quarta-feira, 30 de novembro de 2016

JOHN LENNON - IMAGINE - FOREVER!

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A editora norte-americana Houghton Mifflin Harcourt anunciou para o ano que vem o lançamento de um livro ilustrado inspirado na letra de "Imagine", clássica música de John Lennon do álbum homônimo de 1971. A obra será ilustrada pelo francês Jean Jullian e contará a história de uma pomba e sua missão para promover a paz pelo mundo. Imagine vai ser lançado no Dia Internacional da Paz, celebrado em 21 de Setembro, e parte dos lucros irá para a Anistia Internacional. Resultado de imagem para Lennon: The New York Years
A IDW Publishing anunciou durante a New York Comic Con deste ano que irá lançar uma graphic novel sobre a vida e obra do músico, que teria completado 76 anos. Lennon: The New York Years, está programado para ser lançado na Inglaterra em maio de 2017.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

THE BEATLES - ROLL OVER BEETHOVEN

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THE BEATLES - EVERYBODY IS TRYING TO BE MY BABY

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ESPECIAL GEORGE HARRISON - 15 ANOS DE SAUDADE

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Há 15 anos, nosso iluminado George Harrison tornou-se mais iluminado ainda, ao deixar de vez, o mundo material. George perdeu a luta contra um câncer, que havia se espalhado após ter sido esfaqueado 11 meses antes, por um débil mental. George Harrison, um dos homens mais geniais de toda a história da humanidade, deixou este mundo em paz e com a esperança de que podemos ser felizes e seguirmos para um novo caminho em uma nova vida. Sua mensagem jamais será esquecida. Hare Krishna, George. Por isso, a gente recorda agora uma matéria sensacional publicada na revista Rolling Stone de novembro de 2011, quando se completou 10 anos de sua passagem.
O beatle mais jovem e tímido se afastou cedo dos holofotes – mas a vida dele só se tornou ainda mais profunda, rica e selvagem

O garoto magricela com cabelo escuro e grosso ficava sentado na fileira do fundo de uma sala de aula lotada, com a cabeça abaixada, olhos intensos fixos no caderno. Enquanto a professora falava, ele rabiscava com o lápis, como se anotasse cada palavra. Só que George Harrison não estava escutando. Aos 13 anos, filho de um motorista de ônibus, ele viajava em visões de seu futuro, enchendo os cadernos com desenhos obsessivos de guitarras – o instrumento que desejava tocar desde que começara a ouvir os sucessos de Elvis Presley, a incorporação sônica de toda a diversão e alegria que faltava na sombria Liverpool pós-guerra. Tempos depois, encheu os cadernos de letras de músicas, partituras e, de vez em quando, o desenho de uma motocicleta.

George ficou amigo de um colega de classe mais velho, Paul McCartney, que precisava de um guitarrista para uma banda nova. “Conheço alguém”, disse Paul ao líder do grupo, John Lennon. “Ele é um pouco novo, mas é bom.” Harrison passou no teste, tocando a música instrumental “Raunchy” na parte de cima de um ônibus de dois andares em uma noite – e, assim, virou um beatle, ou pelo menos um dos quarrymen. Só que os companheiros de banda nunca deixaram de pensar nele como um parceiro júnior – um “beatle da classe econômica”, na formulação sardônica de Harrison – e logo ele começou a pressionar para conquistar uma posição melhor.

George Harrison não era exatamente o beatle silencioso: “Ele nunca calava a boca”, diz o amigo Tom Petty. “Era a melhor companhia que você pode imaginar.” Ele era o beatle mais teimoso, o menos afeito ao showbiz, até menos preso ao mito da banda do que Lennon. Gostava de repetir uma frase que atribuía a Mahatma Gandhi: “Crie e preserve a imagem de sua escolha”. Harrison desafiou a primazia de composição de Lennon e McCartney; introduziu ao Ocidente – praticamente sozinho – a música indiana, por meio da amizade com Ravi Shankar; foi a primeira pessoa a fazer do rock um veículo para expressão espiritual desavergonhada e, com o Concerto para Bangladesh, filantropia em grande escala; fez mais sucesso em Hollywood do que qualquer beatle, produzindo filmes como A Vida de Brian, do Monty Python; e desmentiu a reputação de recluso solitário ao montar o Traveling Wilburys, uma banda que era tanto um clube quanto um supergrupo.

Como o novo documentário dirigido por Martin Scorsese, Living in the Material World, e o livro que o acompanha deixam claro, George Harrison não tinha ocupações casuais: ele seguiu seus interesses em ukulele, corrida de carros, jardinagem e, especialmente, meditação e religião oriental com uma energia incansável. “George era muito curioso, e, quando se interessava por algo, queria saber tudo”, diz a viúva, Olivia Harrison, que o conheceu em 1974 e se casou com ele quatro anos depois. “Também tinha um lado louco. Gostava de se divertir, sabe.” A primeira esposa de Harrison, Pattie Boyd, descreveu-o como oscilando entre períodos de meditação intensa e festas pesadas, sem meio-termo. “Ele meditava por horas a fio”, ela escreveu na autobiografia Wonderful Tonight. “Então, como se fosse difícil demais resistir aos prazeres da carne, parava de meditar, cheirava cocaína, se divertia, paquerava e festejava... Não havia normalidade nisso também.” 
Diz Olivia: “George não via preto e branco, alto e baixo como coisas diferentes. Não dividia seus humores ou sua vida em compartimentos. As pessoas pensam: ‘Ah, ele era assim ou assado, ou muito extremo’. Mas todos esses extremos estão dentro de um círculo. E podia ser muito, muito calado ou muito, muito espalhafatoso. Quer dizer, quando começava, já era. Ele não era, digamos, um banana, isso eu garanto. Ele conseguia ir mais longe do que todos”.

Harrison e os colegas de banda perderam shows de talento local para uma banda liderada por um anão - mas nem isso os abalou. "Éramos convencidos", afirmou Harrison. As coisas se reverteram intensamente, e ele adorou aquilo no início, adotando as fases do sucesso de "uma maneira quase adolescente": seu aprendizado de menor de idade no bairro da luz vermelha de Hamburgo (onde perdeu a virgindade enquanto os outros beatles fingiam dormir no mesmo quarto - e aplaudiram no final); o processo doloroso de desenvolver seu próprio estilo na guitarra, calcado no country e no R&B; o início da beatlemania; a fama, o dinheiro, as mulheres, a união entre os quatro. "Éramos pessoas relativamente sãs no meio da loucura", disse Harrison. Nos primeiros anos, também idolatrou Lennon em particular: "Ele me disse que admirava muito, muito o John", conta Petty. "Provavelmente queria muito a aceitação dele, sabe?" Só que, em 1965, Harrison experimentou ácido e, de repente, passou a não acreditar nos Beatles. "Não demorou muito para se dar conta de que 'não é isto'", conta Olivia. "Ele percebeu: 'Não é isto que vai me sustentar. Não vai ser o suficiente para mim'." 
"É bom ser popular e ser procurado, mas, sabe, é ridículo", disse Harrison à Rolling Stone em 1987. "Percebi que é algo sério, minha vida está sendo afetada por todas essas pessoas gritando." Ele se sentia fisicamente inseguro. "Com o que está acontecendo, presidentes sendo assassinados, toda a magnitude da nossa fama me deixou nervoso." No set de Os Reis do Iê-Iê-Iê, George conheceu Pattie Boyd, uma modelo loira e magra; no set do filme seguinte dos Beatles, Help!, encontrou a música indiana clássica - que o levou a uma busca que duraria muito mais que seu casamento. A tentativa de dominar a cítara o levou à ioga, que o levou à meditação, que o levou à espiritualidade oriental, que ajudaria a definir sua vida. "Ele estava buscando algo muito superior, muito mais profundo", disse Shankar, virtuose da cítara que se tornou amigo e mentor de Harrison. "Parece que ele já tinha algum histórico indiano nele. Caso contrário, é difícil explicar por que ficou tão atraído por um tipo de vida e filosofia, até religião, em particular. Parece muito estranho, a não ser que você acredite em reencarnação." Por um tempo, era como se ele estivesse sentado nos fundos da sala de aula dos Beatles, rabiscando cítaras - daí "Within You without You", a bela e anómala faixa de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. No entanto, depois de perceber que nunca seria mais do que um citarista mediano, George voltou a se focar na guitarra e na composição, criando algumas das melhores músicas dos Beatles: "Something", "Here Comes the Sun", "While My Guitar Gently Weeps", além de "Not Guilty" e "All Things Must Pass", que Lennon e McCartney erroneamente rejeitaram. Também começou a tocar guitarra com slide, desenvolvendo uma voz instrumental emotiva e diferenciada que refletia seu espírito recém-liberado.

Lutar por seu lugar na banda e pelo lugar de suas músicas nos discos era exaustivo - tanto quanto simplesmente ser um beatle. "Às vezes, eu me sinto como se tivesse mil anos", afirmou Harrison - que tinha 27 quando os Beatles se separaram. "Aquilo estava me envelhecendo... era uma questão de parar ou acabar morto." Os dias de turnê da banda tinham acabado, mas a beatlemania o deixou com algo pare­cido com um transtorno de estresse pós-traumático. "Se você tivesse 2 milhões de pessoas gritando para você, acho que demoraria muito tempo para parar de ouvir isso na sua cabeça", diz Olivia. "George não foi feito para aquilo." 
Harrison fez amizade com Bob Dylan ("Eles tinham uma conexão de alma", segundo a viúva) e Eric Clapton, e seus momentos com os dois artistas o mostraram um caminho adiante. Quando os beatles implodiram em 1970, ele lançou o álbum triplo All Things Must Pass, abrindo seu baú de músicas.

No ano seguinte, a pedido de Shankar, Harrison persuadiu Clapton, Dylan e Ringo Starr, entre outros, a se unirem para o Concerto para Bangladesh, que definiu o modelo para todos os grandes shows beneficentes nos 40 anos seguintes. O show foi um triunfo, mas o resultado foi uma confusão dolorosa, à medida que os esforços de Harrison para fazer a renda chegar aos refugiados enfrentavam códigos fiscais e burocracias. O casamento dele também estava desmoronando: de maneira infame, Pattie o trocou por Clapton, embora a amizade dos dois tenha sobrevivido de alguma forma. Apesar de toda a base espiritual, Harrison estava bebendo demais, festejando demais, dormindo com várias pessoas. "Senses never gratified/Only swelling like a tide/ That could drown me in the material world" (Sentidos nunca satisfeitos/ Só subindo como uma maré/ Que poderia me afogar no mundo material), cantou, esgotado, na faixa-título do álbum seguinte, Living in the Material World.
A turnê norte-americana de Harrison em 1974 foi a última dele, com exceção de uma curta temporada no Japão em 1991. Com longos solos de Shankar, vocais fracos de Harrison e a recusa em tocar músicas conhecidas dos Beatles (ele gritava durante versões desanimadas de "Something"), as críticas foram brutais. Harrison ficou angustiado com as multidões desordeiras e a intensamente festeira banda de apoio que ele havia escolhido. Aquilo não parecia mais ser o mundo dele. "George falava muito sobre seu sistema nervoso, que ele simplesmente não queria mais barulhos altos", conta Olivia, que conheceu-o no ano da turnê. "Não queria ficar mais estressado."

Harrison lançou mais sete álbuns cada vez menos interessado em sua carreira convencional. "George não era disso", diz Petty. "Não queria ter um um agente. Estava fazendo o que queria e não dava valor algum ao estrelato." 
Seu relacionamento com Olivia o deixou centrado, e ele diminuiu as festas. Harrison ficou extasiado quando o casal teve seu único filho, Dhani, em 1978. «As únicas coisas que ele achava que eu tinha de fazer na vida são ser feliz e meditar", conta Dhani, que cresceu em Friar Park - a mansão de 120 quartos no interior da Inglaterra que Harrison comprou em 1970, prejudicando as finanças até de um beatle. A propriedade era linda e misteriosa, com cavernas, gárgulas, cascatas e vitrais instalados por Sir Frank Crisp, um milionário excêntrico que foi dono dela até morrer, em 1919. Harrison tinha fixação por restaurar os jardins de 14 hectares, que estavam em estado lastimável.

Quando criança, conta Dhani, "Eu tinha certeza de que ele era só um jardineiro" - uma conclusão razoável, já que Harrison trabalhava 12 horas por dia ali, perdendo jantares em família enquanto perseguia sua visão, plantando árvores e flores. "Ser o jardi­neiro, não conviver com ninguém e simplesmente ficar em casa, isso era muito rock and roll, sabe?", diz Dhani, que entendia a paixão do pai: "Quando você está em um jardim realmente bonito, isso te faz lembrar constantemente de Deus".

Depois de um hiato de cinco anos entre álbuns, Harrison convocou o produtor Jeflf Lynne para Cloud Nine, de 1987, que lhe fez chegar ao Número 1 com "Got My Mind Set on You," uma cover animada de uma obscuridade dos anos 60. O mais importante: uma sessão para gravar um lado B - uma colaboração casual com Lynne, Dylan, Petty e Roy Orbison - o levou ao Traveling Wilburys, o projeto pós-Beatles do qual ele mais gostou.

Ele gostava de fazer parte de uma banda novamente, sem falar da colaboração com Dylan, amigo e herói. “Fico muito à vontade tocando em equipe”, dizia Dylan a Petty. Os Wilburys gravaram dois álbuns (Dhani se lembra de passar tempo com Jakob Dylan jogando o game Duck Hunt no Nintendo enquanto a banda trabalhava no segundo disco, no andar de baixo), mas nunca fez um único show. "Toda vez que George fumava um e tomava algumas cervejas, começava a falar de fazer turnê", conta Petty. "Acho que falamos seriamente sobre isso uma ou duas vezes, mas ninguém se comprometeu de verdade." Um terceiro álbum dos Wilburys era sempre uma possibilidade. "Nunca achamos que não daria tempo", afirma Petty. 
Em vez disso, depois de uma turnê de 13 datas no Japão com Clapton, Harrison voltou a ser um jardineiro. "Ele não queria ter obrigações", diz Olivia. Continuou compondo e gravando músicas no estúdio em casa, mas recusou ofertas para aparecer em premiações -ou para qualquer outra coisa. "Simplesmente tenho de abrir mão disso tudo", dizia. "Não me importo com discos, filmes, estar na TV ou todas essas coisas."

Em 1997, foi diagnosticado com câncer na garganta e passou por um tratamento com radioterapia. Dois anos depois, um homem com problemas mentais conseguiu entrar em Friar Park e deu uma facada no pulmão de Harrison. George se recuperou, mas Dhani acredita que os ferimentos enfraqueceram o pai quando este enfrentou um câncer de pulmão, mais tarde. A doença se espalhou para o cérebro e George Harrison morreu em 29 de novembro de 2001. Olivia tem certeza de que o quarto do hospital se encheu de uma luz brilhante enquanto a alma deixava o corpo dele.
"Ele dizia: 'Olha, não somos estes corpos, não vamos nos prender a isso'", diz Petty, que faz meditação desde que o amigo o introduziu na prática. "George falava: 'Só quero me preparar para ir do jeito certo e para o lugar certo'." Ele faz uma pausa e ri. "Tenho certeza de que conseguiu."

Em meados deste ano, Dhani Harrison, agora com 33 anos, voltou para Friar Park e passou um longo tempo olhando para o jardim. Nunca esteve tão bonito - as árvores que o pai plantou finalmente cresceram. "Ele provavelmente está rindo de mim", afirma Dhani, "dizendo: 'É assim que tem de ser'. Você não constrói um jardim para si mesmo, agora mesmo - constrói para gerações futuras. Meu pai definitivamente tinha visão de longo prazo".

E aqui, a gente pode conferir o concerto inteiro. Hare Krishna!

A MORTE DE GEORGE HARRISON - JORNAL NACIONAL 29/11/2001

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GEORGE HARRISON - I DON'T CARE ANYMORE

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"I Don't Care Anymore" foi o lado B do single "Ding Dong Ding Dong" lançado em 6 de dezembro de 1974.

JOHN LENNON & YOKO ONO - TWO VIRGINS

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Na história da música popular, nada pode ser comparado à trilogia lançada pelo casal John Lennon - Yoko Ono em 1968 e 1969: os álbuns “Unfinished music nº 1: two virgins”, “Unfinished music nº 2: life with the lions” e “Wedding álbum”. Gravações consideradas pela critica como experimentais e "tolas". A maioria das faixas traz apenas ruídos e instrumentos como piano e bateria se repetindo, como se estivessem em loop. Nas faixas em que Yoko "canta", ela apenas emite grunidos. Mas apesar do repertório “estranho” criado pelo casal, as maiores polêmicas surgiram com a capa do primeiro disco “Unfinished music nº 1: two virgins”, que trazia o casal nu, chegando a ser censurada em alguns países. 
"Unfinished Music No. 1 - Two Virgins", gravado na primeira noite que Yoko passou na mansão de John em Weybridge, Londres. O disco registra diálogos, gritos e sussurros do casal apaixonado. A capa do disco causou alvoroço ao registrar John e Yoko em nu frontal.
Lançado no emblemático novembro de 1968, Unfinished Music No. 1 - Two Virgins foi gravado em meados de março, após o Wonderwall de Harrison, e o álbum "The Beatles". Naquela produtiva noite de março, o futuro casal mal se conhecia. Lennon e sua esposa Cynthia haviam retornado de Rishikesh, Índia - e John parecia disposto a salvar o casamento já em ruínas. Porém, trocando telefonemas com Yoko, a quem ele conhecia desde 66, John aproveitou uma viagem da esposa para convidá-la até seus aposentos em Kenwood, onde também se encontrava seu amigo de longa data, Pete Shotton. John e Pete haviam gravado inúmeras fitas durante aquelas semanas (assim como na juventude, os dois adoravam fazer rimas nonsense), e foram essas gravações a base do que viria a ser "Two Virgins".

O jovem casal começou a noitada dividindo um ácido, Shotton já tinha saído. E então deram vazão à loucura produzindo durante toda a noite. Depois de muitos assobios, uma série de sons randômicos no piano começam a aparecer, entrecortados por ruídos. Em seguida uma gravação com rotação alterada se contrapõe aos primeiros vocalizes de Ono, e o primeiro clímax é um grito bastante estridente. Lá pros 6:00 a coisa fica bem interessante: o disco gravado continua tocando (bem lento), os ruídos se tornam mais intensos, e o piano chega a tentar uma progressão. Os vocais de Yoko Ono tem um terreno perfeito na loucura concebida pelo Lennon-produtor, incluindo os ocasionais diálogos.

Two Virgins é uma obra sem par. Espontâneo, corajoso, e altamente verdadeiro. O final do lado 1 é perfeito nesse sentido, com o "excuse me" de John para apertar o botão de parar do gravador, independente do climão que estava rolando entre a reverberação de algum instrumento e a voz da moça. O lado 2 é extremamente "mais do mesmo"; se não gostou da primeira metade, melhor desistir. O bonus track do Cd editado em 1997, como parte dos relançamentos do catálogo de Yoko Ono. "Remember Love" é uma pérola, lançada originalmente como Lado B do compacto "Give Peace a Chance". A voz de Yoko é tão doce, que nos faz acreditar que se ela não fosse tão vanguardista em suas concepções artísticas, poderia muito bem ter se tornado uma cantora folk/ pop bastante bem sucedida. Na capa do disco, há um estranho prefácio escrito por Paul McCartney que diz: “Quando dois grandes santos se encontram é uma experiência trágica. Uma longa batalha irá provar quem é santo.”

# SOMOS TODOS CHAPE

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Hoje, todos os clubes do Brasil são um só.
#ForçaChape!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

1965 - O ANO MAIS REVOLUCIONÁRIO DA MÚSICA

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Durante doze inesquecíveis meses em meados dos anos 1960, o mundo assistiu ao surgimento de sons provocadores e inéditos, que mudariam para sempre a cara da música. Em “1965: o ano mais revolucionário da música”, o historiador e músico Andrew Grant Jackson narra as aventuras, descobertas e loucuras de um ano que ficou na história por sua explosão de criatividade, alimentada por rivalidades entre músicos, radicais mu¬danças sociais em todo o mundo e avan¬ços tecnológicos. Mais de cinquenta anos depois, che¬ga a ser difícil acreditar que tantos dos clássicos que hoje carregamos no san¬gue tenham surgido em um período tão curto, como se, ao longo daquele ano, uma espécie de feitiço houvesse dado origem a uma coleção de gênios musicais até hoje incomparável. Enquanto os Beatles tocavam no Shea Stadium e se afirmavam artisticamente com Rubber Soul, os Rolling Stones lide¬ravam as paradas norte-americanas pela primeira vez com a sexualmente agressiva "(I Can't Get No) Satisfaction" e o The Who garantia seu lugar na história com o clássico "My Generation". Bob Dylan, por sua vez, lançava sua música de seis minutos "Like a Rolling Stone", no álbum Highway 61 revisited, e alvoroçava a comunidade musical com sua guitarra elétrica no Newport Folk Festival, enquanto Barry Maguire cantava “Eve of Destruction" e Simon & Garfunkel lançavam seu primeiro hit: a inesquecível "The Sound of Silence". Movendo-se por entre as inúmeras histórias vividas pelos personagens por trás dessa revolução musical, Jackson nar¬ra episódios fascinantes e muitas vezes surpreendentes. E, em paralelo ao cená¬rio musical, revela a efervescência cultu¬ral que moveu mudanças tão importantes quanto as provocadas pelo Movimento dos Direitos Civis, o feminismo, a minis-saia, a pílula, os psicodélicos e o Vietnã. 1965 é um relato fascinante de um ano definitivo para a cultura mundial, que produziu alguns dos maiores artistas, álbuns e músicas de todos os tempos.Resultado de imagem para 1965 - o ano mais revolucionário da música - andrew grant jackson
ANDREW GRANT JACKSON é o autor de “Still Greatest: The Essential Songs of The Beatles”; “Solo Careers”; e de “Where’s Ringo?”. Ele escreveu para a revista Rolling Stone, Yahoo!, Blogging the Beatles, Slate, Baseline Studio System e para as revistas de música Burn Lounge, Mean Street e Dispatch, além de coedítar a revista mensal Ingenue. Dirigiu e coescreveu o filme The Discontents, estrelado por Perry Kíng e Amy Madigan, e atuou em uma produção de Jeff Bridges. Vive em Los Angeles. 1965: o ano mais revolucionário da música – R$ 54,00 na Cultura.

JOHN LENNON & ELTON JOHN - LIVE AT MADISON SQUARE GARDEN

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O Dia de Ação de Graças, conhecido em inglês como Thanksgiving Day, é um feriado nacional celebrado nos Estados Unidos e no Canadá, como um dia de agradecimentos a Deus, com orações e festas, pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano. A partir de 1939, instituiu-se que o Dia de Ação de Graças seria comemorado definitivamente na quinta-feira da quarta semana de novembro e que seria um feriado nacional. O Dia de Ação de Graças é geralmente um dia quando as pessoas usam seu tempo livre para estar com a família, fazendo grandes reuniões e jantares familiares. É também um dia em que muitas pessoas dedicam seu tempo para pensamentos religiosos, orações e missas. O prato principal geralmente é peru, o que dá ao dia o apelido de " Dia do Peru ".

Na noite do Dia de Ação de Graças, em 28 de novembro de 1974, durante o show de Elton John no Madison Square Garden, em Nova York, John Lennon subiu ao palco para um público pagante pela útima vez, cumprindo uma aposta feita ao amigo Elton John: se "Whatever Gets You Thru the Night" chegasse ao 1º lugar ele participaria da apresentação de Elton no Madison Square Garden. Nessa noite, John pagou a promessa. Tocaram três músicas: "Whatever Gets You Thru the Night", "Lucy In The Sky" e para a surpresa de todos, uma versão muito boa de "I Saw Her Standing There".

Elton John era talvez, a maior estrela pop do mundo no momento, mas uma rara aparição ao vivo de John Lennon foi o suficiente para roubar o show. John estava visivelmente nervoso por estar no palco, mais uma vez, com o rugido ensurdecedor recordando os auges da Beatlemania uma década antes. Durante a gravação do álbum “Walls And Bridges” de Lennon, Elton John contribuiu com vocais e teclados em duas canções: "Whatever Gets You Thru the Night", e Surprise Surprise (Sweet Bird Of Paradox) .

"Whatever Gets You Thru the Night", como já foi dito lá em cima, foi o objeto da tal aposta. Lennon era o único ex-Beatle que ainda não tinha atingido um número 1 com um single, e concordou com a sugestão de Elton que, se ‘Whatever Gets You’ chegasse ao número 1 nas paradas, eles iriam tocar juntos no concerto de Ação de Graças de Elton naquele ano. Em novembro de 1974, a canção "Whatever Gets You Thru the Night", de John Lennon, bateu “You Ain't Seen Nothing Yet” do BTO – Bachman,Turner, Overdrive, e foi direto para o topo da Billboard Hot 100 nos Estados Unidos. O concerto foi no dia 28 de novembro e a aparição de Lennon no palco sem aviso prévio antes do evento, deixou o público em êxtase.
Lennon parecia resplandecente e sóbrio, com cabelos longos e um terno preto, empunhava uma guitarra Fender Telecaster preta. Ele, Elton e banda cantaram três músicas abrindo com "Whatever Gets You Thru the Night", depois "Lucy In The Sky With Diamonds" e por último, "I Saw Her Standing There". Lucy In The Sky tinha sido gravada em estúdio por Elton John em julho de 1974, e foi lançada como single 10 dias antes do concerto. Lennon realizara backing vocals e guitarra na gravação. “I Saw Her Standing There”, foi sugerida por Elton, e prontamente aceita por Lennon.

Antes do grande final de John com essa versão sensacional de “I Saw Her Standing There”, ele disse: “Eu gostaria de agradecer ao Elton e os meninos por esta noite. Nós tentamos pensar em um número para terminar com que eu possa sair daqui e ficar doente, e nós pensamos em fazer uma de um antigo noivo distante chamado Paul. Esta é uma que eu nunca cantei, é um velho número dos Beatles, que todos nós conhecemos”.
John diz ainda: “Elton queria que eu fizesse ‘Imagine’, mas eu não queria aparecer como Dean Martin fazendo seus sucessos clássicos. Eu queria ter um pouco de diversão e tocar um pouco de rock and roll e eu não queria fazer mais do que três, porque o show era de Elton, afinal. Ele sugeriu I Saw Her Standing There e eu pensei 'grande', porque eu nunca cantei essa. Paul cantava e eu fazia a harmonia. Quando eu saí do palco, eu disse aos jornalistas: "Foi uma boa diversão, mas eu não gostaria de ganhar a vida com isso". Eu não sou contra performances ao vivo, mas eu não tenho um grupo e apenas não estou interessado nisso agora, mas posso mudar de ideia”.

Yoko Ono estava na plateia, no Madison Square Garden. Embora mais tarde Lennon tenha dito que ela não estava ciente de sua presença, foi ele quem lhe mandou ingressos para o show, e ela lhe telefonou para agradecer. Ono também enviou orquídeas para Lennon e Elton, que ambos usavam no palco. O relacionamento de Lennon e Ono foi retomado em fevereiro de 1975, apesar de um mito criado de que sua volta aconteceu no backstage após o show. O show de Elton John foi a última aparição de Lennon para um público pagante. Depois do show, ele e May Pang participaram de uma festa no Hotel Pierre, em Nova York. Na época, o casal estava planejando comprar uma casa nos subúrbios de Nova York, mas isso nunca aconteceu.

Fontes: The Beatles Bible - http://www.beatlesbible.com/, The Beatles Diary - http://thebeatlesdiary.blogspot.com.br/ - “O Diário dos Beatles” de Barry Miles, “John Lennon - A Vida” de Philip Norman.

Por mais incrível que possa parecer, não existem grandes registros filmados desse show histórico, ou se existem, estão guardados às sete chaves. Esse vídeo que a gente confere agora, é fake, mas é legal. É um trecho do filme “John & Yoko – Uma História de Amor”, que já apareceu aqui no Baú.
Mas esse aqui é verdadeiro, embora sejam apenas fragmentos dos shows de Elton John, John Lennon aparece apenas por alguns segundos a partir dos 3'42".
Confira também a megapostagem “JOHN LENNON LIVE PERFORMANCES” publicada em 8 de junho de 2012: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/06/john-lennon-live-performances-j.html

domingo, 27 de novembro de 2016

PAUL McCARTNEY - ONLY LOVE REMAINS

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Composta em Londres, Inglaterra. “Only Love Remains” é a canção de composição mais simples do álbum, incluída no LP para os "fãs mais conservadores", segundo o próprio Paul McCartney. A canção foi gravada em uma das últimas sessões de Press To Play, em julho de1985, arranjada por Tony Visconti. O maestro e produtor, aliás, já havia trabalhado em outras canções de McCartney, como My Love e no álbum Band OnThe Run, em 1973. O percussiomsta oficial de Elton John, Ray Cooper, toca triângulo, marimba e congas nesta faixa. A versão do compacto de 12 polegadas difere bastante da lançada neste LP, devido à adição de solos de saxofone e diferente mixagem (ver compactos). Instrumentos tocados por Paul McCartney: piano, sintetizador, cravo e violão de náilon clássico. Violão, por Eric Stewart. Bateria, por Terry Marotta. Percussão, por Ray Cooper. Orquestra regida por John Bradbury. Gravada no estúdio The Mill, em East Sussex, e no AIR Studios, em Londres.
No videoclipe, Paul toca piano e dubla a canção, acompanhado por uma orquestra ao vivo, a Astarte Session Orchestra. Cenas de atores interpretando o casal McCartney envelhecendo juntos em um cenário rotatório no mesmo plano são intercaladas no clipe. As gravações aconteceram no estúdio Pinewood, em Londres, entre 17-19/11/1986, e finalizadas no dia 20 daquele mês. Produzido pela Front Row Films, e dirigido por Maurice Philips.

O DIA EM QUE FIDEL CASTRO HOMENAGEOU JOHN LENNON

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Que o mundo dá voltas, todo mundo sabe. Mas há encontros insólitos que só acontecem no mundo da música. Um deles ocorreu em 08 de dezembro de 2000 em Cuba, data em que foi inaugurada, naquele país, uma estátua de John Lennon na praça que leva o seu nome. Isso por si só já mereceria destaque, mas o mais incrível é que a estátua foi inaugurada por Fidel Castro em pessoa, com direito a solenidade e discurso.Resultado de imagem para john lennon statue havana
A estátua localizada em Havana é em tamanho natural, com Lennon sentado em um banco, com as pernas cruzadas, vestindo camisa de mangas e jeans, com seus inseparáveis óculos redondos, aparência relaxada e serena, como alguém que está sentado em um parque, desfrutando da paisagem. A obra, toda em bronze, é de autoria do escultor cubano José Villa Soberón.Resultado de imagem para john lennon statue havana
Mas um detalhe que deixa a história mais curiosa é que logo depois da revolução cubana, em 1959, a música dos Beatles foi proibida de ser tocada na Ilha e os vinis banidos, virando artigos de luxo no mercado negro. Por tudo isso foi perguntado a Fidel, caso encontrasse Lennon, o que ele lhe diria. Fidel respondeu que diria: “Gostaria de ter lhe conhecido antes”.Resultado de imagem para john lennon statue havana
De símbolo do imperialismo capitalista, Lennon transformou-se em ídolo comunista, em parte devido a suas músicas pós-Beatles como “Imagine” e “Work Class Hero”. Lennon foi ainda perseguido pelo FBI por opiniões contrárias às do governo, em questões como a da Guerra do Vietnã. Fonte: whiplash.net

sábado, 26 de novembro de 2016

THE BEATLES - EIGHT DAYS A WEEK - THE TOURING YEARS

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Por Raphael Camacho – publicado no site cinepop.com.br
Ontem, todos os meus problemas pareciam tão distantes, agora parece que eles vieram pra ficar. Eu acredito no passado! Lançado em muitos cinemas mundo à fora em setembro passado, e com exibição na edição desse ano do Festival do Rio de Cinema, o documentário The Beatles: Eight Days a Week - The Touring Years é um baú de recordações das mais intensas de uma época mágica onde o mundo conheceu de vez a lendária banda de Liverpool, Os Beatles. Dirigido brilhantemente pelo veterano cineasta norte americano Ron Howard, que durante as filmagens ainda teve acesso à arquivos históricos da da mais famosa das bandas e gravações feitas por fãs, The Beatles: Eight Days a Week - The Touring Years é um presente para os fãs e também para quem quer conhecer melhor o porquê de tanta 'famosidade' em cima dos quatro rapazes britânicos. O filme basicamente conta com detalhes um período marcante na trajetória da banda, entre os anos de 1962 e 1966, quando fizeram nada mais nada menos que 250 shows e exploraram com louvor a America. O mais legal é que conseguimos definir melhor a personalidade de cada um dos integrantes do lendário quarteto, chega a arrepiar o estado de espírito dos fãs em todos os shows lotados que fizeram nesse período. Mas a rotina cansativa e o não descanso da mídia em cima deles acabaram criando um cansaço precoce nesses jovens garotos que não tinham descanso. O documentário também mostra relatos de famosos, fãs dos Beatles, como Sigourney Weaver e Whoopi Goldberg, em histórias que puderam acompanhar naquela época. A segunda estava presente em um emblemático show da banda que uniu negros e brancos na mesma platéia em uma época que rolava um grande preconceito da sociedade norte americana. Recordar é viver, sempre. A função desse fantástico documentário é teletransportar o espectador a uma época onde não tinha explosões de redes sociais, onde a comunicação é muito setorizada e por conta disso que o empresário dos Beatles Brian Epstein resolveu fazer essa turnê histórica pela América. A influência de Brian perante sua banda foi enorme, propôs rapidamente uma nova maneira dos músicos se vestirem e se comportar no palco. A liberdade do quarteto vinha muito em torno da música, John e Paul escreveram nessa época músicas que tocam nossos corações e nas rádios até os dias de hoje. Se formos pensar como seria a exposição dos Beatles surgindo nos dias de hoje, fica até difícil fazer algum paralelo mas com as forças das redes sociais e as ações de um mundo cada vez mais globalizado, o sucesso seria maior ainda. Não importa a época, Beatles sempre serão os Beatles e vai ser difícil outra banda chegar com tamanha idolatria com o público como eles conseguiram. Seja beatlemaníaco ou não, você não pode perder esse belo documentário! Bravo!

A PEDIDOS - THE BEATLES - HEY JUDE

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Abração para a amiga mexicana Mona Rosa Rodriguez. Valeu!
“Hey Jude” foi composta por Paul McCartney, lançada como lado A do single Hey Jude / Revolution de 1968 dos Beatles. Apesar de sua longa duração (quase sete minutos, o que era muito incomum na época), foi o single mais vendido dos Beatles desde então. Foi escrita em junho de 1968, quando McCartney foi visitar Cynthia Lennon e seu filho Julian. Após o interesse de John em Yoko Ono e o pedido de divórcio de Cynthia, Paul como amigo do ex-casal, sentiu que precisava dar seu apoio a ela. Ele disse: "Eu achei que como amigo da família eu poderia ir a casa deles dizer que tudo ficaria bem, tentar animá-los e ver como estavam. Eu dirigi cerca de uma hora. Eu costumava desligar o rádio nessas viagens e cantarolar, vendo se conseguia compor alguma coisa. Então comecei a cantar - 'Hey Jules - don't make it bad, take a sad song, and make it better...' – como uma mensagem de esperança para Julian. Tipo, ‘qual é cara, seus pais estão se divorciando, sei que não está feliz, mas você ficará bem’. Depois mudei o nome de 'Jules' para 'Jude', porque achei que soava melhor. Cynthia relembra: "Eu fiquei realmente surpresa quando, numa tarde, Paul chegou por iniciativa própria. Eu fiquei comovida pela sua evidente preocupação por nosso bem-estar, e ainda muito mais comovida quando ele me presenteou com uma rosa vermelha acompanhada de uma mensagem bem-humorada 'que tal isso, Cyn, se nós dois nos casássemos?' Nós dois rimos ao imaginarmos a reação do mundo a um anúncio desses. No caminho, ele compôs ‘Hey Jude’ no carro. Nunca me esquecerei de seu gesto de carinho e consideração vindo nos ver. Isso me fez sentir importante e amada, em oposição a me sentir descartada e ultrapassada."
McCartney gravou um demo no piano após seu retorno. Em 26 de julho, Lennon e Yoko estavam hospedados em sua casa, e Paul tocou para eles pela primeira vez. Paul fala sobre no livro “Many Years From Now” de Barry Miles: “Eu terminei tudo na minha casa em Cavendish e eu estava na sala de música no andar de cima quando John e Yoko vieram. Eles estavam de pé atrás de mim enquanto eu tocava para eles a canção. E quando chegou na frase: ‘The movement you need is on your shoulder,’ Eu olhei para ele e disse, ‘eu vou mudar essa linha, está meio fraco.’ E John disse, ‘Você não pode e sabe disso... é a melhor frase da canção.’ Essa foi sua colaboração. Quando alguém fala firmemente para você manter algo que iria jogar fora. E toda vez que canto essa linha penso em John.” John Lennon mais tarde deixou sua opinião sobre a canção ser direcionada ao seu relacionamento com Yoko, como dito na entrevista para a revista Playboy em 1980: “Paul disse que escreveu para Julian. Ele sabia que me separava e deixava de morar com Julian. Ele cuidava de Julian como um tio, e compôs ‘Hey Jude.’ Mas, sempre achei que fosse uma canção direcionada a mim. Se pensar bem, não quero ser comparado àqueles fãs que lêem coisas nas canções... Mas a letra: ‘Hey, John... go out and get her.’ Em seu subconsciente o anjinho dizia, ‘Seja abençoado, me deixe’ mas o seu diabinho não gostava nada daquilo, pois ele não queria perder sobretudo seu parceiro.”

As anotações da canção foram compradas por Julian Lennon em um leilão por £25,000.
A letra pode ter várias interpretações. Ela começa dizendo para Jude ou Julian não ficar para baixo e pegar uma canção triste e torná-la melhor. Lembrando-se de deixá-la entrar no coração para se sentir melhor. No segundo trecho, ele diz para Jude não ficar com medo, já que ele foi feito para sair e ficar com ela. (Foi esse trecho que confundiu os pensamentos de Lennon sobre a canção). Muitos acreditam que esse trecho tem uma referência às drogas, principalmente a heroína: “The minute you let her under your skin / Then you begin to make it better” - "no minuto em que você deixá-la entrar sob à pele, começará a fazê-la melhor”. No refrão ele diz que a qualquer hora que sentir dor, contenha-se e não carregue o mundo nas costas e que não ache legal o fato do mundo se tornar mais frio.
Os Beatles começaram as gravações de “Hey Jude” em 29 de Julho de 1968. A primeira sessão era mais um ensaio do que gravação. Eles sabiam que a música teria uma boa repercussão como um single, então dedicaram o tempo para aperfeiçoar os arranjos. Eles gravaram seis takes naquele dia. No “Anthology,” Paul fala um pouco sobre George Harrison e as gravações: “Em ‘Hey Jude’ quando eu sentei ao piano e comecei a cantar, ‘Hey Jude...’George veio com um riff de guitarra. Eu continuei, ‘Don’t make it bad...’ e ele com o mesmo riff, ou seja, ele estava respondendo com riffs todas as frases. Então eu disse, ‘Ei George, eu não acho que isso fica bom na canção. Talvez você devesse tocar só nas estrofes inteiras, mas por enquanto vamos manter as coisas simples, OK?’ Ele disse: Ok, ok.’ Mas continuou. Eu estava ficando chateado com aquilo, ele não estava entendendo o que eu queria.” Na noite seguinte eles continuaram trabalhando na canção, gravando os takes 7 ao 23. George Harrison não tocou então decidiu esperar na sala de controle do lado de fora. A sessão foi gravada para o documentário do Conselho Nacional de Música da Grã-Bretanha, que filmaram e transformaram num curta-metragem chamado “Music!”. Ao final da sessão, o produtor George Martin fez uma mixagem padrão afim de trabalhar na trilha orquestral que foi gravada em 1° de agosto. Também no “Anthology”, Ringo disse: “Essa canção se tornou clássica. Me senti bem em gravá-la. Foi cansativo algumas vezes, mas ficou perfeita como tinha que ser.” Em 31 de julho eles foram para o Trident Studios para gravar a canção na mesa de 8 canais, novidade na época. A música foi completada no dia 1 de agosto, com Paul adicionando baixo, vocais e os outros Beatles com os vocais de apoio. Depois a orquestra foi adicionada e os músicos foram chamados para uma sessão de vocais de apoio e palmas a fim de tornar a canção mais grandiosa. Hey Jude foi lançada poucas semanas depois de sua gravação e vinha com a canção de Lennon, "Revolution" no lado B. Paul: “Eu fui ao escritório da Apple no lançamento do single de ‘Hey Jude’. As janelas da frente estavam com cera de limpeza branca e eu pensei, “Que grande oportunidade, muitos ônibus passam pela Baker Street lotada... então, eu rabisquei na janela ‘Hey Jude’ na cera branca. Um cara ficou super furioso e me ameaçou gritando: ‘Vou mandar um dos meus filhos que estão por aí para te darem uma surra!’ Eu disse: ‘Calma, calma... Porque isso!?’ e ele disse: ‘Você escreveu “Jude” na janela!’ Eu não tinha idéia de que ‘Jude’ era na verdade judeu, em alemão. Se você olhar o filme feito na Alemanha nazista, 'Juden Raus' eles escrevem ‘judeu’ nas janelas junto com a Estrela de Davi. Eu juro que isso nunca me passou pela cabeça.” A canção de quase 7 minutos foi o single mais longo a atingir as paradas britânicas. Seu fade out tem propositalmente 1 segundo a mais do que o hit da parada de um ano antes de Richard Harris, “MacArthur Park.” George Martin: “Nós gravamos ‘Hey Jude’ no Trident Studios. Era uma canção muito longa. Na verdade, depois de cronometrar eu disse, ‘Vocês não podem fazer um single tão longo. E John perguntou, ‘Porque não?’ Eu não conseguia pensar numa boa resposta na hora, exceto na resposta patética de que os DJ’s não tocariam uma música tão longa. Ele disse, 'Irão tocar se for nossa.' E é claro, ele estava absolutamente certo. “Hey Jude” foi lançada no dia 26 de agosto de 1968 nos EUA. Ficou pelas próximas 9 semanas no topo das paradas e vendeu 5 milhões de cópias nos seis meses seguintes. Ficou ao todo 19 semanas nas paradas. Os Beatles contrataram Michael Lindsay-Hogg (que mais tarde seria o diretor de “Let It Be”) para dirigir um vídeo para promover a canção “Hey Jude.” Hogg já tinha feito o vídeo de “Paperback Writer” e eles tiveram a idéia de filmar com uma controlada audiência, ao vivo. Eles fizeram o vídeo no programa, The Frost Show. O programa foi ao ar em 8 de setembro. “Senhoras e senhores, vocês irão ver a maior orquestra de ‘salão de chá’ do mundo. É um prazer apresentar, em sua primeira aparição na TV após sabe-se Deus quantos anos longe das platéias, os Beatles!” Após essa introdução, eles improvisaram uma pequena parodia de “It’s Now or Never”. Em 6 de outubro de 1968, essa filmagem foi transmitida nos Estados Unidos, no programa "The Smothers Brothers Comedy Hour". Como era muito longa, eles também produziram uma versão mais curta para as rádios americanas, porque algumas das estações se recusavam a tocar. "Hey Jude" foi numero 1 na Billboard Hot 100 de 1968, e foi disco de ouro antes mesmo de entrar nas paradas dos EUA. Em 2001 entrou para o Hall da Fama do Grammy. Em 2004, ficou em 8° no ranking das 500 melhores musicas de todos os tempos da revista Rolling Stone. Ficou em 3° na lista das 100 melhores do Channel 4. Sobre HEY JUDE, John Lennon disse: “tem uma letra dos diabos! Talvez seja a melhor composição dele.”

DOUBLE FANTASY COMPLETOU 36 ANOS

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O ábum "Double Fantasy" de John Lennon e Yoko ono completou 36 anos de seu lançamento. Ano passado, aqui no Baú, sairam duas matérias bem legais sobre ele. Confiram: JOHN LENNON - DOUBLE FANTASY - 35 ANOS - PARTE 1JOHN LENNON - DOUBLE FANTASY - 35 ANOS - PARTE 2

THE BEATLES - GLASS ONION

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Em uma época de mudanças sociais tão rápidas e intensas, os Beatles muitas vezes eram vistos como profetas, e cada música era ouvida e analisada em busca de símbolos e alusões. Quem era o homem-ovo em “I Am The Walrus”? O chá de “Lovely Rita” era mesmo de maconha? “Henry The Horse” era gíria para heroína? Talvez os Beatles tivesse se exposto a isso ao misturar poesia com non sense. John era quem mais gostava de confundir seu ponto de vista, talvez por insegurança. No entanto, por volta de 1968, ele estava tentando escrever de forma mais direta, e a maior parte do material produzido na índia era menos complicado. Quando um aluno de sua antiga escola escreveu pedindo que ele explicasse o que estava por trás de suas letras, John respondeu que seu trabalho era feito para divertir e fazer rir. “Eu faço para mim primeiro”, ele disse. “O que quer que as pessoas entendam depois é válido, mas não tem necessariamente de corresponder aos meus pensamentos sobre o assunto, ok? Isso vale para as criações de qualquer um, arte, poesia, música etc. O mistério e essa merda toda que se constrói em torno das formas de arte precisam ser rompidos.”
"Glass Onion" era uma resposta jocosa àqueles que analisavam sua obra em busca de significados ocultos. Ele começou a fazer a música usando imagens de algumas canções ‘mais enigmáticas dos Beatles’ - "Strawberry Fields Forever", "There's a Place", "I'm Looking Through You", “I Am The Walrus”, "Within You Without You", "Lady Madonna", "The Fool on the Hill", e "Fixing a Hole".
"Looking Through a Glass Onion." pode ser traduzido como, “Olhando Pela Cebola de vidro” ou “Olhando Através do Óculos de cebola” (apelido daqueles óculos redondos usados por John). A frase dedicada a McCartney: “Eu falei sobre o Walrus e eu/Você sabe o quanto éramos próximos/Aqui vai mais uma pista pra vocês todos/O Walrus era Paul.”
"Glass Onion" foi gravada em 11 de setembro de 1968, com todos os integrantes. O final um tanto quanto sombrio, na qual a música corta repentinamente dando continuidade a brincadeira de mensagens subliminares, é orquestrada por George Martin. A música dita o que iria ser um dos padrões de composição de Lennon futuramente como “Cold Turkey” e “Instant Karma”. Nos trechos das referências é possivel ouvir instrumentos usados nas versões originais, como a flauta de “The Fool on the Hill”, por exemplo. Uma curiosidade: "Glass Onion" era o nome que John queria usar para The Iveys, banda que assinou contrato com a Apple em julho de 1968. Os Iveys não gostaram do nome e, em vez disso, passaram a se chamar Badfinger, por causa de “Badfinger Boogie”, título provisório original de “With a Little Help From My Friends”. Quem participou da gravação de "Glass Onion"? John Lennon – vocal duplo, guitarra acústica; Paul McCartney – baixo, piano, flauta doce; George Harrison – guitarra elétrica; Ringo Starr – bateria e outros instrumentos de percussão; George Martin – arranjo dos instrumentos; Henry Datyner – violino; Eric Bowie – violino; Norman Lederman – violino; Ronald Thomas – violino, John Underwood – viola; Keith Cummings – viola; Eldon Fox – celofone; Reginald Kilby – celofone.