quarta-feira, 30 de março de 2016

SE GEORGE MARTIN ERA O QUINTO BEATLE, MARCUS RAMPAZZO ERA O SEXTO

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Fonte: cultura.estadao.com.br - Por Carlos de Oliveira
http://www.temmais.com/UpLoad/programa/Editor/
Marcus Rampazzo, o George Harrison da banda Beatles Forever, morreu. Um AVC levou um músico virtuoso.Era um obcecado pela música bem executada. Perfeitamente executada. Era também um compositor e um colecionador obstinado. Tinha pelo menos 60 guitarras e todos os instrumentos usados por George Harrison. Da Gretsch Duo Jet 1956 à cítara indiana. Da Country Gentleman à Epiphone Casino. Uma coleção imensa e sem preço. Com o Marcão vai-se um professor dedicado e um músico raro. Certamente vai encontrar-se e trocar ideias com seu ídolo.
http://thebeatles.com.br/portal/images/stories/2012/09setembro/
“Meu, cê é loco“. Marcus Rampazzo usava essa expressão para tudo, no melhor dialeto do bairro paulistano da Mooca, onde vive gente de origem italiana, operários imigrantes, dramáticos, musicais. Marcão não era exceção. Divertidamente dramático e virtuosamente musical, Marcão, como era conhecido pelos amigos e alunos, era professor. Ensinava a garotada a tocar guitarra. Era exigente. Formava virtuosos.
Um detalhista – Apaixonado pela Inglaterra, era fanático pelos Beatles. Entre os quatro rapazes de Liverpool, idolatrava George Harrison. Fundou a Beatles Forever, a primeira banda cover do Beatles no Brasil. Era detalhista ao extremo. Tinham de tocar as músicas dos Beatles exatamente como eles as haviam gravado. Nota por nota, acorde por acorde, palavra por palavra, com instrumentos idênticos e roupas absolutamente iguais, com o mesmo corte de cabelo, respeitando cada fase da banda. Dos terninhos de gola redonda aos uniformes militares dos tempos de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.
Na Beatles Forever, Marcão era George Harrison. Ele não imitava o beatle. Marcão o encarnava nos mínimos detalhes. Fazia aquela mesma dancinha desajeitada. Tocava tanto quanto ele. Se tivesse nascido na Inglaterra ou nos Estados Unidos, certamente teria tido um reconhecimento maior. Quem sabe teria status de ídolo. Seja como for, ele é ídolo para seus alunos. Sua escola/estúdio era ponto de encontro não apenas de aprendizes, mas também de guitarristas famosos como André Christovam entre outros.

As manhãs de sábado eram dias de falar sobre música no estúdio do Marcão. Lá, em meio a quase seis dezenas de guitarras, além de violões, bateria, amplificadores, órgãos Hammond , bandolins, ukuleles, violinos, estranhos instrumentos indianos, microfones, gravadores, contrabaixos, posters, muita literatura e metros e metros de cabos, Marcão contava histórias. Sabia exatamente como cada música dos Beatles foi gravada, com quais instrumentos, com quais afinações. Era fanático por instrumentos antigos, os chamados vintage. Uma vez, numa dessa manhãs de sábado, ele começou a desmontar a parte elétrica de uma Fender Stratocaster bastante antiga. Uma relíquia. De repente, assustando a todos, ele gritou: “Ninguém respira!” O que teria teria acontecido? Porque ninguém mais poderia respirar? E o Marcão explicou. “Tem um pozinho da época aqui’. Todos riram, menos o Marcão. Para quem não curtia o binômio rock/guitarra, as conversas do Marcão poderiam não fazer sentido. Mas ele sabia o que falava. Podia discorrer longamente sobre o formato dos parafusos utilizados pelas guitarras Fender antes de sua compra pela CBS. Podia também opinar sobre o cheiro que emanava de uma Gibson ES-335 fabricada em 1964. Se ela fosse pintada na cor cherry red, seu odor seria bem mais doce do que uma do mesmo modelo na cor sunburst.
Rocky – Aquele 29 de novembro de 2001 talvez tenha sido o dia mais triste na vida do Marcão. George Harrison morria em Los Angeles, vítima de câncer. Marcão dizia que não conseguia acreditar na notícia. Não se conformava com a morte do ídolo de tantos anos. Para homenageá-lo, pegou sua Stratocaster pintada exatamente igual à Rocky (a Strato decorada com motivos psicodélicos, usada por George no filme Magical Mistery Tour) e foi tocar. Quem sabe agora alunos e amigos peguem suas guitarras e façam uma bela homenagem ao mestre que se foi. Uma homenagem ao sexto beatle.
Conheça mais da banda BEATLES4EVER

BEATLES KARAOKÊ - TICKET TO RIDE

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A SESSÃO FOTOGRÁFICA DE SGT. PEPPER'S - ARTE PURA!

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Há 49 anos, no dia 30 de março de 1967, os Beatles posaram para a sessão fotográfica para a capa do álbum “Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band” no Chelsea Manor Studios em Londres. O fotógrafo foi Michael Cooper e a criação de Peter Blake.

Sgt. Pepper’s não só se destacou somente por sua música, mas pelo conceito e pela capa feita com uma fotografia de Michael Cooper com os quatro Beatles vestidos em belíssimas fardas coloridas diante de uma colagem feita por Peter Blake com vários rostos de pessoas célebres, entre os quais Marilyn Monroe, Marlon Brando, Bob Dylan, Cassius Clay, D.H. Lawrence, Shirley Temple, etc. Também apareceriam Karl Marx, Gandhi, Hitler e Jesus Cristo, mas estes foram deixados de fora. Para evitar processos a gravadora pediu autorização às personalidades. Brian e seus acessores tiveram um tabalho danado para pegar todas as assinaturas dos que ainda estavam vivos ou alguém, responsável por eles. O ator Leo Gorcey teve sua imagem retirada por pedir um pagamento pelo seu uso. O rosto do ator mexicano Germán Valdés "Tin Tan" aparececia na capa, mas ele não autorizou sua exibição na última hora, enviando em seu lugar uma árvore da vida de Metepec (planta tradicional mexicana) que aparecereu no canto da fotografia.
70 personalidades aparecem na capa do Sgt. Pepper’s. Contando com 8 Beatles. Quatro de cêra, quatro de verdade. São eles: Aldous Huxley, Albert Einstein, Albert Stubbins, Alberto Vargas, Aleister Crowley, Aubrey Beardsley, Bob Dylan, Bobby Breen, Carl Gustav Jung, Diana Dors, Dion DiMucci, Dr. David Livingstone, Dylan Thomas, Edgar Allan Poe, Fred Astaire, George Bernard Shaw, George Harrison, Huntz Hall, H. G. Wells, H. C. Westermann, Issy Bonn, John Lennon, Johnny Weissmüller, Karl Marx, Karlheinz Stockhausen, Larry Bell, Lenny Bruce, Lewis Carroll, Mae West, Marilyn Monroe, Marlene Dietrich, Marlon Brando, Max Miller, Oliver Hardy, Oscar Wilde, Paul McCartney, Richard Lindner, Richard Merkin, Ringo Starr, Robert Peel, Shirley Temple, Simon Rodia, Sonny Liston, Sri Lahiri Mahasaya, Sri Mahavatar Babaji, Sri Paramahansa Yogananda, Sri Yukteswar Giri, Stan Laurel, Stephen Crane, Stuart Sutcliffe, Terry Southern, The Petty Girl of George Petty, Lawrence of Arabia, Tom Mix, Tommy Handley, Tony Curtis, Tyrone Power, Wallace Berman, William S. Burroughs, W. C. Fields.
Quem escolheu as figuras da capa? Os próprios Beatles! Algumas das escolhas de John para serem homenageados foram apenas para ser atrevido. Entre eles Mahatma Gandhi, Adolf Hitler, Jesus Cristo e o Marquês de Sade. Os dois últimos jamais chegando à arte final. Brigitte Bardot, Lord Buckley, James Joyce e Friedrich Nietzsche também acabariam de fora. Suas opções entre os homenageados presentes são Lenny Bruce, Aleister Crowley, Dylan Thomas, Oscar Wilde, Edgar Allan Poe e Lewis Carroll. A lista de George só incluiu gurus indianos. São eles Sri Mahavatara Babaji (entre William Burroughs e Stan Laurel), Sri Yukteswar Giri (ao lado de Aleister Crowley), Sri Lahiri Mahasaya (entre Albert Stubbins e Lewis Carroll), e Paramahansa Yogananda (ao lado de H.G. Wells).Com seus pensamentos mais voltado para casa, Ringo não se interessou em escolher ninguém para o mural, porém apoiou as escolhas feitas pelos demais. Embora nem todos da lista de Paul acabassem aparecendo, suas sugestões foram: Brigitte Bardot, William Burroughs, Robert Peel, Karlheinz Stockhausen, Aldous Huxley, H.G. Wells, Albert Einstein, Carl Jung, Aubrey Beardsley, Alfred Jarry, Tom Mix, Johnny Weissmuller, Rene Magritte, Tyrone Power, Karl Marx, Richmal Crompton, Dick Barton, Tommy Handley, Albert Stubbins e Fred Astaire.O casal de artistas Peter Blake e Jane Haworth contribuiu com as presenças de W.C. Fields, Tony Curtis, Dion DiMucci, Bobby Breen, Shirley Temple, Sonny Liston, Johnny Weissmuller, e H.C. Westerman. Terry Southern, Wally Berman e Richard Lindner foram sugeridos por Robert Frazer.

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi o oitavo álbum de estúdio dos Beatles. Lançado em 1º de junho de 1967, tornou-se um imediato sucesso comercial e de crítica, passando 22 semanas no topo da parada de álbuns no Reino Unido e 15 semanas nos Estados Unidos. Para muitos, o melhor álbum de rock de todos os tempos. A capa recebeu todos os prêmios possíveis a este item. O diretor artístico foi Robert Fraser e o fotógrafo, Michael Cooper. Os Beatles aparecem em coloridos trajes militares com um grupo de recortes de papelão de pessoas famosas em tamanho natural. O quarteto fica no centro, em pé, atrás de um bumbo, no qual o artista Joe Ephgrave pintou as palavras do título do álbum - o que de melhor havia de art pop. Na frente, há um arranjo de flores com o nome dos Beatles. Os uniformes de cetim de estilo militar foram fabricados por M. Berman Ltd, de Londres. As letras do álbum estão integralmente na contracapa.

Clique no bumbo, e confira, de um por um, "quem é quem" na capa do Sgt. Peppers! Abração!
http://virgula.uol.com.br/album/musica/quem-e-quem-na-capa-de-sgt-peppers-lonely-hearts-club-band/#img=30&galleryId=quem-e-quem-na-capa-de-sgt-peppers-lonely-hearts-club-band

terça-feira, 29 de março de 2016

THE BEATLES - ANY TIME AT ALL - 2016

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Depois de escrever as canções que seriam usadas no filme, a corrida agora era para criar as músicas que comporiam o segundo lado do álbum com a trilha sonora. John era obviamente o compositor mais prolífico da época, tendo escrito cinco das sete musicas do filme e em via de compor todas as canções do lado B, com exceção de uma, Isso não foi tão fácil assim. “Any Time At All”, ele admitiu depois, tinha sido reescrita a partir de uma canção anterior, “It Won t Be Long”, usando a mesma progressão de acordes de dó para lá menor e a mesma forma de cantar (gritando) durante a gravação. No início, a canção tinha dois versos a mais, o terceiro dizia ‘I’ll be waiting here all alone/ Just like I’ve always done...”, mas já havia palavras suficientes nela e nenhum dos versos adicionais avançava na narrativa da música. Em janeiro de 1964, ele falou sobre algumas mudanças em suas técnicas de composição. “Quando descobria um acorde novo, (costu¬mava) escrever uma canção em tomo dele. Eu achava que, já que existem mil acordes, eu nunca os esgotaria. Às vezes os acordes se tomavam uma obsessão, e nós começávamos a colocá-los desneces¬sariamente nas músicas. Depois, decidimos simplificar as canções, e foi o melhor a fazer. Podíamos até gostar das músicas, mas os acordes extras não fariam com que as outras pessoas gostassem mais delas. Tentamos manter a coisa dessa forma.” Apenas três outras canções foram assumidas como recicladas , “Yes It Is”, ele afirmou, era “This Boy” reescrita, "PaperbackWriter” era “filha de ‘Day Tripper” e “Get Back” era “Lady Madonna” reescrita às pressas.

JOHN LENNON - TIGHT A$

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http://upgeek.com.br/wp-content/uploads/2015/10/
“Tight A$” é um dos melhores rocks de John Lennon, lançado em seu álbum de 1973, Mind Games. O título é um trocadilho com as expressões "apertado como" e "rabo apertado”. A música é um rockabilly no estilo anos 50, daqueles que inspiraram Lennon em sua juventude. É uma reminiscência do single de Elvis Presley de 1954 "That's All Right” e também há influências de Carl Perkins e Doug Sahm. Lennon desenvolveu o riff para a sua posterior instrumental "Beef Jerky" tocando variações sobre ela e também "Meat City”. Particularmente os dois pontos altos da música são o pedal steel guitar tocado por Pete Kleinow e os estendidos solos de guitarra realizados por David Spinozza. Lennon gravou a música no estúdio Record Plant como quase todas do álbum. Foi composta por quatro segmentos distintos emendados. A produção utiliza um recurso de eco para comprimir a performance vocal de Lennon. Em 1975, Lennon escreveu uma carta para o cantor country Waylon Jennings, sugerindo que ele gravasse a canção. Lennon acreditava que “Tight A$” seria um hit para Jennings que tinha tocado nos Crickets de Buddy Holly. Lennon conheceu Jennings no Grammy Awards alguns meses antes. Porém, Jennings ignorou.
http://ecx.images-amazon.com/images/I/
A crítica foi implacável com Lennon e seu “Mind Games”. “Tight  A$” foi uma das mais criticadas do álbum, juntamente com as outras duas anteriormente citadas, "Beef Jerky" e "Meat City”. Os críticos descreviam “Tight  A$”como um "rock forçado e desajeitado”. Outros como "rock de escória", e muitos outros a criticaram por ter pouco a dizer com a falta de sentido da letra e falta de energia (?), sendo um exemplo da capacidade de Lennon para "fazer canções para cumprir a cota do álbum”. No entanto, outros elogiaram, alguns disseram que “Tight  A$”era uma das "melhores canções desconhecidas de John Lennon” e "um dos destaques de Mind Games". Uma pena que ninguém entendeu. Da gravação original participaram: John Lennon: vocais e guitarra acústica; David Spinozza: guitarra solo; Ken Ascher: teclados; Gordon Edwards: baixo; Jim Keltner: bateria e Pete Kleinow: pedal steel guitar.

PAUL McCARTNEY - RUN DEVIL RUN EM DOSE DUPLA

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Com pouco mais de 1 ano depois da morte de sua amada Linda em 17 de abril de 1998, Paul McCartney aparece em outubro de 1999, com um novo álbum bombástico, surpreendendo fãs e imprensa do mundo inteiro com o fantástico Run Devil Run. McCartney sentiu a necessidade de voltar às suas raízes e executar algumas das músicas que amava quando adolescente. Para isso, escolheu a dedo uma superbanda de veteranos e ainda em dezembro daquele ano, fez um show histórico no Cavern Club. Run Devil Run é repleto de rocks e velhos blues, como "Shake a Hand" e "No Other Baby", um dos vídeos de maior sucesso na internet e que a gente confere agora. As duas:

A INCRÍVEL ARTE DE ELIFAS ANDREATO

Um comentário:
Na década de 70 e ainda na de 80, um artista ter a capa de seu álbum assinada por Elifas Andreato era sinônimo de prestígio. Nenhum dos grandes da MPB saiu incólume.
Elifas Vicente Andreato nasceu em Rolândia, Paraná, no dia 22 de janeiro de 1946. Ele é designer gráfico e ilustrador.
Com mais de quarenta anos de atividade como artista plástico, Elifas é especialmente reconhecido como ilustrador de inúmeras capas de discos de vinil nos anos 70, incluindo grandes nomes da Música Popular Brasileira como Chico Buarque de Holanda, Elis Regina, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, entre outros.
O traço poético com profundo sentido social definiu os trabalhos de Elifas como um ícone de uma geração que protestava, por meio da arte, contra a ditadura militar vigente.
http://static.wixstatic.com/media/
Da geração do vinil, Elifas foi o maior capista, chegando a produzir a capa de 362 discos, com destaque para a Ópera do Malandro, de Chico Buarque, A Rosa do Povo, de Martinho da Vila, Clementina de Jesus, O Sorriso Ao Pé da Escada, de Jessé e A Arca de Noé, obra de Vinícius de Moraes.
Elifas começou sua produção de capas em 1973, quando criou a do LP “Nervos de Aço”, de Paulinho da Viola. Nos anos 70 também ilustrou obras de literatura brasileira, como “A Legião Estrangeira”, deClarice Lispector.
Além dos trabalhos genuinamente engajados, Elifas produziu e produz peças de grande qualidade artística, com projeção internacional e reconhecimento no mundo inteiro. Atualmente segue produzindo cartazes, gravuras e ilustrações, e é diretor editorial do Almanaque Brasil de Cultura Popular, revista distribuída a bordo das aeronaves da companhia aérea TAM, para assinantes e bancas. Compositor bissexto, desenvolveu entretanto importante parceria com o cantor Jessé.

O TERRÍVEL ACIDENTE DE TARA BROWNE - UM DIA NA VIDA...

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Publicada originalmente em 27 de julho de 2010.
O homem que “blew his mind out in a car” era Tara Browne, um amigo irlandês dos Beatles e aristocrata famoso da alta sociedade da swinging London que morreu em um acidente de carro em 18 de dezembro de 1966. O relatório do legista foi publicado em janeiro de 1967.
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/b0/ff/b4/
“Eu não estava copiando o acidente”, John disse a Hunter Davies. “Tara não arrebentou a cabeça. Mas pensei nisso quando estava escrevendo o verso.” Os detalhes do acidente na música – não ver o farol e uma multidão se formando no local – foram inventados. Paul, que colaborou com versos nessa parte da música, na época não sabia que John tinha Tara Browne em mente. Ele achava que estava escrevendo sobre um “político drogado”. Browne estava de carro por Redcliffe Gardens em Earls Court por volta das 6 da manhã (depois de passar uma noite com vários famosos bebendo e se drogando), quando um Volkswagen surgiu em seu caminho vindo de uma rua lateral. Ele desviou e seu Lótus Élan colidiu contra um furgão que estava estacionado. Ele foi dado como morto assim que chegou ao hospital. A autópsia revelou que a morte foi resultado de “lacerações no cérebro provocadas por fraturas no crânio”. Sua acompanhante, a modelo Suki Potier (que também namorava Brian Jones), escapou com escoriações leves porém, em estado de choque.
Tara Browne, bisneto do cervejeiro Edward Cecil Guinness e filho do Lord Oranmore and Browne, fazia parte da jovem elite aristocrática que adorava se misturar com astros do mundo pop. Apesar de ter apenas 21 anos quando morreu, ele teria herdado uma fortuna de 1 milhão de libras aos 25 e seu atestado de óbito o descreve como um homem de “meios independentes” com uma residência londrina em Eaton Row, Belgravia. Depois de estudar em Eton, Browne se casou aos 18 anos e foi pai de dois garotos antes de se separar da esposa e começar a se relacionar com jovens modelos. Freqüentava casas noturnas londrinas como Sibylla’s e Bag O’Nails e era muito próximo de Paul e Mike McCartney e do Rolling Stone Brian Jones. Em seu 21º aniversário, ele levou os Lovin’ Spoonful para a casa de seus parentes em County Wicklow, Irlanda. Mick Jagger, Mike McCartney, Brian Jones e John Paul Getty estavam entre os convidados. Paul estava com Browne quando tomou LSD pela primeira vez, em 1966. Inclusive, foi em companhia de Browne que Paul sofreu o “quase grave” acidente de motocicleta no início de 1966. Para todos, a morte de Tara Browne foi um tremendo choque. Todos eram jovens, ninguém tinha um amigo com idade para morrer. Seu acidente e morte foram eternizados na canção dos Beatles "A Day In The Life" onde em toda a primeira estrofe, John Lennon narra o incidente:
"Eu li as notícias de hoje, cara
Sobre um sortudo que ganhou na loteria
E embora as notícias fossem um tanto tristes
Bem, não pude deixar de rir
Eu vi a fotografia
Ele arrebentou a cabeça num carro
Não tinha percebido que o sinal havia mudado
Uma multidão parou para olhar
Já tinham visto seu rosto em algum lugar
Mas ninguém tinha certeza se não era da House of Lords"
Sobre a trágica morte de Tara Browne, Paul disse a Hunter Davies: "Ele não tinha, de fato, qualquer consciência cósmica. Nenhum de nós tínhamos, exceto George. Browne tinha apenas 21 anos... Depois daquilo tudo, começamos a pensar: poderia ter sido comigo ou com você. E então, baixamos um pouco a bola".

domingo, 27 de março de 2016

THE BEATLES - ABBEY ROAD - CAPA FEVEREIRO / MARÇO

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Confira uma das postagens de Abbey Road.

JOHN LENNON EM NOVA YORK - OS ANOS DE REVOLUÇÃO - PARTE 5

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Só para constar: essa é a postagem nº 6.500. Obrigadão a todos!
http://farm4.static.flickr.com/3021/
Essa postagem era para ser publicada só no dia 30 de agosto, mas já que está pronta, pra quê esperar? O texto que a gente confere agora é o principal do capítulo 6 - 'Da Próxima Vez A gente Acerta' do sensacional livro de James A. Mitchell - "John Lennon Em Nova York: Os Anos De Revolução".
Para John Lennon, o show beneficente One-to-One era muito mais do que apenas uma apresentação única; o show de 30 de agosto de 1972 era para ser o primeiro de muitos. “Eu estava pronto para sair em turnê por pura diversão” disse Lennon à Rolling Stone sobre suas expectativas. “Eu não queria cair na estrada por dinheiro. Minha vontade era sair por aí tocando, simplesmente. Qualquer pretexto — caridade ou o que fosse — bas­taria para me convencer.”
http://pleasekillme.com/wp-content/uploads/2015/03/
De volta a Nova York, John e Yoko passaram a segunda quin­zena de agosto ensaiando com a Elephant’s Memory. Reza a lenda que, devido às queixas dos vizinhos contra as longas, intensas e ruidosas sessões num espaço alugado na Rua 10, por eles batizado Butterfly Studios, os ensaios foram transferidos para a Fillmore East, uma casa de espetáculos na 2a Avenida.
http://i2.liverpoolecho.co.uk/incoming/article6160481.ece/ALTERNATES/s615/
O fotógrafo Bob Gruen lembra que Lennon abraçou a intensa programação de ensaios, deixando que sua paixão pela música superasse sua ansiedade quanto ao desempenho. “O espaço estava totalmente impregnado do espírito do rock and roll’’ disse Gruen.7 O denominador comum da música servia para descontrair e unir o grupo, um vínculo que se mantinha durante os jantares no Home, um restaurante na Rua 91 que Lennon passara a curtir, e, numa notável ocasião, numa casa de Chinatown conhecida por oferecer um bar completo. Gruen disse que essa longa noite ficou ainda mais longa quando Lennon — que sempre pagava os jantares do grupo — se deu conta de que não tinha dinheiro. Como ninguém mais tinha, serviram-se rodadas adicionais de bebidas enquanto espera­vam um dos assistentes de John e Yoko sair da cama para trazê-lo. A seleção final seria feita entre dezenas de músicas preparadas pelo grupo, com arranjos repassados um sem-número de vezes. Lennon cantava falando, ou sussurrando, para não prejudicar a voz antes do show. Lennon confiava na música, diz Adam Ippolito, pelo menos no que dizia respeito à banda. O som fora reforçado com acréscimos na seção de ritmo: o baterista Jim Keltner, colaborador frequente nos dois primeiros álbuns pós-Beatles de Lennon, e John Ward, ex-baixista da Elephants Memory. “Lennon se sentia muito bem nesse momento’’ conta Ippolito. “O grupo estava afinado. E ele estava pronto.” Os Elefantes precisavam estar preparados. O show representava um salto de qualidade em relação a tudo o que a banda já fizera em sua carreira: por mais entusiasmado que fosse o público do Max’s Kansas City, tocar em casas noturnas era muito diferente de se apresentar em uma arena lotada de gente ávida por aplaudir uma lenda da música. Os Elefantes se recordam de que Lennon e a Apple fizeram questão de usar um equipamento adequado a gran­des arenas, como o Madison Square Garden. Lennon era tão pró­digo com a sua música quanto com os jornais underground e os ideais de esquerda, lembra Tex Gabriel.
“Os Lennon tinham um cara que era o responsável pela mala preta’’ diz Gabriel. “Dentro da mala havia milhares de dólares em dinheiro vivo; maços de dinheiro, como se fossem roubados de um banco ou algo assim. John o mandou pegar uma bolada para com­prar amplificadores Marshall e o que mais fosse preciso. Alugar, não. Comprar.” Os Elefantes calcularam que Lennon deve ter gasto uns 100 mil dólares com os equipamentos.
http://2.bp.blogspot.com/-_UG9XuRD840/VhlABwnsNJI/AAAAAAAAp1k/y2CazCkaLVI/s1600/
“Hoje nem parece tanto”, diz Van Scyoc, “mas 100 mil dóla­res em equipamentos era um bocado de dinheiro naquela épo­ca.” Ele lembra que ficou impressionado com a qualidade do material, um claro indicador de que Lennon tinha planos muito maiores do que o show beneficente. Era o momento pelo qual os Elefantes vinham esperando: a primeira turnê de Lennon como artista solo. “Quando aquilo veio à tona, nós pensamos: ‘Meu Deus, traba­lho!’ e caímos dentro”, diz Van Scyoc. “Como Elephant’s Memory nós não tocávamos, nem no melhor dos nossos sonhos, em lugares como o Garden. Tocamos uma vez para 3 mil formandos, mas isso foi o auge, o máximo a que conseguimos chegar.” Mais do que um simples show, o “Concerto para Libertar as Crianças de Willowbrook” — assim batizado pela revista Billboard — foi o clímax do “One-to-One Day” em Nova York — palavras do prefeito John Lindsay. A participação de Lennon não se limitou aos ensaios e à apresentação: ele e Yoko reuniram 15 mil voluntários e pacientes de Willowbrook para um piquenique antes do show no Sheep Meadow, com jogos, música, passeios de balão e encon­tros com um ex-Beatle itinerante. Deliberadamente, fez-se pouco alarde do piquenique. Lá, Len­non encontrou o equilíbrio que vinha buscando: usou sua fama para promover a causa sendo apenas um a mais na multidão, e não o líder, o foco de todos os holofotes — algo que seria inevitável quando subissem ao palco.
http://2.bp.blogspot.com/-WmZV0rszt10/UiDxcVY7XtI/AAAAAAAAeoY/SUcPD3MXCc4/s640/
"BEM-VINDOS AO ENSAIO”, assim Lennon saudou as cerca de 15 mil pessoas que foram ao Madison Square Garden naquela tarde para o primeiro dos dois shows. No palco substancialmente nu mal cabiam os músicos e os amplificadores. A luz inclemente dos spots destacava os óculos de Lennon, de aros metálicos redondos e lentes azuis. Ele usava uma roupa típica do Village — camiseta sob uma jaqueta verde-oliva do Exército dos Estados Unidos com divisas de sargento, um sím­bolo da Segunda Divisão de Infantaria e o nome Reinhardt. Mas, apesar do aspecto confiante, os Elefantes sabiam que Lennon es­tava um bocado nervoso. Havia muita coisa em jogo: provar o seu valor com um material não muito bem-recebido pela crítica e — algo com que todos os ex-Beatles tiveram de lidar - atender, ou não, as expectativas do público sobre as músicas que iria tocar. Todos tinham suas expectativas, os Elefantes inclusive, como re­corda Gary Van Scyoc: “Nós queríamos tocar um monte de músi­cas dos Beatles” diz. “Mas Lennon só topou fazer ‘Come Together’. Ensaiamos umas dez músicas, mas essa era a quente; e foi nessa que mandamos ver.”
https://www.morrisonhotelgallery.com/images/medium/
A banda teve a oportunidade de tocar na abertura do concerto — ao lado de Sha Na Na, Roberta Flack, Melanie e Stevie Wonder, que se apresentaram de graça, em benefício da causa. Mas o foco das atenções era claro, assim como a esperança de um pouco de nostalgia musical. “Nós só vamos voltar ao passado uma vez” enfatizou Lennon antes de atacar “Come Together”. Lennon parece haver tentado se precaver quando brincou com a multidão: “Vocês provavelmente se lembram dessa melhor do que eu (...) é sobre um old flattop.” As palavras que cantou a partir do verso “Here come old flattop” — uma música toda feita de fragmentos imagéticos - não batiam com as do LP Abbey Road, tão conhecido pelos fãs. Além de tropeçar aqui e ali, como em “over you”, em vez de “over me”, ele parecia não saber se o cabelo “ia até” ou “ficava abaixo” dos joelhos. Cada tropeço era uma careta. “Eu acertei a letra quase toda”, disse ao término da canção. Balançando a cabeça, sentou-se ao piano e arrematou: “Tenho que parar de escrever essas letras doidas, cara; eu nem sei o que estou dizendo. Estou ficando velho.”
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Os Elefantes seguraram bem aquela onda, fazendo das tripas co­ração para não decepcionar Lennon. Adam Ippolito diz que o show, que durou mais de uma hora, foi uma pressão muito diferente e bem maior do que tocar uma ou duas canções na TV. “Lennon estava inseguro e ficou chateado com alguns erros” lembra Ippolito. “Mas a maioria nem percebeu.” O repertório, que continha uma importante seleção de mú­sicas de Some Time in New York City, permitiu à banda demonstrar que não estava ali para substituir Paul, George e Ringo, mas, sim, ocupar seu lugar na nova vida musical de Lennon. Foram cinco canções de Some Time: “Woman Is the Nigger of the World”, “Sisters  O Sisters”, “Born in a Prison”, “We’re All Water” e, é claro, “New York City”, que incendiou o público do Madison Square Garden. Os dois primeiros álbuns pós-Beatles de Lennon foram bem representados: “Imagine” foi “um dos carros-chefes do programa”, lembra Van Scyoc. De seu repertório solo, Lennon tocou algumas canções famosas: “Instant Karma” a escaldante “Cold Turkey” e a cantante “Give Peace a Chance”, acompanhada pelo público com os pandeiros recebidos na entrada. A menos conhecida, “Well, Well, Well”, foi jocosamente introduzida ao público como “uma canção de um dos discos que gravei desde a minha saída dos Rolling Stones”.
Nervosismo à parte, Lennon bem que se divertiu. Seu melhor sorriso nessa noite foi quando estraçalharam “Hound Dog” de Elvis Presley: um rock da velha guarda que fez Lennon e Gabriel dança­rem com suas guitarras e Stan Bronstein sair pelo palco com uma moça a requebrar o corpanzil. Os Beatles eram conhecidos por começar suas sessões de gravação brincando com as músicas que tocavam nos dias do Cavern, um hábito que Lennon manteve com os Elefantes. “Nos ensaios, costumávamos tocar essas músicas para esquen­tar” conta Van Scyoc. “Não era uma coisa consciente, era um jeito de entrarmos em sintonia. Pegávamos canções antigas de Chuck Berry, aquela coisa da década de 1950. Sempre que John queria relaxar, era para lá que ia.”
O One-to-One teve momentos de puro Lennon — a essência de sua vida artística. Mesmo num show destinado a uma causa hu­manitária, Lennon conseguiu criar uma conexão pessoal de um modo que poucos músicos seriam capazes de fazer. Ele continuava sendo um cantor-compositor essencialmente pessoal, capaz de criar um vínculo íntimo com seu público. Quantos seriam capazes de escrever uma canção como “Mother”? Quantos poderiam cantá-la de modo tão sincero? Um único spot, acordes simples de piano e uma voz ferida que revelava a sua dor mais profunda a milhares de amigos. “Ele botou aquilo tudo pra fora”, diz Gabriel. Aquilo que o público viu deixou arrepiados os guitarristas, que estavam a 3 metros. “Era Lennon nu e cru, totalmente real; não tinha fingimento.” Quaisquer falhas e imperfeições cometidas naquela tarde e noi­te eram suas, dissera com franqueza. Críticas à parte, Lennon deu toda a impressão de que queria voltar lá e fazer melhor. “Da próxima vez a gente acerta” falou, perto do fim do espetá­culo, numa breve menção a falhas ocasionais provavelmente nem percebidas pelo público. Mas não houve próxima vez. John Lennon nunca mais deu um show completo; seu nome nunca mais brilhou nos letreiros das grandes arenas do país e do mundo; uma ou outra breve apresenta­ção de uma ou duas músicas ao longo dos dois anos seguintes e só. Os shows de Lennon no Madison Square Garden em 1972 ficaram como o ensaio-geral de uma turnê inacabada, um legado de can­ções jamais ouvidas.
Sob certo aspecto, os concertos One-to-One foram um abso­luto sucesso. A atenção pública e a conscientização suscitadas pelo trabalho de Geraldo Rivera geraram uma avalanche de benefícios. A quan­tidade de ajuda recebida, ao longo dos anos, pelos pacientes e suas famílias, foi incalculável. Preocupado com as recentes acusações de desvio de recursos gerados em shows beneficentes, como aconteceu com Allen Klein no Concerto para Bangladesh de George Harri­son, Lennon declarou durante o espetáculo esperar que o dinheiro arrecadado chegasse aos seus destinatários. E dessa vez ele chegou. Os fundos levantados foram canaliza­dos para três instituições beneficentes de Nova York, que os desti­naram à construção de moradias para os pacientes de Willowbrook, entre outros com necessidades similares. A ABC pagou, segundo foi informado, 300 mil dólares pelos direitos de filmagem e inicia­ram-se negociações para a produção de um álbum. As receitas de rádio e teledifusão e da venda de discos somariam mais de 1,5 milhão de dólares no decorrer do tempo. A contribuição de 60 mil dólares à causa feita por Lennon na compra de ingressos para pa­cientes e cuidadores não foi registrada nos relatórios do FBI; eles preferiam especular sobre as contribuições de Lennon a beneficiá­rios duvidosos. A receptividade dos fãs e da crítica foi diversa. O astro principal recebeu os elogios de costume, mas Lennon se aborreceu uma vez mais com a ânsia com que alguns se empenhavam em ridicularizar Yoko Ono, premiada aos olhos de seus detratores com um excesso de vocais solos.
“Todo mundo adorou o grupo” lembra Gary Van Scyoc. “Mas a presença dela era muito forte e isso incomodava um pouco as pessoas.” Mas nem todos os críticos eram anti-Yoko. Um de seus defen­sores era Toby Mamis, da revista Soul Sounds.9: “Muita gente não curte a música de Yoko Ono” escreveu Ma­mis. “Mas eu penso que ela está buscando novos rumos para o rock e que nós devemos ir junto para ver o que ela descobre. Tem muito avestruz por aí que enfia a cabeça na terra e faz de conta que tudo será sempre como está agora. Isso não é verdade. Alguém tem que descobrir para onde vamos e Yoko, dentre outros, está procurando.” Mamis lembrou aos céticos que se tratava da primeira grande produção própria de Lennon e que a Elephants Memory — “uma banda de hard rock do cacete” — era o primeiro grupo estável de músicos com que Lennon trabalhara desde os Beatles, com o qual ele gravou, ensaiou, “planejou e viveu a expectativa de um show ao vivo”.
A conclusão da Rolling Stone era ambígua: “O desempenho [de Lennon] foi uma prova daquilo que todo mundo sempre soube: que ele é um compositor fantástico e um cantor poderoso, inteli­gente e expressivo.” Lennon “parecia estar se divertindo muito”, ao conseguir a proeza de “dar vida a ‘Woman Is the Nigger of the World’, uma música horrível, afrontosa, cuja correção política não compensa [a má qualidade da letra]’! Anos depois, em 1986, David Fricke, da Rolling Stone, fez um retrospecto do show por ocasião do lançamento de um video do concerto. Separando o trigo do joio, Fricke aplaudiu o “comovente entusiasmo do canto de Lennon” e “o surpreendente fôlego do pro­grama’! Elogiou a Elephant’s Memory — “uma banda de esquerda de Nova York” — por seu sólido trabalho. O concerto do Madison Square Garden seria lembrado por sua raridade e por seu conteúdo. “Lennon clássico” qualificou Fricke. “Ele está todo aqui: seu humor, sua dor, sua ira e sua fé inabalável no poder do rock and roll de mudar o mundo.”
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Para encerrar com chave de ouro, a gente fica agora com dois grandes momentos do show - "Come Together" e "Mother" - e por último a apresentação completa de Lennon e os Elefantes. Aquele abração! Feliz Páscoa para todos!