao aeroporto, enquanto as meninas gritavam, socavam o capô, ativaram-se à frente. Quando finalmente conseguiu partir, fiquei vendo a poeira do Galaxie, com um nó na garganta. José Emílio Rondeau

HITPOP – Você, que era em primeiro lugar um guitarrista, agora está diversificando seus interesses, produzindo filmes, ligando-se a corridas. Como ocorreu essa mudança?

George Harrison –Bem, em primeiro lugar, eu sou um jardineiro. Passo a maior parte de meu tempo, hoje plantando: só em novembro, plantei mais de 50.000 mudas. Em segundo lugar, eu sou um compositor, em terceiro, um guitarrista; e em quarto, um cantor. Essa é mais ou menos a ordem. Em minha vida, tudo ocorreu mais ou menos como num trampolim: tocar guitarra levou-me a música, a música levou-me para os Beatles, os Beatles foram um trampolim para os discos, aí me envolvi com gente de cinema. Resolvi produzir o filme do Monty Python porque sou um fã deles, e quando os antigos financiadores se afastaram, eu entrei. Quanto às corridas, bem, eu gosto delas desde os 12 anos de idade, mas antes não podia ir a nenhuma, por causa da popularidade dos Beatles. Hoje posso, e vou.

HITPOP – Quando você lançou seu primeiro disco individual. All Things Must Pass (relançado agora no Brasil pela Odeon) houve uma grande reação positiva. Depois, na excursão de 74, as críticas foram totalmente negativas. Isso o afetou?

George – Tudo na vida é um ciclo: você sabe, depois tem que descer. Não é nada bom quando te criticam tanto, mas ajuda: ou você enlouquece e se mata, ou se fortalece. Além disso naquela excursão eu perdi a voz.

HITPOP – E hoje, em relação à sua carreira, como você se sente?

George – Eu não vejo meu trabalho como uma carreira. Faço ocasionalmente um disco porque gosto de compor, só isso. Não sou como Paul, que fez uma carreira excursionando com sua nova banda, gravando. Ele é viciado em trabalho, adora estar sempre tocando. Eu não, já tive minha superdose de fama. Hoje, prefiro ficar no meu jardim, não quero nunca mais ser famoso. Foi uma escolha , entende?

HITPOP – E quanto a John?

George – Acho que John não pega na guitarra há uns 3 anos. Ele vive no Japão e em Nova Iorque, tomando conta de seu bebê, Sean. Eu tenho um filho de seis meses, e é muito melhor ficar com ele, em casa, do que estar dizendo todas essas besteiras sobre os Beatles. Com todo o respeito que tenho pelos Beatles: aquilo foi bom para aquele tempo, mas... Sabe, algumas pessoas, como Paul, têm necessidade de estarem na televisão, nas paradas. Eu não.

HITPOP – Você não acha importante mostrar sua música?

George- Eu acho importante, quando você faz um disco, as pessoas saberem que ele existe. Seria uma vergonha se ninguém soubesse. Mas ser famoso, não. Te deixa maluco. Seria muito bom que todo mundo que todo mundo que quer ser famoso pudesse sê-lo, por uma semana, pra sentir como é duro.

HITPOP – A transição do trabalho em grupo com os Beatles para o trabalho individual foi difícil?

George – Foi fácil. Uma das razões da separação foi que todos nós escrevíamos um monte de músicas e gravávamos só três ou quatro. Era como ter prisão de ventre. Com o All Things Must Pass, então, eu finalmente pude ir ao banheiro: o disco tinha dezoito músicas, um alívio. Aliás, o disco de ouro que ganhei ´pr ele está pendurado exatamente no meu banheiro. Trabalhar sozinho, então, foi fácil. Já que eu tinh as músicas.

HITPOP – Quando começaram as más vibrações entre os Beatles?

George – Em 67, quando John se juntou a Yoko. Antes de tudo era muito bom, tudo. Havia turbulências, claro, passamos por coisas que ninguém imagina. Aí durante o filme Let It Be, as coisas estavam péssimas. Eu deixei a banda durante as filmagens, já estávamos cheios de tanta Yoko. Ela estava tentando entrar para os Beatles, então Paul arrumou Linda pra se apoiar. Foi demais pra mim, elas estavam em todos os lugares. Levei Eric Clapton pra tocar conosco em While My Guitar Gently Weeps porque, tendo alguém olhando, John e Paul teriam que tocar direito: os dois faziam tantas músicas que, quando chegava a minha vez, eles sempre tentavam estragá-la. Era como lidar com crianças, sabe? As pessoas pensavam que tudo era um mar de rosas. Mas nós vivíamos num inferno.

HITPOP – Qual a sua reação quando o empresário Brian Epstein morreu?

George – Me senti muito triste. Foi como se tivesse tirado nosso chão. Não sabíamos para onde olhar, nem pra onde ir. Até aquela época, nós não organizávamos nada, não sabíamos nada de negócios. Brian fazia tudo, era como um juiz, guia.

HITPOP – Os Beatles são considerados o início de tudo o que hoje é chamado rock. Você concorda com isso?

George – De certa forma, sim. Somos parte da história, embora em relação as todas as modificações da época nós tenhamos sido vítimas das circusntâncias tanto quanto os demais. Os Beatles foram importantes, sim, mas não éramos a resposta para os problemas do mundo. Fomos a melhor banda: até hoje não há nada igual. Mas o resto era bobagem, e havia tantas pressões... Sabe, foi importante que nós nos separássemos: um dia os Beatles cairiam. E é melhor fazer como Muhammad Ali: ganhar o campeonato e se aposentar, como Jackie Stewart fez na fórmula 1. Os Beatles, então, foram assim: nós ganhamos todos os campeonatos e depois nos aposentamos. Antes que começássemos a cair.

HITPOP – Por que vocês deixaram de se apresentar ao vivo tão cedo, em 1966 ainda?

George – Porque nossa vida era muito concentrada. Um ano era como vinte anos. O tempo todo havia pressões, imprensa, o público, voando de um lado para outro, tumultos em cada cidade. Um ano para cada um de nós, era uma vida. E, por volta de 65, 66, eu, por exemplo, me sentia como se já tivesse vivido trezentos anos!


HITPOP – Como foi que você começou a se interessar por assuntos espirituais?

George – Bem, um dia, eu, John e nossas esposas fomos jantar. E John colocou ácido em nosso café. Nós não sabíamos o que era aquilo, e ele nos disse: “Aconselho que vocês não saiam”. Depois, pensando que ele nos estava convidando para uma orgia em sua casa, saímos. Acabamos entrando em uma discoteca chamada Ad Lib – e uma porção de coisas incríveis começaram a acontecer. Parecia que estávamos na pré-estréia de alguma coisa, achamos que o elevador estava em chamas (havia apenas uma luz vermelha), e quando saímos dele estávamos todos gritando. Foi incrível. E depois dessa experiência de deixar meu próprio corpo, de ver meu ego, passei a procurar alguma coisa mais real. Então me liguei em música clássica indiana, fui a Índia, passei algum tempo com Maharishi Mahaesh Yogi, em Bangor, para me encontrar.

HITPOP – Voltando ao Monty Python: como você começou a trabalhar com eles?

George – Eles são meus velhos amigos, Eric Idle, um deles, escreveu comigo o roteiro para o filme dos Ruttles, uma paródia dos Beatles feita pelo Monty Phyton, no qual eu até trabalhei. Os Ruttles foram uma liberação, pra mim, uma piada com os Beatles. E tudo deve ter um lado engraçado.

HITPOP – Você, que representou o rock de toda uma geração, como vê o rock dos anos 80?
George – Deverá ser bom. Mas sinceramente, não presto muita atenção à música que predomina hoje. Gosto de algumas coisas, como Elton John E Ry Cooder. Mas quando quero me sentir bem, ouço música clássica indiana, que tem suas raízes no espírito. Fim.




THE BEATLES - FOR YOU BLUE

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GEORGE HARRISON - UM BEATLE NO BRASIL

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George Harrison foi o primeiro Beatle a vir ao Brasil - e não veio para não para cantar, mas para assistir ao GP do Brasil naquele mesmo ano de 1979, em Interlagos. O cantor e guitarrista curtiu alguns dias de praia e sol como hóspede de Emerson Fittipaldi na casa que o bicampeão tinha em Guarujá. A seguir a gente relembra a entrevista para o programa Fantástico da Rede Globo em em 1979 com George Harrison, durante sua visita ao Brasil. A entrevista foi ao ar em 11 de fevereiro. Uma pena que o repórter seja tão fraco.


OS ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ - Nº 05

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Este artigo foi publicado na revista SOM TRÊS de setembro de 1979. É um review assinado por Ana Maria Bahiana, sobre o lançamento do álbum George Harrison.


Nove anos de música na vida do jardineiro George

"Não consigo pensar na minha vida como uma carreira, hoje. Gosto de música, de tocar minha guitarra, mas é só isso. Acho mais importante ficar com meu filho, minha mulher e cuidar do meu jardim. Me considero, basicamente, um jardineiro".


Há jardins na casa de George Harrison (WEA) e de All Thing Must Pass (EMI). E nove anos separando um do outro. Na recente e curtíssima – e curtíssima – passagem pelo Brasil, George não falou em nenhum dos dois – embora, teoricamente, tenha vindo divulgar o segundo – mas do tempo dos jardins e dos Beatles. Havia uma sensação estranha em olhar aquele homem muito velho para seus 36 anos, muito sereno para quem viveu tudo que viveu: a sensação de que todos ali – jornalistas, fotógrafos, ele mesmo – estavam vivendo uma fantasia, uma trip, uma irrealidade, que estávamos todos representando uma entrevista com frieza e profissionalismo, porque não podia ser verdade. Não é mesmo, George Harrison realmente não existe, é uma imagem de celulóide, uma impressão numa folha de jornal, uma voz sem corpo numa caixa acústica.
Em algum ponto da entrevista você percebe que ele sabe disso. Que olha a si mesmo de fora, e sabe que não tem, na verdade, carreira nenhuma a manter, imagem nenhuma a cultivar, que já tinha provado tudo que precisava provar e deixado a si mesmo lá atrás, lá longe, como a casca de uma cigarra.
E, no entanto, ele faz discos. Talvez porque tenha passado os últimos seis anos - espaço que separa seu derradeiro bom álbum. Living in the Material World, deste último George Harrison – caminhando para longe de si mesmo, do personagem que foi, ele tem feito em sua maioria discos ruins, monótonos, desleixados. E talvez porque tenha chegado ao ponto em que realmente, o que foi não importa, ele faz agora, um álbum magnífico em sua simplicidade, repleto de hits certeiros, como “Blow Away”, “Love Comes to Everyone”, “Here Comes The Moon”( a antítese de “Here Comes The Sun”) e canções belíssimas, continuadoras de uma linhagem inaugurada com “Something”, “Dark Sweet Lady”, “Your Love is Forever”, “Soft Touch”. Música comercial de primeira linha, como em síntese, os Beatles sempre fizeram. Executada com maestria de alguém que conhece todas as intimidades do estúdio, esse velho amigo.
Há um ciclo se fechando entre Harrison e All Things Must Pass, o álbum triplo que está sendo relançado no Brasil. All Things é o primeiro passo fora, e por isso é raivoso, abundante, majestoso, jorrando como uma hemorragia – ou como uma dor de barriga, como, candidamente, o próprio George o comparou. É seu melhor disco, e um dos melhores discos feitos nos anos 70. Está repleto de clássicos – “If Not For You”, “Beware of Darkness”, “I’d Have You Anything”, “Isn’t It a Pity”, “My Sweet Lord” – e com uma dinâmica diabólica em cada faixa – “What Is Life”, para citar o exemplo máximo. A guitarra não é genial, mas tem estilo, bom gosto, leveza. A voz é bruxulenta, mas George sabe como gravá-la e fazer dela a sua assinatura. George é, acima de tudo, inventor de melodias – e assim sobreviverá a si mesmo e será encontrado em plena forma, nove anos depois. Aí já é o fim de uma estrada, o começo de outra. Sentado sobre uma pedra, olhando para trás, pacificamente, e não mais no meio daquele descampado, os quatro anõezinhos caídos no chão, aquele olhar de “viram o que aconteceu?”. Todas as coisas devem passar.
E George veio, George foi, George falou e parecia que não era ele, e talvez não fosse, mas isso já não faz diferença. George não tem nenhum motivo para fazer música, nem boa nem má, nem para ganhar dinheiro. Mas faz. Nada mau para um jardineiro. Ana Maria Bahiana

DOWNLOAD:
http://www.4shared.com/file/2xs1KIQI/GH_GH_1979_obaudoedublogspotco.html

domingo, 28 de novembro de 2010

THE BEATLES X CIGARRO! CIGARRO: 1 X 0

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Os quatro Beatles eram fumantes compulsivos. Todos começaram a fumar ainda muito jovens quando se tornaram Teddy Boys. O vício pelo tabaco durou muitos anos, quase o mesmo tempo de suas carreiras.

Por quê os Beatles fumavam tanto? Se alguém fosse procurar a resposta em um livro de psicologia talvez encontrasse que a causa daquela fumaceira toda seria por conta da tremenda pressão e ansiedade pelas rotinas das turnês que faziam o tempo todo! Ok. O tempo passou. A ansiedade e o gosto pelo cigarro, não. Eles apareciam fumando em qualquer oportunidade que tinham! E assim, foi a vida toda. Até George Harrison aparecer com câncer!

Dos quatro Beatles, George (o mais novo!) foi quem começou a fumar primeiro. Ele começou mais cedo. Com 12 anos roubava os cigarros do velho Harold para ficar fumando escondido, sozinho, no telhado da casa onde viviam os Harrisons. Só começou a fumar mesmo “brabo” quando entrou para o bando de um tal McCartney, e, os dois, logo depois, para o de Lennon, um peste ainda maior!

“Os jovens Beatles fumavam muito sim! Estavam encantados! Fumar era tão natural quanto fazer a barba naquela época! Eles eram jovens rebeldes e fumando achavam que estavam conseguindo o status de “gente grande”. O cigarro e o vício do tabaco eram moda! Quem não fumasse, era um bundão, e seria amaldiçoado pelo o resto da vida!” Explica o professor Hugo Strange.

Durante todos os anos que os Beatles estiveram juntos, em nenhum momento, cogitaram, sequer, a possibilidade de abandonarem o vício. Claro! Nem poderiam. E nem queriam! Mas se, com o poder que tinham em 1965, num show como o do Shea Staduim, John Lennon tivesse dito que os Beatles odiavam cigarro e haviam abandonado o vício, a história da indústria dessa droga teria sido bem diferente!

Agora a gente vai ver um artigo publicado no "Informativo ADESF – Associação de Defesa da Saúde do Fumante” do dia 30/11/2001ás 14h46:

Morte de Harrison pode ajudar fumantes a largarem o vício
Agência Reuters, Londres

A morte de George Harrison pode fazer com que outras pessoas vivam, segundo especialistas. Médicos afirmaram na sexta-feira que o câncer que matou o ex-Beatle poderia dar aos grupos antifumo um grande reforço. Eles esperam que a morte de Harrison por câncer aumente a conscientização sobre a doença e envie uma mensagem poderosa sobre os perigos do cigarro. O membro mais jovem da banda que sintetizou o espírito dos anos 1960 não escondeu sua doença ou o fato de que fumava muito. "George Harrison é o último de uma longa lista de astros e estrelas muito queridas que morreram de câncer", disse Leslie Walker, da entidade britânica Cancer Research Campaign. "Isso mostra que o câncer não respeita a fama ou a fortuna", acrescentou. Walker disse que a luta de Harrison contra o câncer começou com tumores no pulmão e na garganta e, mais recentemente, ele recebeu tratamento para um tumor no cérebro.
"Ele não fez segredo sobre seu arrependimento de ter fumado muito e sabemos a partir de nossa pesquisa que o tabaco é a única grande causa do câncer de pulmão", afirmou Walker. Como as mortes de Yul Brynner, John Wayne e Linda McCartney, a perda de Harrison vai aumentar a preocupação com o câncer pois a sociedade identifica-se muito com as celebridades. "Achamos que os conhecemos. Eles tornam-se parte de nossa família e, portanto, quando algo acontece com eles, isso também está acontecendo com nossa família", disse Cary Cooper, psicólogo da Universidade de Manchester. "Se eles ficam doentes, esta doença torna-se uma doença significativa". A franqueza do prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, sobre seu câncer de próstata aumentou a demanda pela realização do exame da doença. O ex-Super-homem Christopher Reeve tornou-se um porta-voz global de pacientes com lesão na medula espinhal e o ator Michael J. Fox é o rosto da doença de Parkinson. A morte de Harrison é vista como particularmente significativa devido a seu caráter gentil e espiritual e porque os Beatles representaram a década de 1960 - uma época de reflexão, amor livre, rebeldia e desafio dos valores estabelecidos. "Este é o fim de uma era. Isto simboliza o final do que acontecia provavelmente no Reino Unido e no resto do mundo desenvolvido, o final de uma década poderosa - os anos 60", disse Cooper. Especialistas em saúde e grupos antifumo acreditam que o arrependimento público de Harrison sobre o fumo e sua morte precoce aos 58 anos poderiam convencer as pessoas a largar o cigarro ou não começar a fumar, uma conscientização melhor do que qualquer campanha de saúde pública. "Esta é uma mensagem completa", disse Clive Bates, da Action on Smoking and Health 9ASH0. "Para as pessoas que cresceram com os Beatles e ainda estão fumando, acredito que a morte de Harrison vai provocar uma pausa real."

Depois de tanta chatice, que tal matar um pouco da saudade
do velhão com a belíssima "BLOW AWAY"?




IMAGEM DO DIA - TRAVELING WILBURYS

Um comentário:

JEFF LYNNE E SUA ELETRIC LIGHT OCHESTRA

Um comentário:
Jeff Lynne, maestro, compositor, cantor, guitarrista e multi-instrumentista, co-fundador de uma das mais bem conceituadas bandas dos anos 70 e 80, nunca negou - muito pelo contrário – que sempre foi fã de carteirinha dos Beatles. Há uma lenda que diz que o dia mais feliz da sua vida foi quando viu na platéia as figuras de John Lennon e Paul McCartney durante uma das primeiras apresentações da sua nova banda. Conheceram-se depois do show, mas essa amizade não floresceu. A amizade que vingou de verdade foi a que manteve com George Harrison do começo dos anos 80 até o final.

Jeffrey Lynne, mais conhecido como Jeff Lynne (nascido em 30 de dezembro de 1947 em Birmingham, Reino Unido), é um cantor-compositor e produtor musical inglês. Foi o co-fundador (com Roy Wood e Bev Bevan), guitarrista, e vocalista da Electric Light Orchestra nos anos 70 e 80, e também foi co-fundador dos Traveling Wilburys (com Bob Dylan, George Harrison, Tom Petty, e Roy Orbison) nos anos 80. Trabalhou como produtor em discos de dezenas de artistas e tambem participou do “Anthology” dos Beatles. Antes da Electric Light Orchestra, Lynne foi um membro do Idle Race e, junto com Wood and Bevan, do The Move.

A ELETRIC LIGHT ORCHESTRA - ELO

A Electric Light Orchestra, ou apenas ELO, foi formado em 1970, em Birmingham, na Inglaterra por Roy Wood. O grupo ainda tinha Jeff Lynne (guitarra), Rick Price (baixo) e Bev Bevan (bateria). Eles se conheceram na banda The Move, que estava ativa desde 1966 e a intenção era continuar no estilo rock melódico com influências clássicas. Morando em Londres, o grupo chamou o instrumentista de sopro Bill Hunt e o violonista Steve Woolam para gravar o álbum de estréia, “No Answer”. Durante os shows de divulgação, ocorreram mudanças na formação do grupo com a entrada de Wilf Gibson (violino), Richard Tandy (baixo), Andy Craig e Hugh Mac Dowell (ambos no cello), com isso, o disco emplacou a música “10538” no Top 10 britânico. Algumas semanas depois, Wood resolveu deixar o grupo para criar o Wizzard e mais quatro integrantes deixaram o ELO em seguida - Jeff Lynne assumiu a liderança, os vocais e a guitarra para dar continuidade ao trabalho com a nova formação: Michael D’Albuquerque (baixo), Richard Tandy (teclado) Mike Edwards e Colin Walker (cellos). Em 1973, o disco “ELO II” fez a volta do grupo às paradas musicais com um cover de Chuck Berry, “Roll Over Beethoven”. A canção se tornou também o primeiro ‘hit’ nos Estados Unidos, mas foi com “Cant’t Get It Out of My Head” do disco “Eldorado”, lançado em 1974, que o grupo chegou ao Top 10 norte-americano. O sucesso do ELO cresceu a cada ano, mas as mudanças de formação se tornaram constantes. 5 milhões de cópias do disco “A New World Record” foram vendidas em 1976. Com bons lançamentos, entre eles “Discovery” (1979), responsável por duas canções no Top 10, garantiram a boa venda de “Greatest Hits”, com os maiores sucessos da carreira do grupo. Na mesma época, Jeff Lynne compôs algumas músicas para a trilha sonora de “Xanadu” com Olívia Newton-John, elas foram gravadas pelo ELO e pela atriz e cantora. Na década de 80, o entra e sai não foi diferente. Após o lançamento de “Secret Messages” em 1983, Bevan saiu para tocar no Black Sabbath. Mas, três anos depois ele voltou a tempo de gravar “Balance of Power” com o hit “Calling América”, que não repetiu o sucesso dos anteriores. Com Jeff Lynne trabalhando também como produtor de outros músicos, o ELO perdeu a popularidade com o tempo, logo, Jeff se lançou em carreira solo e o grupo se desfez.

Em 1980, Jeff Lynne foi convidado a escrever para a trilha sonora do filme musical Xanadu, com a outra metade escrito por John Farrar e executada pela estrela do filme, Olivia Newton-John. O filme foi fraco em desempenho nas bilheterias, mas a trilha sonora foi excepcionalmente bem, acabou indo para platina dupla. O álbum gerou dois singles de Newton-John ("Magic", # 1 nos Estados Unidos, e "Suddenly", com Cliff Richard) e ELO ("I'm Alive", que ganhou disco de ouro, "All Over the World" e "Don't Walk Away"). A faixa-título foi realizada por ambos: Newton-John e ELO.

Em 1981, o som ELO mudou novamente com o álbum "Time". Com a seção de cordas demitidos, os sintetizadores tiveram um papel preponderante, como foi a evolução da cena musical na maior parte do tempo. Time liderou as paradas britânicas por duas semanas e foi o último álbum de estúdio ELO a ser disco de platina nos Estados Unidos e no Reino Unido. Singles do álbum incluiam "Hold On Tight", "Twilight", "The Way Life's Meant to Be", "Here Is The News" e "Ticket to the Moon". Jeff Lynne queria que “Time” fosse um álbum duplo. A CBS bloqueou seu plano alegando que seria muito caro. O novo álbum foi editado de álbum duplo em um único disco e lançado como Secret Mensagens em 1983. (Muitos dos out-takes foram liberados mais tarde em "Afterglow", ou como b-sides dos singles.) O álbum foi um sucesso instantâneo no Reino Unido, alcançando o top 5.

TIME - DOWNLOAD CD:
http://www.4shared.com/file/EGfPEtiX/ELO_1981_Time_obaudoedublogspo.html

1. Prologue
2. Twilight
3. Yours Truly, 2095
4. Ticket To The Moon
5. The Way Life's Meant To Be
6. Another Heart Breaks
7. Rain Is Falling
8. From The End Of The World
9. The Lights Go Down
10. Here Is The News
11. 21st Century Man
12. Hold On Tight
13. Epilogue
BONUS:
14 - The Bouncer
15 - When Time Stood Still
16 - Julie Doesnt Live Here

Em 1983, Bevan foi tocar no Black Sabbath. Lynne e Tandy estavam gravando faixas para a trilha sonora de Electric Dreams sob o nome de Jeff Lynne. No entanto, Lynne estava contratualmente obrigado a fazer mais um álbum ELO.


Lynne, Bevan e Tandy retornaram ao estúdio em 1985 como um trio (com Christian Schneider tocando saxofone em algumas faixas) para registro final do álbum ELO do século 20, Balance Of Power, lançado no início de 1986. Lynne foi visto quando George Harrison apareceu no palco durante o bis de Heartbeat, juntando-se ao jam de "Johnny B. Goode". A última performance da ELO do século ocorreu em 13 de julho de 1986, em Stuttgart, na Alemanha. mas não houve anúncio oficial. Nos próximos dois anos, Lynne produziu o álbum Cloud Nine, de George Harrison e integrou os Traveling Wilburys (com Roy Orbison, George Harison, Bob Dylan e Tom Petty). Bevan tentou convencer Lynne de fazer outro álbum ELO em 1988. Lynne não estava interessado e passou a anunciar que a ELO não existia mais. Trabalhou como produtor no projeto “Anthology” dos Beatles.

Bev Bevan continuou em 1988 como ELO Part II, inicialmente com nenhum outro ex-membros do ELO original. Bevan não compreendia que não existia ELO sem Jeff Lynne que começou 2000 com o lançamento de um box set retrospectivo da ELO, Flashback, contendo três CDs de faixas remasterizadas e um punhado de out-takes e obras inacabadas.

Em 2001, Zoom, primeiro álbum da ELO desde 1986, foi lançado. Embora faturado e comercializado como um álbum ELO, o único retorno de membros antigos foi de Jeff Lynne e Richard Tandy. Zoom assumiu um som mais orgânico, com menos ênfase nas cordas e efeitos eletrônicos. Entre os músicos convidados estão os ex-Beatles Ringo Starr e George Harrison. Após a conclusão do álbum, Lynne reformou completamente a banda com novos membros, incluindo sua então namorada Rosie Vela (que havia lançado seu próprio álbum "Zazu", em 1986) e anunciou que faria uma turnê novamente com ELO. O ex-membro ELO Richard Tandy voltou à banda pouco tempo depois de duas apresentações ao vivo de televisão: VH1 Storytellers e PBS show na CBS Television City, mais tarde intitulado Zoom Live Tour, que foi lançado em DVD. A turnê prevista foi cancelada. Jeff Lynne, amigo muito próximo de George Harrison, ficou muito triste com sua morte. A turnê ELO não foi remarcada.

ZOOM – DOWNLOAD CD:
http://www.4shared.com/file/_qDyyeK_/ELO_ZOOM_obaudoedublogspotcom.html

01- Alright - 3:13
02- Moment in Paradise - 3:36
03- State of Mind - 3:04
04- Just for Love - 3:40
05- Stranger On a Quiet Street - 3:41
06- In My Own Time - 3:03
07- Easy Money - 2:50
08- It Really Doesn't Matte - 3:20
09- Ordinary Dream - 3:23
10- A Long Time Gone - 3:15
11- Melting in the Sun - 3:10
12- All She Wanted - 3:14
13- Lonesome Lullaby - 4:02

Para encerrar, a gente relembra o megasucesso "TELEPHONE LINE" com o grande Jeff Lynne e sua poderosa Eletric Light Orchestra. Abração em todos!


PRINCE'S TRUST ROCK GALA 1987 – HERE COMES THE SUN

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No dia 5de junho de 1987, George Harrison e Ringo Starr apareceram juntos para “Here Comes The Sun” na festa, conduzida por Elton John, que só só havia feras com eles no palco: Jeff Lynne, Ray Cooper e Phil Collins. Esta faixa apareceu mais tarde no LP duplo Prince's Trust Concert 1987. Este foi o segundo show com uma bênção dos Beatles. Paul McCartney apareceu para o evento de caridade no ano anterior. Amanhã, dia que completam 9 anos da "passagem" de George, não percam duas matérias da coleção "Arquivos do Fundo do Baú". Abração!

O OBJETO DOS MEUS DESEJOS

3 comentários:
Se um dia, uma gêniazinha - bonitinha como a JEANNIE - aparecesse para mim e me concedesse a realização de três desejos, o primeiro seria para ela mudar as regras e aumentar o número de desejos para pelo menos 30! O segundo, seria para ter o álbum duplo "OFF THE GROUND - THE COMPLETE WORKS - Paul McCartney - 1993". São 2 CDs. O 1º é igual ao disco original lançado em LP. O 2º contém lados B dos compactos e CD singles lançados anteriormente para promover Off The Ground. Esse disco é bem raro! Em todos esses anos, ainda não consegui botar as mãos nele. Tenho um carinho especial pelo Off The Ground. A canção "I OWN IT ALL TO YOU" me marcou muito, devido a certas escolhas que fiz e ainda hoje, me emociona. Tenho vários LPs e um CD. Mas são as versões normais. O que eu queria mesmo era esse duplo!

"OFF THE GROUND - THE COMPLETE WORKS" foi lançado com tiragem limitada no Reino Unido em novembro de 1993. Esse album foi produzido especialmente para atender o mercado europeu e foram prensadas poucas edições em outros países. Inclusive o Japão - com o nome "OFF THE GROUND - JAPANESE EDITION". A qualidade de som impressiona! Quando consegui baixar, fiquei feliz da vida. Mas queria mesmo era o álbum de verdade com os dois Cds!


CD 01
01. Off the Ground
02. Looking for Changes
03. Hope of Deliverance
04. Mistress and Maid
05. I Owe It All to You
06. Biker Like an Icon
07. Peace In The Neighbourhood
08. Golden Earth Girl
09. The Lovers That Never Were
10. Get Out of My Way
11. Winedark Open Sea
12. C’Mon People


CD2
01. Long Leather Coat
(Lado B do CD Single e compacto 7’ Hope of Deliverance)
02. Keep Coming Back To Love (Lado B do CD Single C’mom People)
03. Sweet Sweet Memories (Lado B do CD Single Off The Ground)
04. Things We Said Today ((Lado B do CD Single e compacto 7’ Biket Like an Icon)
05. Midnight Special (Gravada no especial MTV unplugged)
06. Style Style (Lado B do CD Single Off The Ground)
07. I Can’t Imagine (Lado B do CD Single e compacto 7’ C’mom People)
08. Cosmically Conscious (Lado B do CD Single Off The Ground)
09. Kicked Around No More (Lado B do CD Single e compacto 7’ Hope of Deliverance)
10. Big Boys Bickering (Lado B do CD Single Hope of Deliverance)
11. Down To The River (Lado B do CD Single e compacto 7’ C’mom People)
12. Soggy Noodle (Lado B do CD Single Off The Ground)

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PAUL McCARTNEY - HOPE OF DELIVERANCE

sábado, 27 de novembro de 2010

FOTO DO DIA - NA ÍNDIA, 1968

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A HISTÓRIA ILUSTRADA – BEATLES

2 comentários:
Está nas bancas de todo o Brasil mais uma bela publicação sobre os Beatles. Uma edição muito bacana da Editora Escala. “A HISTÓRIA ILUSTRADA – BEATLES” chega ao Brasil e mostra que, mesmo após quarenta anos do anúncio do fim da banda, os quatro rapazes de Liverpool ainda despertam a mesma curiosidade e exalam o mesmo frescor. A fórmula que os tirou dos porões para os grandes estádios é contada detalhadamente com imagens de bastidores seguidas de comentários sobre cada movimentação. As 224 páginas mostram todas as fases dos Beatles justificando porque eles ainda são o maior ícone da Cultura Pop. O mais legal: o preço – R$ 24,90. Também há a edição dos Rolling Stones e Led Zeppelin - segundos e terceiros. Abração!.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

JEANNIE É UM GÊNIO

4 comentários:
Depois do sucesso de A Feiticeira a NBC passou a ver no filão de “mágicas” uma enorme fonte de audiência e decidiu encomendar um projeto semelhante. A emissora procurou pelo novelista Sidney Sheldon e pediu para que este criasse uma série, que se chamou Jeannie é um Gênio. A série foi criada e produzida por Sidney Sheldon para a TV norte-americana, com temas musicais compostas por Buddy Kaye e Hugo Montenegro, distribuída pela Columbia Pictures Television e apresentada originalmente nos Estados Unidos pela rede NBC, de 18 de setembro de 1965 até 26 de maio de 1970, num total de 139 episódios, de 30 minutos aproximadamente cada episódio.

A atriz Barbara Eden sempre foi a primeira escolha de Sidney Sheldon para o papel de Jeannie, já que o mesmo admirava sua beleza e sensualidade. Larry Hagman foi escolhido dentre vários atores que fizeram testes para o papel de Anthony Nelson. Dizem que sua situação pessoal não era nada boa na ocasião, já que tinha apenas US$ 20 dólares no bolso e estava a 9 meses desempregado, com a família acampada numa praia. Curioso se considerarmos que Hagman era filho da atriz Mary Martin e de um advogado chamado Benjamin Hagman. Bill Daily foi convidado para ser Roger Healey pelo fato de ter atuado num dos primeiros episódios de A Feiticeira (episódio este que foi assistido por Sidney Sheldon). Em 23 de agosto de 1995 o ator Larry Hagman sofreu um transplante de fígado, por problemas causados pela bebida. Larry viciou-se ainda nos anos 60, durante a produção da série. Conta-se que, em muitas vezes chegava tão bêbado às filmagens que elas tinham de ser interrompidas. Além disso fumava maconha e tomava LSD.

Barbara Eden ficou grávida no 1º ano da série, obrigando o pessoal dos figurinos a elaborar um disfarce para sua barriga. A solução encontrada foi o uso de um véu que saia do chapéu, dava volta no pescoço e terminava do outro lado do chapéu, envolvendo o rosto de Barbara. Em alguns capítulos aparece a irmã espertalhona de Jeannie, que era representada pela própria Barbara Eden e quando as duas precisavam aparecer em uma mesma cena a duble utilizada era Evelyn Moriaty.

A história de Jeannie é um Gênio começa quando um Capitão da NASA, chamado Major Anthony Nelson, testa um novo foguete mas este apresenta problemas e cai numa ilha do Pacífico (na verdade, uma praia chamada Zuma, ao Sudoeste da Califórnia). Enquanto aguarda socorro, Nelson acha uma garrafa e ao abri-la liberta uma linda gênio com cerca de 2.000 anos de idade. A gênio se declara servidora de Nelson, a quem passa a chamar de "Amo". Nelson reluta em levá-la pra casa, mas a gênio volta para a garrafa, conseguindo colocá-la entre os pertences do Capitão indo parar em sua residência, em Cocoa Beach. Jeannie torna-se sua companheira e a causa de inúmeras e hilárias confusões. Junto com seu amigo, o também astronauta Roger Healey, ele tenta esconder Jeannie de todos, principalmente do desconfiado Dr. Alfred Bellows, tentando convencer o pobre Dr. Belows que tudo que está acontecendo tem uma explicação simples e natural.

No Brasil o seriado estreou em 1966 quando passou a ser exibido pela TV Paulista. Dois anos mais tarde transferiu-se para a TV Excelsior onde teve sua segunda temporada apresentada. Também passou na TV Record, com os episódios da primeira temporada fora da programação, por serem em preto e branco. Em 2000, a Rede TV! exibiu a série com a primeira temporada colorizada por computador. A dublagem no Brasil ficou a cargo da AIC São Paulo.

Uma curiosidade: em 1960, Barbara contacenou ao lado de Elvis Presley no filme "Flaming Star" - Estrela de Fogo - do diretor Don Siegel.

Jeannie ganhou uma versão em desenho animado entre os anos 73 e 75. Mas a produção de Hanna-Barbera em quase nada lembrava o seriado. Jeannie não piscava para fazer mágica, mas seu rabo-de-cavalo é que mexia. Ela tinha um aprendiz de gênio como companhia, o gorducho Babu. E para completar, seu amo não era um astronauta, mas um adolescente chamado Corey, que tinha Henry como seu melhor amigo. A seguir, a gente relembra a abertura do saudoso seriado. Abração!