sábado, 31 de dezembro de 2016

MORRE ALLAN WILLIAMS AOS 86 ANOS

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Mais uma perda em 2016. E a segunda ligada aos Beatles, que neste ano perderam seu lendário produtor George Martin. O homem que descobriu o grupo, convidado por ele a se apresentar no Jacaranda Club, casa noturna que mantinha em Liverpool, morreu aos 86 anos. A notícia foi dada, via Twitter, pelos novos proprietários do clube. “Hoje perdemos o homem que fundou o Jacaranda e que descobriu os Beatles, Allan Williams”. A banda costumava visitar a casa de shows, e John Lennon e Stuart Sutcliffe, amigo pessoal de Lennon e primeiro baixista do grupo, foram contratados por Allan Williams para pintar um mural no local. A partir daí, a relação se estreitaria. A banda tocou várias vezes no The Jacaranda e foi Williams que conseguiu, em 1960, que os Beatles assinassem o seu primeiro contrato importante na cidade alemã de Hamburgo, onde fizeram mais de 280 shows.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

ARTISTA LEMBRA BAIXAS EM 2016 COM CAPA ICÔNICA DOS BEATLES

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Para se ter dimensão das mortes que comoveram o mundo em 2016, o artista Christhe Barker fez uma montagem com base na famosa capa dos Beatles Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – lançado em 1967 – retratando as significativas perdas do ano. Mais de 40 personalidades são lembradas pelo artista que fez um trabalho minucioso e comovente. David Bowie, Gene Wilder e Prince são alguns dos nomes que aparecem na montagem. Com a morte recente de George Michael e Carrie Fisher, Barker precisou fazer uma atualização incluindo o cantor e a atriz. O logo do time da Chapecoense também foi lembrado pelo artista. Além das celebridades lembradas, a palavra “Brexit” – apelido dado a saída do reino Unido da União Europeia (Britain + exit) – também é estampada no trabalho do artista.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

MY SWEET LORD - 46 ANOS DE SUCESSO

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Quando “My Sweet Lord” chegou às lojas dos Estados Unidos, o sonho dos Beatles já havia acabado e os projetos solo de cada integrante estavam a pleno vapor, com três discos na praça. Ringo Starr soltou “Sentimental Journey” e “Beaucoups of Blues” em março e setembro de 1970, respectivamente. Paul McCartney lançara o seu “McCartney” em abril. E John havia gravado e finalizado seu projeto solo com Yoko, o “John Lennon/Plastic Ono Band”, que chegaria às lojas em dezembro daquele ano. Mas foi George Harrison o primeiro beatle a experimentar o gostinho do topo das paradas. E logo em seu primeiro single lançado! Um prêmio para quem fora o pioneiro em projetos individuais fora dos Fab Four. “My Sweet Lord” chegou ao primeiro lugar em quase todas as paradas do planeta e foi o single mais vendido no Reino Unido em 1971, ano em que chegou às lojas por lá. “Toda vez que eu ligo o rádio, é ‘oh, my lord’! Estou começando a acreditar que deve mesmo existir um Deus!”, brincou Lennon à época do lançamento. Seria “My Sweet Lord” a prova da materialização divina em forma de letra e melodia? O coral transcendental, um mantra sereno, a levada rítmica ascendente, o piano elétrico de fundo… Tudo, enfim, nos transporta ao espiritual. Para chegar ao resultado final, George contou com um timaço que contava com Eric Clapton, Ringo Starr, Klaus Voorman, Billy Preston, além do pessoal do Badfinger. Na produção, Phil Spector. Aliás, o grande responsável pelo lançamento do single, ao convencer George de que seria importante jogar algum petisco para o público, antes de “All Things Must Pass” chegar às lojas. Há exatamente 46 anos, “My Sweet Lord” chegava ao topo da Billboard, onde ficaria por 4 semanas. No Reino Unido foram 5 semanas como o líder dos charts. E em um relançamento feito em janeiro de 2002, voltou a ficar em 1º lugar, tamanho o poder desta canção. Sem dúvidas, um hino da música internacional.

AS DURAS CRÍTICAS AO MAGICAL MYSTERY TOUR

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No dia 27 de dezembro de 1967, a mídia fez duras críticas ao filme “Magical Mystery Tour”. Veem com maus olhos a exibiçãoem preto-e-branco da BBC-TV e o enredo peculiar criado pelos Beatles. Paul foi entrevistado por David Frost. O que a gente confere aqui, é um trecho do livro “Paul McCartney – Uma Vida” de Peter Ames Carlin – 2009.Ray Connolly começou a telefonar para a casa de Paul no final da manhã do dia 27 de dezembro. Magical Mystery Tour tinha ido ao ar na BBC. na noite anterior, as resenhas estavam nos jornais matinais e o repórter do Evening Post andava atrás de um comentário. Mas o único McCartney acordado na casa era Jim, que tinha vindo de Liverpool para uma visita. Paul estava dormindo, a noite anterior fora agitada, Será que Ray poderia ligar de novo dentro de meia hora? Sim, poderia. Ele ligou três vezes, até que o velho McCartney decidisse que o filho astro do rock precisava acordar para encarar o dia e atender o telefone."Vou lhe dizer. Ray ", Jim falou, como o cavalheiro nortista de sem­pre. "Deus abençoa os persistentes. Vou acordá-lo."Jim baixou o aparelho e subiu as escadas. Por fim, Paul veio se arrastando até o telefone e Connolly lhe disse o que pretendia: as rese­nhas de Magical Mystery Tbur, ele as tinha visto? O que achou? Paul não tinha notícias daquilo. O pai lhe estendeu o maço de jornais, Connoll podia ouvir o farfalhar das folhas. Daí, silêncio. Depois... "Puta que pariu!”Isso era um modo suave de dizê-lo, tendo em vista o que estava escrito. Eis o que disse o Daily Mail: “Estarrecedor!” O Daily Mirror: "Besteira! Bobagem! Tolice!" O Daily Express: "Quanto maior a altura, maior o tombo." Embora o Times tenha optado por uma abordagem mais comedida» observando a "anarquia bem-humorada" e a forma "como as realidades são aniquiladas pelos mecanismos climáticos", o crítico, Henry Raynor, ainda observou que as tentativas filme de parecer vanguardista não eram "exatamente novas". Na hora em que o crítico de TV do programa Evening News avaliou as reações daquela tarde, a conclusão pareceu inescapável: “A mágica era praticamente inexistente e o único mistério a desvendar era como a BBC havia com­prado aquilo.”De fato, o verdadeiro mistério era como o filme doméstico psicodélico dos Beatles, com enredo meramente esboçado, diálogo impro­visado e sequências musicais surreais, chegou a ser exibido na TV nacional, no dia seguinte ao Natal (Boxing Day, na Grã-Bretanha, da­ta tradicionalmente dedicada a reuniões familiares aconchegantes e festividades pós-feriado), numa transmissão em preto e branco que transformou seus momentos abstratos coloridos em algo próximo de uma nódoa turva. Sem dúvida, as sequências de sonho — em espe­cial, a parte levemente sádica de John, na qual ele faz o papel de um garçom sinistro que serve uma montanha de espaguete a uma mulher obesa cada vez mais aborrecida — eram misteriosas, e a longa cena que justapunha os quatro magos celestiais (os Beatles, é claro) a uma corrida louca e inexplicável não fazia nenhum sentido. Ainda assim, às vésperas do século XXI, Magical Mystery Tour talvez pareça um pouco menos ridículo. Seu humor surreal antecipou o gênero de palhaçadas do Circo Voador de Monty Python (embora sem o senso de narrativa acurado do grupo), e suas vinhetas musicais bem encenadas viriam a ser incansavelmente imitadas na MTV, nos anos 1980.Todavia, após quase cinco anos de aclamação ininterrupta da mí­dia britânica, a bateria de críticas dirigidas a Magical Mystery Tour se assemelhou a uma antevisão. Agora que os Beatles tinham declarado sua independência, agora que não seriam mais os querídinhos de nin­guém, não voltariam a ser tratados como um tesouro nacional. Em­bora para Paul tenha sido um despertar brusco (literalmente, graças ao telefonema de Connolly), ele passou o resto daquele dia tentando aguentar o castigo como homem. "Não temos direito a um fracas­so?", ele perguntou numa entrevista. “A lição foi boa para nós, e não estamos amargurados com isso." Mesmo assim, ele botou uma nota defensiva no Times: "Não pensamos em subestimar as pessoas e ten­tamos fazer algo novo. É melhor ser polêmico do que chato." Ao apa­recer no programa de entrevistas de David Frost, naquela noite, Paul respondeu a perguntas do entrevistador e da audiência. "Não havia propósito nem intuito", ele disse, ao tentar explicar o filme. Quando Frost pediu ao público que informasse se havia gostado do filme, Paul apontou para as esparsas mãos levantadas e falou: "São poucas, sabe. Eu acho que está bem. O próximo vai ser bem melhor."Paul tinha certeza de que haveria outro. "Ele realmente esperava que Magicai Mystery Tour lhe abrisse as portas, transformando-o no pro­dutor cinematográfico dos Beatles", afirma Tony Barrow, o assessor de imprensa da NEMS que esteve presente ao encontro do dia 1º de setembro, na casa de Paul, e acompanhou as estratégias dele para fil­magem, nos meses seguintes. Presumindo que a banda não voltaria a fazer novos shows, eles precisavam se conectar de outras maneiras com o público. O cinema, como Paul pressentiu, era a resposta óbvia. “Ele queria que eles começassem uma fase inteiramente nova em suas carreiras", continua Barrow. "Mas em seus próprios termos. Ele seria o produtor executivo."O fracasso de Magicai Mystery Tour reduziu o fôlego dessa estraté­gia. Os outros Beatles não se importaram com o malogro crítico do filme — John tirou uma satisfação especial do fato de ter confundido e enfurecido tantas pessoas — e também não fizeram caso de ver a autoestima de Paul se reduzir um pouquinho.

GARY WRIGTH - TWO FACED MAN

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Publicada originalmente em dezembro de 2012.
Ao longo de mais de 40 anos de carreira, Gary Wright é aquele típico roqueiro bacana. Gente boa e um talento extraordinário. Quando criança, chegou a aparecer no programa do Ed Sullivan como ator mirim e viu os Beatles em 1965 tocando no Carnegie Hall. Foi membro-fundador original da banda ‘Spooky Tooth’ até iniciar uma carreira solo. Wright também foi responsável por introduzir o sintetizador no rock e na música pop. Através de Klaus Voorman, foi convidado por George Harrison para tocar piano em ‘All Things Must Pass’ e a partir daí, estabeleceram uma forte e duradoura amizade. Gary tocou em quase todos os discos de Harrison.
Gary Wright nunca foi um popstar, muito pelo contrário. A crença na cultura indiana fortalecia sua amizade com Harrison. Alguns de seus álbuns fizeram sucesso, como “The Dream Weaver” de 1975. Mas é quase sempre como convidado que Wright aparece mais. Também tocou com os mais famosos músicos de sua época. Participou de vários álbuns de Ringo e fez parte da “All Starr Band” em 2010/11 quando eu tive o privilégio de vê-lo ao vivo bem de pertinho no show aqui em Brasília. Esse super vídeo clipe que a gente confere agora, foi gravado no “The Dick Cavett Show” em 23 de novembro de 1971 e conta com a participação de alguém muito especial.

PAUL McCARTNEY HOMENAGEIA GEORGE MICHAEL

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Paul McCartney presta homenagem a George Michael (Foto: Reprodução / Instagram)
O cantor Paul McCartney usou seu perfil do Instagram na manhã desta segunda-feira, 26, para prestar uma homenagem a George Michael, que morreu neste domingo de Natal aos 53 anos, em razão de uma insuficiência cardíaca. "A música doce da alma de George Michael viverá mesmo após sua morte repentina. Tendo trabalhado com ele em várias ocasiões, seu grande talento sempre brilhou e seu autodepreciativo senso de humor fez a experiência ainda mais agradável", declarou o ex-Beatle ao postar uma foto ao lado de George de julho de 2005.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

MORRE GEORGE MICHAEL AOS 53 ANOS

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A estrela musical George Michael, que lançou sua carreira no Wham! na década de 1980 e depois continuou o seu sucesso como artista solo, morreu "pacificamente em casa" na tarde deste domingo. De acordo com a polícia de Thames Valley, o serviço médico fez um atendimento médico em Goring, no condado de Oxfordshire às 13h42 de Londres (15h42 no horário de Brasília). Os policiais disseram que não há circunstâncias suspeitas para a morte do cantor. Michael, que nasceu em Georgios Kyriacos Panayiotou, no norte da capital inglesa, vendeu mais de 100 milhões de álbuns ao longo de uma carreira - que se estendeu por quase quatro décadas. No início deste mês, foi anunciado que o produtor e compositor Naughty Boy estava trabalhando com Michael na produção de um novo álbum. Em uma declaração, o assessor da estrela disse: "É com grande tristeza que podemos confirmar que o nosso amado filho, irmão e amigo George morreu pacificamente em casa durante o período de Natal.""A família pede que sua privacidade seja respeitada neste momento difícil e de emoção. Não haverá mais comentários neste estágio".Resultado de imagem para george michael
George Michael formou em 1981 o duo Wham!, com Andrew Ridgeley. Até a sua separação, em 1986, o dueto do gênero disco pop teve um grande número de sucessos ("Wake Me Up Before You Go-Go", "Everything She Wants"). Seu primeiro compacto solo em 1984, a balada "Careless Whisper", se tornou um hit mundial. Em 1987 lançou Faith, acompanhado por videoclipes luxuosos. O disco vendeu no mundo todo mais de dez milhões de exemplares. O álbum Listen Without Prejudice Vol. 1 foi lançado em 1990. Vivendo um conflito com o seu status de estrela, o cantor se recusou a conceder entrevistas e a aparecer nos seus clipes. Ele acusou a sua gravadora, Sony, de ter deliberadamente sabotado as vendas do disco e de querer mantê-lo em estado de "escravidão profissional". Perdeu em 1993 o processo contra a Sony, mas triunfou no estádio de Wembley, acompanhando o grupo Queen, por ocasião do show em homenagem ao cantor Freddie Mercury, vitimado pela Aids. Em 1998, foi preso por atentado ao pudor dentro de um banheiro público de um parque. Seu amigo Elton John declarou, na época: “Um banheiro (wc) não é o melhor lugar para assumir sua sexualidade”.Resultado de imagem para george michael
Em 2002 atacou Tony Blair e George Bush, no início da guerra no Iraque, no compacto Shoot the Dog. Os jornais de propriedade de Rupert Murdoch dispararam uma campanha que visava depreciar o cantor. Lançou em 2004 o álbum Patience, que vendeu três milhões de cópias. George Michael anunciou que a partir daquele momento, iria divulgar suas obras essencialmente na Internet. Em 2005 cantou no Live 8, em dueto com Paul McCartney e anunciou seu casamento com seu companheiro, Kenny Goss. Em 2006 ocorreu o lançamento do filme-documentário "George Michael: Minha História", e a preparação de uma nova compilação na qual constou duas músicas inéditas. George Michael retornou aos palcos em 2007 com um concerto em Coimbra, início de uma excursão europeia.Em 2008, George Michael teve sua carteira de habilitação para dirigir veículos suspensa por dois anos, depois de ser considerado culpado por conduzir sob efeito de drogas. Em 2010 foi condenado a oito semanas de prisão, depois de ter provocado, em julho desse ano, um acidente de carro, em Londres. O cantor, que estava sob efeito de cannabis, bateu seu carro numa loja de fotografia, foi também multado e proibido de conduzir por cinco anos. Em 2011, adiou uma série de shows após ser internado para tratar uma pneumonia. Após o tratamento em um hospital de Viena, fez uma aparição pública emocionado do lado de fora da sua casa em Londres. Os médicos chegaram a fazer uma traqueostomia para manter as vias aéreas do cantor abertas e possibilitar sua respiração. Em junho de 2015 foi internado numa clínica na Suíça por causa da sua dependência da cannabis. Na altura confessou fumar até 25 cigarros de maconha por dia. Durante 2016, George Michael anunciou que estava produzindo um novo álbum de estúdio, a ser lançado em 2017. George Michael morreu vítima de uma parada cardíaca em sua casa, em 25 de dezembro de 2016, em Oxfordshire, Inglaterra.

domingo, 25 de dezembro de 2016

AS MENSAGENS DE NATAL DOS BEATLES

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Durante toda a carreira como banda, os garotos de Liverpool gravavam mensagens de Natal aos fãs. Diferente de ‘Happy Xmas’ e ‘Wonderful Christmastime’, lançadas por John e Paul em suas carreiras solo, não eram músicas comerciais, mas sim mensagens faladas com alguns clássicos de Natal no meio. As gravações eram lançadas como flexi-discs e enviadas aos membros do fã-clube da banda, principalmente no Reino Unido.
‘The Beatles’ Christmas Record’ (1963)
Diferente das demais gravações de Natal dos Beatles, a primeira, de 1963, realmente seguiu um script escrito por Tony Barrow, um ‘assessor’ do grupo à época. Eles abrem a gravação com a tradicional música “Good King Wenceslas”, cada um manda seu voto aos fãs e encerram com uma homenagem a Ringo, trocando a música “Rudolph the Red-Nosed Reindeer” por “Rudolph the Red-Nosed Ringo”, repleto de risadas! A princípio, só as fãs do Reino Unido receberam a mensagem. Em 1964, as fãs dos Estados Unidos ganharam este áudio editado.
‘Another Beatles Christmas Record’ (1964)
A gravação de 1964 é a mais curta de todas. Seria a correria com a descoberta da Beatlemania ao redor do mundo? Paul, com seu jeito todo diplomático, agradece aos fãs pelo apoio durante o ano e manda um: ‘não sei onde estaríamos sem vocês’, logo seguido por John e seu humor irônico, ‘no exército, talvez’. Para terminar a mensagem, eles emendam um trecho da clássica “Oh Can You Wash Your Father’s Shirt?”.
‘The Beatles’ Third Christmas Record’ (1965)
Com uma versão à capella de ‘Yesterday’, os Beatles dão início à bem-humorada gravação de 65. John logo faz sua parte com a música “Happy Christmas to Ya List’nas”. Os garotos ainda citam o Vietnã no que deveria ter sido a leitura do poema “Auld Lang Syne”. Depois, eles ainda alteram ‘Yesterday’ para uma versão natalina!As fãs dos Estados Unidos, novamente – e como aconteceria também nos anos seguintes – não receberam o flexi-disc, mas sim um cartão postal com votos de bom Natal da banda.
‘Pantomime: Everywhere It’s Christmas’ (1966)
Ocupados no estúdio em busca dos efeitos sonoros perfeitos para o álbum ‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Cub Band’, a gravação do especial de Natal de 66 aconteceu entre as sessões de ‘Strawberry Fields Forever’, que a princípio faria parte deste disco. Os Beatles criaram um ‘esquete’ no estilo ‘Pantomime’, uma espécie de comédia musical para entreter famílias na época.
‘Christmas Time is Here Again!’ (1967)
O especial de 1967 foi pensado para parecer um programa de audições da BBC. Além de apresentar o programa, eles fazem referências a um monte de personagens, incluindo competidores de jogos, aspirantes musicais (“Plenty of Jam Jars”, dos Ravellers), e atores em um programa de rádio (“Theatre Hour”). No fim, John Lennon lê um poema, “When Christmas Time Is Over”. Foi a última gravação de Natal com todos no estúdio. ‘The Beatles’ 1968 Christmas Record’ (1968) Assim como em sua carreira, as gravações de Natal dos Beatles também começou a se dissipar. A mensagem já não era mais gravada em conjunto no estúdio. Paul McCartney cria uma música acústica desejando boas festas aos fãs; John Lennon, por sua vez, recita um poema cômico denominado “Jock and Yono” and “Once Upon a Pool Table”; George Harrison e Ringo Starr fazem seus votos falados aos fãs. Há diversas referências ao que foi trabalhado no ‘White Album’, incluindo diversas colagens de sons. Tiny Tim participa do especial com uma performance de ‘Nowhere Man’ no ukulele.
‘Happy Christmas 1969′ (1969)

Nesta última gravação, é mais do que claro que todas as partes foram gravadas separadas. John e Yoko falam apenas entre eles em sua casa no Tittenhurst Park; George aparece brevemente para desejar feliz Natal; Ringo comenta sobre seu novo filme, ‘The Magic Christian’; Paul, mais uma vez, cria uma musiquinha acústica e manda sua mensagem pessoal aos fãs. Pela primeira vez, as versões dos Estados Unidos e Reino Unido foram iguais e todos os fãs receberam o flexi-disc com a gravação.
Bônus - ‘Christmas Time (Is Here Again)’ (1995
Com o lançamento de ‘Free As a Bird’, reunião de Paul, George e Ringo em 1995, o single contou com “Christmas Time (Is Here Again)” como lado B, além de algumas mensagens individuais de 1966. Os diálogos de 1965 e 1966 também podem ser ouvidos no fim de “All You Need Is Love” que faz parte da trilha-sonora do espetáculo ‘Love’, do Cirque Du Soleil.
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THE BEATMAS - RUBBER BAND - JINGLE BELL ROCK

Um comentário:

É tão legal que chega até a parecer que são os Beatles. "Jingle Bell Rock" é o nome de uma das mais populares canções de Natal (autor desconhecido). Foi gravada originalmente por Bobby Helms em 1957 com grande sucesso. Ao longo dos anos a canção recebeu várias versões diferentes de vários artistas. Essa do vídeo foi gravada em 1994 por uma banda dinamarquesa cover dos Beatles - RUBBER BAND - o projeto chamou-se de THE BEATMAS. Eles fizeram uma combinação genial das clássicas canções de Natal com os sucessos dos Beatles. E ficou muito legal! O único defeito desse álbum é só ter 12 músicas! Esse discaço já esteve aqui disponível para download nos bons tempos. Felizes aqueles que baixaram.

WODERFUL CHRISTMASTIME / RUDOLPH - THE RED-NOSED REGGAE

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O compacto “Wonderful Christmastime/Rudolph The Red-Nosed Reggae” foi lançado em I6/11/I979 e 26/11/I979 (Reino Unido/EUA); Chegou a #6 (Reino Unido) e #10 (EUA). Wonderful Christmastime foi composta em Campbeltown, Escócia. Esta canção, escrita em uma tarde quente de verão, permanece sendo uma das faixas de Paul McCartney mais aproveitadas em compilações, sendo incluída no desenho animado “A Rena do Nariz Vermelho” (Rudolph, theRed-Nose Reindeer, 1998). Embora este lançamento seja o primeiro disco sem a presença do Wings em oito anos, a canção era anunciada nos shows do grupo em 1979 como o “nosso novo compacto”. E, de fato, o single é creditado aos Wings. Paul McCartney toca: sintetizador, contrabaixo, guitarra- elétrica, palmas, harmonias, percussão, bateria e órgão. Foi gravada no estúdio Spirit of Ranachan, em Campbeltown, Escócia.


O Lado B - “Rudolph The Red-Nosed Reggae” foi composta por Johnny Marks, em 1946. Gravada em estilo reggae, esta tradicional canção de Natal contou com a participação de um músico cuja identidade permaneceu em segredo por muito tempo. A participação do “ violinista secreto "aconteceu de maneira inusitada: ao precisar de um instrumentista para colaborar no arranjo da canção que trabalhava, Paul ficou sabendo que o motorista de caminhão que fazia entregas em Abbey Road tocava violino. Macca não titubeou, convocando-o para participar da sessão. Anos mais tarde, a identidade secreta do violinista seria revelada: o nome dele era Bob Loveday, hoje um respeitável violinista profissional. Paul McCartney toca contrabaixo, violão, teclados e bateria; e o violino, Bob Loveday. Gravada nos estúdios Abbey Road, em Londres, Inglaterra.

PAUL McCARTNEY - ONCE UPON A LONG AGO - DEMAIS!

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O vídeo clipe de “Once Upon a Long Ago” foi montado a partir de uma edição de imagens completamente distintas. Uma parte dele é composta por um desenho animado onde uma família passa a noite de natal e cuida do filhote de um cachorro. A segunda parte apresenta Paul McCartney e banda interpretando (dublando) a canção rodada no Vale das Rochas, em Lynmouth, Devon, Inglaterra, no dia 16 de outubro de 1987. A maior dificuldade da equipe foi suportar os fortes vendos que sopravam naquela região montanhosa, além das rajadas vindas das hélices dos helicópteros usados para as filmagens em plano aéreo. A faixa, foi composta por Paul, foi lançada como single em 16 de novembro de 1987 no Reino Unido, chegando a 10ª posição. Aqui, no Brasil, fez um sucesso absurdo, graças à boa divulgação do vídeo promocional.

GEORGE HARRISON - DING DONG, DING DONG

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Um dos destaques do álbum Dark Horse, “Ding Dong, Ding Dong” também foi emitido como um single festivo em dezembro de 1974, um ano peculiar para Harrison. Ele se separou de sua primeira esposa Pattie Boyd, lançou sua própria gravadora Dark Horse Records e produziu álbuns para Ravi Shankar e Splinter. Também gravou o álbum Dark Horse, e fez planos para sua primeira turnê completa pelos EUA no final do ano.“Ding Dong, Ding Dong” foi escrita por Harrison em apenas três minutos e significou seu desejo de um novo começo. A letra foi em grande parte tirada de gravuras esculpidas na madeira de sua mansão Friar Park, onde a música foi gravada. Diz-se que Harrison dedilhava sua guitarra quando percebeu as palavras "Ring out the old Ring in the new" à esquerda de uma lareira. À direita estavam as palavras "Anular o falso, Anel no verdadeiro". Mais tarde, ele revelou que tinha vivido com as palavras há algum tempo, mas nunca antes tinha notado que poderiam ser letras de músicas.
A faixa de apoio estava completa no final de novembro de 1973, com guitarra acústica, piano, baixo e bateria. Harrison previu que a canção tivesse um tratamento tipo ‘Wall of Sound’ de Phil Spector, mas com ecos dos hits glam rock do Natal de Slade e Wizzard através do kit de bateria dupla e saxofone. George Harrison tinha grandes espectativas para a música. “Ding Dong, Ding Dong” foi emitido como um single no Reino Unido em 6 de dezembro de 1974. Demasiado tarde para fazer um impacto no mercado de Natal, mesmo assim, atingiu o posto 38 e passou cinco semanas nas paradas. Seu Lado B foi “I don’t care anymore” - eu não me importo mais. Ele disse ter escrito sobre a ação legal sobre o plágio de seu ‘My Sweet Lord’ e ‘He’s So Fine’. Nos Estados Unidos, o single foi lançado em 23 de dezembro de 1974 com ‘Hari's On Tour (Express)’, faixa de abertura do álbum Dark Horse, como Lado B. Ficou apenas um pouco melhor, alcançando o número 36, mas se tornou uma canção popular de Ano Novo. Um vídeo foi feito para “Ding Dong, Ding Dong” em que Harrison usa um terno sem gola cinza e toca com uma guitarra Rickenbacker de 12 cordas, e vestiu seu uniforme de Sgt. Pepper’s pela primeira vez desde ‘Hello Goodbye’, filme promocional feito em novembro de 1967.

JOHN LENNON - HOW I WON THE WAR

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A carreira solo de John Lennon no cinema começou logo depois dos Beatles anunciarem o fim das excursões. Ele foi um dos protagonistas de "How I won the war", em 1967, uma comédia de humor negro sobre a Segunda Guerra.

Em seu livro, "O Diário dos Beatles, Barry Miles aponta que o primeiro compromisso de um Beatle após o fatídico 29 de agosto de 66 foi uma viagem. John Lennon seguiu sozinho para Hannover na Alemanha, no dia 5 de setembro. Ele, que não era ator, aceitou um convite de Richard Lester para participar de How I Won the War, cujas filmagens estavam iniciando. Dali o set seria transferido para Almeria, na Espanha. Na chegada às locações alemãs, John teve a inconfundível cabeleira beatle ‘tosada’ para viver o maluco soldado Greepweed.
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O filme "How I Won The War" (Como eu Ganhei a Guerra) ou (Que Delícia de Guerra), é o 8º filme de Richard Lester, estrelado por John Lennon no papel do soldado Gripweed, lançado em 1967, também conta com a participação de atores como Michael Crawford, Roy Kinnear e Jack MacGowran. Teve filmagens realizadas na Espanha e na Alemanha no final de 1966 – época em que John começou a compor “Strawberry Fields Forever”, pouco antes dos Beatles retornarem ao estúdio para trabalhar em “Sgt. Pepper's”. "How I Won The War" foi relançado em DVD pela MGM em março de 2011 numa versão especial com um livro de fotos das filmagens e imagem remasterizada com supervisão do próprio Richard lester.

Apesar de John Lennon ter esperanças que "How I Won The War" o levaria a outros papéis, foi o seu primeiro - e último - filme sem os Beatles.

THE BEATLES - ACROSS THE UNIVERSE

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http://c300221.r21.cf1.rackcdn.com/
“Across The Universe”, é a canção mais antiga do álbum LET IT BE, foi gravada em fevereiro de 1968 e chegou ao público pela primeira vez em um álbum beneficente para o WWF (World Wildlife Fund) em dezembro de 1969: “No One's Gonna Change Our World”. Across The Universe foi gravada em oito tomadas entre 4 e 8 de fevereiro de 1968, mas John Lennon não ficou satisfeito e Paul McCartney o convenceu a chamar duas fãs para fazerem backing: a brasileira Lizzie Bravo e Gayleen Pease, que passavam dias acampadas na porta do estúdio para para ver os Beatles, falar com eles e tirar fotos. Elas foram convidadas por Paul para cantar em níssono com John, uma oitava acima, no refrão. A letra é uma das mais imaginativas de John, com um refrão tepetitivo - "Nothing's gonna change my world" (Nada vai mudar meu mundo) - que acentua seu efeito onírico.
Across The Universe foi mixada em mono e colocada de lado enquanto o grupo lançou como single as canções "Lady Madonna" e "The Inner Light". Depois do retorno à Índia, o grupo resolveu gravar algumas canções compostas lá e "Across the Universe" permaneceu engavetada. Spike Milligan ouviu e sugeriu que ela fosse lançada como parte do álbum que ele estava organizando pela World Wide Fund for Nature.
Os Beatles concordaram com a proposta e a canção foi mixada em estéreo pela primeira vez por George Martin. Para o álbum da 'wildlife' foi acrescentado efeitos sonoros de pássaros no início e no final da canção. Depois de acrescentados os efeitos, foi acelerada de forma que mesmo com os sons dos pássaros continuasse quase com o mesmo tempo. Para o álbum LET IT BE, Glyn Johns remixou-a dando um tratamento acústico e corrigindo a velocidade.
http://theredlist.com/media/database/muses/icon/iconic_men/1960/the-beatles/
Aqui, com a exclusividade de sempre, a gente confere um trecho inédito do livro "Minha Vida Gravando Os Beatles", de Geoff Emmerick:
"Algumas noites depois, terminamos "The Inner Light" e então nós começamos a fazer os overdubs de outra faixa que Ken Towshend tinha começado na minha ausência. "Across the universe" era, provavelmente, a mais gentil e doce canção de John Lennon que eu havia ouvido até então, e isso me pegou de surpresa. Por volta da época da morte de Brian, os quatro Beatles tinham começado a estudar com o Maharishi Maheshi Yogi e nessa noite me ocorreu que talvez a meditação tenha feito bem a John. A canção representava uma mudança drástica nele, e foi esclarecedora para mim. Era verdade que nas últimas semanas o John Lennon rude e sarcástico esteve praticamente ausente; nós estávamos vendo um lado mais suave dele, um lado que eu nem sabia que existia. Eu realmente amei a canção, e o vocal gentil e lírico de John definitivamente se conectou comigo. Gravamos a voz dele várias vezes, porque John não estava satisfeito com o que estava fazendo, apesar do fato de que nós, todo o grupo, tenhamos sido efusivos em nossos elogios. Era um vocal problemático de fazer por causa do fraseado; havia apenas muitas palavras para serem cantadas, muitos pontos em que ele precisava respirar. Por isso, John não estava convencido de que ele estava colocando o sentimento que ele esperava nas palavras, e estava um pouco aborrecido por causa disso. A canção claramente significava muito para ele, e estava frustrado porque não estava ficando da forma como ele havia ouvido em sua cabeça. A infelicidade de John com seu vocal o levou à decisão relutante de engavetar a música para trabalhar nela novamente em algum momento posterior, apesar de ter sido originalmente programada para ser o Lado B de "Lady Madonna". Ao invés disso, "The Inner Light" foi a substituta, marcando a primeira vez em que uma canção de George Harrison aparecia em um single dos Beatles.
O lendário comediante e ex-Goon Spike Milligan (que era um dos ídolos de John) por acaso estava na sessão daquela noite como convidado de George Martin. Ele ficou tão impressionado com o que estava ouvindo que perguntou a Lennon se a faixa, no estado em que estava, poderia ser usada para ajudar a levantar fundos para uma instituição de caridade com a qual ele estava envolvido. Um John distraído disse: "Sim, qualquer coisa que você quiser", e foi assim que "Across The Universe" veio a ser lançada em um álbum beneficente para a World Wildlife Foundation. Quase dois anos depois, Phil Spector iria reviver a música em uma tentativa de concretizar o álbum Let It Be, retardando a fita em um andamento fúnebre e adcionando um coro fantasmagórico no processo, mas a versão que gravamos naquela noite era, na minha opinião, muito superior. Um outtake dessa música aparece no Anthology, e os ouvintes podem também encontrar uma versão (embora em grande parte processada digitalmente) un-spectorized no Let It Be... Naked de 2003. Eu ainda acho que a melhor versão foi a original que gravamos naquela noite fria de fevereiro."

THE BEATLES - LET IT BE... NAKED - 2016

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Let it Be... Naked é uma versão remixada e remasterizada do álbum Let It Be, lançado em maio de 1970. O projeto foi supervisionado por Paul McCartney, que desde sempre achou que a produção de Phil Spector não representou fielmente as intenções do grupo "despojado" para o álbum original. Let It Be... Naked apresenta as canções "nuas" - sem as intervenções de Spector e sem a vibração incidental de destaque do estúdio entre a maioria dos cortes do álbum original.O álbum é apresentado de uma forma que Paul McCartney considera mais próxima de sua visão artística original: "voltar" para o som do rock and roll de seus primeiros anos, em vez dos overdubs orquestrais e enfeites que foram adicionados por Phil Spector na produção final do álbum Let It Be. McCartney em particular esteve sempre insatisfeito com o estilo de produção dos remixes de Phil Spector, especialmente por sua canção "The Long and Winding Road", que ele acreditava ter sido arruinada pelo processo. George Harrison deu sua aprovação para o projeto Naked antes de morrer. A atitude de McCartney contrasta com a de Lennon mais de duas décadas antes. Em uma entrevista para a revista Rolling Stone em 1971, Lennon tinha defendido o trabalho de Spector, dizendo: "Ele recebeu um monte de merda mal gravada, e ele fez algo de que... Quando ouvi isso, eu não vomitei."
Mas McCartney nunca se conformou com o resultado final. Durante anos ele viveu contrariado com o que aconteceu naquele disco. O resultado final, lançado com o nome “Let It Be”, trazia, em especial as cordas, coros e harpas de “The Long And Winding Road”, transformada de uma balada intimista num arranjo quase “brega”. Embora tenha vendido muito, a grande verdade é que “Let It Be” não agradou a ninguém. Nem os fãs nem imprensa e nem os próprios envolvidos. Paul, teria que esperar três décadas para conseguir viabilizar a edição sem cortes que ele sonhava. Em 2000, McCartney encontrou-se casualmente com o diretor de “Let It Be”, num mesmo vôo. Michael Lindsey-Hogg, que rodara o documentário de 1969, lamentava o fato de o filme não estar disponível em VHS ou DVD. No meio da conversa, Paul teve a idéia de remixar a trilha sonora para um eventual lançamento. Procurou Harrison, que deu o aval, mas não se envolveu – principalmente por já estar perdendo a batalha para o câncer que o mataria em novembro de 2001. Assim, no início do ano seguinte, McCartney mergulhou, com uma equipe de produtores, nas gravações originais de 1969.
O processo foi complicado. Como o clima entre os Beatles durante as gravações era muito ruim (agravado pela presença de Yoko Ono), era raro haver uma faixa que pudesse ser considerada “perfeita”. Utilizando técnicas digitais, os produtores fizeram, em alguns casos, colagens de takes diferentes da mesma canção. Chegaram a corrigir digitalmente uma desafinada de Lennon. Há algum tempo, um dos engenheiros afirmou numa entrevista que foram limados "todos os ruídos que normalmente acompanham as gravações de estúdio, os feitos pela própria equipe de filmagem, e até o som do vento nas gravações feitas na cobertura do estúdio da Apple". Ou seja: de "Naked" mesmo, o CD não traz nada, muito pelo contrário...Então Let it Be Naked foi lançado em 2003, trazendo a versão do álbum como McCartney queria. Nesta nova versão contendo dois CD´s, certas faixas como Maggie Mae foram retiradas. Foi adicionado a música Don´t Let me Down. A orquestra em The Long and Winding Road foi retirada deixando a música numa versão mais "crua" e Let it Be foi apresentada em outra versão de estúdio.O segundo CD contém conversas entre os integrantes da banda e algumas partes de ensaios de algumas músicas. A curiosidade desse CD seria um trecho onde John Lennon ensaia a música que seria conhecida como Imagine. que não passa de um trecho isolado de menos de vinte segundos, que muito vagamente lembra o clássico de Lennon, perdido numa colagem de 22 minutos de duração com conversas e ensaios realizados durante as sessões de estúdio, que somente os fãs mais ardorosos vão poder apreciar, haja visto nenhuma música estar completa!Resultado de imagem para let it be... naked
O álbum recebeu críticas mistas. Algumas elogiaram: "No geral um pouco mais forte (do que Let It Be) ... um álbum mais elegante, mais liso". Enquanto outras diziam: "não essencial (...) embora impecavelmente apresentado". A Rolling Stone observou que "(enquanto) as melhorias sonoras para o álbum como um todo são inegáveis (...) novatos devem ainda obter o original".

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

THE BEATLES - 7 ANOS QUE SEPARAM DUAS FOTOS

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Em 1962 os Beatles já eram uma banda com vasta experiência de palco e algumas formações diversas, mas ainda conhecida somente em sua cidade natal de Liverpool, na Inglaterra, e começavam a dar os primeiros passos para enfim dominar o mundo. Faltava, porém, uma peça especial – um grande baterista. Esse hiato foi preenchido quando Ringo Starr assumiu as baquetas da banda.
A formação histórica estava enfim completa, com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. O novo baterista apresentou-se pela primeira vez como um Beatle no clássico palco do Cavern Club – e naturalmente alguém registrou esse momento, provavelmente ainda sem saber o quão histórico ele se tornaria. Era o dia 22 de agosto de 1962. Desse em dia em diante, muita coisa aconteceu. Os Beatles se tornaram a maior banda da Inglaterra, depois da Europa, do mundo, de todos os tempos, fundaram e quebraram todos os recordes, transformaram-se em ícones, mudaram a face da cultura mundial, entraram para a história e, enfim, a banda acabou – e toda essa história correu somente em pouco mais de sete anos.Antes do fim, porém, a banda se reuniu uma última vez, com os quatro membros presentes, para uma sessão fotos em Tittenhurst Park, a mansão de John Lennon. Nessa ocasião, uma outro foto foi tirada, que se tornaria a última imagem dos quatro rapazes de Liverpool juntos. A grande coincidência é que essa foto foi tirada também no dia 22 de agosto, em 1969. O que isso quer dizer não se sabe, e pouco importa. O que importa, para além da curiosa coincidência, é o quanto a maior banda do mundo pôde realizar em somente sete anos – o que, desde então, passados quase 50 anos do fim, ninguém jamais sequer chegou perto.

A PEDIDOS - THE BEATLES - ESPECIAL TV GAZETA

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Ana Carolina disse: Edu, dá pra colocar de novo aquele post do especial da TV Gazeta?
Edu disse: Isso foi bem recente... 31/10. Clique na imagem. Ok? Valeu. Feliz Natal!

THE BEATLES - IT'S THE BEATLES!

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PAUL McCARTNEY - LOVE IS IN THE OPEN AIR

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A MELODIA DE HAPPY XMAS (War Is Over) NÃO É ORIGINAL?

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Happy Xmas, de Lennon, é linda, mas a melodia não é original! 
 Por Sílvio Osias - jornaldaparaiba.com.br/silvioosias
Sou contemporâneo da canção. Comecinho dos anos 1970. Entrei numa loja de discos, no centro de João Pessoa, e o vendedor, que era Ivan Cineminha, me mostrou o novo compacto de John Lennon, Happy Xmas (War Is Over). John e Yoko cantando uma canção de Natal. Que Coisa linda! Comprei na hora e acompanhei, ao longo dos anos, a inserção da canção no repertório natalino. Aí está o vídeo oficial.

Mas algo me incomodou quando comecei a ouvir Happy Xmas. Vasculhei a memória, e lá estava a explicação, muito bem arquivada. A melodia, a rigor, não tem originalidade. Lembra, excessivamente, Stewball, um tema do cancioneiro popular que muita gente gravou. Ouvi primeiro com Joan Baez.

Mas ouvi muito também com Peter, Paul and Mary.

Claro que isso não diminui meu amor pela Happy Xmas de John. Nem mesmo a sua vulgarização, entre nós, por causa da versão de Simone (então é Natal, etc.)! É tão singela a canção. E tão atual nesse mundo conflagrado!

THE BEATLES - CHRISTMAS TIME IS HERE AGAIN

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Entre 1963 e 1969 os Beatles gravaram 7 discos com mensagens de natal para seu fã clube, a maioria com conversas, brincadeiras e trechos de músicas. A exceção foi o disco de 1967 que incluia a inédita 'Christmas Time is Here Again'. Esta música só seria lançada comercialmente com o single 'Free as a Bird', em 1994. Esses discos flexíveis eram única e exclusivamente para os sócios do fã-clube oficial. Eram disputados a tapas pelas rádios e colecionadores. Gravados nos estúdios da EMI pelos quatro Beatles, todas as mensagens foram produzidas por George Martin, com exceção dos discos de 1968 e 1969, onde cada um gravou a sua separado, inclusive com a participação de Yoko Ono nas faixas de John.
Especialmente para os britânicos, os Beatles estariam permanentemente associados aos Natais dos anos 1960. Seis álbuns tinham sido lançados a tempo dos festejos de Natal, e quatro singles tinham chegado ao número 1 no mesmo feriado. Em 1963 e 1964, eles apresentaram shows especiais de Natal em casas londrinas que eram uma mistura de música e pantomima, e contavam com atrações de abertura que iam dos Yardbirds e Rolf Harris. Entre 1963 e 1969, eles produziram um flexi disc exclusivamente para os membros do fã-clube oficial que trazia cumprimentos de cada um dos Beatles e conversas leves. As primeiras mensagens eram obviamente roteirizadas, mas, conforme o grupo evoluía musicalmente, o mesmo ocorria com os discos. Em 1965, eles brincaram com uma versão de "Auld Lang Syne", e, no ano seguinte, Paul escreveu uma breve esquete para o grupo. "Christmas Time (Is Here Again)", única canção original escrita para os membros do fã-clube, saiu em 1967, ano em que Magical Mistery Tour foi exibido em 26 de dezembro. A versão não editada, gravada em 28 de novembro, tinha mais de seis minutos de duração. Partes dela tinham sido usadas para pontuar uma esquete satírica escrita pelos quatro Beatles. Embora seja composta em grande parte por uma única frase repetida como um mantra musicado, "Christmas Time (Is Here Again)" ilustra o fascínio da banda por músicas e rimas infantis que começou com "Yellow Submarine", em 1966. Isso, em parte, reflete a nostalgia de Liverpool da década de 1940, mas também fazia parte da tendência psicodélica de retornar a estados da mente mais simples em que não era descabido um adulto usar jeans rasgados, fazer bolhas de sabão e achar que margaridas eram "demais".

SING - WONDERFUL CHRISTMAS TIME

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Resultado de imagem para Sing – Quem Canta Seus Males Espanta
Paul McCartney, Jimmy Fallon, Matthew McCounaghey, Reese Witherspoon, Scarlett Johansson, Seth MacFarlane e Tori Kelly se juntaram para cantar a música “Wonderful Christmas Time”, composição do Beatle. A ação é parte da divulgação da animação Sing – Quem Canta Seus Males Espanta. O filme acompanha alguns animais que participam de um concurso de canto. Músicas de artistas como Frank Sinatra, Katy Perry e Leonard Cohen integram a trilha sonora. Fiuk, Mariana Ximenes e Wanessa Camargo estão no elenco de dublagem. O filme chega aos cinemas hoje (22).

JOHN LENNON - LENNON LEGEND - The Very Best of John Lennon

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Esta semana, Yoko Ono adicionou ao YouTube vários vídeos clássicos de canções da carreira solo de John Lennon que já estavam de fora. Quase todos todos os grandes sucessos de John. Todas extraídas do DVD de 2003 “Lennon Legend”. "Boas festas, amor. Yoko", escreveu Ono enquanto compartilhava a notícia no Twitter.
“Lennon Legend: The Very Best Of John Lennon” foi a terceira coletânea oficial da carreira solo de John Lennon. Depois de “Shaved Fish” (1975) e do póstumo “The John Lennon Collection, de 1982. Esse disco é considerado (pelos entendidos) como a retrospectiva definitiva da obra de John Lennon. E ele é bom mesmo! Lennon Legend: The Very Best Of John Lennon alcançou a posição nº 3 na Inglaterra, ganhando dois discos de platina. Também não fez feio nem nos EUA, nem no Canadá, onde também foi “Disco de Platina”.
A coletânea “Lennon Legend”, foi lançada aqui no Brasil em 1998, reúne todas as principais canções do nosso velho herói. São 20 faixas lançadas originalmente entre 1969 e 1984. Esse disco foi lançado para substituir “The John Lennon Collection” do catálogo. Aparentemente pode parecer apenas “mais do mesmo”, mas não é. Ouvir uma pérola como “Cold Turkey” desse álbum, é uma experiência bem diferente do “Shaved Fish”. O disco ainda tem uma capa superbacana com uma bela foto de Lennon para agradar o fã mais fiel. O DVD é incomparavelmente melhor, claro! Porque além das músicas, tem os vídeos em alta resolução! Viva John Lennon!

THE BEATLES - WHEN I'M SIXTY-FOUR

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Paul afirmou que a melodia de "When I'm Sixty-Four" foi composta ao piano em Forthlin Road, Liverpool, "quando eu tinha uns 15 anos". Isso a situa em 1957 ou 1958, pouco depois de ele ter se juntado a John em The Quarry Men. Por volta de 1960, Paul estava tocando uma versão dela em shows quando o amplificador quebrou. Na época, ele achava que era uma "música de cabaré", escrita em respeito à música da década de 1920 e 1930, que seu pai tocava quando era jovem. Em meio ao psicodelismo, o que era moda na juventude de Jim McCartney estava voltando, e fazia sentido que Paul tirasse.a poeira dessa música de adolescência. O pastiche dos anos 1920 "Winchester Cathedral" tinha sido um sucesso no Reino Unido com o The New Vaudeville Band em setembro de 1966, e Bonnie and Clyde, filme que deu início a uma febre pelas roupas dos anos 1930, foi lançado em 1967. Apesar de a música ter sido escrita com seu pai em mente, foi uma coincidência que ele estivesse com 64 anos quando ela foi lançada.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

ODEIO MÚSICA – JOÃO CARLOS DE MENDONÇA

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Essa notícia é boa! Nosso querido amigo e estimado colaborador João Carlos de Mendonça está com um novo livro na pista! Depos do sucesso da sua coluna SÁBADO SOM publicada semanalmente na rede, e que virou livro, JC rides again com seu mais novo lançamento: “ODEIO MÚSICA – Lembranças musicais de uma época” – em formato de eBook Kindle e à venda pela Amazon e Saraiva e custa apenas R$ 9,90.
Em tom bem humorado, a narrativa revela a história de um jovem músico que atuava nos grupos de baile (conjuntos de música pop), tendo com pano de fundo as significativas mudanças comportamentais vividas por uma geração, o período do Regime Militar, os movimentos culturais do Brasil e do mundo e a educação (formal ou não) da época. De certa forma, pelo personagem central temos também um perfil psicológico da juventude que renasceu desde a chamada “Invasão Britânica”.
"Mesmo sendo associado a vários clubes de leitores, nunca li/vi ou fiquei sabendo sobre alguma publicação que revelasse a vida dos músicos daquela época. Refiro-me as bandas de rock que animavam bailes e que tais. Assim, baseado em eventos reais criei o personagem central e, locais que parecessem qualquer lugar do Brasil, e certamente para um público-leitor na faixa entre os 20 e os 60 anos". Nos conta João Carlos de Mendonça que nasceu em Goiana-PE em 20 de março de 1956, e vive desde a infância em Recife. É psicólogo e músico (bissexto), mantém uma página no Facebook onde escreve sobre música popular desde 2010 chamada SÁBADO SOM. Atualmente seus textos são reproduzidos no blog Cinegrafando e sempre nos dá o prazer de estar por aqui no nosso baú dos Beatles e da Cultura Pop (de verdade!) com seus textos sempre na medida certa. Obrigado e parabéns from us to you, JC. Aquele abraço!!!