sábado, 30 de março de 2013

JOHN LENNON AND PLASTIC ONO BAND - LIVE PEACE IN TORONTO

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PLASTIC ONO BAND. A banda que John Lennon formou junto com a mulher, antes do fim dos Beatles. Lennon foi convidado especialmente para aparecer no Festival deToronto no Canadá. em 13 September 1969 - Rock'n'Roll Revival Concert - no Varsity Stadium. Chegaram no dia do concerto, diretamente de Londres. Lá, os Beatles já estavam destruidos, mas o circo tinha que continuar. A formação original da banda era: John Lennon, Yoko Ono, Eric Clapton, Klaus Voorman e Alan White. O festival, com apresentações de Chuck Berry, Fats Domino, Jerry Lee Lewis e Bo Diddley, foi a oportunidade para Lennon apresentar à sua mulher, seus heróis de infância. E mostrar ao mundo que estava livre dos Beatles. O evento rendeu dois filmes e o primeiro disco da banda, "Plastic Ono Band - Live Peace in Toronto'69. John teria passado mal durante toda a viagem e estava completamente drogado durante a performance. Apesar dos pesares, o show acabou sendo mais um grande sucesso do nosso velho barbudão. O disco JOHN LENNON - LIVE PEACE IN TORONTO foi e ainda é uma das maiores bombas de Rock And Roll de todos os tempos. E o que é mais curioso: é conhecido como "o disco de um lado só".


Não deixem de conferir também a sensacional matéria JOHN LENNON LIVE PERFORMANCES - ((ºJº)). O link é: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/06/john-lennon-live-performances-j.html

PARABÉNS ERIC CLAPTON - 68 ANOS

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Hoje é aniversário do incomparável Eric Clapton. Ele está completando 68 anos de uma vida absolutamente vitoriosa, sendo que 50 deles são dedicados à sua carreira espetacular e à sua música fenomenal. Parabéns, Eric Clapton. Todos nós lhe desejamos muitos anos de vida e vários álbuns espetaculares que ainda estão por vir!


Para conferir o Superespecial de Eric Clapton, publicado aqui originalmente em 1 de outubro de 2009, o link é: http://obaudoedu.blogspot.com/2009/10/especial-eric-clapton-gloriosa.html
Não deixem de conferir também:

quinta-feira, 28 de março de 2013

THE BEATLES - SHE LOVES YOU

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THE BEATLES - I WANTO TO HOLD YOUR HAND

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THE FOUR PREPS - A LETTER TO THE BEATLES

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No dia 28 de março de 1964, a situação da parada de sucesso americana da Billboard era:

“The Four Preps” foi uma banda americana formada por Marvin Inabnett, Bruce Bellard, Glen Larson e Ed Cobb. O grupo alcançou alguns sucessos, como "26 Miles" e "Big Man". No entanto, a partir de 1964, eles começaram a desaparecer depois da invasão dos Beatles, e, curiosamente, foi “em cima” dos Beatles que conseguiram seu último hit: “A Letter To The Beatles”, que alcançou o número 86 da Billboard e ficou por três semanas na parada. Parece pouco, mas em março de 1964, isso valia ouro!!!

MIDNIGHT OIL - ROCK AND ROLL COM ATITUDE!

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The Midnight Oil - também conhecidos pelos fãs como “The Oils” foi uma banda australiana de rock ativista. Suas canções têm cunho ecológico clamando pela proteção ao meio ambiente e defendendo os direitos do povo aborígene. Em 1972, três estudantes universitários de Sydney formaram uma banda, a Farm. Rob Hirst (bateria), Andrew James (baixo) e Jim Moginie (Guitarra e teclados) colocaram um anuncio num jornal a procura de um vocalista. Um gigante careca - Peter Garrett - se interessou e não só passou a ser a figura central, como a liderá-losi! Em 1975 já faziam uma turnê universitária nas férias pela costa leste da Austrália. Em 1976 Garret terminou a faculdade de Direito para poder se dedicar mais a banda que adotou o nome para MIDNIGHT OIL. Em 1977, depois da entrada do guitarrista Martin Rotsey, fundaram seu proprio selo independente a "Powderworks". E em 1978, seu primeiro álbum apenas com o nome da banda. No início dos anos 80, começaram a chamar atenção pela suas fortes letras protestando contra a poluição e os direitos do povo aborígene. Os shows eram uma atração à parte considerados verdadeiras paradas de protesto em frente à fábricas poluidoras. Em 1987, lançaram o álbum Diesel and Dust que foi sucesso instantâneo. A música Beds Are Burning que dizia "Queimamos nosso próprio berço" culpava os australianos pelo extermínio do povo aborígene que foram expulsos do deserto e forçados a trabalhar para os ingleses. O álbum foi muito elogiado pela crítica nos EUA. Em 1988 fizeram sua primeira excursão mundial. Em 1990 lançam Blue Sky Mining que foi seu maior sucesso e tornou o Midnight Oil mundialmente conhecido. Com esse álbum conquistaram o público surfista que se identificou e propagou seu som. Blue Sky Mine e King of the Mountain eram executadas em campeonatos de surf e se tornaram hinos dessa tribo. Em 1992 lançaram um álbum gravado ao ao vivo “Scream in Blue” da turne Blue Sky Mine. Em 1993 estiveram no Brasil e fizeram shows no Rio de Janeiro (Maracanazinho) e Porto Alegre (Olímpico) às vesperas do lançamento do novo CD Earth, Sun and Moon. Em 1996 lançam Breathe e em 1997 retornam ao Brasil mais uma vez para shows e foram até matéria do Esporte Espetacular que falou da banda e do surf. Com um discurso desgastado, as letras já não tinham mais o impacto de antes. Em 1998 lançam Redneck Wonderland um álbum com letras politizadas e de cunho esquerdista. Em 2000 na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Sydney eles tocam Beds Are Burning para milhares de pessoas, vestidos com camisas pretas escrito "Sorry" (desculpa) numa clara alusão ao povo aborígene. A banda se dissolveu em 2002. Garrett se tornou político e foi eleito para o parlamento australiano em 2004. Rob Hirst continuou em seus projetos paralelos, Backsliders (Blues) e Ghostwriters (com Richard Grossman, ex-baixista do Hoodoo Gurus). Jim Mogine montou a banda Reverberama e Martin Rotsey passou a fazer parte dos Ghostwriters. O Midnight Oil ganhou 11 premiações no ARIA Awards e em 2006 entrou no ARIA Hall of Fame reconhecidos como uma das mais importantes bandas australianas. Agora, a gente confere o megasucesso "Blue Sky Mine". Espero que tenham gostado. Abração!

quarta-feira, 27 de março de 2013

THE BEATLES - PAPERBACK WRITER / RAIN

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"Paperback Writer" é uma canção escrita por Lennon & McCartney e gravada pelos Beatles em 1966. Foi lançada como Lado A do single que tinha a canção "Rain" como Lado B, e alcançou o topo das paradas britânica e americana. Anos depois, foi incluída nos álbuns Hey Jude, The Beatles 1962–1966, Past Masters, Volume Two e 1.

O single foi o primeiro dos Beatles que não falava de amor, e a letra da canção foi escrita como uma carta enviada por um autor a um editor de livros pedindo para aceitar seu novo livro. A inspiração teria surgido de uma carta real enviada a Paul por um aspirante a escritor.

A composição da canção é creditada a Lennon & McCartney, embora muitos acreditem que a canção tenha sido escrita apenas por Paul. Entretanto, em entrevista na década de 90, ele disse: "Eu cheguei à casa de John e lhe falei sobre a ideia de escrever uma canção sobre um autor, como uma carta para um editor. Então, nós fomos à sala de música dele e colocamos a melodia. Posteriormente, John e eu nos sentamos e terminamos a canção, mas ela foi creditada a mim porque a ideia original era minha".

Em uma primeira leitura, a letra de "Rain" parece fazer referência as pessoas que reclamam do clima. Mas, em uma análise mais profunda, propõe a libertação dos valores morais pré-estabelecidos. Além disso, sugere um estado de consciência alterado, não somente pelos seus versos, mas também pelos vocais arrastados e nos instrumentos tocados de forma mais lenta, porém pesados.

O último verso de "Rain" inclui um trecho tocado ao contrário, tendo sido um dos primeiros usos dessa técnica em um disco. George Martin disse que a ideia foi dele, mas John Lennon, afirmou: "Após a sessão de gravação da canção - que terminou às quatro ou cinco da manhã - eu levei a fita para casa para ver o que mais eu poderia fazer. E eu estava meio cansado, não sabendo bem o que estava fazendo, e coloquei no gravador de forma incorreta, tocando-a ao contrário. E gostei. Foi o que aconteceu." "Rain" acabou se tornando uma das preferidas dos integrantes da banda e também dos fãs. Ringo Starr considera a canção um de seus melhores desempenhos como baterista, e Paul McCartney declarou várias vezes que é uma das suas preferidas.

HENRY GROSSMAN - BEATLES PHOTOGRAPHER

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“Eles adoravam tudo que fosse novidade, como skates e karts”. Diz o fotógrafo que conviveu com os Beatles entre 1964 e 1968, que lançou recentemente “Places I remember: My Time With the Beatles” (Lugares de que me lembro: meu tempo com os Beatles).

Henry Grossman realizou o sonho de qualquer beatlemaníaco. Nos anos em que os acompanhou, fez mais de 6000 imagens dos quatros rostos mais famosos do planeta. Agora uma nova seleção destas fotos está à venda em edição limitada, numerada e assinada pelo fotógrafo.

Grossman nasceu na cidade de Nova York e aprendeu o ofício com o pai que fotografou personalidades como Gandhi, Einstein, Mussolini, e descobriu os elementos-chave do retrato clássico – especialmente a interação entre a luz e sombra.

Trabalhou para a revista Life, The New York Times, Time, Newsweek, Paris-Match entre outros. Por suas lentes passaram figuras políticas (os três irmãos Kennedy, Lyndon Johnson, Richard Nixon), pintores, escultores e escritores (Alexander Calder, Kurt Vonnegut, Vladimir Nabokov) e, especialmente artistas (Elizabeth Taylor, Richard Burton, Martha Graham, Nureyev, Leonard Bernstein, Luciano Pavarotti, Plácido Domingos, Barbra Streisand, Thelonious Monk).

Grossman diz que conseguiu fotografar tão intimamente aos Beatles, porque após um longo período de convivência, os quatro se acostumaram com sua presença. Cobriu a primeira aparição dos meninos de Liverpool no “Ed Sullivan Show”, acompanhou as filmagens do filme “Help”, documentou uma noite de gravação do álbum “Sgt. Pepper’s” nos estúdios de Abbey Road e ainda freqüentou as casas de todos para fotografá-los informalmente com seus amigos e famílias.

Entre os anos de 1964 e 1969, Grossman teve acesso exclusivo à intimidade dos Beatles. Depois de conhecê-los nos nos bastidores do célebre show de Ed Sullivan, tornou-se amigo dos Fabs e contratado para retratar os bastidores de “Help!”. Daí em diante, não parou de retratá-los. Em casa, com a família e amigos, no estúdio, tomando café da manhã, jogando pôquer, descansando na piscina, dormindo ou fazendo nada.

Entre os anos de 1964 e 1969, Grossman teve acesso exclusivo à intimidade dos Beatles. Depois de conhecê-los nos nos bastidores do célebre show de Ed Sullivan, tornou-se amigo dos Fabs e contratado para retratar os bastidores de “Help!”. Daí em diante, não parou de retratá-los. Em casa, com a família e amigos, no estúdio, tomando café da manhã, jogando pôquer, descansando na piscina, dormindo ou fazendo nada.

Um pouco mais velho que John, Paul, George e Ringo, Grossman gostava mais deles do que de sua música. “Eu não entendia de rock, preferia música clássica”, diz ele. “Talvez isso tenha ajudado a criar um vínculo – por que os Beatles precisariam de mais um puxa-saco repetindo que eles eram gênios?”.

Foram mais de 6 mil fotografias dos Beatles, a grande maioria descartadas – até agora. Grossman acaba de lançar um livro de 528 páginas, chamado “Places I remember: My Time With the Beatles” (Lugares de que me lembro: meu tempo com os Beatles). É um calhamaço que pesa 6 quilos e custa 495 dólares (a cópia autografada sai por 795). Quem quiser encomendar o seu, o link é:
http://www.rockpaperphoto.com/

“Eles estavam acostumados a me ver com a câmera, documentando tudo o que acontecia ao redor”, conta. “Mais do que qualquer coisa, eu me tornei um amigo. Então, quando ia fotografar, ninguém pensava duas vezes. Ninguém se importava. Não era visto como invasivo”.

As fotos são de uma era anterior à nossa, em que popstars e celebridades de segunda linha fazem poses ridículas para a Caras ou a Contigo, “abrindo” suas casas de maneira falsa e patética. Para quem gosta de retratos, é uma aula. Para quem gosta dos Beatles, é mais um motivo para folhear, colocar tudo de novo para tocar e lembrar que eles, antes de qualquer coisa, foram quatro jovens amigos que se divertiram muito na companhia uns dos outros – enquanto trabalhavam, ficavam ricos e se tornavam, ainda sem saber ao certo, a maior banda de todos os tempos.

Confira aqui, outras matérias superlegais com os fotógrafos dos Beatles.
RICHARD AVEDON
http://obaudoedu.blogspot.com/2009/08/richard-avedon-photographer.html

IMAGEM DO DIA - PATTIE BOYD by HENRY GROSSMAN

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terça-feira, 26 de março de 2013

A FANTÁSTICA ARTE DE VICTOR MOLEV

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Todos os dias, já nos acostumamos a ver, na internet, pinturas de ilusão de ótica, mas a arte de Victor Molev é realmente fantástica e muito impressionante.
 
Victor Molev (1955) é um artista e pintor russo formado em arquitetura. Em 1990 mudou-se para Israel onde se tornou membro da Associação de Artistas e Escultores de Israel. Participou de várias exposições na Europa, Israel e Rússia e suas obras podem ser encontradas em coleções particulares em toda a Europa, Estados Unidos, Canadá e Israel. Mudou-se para o Canadá em 2006, onde vive em Richmond Hill, Ontario. Arquiteto, artista gráfico e designer de cenários teatrais, mas sua principal atividade, que o fez ser reconhecido em toda a Europa é a pintura de cavalete, a qual ele dedica a maior parte do seu tempo e esforço. Molev criou sua própria linguagem artística de símbolos e sinais tornando suas obras únicas e reconhecíveis. Sua série de retratos enigmáticos onde usa vários elementos em harmonia com as cores e formas, faz com que, de uma imagem com elementos na natureza, como flores, árvores, aves... ou até mesmo cubos, se transforme, com enorme perfeição, em Freud, Monalisa, Freddie Mercury, Einstein entre outras tantas personalidades. Vamos Conferir alguns de seus trabalhos?


Por fim, a gente fica com os retratos de John, Paul e George. O do Ringo, não achei. Se alguém por acaso encontrar, mande que eu acrescento. Abração!


SEM TESÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO - ROBERTO FREIRE

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“Descobri que é chegada a hora de acrescentarmos ao tempo e ao espaço mais uma dimensão fundamental à vida no universo: o tesão. Porém, não me refiro ao tesão do Aurélio, mas sim ao do Caetano, por exemplo. Para mim esse tesão não habita dicionários oficiais; entretanto, é o que anima e encanta os poetas tropicais. Tesão sem passado, apenas contemporâneo e vertical, ele é produto semântico e romântico dos que sentem desejo pelo desejo, alegria pela alegria e beleza pela beleza. Mas pode ser ainda tesão de quem sente desejo pela alegria, beleza pelo desejo e alegria pela beleza. Sem tesáo não há solução, além disso, é também um livro confessional. Por meio de entrevistas, confesso-me anarquista graças a Eros, poeta apenas de expressão corporal, romancista das sujeiras humanas cristalinas, terapeuta somente de mutantes e de coiotes, revolucionário por vocação herética, drogado assumido, público e autônomo. Termino o livro com uma profecia anarcoecológica, em forma de manifesto: Tesudos de todo o mundo, uni-vos”. Roberto Freire
Com este livro, Roberto Freire introduz o conceito de tesão na cultura brasileira. Ela revela uma nova prática, que partiu da juventude, de libertar-se das repressões sociais e políticas através do sexo. Foi a descoberta de uma sensualidade mais clara e intensa, ligada a uma real sensação de estar vivo.

JERRY LEVITAN - EU CONHECI JOHN LENNON

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A postagem original sobre Jerry Levitan foi publicada originalmente em 28/08/2011
Gerald Asher Levitan nasceu em 1954 em Toronto, Canadá. Tornou-se conhecido como "o garoto que entrevistou John Lennon". Em 2009, ele escreveu o livro, produziu e estrelou o curta de animação “I Met the Walrus” – “Eu Coneci John Lennon” sobre seu encontro com John Lennon e Yoko Ono em Toronto, em 1969. Apesar de apenas 14 anos, Levitan realizou uma entrevista exclusiva de 40 minutos com eles sobre a paz, The Beatles e sua música.
O filme ganhou diversos prêmios pelo mundo todo. O livro é autobiográfico. É o relato da infância de Levitan e seu amor pelos Beatles, e conta em detalhes o dia que passou com John Lennon e Yoko Ono.
Levitan formou-se em Direito na Universidade de York em Toronto. Ele é o autor de “The Complete Idiot's Guide to Winning Everyday Legal Hassles in Canada”. Aos 40 anos, teve um colapso nervoso e passou uma temporada numa clínica psiquiátrica, de onde foi salvo, segundo ele, pelo aseu amor pelos Beatles e por John Lennon.
Em julho de 2011 Levitan realizou um filme de animação para Yoko Ono “My Hometown”, que teve sua estreia mundial no Festival de Cinema Sem Fronteiras (Frontiere Senza) em Spoleto, Itália e foi bem elogiado. Levitan co-produziu e dirigiu o filme com Terry Tompkins. Yoko Ono narrou seu poema “Remember Love”, que foi B-Side B de Give Peace A Chance.
Levitan também é um ator com papéis em uma série de filmes canadenses e internacionais e séries de televisão, incluindo uma aparição em The West Wing. Sob seu alter-ego “Sir Jerry” também lidera uma banda e já produziu três CDs, "Bees, Butterflies & Bugs", "Sir Jerry's World", and "Time Machine" (lançado em junho de 2009). Há uma série de televisão baseada no personagem “Sir Jerry” que está em produção.
Este livro é o simpático relato de um fã que se encontrou com seu maior ídolo, John Lennon, há mais de 40 anos. Em 1969, o canadense Jerry Levitan, 14 anos, teve uma surpresa: seu ídolo John Lennon apareceu de surpresa em Toronto com Yoko Ono a tiracolo. Ele estava a caminho de Montreal, onde realizaria um de seus protestos pacifistas Bed In. Passando-se por um jovem jornalista, Jerry conseguiu um encontro com John Lennon e Yoko Ono no hotel onde estavam hospedados. Ao final do encontro, olhando nos olhos de John Lennon, o rapaz se ofereceu para entrevistar o músico e disseminar a mensagem dele na sua escola. O beatle concordou e o resultado virou, 40 anos depois: Eu Conheci John Lennon que, além da íntegra da conversa, tem um panorama geral (e bastante pessoal) da carreira dos Fab Four. Na entrevista, Lennon se mostra completamente desarmado e relaxado, em uma conversa sem pauta predefinida: vai dos problemas do casal em conseguir um visto de permanência até piadas sobre George Harrison, passando pela defesa da paz mundial. Um DVD com fotos, imagens em super-8 e áudio do bate-papo acompanha o volume – só ficou de fora o curta-metragem animado premiado e produzido pelo próprio Jerry “I Met the Walrus”, derivado desse encontro, mas que a gente confere agora, aqui, no nosso Baú do Edu. Abração!

sexta-feira, 22 de março de 2013

THE BEATLES - PLEASE PLEASE ME - 50 ANOS

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Hoje, sexta-feira, 22 de março, do ano da graça de 2013, é um dia histórico! De puro deleite e regozijo para nós, Beatlemaníacos de todos os lugares do universo. O lançamento do primeiro álbum dos Beatles, Please Please Me, completa 50 anos. Esse ainda não seria o momento da projeção mundial de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr para uma carreira internacional, que aconteceu no ano seguinte, mas marca a consolidação do quarteto como a principal banda da Inglaterra naquele momento. E não mais, só de Liverpool.
O sensacional álbum de estreia “Please Please Me” foi gravado em apenas um dia. Uma segunda-feira, 11 de fevereiro de 1963. O jornalista e escritor Bob Spitz conta no livro The Beatles: a Biografia que George Martin, produtor musical dos Beatles, havia marcado uma sessão de gravação de dez horas nos estúdios Abbey Road, em Londres. A banda havia encerrado, dias antes, a sua primeira grande turnê pelo Reino Unido. Foram seis shows como uma das atrações de abertura para a cantora Helen Shapiro, descrita por Spitz no livro como "a queridinha do Reino Unido" na época. A turnê aconteceu durante um inverno rigoroso. Isso deixou John Lennon resfriado, o que interferia na sua voz. A intenção de Martin era captar no disco a energia do grupo em suas apresentações no Cavern Club, bar da cidade de Liverpool onde eles começaram a tocar. O produtor cogitou a possibilidade de realizar a gravação no próprio bar, mas a estrutura no local não permitiria o controle adequado do som. A opção mais sensata seria mesmo pelo estúdio. Contudo, a instrução para o engenheiro de som responsável pela gravação, Norman Smith, era clara: capturar o som para que soasse como se a banda estivesse tocando no palco. O repertório escolhido por Martin e discutido com o quarteto incluía seis músicas de outros artistas que a banda já tocava nos shows: Anna (Go to Him), Chains, Boys, Baby It's You, A Taste of Honey e Twist and Shout. Das composições de Lennon/McCartney estavam as quatro que foram lançadas anteriormente em compactos simples (Love Me Do, P.S. I Love You, Please Please Me e Ask Me Why) e quatro inéditas (I Saw Her Standing There, Misery, Do You Want To Know A Secret? e There's A Place). Spitz conta no livro que todos na sessão de gravação, logo na primeira música, perceberam que a voz de John Lennon estava mais áspera e rascante por causa do resfriado. Ele estava com um pouco de dificuldade para acompanhar Paul McCartney nos vocais. Contudo a gravação seguiu. Depois de gravar nove das dez canções necessárias naquele dia, Martin e os Beatles foram para a cantina do Abbey Road discutir qual seria a música que fecharia o disco. O engenheiro de som, sugeriu a canção Twist and Shout. Teoricamente ela era perfeita. Um cover vibrante, que o grupo já tocara nas apresentações do ano anterior, em 1962. O problema era que a música era cantada por John Lennon em uma interpretação definida por Martin como "destruidora de laringes". Mesmo assim todos aceitaram a sugestão e voltaram para o estúdio sabendo que a voz de John resistiria a apenas uma passagem da música. Portanto, todos os envolvidos teriam que acertar de primeira. John usou as suas últimas forças do dia e fez uma mistura de grito e canto, um som gutural que fez daquela interpretação a definitiva para Twist and Shout.