segunda-feira, 21 de abril de 2014
PAUL IN RIO - 1990 - UMA AVENTURA INESQUECÍVEL!

Há exatos 24 anos, no dia 21 de abril de 1990, vivi a maior emoção da minha vida. Os show de Paul McCartney no maracanã. Eu era uma das 185 mil pessoas que estavam lá!

Em novembro de 1989, quando soube que Paul McCartney faria 2 shows no maracanã, coloquei em minha cabeça que não perderia por nada. Nas duas semanas que antecederam as datas marcadas para os concertos (19 e 21 de abril de 1990) vivi momentos de grande angústia com muito medo de não ir aos shows. Tentava arrebanhar os amigos, mas todos estávamos quebrados por causa do plano Collor. Consegui convencer meu velho amigo Cacá Soares a embarcar comigo na aventura. Faltando uma semana para os shows, dei minha cartada final. Na época, eu trabalhava numa agência chamada Ratto Propaganda (do grande amigo Ratão). Pois bem, chamei o Ratão para conversar e expliquei que não poderiar perder os shows. Ele disse: tudo bem, Dudu. Tá liberado. Contei que havia um segundo problema: grana! Ele me disse que passasse na administração e fizesse um vale de quanto eu precisava. Beleza. Mas ainda havia um terceiro problema: meu amigo Cacá também trabalhava na mesma agência e o Ratão teria que liberar nós dois! E assim, na noite da quarta-feira, dia 18, embarcamos no ônibus rumo à cidade maravilhosa. O Júnior, irmão do Cacá. morava no Rio e tinha instruções para nos pegar na rodoviária já com nossos ingressos.
Como eu sabia que os ingressos eram cartões magnéticos e não seriam devolvidos, pedi que comprasse 2 para mim para o show de sábado. Tenho até hoje! Durante a viagem, só se falava que o Rio estava se acabando em água e que os shows poderiam ser cancelados. De manhã, quando chegamos encontramos o Rio de Janeiro inundado! A chuva não parava um minuto sequer. E logo foi confirmada a notícia do cancelamento do show do dia 19. Adiado para o outro dia. O próprio Paul prometeu que haveriam os shows nos dias 20 e 21 com ou sem chuva. Minha expectativa era enorme e aumentava na medida que o tempo passava. Às sete horas da noite de sexta-feira, 20 de abril de 1990, debaixo de uma chuva torrencial e água até o meio das canelas, pisamos no gramado do Estádio Mário Filho. Estava chegando a hora! Nossa proteção da chuva eram sacos das casas da banha amarrados na cabeça e uma garrafa de conhaque presidente. Às nove em ponto, as luzes apagaram e Paul McCartney e a banda tomaram todos de assalto! Havia mais de 140.000 pessoas encantadas ali, debaixo de chuva! Depois de quase 3 horas de espetáculo, deixamos o Maracanã. Com as almas literalmente lavadas. Mas o melhor de tudo ainda estava por vir! Milagrosamente (?) o Rio de Janeiro amanheceu no sábado com o sol incrivelmente radiante e belo! Nem sinal da chuva! Então, muitos passeios, praias, chopes, mais passeios, mais chopes até que novamente (graças a Deus!) chegou a hora de ir ver o Macca no Maraca pela segunda vez! Simplesmente, indescritível o show do dia 21. Ainda havia uma tremenda lua cheia para coroar tudo isso. Obrigado, meu Deus! Este concerto, foi o maior de todos que Paul já fez na vida, tocando para um público recorde de 185.000 pessoas! Eu sabia que haviam dois grandes amigos lá no maracanã naquela noite também: meu saudoso amigo João Neiva e sua mulher Débora, mas era impossível encontrar. Afinal, a graça já tinha sido alcançada!
Na segunda feira, quando cheguei na agência para trabalhar, escrevi no cartaz PAUL IN RIO que havia atrás da minha prancheta: "EU VI". E fui na copa tomar café. Quando voltei, alguém também tinha escrito: "EU TAMBÉM!". Foi o Cacá! Ah, muleke! Hehe.
domingo, 20 de abril de 2014
LUIS SUÁREZ ENTREVISTA PAUL McCARTNEY
Luis Suárez, artilheiro do Liverpool, realizou uma improvável entrevista a longa distância com Paul McCartney - que neste sábado se apresentou no Uruguai - na qual o ex-Beatle afirmou que a Inglaterra vai ganhar a Copa do Mundo do Brasil-2014.
"Se a Inglaterra for eliminada antes do Uruguai, você apoiaria o Uruguai? Se me der sua palavra, vou dedicar um gol a você", pergunta Suárez no vídeo - que intercala imagens de Suárez fazendo as perguntas em espanhol com as respostas do artista em inglês.
"A Inglaterra não será vencida pelo Uruguai! Desculpe! A Inglaterra vai ganhar a Copa do Mundo", responde, em tom de desafio e com bom humor, o ex-Beatle. Uruguai e Inglaterra estão no Grupo D da Copa do Mundo, ao lado de Itália e Costa Rica.
"Por favor, dedique um gol a mim de qualquer forma", disse McCartney antes de confessar que assistirá o Mundial pela televisão. Na 'entrevista', Suárez lembra o primeiro show de McCartney no Uruguai, há dois anos, e pergunta se ele sabe explicar porque as músicas do ex-Beatle agradam a tantas pessoas. McCartney - nascido em Liverpool e torcedor do Everton - apresenta uma explicação simples: "São apenas boas canções... é só por isto". Ontem, sábado, 19, Paul McCartney se apresentou no estádio Centenário de Montevidéu como parte da turnê mundial "Out There" para 50 mil pessoas.
sábado, 19 de abril de 2014
19/04 - DIA DO ÍNDIO - PAUL McCARTNEY - KREEN-AKRORE
“Kreen-Akrore” (McCartney) foi composta por Paul em Londres, em 1970 como faixa do álbum McCartney I. Paul teve a ideia de produzir essa faixa, em sua maioria instrumental, após assistir a um documentário, transmitido pelo canal britânico ATV, chamado “ The Tribe That Hides From Man” (A tribo que se esconde do homem). O programa falava exatamente sobre a tribo Kreen-Akrore, nativos da selva amazônica brasileira, que executava os intrusos que ousavam invadir seu território. Foi gravada em Cavendish Avenue, e nos estúdios Morgan e Abbey Road, em Londres.
ROBERTO CARLOS EM RITMO DE AVENTURA - 1968
Hoje, o cara mais chato do Brasil nesses tempos de Dilmão, está completando 73 anos. Esse cara, Roberto Carlos, nasceu em Cachoeiro do Itapemirim – ES, em 19 de abril de 1941. Pela lembrança da passagem do aniversário desse que já foi, há muito tempo atrás, um dos gênios da música pop brasileira, a gente confere agora o filme de Roberto Farias – Roberto Carlos em Ritmo de Aventura” de 1968 – um grande momento da cultura jovem brazuca.
O Filme à primeira vista deixa uma impressão tosca, mas na verdade é divertido. É preciso entender o clima de brincadeira que rola e que não há roteiro quando o seu diretor o perde mas essa é a base da história: Um roteiro inacreditavelmente bizarro, e basta ver para crer nesta constatação. É uma sátira de roteiros de filmes de ação e aventura. Uma paródia descarada dos filmes de 007 misturados com Help! – dos Beatles. Pelo menos conta com belas interpretações de Roberto Carlos e de belos cenários naturais de paisagens do Rio de Janeiro, Paris e EUA daquela época. É o filme tosco que todos gostam e um registro histórico de um grande momento da nata da música pop brasileira!
Pela primeira vez como protagonista de um filme, Roberto Carlos teve que viver várias cenas perigosas nesta superprodução de Roberto Farias. Para gravar este longa-metragem, Roberto Carlos dispensou dublês nas cenas mais perigosas. O filme tem uma seqüência inesquecível: o cantor passa de helicóptero por dentro do Túnel do Pasmado, no Rio de Janeiro. Para se desvencilhar de bandidos internacionais que querem raptá-lo, Roberto Carlos abusa de acrobacias como descer dentro de um carro pendurado num guindaste e atravessar o Túnel do Pasmado pilotando um helicóptero. O filme teve locações como o Corcovado, o Maracanã e a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, além das seqüências gravadas em São Paulo e em Nova York. As cenas com aviões foram feitas com pilotos da Esquadrilha da Fumaça. Em algumas delas o diretor estava dentro do avião. As filmagens com helicóptero chegaram a parar o trânsito de Copacabana.
Para rodarem cenas no Cabo Kennedy, nos Estados Unidos, a ousada produção do filme conseguiu um feito inédito: autorização da NASA para filmar nas torres de lançamento de foguetes. Como resultado, Roberto passeia pelo espaço, em imagens que mostram a Terra fora da atmosfera.
Roberto aparece cantando sucessos como "Namoradinha de um amigo meu", "Negro Gato", "Eu te darei o céu", "Eu sou terrível", "Como é grande o meu amor por você", "De que vale tudo isso", "Por isso corro demais" e "Quando", esta cantada numa cena antológica em que Roberto se apresenta no alto de um prédio. A trilha sonora de "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" foi lançada num disco com este mesmo nome em novembro de 1967. Vendeu igual banana.
E quem quiser (e tiver saco) de ver o filme todinho, aqui vai. Ótima pedida para o feriadão!
E quem quiser (e tiver saco) de ver o filme todinho, aqui vai. Ótima pedida para o feriadão!
THE BEATLES - YOU KNOW MY NAME (LOOK UP THE NUMBER)
"You Know My Name (Look Up the Number)" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada à dupla Lennon & McCartney, e lançada como Lado B do single Let It Be de 1970. Foi gravada em 1967, durante as sessões de Pepper, porém só foi lançada como single, três anos depois. Nessa época os Beatles já tinham perdido o foco de suas criações e estavam fazendo muito experimentalismo com um bom número de canções e técnicas diferentes de gravação.
Segundo Paul McCartney na biografia "Many Years From Now", de Barry Miles: "John veio uma noite com essa canção que era basicamente um mantra, "você sabe meu nome, procure o número." E eu nunca percebi o que ele quis dizer com aquilo, poderia ter alguma presença de Yoko, talvez. Era a idéia original de John e era toda a letra. Ele trouxe originalmente e ficamos uns 15 minutos pensando na estrutura enquanto ele ficava meio fora do ar e então nós dissemos, 'O que iremos fazer com isso então?' e ele disse, "Vamos fazendo, igual a um mantra." Então eu disse, "Beleza, vamos fazer isso".
Na verdade a canção foi inspirada em um slogan que ficava em uma lista telefônica na casa de McCartney, como explicou Lennon em entrevista para a revista Playboy em 1980: "Eu estava esperando Paul em sua casa, e eu vi a lista telefônica em cima do piano com a frase "Você sabe meu nome, procure o número." Era igual a um slogan e eu logo mudei. Era para ser quatro tipos de som, e os acordes mudariam em instantes, mas nunca se desenvolveu, então fizemos um monte de palhaçada com ela."
A estrutura de "You Know My Name (Look Up The Number)" consiste em cinco partes separadas, A primeira mais convencional traz o título da canção cantada por Lennon e McCartney com o fundo de piano. A parte dois, foi mais tarde editada por John, que repetia um vocal de apoio estilo Ska, parte esta que, foi restaurada em 1996 para o “Anthology 2.” A parte três era a sessão da boate, com Lennon dizendo: "Boa noite e bem vindo ao Slaggers. Apresentando Dennis O’Bell".
O’Bell era um artista fictício interpretado por Paul McCartney. O nome era do produtor cinematográfico Dennis O’Dell, que trabalhou em Os Reis do Iê, Iê, Iê (A Hard Day's Night) e com John Lennon em Como Ganhei a Guerra (How I Won The War). O'Dell mais tarde produziu o filme Magical Mystery Tour e se tornou chefe da Apple Films. Após o lançamento da canção, ele recebeu muitos telefonemas de fãs dos Beatles levando ao pé da letra o convite da canção e alguns diziam, “Eu sei o seu nome e agora tenho seu número!” A parte quatro, gravada como última parte, (já que uma parte cinco foi adicionada em 1969 para o lançamento do single), era uma parte cômica ao estilo Monty Python, com sons de relógio cuco, gaita, bongos, piano, vozes bobinhas e outros efeitos da coleção Abbey Road. A parte final era outro piano estilo jazz, com trechos de vibra fone e vocais incompreensíveis. Traz também a participação de Brian Jones, da banda inglesa Rolling Stones, que veio visitá-los na sessão e acabou fazendo um solo de saxofone. A canção ficou intocável até 30 de abril de 1969, quando Lennon e McCartney voltaram a trabalhar nela para o lançamento, com a ajuda de Mal Evans e sem a participação de George e Ringo.
Em 1988, Paul McCartney, inesperadamente disse que esta era sua canção favorita dos Beatles, no livro The Complete Beatles Recording Sessions de Mark Lewisohn: "As pessoas estão descobrindo os lados-B dos singles dos Beatles. Estão descobrindo faixas como "You Know My Name (Look Up The Number)", provavelmente minha canção favorita por ser tão insana."
Os Beatles começaram gravando 14 takes em 17 de maio de 1967, com os instrumentos principais. Em 7 de junho voltaram e adicionaram um bom número de overdubs, o que tornou uma canção de 20 minutos. A instrumentação ainda trazia flautas e tamborim. Na madrugada para o dia 8 de junho foi gravado mais alguns takes e o solo de saxofone feito por Brian Jones. Paul McCartney comenta sua participação na autobiografia “Many Years From Now”, de Barry Miles: “Ele chegou no estúdio com um grande casaco afegão. E estava constantemente tenso, inseguro e estava realmente tenso por estar numa sessão dos Beatles. Ele estava nervoso a ponto de tremer, acendendo cigarro atrás de cigarro. Eu gostava muito de Brian. Eu achei que seria uma ótima idéia traze-lo talvez com uma guitarra e fazer ele tocar alguma levada, mas para nossa surpresa ele trouxe um saxofone. Ele abriu o case e começou a aquecer tocando um pouco. Ele era um saxofonista tão ruim, que eu pensei ‘há-há, teremos apenas uma palhinha."

A canção foi editada em 9 de junho de 1967 em versão mono. E em 30 de abril de 1969, foi feito uma reedição em estéreo, adicionando mais vocais e alguns efeitos. Alguns dos efeitos incluíam o som do assistente Mal Evans, cavando pedras com uma pá, além de vozes bizarras e palmas. Lennon reduziu o tempo da canção de 6’08 para 4’19 e a canção quase foi lançada como Lado A do novo single da Plastic Ono Band. Lennon queria essa com “What's The New Mary Jane” no lado B. Porém, mesmo após ter imprimido selos, e autorizado pela Apple Records, o restante da banda vetou o lançamento.
Três meses depois a canção foi lançada como Lado B de "Let It Be". A canção "What's the New Mary Jane" não foi oficialmente lançada até 1996 no Anthology 3 embora antes tenha aparecido em botlegs. Foi a última canção inédita lançada pelos Beatles, (até 1995-1996, com "Free As a Bird", "Real Love" e outras canções). A primeira versão em CD foi em 1988, na coletânea, "Past Masters, Volume Two". Nas versões americanas, a canção aparecia escrita errada com o título: “You Know My Name (Look Up My Number)”. Participaram da gravação: John Lennon - vocais, guitarra, maracas, palmas; Paul McCartney: vocais, piano, baixo, palmas; George Harrison: vocais de apoio, guitarra, vibratos, palmas; Ringo Starr: vocais, bateria, bongos, palmas; Mal Evans: efeitos sonoros e Brian Jones: solo de saxofone.
RINGO STARR - SON OF DRACULA - O FILME
“Son Of Dracula - filho de Drácula é um raríssimo e bizarro filme realizado pela Apple Films que Ringo fez com o cantor Harry Nilsson em 1973 e que emplacou os temas “Without You” – a belíssima e emocionante balada gravada originalmente pela superbanda Badfinger, e composta por Pete Ham e Tom Evans) - e “Daybreak” nas rádios do mundo inteiro. Ambas na voz de Harry Nilsson.
Por volta de 1974, a Swingin’ London bafejava o vapor decadente dos tempos em que floresceram o psicodelismo e a força de uma cena musical prolífica, de múltiplas possibilidades criativas. O ex-Beatle Ringo Starr partilhava com o parceiro George Harrison a predileção pela sétima arte, cada qual a seu modo não se negando a financiar extravagâncias como este insólito Son of Dracula sob a chancela da Apple Corps.
Ousados, Starr e o diretor Freddie Francis conceberam uma miscelânea de chavões pertencentes ao cinema de terror emoldurados por uma trilha sonora rocker de contornos Glitter, como bem ilustram as atrações convidadas que vão do protagonista Harry Nilsson aos mitológicos “drummers” Keith Moon (The Who) e John Bonham (Led Zeppelin). Tudo isso para contar a tortuosa história do filho de Drácula que logo na primeira sequência deixa o mundo dos mortos com uma estaca cravada no peito. De índole pacífica, ignorando o incidente, o Conde Downe (Nilsson) acorda 100 anos mais tarde, pronto para uma coroação que lhe outorgará o título de Senhor do Mundo dos Mortos numa convenção secreta. Ressurgem na história o Mago Merlin (Ringo), o Dr. Van Helsing e mais uma troupe de monstrengos bizarros, conduzindo a trama para um desfecho improvável.
Em que pese o arsenal de elementos alegóricos enxertados a pretexto da execução de números musicais à esmo, Son of Dracula tem seus momentos divertidos, como se a intenção de Francis fosse a valorização da sátira pela sátira, o desprezo à linha dogmática dos clássicos da Cultura Erudita. Nesse contexto, o personagem da “femme fatale” Amber – uma beldade inspirada nos traços da Sharon Tate de A Dança dos Vampiros – se encarrega de humanizar o Conde aprisionado, vítima do dilema de uma existência amaldiçoada.
A banda principal da fita, formada por superstars como Leon Russell, Peter Frampton e até o obrigatório saxofonista dos Stones, Bob Keyes, é uma atração à parte, enriquecendo o score e providenciando o toque de deboche natural da época, embora os recursos cênicos em si, sejam o que de mais primário se possa conceber em termos de Cinema Underground. Como fio condutor da trama, o vampiro de Nilsson parece à vontade quando surgem os inevitáveis confrontos com o Barão Frankenstein, mérito de uma direção de atores (?) segura, onde nem a canastrice de Ringo Starr consegue estragar a festa. Antes mesmo do lançamento oficial, Son of Dracula foi execrado pela crítica, transformando-se, com o tempo, numa raríssima “peça de museu”. Em óbvia citação ao que a Inglaterra atravessava à época da produção, pode-se ouvir Charriot Choogle, do T-Rex, na sequência em que o Conde Downe crava os dentes numa virgem. Son Of Dracula, estreiou na Inglaterra em 19 de abril de 1974. Para aqueles que se interessarem, aí embaixo tem o filme todinho - sem legendas em português. Abração!
quinta-feira, 17 de abril de 2014
A BEATLEMANIA INVADE BANCAS E LIVRARIAS
Depois de 44 anos após o seu fim, os Beatles ainda são o maior produto de consumo da Cultura Pop. Que o digam livrarias especializadas em DVDs e CDs e também livros - livros e mais livros e dezenas de revistas sobre os Beatles ou seus integrantes, são lançados praticamente todos os meses. Neste mês de abril, os Beatles ilustram e são matéria de capa de pelo menos três publicações que estão nas bancas. A Rolling Stone, a Billboard e uma especial "The Beatles - O Guia definitivo".
Leia abaixo um trecho da reportagem de capa da edição 91 da Rolling Stone Brasil , abril/2014, cujo tema principal é: "Como os Beatles conquistaram o mundo - A explosão mais revolucionária da história do Rock and Roll".
John Lennon permaneceu em silêncio enquanto o voo prosseguia para os Estados Unidos. Paul McCartney – que disse ter acreditado no sucesso dos Beatles desde o momento em que o single de estreia da banda, “Love Me Do”, apareceu pela primeira vez nas paradas britânicas – também tinha suas desconfianças, embora negasse. Era 7 de fevereiro de 1964, e poucas horas antes os Beatles haviam deixado a Inglaterra para trás, rumo às primeiras apresentações do grupo em solo norte-americano, que iriam incluir a estreia na TV dos Estados Unidos, no popular programa de Ed Sullivan transmitido nos domingos à noite. No dia 17 de janeiro, enquanto se apresentavam por duas semanas em Paris, Lennon e McCartney, junto a George Harrison e Ringo Starr, estavam no quarto de hoteldepois de um dos shows quando o empresário Brian Epstein disse que havia recebido um telegrama da Capitol Records: o single “I Want to Hold Your Hand” havia acabado de chegar à posição número 1. “Eles emudeceram. Ficaram sentados aos pés de Brian como se fossem gatinhos”, disse o fotógrafo Dezo Hoffman. O arranjador e produtor Quincy Jones também estava presente em Paris, e ele, Epstein e McCartney apostaram que os Beatles dominariam a América. Lennon, Harrison e Starr apostaram contra o sucesso da banda. Em setembro de 1963, Harrison visitou a irmã dele, Louise, em Benton (Illinois). “Eles não nos conhecem”, o guitarrista contou aos companheiros quando voltou à Inglaterra, falando sobre o mercado dos Estados Unidos. “Não vai ser fácil.”
Agora, com os Beatles rumando para o outro lado do Atlântico, “I Want to Hold Your Hand” e o primeiro álbum deles pela Capitol, Meet the Beatles!, iriam liderar a parada norte-americana em 15 de fevereiro. Lennon, Harrison, McCartney e Starr estavam inquietos no avião, conversando com amigos e parceiros, incluindo Epstein e o produtor Phil Spector. “Os Estados Unidos sempre tiveram tudo”, McCartney disse a Spector. “Por que deveríamos ir até lá tentar ganhar dinheiro? Eles têm as bandas deles. O que podemos dar que eles já não têm?” Lennon, sentado com a esposa, Cynthia, era um misto de ansiedade e arrogância. “Durante o vôo eu pensava: ‘Oh, não vamos conseguir’... Mas eu sou assim mesmo”, ele contou posteriormente a Jann S. Wenner, publisher daRolling Stone. “Sabíamos que íamos arrasar se tivéssemos a chance.”
Quando o avião pousou no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, o piloto avisou ao grupo que havia fãs à espera. Os Beatles estavam acostumados a multidões. Na Grã-Bretanha, jovens apareciam nos shows berrando. Mesmo assim, conforme a aeronave se aproximava do portão, quem estava a bordo ficou confuso com o som ensurdecedor vindo de fora. Quando os Beatles desembarcaram, McCartney viu o tumulto e perguntou: “Isso aí é por causa de quem?” Os quatro pararam na escada que levava à pista e contemplaram a vista – 4 mil jovens em êxtase acenando, levantando cartazes de boas-vindas, enquanto a polícia fazia um cordão de isolamento para conter o tumulto. Elvis Presley havia demonstrado como utilizar a rebeldia como instrumento de mudança; os Beatles incitariam algo ainda mais forte na juventude – algo que começou como um consenso, uma alegria compartilhada, mas que com o tempo se transformaria em uma relação de poder. O impacto do grupo era mais do que uma simples moda passageira ou efeito da celebridade; se tratava mais de se apossar de uma postura jovem que era completamente nova.
No momento em que Brian Epstein – um dono de lojas de discos de Liverpool que ansiava por uma vida um pouco mais relevante – tornou-se empresário do grupo, fez questão de tirar todo o ar punk dos Beatles. Mas ele não privou o quarteto de sua alma e instinto musical, e a fé dele logo deu resultados. No fim de 1962, os Beatles ainda eram uma banda desconhecida e promissora, que, sob os cuidados de Epstein e o instinto afiado do produtor George Martin, havia acabado de entrar no Top 20 britânico com “Love Me Do”. Era uma faixa contagiante, mas monótona; Lennon e McCartney ainda não haviam aflorado como compositores. Isso mudou rápido. Canções seguintes como “Please Please Me” e “She Loves You” eram audaciosas, cheias de momentos criativos e alucinados. Lennon e McCartney se basearam em sons que haviam ouvido a vida toda – incluindo canções do teatro britânico, baladas de espetáculos musicais, country, letras de duplo sentido, R&B e blues. A dupla de compositores alternava momentos de angústia e esperança, em acordes maiores e menores, de modo a soarem empolgantes ou evocativas.
E então tínhamos os próprios Beatles. Eles pareciam um grupo de renegados elegantes, vestidos com ternos mod de corte europeu, e cabelos longos – franjas penteadas para a frente, a parte de trás roçando os colarinhos. Tudo na música e na atitude deles transpirava ares de novidade. No fim de 1963, os Beatles tinham cinco singles no Top 20 britânico, três dos quais chegaram à posição número 1. O álbum de estreia, Please Please Me, manteve-se no topo por 30 semanas – somente para ser destronado pelo segundo álbum da banda, With the Beatles. O grupo batia recordes de audiência na televisão, tocava para a família real (com Lennon polemizando) e ganhava manchetes diárias.
Com uma capa quase idêntica à Rolling Stone, a Billboad também presta sua homenagem aos 50 anos da Beatlemania - "Beatlemania - Há 50 anos, o primeiro viral da história" contando, além da capa claro, com 14 páginas cheias de fotos bacanas. E a gente, que não é besta nem nada, também confere um trecho:
Considere o seguinte: no fim de 1963, quase ninguém nos EUA tinha ouvido falar dos Beatles. Mesmo assim, em 9 de fevereiro de 1964, eles atraíram o que foi o maior público televisivo da história (até então) - 73 milhões de espectadores - ao aparecer no The Ed Sullivan Show. Como isso veio tão rapidamente? E conhecida a frase de Lenny Kaye, guitarrista e par¬ceiro de Patti Smith, sobre o assunto: "Todo mundo estava pronto para que os anos 60 começassem".
A explosão dos Beatles nos EUA foi o resultado de forças combinadas - artísticas, sociais e tecnológicas - bem como de persistência, rivalidades no showbiz e mais do que um pouco de sorte. Em seis semanas, seu impacto foi histórico. É claro que os Beatles não saíram do nada. A obsessão do Reino Unido pela banda emergiu ao longo de quase um ano. O grupo era imensamente popular em sua cidade, Liverpool, mesmo antes de ter começado a gravar álbuns. Depois que os Beatles assinaram com o selo Parlophone, da EMI, uma série de singles apareceu a partir de 1962: "Love Me Do", "PleasePlease Me" e "From Me toYou"— cada um tornando-se um hit maior do que o anterior. Os primeiros sinais de histeria surgiram no fim da primavera, quando o álbum Please Please Me chegava à primeira posição das paradas inglesas, posto que uma série de outros álbuns do grupo iria ocupar durante quase um ano cada um.
Ao longo de exaustivas turnês, as garotas gritando, as cenas frenéticas de perseguição e o carnaval se espalharam em ritmo constante, cidade após cidade. No fim de agosto, o grupo lançou seu maior hit até então, "She Loves You", estabelecido na época como o single de artistas ingleses mais vendido de todos os tempos.
O pop nunca havia sido assunto no qual os grandes jornais prestassem atenção. Na verdade, foi preciso que John Lennon se envolvesse numa briga na festa de aniversário de Paul McCartney, em junho, para dar ao grupo sua primeira manchete nacional: "Beatle In Brawl - Sorry I SockedYou" ("Beatle se envolve em briga - Desculpe ter socado você"), dizia o banner na última página do Daily Mirror.
No fim de 1963, a mídia não poderia estar mais ávida pela história dos quatro jovens que excitavam as jovens do país até a histeria. Na sequência do escândalo sexual Profumo (que naquele momento estava no meio do processo de derrubar o governo), a imprensa inglesa estava fascinada por assuntos com forte carga de sexualidade.
Em 13 de outubro, o frenesi chegou a Londres: naquela noite, os Beatles apareceram no programa Sunday Night atthe London Palladium, o maior show de variedades da TV do país, e milhares de fãs chegaram gritando ao local, fechando ruas e enfrentando a polícia durante horas. Por coin¬cidência, no mesmo dia o Daily Mirror criou o termo 'beatlemania' para descrever uma cena parecida no show do dia anterior em Cheltenham. (O termo era uma brincadeira com 'lisztomania', a excitação que havia acompanhado recitais do pianista e compositor húngaro-germânico Franz Liszt na década de 1840.)
Não demorou muito para que as publicações mais sérias começassem a dar palpites com análises pseudopsicológicas. O Sunday Times foi direto ao ponto, citando uma jovem que respondeu a um entrevistador da BBC sobre o porquê de ela gritar à mera menção do nome do grupo confessando: "Não é algo que eu possa dizer no rádio".
E por último, a melhor - "The Beatles - O Guia definitivo" da qual, a gente confere sempre com absoluta exclusividade do nosso blog preferido - a Introdução. Boa leitura!
No cabalístico dia 9 de setembro de 2009, toda a discografia dos Beatles remasterizada foi lançada simultaneamente em vários países. Em cinco dias, apenas no Reino Unido, América do Norte e Japão, foram vendidas mais de dois milhões de cópias e quebrados diversos recordes em outras partes do mundo. A coletânea 1, que reúne os maiores sucessos do grupo remasterizados, foi o álbum mais vendido da primeira década do século 21, com o incrível número de mais de 11 milhões de cópias. Em 2013, com On Air - Live at the BBC Volume 2, os Beatles colocoram seu 31° álbum no Top Ten da Billboard, a mais importante parada musical dos EUA. No dia 26 de janeiro de 2014, os Beatles receberam o prêmio Lifetime Achievement Grammy, em reconhecimento pelo conjunto de sua obra.
Apenas esses fatos recentes dariam uma ideia da dimensão de como o termo Beatlemania continua atual. Ao mesmo tempo, daria para elencar dezenas de outros motivos que justificam a relevância de se falar sobre este fenómeno mais de meio século depois de seu surgimento. A importância da obra do quarteto de Liverpool não está apenas nos números, nem se limita à música, ela pode ser avaliada pela influência que exerce sobre áreas diferentes da cultura e, principalmente, por ser uma obra atemporal, cultuada e respeitada também por todas as gerações posteriores à sua elaboração. É também sem fronteiras, conhecida em todos os cantos do mundo. Não é nenhum exagero dizer que, desde o lançamento do single Love Me Do I RS. I Love You, em outubro de 1962, na Inglaterra, não se passou um só dia em que alguém não tivesse ouvido uma canção dos Beatles em algum lugar do planeta.
Por motivos óbvios, a maior influência do Fab Four pôde ser sentida durante os anos em que esteve na ativa. Uma das primeiras e mais importantes consequências do sucesso estrondoso dos primeiros discos foi alçá-lo à liderança da chamada "invasão inglesa", levando centenas de bandas a imitá-lo. Até mesmo no Brasil, a repercussão foi sentida: não é difícil notar que o movimento da Jovem Guarda é uma releitura em português dos primeiros discos dos Beatles. Eles foram também o primeiro grupo de rock ou música pop a se apresentar em um estádio. Fato ocorrido em agosto de 1965, no Shea Stadium, em Nova York, para uma impressionante plateia de mais de 55 mil pessoas.
No estúdio, especialmente a partir dos álbuns Rubber Soul e Revolver, foram responsáveis por inúmeras inovações em relação às técnicas de gravação, como o uso de instrumentos exóticos, colagens e sobreposição de trechos de músicas pré-gravados e até mesmo tocados de trás para frente, efeitos sonoros diversos, uso de recursos eletrônicos, etc. O rock progressivo deve muito ao álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, tanto pela estrutura das canções, quanto pelas técnicas usadas.
Como se não bastasse, lançaram as sementes de diversos estilos de rock que se desenvolveriam nas décadas seguintes, do psicodelismo ao heavy metal, passando pela new wave e os alternativos. Não, eles não criaram tais estilos, mas os criadores desses estilos, em 100% dos casos, beberam na fonte de um dos álbuns ou canções dos rapazes de Liverpool. É por isso que, desde meados dos anos 90, quando começaram a ser redescobertos, os Beatles ainda deixam boquiabertos milhões de jovens que ouvem sua obra pela primeira vez. Isso pode ser traduzido pelo enorme sucesso do game Beatles Rock Band, também lançado em 9 de setembro de 2009.
Para finalizar, seria impossível citar sem omissões os artistas que regravaram a música dos Beatles. E aí entram representantes de praticamente todas as vertentes musicais, do clássico ao samba, da música folclórica andina ao jazz mais sofisticado, do rock progressivo ao hardcore. Curiosidades como a banda de thrash metal Beatallica, fundada em 2008 em homenagem a bandas aparentemente tão diferentes, mostram o alcance das possibilidades criadas pelo som de John, Paul, George e Ringo.
Em 1964, no auge da Beatlemania, o Fab Four se aventurou no cinema com A Hard Day's Night. Fato que não representaria nenhuma inovação, afinal, desde os anos 50 roqueiros como Elvis Presley e tantos outros faziam filmes tendo suas músicas de fundo, porém, eles fizeram tudo tão diferente que, 20 anos depois, a MTV dos EUA homenageou o grupo e o diretor Richard Lester por terem criado a essência do videoclipe.
Mas revolucionário mesmo, em termos de cinema, foi Yellow Submarine, na verdade, um longa metragem de animação. Antes dele, os desenhos animados, com poucas exceções, apresentavam um mundo suave e exclusivamente infantil, baseados nos conceitos de Walt Disney. A viagem psicodélica do submarino amarelo não apenas levou temáticas adultas para o mundo da animação como inovou por empregar técnicas nunca usadas antes. Se hoje animações como Os Simpsons, Toy Story, Shrek, Procurando Nemo e tantas outras são respeitadas como arte e fazem tanto sucesso como qualquer outra produção de Hollywood, é porque um dia os Beatles resolveram fazer Yellow Submarine. Os outros dois filmes feitos por eles - Help! (1965) e Magical Mystery Tour (1967) - embora não tenham sido bem recebidos pela critica em geral, tiveram sua importância reconhecida mais recentemente.
Isso sem contar as dezenas de filmes inspirados na história da banda, conceitos ou até mesmo em letras de alguma canção beatleniana. Entre eles, estão Across The Universe (2007), Uma Lição de Amor (2001), O Garoto de Liverpool (2009), Backbeat: Os Cinco Rapazes de Liverpool (1994), The Hours and Times (1991), Tudo Entre Nós (2000) e tantos outros. Além de lançarem músicas, os Beatles ditaram as tendências no mundo da moda nos anos 60. A cada álbum apareciam com um visual diferente, que imediatamente passava a ser imitado por milhões de jovens no mundo todo, dos terninhos comportados e cabelos impecavelmente bem cortados no estilo "mop top" dos primeiros anos às batas indianas, paletós jeans, chapéus, barbas e cabelos longos da fase final, passando pelas peças multicoloridas dos anos psicodélicos. Eles usavam e, logo, os fãs também. Mas nunca se deve deixar de dar os devidos créditos ao empresário Brian Epstein, que escolhia a maioria das roupas usadas por eles no início da carreira. Com tanta visibilidade, é claro que estilistas, grifes e empresas do mundo fashion estavam de olho em tudo o que eles vestiam e as referências não demoraram a serem vistas nas passarelas. Até hoje surgem coleções inspiradas não apenas nas vestimentas, como também nas capas de discos, grafismos, músicas ou filmes criados por eles. Um exemplo é a recente linha de tênis da marca Vans, especialista em roupas e acessórios para skatistas, toda inspirada nos grafismos de Yellow Submarine. Por isso, nada mais justo que, em 2012, a influente revista norte-americana Time tenha incluído o quarteto como um dos 100 maiores ícones da moda desde 1923. E poderiam ficar de fora?
De ícones locais, como representantes legítimos da cidade de Liverpool, a símbolos nacionais e o reconhecimento mundial, os Beatles foram, ao longo dos anos, não só aumentando sua fama como também sua influência sobre o comportamento da juventude. Tudo o que falavam, ou mesmo apenas insinuavam, logo estava nas mentes e nos corações dos jovens, que acompanharam a mudança da imagem de bons moços do começo de carreira para a de ícones de rebeldia contra o sistema político já nos últimos anos em que estiveram na ativa. Dois episódios ilustram perfeitamente essa mudança: em 26 de outubro de 1965, o grupo foi agraciado com medalhas de Membros do Império Britânico, em cerimônia no palácio de Buckingham. Até aquele dia, a honraria nunca fora oferecida a um popstar. 0 fato elevou ainda mais a popularidade da banda, que já era uma referência para a juventude inglesa. No entanto, quatro anos depois, John Lennon devolveu sua medalha à rainha em protesto contra o apoio do governo inglês à guerra do Vietnã e à participação do país em um conflito na Nigéria.
Outro exemplo de como influenciaram o pensamento e a atitude dos jovens sessentistas foi a fase espiritualizada, quando foram para a índia e abriram caminho para a divulgação de filosofias orientais até então bem pouco conhecidas no Ocidente. O interesse por tais filosofias até hoje leva milhares de jovens ao Oriente em busca de paz espiritual. No entanto, apenas George Harrison manteve alimentado seu lado religioso após essa fase da banda.
Seja como for, em nenhuma outra época o comportamento da juventude mudou tanto como nos anos 60 e é inegável o papel desempenhado pelos Beatles nessa revolução cultural.
A PROMOÇÃO IMPERDÍVEL DO MÊS DE ABRIL
Durante todo o mês de abril, em comemoração aos 50 anos de "A Hard Day's Night", quem participar com seus comentários estará concorrendo a um exemplar zerado (ainda lacrado) da super-revista "The Beatles - O Guia definitivo", de 98 páginas, acabamento lombada, capa plastificada e miolo em papel couchê. Mas atenção, os comentários são cumulativos, ou seja, se você fizer 1, seu nome aparecerá uma vez no sorteio. Se fizer 20, aparecerá vinte vezes. Vamos lá, participem! Afinal, não é todo dia que se ganha uma revista como esta sem despesa alguma. A promoção é válida de hoje (17) até o dia 30 – data do sorteio. Boa sorte a todos!
terça-feira, 15 de abril de 2014
THE BEATLES - LET IT BE - ESSENCIAL
No dia 15 de abril de 1971, os Beatles ganharam o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original por “Let It Be”.
Lançada como single em março de 1970, a canção "Let It Be" parecia ter sido gravada como o canto do cisne dos Beatles, mas a canção datava de janeiro de 1969. Ninguém fazia ideia de que aquele seria o último síngle. Paul tinha escrito "Let It Be" a partir da sua sensação geral de desespero, uma vez que os Beatles começavam, aos poucos, a ruir. O documentário tinha começado como um registro de um ensaio seguido de uma apresentação ao vivo, mas foi o registro de um grupo dando os últimos suspiros. A essa altura, John preferia passar seu tempo com Yoko, cuja presença no estúdio não era bem-vinda por todos. George já havia deixado o grupo uma vez e estava desestimulado diante da maneira como suas composições eram instantaneamente rejeitadas. Até mesmo Ringo tirou umas férias quando o clima ficou realmente ruim durante a gravação do Álbum Branco. Paul estava claramente tentando assumir o papel de líder porque sentia que sem organização e disciplina ninguém chegaria mais a lugar nenhum. "Acho que estamos muito pra baixo desde que o sr. Epstein morreu", é possível ouvir Paul dizendo no filme. "É por isso que estamos cansados do grupo. Não há nada nele de que podemos tirar proveito.Tem sido um peso. A única maneira de não ser um peso é os quatro pensarem 'devemos transformá-lo em algo de bom novamente ou deixar pra lá?'" Mesmo que o papel de Paul tenha sido necessário, não fez dele mais querido. Os demais começaram a se ressentir do seu papel de organizador. "Let It Be" foi escrita como uma resposta a toda essa pressão: "Eu a escrevi quando todos esses problemas comerciais começaram a me cansar", Paul afirmou. "Eu estava passando por um 'momento pesado' e foi a minha maneira de exorcizar os fantasmas."
"JOHN" - O LIVRO DE CYNTHIA LENNON
O que logo chama a atenção no livro “John”, escrito por Cynthia Lennon, lançado em dezembro de 2009, é o amargo prefácio de autoria do filho primogênito do casal, Julian Lennon. Em uma página e meia, ele tece sensíveis elogios à mãe e não é muito generoso com o pai: o mínimo que diz é que o grande astro do rock os deixava à mingua enquanto enriquecia. “Ela foi forte no momento em que ele se tornava rapidamente um dos homens mais ricos do seu ramo. Mamãe e eu tínhamos muito pouco e ela trabalhava para nos sustentar.”
O filho é novamente duro com o pai ao afirmar que ele foi “um grande talento, um homem extraordinário que defendeu a paz e o amor no mundo. Porém, ao mesmo tempo, era-lhe difícil mostrar um pouco de paz e amor pela sua primeira família minha mãe e eu”. Esses trechos são um aperitivo para o que vem depois: uma história de amor, ciúme, compreensão, mas, ao mesmo tempo, de abandono, indiferença e até agressão física. A rigor, essa é a revelação mais pesada e inesperada sobre um homem que gravou na história a frase “Dêem uma chance à paz”.
As inúmeras biografias publicadas sobre os Beatles e especificamente sobre Lennon, detalham que a ex-mulher e o filho foram negligenciados após a aparição de Yoko Ono, em 1968 ela se tornaria sua segunda mulher. Uma das queixas de Cynthia é de que em todas essas publicações ela foi sempre tratada como simples namoradinha sem importância na vida do ex-beatle e que só ganhou certa projeção porque engravidou do popstar no início do sucesso da banda. Lamenta ainda as insinuações da imprensa, inflada por Yoko Ono, de que sua gravidez fora uma forma de forçar o casamento. Em seu livro, ele tenta mostrar que não foi bem assim e conta a sua versão da vida que compartilhou com Lennon, a quem conhecera na Faculdade de Artes, em Liverpool, em 1958.
Casaram-se poucos anos depois e a união se prolongaria por mais uma década, quando Lennon conheceu Yoko, se apaixonou e decidiu pela separação. A impressão que se tem ao ler a história de Cynthia é de que ela vivenciou ao lado de John Lennon os seus anos de formação musical, intelectual e de caráter, mas que o universo artístico e de interesses de ambos foi se transformando. E eles, que tanto se amaram, foram se distanciando à medida que Lennon se tornava famoso e se afastava da rotina provinciana da Liverpool dos anos 1960. Ela abandonara seus estudos de artes e se deprimia ao perceber que o marido era-lhe infiel. Somente aqui no nosso blog preferido, a gente confere agora um “trechinho” do final do livro de Cynthia. Boa leitura!
"Quanto ao dinheiro destinado a Julian, quando nada aconteceu depois de seis anos, a questão foi posta nas mãos de advogados. Levaria outros dez anos para que Yoko chegasse a um acordo — quando a questão já havia lhe rendido muitos comentários negativos na imprensa. Eu fiquei feliz pelo fato de que, nesse meio-tempo, Julian tivesse alcançado sucesso pelo seu próprio talento e ganhado seu próprio dinheiro. Ele nunca dependeu da herança deixada por seu pai, mas recebê-la era uma questão de honra. Nós esperávamos que os dois lados chegassem a um acordo a fim de que pudéssemos todos seguir em frente com nossas vidas. No dia 18 de maio de 1999, entretanto, Julian lançou Photograph Smile — seu primeiro álbum em vários anos. Ele investira muita atenção, energia e criatividade no disco, e estava merecidamente orgulhoso dele, chamando-o de seu primeiro álbum de verdade. Assim, Julian ficou arrasado ao descobrir que Sean — agora também músico — havia lançado um álbum no mesmo dia que ele. Julian nunca culpou Sean por isso, mas sabia que não podia ser mera coincidência ele e o irmão terem se colocado numa disputa tão aberta.
Para aumentar o sentimento de mágoa e raiva de Julian, depois disso Sean decidiu anunciar que achava que a morte de John fora parte de uma conspiração. Diante dessa declaração controversa, toda a imprensa quis falar com Julian sobre o que Sean dissera e o que ele pensava sobre isso. A última coisa que Julian queria era discutir a morte de seu pai, mas perguntas sobre isso ofuscaram qualquer interesse que seu álbum pudesse despertar. Tendo tentado por tanto tempo ir em frente com sua vida, Julian chegara ao limite. Ele deu uma série de entrevistas ressentidas condenando Yoko — a qual, estando certo ou errado, ele acreditava estar por trás da data de lançamento do álbum de Sean e de sua declaração sobre a morte de John. Em uma das entrevistas, Julian disse: “Yoko é muito insegura... Ela tem tudo o que sempre quis... Qualquer sucesso que eu tiver é uma maldição na vida dela, uma pedra no sapato, porque eu sou o sangue de John Lennon... Ela sempre tem que sair ganhando”.
Apesar desse começo turbulento, o álbum de Julian foi um sucesso mundial, tendo ficado entre os vinte primeiros lugares das paradas de sucesso em vários países e recebido críticas excelentes na imprensa de todo o mundo.
Eu compreendia a frustração de Julian em relação a Yoko. Sempre me senti triste e frustrada por ele e eu nunca termos conseguido estabelecer um relacionamento melhor com ela. Eu sempre me perguntei se a dificuldade dela em aceitar Julian — e, na verdade, tudo o que dizia respeito à vida de John antes de ele tê-la conhecido — se devia, em parte, à perda de sua filha. Fiquei feliz ao saber que, já perto de completar 40 anos e àquela altura também mãe, Kyoko entrou em contato com Yoko e restabeleceu o relacionamento com ela. Eu espero que isso tenha lhe trazido alguma felicidade genuína.
Outra reaparição surpreendente ocorreu alguns anos atrás: a da meia-irmã de John, Victoria — o bebé que Julia dera para adoção. Agora chamada Ingrid, ela anunciou quem era em um artigo de jornal. Ao que parece, ela sempre soube, mas manteve silêncio até a morte de sua mãe adotiva. Nós todos ficamos extremamente felizes ao saber que Ingrid havia tido uma infância feliz e quisemos conhecê-la. Infelizmente, no entanto, nunca tivemos essa oportu¬nidade, pois ela não queria ter um relacionamento próximo com a família de John.
Julian deixou os Estados Unidos em meados da década de 1990 e passou um tempo viajando antes de se estabelecer na Europa. Nessa época, Jim e eu havíamos nos mudado para a Normandia, mas em 1999 nos separamos, depois de termos passado dezessete anos juntos. A separação me deixou arrasada. Telefonei para Julian, que viajou tarde da noite para vir ficar comigo. No Natal seguinte, ele deu a mim e à minha querida amiga Phyl — agora também separa¬da — um presente: uma viagem para Barbados, onde tomamos ba¬nho de sol, nadamos e nos divertimos muito.
Foi em Barbados que conheci Noel Charles, ex-dono de casas noturnas e velho amigo de Julian. Seu espírito tranquilo e sua natureza sociável me encantaram. Além disso, ele não se sentiu nem um pouco impressionado com o meu nome: quando administrava casas noturnas, Noel convivera com celebridades e tivera uma vida movimentada e excitante. Nós nos tornamos bons amigos e, no fim das contas, nos apaixonamos. Foi assim que, no dia 7 de junho de 2002, fiz algo que havia prometido a mim mesma nunca fazer novamente: eu me casei — pela quarta e última vez.
Atualmente, Julian mora na Europa com Lucy, sua companheira. Cozinha maravilhosamente bem e é sócio de alguns restaurantes. Quando tem vontade, ainda faz música. Ele tem uma coleção incrí¬vel de objetos do seu pai, os quais foram comprados em leilões ao longo dos anos e agora são cuidadosamente preservados. Nós nos vemos com frequência e eu tenho um orgulho enorme dele — mais ainda da pessoa que é do que das coisas que já fez.
Em abril de 2003, ele fez 40 anos. Nós dois não pudemos deixar de pensar que ele havia chegado à idade em que John morrera. Por um momento, Julian lutou contra o medo — como acontece a muitos daqueles cujos pais morreram de forma prematura — de que sua própria hora houvesse chegado. Sempre notavelmente generoso, ele convidou a mim e a Noel, além de alguns amigos do passado e do presente, para celebrarmos seu aniversário numa festa de duas semanas em Barbados. Cercado por pessoas que o amam, ele percebeu que com certeza sua hora não chegara. Ele ainda tem muito para viver, e sua vida aos 40 era muito diferente da de John.
Nenhum de nós dois nunca escapará do nome Lennon, e hou¬ve momentos em que tivemos a sensação de que ele era um fardo pendurado em nosso pescoço. Porém, sobrevivemos aos tempos di¬fíceis e aprendemos a agradecer por tudo o que ele nos trouxe — de bom e de ruim. Nós dois sentimos falta de John, mesmo depois de todo esse tempo, e de várias formas.
Conservei muitas das amizades que John e eu fizemos na épo¬ca de Liverpool, e chorei a morte de outras. Maureen, ex-esposa de Ringo e amiga querida até o fim, morreu de leucemia quando tinha apenas 45 anos. Fazia somente alguns anos que nós havíamos ido ao seu casamento com Isaac Tigrett, dono do Hard Rock Café. Tanto Isaac quanto Ringo estavam ao seu lado na hora de sua morte, jun¬tamente com os três filhos que ela teve com Ringo e com Alexandra — a filha que ela tivera com Isaac. Também fiquei terrivelmente triste quando li sobre a morte de George Harrison de câncer aos 58 anos. Havia muitos anos que eu não o via, mas tenho memórias carinhosas dele e sempre serei grata pelo despertar espiritual ao qual ele estimulou a todos nós naque¬les dias de paz e amor. Eu me sinto triste quando me lembro das pessoas que conhecemos no auge dos Beatles e que se foram — e também é uma fonte de enorme prazer saber que outros velhos amigos vão de vento em popa. Ainda vejo Cilla (Black), e nós nos divertimos nos lembrando dos velhos tempos. Não faz muito, voltei para Liverpool quando os curadores da Beatles Story — a exposição permanente da cidade sobre a banda — compraram todas as ilustrações que eu havia desenhado dos rapazes no início de sua carreira. Para comemorar, fizemos uma festa em um restaurante nas docas de Liverpool — foi como voltar no tempo. Estavam presentes amigos como Helen Anderson, da época da faculdade, Pete Best, com uma aparência ótima, seu irmão mais velho Roag, a irmã de John, Julia, e minha querida Phyl. Nós conversamos, contamos histórias e passamos a noite rindo. Enquanto o vinho e as memórias fluíam, eu não pude evitar um momento de tristeza ao pensar que John fizera parte daquele grupo e amara a todos tanto quanto eu. Tenho certeza de que ele teria adorado a festa.
Eu me perguntei o que ele teria pensado quando seus velhos amigos Paul, Mick e Elton receberam o título de Sir. É claro que John provavelmente teria recebido a oferta para ganhá-lo também, mesmo tendo devolvido seu MBE. Teria John ridicularizado a oferta e recusado, ou teria ele sido sentimental e patriótico o bastante para aceitá-la? Eu aposto na segunda possibilidade.
John podia ser incrivelmente sentimental. Uma vez, ele disse a Julia que queria retornar a Liverpool, navegar pelo Mersey e rever todas as pessoas que havia deixado para trás. Além disso, pouco antes de morrer, pedira a Mimi que lhe mandasse todas as fotos antigas, roupinhas e outras lembranças de sua infância que pudesse encontrar, a fim de que ele se cercasse delas. Em outro momento de sentimentalismo, mas talvez também de carinho e amor, John disse a Julian: “Se alguma coisa acontecer comigo, procure por uma pena branca no céu, e você saberá que eu estarei lá olhando por você”. Ele foi um homem extraordinário: talentoso, imperfeito, um gênio criativo que cantava de forma emocionante sobre o amor en¬quanto, por outro lado, frequentemente feria aqueles que mais o amavam. Nunca deixei de amar John, mas o preço desse amor tem sido enorme. Alguém me perguntou recentemente se, caso soubesse desde o início o que me esperava, eu teria passado por tudo o que passei. Eu tive que responder: "Não". É claro que nunca me arrependerei de haver tido o filho maravilhoso que tenho, mas a verdade é que, se eu tivesse sabido naquele momento da minha adolescência as consequências que me apaixonar por John Lennon me traria, eu teria dado meia-volta e me afastado dele para sempre."
Para terminar com chave de ouro, a gente confere agora uma faixa do álbum de Julian “Photograph Smile” de 1999 – o sucesso “I Don’t Wanna Know” – “Eu não quero nem saber” – cheio de referências aos Beatles. Abração em todos! Deixem seus comentários!
PAUL McCARTNEY - BIKER LIKE AN ICON

Biker Like an Icon foi composta em East Sussex, Inglaterra e gravada no estúdio The Mill. Primeira canção gravada do álbum Off The Ground, registrada em apenas um take. Apenas 15 minutos foram necessários para completar a gravação (incluindo mixagem). McCartney compôs "Biker Like An Icon" inspirado em temas comuns em outras canções dos Beatles, como She’s Leaving Home, onde uma garota foge de casa para ficar com o namorado. O título é uma brincadeira feita com a junção das palavras Nikon e Laica, marcas de câmeras fotográficas utilizadas por Linda. Paul McCartney toca violão e percussão. Linda, teclado; Hamish Stuart, contrabaixo; Robbie McTntosh, guitarra elétrica com slide; Paul "Wix" Wickens, teclado e Blair Cunningham, bateria.
domingo, 13 de abril de 2014
ARTISTA RECRIA CAPAS DE ÁLBUNS FAMOSOS
Inspirado pelos discos clássicos do rock, o artista Halley Decherty utilizou a ferramenta Google Street View para ambientar as fotos de capas de álbuns famosos nas ruas em que foram tiradas há anos. O trabalho foi feito para o jornal britânico The Guardian, mas ficou tão legal que vem se espalhando rapidamente pela internet. Confiram:
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