sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ALL THINGS MUST PASS - SENSACIONAL!

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CHUCK BERRY - 87 ANOS DE PURO ROCK AND ROLL

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“Se você tentasse dar outro nome ao rock ‘n’ roll, você poderia chamá-lo de Chuck Berry” – John Lennon
John Lennon afirmou que uma das maiores emoções de sua vida foi apresentar-se ao vivo, na televisão americana em 1972, no programa de Mike Douglas, ao lado de Chuck Berry, que foi apresentado pelo ex-beatle como “my hero” - meu herói.
Charles Edward Anderson Berry veio para este mundo no dia 18 de outubro de 1926, em Saint Louis, Missouri. Chuck Berry, é compositor, cantor e guitarrista. É apontado por muitos como o "verdadeiro" pai do rock and roll. Foi eleito pela revista Rolling Stone o 5º maior artista da música de todos os tempos. Berry foi influenciado por Nat King Cole, Louis Jordan e Muddy Waters, que acabaria o apresentando a Leonard Chess, da gravadora Chess. Enquanto ainda existem controvérsias sobre quem lançou o primeiro disco de rock, as primeiras gravações de Chuck Berry, como "Maybellene", de 1955, sintetizavam totalmente o formato rock and roll, combinando blues com música country e versos juvenis sobre garotas e carros, com dicção impecável e diferentes solos de guitarra.
A maioria de suas gravações mais famosas foram lançadas pela Chess Records, com o pianista Johnnie Johnson, o baixista Willie Dixon e o baterista Fred Below. Juntamente com o guitarrista Berry, eles se tornaram o sumário de uma banda de rock. Durante sua carreira ele gravaria tanto baladas românticas (como "Havana Moon") quanto blues ("Wee Wee Hours"), mas foi no recém-nascido rock que Berry ganhou sua fama. Ele gravou mais de trinta sucessos a aparecerem no Top Ten, e suas canções ganharam versões de centenas de músicos de blues, country e rock and roll. Entre seus clássicos podemos citar "Roll Over Beethoven", "Sweet Little Sixteen", "Route 66", "Memphis, Tennessee", "Johnny B. Goode" (que possui provavelmente a mais famosa introdução de guitarra da história do rock), "Nadine", entre outras.

Quando jovem, Berry passou três anos em um reformatório por tentativa de assalto. Mas acusação pior viria em 1959, quando ele convidou uma índia apache de 14 anos que havia conhecido no México para trabalhar em seu clube noturno em St. Louis. A garota acabaria sendo pega pela polícia, assim como Berry, que foi acusado de entrar com uma menor nos limites do estado com propósitos sexuais. Ele foi condenado a cinco anos de prisão e multado em 5,000 dólares. Chuck foi solto em 1963, mas seus dias de glória ficaram para trás. Mesmo assim ele ainda obteve sucessos com "You never can tell" e "No particular place to go", lançada em 1964. Em 1966 ele gravou pelo selo Mercury Records uma compilação de todos os seus sucessos, utilizando técnicas mais modernas de gravação. A partir de então, Chuck Berry raramente voltaria a lançar músicas novas, preferindo capitalizar para si o sucesso que suas canções clássicas tinham junto ao público.


Como exemplo de sua influência profunda, podemos lembrar das bandas inglesas dos anos 60. The Beatles, Animals, Rolling Stones, entre outros, regravaram suas músicas. Os Rolling Stones literalmente basearam seu estilo de tocar rock 'n' roll no dele. Quando Keith Richards premiou Berry no Hall da Fama, disse: "É difícil pra mim apresentar Chuck Berry, porque eu copiei todos os acordes que ele já tocou!"

JOHN & YOKO ONO VÃO EM CANA!

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Há exatos 45 anos, no dia 18 de outubro de 1968, a polícia antidroga invadiu o apartamento na 34 Montagu Square, em Londres, e prendeu o casal John Lennon e Yoko Ono por porte de drogas. Foram encontrados 200 gramas de haxixe, uma máquina de enrolar cigarros com traços de maconha e meia grama de morfina. A situação foi mais dramática ainda porque os dois, apesar de já morarem juntos, eram ainda casados no papel com outras pessoas. Além disso, Yoko estava grávida de Lennon e com a prisão sofreu um aborto dias depois. Em principio, os dois negaram que as drogas pertenciam a eles, mas depois, por medo que Ono fosse extraditada, o Beatle assumiu a culpa. Pagou uma fiança e recebeu uma advertência que, em caso de reincidência, ficaria um ano na cadeia. Casos anteriores de famosos com drogas já eram conhecidos do grande público, mas na época da prisão, John Lennon estava no auge do sucesso com os Beatles. O músico inglês era um superstar. E, de certa forma, sua prisão serviu para uma espécie de glamurização da droga. Estamos nos libertários anos 1960 e as drogas são vistas com certo romantismo, como expansores de consciência e um ato contra o establishment. John Lennon assim como outros artistas da época representavam uma voz contra o sistema e o consumo de drogas fazia parte do pacote.
Mas assim como cabelo moicano dos punks dos anos 1970 se banalizou na cabeleira de jogadores de futebol, com as drogas aconteceu a mesma coisa. Elas perderam um pouco o papel contestatório, apesar de reafirmar seu caráter marginal com o estabelecimento dos grandes cartéis de droga no mundo. Além disso, drogas como a maconha, que eram demonizadas no passado, hoje em muitos países, inclusive no Brasil, se discute a legalização ou a descriminalização da substância. Da glamorização à banalização: se John Lennon e outros artistas serviram para difundir e desmistificar que o consumo de drogas é algo presente no cerne das sociedades ocidentais mesmo com sua política de combate ao tráfico, nos 2000, patricinhas como Lindsay Lohan e Paris Hilton comprovam que muito do traço libertário associado ao uso de entorpecentes faz parte de um passado. Em tempo: O apartamento que Lennon e Yoko viviam na época em que foram presos, era de Ringo e ganhou placa comemorativa, em 2010.
Aqui no Baú já apareceu uma matéria bem legal , sobre o temido Sgt. Pilcher, que era o "caçador de bruxas" do rock, e que foi ele quem efetuou as prisões de John, George, e tantos outros pop stars da época. Para quem não viu, ou queira relembrar, o link é: http://obaudoedu.blogspot.com/2011/05/voce-conhece-o-sargento-pilcher.html

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

THE BEATLES - I'LL GET YOU!

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"I'll Get You" foi escrita por John e Paul na casa de John como sequência de"From Me To You" e se tornou o lado B de "She Loves You", composta dias depois, mas que eles acharam melhor. A letra, mais reflexiva que alegre, parecia ter mais de John do que de Paul, e há uma certa semelhança entre os versos de abertura("Imagine i'm in love with you, it's easy 'cos i know") e os de "Imagine" ("Imagine there's no heaven, it's easy if you try"), seu megasucesso de 1971. "I'll Get You" foi uma das primeiras músicas a expor claramente a crença de John na visualização criativa - a ideia de que, ao imaginar coisas que queremos que aconteçam, podemos concretizá-las. Para Paul, que ainda a considera uma de suas faixas favoritas dos Beatles, o uso da palavra "imagine" evocava o começo de um conto de fadas infantil e era um convite a um universo fictício. Um dos truques musicais da composição, a mudança de ré para lá menor para quebrar a palavra "pretend", foi tirado da versão de Joan Baez da tradicional canção "All My Trials", de seu álbum de estreia de 1960. na música de Baez a mudança ocorre no primeiro verso, sob as palavras"don't you cry". "I'll Get You" foi lado B em duas ocasiões distintas, de " She Loves You", em 28 de agosto de 1963, no Reino Unido e 16 de setembro nos Estados Unidos. Também pareceu mais tarde nos EUA em 21 de Maio 1964, como lado-B de "Sie liebt Dich" (She Loves You em alemão). A canção também foi lançada nos EUA no álbum The Beatles 'Second Album. Nunca foi lançada em álbum no Reino Unido até o "Rarities" em 1978 como parte da coleção "The Beatles Collection". Uma versão ao vivo da música, gravada no London Palladium em 13 de Outubro 1963, foi incluída no Anthology 1. Também apareceu em CD no primeiro disco dos álbuns "Past Masters".

THE BEATLES - 20 GREATEST HITS - 1982

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Em outubro de 1982, os Beatles ja estavam separados há anos e John Lennon já estava morto, mas sempre foram lançadas diversas coleções e CDs dos Beatles após o 1970. em 15 de outubro de 1982, foi lançada a coletânea The Beatles: The 20 Greatest Hits nos EUA e no dia 18 do mesmo mês, foi lançada no Reino Unido. O álbum foi em homenagem aos vinte anos em que o primeiro sucesso dos Beatles havia saído, “Love me Do”, em 1962. Os produtores do disco foram George Martin e Phill Spector, como de costume, todas as vinte faixas lançados nos discos lançados em ambos os países, são de autoria à dupla Lennon/McCartney. O álbum teve grande sucesso, pois contou com dois ou três grandes sucessos dos Beatles em cada ano, de 1963 até 1970. As faixas do álbum lançado no Reino Unido são: "Love me Do", "From me To You", "She Loves You", "A Hard Day's Night", "I Want to Hold Your Hand", "Can't Buy me Love", "I Feel Fine", "Ticket to Ride", "Day Tripper", "We Can’t Work it Out", "Paperback Writer", "Eleanor Rigby", "Yellow Submarine", "Lady Madonna", "Hello Goodbye", "Get Back", "All you Need is Love", "Hey Jude" e "Ballad of the John and Yoko ". As faixas do álbum lançado nos Estados Unidos, são: "She Loves You", "Love me Do", "I Wanna Hold Your Hand", "A Hard Day's Night", "Can't Buy me Love", "Eight Day's a Week", "Ticket to Ride", "Help!", "I Feel Fine", "Yesterday", "Paperback Writer", "We Can't Work it Out", "Penny Lane", "Hello Goodbye", "Hey Jude", "Get Back", "All You Need is Love", "Come Together", "Let it Be" e "The Long and Winding Road", além das versões lançadas nos EUA e no Reino Unido, o disco foi lançado na Europa, Nova Zelândia e outros.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

JULIAN LENNON - VALOTTE - 1984

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“Valotte” é um daqules típicos ábuns dos anos 80 e ao contrário do que muitos pensam, é um diquinho pra lá de bacana e bem acabado. “Valotte” foi o álbum de estreia de Julian Lennon e conseguiu um razoável sucesso nos EUA e na Inglaterra e também aqui no Brasil.
Quase quatro anos após a morte de seu pai, Julian apareceu com “Valotte” na praça, o que poderia cheirar a oportunismo, mas isto seria uma injustiça, já que o álbum é bom. As músicas são em geral de boa qualidade e quase todas compostas por ele (sozinho ou em colaboração). Julian fez um trabalho de respeito.
A faixa título, “Valotte”, é uma linda e emotiva balada. Impossível não lembrar de John aqui (até porque a voz de Julian é muito parecida). É a melhor faixa do disco, mas não é a única boa. Em seguida a divertida “OK for you” e o blues “On the phone”, segue com a arriscada “Space”, com uma sonoridade boa, mas que não chega a empolgar. O lado A do LP, termina com “Well I don’t know”, que tem cara de fim de festa, mas é legal. “Too late for goodbyes” tornou-se o grande hit do álbum, que segue com a boa “Lonely”, que acerta em cheio ao tentar exprimir a amargura de se estar só, e a legalzinha “Say you’re wrong”. “Jesse” (única que Julian não participou da composição) e a balada-solo-ao-piano “Let me be”, não acrescentam muita coisa. Apesar de "Jesse" ter sido lançada como single. Mas mesmos os pontos baixos não tiram o brilho deste álbum, que certamente merece mais atenção do que apenas como curiosidade.

domingo, 13 de outubro de 2013

AS VERDADES DE PAUL McCARTNEY?

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Meninos, eu hoje já li as notícias. E uma delas escandalizava tentado comprar uma velha coisa que nunca existiu: The Beatles x The Rolling Stones. Ontem, sexta-feira, Paul McCartney botou mais lenha na fogueira e comprou uma briga com os fãs dos Rolling Stones. Disse que a banda de Mick Jagger e companhia só fizeram sucesso porque copiavam os Beatles. Ora, isso todo mundo sabe. Mas neguinho não aceita. John Lennon já dizia: “tudo que os Beatles faziam, os Stones copiavam quatro meses depois”. E dizia na cara mesmo do bocudo. Dessa vez, 500 anos depois, Paul, que agora é consagrado como o maior artista do planeta, e que nunca se saiu bem com a imprensa, emendou: "Essa é a verdade. Observe a história. Os Beatles vão para os Estados Unidos, um ano depois eles também vão. Escrevemos o primeiro single deles, 'I wanna be your man'. Entramos na psicodelia, eles também entraram. Nos vestimos como feiticeiros, e eles também", disse Macca em entrevista à US Radio. Perguntado se inveja os Stones porque continuam na ativa até hoje, após 50 anos do surgimento, disse: "Não é uma tristeza para mim, mas se fôssemos os Beatles agora... Seria ótimo sentir aquela pequena boa banda junta de novo em turnê. Era maravilhoso quando tocávamos, sabe? Mas acabamos a banda de maneira consciente e agora, como dois se foram, isso nunca se tornaria uma realidade obviamente. Mas vejo os Stones em shows e talvez eu tenha um pouco de... Acho que o que quero dizer é que se os Beatles estivessem na ativa, meninos, vocês estariam acompanhando".
Veja mais sobre isso aqui:
http://obaudoedu.blogspot.com.br/2013/09/the-beatles-and-rolling-stones-i-wanna.html http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/01/rolling-stones-we-love-you.html http://obaudoedu.blogspot.com.br/2013/08/por-que-os-beatles-by-barry-miles.html

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

PAUL McCARTNEY SURPREENDE NOVA YORK!

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O ex-Beatle Paul McCartney surpreendeu Nova York, ontem quinta-feira, com um pequeno show gratuito na popular Times Square, dias antes de lançar seu primeiro álbum de inéditos em seis anos, "New". McCartney, de 71, anunciou o show pela manhã em sua conta no Twitter. Ele se apresentou ao meio-dia, no coração de Manhattan, como mostraram as fotografias divulgadas por fãs nas redes sociais. "Venham para a Times Square, tudo vai acontecer lá!", disse sir Paul, pouco antes do show, feito de dentro de um caminhão, que tinha uma de suas partes laterais aberta. Na quarta, Paul fez outra apresentação surpresa para alunos e professores da Escola de Artes Frank Sinatra, em Astoria, no Queens (nordeste de Nova York). Paul tocou 13 músicas e, depois, respondeu perguntas dos estudantes. O show no Queens aconteceu no dia do aniversário de John Lennon, companheiro de Paul McCartney nos Beatles, assassinado em Nova York, em 1980. Em homenagem a Lennon, Paul interpretou "Being for the Benefit of Mr. Kite!" do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", de 1967. O lançamento mundial de "New" será na próxima terça, em Londres. No ano passado, Paul McCartney gravou "Kisses on the bottom", um disco "jazzy", com temas dos anos 1920, 1930 e 1940.

Depois da performance-surpresa, Paul McCartney e a mulher Nancy Shevell passearam tranquilamente pelas ruas de Nova York. Esse Macca não pára mesmo de surpreender!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

FELIZ ANIVERSÁRIO QUERIDO JOHN LENNON!

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Errou quem achou que o Baú do Edu ficaria de fora da festa de comemoração do 73º aniversário do nosso querido, incomparável, inimitável e genial John Lennon. E a maratona de homenagens do Baú já começa logo bombando com a maior de todas as criações de John Lennon: THE BEATLES! E logo em seguida, a gente confere uma entrevista “inédita” de Lennon, feita pela Rolling Stone em 1975 e segue com muito mais John Lennon. Parabéns, velhão! Todos gostaríamos que estivesse aqui. E está. BEATLES FOREVER! BADFINGER BOOGIE!!!

ROLLING STONE ENTREVISTA JOHN LENNON - 1975

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Eis John Lennon: braços finos, vestindo uma camiseta amar­rotada sem mangas, pés descalços, dedos delicados segurando um cigarro marrom e pegando uma xí­cara de café quente. Um sol pálido de inverno invade o apartamento no sétimo andar do edifício Dakota, um imóvel caro que parece uma pilha de lembranças do século 19 na esquina da 72nd Street com a Cen­tral Park West. Mais cedo, o porteiro irlandês ficou surpreso quando perguntei por John, porque Yoko Ono havia morado sozinha aqui durante um ano. O prédio, com gárgulas e torreões abobadados, já viu muita coisa e abrigou muita gente, de Lauren Bacall e Rex Reed, à cenas do filme O Bebé de Rosemary.Agora, John Lennon está falando com uma voz suave e calma, as velhas raivas cortantes desaparecidas por um tempo, enquanto o barulho das ruas de Nova York penetra na sala. Ele voltou com Yoko há três dias, depois de um ano louco e doloroso separados, e há uma sensação cinzenta de ressaca na sala clara. Encostado em uma parede, um piano branco é um convite para começar de novo; uma árvore é emoldurada por uma janela, uma planta, por outra, ambas em uma atitude de simplicidade zen, cheia de espaços. Aos 34 anos, Lennon está entrando na maturidade como homem e ar­tista e parece ter cada vez menos medo de se expor.

Um ano atrás, ele e Yoko se se­pararam e algumas pessoas come­moraram. Vivemos em uma época estranha. Então, como se viesse do nada, chegou Walls and Bridges - John teve um single de grande sucesso com "Whatever Gets You Thru the Night" e a música era mesmo maravilhosa: cheia de in­venção, doçura e remorso. Mais do que nada, as canções eram ensaios em autobiografia; as letras e melo­dias de um homem tentando en­tender uma parte enorme de sua vida: "Estive do outro lado/Mos­trei tudo a você, não tenho nada a esconder...
O que se segue é o resultado de duas longas conversas com John Lennon ao final de um ano difícil.
Como está sua vida agora?
Vida. Estamos em 1975, não? Bom, acabei de fechar o acor­do sobre as finanças dos Beatles. Deve ter acontecido no mês passado, demorou três anos. No dia em que você veio, parece que me mudei de volta para cá. Quan­do esta entrevista for publicada, não sei... é uma grande mudan­ça. Talvez seja por isso que estou dormindo mal. Como um amigo disse, saí para comprar café e jornal e não voltei [risos]. Ou vice--versa: sempre é escrito assim, sabe. Todos nós. O homem saiu. Nunca é tão simples.
O que aconteceu entre você e Yoko? Quem decidiu terminar o relacionamento?
Bom, não é uma questão de quem decidiu. Acabou. Por que aca­bamos voltando? [Com voz pomposa] Acabamos voltando porque foi diplomaticamente viável... Qual é. Voltamos simplesmente por­que nos amamos.
Amei sua frase: "A separação não deu certo."
É isso. Não deu. E a reação à separação foi toda aquela loucura. Eu parecia uma galinha sem cabeça.
Qual foi o acordo fInal dos Beatles?
Até este ano, todos os valores iam para um só lugar - todos os discos solo, os meus, de Ringo, de Paul. Agora, até os royalties an­tigos dos Beatles vão para quatro contas separadas. É isso. Todos disseram que, ao assinar este documento, não estávamos mais vinculados uns aos outros. Besteira. Ainda somos donos desta coisa chamada Apple.
Ainda há um sentimento bom entre vocês?
Sim, sim. Falei com Ringo e George ontem. Não falei com o Paul porque ele estava dormindo. George e Paul estão se falando em Los Angeles agora. Não há nada acontecendo entre nós, só na cabeça das pessoas.

O que você acha da turnê mais recente de George?
Não foi a melhor coisa já feita. Ele passou por uma espécie de moi­nho. Provavelmente foi a vez dele de ser massacrado. Quando está­vamos juntos, havia períodos em que os Beatles eram bons, os Bea­tles eram ruins - não importava o que fizéssemos. O público, incluin­do a mídia, às vezes é um pouco submisso. George é ruim agora, e acho que não importava o que fi­zesse na turnê.
George disse à Rolling Stone que, se você quer os Beatles, escu­te o Wings.
Não li o que o George disse, então não tenho o que comentar. [Pausa] Band on theRun é um ótimo álbum. O Wings é um grupo quase tão con­ceituai quanto o Plastic Ono Band. O Plastic Ono era um grupo concei­tuai, o que significa que quem es­tivesse lá era a banda. E o Wings muda o tempo todo. Quer dizer, eles são os músicos de apoio de Paul. Não importa quem toque - não dá para chamar de Wings, mas é a música do Paul McCartney. E é coisa boa.
George disse que poderia tocar com você novamente, mas não com Paul. Como você se sente?
Eu poderia tocar com todos eles. O George tem o direito de dizer isso e provavelmente mudará de ideia até sexta-feira. Sabe, todos somos humanos, podemos mudar de opinião. Então, não considero nenhuma das minhas declarações, ou nenhuma das de­clarações deles, como a última palavra sobre o assunto. Se tocar­mos, os jornais só saberão disso depois. Se formos tocar, simples­mente iremos tocar.
Walls and Bridges tem um quê de arrependimento. Você se senta e conscientementefaz um álbum assim?
Não, bem... vamos dizer que o ano passado foi extraordinário para mim, pessoalmente. E estou quase impressionado por con­seguir botar qualquer coisa para fora, mas gostei de fazer Walls and Bridges - e não foi difícil entrar em estúdio para gravá-lo. Estou surpreso por não ter sido tudo bluuuuuugggggh-hhhh. [Pausa] Tive um ano bem peculiar, e estou feliz por algo ter saído. De certa forma, o disco descreve como foi o ano, mas não do jeito esquizo-frênico que esse período real­mente foi. Acho que levei um choque tão grande que o im­pacto não transpareceu. Há alguma coisa dele no álbum. Tem a ver com a idade e Deus sabe o que mais, mas somen­te a superfície foi tocada em Walls anã Bridges, entende?
Do que se tratou o ano?
Bom, não dá para mencio­nar uma só coisa. Começou, de alguma forma, no final de 73, quando eu estava fazendo este álbum de rock com Phil Spector [Rock 'n' Roll, lançado em 1975]. Teve muito a ver comigo e Yoko. De repente, fiquei sozinho. Quan­do percebi, estava acordando bêbado em lugares estranhos ou lendo sobre minha pessoa nos jornais fazendo coisas extraordi­nárias, metade das quais fiz, metade não. Você conhece o jogo. Eu me vi em uma espécie de sonho louco durante um ano. Esti­ve em muitos sonhos malucos, mas este... foi bem intenso. Então, tentei me recuperar daquilo. [Pausa longa] Enquanto isso, ávida continuava e não te deixaria ficar sentado de ressaca, de qual­quer forma. Foi como se algo - provavelmente eu mesmo - ficas­se me batendo enquanto eu tentava fazer algo. Ainda estava ten­tando levar uma vida normal e o chicote continuava a toda - por oito meses. Provavelmente foi só medo e por estar sozinho, fican­do velho, você vai entrar nas paradas de sucesso? Será que não vai ter sucesso? Toda essa bobagem, sabe. Mas passei por isso, esta­mos em 75 agora, eu me sinto melhor e estou sentado aqui e não jogado em um lugar esquisito curtindo ressaca.
Por que se sente melhor?
Porque sinto que fiz a viagem de Sinbad - lutei contra todos esses monstros e voltei. [Pausa longa] Estranho.
Richard Perry lhe descreveu como um produtor excelente, mas talvez um pouco apressado demais.
É verdade [risos].
Só que, aparentemente, ao gravar os discos dos Beatles, você era detalhista e lento.
Não, nunca fui detalhista e lento. Produzi "I Am the Walrus" na mesma velocidade em que produzi "Whatever Gets You Thru the Night". Era minucioso em algumas coisas como sou agora. Se há uma qualidade que às vezes atrapalha meu talento, é que fico ente­diado logo se nada é feito rapidamente. Só que "I Am the Walrus" soa como uma produção maravilhosa. "Strawberry Fields Fore-ver" soa como uma grande produção. Faço isso o mais rápido que posso sem perder (a) o sentimento e (b) o caminho. Pessoalmen­te, a faixa mais longa em que passei tempo foi "Revolution 9", que era uma música abstrata em que usei muitos loops de fita e coisa do tipo. Ainda assim, fiz em uma sessão, mas aceito essa crítica e também sou crítico comigo mesmo.
Há alguém que você gostaria de produzir? Bob Dylan, por exemplo?
Dylan seria interessan­te, porque acho que ele fez um grande álbum com Blood on the Tracks, mas ainda não gosto muito dos músicos de apoio. Acho que poderia ser um ótimo pro­dutor para ele. Então, se você está lendo isto, Bob, sabe... e Presley. Gostaria de ressuscitar Elvis, mas fi­caria com tanto medo dele que não sei se poderia fazer isso.
Elton John reviveu "Lucy in the Sky With Diamonds" e DavidBowie gravou "Across the Universe". O que acha deles?
Gosto e respeito ambos. Sou mais próximo de Elton, porque o conheço há mais tempo e passei mais tempo com ele. Elton meio que apareceu na sessão de Walls and Bridges - chegou, tocou piano e acabou cantando "Whatever Gets You Thru the Night" comigo. O que foi um grande tiro no braço. Eu tinha feito três quartos dela e estava pensando "E agora, o que fazemos?" Inclu­ímos um camelo ou um xilofone? Este tipo de coisa. Então ele veio e disse "Ei, vou tocar piano!" Daí ouvi que ele estava tocando "Lucy" e fiquei sabendo por um amigo - porque ele era tímido -será que eu poderia aparecer quando ele gravasse "Lucy"? Talvez tocar nela, mas simplesmente estar lá? Então, fui, cantei no re­frão e contribuí com a parte de reggae no meio. Depois, também por meio de um amigo em comum, ele perguntou se eu subiria ao palco com ele se a música chegasse ao número 1, respondi que sim, sem jamais poder adivinhar que a música chegaria ao topo.
Como você se relaciona com os astros do rock dos anos 70? Pensa em si mesmo como um tio, um pai, um velho rival?
Depende de quem for. Se for Mick, ou a Velha Guarda, como os chamo, sim, são a Velha Guarda. Elton e David são os nova­tos. Não me sinto como um velho tio, querido, porque não sou tão mais velho do que metade deles [risos], mas sim, estou interessa­do no pessoal novo. Lembro que ouvi "Your Song" de Elton John nos Estados Unidos - foi um dos primeiros grandes sucessos dele - e pensei: "Ótimo, esta é a primeira novidade que acontece desde que surgimos". Foi um passo à frente. Havia algo na voz dele que era um aprimoramento sobre todos os vocais ingleses até então. Você consideraNova York seu lar agora? Ah, sim. Estou aqui, bom, já é quase o quarto ano. É o máximo de tempo que passei longe da Inglaterra. Fiquei em Londres, vejamos, 64,65, 66, 67 - realmente em Londres, porque na época havia a Beatlemania e todos acabávamos como muitos roqueiros: morando a uma hora de distância de Londres, no inte­rior, em propriedades enormes. Não dava para morar em Londres porque as pessoas te incomodavam muito. Então, moro em Nova York há mais tempo do que realmente morei em Londres.
Por um período você se envolveu bastante em causas ra­dicais. Ultimamente, parece ter voltado à sua arte deforma mais direta. O que aconteceu?
Vou te dizer o que aconteceu literalmente. Saí do barco, só que era um avião que pousou em Nova York, e as primeiras pessoas que entraram em contato comigo foram Jerry Rubin e Abbie Hoffman. Simples assim. Quando dei por mim, estou fazendo shows beneficentes para John Sinclair [poeta e ativis-tã\ e uma ou outra coisa.
Como isso afetou seu trabalho?
Quase o arruinou, de certa forma. Virou jornalismo e não poesia, e basicamente sinto que sou um poeta. Não do jeito for­mal - não tenho educação - então normalmente tenho de es­crever das maneiras mais simples. Daí, comecei a levar mais a sério em outro nível, dizendo: "Estou refletindo o que está acon­tecendo, certo?" Bom, não funciona assim. Não dá certo como música pop ou o que quero fazer. Simplesmente não faz sentido.
É a lição comum que aprendi em meus tenros 34 anos. Assim que você se agarra em alguma coisa, pensa: "A vida diz respei­to a isso". O ruim é que a maioria das pessoas encontra o cha­péu de palha e se segura nisso, como seu melhor amigo que con­seguiu o emprego no banco aos 15 anos e parecia ter 28 antes mesmo de completar os 20. Seja um chapéu religioso, político ou apolítico - seja lá o que for, sempre procurando esses cha­péus de palha. Acho que descobri que é perda de tempo. Não é preciso usar um chapéu. Simplesmente ir em frente e trocar de roupa é o melhor. É só isso o que acontece: mudança. Em um momento, senti que, se continuasse batendo a cabeça na parede, não teria mentalmente aquela idade - ao continuar crian­do, consciente ou inconscientemente, situações extraordinárias sobre as quais acabaria escrevendo. Só que talvez não tenha nada a ver com isso. Ainda estava tentando evitar algo, mas do jeito er­rado. Chame isso de idade ou qualquer coisa.
Isso se chama "crescer"?
Não quero crescer, mas estou cansado de não crescer desta forma. Encontrarei um jeito diferente de não crescer. Há uma ma­neira melhor de fazer isso do que torturando seu corpo, e depois sua cabeça. A culpa! É uma coisa tão estúpida, e fico furioso por ser estúpido porque não gosto de gente estúpida. Parece que faço as coisas que mais desprezo, praticamente. Tudo isso para - o quê? - evitar ser normal. Tenho um grande medo desta coisa normal. Sabe, as pessoas que passam no vestibular, que vão para o traba­lho, que não se tornaram roqueiras, que se conformaram! É isso o que estou tentando evitar, mas estou cansado de tentar evitar com violência, entende? Tenho de fazer isso de outra forma. Acho que conseguirei. Penso que o simples fato de ter percebido isso é um bom passo à frente. 'Vivo em 1975' é o meu novo lema. Deci­di que quero viver.
Você se imagina como artista aos 50 ou 60 anos?
Nunca me vi não sendo um artista. Sempre tive essa visão de ter 60 anos e escrever livros para crianças. Não sei por quê. Sem­pre tive essa sensação de dar o que Wind in the Willows e Alice no País das Maravilhas e A Ilha do Tesouro me deram aos 7 ou 8 anos. Os livros que realmente abriram o meu ser.
Quem você ouve agora?
Ainda sou um homem de discos. Não há ninguém - incluindo eu mesmo - na Terra de quem consigo escutar um álbum inteiro. Ninguém. A mesma voz se repetindo... não dá para sustentar isso.
Então, não fico sentado ouvindo os discos de artistas, a não ser que sejam meus amigos. Gosto de "Shame, Shame, Shame" de Shirley & Company. Algumas dessas coisas no estilo disco. Uma das minhas preferidas no ano passado foi "I Can Help", de Billy Swan. Esse é uma verdadeira imitação do Elvis das antigas.
Um dia você ficará livre do fato de ter sido um Beatle?
Eu me acostumei - praticamente - com o fato de que qual­quer coisa que fizer será comparada com a dos outros Beatles. Se aprendesse bale, minha dança seria comparada com a habilidade de Paul no boliche. Tenho de viver com isso, mas aprendi algo no ano passado: não posso deixar o Top 10 dominar minha arte. Se meu valor só for julgado por estar ou não no Top 10, então é me­lhor desistir. Se eu deixar o Top 10 dominar minha arte, ela mor­rerá, e o fato de estar ou não no Top 10 é discutível. Há um perigo ali, para todos os que estão envolvidos com arte, de precisar tanto daquele amor que... na minha área, isso se manifesta no Top 10.
Então, este último ano, de algumas maneiras, foi para de­cidir se você queria ser um artista ou pop star?
É. O que estou fazendo? O que estou fazendo? Enquanto isso, eu ainda lançava trabalhos, mas no fundo pensava: O que você quer ser? O que está procurando? É isso. Sou um artista, cara, não um cavalo de corrida.

IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON

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MENSAGEM DO DIA - JOHN LENNON

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HAPPY BIRTHDAY JOHN LEMMON!

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GEORGE HARRISON - APPLE JAM - IT'S JOHNNY BIRTHDAY

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THE BEATLES - NOWHERE MAN

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"Nowhere Man" foi lançada no álbum Rubber Soul. John fez esta canção falando de si mesmo, numa crise rara de autoconfiança. A primeira idéia era uma gravação só com os vocais, sem nenhum instrumento. No estéreo, as vozes ficaram num canal e os instrumentos no outro. A composição foi difícil, John conta que após horas escrevendo sem parar, sentiu que não seria capaz de completar mais uma canção para o álbum: “na verdade, eu tinha parado de tentar pensar em alguma coisa. Nada vinha, eu estava irritado e fui tirar um cochilo depois de desistir. Então pensei em mim mesmo como um homem de lugar nenhum fazendo planos por ninguém”.

THE BEATLES - I'M A LOSER - DEMAIS!

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Em 1964, dois fatos tiveram efeito profundo nas composições de John. O primeiro deles foi ouvir a música de Bob Dylan em Paris, quando Paul ganhou o LP The Freewheelin'Bob Dylan de um DJ de uma rádio local. Paul já tinha ouvido a música de Bob Dylan antes, mas John ainda não a conhecia. Depois de ouvir Freewheelin', segundo álbum de Dylan, eles compraram Bob Dylan, seu álbum de estreia, e, de acordo com John, "não conseguíamos parar de ouvi-lo por três semanas. Todos nós fica­mos loucos por Dylan". O segundo fato que teve grande impacto para John foi conhecer o jornalista Kenneth Allsop, que escrevia para o jornal Daily Mail e era entrevistador do noticiário Tonight, da BBC Television. John o conheceu em 23 de março, depois o encontrou de novo em um evento literário da livraria Foyles, no Dorchester Hotel. Nesse mesmo dia, foi entre­vistado no Tonight sobre seu livro, In His Own Write. Allsop, um homem bonito e durão deYorkshire, tinha 44 anos na época e era um dos rostos mais conhecidos da televisão britânica. Jornalista desde 1938, ele havia também servido, durante a guerra, na Royal Air Force. Na primeira conversa de John com o jornalista, no estúdio Lime Grove da BBC, Allsop foi enfático ao recomendar ao Beatle que não escondesse seus sentimentos por trás das convenções da música pop. A leitura de "In His Own Write" levara Allsop a acreditar que John tinha muito mais a oferecer. Anos depois, John disse ao seu confidente Elliot Mintz que esse encontro havia sido um momento decisivo para o modo dele de compor. "Ele me contou que estava particularmente ansioso naquele dia e, por causa disso, ficou muito falante e envolvido na conversa com Allsop", diz Mintz. "Allsop disse a ele que não morria de amores pelas canções dos Beatles porque todas tendiam a ser 'ela o ama', 'ele a ama', eles a amam' e 'eu a amo'. Ele sugeriu que John tentasse escrever algo mais autobiográfico, em vez de usar os velhos temas superficiais. Isso res­soou dentro dele." Apesar de ter sido gravada cinco meses depois, "I'm A Loser" pode ser considerada o primeiro fruto desse encontro com Allsop. Seria equivocado dizer que foi uma mudança completa de direção, porque desde o começo John tinha escrito músicas em que se revelava solitá­rio, triste e abandonado, mas em 'Im a Loser" ele se expôs mais. Vista de forma superficial, ela é mais uma canção sobre perder uma namorada. Mas alguns versos, como a passagem na qual ele diz que sob a máscara ele está "wearing a frown", 58 sugerem que ele se con­sidera um fracasso em mais de uma maneira. Não é apenas um fra­casso no amor, é também um fracasso na vida. "I'm A Loser" pode ser vista hoje como um estágio inicial da tortuo­sa jornada de John rumo à franca autorrevelação. Na época, ele logo revelou o efeito que Bob Dylan teve em "I'm a Loser". "Qualquer um que seja um dos melhores em sua área - como Dylan é - acaba influenciando os demais", ele afirmou na ocasião. "Eu não me sur­preenderia se nós o tivermos influenciado de alguma forma. Kenneth Allsop foi encontrado morto em sua casa, em maio de 1973-A causa da morte foi uma overdose de analgésicos. Huid Travellin", o relato de Allsop sobre a vida dos hobos, andarilhos aventureiros, foi publicado pela primeira vez em 1967, tornou-se um clássico e ainda é reimpresso. "I'm A Loser" foi gravada em agosto de 1964. John deu alguns sinais de como estava sendo sincero na letra. Um deles foi um comentário que fez a Ray Coleman, da Melody Maker, dois meses depois, quando estavam nos bastidores de um show. Enquanto era maquiado para subir ao palco ele disse: "Eu gostaria que me pintassem um sorriso também. Acha que vou conseguir sorrir hoje à noite? Às vezes eu me pergunto como é que nós conseguimos seguir adiante".

THE BEATLES - TELL ME WHY - SENSACIONAL!

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“Tell Me Why” foi escrita para animar os shows das filmagens de A Hard Day’s Night. E animou muito mesmo! John tentou incorporar bandas como The Chiffons (aqueles, da canção ‘He’s So Fine’ – que seria a origem do suposto plágio de George Harrison no futuro, com “My Sweet Lord”) ou The Shirelles e “só deixou que a música viesse”. É um típico enredo de John Lennon e que ele desenvolveria tanto a partir dali. Alguém mentia para ele e o abandonava. Então, ele chorava e queria saber porquê. Isso seria tema em diversas das canções de John até 1970. Depois do fim dos Beatles, a mando de Yoko Ono, procurou o Dr, Arthur Janov. Mas isso já é outra postagem... Abração!

HAPPY BIRTHDAY, JOHN - ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ

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Esse conto absolutamente de ficção é uma jóia rara! Apareceu aqui uma única vez, há 3 anos no aniversário de 70 anos de John. Em outubro de 1990, completava 10 anos que Lennon havia sido assassinado e o autor brinca com palavras e emoções como se ele tivesse "escapado" dos tiros de Chapman! Muito bacana. Isso foi publicado na revista "Cláudia" de outubro de 1990. Isso é fantástico!
Dia 9 deste mês, Lennon comemora 50 anos de vida. Está mais velho, continua casado com Yoko e sonha ganhar um neto, em breve. Lennon escapou da morte, há dez anos. Recebeu dois tiros na perna, um na mão e outro na testa. Eram pouco mais de 11 horas daquela quentíssima noite de outono, em Nova York. 8 de dezembro de de 1980. Por pouco, John Lennon e Yoko Ono não se tornavam dois novos personagens de um tipo de tragédia que de vez por outra ronda a vida dos artistas. Um fã do ex-Beatle aguardava o casal do lado de for a do Edifício Dakota – onde eles moram -, em pé, lendo O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinge. Não queria um autógrafo do ídolo, tampoco tocá-lo. Horas antes, aquele jovem conseguira um autógrafo de Lennon no disco recém-comprado. “Ao vê-lo andando na rua desacompanhado, pensei que alguém poderia matá-lo. E por que não eu?”, diria Mark David Chapman aos jornalistas, em seguida a sua prisão. Chapman bem que tentou. Ao avistar John e Yoko se aproximando da entrada do Dakota, atirou Salinger no chão. Apressou o passo e gritou: ‘John’. Lennon virou-se lentamente em direção a ele, e Mark Chapman apertou o gatilho do revólver que empunhava. Quatro vezes. Quatro balas certeiras contra o corpo de John, que, mesmo caindo, procurou proteger Yoko dos disparos. Dois tiros acertaram sua perna direita. Um outro, a mão esquerda. O quarto atingiu a testa de raspão. De madrugada, no quarto 322 do Hospital Roosevelt, Lennon demonstrava que se refazia do susto. “Yoko, que tal mandar buscar uma pizza?” Ela o atendeu prontamente, não sem antes consultar o médico. “John, há centenas de jornalistas lá fora. Querem saber se você perdoa o rapaz que atirou”, insistiu a mulher. “Não perdoo ninguém. Quero que ele se dane.”John Lennon escapara do atentado, dando mostras de que o susto não lhe roubara a irreverência. Anos mais tarde, ao relembrar o episódio em uma entrevista concedida à revista Business Week, ele diria: “Não tenho compromisso com os meus fiéis para defender perdão a idiotas como esse Chapman. Jamais desculparia aquele maluco do Ali Agca, como fez o papa João Paulo II. Se pudesse, o esganaria com minhas próprias mãos”. Um evidente exagero. Lennon já era um pacifista muito antes de o movimento ganhar corpo. Na escola, nunca se importou de ser chamado de covarde ao recusar convites para brigas no pátio interno durante o recreio. Brigas mesmo, só pelas causas que desde cedo assumiu. No começo dos anos 60, John foi o primeiro a defender o uso dos cabelos longos pelos rapazes. Em Liverpool, as senhoras inglesas o olhavam sem disfarçar o horror. As moças, com um misto de curiosidade e estranhamento. Foi ele também quem introduziu os parceiros no uso das drogas, e o primeiro Beatle a abandoná-las. Antes do mergulho político do rock dos anos 80, Lennon já colocava as suas canções a serviço da militância. “Give Peace a Chance” (Dê uma Chance à Paz) e “Power to the People”(Poder para o Povo) são exemplos dessa fase. Em plena Guerra do Vietnã, no início dos anos 70, John lennon desafiava o Departamento de Imigração americano comandando manifestações pela paz e em favor dos soldados que desardaram. Por isso, sofreu sucessivos processos dos EUA. A alegação de que o comportamento licencioso de John era intolerável para os padrões americanos mal escondia os reais motivos da irritação da Casa Branca. John Lennon foi, durante vários anos, um sapo difícil de engolir pelo modelo americano de liberdade.
Comunista, como alguns o acusavam, Lennon nunca foi, embora quem não entendesse nada de inglês, julgasse que “Back in The U.S.S.R.”(De Volta à URSS) e “Revolution” – duas canções que fez com Paul McCartney – demonstrassem inequivocadamente sua vocação socialista. John também não era anarquista, apesar de sua alma anárquica. Capitalista, muito menos. “Embora nunca tenha negado os prazeres que o dinheiro pode comprar”, diz ainda hoje. Ele jamais foi mesmo fácil de rotular. Por isso, os milhões de fãs dos Beatles não podiam acreditar que a decisão de por fim ao conjunto tivesse partido de seu líder maior. Sim, porque, se o eleitorado beatlemaníaco se dividia entre o ar rebelde de John e o rosto-mocinho-bem-comportado de Paul, não restavam dúvidas sobre quem melhor representava o espírito Beatle. A culpa só podia ser dela. Sim, daquela oriental que se infiltrara no seio dos bravos rapazes de Liverpool para semear a discórdia.
Yoko Ono. Poucas mulheres foram tão odiadas como ela. E não porque John era um homem bem casado – com Cynthia, mãe de Julian, seu filho mais velho. Yoko, uma mulher, ao mesmo tempo feia e com ar lúgubre, definitivamente não parecia à altura do menino John. Os dois se conheceram em uma galeria de arte em Londres, Lennon soube que uma mulher estranha faria uma exposição lá, no dia seguinte ele ouvira dizer da tal mulher, artista plástica, que ela tinha o hábito de expor pessoas amarradas dentro de enormes sacos pretos. Não resistiu à curiosidade. Foi ao vernissage de Yoko. Percebeu quando o dono da galeria a empurrou ao seu encontro, mas somente mais tarde soube o que sussurou no ouvido dela. “Vamos, vá falar com ele. É um milionário...” Em 1965, John não era o mais conhecido dos Beatles. Ao menos para Yoko. O casamento dos Beatles acabou em 1970. Não resistiu à crise dos sete anos. O de John e Yoko parece fadado a terminar somente com a morte de um dos dois. Talvez sobreviva até mesmo à morte. Hoje, Lennon reconhece que ela fazia, sim, sua cabeça nos primeiros anos. “Vinte e três anos depois, é dificil saber quando qual de nós está com a cabeça do outro”, conta John Lennon. Ele que nunca se imaginara casado por muito tempo, ainda se assusta quando Yoko o provoca fazendo planos para as bodas de prata, marcadas para daqui a dois anos. “É estranho. Talvez a gente faça uma festa em um asilo para velhinhos, ou então eu escreva uma nova canção para ela”. A maior declaração pública de amor feita por John a Yoko aconteceu em uma longa entrevista que deu ao editor Jann Wenner, da revista Rollling Stone, há vinte anos. Nela, Lennon admite que poderia viver sem Yoko. “Posso, mas não quero. Não existe nada mais importante que a nossa relação. Eu não vou sacrificar este amor por nenhuma garotinha, nenhum amigo e nenhum negócio porque no fim acabaria ficando sozinho à noite. Não há nada melhor do que ser abraçado por alguém que você ame.” John ainda se lembra da entrevista, embora garanta nunca ler o que escrevem sobre ele. “Ou são mentiras, ou histórias que conheço de cor.” Da conversa com Jann Wenner para cá, muita coisa mudou. Até o amor de Lennon por Yoko. “Ele parou de crescer, porque já encontrou seu tamanho ideal.” Não. Ninguém poderá dizer que Yoko Ono é a responsável pela separação dos Beatles. O sonho acabou. Mas não foi por causa dela. John jamais se sentiu viúvo dos ex-companheiros. John, se viesse cantar no Brasil, como fez Paul McCartney este ano, jamais repetiria uma canção dos Beatles. Esta, a principal diferença. “O mundo caminha para a frente e é isso o que me interessa”, não se cansa de repetir a quem insiste em saber se algum dia os Beatles voltarão a se reunir. “Só depois que eu morrer”, garante. Este mês de outubro é especial para os Lennons. John, Yoko – que emprestou o sobrenome ao marido, em vez de assumir o dele – Sean, Jullian e, certamente, até para Cynthia, a ex. Sem medo de ser tachado de careta, john avisa que fará uma grande festa na porta do Edifício Dakota, onde tem cinco apartamentos e vizinhos famosos como o bailarino Rudolf Nureyev, o regente Leonard Bernstein e a atriz Lauren Bacall, para comemorar seus 50 anos de vida. “Não é todo dia que a gente se torna um senhor respeitável. Agora só falta meus filhos me derem um neto.” O palco do que poderia ter sido uma tragédia, há dez anos, será o cenário de uma festa no dia 9. John já enviou convites especiais a Elvis Presley, Jimi Hendrix, Bill Haley e Janis Joplin. Imagine este coro de vozes entoando o tradicional Happy Birthday. Você pode dizer que eu sou um sonhador. Mas, com certeza, eu não sou o único. Milton Belintani

JOHN LENNON - GOD - SENSACIONAL!

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O primeiro álbum “oficialmente” lançado por John Lennon depois do fim dos Beatles, “John Lennon/Plastic Ono Band” é sua criação mais impressionante em termos de carreira-solo e cada vez, que ouvido com mais atenção, um dos melhores, senão o melhor de todos. Melhor ainda que “imagine” que viria depois, todo arranjado, todo produzido e comercial. Esse não era! Era a decretação de Lennon de sua ruptura com o passado, os Beatles, ou o que quer que fosse. E o clímax do álbum (depois de tantas bombas) é a última, “God”, uma de suas mais verdadeiras reflexões sobre seu passado, presente e possível futuro. Na época, John e Yoko participavam da terapia primal do Dr. Arthur Janov em Los Angeles. Através da terapia, Lennon tentou lidar com seus traumas da infância (abandono, isolamento e morte). De volta a Inglaterra, John chamou o produtor Phil Spector e começou as gravações do álbum. Participaram do álbum o ex-beatle Ringo Starr, além de Billy Preston, Klaus Voorman e Alan White. John Lennon fala do abandono da mãe e do pai na canção "Mother" e em "God" diz a famosa frase "O sonho acabou", e afirma não acreditar em mágica, I-ching, Bíblia, tarô, Hitler, Jesus, Kennedy, Buda, Mantra, Gita, Ioga, reis, Elvis, Zimmerman (Dylan) e nem nos Beatles. Só nele e em Yoko Ono.
Todos os segredos do clássico “John Lennon/Plastic Ono Band, estão presentes no documentário da série “Classic Albums”, dedicada aos mais importantes discos de rock de todos os tempos. No DVD, há entrevistas com personagens fundamentais para a concretização do álbum “John Lennon/Plastic Ono Band”, Yoko Ono, Ringo Starr, Klaus Voorman, falas do próprio Lennon, Richard Lush, Phil McDonald (engenheiros) Mark Lewisohn, Jann Wenner e Dr. Arthur Janov: “o disco equivale ao cantor, compositor e guitarrista britânico pondo pra fora suas principais angústias: a distância do pai e da mãe (Mother), a solidão (Isolation), religião (God), amor (Love), a própria sanidade (Well Well Well), a militância política (Working Class Hero) e a busca das respostas às principais questões da vida (I Found Out).

Nesse Blog, tem uma "comparação" legal entre a música"God" de John Lennon e “God Part II“ do U2. O link é: http://dharmalog.com/2011/06/27/god-partes-1-e-2-em-que-deus-acreditam-john-lennon-e-u2-video-letra/

MAIS UMA HOMENAGEM PARA JOHN LENNON

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Neste dia em que o grande e incomparável John Lennon estaria completando 72 anos, não deixem de conferir novamente a sensacional história “JOHN LENNON E O HOMEM DO FUTURO ((ºJº))”, exclusiva do Baú. O link é:
http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/10/john-lennon-e-o-homem-do-futuro-j.html

JOHN LENNON - IMAGINE - SENSACIONAL!

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John Lennon escreveu “Imagine”, sua maior dádiva musical para o mundo, em uma manhã de 1971 em seu quarto no Tittenhurst Park, sua propriedade em Ascot, Inglaterra. Sua esposa,Yoko Ono, observava enquanto Lennon sentou-se ao piano de cauda branco, agora conhecido pelo mundo todo pelos filmes e fotografias das sessões de gravação de seu álbum Imagine, e virtualmente completou a musica: a melodia serena; a tranqüila progressão de acordes; a evocativa harmonia de quatro notas; e quase toda a letra, 22 linhas de fé graciosa e franca enunciada no poder do mundo, unido em um propósito, para reparar e mudar a si mesmo. “Não é como se ele tivesse pensado, Oh, isso pode ser um hino”, disse Ono, relembrando aquela manhã, 30 anos mais tarde. “Imagine”era apenas o que John acreditava: que somos todos um único país, um mundo, uma pessoa. “Ele queria colocar essa ideia para fora”. Ideia que não era só dele: a própria arte de Ono, antes e depois de conhecer Lennon em 1966, celebrava o transformativo poder dos sonhos. A primeira linha de Imagine – Imagine there’s no heaven (Imagine que nao há mais céu)- descende diretamente de uma das peças interativas do livro de ono de 1964, Grapefruit (“Imagine Letting a goldfish swim across the Sky”-“Imagine deixar que um peixinho dourado nade pelo céu”). Mas Lennon,enquanto ex-Beatle, era um Expert no vernáculo do pop. Certa vez ele admitiu que “Imagine” – uma igualdade absoluta criada pela dissolução dos governos, fronteiras, religião organizada e disparada social - era “virtualmente o Manifesto Comunista”. Mas a beleza elementar de sua melodia, a tranqüilidade aconchegante em sua voz e o toque poético do coprodutor Phil Spector – que banhou a perfomance de Lennon em cordas gentis e um eco de brisa de verão – enfatizam a humanidade fundamental da canção. Lennon sabia que tinha composto algo especial. Em uma de suas ultimas entrevistas, ele declarou que “Imagine” era tão boa quanto qualquer coisa que ele havia escrito com os Beatles. Sabemos que é melhor que isso: um duradouro hino de conforto e promessa que nos tem sustentado por períodos de extrema dor, do choque pela morte do próprio Lennon em 1980 ao horror indestrutível do 11 de setembro. Hoje é impossível imaginar um mundo sem “Imagine”. E precisamos dela, mais do que jamais conseguimos.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

JOHNNY RIVERS - SECRET AGENT MAN - DEMAIS!

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KINFAUNS - A CASA PSICODÉLICA DE GEORGE HARRISON

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Matéria publicada originalmente em 25 de julho de 2011.
Com exceção da primeira foto em preto e branco, as outras são de 1967 e 68 na casa de George, Kinfauns - um bangalô em Claremont Drive 16, em Esher, Surrey, Inglaterra, na propriedade de Claremont. Os Beatles durante este tempo (com exceção de Paul, solteiro e que sempre preferiu viver em Londres) eram recém-casados e tinham suas casas nos arredores de Londres, em suposta felicidade doméstica. John em particular, sempre se ressentiu por viver nessa monotonia suburbana - nunca foi um grande homem de família naquele momento - e sentiu-se inferiorizado pelos seus seus vizinhos ricos que sempre viam artistas como ele, como lixo de classe mais baixa não merecedor da sua nova fortuna.
George Harrison comprou Kinfauns por £ 20.000 em 17 de julho de 1964, aconselhado por Dr. Walter Strach, contador dos Beatles. George disse mais tarde: "Foi o primeiro que eu vi, e eu pensei o que eu poderia fazer." Mudou-se para lá poucos meses depois acompanhado da esposa Pattie Boyd. As propriedades de Ringo, George e John eram bem próximas umas e eles se visitavam frequentemente, para brincarem com seus brinquedos elaborados (karts e trens de brinquedo em grande escala), em suas mansões gigantescas. Depois da casa de Paul McCartney em Cavendish, St. Johns Wood - Kinfauns foi provavelmente a casa onde os Beatles mais se reuniram, uma vez que era a mais próxima das casas de John Lennon (Kenwood) e Ringo Starr (Sunny Heights). Foi também para lá que Harrison, Lennon e suas esposas foram depois da sua primeira experiência com o LSD em 1965.
Em 1967, George e Patti decidiram pintar a casa para se ajustarem ao moderno estilo psicodélico, supostamente inspirados por um livro chamado Art Tantrum, emprestado pelo antigo amigo dos Beatles,Klaus Voorman. George aparentemente em suas viagens de ácido na época, pintou o exterior da sua casa com redemoinhos e todo tipo de motivos psicodélicos. No interior, havia um mural em volta da lareira criado pelo "The Fool", que também pintou vários instrumentos musicais dos Beatles e o Mini de Harrison.
Muito pouco ou nenhuma segurança havia naqueles dias em torno da casa de George, e as fãs estavam sempre por lá para tirar fotos, tocar a campainha e vê-lo ou simplesmente para acariciar o gato. Kinfauns também ficou famosa por ser o local onde George (e os Beatles) gravaram muitas de suas demos para o Álbum Branco em seu estúdio caseiro em 68, que possuía um gravador de rolo Ampex com quatro pistas.
Harrison foi o primeiro Beatle a experimentar e usar um sintetizador Moog, e gravou "Under The Wall Mersey" em Kinfauns; a faixa apareceria em Eletronic Sound, lançado em maio de 1969. Ainda em 69, Kinfauns era também, o local onde todos consumiam drogas, até George e Pattie serem presos por porte de maconha no dia do casamento de Paul. Os Harrison deixaram Kinfauns em 1970 quando seu casamento estava começando a desmoronar logo após mudarem-se para a pitoresca propriedade Friar Park.
E é exatamente uma dessas demos gravadas em Esher, que a gente confere agora: 

domingo, 6 de outubro de 2013

PREPAREM-SE: ESSA É DE DOER!!!

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Preparem-se todos para chupar dessa manga comigo! Beira o impossível. Essa notícia de ontem, sexta (06) que li ainda há pouco. Diz o seguinte:
Já imaginou um mashup (termo em inglês usado para se referir à mistura de músicas) de "Imagine", de John Lennon, com "Ai, se eu te pego", de Michel Teló? Isso poderá ser conferido no filme "Mato Sem Cachorro", que estreia hoje nos cinemas. Mas, para a mistura acontecer, o diretor do longa, Pedro Amorim, teve que pedir autorização à Yoko Ono, viúva do ex-Beatle. Segundo a coluna "Gente Boa", do jornal "O Globo" desta sexta-feira (04), ela só não autorizou como ouviu e adorou a mistura. "Ai, se eu te pego" projetou Teló internacionalmente. Em maio deste ano, o artista recebeu o troféu de melhor música latina no Billboard Music Awards 2013, em Las Vegas. Em setembro, fez uma turnê pelo Japão, se apresentando sempre com casa cheia. No show feito na cidade de Kawasaki, ele chamou a namorada Thais Fersoza ao palco após pedido do público."E a vergonha (risos)? Mas foi lindo...", derreteu-se a atriz em sua conta no Twitter. A música "Ai, seu eu te pego" alavancou a carreira do sertanejo, mas ela também tem trazido muita dor de cabeça com a discussão sobre os verdadeiros autores da letra. O caso está correndo na Justiça da Paraíba há mais um ano e todos os valores arrecadados com a comercialização da música estão sendo depositados em juízo, atingido a marca de R$ 10 milhões”.
Deus não existe mesmo! Não é possível. Se existisse, isso não aconteceria. Sinto muito. É só o começo!


Ok. “Ai, Se Eu Te Pego Yoko Ono”. O QUE VOCÊ FARIA? A melhor resposta, ganha uma reprodução de uma litografia feita por John Lennon em 1969 proibida de ser exibida em Londres. Ok?

AS LITOGRAFIAS PROIBIDAS DE JOHN LENNON

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Uma série de litografias de John Lennon, que continham cenas sexuais do músico e sua mulher, Yoko Ono, não foram proibidas pela justiça britânica por temor de que isso afetasse outras coleções de arte, como a da rainha Elizabeth II. Assim parecem sugerir documentos oficiais guardados nos Arquivos Nacionais de Kew (sudoeste de Londres) e divulgados em 2004. Os relatórios esclarecem o famoso caso de 1970, quando oito trabalhos originais do ex-Beatle foram exibidos numa galeria da rua New Bond, em Londres, foram apreendidos pela polícia em virtude das leis vigentes contra a obscenidade.
O galerista, Eugene Schuster, foi acusado ante a justiça de violar uma norma do século XIX, a chamada Lei da Polícia Metropolitana de 1839, o que facilitou que, no final, o caso fosse arquivado por razões técnicas. Outros documentos do mesmo caso divulgados há alguns anos mostraram que as obras de Lennon da exposição "Bag One" não eram grande coisa e simplesmente não foram exibidas devido à fama de seu autor, como reconheceu o próprio galerista.

Para o detetive Frederick Luff, então responsável da brigada de publicações obscenas na Scotland Yard, as obras que representavam a vida sexual de Lennon e Ono não eram mais que "o trabalho de uma mente doente". Os papéis oficiais trouxeram mais luz sobre o caso, pois incluem a carta de um artista, Fuller de Maidstone, às autoridades britânicas na qual são expressos os temores do mundo artístico. "Se o tema supõe a base de um processo, então será a primeira das muitas iniciativas que seu departamento terá que enfrentar: há milhares de gravuras de Rembrandt que mostram atos sexuais, nomeando apenas uma obra que figura em coleções do Estado e privadas", o que ocorrer com as litografias de Lennon provocará que colecionadores de todo o mundo estudem o resultado com interesse; por isso sei, Vossa Majestade a rainha tem trabalhos bastante eróticos de Fragonard", apontou o artista.
A carta de Fuller foi levada em conta, pois recebeu uma resposta de um dos responsáveis da procuradoria, na qual se assinalava que seus temores estavam sendo considerados. Finalmente o caso foi arquivado, entre outras razões, pelo magistrado entender que uma galeria não era "um lugar público" e que não supunha nenhuma "moléstia" para os transeuntes, segundo os termos que estabelecia a lei do século XIX. Outro dos documentos divulgados demonstra o mal-estar que isso causou num dos responsáveis da procuradoria, Kenneth Horn, que considerou que o arquivamento deveu-se ao fato de o galerista ter sido processado com uma lei inadequada, algo decidido no último minuto. "Se o processo tivesse ocorrido de acordo com a Lei de Publicações Obscenas, teria havido mais oportunidades de sucesso", escreveu Horn.
John Lennon, desde 1966, vinha se destacando por seu experimentalismo artístico, inovando em músicas como "Tomorrow´s Never Knows" do álbum dos Beatles "Revolver", mas foi durante o ano de 68, que a vida de John Lennon mudou.