É com muita tristeza e desolação, que o Baú do Edu avisa a todos os amigos, membros e colaboradores, que está de luto hoje e amanhã (20 e 21 de abril) em respeito ao súbito, trágico e precoce falecimento do meu primo, amigo e meio-irmão Waldir Braga Filho, o Waldirzinho, 53 anos, vitima de um infarto do miocárdio fulminante, sem chances nem de chegar ao hospital. Aproveito este espaço, para deixar um grande beijo e meu abraço carinhoso ao Waldir Braga (pai), Tia Genú, Márcio, Larisse e Lara. Talvez, na segunda-feira nosso blog preferido volte, não-sei-como. Não aguento mais perder ninguém. Waldirzinho: tenho você como um irmão e foi na hora da doença que você me mostrou que era muito mais que isso! Siga em paz, meu amigo.
sábado, 20 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
A HISTÓRIA DE LINDA McCARTNEY - O FILME
Ontém, dia 17 de abril, completou 15 anos da morte de Linda McCartney. Em homenagem a ela, a gente confere novamente a postagem “A História de Linda McCartney”, o filme, publicada originalmente em 8 de setembro de 2011. Só que dessa vez, com uma pequena diferença!
Como bem define o título, o filme conta a vida de Linda, desde seu início como fotógrafa de popstars, o casamento com Paul, o fim dos Beatles, o surgimento dos Wings, a chegada dos filhos, o sucesso alcançado por Paul, a morte de John Lennon e, finalmente, sua própria morte de câncer em 17 de abril de 1998.
Elizabeth Mitchell, a atriz escolhida para fazer o papel de Linda ficou perfeita. Ela só aceitou depois de ser convencida pelo diretor Armand Mastroianni de que tinha de ser ela por ser dona de uma "beleza discreta".
O ator escolhido para ser Paul McCartney não poderia ser melhor: Gary Bakewell é quase uma xerox de Paul quando mais jovem. Apesar da maquiagem ficar meio tosca quando envelhece. Esse mesmo Bakewell também já tinha vivido o papel de Paul no filme Backbeat, de 1994.

Tim Piper, o ator que interpreta John Lennon, também e muito parecido fisicamente, embora absurdamente caricaturado! Sobre George e Ringo, melhor nem falar.
Apesar de ser um filme feito para a televisão, "A História de Linda McCartney" não decepciona, apesar também de alguns exageros como uma cena que mostra um John enlouquecido pulando o muro da casa de Paul para atirar uma pedra na janela, o filme cumpre bem seu papel: diverte e emociona. Quem ainda nunca viu, procure em alguma boa locadora, se tiver sorte, é capaz de encontrar. Esse filme acabou tornando-se "cult" e objeto de colecionadores. Eu mesmo tinha um em VHS, mas pelo uso, acabou se estragando. Porém, como nada é perfeito, o filme não está disponibilizado dublado ou legendado. De qualquer forma, quem quiser assistir em inglês mesmo, aqui está:
A INCRÍVEL ARTE DE SHANNON MACDONALD

Nos últimos anos, a arte de Shannon MacDonald tornou-se tão familiar quanto as celebridades reconhecidas internacionalmente que ela retrata em suas pinturas requintadas. A artista tem uma extraordinária capacidade de captar a energia distinta e espírito de cada um de seus retratados para refletir essas qualidades inconfundíveis através de suas criações assustadoramente vivas.

Anos atrás, a artista lutou intensamente com seu professor de arte do ensino médio sobre a criatividade e a verdadeira arte . Sempre que pintava imagens de sua banda de rock favorita, The Beatles, era ridicularizada por seu professor: "Shannon MacDonald, você nunca vai chegar a lugar nenhum desenhando esses caras". Ela se tornou uma pessoa introvertida e começou a ler livros em sala de aula que ninguém parecia interessado, incluindo seu professor. Estudou as criações dos grandes mestres.
No início dos anos 90, a arte de Shannon foi magicamente alterada com a introdução do uso do aerógrafo. Dentro de pouco menos de dois anos, ela tornou-se bem sucedido no negócio de arte, voltando para a escola, dessa vez para lecionar. Anos mais tarde, começo a ser intitulada como uma das maiores artistas Beatles do mundo, de acordo com uma pequena cidade na Inglaterra chamada Liverpool..

A arte de Shannon tem atraído os mais gratificantes elogios, o apoio entusiástico e aprovação dos próprios e à total aprovação das celebridades retratadas. Sylvester Stallone, expressou seu sincero apreço e apoio esmagador para Shannon pessoalmente momentos depois dela apresentar um selo de tributo postal para a série Rocky no 20 º aniversário do lançamento do filme vencedor do Oscar a United Artists. Então passou a ilustrar selos estampando a efígie de gente como: James Dean, Jackie Kennedy, Muhammad Ali, Elvis Presley, Diana / Princesa de Gales, JFK e tantos outros.

Depois de ganhar vários prêmios nas áreas de arte e ilustração, Shannon logo atravessou o Atlântico e chamou a atenção do público da Inglaterra. Em 1998, recebeu a nomeação de "Maior Artista Beatles do mundo" pelo presidente da Câmara de Liverpool. Em 2000, a celebração do milênio, foi enriquecida com fogos de artifício e obras de arte de Shannon projetadas em grandes edifícios de Liverpool. Sua fama também garantiu-lhe poder criar mais de cem pinturas dos Beatles para o Hotel temático, apropriadamente chamado de “A Hard Day’s Night Hotel". O hotel abriu as suas portas em 2008. Em 2009, Shannon foi introduzida no "Cavern Hall of Fame" do Cavern Club por sua arte pintada. Foi a primeira artista não musical a receber a honraria.
Shannon MacDonald já apareceu aqui no Baú, quando o hotel pegou fogo e suas obras foram salvas. Confiram:
quarta-feira, 17 de abril de 2013
WINGS OVER AMERICA - OBJETO DO MEU DESEJO!

Sir Paul McCartney está com tudo nas paradas musicais. Desta vez, o ex-beatle relançará o álbum ao vivo "Wings Over America", de 1976, mas com bastante novidade. À época, o álbum triplo era vendido com encartes efotos dos Wings pela turnê americana. Neste ano, "Wings Over America" chegará às lojas em formato de vinil, CD e uma outra edição com CD bônus de um show da banda no Cow Palace, de São Francisco, além de um DVD com o "Wings Over the World", um especial feito para a televisão. Junto ao disco, em sua edição especial, também estarão um livro e uma série de suveniers da turnê pelo país norte-americano. "Wings Over America" estará disponível a partir do dia 27 de maio. Outra novidade de Macca é que o artista vai lançar, em DVD, o filme "Rockshow", filmado em 1976, mas que chegou às telonas somente no ano de 1980. O filme vem sem cortes e com todas as músicas incluídas, sem edições que, na época, foram feitas por conta de seu tempo de exibição. "Rockshow" será exibido, no dia 15 de maio, em vários salas de cinema de (quase) todo o mundo, sem que o Brasil seja um dos países citados. Na Inglaterra, quem apresentará o filme será o próprio Paul.
GEORGE HARRISON - BETWEEN THE DEVIL AND THE DEEP BLUE SEA

“Between The Devil And The Deep Blue Sea”, lançada originalmente em 1932, é de autoria de Harold Arlen e Ted Koehler. O primeiro compôs “Over The Rainbown”, do filme “O Mágico de Oz.” Harrison já havia cantado essa música no programa de televisão “Mr. Roadrunner”, de Jools Holland, em junho de 1992. O pianista Jools Holland está no baixo e o experiente músico de estúdio inglês Herbie Flowers toca tuba em “Between The Devil And The Deep Blue Sea”.
RINGO STARR - EARLY 1970

No início de 1970, John Lennon, Klaus Voormann e Ringo Starr tinham gravado as bases de uma canção que seu compositor baterista chamara de 'When Four Knights Come to Town' ('Quando quatro cavaleiros vêm à cidade'). Ringo terminou a canção com a ajuda de Harrison, alguns dias depois, e ela foi lançada em compacto no ano seguinte, sob o título de “Early 1970” (Início de 1970). Em quatro estrofes simples, Ringo pintou vívidas miniaturas de cada um dos Beatles: Lennon na cama pela paz, Harrison escapando de seu terreno de 40 acres para tocar em sessões intermináveis, McCartney escondendo seu 'charme de sobra' em sua fazenda, e Starkey expondo as próprias habilidades musicais limitadas. A mensagem era simples: Starkey sabia que quando Lennon e Harrison viessem à cidade, aceitariam alegremente trabalhar com ele, mas e quanto a McCartney? Ele não sabia. Só estava certo de uma coisa: 'Quando eu for à cidade, quero ver todos os três'. Era o esboço de um tratado de paz, e para o punhado de pessoas que ouviram a faixa, em outubro de 1970, ela deve ter sinalizado que um reencontro ainda não era impossível, e que o lema de Lennon 'renascimento ou morte' poderia chegar a uma resolução positiva. Isso, contudo, seria uma impressão de outubro, e a canção não foi lançada até março. Quando então Early 1970 pareceu uma falsa memória de um passado mítico, uma Arcádia perdida, recoberta por ervas daninhas.
THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - BLACKBIRD

"Blackbird" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon & McCartney. Foi lançada no álbum The Beatles (ou Álbum Branco) de 1968. A canção foi gravada em 11 de junho de 1968 apenas por Paul McCartney.

McCartney revelou que o acompanhamento do violão foi inspirado em "Bourée em mi menor" de Bach. A música de Bach era originalmente para violão clássico, instrumento que Paul e George Harrison tentaram aprender na juventude (mas só aprenderam mesmo com Donovan na Índia), portanto é caracterizada pela melodia em notas graves de baixo tocadas simultaneamente com cordas agudas e graves. McCartney decidiu alterar algumas notas de Bach, criando a base para Blackbird. A letra é uma metáfora sobre os conflitos raciais e direitos civis na América, principalmente da situação das mulheres negras. Paul leu uma notícia no jornal que relatava os conflitos raciais nos Estados Unidos, e o sofrimento de mulheres negras para ingressar na sociedade. A música é uma espécie de apoio e o melro-preto simboliza a mulher negra. Quando ele diz: "Pássaro preto, pegue essas asas quebradas e comece a voar" é como se fosse um conselho, do tipo: levante! Tome uma atitude! "Por toda sua vida você só esperou esse momento pra ser livre."

A canção foi gravada em 11 de junho de 1968 no Abbey Road Studios, com George Martin na produção e Geoff Emerick como engenheiro de som. McCartney toca um violão Martin D28. A faixa inclui um som de um autêntico melro-preto (Blackbird) cantando no final. A estrutura da canção não é usual, trazendo três versos que transgridem de 3/4, 4/4 e 2/4 na construção métrica. È na escala de Sol e é tocada com um estilo único de dedilhado e vibrato nas notas graves. A canção foi gravada apenas por Paul, que canta e toca o violão. Foi a pedido dele que foi colocado um microfone no assoalho do chão do estúdio, para que se ouvissem suas batidas ao estilo folk.
terça-feira, 16 de abril de 2013
THE BEATLES - GEORGE HARRISON - OLD BROWN SHOE - SENSACIONAL!
O QUE ESPERAR DO NOVO ÁLBUM DE PAUL McCARTNEY?

Funk carioca? É quase certo que sim. Mal começou-se a falar do novo álbum de Paul McCartney e muita gente, mesmo os que se dizem “fãs”, já andam por aí torcendo o nariz para o que ouviram: “Paul McCartney está trabalhando em um novo disco de estúdio e o funk carioca é uma das sonoridades que tem inspirado o músico britânico. A revelação foi feita à revista Rolling Stone por Mark Ronson, o produtor de três faixas do álbum.

“Um dia ele chegou ao estúdio ouvindo uma espécie de música pós-Bonde do Rolê, baile funk, moombahton e perguntou: "Como é que fazemos para ter este tipo de energia na nossa música?", recordou Ronson. O produtor disse que McCartney também lhe mostrou “Climax”, canção lançada por Usher em 2012, como base de inspiração para o que o ex-Beatle quer no seu novo disco. “Com o Paul, você aprende a não fazer muitas perguntas e simplesmente fazer o melhor que sabe”, explicou Mark Ronson, o homem por detrás de discos de Amy Winehouse, Duran Duran, e Rufus Wainwright, entre outros. Esta é a primeira vez que Ronson grava com Paul McCartney, mas o produtor foi o DJ oficial da festa de casamento do músico britânico com Nancy Shevell, em 2011. Ainda sem título nem data de lançamento revelados, o novo álbum sucederá a “Kisses On The Bottom”, de 2012, uma coleção de clássicos da música pop e do jazz que incluiu dois inéditos com a participação de Eric Clapton e Stevie Wonder.
Informações mais quentes sobre o próximo álbum de estúdio de McCartney, referem-se às participações especiais no novo trabalho do músico. Depois de uma colaboração com os membros remanescentes do Nirvana no fim do ano passado, O ex-Beatle contará novamente com Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear em uma nova música chamada "Down The Road". Outra participação ilustre será a de Eric Clapton. O guitarrista, que tocou no álbum "Kisses On The Bottom" (2012), será o responsável pela slide guitar na faixa “All Of My Life”. Paul está no álbum mais recente de Clapton, "Old Sock". O músico americano Bruce Springsteen, que contou com uma canja de McCartney em um show recente, participará do novo álbum do ex-beatle em uma canção intitulada “Eye Of The Storm”. Mick Ronson, revelou mais alguns títulos de músicas que possivelmente entrarão no novo disco: “Hosanna”, “Come With Me”, “Life of a Party Girl” e “I Believe.” Prestes a iniciar uma nova turnê, Paul McCartney está finalizando o novo álbum (ainda sem título), com lançamento previsto para o último trimestre de 2013. Vamos esperar para ver. Mas hoje em dia, já não crio mais grandes expectativas quanto aos novos a´lbuns desse artista. Com raízes absolutamente “rockers”, Paul McCartney dá claras provas aos fãs que procura outros sons. Com o tempo, não me surpreenderei se, pelo menos uma nova faixa desse novo trabalho pregar no meu ouvido e eu ouvi-la sempre com carinho pelos próximos cinco anos. Provável data do novo disco do cantor.

QUEM VIU PAUL McCARTNEY EM RECIFE?

No dia 21 de abril de 2013, completará 1 ano que Paul McCartney fez o nordeste tremer pela 1ª vez! Se você foi um dos felizardos que teve o privilégio de estar lá no Estádio do Arruda naquela noite, compartilhe conosco sua emoção. Escreva um texto, do tamanho que quiser, contando como foi, o que viu e o que sentiu. Seu texto será publicado no dia 21 de abril. Ok? Abração!
MARC WEINSTEIN – ISSO QUE É UM CARA DE SORTE!

Uma coleção com 61 fotos dos Beatles no famoso show realizado no Shea Stadium, Nova York, em 15 de agosto de 1965, foi leiloada por £ 30 mil, algo em torno de R$ 95 mil. O autor das imagens, Marc Weinstein, era um fotógrafo amador que, pressentindo o quanto aquele show do quarteto de Liverpool seria grandioso, tratou de conseguir um local privilegiado para registrar suas fotografias. Para tanto, Weinstein forjou uma credencial de imprensa e localizou policiais que o escoltaram até a frente do palco para que ele exercesse sua "função jornalística" em paz e com espaço adequado. Perguntado sobre como conseguiu passar despercebido com sua farsa, Weinstein respondeu que apenas agiu como se ocupasse mesmo o cargo de fotógrafo escalado para cobrir aquele show. Como se esse acontecimento não fosse por si só interessante para os fãs, mais um fenômeno aconteceu naquela noite. Conforme Marc Weinstein declarou, o outro fotógrafo recrutado para cobrir o show no Shea Stadium ficou sem filme fotográfico, cabendo a Marc Weinstein fazer praticamente todas as fotos existentes daquele show, o que levou o preço do leilão às alturas. O feliz novo dono da coleção de Marc Weinstein é Paul Fairweatherm, de 61 anos, morador de Washington, e responsável pelo maior lance durante o leilão realizado pela Omega Auctions, empresa especializada em leiloar produtos relacionados aos universos da música e do cinema. O show dos Beatles no Shea Stadium comporta alguns recordes, já que foi o concerto até então realizado com o maior público e o primeiro evento de rock realizado em um estádio.
Não deixem de conferir a sensacional megapostagem “THE BEATLES AT SHEA STADIUM - O MAIOR SHOW DA TERRA!” publicada 15 de agosto de 2012. IMPERDÍVEL! http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/08/the-beatles-at-shea-stadium-o-maior.html
A CAPA ESPECIAL DO FIM DOS BEATLES

O último dia 10 de abril (quarta-feira) não era um dia comum. Apesar de triste para todos os fãs da maior e melhor banda de todos os tempos, era uma efeméride: o dia, que ficou "oficializado" como o dia da separação dos Beatles. Naquela quarta-feira, a "capa" do Baú do Edu teria que ser tão especial quanto à data. Na verdade, teria que ser mais que especial, teria que ser sensacional! Precisava ser "traumática" e passar toda a emoção que eu queria que pasasse. Então imaginei a capa do "último" álbum, esfacelada, quebrada, frágil como se fosse de vidro. Conhecendo bem minhas limitações, recorri mais uma vez ao meu amigo, xará e mestre Eduardo Kruger. O melhor que conheço! Expliquei-lhe a gravidade da situação e cheguei à conclusão de que sou um cara bem sortudo: os melhores profissionais que já tive a honra de conhecer e trabalhar, são meus amigos. Em poucas horas ele me enviou esse presentaço. Valeu, SK! Ficou bom pra dedéu, melhor: FICOU BOM PRA CARALHO!!!
PAUL McCARTNEY RINDO À TOA?

O ex-"Beatle" tem uma fortuna avaliada em 680 milhões de libras (798 milhões de euros). Com 70 anos de idade, McCartney está no topo da lista do Sunday Times de músicos britânicos e irlandeses mais ricos desde 1989, quanto tinha uma fortuna avaliada em 80 milhões de libras. Nos seus anos com os Beatles, Wings e de carreira a solo, McCartney foi autor ou co-autor de mais de 50 músicas a atingir o "top 10" musical. A lista do The Sunday Times, que será publicada na íntegra em 21 de abril, coloca em segundo lugar Andrew Lloyd-Webber, compositor de alguns dos mais populares musicais de sempre, como "O Fantasma da Ópera", "Evita" e "Jesus Cristo Superstar". Lloyd-Weber tem uma fortuna estimada em 620 milhões de libras, à frente da banda irlandesa U2, com 520 milhões de libras. Segue-se Elton John, com 240 milhões de libras, e a "Spice Girl" Victoria Beckham, com 200 milhões de libras, uma fortuna em conjunto com o seu marido, o futebolista David Beckham. Mick Jagger, dos Rolling Stones, também entra na lista, com 200 milhões de libras. Dentro da categoria dos artistas com menos de 30 anos, a "diva" do soul Adele é a primeira, com fortuna avaliada em 30 milhões de libras, depois de ter ganho um Oscar pelo seu recente tema "Skyfall", trilha sonora do último filme do 007.
sábado, 13 de abril de 2013
THE BEATS EM BRASÍLIA? IIHHHH......

Definitivamente, não gosto de “bandas cover”, acho ridículo. Seja de quem for, de onde for. Principalmente, se for dos Beatles! Colocam caras carecas usando perucas absurdas e apostam que a iluminação irá encobrir os erros e defeitos. Todas se dizem: “A melhor banda cover de fulano, daqui, de lá, de qualquer lugar. Não sei como ainda não apareceu uma dizendo “MELHOR ATÉ QUE OS BEATLES!”. No entanto, sei que essas bandas tem um público fiel e que as adora, na desoladora ilusão que estão vendo seus astros preferidos de verdade. Sei que muitos irão discordar de mim, principalmente os “futebolísticos”, mas na minha opinião, e para minha tristeza, os argentinos estão bem na frente do Brasil em tudo. Na organização e na busca pelo “fazer-bem-feito”. E para ilustrar isso, a banda cover “The Beats” é um ótimo exemplo. São veteranos e estão nessa longa estrada da vida há muito tempo imitando os Beatles. Eles tem bom gosto na escolha do repertório, tentando fugir da mesmice, e o cuidado na produção dos CDs é invejável e louvável, deixando o ouvinte às vezes se perguntando se não são os Beatles de verdade. Essa banda, e seu show que já andou pelo mundo inteiro, aporta em Brasília no dia 25 de maio. Um prato cheio para quem gosta. A matéria a seguir foi publicada no site do Brasília Shopping e enviada pelo amigo Frederico Queiroz. Valeu, abração!

O grupo argentino THE BEATS, considerado a melhor banda beatle do mundo, chega pela primeira vez a Brasília. Com roupas idênticas aos trajes de Lennon e companhia e instrumentos originais da época, The Beats conseguem reproduzir com fidelidade a música e a imagem dos Beatles. As intervenções de vídeo na apresentação, que separam os blocos e trocas de roupa, são um show particular: há imagens da banda excursionando pela Inglaterra e passando pelos lugares que mais marcaram a carreira dos fab four, clipes, fotografias, painéis gigantes que reproduzem as capas dos discos (Abbey Road, 1969, e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, 1967) e uma animação incrível que imita os desenhos do filme Yellow Submarine (1968). Aos primeiros acordes de “I’ve Got a Felling”, do álbum Let it Be (1970), já fica claro a agilidade de Patricio Pérez, um dos idealizadores do The Beats e o responsável por dar vida a George Harrison, nas guitarras. Sua desenvoltura nos solos e nos vocais é brilhante, especialmente em canções como “While My Guitar Gently Weeps” e “Here Comes the Sun”. Destaque também para seu domínio da cítara em “Within You Without You”, faixa do Pepper’s. Mas o maior trunfo dos The Beats é, sem dúvida alguma, Diego Pérez, o outro fundador da banda e intérprete de John Lennon. Além da impressionante semelhança física com o ídolo, a voz de Diego soa como a de John, alternando tons ásperos e doces. Chega a ser assustador vê-lo interpretar “Imagine”, “Come Together”, “Don’t Let me Down”, “Help!”, “A Hard Day’s Night”, “Lucy In The Sky With Diamonds” e “I Am the Walrus”. O The Beats surgiu em 1987 e já rodou o mundo – até uma turnê japonesa eles realizaram. Em março de 2007, foram enviados para a Inglaterra, pela EMI londrina, para gravar, nos estúdios Abbey Road, o quinto disco do grupo, Master Piece, uma homenagem ao 40º aniversário do Sgt. Pepper’s. O trabalho de estúdio da banda foi elogiado em uma carta de George Martin (responsável por quase todos os discos dos Beatles) para o grupo. Receberam ainda elogios na Inglaterra de Allan Williams (primeiro manager dos Beatles): “Soam melhor que os Beatles quando os levei a Hamburgo”; e Allister Taylor (assistente pessoal do primeiro empresário dos Beatles, Brian Epstein): “É como se os Beatles nascessem outra vez”. O sucesso de The Beats ao redor do mundo não tem limites. Na Argentina, a banda realiza mais de 150 shows por ano nos principais teatros, além das clássicas apresentações no Gran Rex, o maior e mais famoso teatro argentino. O grupo, fundado por Patrício e Diego Pérez em 1987, na Argentina, assim como sua inspiração, tomaram Liverpool, o Reino Unido e o mundo todo de paixão. Desde 1996, quando foram considerados “THE BEST BEATLE BAND IN THE WORLD” (a melhor banda Beatle do mundo) pela Beatles Annual Convention de Londres e Liverpool, apresentam-se regularmente no Reino Unido, Japão, Equador, Peru, Chile e outros países da Europa, Ásia e América Latina. Formado por Patricio Pérez (diretor musical) no papel de George Harrison, Diego Pérez (como John Lennon), Rubén Tarragona (PAUL Mccartney), Nico Natal (Ringo Starr) e Esteban Zanardi no teclado, The Beats é destaque nos jornais britânicos Liverpool Echo e Daily Post. Com 5 CD´s, entre eles “Master Piece”, gravado no mítico estúdio 2 de Abbey Road, E.M.I. de Londres, onde os quatro gênios de Liverpool gravaram suas canções, The Beats apresentaram no Reino Unido os espetáculos “Beatles Revival Show” (1997), “Here are... The Beatles” (1998, como convidados de honra na Beatles Annual Convention, no L.I.P.A - Auditório de Paul McCartney, Cavern, Strawberry Fields e outros); “Beatlemania” (1999, no Royal Court Theatre); além de se apresentar para mais de 100 mil espectadores, durante o relançamento mundial do álbum e filme Yellow Submarine, em Liverpool e transmitido para todo o mundo.
Dia 25 de maio, sábado, às 22h no OPERA HALL (Antigo Marina Hall ao lado do Bay Park)
Classificação: 16 anos
Informações sobre preços e disponibilidade de ingressos: 8267-0949
*Não é permitido o consumo de bebida alcóolica a menores de 18 anos.
Esses “The Beats” já apareceram aqui, no Baú, duas vezes, em 27 de janeiro de 2012: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/01/beats-melhor-banda-cover-dos-beatles-do.html
e em 24 de novembro de 2012:
SÁBADO SOM - ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!

O sensacional "SÁBADO SOM", do sensacional amigo João Carlos desse sábado, está simplesmente matador e absolutamente imperdível! Não deixem de conferir e fazer seus comments! O link é: http://www.facebook.com/groups/415203508548976/
sexta-feira, 12 de abril de 2013
OLD SOCK – O NOVO ÁLBUM DE ERIC CLAPTON
Eric Clapton celebra meio século de carreira em disco recheado de covers e participações de dezenas de músicos e amigos, como Paul McCartney, Chakha Khan e Taj Mahal.
O guitarrista britânico já não precisa provar mais nada para ninguém há tempos. É por isso que, agora, de saída para uma extensa turnê em comemoração aos 50 anos de trajetória musical, ele investe num trabalho de estúdio completamente pessoal, elaborado em cima das raízes sonoras que escuta desde a infância e que influenciaram as guitarras que tocou com os Yardbirds, o Cream e sozinho. Com dez covers e apenas duas faixas inéditas (“Gotta Get Over” e “Every Little Thing”), ele visita paragens reggaeiras, caipiras, blueseiras e jazzísticas num disco intitulado “Old Sock”.
O clima de nostalgia é reforçado pelo time de convidados. E eles aparecem às dezenas, dando ao disco a aparência de uma fes-tança de aniversário. Clapton completou 68 anos em 30 de março e quis comemorar tocando e cantando com pessoas que adora ter por perto - em sua maioria, mestres do blues. Exceção, Chakha Khan, voz imortal de “Through The Fire” e outros tantos hits dos anos 1980, empresta sua intensidade a “Gotta Get Over”.
O dueto com Paul McCartney em “All Of Me” é um dos momentos mais satisfatórios. O ex-Beatle também toca baixo na canção escrita em 1931 e regravada ao longo dos anos por uma porção de crooners e divas do jazz. Sem fazer muito esforço e com apoio de uma equipe de backing vocais sutis, Clapton visita com delicadeza a tristonha “Bom To Lose” - "fui triste por toda a minha vida / nascido para perder / e agora estou perdendo você", diz o fim da primeira estrofe. A gema folk foi escrita por Ted Daffan nos anos 1940 e cantada por mais de uma centena de artistas (de Ray Charles a Ringo Starr) na década de 1960 e em diante. “Goodnight, Irene”, ainda mais antiga, datada do começo do século passado, tam¬bém merece atenção. O elo fraco do disco comporta os reggaes “Further On Down The Road”, ao lado de Taj Mahal, e a releitura de “Your One And Only Man”, original de Otis Redding. A força de “Old Sock” vem da apropriação respeitosa das can¬ções que o guitarrista tanto ama. Por isso, a produção dispensa penduricalhos e prefere reproduções simples: orquestrações de cordas suaves e colaborações que não querem se fazer notadas, como o órgão de Steve Winwood na introdução de “Still Got The Blues”, um dos poucos trabalhos con-temporâneos do álbum, composto por Gary Moore. “Our Love Is Here To Stay”, pinçada do perene cancioneiro dos irmãos George e Ira Gershwin, encerra o disco com tranquilidade despretensiosa. Clapton, veterano, não tem intenção de gravar a próxima obra-prima do rock ou do blues. Ele só quer se divertir como um garoto tirando de ouvido músicas que acabou de escutar, ansioso para engoli-las. Por Felipe Moraes.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
THE BEATLES - GET BACK / DON'T LET ME DOWN
Paul declarou que escreveu “Get Back” originalmente “como uma canção política” e fitas demo remanescentes revelam que ele planejava satirizar as atitudes daqueles que achavam que os imigrantes da Inglaterra deveriam ser repatriados. Deveria ser cantada do ponto de vista de alguém que que acha que imigrantes estavam “tirando” seus lugares e, consequentemente, incitava-os a “voltar” para o lugar de onde tinham saído, e suas intenções satíricas podiam facilmente ser mal interpretadas.Anos depois, Paul ainda tinha que responder perguntas de jornalistas que tinham ouvido versões piratas e queriam saber se ele tinha passado por uma fase racista. “Os versos não eram nada racistas. Se houve um grupo que não era racista, eram os Beatles. Todas as nossas pessoas preferidas eram sempre negras”. Ele disse. Quando foi gravada, “Get Back” tinha sido transformada em uma música sobre Jojo de Tucson, Arizona e Loretta Martin. Nenhuma história se desenvolve, e o refrão original foi mantido. Por se tratar de um rock, “Get Back” foi entendida como um retorno às raízes musicais, e o anúncio de jornal da Apple que trazia o slogan “Os Beatles como a natureza os queria” parecia confirmar essa idéia, “Get Back” é o novo single dos Beatles, dizia. “É a gravação dos Beatles mais ao vivo, impossível, nessa era eletrônica. Não há nada eletrônico nela. Get Back é um puro rock de primavera”. O anúncio continuava citando Paul: “Estávamos sentados no estúdio e a fizemos do nada... começamos a escrever a letra ali mesmo... quando terminamos, nós a gravamos nos estúdios da Apple e a transformamos em uma música para curtir as mudanças”. Em entrevistas posteriores George Harrison disse que Paul cantava o refrão nos ensaios com um olhar “esquartejador” para Yoko Ono: “Get back to where you once belonged” ou “Volte para o lugar de onde você veio”. Isso tornou-se a paranóia de John Lennon. Ao final da música, Paul agradece os aplausos de Maureen, esposa de Ringo (Thanks, Mo!) e John tem a palavra final por alguns segundos: "Gostaria de agradecer a todos em nome do grupo, e espero que tenhamos passado no teste".
John sempre manisfetou seu medo de ser “let down” (decepcionado) por aqueles em quem confiava. Para esta, e outras canções em que confessava sua preocupação em ser rejeitado, ele se inspirou em outro tema dos Beatles, “If I Fell”. Escrita sobre Yoko e lançada com lado B de “Get Back” em abril de 1969, essa antiga angústia foi manifestada como um grito atormentado depois de encontrar alguém que o amava mais do que qualquer outra pessoa já tinha feito. Influenciado pela arte minimalista de Yoko Ono, ele cortou tudo que era perfumaria, reduzindo seu apelo à forma de um simples telegrama urgente.
GEORGE HARRISON - LOVE COMES TO EVERYONE

"Love Comes to Everyone" é uma canção de George Harrison de 1979, do álbum “George Harrison”. Foi lançada como o segundo single do álbum. O primeiro foi “Blow Away”. Harrison começou a escrever "Love Comes to Everyone" em setembro de 1977 e terminou no Havaí, em fevereiro de 1978. A canção, dançante, não estourou nas paradas, mas serviu como excelente cartão de visitas do álbum de 1979. Eric Clapton toca guitarra durante a introdução da música. "Love Comes to Everyone" foi originalmente planejada para ser o primeiro single do álbum, mas "Blow Away" (muito mais pop) foi lançada como o primeiro single em seu lugar. "Love Comes to Everyone" chegou a entrar para o Hot 100 da Billboard, no entanto, alcançou apenas o número 38 nos charts . George tocou a canção ao vivo apenas uma vez durante sua excursão pelo Japão, em 1991.
PAUL McCARTNEY - COMING UP - DEMAIS!

“Coming Up” foi gravada durante o verão de 1979 e lançada como compacto em 1980. A música também é a faixa que abre o disco “McCartney II”, tão duramente criticado. McCartney II tornou-se conhecido por ser mais eletrônico e experimental. É o 12° da carreira de Paul McCartney. Em todas as faixas, gravadas em casa, como dez anos antes, ele toca todos os instrumentos, faz os vocais e divide as harmonizações com Linda. Também existe uma versão ao vivo de “Coming Up”, gravada durante uma turnê dos Wings e lançada posteriormente em single, com “Lunchbox / Odd Song” do lado B.

O vídeo clipe de “Coming Up”, foi lançado em 17 de maio de 1980, no programa “Saturday Night Live”. No Brasil, foi exibido primeiro no Fantástico. No vídeo, Paul interpreta dez personagens distintos e Linda, dois, um deles, homem. Essas interpretações vão de Buddy Holly, Frank Zappa, Ron Mael, Andy Mackay, Ginger Baker , até ele mesmo, o próprio, como o Beatlezinho da época da Beatlemania. Inteligentemente, Paul batizou a suposta banda como “THE PLASTIC MACS”, fazendo uma paródia à Plastic Ono Band de Lennon. Por falar em John Lennon, foi depois que ele ouviu “Coming Up” que Lennon decidiu voltar para o mundo dos vivos. “Coming Up” chegou ao primeiro lugar das 100 mais da revista Billboard, sendo a única música de Paul, em carreira solo (sem os Wings), a conseguir tal feito. No Brasil, também virou chiclete. O compacto com a música, com "Lunch Box-Odd Sox" no lado B, foi lançado dia 11 de abril de 1980. Ainda tenho o meu até hoje!
quarta-feira, 10 de abril de 2013
A SEPARAÇÃO DOS BEATLES - O DIA DO FIM DO SONHO

Há 43 anos, no dia 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciava a separação oficial dos Beatles em comunicado. Pouco tempo depois, John Lennon concluía: o sonho havia terminado. Na realidade, o grupo já tinha deixado de tocar juntos havia vários meses, quando terminou a gravação do álbum Abbey Road. Os quatro já estavam se dedicando a projetos pessoais, mas ninguém se atrevia a anunciar ao mundo a separação. — Não deixei os Beatles. Os beatles deixaram os Beatles, mas ninguém quer ser o que diz que a festa terminou — afirma Paul na autobiografia do grupo, Anthology. Em abril de 1970, Paul lançava seu primeiro disco solo, McCartney, e queria evitar entrevistas nas quais, sem dúvida, seria perguntado sobre a situação dos Beatles. O baixista decidiu que Derek Taylor, assessor de imprensa do grupo, prepararia um questionário, que seria respondido por ele distribuído junto com seu disco. — Uma das perguntas foi: podemos dizer que os Beatles se separaram? Respondi: Sim. Não voltaremos a tocar juntos — lembra. Paul estava furioso com o trabalho feito pelo produtor Phil Spector com as fitas que o grupo tinha deixado paradas no ano anterior e que foram retrabalhadas e lançadas no álbum Let it Be. O trabalho de Spector foi aprovado por John e George Harrison, que não queriam que Paul lançasse seu álbum pela Apple Records — o selo criado pelo grupo — antes que Let it Be e o disco de estreia de Ringo Starr começassem a ser vendidos. — Estava tão cansado de tudo que disse: 'Quero sair do selo'. A Apple Records era um lindo sonho, mas pensei: 'Quero deixá-lo'. George me disse por telefone: 'Você vai ficar no selo! Hare Krishna!' e desligou — lembra Paul. Paul afirma que o grupo chegou ao seu fim "quando John disse: "estou saindo! Quero o divórcio". Lennon já atuava junto com Yoko Ono em seu próprio grupo, o Plastic Ono Band, com o qual tinha lançado um álbum ao vivo, e, em janeiro de 1970, tinha gravado a música Instant Karma, com George e Spector. Ringo afirma que, antes do anúncio de Paul, sempre havia a possibilidade de os Beatles continuarem juntos. — Quando estávamos no estúdio gravando 'Abbey Road' não dissemos: 'acabou: último disco, última canção' — assegura o baterista. Mas a separação dos Beatles era inevitável. Como explica George Martin, o produtor que trabalhou com eles no estúdio de gravação durante oito anos, "a ruptura ocorreu por muitos motivos, sobretudo porque cada um dos meninos queria viver sua própria vida e nunca tinham conseguido".— Acho que nos separamos pelo mesmo motivo pelo qual as pessoas se separam. Precisávamos de mais espaço vital e os Beatles tinham se transformado em um espaço reduzido — afirma Harrison na autobiografia do grupo.
Os quatro integrantes da banda seguiram seus caminhos separadamente, mas nunca deixaram de ser perguntados sobre um possível retorno, opção que foi descartada depois que John foi assassinado em Nova York, no dia 8 de dezembro de 1980.
Em 1980, Paul McCartney trabalhava em seu álbum "Tug of war". Durante a gravação - que marcava o seu reencontro com George Martin onze anos após "Abbey Road" - no dia 8 de dezembro, John Lennon foi baleado por Mark Chapman em Nova York. A faixa-título do disco de McCartney dizia o seguinte: "Esperávamos mais / Mas, de um jeito ou de outro, tentávamos superar um ao outro num cabo de guerra". Além da guerra de egos entre os dois, outros fatores deram cabo à banda que revolucionou a história da música. A morte do empresário Brian Epstein, em agosto de 67, foi um deles. "Ele era um de nós", disse Lennon ao "New Musical Express". A presença de Yoko Ono também foi decisiva.
"A morte de Epstein deixou os rapazes meio sem pai. Acho que isso contribuiu para John entrar em um estado de desamparo que possibilitou que Yoko dominasse o pedaço. A relação entre o Paul e o John também já estava desgastada. Eles eram muito amigos, mas a amizade azedou por causa da vaidade pessoal e do dinheiro", afirma Elaine Gomes, autora do livro "The Beatles - Letras e canções comentadas".
A guerra de egos já acontecia, pelo menos, desde 1968. Nas gravações do "Álbum branco" (ou o "Álbum tenso", segundo McCartney), cada Beatle tratava o colega como músico de apoio. O estopim aconteceu no estúdio de Twickenham (período que George Harrison chamou de "o inverno do descontentamento") para a gravação do filme "Get back", no ano seguinte. Ao invés de canções brotando como mágica, brigas eram detonadas a todo instante. "Quase todas foram iniciadas por McCartney, que continuava a agir como se estivesse tentando roteirizar o filme, ao levantar questões como a mudança da visão de mundo dos Beatles desde a morte de Epstein", escreveu Jonathan Gold em "Can't Buy Me Love".
Decepcionados com "Get back", os Beatles voltaram aos estúdios. "Abbey Road", trazia a banda como nos velhos tempos em que tocava nas pocilgas de Hamburgo. John, Paul e George castigaram suas guitarras, enquanto a Ringo foi concedido o direito de fazer o seu primeiro solo de bateria em uma gravação dos Beatles. Mas tudo terminou por aqui. "I me mine", última faixa gravada pelos Beatles (para "Let it be", com o registro daquelas sessões de "Get back"), nem contou com a presença de Lennon.
A morte de Epstein já havia esquentado o clima antes. "Não tinha ilusões quanto ao fato de que só sabíamos fazer música e nada mais", disse Lennon a Jann Wenner, autor do livro "Lennon remembers". Após a perda, os Beatles ainda fundaram a Apple, mistura de gravadora e produtora de filmes. Preocupado com as finanças, McCartney contratou o sogro, Lee Eastman. Lennon, Ringo e George ficaram com Allen Klein, empresário não muito confiável e que cuidava da carreira dos Rolling Stones.
Com relação à Yoko Ono, teria ela força suficiente para causar a separação dos Beatles? Marcelo Fróes, pesquisador musical e produtor de diversos CDs com a obra dos Beatles interpretada por artistas brasileiros, acredita que a influência não foi tão decisiva. "Se houve influência, certamente foi para apurar a sua criatividade. Ela deve ter alfinetado as picuinhas entre os dois líderes da banda, que podem ter ficado piores depois que Brian Epstein morreu", afirmou. Os integrantes dos Beatles nunca deixaram claro até que ponto chegou tal influência. "Quando o John se amarrou tão intensamente nela, ficou óbvio que era um ponto sem volta. Sempre achei que ele tinha que se desligar da gente para dar atenção a ela", disse McCartney no projeto "Anthology".
O próprio John Lennon reconheceu, na biografia "John Lennon - A vida", de Philip Norman, a importância de Yoko no episódio. "Quando conheci Yoko foi como quando a gente encontra a sua primeira mulher e abandona os caras do bar. Assim que a encontrei, foi o fim dos rapazes. Mas acontece que os rapazes eram muito conhecidos, não eram apenas os caras do bar." Bob Spitz, autor de "The Beatles - A biografia", detalhou a presença de Yoko no seio da banda. "Entre a gravação de uma música e outra, John ficava cochichando com Yoko e perdia o momento em que devia entrar em uma música." Por causa da insuportável presença da mulher de Lennon no estúdio ele e George Harrison sairiam literalmente no tapa durante as intermináveis gravações de Let It Be.
De fato, John Lennon estava com pressa para entrar em estúdio com a sua esposa. Ele e Yoko já faziam shows juntos, e o álbum "Two virgins" foi gravado antes mesmo da separação oficial dos Beatles. Deprimido, McCartney seguiu caminho idêntico. "Estou fazendo o mesmo que você e lançando um álbum. E também estou saindo do grupo", disse. Paul explicou o motivo da decisão a Philip Norman: "Eu não podia deixar John controlar a situação e nos jogar fora como namoradas chutadas".
Além da guerra de egos, da morte de Brian Epstein e da presença de Yoko Ono, muitos consideram que, além de tudo isso, o que fez com que os Beatles terminassem foi a necessidade deles quatro, individualmente, transcenderem. A partir do 'Álbum Branco', eles começavam a deixar de ser uma unidade, uma banda, e passavam a ser um conjunto de quatro artistas maravilhosos, mas com características que ficavam cada dia mais diferentes. O fato de terem uma banda, fazia com que John, Paul, George e Ringo limitassem as suas capacidades criativas. Eles precisavam de mais liberdade para poder criar, seguir seus impulsos artísticos e musicais próprios, individualmente, sem ter de se condicionar aos outros.
Após tantos lançamentos envolvendo a grife "The Beatles" no final do ano passado, Paul McCartney colocou nas lojas "Good evening New York City". No álbum, que traz um show no antigo Shea Stadium (local de uma das apresentações mais memoráveis dos Beatles), surge a canção "Here today", gravada em homenagem a John Lennon também em "Tug of war". "Eu ainda me lembro como foi antes / E não estou mais segurando as lágrimas", diz a letra. Mas, a essa altura, o sonho já havia acabado. Pela segunda vez.
Agora, a gente confere com absoluta exclusividade do Baú do Edu, a entrevista de Paul de 1970, distribuída para a imprensa junto com o ábum "McCartney".
Por que você decidiu fazer um álbum solo?
Porque eu tenho um equipamento Studer de gravação de quatro canais em casa. Gravei algumas coisas - gostei do resultado e decidi transformá-las em um álbum.
Você foi influenciado pelas aventuras de John com a Plastic Ono Band ou pelo álbum de Ringo?
Não.
Todas as músicas são de Paul McCartney?
São, sim.
Serão creditadas apenas como “McCartney”?
Sim.
Você gostou de trabalhar como artista solo?
Muito. Eu só tinha a mim para tomar uma decisão. Linda está nele também, é realmente uma coisa de casal.
Qual é a contribuição de Linda?
Todas. Ela ajudou nas harmonias, mas é claro que é bem mais do que isso porque ela é um ombro para me apoiar, a segunda opinião, e excelente fotógrafa. Ela acredita em mim - sempre.
Onde o álbum foi gravado?
Em casa, em Abbey Road e no Morgan Studios.
Qual é o seu equipamento em casa?
Um Studer, um microfone e nervos.
Como você escolheu os estúdios que trabalhou?
Eles estavam disponíveis. O da EMI (Abbey Road) é tecnicamente muito bom e o Morgan é acolhedor.
Nenhuma faixa foi conhecida até que o álbum estivesse pronto. Foi uma escolha sua?
Foi, porque normalmente um álbum já fica velho antes mesmo de sair.
Você é capaz de descrever a “textura” do álbum em algumas palavras?
Casa, família e amor.
Quanto tempo demorou para concluir?
Desde um pouco antes do natal até agora. “Lovely Linda” foi a primeira coisa que eu gravei em casa, e era originalmente para testar o equipamento. Isso foi perto do natal.
Supondo que todas as canções são novas para o público, como são para você? Elas são todas recentes?
Uma é de 1959 (Hot As Sun). Duas são da Índia - Junk e Teddy Boy, e o resto são todas bem recentes.
Quais os instrumentos que você tocou no álbum?
Baixo, bateria, violão, guitarra base, piano, órgão mellotron, xilofone de brinquedo, arco e flecha.
Já tinha usado esses instrumentos em gravações anteriores?
Sim.
Por que você quis tocar todos os instrumentos sozinho?
Estava sozinho. E acho que estou muito bem.
Linda será ouvida em todos os registros futuros?
Pode ser. Nós amamos cantar juntos e temos muitas oportunidades para pôr em prática.
Será que Paul e Linda se tornarão um John e Yoko?
Não, eles é que se tornarão Paul e Linda.
O que gravar sozinho lhe ensinou?
Tomar minhas próprias decisões sobre o que faço.
Quem fez a arte da capa?
Linda tirou todas as fotos, ela e eu fizemos o projeto.
É verdade que nem Allen Klein, nem ABKCO foram e nem serão de alguma forma envolvidos com a produção, fabricação, distribuição ou promoção deste novo álbum?
Sim.
Você perdeu os outros Beatles e George Martin. Houve algum momento em que você pensou, "gostaria que Ringo estivesse aqui nesta passagem?
Não.
Supondo que o disco faça sucesso. Quando vai fazer outro?
Mesmo que não faça sucesso, vou continuar a fazer o que eu quero, quando quero.
Você está planejando um novo álbum ou single com os Beatles?
Não.
É o álbum de um descanso longe dos Beatles ou o início de uma carreira solo?
O tempo dirá. Sendo um disco solo significa que ele é "o começo de uma carreira solo ..." e não sendo feito com os Beatles significa que é apenas um descanso. Portanto, ambos.
A sua ruptura com os Beatles, temporária ou permanente, foi devido a diferenças pessoais ou musicais?
Diferenças pessoais, comerciais e musicais. Mas acima de tudo porque eu tenho mais tempo com minha família. Temporária ou permanente? Eu realmente não sei.
Você consegue imaginar Lennon & McCartney compondo juntos novamente?
Não.
O que você acha sobre a campanha de John pela paz, da Plastic Ono Band, e ele devolver a medalha MBE? Influência de Yoko?
Eu amo o John, e respeito o que ele faz – mas isso não me dá nenhum prazer.
Houve alguma das canções do álbum escrita originalmente com os Beatles em mente?
Junk e Teddy Boy.
Você ficou contente com o ábum "Abbey Road”?
Foi um bom álbum.
Qual é a sua relação com Klein?
Eu não tenho qualquer contato com ele. Ele não me representa de forma alguma.
Qual é a sua relação com a Apple?
É o escritório de uma empresa que eu também criei, com os outros três Beatles. Eu não vou lá porque eu não gosto de escritórios ou de negócios, especialmente quando estou de férias.
Você tem planos de criar uma companhia de produção independente?
McCartney Productions Limited.
Que tipo de música lhe influenciou para esse disco?
Leve e solta.
Você está escrevendo mais prolíficamente agora? Ou menos?
Do mesmo jeito. Tenho uma fila de canções esperando para serem gravadas.
Quais são seus planos para o futuro? Férias? Um musical? Um filme? Aposentadoria?
Meu único plano é crescer!

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