O disco recupera gravações de três concertos entre 1964 e 1965 na sala que lhe dá nome, onde se ouvem algumas das versões mais conhecidas dos Beatles como "Twist and Shout" e "A Hard Days Night". Embora a versão original do álbum seja de 1977, a reedição traz um novo alinhamento com quatro inéditos.
O som foi remisturado e remasterizado nos estúdios de Abbey Road pelo filho de George Martin, Giles. A edição digital e em CD está marcada para 9 de setembro, enquanto o vinil chegará a 24 de Novembro com notas de David Fricke da Rolling Stone. A saída do álbum coincide com o documentário de Ron Howard sobre a carreira dos Beatles entre 1962 e 1966. O filme tem estreia marcada nos cinemas para 15 de Setembro.
1. Twist and Shout [August 30th, 1965]
2. She´s A Woman [August 30th, 1965]
3. Dizzy Miss Lizzy [August 30th, 1965 / August 29th, 1965 - one edit]
4. Ticket to Ride [August 29th, 1965]
5. Can´t Buy Me Love [August 30th, 1965]
6. Things We Said Today [August 23rd, 1964]
7. Roll Over Beethoven [August 23rd, 1964]
8. Boys [August 23rd, 1964]
9. A Hard Day´s Night [August 30th, 1965]
10. Help! [August 29th, 1965]
11. All My Loving [August 23rd, 1964]
12. She Loves You [August 23rd, 1964]
13. Long Tall Sally [August 23rd, 1964]
14. You Can´t Do That [August 23rd, 1964] *
15. I Want To Hold Your Hand [August 23rd, 1964] *
16. Everybody´s Trying to Be My Baby [August 30th, 1965] *
17. Baby´s In Black [August 30th, 1965] *
* inéditas
"Eight Days a Week - The Touring Years" tem realização de Ron Howard (Uma Mente Brilhante, Apollo 13) e a colaboração de Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono e Olivia Harrison. O filme centra-se no auge da popularidade dos Beatles e inclui imagens raras ou inéditas.
Maior compositor pop da história, Paul McCartney, 74 anos, já seria uma lenda por sua participação nos Beatles. Mas, não contente, construiu uma carreira solo sensacional, como reafirma a coletânea PURE MCCARTNEY (Universal), com 39 hits (nos EUA e Europa existem ainda os formatos 4 CDs, com 67 canções, e 4 LPs). A seguir, leia entrevista de Paul à assessoria inglesa de sua gravadora.
Como surgiu Pure McCartney?
Eu estava em Nova York, e a menina responsável pelo meu escritório de lá disse
que tinha ouvido um monte de canções minhas em uma viagem de carro. Ela disse:
“Pensei que seria uma ótima ideia reunir todas elas, para que as pessoas
pudessem apreciá-las dessa forma também”. Gostei da ideia, e respondi: “Ok,
então por que você não me faz algumas sugestões e conversa comigo sobre isso,
baby!” Ela o fez... e, juntos, em seguida, com a equipe, montamos uma seleção
das minhas músicas que não se ouve normalmente, mas que seriam boas para uma
longa viagem de carro, ou para se ouvir em casa, ou durante o banho, ou o que
quer que seja. Só música tipo lado B, que esperamos que também funcione como um
hit.
Dada a vastidão do seu catálogo, foi difícil fazer a lista? Você ficou
preocupado em deixar alguma coisa de fora?
Sim, é sempre difícil, porque há tanta coisa, mas eu a deixei fazer
sugestões e me explicar o que tinha ouvido no carro, porque achei que
seria bom termos uma visão objetiva. Então olhei a lista e, em seguida,
adicionamos algumas canções. Contarmos com uma visão objetiva para a seleção
foi um problema a menos.
Você é um fã de playlists no seu carro?
Sim, eu gosto de playlists para não ter que ficar sintonizando as estações de
rádio.
É bacana revisitar o seu catálogo? Isso pode informar o que você estava fazendo
ao vivo naquela época?
Sim, isso é uma das coisas que acontecem. Quando você ouve alguma coisa
que não ouvia há um tempo e pensa “Ah, isso não é ruim”, então o próximo passo
é pensar “talvez devêssemos fazer isso ao vivo?”. Algumas coisas aconteceram
dessa forma. Fazemos Love Me Do no show atual, e ela surgiu porque que eu
estava pensando sobre sua primeira gravação, mas foi só ouvi-la para realmente
despertar o interesse, então acabamos incluindo na lista. Mas é bom ouvir suas
antigas canções porque, uma vez gravadas, eu normalmente não as ouço novamente,
talvez por anos, ou talvez nunca. Porque eu já estou numa coisa nova!
Há alguma canção que você volte a ouvir e pense: “Eu não consigo me lembrar
disso de maneira nenhuma!”. Isso acontece?
(Risos) Temo que sim! Bem, vou lhe dizer o que realmente acontece, eu olho para
um título e me pergunto: “Como foi isso?!”(risos). Às vezes, em alguns dos
álbuns com os quais eu não contava tanto, poderá haver um par de faixas que
agora considero como coadjuvantes e não são tão boas. Há um aspecto louco
nisso, porque às vezes vou dizer a alguém, “Oh meu Deus, essa música era
terrível nunca deveríamos ter gravado!”. Uma vez, eu disse ao Trevor Horn,
“essa faixa chamada Bip Bop, eu acho que não tem nada a ver”. E ele respondeu:
“Das suas, é a minha favorita!”. Então é realmente bom não descartar nada,
porque algo que eu possa não gostar no mo mento pode ser a faixa favorita de
alguém, e isso pode me ajudar a gostar mais dela e pensar: “É por isso que eu a
gravei!”. É bom quando você ouve as canções de novo, sobretudo quando alguém
diz: “Oh, eu gosto desta”... Te ajuda a gostar dela novamente.
É um leque eclético de canções, mas você as reuniu com uma assinatura sonora
que atravessa tudo isso. Você tem consciência de que quando está escrevendo tem
uma assinatura única?
Você não pode evitar. Quando começamos, eu imitava o Elvis, mas é o Paul
McCartney imitando o Elvis, então o fato é que não é o Elvis, sou eu. Eu sempre
digo às crianças que vêm até mim que, na verdade, não é uma má ideia imitar
alguém, porque a menos que você seja um impressionista, você nunca vai
conseguir fazer igual. Será realmente apenas você sendo inspirado por alguém...
Como minha voz aguda com características do rock que foi inspirada em Little
Richard, mas não soa como Little Richard - não é tão bom quanto ele! Ele é fora
de série!
Ao compor, você tem a intenção de escrever um mega hit ou apenas compõe uma
música?
Eu acho que você se senta esperando que vá ser realmente algo especial. Então,
de certa forma, sim, você está tentando escrever a melhor música que já
escreveu, o que eu acho que é uma boa ideia para começar. Se você se aproxima
disso tem, provavelmente, meio caminho andado, se tiver sorte. Então, sim, eu
sempre tenho o topo como objetivo e as canções que não o alcançam podem, ainda,
ser muito boas canções
Você pode dizer quando algo vai ser um sucesso ou você é, por vezes, pego de
surpresa?
Funciona de ambas as formas. Às vezes, quando você escreve uma canção, você
pensa, “ah, isso é bom”, você tem uma sensação, tipo “eu realmente trabalhei
bem, isso funciona”. Eu tenho esse sentimento com My Valentine - é muito fácil
de tocar e eu adoro tocá-la, e também porque foi escrita para Nancy e eu penso:
“Sim, eu consegui, isso funciona”. Às vezes, porém, você não sabe, eu me lembro
de Get Back. Eu achava que era meio jam, e sempre pensava “está tudo bem, mas é
um pouco jam”, e aí as pessoas começaram a dizer que a canção era boa, e até o
momento em que ela se tornou um single, ainda era uma gravação na qual eu não
acreditava, até começar a tocá-la para as pessoas, para os amigos. Lembro-me da
Twiggy enlouquecendo com a música: “Oh, essa é ótima, eu adoro!” E penso, tudo
bem, eles estavam certos, ela realmente funciona. Mas, sim, às vezes você não
se dá conta.
Que tal Mull of Kintyre, porque ninguém poderia esperar que se tornasse o
enorme hit que se tornou naquela época?
Não, aquilo não era eu tentando escrever um sucesso, realmente. Eu apenas
pensava que não haviam novas canções escocesas, tudo o que se ouvia era velho.
As bandas de gaitas de fole tocavam Amazing Grace, que era uma canção antiga.
Aí, achei que seria bacana se alguém escrevesse uma nova. E por estar vivendo
na Escócia e passando muito tempo por lá, eu pensei “bem, tem que ser eu!”.
Então eu fiz... Eu realmente não esperava que fosse um sucesso, exceto na
gravação que foi uma ocasião muito especial e os caras, particularmente os
jovens da banda de gaitas, estavam todos dizendo “isso vai ser um sucesso, a
canção é ótima!” E, novamente, fui influenciado por eles, e comecei a acreditar
mais na música, mas ainda nem tanto, porque estávamos em plena era do punk e
achei que não houvesse nenhuma maneira de uma valsa escocesa ser lançada, nem
mesmo ser ouvida naquela época. Mas, aí, minha filha, Heather, que estava muito
envolvida com o punk, estava lá no momento certo, e me disse: “Eu queria que
você estivesse no pub com alguns dos meus amigos punk, e eles estivessem
tocando Mull of Kintyre”. Eu gostei disso! Para mim, ainda há um pouco de
mistério e uma das coisas que posso dizer quando vou ao LIPA (Liverpool
Auditorium of Performing Arts) falar aos meus alunos sobre música, uma das
primeiras coisas que digo é: “Deixa ver se entendi, eu não sei como fazer isso.
Eu não posso simplesmente dizer como fazê-lo. Se você estivesse indo para
uma aula de física, talvez o professor pudesse dizer como se faz. Mas, eu
sempre tenho que fazer este aviso: “Eu realmente não sei como fazer isso, mas
se eu estivesse escrevendo com você eu lhe diria o que eu faria”, e eu gosto
disso, porque é a verdade. Eu nunca aprendi a fórmula de como escrever uma
canção, e é especial, um tipo de mágica quando você escreve uma – é como tirar
um coelho da cartola.
Você tem algum ritual ou coisinhas tolas quando está compondo?
Na verdade, não. Eu, normalmente, corro ao redor do quarteirão dez vezes, tomo
um banho quente, em seguida mergulho numa banheira cheia de gelo e tomo três
cafés um atrás do outro - mas não há nenhum ritual! Não, não tenho, mas
você estava gostando dessa história, então eu acho que vamos com ela! Não, eu
só sento com um violão ou um piano e começo (depois de um banho quente, é
claro!)
A tecnologia ou o formato que a música foi apresentada mudou sua forma de
abordar as coisas?
Não, não mudou de forma alguma. Eu pensava que pudesse ter um efeito, e acho
que as pessoas pensam que vai ter um efeito sobre a música, mas é realmente
apenas o veículo, é apenas a maneira como a música é lançada. Você ainda tem
que escrever uma canção. Então, se sai em vinil, cassete, CD, download, a
canção ainda é a mesma e você não altera o seu processo de acordo com os
formatos.
Há algum arquivo de canções inéditas suas? Já fez uso dele?
O que tende a acontecer é quando estamos fazendo a remasterização, às vezes,
minha equipe de produção diz “olha o que encontramos!”, e digo, “sim, eu
enterrei essa música de propósito, porque não gosto dela!”, e eles dizem que
gostam. Às vezes, sou persuadido. Portanto, há umas poucas coisinhas, mas elas
normalmente escapam quando estamos fazendo a remasterização, e elas encontram
seu caminho nas faixas bônus. Eu não me importo. Mas o que há é um monte
de coisas de quando escrevo ideias para músicas, há também coisas que eu ainda
pretendo terminar. Muitas são apenas uma melodia e eu gosto dessa melodia, mas
não trabalhei nela como uma canção. Então, estou trabalhando nelas agora para o
próximo álbum e algumas delas só estou finalizando como canção. Em algumas,
estou usando esse fragmento de melodia em outra música, o que é interessante de
se fazer. Então, sim, estou brincando com algumas dessas coisas no momento.
Especialmente em homenagem ao meu grande amigo, mestre e guru da Cultura Pop, o incomparável “IVANZINHO” – O Monstro do Rock, com quem aprendi muito. Ivan Neves Jr., foi o maior conhecedor da história do rock que eu já tive a honra e o prazer de encontrar, e o mais beatlemaníaco de todos, depois de mim, claro. Se vivo estivesse, estaria completando hoje 69 anos. Mas foi de forma brutal e covarde, assassinado há 3 anos em Fortaleza, depois de um show do Elton John. Saudades, meu amigo. Forever! Essa homenagem não poderia terminar de outra forma, se não com Peter Frampton – um de seus grandes ídolos e que, no show aqui em Brasília estávamos juntos. Eu queria que fosse “Dig What I Say”, mas como só tinha “Show Me The Way”, então, vai ela mermo! Happy birthday, velhinho!
Pattie Boyd está definida para visitar a “Beatles Story” na próxima semana para atender os fãs e assinar cópias de sua autobiografia "George, Eric and Me". A fotógrafa e ex-modelo, que foi casada com os dois guitarristas famosos, George Harrison e Eric Clapton, estará apresentando sua exposição de fotografias “George, Eric and Me” e contando suas histórias.A mostra apresentará retratos íntimos de ambos os ícones da música, assim como fotografias de seus amigos rock and roll stars como os Rolling Stones, Keith Richards e Ronnie Wood, e também, os outros Beatles. Cinco dos vestidos de Pattie Boyd também estarão em exposição. Boyd, de 72 anos, conheceu George Harrison no set de filmagens de “A Hard Day’s Night” em 1964, quando interpretou uma estudante figurante no filme. Eles se casaram em 1966 e ficaram juntos por 11 anos, com a modelo supostamente inspirando “Something”, uma canção que Frank Sinatra descreveu como "a maior canção de amor de todos os tempos". Ela também foi a inspiração de Clapton, com quem se casou em 1979, para escrever tantas músicas como a belíssima "Wonderful Tonight". Pattie Boyd disse: "Estou muito animada sobre a visita ao The Beatles Story. Será um verdadeiro privilégio para mim para atender as pessoas de Liverpool, que são conhecidos tanto pela sua música quanto pelo seu senso de moda. Estou ansiosa para contar a história por trás da coleção de imagens. Estou extremamente orgulhosa pela exposição, que documenta a minha vida com George e minha vida com Eric, e inclui fotos que nunca foram mostradas antes”. George, Eric and Me ficará em exibição no The Beatles Story até outubro.
O filho de Yoko Ono e do falecido ícone dos Beatles John Lennon - disse que o sétimo álbum da banda britânica The Beatles, é de longe seu melhor trabalho. Falando à Classic Rock para uma reportagem sobre o 50º aniversário do álbum “Revolver”, Sean Ono diz: "É um dos meus discos dos Beatles favoritos, lá em cima de Sgt. Pepper, Magical Mystery Tour e o Álbum Branco.
"Esses registros têm me influenciado mais do que qualquer outra música do planeta. Além do fato de que é meu pai e eu cresci ouvindo eles, então estão apenas enraizadas na minha psique." Ono diz que Revolver é "hiper" do que outros registros, colocando o ouvinte "em transe". Ele acrescenta: "Revolver me atrai mais que Abbey Road ou o material solo do meu pai, que eu amo de uma maneira diferente, porque a música psicodélica parece mais mágica. É como uma criança gosta de ler O Senhor dos Anéis, em vez de Fogueira das Vaidades - é emocionante, é a promessa de um mundo sobrenatural. "Uma música como Tomorrow Never Knows o coloca quase em transe. Não técnica da época ou de monges entoando na montanha. É muito mais descolada do que isso."
O “Claypool Lennon Delirium” - uma colaboração entre Sean Ono e Primus Les Claypool - lançou seu primeiro álbum “The Monolith Of Phobos” no mês passado.
Ian Andrew Robert Stewart, ou apenas Ian Stewart, estaria completando hoje 78 anos. Ele nasceu em 18 de julho 1938 e morreu em dezembro 1985. Pouca gente sabe, mas esse homem um Rolling Stone.
Stewart (muitas vezes chamado Stu), nascido no leste da Escócia, cresceu em Surrey, e começou a tocar piano ainda criança. Também tocava banjo e tocou com grupos amadores com ambos os instrumentos. Stewart, que era obcecado por rhythm & blues, boogie-woogie, blues e jazz, foi o primeiro a responder ao anúncio de Brian Jones em 1962 procurando músicos para formar um grupo rhythm & blues. Mick Jagger e Keith Richards juntaram-se ao grupo em junho, e o grupo, com Dick Taylor no baixo e Mick Avory na bateria, fez seu primeiro show com o nome do Rolling Stones, em 12 de julho de 1962. Em dezembro de 1962 e janeiro de 1963, Bill Wyman e Charlie Watts também se juntaram à gangue. Stewart tinha um emprego numa indústria química, que servia de base para a banda, já que nenhum dos outros tinha telefone; Stewart disse: "[Minha] mesa no ICI era a sede da organização Stones. O meu número foi anunciado em Jazz News e eu lidei com reservas de trabalho para os Stones." Ele também comprou uma van para transportar o grupo e seus equipamentos para seus shows.No início de maio de 1963, o empresário da banda, Andrew Loog Oldham, chamou Stewart e disse-lhe não apareceria mais no palco desde então, que seis membros eram muitos para um grupo popular e que o mais velho, corpulento, feio e de queixo quadrado Stewart não se encaixava na imagem do grupo. Stewart poderia ficar como gerente de estrada e tocar piano nas gravações. Stewart aceitou este rebaixamento de forma resignada e contribuiu com seu piano, órgão, piano elétrico e / ou percussão em todos os álbuns que os Rolling Stones lançaram entre 1964 e 1986, com exceção de Their Satanic Majesties Request, Beggars Banquet e Some Girls. Ian Stewart morreu de um ataque cardíaco fulminante aos 47 anos.
Publicada originalmente em 17 de outubro de 2011 O filme "Shangai Surprise" ou Surpresa de Shanghai, de 1986 é um filme inglês de aventura-comédia estrelando os então recém-casados Madonna e Sean Penn. O filme foi produzido por George Harrison e sua "Handmade Films" e distribuído pela Metro-Goldwyn-Mayer. Talvez, este seja sem dúvida, o único mérito do filme. Harrison apareceu como um cantor de boate, e também gravou várias músicas para a trilha sonora, incluindo a canção "Breath Away From Heaven", que foi regravada e lançada em seu álbum Cloud Nine, juntamente com a canção "Someplace Else", outra faixa usada no filme. A trilha sonora de "Shanghai Surprise" nunca foi lançada em disco ou CD, e só foi brevemente disponível como um single promocional com a faixa-título de um lado e "Zig Zag" do outro, ambas de George Harrison. Estas músicas já foram lançadas como "faixas bônus" na "nova" edição de Cloud Nine, lançada em 2004. Em 1938, quando Shangai é ocupada pelos japoneses, o traficante Walter Faraday (Paul Freeman) aparentemente é morto pela polícia ao tentar deixar a cidade com 500 kg de ópio. Um ano depois a misteriosa americana Gloria Tatlock (Madonna) chega a Shanghai à procura deste ópio, conhecido como "as flores de Faraday", com o objetivo de usá-lo para aliviar a dor de soldados feridos na guerra. Oferecendo uma passagem de volta aos Estados Unidos como pagamento, ela consegue a ajuda de Glendon Wasey (Sean Penn), um rude e esperto comerciante, para atingir seu objetivo.
O roteiro do filme foi adaptado por John Kohn e Robert Bentley do romance de Tony Kenrick de 1978, "Faraday's Flowers". O filme "Shangai Surprise" foi massacrado pela crítica e fracasso total de bilheteria. De fato, é muito ruim! A produção foi indicada em diversas categorias do "Framboesa de Ouro" e Madonna ganhou o “prêmio” de pior atriz.
O canal Sock Puppet Parody do Youtube, conhecido pelas suas paródias de músicas de rock/metal com bonecos de meia, postou mais um vídeo e dessa vez com um medley paródia dos BEATLES.
Paul McCartney reencontrou Yoko Ono e Ringo Starr na última quinta-feira, 14. O trio marcou presença no show especial do The Beatles Love, espetáculo do Cirque Du Soleil em Las Vegas. A apresentação acaba de completar 10 anos com a trilha sonora da banda britânica. Sean Ono, filho de Yoko Ono e John Lennon, registrou o encontro da mãe com Paul nos bastidores do tapete vermelho. “Bastidores do The Beatles Love Show. Apenas relaxando em família...”, disse ele na legenda do Facebook.
Pouco mais de R$ 48 mil foi o preço pago por uma carta de duas folhas escrita à mão por Paul McCartney para Prince, na qual o ex-Beatle pede ao amigo que doe dinheiro para a Liverpool Institute for Performing Arts. O documento histórico foi leiloado pela casa de leilões de Boston RR Auction. “Querida pessoa Principesca”, diz a carta. “Eu sei o quanto é difícil sempre receber cartas que pedem algum favor ou outro, então não foi fácil para mim aceitar o cargo de Patrono Líder para a Performing Arts School localizada em minha cidade natal, Liverpool. Mas, você adivinhou! Eu concordei em fazer isso, então agora estou escrevendo para amigos e todas as pessoas de bem para tentar deixá-los interessados no projeto”.
Depois, McCartney segue explicando como ele co-fundou o instituto, que abriu as portas em 1996, e concluiu: “Uma doação vinda de você seria um grande impulso para o projeto, e sei que a sua participação, de alguma forma, seria emocionante para os envolvidos. Espero que você não se importe de te escrever isso, faz tanto tempo desde que escrevi cartas que sinto que estou de volta à escola!! Quem sabe isso possa s tornar algo especial para milhares de crianças do futuro. Obrigado por olhar para isso.” McCartney assinou a carta e acrescentou um sorriso no final. Não foi confirmado se Prince, que morreu neste ano, fez a doação para a instituição.
“Real Love” era uma cançâo em que John já trabalhara por pelo menos dois anos e, apesar de poucos saberem, uma versão dela foi usada em 1988 na trilha sonora do documentário Imagine, de Andrew Solt. Começou como uma musica chamada “Real Life”, cujo os versos acabaram se transformando em “I’m Stepping Out”, lançado postumamente em Milk And Honey. Ele obviamente achou o refrão remasnencente - “It’s real life / Yes,it’s real life”- bom demais para descartar. O tema da musica – estou de volta ao que importa na vida – era a questão essencial de toda a sua obra pós-beatles. Ele ainda estava se despindo dos mitos, se desfazendo do que era supérfluo e, nesse caso, com a realidade das cozinhas, dos cigarros, bebes, jornais e da melancolia matutina. A canção refeita estava se aproximando da versão em que os Beatles trabalhariam. As referências a “little girls and boys” e “ little plans and schemes” já estavam lá. Em fevereiro de 1995, Jeff Lynne apagou ruídos externos da cópia de “Real Love” e transferiu a gravação em mono para duas fitas análogas de 24 faixas no estúdio de Paul em Sussex. Paul, George e Ringo adcionaram guitarras, bateria, baixo, percursão e backing vocals. Paul usou o contrabaixo que pertenceu a Bill Black, lendário baixista de Presley e que tinha sido usado na gravação de “Heartbreak Hotel”. Ao contrário de “Free As a Bird”, os críticos massacraram “Real Love”. Só que os Beatlemaníacos adoraram e o compacto e o álbum duplo venderam milhões de cópias. Claro! Fonte: The Beatles - A história por trás de todas as canções - Steve Turner
Yesterday, 13 de julho foi o chamado "Dia Mundial do Rock". Esse dia é celebrado há 30 anos. Embora ligado a temas como rebeldia e aversão aos bons costumes, o rock tem seu dia marcado justamente por uma causa nobre. Em 13 de julho de 1985 acontecia a primeira edição do "Live Aid", festival criado pelo músico Bob Geldolf em prol das vítimas da fome na Etiópia.
Atraindo os olhares do mundo inteiro, o evento acabou consolidando a força musical e social do rock em suas diversas vertentes. Realizado simultaneamente na Filadélfia (EUA) e em Londres (Inglaterra), uniu veteranos (Paul McCartney, The Who, Queen, Led Zeppelin), novidades na época (U2, INXS), peso (Black Sabbath, Judas Priest) e pop (Madonna, Duran Duran, David Bowie), entre outros nomes e estilos que cravavam seu nome na história.
Aqui, a gente relembra o emocionante grande final do festival com a incrível apresentação de Paul McCartney e o imortal clássico dos Beatles "LET IT BE".
Especialmente para minha amiga Débora Sanches, viúva do meu grande e saudoso amigo João Neiva - o velho caubói. Juntos, os dois viveram muitas aventuras incríveis, inclusive foram ao maracanâ em 21 de abril de 1990 para verem ao vivo Paul McCartney tocar "My Love", que eles juravam que era para eles. Um grande abraço minha amiga!
"My Love" é uma canção de amor de Paul McCartney & seus Wings, a faixa de maior sucesso de seu álbum de 1973 Red Rose Speedway. Paul McCartney escreveu sobre seus sentimentos para sua esposa Linda, também na banda. A canção foi gravada ao vivo com uma orquestra no Olympic Studios. Ela contém um solo de guitarra pelo guitarrista Henry McCullough do Wings. McCartney disse em 2010 sobre o solo: "Eu meio que escrevi o solo, como muitas vezes eu escrevi nossos solos. E ele se aproximou de mim logo antes do take e disse: 'Ei, estaria tudo bem se eu tentasse algo mais? "E eu disse: 'Er ... sim. "Era como, 'Eu acredito nesse cara? "E ele tocou o solo em My Love que veio com um blues. E eu pensei, porra muito bom. E assim, há muitos momentos como aquele onde a habilidade de alguém ou sentimento alcançaria meus desejos." "My Love" também foi lançada como single em 23 de março de 1973 no Reino Unido e 9 de abril de 1973 nos EUA com a faixa The Mess gravada ao vivo em The Hague em 20 de agosto de 1972, atingindo o número 1 na Billboard Hot 100 nos EUA e número 9 no UK Singles Chart. Também foi número 1 na parada de Easy Listening três semanas.O single ganhou o disco de Ouro pela Recording Industry Association of America pela a venda de mais de um milhão de cópias.
Que tal uma combinação de super-heróis com rock’n’roll? Estamos falando de uma série de desenhos animados “Os Impossíveis” (The Impossibles – 1966, dos estúdios da Hanna Barbera). Três roqueiros que se transformavam em super-heróis (ou o contrário?) tocavam numa banda formada por eles mesmos, chamada de “Os Impossíveis”. Com roupas estilosas e penteados da época (anos 60), os três rapazes cantavam seu iê-iê-iê sempre em algum lugar do mundo. Mesmo assim, bandidos apareciam para estragar a festa. É nessa hora que a trupe deixava as guitarras de lado e partiam para o ataque contra o crime.
Na abertura dos desenhos, o narrador apresentava os personagens: “Coil, o Homem-Mola: prepara as teias quando as coisas estão feias! Impossíveis! Homem-Fluido: briga no lugar quando a luta é de amargar! Impossíveis! Multi-Homem: rei da multiplicação e aos bandidos faz a confusão! Impossíveis! Impossíveis! Impossíveis!”A trupe seria chamada de Os Incríveis, mas acabou ficando com o nome que conhecemos. A série iniciou pegando carona com outro desenho, o Frankstein Jr. Trabalhando para o Governo (na pessoa de um chefe, o Big D), os Impossíveis eram chamados sempre que um supervilão atacava. A comunicação era feita por meio de um visor localizado na guitarra do Homem-Mola. A postos, os roqueiros mudavam de roupa num piscar de olhos e o palco se transformava no Impossicar! Com um grito de guerra “Vamos nós” (“hally Ho”, em inglês), nosso heróis combatiam os vilões. Cada personagem tinha um super-poder característico: o Homem-Mola, o baixinho e gordinho, podia transformar seus braços e pernas em molas; o Multi-Homem, com os cabelos cobrindo os olhos, fazia cópias de si mesmo, sempre com o bordão: "Você pegou todos, menos o original"; o Homem-Fluido transformava-se em líquido, com direito à máscara de mergulho! Apesar desses super-poderes, o trio mandava bem era no rock’n’roll! Depois de 36 episódios e alguns gibis, Os Impossíveis encerraram suas atividades. Mas sempre serão lembrados seja pelas suas canções de rock, seja pelos feitos heróicos!
Lonnie Donegan, MBE, nasceu em 29 de abril de 1931, e morreu, tocando e cantando, aos 71 anos, em 3 de novembro de 2002. Assim como Elvis era o próprio “Messias” para o rock, o simplório Lonnie Donegan era - para um gênero que podia ser classificado como bem menor – o “Skiffle”, sua verdadeira divindade. Vindo da classe operária, Tornou-se imediatamente o mais novo ídolo de um jovem John Lennon, um arruaceiro que logo formaria uma banda, e de tantos e tantos outros... que formariam bandas e mais bandas. Conhecido como o "Rei do Skiffle", Donegan emplacou mais de 20 canções no Top 30 do Reino Unido (esses números só seriam quebrados pelos Beatles anos depois), sendo frequentemente citado como influência por toda uma geração de músicos britânicos que tornaram-se famosos na década de 1960. Morreu em 2002 aos 71 anos, depois de sofrer um ataque cardíaco enquanto estava em turnê e prestes a participar do concerto em homenagem a George Harrison.
MAS, AFINAL: O QUE É "SKIFFLE"? Skiffle é um tipo de música folk com influência de jazz, blues e country. Foi popular entre a juventude britânica na década de 1950. Os grupos de skiffle usavam instrumentos improvisados, como tábuas de lavar roupa e garrafas, para dar às canções folk e melodias simples um ambiente rápido e rítmico. O papel do cantor tinha que ser improvisador e eficiente. O skiffle é considerado um subritmo, música de 5ª categoria e que só os proletários de Liverpool achavam graça, porque era a única forma de música que simpatizavam. Ou entendiam. Tudo começou para o “Skiffle” com Lonnie Donegan em 1954. Mas somente em 1956 foi que "Rock Island Line" se tornou um gigantesco sucesso, levando praticamente todo garoto na Inglaterra a formar ou entrar em uma banda de skiffle. Donegan, que primeiro gravou com a Chris Barber Jazz Band, aproveitou o bom momento e firmou sua carreira montando sua própria banda: “The Lonnie Donegan Skiffle Group”. Os Beatles, nasceriam disso, antes de influências como Berry, Presley ou Holly. No início de suas carreiras, quando o jovem Lennon liderava um bando de garotos e se chamavam The Quarrymen, usavam, como contrabaixo, o que nada mais era do que um cabo de vassoura preso a uma caixa de chá (tea chest bass). Com bandas de skiffle surgindo a cada esquina, a indústria fonográfica evidentemente quis faturar com a nova moda, o que deu a oportunidade para algumas das primeiras bandas aparecerem e “se firmarem”. Entre elas, as mais lembradas são: Johnny Duncan & the Bluegrass Boys, the Bob Cort Skiffle Group, Les Hobeaux Skiffle Group, the Original Barnstormers Spasm Band. Destaque especial para a rainha do skiffle Nancy Whiskey, como também ao The Chas McDevitt Skiffle Group. E o grupo de onde surgiu Lonnie Donegan,The Chris Barber Skiffle Group, um apêndice do the Chris Barber Jazz Band. Todos estes artistas gravaram material que tocava nas rádios, se apresentaram na televisão e alimentaram a mania skiffle em meninos como Roger Daltrey, John Lennon, Paul McCartney e Jimmy Page. Logo cada um também teria sua banda de skiffle, bandas estas que não tardariam a fazer a transição de skiffle para o rock. Algumas virariam lendas. Mas só uma, é FOREVER!
Janis: Little Girl Blue, dirigido por Amy Berg, tem cenas históricas e performances arrasadoras de Janis Joplin, mas ele não é necessariamente focado em música. O documentário investiga outros aspectos da vida da intérprete, como as relações pessoais, as frustrações e as motivações que tomaram conta dos intensos 27 anos de vida da artista. O longa traz entrevistas com parentes, biógrafos e todos os músicos que foram primordiais na evolução da cantora. Apesar de reforçar muito sobre o que sabemos sobre ela, o filme também desmonta algumas concepções. Janis aparece multidimensional: o final dela foi trágico, mas a vida, em si, teve momentos de grande brilho. Janis também era bem-humorada e uma pessoa moderna, sempre enxergando adiante.
A diretora narra a trajetória de Janis de uma forma linear e tem um grande trunfo para unir as pontas soltas: as cartas que ela enviou para os pais, irmãos, amigos e namorados. Elas são narradas pela cantora Cat Power em um trabalho de amor: grande fã de Janis, Cat Power investe nas emoções e acrescenta credibilidade às palavras de Janis, que tentava se justificar aos pais por ter resolvido virar cantora na Costa Oeste em vez de ganhar a vida como professora na provinciana Port Arthur, Texas, onde nasceu e foi criada. Janis enviava recortes de jornal contendo relatos dos triunfos dela para esfregar na cara deles. É um pouco triste, contudo, ver como ela inventava para os amigos e irmãos que tinha uma vida feliz e equilibrada, sendo que hoje sabemos que não era bem assim.
É importante também comparar Janis: Little Girl Blue com o recente Amy, dirigido por Asif Kapadia. Janis Joplin e Amy Winehouse eram duas intérpretes de imenso talento que cantavam as tristezas e morreram depois de muitos excessos, justamente com 27 anos. Mas existe uma grande diferença entre elas e os documentários deixam claro. Amy recebeu um tratamento vil da imprensa sensacionalista britânica, que transformou a vida dela em um reality show. Já Janis, sempre articulada, adorava os holofotes e gostava de falar. Um dos maiores amigos dela, inclusive, era o apresentador de talk show Dick Cavett. Janis Joplin sempre podia se abrir no programa dele.
Depois de relatar os primórdios de Janis no Texas, o filme começa a ganhar força quando enfoca a primeira viagem dela para São Francisco, que terminou em rejeição artística e confusão sexual. Mas foi importante para que Janis investigasse o que acontecia musicalmente na cidade. Louca por Bob Dylan, ela a princípio queria ser uma cantora folk purista, sem muita ambição comercial. Logo viu que o que estava funcionando mesmo era o rock lisérgico. Depois de fazer amizade com o pessoal da Big Brother and the Holding Company, foi convidada para cantar com eles. A essa altura, já era um espírito livre: cheia de estilo, a antiga garota geek do Texas se reinventou usando peles, gigantescos óculos cor de rosa, calça boca de sino e toneladas de anéis. Quando Janis ouviu Otis Redding, descobriu um novo patamar artístico – uma das metas delas era bater o mestre da soul music em intensidade emocional.
Quando o assunto era música, Janis nunca foi “doidona”. Era focada, ambiciosa e profissional. Um dos aspectos mais polêmicos da carreira de Janis foi a relação dela com o Big Brother. Janis era simplesmente sobrenatural, mas os músicos do Big Brother era apenas medianos. Em algum momento ela teria que deixar “os irmãos” e toda aquela coisa hippie para trás. Havia se tornado grande demais para os modestos amigos de São Francisco. Uma prova de como os pontos de vista eram conflitantes fica evidente quando o filme mostra a lendária participação da banda no Monterey Pop Festival, em junho de 1967. Os integrantes não queriam ser gravados em vídeo, mas Janis bateu o pé exigiu a presença das câmeras. Foi a devastadora performance dela cantando “Ball and Chain” que fez com que o mundo tomasse nota deles. Ela estava certa desde o começo.
Janis cometeu alguns erros, mas isso ocorreu mais por uma falta de temor para correr riscos e evoluir do que por desleixo ou despreparo. Após sair do Big Brother, ela fundou a Kozmic Blues Band, que tinha um naipe de metais e era mais soul e menos rock. O álbum que gravaram (Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama!) e as turnês resultantes foram um grande sucesso, mas a crítica achou que Janis estava apenas “imitando Aretha Franklin”. O filme tem uma seqüência maravilhosa em que é revelada a dedicação de Janis para com a arte que fazia. Ela aparece gravando “Summertime” nos estúdios da Columbia Records e, com enorme paciência e zelo, repete os vários takes e segue alterando a música até que o resultado seja o melhor possível. No palco, ela era pura energia e improviso, mas no ambiente controlado do estúdio, não deixava nada ao acaso.
A relação de Janis com as drogas era complexa. Ela descobriu os aditivos químicos na primeira vez que foi a São Francisco. Para a cantora, as drogas não funcionavam como estimulo criativo no estúdio ou então como uma ferramenta para “dar um gás” no palco. Ela as usava para aliviar a depressão e a solidão, que eram recorrentes na vida dela. A morte de Janis, em 4 de outubro de 1970, devido a uma dose de heroína, pode se comparada a de um boxeador no ringue, ou um corredor a 300 quilômetros por hora. Algo trágico, mas que estava fadado a acontecer.
Uma pena, já que Janis não tinha nenhuma intenção de ser apenas queimar intensamente e depois desaparecer. Nos últimos tempos, estava aos poucos largando as drogas – a dose fatal que a acabou matando foi um acidente infeliz. Depois de anos sendo cortejada pelo produtor Paul Rothchild (do The Doors), ela gravou com ele as canções do que se tornaria o álbum póstumo Pearl. O LP, que tinha o acompanhamento da Full Tilt Boogie Band, se revelou como o ápice artístico e comercial de Janis, e o single “Me and Bobby McGee”, canção country de Kris Kristofferson, chegou ao primeiro lugar das paradas enquanto o mundo chorava a morte dela. Janis ainda tinha muito a oferecer como artista e pessoa. Fonte: http://rollingstone.uol.com.br/ - Por Paulo Cavalcanti
Acho que essa é a primeira vez que Joplin aparece aqui, e agora em mais dois grandes momentos, os clássicos "Summertime" e "Ball And Chain".
A Rock Island and Pacific Railroad (CRI&P RR), ferrovia de Chicago, foi uma companhia ferroviária de primeira classe dos Estados Unidos da América. Ela também era conhecida como a Rock Island Line, ou, nos anos finais, apenas como The Rock.
A construção da Rock Island iniciou em 1 de outubro de 1851, em Chicago, e o primeiro trem foi operado em 10 de outubro de 1852, entre Chicago e Joliet. As suas principais linhas incluiam Minneapolis à Kansas City, via Des Moines; St. Louis à Santa Rosa, via Kansas City; Herington à Galveston, via Fort Worth e Dallas; e Santa Rosa à Memphis. O maior tráfego era nas linhas de Chicago à Rock Island e Rock Island à Muscatine.
"Rock Island Line" é uma canção folk / blues americana, de autor desconhecido. Sua primeira gravação foi feita por John Lomax em 1934, mais tarde popularizada por Lead Belly. Muitas versões foram gravadas por outros artistas, mas a versão mais conhecida foi gravada em meados dos anos 1950 por Lonnie Donegan. Anos depois, viria a gravação que parecia ser a definitiva, na voz de Johnny Cash, em 1957. Os versos tentam contar uma história bem humorada sobre um operador de trem que contrabandeia ferro através de um pedágio, alegando que tudo o que tinha a bordo era gado. Em 1964, "The Penguin" - livro de canções folclóricas norte-americanas, foi publicado no Reino Unido, e foi posteriormente reeditado em 1966 e 1968. Na página 128, aparece a canção "Rock Island Line", com a seguinte nota: "John A. Lomax gravou esta canção na fazenda Prisão Estadual Cumins, Gould, Arkansas, em 1934 a partir de seu compositor condenado, Pace Kelly. Lead Belly, ao ouvi-la, reorganizou-a em seu próprio estilo e fez gravações fonográficas comerciais". Uma destas gravações foi estudada e imitada, frase por frase, por um jovem cantor Inglês de canções folclóricas americanas (referindo-se a Lonnie Donegan), que posteriormente a registrou para um selo Inglês. O disco vendeu na casa das centenas de milhares entre os EUA e Inglaterra. Entretanto, até hoje, ainda há muitas controvérsias sobre a autoria da canção. A gravação de Lonnie Donegan foi lançada como single no final de 1955, e marcou o início do "skiffle". Um estilo com instrumentos improvisados que se tornou verdadeira 'mania' na Inglaterra, Donegan não fez nenhuma menção às gravações anteriores, ou aos autores.
Em sua gravação, que fazia parte de uma sessão da Chris Barber Jazz Band para Decca Records, Donegan não recebeu nenhum royaltie da Decca pela venda dos discos. No entanto, ao longo dos anos, Donegan recebeu somas consideráveis pela publicação de "Rock Island Line", simplesmente alegando que a música não era registrada, e que era considerada de domínio público. Isso levou à uma situação peculiar que qualquer cover de "Rock Island Line", lançada no Reino Unido a partir de 1956 seja creditada a Lonnie Donegan.
Ao longo dos anos, a canção já foi gravada por vários intérpretes dos mais variados estilos. Vamos conferir? John Lomax (1934 / 1939); Lead Belly (1937); George Melly (1951); Odetta (1954); Lonnie Donegan (1955); Bobby Darin (1956); Don Cornell (1956); Stan Freberg (1956); The Weavers (1957); Johnny Cash (1957), Milt Okun (1957); Johnny Horton (1957); The Brothers Four (1961); Ramblin Jack Elliot (1968); Harry Belafonte (1970); John Lennon (versão acústica de 1970 que aparece no bootleg "The Lost Lennon Tapes"; George Harrison and Paul Simon (1976) - no programa Saturday Night Live; Graham Bonnet (1977); The Knitters (1985); The Washington Squares (1987); Mano Negra - Patchanka (1988); Little Richard & Fishbone (1988), Devil in a Woodpile (1999); Scott H. Biram (2000); Odetta (2001); Dan Zanes and Friends (2001); Chris Thomas King- Johnny's Blues (2003); Bethany Yarrow (2003); Eleven Hundred Springs (2004); Peter Donegan Band (2006); Kickin Grass (2006); The Reverend Peyton's Big Damn Band (2007); The Yorkshire Teabags (2007) e Old John Smokey (2011).
No entanto, nenhuma dessas gravações tem a força e o peso da versão matadora e definitiva que Ringo Starr preparou cuidadosamente para seu álbum 2012. Ficou excelente, fantástica! E a impressão de quem ouve essa versão é de que a música foi feita para ele e esperou mais de 50 anos para que ele finalmente a gravasse. Pena que exista um vídeoclipzinho bacana. Acho que Ringo nunca se preocupou muito com isso.
“Bad Boy” é o sétimo um álbum de Ringo Starr e foi lançado em 1978, durante um período em que sua carreira musical estava deslizando em queda livre após vários anos de sucesso solo. Embora “Bad Boy” tenha sido concebido para inverter esta tendência, a fortuna de Starr diminuiu ainda mais. Após o desastre comercial de Ringo the 4th (1977), Ringo e seu parceiro, Vini Poncia, decidiram criar um álbum menos exagerado, a fim de perder as qualidades e os excessos do seu antecessor. Ringo cantou músicas clássicas de outros artistas, sem convidar nenhum músico famoso para a gravação do álbum. Os resultados mostravam, ao mesmo tempo uma melhora, mas ainda estava abaixo do que Starr esperava, resultando em um novo fracasso, com “Bad Boy” atingindo apenas o # 129 nos EUA.
Hoje, 7 de julho do ano da graça de 2016, o maior baterista da história da música pop de todos os tempos, nosso queridíssimo RINGO chega aos 76 anos de uma vida gloriosa e uma carreira inigualável e em plena forma. Nos shows, parece um menino que ainda ama o rock and roll. Parabéns, velho Ringo! Que ainda venham muitos anos e muitos discos legais pela frente.
Richard Starkey completa 76 anos de idade hoje. Muitos dizem
que keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, é o maior sobrevivente do
rock por conta dos excessos de todos os tipos em mais de 50 anos. Starkey no
mínimo se iguala ao stone: provavelmente é o maior sobrevivente. Ostentando o
nome artístico de Ringo Starr desde que tocava em Liverpool com a banda Rory
Storm and the Hurricanes entre 1960 e 1962, quase recusou o convite de um grupo
conhecido na cidade pela energia e pelo repertório mais variado. É que os
Beatles pagavam menos por semana do que Rory. Ringo já conhecia o então quinteto de John Lennon nos botecos da cidade de
Liverpool e também das temporadass em que as duas bandas fizeram em Hamburgo,
na Alemanha, em 1961 e 1962. Nunca ficou impressionado com os Beatles, mas eles
tinham algo a mais quando o convidaram para substituir Pete Best, em julho de
1962. Eram mais novos, tinham empresário e um objetivo claro. Topou ganhar um
pouco menos, e acabou como o baterista da melhor e mais importante banda d
erock de todos os tempos. Esqueça a falácia de que Ringo Starr era um baterista
fraco ou limitado. Para tocar com os melhores, não poderia ser fraco ou
limitado. Simples assim. Ele e Charlie Watts, dos Rolling Stones, estabeleceram
padrões muito elevados dentro do pop com suas levadas precisas e marcações
rigorosas. Tornaram-se a referência para todos desde que surgiram. Apesar de ótimo baterista, sofreu bastante por se sentir sempre como o “novo
integrante'' dos Beatles mesmo quando já tinha gravado vários álbuns com a
banda. Participava dos processo criativos que não envolviam composição, seu
voto tinha peso nas decisões musicais e administrativas do grupo, mas percebia
que era sempre conduzido, o que não era necessariamente ruim, concluiu. O problema é que os Beatles acabaram cedo demais, antes do que todo mundo
previa. Como artista solo, evidentemente, ele sairia em desvantagem em relação
a Paul McCartney, John Lennon e George Harrison, seus companheiros de banda e
compositores extraordinários – tanto que frequentemente contribuíam com músicas
para os fracos álbuns de Starr nos anos 70 e 80. Bom baterista, mas compositor bastante limitado e frontman de poucos recursos,
teve carreira solo bem discreta e com poucos momentos bem-sucedidos. Sem rumo,
virou playboy e milionário extravagante, além de mau ator no cinema
norte-americano. Mergulhou fundo nas droga e no álcool por mais de 20 anos, até
que conseguiu emergir do limbo após uma reabilitação rigorosa. Desde 1990 nunca
mais passou perto de bebidas. Sua queda ao fundo do poço foi tão apavorante que muitos amigos temiam que não
se recuperasse e que partisse para o suicídio. A ressurreição foi como um
segundo nascimento para o beatle menos dotado de talento para a composição,
canto e administração da carreira. Ainda confortável financeiramente, teve
participação decisiva no projeto “Anthology'', que reuniu os beatles
sobreviventes nos anos 90 para reavaliar a carreira da banda e terminar canções
deixadas por Lennon. Ringo é um dos grandes sobreviventes do rock, e continua se divertindo com a a
sua All-Starr Band – que veio ao Brasil no ano passado recheada de astros do
passado. É o mais velho astro do rock do primeiro escalão de músicos do gênero
– da geração que explodiu nos anos 60 – só perde para John Mayall, o
bluesman britânico por excelência (82 anos) e Bill Wyman, ex-baixista dos
Stones (79) e Ginger Baker, ex-baterista do Cream (76). Ringo Starr é um astro de primeira grandeza e um instrumentista influente, que
conseguiu sobreviver aos fantasmas do vício e da fama, deixando para trás gente
como Keith Moon (The Who), John Bonham (Led Zeppelin), Jim Morrison (The
Doors), Jimi Hendrix, Brian Jones (Rolling Stones), Harry Nilsson e muitos
outros amigos que ficaram pelo caminho. Não é pouca coisa.
Há 59 anos, no dia 6 de julho de 1957, The Quarrymen se apresentam no Garden Fete de St. Peter's Church em Woolton, Liverpool. Nos bastidores, Ivan Vaughan apresenta a John Lennon um amigo: Paul McCartney. Paul que se impressionara com o desempenho de John no palco, impressiona a todos com sua interpretação de “Twenty Flight Rock” de Eddie Cochran, uma letra difícil e ainda tocando como canhoto em um violão para destro. Ali, nascia a dupla de compositores mais famosa de todos os tempos!
O texto que a gente confere a seguir, é do livro "O JOVEM LENNON" de Jordi Sierra Fabra (Editora Nova Alexandria - 1995). Não é um texto biográfico sobre o encontro, e sim, uma visão meio que "romanceada" pelo autor. Espero que gostem. Abração!
A nota final da última canção sobrevoou as cabeças dos participantes do piquenique, morrendo num silêncio no qual tornaram a surgir os gritos das crianças, O murmúrio dos que dialogavam e os risos, sempre uma luz no meio das trevas, das garotas paquerando os rapazes que as cercavam. John olhou para a platéia e esperou um pouco de entusiasmo, um pedido de bis, um aplauso mais forte que o da boa educação. Nada. As crianças e adolescentes que estavam dançando foram embora ou aproximaram-se do palco para dar uma olhada nos instrumentos. Os casais procuraram a solidão naquelas primeiras horas do anoitecer. As mulheres continuaram comendo, e os homens, bebendo. O piquenique continuava, e os arredores de Woolton enlanguesciam. John começou a guardar a guitarra na capa. - Hoje deu tudo certo - disse Eric Griffiths. - Só que ninguém nos deu bola... - Mas deu certo - insistiu o amigo. - Vamos tomar alguma coisa? - perguntou o baterista. - Você vem? - quis saber Griffiths. - Não, vão vocês. Não esperou que reprovassem sua atitude e pulou do palco. Na verdade estava com sede, porém não queria falar com ninguém. Procurava na solidão um refúgio para seus pensamentos, só isso. Odiava os elogios gratuitos, as palavras fáceis e as palmas corteses. Odiava o cinismo adulto e a hipocrisia barata. Tinham tocado mal, sem dúvida, mas melhor do que todos eles mereciam. - O que é que está falhando? - resmungou em voz baixa. - O quê, meu Deus? As entradas e saídas de novos músicos, a precariedade dos instrumentos, a falta de ensaios, especialmente agora que estavam em período de exames e uma nota baixa podia acabar com um bom verão, sua idade... Sim, possivelmente isso fosse o pior. Ninguém os levava a sério. - Pois não vão poder comigo - jurou para sí mesmo. Pensou em pegar a guitarra e desaparecer, embora isto não fosse justo com os outros. Parou e então viu Ivan Vaughan vindo em sua direção. Ivan era um bom amigo, entusiasta e leal, embora não tivesse o menor ouvido para a música e nenhuma habiliade para tocar qualquer instrumento. Gostava dele especialmente por seu otimismo, esse tipo de ânimo que transforma o difícil em fácil e o impossível em viável. Continuava sem querer falar com ninguém, mas não podia magoar Vaughan. - Ei! Onde você se meteu? O que está fazendo aí sozinho? - Nada, estava tentando... Ivan o puxou pelo braço. - Venha, quero lhe apresentar uma pessoa. Quase o arrastou por uma meia dúzia de metros; finalmente pôde levantar-se e perguntou: - Onde é que você pensa que vai? - Já disse: quero lhe apresentar alguém. - Ivan, por favor - protestou. - Não estou com humor para nada. Você não ouviu como tocamos mal? - Bobagem. Vamos! Ia responder-lhe taxativamente que não, quando, sem saber como, encontrou-se diante de um garoto com aproximadamente a sua idade, muito atraente e elgante. John odiava o charme masculino e a elegância. Preferia algo mais de acordo com a vida. Liverpool não era Londres, nem Woolton era o palácio de Buckingham. No entanto, alguma coisa lhe agradou no desconhecido. Alguma coisa difícil de explicar. Talvez a intensidade do olhar, ou a força com que lhe apertou a mão. - John - disse Vaughan - este é o Paul. Paul McCartney. - Vocês não tocam nada mal, sabe? Isto é, não tenho visto muitos grupos como o seu, e isso porque Liverpool está cheia. - Foi uma atuação péssima - resmungou John. - Talvez - disse o desconhecido McCartney - mas uma coisa é ser ruim e fazer uma apresentação horrível e outra é ser bom e não ter prática. Você é bom, e sua voz... tem força. - Está falando sério? - Claro que sim. Não sou um desses puxa-sacos que ficam elogiando qualquer um - assegurou McCartney. - Também toco guitarra e sou duro comigo mesmo. Você conhece Riot in cell block number nine? - Não, de quem é? - Dos Coasters. Tem um trecho parecido com um dos temas que você interpretou, e você não tocou direito. - Poderia me ensinar? - Claro, venha. Retomaram a caminhada rumo ao palco e subiram pela parte de trás. John tirou a guitarra da capa e estendeu-a ao novo amigo. Este a segurou ao contrário. - Como...? - Paul McCartney sorriu. Parecia um coelho simpático. - Sou canhoto - esclareceu - , mas dá na mesma. Olha... Colocou a mão direita nos trastes e com a esquerda dedilhou as cordas. Diversas vezes. Mudou o acorde e obteve uma melodia clara e definida. Não era apenas rápido, mas tembém preciso. John ficou impressionado. A habilidade do surpreendente McCartney não estava apenas em sua aptidão musical, mas fazia parte de um todo aberto, versátil e ameno. - Então? Experimente você agora. John pegou a guitarra. Sentia-se excitado, feliz, superara a recente crise. Aquele garoto não devia ter mais do que quinze anos e, no entanto, valia mais do que todos os Quarrymen juntos, exceto ele, naturalmente. - Que idade voc~e tem? - perguntou curioso. - Catorze. - O quê? - Não me importo muito com a idade. E você? Quantos anos tem? - Quinze e meio... faço dezesseis em outubro - disse John. Agora a admiração apareceu nos olhos de Paul. As diferenças eram notáveis. Não apenas um ano, mas quase dois. - Claro, por isso você pode ter o seu próprio grupo. Eu também vou formar um assim que puder... Estudaram-se com mútuo respeito, até que John repetiu o acorde recém-ensinado por Paul. Errou uma vez e repetiu-o. Da segunda vez, conseguiu. - Viu? Você é bom mesmo! - Não. Você que é. Onde estuda? - Liverpool High Institute. - Você toca em algum lugar ou algo parecido? - Não. John sorriu. Passou uma mão pelos ombros de Paul e apoiou-se nele com carinho. Tinham tomado algumas cervejas antes de Ivan Vaughan deixá-los sozinhos. Paul notou que seu companheiro estava um pouco alto. No entanto, sua voz foi totalmente sincera quando lhe perguntou: - Escute, quer fazer parte do meu grupo? Era mais do que teria se atrevido a sonhar. - Você está falando sério? - Se disser que sim, já é um Quarrymen. - Sim! O piquenique de Woolton terminara.