sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
THE BEATLES - ANNA - ARTHUR ALEXANDER

Arthur Alexander nasceu em Florence, no Alabama em 10 de maio de 1942. Morreu em Nashville, em 13 de junho de 1993 com 51 anos. Alexander foi um músico americano inicialmente influenciado pelos estilos Country e Soul. Suas canções foram gravadas por artistas como The Beatles, The Rolling Stones, Bee Gees e Elvis Presley. Teve um estilo suave, extremadamente melódico, como nas composições "Anna (Go to Him)" e "Soldier of love", ambas gravadas pelos Beatles e "You better move on", gravada pelos Rolling Stones. Tornou-se uma das grandes lendas do Rock and roll de todos os tempos.

Escrita pelo próprio Arthur Alexander, “Anna” foi lançada em 17 de setembro de 1962 pela Dot Records. A versão cover matadora gravada pelos Beatles foi lançada em 1963, no álbum “Please Please Me”. A versão original de Alexander, chegou ao número 68 dos charts pop e número 10 dos charts de R&B. Apesar do título ser “Go to him”, a letra diz “Go with him”.

A versão dos Beatles foi gravada em 11 de fevereiro de 1963, em tres takes e lançada em 22 de março de 1963, produzida por George Martin. A canção foi escolhida pra gravação e repertório dos Beatles pois era uma das canções preferidas de John Lennon. George Harrison tocou guitarra no lugar do piano tocado por Floyd Cramer na versao original de Arthur Alexander e a bateria de Ringo é muito semelhante à versão original de Alexander, porém os vocais de John alucinam e adicionam uma dor de tortura que não está presente na versão de Alexander. As harmonias vocais de Paul e George também dão um toque extra maravilhoso na canção. Os Beatles gravaram “Anna” duas vezes ao vivo na BBC. Uma em 17 de junho de 1963 e outra em primeiro de agosto. No Brasil, “Ana” foi gravada por Renato & Seus Blue Caps”, em 1964. Aqui, a gente confere X versões: umprimeiro, a original de Alexander, depois um mixezinho bem legalzinho De Alexander e os rapazes, os Beatles - a versão do Please Please Me (minha preferida) e por último, a versão do álbum "The Beatles - On Air Live at the BBC Volume 2". Valeu, Ana!
THE ORIGINALS - A PRIMEIRA LÁGRIMA - SENSACIONAL!

"The Originals" foi uma banda brasileira formada em 2005 por ex-integrantes das superbandas "The Fevers", "Renato e seus Blue Caps" e "Os Incríveis", famosa por dar arranjos originais para novas roupagens de sucessos da jovem guarda. Fez trilha sonoras para as novelas da rede Globo "A Lua Me Disse", "Ciranda de Pedra", "Ti Ti Ti" e "Guerra dos Sexos". Lançaram três CDs e DVDs. Aqui a gente confere a belíssima "A Primeira Lágrima", clássico e megasucesso inesquecível de Renato Barros e Seus Incríveis Blue Caps. Aquele abração!
THE BEATLES - GEORGE HARRISON - TAXMAN - 2015
Até 1966, a programação da turnê dos Beatles tinha sido tão exaustiva que não havia tempo para examinar as contas em detalhes. Quando eles começaram a fazê-lo, descobriram que não tinham tanto dinheiro quanto imaginavam. "Na verdade, estávamos perdendo a maior parte (do nosso dinheiro) em forma de impostos", contou George. "Era, e ainda é, típico. Por que deveria ser assim? Estamos sendo punidos por algo que esquecemos de fazer?" Ironicamente, à luz de sua posterior conversão, quando passou a enfatizar a futilidade das coisas materiais, George sempre foi o Beatle que mencionava o dinheiro quando perguntavam sobre suas ambições.
John afirmou depois que teve uma participação na composição de "Taxman" e ficou magoado que George tenha deixado de mencionar isso em sua autobiografia, "I Me Mine". John declarou que recebeu um telefonema de George enquanto a estava escrevendo. "Soltei comentários jocosos para ajudar a música a avançar, porque foi isso o que ele pediu. Eu não queria, mas como eu o amava, mordi a língua e falei 'tudo bem'. Ele disse.
A versão gravada certamente é melhor em relação ao esboço de George, em que "get some bread" rimava com "before you're dead". Nos primeiros takes, os backings do refrão eram "Anybody gotta lotta money/anybody gotta lotta money/ anybody gotta lotta money?", cantado em uma velocidade muito alta, mas foi modificado para fazer menção ao primeiro-ministro Wilson e ao líder da oposição Edward Heath.
Os Beatles com o futuro Primeiro Ministro Sir Edward George Heath
Os dois políticos compartilhavam a distinção de serem as primeiras pessoas vivas mencionadas em uma letra dos Beatles. Apesar de nunca terem conhecido Heath, eles encontraram Wilson (que também vinha do norte do país) em diversas ocasiões, e cada um recebeu uma comenda de Membro do Império Britânico. Os Beatles — quatro jovens empreendedores que basicamente vinham de famílias operárias — eram o tipo de pessoas que Wilson queria encorajar como parte de sua visão de uma nova Grã-Bretanha sem classes sociais.
Mr. Wilson - o Primeiro Ministro
Quando o monge trapista, poeta e líder espiritual Thomas Merton ouviu "Taxman" e escreveu em seu diário (10 de junho de 1967): "Taxman", dos Beatles, está passando pela minha cabeça. Eles são bons. Boa batida. Independência, sagacidade, insight, voz, originalidade. Eles têm prazer em ser os Beatles, e eu não me ressinto do fato de que sejam multimilionários, porque isso faz parte. Eles têm de brigar mesmo com esse sorrateiro homem dos impostos".
A participação de Paul foi providencial e matadora. Na faixa, ele dá uma verdadeira aula de baixo, além de fazer os solos de guitarra espetaculares. Participaram da gravação: George Harrison - vocal principal e guitarra; John Lennon - backing e gutarra base; Paul McCartney – backing, baixo e guitarra solo; Ringo Starr – bateria e tamborins. George Martin foi o produtor e Geoff Emerick o engenheiro de som.
Para fechar com chave de ouro, a gente conferiria "Taxman" em três momentos: com os Beatles (mas não foi possível!), com George Harrison e Eric Clapton ao vivo no Japão; com Tom Petty And The Heartbreakers no "Concert For George."
THE BEATLES IN CHORO - UMA IDEIA GENIAL!

Marco Túlio disse: "Edu, 'Os Beatles em Chorinho" já apareceu aqui? É demais, cara!
Edu disse: Já, Marco Túlio. A última vez foi em novembro de 2010. Claro que os links pros downloads não estão mais funcionando. Abração e obrigado pela participação! Volte sempre. A casa agradece! Confira: THE BEATLES "N" CHORO - SENSACIONAL!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
SOBRE A TRISTE NOTÍCIA DA MORTE DE DAVID BOWIE
“Toda vez que morre uma grande estrela do Rock, a gente se sente mais morto um pouquinho também”. Confessso que nunca fui fã e sequer tinha algum disco dele. A verdade é que não gostava mesmo, talvez porque não entendesse. Nos anos 1970, eu vivia o auge de minha beatlemania, e cada disco que conseguia, tinha de escolher bem. Como fã dos Beatles, para cada um que comprava, ainda restavam zilhões que eu não conhecia, e que passavam a ser prioridade pra mim. Assim, bandas como os Doors, Led Zepelin, Queen e Who, e artistas como Hendrix e o próprio Bowie, acabaram quase despercebidamente de propósito, passando por mim, com a minha eterna negligência dizendo para o universo: “um dia, pode ser que eu tenha tempo para isso”. Talvez, esse tempo tenha chegado agora. Esta semana, o mundo foi surpreendido pela notícia da morte de Bowie. Como não acompanhava sua carreira, nem ao menos sabia que estava doente, mas também me entristeci e lamentei.
David Bowie, nome artístico de David Robert Jones, nasceu em Brixton, Londres, em 8 de janeiro de 1947, e morreu em Manhattan no dia 10 de janeiro de 2016 com 69 anos. Foi cantor,compositor, ator, produtor musical e um dos maiores ícones do rock nos anos 70.
Por vezes referido como "Camaleão do Rock" pela capacidade de sempre renovar sua imagem, tem sido uma importante figura na música popular há cinco décadas e é considerado um dos músicos populares mais inovadores e ainda influentes de todos os tempos, sobretudo por seu trabalho nas décadas de 1970 e 1980, além de ser distinguido por um vocal característico e pela profundidade intelectual de sua obra. Sua morte, causou uma comoção em todo o mundo e, confesso, me surpreendi com o tamanho da repercussão que causou.
Yoko Ono, viúva do ex-beatle John Lennon, prestou sua homenagem a David Bowie, em seu site oficial, ela escreveu: “John e David se respeitavam muito um ao outro. Eles combinavam em intelecto e em talento. Tínhamos poucos amigos e sentia que Bowie era da família. Estava sempre por perto”. Ela ainda complementou: “Bowie tornou-se um tipo de figura paterna para nosso filho, Sean, após a morte de John. Quando Sean estava no colégio interno na Suíça, David ia buscá-lo e levá-lo, e também iam a museus juntos. Para Sean, perder outra figura paterna será difícil, eu sei. Mas temos muitas lembranças doces que vão ficar conosco para sempre”.
Sean Lennon também prestou homenagem em seu Instagram: “Absolutamente devastado com a notícia. Eu me sinto tão sortudo por ter considerado você um amigo. R.I.P. e obrigado por tudo”.
Paul McCartney disse: "Irei sempre lembrar as ótimas risadas que tivemos ao longo dos anos. Sua estrela vai brilhar no céu para sempre", postou o ex-beatle no Facebook. O baterista Ringo Starr também se manifestou: "Deus abençoe David Bowie, paz e amor para toda sua família", disse, em sua conta no Twitter.
A cantora Madonna afirmou nas redes sociais que estava "devastada" pela notícia. "Este grande artista mudou a minha vida! Primeiro show que já vi em Detroit! Descanse em paz".
O cantor Iggy Pop, amigo e parceiro nos anos 1970, quando teve seu primeiro disco solo, "The Idiot" (1977) produzido por Bowie, afirmou que a amizade com o cantor "foi a luz da minha vida". "Eu nunca conheci uma pessoa brilhante assim. Ele foi o melhor que existiu", divulgou em seu Twitter.
Os Rolling Stones divulgaram uma nota em que diziam estarem "chocados" e "extremamente tristes. Assim como era um homem maravilhoso e gentil, era um artista extraordinário e verdadeiramente original".
Aqui, a gente confere o incrível texto do nosso amigo maestro João Carlos de Mendonça, publicado na coluna Sábado Som de 12 de janeiro de 2016.
“Não há mistérios na vida e na arte de David Bowie. Nem mesmo na alcunha eterna, CAMALEÃO. O magrelo suburbano londrino desde que adotou o acordeão, passando para o saxofone e posteriormente as guitarras, sempre deu sinais do que pretendia ou, o que não pretendia ser. Afinal, paralelo à música começou a fazer teatro e gastou um bom tempo estudando e aprendendo mímica. Todos estes elementos se agregariam de forma simbiótica à sua arte desde então. Antes, porém, militou em várias bandas do circuito “underground” inglês, sem sucesso e de 67 a 69 lançou, já como David Bowie, vários “singles” ainda sem atingir o grande público. Bowie era a novidade, mas uma novidade difícil, pois seu som embora influenciado pela onda psicodélica em voga, continha pitadas de outras vertentes musicais. A guinada veio em 1969 com a música “SPACE ODDITY”, que ele estrategicamente lançou na véspera da chegada do homem à lua, atingindo de imediato as paradas européias e abrindo as portas da América, alavancando o álbum que veio em seguida (agora considerado um dos melhores do R&R), onde misturava budismo tibetano, cinema, teatro, muita encenação e amor. À medida que sua arte ganhava o mundo, Bowie fazia questão de se aproximar de colegas que, como ele, iniciavam carreiras, bem como dos já então estabelecidos no mundo da música, tanto os influenciando, como bebendo em suas fontes. Já com MICK RONSON pilotando as guitarras, “THE MAN WHO SOLD THE WORLD” marcaria definitivamente o estilo que passou a ser denominado como “glam rock” ou “glitter”(na verdade o bom e velho R&R com visual andrógeno). Em 1972 ao retornar dos EUA, Bowie foi pra RCA, e com a preciosa colaboração de sua esposa Angela (Angie) passaria a mais que teatralizar, incorporar definitivamente os personagens que criava em seus discos. “HUNKY DORY” (com as músicas CHANGES e LIFE ON MARS) e com seu disco mais simbólico, “THE RISE AND FALL OF ZIGGY STARDUST AND THE SPIDERS FROM MARS” (ainda considerado a capa mais “bicha” do rock) atingiria o mundo de forma definitiva. O personagem, uma figura bissexual vinda de Marte para assumir a condição de “superstar”, encarnado de forma fantástica nos palcos, de fato o elevaria à condição de mito do pop. Um álbum repleto de clássicos, entre estes a icônica faixa STARMAN. Desde então, ficou fácil chamá-lo de CAMALEÃO, porque na medida em que ia finalizando um trabalho, ainda nos estúdios, começava a elaborar o próximo (e já com outros climas e personagens). Ainda mais ao trabalhar com LOU REED no icônico disco TRANSFORMER, de Lou, com Iggy Pop, com a banda MOTT THE HOOPLE e com seu “rival” amigo MARC BOLAN do T. REX. E em plena turnê de ZIGGY pelos EUA, com a sua persona bombando nas mídias, Bowie surpreenderia a todos (inclusive seus músicos) ao anunciar o fim da fase Ziggy Stardust. Afinal, ALADIN SANE já estava pronto para ser lançado, todavia ele embarcou para a França para urdir mais um clássico, que inesperadamente reunia apenas “covers” de outros artistas e de várias fases. PIN-UPS é uma pérola surpreendente, particularmente pela deliciosa versão do Camaleão para “SORROW”. Este álbum fecharia este ciclo. O que viria então? Bowie mudou-se pros EUA e mergulhou de cabeça nos ritmos e sentimentos da música americana com o imprescindível YOUNG AMERICANS, cuja música título chegaria ao topo, mas, antes alcançaria pela 1ª vez as paradas com “FAME”, sua parceria com Lennon (também nos vocais e guitarras). Assim resolveu fixar residência em Los Angeles e deu um tempo para participar de 3 filmes enquanto elaborava outra jóia: STATION TO STATION ( seu personagem agora era o THIN WHITE DUKE) com o hit “Golden Years”, que já apresentava sons “eletrônicos” e cuja excursão o levou à Alemanha, onde resolveu fixar residência, embevecido por Berlim. Note-se que nestas alturas, o guitar hero MICK RONSON pulara do barco já que os xodós de David Bowie então eram o mago dos estúdios e dos modernos sons “tecnos”, BRIAN ENO e o não menos votado TONY VISCONTI. Essas parcerias renderam 2 álbuns antológicos. “LOW” e “HEROES”, cheios de experimentações e de inspiração surrealista, além dos sucessos “Sound And Vision” e a comovente faixa título “HEROES”. Este último, também com a presença do fantástico guitarrista ROBERT FRIPP. Eis a tão evocada “TRILOGIA DE BERLIM”. Nesta fase, nada era mais “IN” do que Bowie. Citá-lo em filmes, peças e livros era algo obrigatório e a garotada “por dentro” tinha de curtir seu som. Desde então, o Camaleão virou ícone e atravessou décadas com o mesmo prestígio e qualidade de sempre. Entretanto, nada disso nunca o deslumbrou. Continuou sereno, consciente de seu papel, como um ator veterano da cena musical. Reduziu sua produção de novidades, mas sempre que aparecia, tinha o que dizer e o fez com a categoria renovada. Por isso tudo, leva o respeito e a admiração que sempre mereceu. Nunca misturou o David Bowie com o David Bowie. Na sexta-feira, dia 8 de janeiro de 2016, Bowie celebrou seu aniversário de 69 anos lançando seu último álbum, “BLACKSTAR”. No domingo, dia 10 de janeiro de 2016, voltou pra Marte”.
“Não há mistérios na vida e na arte de David Bowie. Nem mesmo na alcunha eterna, CAMALEÃO. O magrelo suburbano londrino desde que adotou o acordeão, passando para o saxofone e posteriormente as guitarras, sempre deu sinais do que pretendia ou, o que não pretendia ser. Afinal, paralelo à música começou a fazer teatro e gastou um bom tempo estudando e aprendendo mímica. Todos estes elementos se agregariam de forma simbiótica à sua arte desde então. Antes, porém, militou em várias bandas do circuito “underground” inglês, sem sucesso e de 67 a 69 lançou, já como David Bowie, vários “singles” ainda sem atingir o grande público. Bowie era a novidade, mas uma novidade difícil, pois seu som embora influenciado pela onda psicodélica em voga, continha pitadas de outras vertentes musicais. A guinada veio em 1969 com a música “SPACE ODDITY”, que ele estrategicamente lançou na véspera da chegada do homem à lua, atingindo de imediato as paradas européias e abrindo as portas da América, alavancando o álbum que veio em seguida (agora considerado um dos melhores do R&R), onde misturava budismo tibetano, cinema, teatro, muita encenação e amor. À medida que sua arte ganhava o mundo, Bowie fazia questão de se aproximar de colegas que, como ele, iniciavam carreiras, bem como dos já então estabelecidos no mundo da música, tanto os influenciando, como bebendo em suas fontes. Já com MICK RONSON pilotando as guitarras, “THE MAN WHO SOLD THE WORLD” marcaria definitivamente o estilo que passou a ser denominado como “glam rock” ou “glitter”(na verdade o bom e velho R&R com visual andrógeno). Em 1972 ao retornar dos EUA, Bowie foi pra RCA, e com a preciosa colaboração de sua esposa Angela (Angie) passaria a mais que teatralizar, incorporar definitivamente os personagens que criava em seus discos. “HUNKY DORY” (com as músicas CHANGES e LIFE ON MARS) e com seu disco mais simbólico, “THE RISE AND FALL OF ZIGGY STARDUST AND THE SPIDERS FROM MARS” (ainda considerado a capa mais “bicha” do rock) atingiria o mundo de forma definitiva. O personagem, uma figura bissexual vinda de Marte para assumir a condição de “superstar”, encarnado de forma fantástica nos palcos, de fato o elevaria à condição de mito do pop. Um álbum repleto de clássicos, entre estes a icônica faixa STARMAN. Desde então, ficou fácil chamá-lo de CAMALEÃO, porque na medida em que ia finalizando um trabalho, ainda nos estúdios, começava a elaborar o próximo (e já com outros climas e personagens). Ainda mais ao trabalhar com LOU REED no icônico disco TRANSFORMER, de Lou, com Iggy Pop, com a banda MOTT THE HOOPLE e com seu “rival” amigo MARC BOLAN do T. REX. E em plena turnê de ZIGGY pelos EUA, com a sua persona bombando nas mídias, Bowie surpreenderia a todos (inclusive seus músicos) ao anunciar o fim da fase Ziggy Stardust. Afinal, ALADIN SANE já estava pronto para ser lançado, todavia ele embarcou para a França para urdir mais um clássico, que inesperadamente reunia apenas “covers” de outros artistas e de várias fases. PIN-UPS é uma pérola surpreendente, particularmente pela deliciosa versão do Camaleão para “SORROW”. Este álbum fecharia este ciclo. O que viria então? Bowie mudou-se pros EUA e mergulhou de cabeça nos ritmos e sentimentos da música americana com o imprescindível YOUNG AMERICANS, cuja música título chegaria ao topo, mas, antes alcançaria pela 1ª vez as paradas com “FAME”, sua parceria com Lennon (também nos vocais e guitarras). Assim resolveu fixar residência em Los Angeles e deu um tempo para participar de 3 filmes enquanto elaborava outra jóia: STATION TO STATION ( seu personagem agora era o THIN WHITE DUKE) com o hit “Golden Years”, que já apresentava sons “eletrônicos” e cuja excursão o levou à Alemanha, onde resolveu fixar residência, embevecido por Berlim. Note-se que nestas alturas, o guitar hero MICK RONSON pulara do barco já que os xodós de David Bowie então eram o mago dos estúdios e dos modernos sons “tecnos”, BRIAN ENO e o não menos votado TONY VISCONTI. Essas parcerias renderam 2 álbuns antológicos. “LOW” e “HEROES”, cheios de experimentações e de inspiração surrealista, além dos sucessos “Sound And Vision” e a comovente faixa título “HEROES”. Este último, também com a presença do fantástico guitarrista ROBERT FRIPP. Eis a tão evocada “TRILOGIA DE BERLIM”. Nesta fase, nada era mais “IN” do que Bowie. Citá-lo em filmes, peças e livros era algo obrigatório e a garotada “por dentro” tinha de curtir seu som. Desde então, o Camaleão virou ícone e atravessou décadas com o mesmo prestígio e qualidade de sempre. Entretanto, nada disso nunca o deslumbrou. Continuou sereno, consciente de seu papel, como um ator veterano da cena musical. Reduziu sua produção de novidades, mas sempre que aparecia, tinha o que dizer e o fez com a categoria renovada. Por isso tudo, leva o respeito e a admiração que sempre mereceu. Nunca misturou o David Bowie com o David Bowie. Na sexta-feira, dia 8 de janeiro de 2016, Bowie celebrou seu aniversário de 69 anos lançando seu último álbum, “BLACKSTAR”. No domingo, dia 10 de janeiro de 2016, voltou pra Marte”.
Paul McCartney, Mick Jagger e Elton John vão participar ao lado de outros 20 artistas de um concerto-tributo em homenagem a David Bowie, em Nova York, nos Estados Unidos. O show já estava agendado antes da morte do cantor e seria em homenagem aos 69 anos do músico. Porém, após a morte, ele foi alterado para um tributo que será realizado no dia 31 de março no Carnegie Hall. Em comunicado oficial, os organizadores do evento comentaram sobre a morte de Bowie. "A morte inesperada de David Bowie transformou esta homenagem na qual trabalhamos nos últimos sete meses em um tributo". Os organizadores também lamentaram a morte. "Estamos profundamente tristes por esta notícia. O momento da abertura de vendas para o público ganhou um timing bizarro. Este show ficou ainda mais emotivo. Descanse em paz David e que o amor de Deus esteja com você".
domingo, 10 de janeiro de 2016
domingo, 3 de janeiro de 2016
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
PAUL McCARTNEY - MY VALENTINE - DEMAIS!
Especialmente para meu primeiro e maior amor da minha vida. Obrigado por tudo. Nunca esquecerei!!!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
THE BEATLES - IN MY LIFE - TALVEZ, UMA DAS MAIS LINDAS DE TODAS!

"In My Life" é uma das mais belas canções dos Beatles. Composta por John Lennon, mas creditada à Lennon & McCartney, aparece no álbum Rubber Soul. A canção, absolutamente genial, tornou-se uma das músicas mais famosas dos Beatles, executada e regravada até hoje por vários artistas e presente até em comerciais por todos os cantos do planeta. Com nostalgia, John lembra pessoas e lugares que desempenharam papel importante no seu passado. "In My Life" é contida com estilo em um clima sereno, e remete a "Penny Lane" e "Strawberrry Fields Forever". George Martin disse que Lennon simplesmente chegou e falou: "toque como Bach". O arranjo de piano ao estilo barroco que Martin fez para o solo instrumental era rápido demais para ser tocado por ele; por isso, gravou-o na metade da velocidade, uma oitava abaixo, e depois acelerou a gravação para encaixá-lo no ponto certo da faixa. Após a separação dos Beatles, na famosa entrevista à revista Rolling Stone, John Lennon afirmou que compôs a música praticamente sozinho com uma pequena contribuição de Paul McCartney. Paul no entanto disse que não só ajudou na composição do começo ao fim como a melodia também era sua. Seja como for, o que realmente importa é que é mais um clássico do Beatles, de Lennon & McCartney e uma das mais lindas de todas. All my life... Forever. Até o fim!
JOHN LENNON - GOD - SENSACIONAL, SEMPRE!
O primeiro álbum “oficialmente” lançado por John Lennon depois do fim dos Beatles, “John Lennon/Plastic Ono Band” é sua criação mais impressionante em termos de carreira-solo e cada vez, que ouvido com mais atenção, um dos melhores, senão o melhor de todos, Melhor ainda que “imagine” que viria depois, todo arranjado, todo produzido e comercial. Era a decretação de Lennon de sua ruptura com o passado, os Beatles, ou o que quer que fosse, e o clímax do álbum (depois de tantas bombas) é a última, “God”, uma de suas mais verdadeiras reflexões sobre seu passado, presente e possível futuro. Na época, John e Yoko participavam da terapia do grito primal do Dr. Arthur Janov em Los Angeles. Através da terapia, Lennon tentou lidar com seus traumas da infância (abandono, isolamento e morte). De volta a Inglaterra, John chamou o produtor Phil Spector e começou as gravações do álbum. Participaram do álbum somente o ex-beatle Ringo Starr, além de Billy Preston, Klaus Voorman e Alan White. John Lennon fala do abandono da mãe e do pai na canção "Mother" e em "God" diz a famosa frase "O sonho acabou", e afirma não acreditar em mágica, I-ching, Bíblia, tarô, Hitler, Jesus, Kennedy, Buda, Mantra, Gita, Ioga, reis, Elvis, Zimmerman (Dylan) e nem nos Beatles. Só nele e em Yoko Ono.
Todos os segredos do clássico “John Lennon/Plastic Ono Band, estão presentes no documentário da série “Classic Albums”, dedicada aos mais importantes discos de rock de todos os tempos. No DVD, há entrevistas com personagens fundamentais para a concretização do álbum “John Lennon/Plastic Ono Band”, Yoko Ono, Ringo Starr, Klaus Voorman, falas do próprio Lennon, Richard Lush, Phil McDonald (engenheiros) Mark Lewisohn, Jann Wenner e Dr. Arthur Janov, que disse: “o disco equivale ao cantor, compositor e guitarrista pondo pra fora suas principais angústias: a distância do pai e da mãe (Mother), a solidão (Isolation), religião (God), amor (Love), a própria sanidade (Well Well Well), a militância política (Working Class Hero) e a busca das respostas às principais questões da vida (I Found Out).
PAUL McCARTNEY - NO OTHER BABY - SEMPRE DEMAIS!
"No Other Baby" é uma canção escrita por Dickie Bishop e Bob Watson, originalmente gravada em 1957 por Dickie Bishop and The Sidekicks. Os primeiros covers foram gravadas por The Vipers (1958) e Bobby Helms (1959). Paul McCartney gravou "No Other Baby" para o seu álbum de 1999 Devil Run Run e também como single.
But I don't want no other baby but you,
I don't want no other baby but you,
cause no other baby can thrill me like you do.
Got a little woman, lives across the hall,
I got a little woman, she lives across the hall
and most every evening she's asking me to call.
But I don't want no other baby but you,
I don't want no other baby but you,
cause no other baby can thrill me like you do.
But lots of other women say be my daddy do,
yeah, lots of other women say be my daddy do,
but I tell them I don't want no other baby like you.
I said, I don't want no other baby but you,
I don't want no other baby but you,
cause no other baby can thrill me like you do
I don't want no other baby but you,
cause no other baby can thrill me like you do.
Got a little woman, lives across the hall,
I got a little woman, she lives across the hall
and most every evening she's asking me to call.
But I don't want no other baby but you,
I don't want no other baby but you,
cause no other baby can thrill me like you do.
But lots of other women say be my daddy do,
yeah, lots of other women say be my daddy do,
but I tell them I don't want no other baby like you.
I said, I don't want no other baby but you,
I don't want no other baby but you,
cause no other baby can thrill me like you do
JOHN LENNON - BE MY BABY - DEMAIS!

Em fevereiro de 75, a vida do velho John Lennon não andava nada fácil, e um novo problema veio à tona, quando um álbum chamado "John Lennon Sings Great Rock´n´Roll Hits - Roots" foi lançado pelo pequeno selo Adam VIII sem a autorização de Lennon. Tratava-se do disco que John vinha gravando desde 73 com antigos rocks. O álbum surgiu de um acordo de Lennon com Morris Levy, dono de uma editora musical que detinha os direitos sobre a obra de Chuck Berry e que acusara Lennon de plagiar uma das músicas de Berry, todavia, ao entregar as fitas do álbum para que Levy escutasse, este acabou lançando o disco sem autorização. A EMI processou Levy e antecipou o lançamento do álbum "Rock´n´Roll", único trabalho não autoral de John, produzido por ele e Phil Spector, que contou com as participações especiais do violonista Jose Feliciano e de Nino Tempo no saxofone. O disco continha os rocks que influenciaram John em sua adolescência como "Slippin´and Slidin´" de Little Richard, "Be-Bop-A-Lula" de Gene Vincent e "Peggy Sue" de Buddy Holly. Apesar do lançamento pirata, "Rock´n´Roll" chegou aos dez mais das paradas de sucesso nos dois lados do Atlântico. Para promover o disco, John lançou o vídeoclipe do single "Stand By Me" (com "Move Over Ms. L", de sua autoria, no lado B). ROOTS foi retirado das lojas e Levy ainda pagou uma grana preta pra Lennon. O LP tinha uma capa horrorosa! Mas o grande destaque ficou por conta de “BE MY BABY” de Phil Spector, que não apareceu em "Rock´n´Roll".
Originalmente, "Be My Baby" é uma canção gravada pelas Ronettes, lançada como single em agosto de 1963. Produzida por Phil Spector, que compôs a música junto com Jeff Barry e Ellie Greenwich, é frequentemente citada como a personificação final da técnica de produção apelidada “parede de som” criada por Spector. "Be My Baby" é uma das músicas mais conhecidas e mais duradouras de sua época, aparecendo sempre com destaque em inúmeras listas de músicas consideradas “the best” . Em 2004, a canção foi listada em nº 22 pela revista Rolling Stone em “As 500 melhores músicas de todos os tempos”. Também é reconhecida como uma das músicas mais influentes de todos os tempos pelas revistas Pitchfork , NME e Time. Brian Wilson declarou "Be My Baby" é o maior registro pop gravado em todos os tempos! Agora, a gente confere a versão original gravada por “The Ronettes” e produzida por Spector. Abração a todos!
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
YOU SAY YES, I SAY NO – THE BEATLES - HELLO GOODBYE

AlistairTaylor, assistente de Brian Epstein, se lembra de ter perguntado a Paul como ele escrevia suas músicas, e Paul o levou à sua sala de jantar para fazer uma demonstração em um harmonium entalhado à mão. Ele disse a Taylor para gritar o oposto de tudo o que ele cantasse enquanto tocava as notas. E assim foi - preto e branco, sim e não, pare e vá, olá e tchau. "Não tenho nenhuma lembrança da música",Taylor conta. "Você precisa lembrar que as melodias eram tão comuns em torno dos Beatles quanto os insetos na primavera. Alguns se tornam belas borboletas, outros secam e morrem.


Mesmo que "Hello Goodbye" não fosse nada além de um jogo de palavras transformado em música, no clima místico de 1967, esperava-se de Paul uma interpretação mais profunda. Em uma entrevista para a Disc, ele tentou, gentilmente, oferecer uma explicação: "A resposta para tudo é simples. É uma canção sobre tudo e nada... se você tem preto, também tem que ter branco. Essa é a coisa impressionante da vida”. "Hello Goodbye" foi lançada como single em novembro de 1967 e chegou ao topo das paradas tanto na Inglaterra quanto nos EUA.
O TERRÍVEL ATENTADO CONTRA GEORGE HARRISON
Publicada originalmente em 26 de novembro de 2011.
A obsessão de Harrison por privacidade pareceu durante muito tempo ser um tipo de fetiche, mas os acontecimentos de dezembro de 1999 demonstraram que as paranóias, às vezes, são justificadas. No dia 23, uma jovem mulher chamada Cristin Keleher invadiu a casa de Maui, residência que por quase duas décadas Harrison vinha tentando proteger dos olhares alheios. Os Harrisons não estavam presentes, e assim, após ter disparado o sistema de alarme, Keleher devorou uma pizza congelada e esperou pela inevitável chegada da polícia. No dia 30, ela foi levada a julgamento e condenada a quatro meses de prisão; verificou-se que vinha atocaiando e perseguindo os Harrisons havia vários anos.

No momento em que ela respondia à acusação de invasão de propriedade, Harrison estava num leito de hospital, em Henley, sendo submetido a uma cirurgia de emergência. No dia 30 de dezembro de 1999, por volta das 3h30 daquela madrugada, em sua mansão de Friar Park, ele fora acordado pelo som de vidros se quebrando. 'Havia câmeras de segurança nos portões principais e na entrada dos fundos,' explicou o jardineiro, Colin Harris, 'mas em algumas partes do terreno a cerca cedia. Qualquer um poderia invadir, e as portas da mansão ficavam muitas vezes escancaradas durante o dia. A segurança devia ser muito mais rigorosa. Eu sabia que mais dia menos dia alguém ia entrar lá.' Harrison aventurou-se pelas escadas para investigar, vestindo apenas calças de pijama, enquanto sua esposa telefonava por socorro. Ele então deparou-se com Michael (Mick) Abram ('Mad Mick' [segundo os tabloides britânicos), um rapaz mentalmente perturbado, que o atacou com uma faca de cozinha. Na tentativa de acalmar a si mesmo e a Abram, Harrison começou a cantar o mantra Hare Krishna - que o invasor interpretou como a língua do diabo, o que o incitou a mais violência. Enquanto a lâmina era cravada várias vezes no peito de Harrison, que admitiu: 'Eu pensei que ia morrer. Lembro nitidamente um golpe deliberado da faca e que senti o sangue me subir à boca e ouvi minha respiração exalando pela ferida aberta.' Sua vida foi salva pela intervenção corajosa da esposa, que golpeou com um abajur pesado a cabeça de Abram, nocauteando-o. 'Eu estava apavorada,' recordou ela, 'mas é uma daquelas coisas que você faz num estado ampliado de consciência corporal, de modo que você nunca mais consegue esquecer como foi. Foi como um surto consciente.' A gravidade do incidente foi deliberadamente atenuada pela família dos Harrisons. George Harrison foi citado como tendo dito sobre Abram: 'Não era um ladrão, e certamente não foi lá pra fazer um teste com os Traveling Wilburys.' Mas assim como as famosas brincadeiras de Ronald Reagan sobre o atentado de assassinato sofrido em 1981, a declaração pretendia sugerir que o ataque não causara ferimentos mais graves em Harrison. A realidade era muito menos agradável. Os cirurgiões foram forçados a remover parte do pulmão de Harrison, e os ferimentos provocaram cicatrizes e perdas na capacidade respiratória. Mais prejudicial ainda foi o impacto psicológico. Quando voltou para casa, sentou -se na cozinha com Eric Clapton, relembrando com precisão e repetindo os detalhes do ataque. 'George ainda estava muito perturbado,' recordou Clapton, 'e não parecia saber muito bem o que fazer mais da vida. Eu só pude usar como referência as minhas próprias experiências com o vício, e incentivei George a buscar algum tipo de sistema de apoio.' 'Ele mudou depois daquilo' recordou um dos assessores mais próximos. 'Todos sentimos isso. E tivemos a certeza de que foi por isso que o câncer voltou. Ele andava com uma aparência muito boa, mas depois do ataque não tinha mais forças pra resistir.' Ao longo de 2000, Harrison convalesceu, trabalhou esporadicamente em material para um novo álbum e supervisionou o relançamento do álbum All Things Must Pass. Menos de dois anos completos após o atentado, George estaria morto.

Vivo e lúcido, o agressor Michael Abram, de 33 anos, foi preso imediatamente após o incidente. Abram estava sob tratamento psiquiátrico por anos e tinha procurado ajuda antes do ataque, acreditando que ele estava em uma "missão de Deus", e foi possuído por Harrison. Depois que três psiquiatras o diagnosticarem como um demente paranóico e esquizofrênico, um juiz considerou Abram inocente por razões de insanidade mas ordenou que fosse detido em um hospital seguro, "sem restrição de tempo".
MAUREEN COX – A 1ª MULHER DE RINGO STARR
Paul McCartney escreveu "Little Willow" em homenagem à primeira esposa de Ringo, Maureen, que morreu de câncer em 30 de dezembro de 1994. Paul permaneceu amigo de Maureen e dos seus filhos mesmo depois que ela separou-se de Ringo. Quando ela se foi, Paul compôs a canção como forma de consolar seus filhos. "Little Willow" é a 11ª canção do ábum "Flaming Pie", lançado em 1997. No encarte do álbum, McCartney escreveu: "Eu queria de alguma forma transmitir o quanto pensei nela e em seus filhos. Certamente é sincera, e eu espero que ajude um pouco..."
Maureen "Mo" Cox Starkey nasceu em Liverpool em 4 de agosto de 1946. Conheceu os Beatles quando tocavam no Cavern Club e depois de descobrir que estava grávida no final de janeiro de 1965, casou-se com Ringo em 11 de fevereiro do mesmo ano tendo Brian Epstein como padrinho. Tiveram três filhos: Zak, Jason e Lee. Depois da separação dos Beatles em 1970, começou a queixar-se do alcoolismo e dos adultérios de Ringo até que se divorciaram em 17 de julho de 1975. Na década de 1980, Maureen começou um relacionamento com Isaac Tigrett, um dos fundadores da cadeia Hard Rock Cafe e atual proprietário do House of Blues em Los Angeles. Ela deu à luz a uma filha, Augusta, em 1987 e eles se casaram em 27 de maio de 1989. Durante a abertura do clube House of Blues, Maureen desmaiou. O que foi inicialmente pensado ser uma anemia acabou revelando-se uma forma de leucemia. Mesmo com transplante da medula óssea doada por seu filho Zak, Maureen morreu de uma infecção num hospital Seattle. Ringo e seus três filhos estavam com ela.
HEATHER - A PRIMEIRA FILHA DE PAUL McCARTNEY
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Heather Louise McCartney (Heather Louise See) nasceu no dia 31 de dezembro de 1962. Está completando hoje 53 anos. É ceramista, artista plástica e filha adotiva de Paul McCartney. Nasceu em Tucson, Arizona (Get Back?) - filha de Linda Eastman e José Melville See Junior, geólogo americano. Seus pais se separaram após 18 meses de casamento. Linda era fotógrafa, groupie e não é segredo de ninguém que transou com a maioria dos astros que fotografou. Casou-se com Paul McCartney em 1969, quando Heather tinha seis anos de idade.

Durante esse tempo, Heather foi formalmente e legalmente adotada por McCartney. Heather é aquela garotinha loira que aparece em Let It Be. Sua meia-irmã, Mary, nasceu em 1969, seguida por Stella, em 1971, e James, em 1977 - todos filhos de Paul e Linda.
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Heather começou a mostrar interesse pela arte, trabalhando na Oficina dos Fotógrafos em Covent Garden e vencer o prêmio “The Young Black and White Printer of the Year Award” em Ilford com uma obra que ela chamou de "Cachoeira". Mais tarde, passou pela escola de arte, onde se concentrou em cerâmica e design. Heather foi hospitalizada com seus vinte anos para o tratamento de um transtorno emocional e viajou para o México onde viveu entre os nativos das tribos Huichol e Tarahumara. Mais tarde mudou-se para o Arizona para viver com seu pai biológico e, eventualmente, se mudou para a Inglaterra para trabalhar como ceramista. Em 17 de abril de 1998, sua mãe, Linda, morreu após uma batalha de três anos contra o câncer de mama. Infelizmente, Heather sofreu outra perda quando seu pai biológico suicidou-se em fevereiro de 2000. Em 1999, ela lançou uma linha de utilidades domésticas chamada de “Houseware Heather McCartney Collection”. Heather faz o estilo low-profile e não é chegada à festas e badalações. Tanto que assina Heather Louise See.
LIV TYLER - STEALING BEAUTY - BELEZA ROUBADA
O filme Beleza Roubada (Stealing Beauty – 1996) do diretor Bernardo Bertolucci é uma obra belíssima e cativante, seja por seu cenário magnífico, a Toscana na Italia, que serve de inspiração para qualquer um, quanto por seus personagens marcantes. Pricipalmente a presença da lindíssima Liv Tyler, então uma ninfeta de 19 anos.
O filme, uma produção entre Itália, França e Reino Unido foi escrito pela roteirista Susan Minot, e o fato de ser uma mulher por trás da história é percebido de uma forma sensível e tocante. Hoje no meio de filmes Hollywoodianos adolescentes que mostram personagens com amores exacerbados e até mesmo doentios, é até consolador ver um filme com Beleza Roubada que trata do amor na sua forma mais pura e inocente.
O elenco retrata com perfeição o que o filme se propõe a mostrar, começando pela protagonista Lucy, interpretada pela belíssima Liv Tyler, que transparece inocência e serenidade com uma sensualidade natural. A personagem que chama a atenção de todos os personagens masculinos do filme vai até Toscana, na casa de alguns parentes, após o suicídio de sua mãe, sob a pretensão de ter um retrato seu pintado, quando na verdade ela busca se reencontrar com o rapaz a qual ela deu o primeiro beijo.
Ainda no elenco temos o casal que acolhe Lucy, Diana, a sempre impressionante Sinéad Cusack, uma mulher amorosa mas que traz um semblante de tristeza e descontentamento, e seu marido M. Guillaume interpretado por Jean Marais, o artista que irá pintar o retrato de Lucy e que trás um segredo guardado há muito tempo.
Outro destaque também está para o personagem Alex, interpretado por Jeremy Irons, ele um homem em estado terminal, que acaba tendo uma melhora quando Lucy entra na vida de todos e demonstra uma amizade e confidencialidade com a personagem que traz os melhores diálogos do filme.
O filme também lida com questões como traição, sedução, ciúmes, e a auto-descoberta. Uma singularidade marcante é o fato de Lucy em determinados momentos escrever alguns versos em seu caderno, e depois rasgar os pedaços e queimá-los, ou jogá-los ao vento, uma forma de exteriorizar seus sentimentos.
Um filme que vale a pena ser visto por todos que apreciam uma bela história, cenários magníficos e que ainda acreditam na inocência do amor. E por Liv Tyler, é claro! Aqui, a gente confere dois trailers diferentes. E mais embaixo, para quem quiser, o filme inteirinho legendado em português.
KINFAUNS - A CASA PSICODÉLICA DE GEORGE HARRISON
Matéria publicada originalmente em 25 de julho de 2011.
Com exceção da primeira foto em preto e branco, as outras são de 1967 e 68 na casa de George, Kinfauns - um bangalô em Claremont Drive 16, em Esher, Surrey, Inglaterra, na propriedade de Claremont. Os Beatles durante este tempo (com exceção de Paul, solteiro e que sempre preferiu viver em Londres) eram recém-casados e tinham suas casas nos arredores de Londres, em suposta felicidade doméstica. John em particular, sempre se ressentiu por viver nessa monotonia suburbana - nunca foi um grande homem de família naquele momento - e sentiu-se inferiorizado pelos seus seus vizinhos ricos que sempre viam artistas como ele, como lixo de classe mais baixa não merecedor da sua nova fortuna.
George Harrison comprou Kinfauns por £ 20.000 em 17 de julho de 1964, aconselhado por Dr. Walter Strach, contador dos Beatles. George disse mais tarde: "Foi o primeiro que eu vi, e eu pensei o que eu poderia fazer." Mudou-se para lá poucos meses depois acompanhado da esposa Pattie Boyd. As propriedades de Ringo, George e John eram bem próximas umas e eles se visitavam frequentemente, para brincarem com seus brinquedos elaborados (karts e trens de brinquedo em grande escala). Depois da casa de Paul McCartney em Cavendish, St. Johns Wood - Kinfauns foi provavelmente a casa onde os Beatles mais se reuniram, uma vez que era a mais próxima das casas de John Lennon (Kenwood) e Ringo Starr (Sunny Heights). Foi também para lá que Harrison, Lennon e suas esposas foram depois da sua primeira experiência com o LSD em 1965.
Em 1967, George e Patti decidiram pintar a casa para se ajustarem ao moderno estilo psicodélico, supostamente inspirados por um livro chamado Art Tantrum, emprestado pelo antigo amigo dos Beatles,Klaus Voorman. George aparentemente em suas viagens de ácido na época, pintou o exterior da sua casa com redemoinhos e todo tipo de motivos psicodélicos. No interior, havia um mural em volta da lareira criado pelo "The Fool", que também pintou vários instrumentos musicais dos Beatles e o Mini de Harrison.
Muito pouco ou nenhuma segurança havia naqueles dias em torno da casa de George, e as fãs estavam sempre por lá para tirar fotos, tocar a campainha e vê-lo ou simplesmente para acariciar o gato. Kinfauns também ficou famosa por ser o local onde, depois de voltarem da Índia, George (e os Beatles) gravaram muitas de suas demos para o Álbum Branco em seu estúdio caseiro em 68, que possuía um gravador de rolo Ampex com quatro pistas.
Harrison foi o primeiro Beatle a experimentar e usar um sintetizador Moog, e gravou "Under The Wall Mersey" em Kinfauns; a faixa apareceria em Eletronic Sound, lançado em maio de 1969. Ainda em 69, Kinfauns era também, o local onde todos consumiam drogas, até George e Pattie serem presos por porte de maconha no dia do casamento de Paul. Os Harrison deixaram Kinfauns em 1970 quando seu casamento estava começando a desmoronar logo após mudarem-se para a pitoresca propriedade Friar Park.
E é exatamente algumas dessas demos de músicas do álbum Branco, gravadas em Esher, que a gente confere agora!
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