segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

RINGO STARR & PAUL McCARTNEY JUNTOS NA FESTA DO GRAMMY

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Os ex-Beatles Paul McCartney e Ringo Starr, para alegria dos fãs, tocaram juntos na cerimônia do Grammy a canção "Queenie Eye". A música faz parte do álbum "New", lançado por McCartney em outubro de 2013. Paul cantou e tocou piano - o instrumento colorido usado em "Magical Mystery Tour"- enquanto Ringo o acompanhava na bateria. Ao final da canção, os dois foram à frente do palco e deram as mãos durante o agradecimento à plateia.

Enquanto a apresentação acontecia, foi possível ver Yoko Ono, viúva de John Lennon, dançando na plateia ao lado do filho Sean. Antes, nesta noite de premiação, Ringo Starr já havia tocado, sozinho, a canção "Photograph". A apresentação foi a primeira dos dois ex-Beatles juntos desde 2010. Em julho daquele ano, McCartney fez uma participação surpresa no show de aniversário de 70 anos do baterista. Sua apresentação conjunta anterior foi em abril de 2009. Tocaram no evento beneficente Change Begins Within, em Nova York, organizado pela fundação do diretor de cinema David Lynch. A participação de Starr em "Queenie Eye" foi anunciada como "surpresa" pela atriz Julia Roberts.

Apesar das expectativas dos fãs por um encontro entre os dois no palco, na última semana, Starr havia dito em entrevista ao site "Access Hollywood" que eles não tocariam juntos na festa do Grammy, somente se reuniriam na gravação de um programa especial nesta segunda (27). O presidente da Academia do Grammy, Neil Portnow, também havia dito que os ex-Beatles não tocariam juntos, durante entrevista coletiva a jornalistas latino-americanos. Nesta premiação, McCartney venceu com "Cut me Some Slack" a categoria de melhor canção de rock. A música é uma parceria com os ex-Nirvana Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear. Paul venceu também a categoria de melhor DVD musical, por "Live Kisses" -o prêmio foi entregue em cerimônia realizada horas antes da festa principal, na qual se entregam especialmente os gramofones dourados das categorias técnicas. Em nome do quarteto de Liverpool, McCartney e Starr recebem neste Grammy a distinção Recording Academy Lifetime Achievement, uma homenagem ao conjunto da obra da banda.

Nesta segunda-feira (27), será gravado "The Night that Changed America" (a noite que mudou a América), um programa de televisão pela comemoração do aniversário de 50 anos da primeira aparição dos Beatles na TV americana, no "The Ed Sullivan Show". O tributo, no qual McCartney e Starr, aí sim, devem aparecer tocando juntos, terá também show do duo britânico Eurythmics, que se reunirá pela primeira vez em quase 10 anos. A homenagem deve contar ainda com Maroon 5, Alicia Keys, John Legend, John Mayer e Keith Urban. O especial irá ao ar no dia 9 de fevereiro no canal americano CBS.

sábado, 25 de janeiro de 2014

A DOR DA SAUDADE DO MELHOR AMIGO

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Caros amigos todos: é com muito pesar que O Baú do Edu gostaria de avisar que está de luto, muito triste, muito abalado e muito preocupado a partir de agora até “Deus-sabe-quando” pela trágica passagem do meu melhor amigo: um homem-cavalo chamado João Neiva. JOÃO NEIVA MELO – ‘O Velho Caubói’ como o apelidei carinhosamente depois de passarmos por tantas aventuras. Ele finalmente faleceu ontem (24/01) ás 11h30. Quando o telefone tocou e vi que era a Débora, gelei. Sabia que seria qualquer hora dessas. Conheci o João quando saí da Atual Propaganda e fui para a Know How Promoções & Publicidade, há mais de 30 anos. Quando nos conhecemos, batemos de frente. Eu era o "cara da arte" e ele o Contato, como se chamava na época – o "cara do atendimento". O tempo foi passando e aprendemos que sendo amigos éramos mais fortes. Então surgiu a inacreditável oportunidade de juntos criarmos a “OUR” Publicidade”, que para nós, era como a Apple para os Beatles. E nossa agênciazinha sobreviveu por seis valentes anos até sermos devorados pelos tubarões e um dia tivemos que encerrar e fechar as portas. Eu voltei para o mundinho sujo das agências sujas e meu amigo, o “Velho Caubói” foi excursionar pelo nordeste com a família. Ele, o verdadeiro Johnny B. Goode, muito me honrou com sua presença e sabedoria, diversas vezes, aqui no nosso Baú do Edu. A maioria pedindo músicas. Ele estava com 58 anos (seis mais do que eu) e em todos esses anos foi o cara mais “durão” que conheci. Cabra macho mesmo, que enfrentava os problemas de frente sem nunca se esquivar deles. Um guerrilheiro do bem, um pregador do bem. Nesses mais de 30 anos, aprontamos juntos coisas que jamais poderia falar aqui. Vivenciamos muitas baixas, mas também tivemos muitas alegrias. Com o tempo, nos tornamos amigos inseparáveis. Ele me ensinou muita coisa na vida, sobre quem eu sou e quem são as pessoas. E, talvez, como o mundo realmente é, e o quê os Beatles representavam para nós, especialmente para mim, na minha vida. Ele era um cara com uma índole e um caráter excepcional: bom amigo, bom pai (de nove filhos) de quem eu me tornei “irmão”. Quando meu pai já estava morrendo, esse meu amigo foi visitá-lo e isso lhe fez tão bem que no final o Papai chamou-lhe de “meu filho” também. Éramos irmãos. Quando escolhemos ser amigos, naquele tempo isso significava muito. Éramos quase como siameses e até nossas mulheres, a Daysona e a Débora morriam de ciúmes quando estávamos no Rock and roll. Podíamos passar uma noite inteira discutindo sobre tudo, e principalmente, sobre os destinos do mundo. Agora ele se foi. Depois de dois anos numa intensa luta contra um câncer maldito e devastador. Quanta saudade, meu amigo. Qualquer hora dessas a gente se encontra pra ouvir aquelas músicas que nos deixavam tão felizes e quem sabe, tomar umas três... Descanse agora Velho Caubói. Descanse em paz. Prometo que vou tentar fazer tudo ficar bem. I will always be with you – No matter what! Agora, especialmente para você,algumas daquelas pérolas que mais ouvíamos. A última, diz tudo o que se quer dizer para o melhor amigo que já pegou o trem. Amém. Deus tenha piedade de nós. Agora, e na hora de nossa morte.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

COME TOGETHER - AMERICA SALUTES THE BEATLES

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“Come Together: América Salutes The Beatles” é um dos melhores álbuns de tributo aos Beatles. Lançado em 1995 pela Liberty Records, o álbum traz versões belíssimas de várias músicas dos Beatles, interpretadas interpretadas por artistas da música country americanos e canadenses, a maioria desconhecidos por aqui. A capa do álbum apresenta desenhos de John Lennon. Meus destaques são para “I’ll Follow The Sun” com David Ball, “We Can Work It Out” com PFR and Phil Keaggy, "Can't Buy Me Love" com Shenandoah, "Oh! Darling" com Huey Lewis, "Paperback Writer" com Kris Kristofferson e "One After 909" com Willie Nelson.

JOHN LENNON - BORROWED TIME

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GEORGE HARRISON - CRACKERBOX PALACE

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"Crackerbox Palace" é a penúltima faixa do álbum Thirty Three & 1/3 de George Harrison lançado em 1976. Foi lançada como segundo single do álbum (o primeiro foi This Song) e trazia "True Love" como lado B. Alcançou # 19 nas paradas pop americanas.
A canção foi inspirada pelo encontro de Harrison com um certo George Greif em 1975, no Festival de Música de Midem. Harrison conheceu o homem e disse-lhe que ele parecia o falecido comediante Lord Buckley (Harrison tinha admirado Buckley há muitos anos). Por coincidência, Greif era ex-gerente de Buckley, e convidou Harrison para ver o velho Buckley em sua casa em Los Angeles, que ele chamou de "Crackerbox Palace". George gostou do nome e escreveu as palavras numa carteira de cigarros e mais tarde escreveu a canção. A letra de "Crackerbox Palace" inclui referências a Greif ("Eu conheci um senhor Greif") e ao Senhor Buckley ("sei que o Senhor está bem e dentro de você").
Um extravagante e bem-humorado vídeo da música foi lançado acompanhado o single e foi exibido pela primeira vez em 20 de novembro de 1976 no Saturday Night Live. Dirigido pelo Monty Python Eric Iddle, o vídeo apresenta Harrison, Neil Innes (como a babá), e várias outras celebridades. Na época, George namorava sua futura esposa Olivia Arias, que pode brevemente ser vista como uma das duas mulheres vestidas de lingerie em sua cama. O vídeoclipe inteiro foi filmado em Friar Park, propriedade de Harrison.

YOKO ONO PLASTIC ONO BAND - BAD DANCER

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FOTO DO DIA - RUN JOHN, RUN!

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

RINGO STARR - THINK IT OVER - ELE MERECE!

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Nosso querido Ringo Starr foi homenageado por amigos famosos esta semana. O músico recebeu o prêmio de “Lifetime of Peace and Love” da Fundação David Lynch na segunda (20) durante um tributo no El Rey Theatre em Los Angeles. Em troca, Ringo levou a plateia a cantar parabéns para Lynch, o diretor conhecido por “Veludo Azul”, “Cidade dos Sonhos”, “A Estrada Perdida”, “O Homem Elefante”, que celebrava seus 68 anos. Paul Mccartney e Yoko Ono homenagearam o baterista em vídeos, enquanto a viúva de George Harrison, Olivia, compareceu pessoalmente ao evento. Em tempo: Ringo Starr e Paul McCartney vão se apresentar na cerimônia do Grammy, no próximo domingo (26). “É um lugar estranho para estar esta noite”, disse o músico no palco. “Todos esses elogios são demais, realmente. É realmente maravilhoso olhar para fora e ver todas essas pessoas que reconheço, e três delas estão meditando”. A Fundação Lynch fornece bolsas de estudos para ensinar meditação transcendental —– uma prática na qual os Beatles se aventuraram —– para jovens, idosos e vítimas de violência doméstica. “Todos amam Ringo”, disse Lynch. “Não apenas porque ele é um Beatle, não apenas porque ele é um dos melhores bateristas de todos os tempos, mas porque ele irradia essa paz e amor”. Jesse Elliott e Lindsay Giles, do Ark Life, começaram o show com um dueto de “Can’t Do it Wrong”. A banda indie The Head and the Heart fizeram uma homenagem aos Beatles com “Octupu’s Garden”, antes do músico Brendan Benson cantar “Don’t Go Where the Road Don’t Go”. O ex-Beatle assistiu ao show da plateia, balançando a cabeça conforme a batida. Outras atrações foram Bettye LaVette, Ben Folds, Ben Harper e Joe Walsh —– cuja mulher, Marjorie, é irmã da esposa de Ringo, Barbara Bach. “Eu vou roubar”, gritou Walsh, com a letra de “Back Off Boogaloo” na mão. Neste momento, o baterista havia deixado sua cadeira na plateia e ido para o palco, dançando enquanto Walsh tocava. “Eu escrevi essas músicas, mas eu nunca as ouvi dessa forma”, disse antes de tocar seus hits “Photograph” e “Boys”. Ringo fechou o show liderando “With a Little Help from My Friends”, acompanhado pelos músicos Sheila E. e Edgar Winter e pelo ator Jim Carey —– que vestia uma camisa na qual os personagens Debi e Lóide apareciam no lugar de George Harrison e Paul McCartney, em uma paródia da capa do álbum “With the Beatles”.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

SGT. PEPPER'S AUTOGRAFADO VAI A LEILÃO

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Mais um leilão milionário envolvendo uma raridade dos Beatles aconteceu na última semana. O item da vez foi uma cópia da prensagem original do álbum "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band", lançado em 1967, com autógrafo dos quatro integrantes: Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. O leilão foi realizado pela empresa RR Auction e o valor desembolsado foi de US$ 175.698 (aproximadamente R$ 416 mil). Os autógrafos foram coletados no ano de 1967, enquanto os músicos estavam hospedados no Atlantic Hotel de Londres, Inglaterra.

O ENCONTRO DE PAUL & RINGO - ESTÁ CHEGANDO A HORA!

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Paul McCartney e Ringo Starr juntos serão a maior arma do Grammy para garantir bons números de audiência em sua 56.ª edição. A entrega do grande prêmio da indústria fonográfica norte-americana será no próximo domingo, às 23h, com transmissão ao vivo pelo canal TNT. Paul e Ringo não revelaram o que vão tocar. Depois da apresentação, eles receberão uma premiação especial em homenagem aos Beatles. Paul e Ringo se viram no palco pela última vez em 2009, no Royal Albert Hall, de Londres. Foi quando tocaram para homenagear a memória do amigo George Harrison, em um show dirigido por Eric Clapton e lançado em CD e DVD com o titulo Concert for George, um ano depois de sua morte.

Os ex-Beatles estão em negociações para uma apresentação em um programa de TV que irá marcar o 50.º aniversário da primeira apresentação dos Beatles nos Estados Unidos, quando eles estiveram no palco do The Ed Sullivan Show. Os Beatles, na ocasião, foram assistidos por 73 milhões de pessoas e iniciaram sua “invasão” à América. Os dois devem fazer o show A Noite que Mudou a América no Ed Sullivan Theather, em Nova York no programa de Larry King. A exibição está marcada para o dia 9 de fevereiro, pela emissora CBS.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

THE BEATLES - HEY JUDE - O ÁLBUM

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Inicialmente lançado nos Estados Unidos (o LP foi lançado no Brasil em março de 1970 nas versões mono e estéreo simultaneamente), este disco saiu no Reino Unido em maio de 1979, quase nove anos depois. O álbum inclui a maioria dos compactos lançados pelos Beatles em 1968 e 69, além dos lados A e B do compacto “Paperback Writer”, de 1966. Duas das faixas destoam do restante do material, “Can’t Buy Me Love” e “ Get Back”, apesar de seus respectivos lados A e B, “Lady Madonna” e “Don’t Let Me Down”, estarem nesse LP.
 

ROCK AND ROLL HALL OF FAME - I SAW HER STANDING THERE

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No dia 20 de janeiro de 1988, “The Beatles” foram incluídos no “Rock and Roll Hall Of Fame” durante seu primeiro ano de eligibilidade. Na noite de sua indução, George Harrison e Ringo Starr apareceram para participar da premiação, juntamente com a viúva de John Lennon, Yoko Ono e os dois filhos do ex-beatle assassinado. Paul McCartney permaneceu longe, comunicando à imprensa que estava "resolvendo dificuldades" com Harrison, Starr e com as pendências de Lennon - Yoko Ono, e não apareceria. A noite acabou se tornando uma das maiores celebrações da historia do rock e da música pop. Os maiores superstars de todos os gêneros, comungavam no mesmo palco cantando um clássico dos Beatles. Todos estavam lá: menos ele: Paul.

Aqui, a gente confere o trecho do livro "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin em que ele diz:
"No final de 1987, veio a notícia de que os Beatles seriam empossados no Hall da Fama do Rock. Todos estariam lá, George, Ringo e Yoko Ono. Certamente, Paul também estaria lá. Acenando, sorrindo e pegando o baixo para tocar com eles. Era o que sempre acontecia nesse tipo de cerimônia – os artistas lendários subiam ao palco, mesmo aqueles que tinham rancores profundos e antigos, e deixavam seus sentimentos ruins de lado, mesmo por uma noite. Mas Paul não tinha nenhuma intenção de fazer isso. 
A antecipação pública cresceu nas primeiras semanas de 1988, tendo em vista a realização da cerimônia no dia 20 de janeiro. Inúmeros artistas de peso estavam sendo empossados no Hall dessa vez: Beach Boys, The Supremes, Bob Dylan, The Drifters, o fundador da Motown, Barry Gordy Jr., como se a própria essência da geração do rock dos anos 1960 estivesse sendo reunida para um último embalo. O elenco de apoio também não era mau: Mick Jagger, Bruce Springsteen, Elton John, Billy Joe, Little Richard, Ben E. King, Paul Simon, Tina Turner, Brian Setzer, e Jeff Beck. Mas todos residiam na sombra de algo a mais: um potencial reenconto dos Beatles. Em versão reduzida, sem dúvida, mas já era alguma coisa – um gesto em direção à bela idéia que eles um dia personificaram, um retorno à época em que muitas coisas pareciam possíveis e os Beatles serviam como trilha sonora dos sonhos da juventude em todos os cantos. Mas quando a noite chegou, Paul McCartney não foi visto em lugar nenhum. Em seu posto havia uma breve declaração, distribuída aos jornalistas pelos seus assessores de imprensa norte-americanos. Os Beatles, escreveu, ainda tem diferenças comerciais, mesmo depois de vinte anos. “Eu me sentiria um grande hipócrita se ficasse acenando e sorrindo com eles em uma falsa reunião”, concluiu. E assim a noite seguiu sem ele. Assim que Jagger terminou sua introdução engraçada e carinhosa, e assim que George e Ringo subiram no palco, seguidos de Yoko, Sean e Julian, a ausência de Paul deu um tom amargo. Em especial quando George – ancorado num disco que chegou ao primeiro lugar (Cloud Nine, de 1987) e numa inesperada, porém efusivamente aclamada, participação com Dylan, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne no supergrupo denominado Traveling Wilburys (cujo primeiro álbum chegaria entre os três primeiros um pouquinho mais tarde, em 1988) – apresentou todas aquelas típicas piadas dos Beatles que todos gostavam de ouvir. Ainda que um tanto ácidas. “É muito ruim que Paul não esteja aqui, porque era ele quem tinha o discurso no bolso”, ele disse. “Todos sabemos por que John não está aqui; e sabemos que estaria. (...) Todos nós amávamos John, e todos nós amamos Paul.” Quando chegou a vez de Yoko Ono falar, ela avançou na crítica implícita de George a Paul: “John teria vindo, vocês sabem. Ele teria estado presente”.

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - OLD BROWN SHOE

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No dia 25 de fevereiro de 1969, George Harrison estava completando 26 anos. Por bom comportamento, ganhou dos deuses três presentaços. Eram três canções que gravou em fuma fita demo em Abbey Road com o engenheiro Ken Scott. A primeira era "Old Brown Shoe". As outras duas eram "Something" - futuro compacto dos Beatles e "All Things Must Pass", faixa-título do seu 1º álbum solo. As origens da letra de "Old Brown Shoe" estão na lenga-lenga (já?) da visão religiosa de Harrison de que precisamos nos libertar da realidade do mundo material porque ela é ilusória. Uma vez absorvidos pela consciência divina, não há "versus" errado, corpo versus alma, espírito versus matéria. De modo semelhante à maneira como Paul fizera em "Hello Goodbye", a letra de George era um jogo de palavras baseado em opostos. Não era uma canção que contava uma história, e o título intrigante foi tirado de um verso sobre "como tirar os velhos sapatos marron". Com certeza, a maior inspiração era musical. George estava brincando em um piano um dia e tocou uma sequência de acordes de que gostou. "Old Brown Shoe" foi gravada dois meses depois da demo, e se tornou lado B de "The Ballad Of John & Yoko". Tempos depois apareceria nos álbuns "Hey Jude", "1967-1970", "Past Masters" e "Anthology". O compacto "The Ballad Of John & Yoko" / "Old Brown Shoe" foi lançado em 30 de maio de 1969 no Reino Unido e em 4 de junho de 1969 nos Estados Unidos.

VOCÊ CONHECE UM HOMEM CHAMADO MICHAEL X?

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No dia 20 de janeiro de 1970, John Lennon e Yoko Ono rasparam a cabeça na Dinamarca. Os cabelos foram doados a Michael X que os leiloou e com o lucro instalou um centro de cultura negra em Londres. Mas você sabem quei foi Michael X?
Michael X (atenção para não confundir com Malcom X), nasceu em Trinidad e Tobago , em 1933 foi um revolucionário preto auto-intitulado e ativista dos direitos civis na década de 1960 em Londres. Ele também era conhecido como Michael Abdul Malik. Condenado por assassinato , em 1972 , Michael X foi executado por enforcamento em 1975, em Port of Spain do Real Gaol . Em 1957 , emigrou para o Reino Unido, onde se estabeleceu em Londres. Em meados da década de 1960 ele virou "Michael X" e se tornou um expoente bem conhecido do movimento Black Power , em Londres. Em 1965, Colin McGlashan do ‘The Observer’ o chamou de "a autêntica voz de amargura negra". Em 1965, com o nome de Abdul Malik, fundou a Sociedade Racial Ajuste de Ação. Em 1967, envolveu-se com a organização contracultura / hippie da Escola Livre de Londres através de seu contato com John " Hoppy " Hopkins , que ajudou a ampliar o alcance do grupo, pelo menos na área de Notting Hill, e criar problemas com a polícia local que não gostava do envolvimento com aqueles grupos. tornou-se a primeira pessoa não-branca a ser condenado e preso pela Lei de Relações Raciais do Reino Unido , que foi projetada para proteger as populações negras e asiáticas da Grã-Bretanha. Foi condenado a 12 meses de prisão por defender o assassinato imediato de qualquer homem branco. Disse: “homens brancos não têm alma".
Em 1969, tornou-se o líder de uma facção comunista Black Power em Holloway Road, norte de Londres, chamada de " Black House ". A comuna foi financiada por um benfeitor milionário chamado Nigel Samuel. Foi nessa época que John Lennon e Yoko Ono doaram os cabelos em um saco, para serem leiloados em benefício da “Casa Negra”. Depois de vários confrontos e escândalos de violência, a Black House foi fechada no outono de 1970. A Black House acabou incendiada em circunstâncias misteriosas , e logo Michael X e quatro colegas foram presos. Sua fiança foi paga por John Lennon em janeiro de 1971 . Em fevereiro de 1971, ele fugiu para a sua Trinidad natal, onde iniciou uma comunidade agrícola dedicada à capacitação para negros 16 milhas a leste da capital , Port of Spain. Começou outra comunidade , também chamada de Casa Negra, que , em fevereiro de 1972 , também foi incendiada. Mas a aventura política de Michael atingiu os seus limites quando ele próprio assassinou um dos elementos do seu Black Liberation Army, Joseph Skerrit, depois que este se recusou a assaltar uma viatura e a assassinar os polícias ali de serviço. Em 1972, Michael Abdul Malik foi julgado e condenado à morte por enforcamento, em Port of Spain.

domingo, 19 de janeiro de 2014

CARL PERKINS - ADEUS MISTER ROCK AND ROLL

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No dia 19 de janeiro de 1998, o grande Carl Perkins, ídolo e amigo dos Beatles, principalmente de George, morreu aos 65 anos de idade depois de sofrer vários derrames e foi enterrado no Ridgecrest Cemetery em Jackson, Tennessee. No funeral, George Harrison tocou “Your True Love” em homenagem ao amigo. Esta, acabaria sendo a última performance em público de George.

Em especial homenagem ao grande mestre do tock, a gente confere agora aqui no nosso blog preferido, nada mais, nada menos que "Carl Perkins & Friends - Blue Suede Shoes: A Rockabilly Session" inteirinho, na íntegra e excelente qualidade de som e imagem com as marcantes paricipações de George e Ringo. Apreciem sem moderação, afinal, é isso que é um autêntico show de Rock And Roll.

"Carl Perkins & Friends - Blue Suede Shoes: A Rockabilly Session" foi um concerto realizado pelo grande Carl Perkins em 21 de outubro de 1985 em Londres, no Limehouse Studios e que contou além da banda de Perkins, com supertime de fazer inveja a qualquer um. A constelação de conividados especiais contou com amigos - fãs e admiridadores - do mestre tais como: como: George Harrison, Ringo Starr, Eric Clapton , Dave Edmunds (que também foi o diretor musical do show) e Rosanne Cash. A maioria do repertório executado no show consistiu em canções clássicas de Perkins - puro rockabilly dos anos 1950. O concerto especial foi ao ar originalmente pelo canal Cinemax em 1986, com comentários introdutórios de Johnny Cash , Roy Orbison e Jerry Lee Lewis. O concerto é um destaque memorável tanto da carreira de Perkins como de todos que fizeram suas participações especiais, inclusive George Harrison. A SUPERBANDA: Carl Perkins (guitarra e vocais), George Harrison (guitarra e vocal), Ringo Starr (bateria e vocal), Eric Clapton (guitarra, vocais), Dave Edmunds (guitarra, vocais), Greg Perkins (baixo), Lee Rocker (contrabaixo), Slim Jim Phantom (bateria), Earl Slick (guitarrista), David Charles (bateria), John David (baixo), Mickey Gee (guitarra), Geraint Watkins (piano) e Rosanne Cash (vocal).

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

DESSA VEZ É PRA VALER: VEM AÍ A SESSÃO "YOU CAN TALK TO ME - FALA QUE EU TE ESCUTO" - VOL. 03!

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Sei que estou em dívida com todos. Há mais de um mês prometi lançar a 
SESSÃO "YOU CAN TALK TO ME - FALA QUE EU TE ESCUTO" - VOL. 03. Mas não deu. As coisas não andam muito fáceis do lado de fora desse computador, não. Mesmo assim, agora finalmente estou conseguindo terminar, num total de 35 questões relevantes da vida e da obra dos nossos queridos Fabs. E várias já guardei para o VOL. 04. Obrigado a todos que participaram nos comentários, por e-mail, pelo skype, g-talk, ao vivo e etc. Fiquem de olho!
 
Confira aqui: SESSÃO "YOU CAN TALK TO ME!" Vol. 01 – publicada em 31 de janeiro de 2013: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2013/01/sessao-you-can-talk-to-me-n-01.html
SESSÃO "YOU CAN TALK TO ME – Vol. 2 – publicada em 17 de setembro de 2013: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2013/09/sessao-you-can-talk-to-me-fala-que-eu.html

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

HARRY NILSSON - UM CARA MUITCHO LOCO

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Hoje, exatamente há 20 anos, morria o cantor Harry Nilsson, amigo dos ex-Beatles John Lennon e Ringo Starr.
 Harry Edward Nilsson III, (1941-1994), foi um Músico, cantor e compositor, norte americano, conhecido apenas por Nilsson, nascido no estado de Nova Iorque, era considerado por alguns, um "mago" nos estúdios, por causa de suas habilidades que faziam com que sua música fosse impossível de ser reproduzida ao vivo. Um vocalista capaz de alcançar 3 oitavas. Foi para a California na adolescência e compôs "Cuddly Toy" para os Monkees, mas seu primeiro trabalho de sucesso nos EUA foi o desenho animado "The Point," de sua autoria, bem como a trilha sonora. Embora suas gravações mais famosas não tenham sido composições suas, elas foram muito mais bem sucedidas do que as versões de autoria original.
O sucesso internacional veio com a canção de Fred Neil, "Everybody's Talkin", utilizada na trilha sonora do filme "Midnight Cowboy," com o título em português: Perdidos na Noite. Esta gravação lhe rendeu o "GRAMMY"(1969 por "melhor performance vocalista-masculino-pop" do ano.
Seguiu-se o álbum Nilsson Schmilsson, gravado em 1971, que trazia seu explosivo sucesso número 1, "Without You,"("Billboard Top 100"-1972) para as paradas. Essa canção foi originalmente composta pela dupla Pete Ham & Tom Evans, do grupo inglês Badfinger. A versão de Nilsson de "Without You" lhe rendeu um disco de platina, certificando-o por um milhão de cópias vendidas nos EUA. O sucesso de "Without You" fez com que Nilsson permanecesse no primeiro lugar das paradas por 4 semanas nos EUA! "Without You" é a música que mais rendeu "royalties" para Pete Ham &Tom Evans.
Harry Nilsson era admirado e respeitado por "gigantes" do Rock clássico da era das décadas de 1960 e 1970, como: The Beatles, The Who, Led Zeppelin, Beach Boys, Klaus Voorman, Jim Keltner entre muitos outros. Numa ocasião na qual John Lennon e Paul McCartney estavam sendo entrevistados, ao ser perguntado sobre qual seria o melhor cantor americano, John Lennon respondeu: "Harry Nilsson"! Em seguida, o reporter perguntou qual seria a melhor banda americana e Paul respondeu: "Nilsson"! Durante 1973, quando John Lennon andava por Los Angeles, California, e temporariamente separado de Yoko Ono, Lennon formou uma parceria com Nilsson em alguns projetos alternativos, incluindo o álbum "Pussy Cats" (1973). Nilsson, ainda criou e atuou em uma comédia cinematográfica de sua autoria junto com Ringo Starr, "Son of Dracula" (O Filho de Drácula), pela Apple Films, em 1974, projeto esse que se fez acompanhar de outro LP do mesmo nome com sua trilha sonora.
Talvez um pouco da demasiada diversificação de seu talento criativo tenha colaborado com uma diluição em sua capacidade criativa máxima. Eventualmente, outros problemas foram surgindo. A morte de seu amigo e baterista do The Who, Keith Moon, em seu apartamento em Los Angeles o deixou muito abalado e aos poucos Nilsson foi se afastando da vida pública como músico. Ele foi, um pouco como John Lennon, dedicar-se à vida de casa, à sua esposa e seus sete filhos. Logo, sua carreira de celebridade foi-se evaporando, os anos passando, até que em 1993 sofreu um ataque do coração. Então, logo após sua recuperação, resolveu voltar-se à sua musa inspiradora e recomeçou a compor e tocar, pouco a pouco. Porém, no ano seguinte, subitamente seu coração não resistiu e, em 15 de janeiro de 1994, Harry Edward Nilsson, III, faleceu.
Foram muitas as celebrações por sua vida, comemorada por vários grupos musicais que homenagearam um grande músico e artista americano. Nilsson havia tocado com os maiores nomes da música pop/rock do século XX. E ele deixou sua marca forte, com o nítido reverberar de sua talentosa voz. Sua interpretação de "Without You," versão do sucesso do grupo BADFINGER, foi, sem dúvida seu maior sucesso, perpetuou-se não só em filme, mas novamente acompanhando várias outras produções de diferentes companhias que seguiram após sua morte.
Em 1974 o músico Harry Nilsson, intérprete de Everybody’s Talking, trilha do Midnight Cowboy, e de outros sucessos como Without You de 1971, lançou o álbum Pussy Cats, numa reinvenção da sua própria música. O trabalho foi todo produzido pelo amigo John Lennon, que também fez backing vocal para Nilsson, num exemplo de humildade e amor pela música. O dedo de Lennon está no disco todo, na melancolia, nas guitarras rasgadas e na influência das letras doloridas, como Don’t forget me e All my life. O álbum começa inusitadamente com uma letra de Jimmy Cliff "Many Rivers to Cross", que posteriormente foi regravada por Joe Cocker. Bob Dylan também está presente com um rock mais pesado no arranjo de Lennon para "Subterranean Homesick Blues".
 Pussy Cats é triste e combatente, uma explosão criativa. Harry Nilsson foi sumindo da cena musical depois da morte em sua casa do seu grande amigo Keith Moon, baterista do The Who. Levado pela tristeza e depressão, Nilsson parou para se dedicar à família. Em 1993 sofreu um infarto e após sua recuperação ensaiou um retorno às composições, até que no dia 15 de janeiro de 1994 seu coração parou de vez.
No CD especial relançado em 1999 mais quatro faixas foram incluídas: Down By The Sea, The Flying Saucer Song, Turn Out The Light e Save The Last Dance For Me. Supreendentemente, um sucesso de Bill Halley está presente no disco, é "Rock Around The Clock". A versão de Nilsson e Lennon mostra como eles estavam antenados nos movimentos musicais emergentes na década de 70. Rock Around The Clock virou quase um punk rock ao estilo dos Ramones, com leves tons de rockabilly.

LES BEATLES IN PARIS. MERCI, BEAUCUP!

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Quando os Beatles partiram de Londres, na terça-feira - 14 de janeiro de 1964 - para a sua temporada no Olympia foram recebidos no aeroporto Le Bourget, em Paris por 60 fans franceses e quase 100 jornalistas e fotógrafos. Ringo só se juntaria a eles no dia seguinte com Neil Aspinall a tempo de participar do ensaio no Cinema na Rua Cyrano Rameau, Versailles. O show da noite, que foi um aquecimento para a temporada de Paris, não tinha um público maior que 2.000 pessoas. Logo, logo estariam tocando para os maiores públicos da história do showbizz. O Fotógrafo Dezo Hoffman (http://obaudoedu.blogspot.com/2011/04/dezo-hoffmann-beatles-photographer.html) viajou no mesmo avião com John, Paul e George, e fez várias sessões com todos os Beatles durante sua estada em Paris. Lembra-se: na primeira noite alguém chutou um fio no palco e toda a casa entrou em curto. As luzes se apagaram e não havia nenhuma amplificação. Quando as vaias começaram, Ringo salvou a noite. No alto do seu kit, surrava a bateria como um louco. Todos foram à loucura, cantando "Rin-Go! Rin-Go! Ringo foi realmente o Beatle mais popular na França.Os Beatles foram contratados para tocar no famoso Olympia de Paris no Teatro des Capucines Boulevard por três semanas a partir de quinta-feira 16 de janeiro de 1964 até terça-feira 04 de fevereiro. Cada apresentação seguiria a seguinte ordem: The Beatles, Trini Lopez e Sylvie Vartan. A qualidade dos concertos que os Beatles fizeram em Paris é das melhores que fizeram ao vivo em toda sua carreira, porque não havia Beatlemania em Paris. Ouviam-se todas as suas harmonias e os vocais, guitarras, baixo e bateria eram perfeitos. A multidão reagia quase sempre em silêncio com poucos batendo palmas ao final de cada número. Quando Paul pediu para o público se juntar a eles em seu próximo número "Long Tall Sally", seguiu-se o silêncio. "Si vous ne voulez pas vous joindre à nous, peu importe, nous allons de toute façon." Paul disse: "Se vocês não quiserem se juntar a nós não importa, vamos de qualquer maneira”. A partir daí. a françezada começou a acordar.
Os Beatles nunca negaram sua admiração por Brigitte Bardot (princepalmente George) e  pediram para conhecê-la durante a viagem. No entanto, o diretor da Odeon francesa enviou-lhes uma grande caixa de chocolates dizendo: "Infelizmente, Brigitte Bardot está de férias no Brasil. Esperamos que estes doces os confortem”. Vincent Mulchrone que escrevia para o jornal Daily Mai disse: "Se Paris e os Beatles vão ter um namoro, o início está muito lento. Você não pode culpar Paris. Ela está quente e convidativa. Os Beatles também são quentes, mas parece que preferem dormir”. John e Paul repartiram uma suite onde foram solicitados que começassem a escrever seis novas músicas para seu filme de estréia, além de uma canção para Billy J. Kramer e Peter and Gordon. Na primeira noite, um pianofoi levado para a suíte e eles começaram a trabalhar nas músicas enquanto George saiu e visitou o Eva Club. OsBeatles tocaram no Olympia por vinte dias, com duas, e até três apresentações por dia, 40 shows no total. No repertório estavam seus grandes hits até então: From Me To You, Roll Over Beethoven, She Loves You, This Boy, I Wanna Hold Your Hand, Boys, Twist and Shout e Long Tall Sally. A França era um mercado completamente diferente da Grã-Bretanha, especialmente na medida em que os gostos musicais faziam essa diferença. Eles não lançavam singles, apenas álbuns e copactos duplos - até 1967. Portanto, os franceses só conheciam dos Beatles, as canções lançadas nos dois álbuns. Durante a tarde de quinta-feira 16 de janeiro, os Beatles fizeram um show razoável diante de uma platéia de estudantes. Mas o show dessa noite foi um desastre. Toda a alta sociedade francesa estava na platéia trajados com smoking e vestidos de gala. Foi um dos shows mais difíceis para nossos heróis. Os franceses eram frios e não estavam nem aí para eles. Durante a apresentação, a amplificação quebrou três vezes e George expressou sua opinião dizendo que os fotógrafos haviam sabotado o equipamento. Após a recepção fria o grupo voltou para o Hotel George V. Anos mais tarde, George Harrison diria: "O público no Olympia não era parecido em nada com qualquer público para que nós tenhamos toicado antes. Eles eram pessoas velhas vestindo smoking, como se fossem ver a avant-premiere de algum filme famoso ou a estréia de um balé. Ficamos desapontados porque não havia garotas francesas. Todas as garotas que tinha ouvido falar sobre nós, estavam trancadas em casa por causa do catolicismo tão rigoroso na França naqueles dias”.Os críticos franceses também foram severos em suas opiniões. Mulchrome Victor, escrevendo para o "Daily Mail", comentou, "A Beatlemania , assim como a entrada Grã-Bretanha no Mercado Comum, é um problema que os franceses preferem adiar por um tempo." O jornal francês France Soir referiu-se aos Beatles como delinquentes e transgressores.Um entrevistador da BBC perguntou para John: "Os franceses dizem que não têm uma opinião formada sobre os Beatles. O que você acha deles? John respondeu: "Ah, nós gostamos dos Beatles. São artistas de verdade”. Na terça-feira 28 de janeiro, em seu dia de folga, John e George voltaram para Londres. John foi apara casa E George foi jantar com Phil Spector e suas Ronettes. Os dois voltaram a Paris na manhã seguinte. Em seguida, os Beatles gravariam as versões de SHE LOVES YOU e I WANT TO HOLD YOUR HAND em alemão. (http://obaudoedu.blogspot.com/2011/10/beatles-em-alemao-es-ist-weich-e-mole.html ) Neil Aspinall, o road manager dos Beatles, comentou: "Enquanto estávamos no Hotel George V, um monte de coisas interessantes estavam acontecendo. Como a chegada de George Martin para as gravações em alemão, Derek Taylor entrevistando George para a coluna Daily Express que ele estava fazendo, John escrevendo novos números e também estava trabalhando em seu segundo livro, "A Spaniard in The Works”. Os Beatles ouviram pela primeira vez um álbum de Dylan e David Wynne, o escultor também estava lá, ele fez as esculturas das cabeças dos Beatles.Mas nem só de dissabores, foi a estada dos Beatles na França no início de 1964. Afinal, foi no hotel George V que, após chegarem de mais uma apresentação no Olympia, receberam um telegrama de um eufórico Brian Epstein parabenizando-os por terem chegado ao primeiro lugar nas paradas americanas. E para lá foram os rapazes conquistar os States e depois o resto do mundo! A próxima vez que os Beatles voltaram em Paris, foi em sua próxima turnê Européia, em junho de 1965. Mas, dessa vez, a França já tinha sido completamente dominada pela Beatlemania. E é exatamente o show de 1965 que está aqui para download com o link renovado. Vive les Beatles! Vive la France!

E agora, quebrando o cacete em Paris, com um desempenho fantástico de George Harrison... THE BEATLES - EVERYBODY'S TRYING TO BE MY BABY. A todos, um grande abraço!