terça-feira, 31 de maio de 2011

UM DIA NA VIDA COM PAUL McCARTNEY

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Foram 35 anos de espera. Um sonho que eu imaginava que não aconteceria mas se realizou.
Era dia 21 de maio. Um domingo de sol e calor na cidade do Rio de Janeiro. Fui a pé até a Central Brasil para pegar o trem para o Engenho de Dentro. Comprei meus bilhetes e ao fundo uma música vinda dos alto-falantes da estação.
Passo a roleta e sou recebido por uma multidão entoando "I Feel Fine". Entro no vagão e foi a longa espera mais rápida de todos os tempos. Partimos todos, totalmente desconhecidos e tão próximos. Cantamos tantas canções quantas foram possíveis em um trajeto de não mais que trinta minutos. Éramos velhos amigos. Parecia que cantávamos juntos há anos. Centenas deles.
Chegamos ao Estádio. Nada poderia ser mais tocante. Os Beatles eram entoados em vários grupos. Canções se mesclavam, todos se entendiam. Um sentimento de cumplicidade digno dos mais antigos parceiros. E eram milhares de parceiros. Cúmplices na camiseta, nos posteres, nos discos, nas faixas, nas fotos, nas intermináveis filas que se confundiam umas com as outras. Não se percebe uma briga, uma discussão. Parece que todos queriam perpetuar aquele momento sem máculas, sem desvios.
Após a longa espera, estamos dentro do estádio. O mundo é nosso e o que importa é viver. Viver o momento. Os flashes são intermináveis. Os abraços e sorrisos também. A euforia toma conta do local. Um estádio se tornou pequeno para tanta emoção.
Surge o homem, a lenda e seu Hofner. Não é mais o garoto de Liverpool. É um senhor em sua jaqueta azul. Eis que começa a música e assim surge novamente o espírito jovem, seu jeito marcante de cantar e me saúda com um "Hello, hello! I don'tknow why you say goodbye i say hello". É realmente ele que está ali. E eu realmente estou ali. Explodindo, chorando, gritando, vivendo, cantando - sonhando. Cada música é um presente para mim. Cada música dos Beatles me fazia transcender os sentimentos. Era o fim de uma espera interminável. Era a concretização de um sonho outrora intangível.
Foram aproximadamente três horas de pura emoção. E como em um sonho bom, mais rápido do que se pode esperar, surge o Sargento Pimenta nos chamando para ir embora. Estava acabando. Depois de tanta música, tanto respeito, tanto carinho, tanta reciprocidade, era o fim. E no fim, bem... And in the End, the Love YouTake is Equal to the Love You Make.
Sem voz, sem sentir os pés, sem forças, volto pra casa. De coração cheio, alma lavada, realizado. Me pergunto se um dia ainda irei ver algo tão extraordinário. Todos ali, sem exceção, jovens, adultos, velhos eextremamente jovens, envolvidos em um só sentimento: McCartney.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

WINGS GREATEST - THE BEST OF PAUL McCARTNEY & WINGS

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Wings Greatest foi a primeira compilação da carreira de Paul McCartney e seus Wings. Foi lançado na Inglaterra em 1º de dezembro de 1978 e nos EUA em 6 de dezembro 1978. É o oitavo álbum lançado pela banda. Tornou-se notável por ser a primeira retrospectiva da carreira de Paul McCartney depois dos Beatles. No entanto, essa coleção se tornou irrelevante depois do lançamento de "All The Best" e "Wingspam: Hits and History".
Wings Greatest traz a inclusão de muitos dos sucessos lançados por Paul McCartney (e sua nova banda) somente em compactos no decorrer da década de 1970, como "Another Day", "Live and Let Die", "Junior's Farm" "Hi, Hi, Hi" e "Mull of Kintyre", "Uncle Albert / Admiral Halsey", todas estão lá. Em 1993, "Wings Greatest" foi remasterizado e relançado como parte da "The Paul McCartney Collection". E é exatamente esse que a gente baixa agora: http://www.4shared.com/file/XlPdXnxt/W_G_obaudoedublogspotcom.html
Na capa, uma das "Semiramis", escultura Arte Deco daquele que foi considerado por muitos como um dos melhores escultores dessa forma de expressão: o romeno Demètre Chiparus.

GEORGE HARRISON - THIS SONG - EXCELENTE!

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O DIÁRIO SECRETO DO SECRETÁRIO DE LENNON - FRED SEAMAN

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Frederic (Fred) Seaman, nasceu em 10 de outubro de 1952. E daí? Daí que ele foi uma das mais controversas pessoas ligadas ao universo dos Beatles. Ele foi assistente pessoal de John Lennon e Yoko Ono, durante pelo menos, metade dos anos 70 e, nos anos finais do ex-Beatle, quando vivia no Dakota, em Nova York.
Seaman conheceu os Lennon em Outubro de 1975 através de uma tia, Helena Seaman, que já tinha sido empregada deles. Pouco tempo depois, precisando de trabalho, renovou sua amizade com eles em 1978. John Lennon estava precisando de um assistente pessoal na época, e vários fatores contribuiram para que Seaman ficasse com a vaga. Primeiro, Seaman era um fã de jazz e pouco sabia sobre a carreira de Lennon nos Beatles. Yoko Ono disse ter realizado uma leitura numerológica dele e e descobriu que ele nasceu no ano chinês do Dragão, e seu aniversário era um dia depois de John. Lennon também ficou impressionado com a maneira como o nome "Fred Seaman" estava diretamente relacionado ao pai dele, Fred Lennon que era marinheiro e Seaman nada mais era literalmente que "marinheiro", "homem do mar".
Durante os 24 meses em que trabalhou no edifício Dakota, Seaman apresentava a Lennon músicas de artistas da época como The B-52's que Lennon tinha certeza terem sido inspirados pela música de Yoko Ono. Fred Seaman foi mencionado nas últimas entrevistas de Lennon para a Rádio BBC e da Rádio RKO e seu nome também aparece no encarte de Double Fantasy.
Depois do assassinato de Lennon em 08 de dezembro de 1980, Seaman, deliberadamente teria levado diversos itens do apartamento no Dakota, incluindo equipamentos de som e diários pessoais de John Lennon. Após sua prisão, Seaman insistiu que Lennon teria especificamente instruído a ele para dar os diários para o seu filho mais velho, Julian, em caso de sua morte. Em 1983, Seaman foi condenado por roubar os diários, que até então tinham sido devolvidos à Yoko Ono, e sentenciado a cinco anos.
Em 2002, Seaman também perdeu uma batalha judicial longa e controversa contra Yoko Ono pelo controle de direitos autorais de mais de 300 fotos que ele tirou com uma câmera dos Lennon durante seus serviços.
Seaman é autor de "Os Últimos Dias de John Lennon", um livro que detalha sua época como assessor privado de Lennon (publicado inicialmente em setembro de 1991). Esse livro também foi publicado na Inglaterra, alemanha, França, República Tcheca e também no Japão.
O livro é considerado polêmico por muitos fãs de Lennon e pesquisadores devido ao retrato que faz do casamento de Lennon e Ono, e e também retrata a vida isolada e muitas vezes infeliz que Lennon vivia no interior dos apartamentos do Dakota. Uma revisão na edição de junho de 1991 afirma: "Seaman revela as minúcias do dia-a-dia da vida Lennon, e o que emerge é um retrato triste de um homem atormentado". Ao publicar a sua história, no entanto, Seaman falhou em cumprir os termos do acordo de confidencialidade assinado desde quando começou a trabalhar para o casal. O livro esgotou-se rapidamente. Desde então, Seaman vem trabalhando como crítico de jazz.
A maioria das fotos de John tiradas por Seaman foram feitas entre junho e julho de 1980, e mostram John e Sean nas Bermudas.

domingo, 29 de maio de 2011

JOHN LENNON - IMAGINE - DE NOVO!

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O emocionante (sempre) e o maior clássico de John Lennon aparece aqui pela 13ª vez. Atendendo inúmeros pedidos de amigos que acham que só gosto de Paul. Essa coisa que vocês estão tomando não é boa! Get back, get back...

PAUL McCARTNEY - MY BRAVE FACE

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“Em 1989, o mercado tinha mudado muito, do “tempo dos Beatles até então). Então, talvez fosse a hora de fazer alguns clássicos. Principalmente se Paul desejasse lotar arenas e estádios. Quase trinta anos depois de Paul ter composto tantas canções de sucesso, de melodias pop animadas a rocks berrantes, dance music descartável, folk de comícios eleitorais baratos e vanguarda pop dos anos 60, com todo o peso histórico da liturgia da civilização ocidental, o único problema era decidir qual delas não tocar.
O primeiro lampejo do novo velho Paul apareceu no vídeo de “My Brave Face”, o primeiro single importante do mega sucesso “Flowers In The Dirt!. Em 1989, os vídeos estavam no auge, sendo ainda a forma mais significativa de estabelecer o tom e a imagem que os artistas pop desejavam dar de seu novo trabalho, a própria base para o passo de suas carreiras. Como Paul iniciara um caminho previsto para durar mais uma década, a nova imagem que elaborou de si mesmo – para ser acoplada à nova canção que fizera no estilo dos Beatles, ao novo álbum que prenunciava a turnê mundial que se seguiria – veio atrelada ao talismã mais poderoso do passado.
Ele estava com seu baixo Höfner. O baixo dos Beatles, que não era visto nas mãos de Paul (a exceção de uma aparição zombeteira no vídeo de “Coming Up”) desde que ele estivera no telhado, naquela tarde lendária de janeiro de 1969, numa época em que os gigantes ainda andavam sobre a terra. A apresentação da banda (perfeitamente sincronizada) foi filmada a partir de um enredo bobo que envolvia um japonês obsessivo colecionador de lembranças de Paul McCartney, cuja coleção de objetos roubados continha mais do que simples artefatos característicos dos Beatles. Conforme a música vai tocando, o homem exibe o terno azul de Sgt. Pepper’s usado por seu ídolo e também vídeos caseiros dos jovens e belos Beatles, em seus momentos mais íntimos, jogando cartas, fazendo palhaçadas nos quartos de hotel, dançando suas canções secretas. Cada relance precioso foi concebido para conectar o Paul mais velho (ainda que surpreendente juvenil aos 47 anos) ao seu adorado muito mais jovem. A mensagem do vídeo: este Paul é aquele mesmo velho Paul. E agora ele está de volta à condição dos Beatles mais caracteristicamente beatle de todos, como vocês todos souberam durante todos esses anos!”

A BELEZA E O DESAPARACIMENTO PRECOCE DE ROMY SHNEIDER

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Romy Schneider, nome artístico de Rosemarie Magdalena Albach nasceu em Viena, em 23 de setembro de 1938. Foi uma das mais belas atrizes austríacas e atuou no cinema europeu, especialmente no francês. Romy Schneider era filha dos atores Magda Schneider e Wolf Albach-Retty, e muito bonita desde pequena. Com uma pele rosada e olhos azuis, Romy chamava muita atenção, mas só estreou no cinema aos catorze anos, no filme Quando Voltam a Florescer os Lilases, ao lado da mãe, que controlou sua carreira até que ela se casou pela primeira vez.
Aos 17 anos, em 1955, Schneider tornava-se famosa ao viver Sissi, a Imperatriz-adolescente da Áustria, no filme do mesmo nome. Era uma personagem bonita, irreverente e capaz de quebrar todos os protocolos da nobreza europeia de forma a conquistar o jovem Imperador austríaco Francisco José e os seus súditos. O filme conquistou as platéias do mundo todo e gerou mais duas continuações, Sissi, a Imperatriz e Sissi E Seu Destino, todos dirigidos por Ernst Marischka e interpretados por Romy, o ator Karlheinz Böhm e a mãe de Romy, Magda Schneider.
Já famosa mundialmente a atriz se recusou a continuar a viver jovens princesas inocentes e partiu para filmes mais adultos, escandalizando seus fãs em 1958 ao participar do filme Senhoritas de Uniforme, história de lesbianismo num colégio feminino. No mesmo ano Romy filmou Christine, e se apaixonou perdidamente pelo seu galã, o então também jovem e promissor ator francês Alain Delon.
O romance durou até 1963 e o casamento dos dois foi várias vezes anunciado e outras tantas adiado. Nessa época, ela se encontrou com o diretor Luchino Visconti que mudou radicalmente sua trajetória de atriz, dando-lhe um papel sexy e digno de uma grande atriz em Boccaccio 70.
Seu primeiro casamento foi com o diretor e cenógrafo alemão Harry Meyen, pai de seu filho David. Separaram-se em 1975 e logo depois se casou com seu secretário pessoal, Daniel Biasini, com quem teve uma filha, Sarah e que acabaria também por se separar. Quando morreu, vivia há pouco mais de um mês com o produtor francês Laurent Petain.
A atriz morreu aos 43 anos em 29 de maio de 1982 de uma parada cardíaca, em seu apartamento em Paris, onde vivia com o terceiro marido. Ela vinha se tratando de uma profunda depressão pelo suicídio do primeiro marido e, logo depois, pela trágica morte do filho de ambos, que ao pular um portão, foi perfurado pelas setas da grade, onde passava férias, e morreu na hora, com apenas 14 anos. Alguns dias antes de falecer, Romy se submeteu a uma operação para a retirada de um rim devido a um tumor.

sábado, 28 de maio de 2011

JOHN FOGERTY 66 ANOS

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Hoje é aniversário do grande John Fogerty. 66 anos. Ele é cantor, compositor, e foi o fundador e líder da banda Creedence Clearwater Revival. Também é considerado pela Rolling Stone um dos 40 maiores guitarristas de todos os tempos. Em homenagem a ele, a gente confere “Fortunate Son” ao vivo, com ele e o “the boss” Bruce Springsteen quebrando o cacete! Abração para o amigo e xará Eduardo Kruger. Valeu!

Para quem quiser conferir a postagem especial do Baú do Edu sobre o grande John Fogerty, o link é: http://obaudoedu.blogspot.com/2010/03/john-fogerty-um-homem-e-sua-guitarra.html

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A VERDADEIRA HISTÓRIA DA "MORTE DE PAUL McCARTNEY"

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Tudo começou como todos os outros rumores, com as suposições aleatórias de um cara que ou não possuía coisas suficientes para mantê-lo ocupado ou tinha tantos apelos que perdera o senso de direção. Ou isso, ou alguém estava brincando e a brincadeira saiu completamente de controle.
Fred LaBour, jornalista universitário da Universidade de Michigan, estava trabalhando na sala de imprensa quando o telefone tocou e, do outro lado da linha, um homem insistia em dizer que Paul McCartney estava morto. "Foi muito assustador", disse LaBour, relembrando como a voz evocava o cântico estranho que sai das trevas no final de "Strawberry Fieds Forever": não soa como se alguém dissesse 'Eu enterrei Paul'? E por que Paul é o único beatle que está usando um cravo preto em Magical Mystery Tour? Por que ele está de costas para a câmara na contracapa de Sgt. Pepper? LaBour tomou nota de algumas coisa, desligou e sacudiu a cabeça. Ridículo. Mas ele tinha um lado infantil dentro dele, e na manhã seguinte teve uma ideia: "Falei com um amigo meu e disse: "Vou matá-lo, vou detonar a coisa toda." E foi exatamente isso que LaBour fez: juntando as pistas do homem ao telefone com uma variedade ainda maior de observações aparentemente horripilantes, preparou um cenário completo.
O artigo de LaBour, publicado no jornal Michigan Daily, ganhou uma manchete extravagante: " McCartney Morto: Novas Evidências Trazidas à luz". Grande parte das novas provas era um completo absurdo. Por exemplo, a afirmação de LaBour de que a mão aberta sobre a cabeça de Paul na capa de Sgt. Pepper's era o sinal de morte da máfia foi inventada por ele, na máquina de escrever. E assim também ele forjou a revelação de que a aplavra "walrus" (morsa) era o correspondente grego de "cad´ver" (o cadáver de Paul). Os gregos não pussuem tal palavra, e menos ainda um imaginário de morte centrado nas presas dos animais; eles vivem num clima quente, e desconhecem as morsas. E assim por diante. Vê Paul descalço na capa de Abbey Road? Homens mortos não calçam sapatos! "Isso eu não pequisei", admitiu LaBour. "Mas me pareceu bom". Observe como a fileira em marcha ao atravessar Abbey Road, na capa do disco, se parece com uma marcha fúnebre (John de branco = Jesus; Ringo de preto = um padre; George de jeans = o coveiro) e faz o artigo soar ainda melhor. Bom o suficiente para atrair a atenção de um novo locutor de Detroit, Russ Gibb, que contou a história de LaBour, inclusive sua teoria escandalosa que descrevia um acidente de carro fatal, no outono de 1966, e a campanha secreta subsequente destinada a substituir Paul por um escocês parecido com ele , chamado William Campbell. Gibb encenou a história em seu programa de rádio na WKNR-FM, acrescentando algumas revelações próprias de tirar o fôlego e prometendo mais informações, a fim de manter os ouvintes cativos.
Dessa forma, o trabalho de uma besta de faculdade se junta ao locutor faminto por audiência. Até aqui não há nada de extraordinário. No entanto, na medida em que outras estações de rádio e outros centros de notícias passaram a levantar a história, e na medida em que o artigo de LaBour no jornal universitário se transformou numa fixação nacional, e depois internacional, algo mais começou a contecer. Nas semanas que se seguram aos assassinatos da família Manson, em Los Angeles (nos quis os títulos das canções do álbum Branco - Helter Skelter e Piggies, foram foram rabiscados nas paredes com o sangue das vítimas); em algum lugar entre Woodstock e Altamont; algo do inconsciente coletivo se ergueu das trevas nas músicas dos Beatles e não queria se afastar. Talvez porque os anos de guerra, assassinatos e discórdia cultural tivessem escurecido o céu por toda parte. Ou então alguma coisa no vento deixou claro claro que o maior tesouro mundial do rock'n'roll, o próprio Sol do sistema solar da cultura pop, não sobreviveria àquela década. Na ausência de evidências concretas da ruptura - o próprio John continuava a falar dos Beatles como um interesse corrente, e os outros faziam o mesmo enquanto promoviam Abbey Road na imprensa - . o sentimento tomou forma de uma fantasia: o mais beatle de todos estava morto.
A Apple foi bombardeada por telefonemas de repórteres, escritores e espíritos malignos variados do mundo todo. As vendas de Abbey Road e dos outros discos dos Beatles atingiram as alturas. O advogado de celebridades F. Leee Bailey montou um especial de TV completo, encenado como um "julgamento", destinado a provar ou negar a existência corpórea de Paul. Convidado a participar, o jovem LaBour voou até Los Angeles e confessou a Bailey, um pouco antes de gravar, que tinha inventado a história toda. Bailey ficou pálido e, por um momento, levando em conta as barreiras legais, pensou que tudo estivesse acabado. "Temos uma hora na TV para preencher", acabou dizendo para LaBour. "Você vai ter que colaborar". E foi jogada mais lenha na fogueira.
Fonte: "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin.
Quem quiser conhecer, ver ou rever uma história de ficção muito bem "bolada" por um amigo, publicada aqui no Baú em 19 de novembro de 1998 e que se chama "Eu Fui o Primeiro e Único Billy Shears - A Verdadeira História de William Campbell", o link é: http://baudoedubillyshears-edu.blogspot.com/


Existe ainda um DVD de um documentário absurdo dirigido por um tal de Joel Gilbert de uma tal Highway 61 Entertainment. Chama-se "THE LAST TESTAMENT OF GEORGE HARRISON" Onde a voz de um suposto George Harrison conta toda a história da conspiração dos Beatles para esconder a suposta morte de Paul McCartney. Ora! Faça-me o favor! Confira o trailer:

COMERCIAL DA NIKE USANDO "REVOLUTION"

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No dia 27 de maio de 1987, a Nike começou a veicular seu novo comercial ao som de “Revolution”. A empresa acabou processada por usar a música sem autorização. O que "salvou" o comercial e o tornou interessante foi a música utilizada. Não foi um jingle composto exclusivamente para a Nike. Eles se apropriaram indevidamente de um dos clássicos originais dos Beatles. Muitas músicas deles já haviam sido usadas em diversas propagandas. A música que a Nike escolheu para foi "Revollution" de Lennon & McCartney. As imagens exibidas contém simplicidade, energia e autenticidade. Esse episódio causou uma polêmica danada e a Nike acabou desembolsando 15 milhões de dólares pelo uso não autorizado.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

DOCUMENTÁRIO SOBRE HARRISON ESTÁ QUASE PRONTO

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Um documentário sobre George Harrison feito pelo cineasta americano Martin Scorsese, está praticamente pronto. O título é Living In The Material World: George Harrison. Em entrevista ao site da revista Billboard, Scorsese explicou que o documentário conta com a parceria da viúva do ex-beatle, Olivia, com produção a cargo de Nigel Sinclair, o mesmo por trás de No Direction Home, sobre Bob Dylan. Na entrevista, o consagrado cineasta afirmou que seu trabalho ao lado de Olivia já completa três anos, e que ele o está realizando através da perspectiva do fã curioso que ele sempre foi do trabalho de Harrison e dos Beatles.
"A música que ele fez é muito importante para mim. Sempre tive interesse pela trajetória dele como artista. O filme explora essa viagem artística. Também tenho afinidades com a busca de George Harrison pelas questões espirituais. Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e foi muito bom". Disse o diretor.
Martin Scorsese, Olivia Harrison e Nigel Sinclair (produtor)
Na mesma matéria da Billboard, Olivia Trinidad Harrison explicou que desde a morte do marido, em 2001, recebeu diversos convites para realizar um documentário sobre ele, mas resistiu, pelo fato de o músico britânico sempre ter tido a vontade de se incumbir dessa tarefa. "Mantivemos um grande arquivo de vídeos durante os 35 anos nos quais estivemos juntos. Lutei inicialmente contra a ideia de deixar outra pessoa fazer esse documentário, mas aos poucos percebi que era algo que precisaria ser feito". Living In The Material World: George Harrison, cujo título foi extraído de um dos melhores álbuns da carreira solo do cantor, compositor e guitarrista britânico (lançado em 1973) mostra todas as fases da carreira do artista e ainda não tem data de lançamento programada. O diretor e a viúva pretendem lançar o filme em novembro de 2011, quando se completa 10 anos da passagem do guitarrista.

JOHN WAYNE - BRAVURA INDÔMITA

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Se vivo estivesse, o grande John Wayne estaria completando hoje 104 anos. Filho do farmacêutico Clyde Morrison, logo cedo foi morar com a família na California. Jogador de futebol americano na faculdade, iniciou-se no cinema em 1926, desempenhando exatamente o papel de um jogador de futebol, no filme "Amor e Esporte", de Jack Conway. Em seguida, sempre atuando em pequenos papéis, participou de mais 17 filmes até ser chamado por Raoul Walsh, em 1930, para ser o ator principal em "A Grande Jornada". O estrelato foi uma questão de tempo, já que o conquistou em 1939, depois de aparecer em 78 filmes de baixo orçamento, e se deu ao aceitar o convite do mestre John Ford para desempenhar o papel de Ringo Kid em "No Tempo das Diligências". Como curiosidade, ao atuar em "Letra e Música", de James Tinling, seu nome foi creditado como sendo Duke Morrison, uma mistura de Duke (seu apelido) com Morrison (seu nome de família).
Com sua enorme presença física, John Wayne dominou o faroeste quando esse gênero se achava no auge. Com John Ford, participou de um bom número de filmes, entre os quais acham-se "Forte Apache - Sangue de Heróis", "Legião Invencível", "Rio Grande", "Depois do Vendaval", "Fomos Sacrificados", "Rastros de Ódio", "Marcha de Heróis", "O Homem Que Matou o Fascínora" e "A Conquista do Oeste". Por sua atuação em "Bravura Indômita", Wayne foi agraciado com o Oscar de Melhor Ator, tendo sido ainda indicado à estatueta por sua atuação em "As Areias de Iwo Jima" e por seu trabalho como Diretor, em "Álamo".
John Wayne casou-se quatro vezes. Seu primeiro casamento foi com Josephine Alicia Saenz, em 24/06/1933, de quem se divorciou em 25/12/1945 e com quem teve quatro filhos: Michael, Patrick, Toni e Melinda Wayne; em 17/01/1946, casou-se com a atriz mexicana Esperanza Baur, de quem se divorciou em 01/11/1954; no mesmo dia, casou-se com a peruana Pilar Wayne, com quem teve três filhos: Aissa, John Ethan e Marisa Wayne. Politicamente de direita, Wayne foi convidado em 1968 a concorrer à Presidência da República pelo Partido Republicano, não aceitando o convite por não acreditar que um ator de cinema pudesse vir a ocupar tão alto cargo. Em setembro de 1964, teve seu pulmão esquerdo removido por conta de um câncer. Em março de 1968, foi submetido a uma cirurgia para substituição de uma válvula cardíaca e, em janeiro de 1979, teve seu estômago removido, vindo a falecer em junho do mesmo ano.

UM CRAQUE INOXIDÁVEL

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Por Paulo Pestana - Especial para o Correio Braziliense - publicado em 26/05/2011

Paul McCartney vem desafiando o tempo há décadas. Na última segunda-feira, quando se despediu do Brasil com um show impecável no estádio Engenhão, no Rio, ele uniu gerações e pareceu fazer o tempo parar. Houve quem contasse: foram 32 canções — 20 delas retiradas do catálogo dos Beatles — e uma garra incomum para um homem que pode ter tudo, tão rico e no limiar dos 70 anos.

Com mais de cinco décadas de palco, McCartney sabe a força dos clássicos, canções inoxidáveis ao desgaste do tempo, e fez uma bem temperada mistura com músicas que, se têm qualidade semelhante, não experimentam o mesmo impacto. Na despedida, ele alterou levemente a receita e deixou de lado o que fez mais recentemente para investir num passado que, como comprovaram as centenas de crianças presentes, não tem nada de nostálgico.
Ficaram de fora canções como Calico skies, Flaming Pie e Only Mama Knows. Do projeto Fireman, só tocou Sing the Changes. Do repertório clássico que vem tocando pelo mundo, ficaram de fora My Love (afinal, ele vai se casar de novo e não fica bem ele tocar a música para sua “gatinha” Linda, como disse em São Paulo), I’m Down, Hello Goodbye, Venus and Mars, entre outras.
Mas ninguém pode reclamar do fato de o show não ser interminável, embora ele vá permanecer fresco na cabeça de muitos presentes. Na plateia, havia um pouco de tudo, desde fãs jovens demais para estarem tão histéricas, até senhores de alguma idade, que procuravam cantar com a banda. Houve até quem se beliscasse, para acreditar que não era um sonho e que estava presenciando um desses cada vez mais raros momentos que o tempo não leva.
No final, é de se perguntar: que água McCartney bebe para se manter daquela maneira. Aliás, ele não bebe um gole sequer enquanto está no palco e mantém a fleuma até mesmo quando tira o paletó para deixar os suspensórios à mostra. Na despedida, movimentos estudados foram repetidos, como o cumprimento com dois dedinhos ao ótimo baterista-bufão Abe Laboriel Jr. a entrada das bandeiras britânica e brasileira, mas o público obrigou o velho roqueiro a fazer alguns improvisos que claramente o divertiram, como a catártica repetição do refrão onomatopaico de Mrs Vanderbilt — “Ho, hey, ho” — , quando ele foi obrigado a acompanhar, até agradecer com mais um “demais!”, uma das palavras em português que ele tinha num pequeno léxico colocado no chão do palco para que ele pudesse falar alguma coisa em português. Quase um “carioca”, como ele mesmo disse.
Como qualquer superprodução, o show Up and coming é meticulosamente planejado, com a lista das canções preparada com antecedência para sincronia de luzes e projeções no palco. Mas os cinco músicos não deixam de mostrar um minuto sequer que formam uma banda de rock de verdade. Essa formação acompanha McCartney há mais de 10 anos, o que explica o impressionante entrosamento entre eles, que se divertem tanto quanto o patrão, com pequenas estrepolias.
Enfim, o Engenhão, estádio tão castigado pelo futebol, viu um clássico. Um não, uma fileira deles, comandada por um craque que se recusa a pendurar o contrabaixo Hoffner que o acompanha desde os shows de várzea. E o tempo que espere sua vez.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

VOCÊ SABE O QUE É ALFISINA?

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Se não sabe, é tempo de aprender, porque pode precisar a qualquer momento.
Me desculpem (rsrs), não consegui resistir e tinha que publicar. Isso foi enviado pelo amigo William Tybor. Falou, Billy! Abração!

JOHN LENNON - THE ALTERNATE MIND GAMES & SHAVED FISH

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Como todo mundo sabe, os Beatles são a banda mais pirateada do mundo. Um tema constante desses "bootlegs" são versões "alternativas" das canções editadas oficialmente e este álbum não é exceção. Existem em circulação, centenas de versões alternativas de John Lennon (inclusive oficiais), das sessões de "Mind Games" e da coletânea "Shaved Fish". Este disco, lançado em 1991 por um selo duvidoso e estranho chamado "Apple Ghost Records", (parece que da Nova Zelândia), é uma junção de algumas faixas desses dois álbuns. A qualidade de som é boa e algumas dessas demos são bem curiosas. O vídeo da música que está lá embaixo é "bacaninha" e não ofende ninguém. Conhecer, sempre vale à pena. A capa e a contracapa originais (bem feinhas) estão também no arquivo para download. Recomendado apenas para os "iniciados".
1. Mind Games (rough vocal - early mix).
2. Tight A$ (guitar & vocals demo)
3. Aisumasen (I'm Sorry) - (rough mix)
4. Bring On The Lucie (alternative mix)
5. Out Of The Blue (rough mix & alternative vocal)
6. Only People (rough mix)
7. Give Peace A Chance (acoustic demo)
8. Cold Turkey (alternative vocals - early mix from an acetate)
9. Instant Karma (film clip version - double tracked vocals)
10. Power To The People (alternative version)
11. Mother (live one to one concert - matinee show - different version to album)
12. Woman Is The Nigger Of The World (acoustic demo)
13. Imagine (live one to one concert - matinee show - different version to album)
14. Whatever Gets You Through The Night (alternative version)
15. Mind Games (Make Love Not War) - (early prototype version)
16. #9 Dream (acoustic demo)
17. Happy Xmas (War is Over) - (acoustic demo version)
18. Give Peace A Chance ( live one to one concert - full version featuring guest vocalists Stevie Wonder and Melanie Safka).
DOWNLOAD:

FOTO DO DIA - JOHN LENNON

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O INCRÍVEL ROLLS ROYCE DE JOHN LENNON

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No dia 8 de abril de 1967, John Lennon foi até Surrey para ver a possibilidade de pintar seu Rolls Royce com cores psicodélicas. No dia 25 de maio de 1967, John Lennon recebeu seu Rolls Royce com a pintura psicodélica feita pelo “The Fool”. Uma estranha pintura que lembrava um parque de diversões ou uma caravana de ciganos. A empresa Rolls Royce publicou um comunicado oficial contra a atitude de John Lennon.
É conhecido o gosto das estrelas do showbiz pelos carros potentes e luxuosos. Como não podia deixar de ser, a marca Rolls Royce é uma das mais procuradas, não só por possuir exclusivas características, mas também pelo fato de poder personalizar os seus modelos de acordo com os caprichos dos clientes. Entre os músicos da pop/rock, por exemplo, não têm faltado felizes possuidores destes carros, como Elvis Presley, Stevie Wonder, Freddy Mercury ou o rapper 50 cent. Todos estes veículos têm em comum a sobriedade, a distinção e o estatuto que a marca lhes confere. No entanto houve um que foi tudo menos sóbrio: o fabuloso Rolls Royce de John Lennon.
O veículo em questão era um magnífico Phantom V com a placa FJB111C que lhe foi entregue em 1965. Os Beatles já estavam no auge de sua fama quando em 1965, Lennon decidiu acrescentar uma impressionante limusine Rolls Royce para sua coleção de carros. Com um comprimento de 5,7 metros e 3 toneladas, foi um dos carros mais luxuosos da Grã-Bretanha da época. Lennon pediu um monte de eqipamentos especiais opcionais, como sistema de áudio Hi-Fi, uma televisão, um telefone móvel, uma pequena geladeira, e o banco traseiro podia ser transformado em uma cama de casal. Nessa época, o carro era ainda sóbrio mas Lennon não se deu por satisfeito enquanto não o "personalizou".
O músico estava descontente quanto à pintura tão sóbria do seu automóvel, contrastante com a sua personalidade extrovertida e megalómana. Encomendou então uma pintura psicodélica a um grupo de artistas holandeses (The Fool), que encheu a carroceria do Rolls de todo o tipo de floreados e arrebiques multicoloridos sobre um fundo amarelo. Lennon ficou embevecido e pagou cerca de 2000 libras pela brincadeira.
É claro que o veículo chocou imensamente a mentalidade britânica da época, para quem a Rolls Royce era motivo de orgulho nacional. Dizem até que houve uma senhora de idade que, indignada, chegou a desferir golpes de chapéu de chuva sobre o automóvel. Apesar desses percalços, que obviamente divertiam muito Lennon, tornou-se o meio de transporte quase exclusivo dos Beatles até à sua separação, em 1970.
Quando Lennon e Yoko se mudaram para os EUA o carro seguiu com eles. Já em território americano foi "emprestado" a outros músicos, como os Rolling Stones e Bob Dylan, até que foi posto na garagem e, posteriormente, "doado" ao Cooper-Hewitt Museum de Nova Iorque, onde permaneceu de 1978 até 1985, data em que foi leiloado. A licitação mais alta atingiu $2.299.000 e permitiu a Jim Pattison, um milionário canadiano, tornar-se o novo proprietário do famoso automóvel. Atualmente, o excêntrico veículo encontra-se exposto ao público no Royal British Columbia Museum. Para conferir novamente a postagem sobre a "Arte Encantada" do The Fool, o link é: http://obaudoedu.blogspot.com/2010/07/arte-encantada-do-fool.html