Jacques Volcouve, um francês na casa dos 60 anos que, ao longo de praticamente toda a vida, colecionou peças relacionadas com os Beatles, irá colocar todo o seu espólio à venda. Segundo Volcouve, a ideia é juntar dinheiro suficiente para poder fazer uma reforma confortável - não negando a sua tristeza em ter que se despedir da sua coleção. O seu "fanatismo" pelos Beatles começou em 1967,
quando um amigo do seu irmão lhe sugeriu que ouvisse Sgt Pepper’s Lonely
Hearts Club Band, álbum da banda britânica editado nesse mesmo ano. "O
bicho daBeatlemania me mordeu e nunca me curei", afirmou Volcouve. Desde
o dia em que ouviu pela primeira vez esse álbum, Jacques Volcouve decidiu
colecionar tudo o que tivesse a ver com os Beatles: álbuns, recortes de jornal,
livros assinados pelos membros da banda, autógrafos ou posters, entre outos
objetos. A sua reputação como fã cresceu de tal forma que, nos anos 70, depois de ligar em várias ocasiões para uma estação de rádio francesa que transmitia um programa semanal sobre os Beatles, para corrigir alguns erros cometidos pelo programa sobre a banda britânica, passou a ser considerado como o mais importante historiador dos Beatles na França. "Tudo o que eu queria era partilhar a minha paixão pelos Beatles e certificar-me de que o que diziam sobre eles estava correto", disse. Volcouve acabaria por, ao longo da sua vida, conhecer não só Paul McCartney como também George Harrison e Ringo Starr, não tendo chegado a conhecer John Lennon - mas tendo-se apresentado a Yoko Ono, viúva deste. Ao todo, serão mais de 15 mil as peças que irão agora ser colocadas à venda através da leiloeira Drouot, em Paris. "Para mim, pessoalmente, a importância dos Beatles é a de que enquanto outras bandas dão prazer às pessoas, eles davam-lhes felicidade", justificou.
Os ingressos para os shows de Elton John e James Taylor em 2017 no Brasil custarão de R$ 125 a R$ 780, anunciou a organização nesta segunda-feira (19). As vendas para o público geral começam às 0h01 do dia 13 de janeiro, pela internet, e 10h nas bilheterias oficiais e pontos de venda da Tickets for Fun. Os dois cantores vão se apresentar nos dias 31 de março em Curitiba (Pedreira Paulo Leminski); 01 de abril no Rio de Janeiro (Praça da Apoteose); 04 de abril em Porto Alegre (Anfiteatro Beira-Rio) e dia 06 de abril em São Paulo (Allianz Parque). Segundo a produtora, serão dois shows completos em cada uma das noites.Elton John esteve no Brasil com turnê própria em 1978, 1995, 2009 e 2014. Ele também foi atração do Rock in Rio em 2011 e 2015. Ele já vendeu mais de 250 milhões de discos no mundo todo, é autor de um dos singles em CD mais vendidos da história ("Candle in the wind") e dividiu o palco com John Lennon na última aparição ao vivo do ex-Beatle. O período entre 1970 e 1976 foi o momento mais fértil na carreira do cantor - foram dez álbuns em sete anos. Todos os álbuns de John entre "Honky château", de 1972 e "Rock of the Westies", de 1975 chegaram ao primeiro lugar nas paradas dos EUA. Boa parte dos hits da carreira do cantor vêm dessa época, incluindo "Rocket man", "Crocodile rock", "Bennie and the jets" e "Don't let the sun go down on me".Já Taylor vendeu mais de 100 milhões de álbuns. Com o disco "Before this world", lançado no ano passado, James Taylor voltou a liderar a parada americana após 50 anos. O cantor de folk já gravou canções como "You've Got a Friend", "How Sweet It Is (To Be Loved by You)", "Fire and Rain", "Handy Man", "Long Ago and Far Away" e "Country Road".
Keith Richards, o feioso guitarrista dos Rolling Stones, esta completando hoje 73 anos (com um corpinho de 93). Ele nasceu em Dartford, no Condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, a 25 km do centro de Londres, em 18 de dezembro de 1943. E considerado por muitos um dos maiores e mais influentes guitarristas de todos os tempos. Foi eleito o quarto melhor pela revista norte-americana Rolling Stone.
A belíssima balada "San Franciscan Nights" é uma música de 1967 gravada por “Eric Burdon and the New Animals”. Letra e música foram compostas pelos membros do grupo, Eric Burdon, Vic Briggs, John Weider, Barry Jenkins e Danny McCulloch. Uma ode à San Francisco, que se tornou o maior sucesso da “nova” banda - em oposição aos da primeira encarnação dos Animals de meados dos anos 1960. Chegou ao # 1 nas paradas canadenses, # 9 nos EUA e número 7 no Reino Unido. Nada mal. A banda escreveu "San Francisco Nights" - como uma canção de protesto contra a Guerra do Vietnã. Ela abre com uma breve paródia do tema Dragnet. Isto é seguido por uma fala de Burdon dedicada "para a cidade e as pessoas de São Francisco”. A melodia começa com a descrição de uma calorosa noite californiana de 1967, com imagens alucinógenas de um "feixe de luz estroboscópica" criando sonhos, paredes e mentes em movimento, anjos cantando, "jeans azul" e "Harley Davidsons também", contrastando contra a força policial. Puxando o maior número possível de temas dos anos 60, a música encerra com um apelo para que o sonho americano inclua "índios também".
A noção que Burdon tinha de que as noites de São Francisco eram quentes, geraram alguns comentários debochados de alguns americanos mais familiarizados com o clima da cidade - melhor exemplificado por Mark Twain dizendo: "O inverno mais frio que passei foi um verão em San Francisco”. Mas, na verdade, Burdon e seu grupo tinham tocado recentemente em San Francisco durante um raro trecho de 10 dias de tempo excepcionalmente quente de primavera, que deixou uma forte impressão errada neles. Em um concerto em Naperville, Illinois, em 2010, Burdon disse que a canção foi escrita sobre uma noitada com Janis Joplin em São Francisco. The Animals foi uma banda de rock britânica dos anos 1960 formada em Newcastle por Eric Burdon (vocais), Alan Price (órgão), Hilton Valentine (guitarra), John Steel (bateria) e Chas Chandler (baixo). Buscavam as raízes do blues e do folk, sendo influenciados por Chuck Berry (com quem fizeram uma turnê), Bob Dylan, Nina Simone, Little Richard e Bo Diddley. O sucesso moderado do grupo em sua terra natal os motivou a se mudarem para Londres em 1964, bem em tempo de serem incluídos na Invasão Britânica. Eles apresentavam versões de sucessos do rhythm and blues, e foram uma das primeiras bandas a serem influenciadas por Bob Dylan (inclusive lançando duas covers de músicas dele), os Animals alcançaram sucesso com seus compactos "Baby Let Me Follow You Down" e "The House of the Rising Sun". Os vocais uivados de Burdon e os arranjos dramáticos de Price criaram indubitavelmente o primeiro hit do folk rock. Os sucessos se seguiriam com "Bring It On Home To Me" (hit na voz de Sam Cooke) e "Don't Let Me Be Misunderstood" (de Nina Simone). Em 1965, entretanto, o grupo estava prestes a se separar. Price deixou a banda para continuar como artista solo, gravando uma versão de sucesso de "Simon Smith And The Amazing Dancing Bear", de Randy Newman. A banda continuou, agora sob a égide de "Eric Burdon and the Animals", mudando seu estilo musical. Abandonando o blues, passaram a tocar a versão de Burdon para o som psicodélico. Alguns dos sucessos desta época foram "San Franciscan Nights" e "Monterey", um tributo ao histórico festival de 1967 que apresentou, entre outros, Janis Joplin, Otis Redding, Jimi Hendrix e os próprios Animals. Em 1970 a banda se dissolveu e Eric Burdon juntou forças com um grupo latino de Long Beach, Califórnia, chamado "War".
Paul McCartney está preparando uma reedição do seu álbum de 1989, Flowers in the Dirt, que será acompanhada por várias faixas inéditas, gravadas pelo músico com Elvis Costello. A reedição de Flowers in the Dirt estará disponível a partir do dia 24 de março, em três formatos diferentes: CD/DVD (com vídeos também inéditos), duplo CD ou duplo LP. Todas as edições contarão com uma versão remasterizada do álbum, bem como como demos de temas que Costello contribuiu para o mesmo, casos de "My Brave Face," "You Want Her Too," "Don't Be Careless Love" e "That Day is Done". Duas outras demos, "Twenty Fine Fingers" e "Tommy's Coming Home", nunca haviam sido oficialmente editadas. O DVD incluirá três curtas com imagens nunca antes vistas, tanto da composição do álbum como da sua gravação, além de videoclipes e do documentário Put It There, lançado em 1989.
Quando o assalto ao trem pagador foi noticiado, e os seus detalhes conhecidos, muitos disseram: "Bandidos intemacionaisl Só pode!” Pois é: o assalto ao trem pagador foi tão ousado e bem planejado que só poderia ter sido praticado por bandidos internacionais. Bandido brasileiro não tinha con¬dições (nem inteligência) de imaginar e executar um assalto tão espetacular e tão bem realizado.O assalto ocorreu às oito e meia da manhã do dia 14 de junho de 1960, uma terça-feira, num local chamado de Curva da Morte, no quilômetro 71 da linha auxiliar da Central do Brasil, próxima à estação de Japeri. Foram roubados 27 milhões e 600 mil cruzeiros, uma fortuna na época, que serviría para pagar não só o salário dos ferroviários como um abono concedia do à categoria, equivalente a dois meses de salário. A mecânica do assalto foi simples. Os assaltantes dinamitaram os trilhos, provocando assim o descarrilamento da locomotiva e do vagão. Em seguida, invadiram o trem. Embora alguns ferroviários tenham se ferido, apenas um morreu: o operário Francelino Corrêa, que viajava de carona. Ele levou um tiro na testa e morreu na hora.
A imprensa, de início, fez um tremendo barulho. Mas, diante do silêncio da polícia, que ainda tateava no escuro, quase sem rumo, o noticiário foi aos poucos minguando, saiu das primeiras páginas e, por fim, nada mais se escreveu a respeito. Estavam as coisas nesse pé quando o delegado Amil Ney Rachid chamou para o caso um famoso caçador de bandidos chamado Perpétuo Freitas da Silva, o famoso detetive Perpétuo. Perpétuo foi meticuloso: examinou retratos falados, consultou informantes, verificou pistas em diversos estados brasileiros. Finalmente chegou a um bandido chamado Zezinho, que participara de um assalto ao Banco Imobiliário de Venda de Pedras, na cidade de Itaboraí. Pressionado, Zezinho confessou que participara do assalto e descreveu os seus comparsas. O chefe teria sido um negro alto, forte e enérgico, com mais de 40 anos. Perpétuo checou a descrição feita por Zezinho com os depoimentos das testemunhas e chegou a uma conclusão concreta: o bando que assaltara o trem pagador fora o mesmo que assaltara o banco. Com método e paciência, o detetive Perpétuo foi identificando os membros do bando: Manoel Godinho, Nilo Peru, os irmãos Sebastião (o Tião Medonho) I e Zeferino. O primeiro a ser preso foi Manoel Godinho, que, após levar muita bordoada, abriu o bico e contou tudo. Perpétuo e Rachid montaram, então, uma tocaia, na qual Zeferino foi preso. Tião Medonho, contudo, conseguiu fugir espetacularmente.Durante as 36 horas seguintes, a cidade acompanhou, nervosa, a caçada ao meliante. Vários bairros foram vasculhados: Acari, Vigário Geral, Barros Filho. Finalmente, a partir de uma dica de um informante, Perpétuo chegou à casa em que Tião Medonho vivia com a amante Djanirâ. O local era Barros Filho, perto de Acari. Quando os policiais invadiram a casa, encontraram Tião Medonho ferido, estirado numa cama. Na casa, localizaram de início 285 mil cruzeiros e, depois, mais de 5 milhões. Aos poucos a polícia foi recuperando, aqui e ali, parte do dinheiro. Outra parte sumiu - como sumiu um dos bandidos, Nilo Peru, que jamais foi localizado pela polícia. Contou-se, na época, que ele teria sido assassinado por Tião Medonho, mas onde estaria, então, o seu corpo?
O Assalto ao Trem Pagador virou um filme brasileiro de 1962, do gênero policial, dirigido por Roberto Farias. Baseado em uma história real, o filme retrata o famoso assalto ocorrido contra o trem de pagamentos da Estrada de Ferro Central do Brasil, que aconteceu às 08:30 hs do dia 14 de junho de 1960, nas proximidades da Estação Japeri(em Japeri, RJ), no km 71 do extinto trecho da Linha Auxiliar da E.F. Central do Brasil que ligava a Estação Japeri à Estação Botais, em Miguel Pereira (RJ). Enquanto a polícia chega a suspeitar de uma quadrilha de bandidos internacionais pela ousadia do plano, os assaltantes se misturam à realidade da pobreza e da violênciabrasileiras. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.Aqui, a gente confere uma cena e, para quem se interessar, logo abaixo, o filme completo. Vale a pena".
Mick Jagger e Keith Richards tiveram a ideia para "Honky Tonk Women" em uma viagem de férias pela América do Sul. A dupla voltou para o estúdio de gravação em maio de 1969 com versos de puro rock, como "I met a gin-soaked barroom queen in Menphis" ('Encontrei uma rainha do bar encharcada de gim em Menphis'). Os Rolling Stones gravaram a canção em cinco horas. "Honky Tonk Women" marcou a estreia do guitarrista Mick Taylor, que fez overdub em sua parte; o produtor Jimmy Miller acrescentou um cowbell crucial, acertando em cheio o clima de clube de striptease de "Honky Tonky".
No dia 17 de
dezembro de 1971, o casal John Lennon e Yoko Ono fez uma aparição surpresa em
um concerto no Apollo Theatre, no bairro negro do Harlen, em Nova York, em
benefício das famílias das vítimas do massacre dos 28 homens assassinados
durante uma rebelião na prisão estadual de Attica. Tocaram três músicas:
"Attica State", "Sisters O Sisters" e "Imagine".
Somente aqui no nosso blog preferido, a gente confere as três. VIVA JOHN
LENNON!
Clique na belísima imagem do John e confira novamente a postagem imperdível "JOHN LENNON - LIVE PERFORMANCES" publicada em 8 de junho de 2012.
Durante os primeiros dias de novembro de 1965, os Beatles fizeram uma pequena pausa para gravar um especial de televisão para a Granada TV, que foi intitulado “The Music Of Lennon & McCartney”. A concepção básica do programa, concebido por Johnny Hamp (responsável pela primeira aparição dos rapazes na TV, no programa “People and Places”, da própria Granada, em 1962) seria mostrar músicas da dupla mais famosa da época, interpretada, além dos Beatles, por outros artistas que já haviam regravado suas canções (incluindo algumas que eles nem chegaram a gravar). Entre os convidados estavam Cilla Black, Peter and Gordon, Billy J. Kramer & The Dakotas e o humorista Peter Sellers. O especial de 50 minutos foi gravado em Manchester, no estúdio 6 (um dos maiores da Granada), com um cenário produzido especialmente para a ocasião, e exibido em Londres na noite do dia 16 de dezembro de 1965, há 51 anos. No resto do Reino foi transmitido um dia depois.
Os Beatles queriam que Ella Fitzgerald fizesse uma performance de “Can’t Buy Me Love”, mas ela não estava disponível na época. Já o cantor francês Richard Anthony, que estava programado para realizar uma aparição no programa, sofreu um acidente de trânsito pouco tempo antes das gravações do especial e foi substituído por Dick Rivers, que apresentou “Things We Said Today”, em francês.
George Martin participou do programa, comandando uma orquestra de 25 músicos para as performances de “I Feel Fine” e “Ringo’s Theme”. Uma linda versão de “Yesterday” começa com Paul ao violão e depois corta de forma incrível para Marianne Faithfull, que segue dos 22 segundos em diante numa bela performance, gravada nos estúdios da Decca no mês anterior (que, inclusive contou com a presença do Macca, durante a sessão). Cilla Black cantou “It’s For You”, música de Paul que os Beatles nunca chegaram a gravar (no fim da performance, Cilla desce um lance de escadas onde, embaixo, estão Paul e John, que dá umas “olhadelas” para a saia da moça). Billy J. Kramer e seus Dakotas participaram com a maravilhosa de “Bad To Me” (outra que os Fab não gravaram). Mas, no entanto, um dos maiores destaques do programa foi a performance de Peter Sellers, em uma memorável atuação teatral “declamando” a letra de “A Hard Day’s Night”, no maior estilo “Shakespeariano”. A parte de Sellers foi gravada em um estúdio em Londres, e não em Manchester como o resto do programa.
Para promover o single “Day Tripper”/”We Can Work It Out”, os Beatles apareceram ao fim de cada parte do programa tocando as duas canções, respectivamente. Na segunda, John aparece tocando o famoso Harmonium, que fora usado na gravação lançada no compacto. Fonte do texto: beatlescollege.
Nao se engane. Por trás dessa capa bem feinha, esconde-se um disco bem legal para os velhos fãs do velho Macca e seus Wings. “The Last Fligth – Paul McCartney & Wings Live In Glasgow”- show histórico popularizado como o ultimo registro dos Wings ao vivo, gravado em 17 de dezembro de 1979. A apresentação encerrava a curta turnê “Back To The Egg” pelo Reino Unido, utilizada como preparação para a fase japonesa da excursão, programada para começar no dia 21 de janeiro de 1980 no lendário Nippon Budokan Hall, em Tóquio. Além dessa apresentação, mais dez shows aconteceriam na capital, com um reperetório sensívelmente modificado. Entre as canções incluídas no set list: Eleanor Rigby, With A Little Luck e Another Day, ensaiadas após os espetáculos britânicos. O milionário compacto Mull Of Kintyre foi apresentado ao vivo pela primeira vez nesta turnê, contando com a participação de uma banda de gaita de foles completa (A Campbelltown Pipe Band), apenas em Glasgow. Esta apresentação marcaria o último show profissional da banda, que ainda tocaria ao vivo em Londres, no “The Concerts For The People Of Kampuchea”. O megasucesso Coming Up também faria sua estréia, bem antes de ser lançada no compacto e no LP McCartney II. Embora esta fase dos Wings não tenha sido lançada comercialmente em disco, existem verdadeiras pérolas, gravações extra-oficiais do último show do grupo, com excelente qualidade de som, como esse lançado pelo selo Vigotone que já esteve aqui para download em 2011. Como nao existe um video legal da apresentação em Glasgow, a gente fica com Coming Up - na apresentação do Kampuchea mesmo, em Londres.
Em suas visitas aos EUA, os Beatles ouviram falar de um médico chique de Nova York que dava injeções misteriosas "de vitaminas". Paul conta: "Nós ouvíamos pessoas dizendo 'você pode conseguir qualquer coisa com ele, o remédio que quiser'. Era uma grande pilantragem. A música era uma brincadeira em torno desse sujeito que curava todo mundo com remédios e tranquilizantes. Ele simplesmente mantinha Nova York chapada". O "Doctor Robert" era, possivelmente, o doutor Robert Freymann, um médico de 60 anos nascido na Alemanha com um consultório na Esat 78th Street. (O doutor Charles Roberts citado em alguns livros sobre os Beatles não existia. Era um pseudônimo usado pelo biógrafo Jean Stein para ocultar a identidade de outro "médico de anfetamina"). Conhecido como doutor Robert ou o "Great White Father" (tinha uma mecha de cabelo branco), Freymann era bem relacionado com a vibrante cena de arte da cidade. Ele tinha ajudado, entre outros, Thelhonius Monk e Charlie Parker (cuja certidão de óbito fora assinada por ele em 1955) e tinha a reputação de ser generoso com anfetaminas. "Tenho uma clientela impressionante, de todas as esferas", ele se gabava. "Provavelmente posso dar a você em dez minutos cem nomes de clientes famosos". John, que escreveu "Dr. Robert", estava entre esses nomes famosos, de acordo com a filha de Freymann.
Inicialmente prescritas como antidepressivos, as anfetaminas logo se tornaram uma droga recreativa para os nova-iorquinos modernos. Um antigo paciente do Dr. Freymann, citado no New York Times em 1973, declarou: "Se você quiser ter uma noitada, é só passar no Max (Dr. Max Jacobson), depois no Freymann e depois no Bishop (Dr. John Bishop). Era como ir de bar em bar". O diretor de cinema Joe Shumacher, que fazia uso de anfetaminas nos anos 60, concorda: "E nós achávamos que eram "injeções de vitamina". Ministrar anfetaminas não era ilegal na época, mas havia normas oficiais contra a prescrição de "quantidades excessivas". O Dr. Robert perdeu sua licença por seis meses em 1968 e, em 1975, foi expulso da Medical Society do estado de Nova York por imperícia. Quando o New York Times pediu em março de 1973, que ele defendesse seus atos, a resposta foi: "Os viciados mataram uma droga boa". Ele morreu em 1987. Aqui, a gente confere o que diz Hunter Davies sobre "Dr. Robert" em seu livro "As Letras dos Beatles": “A primeira
música a falar abertamente sobre drogas. É bastante claro que o Dr. Robert
fornecia substâncias numa xícara especial, para levantar o espírito - mas não
precisavam ser drogas ilegais. O LSD - ou apenas ácido, como também era chamado
- só se tornou ilegal em 1966 e, como as anfetaminas, era prescrito por
médicos. Quase todos os especialistas em Beatles identificaram um conhecido
médico da sociedade de Nova York chamado Robert Freymann que prescrevia drogas
a pacientes famosos. Já eu acho mais provável que John tivesse em mente um
jovem dentista londrino na moda. Foi num jantar particular na casa dele que
John e George tiveram sua primeira viagem de LSD, em 1965 - depois que foi
colocado em seu café escondido no açúcar. A referência à National Health na
letra indica um cenário britânico. John mais tarde disse que ele próprio era o
Dr. Robert, pois era o beatle que carregava os comprimidos nas turnês, nos
primeiros anos. É uma música bem zombeteira sobre médicos da moda que fornecem
qualquer coisa - mais um tema bastante incomum para uma canção pop. E é
espirituosa. Há um refrão curto -“Well well' well, you’re feeling fine” [Bem,
bem, bem, você está se sentindo legal”que eles cantam a várias vozes, soando
como um coral natalino e brincando com a palavra well".
A resposta
dependerá muito de até onde você quer chegar. Se for até as primeiras gravações
reconhecidas como sendo "legítimas" canções de rock'n'roll, pode-se
dizer que tudo teve início em meados da década de 1950, porém, mesmo assim há
divergências. A maioria dos pesquisadores atribui tal honra a Bill Haley and
His Comets, com “Rock Around the Clock”, lançada em 1955 e gravada no ano anterior.
No entanto, o próprio Bill Haley já fizera sucesso, em 1953, com “Crazy Man,
Crazy”, por muitos considerado como o primeiro rock'n'roll a chegar ao primeiro
lugar nas paradas musicais. Além disso, é impossível ignorar “Rocket 88”, uma
canção gravada por Ike Turner and His Rhythm Kings em 1951 e lançada como sendo
de "Jackie Brenston and His Delta Cats". Brenston, na verdade, era o
saxofonista da banda e cantou apenas nessa gravação, mesmo assim o produtor Sam
Phillips (o mesmo que alguns anos depois "descobriría" Elvis Presley)
decidiu usar esse nome na capa do disco. Um ano antes, porém, Fats Domino já
havia lançado com a batida que caracterizaria o novo ritmo. Mas não para por
aí: em 1948, Wynonie Harris com seu dançante “Good Rockin Tonight”, Paul
Bascomb e sua “Rock and Roll” (sim, era esse o nome!) e "Wild" Bill
Moore com “We're Gonna Roll” eram exemplos de canções tão "rockers"
quanto qualquer outra que Elvis, Bill Haley e tantos outros cantariam seis ou
sete anos depois, isso sem contar que durante toda a década de 1940 o rhythm
and blues (R&B) de artistas como Muddy Waters,The Dominoes, Jimmy Preston e
"Big" Joe Turner, entre outros, já antecipava os acordes básicos do
que seria chamado rock'n'roll na década seguinte. Não por acaso, os
compositores favoritos de Joe Turner eram Jerry Leiber e Mike Stoller, que
contribuíram para a história do rock com clássicos como Hound Dog, Stand by Me
e Jailhouse Rock. Os termos
"rock" e "roll", usados no início do século pelos negros
americanos para se referirem ao sexo (algo como o "rala e rola" de
hoje) aparecem pela primeira vez em uma música gravada, com a cantora de blues Trixie
Smith, Man Rocks Me One steady Roll), de 1922!
E os ingleses ainda poderíam
reivindicar o pioneirismo, se não do ritmo, pelo menos da rebeldia do rock,
através de Lonnie Donegan e dos grupos de skiffle, um estilo de jazz tocado com instrumentos
improvisados que dominava as ruas de Londres, Liverpool e Manchester no final
da década de 40 e meados dos 50. Um desses grupos, o The Quarrymen, tinha um
tal de John Lennon em sua formação. Mas essa já é uma versão mais difícil de
sustentar, assim como a de Chuck Berry, que reivindica para si a invenção do
rock'n'roll enquanto tentava compor uma música country, por volta de 1952.
Mas se você quer ir até as raízes mais profundas, pode chegar às lavouras de
algodão dos Estados Unidos, no século 19, onde escravos entoavam seus cânticos
de tristeza divididos em três sequências de quatro compassos, mais tarde
denominados "blues" e que deram origem ao jazz já nas primeiras
décadas do século 20. Daí até as pioneiras canções reconhecidas como
rock'n'roll, o caminho foi longo e tortuoso, mas, indiscutivelmente, recheado
de heróis anônimos. Historiadores que se embrenham nesse roteiro acabam por
encontrar novas versões para o mesmo fato: o de que ninguém criou o
rock'n'roll, ele se desenvolveu espontaneamente na jornada que fez cruzar as
estradas do blues e do jazz. Eventualmente, a country music pode der dado sua
contribuição, mas ela se embrenhou em um caminho próprio durante esse percurso. Junte a esse fervente caldeirão musical as condições sociais conflituosas do
pós-guerra. Jovens desempregados, americanos e ingleses, muitos vindos de
famílias desestruturadas e filhos de pais ainda abalados pela Segunda Grande
Guerra, viam nessa música uma válvula de escape para suas agonias. Mas o som
que embalaria essa moçada não era blues, nem jazz, nem country, e sim uma
versão acelerada que misturava esses ritmos, criando algo novo e fascinante. A
nova onda musical foi chamada de rockabilly e, depois, rock'n'roll.
A reação de horror e repulsa dos adultos ante às danças escandalosas e àquela
música barulhenta foi um impulso extra para que adolescentes e jovens adultos
rebeldes amassem ainda mais o rock'n'roll. É claro que a origem negra do ritmo
(o racismo nos EUA não pode ser posto de lado nessa história) contribuiu para
que muitas distorções fossem perpetuadas, inclusive a de que o rock tivesse
sido inventado por Elvis ou Bill Haley. Ambos talentosos, sem dúvida, mas nem
de longe os criadores do ritmo. Na verdade o R&B dos anos de 1940 era a
mesma música, o problema é que não era feita de brancos... . A partir da metade da década de 1950 o número de grupos e artistas que se
autodenominavam como rockers passou a se multiplicar, bem como estilo ficar
cada vez mais característico e diferenciado de suas matrizes. Não demorou para
que o rock'n'roll dominasse as rádios e as paradas musicais. De 1955 a 1959, a
participação do rock no mercado musical deu um salto da casa dos 15% para mais
de 40%.No entanto, na virada da década, começou a perder força, muito por conta das
gravadoras que preferiam artistas menos polêmicos e mais românticos (e mais
vendedores, claro). A rebeldia perdia lugar para canções adocicadas. As
jaquetas de couro eram trocadas por ternos e os topetes ficavam mais curtos.
Até que, por volta de 1961 e 62, uma nova onda surgiria, com novos nomes e
comportamentos, praticamente sepultando a primeira grande era do rock, mas não
as influências. Fonte: Almanaque do Rock – alto astral editora.
Não. Elvis não inventou o rock'n'roll como algumas pessoas pensam e muitos de seus fãs mais ardorosos pregam. Mas, sem dúvida, foi o nome mais importante da primeira geração do rock. O primeiro a realmente fazer sucesso e a levar plateias à loucura. De longe, o primeiro grande ídolo da história da música pop e o maior de sua época, o que lhe rendeu o título de 'The King".Para o rock, em termos puramente musicais, a grande fase criativa de Elvis foi entre os anos e 1956 e 1958. Nesse período, o Rei dominou as rádios e as paradas musicais com verdadeiros clássicos do estilo, como “Blue Suede Shoes” e “Jailhouse Rock”. Também a maneira como se apresentava, dançando (e rebolando) sensualmente, contribuiu para estabelecer o rock'n'roll como a música que transgredia regras, que escandalizava os adultos mas encantava os jovens.
Após o início meteórico, o jovem Elvis Aaron Presley, nascido em 8 de janeiro de 1935, na pequena Tupelo, no estado do Mississipi, foi para o exército americano, de onde sairia apenas em 1960. Nesse período, perdeu a mãe, Gladys Presley, algo que parece nunca ter superado e, para muitos de seus biógrafos, foi determinante para que buscasse uma fuga em medicamentos antidepressivos e se afogasse no perigoso mundo das drogas. Manipulado por produtores, passou a gravar quase exclusivamente baladas românticas, embora isso não fosse novidade, pois das 12 faixas de seu primeiro LP, Elvis Presiey, de 1956, apenas uma pode ser considerada "rock", justamente a última faixa do disco, “Don't Think TWice, lt's All Right”. Na virada dos anos 60 para os 70, quando o rock explodia em termos de criatividade, o Rei, com uma silhueta nada favorável, se apresentava nos cassinos de Las vegas fazendo uma música bem mais convencional. Em 1973, chega ao fim seu casamento com Priscilla Presiey e seus problemas de saúde em virtude do abuso de drogas "não ilegais" se agravam. Milionário, mas já sem qualquer relevância criativa para o estilo que popularizara há 20 anos, foi encontrado morto em 16 de agosto de 1977, em Graceland, a mansão que comprou para morar com os pais e os avós em Memphis. Morria a pessoa, nascia o mito. Alguns dizem que Elvis queria presentear sua mãe com um disco seu, outros, que apenas queria saber como sua voz soaria em uma gravação. 0 fato é que ele foi até o estúdio Memphis Recording Service, que pertencia à Sun Records e, por quatro dólares, levou para casa uma "bolacha" com as canções “My Happiness” de um lado e “That's When Your Heartaches Begins” do outro. Quem operava o estúdio era a radialista Marion Keisker, namorada e sócia de Sam Phillips, dono do selo e produtor de inúmeros discos clássicos de R&B. Boa de ouvido, ela reconheceu em Elvis um talento e resolveu mostrar a gravação para o patrão, algo que nunca fazia.Quase um ano depois, Sam Phillips procurava alguém para gravar uma música que tinha certeza faria muito sucesso. Marion lembrou- lhe do garoto, sobre o qual anotara que era "bom para cantar baladas" (algo que mais tarde se mostraria a mais pura verdade). Chamaram Etvis, mas nas primeiras tentativas, Phillips não gostou de nada do que ouviu. No entanto, não desistiu, pois tanto ele como Marion sabiam que o garoto tinha potencial. Então, no dia 5 de julho de 1954, na companhia de dois músicos de estúdio - Scotty Moore na guitarra e Bill Black no baixo - Elvis tentava fazer o que o perfeccionista Sam Phillips desejava, sem sucesso. No intervalo das gravações, Elvis cantarola “That’s All Right (Mama)”, composta pelo bluesman Arthur "Big Boy" Crudup. Por acaso, os microfones estavam abertos e Sam Phillips ouviu. Bingo! A sessão acabou se tomando o primeiro de cinco compactos que Elvis gravaria pela Sun Records. Três dias depois o DJ Dewey Phillips, da rádio WHBQ, toca “That’s All Right” pela primeira vez. A partir dai, a carreira de Elvis decola e ele se torna "o Rei", com números impressionantes e, mais de meio século depois, ainda é um dos maiores vendedores de discos no mundo. Sam Phillips tinha razão: um cantor branco de alma e voz negra poderia fazer um grande estrago. E como! "Jailhouse Rock" é um rock criado pelos compositores Jerry Leiber e Mike Stoller e que primeiramente se tornou um hit na voz de Elvis Presley. A canção foi lançada como single 45rpm em 24 de setembro de 1957, para coincidir com o lançamento do filme Jailhouse Rock. A canção cantada por Presley ocupa o lugar 67 na lista da Rolling Stone das 500 melhores canções de todos os tempos e foi nomeada número um do The Rock and Roll Hall of Fame's 500 Songs that Shaped Rock and Roll.O single, com o seu lado B, "Treat Me Nice" foi um hit número #1 nos Estados Unidos por 7 semanas, no outono de 1957, e número #1 no Reino Unido por três semanas no início de 1958. Além disso, "Jailhouse Rock" passou uma semana no topo das paradas do país e alcançou a posição #2 nas paradas de R&B. Também em 1957, "Jailhouse Rock" foi a canção principal em um EP (Extended Play), juntamente com outras músicas do filme, são elas: "Young and Beautiful", "I Want to be Free", "Don't Leave Me Now" e "(You're So Square) Baby I Don't Care." O EP chegou ao topo das paradas da Billboard, vendendo dois milhões de cópias e ganhando o certificado duplo platina pela RIAA. Em 2005, a canção foi relançada no Reino Unido e atingiu a posição #1 em uma única semana. "Jailhouse Rock", que é um exemplo de forma de versos simples, acabou por receber uma certificação dupla-platina adicional da RIAA em 1992, representando vendas de 2 milhões de cópias do single.
O single que trazia "I Feel Fine" do lado 1 e "She's a Woman" do lado B, chegou ao número 4 na Billboard Hot 100 em novembro de 1964. Curiosamente, "She's A Woman" seria a única música da banda não lançada no Brasil durante todo o período em que estiveram na ativa. A EMI/Odeon corrigiria o equívoco somente em 1977, quando finalmente resolveu editar este compacto. As duas canções foram gravadas nas mesmas sessões do álbum Beatles For Sale mas nenhuma das duas foi incluída no nele. Embora fosse creditada à dupla Lennon/McCartney, a canção foi escrita principalmente por Paul. Foi a primeira canção dos Beatles a conter uma referência velada às drogas, na frase "turns me on when I get lonely (me deixa ligado quando fico sozinho). Segundo John Lennon, eles ficaram bastante excitados por terem conseguido inserir a frase na canção e por ela ter passado pela censura das rádios e da televisão. "She's a Woman" foi uma influência direta na música de Bob Dylan "Obviously 5 Believers" do seu álbum de 1966 "Blonde on Blonde".
Nos Estados Unidos, a canção foi lançada no álbum da Capitol "Beatles '65". Uma versão em estéreo pode ser encontrada no álbum "Part Masters", Volume 1. Há também uma outra versão estéreo que soa a mesma coisa, mas com uma contagem feita por McCartney que aparece na box de EPs. "She's a Woman" também aparece sendo tocada em um gravador na cena do campo de batalha no filme "Help! ". No Reino Unido, a primeira vez que "She's a Woman" apareceu em um álbum foi em 1978 no LP "Rarities". Os Beatles incluiram a canção em seus shows em 1965. Versões gravadas "ao vivo" da música também podem ser encontradas nos álbum "Live at the Hollywood Bowl" e "Live at the BBC". Também uma versão gravada em Tóquio, em 1966, aparece no Anthology 2. “She’s A Woman foi concebida por Paul nas ruas de St. Johns
Wood em 8 de outubro de 1964 e foi finalizada no estúdio no mesmo dia, com Paul
cantando-a de modo estridente, emulando Little Richard. “Precis´svamos de um
rock cheio de gritos para os shows”, diz Paul. “Era sempre bom caso você
precisasse de alguma coisa para encerrar ou se houvesse um momento tedioso.” Nos
primeiros takes, Paul improvisou muito. O take 7, por exemplo, durou quase seis
minutos e meio e continha muitos gritos e improvisos. No final, pode-se ouvir
Paul dizendo “temos aqui uma canção e uma música instrumental!”. A canção
também trazia uma das rimas mais forçadas do songbook dos Beatles, em que “give me presents” rima com “she’s
no peasant” (camponesa)." Steve Turner
Happy Xmas (War Is Over) foi escrita por John Lennon, e lançada como single em 1971 pela Apple Records, alcançou a 3ª posição da Billboard, a primeira aparição oficial da música em um álbum, foi em 1975 no disco Shaved Fish. Embora seja uma canção de protesto sobre a Guerra do Vietnã, tornou-se umas das mais famosas musicas de natal fora do eixo das musicas popularmente clássicas, e já foi gravada em varias línguas, entrando em quase todas as compilações de natal. A letra é baseada em uma campanha do final de 1969 organizada por Lennon & Ono, que alugaram varios outdoors e colaram cartazes em doze cidades espalhadas pelo mundo com a frase: "WAR IS OVER! (If You Want It)", as cidades escolhidas foram: New York, Los Angeles, Toronto, Roma, Atenas, Amsterdam, Berlin, Paris, Londres, Tóquio, Hong Kong e Helsinque. "Happy Xmas (War Is Over)" se tornou um dos maiores sucessos da carreira solo de John Lennon. Foi gravada dois anos depois de composta, no final de outubro de 71, nos estúdios da Record Plant em Nova Iorque com a ajuda do produtor Phil Spector. A gravação apresenta um grande coral de crianças do Harlem Community Choir.