terça-feira, 7 de julho de 2015

RINGO STARR - CAPA DA ROLLING STONE - ABRIL/2015

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A matéria original sobre Ringo na capa da Rolling Stone, foi publicada em 16 de abril e trazia apenas o trecho que estava disponibilizado no site. Agora, pela primeira vez, a gente confere a matéria inteira, na íntegra. Happy Birthday, Mr. Ringo Starr!
A edição 104 da Rolling Stone Brasil, que chegou às bancas no dia 15 de abril, traz na capa o nosso querido Ringo Starr que vive o melhor momento de sua carreira solo iniciada há 45 anos. Em uma entrevista aprofundada e sensível, Ringo fala sobre as mortes de John Lennon e George Harrison, da vida na estrada atualmente, da relação por vezes tumultuada com Paul McCartney e até do que poderia ter ocorrido com o Fab Four caso todos os integrantes estivessem vivos. “A volta dos Beatles teria sido possível”, declara Ringo. Aqui, a gente confere um “trechinho”. 
Existem algumas coisas em que Ringo Starr acredita piamente. “Se você está em uma ilha deserta e há cocos nela, consegue sobreviver.” Ele não consegue responder a determinadas perguntas. “Taxman” foi gravada em quatro ou oito canais? “Pergunte a quem sabe. Só sei que estou nela.” E há momentos em que Ringo pode se mostrar bastante mordaz. “Jantei com ele recentemente em Los Angeles, com Dave Grohl e nossas esposas”, conta Paul McCartney. “Sei que Ringo está sóbrio há anos, então brinquei: ‘Qual é, Ringo, toma um uísque’. Ele me olhou por um segundo e disse: ‘Por que, para acabar parecido com você?’ Mereci.” O nome verdadeiro dele é Richard Starkey. A esposa, Barbara Bach (os dois estão juntos há 34 anos), o chama de Ritchie. Ele tem 74 anos. É um dos maiores bateristas do rock e, mesmo que não tenha os dons de composição dos outros Beatles, é um dos mais importantes artistas da história da civilização ocidental. Pense nisso: se você tem entre 20 e 80 anos e alguém menciona Ringo, o que você faz? Se não é Hitler, começa a sorrir. E se você é pai, agradece a Ringo pelos três minutos de serenidade que “Yellow Submarine” traz a cada moleque chorão de 4 anos. Ele consegue trabalhar alto – batucando ao fundo para John, Paul e George. Consegue trabalhar baixinho – em uma noite de quarta-feira para uma plateia idosa em Fort Pierce, Flórida, tocando “Rosanna”, do Toto. Ringo levará seu show à cidade de Cleveland em 18 de abril para um tipo diferente de evento, quando será induzido ao Hall da Fama do Rock and Roll como artista solo. McCartney fará o discurso. Haverá os elogios de sempre, mas provavelmente pouca conversa sobre Ringo como um artista torturado, caso de tantos outros homenageados. Esse não é Ringo, mesmo que ele tenha sobrevivido ao alcoolismo, crescido sem pai nem vaso sanitário e passado dois anos com tuberculose em um sanatório. “Sempre achei que tive uma ótima infância”, ele diz com uma risada, quando relembra o fato de que a mãe pegava dois ônibus e uma balsa pelo rio Mersey, no norte da Inglaterra, para visitá-lo uma vez por semana. “Então, um terapeuta me disse: ‘Bom, na verdade, soa como se você tivesse sido abandonado e morado em uma favela’.” O riso como o melhor remédio faz sentido para ele.
Ringo é magro como o Gollum de O Senhor dos Anéis e parece mais jovem que o filho dele, Zak, que toca bateria no The Who – provavelmente porque a dieta de Zak não consiste apenas de verduras, sucos e batata assada. “Toda vez que vejo Ringo, ele tem cheiro de couve”, brinca Joe Walsh, guitarrista do Eagles e cunhado do ex-beatle. “Não quero soar piegas, mas todos tivemos uma vida difícil”, diz McCartney. “Todos nós, exceto George, perdemos alguém. Perdi minha mãe aos 14 anos, John perdeu a dele, mas com Ringo foi pior. O pai dele sumiu; ele era tão doente que falaram para a mãe dele que não viveria. Imagine criar sua vida a partir disso, naquele ambiente. Sem família, sem escola. Ele teve de se reinventar. Todos tivemos de formar um escudo, mas Ringo formou o mais forte.” Parte desse escudo era fazer papel de bobo; outra parte foi a bebida. Isso levou a uma década perdida de festas em Los Angeles, Londres, Monte Carlo. Ele está sóbrio há 26 anos, mas existe uma coisa essencial que o mantém são e jovem: as baquetas e a bateria. “Toco com qualquer outro músico a noite inteira, mas não consigo fazer isso sozinho”, Ringo me diz enquanto nos dirigimos para o que ele estima ser algo entre o 800º e o 900º show da All Starr Band, em Fort Pierce. “Não vejo alegria em sentar ali sozinho.” Todd Rundgren, amigo e colega de banda, acrescenta: “Ele sempre toca com um segundo baterista. Acho que foi reconfortante nas primeiras turnês solo, mas agora é um hábito”.
Ringo é filho único. Perdeu os dois irmãos postiços – Lennon e Harrison – e seu melhor amigo, o cantor e compositor Harry Nilsson, muito precocemente. Viu a carreira solo ascender incrivelmente – sete participações no Top 10 entre 1971 e 1975 – e depois cair no esquecimento. Agora, atingiu um ritmo confortável em seus anos dourados com uma banda que incluiu de Billy Preston a Levon Helm. E Ringo ainda está aqui, com uma expressão jovial no rosto por ter durado mais que alguns dos melhores amigos dele. Espontaneamente, três integrantes da atual formação da All Starr Band me dizem a mesma frase com espanto feliz: “Ringo Starr é a porra de um beatle”. Sendo assim, as coisas são feitas de um jeito um pouco diferente. Na ocasião do nosso primeiro encontro, recebo um chamado para conversar rapidamente com Ringo no aeroporto da cidade de Van Nuys, Califórnia, antes de a banda partir para uma turnê que a levaria a Birmingham, Alabama, República Dominicana, Sarasota, Flórida e, recentemente, ao Brasil. Estou esperando no lobby quando recebo uma mensagem de texto urgente do empresário da turnê: “Só um lembrete, Ringo não dá apertos de mão. Cumprimenta com o cotovelo”. É uma questão com germes.
Ringo chega: é pequeno como um jóquei, talvez com 1,65 m e 54 kg. Batemos cotovelos. Brinco que esta deve ser sua milionésima entrevista. Ele sorri. “Talvez a bilionésima. Passei da marca dos milhões nos anos 1960.” Ele me olha um pouco sem entender (a equipe de Ringo pode não querer sobrecarregá-lo com detalhes; eles insistem que o músico ficaria feliz em bater um papo rápido e pular toda a “chatice” que o processo de uma reportagem de capa envolve). “Diga, por que você está aqui? Você veio para falar comigo por 15 minutos?” Balança a cabeça, para por um momento e faz uma piada: “‘Quinze Minutos no Aeroporto’ – parece o título de um romance”. Ringo afunda na cadeira e se reanima quando começa a falar sobre a banda. Aponta para um jatinho Gulfstream GIV. “A esta altura, só fazemos isso com luxo – avião particular e os melhores hotéis.” A All Starr Band existe há um quarto de século e, normalmente, Ringo muda a formação a cada ano. Esta formação está junta há três anos. Há uma exigência obrigatória: é preciso ter feito parte de uma banda com ao menos três singles de sucesso. Assim, o baterista consegue aumentar a ilusão de que é apenas mais um e só precisa ser o líder durante um terço do show. “Toda vez que digo ‘Esta é a última turnê deles’, acaba acrescentando mais shows”, conta Ringo. Alguém entra e diz que o avião está abastecido e pronto para decolar. Ele me agradece por não ter começado com perguntas sobre os Beatles e vai para a sala onde a banda o aguarda.

Ringo não poupa detaIhes sobre sua recuperação do vício em álcool. Ele e Barbara entraram jun­tos na reabilitação em 1988. Pergunto o que fi­nalmente o fez querer ficar sóbrio. 'A coisa fica muito solitária, sabe?', explica. “E muito frio e solitário. É uma doença mise­rável, no final. Há uma multidão ao seu redor e você está solitário. Porque tudo o que está fazendo é se detonar, entende?” Nos anos 1970, Ringo se encontrava em um lugar estranho e isolado na cultu­ra pop. Com a separação dos Beatles, as expectativas sobre o baterista eram mi­núsculas, mas ele conseguiu vários hits, frequentemente colaborando com Lennon e Harrison. Havia no trabalho dele um senso de humor dissimulado que não exis­tia na produção solo dos ex-companheiros de banda e uma audácia em músicas como “No No Song", um hit antidrogas gravado ironicamente enquanto ele ia a todas as baladas possíveis. Fazer Ringo falar sobre o Fab Four é com­plicado. Ele diz que nunca escreverá uma autobiografia, porque todos só querem ler sobre fofocas da época dos Beatles e não pretende alimentar isso. Mesmo assim, os fãs não vão ao show da All Sturr Band para ouvir covers de bandas como Toto: eles vão para escutar “Yellow Submarine" e “With a Little Help from My Friends". Ringo sabe disso e não tem medo de minar a nostalgia a seu próprio modo. O novo álbum dele é chamado Postcards from Paradise, uma referencia aos cartões-postais que recebia dos outros Beatles quando estavam de fé­rias. A faixa-titulo é essencialmente uma lista de nomes de músicas dos Beatles que Ringo escreveu em um envelope e deu a Todd Rundgren, junto com uma faixa de­mo, para formar uma música. Mas até Walsh, o cunhado astro do rock de Ringo, é cauteloso ao mencionar a anti­ga banda. “Faço algumas perguntas técni­cas - como ‘Que guitarra George usou nes­sa faixa?'”, conta. “Mas é melhor quando você relaxa e deixa que ele próprio traga o assunto. Valorizo esses momentos." Seguindo o conselho de Walsh, quan­to menos pergunto sobre os Beatles, mais Ringo fala sobre eles. O baterista se or­gulha de nunca ter perdido uma deixa no estúdio, sentado na bateria com uma xí­cara de chá esperando os outros dizerem o que tocariam em seguida, mas, às vezes, se percebia isolado. Durante as sessões de The Beatles (1968), o chamado Álbum Branco, ele não se sentiu bem. "Fui falar com o John", conta. “Bati na porta e disse: ‘Olha, acho que não estou tocando muito bem e sinto que vocês três estão muito próximos'. Ele disse: 'Achei que eram vocês três’. Fui até o Paul e falei a mesma coisa: ‘Acho que náo estou tocan­do muito bem e sinto que vocês três estão muito próximos'. Ele respondeu: 'Achei que eram vocês três!’ Pensei: ‘Que se dane, es­tou fora. É maluquice demais'.” Ringo ficou uns dez dias distante, pas­seando em Sardenha com os filhos e rela­xando no barco de Peter Sellers. Certo dia, pediu peixe com batata frita, mas a tripu­lação trouxe lula. Então, Ringo começou a perguntar ao capitão sobre polvos e ouviu que eles gostavam de ficar no chão do ocea­no e construir um jardim com objetos bri­lhantes (referência que serviu para a canção “Octopus’s Garden", ‘Jardim do Polvo", em português). Quando Ringo voltou, Harrison tinha coberto a bateria com flores, A banda aca­bou dois anos depois, em 1970. Com as mortes de John e George, Paul e Ringo seguiram em frente. Eles tem uma relação que, às vezes, é difícil. “É como família", afirma McCartney. “Às vezes ficamos loucos um com o outro. Que­ro algo dele e de não me dá, então fico bra­vo. mas passa. Irmãos brigam. Há esta his­toria revisionista de que era tudo em tomo de John e Paul, mas eram quatro cantos de um quadrado; não teria funcionado sem um dos lados.”

“Paul disse que fará o discurso do Hall da Fama” diz Ringo. Em seguida, ele fala com uma sagacidade britânica seca: ‘Acho que só estou fazendo isso para Paul sair à noi­te. Ele gosta de se manter ocupado". Ringo para de falar, antes de ficar sério. “Só que o outro lado dessa moeda é que não teríamos feito tantos discos se não fosse por Paul. John e eu morávamos muito perto um do outro e podíamos ficar preguiçosos. Paul ligava; ‘Oi, rapazes, é hora de voltar ao es­túdio'. Então, precisamos agradecê-lo por haver 12 discos." 
Falta uma hora para o show em Fort Pierce, e ele está com a banda na área do bufê do teatro. Isso não te­ria acontecido no início da All Starr Band. Para evitar a tentação, Ringo e Barbara entravam em um carro imediatamente depois do show, voltavam ao hotel e passavam o tempo ven­do TV e tomando sorvete. Metade da ban­da estava em recuperação e procurava reu­niões dos Alcoólicos Anônimos. Faziam uma nos bastidores se não conseguissem encontrar, enquanto os outros membros mantinham seus rituais pré-show mais tradicionais. Agora, ele está perto da mesa de jantar, tirando sarro de seu estilo de to­car na era Beatles. ‘Sabe aquilo que faço em The End’, do Abbey Rond?’, pergunta. Ele começa a batu­car na mesa. Ringo sorri. "Não tenho ideia de como fazer isso. Nunca mais conseguiria fazer." Parece triunfante. “Não consigo!" McCartney diz que isso não importa. Ele lembra que o primeiro show dos Beatles com Ringo, em 1962, no Cevern Club, em Liverpool, foi quando eles se tornaram uma banda de verdade. "Nos primeiros minutos em que Ringo tocou, olhei para George à esquerda e para John à direita e não falamos nada, mas me lembro de pensar "Caramba, isto e incrí­vel”, ele conta. McCartney  faz uma pau­as e dá um exemplo nada político. "Olha, amo o Led Zeppelin, mas você os vê tocar e observa que olhavam para John Bonham tipo: ‘Que diabos você está fazen­do? Esta é a batida’. Você podia olhar para Ringo e nunca ter de se preocupar. Ele transmitia segurança e você sabia que acertaria em cheio.” Ouso perguntar o quão de saco cheio ele se sen­te em ter de responder a perguntas sobre oito anos de sua vida que já se pas­saram há meio século. Ele suspira com uma bufada de resignação, mas sabe que não há como esca­par. “Tive uma vida antes de entrar para a banda e com certeza tive uma vi­da depois daquilo, mas... é como você, não dá para evitar me perguntar sobre os Beatles. Você precisa fazer isso. Eu entendo." Provavelmente é a melhor atitude para se ter. Há alguns anos, Ringo e Barbara estavam de férias em uma cídadezinha na Índia. Sairam para andar e, de repente, crianças indianas com álbuns dos Beatles nas mãos os cercaram. Não há como es­capar daqueles anos, não importa aonde Ringo vá. Um assistente traz o jantar. É uma mon­tanha de brócolis e meia batata assada. Ringo sorri e pede que esvaziem a sala. “Ok, podem ir." Ringo janta sozinho.
HAPPY BIRTHDAY RINGO!!!

RINGO STARR - POSTCARDS FROM PARADISE

Um comentário:
I've searched here, there and everywhere...
Until i saw you standing there.
I'm the greatest fan of you,
And Love is All I've got to do.
It's all too much my little child...
If you would be my honey pie...
Eight days a week you will be mine...
And getting better all the time.
I'm begging you don't pass me by...
And if you do please tell me why.
I know you told me yesterday...
You've got to hide your love away.
But if your heart is bad to me...
It's only Love I'll let it be.
Postcards from Paradise
With all my loving I'll be true...
Postcards from Paradise
As ever P.S. I Love You
Postcards from Paradise
I wouldn't trade you for no one...
I see your face, here comes the sun.
And I ain't going nowhere man
Because I want to hold your hand.
It's like I said the night before
I'll love you when I'm 64!

Postcards from Paradise
With all my loving I'll be true...
Postcards from Paradise
As ever P.S. I Love You
Postcards from Paradise
I know that we can work it out...
There ain't no need to twist and shout.
And I won't back off boogaloo
Unless you say you love me do.
Postcards from Paradise
With all my loving I'll be true...
Postcards from Paradise
As ever P.S. I Love You
Postcards from Paradise
Postcards from Paradise
With all my loving I'll be true...
Postcards from Paradise
As ever P.S. I Love You
Postcards from Paradise

RINGO - THE BEST OF THE BESTS

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Ringo Starr, o eterno baterista dos Beatles, o Beatle de olhos azuis completa hoje (7 de julho) 72 anos de uma vida que é sucesso há mais de 50.
Richard Starkey Jr. nasceu em Liverpool assim como os outros Beatles. Ringo é o mais velho e também é canhoto como Paul McCartney. Na infância, o jovem Ritchie passou muito tempo doente. Nos anos seguintes, porém, tirou a diferença, trabalhando muito. Inicialmente, foi baterista do grupo Rory Storm And The Hurricanes e fez amizade com os integrantes de outra banda rival de Liverpool, os Beatles. Em 1962, foi convidado para substituir Pete Best, e o resto é história.
Com o fim dos Beatles em 1970, muitos previam que ele não iria a lugar algum como artista solo.Ringo Starr não só desenvolveu uma ótima trajetória individual em termos artísticos como também emplacou dezenas de músicas nas paradas de sucesso.
No final dos anos 80, Ringo iniciou o projeto All Starr Band, banda liderada por ele que reunia nomes importantes de bandas de sucesso que saíam em turnês nas quais eram tocadas músicas dele e também dos astros envolvidos. Foram várias as formações da banda, incluindo gente do alto gabarito de Peter Frampton, Roger Hodgson (Supertramp), Eric Carmen (Raspeberries), Levon Helm (The Band), Colin Hay (Men At Work), Joe Walsh (Eagles) e inúmeros outros.
Ele também fez vários trabalhos os ex-colegas de Beatles, especialmente com Paul McCartney. Seu álbum Ringo, de 1973, foi o único no qual os quatro integrantes da maior banda de rock de todos os tempos estiveram juntos, após a sua separação. Lançando trabalhos solo e fazendo shows pelo mundo, Ringo Starr ainda faz sucesso por onde passa. Inclusive no Brasil, onde fez várias apresentações memoráveis em 2011. Parabéns Ringo! Sempre precisaremos de você!
13 RAZÕES PARA ADMIRAR (E MUITO!) RINGO STARR
Ringo Starr foi a pessoa sem talento mais sortuda do planeta? Tudo que ele sabia fazer era sorrir, balançar a cabeça e manter o ritmo para três dos mais talentosos músicos/compositores do século. É triste, mas existem pessoas que pensam assim sobre nosso querido e velho Ringo. Francamente, eles estão redondamente enganados. A lista que se segue mostra apenas algumas poucas das contribuições que Ringo fez aos Beatles, à música em geral e à arte de tocar bateria.1. Ringo foi o primeiro baterista de rock de verdade a aparecer na TV. Todos os “bateristas de rock’n’roll” que se apresentaram com Elvis, Bill Halley, Little Richard, Fats Domino e Jerry Lee Lewis eram em sua maioria bateristas de R&B. Esses bateristas mal estavam fazendo a transição do estilo de baterista mais voltado para o suingue das décadas de 40 e 50 para chegarem ao som mais alto, mais “roqueiro” que é associado com I Want To Hold Your Hand.2. Ele mudou a forma dos bateristas segurarem as baquetas ao popularizar a pegada igualada. A quase totalidade dos bateristas ocidentais antes do Ringo segurava suas baquetas com a pegada tradicional. Ringo mostrou ao mundo que era necessário força para dar mais ênfase ao rock’n’rolll, e para isso segurava as baquetas como se fossem martelos, continuando até o ponto de criar uma nova fundação para o ritmo.3. Foi o mesmo que iniciou a tendência de colocar o baterista em uma plataforma mais elevada para que ele se tornasse tão visível quanto os outros músicos. É claro que Ringo não foi o primeiro baterista a ficar numa plataforma, mas sua visibilidade proclamava que ele era um membro igualitário dentro da banda. Isso é importante, porque a maioria dos bateristas antes dele eram considerados apenas um complementos. Quando este apareceu no Ed Sullivan Show, em 1964, imediatamente atraiu a atenção de milhares de futuros músicos ao ficar bem acima dos outros Beatles. 4. Aqueles mesmos espectadores notaram que Ringo estava tocando uma bateria - na verdade, uma bateria Ludwig. A influência dele foi imediata. Ocorreu uma corrida até as lojas de instrumentos, e subseqüentemente toda a toda a indústria da percurssão entrou em um período de vendas altíssimas, a qual duraria vérios anos.  5. Ringo mudou o som das baterias nas gravações. Na época de Rubber Soul (lançado em 6 de dezembro de 1965) o som de sua bateria começou a ficar mais audível. Com a ajuda dos engenheiros dos estúdios Abbey Road, ele popularizou um novo som para bateria – um efeito que a tornava mais clara, mais próxima. Ele fez isso aos afinar os tambores mais baixo e amortecer a ressonância dos tambores com materiais absorventes (principalmente usando travesseiros no bumbo). Esse som teve uma enorme influência.
6. Ele tem uma noção de tempo quase perfeita. Isso possibilitou aos Beatles gravarem uma canção vinte e cinco vezes e depois serem capazes de editar partes diferentes de várias tomadas para obter a melhor versão possível. Hoje um canal com um metrônomo gravado faz a mesma função, mas os Beatles dependiam de Ringo para manter o tempo consistente durante dúzias de tomadas. Se ele não tivesse essa habilidade, os discos dos Beatles teriam um som completamente diferente. Sua noção de tempo perfeita e sua boa pegada dão às canções dos Beatles aquela qualidade “imutável”.
7. Em grande parte das sessões de gravação a performance do baterista seria um barômetro para o resto dos músicos. A direção estilística, dinâmicas e emoções são filtradas através do baterista. Se ele não estiver fazendo um bom trabalho isso prejudicará a performance de todos os outros músicos. Os Beatles quase nunca tiveram esse problema com Ringo. A “pegada” de Ringo serve como padrão para os produtores de disco de poprock e também para os bateristas. É relaxada, mas nunca se arrasta; sólida, mas sempre respira. Há uma certa qualidade única.
8. Ringo odiava solos de bateria, o que de, de uma forma ou de outra, é o que muitas pessoas valorizam. Ele fez apenas um solo com os Beatles. Ele aparece durante The End, do disco Abbey Road. Alguns podem dizer que isso não é uma mostra de grande virtuosidade técnica, mas eles estariam pelo menos parcialmente enganados. Coloque uma metrônomo a exatamente 126 batidas por minuto, compare-o com o solo de Starr e verá que os dois andarão juntos o tempo todo!
9. A habilidade de Ringo tocar compassos compostos ajudou a levar a composição de canções populares até mares nunca dantes navegados. Temos dois exemplos em All You Need Is Love (que é em 7/4), e Here Comes The Sun, com as passagens de 11/8, 4/4 e 7/8 que se repetem no refrão.
10. A aptidão de Ringo para tocar muitos estilos diferentes, como suingue de dois tempos (When I’m Sixty-Four), baladas (Something), R&B (Leve My Kitten Alone e Taxman) e country (o disco Rubber Soul), possibilitou aos Beatles explorar muitas direções musicais com facilidade. Sua experiência pré-Beatles como um versátil e batalhador músico de casas noturnas o ajudou bastante neste sentido.11. A idéia de que ele foi apenas um cara sortudo, que estava no lugar certo, na hora certa, é completamente errada. Na verdade, quando o produtor dos Beatles, George Martin, disse que não estava feliz com o resultado da primeira sessão com o baterista original, Pete Best, a decisão tomada por John, Paul e George foi a de contratar o cara o qual eles consideravam o melhor baterista de Liverpool – Ringo Starr. Sua personalide foi apenas um bônus.12. Os boatos de que Ringo não tocou em muitas das canções do Beatles porque ele não era bom o suficiente são falsos. De acordo com o livro The Beatles: Recording Sessions, de Mark Lewisohn (Harmony, 1988). Starr tocou em todas as gravações dos Beatles em que havia o som de uma bateria, excetuando-se as que se seguem: Back in The USSR e Dear Prudence, onde Paul tocou quando Ringo se afastou temporariamente da banda. The Ballad of John And Yoko, com Paul novamente tocando porque Ringo estava fazendo um filme, e no lançamento de 1962 de Love Me Do, que tinha o músico de estúdio Andy White na bateria.
13. Quando os Beatles se separaram e estavam tentando se afastar uns dos outros, John Lennon escolheu Ringo para tocar em seu primeiro disco solo. Como John disse em sua famosa entrevista para a revista Rolling Stone: “Se eu começo a criar alguma coisa. Ringo sabe para onde ir – simplesmente assim”. Um grande compositor não poderia pedir mais nada de um baterista – a não ser, talvez, que ele sorria e balance a cabeça.John Bryant é músico de estúdio e produtor em Dallas, Texas. Ele já gravou e saiu em turnê com Ray Charles, com o Paul Winter Consort e com a One O’clock Lab Band da Universidade de Texas, e no momento faz parte do grupo de percussão D’Drum. Bryant começou a tocar depois de assistir Ringo Starr tocando no The Ed Sullivan Show em 1964. Em 1976, ele tocou num ensaio com Paul McCartney & The Wings quando o baterista oficial, Joe English, ficou doente.

LOUISE FRENCH HARRISON - A MÃE DE GEORGE

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No dia 7 de julho de 1970, morreu de câncer no cérebro, Louise French Harrison, mãe de George em um hospital em Liverpool. George estava ao seu lado. Seu corpo foi cremado no dia 10 de julho de 1970. Louise trabalhava numa mercearia em 1929, quando foi vista por Harold Harrison, que pediu seu endereço, dizendo-lhe que estava indo viajar e gostaria de enviar-lhe um frasco de perfume - o que ele fez. Casaram-se em 20 de maio de 1930 e se estabeleceram em Arnold Grove na área Wavertree, em Liverpool.

Eles tiveram uma filha (Louise) e três filhos. Louise (mãe) tinha 33 anos quando George nasceu e em 1949, mudaram-se para uma casa em Speke. Louise dava aulas de dança de salão e Harold trabalhava como motorista de ônibus. Desde cedo, Louise incentivou o filho mais novo, George, em seu interesse pela música e lhe comprou seu primeiro violão por 3 libras. Quando ele entrou para o Quarrymen, ela permitiu que ensaiassem na sala da casa dos Harrison. Em 1965, com muito orgulho, George comprou para os pais uma bela casa em Appleton, perto de Warrington.

Durante toda a segunda metade da década de 1960, Louise foi amada por fãs dos Beatles do mundo inteiro. Ela respondia pessoalmente todas as cartas dos fãs, que eram enviadas a George. Ela ficou doente em julho de 1969 com um tumor no cérebro que logo foi diagnosticado como câncer. Nota: o único membro ainda vivo da família Harrison é Louise (a filha) que está com 83 anos. Todos os outros morreram vítimas do câncer.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A MESMA VELHA LENGA-LENGA DE SEMPRE!

6 comentários:

Quem acompanha o Baú do Edu mais frequentemente, sabe que desde o início, nesses quase 7 anos, nosso blog preferido sempre gostou de aplicar pelo menos 5 bombas diariamente. E todas as vezes em que esteve ruim das pernas e balançou, balançou, não caiu! Ainda... De uns tempos pra cá, isso mudou. Explico incansavelmente (?) a todos, que de meu, o Baú só tem o nome que é pra rimar. Não é meu, é nosso. E isso não é demagogia. Quem é meu amigo e me conhece de verdade, sabe bem disso. Esse blog é quase um ‘serviço de utilidade pública’ de divulgação somente da banda boa do mundo. O que é ruim, fica pra lá! Também sempre tento mostrar que sem a participação de todos, é muito difícil manter o site ativo e operante. Por ser eu quem faz as postagens, já sei antes, tudo que vai aparecer aqui, de forma que, se deixar de existir, quem menos vai sentir falta sou eu. Só que as pessoas se mostram apáticas, indolentes e preguiçosas, e não participam nem ao menos com as porras dos comentários, que é o mínimo que deviam fazer, já que não espero nenhum ‘muito obrigado’. Os comentários são o alimento do blogger. Já disse isso dezenas de vezes. Sem eles, para quê continuar uma coisa que dá o maior trabalho do mundo, físico e mental? Para ser um número na internet? Ninguém quer isso. Sem os comentários, quem fica apático, indolente e morto de preguiça sou eu! O grande paradoxo que mais me intriga é que esse blog é acessado no mínimo 1500 vezes por dia e tem 668 sócios, membros ou amigos, sei lá. Se 5% desses participassem, já seria bom demais. Na época em que há alguma promoção, os comentários bombam, e aparecem muitos jurando que não estão participando só pela promoção. Aham! Depois da promoção, babau! E mesmo quem levou o prêmio, babau também. Claro que há excessões. Duas na verdade. Sei que 52% desses números me odeiam por alguma coisa além de gostar dos Beatles e nunca mais farão um comentário para não se “sujar”. Esses são os "limpos", ficam facilmente magoados se forem contrariados. Isso eu entendo. Mas e a outra metade, os "sujos", os outros 48% que não me odeiam, ou que apenas gostam dos Beatles como eu, ou do Baú do Edu? Acho engraçado que tem umas pessoas, (que inclusive são seguidoras) que puxam um saco lascado meu lá naquela bosta daquele falsebook, e aqui não dizem nem sequer: “oi, cachorro, gostei!”, ou simplesmente “odiei isso!”. É foda! Gostaria apenas que todos participassem dando sugestões de matérias legais que gostariam de ver aqui, ou apenas dando sua opinião sobre o que têm visto. Não é fácil manter um blog como esse no ar! E sem a participação de vocês, é impossível haver postagens novas, como aconteceu no último mês quase inteiro, pela primeira vez em toda a história desse Baú. Digam o que eu posso fazer para melhorar, senão fico achando que está tudo lindo e maravilhoso... quando quiserem elogiar, elogiem. Obrigado! Quando quiserem descer o malho, desçam! Obrigado também. (“Ruim comigo, pior sem migo!” – Dadá Maravilha). Só mais uma: (“O cabra só sente mermo a falta da nêga, é na hora de dormir só!”. Moreira da Silva). Grande Moreira da Silva... qualquer dia desses faço um belíssimo post sobre você! Obrigado pela paciência e boa noite a todos
(as) esses(as) 1500 cabras que verão esta mensagem. E que melhores dias nos aguardem. Amém! Prometo que esta foi a última vez que reclamei! Obrigado. O administrador.

JOHN LENNON EM NOVA YORK - OS ANOS DE REVOLUÇÃO

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"John Lennon em Nova York", do jornalista americano James A. Mitchell, será lançado neste mês no Brasil (Foto: Reprodução)
No começo dos anos 1960, John Lennon ficou conhecido no mundo todo graças ao sucesso dos Beatles. Os cabelos moptop e os terninhos dos garotos de Liverpool conquistaram os corações de jovens apaixonadas, que cantavam refrões como “I wanna hold your hand” aos berros nos shows e os perseguiam pelas ruas. Aos 20 anos, essa realidade era suficiente. Porém, com o passar dos anos, Lennon amadureceu – e suas letras também. Se antes suas músicas falavam de amor e repetiam motes incansavelmente (“me ame/ você sabe que eu te amo/eu sempre serei verdadeiro/ então, por favor, me ame”), em meados daquela década Lennon passou a falar sobre questões existenciais, sociedade e conflitos (“pensamentos se movem como um vento incansável/ dentro de uma caixa de correio/ elas tropeçam cegamente enquanto fazem seu caminho/ através universo”). A revolução interna de Lennon, influenciada pela chegada de Yoko Ono em sua vida, parecia destoar da linha que os Beatles seguiam. As brigas eram constantes e, após a morte do empresário Brian Epstein, a banda começou a ruir. Em 1970, Paul McCartney anunciou o fim de uma era. Essa história já é conhecida do público. Mesmo quem não é Beatlemaníaco conhece a trajetória meteórica daqueles quatro jovens. A fase pós-Beatles de Lennon, porém, permaneceu fora dos holofotes e ainda tem novidades a serem exploradas, como mostra o jornalista americano James A. Mitchell no livro John Lennon em Nova York - Os anos de revolução (Ed. Valentina, 248 páginas, R$ 39,90) que chega às livrarias ainda neste mês. O livro conta a estada de Lennon em Nova York, focando nos aspectos políticos e sociais abordados pelo cantor no período – Mitchell só não toca profundamente na questão da morte de Lennon. As histórias, recheadas de curiosidades, são exploradas por meio de depoimentos de pessoas que conviveram com Lennon na cidade americana. Mitchell recorreu a entrevistas com os membros da banda norte-americana de Lennon, a Elephant’s Memory (que acompanhou ele e Yoko por um ano); com a escritora e líder feminista Gloria Steinem; com o cofundador da Bancada Negra do Congresso, Ron Dellums; com o veterano dos “Sete de Chicago” Rennie Davis; com o advogado especializado em assuntos de imigração Leon Wildes; e com o poeta e ativista John Sinclair – que Lennon libertou de uma sentença de dez anos de prisão por porte de maconha. A trama começa depois da separação da banda, quando Lennon e Yoko mudaram-se para Nova York. Lá, o ativismo político – de esquerda - do cantor e compositor ganhou ainda mais força. Ele pediu pelo fim da Guerra do Vietnã e participou de manifestações e de shows que questionavam o governo. Não demorou muito para ele aparecer no radar do então presidente Richard Nixon e seus assessores como uma clara ameaça à sua reeleição. “Fiquei fascinado ao saber quão profunda era a corrupção no governo de Nixon. E eu descobri isso por meio das histórias de embate com Lennon”, afirma Mitchell em entrevista por telefone a ÉPOCA. “Sou muito grato pela imprensa livre no meu país. Nós temos o direito de expor até mesmo o presidente. Lennon não foi o líder desse movimento na época, mas foi uma parte importante do processo e refletiu o desejo de uma geração.” O conflito entre Nixon e Lennon (acima, uma foto de Lennon e Yoko em John, de cabelo raspado, e Yoko em audiências sobre o caso Watergate em junho de 1973. Os Lennon foram convidados pelo senador democratra Sam Erwin) impediu por muito tempo o compositor de conseguir seu visto permanente. Em uma das passagens mais divertidas do livro, Mitchell conta que o governo tentou deportá-lo por porte de maconha. Pôsteres foram distribuídos para delegacias locais na esperança de que alguém pudesse flagrar Lennon e fortalecer o caso para expulsá-lo do país. Segundo Mitchell, o documento continha todos os detalhes pessoais do cantor, mas a imagem era de David Peel, um músico nova-iorquino, conhecido pelo álbum The Pope smokes dope (O Papa fuma maconha). Outra curiosidade presente na obra é a busca de Lennon pela filha de Yoko, Kyoko Cox. Ela vivia com seu pai Tony Cox e a luta de Yoko pela guarda da filha agravou a necessidade do casal em fazer dos Estados Unidos seu lar. Para os fãs, o lançamento de qualquer livro sobre Lennon seria um deleite. Mas o que destaca John Lennon em Nova York nas prateleiras é a exploração detalhista de um lado pouco conhecido de um dos homens mais famosos da história. “Eu tentei contar uma história com um olhar inovador, falando sobre a posição política dos Estados Unidos naquela época e aproveitando para abordar temas importantes com que Lennon se envolveu em solo americano que vão muito além da música.”

THE DAY THE MUSIC BEGINS - JOHN LENNON CONHECE PAUL McCARTNEY

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Na manchete de primeira página do Liverpool Evening Express, em 6 de julho de 1957, lia-se “MESEYSIDE SIZZLES” (algo próximo a Merseyside está ardendo), em referência à onda de calor que atingia não só o norte da Inglaterra, mas toda a Europa. A mesma manchete poderia muito bem ter sido usada para falar de uma história que não recebeu nenhuma cobertura naquele dia – a história do primeiro encontro entre dois adolescentes chamados John Lennon e Paul McCartney. Assim como a relação pessoal e profissional à qual levaria, o primeiro e histórico encontro dos dois foi repleto de excitação, rivalidade e respeito mútuo. É fácil imaginar que John e Paul teriam se conhecido em outro dia se um amigo em comum não tivesse escolhido aquele sábado quente e úmido para apresentá-los. Mas, mesmo com muitas coisas em comum, os dois rapazes viviam em bairros diferentes, não frequentavam a mesma escola e tinham quase dois anos de diferença. Somente John iria se apresentar ao vivo em 6 de julho de 1957. A ocasião foi o anual Woolton Parish Church Garden Fete, um desfile e uma feira ao ar livre na qual John e seu grupo Quarry Men Skiffle tinham sido convidados a tocar. As atrações principais eram uma exposição de cachorros e uma banda de metais, mas um contato familiar havia ajudado o Quarry Men a entrar para o programa, para agradar as centenas de adolescentes que estariam presentes. No meio do primeiro set, o jovem Paul McCartney, de 15 anos, apareceu e assistiu ao show, hipnotizado, enquanto John, apesar de suas habilidades precárias com a guitarra e sua tendência a improvisar no lugar das letras esquecidas, cativava o público com charme e vaidade. Depois do show, foi a vez de Paul impressionar John. Um amigo em comum os apresentou no auditório de uma igreja próxima, onde John e seus colegas de banda estavam largados em cadeiras dobráveis e mal notaram a presença de Paul. Foi então que ele sacou seu violão, que carregava nas costas, e começou a tocar “Twenty Flight Rock”, de Eddie Cochran, e depois “Be-Bop-A-Lula” de Gene Vincent e, então, um medley com músicas de Little Richard. Conforme escreve Jim O’Donnell em “The Day John Met Paul” (O Dia em que John Conheceu Paul), seu livro que relata esse momento histórico na música, “Um jovem que não fica facilmente surpreendido, John fica surpreendido nesse momento”. A musicalidade de Paul ultrapassou a do mais velho John, porém, mais que isso, John identificou em Paul a mesma paixão que este havia detectado em John durante sua performance no palco. Logo, Paul estava ensinando a um John extasiado como afinar sua guitarra e escrever os acordes e letras para algumas das músicas que ele tinha tocado. Naquela mesma noite, andando para casa com um de seus colegas de banda, John lhe comunicou suas intenções em relação àquele novo conhecido. Duas semanas depois, John convidou Paul para entrar para o The Quarry Men. O resto é história.


PAUL McCARTNEY - EARLY DAYS

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Dia 6 de julho é uma data especial para todos os fãs dos Beatles. Foi nesse dia, em 1957, que John Lennon e Paul McCartney se encontraram pela primeira durante uma festa em uma igreja em Liverpool, e selaram ali o início da parceria e amizade que mudaram a história da música. “Early Days”, música do álbum “New” de Paul McCartney evoca essas lembranças desses “primeiros dias” e possui um clipe do jeito que os Beatlemaníacos adoram: repleto de citações e mensagens nas entrelinhas, dirigido por Vincent Haycock. Em entrevista à revista Rolling Stone, McCartney disse que gostou muito da ideia. “É uma música que traz muitas lembranças para mim. É sobre eu e John, nos primeiros dias”, disse McCartney. “Mas Vince veio com essa ideia ótima: em vez de trazer jovens que se parecessem comigo e com John andando pelas ruas de Liverpool, com os violões nas costas e atuando literalmente como na música, por que não colocar dois aspirantes a músicos desconhecidos?”. No clipe, uma da referências mais óbvias do encontro entre Lennon e McCartney, está no fato de um dos jovens músicos ser canhoto. Mais uma vez, não por acaso, McCartney, mestre na arte de vídeoclipes acertou em cheio novamente!

BsBEATLES - O NOSSO DIA DELES - PARTE 2

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Apaixonados pelo quarteto de Liverpool, puderam, neste domingo (5), se divertir no “BsBeatles – O nosso dia deles”, no Parque Olhos D’Água, na Asa Norte. Desde às 15h, DJs e as bandas cover Salto Triplo e Sargento Pimenta animaram as mais de 2 mil pessoas que foram ao parque prestigiar a música dos Beatles.

Já anoitecia, quando a banda Sargento Pimenta terminou literalmente ovacionados pela grande plateia e todos tomaram o rumo de volta para casa. O sorriso no rosto de cada um dos que estavam ali, gente de todas as idades e todas as tribos, deixava claro o quanto os Beatles ainda são importantes e releventes nesses tempos tão difíceis. Foi uma satisfação muito grande comungar com aquele tanto de gente celebrando apenas paz e amor com The Beatles nas orelhas!!! Gostei. É muito bom ouvir a música dos Beatles ecoando pela minha cidade. Parabéns aos organizadores. Valeu!

domingo, 5 de julho de 2015

A BEATLEMANIA INVADE A GRÃ BRETANHA

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Texto: "Lo Me Do - 50 momentos marcantes dos Beatles" de Paulo Hewitt.

A beatlemania começou em 1963, entre o fim do caso Profumo e o assassinato de JFK. Ela nasceu da disposição dos Beatles a aceitarem uma rotina tão rigorosa que teria feito a maioria das bandas desistir por exaustão. Mas não eles. Calejados pelas experiências vividas em Hamburgo e Liverpool, o grupo completou três tumês pelo Reino Unido e a primeira no exterior, fez numerosas aparições no rádio e na televisão, deu diversas entrevistas à imprensa escrita e gravou dois álbuns. Ao fim daquele ano, os Beatles haviam instigado o fenômeno conhecido como beatlemania e se apresentado à realeza.
A jornada rumo ao momento em que ficaram conhecidos até no Palácio de Buckingham teve inicio no dia 19 de janeiro de 1963, quando a banda participou do famoso programa de televisão Thank Your Lucky Stars. Perto das seis horas daquela tarde de sábado, milhões de adolescentes viram os Beatles tocarem ' PIease Please Me’, canção brilhante que gruda na cabeça. A partir dai, o conjunto se viu imerso em um cronograma inexorável de shows e mais shows, sessões de gravação e incontáveis aparições na mídia.
Em relação às gravações, a primeira sessão memorável da banda aconteceu em 11 de fevereiro. Nesse dia, eles gravaram dez canções, quatro delas originais ("I Saw Her StandlngThere“. "Misery", DoYou Want to Know a Secret?" e "There’s a Place") e seis covers (“Anna", "Chains’, "Boys", "A Taste of Honey", "Baby It’s You’ e "Twist and Shout”). Essa última foi gravada às 22 horas. Devastada pelo esforço do dia, a garganta de Lennon exprimiu um vocal bruto que ecoaria ao longo dos anos. No dia seguinte, os Beatles tocaram em duas apresentações, uma em Sheffield, outra em Oldham. Em meio a todos esses shows e gravações, a banda não recusava nenhum pedido da mídia; eles não podiam se dar ao luxo de escolher onde apareceriam. Em 1963, a televisão britânica consistia em dois canais — BBC e ITV - , e ambos dedicavam pouco tempo à música popular. Ao mesmo tempo, o rádio quase nunca tocava música pop e os jornais raramente escreviam a respeito. Comparada à vasta efusão da mídia de hoje em dia, a exposição era bastante limitada. Para a noticia se espalhar, o grupo precisava romper essas muralhas, e o fazia com um charme e vivacidade que contagiavam a todos. McCartney era o líder nesse campo. Sensatamente, a banda o encarregava da maior parte do falatório. Eles sabiam que sua abordagem calorosa e fascinante renderia muitos amigos na imprensa. McCartney era tão astuto ao lidar com a imprensa que, após sua primeira entrevista à televisão, o irmão Mike perguntou por que parecia que ele estava disfarçando o sotaque de Liverpool. Ele respondeu; "Eu sei disso, você sabe disso, mas eles não sabem". McCartney tinha consciência de que um sotaque muito acentuado de Liverpool poderia repelir a nação. Liverpool era considerada por muitos uma cidade bruta, cheia de gente desagradável. Para os Beatles atingirem o sucesso, eles precisariam reduzir os vínculos com a cidade, incluindo o sotaque. De fato, foi nesse ano que a banda se mudou na surdina para a capital. Os fãs que os assistiam no Cavern ficaram aborrecidos. Em fevereiro, quando o DJ do bar, Bob Wooler anunciou que a banda estava entre as dez mais com “Please Please Me", a plateia ficou em silêncio, como se estivesse num velório. Nesse momento eles começavam a se despedir do grupo que amavam com tanta paixão. Agora os Beatles pertenciam ao país inteiro.

A maior oportunidade na televisão surgiu quando foram convidados como a grande atração do Sunday Night at The London Palladium, programa de Val Parnell, em 13 de outubro. Antes da apresentação, fãs dos Beatles tomaram a entrada do teatro, gritando por eles. Estavam presentes vários jornalistas e fotógrafos. Foram eles quem cunharam o termo "beatlemania", estampado em todos os jornais do dia seguinte. O show foi assistido por quinze milhões de pessoas, Em termos de apresentações ao vivo, os Beatles realizaram três turnês pelo Reino Unido. Em duas delas, atuaram como grupo de abertura para Helen Shapiro e depois para Roy Orbison — ao fim de ambas as excursões, já eram as atrações principais. Foi então que Brian Epstein Informou aos promotores que a banda tocaria somente em teatros. Os salões de baile e os bares em que haviam agendado não estavam equipados para suportar a reação frenética do público, que colocava os quatro em grave perigo físico. Garotas berravam descontroladas, corriam para o palco, desmaiavam, brigavam entre si, enfrentavam os seguranças dentro dos recintos e os policiais do lado de fora.No fim do ano, a banda cujas apretentações duravam exaustivas sete horas em Hamburgo — agora fazia shows de meia hora, quando muito, em meio ao bombardeio de gritos femininos. Essa seria a natureza de seus shows pelos próximos três anos.
Notavelmente, as cobranças sobre o grupo pareciam somente aumentar sua criatividade. Eles cravaram o primeiro topo das paradas com “From Me to You" e romperam todas as barreiras com "She Loves You". O frescor e a sonoridade da gravação deixaram a nação atônita. “She Loves You" transformou os Beatles em obsessão nacional. Incluindo a família real. Numa segunda-feira, 4 de novembro, a banda apresentou quatro canções diante de Sua Alteza Real, a rainha-Mãe, e da princesa Margaret no Teatro Prince of Wales, em Londres. Eles tocaram sua primeira música no topo das paradas. "From Me to You", depois seguiram com "She Loves You", “Till There Was You" e encerraram com “Twist and Shout". Ao introduzir a última canção. Lennon falou à plateia: "As pessoas nos assentos mais baratos podem acompanhar com as mãos. E o resto de vocês pode chacoalhar as joias". Foi uma frase brilhante (embora totalmente premeditada), uma alfinetada marota no preconceito de classe envolta com humor caloroso e inteligente. Ali mesmo a realeza deu risadinhas. Novamente, os Beatles empregaram a musica e o humor para ultrapassar divisões de classe supostamente insuperáveis. Brian Epstein também riu, mas foi de alívio. Quando havia perguntado a Lennon nos bastidores o que ele diria à realeza presente, o músico fuzilara: "Vou mandar cha-coalharem suas jóias de merda". A personalidade aberta e beligerante do guitarrista fez Epstein acreditar plenamente que ele faria tal declaração, levando aquele sonho fantástico a um fim abrupto. A banda terminou o ano com uma temporada de duas semanas de um show natalino em Finsbury Park, onde eles tocaram, usaram fantasias e participaram de esquetes cômicos. Cem mil ingressos foram vendidos em três semanas. Fora um ano incrível, mas melhoraria ainda mais, pois a beatlemania se tornaria uma febre mundial.

BSBEATLES – O NOSSO DIA DELES

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As mais importantes cidades do mundo têm o seu “dia dos Beatles”. De Beatles Day a Beatles Fest, Beatles Week, Beatles Fan Day… tem de tudo, o importante parece ser a celebração de uma paixão comum.

A primeira edição do BsBeatles acontece na tarde do próximo dia 5 de julho, no lindo Parque Olhos D’água, no final da Asa Norte e contará com uma programação de cerca de quatro horas de atividades, no palco e fora dele, com foodtrucks para atender a todos os gostos. E não tem erro, por onde quer que se vá no mundo haverá sempre uma legião incontável de fãs do quarteto britânico. É o que diz Marcelo Lima, Beatlemaníaco, músico tradicional da cidade, professor da Escola de Choro Raphael Rabello e também organizador do evento: “Os pais vão passando para os filhos essa influência e eles, por sua vez, passarão isso adiante. É música boa e imortal. E não há nada melhor do que poder celebrar isso junto a outras pessoas que também cultivam essa paixão”.O BsBeatles é um sonho antigo. “O projeto nasceu lá na década de 1980, ainda em Fortaleza, quando eu, menino de periferia, acordava ao som da vitrolinha do meu pai. Logo cedo a casa era invadida por aquele som mágico, que transportava a gente para um outro lugar, mais bonito, mais alegre, onde tudo dava certo”, relata Nilo Barreto, um dos organizadores do evento. A banda Salto Triplo trará interpretações instrumentais de músicas do quarteto de Liverpool, com a participação especial do violonista Jaime Ernest Dias. Já a tradicional Sargento Pimenta sobe ao palco interpretando fielmente os clássicos da banda, encerrando a programação. “O Olhos D’água está absolutamente perfeito nessa época e a ideia de fazer numa bela tarde de domingo, começo de inverno em Brasília, é justamente para aproveitar isso. Celebraremos essa grande banda sim, mas com um belo cenário e atmosfera nos cercando”, relata André Oliveira, da produtora Cultura da Aldeia. “Nossa intenção é criar um evento absolutamente familiar, em que todos possam se divertir, do bebê de colo ao vovô e não há banda mais adequada para reunir gerações do que os Beatles”, completa. Em meio a uma espécie de apagão na cultura local, em virtude de uma série de fatores que vão desde a crise da economia até a declaração de completa falta de recursos do governo local, passando por discussões sobre lei do silêncio, a primeira edição do BsBeatles está sendo realizada totalmente com recursos próprios e com muita ajuda de fornecedores do segmento de eventos da cidade. Agradecendo a confiança dos fornecedores na ideia, André completa: “Acreditamos que é justamente nessas horas que temos que reagir e mostrar que a produção cultural de Brasília precisa acontecer, pois apesar de ser o centro do poder, as melhores referências da cidade são todas culturais. A cultura é e sempre foi a nossa melhor expressão”.

O evento acontece no dia 5 de julho, a partir das 15h, no Parque Olhos d’Água e conta com shows de bandas cover do quarteto. A programação foi pensada para levar cultura e entretenimento a todos os públicos amantes de Beatles em Brasília e região. O primeiro domingo de julho foi escolhido por conta do clima ameno e, o parque, para que todos possam assistir ao pôr-do-sol no final da tarde, além da oportunidade de realizar piquenique ou degustar os quitutes dos food trucks que estarão presentes. O início da tarde é marcado pelo show da banda Salto Triplo que, com a participação especial de Jaime Ernest Dias, realiza interpretações instrumentais de músicas dos Beatles. Na sequência, o público pode assistir à banda Sargento Pimenta (NÃO CONFUNDIR COM O BLOCO DE CARNAVAL), que apresenta fielmente os maiores clássicos dos Beatles.