sexta-feira, 27 de maio de 2011

A VERDADEIRA HISTÓRIA DA "MORTE DE PAUL McCARTNEY"

Tudo começou como todos os outros rumores, com as suposições aleatórias de um cara que ou não possuía coisas suficientes para mantê-lo ocupado ou tinha tantos apelos que perdera o senso de direção. Ou isso, ou alguém estava brincando e a brincadeira saiu completamente de controle.
Fred LaBour, jornalista universitário da Universidade de Michigan, estava trabalhando na sala de imprensa quando o telefone tocou e, do outro lado da linha, um homem insistia em dizer que Paul McCartney estava morto. "Foi muito assustador", disse LaBour, relembrando como a voz evocava o cântico estranho que sai das trevas no final de "Strawberry Fieds Forever": não soa como se alguém dissesse 'Eu enterrei Paul'? E por que Paul é o único beatle que está usando um cravo preto em Magical Mystery Tour? Por que ele está de costas para a câmara na contracapa de Sgt. Pepper? LaBour tomou nota de algumas coisa, desligou e sacudiu a cabeça. Ridículo. Mas ele tinha um lado infantil dentro dele, e na manhã seguinte teve uma ideia: "Falei com um amigo meu e disse: "Vou matá-lo, vou detonar a coisa toda." E foi exatamente isso que LaBour fez: juntando as pistas do homem ao telefone com uma variedade ainda maior de observações aparentemente horripilantes, preparou um cenário completo.
O artigo de LaBour, publicado no jornal Michigan Daily, ganhou uma manchete extravagante: " McCartney Morto: Novas Evidências Trazidas à luz". Grande parte das novas provas era um completo absurdo. Por exemplo, a afirmação de LaBour de que a mão aberta sobre a cabeça de Paul na capa de Sgt. Pepper's era o sinal de morte da máfia foi inventada por ele, na máquina de escrever. E assim também ele forjou a revelação de que a aplavra "walrus" (morsa) era o correspondente grego de "cad´ver" (o cadáver de Paul). Os gregos não pussuem tal palavra, e menos ainda um imaginário de morte centrado nas presas dos animais; eles vivem num clima quente, e desconhecem as morsas. E assim por diante. Vê Paul descalço na capa de Abbey Road? Homens mortos não calçam sapatos! "Isso eu não pequisei", admitiu LaBour. "Mas me pareceu bom". Observe como a fileira em marcha ao atravessar Abbey Road, na capa do disco, se parece com uma marcha fúnebre (John de branco = Jesus; Ringo de preto = um padre; George de jeans = o coveiro) e faz o artigo soar ainda melhor. Bom o suficiente para atrair a atenção de um novo locutor de Detroit, Russ Gibb, que contou a história de LaBour, inclusive sua teoria escandalosa que descrevia um acidente de carro fatal, no outono de 1966, e a campanha secreta subsequente destinada a substituir Paul por um escocês parecido com ele , chamado William Campbell. Gibb encenou a história em seu programa de rádio na WKNR-FM, acrescentando algumas revelações próprias de tirar o fôlego e prometendo mais informações, a fim de manter os ouvintes cativos.
Dessa forma, o trabalho de uma besta de faculdade se junta ao locutor faminto por audiência. Até aqui não há nada de extraordinário. No entanto, na medida em que outras estações de rádio e outros centros de notícias passaram a levantar a história, e na medida em que o artigo de LaBour no jornal universitário se transformou numa fixação nacional, e depois internacional, algo mais começou a contecer. Nas semanas que se seguram aos assassinatos da família Manson, em Los Angeles (nos quis os títulos das canções do álbum Branco - Helter Skelter e Piggies, foram foram rabiscados nas paredes com o sangue das vítimas); em algum lugar entre Woodstock e Altamont; algo do inconsciente coletivo se ergueu das trevas nas músicas dos Beatles e não queria se afastar. Talvez porque os anos de guerra, assassinatos e discórdia cultural tivessem escurecido o céu por toda parte. Ou então alguma coisa no vento deixou claro claro que o maior tesouro mundial do rock'n'roll, o próprio Sol do sistema solar da cultura pop, não sobreviveria àquela década. Na ausência de evidências concretas da ruptura - o próprio John continuava a falar dos Beatles como um interesse corrente, e os outros faziam o mesmo enquanto promoviam Abbey Road na imprensa - . o sentimento tomou forma de uma fantasia: o mais beatle de todos estava morto.
A Apple foi bombardeada por telefonemas de repórteres, escritores e espíritos malignos variados do mundo todo. As vendas de Abbey Road e dos outros discos dos Beatles atingiram as alturas. O advogado de celebridades F. Leee Bailey montou um especial de TV completo, encenado como um "julgamento", destinado a provar ou negar a existência corpórea de Paul. Convidado a participar, o jovem LaBour voou até Los Angeles e confessou a Bailey, um pouco antes de gravar, que tinha inventado a história toda. Bailey ficou pálido e, por um momento, levando em conta as barreiras legais, pensou que tudo estivesse acabado. "Temos uma hora na TV para preencher", acabou dizendo para LaBour. "Você vai ter que colaborar". E foi jogada mais lenha na fogueira.
Fonte: "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin.
Quem quiser conhecer, ver ou rever uma história de ficção muito bem "bolada" por um amigo, publicada aqui no Baú em 19 de novembro de 1998 e que se chama "Eu Fui o Primeiro e Único Billy Shears - A Verdadeira História de William Campbell", o link é: http://baudoedubillyshears-edu.blogspot.com/


Existe ainda um DVD de um documentário absurdo dirigido por um tal de Joel Gilbert de uma tal Highway 61 Entertainment. Chama-se "THE LAST TESTAMENT OF GEORGE HARRISON" Onde a voz de um suposto George Harrison conta toda a história da conspiração dos Beatles para esconder a suposta morte de Paul McCartney. Ora! Faça-me o favor! Confira o trailer:

10 comentários:

Paulo Henrique disse...

a história faz sentido eu entendo, mas é tudo mentira, Paul não morreu. Tem famoso que adora fazer lendas pra aparecer mais (é o que eu acreditor)

João Carlos disse...

Foi uma baita promoção pros Beatles e,claro Macca demorou (de propósito à responder) com as vendas estourando.Agora,mal sabia o jovem jornalista que estaria dando o mote a criação de coisas como Caras,TV Contigo etc onde NADA É REAL.Só falta virar novela da GROBO ,o Clone 2.

Edu disse...

Não acho não! Essa estória não foi boa para ninguem. Muito menos para Paul. Ele só se danou ainda mais... até se livrar de KLEIN (Qlem?). Depois, quando o gordo se fodeu e apareceram os podres, o Hare Hare se arrependeu e pediu desculpas a Paul por livrar os três porquinhos babacas de mais essa enrrascada. Terminei de ler o livro desse cara e adorei! 400 páginas. Rock and roll. Não é daquelas chatices que passam 30% de 900 páginas contando a história de Liverpool ou de Fred Lennon.

Paulo Henrique disse...

Mas Edu, sua opinião :), acredita nessa lenda de Paul is Dead?

Edu disse...

É óbvio que esse moleque não sabia o tamanho da merda que estava fazendo. A seriedade de uma brincadeira de mau gosto. Olhem a cara do panaca! Um merd! Para mim, grades! Forever!

Valdir Junior disse...

Sinceramente , Tudo isso é uma grande bobagem , feita por quem não tem o que fazer , assim como aquela outra besteira de o John
ter vendido a alma ao capeta !!!
Não tem nem muitoo que se dizer sobre isso !!

João Carlos disse...

Será que alguém acreditou mesmo nesse besteirol ? E com "evidências" tão bobas ?
PS: EDU,qua o nome e o autor do livro que você citou ? Fiquei interessado.

PS2: EDU,eu li Paul comentando que na época nem ligou e deixou correr.Depois resolveu tirar à limpo.Não sei exatamente em que livro mas se eu lembrar repasso.

Edu disse...

Fonte: "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin.

José disse...

Essa lenda tomou proporções gigantescas! Existem centenas, talvez milhares, de documentários,videos, artigos. Milhões de pessoas acreditam nela... existem coisas que até fazem lógica e sentido, mas não são muitas. Conheço bastante a história dos Beatles, mas essa teoria ainda me intriga, a algum tempo vi uma série de um cara no youtube que se chama: Paul is dead, rotten apple. Tem coisas que eu não consigo responder.Enfim, acho que ela vai ser um mistério para sempre.

Bia Rodrigues disse...

aaaah é mentiraaa
eu acho que o homezinho que parece com paul morreu e o povo pensou que era o paul ! entenderam ??
kkk'
esse povo que não tem o que fazer, inventaram isso pra ganhar fama !!!