sábado, 30 de novembro de 2013

THE BEATLES - "ON AIR - LIVE AT THE BBC VOLUME 2" - Por VALDIR JUNIOR

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Em 1995, quando o primeiro CD duplo do “Anthology” foi lançado, Paul McCartney em entrevistas disse brincando: “George Harrison e eu estamos falando sobre o próximo álbum se chamar: “Raspando o fundo do Barril”. Parece que esse barril (ainda) não chegou ao fundo. Dezenove anos depois do lançamento do primeiro CD com as gravações feitas pelos Beatles à rádio estatal inglesa, finalmente nos chega às mãos (oficialmente!) “The Beatles – “On Air – Live at the BBC Vol. 2”.
Entre março de 1962 e junho de 1965, os Beatles se apresentaram 275 vezes na Rádio inglesa. Dessas apresentações eles tocaram 88 canções diferentes, algumas foram tocadas varias vezes, outras apenas uma vez e muitas delas nunca foram gravadas. Aqui nesse “BBC Vol.2” temos duas faixas assim: “I'm Talking About You” de Chuck Berry e “Beautiful Dreamer” já gravada anteriormente por Bing Crosby, Jerry Lee Lewis e Roy Orbinson, além de uma beatle-versão para ‘Happy Birthday” em “Happy Birthday Dear Saturday Club”.
Este lançamento não é nem um pouco ruim, muito pelo contrario, há ótimas e vibrantes performances dos Beatles para musicas que aparecem pela primeira vez em versão ao vivo pela BBC nesse vol.2 (“She Loves You”, “I Want To Hold Your Hand”, “There's A Place” e “Money (That's What I Want)” entre outras ), mas,tirando isso,acabamos recebendo “mais do mesmo” com “novas” versões para musicas que já haviam aparecido no Vo.1 (covers em sua maior parte) e a recolocação nesse CD de 3 faixas já utilizadas anteriormente, duas do EP “Baby It's You” de 1994 (“Boys” e “I'll Follow The Sun”) e a terceira “Lend Me Your Comb” do CD “Anthology Vol.1” de 1995. Alem de incluir mais 4 faixas com entrevistas feitas pelos 4 Beatles em separado e que apesarem de serem absolutamente essências e históricas tem em média 8 minutos de duração cada uma, elevando assim o tempo e enchendo mais o CD. Todos sabemos que a BBC fez o favor de não manter em seus arquivos todas essas apresentações que os Beatles fizeram e em 1994, para o lançamento do “BBC Vol.1”, deixou escapar que tiveram que correr atrás de gravações de fãs para poder montar a álbum (ou seja usaram os famigerados “bootlegs”). Nesse novo volume podemos perceber que a qualidade sonora entre uma faixa e outra varia, mas notadamente nas faixas “I'm Talking About You” e “Beautiful Dreamer”, o que nos faz pensar que chegamos “o fundo do barril” pelo menos dentro das gravações feitas pela BBC . Claro, existem mais gravações dessa fase e podemos encontrá-las na famosa caixa-bootleg com 10 CDs “The Complete BBC Sessions’, mas essas gravações somente interessam aos fãs mais completistas e radicais. E com certeza, mesmo eles não vão conseguir ouvir pela 12° vez uma versão de “Please Please Me” ou pela 11° vez “I Saw Her Standing There” (duas das faixas com mais execução na BBC), deixando quase nada de realmente relevante e de qualidade sonora boa a ser mostrado em um pretenso novo volume.
É interessante ressaltar que esse é o primeiro lançamento dos Beatles pela Universal Music, que comprou uma parte do catálogo da EMI em novembro de 2011 e com uma filão tão promissor como os Beatles, é claro que ela quer faturar em cima e logo, então esse “ The Beatles – On Air –Live at the BBC Vol. 2“ é o primeiro passo para isso e ao mesmo tempo como o Vol.1 foi em 1994, esse CD é um teste para sentir o mercado em vista de futuros lançamentos. Dentro do que podemos esperar para o futuro em se tratando de musica dos Beatles existem ainda muitas coisas a para verem a luz do dia de maneira oficial: “Get Back Sessions”, ”The Beatles Christmas Albuns”,”Live at Hollywood Bowl”, “Livet at Shea Stadium” e as demos acústicas do álbum branco, entre muito mais). Mas devemos também contar e esperar que a Apple Corps. colabore para que tudo isso aconteça mesmo. Enquanto isso, vamos ouvindo esse BBC Vol. 2. Por VALDIR JUNIOR

ELEANOR RIGBY - NÃO TEM COMO FICAR RUIM

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

JOE BROWN - I'LL SEE YOU IN MY DREAMS

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ESPECIAL GEORGE HARRISON - 12 ANOS DE SAUDADE

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Há 12 anos, nosso iluminado George Harrison tornou-se mais iluminado ainda, ao deixar de vez, o mundo material. George perdeu a luta contra um câncer, que havia se espalhado após ter sido esfaqueado 11 meses antes, por um débil mental. George Harrison, um dos homens mais geniais de toda a história da humanidade, deixou este mundo em paz e com a esperança de que podemos ser felizes e seguirmos para um novo caminho em uma nova vida. Sua mensagem jamais será esquecida. Hare Krishna, George. Por isso, a gente recorda agora uma matéria sensacional publicada na revista Rolling Stone de novembro de 2011, quando se completou 10 anos de sua passagem.
O beatle mais jovem e tímido se afastou cedo dos holofotes – mas a vida dele só se tornou ainda mais profunda, rica e selvagem

O garoto magricela com cabelo escuro e grosso ficava sentado na fileira do fundo de uma sala de aula lotada, com a cabeça abaixada, olhos intensos fixos no caderno. Enquanto a professora falava, ele rabiscava com o lápis, como se anotasse cada palavra. Só que George Harrison não estava escutando. Aos 13 anos, filho de um motorista de ônibus, ele viajava em visões de seu futuro, enchendo os cadernos com desenhos obsessivos de guitarras – o instrumento que desejava tocar desde que começara a ouvir os sucessos de Elvis Presley, a incorporação sônica de toda a diversão e alegria que faltava na sombria Liverpool pós-guerra. Tempos depois, encheu os cadernos de letras de músicas, partituras e, de vez em quando, o desenho de uma motocicleta.

George ficou amigo de um colega de classe mais velho, Paul McCartney, que precisava de um guitarrista para uma banda nova. “Conheço alguém”, disse Paul ao líder do grupo, John Lennon. “Ele é um pouco novo, mas é bom.” Harrison passou no teste, tocando a música instrumental “Raunchy” na parte de cima de um ônibus de dois andares em uma noite – e, assim, virou um beatle, ou pelo menos um dos quarrymen. Só que os companheiros de banda nunca deixaram de pensar nele como um parceiro júnior – um “beatle da classe econômica”, na formulação sardônica de Harrison – e logo ele começou a pressionar para conquistar uma posição melhor.

George Harrison não era exatamente o beatle silencioso: “Ele nunca calava a boca”, diz o amigo Tom Petty. “Era a melhor companhia que você pode imaginar.” Ele era o beatle mais teimoso, o menos afeito ao showbiz, até menos preso ao mito da banda do que Lennon. Gostava de repetir uma frase que atribuía a Mahatma Gandhi: “Crie e preserve a imagem de sua escolha”. Harrison desafiou a primazia de composição de Lennon e McCartney; introduziu ao Ocidente – praticamente sozinho – a música indiana, por meio da amizade com Ravi Shankar; foi a primeira pessoa a fazer do rock um veículo para expressão espiritual desavergonhada e, com o Concerto para Bangladesh, filantropia em grande escala; fez mais sucesso em Hollywood do que qualquer beatle, produzindo filmes como A Vida de Brian, do Monty Python; e desmentiu a reputação de recluso solitário ao montar o Traveling Wilburys, uma banda que era tanto um clube quanto um supergrupo.

Como o novo documentário dirigido por Martin Scorsese, Living in the Material World, e o livro que o acompanha deixam claro, George Harrison não tinha ocupações casuais: ele seguiu seus interesses em ukulele, corrida de carros, jardinagem e, especialmente, meditação e religião oriental com uma energia incansável. “George era muito curioso, e, quando se interessava por algo, queria saber tudo”, diz a viúva, Olivia Harrison, que o conheceu em 1974 e se casou com ele quatro anos depois. “Também tinha um lado louco. Gostava de se divertir, sabe.” A primeira esposa de Harrison, Pattie Boyd, descreveu-o como oscilando entre períodos de meditação intensa e festas pesadas, sem meio-termo. “Ele meditava por horas a fio”, ela escreveu na autobiografia Wonderful Tonight. “Então, como se fosse difícil demais resistir aos prazeres da carne, parava de meditar, cheirava cocaína, se divertia, paquerava e festejava... Não havia normalidade nisso também.” 
Diz Olivia: “George não via preto e branco, alto e baixo como coisas diferentes. Não dividia seus humores ou sua vida em compartimentos. As pessoas pensam: ‘Ah, ele era assim ou assado, ou muito extremo’. Mas todos esses extremos estão dentro de um círculo. E podia ser muito, muito calado ou muito, muito espalhafatoso. Quer dizer, quando começava, já era. Ele não era, digamos, um banana, isso eu garanto. Ele conseguia ir mais longe do que todos”.

Harrison e os colegas de banda perderam shows de talento local para uma banda liderada por um anão - mas nem isso os abalou. "Éramos convencidos", afirmou Harrison. As coisas se reverteram intensamente, e ele adorou aquilo no início, adotando as fases do sucesso de "uma maneira quase adolescente": seu aprendizado de menor de idade no bairro da luz vermelha de Hamburgo (onde perdeu a virgindade enquanto os outros beatles fingiam dormir no mesmo quarto - e aplaudiram no final); o processo doloroso de desenvolver seu próprio estilo na guitarra, calcado no country e no R&B; o início da beatlemania; a fama, o dinheiro, as mulheres, a união entre os quatro. "Éramos pessoas relativamente sãs no meio da loucura", disse Harrison. Nos primeiros anos, também idolatrou Lennon em particular: "Ele me disse que admirava muito, muito o John", conta Petty. "Provavelmente queria muito a aceitação dele, sabe?" Só que, em 1965, Harrison experimentou ácido e, de repente, passou a não acreditar nos Beatles. "Não demorou muito para se dar conta de que 'não é isto'", conta Olivia. "Ele percebeu: 'Não é isto que vai me sustentar. Não vai ser o suficiente para mim'." 
"É bom ser popular e ser procurado, mas, sabe, é ridículo", disse Harrison à Rolling Stone em 1987. "Percebi que é algo sério, minha vida está sendo afetada por todas essas pessoas gritando." Ele se sentia fisicamente inseguro. "Com o que está acontecendo, presidentes sendo assassinados, toda a magnitude da nossa fama me deixou nervoso." No set de Os Reis do Iê-Iê-Iê, George conheceu Pattie Boyd, uma modelo loira e magra; no set do filme seguinte dos Beatles, Help!, encontrou a música indiana clássica - que o levou a uma busca que duraria muito mais que seu casamento. A tentativa de dominar a cítara o levou à ioga, que o levou à meditação, que o levou à espiritualidade oriental, que ajudaria a definir sua vida. "Ele estava buscando algo muito superior, muito mais profundo", disse Shankar, virtuose da cítara que se tornou amigo e mentor de Harrison. "Parece que ele já tinha algum histórico indiano nele. Caso contrário, é difícil explicar por que ficou tão atraído por um tipo de vida e filosofia, até religião, em particular. Parece muito estranho, a não ser que você acredite em reencarnação." Por um tempo, era como se ele estivesse sentado nos fundos da sala de aula dos Beatles, rabiscando cítaras - daí "Within You without You", a bela e anómala faixa de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. No entanto, depois de perceber que nunca seria mais do que um citarista mediano, George voltou a se focar na guitarra e na composição, criando algumas das melhores músicas dos Beatles: "Something", "Here Comes the Sun", "While My Guitar Gently Weeps", além de "Not Guilty" e "All Things Must Pass", que Lennon e McCartney erroneamente rejeitaram. Também começou a tocar guitarra com slide, desenvolvendo uma voz instrumental emotiva e diferenciada que refletia seu espírito recém-liberado.

Lutar por seu lugar na banda e pelo lugar de suas músicas nos discos era exaustivo - tanto quanto simplesmente ser um beatle. "Às vezes, eu me sinto como se tivesse mil anos", afirmou Harrison - que tinha 27 quando os Beatles se separaram. "Aquilo estava me envelhecendo... era uma questão de parar ou acabar morto." Os dias de turnê da banda tinham acabado, mas a beatlemania o deixou com algo pare­cido com um transtorno de estresse pós-traumático. "Se você tivesse 2 milhões de pessoas gritando para você, acho que demoraria muito tempo para parar de ouvir isso na sua cabeça", diz Olivia. "George não foi feito para aquilo." 
Harrison fez amizade com Bob Dylan ("Eles tinham uma conexão de alma", segundo a viúva) e Eric Clapton, e seus momentos com os dois artistas o mostraram um caminho adiante. Quando os beatles implodiram em 1970, ele lançou o álbum triplo All Things Must Pass, abrindo seu baú de músicas.

No ano seguinte, a pedido de Shankar, Harrison persuadiu Clapton, Dylan e Ringo Starr, entre outros, a se unirem para o Concerto para Bangladesh, que definiu o modelo para todos os grandes shows beneficentes nos 40 anos seguintes. O show foi um triunfo, mas o resultado foi uma confusão dolorosa, à medida que os esforços de Harrison para fazer a renda chegar aos refugiados enfrentavam códigos fiscais e burocracias. O casamento dele também estava desmoronando: de maneira infame, Pattie o trocou por Clapton, embora a amizade dos dois tenha sobrevivido de alguma forma. Apesar de toda a base espiritual, Harrison estava bebendo demais, festejando demais, dormindo com várias pessoas. "Senses never gratified/Only swelling like a tide/ That could drown me in the material world" (Sentidos nunca satisfeitos/ Só subindo como uma maré/ Que poderia me afogar no mundo material), cantou, esgotado, na faixa-título do álbum seguinte, Living in the Material World.
A turnê norte-americana de Harrison em 1974 foi a última dele, com exceção de uma curta temporada no Japão em 1991. Com longos solos de Shankar, vocais fracos de Harrison e a recusa em tocar músicas conhecidas dos Beatles (ele gritava durante versões desanimadas de "Something"), as críticas foram brutais. Harrison ficou angustiado com as multidões desordeiras e a intensamente festeira banda de apoio que ele havia escolhido. Aquilo não parecia mais ser o mundo dele. "George falava muito sobre seu sistema nervoso, que ele simplesmente não queria mais barulhos altos", conta Olivia, que conheceu-o no ano da turnê. "Não queria ficar mais estressado."

Harrison lançou mais sete álbuns cada vez menos interessado em sua carreira convencional. "George não era disso", diz Petty. "Não queria ter um um agente. Estava fazendo o que queria e não dava valor algum ao estrelato." 
Seu relacionamento com Olivia o deixou centrado, e ele diminuiu as festas. Harrison ficou extasiado quando o casal teve seu único filho, Dhani, em 1978. «As únicas coisas que ele achava que eu tinha de fazer na vida são ser feliz e meditar", conta Dhani, que cresceu em Friar Park - a mansão de 120 quartos no interior da Inglaterra que Harrison comprou em 1970, prejudicando as finanças até de um beatle. A propriedade era linda e misteriosa, com cavernas, gárgulas, cascatas e vitrais instalados por Sir Frank Crisp, um milionário excêntrico que foi dono dela até morrer, em 1919. Harrison tinha fixação por restaurar os jardins de 14 hectares, que estavam em estado lastimável.

Quando criança, conta Dhani, "Eu tinha certeza de que ele era só um jardineiro" - uma conclusão razoável, já que Harrison trabalhava 12 horas por dia ali, perdendo jantares em família enquanto perseguia sua visão, plantando árvores e flores. "Ser o jardi­neiro, não conviver com ninguém e simplesmente ficar em casa, isso era muito rock and roll, sabe?", diz Dhani, que entendia a paixão do pai: "Quando você está em um jardim realmente bonito, isso te faz lembrar constantemente de Deus".

Depois de um hiato de cinco anos entre álbuns, Harrison convocou o produtor Jeflf Lynne para Cloud Nine, de 1987, que lhe fez chegar ao Número 1 com "Got My Mind Set on You," uma cover animada de uma obscuridade dos anos 60. O mais importante: uma sessão para gravar um lado B - uma colaboração casual com Lynne, Dylan, Petty e Roy Orbison - o levou ao Traveling Wilburys, o projeto pós-Beatles do qual ele mais gostou.

Ele gostava de fazer parte de uma banda novamente, sem falar da colaboração com Dylan, amigo e herói. “Fico muito à vontade tocando em equipe”, dizia Dylan a Petty. Os Wilburys gravaram dois álbuns (Dhani se lembra de passar tempo com Jakob Dylan jogando o game Duck Hunt no Nintendo enquanto a banda trabalhava no segundo disco, no andar de baixo), mas nunca fez um único show. "Toda vez que George fumava um e tomava algumas cervejas, começava a falar de fazer turnê", conta Petty. "Acho que falamos seriamente sobre isso uma ou duas vezes, mas ninguém se comprometeu de verdade." Um terceiro álbum dos Wilburys era sempre uma possibilidade. "Nunca achamos que não daria tempo", afirma Petty. 
Em vez disso, depois de uma turnê de 13 datas no Japão com Clapton, Harrison voltou a ser um jardineiro. "Ele não queria ter obrigações", diz Olivia. Continuou compondo e gravando músicas no estúdio em casa, mas recusou ofertas para aparecer em premiações -ou para qualquer outra coisa. "Simplesmente tenho de abrir mão disso tudo", dizia. "Não me importo com discos, filmes, estar na TV ou todas essas coisas."

Em 1997, foi diagnosticado com câncer na garganta e passou por um tratamento com radioterapia. Dois anos depois, um homem com problemas mentais conseguiu entrar em Friar Park e deu uma facada no pulmão de Harrison. George se recuperou, mas Dhani acredita que os ferimentos enfraqueceram o pai quando este enfrentou um câncer de pulmão, mais tarde. A doença se espalhou para o cérebro e George Harrison morreu em 29 de novembro de 2001. Olivia tem certeza de que o quarto do hospital se encheu de uma luz brilhante enquanto a alma deixava o corpo dele.
"Ele dizia: 'Olha, não somos estes corpos, não vamos nos prender a isso'", diz Petty, que faz meditação desde que o amigo o introduziu na prática. "George falava: 'Só quero me preparar para ir do jeito certo e para o lugar certo'." Ele faz uma pausa e ri. "Tenho certeza de que conseguiu."

Em meados deste ano, Dhani Harrison, agora com 33 anos, voltou para Friar Park e passou um longo tempo olhando para o jardim. Nunca esteve tão bonito - as árvores que o pai plantou finalmente cresceram. "Ele provavelmente está rindo de mim", afirma Dhani, "dizendo: 'É assim que tem de ser'. Você não constrói um jardim para si mesmo, agora mesmo - constrói para gerações futuras. Meu pai definitivamente tinha visão de longo prazo".

TRAVELLING WILBURYS - ESPECIAL GEORGE HARRISON

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IMAGENS DO DIA - LEMBRANÇAS DE GEORGE

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A BIOGRAFIA ESPIRITUAL DE GEORGE HARRISON

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Bem, não é assim nenhuma Brastemp - até mesmo pelo tamanho (200 páginas) - mas é bem legalzinho o livro de Gary Tillery "A Biografia Espiritual de George Harrison". O autor separou a obra em quatro capítulos: "Vivendo no mundo material", "A formação de um místico", "Levando a palavra para o mundo" e "A luz interior". Gary Tillery faz um passeio por Liverpool e a infância de Harrison, a entrada para os futuros Beatles, as turnês para Hamburgo, o sucesso, a Beatlemania, as experiências com as drogas - especialmente o LSD, que teve papel fundamental na descoberta espiritual de George, a importância do Maharishi e a viagem à Índia, a amizade de Ravi Shankar, a separação dos Beatles, o sucesso do álbum All Things Must Pass, o concerto por Bangladesh, a separação (traumática) de Patty Boyd, o uso indiscriminado de álcool e cocaína, a fracassada turnê de 1974, o processo de plágio, o fracasso dos álbuns em meados dos 70, a criação da Dark Horse, o aparecimento de Olivia Arias, a morte de John Lennon, a redenção com o sucesso de Cloud Nine e os Traveling Wilburys, a excursão ao Japão com Eric Clapton, a vida como jardineiro e finalmente, a terrível batalha contra o câncer. Todos esses assuntos sempre entrelaçados com a relação espiritual de Harrison com o Hinduísmo. Só que de forma rápida demais. Foi muito bacana ler o livro de Tillery, até mesmo porque, em todos esses anos de Beatlemania, foi a 1ª biografia de George Harrison lançada no Brasil que tomei conhecimento. Se estiver errado, alguém me corrija. Parabéns ao autor e à Madras Editora pelo lançamento. O preço também é bem legal: 30 pilas. Para terminar com chave de ouro, um verdadeiro presente de Papai Noel: a gente confere aqui e agora com absoluta exclusividade do nosso blog preferido, o "Epílogo" completo, na íntegra. Valeu, abração a todos. Hare Krishna!

George Harrison uma vez escreveu: "Um por um, somos despertados pelo som da flauta de Krishna. Sua flauta funciona de diversas formas". Apesar de seu próprio despertar ter acontecido por intermédio de químicos psicoativos, ele era bem ciente de que a maioria das pessoas ia por caminhos mais tradicionais. O modo como a pessoa atinge o objetivo - yoga, meditação, cânticos, um guru inspirador - é imaterial. O objetivo é despertar, e o gentil estímulo de George aos que ainda dormiam corre por suas músicas como uma corrente submarina desde o momento em que despertou, no meio dos anos 1960, até seu último e póstumo álbum, em 2002. 'Você é um deles?", ele pergunta ao final de "Within You Without You", significando os que se escondem atrás de uma parede de ilusões até que seja tarde demais. Um ano depois, ao som de uma guitarra pesarosa, ele tristemente observa: "Eu olho para todos vocês, vejo o amor que está aí e está dormindo". Em "Beware of Darkness", ele alerta o ouvinte sobre a maya sem esperança e triste: "Não é para isso que você está aqui". Em "Awaiting on You All", diz sem hesitar: "O Senhor está esperando que todos despertem e vejam". Referindo-se a si mesmo e ao que ele espera alcançar em "Living in the Material World", canta: "Tenho muito trabalho a fazer / Tentando passar uma mensagem adiante". Em "Unconsciousness Rules", Harrison compara a vida sem iluminação à indiferença de uma pista de dança, e comenta: "Seus sentidos descontentes levam-no junto na viagem, você está vivendo dia após dia onde o inconsciente comanda". Semanas antes de morrer, gravou "Horse to the Water". Sua letra fala de três indivíduos conturbados que ele tenta iluminar. O primeiro prefere se voltar às drogas (ou talvez suicídio -"ele desligou seu sistema nervoso"). O segundo sofredor opta pelo esquecimento no uísque. O terceiro, um pregador, interessa-se mais por condenar "os maus da fornicação" do que despertar para encontrar Deus em si mesmo. Entristecia Harrison o fato de poucas pessoas entenderem a verdade que ele havia visto tão claramente - que estamos aqui para queimar nosso carma passado, tornarmo-nos cientes de nossa divindade e nos libertarmos do eterno retorno. Poucos percebiam como estavam desper¬diçando sua preciosa oportunidade. Como um bebê em um berço, en¬cantado pelos brinquedos brilhantes e giratórios ao alcance de sua mão, as pessoas continuam muito distraídas pelo que percebem por meio de seus cinco sentidos; não dirigem o olhar para dentro, não exploram o que é interno; continuam sucumbindo aos atrativos do mundo material, hipnotizados pelas alegrias, tragédias, prazeres e medos. George ainda tentava dizer isso em seu último álbum, Brainwashed, lançado um ano após sua morte por meio dos esforços conjuntos de Dhani e Jeff Lynne. A confiante primeira faixa, "Any Road", fala de "viajar aqui, viajar ali". Sim, ele está dizendo que a maioria de nós passa a vida vagando sem rumo e "se você não sabe para onde está indo qualquer caminho o levará até lá. Mas, quando você decide que já teve o bastante e sabe para onde está indo, precisa entrar no caminho certo". Então tome nota, ele dá a dica: "o caminho para sair está dentro". A faixa título do álbum, "Brainwashed", relembra Dylan, cita diversos modos pelos quais as pessoas passam por uma lavagem cerebral nos dias de hoje, em um estilo similar a "Everybody Must Get Stoned"e "Gotta Serve Somebody". Nos tempos de juventude, "sofremos a lavagem por nossos líderes", "nossos professores" e "nossa escola". Sofremos a lavagem constantemente, diz George, por computadores, celulares, militares e ("enquanto você está preso no trânsito") a mídia. Por frustração, e, na esperança de despertar o ouvinte, ele interrompe várias vezes a lista com "Deus Deus Deus, guie-nos por essa confusão." Dhani, que teve um papel indispensável no término do álbum, possui um apego especial a essa música: "Eu simplesmente amo muito 'Brainwashed' porque é a música mais realista de todas. É verdade - todos estão sofrendo lavagens cerebrais por essas mensagens, por acatar muito do que nos é dito, e vivemos conformados". Até o final da vida, George estava dizendo: Acorde! É irônico que, uma década após sua morte, o impacto de George Harrison no mundo seja fácil de reconhecer - irônico porque a evidên¬cia está ao redor. Praticamente toda cidade e município no mundo oci¬dental tem escolas de yoga disponíveis. O mesmo pode ser dito sobre a meditação. E espalhados pela América cristã estão mais de 250 templos hindus, muitos nas áreas centrais - Idaho, Nebraska, Alabama, Texas —, e não apenas em lugares previsíveis como Califórnia e Nova York. Sem querer minimizar a contribuição de Vivekananda, Yogananda, Maharishi, Prabhupada e outros como eles, sejamos honestos: o sucesso que obtiveram seria tão global sem o tremendo empurrão dado aos seus esforços pela influência dos Beatles? Yogananda, por exemplo, passou mais de 30 anos no Ocidente, e o Maharishi uma década, antes que os Beatles abruptamente trouxessem a espiritualidade indiana para a percepção cotidiana. E, dos quatro, Harrison liderava o caminho espiritualmente. Foi o primeiro Beatle a abraçar a entoação de cantos e meditação, a primeiro a ler Autobiography of a Yogi e insistir que os outros a lessem, o primeiro a ficar intrigado pelo Maharishi, e o primeiro a se comprometer com a ida a Rishikesh com o guru - inspirando John e os outros. ("George está alguns centímetros à frente de nós", John admitiu durante a visita ao retiro do Maharishi.) Como resultado da busca espiritual de George, elementos da cultura oriental, que provavelmente continuariam sendo distrações exóticas nas grandes cidades, tornaram-se, com o bem noticiado envolvimento dos Beatles, primeiro "alternativos" e depois aceitáveis para as grandes massas. Ainda mais: quando Harrison estava alcançando a fama, as únicas músicas "estrangeiras" ouvidas em rádios inglesas e americanas consistiam em hits inovadores, como "Sukiyaki" e "Nel blu dipinto di blu". Atualmente, a categoria world music está presente em qualquer lugar em que música seja vendida. Sem dúvida, muito desse sucesso foi consequência do aumento de satélites de comunicação e a internet, mas é indiscutível que o processo tenha sido acelerado pela influência cultural dos Beatles. E George era o Beatle que mais uma vez liderou o caminho para os outros três. Foi ele quem ficou cativado pela música da índia, quem fez Ravi Shankar ficar famoso, além de ser o responsável por levar o mantra Hare Krishna ao top 20 na Inglaterra, tornando-o popular ao redor do Ocidente. Harrison abriu a porta que levou à descoberta e apreciação, por milhões de pessoas, do reggae, o som de "distrito" sul-africano, salsa, e outras músicas ao redor do mundo. Por que é tão fácil não enxergar o legado de Harrison? A razão mais óbvia é que ele chegou à fama sob a sombra de duas personalidades incrivelmente talentosas e muito mais extrovertidas. John Lennon, com seus demônios da infância, sua criatividade prodigiosa e sua esperteza em explorar sua fama sem precedentes para avançar as causas em que acreditava, demarcou um espaço na história de sua era. Paul McCartney quase se igualava a ele. Um gênio da música e showman natural, Paul havia se tornado o compositor mais bem-sucedido da história e uma força de muitas facetas na música moderna - criando tudo, desde músicas de rock 'n' roll, baladas e trilhas sonoras a trabalhos sinfônicos, música de câmara, dois oratórios e um bale. Comparado a John e Paul, George foi sempre o "Beatle Quieto". De tempos em tempos ele se tornava o centro das atenções — por exem¬plo, com a chegada relâmpago nas listas de All Things Must Pass e "My Sweet Lord", ou quando produziu o Concerto para Bangladesh, ou retornou à atenção do público com Cloud Nine ou os Traveling Wilburys. Mas ele, como o gato de Alice no País das Maravilhas, inevitavelmente iria desaparecer. Suas motivações para fazer o que fazia eram sempre um enigma para qualquer fã. Ele lembrava um criptograma. As pessoas achavam difícil conciliar que alguém tão "normal" pudesse ser associado a assuntos tão estranhos. John era facilmente categorizado como o artista louco; talvez as pessoas não entendessem por que ele era tão dedicado a destruir a imagem benéfica criada enquanto era um Beatle, mas eles conseguiam categorizá-lo. Paul era o extrovertido afável, sempre o centro das atenções e perfeitamente confortável com isso. Mas George ficou com a imagem de homem modesto e despretensioso, alguém da classe trabalhadora, alguém que aparecia de vez em quando nos eventos de Fórmula 1, mas passava a impressão de que preferia estar em casa cuidando do jardim. George era como Ringo, um bom camarada. E mesmo assim ele não se encaixava nessa imagem. Um artigo ou entrevista ocasional revelaria alguma nova informação estranha - a doação de uma propriedade para um templo hindu no Reino Unido, uma peregrinação a uma obscura cidade chamada Vrindavan, uma reunião com o Maharishi e o apoio aos seus esforços políticos. George era como uma nuvem misteriosa, vagando em direções inesperadas. Apesar de ser um criptograma, George sempre será lembrado pelas duas vertentes do legado - sua música notável e sua profunda espiritualidade. Suas músicas são tão evocativas para nós agora quanto o eram na época em que as escreveu e as gravou. Uma vez que o fluxo e refluxo sedutor do ritmo da guitarra que abre "My Sweet Lord" prende sua atenção, focar em qualquer outra coisa exige um esforço gigantesco. Quem consegue ouvir "While My Guitar Gently Weeps" e não se afundar em um estado melancólico de consciência? Quem consegue ouvir a delicada "Here Comes the Sun" ou a vibrante "Heading for the Light" e não ter seus espíritos elevados? "Something" é a música romântica mais sensível já gravada, considerada um clássico instantâneo por ninguém menos do que Frank Sinatra. E a magistral "All Things Must Pass" (que pede para ser cantada por um coral de centenas de pessoas no mesmo programa com "Shenandoah") deixa até o ouvinte mais superficial contemplativo. Além de suas conquistas como artista, George é lembrado como um homem espiritual. Diferentemente de John Lennon, que compartilhou de sua primeira viagem abridora de mente com LSD, em 1965, Harrison acreditava inequivocadamente em um Deus pessoal. Lennon usava livremente a palavra "Deus" em conversas, mas para ele era apenas uma expressão para uma força de fundo natural e universal. Lennon pensava em Deus como uma reserva infinita de energia, como uma estação de energia que poderia ser usada para o bem ou para o mal. Harrison, ao contrário, gostava de contemplar Deus em sua forma humana como Krishna. Às vezes ele o imaginava adulto, como um guru ou mestre, mas na maior parte do tempo ele gostava de imaginá-lo como o descrevem na índia - um bebê ou Govinda, o pastorzinho. George gostava de ter a opção de se relacionar com Deus em diferentes situações, como professor, um amigo ou uma criança que evocava seus instintos protetores. O que parecia ser pouco conhecido fora do círculo de amigos religiosos de Harrison era sua veneração tanto por Jesus como por Krishna. De acordo com Deepak Chopra, amigo de George por 15 anos, ele não só era um leitor ávido da literatura hindu como também gostava de mergulhar em livros que apresentavam uma visão alternativa do Cristianismo. Segundo Chopra, Harrison era fascinado por textos como os evangelhos gnósticos e o Evangelho de Tomé, e tinha o costume de fechar cartas para seus amigos com um símbolo hindu e uma cruz cristã. Provavelmente inspirado por Yogananda, que repetidamente dis¬cute "consciência de Cristo" em sua autobiografia, Harrison via Jesus como uma encarnação de Deus que merecia reverência. O pobre carpinteiro da Galileia havia compreendido o grande segredo, queimou seu carma e manifestou a divindade dentro de si. E ele não foi o único a fazê-lo ao longo dos tempos. Rama e Buda, por exemplo, também atingiram esse objetivo. Como poderia fazer, presumidamente, qualquer um de nós. Em uma carta para sua mãe em 1967, Harrison escreveu: "Eu quero ser autorrealizado. Eu quero encontrar Deus. Não estou interessado em coisas materiais, esse mundo, a fama. Estou partindo para o objetivo real". Quatro anos depois, no começo de 1971, com All Things Must Pass e "My Sweet Lord" no topo das listas, George foi questionado sobre suas futuras ambições. "Eu quero ser consciente de Deus", ele respondeu. "Essa é realmente minha única ambição e todo o resto na vida é incidental." Quantos de seus companheiros do rock teriam falado tal objetivo de vida publicamente? Em busca desse objetivo, Harrison considerou vantajoso seguir um caminho não comumente seguido no Ocidente - o caminho do misticismo. Enquanto estava em sua turnê de 1974 pelos Estados Unidos, ele disse a um entrevistador: "A mim parece que a filosofia ocidental é bem preconceituosa, pois olha para o misticismo como 'qualquer coisa' mágica, sabe? Mas depois de tudo que os maiores filósofos ocidentais falaram, para mim tudo se resume ao fato de que ainda não alcançaram o que o povo oriental conseguiu". Para Harrison, os pensadores do Ocidente, com seus argumentos cuidadosamente racionalizados, não conseguiam achar o que era rele¬vante. Seus cérebros de mamífero altamente desenvolvidos os guiavam cada vez mais longe por um caminho enganoso da mesma forma que o dele guiava, até o dia em que uma dose de LSD o impulsionou para fora da camisa de força sensorial. Daquele ponto em diante, ele com¬preendeu a natureza ilusória do mundo cotidiano ao seu redor e passou a entender que tudo está inter-relacionado. Assim que começou a meditar regularmente e entoar cantos, che¬gou à conclusão de que ele não era a presença física que via no espelho — aquele que o mundo conhecia como George Harrison. Ele era o "eu" que habitava aquele homem, o "eu" que poderia dar um passo para trás e observar os problemas, esperanças, forças, fragilidades, doenças, de¬sejos e até pensamentos. Depois que conheceu Ravi Shankar e seguiu seu conselho, Harrison começou a estudar o que os sábios da antiga Índia tinham a dizer sobre o assunto. Aqueles homens sagrados afirmavam que, permeando esse abundante oceano de energia que chamamos de Universo - e acessível para a mente treinada -, estava a Deidade Suprema, fonte de todo o conhecimento. Deus permeia o grande oceano de energia, e a alma individual é como uma gota desse oceano. Então, o "eu" que para e observa é, mais precisamente, uma pequenina parte do "nós". Assim como uma gota do oceano contém as mesmas qualidades do oceano todo, cada pessoa possui as mesmas qualidades de Deus. Todo mundo, portanto, tem a potencialidade para manifestar a divindade. De fato, fazer isso é o objetivo de cada um. Pode levar muitas encarnações para uma pessoa se tornar ciente desse objetivo, e muitas mais para atingi-lo. Harrison acreditava que as verdades antigas e esotéricas deveriam ser espalhadas pelo planeta. Tal convicção ficava por trás de sua música, assim como seu apoio à Sociedade da Autorrealização, de Yogananda, e à Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna - como também ocorrera com seu apoio ao Movimento Regeneração Espiritual, do Maharishi. Ele acreditava que uma onda crescente de pessoas ao redor do mundo iria descobrir e se beneficiar do misticismo oriental. Imaginava milhões de pessoas despertando do encanto de maya e agarrando a realidade que estava logo abaixo da superfície. Resumindo, ele queria ajudar as pessoas a alcançarem o objetivo que ele tinha estabelecido para si mesmo aos 20 anos - tornar-se autorrealizado e consciente de Deus. E ele sabia onde poderiam encontrar o começo do caminho que levava ao objetivo, assim como ele encontrou. "Todos possuem dentro de si uma gota desse oceano", ele disse uma vez, "e nós temos as mesmas qualidades de Deus, assim como uma gota do oceano tem as mesmas qualidades que o mar inteiro. Todos estão procurando por algo lá fora, mas está tudo bem dentro de nós mesmos".

THE BEATLES - ROLL OVER BEETHOVEN

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TOM PETTY AND THE HEARTBREAKERS - I NEED YOU!

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THE BEATLES - I'M HAPPY JUST TO DANCE WITH YOU

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IMAGEM DO DIA - GEORGE HARRISON

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LOUISE HARRISON – COMO VIVE HOJE A IRMÃ DE GEORGE

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Quando George Harrison estava fraco, perto de ser vencido pelo câncer de pulmão que o matou no dia 29 de novembro de 2001, ele segurou as mãos da irmã, Louise, e disse, "você sabe, eu poderia tê-la ajudado muito mais. Desculpe-me". O eterno Beatle, então, a abraçou e pediu, "passe essa mensagem adiante". Doze anos depois da morte do músico, tudo foi esquecido. Enquanto a viúva de George, Olivia, e seu filho, Dhani, vivem em um castelo vitoriano de 120 cômodos próxima a Londres, avaliada em US$ 40 milhões, desfrutando dos mais de US$ 300 milhões deixados pelo Beatle quando de sua morte, Louise Harrison luta para sobreviver em uma casa pré-fabricada na área rural de uma cidadezinha perto de Branson, no Missouri, município com cerca de 10 mil habitantes. Aos 82 anos, Louise não é uma mulher gananciosa. Pelo contrário. Ela garante, por exemplo, que não liga para o fato de não viver no castelo com os herdeiros de seu irmão. Tampouco deseja colocar as mãos nos milhões deixados por ele. Mas gostaria de receber ajuda. Desde 1980, Louise recebeu mensalmente uma pensão de US$ 2 mil de George para auxiliá-la com alguns custos. Em 2002, no entanto, um ano depois da morte do irmão, ela simplesmente teve o pagamento - pequeno para os padrões da família Harrison - cortados. "Ele tinha a intenção de me dar esse dinheiro por toda a minha vida. George me dizia: 'dada a minha situação financeira, não há motivo algum para você passar necessidade'", ela recorda. "Mas eu nunca me preocupei com a possibilidade de a pensão terminar. Encontrei uma forma de me sustentar", ela conta, afirmando ser hoje empresária da Liverpool Legends, banda tributo aos Beatles, com a qual aproveita para contar histórias de bastidores do quarteto para os fãs e lhes mostrar alguns artefatos históricos que possui. No entanto, o trabalho não lhe fornece rendimentos quando o grupo não está em turnê. Louise se mudou para Illinois, nos EUA, com o então marido, um escocês, e os dois filhos na década de 1950 - muito antes de os Beatles se tornarem a lenda que foram no país. Uma década depois, foi ela quem assumiu a tarefa de viajar de cidade em cidade para levar os primeiros singles do quarteto a todas as rádios possíveis para implorar que fossem tocadas nos EUA. Foi ela quem conseguiu tornar From Me to You a primeira canção do quarteto tocada em uma estação do país, em junho de 1963. Louise ainda possui, inclusive, cartas do empresário dos Beatles, Brian Epstein, agradecendo-a por ajudar o grupo a estourar em território norte-americano. Para ela, não foi grande esforço. Afinal, tudo o que poderia fazer para ajudar o irmão caçula seria feito. Não foi mais do que sua obrigação. Mas ela também não imaginava que, hoje, tudo estaria esquecido. "Estou lutando para ter dinheiro, como todo mundo", Louise diz, sem deixar de desanimar. "Mas não estou na miséria, passando fome. Sinto-me muito afortunada por possuir um terreno e ter duas casas nele. Na verdade, é mais do que a maioria tem", ela resume.

GEORGE HARRISON - MY SWEET LORD, OH MY LORD

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É missão quase impossível ouvir "My Sweet Lord" e não conferir novamente a mega postagem "MY SWEET LORD - DOSSIÊ COMPLETO", publicada no dia 24 de fevereiro de 2012, feita sob encomenda especialmente para o Baú do Edu, pelo nosso amigo Valdir Junior. Abração!

ROLLING STONE ENTREVISTA BOB DYLAN - SENSACIONAL E IMPERDÍVEL!

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Em outubro de 2012, época do seu mais recente lançamento, o excelente “Tempest”, a revista Rolling Stone, em sua edição 73, publicou uma entrevista inédita e exclusiva com a 2ª maior personalidade do rock: Ninguém menos do que Mr. Bob Dylan. Nela, o artista que sempre foi avesso à imprensa, fala com a mais absoluta propriedade (e sinceridade), sobre o passado, o presente, os tumultuados anos 60, transmutações, o novo álbum, John Lennon, religião e tantos outros mistérios da vida e da morte. Por ser muito grande a entrevista, tive que criar um sub blog para não tomar tanto espaço aqui. Mas é o Baú do Edu do mesmo jeito. Rolling Stone entrevista Bob Dylan. ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL! http://bdrsentrevista.blogspot.com.br/

JOHN LENNON AND ELTON JOHN - LIVE AT MADISON SQUARE GARDEN

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Na noite do Dia de Ação de Graças, 28 de novembro de 1974, durante o show de Elton John no Madison Square Garden, em Nova York, John Lennon subiu ao palco cumprindo uma aposta feita ao amigo: se "Whatever Gets You Thru the Night" chegasse ao 1º lugar ele participaria da apresentação de Elton John. Tocaram três músicas: "Whatever Gets You Thru the Night", "Lucy In The Sky" e para a surpresa de todos, uma versão muito boa de "I Saw Her Standing There". Elton bancou o cupido e convidou Yoko Ono que estva na plateia sem John saber. O casal se encontrou nos bastidores e começaram a reatar o casamento.
Confira aqui a megapostagem “JOHN LENNON LIVE PERFORMANCES” publicada em 8 de junho de 2012: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/06/john-lennon-live-performances-j.html

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

PAUL McCARTNEY & WINGS - HI,HI,HI / C MOON

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Composta em junho de 1972 no Hotel El Montiboli, em Villajoiosa (Espanha), após uma festa reservada com Denny Laine, Linda e alguns músicos espanhóis que forneceram ao grupo o cigarrinho proibido que inspiraria a letra da canção. Em novembro, os Wings gravariam a faixa nos estúdios Abbey Road, escolhendo o t5ake 50 como o melhor. O engenheiro d som Alan Parsons supervisionou essa sessão. Hi, Hi, Hi foi banida das rádios britânicas pela BBC por conteúdo sexual da frase “I want you to lie on a bed and get you ready for my body gun” (Quero que você deite na cama e fique pronta para minha arma). De fato, Paul havia incluído na letra o termo “polygon” (polígono) inspirado pelo surrealista Alfred Jarry, que também usara uma figura geométrica (poliedro) no texto da peça Ubu-Rei, de 1876.
Sobre “C Moon”, durante a turnê Driving USA, McCartney explicou a origem da canção: "C Moon foi inspirada em uma música chamada Wooly Booly, do Sam the Sham and the Pharaohs (número 1 nos EUA em 1965). A letra da faixa diz: "please don’ t be L7" (por favor, não seja "quadrado"). Então, decidi compor uma canção que significasse o oposto, unindo a letra C com a lua minguante, formando um círculo", explicou. "Uma coisa legal", segundo ele. Instrumento tocado por Paul McCartney: piano elétrico. Tamborim, piano e harmonias, por Linda McCartney. Corneta, por Denny Seiwell. Contrabaixo e guitarra, por Denny Laine. Bateria e percussão, por Henry McCullough. Gravada no estúdio Morgan, em Londres.

THE BEATLES - TICKET TO RIDE - SENSASIONAL!

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THE BEATLES LIVE IN WEMBLEY - TICKET TO RIDE / LONG TALL SALLY

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

PAUL McCARTNEY - MAMUNIA

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Ao retornar a Londres, após as férias no Marrocos, McCartney esboçaria os primeiros versos da letra, indo terminá-la no estúdio, em Lagos — fato comum desde o mício de sua carreira nos Beatles. As sessões de Mamunia foram registradas debaixo de uma violenta tempestade tropical, e contaram com a participação do roadie da banda, Trevor Jones, tocando congas. Instrumentos tocados por Paul McCartney: contra-baixo, percussão e violão. Violão, por Denny Lame. Congas, por Trevor Tones. Harmonias, mini-moog, por Linda McCartney. Mamunia foi gravada em Lagos, Nigéria, nos estúdios da EMI.
retornar a Londres, após as férias no Marrocos, McCartney esboçaria os primeiros versos da letra, indo terminá-la no estúdio, em Lagos — fato comum desde o mício de sua carreira nos Beatles. As sessões de Mamunia foram registradas debaixo de uma violenta tempestade tropical, e contaram com a participação do roadie da banda, Trevor Jones, tocando congas. Instrumentos tocados por Paul McCartney: contra-baixo, percussão e violão. Violão, por Denny Lame. Congas, por Trevor Tones. Harmonias, mini-moog, por Linda McCartney. Mamunia foi gravada em Lagos, Nigéria, nos estúdios da EMI.
O clipe foi produzido pelo desconhecido Jim Quick, em julho de 1974. O misterioso produtor é mais um dos alter-egos de Paul McCartney, como Percy Thnlligton, Paul Ramon, Chnt Harrigan, entre outros. Mamunia é composto de imagens animadas que seguem os acontecimentos descritos pela letra da canção. Algumas cenas do "desenho" mostram uma nuvem regando o sol, e um transeunte misterioso vestindo uma "plastic mac" (capa de chuva). Produzido por Jim "McCartney" Quick.

JOHN LENNON - SUNDAY BLOODY SUNDAY

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"Bloody Sunday" (domingo sangrento) foi o nome pelo qual ficou conhecido um incidente ocorrido em Derry, ao norte da Irlanda, em 30 de janeiro de 1972, quando 26 pessoas que participavam de uma marcha pelos direitos civis foram atingidas por tiros disparados pelo Primeiro Batalhão de Paraquedistas Britânico, comandado pelo Tenente-Coronel Derek Wilford e seu segundo em comando, Capitão (mais tarde promovido a General) Mike Jackson. Os tiros foram iniciados quando parte dos manifestantes tentou vencer, atirando pedras, uma barricada montada pelos militares para conter a passeata. Treze pessoas, incluindo seis menores de idade, morreram na hora. Uma outra pessoa morreu (possivelmente devido aos ferimentos) seis semanas depois. Duas pessoas foram atropeladas por veículos militares. Segundo testemunhas e jornalistas presentes, nenhum dos atingidos estava armado. Cinco deles foram atingidos pelas costas. Investigações levadas a cabo logo após o evento inocentaram os envolvidos. Uma segunda investigação iniciada em 1998 nunca foi concluída. O Exército Republicano Irlandês (IRA), organização paramilitar que pede a separação de parte da Irlanda do Reino Unido, fundado dois anos antes, teve um considerável aumento no número de recrutamentos e maior simpatia do público após o evento do dia 30 de janeiro.
Uma música com o nome "Sunday Bloody Sunday", foi gravada por John Lennon em seu álbum mais político "Some Time In New York" de 1972. O mesmo álbum traz também a música "The Luck of the Irish" também tratando das questões entre irlandeses e ingleses. Anos mais tarde o grupo U2 faria também uma música com mesmo nome em referência ao fato. Lennon era descendente de irlandeses. Paul McCartney, também. Por volta dessa mesma época lançou o single "Give Ireland Back to the Irish" após o incidente; a faixa foi a única da carreira solo de Paul a ser banida pela rádio BBC.

BLUE SUEDE SHOES - ROCKABILLY SESSION - CARL PERKINS AND FRIENDS

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Sempre que o nosso blog preferido anda em perigo e ruim das pernas, sempre chamo uns caras da pesada para darem uma forcinha. E que forcinha!
"Carl Perkins & Friends - Blue Suede Shoes: A Rockabilly Session" foi um concerto realizado pelo grande Carl Perkins em 21 de outubro de 1985 em Londres, no Limehouse Studios e que contou além da banda de Perkins, com supertime de fazer inveja a qualquer um. A constelação de conividados especiais contou com amigos - fãs e admiridadores - do mestre tais como: como: George Harrison, Ringo Starr, Eric Clapton , Dave Edmunds (que também foi o diretor musical do show) e Rosanne Cash. A maioria do repertório executado no show consistiu em canções clássicas de Perkins - puro rockabilly dos anos 1950. O concerto especial foi ao ar originalmente pelo canal Cinemax em 1986, com comentários introdutórios de Johnny Cash , Roy Orbison e Jerry Lee Lewis. O concerto é um destaque memorável tanto da carreira de Perkins como de todos que fizeram suas participações especiais, inclusive George Harrison.

A SUPERBANDA: Carl Perkins (guitarra e vocais), George Harrison (guitarra e vocal), Ringo Starr (bateria e vocal), Eric Clapton (guitarra, vocais), Dave Edmunds (guitarra, vocais), Greg Perkins (baixo), Lee Rocker (contrabaixo), Slim Jim Phantom (bateria), Earl Slick (guitarrista), David Charles (bateria), John David (baixo), Mickey Gee (guitarra), Geraint Watkins (piano) e Rosanne Cash (vocal). Esse álbum já esteve aqui para download. Mas o que é mais legal mesmo, é que aqui, a gente confere o DVD inteiro, sem cortes! 

O TERRÍVEL ATENTADO CONTRA GEORGE HARRISON

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Publicada originalmente em 26 de novembro de 2011.
A obsessão de Harrison por privacidade pareceu durante muito tempo ser um tipo de fetiche, mas os acontecimentos de dezembro de 1999 demonstraram que as paranóias, às vezes, são justificadas. No dia 23, uma jovem mulher chamada Cristin Keleher invadiu a casa de Maui, residência que por quase duas décadas Harrison vinha tentando proteger dos olhares alheios. Os Harrisons não estavam presentes, e assim, após ter disparado o sistema de alarme, Keleher devorou uma pizza congelada e esperou pela inevitável chegada da polícia. No dia 30, ela foi levada a julgamento e condenada a quatro meses de prisão; verificou-se que vinha atocaiando e perseguindo os Harrisons havia vários anos.

No momento em que ela respondia à acusação de invasão de propriedade, Harrison estava num leito de hospital, em Henley, sendo submetido a uma cirurgia de emergência. No dia 30 de dezembro de 1999, por volta das 3h30 daquela madrugada, em sua mansão de Friar Park, ele fora acordado pelo som de vidros se quebrando. 'Havia câmeras de segurança nos portões principais e na entrada dos fundos,' explicou o jardineiro, Colin Harris, 'mas em algumas partes do terreno a cerca cedia. Qualquer um poderia invadir, e as portas da mansão ficavam muitas vezes escancaradas durante o dia. A segurança devia ser muito mais rigorosa. Eu sabia que mais dia menos dia alguém ia entrar lá.' Harrison aventurou-se pelas escadas para investigar, vestindo apenas calças de pijama, enquanto sua esposa telefonava por socorro. Ele então deparou-se com Michael (Mick) Abram ('Mad Mick' [segundo os tabloides britânicos), um rapaz mentalmente perturbado, que o atacou com uma faca de cozinha. Na tentativa de acalmar a si mesmo e a Abram, Harrison começou a cantar o mantra Hare Krishna - que o invasor interpretou como a língua do diabo, o que o incitou a mais violência. Enquanto a lâmina era cravada várias vezes no peito ossudo de Harrison, ele admitiu: 'Eu pensei que ia morrer. Lembro nitidamente um golpe deliberado da faca e que senti o sangue me subir à boca e ouvi minha respiração exalando pela ferida aberta.' Sua vida foi salva pela intervenção corajosa da esposa, que golpeou com um abajur pesado a cabeça de Abram, nocauteando-o. 'Eu estava apavorada,' recordou ela, 'mas é uma daquelas coisas que você faz num estado ampliado de consciência corporal, de modo que você nunca mais consegue esquecer como foi. Foi como um surto consciente.' A gravidade do incidente foi deliberadamente atenuada pela família dos Harrisons. George Harrison foi citado como tendo dito sobre Abram: 'Não era um ladrão, e certamente não foi lá pra fazer um teste com os Traveling Wilburys.' Mas assim como as famosas brincadeiras de Ronald Reagan sobre o atentado de assassinato sofrido em 1981, a declaração pretendia sugerir que o ataque não causara ferimentos mais graves em Harrison. A realidade era muito menos agradável. Os cirurgiões foram forçados a remover parte do pulmão de Harrison, e os ferimentos provocaram cicatrizes e perdas na capacidade respiratória. Mais prejudicial ainda foi o impacto psicológico. Quando voltou para casa, sentou -se na cozinha com Eric Clapton, relembrando com precisão e repetindo os detalhes do ataque. 'George ainda estava muito perturbado,' recordou Clapton, 'e não parecia saber muito bem o que fazer mais da vida. Eu só pude usar como referência as minhas próprias experiências com o vício, e incentivei George a buscar algum tipo de sistema de apoio.' 'Ele mudou depois daquilo' recordou um dos assessores mais próximos. 'Todos sentimos isso. E tivemos a certeza de que foi por isso que o câncer voltou. Ele andava com uma aparência muito boa, mas depois do ataque não tinha mais forças pra resistir.' Ao longo de 2000, Harrison convalesceu, trabalhou esporadicamente em material para um novo álbum e supervisionou o relançamento do álbum All Things Must Pass. Menos de dois anos completos após o atentado, George estaria morto.

Vivo e lúcido, o agressor Michael Abram, de 33 anos, foi preso imediatamente após o incidente. Abram estava sob tratamento psiquiátrico por anos e tinha procurado ajuda antes do ataque, acreditando que ele estava em uma "missão de Deus", e foi possuído por Harrison. Depois que três psiquiatras o diagnosticarem como um demente paranóico e esquizofrênico, um juiz considerou Abram inocente por razões de insanidade mas ordenou que fosse detido em um hospital seguro, "sem restrição de tempo".

JOHN LENNON - IN HIS LIFE - JOHN LENNON - O MITO

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In His Life: The John Lennon Story (TV) (2000) – No Brasil “John Lennon – O Mito” é um filme americano, feito para a Tv em 2000 e aborda a infância e adolescência de John Lennon e sua promissora carreira como membro dos Beatles. Este filme agradou muitos fãs dos Beatles, principalmente porque foi totalmente filmado em Liverpool. Todos os locais históricos são mostradOs - a casa onde John Lennon cresceu com sua tia Mimi em Menlove Ave. (Agora parte do National Trust), a Paróquia de Woolton (onde John e Paul McCartney se conheceram), Penny Lane, Escola Quarry Bank, etc.
É difícil condensar vários anos de informação em um filme de 90 minutos, mas este consegue fazer isso sem problemas. O filme tenta dar ênfase na importância e brilho de Brian Epstein como homem de marketing e relações públicas como empresário dos Beatles. O filme não se furta a retratar lado escuro do John. Divertido para os fãs veteranos dos Beatles e uma introdução digna de história da banda para os mais novos.
Philip McQuillan interpreta John Lennon
E o careca Daniel McGowan interpreta Paul McCartney. Aqui no Baú, a gente assiste ao filme inteirinho e o melhor: legendado em português. Have some fun!

JOHN LENNON - WOMAN - SEMPRE EMOCIONANTE

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No dia 26 de novembro de 1980, John Lennon e Yoko Ono foram fimados pela ABC News caminhando pelo Central Park como parte promocional do mais novo álbum do casal “Double Fantasy”.

domingo, 24 de novembro de 2013

PETE BEST - 72 ANOS - A BATIDA CONTINUA!

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Hoje é aniversário de Pete Best. Ele está completando 72 anos. Randolph Peter Best, nasceu em Madras (Índia) em 24 de novembro de 1941. o baterista conheceu John, Paul e George no Casbah, um bar para adolescentes fundado por sua mãe, em Liverpool. Os futuros The Beatles, por enquanto apenas Beatles, precisavam de um baterista que fosse com eles para a Alemanha e chamaram Best para entrar na banda. Mas, em 16 de agosto de 1962, quando as coisas começavam a melhorar para o grupo, quando receberam uma proposta de contrato da gravadora EMI e produziam seu primeiro disco, o empresário Brian Epstein chamou Best e avisou que seus companheiros de banda tinham decidido substituí-lo por Ringo Starr. 
 "Fomos covardes. Passamos o trabalho sujo para Epstein", recordou muitos anos depois Lennon. Desde então, Best nunca mais falou com nenhum dos Beatles. Mesmo tendo ficado deprimido depois de ter sido expulso da banda, chegando ao ponto de tentar suicídio, o ex-baterista explica que se sente uma pessoa com sorte e que não guarda rancores. “As pessoas esperam que eu seja ácido e enraivecido, mas não é assim. Me sinto sortudo. Só Deus sabe quantos problemas os Beatles enfrentaram. Quando me expulsaram, nenhum de nós sabia o que iria acontecer. É verdade que as pessoas diziam que nós seríamos mais famosos que o Elvis, mas eu não acreditava e acho que eles também não", concluiu. Pete Best está com 71 anos e continua em forma. Faz apresentações por todo o mundo com sua “PETE BEST BAND” e é sucesso por onde passa. Parabéns Pete. Você é Best! Em sua homenagem, a gente confere agora a banda The Beats com participação especial de Pete Best. Logo abaixo, The Pete Beste Band - "Beat Street". Demais! 

sábado, 23 de novembro de 2013

THE BIRTH OF THE BEATLES – BEATLES - NASCE UM SONHO

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O filme biográfico “The Birth of The Beatles” (no Brasil, Beatles Nasce um Sonho), estreou pela ABC-TV nos EUA no dia 23 de novembro de 1979. O filme é sobre os tempos de Hamburgo, foi produzido por Dirk Clark, dirigido por Richard Marquand e teve supervisão de Pete Best. Birth of The Beatles foi lançado em cinemas em todo o mundo, exceto em algumas partes do Estados Unidos (e aqui na terrinha, que eu lembre), onde foi mostrado como um filme de TV . O filme centra-se sobre o início da história dos Beatles . Foi lançado apenas nove anos após a anunciada a separação dos Beatles e é o único filme biográfico Beatles feito enquanto John Lennon ainda estava vivo. Aqui, a gente assiste ao filme inteirinho, pena que sem legendas. Mas não é difícil imaginar os diálogos. O que salva são as músicas, embora ache a banda cover “Rain”, fraca. Ou não, sei lá!

THE BEATLES - I FEEL FINE / SHE'S A WOMAN - SENSACIONAIS!

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No dia 23 de novembro de 1964, os Beatles lançaram o compacto "I Feel Fine/She's a Woman". O single chegou ao número 4 na Billboard Hot 100. "I Feel Fine" foi escrita por John Lennon, mas creditada a Lennon/McCartney. Chegou ao topo das paradas britânicas em 12 de dezembro do mesmo ano, desbancando o single "Little Red Rooster" dos Rolling Stones, e ali permaneceu por cinco semanas. Também chegou ao topo das paradas americanas onde ficou por seis semanas na Billboard Hot 100.

Curiosamente, "She's A Woman" seria a única música da banda não lançada no Brasil durante todo o período em que estiveram na ativa. A EMI/Odeon corrigiria o equívoco somente em 1977, quando finalmente resolveu editar um compacto. As duas canções foram gravadas nas mesmas sessões do álbum Beatles For Sale mas nenhuma das duas foi incluída nele. Embora fosse creditada à dupla Lennon/McCartney, "She's a Woman" foi escrita principalmente por Paul. Para aqueles que sempre procuraram cabelo em ovo, "She's a Woman" teria sido a primeira canção dos Beatles a conter uma referência velada às drogas, na frase "turns me on when I get lonely (me deixa ligado quando fico sozinho). Segundo John Lennon, eles ficaram bastante excitados por terem conseguido inserir a frase na canção e por ela ter passado pela censura das rádios e da televisão. "She's a Woman" foi uma influência direta na música de Bob Dylan "Obviously 5 Believers" do seu álbum de 1966 "Blonde on Blonde". Nos Estados Unidos, a canção foi lançada no álbum da Capitol "Beatles '65". Uma versão em estéreo pode ser encontrada no álbum "Part Masters", Volume 1. Há também uma outra versão estéreo que soa a mesma coisa, mas com uma contagem feita por McCartney que aparece na box de EPs. "She's a Woman" também aparece sendo tocada em um gravador na cena do campo de batalha no filme "Help! ". No Reino Unido, a primeira vez que "She's a Woman" apareceu em um álbum foi em 1978 no LP "Rarities". Os Beatles incluiram a canção em seus shows em 1965. Versões gravadas "ao vivo" da música também podem ser encontradas nos álbum "Live at the Hollywood Bowl" e "Live at the BBC". Também uma versão gravada em Tóquio, em 1966, aparece no Anthology 2.

HAPPY BIRTHDAY, NANCY SHEVELL

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Essa semana, dia 21, Nancy Shevell, a simpática senhora Paul McCartney e 1ª dama do rock, fez aniversário, completou 54 anos.
Durante três décadas, Linda McCartney foi esposa, mãe de seus filhos, amiga e companheira de banda de Paul, que gostava de dizer que jamais ficou uma noite sequer longe da parceira. Mas veio a viuvez em 1998. Depois, o relacionamento com a segunda esposa resultou em um divórcio turbulento oficializado em 2008. Para quem sempre cantou o amor, era impensável que o beatle não fosse sorteado por ele novamente, mesmo que na terceira idade. Pois o amor ressurgiu na forma da milionária americana Nancy Shevell, uma velha conhecida que virou sua namorada há cinco anos e, finalmente, a terceira mulher em outubro de 2011. De fato, o comentário mais recorrente que se faz a respeito da executiva nova-iorquina – cuja família é dona de um conglomerado do ramo dos transportes – é que ela devolveu o sorriso a Paul. Além disso, Shevell é a musa inspiradora de “My Valentine”, uma das duas músicas inéditas à época do lançamento do álbum “Kisses on the Bottom”.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PAUL McCARTNEY - JENNY WREN - DEMAIS!

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HERE, THERE AND EVERYWHERE - MINHA VIDA COM OS BEATLES - GEOFF EMERICK

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Todo ano é a mesma história: vai se aproximando o natal e as livrarias se entopem de Beatlemania. O que eu simplesmente, adoro!
Imagine a seguinte história: Um garoto inglês, de apenas 15 anos, sonha em ser engenheiro de som de uma grande gravadora. O nome dele é Geoff Emerick, o cara que superou todos objetivos profissionais ao ter o privilégio de acompanhar praticamente toda a existência da banda formada pelos garotos de Liverpool, contada em sua biografia “Here, there and everywhere: Minha vida gravando os Beatles”, que acaba de chegar ao Brasil. Logo que começou o trabalho na gravadora, Emerick foi escalado para gravar uma banda de Liverpool formada por quatro integrantes: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.
“A maioria das pessoas pensava que Lennon era o líder dos Beatles por causa das entrevistas e aparições públicas, mas ao longo dos anos sempre me pareceu que McCartney era o verdadeiro líder. Nada era feito sem que ele aprovasse” lembra. O livro contém 480 páginas em que Emerick descreve a personalidade da banda, os talentos distintos de cada um, os detalhes dos ensaios e os testes para dezenas de músicas. Ele ainda descreve as exaustivas horas que passaram dentro dos estúdios, as brigas e a eterna busca pela perfeição. “Os Beatles estavam exigindo cada vez mais, muito mais, tanto de mim quanto da tecnologia. Eram perfeccionistas e nem sempre entendiam os limites dos experimentos musicais” conta. Uma experiência indispensável para qualquer Beatlemaníaco. O livrão custa em média 40 pilas. Sábado vou buscar o meu. Ôba!