quinta-feira, 25 de novembro de 2010

BAND AID - DO THEY KNOW IT'S CHRISTMAS - 1984

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O compacto original de "Do They Know It's Christmas?" foi gravado em um único dia, 25 de novembro de 1984 e lançado no Reino Unido em 15 de dezembro daquele ano. Vários artistas se uniram para gravar a canção sob o nome Band Aid, um projeto de Bob Geldof do Boomtown Rats, para levantar fundos de ajuda para a terrível fome que estava devastando a Etiópia. A gravação rapidamente chegou ao primeiro lugar. Em 1989 uma nova formação foi reunida - Band Aid II – e regravou "Do They Know It's Christmas?". Novamente, a canção foi a primeira colocada nas paradas britânicas. Em 2004 outra formação, chamada de Band Aid 20, gravou mais uma vez o compacto, desta vez para o aniversário de 20 anos do projeto. E de lá pra cá, é regavada quase todos os anos por artistas que vão se renovando, mas jamais sem chegar ao sucesso que foi a gravação original. Entre os artistas que participaram do projeto original estavam: Adam Clayton (U2), Queen, Phil Collins (Genesis, Bob Geldof (The Boomtown Rats), Steve Norman (Spandau Ballet), Chris Cross (Ultravox), John Taylor (Duran Duran), Paul Young, Tony Hadley (Spandau Ballet), Glenn Gregory (Heaven 17), Simon Le Bon (Duran Duran), Simon Crowe (The Boomtown Rats), Marilyn, Keren Woodward (Bananarama), Martin Kemp (Spandau Ballet), Jody Watley (Shalamar), Bono, Paul Weller (The Style Council), James "J.T." Taylor, George Michael, Midge Ure, Martyn Ware (Heaven 17), [John Keeble (Spandau Ballet), Gary Kemp]] (Spandau Ballet), Roger Andrew TaylorRoger Taylor]] (Duran Duran), Sarah Dallin (Bananarama), Siobhan Fahey (Bananarama), Pete Briquette (The Boomtown Rats), Francis Rossi (Status Quo), Robert 'Kool' Bell, Dennis J. T. Thomas (Kool & the Gang), Andy Taylor] (Duran Duran), Jon Moss (Culture Club), Sting, Rick Parfitt (Status Quo), Nick Rhodes (Duran Duran), Johnny Fingers (The Boomtown Rats), David Bowie, Boy George (Culture Club), Holly Johnson (Frankie Goes to Hollywood), Paul McCartney e Wings, Stuart Adamson (Big Country), Bruce Watson (Big Country), e Tony Butler (Big Country), Mark Brzezicki (Big Country).

Uma curiosidade: o autor da capa foi Peter Blake. Aquele mesmo do Sgt. Peppers.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

COM TODO AMOR PARA NOSSA QUERIDA MAMÃE

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Este ano não tem sido fácil para nossa mãezinha querida. Justamente hoje, dia do seu aniversário, além de não poder estar junto da gente, está sofrendo horrores com o estado de saúde que se encontra a mãe dela, nossa avó e tataravó da pequena Juju. A vovó Aracy está muito mal e o pior pode acontecer a qualquer momento. Estamos torcendo para que não seja hoje, para esta data tão bacana que é o aniversário da mamãe não ficar marcada como de mais uma tragédia. Querida Mamãe: não existe nada nesse mundo que seja maior do que o amor que sentimos pela senhora e pelo Papai. Deus lhe abençoe e lhe dê forças para enfrentar mais esta barra! O maior beijo do mundo! Com todo amor, Adelmar, Eduardo, Marília e Cacá. E também Rosana, Nino, Pedrinho, Ingrid, Estevam, Davi, Indira, Rodrigo, Amanda, Evandro e Julia.

A Vovó, meu filho Pedro Ivo e minha netinha Juju "!Cest La Vie".

THE BEATLES - LET IT BE


PETE BEST - 69 ANOS

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Pete Best, o primeiro baterista dos Beatles está completando hoje 69 anos. Ele nasceu em 24 de novembro de 1941. Best foi quem segurou as baquetas quando os Beatles tocavam até sete horas por noite em Hamburgo, no começo dos anos 60. Foi ele também quem estava por trás da banda quando eles incendiavam o Cavern Club em Liverpool, criando a primeira onda da Beatlemania. Foi ele que participou das primeiras gravações dos Neatles, como grupo de apoio do cantor Tony Sheridan. Mas não foi ele quem entrou para a história como o baterista dos Beatles. Pete Best é um dos demitidos mais famosos da história do rock. Ele foi rejeitado pelo produtor George Martin após a apresentação dos Beatles, que tentavam um contrato com a Capitol. Os outros membros não tiveram dúvida: mandaram Brian despedir Pete e no seu lugar botaram o amigo e gente boa Ringo Starr - o melhor baterista de Liverpool! Apesar de ter perdido o bonde da história, o músico não esmoreceu, econtinuou tocando, sempre ancorado pela fama de “primeiro baterista dos Bealtes”.

Em 1965, Pete Best tentou se matar. Trancou-se em sua casa em Liverpool e abriu o registro de gás. Estava deprimido porque sua ex-banda havia se transformado num fenômeno mundial. Ela era formada por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr (o novo baterista). Chamava-se The Beatles. Best foi salvo da morte por sua mãe e afastou-se por duas décadas da carreira artística. Trabalhou como padeiro e como funcionário público, mas acabou voltando aos palcos.

Clicando no link
http://www.geneton.com.br/archives/000223.html
é possível ler uma longa entrevista com Pete Best. Para fazer o download do excelente álbum “THE PETE BEST BAND - HAYMANS GREEN” - último trabalho da banda, clique no link:
http://www.4shared.com/file/KN0YotdU/The_Pete_Best_Band_-_Haymans_G.html

PAUL McCARTNEY QUEBRA O RECORDE DO BAÚ!

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Na segunda-feira (22) dia do segundo espetáculo de Paul McCartney no Morumbi, o Baú do Edu teve seu mais alto índice de acessos nesses dois anos que está no ar. Gostaria muito de agradecer a cada um de vocês que passou (e passa) por aqui, e ao grande Paul McCartney por deixar essa nossa terrinha muito mais feliz! Thank you, Sir! Thanks, everybody! A seguir, a gente confere novamente a matadora "LIVE AND LET DIE", do compacto do show de domingo transmitido pela Rede Globo e Multishow. Abração em todos!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

"EU NÃO FUI" - POR MARCO MIRANDA

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Nessa longa estrada da vida, conheci vários amigos inesquecíveis! Existe um, que para mim é especial. É um tal de MARCO MIRANDA. De longe, o melhor redator que tive a honra de trabalhar! Ele é meu amigo há muito tempo, meu compadre (ele é padrinho do meu filho Davi) e me enviou um texto emocionado por não poder estar presente em nenhum dos shows do nosso "outro" velho amigo Macca! Marcão: aquele abraço, do seu amigo EduBadfinger, aquele do Paul, do John, do George, do Ringo, do Peter, do Tommy, do Joey e do Mike. Abração! Valeu! BADFINGER BOOGIE! BEATLES 4 EVER!

"Dear friend Edu McCartney, não fiz um texto longo, pois acho que este é só um lamento por não ter ido ao show. O momento é de alegria e celebração dos que foram, mas acho legal falar um pouco de como se sente aquele que mais uma vez frustrou seus planos. Tentei não ser depressivo no texto e acho que consegui. Mas a verdade é que é foda dizer EU NÃO FUI! DE NOVO, EU NÃO FUI!!!" - Marco Miranda

Em dezembro de 1992 entrei pela primeira vez na sala de criação da agência. Na parede atrás da prancheta do diretor de arte, havia um anúncio do show do Paul McCartney, no Rio, em 1990. No meio do anúncio a tinta vermelha do pincel atômico dizia “EU VI”! Embaixo, um arremedo escrito “eu também!” Há dois anos estava marcada naquela parede a emoção daqueles que foram ao show. No decorrer do tempo conheci o autor da façanha e como conseqüência conheci a fundo a história e a música dos Beatles. Um dia falei comigo mesmo que da próxima vez que o Paul McCartney voltasse ao Brasil eu iria ver também e diria com orgulho e paixão: EU FUI!
Ele veio, mas EU NÃO FUI. Em nenhuma das vezes. Isso inclui a apresentação que rolou no Morumbi ontem à noite e a que está rolando nesse exato momento. É estranho como me comportei com isso. Os Beatles sempre nos ensinam, Paul sempre nos ensina. Desta vez, diferente das outras vindas do Paul, travei uma batalha de sentimentos por não ter conseguido ir aos shows. A culpa é toda minha, sei disso, mas até chegar a esta conclusão me vi numa gangorra de emoções. Fui da inveja à oração. Senti raiva, frustração, revolta. Mas no mesmo instante sentia uma grande alegria pelos que estavam lá. Orei para que o Paul arrebentasse, fizesse um show impecável que emocionasse a todos. E ele fez. Senti vergonha da minha inveja, mas tive orgulho da alegria que desejei para os que desfrutariam a gloriosa noite. Mais de cento e vinte mil dirão “EU FUI”. Mais de um milhão dirão que não. É assim que é. Uns ganham, outros deixam de ganhar, mas com o Paul ninguém perde. O que importa é que sentimos o Paul bem perto, vendo a mesma lua cheia da noite de ontem. A lua que vi nascer no mar e que desejei que fosse vista também no Morumbi, que fosse vista por todos que estavam lá, pelo Paul que levou para lá todas aquelas pessoas. Todos realizando o sonho de ver o ídolo, de cantar com ele. De se emocionar, de dizer que aquela será uma noite inesquecível. E foi uma noite inesquecível, impecável, inigualável como tudo que vem do Paul. Eu não fui ao show, mas eu estava lá. Thanks, Paul. Da próxima vez EU VOU!

DESCASO, INDIGNAÇÃO E INSATISFAÇÃO

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Anápolis, 22 de novembro de 2010

Prezado Edu: estou usando este espaço para fazer um desabafo sobre minha insatisfação e indignação com o descaso da imprensa brazuca em relação à vinda do grande Paul McCartney ao Brasil! Como não pude ir a nenhum dos shows, ontem, domingo (21), como um tolo, achei que pelo menos os dois grandes jornais de São Paulo dedicariam páginas inteiras em homenagem ao grande astro, lhe rendendo calorosa saudação pelo privilégio de estar naquela cidade. Fui até a banca e comprei os dois (Folha e Estadão) na expectativa de saber TUDO e um pouco mais sobre os shows que meu ídolo iria fazer na maior capital do país. Tsc, tsc! A tal de “Folha” se dividiu entre os shows de Lou Reed, Roberto Carlos e Paul, tentando fazer comparações entre eles. Ridículo! Tudo bem com esses outros artistas... mas o que é um show que se chama “Só para Elas” ou “Metal Machine Music” comparados aos dois espetáculos da “UP AND COMING TOUR” que aconteceu ontem e se repete amanhã no Morumbi? Ainda por cima, esse mesmo jornal dedicou quase uma página inteira para falar do novo disco de Odair José. Faça-me o favor! Com o outro, o tal de “Estadão”, a coisa não foi diferente, preferindo fazer uma reportagem com seu rock de subúrbio e relegar Sir Paul McCartney a uma pequena nota sobre a ansiedade dos fãs. Para completar, soube que na revista “Veja” (que também foi para as bancas ontem) haveria uma “entrevista” com o ex-Beatle. Pimba! Comprei também e constatei que joguei meu dinheirinho no lixo! Logo ao abrir a revista, crente que a “entrevista” com Paul ocuparia as 6 páginas amarelas, me deparei com mais uma babação de ovo dessa tal de Dilma! A tal “entrevista” com McCartney se resume a duas páginas lá no final, sendo que uma é uma foto (sobra das sessões feitas para a Rolling Stone) e na outra algumas opiniões de Paul sobre tudo que ele disse também na R.S. Uma grande pena! Um tremendo descaso desses “gigantes” da imprensa tupiniquim! Acho que eles desperdiçaram e nem perceberam esse momento tão mágico proporcionado por Paul McCartney durante esses dias que nos trouxe tantas alegrias e alguns desabores como esse. Edu: se você quiser publicar minha revolta nos “comentários”, tudo bem. Se quiser colocar no “corpo” do Blog, também. E se não quiser nem publicar, acharei normal.
Um grande abraço!

Denílson J. Alves Filho – Anápolis - GO


Prezado Denilson: concordo com cada palavra, cada ponto e cada vírgula. Assino embaixo! Edu

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PAUL McCARTEY - ALL MY LOVING

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PAUL McCARTNEY - LIVE AND LET DIE - SEM REDE GLOBO

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O VELHO MACCA ENCANTA SÃO PAULO!

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Sir Paul McCartney fez ontem à noite uma performance antológica no estádio do Morumbi. Em frente a um público estimado em 64.000 pessoas, o maior artista do planeta mostrou o melhor de sua produção em 50 anos de carreira: das canções inocentes e românticas que fizeram parte do início dos Beatles à chegada da maturidade; da bem-sucedida carreira com os Wings, grupo que formou com a mulher, Linda, e com o guitarrista Denny Laine no início dos anos 1970, às criações da última década, que incluem até parceria com o baixista Youth, do grupo pós-punk Killing Joke (o projeto se chama The Fireman). E, acima, de tudo, Paul, o grande performer, que ao lado de músicos de primeira linha - o guitarrista Rusty Anderson, o guitarrista e baixista Brian Ray, o tecladista Paul Wix Wickens (o único que esteve nas duas vindas anteriores de McCartney, em 1990 e 1993) e o soberbo baterista Abe Laboriel Jr. - tocou por quase três horas sem dar o mínimo sinal de cansaço ou tornar a apresentação enfadonha.

Paul McCartney disse que não existe nada pior do que transformar uma canção de sucesso. Por isso, as músicas que interpreta são tocadas no tom original e com arranjos semelhantes. All My Loving, por exemplo, soou tão fresca quanto a da apresentação dos Beatles no programa Ed Sullivan, em 1963 - que desencadeou a Beatlemania nos Estados Unidos. O mesmo se pode dizer de And I Love Her e Drive My Car, esta última, de Rubber Soul. A voz de Paul ainda impressiona! Está praticamente impecável. O ritmo de seu show também é notável. Não há um momento para dispersão, nem mesmo quando sobe ao piano para interpretar baladas ou mostra canções que não fazem parte da memória afetiva do público - caso de Highway, do projeto Fireman. E mesmo nessas horas, conta com momentos divertidos do seu grupo (a dança de Laboriel Jr. em Dance Tonight) ou com sua simpatia irradiante. McCartney dedicou “My Love” para a ex-mulher, Linda, morta de câncer em 1998, a qual chamou novamente de “minha gatinha Linda!”.

Paul McCartney tocou de tudo um pouco. Músicas de todas as suas fases. Porém, deu um maior destaque a Band on the Run, que lançou em 1973. Há dois bons motivos para tanto. Primeiro porque se trata de um clássico irretocável, um dos melhores de sua carreira. Dali saíram Jet, Band on the Run, Mrs. Vandebilt e Let Me Roll It. Segundo, o álbum está sendo relançado em dois formatos especiais - um contendo um CD bônus e um DVD e outro, com três CDs e um DVD. Portanto, nada mais natural que privilegiar este grande lançamento. Mas ainda há espaço para boas surpresas, como I’ve Just Seen a Face, do album Help! e Ob La Di Ob La Da. E não há como não se emocionar com Here Today, homenagem a Lennon, um dos muitos bons segredos do disco Tug of War, de 1982. Lennon foi ainda lembrado no refrão de Give Peace a Chance, que foi unida a Day in the Life. O outro homenageado da noite foi George Harrison, que ganhou uma linda versão de Something - e cujo solo, um dos melhores da carreira do ex-Beatle, foi recriado com fidelidade por Rusty Anderson. Mas foi com a “matadora” Live And Let Die que a negada literalmente foi ao delírio! Paul encerrou a apresentação com Hey Jude. Depois, voltou para mais dois bis: o primeiro, trazia Day Tripper, Lady Madonna e Get Back. Yesterday, Helter Skelter (um proto-heavy metal) e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foram executadas para enlouquecimento geral da platéia que, foi embora com a certeza de ter vivenciado uma das melhores apresentações do superastro em todos os tempos! Parabéns Paul! Hoje é dia da segunda dose!

VENUS AND MARS - ROCKSHOW - JET

WITH THE BEATLES

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Com mais dinheiro, George Martin se deu ao luxo de reservar os estúdios de Abbey Road de julho a outubro de 1963, período em que o segundo disco dos Beatles foi gravado. A idéia era seguir a mesma linha de Please Please me. Metade das faixas era composta de covers, a outra metade, originais dos Beatles. Só que agora, em vez do Brill Building, a inspiração veio da Motown. As canções de Lennon & McCartney também eram mais bem acabadas e menos derivativas, trazendo um inconfundível toque pessoal. All I've Got to do, It Won’t Be Long e Not a Second Time, todas de Lennon, eram persistentes e incisivas. Little Child era uma brincadeira R&B de John e Paul, com a gaita de Lennon fazendo a diferença. Já McCartney reciclou Hold Me Tight (rejeitada de Please Please Me) e também criou All My Loving, canção cuja melodia podia agradar pessoas de 8 a 80. George Harrison timidamente saia do casulo e apareceu com sua primeira música em um álbum dos Beatles, chamada Don’t Bother Me. John e Paul escreveram I Wanna Be Your Man especialmente para os Rolling Stones. Quando chegou a vez dos Beatles registrarem a canção, Ringo Starr ficou com os vocais e cantou com energia e entusiasmo. Para não quebrar a regra, havia um cover de um grupo de garotas Devil In Her Heart, do The Donays e uma regravação de um clássico de Chuck Berry, Roll Over Beethoven. E Paul novamente veio com uma canção oriunda do teatro musical. Desta vez era Till There Was You, de Meredith Wilson, da peça The Music Man. Os covers da Motown são bem acima da media, incluindo You Really Got Hold On Me de Smokey Robinson & The Miracles, Please Mr. Postman (The Marvelettes) e Money (That’s What I Want) de Barret Strong. Aqui, Lennon repetiu a dose de Please Please Me e simplesmente tornou sua uma canção que antes era identificada com outro artista. A capa do álbum foi obra de Rober Freeman. A foto dos Beatles, clicados como se fossem meia-lua, também se tornou clássica.

DOWNLOAD:
http://rapidshare.com/files/326460243/With_the_Beatles_obaudoedu.blogspot.com.rar.html

WITH THE BEATLES - MINI-DOC - 2009


HOJE, HÁ 47 ANOS...

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No verão de 1963, o Presidente John F. Kennedy preparava-se para iniciar a sua campanha para uma eventual reeleição nas eleições de 1964. As perspectivas eram boas, visto que o candidato republicano deveria ser o senador Barry Goldwater, um conservador bastante extremista e impopular. Porém, no estado do Texas, que era de fundamental importância, a administração estava perdendo popularidade para os republicanos. Foi então programada uma visita do presidente às principais cidades do estado em 21 e 22 de novembro. Tendo visitado San Antonio, Houston e Fort Worth, Kennedy vai a Dallas, desfila em carro aberto, e encontra uma multidão entusiasmada. Ao meio-dia e meia do dia 22 de novembro, passando pela Dealey Plaza, Kennedy é atingido por dois tiros, um no pescoço (que também atinge o Governador do Texas John Connally) e outro fatal na cabeça. Jackie Kennedy que estava ao seu lado, sobe em desespero na traseira do carro em movimento. Kennedy morreu em menos de trinta minutos depois do atentado. Um ex-fuzileiro naval, Lee Harvey Oswald, de 24 anos, que trabalhava num depósito de onde foram vistos os disparos, foi detido e acusado pelo homicídio de Kennedy. No dia 24, quando Oswald seria transferido para outra prisão, acabou por ser também assassinado por Jack Ruby, ligado à Máfia americana e portador de uma doença terminal.

domingo, 21 de novembro de 2010

YEAH, YEAH, YEAH, YEAAAAAAHHHHHHHHHH!

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UM DIA PARA SÃO PAULO NÃO ESQUECER!

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A rapidez que foram vendidos os 128 mil ingressos para os shows que Paul McCartney fará hoje e amanhã em São Paulo não deixam dúvidas; os fãs que se acumulam desde sexta-feira na frente do Morumbi, cantando e tocando músicas do ídolo, também não. É de se imaginar uma comoção logo mais, quando Sir Paul pisar o descomunal palco montado no estádio - uma estrutura que equivale à altura de um prédio de oito andares. Mas se emoção e sonho são objetos quase impossíveis de mensurar, indicadores mais paupáveis dão a dimensão do quanto a volta do músico vem mexendo com a maior cidade do país. A ponto de entusiasmar até mesmo o presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), empresa que tem, entre outras atribuições, a de criar iniciativas para atrair mais visitantes à capital paulista, tanto de outros estados, como do exterior. Estima-se que um show desse porte, com duas datas, atraia cerca de 56 mil turistas. Eles devem ficar na cidade por três pernoites, e ter gasto médio de R$ 400,00, movimentando R$ 67 milhões!

A TROPA DE ELITE DE SIR PAUL McCARTNEY

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O superastro Paul McCartney retorna ao Brasil para mais dois espetáculos em São Paulo. De 1993 para cá, quem acompanha a sua carreira, sabe que pouco mudou no seu repertório - com sucessos dos Beatles, do Wings e de sua carreira solo. A grande mudança está na superbanda que o acompanha. Desde 2001, Macca está na estrada com o mesmo grupo de apoio, a quem costuma se referir como a melhor banda com que já tocou desde os Beatles. Conheça um pouco mais sobre a tropa de elite do “chefe”, como eles carinhosamente chamam o patrão.

O trabalho de Rusty Anderson vai além de apresentações com um ex-beatle. Ele tem chegado muito mais aos nossos ouvidos. Como músico de estúdio, Anderson participou de sucessos como Living La Vida Loca (Ricky Martin), The Game of Love (Santana) e de álbuns do Walflowers, Elton John, Sinead O’Connor, Courtney Love e outros artistas. Neste ano, o guitarrista free-lancer de Los Angeles lançou o trabalho Undressing Underwater (Surfdog) “As pessoas têm me falado que ele soa como um disco de pop britânico”, diz Anderson, “Mas eu apenas deixei que meu estilo natural aflorasse e procurei não pensar demais sobre nada. As canções se formaram ao longo do tempo, como estalagmites e estalactites”. Não importa como as músicas surgiram, Undressing Underwater (Surfdog) é fantástico. Trata-se de um trabalho repleto de texturas que traz a energia do glam, surf music, rock clássico, hard rock, new wave e punk pop, além de conter partes maravilhosas de guitarra, belas melodias e arrojadas harmonias vocais.

“Gosto de cores”, diz ele. “E curto linhas de guitarra que funcionem verticalmente e horizontalmente – o que significa que a linha é boa por si só e também funciona dentro do contexto da música. Uma boa parte deve lembrá-lo instantaneamente de uma sensação especial, recordar uma gravação favorita ou produzir uma emoção – é o que chamo de “lembrança involuntária”.
Influenciado pelos três Micks – Mick Ralphs, Mick Jones (The Clash) e Mick Ronson -, Jimi Hendrix (“Axis Bold as Love é a bíblia da guitarra para mim”), Adrian Belew, Tom Morello, Steve Hackett e Jonny Greenwood (Radiohead), Anderson toca sempre com um timbre decisivo e articulado.

“Em termos sonoros, tenho a tendência de partir para a saturação, e acredito que o ataque é muito importante”, ele explica. “O som de Mick Ralphs em Mott, do Mott the Hoople, por exemplo, é consistente e elegante, além de ter um ataque muito bonito. Este é o exemplo perfeito da utilização equilibrada de saturação e ataque”.
Embora o disco de Anderson esteja repleto de surpresas sonoras, ele afirma que uma tonelada de equipamento nem sempre é necessária. “Você pode distrair-se facilmente com equipamentos e perder o foco de criação”, diz ele. “Acredito que os gostos das pessoas aparecem no momento em que elas tocam um instrumento, e é com isso que você pode contar. Técnica e equipamentos são apenas meios para um fim: a comunicação de suas idéias para outras pessoas. Você precisa limpar sua mente, focar-se em sua inspiração e renová-la para uma boa música surgir”.

Brian Ray parece um rock star quando se mexe sem parar pelo palco quando toca guitarra e baixo com Paul McCartney. Mas ele é também um maníaco por canções que também se sente feliz compondo sozinho, dentro de uma sala. E ele mostra talento em ambas as frentes. Este entusiasmado guitarrista já tocou com duas grandes lendas – McCartney e Etta James – e seus dotes de compositor já foram utilizados por Peter Frampton, Michael Steele (The Bangles), Rita Coolidge, entre outros artistas. Ele gravou, inclusive, o grande sucesso One Heartbeat para Smockey Robinson, em 1987.

“Embora as minhas raízes estejam nos músicos de blues dos 1950 (cinqüenta) e 60 (sessenta) – e o meu herói seja o Jeff Beck da era Truth – sempre fui um aficionado pelas boas canções pop. Portanto, a composição sempre vem em primeiro lugar. Tocar guitarra é tudo para mim, mas as seis cordas não é nada a menos que esteja dando suporte e chamando a atenção do ouvinte à canção, ao cantor e à letra. Não gosto de guitarra somente pela guitarra”.
Para garantir que suas partes tenham contribuído para a música, Ray e seu amigo co-produtor Oliver Leiber passaram um bocado de tempo procurando pelos melhores ajustes até encontrarem os sons perfeitos.

“Eu estava disposto a experimentar uma porção de colorações de guitarra, para que cada parte tivesse uma essência verdadeira”, diz Ray. “Não queria dar uma de preguiçoso e falar: ‘Tenho três guitarras e dois amplificadores dos quais gosto, e vou usá-los o tempo todo na gravação’. E aí que a parceria com Oliver proporciona experiências maravilhosas, porque o seu estúdio possui um arsenal de amplificadores e efeitos vintage. Nos overdubs, eu cantava ou tocava uma parte para Oliver e ele dizia: ‘Certo, experimente esta guitarra plugada naquele amplificador Watkins Dominator e depois insira um delay’. Quando eu escutava o resultado final, ficava sempre impressionado”.
Em relação aos solos, Ray jamais aprendeu os de outras pessoas. Pelo contrário, ele absorveu os timbres, estilos e gostos de seus guitarristas prediletos. “Sigo dois métodos para solar”, explica. “O primeiro é mais energético – uma abordagem de rock clássico e blues. Depois, após o segundo ou terceiro take, experimento solos mais temáticos e melodiosos, à La George Harrison ou Paul McCartney. Nunca fui fâ de guitarristas fanáticos por velocidade. Meu negócio é mais ligado às pausas que existem entre as notas, à pegada e à expressão. Não tem nada a ver com ‘Confiram este meu riff arrasador’. Meu negócio é causar choro ou riso em uma pessoa”.

Paul "Wix" Wickens
Ao lado de Paul McCartney nos palcos há 21 anos, o multiinstrumentista Paul “Wix” Wickens é o único remanescente da antiga banda do ex-beatle, que também contava com sua esposa Linda, nos teclados. Wix é o diretor musical da banda de Paul e também já trabalhou com artistas como Styx, The Damned, Tim Finn, Carrack Paulo, Nik Kershaw, Jim Diamond, Boy George e David Gilmour.

E por fim, dono absoluto das poderosas baquetas que seguram toda a cozinha da superbanda,
está a figura do gigante
ABE LABORIEL JR. Filho de um dos mais respeitados baixistas de estúdio do mundo, Abraham Laboriel Sr., Abe iniciou sua vida musical muito cedo. Se graduou na Berklee College Of Music e um de seus padrinhos musicais foi o baterista Jeff Porcaro. Após sair da faculdade, Abe caiu na estrada com artistas como Steve Vai, Seal e Sting. Recentemente, acompanhou Eric Clapton e Steve Winwood em uma pequena turnê. Seu currículo como baterista de estúdio passa por Ringo Starr, Hanson, Natalie Cole, Fiona Apple, Lady Gaga, Will Smith, Jewel, Shakira e os ícones B.B. King e Les Paul, entre muitos outros.
“Eu tinha mão pesada, mas o chefe confiou”. E foi assim que o baterista Abe Laboriel Jr. se tornou um dos trunfos da banda de Sir Paul McCartney, dono de um dos sets mais aplaudidos do show que o estádio do Morumbi verá hoje e amanhã em São Paulo.

Algumas horas antes de estrear no Estádio do River Plate, na Argentina, na quinta-feira, Abe Laboriel deu uma pequena entrevista. Rasgou o verbo para a plateia gaúcha, falou sobre "o chefe" e contou como é a sua relação com o homem do qual, em tese, ocupa o mesmo lugar: Ringo Starr.

Você sabe, Ringo Starr tem uma imensa reputação de ser um baterista medíocre. O que você pensa disso?
Minha opinião é que as pessoas que dizem isso são ignorantes. Ringo é um dos mais prolíficos bateristas da História. Sua abordagem da bateria foi importante para o desenvolvimento de instrumentistas como John Bonham (Led Zeppelin) e Stuart Copeland (Police). Muitos discordam dessa afirmação, porque a técnica é apenas um dos aspectos da arte de tocar bateria. A técnica é 10% de tudo, os outros 90% são musicalidade, coisa que Ringo domina maravilhosamente bem. É um estilo verdadeiramente fantástico.
Você já o conheceu?
Sim. No início, ele veio a alguns shows nossos. É um sujeito admirável, gentil, e me apoiou muito. Depois, tocamos juntos em alguns shows beneficentes, e estivemos juntos naquele evento organizado pelo David Lynch no Radio City Music Hall. Não tenho palavras para descrever a emoção que tive, o tanto que me impressionou notar que ele ouvia ao mesmo tempo que tocava. Ele sacou que eu toco diferente dele, e não fez com que eu o acompanhasse, ele se juntou a mim, sorrindo. É um cavalheiro de verdade, e demonstrou camaradagem legítima.
Quando você se deu conta pela primeira vez de que estava ali ocupando o lugar que um dia foi de Ringo Starr, como reagiu?
É interessante. Eu cresci ouvindo Beatles, lembro que dois dos meus primeiros álbuns foram Sgt. Pepper"s e White Album. Mas, depois, ouvi também muito Band on the Run e Wings, e todo o trabalho solo de Paul. Era isso que mais me vinha à cabeça. Não conectei com Beatles imediatamente, mas com o trabalho solo de Paul. Para mim, nunca foi como "Oh, my God, estou nos Beatles!". Nada disso: é como se fosse tocar com um velho amigo. Porque é isso que Paul é, um querido amigo. Quando estou a bordo dessa banda, não sinto essa reverência à coisa clássica. Toco para a plateia, que é diferente daquela que estava na frente dos Beatles naquele tempo. Tenho diferentes gêneros como minhas influências, e essa audiência também tem. Você não pode tocar hoje em dia frente a um estádio lotado, 75 mil, 45 mil pessoas, como se fosse nos anos 1960. Não. É o mesmo espírito, mas com o fogo que John Bonham ensinou. Não posso tocar suavemente. Sou assim: grande e bombástico.
Abe, quais são suas canções preferidas dos Beatles?
Tem muitas. Por exemplo: eu adoro tocar a música Magical Mistery Tour, porque é uma celebração. Adoro também tocar Helter Skelter, porque sempre me impressiona, e é uma pedra de toque. Helter Skelter é a primeira música de heavy metal jamais tocada.
Como é ter Paul McCartney como patrão?
É exigente, mas também amigável e cordato. Quando estamos gravando, no estúdio, é sempre admirável ver como suas ideias são férteis e generosas musicalmente. E não é exclusivista: logo após gravarmos um álbum, tive o convite do Sting e fiquei três meses excursionando com ele. Só exige dedicação.
Seu pai, o baixista Abe Laboriel Sr, foi um mito da música. Qual foi a principal influência que você recebeu dele?
Confiança. Ele me ensinou que é preciso sustentar aquilo que você é, não fingir que é algo que não é. Autocontrole, autoconfiança, amor, apoio.
Esta é sua primeira turnê pela América do Sul?
Sim, é minha primeira vez. Estou muito feliz, encontrei aqui muita gente legal. Em Porto Alegre foi inacreditável, a emoção, a vibração do público. Uma plateia incrivelmente animada. É sem dúvida um recanto muito especial do planeta.

LET ME ROLL IT!

BAND ON THE RUN IN PORTO ALEGRE

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POSSÍVEL REPERTÓRIO DO SHOW DE HOJE

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Os fãs começam a contar as horas para o encontro com o ídolo em São Paulo. Após uma elogiadíssima passagem pelo estádio Beira-Rio em Porto Alegre e no estádio River Plate na Argentina, o ”chefe” se apresenta HOJE (21) e AMANHÃ (22), no estádio do Morumbi. Tudo leva a crer que o repertório será praticamente o mesmo que cantou para os gaúchos argentinos. As músicas são originárias de discos dos Beatles e da carreira solo do mestre, uma verdadeira aula do melhor rock que se pode ouvir neste mundo!

- Venus and Mars / Rock Show (1975 -álbum Venus and Mars)
Essas duas músicas abrem o álbum Venus and Mars, um dos melhores do Wings, grupo que Paul McCartney liderou nos anos 70. Rock Show é uma celebração ao rock, com direito até a citação de Jimmy Page, do Led Zeppelin. Curiosidade: essas canções abriam a turnê 1975/76 do astro.
- Jet (1973 - Band on the Run)
Esse rockão está sempre nos shows de Paul e é um dos destaques de Band on the Run, que muitos consideram o melhor trabalho do Macca após sair dos Beatles. Por sinal, ele toca cinco faixas desse disco durante o espetáculo.
- All My Loving (1963-With The Beatles)
A primeira música dos Beatles a entrar no show. Um daqueles roquinhos básicos e deliciosos que o grupo fazia com rara categoria logo no início de sua carreira.
- Letting Go (1975 - Venus and Mars)
Resgatada na atual turnê, trata-se de um dos destaques do álbum Venus and Mars, um dos melhores dos Wings. Esta canção está há muito fora dos set lists do Macca.
- Drive My Car (1965- Rubber Soul)
Faixa de abertura de Rubber Soul, um dos discos que marcam a transição dos Beatles rumo a um som mais adulto e experimental, embora, neste caso, seja um rockão bem descontraído e descompromissado. Era a abertura da turnê que passou pelo Brasil em 1993.
- Highway (2008 - Electric Arguments - The Fireman)
Terceiro álbum do projeto experimental que Paul McCartney mantém com o produtor e ex-integrante da banda Killing Joke Youth, Electric Arguments é mais direto, como prova este ótimo rock, belo representante da atual fase do astro.

PAUL McCARTNEY – HIGHWAY


- Let Me Roll It (1973 - Band on the Run)
Este blues rock tem nítidas influências de John Lennon e não por acaso. Faixa de destaque de Band on the Run, a canção foi feita como resposta à virulenta How Do You Sleep, que o marido de Yoko Ono lançou em Imagine (1971) e que detonava o ex-parceiro.
- The Long and Winding Road (1970 - Let It Be)
Uma das baladas mais famosas dos Beatles e primeiro momento para se ouvir abraçado ao lado do parceiro/a. Antigamente, era o momento de se acender os isqueiros, mas hoje o celular pode ser a alternativa.
- 1985 (1973 - Band on the Run)
Outra música nada habitual em shows de McCartney. Balançada e irresistível, é a faixa de encerramento do fantástico Band on the Road, com letra influenciada pelo livro 1984, de George Orwell.
- Let 'Em In (1976 - Wings at the Speed of Sound)
Um dos grandes sucessos de McCartney durante a sua turnê americana de 1976, esta faixa faz parte do mesmo álbum que inclui Silly Love Songs, esta infelizmente ausente da atual turnê do ex-beatle.
- My Love (1973 - Red Rose Speedway)
A balada soul é uma das mais fortes do repertório romântico de Paul McCartney. Não por acaso, foi composta para sua ex-mulher, Linda McCartney, morta em 1998.
- I've Just Seen a Face (1965 - Help!)
Esta animada canção country volta e meia entra no repertório dos shows de Paul McCartney, provavelmente por ser bem dançante, daquelas de se acompanhar com palmas.
- And I Love Her (1964 - A Hard Day's Night)
E quem disse que os Beatles não gravaram bolero? Este é o mais famoso deles, balada que muita gente famosa regravou por aí, incluindo a dupla Zezé Di Camargo & Luciano, na versão Eu Te Amo, incluída em seu disco de estreia, de 1991.
- Blackbird (1968 - The Beatles -White Album)
Esta faixa de The Beatles, disco duplo lançado em 1968 e mais conhecido como White Album ou Álbum Branco, é uma bela balada folk interpretada por McCartney no melhor estilo voz e violão.
- Here Today (1982 - Tug of War)
Prepare o lenço. Esta música é interpretada por Paul acompanhando-se ao violão e foi escrita em homenagem a John Lennon, assassinado no dia 8 de dezembro de 1980. Uma balada delicada e de rara beleza.
- Dance Tonight (2007 - Memory Almost Full)
Bela balada acústica da fase mais recente do trabalho de Paul McCartney. Prova de que, se quisesse, ele poderia perfeitamente fazer um show só com músicas mais recentes e continuar com o alto nível de sempre.
- Mrs. Vanderbilt (1973 - Band on the Run)
Outra canção do melhor disco solo de Paul McCartney e com uma levada daquelas que as pessoas costumam acompanhar com palmas. Outro resgate bem bacana de música habitualmente fora dos shows do ex-beatle.

PAUL McCARTNEY – MRS. VANDERBILT


- Eleanor Ribgy (1966 - Revolver)
Um dos momentos mais profundos da carreira dos Beatles e certamente uma das músicas favoritas do público. Certamente será ouvida com muita atenção e respeito por parte de todos, que vibrarão logo nos primeiros acordes.
- Something (1969 - Abbey Road)
Chega outro momento reservado para uma homenagem, desta vez com Paul cantando a balada assinada pelo saudoso George Harrison e uma das mais famosas dos Beatles. Lágrimas por todos os lados serão inevitáveis, também.
- Sing The Changes (2008 - Electric Arguments)
Outra ótima faixa do terceiro álbum do The Fireman e um daqueles rock vigorosos que Paul sabe fazer como ninguém. Mesmo sem conhecer (esse álbum não saiu no Brasil), o público certamente reagirá bem a esta canção.
- Band on the Run (1973 - Band on the Run)
A faixa que dá nome ao mais famoso trabalho solo de Paul McCartney é garantia de agitação em qualquer show do ex-beatle. Prepare-se para suar, pular e se divertir muito durante sua execução.
- Ob-La Di Ob-La Da (1968 -The Beatles -White Album)
Esse quase reggae é uma das músicas mais descompromissadas e de alto astral gravadas pelos quatro rapazes de Liverpool. Garantia de festa ou o seu dinheiro de volta.
- Back in the USSR (1968 - The Beatles - White Album)
E já que o assunto é festa, nada melhor do que este rock com evidente inspiração nos Beach Boys. A faixa abre o Álbum Branco, e é outra que sempre leva o público à loucura nos shows de Mr. McCartney.

PAUL McCARTNEY – BACK IN THE USSR


- I've Got a Feeling (1970 - Let It Be)
Rockão pesado que é um dos destaques do álbum Let It Be e que não figura entre os hits da banda, embora seja tão bom quanto qualquer um deles. Curiosidade: Cassia Eller citava essa música em sua famosa versão de Por Enquanto, da Legião Urbana.
- Paperback Writer (1966 - single)
Belo exemplo da fase psicodélica dos Beatles, possui uma batida roqueira e dançante que soa moderna mesmo 44 anos depois de seu lançamento.
- A Day in the Life (1967 - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band)
Considerada por alguns críticos como a faixa mais genial composta por John Lennon e Paul McCartney, A Day in the Life é outra canção fadada a levar o público presente ao delírio, graças a suas variações rítmicas e melódicas.
- Let It Be (1970 - Let It Be)
Uma das mais belas baladas soul de todos os tempos certamente arrancará lágrimas dos fãs, além dos celulares substituindo os isqueiros de antigamente.
- Live and Let Die (1973 - single)
O tema de um dos filmes da saga James Bond é outra daquelas que os fãs esperam esfregando as mãos. Os efeitos especiais de explosão são marca registrada desta canção que se mantém de turnê para turnê.
- Hey Jude (1968 - single)
O maior sucesso comercial da carreira dos Beatles é também aquele momento de êxtase para a plateia, que se esgoela no "na, na, na, na, Hey Jude" como se não houvesse amanhã. Como resistir? É o fim do show. Pelo menos, antes dos bis.
- Day Tripper (1965 - single)
Um rockão para chacoalhar os esqueletos sem medo de ser feliz e certamente um dos grandes clássicos dos Beatles no quesito rock pesado.
- Lady Madonna (1968 - single)
Canção balançada que homenageia um dos pioneiros do rock and roll dos anos 50, Fats Domino, e daquelas que não tem como não dançar com ela.
- Get Back (1969 - single, também faz parte do álbum Let It Be, de 1970)
Com sua batida quase marcial e seu refrão contagiante, Get Back parece que foi feita para ser tocada em um momento como esse, pois é daqueles rocks de que todos gostam. E o show acaba de novo.
- Yesterday (1965 - Help!)
A parte final do show de Paul McCartney não poderia ter início de forma mais emocionante. Yesterday é considerada por muita gente como a balada mais bonita de todos os tempos, e é outra que fará muita gente chorar de emoção.
- Helter Skelter (1968 - The Beatles - White Album)
O rock mais pesado da carreira dos Beatles é interpretado por Paul McCartney ao vivo como se não houvesse amanhã, tal o pique com que o quase setentão o encara. Vai ter energia ali adiante! Para alguns, o melhor momento do show, no quesito rock and roll.
- Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967 - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band) - The End (1969 - Abbey Road)
No final do último bis, um pot-pourri com dois clássicos dos Beatles para colocar as energias negativas para fora e pular, gritar e dançar junto, com direito a um desempenho vibrante por parte da banda. Quase três horas de show e você ainda quer mais. Mas, agora, acabou.

sábado, 20 de novembro de 2010

THE BEATLES - I'M DOWN!

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FOTO DO DIA - PAUL McC (COF, COF!) ARTNEY

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OS TESOUROS DO BAÚ DO EDU - Nº 03

3 comentários:
Chamar Paul McCartney de gênio é uma coisa normal. Ao lado de John Lennon formou a dupla de compositores de maior sucesso da história da música. É um excelente produtor e multi-instrumentista como poucos. Escolheu o baixo como ofício. Também toca, e muito bem, guitarra, piano, bateria ou qualquer outro instrumento que parar em suas mãos. E ainda é também é um dos maiores, senão o maior, cantor do rock de todos os tempos. Além de toda esta excelência musical, Paul McCartney tem outro grande talento, o cuidado com sua imagem. Olhando para trás, desde o início de sua carreira, no final dos anos 50 até os dias de hoje, é difícil encontrar fatos que possam arranhar sua imagem de bom moço, um Beatle que conquistou a realeza britânica e foi nomeado Sir. No entanto, um problema de Paul envolvendo drogas chegou às manchetes mundiais no início de 1980. No dia 16 de janeiro, ao desembarcar no aeroporto de Tokyo com a mulher, os filhos e os Wings, ele foi preso com 225 gramas de maconha. Paul ficou em cana por mais de uma semana. Disse que antes de viajar estava em Nova York com um fumo muito bom e como não tinha certeza se encontraria alguma erva no Japão, resolveu levar a mercadoria. “O negócio era bom demais para jogar na privada, então eu resolvi levar comigo” afirmou Paul. Ele também admitiu que esta foi umas das coisas mais imbecis que já fez na vida. Sua prisão no Japão também decretou o fim dos Wings. Os músicos Denny Laine, Laurence Juber e Steve Holly, insatisfeitos com a perda do contrato das apresentações (consequentemente, com a grana que iriam ganhar com os shows) e com uma remuneração baixa, resolveram cair fora!

Neste 3º capítulo de “Tesouros do Fundo do Baú”, extraída da revista Manchete de 25 de janeiro de 1980, uma pequena matéria sobre a prisão de Paul no Japão. Valeu! Abração!

PAUL McCARTNEY – O BARATO SAIU CARO!
Na desastrosa relação entre o rock e as drogas, um dos mais divulgados capítulos vem sendo escrito desde semana passada. O cenário era clássico: no aeroporto de Narita, Tóquio, milhares de fãs superexcitados aguardava a chegada de Paul McCartney e seu conjunto Wings para uma série de 11 apresentações no Japão. Inevitavelmente, a imprensa estava lá – em peso. O sorridente Paul McCartney apareceu de moço bem-comportado, com mulher e filhos, mas, ao que parece, as autoridades japonesas já estavam de olho em sua bagagem. Procuraram e encontraram: 220 gramas de maconha. E, em vez do palco, Paul McCartney acabou na cadeia, levantando-se, no Japão, grande polêmica sobre as severíssimas leis envolvendo drogas. Mas não é a primeira vez que o ex-Beatle enfrenta esse tipo de problema. Em 1972, por exemplo, em Gotenburgo, na Suécia, ele chegou a admitir o consumo de haxixe e o contrabando para aquele país, sendo multado em dois mil dólares. No ano seguinte, sofreu nova multa – desta vez por cultivar maconha em sua fazenda na Escócia.

Ele chegou a Tóquio, o filho no colo e a mulher, Linda Eastman, pelo braço, sem demonstrar qualquer preocupação aparente, para fazer um total de 11 concertos com seu conjunto Wings. Mas a alegria de Paul McCartney e seus fãs iria durar pouco. As autoridades japonesas estavam de olhos bem abertos.

Até o início desta semana, a juventude japonesa estava mobilizada pelo affaire McCartney. Com os concertos cancelados - e um prejuízo calculado em pelo menos um Milhão de dólares – as rádios oficiais proibidas de apresentar músicas de Paul (enquanto as particulares tocavam adoidado “atendendo a pedidos”), alguns achavam que era “inocente, pois não conhecia as leis japonesas”, enquanto outros reconheciam: “Ele agiu mal.” Enquanto isso, na cadeia, o cantor e compositor entrava no regime de acordar às seis da manhã e dormir às oito da noite; na justiça ainda se discutia o que fazer: formalizar a acusação de posse de drogas (mantendo-o sete anos na cadeia, mais dois mil dólares de multa) ou simplesmente expulsá-lo do país. Pelo sim, pelo não, os Wings se mandaram. Mas Linda espera por Paul.

Os policiais japoneses escoltaram um Paul McCartney já algemado para a delegacia. Os fãs tentaram tumultuar a prisão, e muitos não entendiam o que estava acontecendo, mas as provas eram muito evidentes. Em sua bagagem foram encontradas cerca de 220 gramas de maconha.

PAUL McCARTNEY & WINGS - COMING UP - 1979

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THE BEATLES - HEY JUDE

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Saiba tudo sobre como Paul McCartney compôs HEY JUDE - o maior sucesso comercial dos Beatles! http://obaudoedu.blogspot.com/2010/01/beatles-hey-jude.html

O VELHO JIM McCARTNEY - PAI DE PAUL

Um comentário:
Conheça ou saiba um pouco mais sobre a vida do velho JIM McCARTNEY, pai e melhor amigo de Paul. http://obaudoedu.blogspot.com/2010/06/o-velho-jim-mccartney-o-melhor-amigo.html

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

PAUL McCARTNEY - COMERCIAL REDE GLOBO

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TOM EVANS - I WON'T FORGET YOU!

2 comentários:
Há 27 anos, no dia 19 de novembro de 1983, morria o Badfinger Tom Evans. Suicídio por enforcamento. Quase exatos 8 anos depois do suicídio do outro Badfinger (e seu melhor amigo) Pete Ham. Hey, Tommy: I WON'T FORGET YOU! EduBadfinger.

BADFINGER 1981 - HOLD ON



Não deixem de conferir toda a trajetória dessa banda fantástica no link:

http://obaudoedu.blogspot.com/2010/08/especial-badfinger-postagem-n-1000.html

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

OS TESOUROS DO BAÚ DO EDU - Nº 02

4 comentários:
É indiscutível o tanto que a década de 70 representou para a história da Cultura Pop do século XX - quase do mesmo tanto, ou mais, que os próprios anos 60 - "A Era dos Beatles!". Num mundo que, sequer era impossível sonhar em internet, havia uma revistinha que era "jóia" para fãs ávidos como eu por notícias dos seus ídolos. Nesse tempo, que hoje parece tão distante, havia uma revistinha mensal, publicada pela Editora Abril, que, de certa forma nos conformava com essas poucas notas. Era a "POP". Ou simplesmente a "Revista Pop". Ou, usando o nome formal, "Geração Pop". O Brasil, era supercarente de informação. Em tudo havia censura. Mas a revista insistia na teimosia de ser apenas informação para os jovens! E isso incomodava! É claro, falava de moda, skate, surf e outras tantas baboseiras... mas o grande enfoque era sempre o que estava acontecendo no mundo da música, do rock. Essa hoje "clássica" publicação, resistiu bravamente por 7 longos anos, entre 72 e 79. Teve seu final fatídico depois de 82 edições. Era cara, e em 1977, um "durango" como eu não tinha grana para acompanhar. Pois bem, certo dia, na casa de um amigo, estava lá a edição novinha que, na capa, tinha uma chamada para o "primeiro depoimento inédito" de Paul McCartney sobre o fim dos Beatles! Nem pensei duas vezes! Arranquei as páginas de forma carinhosa que achava que ninguém fosse perceber. E por mais de três décadas guardei e escondi o produto do roubo como se fosse um troféu! Olhando para o passado, percebo que foi um erro. Se tivesse pedido, ele teria me dado. Mas a emoção era muito maior! Quando ele finalmente percebeu que as páginas da sua revista haviam sido roubadas, nunca mais falou comigo! Achei justo! Como disse, é como um trófeu! Desculpe, Raimundo! Foi por uma boa causa. Tenho certeza que agora você entende! Valeu! Abração! Com carinho, especialmente para você: "AS CONFISSÕES DE PAUL MCCARTNEY"! Publicadas na "POP" de abril ou maio de 77. Infelizmente, não pude levar a capa!

Pela primeira vez, desde a dissolução dos Beatles, Paul McCartney conta tudo sobre o fim do maior grupo que a música pop já conheceu. De quebra, revela todos os lances do nascimento do Wings, suas certezas e inseguranças, num depoimento exclusivo ao jornal inglês Daily Express e à revista POP.

“Eu nunca teria deixado os Beatles, se os outros músicos não o tivessem feito primeiro. Na época, as pessoas viviam me perguntando quando eu voltaria para o gupo. Mas, elas não sabiam que minha volta era impossível. Nenhum dos outros queria continuar.”

“Na verdade, o grupo só sobreviveria se eu chegasse com o rabo entre as pernas e pedisse: ‘Por favor, rapazes, vamos continuar com a banda?’ E mesmo se eu resolvesse assumir essa posição humilde estaria arriscado a levar um sonoro NÃO ! pela cara. De qualquer modo, o que me magoa nesse período da história dos Beatles é que sempre saí responsabilizado pelo fim dos Beatles. E eu fui o último da banda a querer isso.”

“Ringo foi o primeiro a deixar o grupo. Ele entrou numas que tocava bateria muito mal, e nós tínhamos que conversar com ele por horas a fio, tentando de toda forma convencê-lo do contrário. George foi o segundo a desistir, o que aconteceu durante as filmagens de Let It Be. Ele não conseguia ver futuro nos Beatles, talvez por estar entrando naquelas de mundo espiritual... Na semana seguinte, quando ainda tentávamos digerir a decisão de George, John entrou no escritório da Apple e lançou uma nova bomba, anunciando sua decisão de deixar os Beatles. Resolvemos esperar e ver se John mudava de idéia. Conversamos muito. Mas ele nunca mudou de idéia...”

“Assim ao contrário do que sempre comentam, eu fui o último músico dos Beatles a aceitar a dissolução do grupo. Mas, vocês entendem, eu não poderia ficar chupando o dedo, à espera que John, George e Ringo decidissem voltar para o conjunto. Desse modo, resolvi formar o meu próprio grupo, mesmo sabendo que a parceria de John iria fazer uma imensa falta. Afinal, nós sempre ajudávamos um ao outro nas idéias musicais.” “Bolei o nome de Wings quando Linda estava no hospital, dando à luz a Mary. É claro que, nesse caso, a maioria dos pais estaria pensando no nome que daria ao filho: mas eu e Linda só pensávamos no nome do grupo o qual acabávamos de formar. Afinal, registramos os dois nomes (Wings e Mary) no mesmo dia. O sujeito do cartório, é claro, achou estranhíssima toda aquela confusão...”

“O grande problema dos Wings, no início, era a grande expectativa que todos tinham com relação ao grupo. Os Beatles começaram tocando para platéias, que esperavam muito pouco do nosso som. Desse modo, tivemos tempo para amadurecer e, finalmente, criar algo realmente bom. No caso dos Wings, porém, todo mundo queria ouvir ‘o novo grupo do Paul McCartney’, e não uma banda que estava apenas começando, em busca de uma personalidade musical. Para um grupo novo, o ideal é enfrentar platéias que não prestam muita atenção à música, dando oportunidade aos músicos para avaliar as reações da garotada. Mas nós nunca tínhamos oportunidade de errar no palco. Nossos erros eram detalhadamente apontados pela imprensa, que esperava de nós uma tola perfeição.”

“As críticas negativas que recebemos no início foram duras de aceitar. As pessoas escreviam que a única saída para os Wings seria contratar John, George e Ringo. Escreviam que os LPs dos Wings eram ridículos e ingênuos. E, quando todo mundo começa a dizer que você é ruim, você começa a desconfiar do trabalho que está realizando..” Se eu fosse um músico em início de carreira, se o Wings fosse meu primeiro grupo na vida, até que as críticas seriam aceitáveis. Afinal, era o meu nome saindo no jornal! Mas quando você já esteve lá em cima, liderando a maior banda da música pop, as críticas começam a soar um pouco diferente.”

“Um dos principais comentários da imprensa (e até dos amigos) era que Linda não possuía o menor nível musical para estar no Wings, como tecladista. O guitarrista Henry McCullough e o baterista Denny Seiwel, que iniciaram o Wings junto conosco deixaram o grupo por diferenças musicais com Linda. Diariamente, eles me diziam: ‘Paul, não leve a mal, mas linda não tem nada a ver com a gente’. E eu respondia sempre. É difícil explicar com palavras, mas sei que existe um bom motivo para Linda estar conosco. Todo músico tem que perder a sua ‘virgindade artística’, ou seja, o medo de se apresentar em público. No caso de Linda – reconheço – esse processo foi bastante doloroso. Lembro-me de uma noite terrível, durante um circuito universitário, que fizemos no início do grupo. Íamos tocar a música Wild Life e Linda deveria introduzi-la com quatro acordes de piano. Eu virei para o grupo e fiz a clássica: um, dois, três, já! Nada de piano... Olhei para Linda e ela me sussurrou: ‘Esqueci os acordes!’ Ainda bem que a platéia pensou que aquele lance tinha sido planejado por nós...”

“Em 1973 nós buscávamos desesperadamente uma fórmula de sucesso para o Wings. Nas entrevistas, as pessoas só perguntavam sobre a volta dos Beatles, e eu já estava ficando cheio! Desse modo, decidimos gravar nosso LP seguinte em Lagos, na Nigéria, pensando que seria um bom refúgio espiritual. Na verdade, logo que chegamos lá fomos vítimas de assalto. Quatro sujeitos se aproximaram enquanto dávamos um passeio pelas ruas, e nos deixaram quase nus! Levaram tudo, desde o meu blazer inglês até as botas suecas de Linda. De qualquer modo, Band on the Run, o LP o qual gravamos lá, foi nosso primeiro disco de sucesso, vendendo mais de um milhão de cópias. A própria capa do disco é uma tentativa de representação do assalto. Depois de Band on the Run, o público passou a nos aceitar como uma grande banda de rock.”

“Fazendo um balanço de sete anos de Wings, algumas revelações são realmente surpreendentes. Nos últimos dois anos, por exemplo, ganhei muito mais dinheiro que em todo o período em que os Beatles estavam vivos. Explica-se: durante os anos de ouro dos Beatles, nunca sabíamos a quantas andavam as nossas finanças. Aquele canalha do Allen Klein fez a cabeça de John, George e Ringo, jogando todos eles contra mim. Nos últimos anos os negócios da Apple eram simplesmente inacreditáveis: todos ganhávamos dinheiro, mas recebíamos salários bem pequenos. O resto ia para a empresa, em nome de um fundo que nunca chegamos a ver...”

“Na verdade, nunca chegamos a ver um tostão de direitos autorais sobre tudo o que se inventou sob o nome Beatles: bolsos, chaveiros, perfume, perucas, talco, roupas, souvenirs e uma série interminável de coisas. Allen Klein detinha os direitos sobre tudo que levava o nome Beatles, e nunca nos deu uma prestação de contas a qual pudéssemos considerar como satisfatória. Essa situação só foi moralizada quando contratei o pai de Linda como advogado. Aí, tudo veio á tona, e George e Ringo me deram razão. Na verdade, John é o único que resiste a aceitar a realidade. Ele sempre foi um grande cabeça dura. Foi a partir desse ponto que nos tornamos amigos. E foi exatamente pela mesma razão que acabamos brigando...”