terça-feira, 26 de julho de 2011

MARK LEWISOHN - O PESQUISADOR INCANSÁVEL

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Ao longo de sua carreira, Mark Lewisohn já trabalhou para a EMI , MPL Communications e Apple. Escreveu diversos livros sobre os Beatles que se tornaram referência no mundo inteiro. Lewisohn pode ser considerado, sem dúvida, como a maior autoridade mundial sobre o assunto, pela sua pesquisa meticulosa e detalhista.
Em 1986, o livro de Lewisohn "The Beatles Live!" foi publicado. Esse livro trazia detalhadamente a história completa de todas as apresentações dos Beatles num formato que ele também adotaria para seus livros posteriores. Depois de ser convidado pela EMI para ouvir e analisar todas as fitas das sessões originais gravadas pelos Beatles, Lewisohn escreveu "The Complete Beatles Recording Sessions: The Official History of Abbey Road Years", publicado originalmente em 1987. O livro, na forma de um diário, detalha cada sessão de gravação dos Beatles em Abbey Road cronologicamente. A introdução foi escrita por Paul McCartney que declarou: “Provavelmente Mark Lewisohn sabe mais sobre mim do que eu mesmo”.
O próximo livro "The Beatles: 25 Years In The Life", foi publicado em 1988, e trazia informações sobre o que cada membro da banda estava fazendo em qualquer dia entre 1962 e 1987. Este livro ganhou uma nova edição em 1990. "The Complete Beatles Chronicles" foi publicado em 1992 e foi um passo além, detalhando toda a carreira da banda em estúdio, no palco, no rádio, no cinema, na televisão e em vídeo. Depois, veio "The London Beatles", seu próximo livro em co-autoria com Piet Schreuders e Adam Smith, publicado em 1994. Essencialmente um guia de todos os locais relacionados com Beatles em Londres, incluindo Abbey Road e London Palladium , com mapas e fotografias da banda nos locais mencionados. Uma nova edição revisada do livro foi republicada no início de 2008.
Mark Lewisohn também escreveu prefácios para vários outros livros sobre os Beatles de outros autores, como " The Beatles Recording" de Brian Kehew e Ryan Kevin, "The Beatles Gear" deAndy Babiuk e o livro alemão Komm, Gib Mir Deine Hand by Thorsten Knublauch and Axel Korinth. Também contribuiu para "In My Life: Lennon Remembered", um livro que acompanhava os dez programas de uma série especial feita pela rádio BBC sobre John Lennon. Escreveu "Wingspam" livro editado por Paul McCartney que acompanha o álbum duplo e assinou vários encartes de discos do ex-Beatle como Flaming Pie, Band on the Run: 25th Anniversary Edition e Wingspam: Hits and Hystory . Ele também escreveu o encarte para uma caixa com 6 CDs "Produced by George Martin - 50 Years in Recording", e do álbum "1" dos Beatles. Esteve diretamente envolvido durante todo o projeto "Anthology". Em 2005, Lewisohn anunciou que tinha começado a trabalhar em uma biografia dos Beatles em três volumes. A trilogia está prevista para ser concluída em 2018.
Apesar dos Beatles serem a área de especialização de Lewisohn, ele também tem escrito uma série de outros livros. Uma de suas obras mais conhecidas é uma enciclopédia da comédia na televisão britânica intitulado Radio Times Guide to TV Comedy, publicado em 1998 e atualizado em 2003, também disponível on-line como o Guia BBC Comedy até 2007. Também escreveu uma biografia de Benny Hill , publicada em 2002. Lewisohn escreve para várias revistas, incluindo a Radio Times e Match of the Day e também ajudou a editar o livro "Hendrix: para esclarecer a história", escrito por John McDermott e Eddie Kramer . Lewisohn vive com sua esposa e dois filhos em Hertfordshire, Inglaterra.
The Beatles Complete Recording Sessions foi publicado pela primeira vez em 1988 pela editora Hamlyn (uma divisão da Octopus Publishing Group), e produzido pelo executivo Norman Bates para a gravadora EMI. O livro é um histórico completo de todas as sessões de gravação que os Beatles fizeram de 4 de setembro de 1962 , até 2 de abril de 1970. Traz ainda longa entrevista com Paul McCartney.


Este livrão (204 páginas) aberto é do tamanho de um álbum duplo, e é ricamente ilustrado com cerca de 1000 fotos raras. Absolutamente imperdível! Faça o download dessa obra-prima (formato PDF) agora mesmo clicando no link:
http://www.4shared.com/file/D4b379Ez/Lewisohn_Mark_-_The_Beatles_Re.html

segunda-feira, 25 de julho de 2011

PAUL McCARTNEY - TAKE IT AWAY - EXCELENTE!

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JOHN E SEUS PEQUENOS BEATLES

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Clique na imagem para ampliar - Fonte: http://beatlephotoblog.com/

THE FACES - MAYBE I'M AMAZED - EXCELENTE!

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Atendendo ao pedido da amiga Maria Clara. Abração!

A CASA PSICODÉLICA DE GEORGE HARRISON

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Clique nas imagens para ampliar
Com exceção da primeira foto em preto e branco, as outras são de 1967 e 68 na casa de George, Kinfauns - um bangalô em Claremont Drive 16, em Esher, Surrey, Inglaterra, na propriedade de Claremont. Os Beatles durante este tempo (com exceção de Paul, solteiro e que sempre preferiu viver em Londres) eram recém-casados e tinham suas casas nos arredores de Londres, em suposta felicidade doméstica. John em particular, sempre se ressentiu por viver nessa monotonia suburbana - nunca foi um grande homem de família naquele momento - e sentiu-se inferiorizado pelos seus seus vizinhos ricos que sempre viam artistas como ele, como lixo de classe mais baixa não merecedor da sua nova fortuna.
George Harrison comprou Kinfauns por £ 20.000 em 17 de julho de 1964, aconselhado por Dr. Walter Strach, contador dos Beatles. George disse mais tarde: "Foi o primeiro que eu vi, e eu pensei o que eu poderia fazer." Mudou-se para lá poucos meses depois acompanhado da esposa Pattie Boyd. As propriedades de Ringo, George e John eram bem próximas umas e eles se visitavam frequentemente, para brincarem com seus brinquedos elaborados (karts e trens de brinquedo em grande escala), em suas mansões gigantescas. Depois da casa de Paul McCartney em Cavendish, St. Johns Wood - Kinfauns foi provavelmente a casa onde os Beatles mais se reuniram, uma vez que era a mais próxima das casas de John Lennon (Kenwood) e Ringo Starr (Sunny Heights). Foi também para lá que Harrison, Lennon e suas esposas foram depois da sua primeira experiência com o LSD em 1965.
Em 1967, George e Patti decidiram pintar a casa para se ajustarem ao moderno estilo psicodélico, supostamente inspirados por um livro chamado Art Tantrum, emprestado pelo antigo amigo dos Beatles,Klaus Voorman. George aparentemente em suas viagens de ácido na época, pintou o exterior da sua casa com redemoinhos e todo tipo de motivos psicodélicos. No interior, havia um mural em volta da lareira criado pelo "The Fool", que também pintou vários instrumentos musicais dos Beatles e o Mini de Harrison.
Muito pouco ou nenhuma segurança havia naqueles dias em torno da casa de George, e as fãs estavam sempre por lá para tirar fotos, tocar a campainha e vê-lo ou simplesmente para acariciar o gato. Kinfauns também ficou famosa por ser onde George gravou muitas de suas demos para o Álbum Branco em seu estúdio caseiro em 68, que possuía um gravador de rolo Ampex com quatro pistas.
Harrison foi o primeiro Beatle a experimentar e usar um sintetizador Moog, e gravou "Under The Wall Mersey" em Kinfauns; a faixa apareceria em Eletronic Sound, lançado em maio de 1969. Ainda em 69, Kinfauns era também, o local onde todos consumiam drogas, até George e Pattie serem presos por porte de maconha no dia do casamento de Paul. Os Harrison deixaram Kinfauns em 1970 quando seu casamento estava começando a desmoronar logo após mudarem-se para a pitoresca propriedade Friar Park.

A ARTE ENCANTADA DE "THE FOOL"

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As artes visuais tiveram um papel fundamental durante a era do psicodelismo e da contracultura. The Fool - grupo de designers holandeses - talvez tenham sido os maiores expoentes da Pop Art dos anos sessenta. Caíram nas graças dos Beatles e para eles, fizeram dezenas de trabalhos fantásticos. As obras de arte mais conhecidas do The Fool são aquelas que eles criaram entre 1966 e 1968. Incluem: as roupas usadas na transmissão de televisão de 1967 de "All You Need Is Love"; os gráficos do insert do LP Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967; as roupas usadas no segmento "I Am the Walrus" do filme para televisão Magical Mystery Tour de 1967;
O mural de três andares pintado em cores psicodélicas na fachada da Apple Boutique na Baker Street de Londres, além dos desenhos das roupas psicodélicas que eram vendidas na butique; a decoração de um piano de John Lennon e um de seus violões Gibson; a decoração do Mini Cooper de George Harrison e sua casa em Kinfauns em Surrey, assim como várias das guitarras de Harrison, mas não sua Fender Stratocaster conhecida como 'Rocky'; Harrison pintou ele mesmo; o projeto do cenário do filme Wonderwall de Joe Massot, de 1968; e o Rolls Royce de John Lennon;
As artes multi coloridas eram criadas a partir de temas fantásticos e místicos. Os membros originais do The Fool eram artistas - Simon Posthuma e Marijke Koger, um casal que foi descoberto pelo fotógrafo Karl Ferris entre a comunidade hippie na ilha espanhola de Ibiza em 1966. Ferris tirou fotos das roupas criadas por eles, e enviou para Londres, onde foram publicados no The Times causando, imediatamente, enorme frisson.
Depois de se mudarem para Los Angeles, The Fool criou o maior mural do mundo na época (1968) no exterior do Aquarius Theatre para a produção do musical da Broadway Hair, a convite do produtor Michael Butler. Simon e Marijke pintaram outros cinemas onde o Hair estava tocando, em San Francisco, Seattle e Chicago. Depois disso, The Fool se separou.
O DIA QUE A BAKER STREET FICOU MAIS BONITA
Durante o fim de semana de 10 a 12 de novembro de 1967, enquanto os Beatles estavam preocupados em gravar o vídeo de seu novo compacto, "Hello Goodbye", The Fool começou a pintar a antiga fachada de tijolos da loja, armando um andaime e envolvendo-o com encerados, de modo que o trabalho pudesse ser feito em sigilo."Eles se recusavam a dizer a qualquer um de nós a aparência que a fachada teria" diz Alistair Taylor. Ninguém, com exceção dos estudantes de artes contratados para executar o painel, tinha permissão de espiar o trabalho em curso. Até os Beatles eram mantidos a distância, como normalmente se faz com crianças ávidas de curiosidade. "Quando finalmente chegou a hora de tornar público o trabalho, todos nós nos juntamos na rua. O encerado caiu de maneira dramática e, sob ele, estava um incrível mural psicodélico na fachada do pequeno edifício, um autêntico gênio de três andares, com estrelas, luas e fadas e coisas desse tipo. Minha nossa! Nós ficamos absolutamente pasmados. Era fabuloso! As pessoas debruçavam-se das janelas dos prédios e dos ônibus para olhar. Qualquer motorista que entrava na rua quase batia no carro da frente, cujo chofer também tinha parado para olhar. A pintura era maravilhosa", disse Paul, fazendo eco à opinião compartilhada pelos demais Beatles com a maior parte do público. Na cidade toda, o mural da butique da Apple tornou-se assunto de conversa. Londres jamais vira algo parecido. As pessoas vinham de todos os bairros para observar melhor, obstruindo a calçada em frente à loja, congestionando o tráfego. Ela se tornou tão popular como atração turística como qualquer um dos pontos turísticos tradicionais. Porém, a comissão de planejamento da City of Wesminster, à qual tinha sido requerida a permissão oficial para pintar a fachada - ignorando-se se ela havia ou não dado a resposta -, não mostrava muito entusiasmo com isso tudo. 'Não demorou muito tempo para que fôssemos chamados pelos advogados do poder público, que disseram que teríamos de devolver ao prédio a antiga aparência", lembra Taylor. Seguiram-se três semanas de uma acalorada disputa na justiça, até que, finalmente, o mural foi apagado pelo The Fool.

THE BEATLES - STRAWBERRY FIELDS

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PAUL McCARTNEY - FINE LINE

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domingo, 24 de julho de 2011

OS BEATLES E O ANÚNCIO DA "ERVA"

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No dia 24 de julho de 1967, o jornal The Times publicou um anúncio de página inteira, sob a forma de abaixo-assinado, com o título “A lei contra a marijuana é, em princípio imoral e impossível de ser colocada em prática”. Os seguintes itens faziam parte do documento: o uso de maconha em ambientes privados não deve mais consistir em delito; além de não ser proibida, a maconha não deve constar da lista de drogas ilícitas e perigosas; a posse de maconha deve ser permitida legalmente ou, quando muito, considerada um delito leve e, portanto, todas as pessoas que, no momento, estão detidas por posse de maconha ou por permitirem seu uso em locais privados devem ter suas sentenças anuladas.
O documento foi assinado por 65 personalidades eminentes, incluindo Francis Crick, codescobridor da molécula de DNA, laureado com o prêmio Nobel; o escritor Graham Greene; os membros do parlamento britânico Brian Walden e Tom Driberg; o futuro membro do parlamento Jonathan Aitken e Brian Epstein. Entretanto, a assinatura dos quatro Beatles, agraciadaos como “Membros do Império Britânico”, provocou grande reação da imprensa. A posição do parlamento foi questionada e uma série de eventos se sucedeu, resultando em leis menos rígidas contra o uso da maconha no Reino Unido. O anúncio do The Times, que custou 1.800 libras, foi pago pelos Beatles, induzidos por Paul McCartney.
Clique na imagem para ampliar
Confira a lista de todos que assinaram a petição: Jonathan Aitken, Tariq Ali, David Bailey, Humphrey Berkeley, Anthony Blond, António Louro, Derek Boshier, Sidney Briskin, Peter Brook, Dr. David Cooper, Dr. Francis Crick, FRS, David Dimbleby, Tom Driberg, MP, Dr. Ian Dunbar, Brian Epstein, Dr. Aaron Esterson, Peter Fryer, John Furnival, Tony Garnett, Clive Goodwin, Graham Greene, Richard Hamilton, George Harrison-MBE, Michael Hastings, Dr. JM Heaton, David Hockney, Jeremy Hornsby, Dr. S. Hutt, Francis Huxley, Dr. Brian Inglis, Dr. Victor ES Kenna - OBE, George Kiloh, Herbert Kretzmer, Dr. RD Laing, Dr. Calvin Mark Lee, John Lennon-MBE, Dr. DM Lewis, Paul McCartney-MBE, David McEwen, Alasdair MacIntyre, Dr. OD Macrae-Gibson, Tom Mashler, Michael Abul Malik, George Melly Dr. Jonathan Miller, Adrian Mitchell, Dr. Ann Mully, PH Nowell-Smith, Dr. Christopher Pallis, John Piper, Patrick Procktor, John Pudney, Alastair Reid, L. Jeffrey, Selznick Jeffrey, L. Selznick, Nathan Silver, Nathan Prata, Tony Smythe, Michael Schofield, Dr. David Stafford-Clark, Richard Starkey-MBE, Dr. Anthony Storr, Kenneth Tynan, Dr. W. Grey Walter, Grey Brian Walden, MP Michael White, Pat Williams.

sábado, 23 de julho de 2011

A MALDIÇÃO DO TERRÍVEL CLUBE 27

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Quem tiver 27 anos ou quase e pertencer a uma banda de rock, abra o olho! Muito cuidado para não entrar para o temido Clube 27.
Alguns (muitos) ídolos do universo do rock morreram muito cedo e acabaram fazendo parte de um Clube que ninguém quer participar. Entre eles Kurt Cobain – que teria completado 42 esta semana, se não fosse um membro do amaldiçoado “Clube 27 - músicos que morreram aos 27 anos”. A lista torna-se curiosa por não ser curta e trazer tantos nomes de indiscutível talento como Hendrix e Janis Joplin.
Janis Joplin (19/1/1943 - 4/10/1970)
A eterna rainha do blues rock lançou maravilhas como Cheap Thrills (1968) e Pearl (1971). No palco, a cantora americana arrasava, deixando a plateia com o queixo caído. Seu temperamento era bem difícil. Foi vítima de uma overdose acidental, quando estava no final das sessões de gravação de Pearl. Cantava muito! Sua voz vinha do fundo da alma.
Jim Morrison (8/12/1943 - 3/7/1971)
Um dos grandes poetas do rock e totalmente imprevisível: era capaz de fazer shows maravilhosos ou horríveis, conforme o seu humor. The Doors (1967), Strange Days (1967) e L.A. Woman (1971) são alguns de seus melhores discos com os Doors. Era considerado o grande símbolo sexual do rock, nos anos 60, o que o irritava. Tinha um vozeirão. Vítima de overdose acidental.
Jimi Hendrix (27/11/1942 - 18/9/1970)
Ainda hoje considerado o maior guitarrista da história do rock, gravou discos espetaculares, como Axis Bold As Love (1967) e Electric Ladyland (1968). No palco, ele pôs até fogo na guitarra, e de verdade! Usava drogas e bebia como se não houvesse amanhã. Morreu sufocado no próprio vômito, após uma mistura de comprimidos e bebidas alcoólicas.
Brian Jones (28/2/1942 - 3/7/1969)
O guitarrista criou e deu o nome a uma banda lendária, The Rolling Stones. O grande músico acabou mergulhando nas drogas e sendo mandado embora do próprio grupo por Mick Jagger. Foi encontrado morto em sua piscina, afogado, apenas um dia depois de ser demitido. Tem gente que até hoje acha que ele foi assassinado. Jones foi o primeiro roqueiro famoso a morrer com 27 anos.
Kurt Cobain (20/2/1967 - 5/4/1994)
O maior mito do rock nos anos 90. Cantor, compositor, guitarrista e líder do grupo americano Nirvana, que lançou os brilhantes Nevermind (1991) e In Utero (1993). Não soube lidar com o sucesso, e seu fim foi trágico: estourou os miolos em sua própria casa. Fez shows cheios de altos e baixos no Brasil com o Nirvana em janeiro de 1993, e até gravou em um estúdio carioca.
Richey Edwards (22/12/1967 - 14/2/1995)
Ele era o letrista e o guitarrista base dos Manic Street Preachers, uma das principais bandas inglesas da década de 90. Intelectual e doidão, chegou a usar uma camiseta com a frase “kill yourself” (mate-se, suicide-se). Um dia antes de a banda viajar para os Estados Unidos, ele simplesmente sumiu. Do nada. E nunca mais foi encontrado.
Robert Johnson (8/5/1911 - 16/8/1938)
O cantor, compositor e violonista americano é considerado o legítimo avô do rock and roll. Reza a lenda que ele teria vendido a alma para o capeta para se tornar um excelente violonista, cantor e compositor, e que morreu tão cedo justamente por causa disso. Teria o diabo vindo cobrar a dívida? Oficialmente, foi vítima de envenenamento. Ídolo de Eric Clapton e inúmeros outros roqueiros famosos.
Alan "Blind Owl" Wilson (4/7/1943 - 3/9/1970)
O Cannet Heat foi uma das principais bandas de blues rock americanas dos anos 60, e Alan era seu guitarrista. O cara sabia tudo de blues, e conhecia a obra de cada grande nome do gênero. Future Blues (1968), melhor disco do grupo, teve grande participação de Alan. Ele foi encontrado morto pelos colegas de banda, vítima da mistura de duas garrafas de gin com comprimidos.
Kristen Pfaff (26/5/1967 - 16/6/1994)
Kristen Pfaff tocou baixo com o Hole, banda liderada por Courtney Love, a mulher de Kurt Cobain. Ela entrou no grupo e participou de seu disco mais vendido, Life Through This (1994). Reza a lenda que a moça teria tido um rápido caso com Kurt. Em trágica coincidência, Kristen também foi encontrada morta, vítima de overdose, e também aos 27 anos de idade, dois meses depois de Cobain.
Gary Thain (15/5/1948-8/12/1975)
O baixista inglês é até hoje considerado um dos melhores da história do heavy metal, e viveu seus anos de ouro como integrante do Uriah Heep, participando de CDs como Demons And Wizards (1972). A coisa ficou feia para ele a partir de setembro de 1974, quando foi eletrocutado em cena. Conseguiu sair vivo, mas sua vida nunca mais foi a mesma. Foi demitido do Uriah Heep e, deprimido, morreu de overdose.
Ron "Pigpen" Mckernan (8/9/1945-8/3/1973)
McKernan era tecladista do Grateful Dead, uma das bandas mais malucas e experimentais da geração hippie. Ele era quem mais aparecia nos shows, pois sabia prender a atenção do público. Infelizmente, também bebia como se não houvesse amanhã, e morreu vítima de uma hemorragia gastrointestinal, que ganhou ao encher tanto a cara.
Pete Ham (27/4/1947-24/4/1975)
Cantor, compositor e guitarrista do grupo inglês Badfinger, que soube como poucos se valer da influência dos Beatles e lançou trabalhos maravilhosos como Straight Up (1971) e Wish You Were Here (1975). Seu rock era melódico e contagiante, uma delícia de se ouvir. Sacaneado pelo empresário, ficou desesperado e em situação financeira lamentável, Acabou se suicidando.
Chris Bell (12/1/1951-27/12/1978)
O cantor, compositor e guitarrista americano era outro que aproveitou muito bem as influências dos Beatles. Ao lado do cantor, compositor e músico Alex Chilton, integrou a banda Big Star, que vendeu poucos discos mas influenciou inúmeros outros grupos de rock, como R.E.M. e Oasis. A falta de sucesso comercial lhe rendeu forte depressão. Morreu vítima de um acidente de carro.
D Boon (1/4/1958-22/12/1985)
O cantor, compositor e guitarrista americano liderou o Minutemen, que não vendeu muitos discos, mas que era adorado pelos outros músicos. Ele ficou na posição de número 89 entre os melhores guitarristas de todos os tempos, em votação feita pela revista americana Rolling Stone. D Boon morreu em um acidente de carro, no qual não estava usando o cinto de segurança.
Pete de Freitas (2/8/1961-14/6/1989)
Pete de Freitas foi considerado um dos melhores bateristas do rock dos anos 80, e tocava com o Echo & The Bunnymen. Esteve com a banda quando eles tocaram no Brasil pela primeira vez, em 1987, em shows antológicos. Participou de discos ótimos, entre eles Ocean Rain (1984) e Echo & The Bunnymen (1987). Morreu em um acidente de moto.
E por último, Amy Winehouse, que morreu hoje (24/07/11) em Londres com 27 anos.

A MORTE ANUNCIADA DE AMY WINEHOUSE

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Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa no bairro de Camden, em Londres, na Inglaterra, neste sábado (24). A informação, divulgada por um jornalista do "Daily Mirror" no Twitter foi confirmada pela polícia inglesa. A rede de televisão "Sky News" afirma que o corpo da cantora foi achado por volta das 16h (horário local) deste sábado. Um porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres confirmou a informação. De acordo com a imprensa internacional, uma ambulância do Serviço de Emergência chegou a ser chamada, mas os médicos pouco puderam fazer porque a cantora já se encontrava morta. Aos 27 anos, Amy possuía histórico de uso de drogas e álcool. A causa da morte ainda não foi divulgada. Em junho, Amy Winehouse cancelou por "problemas de saúde", segundo seus representantes, toda sua turnê europeia. No início de junho, a cantora havia deixado uma clínica de reabilitação em Londres. Amy Winehouse vendeu mais de cinco milhões de discos e conquistou fãs em todo o mundo com suas músicas confessionais, um estilo próprio de se vestir e a voz de diva do soul. No entanto, parece não ter a mesma habilidade para controlar a própria vida, envolvendo-se em um escândalo após o outro. O casamento tumultuado com Blake Fielder-Civil e o envolvimento com drogas ganharam mais destaque do que o talento de Amy. A cantora nasceu em 14 de setembro de 1983 no bairro de Southgate, em Londres. Sua família é de origem judaica. Ela teve contato com a música desde cedo. Seu pai, o taxista Mitchell Winehouse, tinha o costume de lhe cantar clássicos de Frank Sinatra.

RINGO STARR - CAVEMAN - A INVENÇÃO DA MÚSICA - ÓTIMO!

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

PAUL McCARTNEY - BLACKBIRD - GÊNIO!

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"Blackbird" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon & McCartney. Foi lançada no álbum The Beatles (ou Álbum Branco) de 1968. A canção foi gravada em 11 de junho de 1968 apenas por Paul McCartney.
McCartney revelou que o acompanhamento do violão foi inspirado em "Bourée em mi menor" de Bach. A música de Bach era originalmente para violão clássico, instrumento que Paul e George Harrison tentaram aprender na juventude (mas só aprenderam mesmo com Donovan na Índia), portanto é caracterizada pela melodia em notas graves de baixo tocadas simultaneamente com cordas agudas e graves. McCartney decidiu alterar algumas notas de Bach, criando a base para Blackbird. A letra é uma metáfora sobre os conflitos raciais e direitos civis na América, principalmente da situação das mulheres negras. Paul leu uma notícia no jornal que relatava os conflitos raciais nos Estados Unidos, e o sofrimento de mulheres negras para ingressar na sociedade. A música é uma espécie de apoio e o melro-preto simboliza a mulher negra. Quando ele diz: "Pássaro preto, pegue essas asas quebradas e comece a voar" é como se fosse um conselho, do tipo: levante! Tome uma atitude! "Por toda sua vida você só esperou esse momento pra ser livre."
A canção foi gravada em 11 de junho de 1968 no Abbey Road Studios, com George Martin na produção e Geoff Emerick como engenheiro de som. McCartney toca um violão Martin D28. A faixa inclui um som de um autêntico melro-preto (Blackbird) cantando no final. A estrutura da canção não é usual, trazendo três versos que transgridem de 3/4, 4/4 e 2/4 na construção métrica. È na escala de Sol e é tocada com um estilo único de dedilhado e vibrato nas notas graves. A canção foi gravada apenas por Paul, que canta e toca o violão. Foi a pedido dele que foi colocado um microfone no assoalho do chão do estúdio, para que se ouvissem suas batidas ao estilo folk.