sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

OS BEATLES X CASSIUS CLAY

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Em fevereiro de 1964, os Beatles chegaram aos Estados Unidos pela primeira vez para realizar uma série de shows no país. Permaneceram nos EUA por duas semanas e causaram furor por onde passaram. No dia 09 de fevereiro, se apresentaram ao vivo no programa de auditório apresentado por Ed Sullivan. O "Silvio Santos" dos americanos naquela época. O programa foi assistido por um público de 73 milhões de espectadores, número recorde para a época. No dia 16, foi a segunda apresentação no programa. Os Beatles estavam em Miami. Agora todos queriam ver os Beatles, como se eles tivessem algum fetiche mágico, como se pudessem resolver tudo – o que de certa forma, realmente podiam. A platéia de Sullivan estava repleta de celebridades anciosas para colocar os olhos nos Beatles, entre elas as lendas do boxe Sonny Liston – que disputaria com Cassius Clay o título dos pesos pesados no fim de semana seguinte – e Joe Luis. Devido a essas presenças, Paul sentiu-se compelido a prever que Clay venceria a luta, o que gerou um convite do relações-públicas Harru Conrad para que conhecessem o jovem boxeador durante um treino no Fifth Strret Gym. 
Os Beatles nunca foram fãs de boxe. Eles não demonstraram nenhum interesse enquanto estavam em Liverpool, mesmo quando o pai de Pete Best promovia grandes eventos da luta no ginásio local. Mas naquele momento eles desviaram uma parcela de seu precioso tempo para encenar o encontro com Cassius Clay. Por que, de repente, isso se tornou prioridade? De acordo com George, “foi uma grande jogada de publicidade. Fazia parte da condição de Beatle, na verdade, ser arrastado e jogado em salas cheias de jornalistas tirando fotos e fazendo perguntas”. Não era nenhum segredo que Clay havia transformado o mundo do boxe com sua personalidade exuberante. Incorrigível tagarela “que podia falar à razão de 300 palavras por minuto”, ele posava constantemente para as câmeras, contando vantagens comicamente e cuspindo versinhos bobos. Ninguém tinha visto ainda uma verdadeira demonstração de seu potencial no ringue, mas ele já havia impressionado a amioria dos críticos como artista de primeira linha. Sendo assim, parecia apropriado que os maiores artistas do momento se desviassem para as órbitas uns dos outros.
Ainda assim, basta dizer que o lúgubre ginásio esfumaçado onde ele treinava foi dominado pela invasão de quatro rapazes de cabelo estranho vestindo calças justíssimas e jaquetas brancas de manga curta. “Dê só uma olhada nesses Beatles! Eles parecem meninas”, grunhiu um brutamontes que fumava um charuto ao lado do ringue. Os Beatles por sua vez, não estavam nada bem-dispostos; tinham ficado chateados pela imposição da visita e se sentido incomodados por ter esperado quinze minutos por Clay. “Onde diabo está o Clay”, Ringo perguntou para ninguém em particular, claramente irritado pelo atraso. Em seguida foi a vez de John resmungar contra a atitude da diva. “Vamos cair fora daqui”, ele disse aos outros. Mas dois guarda-estaduais da Flórida bloquearam a porta até que o anfitrião chegasse.
Se os rapazes tinham planos de escapulir, eles evaporaram no instante em que Cassius Clay – o Desbocado de Louisville – entrou pela porta. “E aí, Beatles?” ele rugiu, desarmando-os com seu charme. “Precisamos fazer algum show juntos na estrada! Íamos ficar ricos.” Ele tinha uma personalidade incrível, um espírito cativante, era marcado para a grandeza e ficou inalterado pela celebridade. Os Beatles gostaram dele imediatamente, e não hesitaram em entrar em cena no extravagante “show” que ele encerrava com elegância. Ele “insistia em se divertir enquanto treinava”. Clay os incitou a subir no ringue e gritou: “Caiam, seus vermes!” – e os rapazes cairam de costas. Então John o instruiu a estender o braço por cima deles “com a mão enluvada, em pose de vitória”, e foi obedientemente atendido por Clay. Ninguém precisava de muito treino. Todos eram, Beatles e boxeador, showmen consumados; eles sabiam seus papéis, aproveitaram todas as deixas. Para fechar o encontro com chave de ouro, Clay agarrou Ringo, suspendeu-o sobre a cabeça e o girou como um cata-vento – do jeito que Popeye se livrava dos inimigos.
Os espectadores e puxa-sacos gritavam, virando os punhos para baixo, condenando a pobre vítima; o treinador Drew “Bundini” Brown, implorou comicamente pela vida do baterista; então Clay deu uma passoa à frente e disparou algumas frases de grande profundidade:
Isso não era exatamente Byroniano, mas agradou muito aos autores de “Love, love me do / you know i love you”. Para os Beatles, que estavam rapidamente se tornando ícones culturais, Clay, com seus 22 anos, era como uma lama gêmea: “Ele tem todo aquele espetáculo maluco sob controle”, eles teriam dito a Brian. Espontâneo e elegante, Clay era genial em seus próprios termos, sem todo aquele “papo-furado”. Eles deixaram o ginásio pouco tempo depois “com grande relutância”. “Clay os impressionou”, lembrava o fotógrafo Harry Benson. Mas o que os cativou e tocou não foi o seu carisma; foi o seu poder. Clay era boa-pinta, mas também socava como uma marreta. Os Beatles sabiam que, se as coisas fossem como Brian queria, a beleza e a fofura seriam tudo o que importava. Ainda assim, a imagem que eles cultivavam, embora os incomodasse, continuava a ser útil e, naquele momento, lhes proporcionava um certo privilégio.
Depois da sessão de fotos de Clay com os Beatles, Sonny Liston declarou que não gostava dos rapazes de Liverpool. Se deu mal! Na noite de 25 de fevereiro de 1964 - na Flórida – Cassius Clay arrasou Sonny Liston (que, curiosamente aparece na capa de Sgt. Pepper's) por nocaute depois do 6º round tornando-se campeão mundial dos pesos-pesados.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

ÔBA! DIRE STRAITS EM DOSE DUPLA - DOIS CLÁSSICOS!

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O que um rock melódico e harmonioso tem a ver com o final dos anos 70, em meio à revolução punk e ao hard rock? Talvez tenha sido justamente por causa desse contexto que o Dire Strats se destacou e conquistou o concorrido posto de clássico do rock. De um jeito despretensioso, a banda formada pelos irmãos Mark e David Knopler, John Illsey e Pick Withers começou ensaiando em um apartamento algumas músicas que Mark compunha. Por acaso, a fita demo com os ensaios acabou caindo na mão do lucutor de uma rádio de Londres. A música tocada era Sultans of Swing e, logo em seguida, a banda se deu bem e assinou contrato com a gravadora Vertigo. Depois de participarem de uma turnê dos Talking Heads, o álbum Communiqué foi lançado em 1979 e consolidou de uma vez por todas o sucesso banda. O ponto alto do Dire Straits é sem dúvida a guitarra melodiosa e única de Mark Knopfler, que toca com os dedos e faz seu instrumento quase que literalmente cantar, como poucos. Em 1995, é lançado o último álbum ao vivo e, como tudo o que é bom, o Dire Straits encerra suas atividades um ano depois, deixando sua marca no rock clássico e na própria história fonográfica ao ser a primeira banda a ter um álbum gravado, mixado e masterizado por processo totalmente digital. Mark Knopfler segue em uma bem-sucedida carreira-solo. Não deixe de conferir aqui a superpostagem “ESPECIAL DIRE STRAITS - OS REIS DO SWING“ – publicada em 5 de fevereiro de 2011.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

“STRAWBERRY FIELDS FOREVER” E “PENNY LANE” FAZEM 50 ANOS!

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O single (no Brasil, compacto simples) dos Beatles com Strawberry Fields Forever e Penny Lane está fazendo 50 anos. Nos Estados Unidos, foi lançado no dia 13 de fevereiro de 1967. No Reino Unido, no dia 17. As duas canções (uma de John Lennon, outra de Paul McCartney) eram o prenúncio de algo extraordinário que estava em gestação: o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado em junho daquele ano. Strawberry Fields Forever e Penny Lane são reminiscências da infância em Liverpool. Os Beatles fazem a música nova do presente falando do passado. Strawberry Fields Forever, embora assinada por Lennon/McCartney, foi composta por John Lennon a partir das lembranças que ele tinha de um orfanato do Exército da Salvação. O registro inicial não indicava que a canção pudesse se transformar num dos pontos altos da discografia do grupo e num marco indiscutível do rock psicodélico. Os diversos registros (há até um bootleg com eles) confirmam que a canção cresceu no estúdio, enquanto era gravada. E, aí, temos que somar a melodia enigmática de John ao arranjo deslumbrante de George Martin.

Penny Lane, igualmente atribuída à dupla Lennon/McCartney, foi composta por Paul McCartney. A letra fala de uma rua de Liverpool. É uma balada com as marcas do inspirado melodista que Paul sempre foi, desde muito jovem. O solo de trompete de David Mason remete ao barroco e às influências da música erudita que os Beatles, via George Martin, incorporaram ao trabalho deles.
Strawberry Fields Forever e Penny Lane se completam em suas diferenças. São tão belas que formam um compacto sem lado B. Na época, a canção de Lennon provocou uma certa estranheza em alguns ouvintes, o que não ocorreu com a de McCartney. A passagem do tempo as fez igualmente poderosas.  Com todos os significados que encerram, Strawberry Fields Forever e Penny Lane continuam fascinantes!
Aqui, com a exclusividade de sempre, a gente confere o que disse Paolo Hewitt sobre o single em seu livro “Love Me Do – 50 momentos marcantes dos Beatles”.
A gangue debandou e cada um foi cuidar da sua vida. Pela primeira vez desde a contratação pela EMI, eles não se veriam por pelo menos um mês. Nas pausas anteriores, eles tiraram férias juntos — Paul com Ringo, John com George, George com Paul. De forma reveladora, dessa vez eles viajaram sozinhos. Enquanto o grupo se dispersava, um pensamento rondava a mente de todos: Aon­de vamos agora? Nunca uma banda deixara de fazer tumês, tomando-se uma unidade apenas de gravação. Será que a es­tratégia funcionaria?
Ringo foi em busca de sol, George foi para a Índia estudar citara com Ravi Shankar, Paul ficou em Londres para compor a trilha sono­ra do filme Lua de mel ao meio-dia (1966), par­tindo em seguida para a África, e John foi para a Espanha participar de Como ganhei a guerra (1967), de Dick Lester. Mais tarde, Lennon contou ter sido esse o primeiro momen­to em que pensou em sair da banda. Ele ape­nas não teve coragem para dar o primeiro passo. Se ser um Beatle tinha começado a per­der o encanto e o interesse, o mesmo podia ser dito de sua vida doméstica. “Em vez de ir para casa, fui de imediato para a Espanha com Dick Lester, porque não conseguia li­dar com o fato de não estar sempre no palco”, ele confessou. “E foi nessa hora que a semente foi plantada; eu tinha de dar um jeito de sair daquilo tudo sem ser expulso pelos outros.” Sempre otimista, Paul não tinha tais apreensões e rapidamente começou a bolar novas estratégias para a banda. “Estávamos de saco cheio de ser os Beatles. Nós odiávamos de verdade aquela merda dos quatro ra­pazes cabeludos. Não éramos rapazes, éra­mos homens [...]. Além disso, passamos a gostar de maconha e nos considerávamos ar­tistas [...]. Então, num avião, tive uma ideia...” E essa ideia levaria à produção da obra mais famosa da banda. Foi nesse cenário confuso que Lennon começou a trabalhar numa de suas melhores canções, “Strawberry Fields Forever”. Por causa do filme de Lester, o roqueiro também passou um tempo em Hamburgo com Neil Aspinall, visitando todos os antigos locais. Quando voltou à Espanha (Cynthia, Ringo e a esposa, Maureen, se juntaram ao guitarris­ta após duas semanas de filmagem), ele co­meçou a mexer com o passado e deu início à composição da música batizada com o no­me do orfanato situado próximo de sua ca­sa em Liverpool. De acordo com uma decla­ração posterior, a letra era uma psicanálise, inteligente e bonitinha, mas sem dizer mui­ta coisa. Um verso — no qual ele se vê sozinho no alto de uma árvore — aludia à confusão a respeito de sua personalidade. Ele era um gênio ou um louco? Segundo John, essa dú­vida o atormentava desde os 5 anos de idade. Era essa habilidade de sempre mudar e desafiar que mantinha alertas os outros Bea­tles. As pessoas ficavam cautelosas ao redor de Lennon; nunca se sabia ao certo o que ele pensava e sentia. Isso não apenas lhe rendia o controle em qualquer situação, como tam­bém qualquer incentivo positivo seu tinha muito mais significado. Catorze anos após a separação dos Beatles, Paul falou sobre ele: “Todos nós respeitávamos o John. Ele era mais velho e claramente o líder: tinha o pen­samento mais veloz, era o mais inteligente e todo esse tipo de coisa (...). Certamente, ele era o que eu mais admirava". É tentador acreditar que McCartney compôs “Penny Lane" em retaliação à nova canção de Lennon. Nada disso. Numa entre­vista concedida em novembro de 1965, ele mencionou que pensava em compor uma música chamada “Penny Lane” (provavel­mente em resposta à obra-prima anterior de John, “In My Life”, na qual o músico lidava com lembranças da vida). A exemplo da con­tribuição de Lennon, “Penny Lane" se referia à Liverpool da juventude do baixista.Repleta de melodia, entusiasmo e con­fiança, em “Penny Lane" McCartney leva o ouvinte num passeio vivido pelas ruas, pa­rando para destacar o barbeiro, o banquei­ro, a enfermeira e o bombeiro. São figuras tradicionais, mas McCartney as subverte; o banqueiro não veste casaco na chuva, o bom­beiro carrega uma ampulheta, a enfermeira acredita estar atuando numa peça e o bar­beiro tem fotos de todos os fregueses atendi­dos. Lennon, que o ajudou a completar a ter­ceira estrofe, costumava se encontrar com Paul em Penny Lane, então criar um final pa­ra os versos não era problema.A canção de John foi a primeira que os Beatles gravaram quando voltaram a tra­balhar, em 24 de novembro de 1966. Para comprovar como as coisas haviam mudado. “Strawberry Fields Forever” demorou vários dias para ser gravada antes de ser considera­da quase pronta. “Love Me Do” consumira apenas duas horas. Os Beatles agora desfru­tavam do estúdio Abbey Road, que lhes per­mitia explorar todos os tipos de possibilida­des sonoras. Com a fita demo original de John ao violão, a canção se transformou rapida­mente numa obra-prima psicodélica, usan­do fitas com a gravação rodando ao contrá­rio, outras sendo executadas em rotações diferentes e todos os tipos de instrumenta­ção, como o melancólico mellotron utiliza­do na introdução. Diversas versões da canção foram expe­rimentadas até Lennon pedir para Martin pegar duas versões diferentes e combiná-las. O fato de Martin ter sido capaz de unir duas seções em tons diferentes e obter uma grava­ção clássica é uma prova de sua habilidade.“Penny Lane” era a próxima da fila, con­sumindo nove dias de gravação. Essa canção tinha muito mais apelo comercial que “Straw­berry Fields Forever”. O cativante riff de pia­no, as imagens vívidas, os sons brilhantes e a audácia musical a tornavam uma candida­ta muito melhor ao sucesso de público.No dia 27 de janeiro de 1967, a banda assinou um contrato novo e melhor com a EMI. A primeira coisa que a gravadora pediu foi outro compacto. Sem pensar duas vezes, as duas canções foram entregues. E então, no dia 17 de fevereiro, essa obra-prima dos Beatles foi lançada. Ao mesmo tempo, foram filmados vídeos de divulgação, os quais, a exemplo das canções representadas, tam­bém traziam imagens no sentido contrário com o grupo subindo e pulando de árvores) e imagens surreais. Todos na banda usavam bigode e vestiam roupas coloridas. Pela primeira vez desde Please Please Me, um single dos Beatles não chegou ao primeiro lugar, o que levou a mais especulações sobre a carreira dos Bea­tles ter chegado ao fim. Na verdade, como eles não saíam em turnê pelo Reino Unido havia mais de um ano, as especulações da im­prensa quanto ao seu futuro não cessavam. O programa Reporting 66 flagrou os quatro integrantes entrando no estúdio Abbey Road e os questionou. Todos riram com a ideia de separação e seguiram para trabalhar no novo LP, provisoriamente chamado Sgt. Peppefs Lonely Hearts Club Band.

STRAWBERRY FIELDS - ALVARO ORTEGA AND LOS ESCARABAJOS

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“EIGHT DAYS A WEEK” CONQUISTA O GRAMMY

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The Beatles: Eight Days a Week
O documentário The Beatles – Eight Days A Week: The Touring Years conquistou um Grammy no último domingo (12) no Staples Center em Los Angeles na categoria Melhor Filme Musical. De acordo com a Universal Music Enterprises, os produtores Nigel Sinclair, Scott Pascucci e Brian Grazer agradeceram a honraria: "Estamos muito emocionados por ganhar este prêmio. Este projeto foi uma grande aventura e nós fomos tão abençoados em ter a liderança de Ron (Howard, diretor) nos guiando através de tudo. Nós nos juntamos a Ron para agradecer a Academia de Artes e Gravação por esta honra que significará tanto para o grande número de pessoas que trabalharam no filme. Obrigado a Jeff Jones e à equipe da Apple Corps por todo o apoio e, claro, aos Beatles por nos terem confiado sua incrível história". Eight Days A Week se baseia na primeira fase dos Beatles ocorrida entre1962 a 1966, em um período que os Fab Four excursionaram e conquistaram a aclamação mundial. O documentário explora como John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr uniram-se para se transformar na maior e melhor banda da história do rock, desde os tempos do Cavern Club em Liverpool até seu último show no Candlestick Park na cidade norte-americana de San Francisco em 1966. A cereja do bolo é que quando terminam os créditos, ainda tem 30 minutos do antológico show no Shea Stadium totalmente restaurado. Dez. Nota dez!!!

YELLOW SUBMARINE - CADERNOS E ADESIVOS DOS BEATLES

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As quatro cadernetas da coleção da Moleskine em homenagem aos BeatlesQuem adora itens de papelaria coloridos e cheios de charme pode ter palpitações com o próximo lançamento da Moleskine, marca de cadernos italiana. Em homenagem à banda inglesa Beatles e seu musical animado Yellow Submarine (1968), a empresa lançou uma coleção limitada de quatro cadernetas diferentes que acompanham adesivos com avatares de cada cantor, exatamente como eles são retratados no filme. O valor das peças variam de 139,00 a 179,00 reais e podem ser encontradas a partir do dia 20 nas principais papelarias do país, como Saraiva e Livraria Cultura. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

THE BEATLES - MR. MOONLIGHT

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"Mr. Moonlight" é uma canção composta por Roy Lee Johnson. Foi gravada pelos Beatles entre agosto e outubro de 1964 e lançada no álbum Beatles for Sale, em dezembro do mesmo ano. "Mr. Moonlight" fazia parte do repertório dos Beatles no tempo de Hamburgo, e, quando precisaram de músicas para preencher o álbum (for Sale) a tempo do natal, resolveram gravá-la.

DANA FUCHS - DON'T LET ME DOWN

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Dana Fuchs é uma atriz, compositora e cantora americana famosa pela voz marcante e pelo seu papel como ‘Sadie’ no filme “Across the Universe” de 2007 e também foi Janis Joplin no filme “Love, Janis”.

PAUL MCCARTNEY & WINGS - GIVE IRELAND BACK TO THE IRISH

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Apesar de ter sido censurada pela BBC, a faixa composta em protesto ao infame "Domingo Sangrento" chegou ao 1º lugar nas paradas em diversos países como Espanha e Irlanda. McCartney compôs a faixa no dia 1º de fevereiro de 1972, dois dias após o incidente que causou a morte de vinte e sete civis, metralhados por soldados a serviço se Sua Majestade na cidade de Deny, Irlanda do Norte. Sobre esse mesmo episódio, John Lennon também manifestou sua indignação em "Sunday Bloody Sunday" e "The Luck Of The Irish" no álbum Some Time In New York City.
Em fevereiro de 1972, Paul McCartney lançou uma música com sua nova banda Wings que causou uma tempestade de controvérsias e foi prontamente banida como "inadequada para radiodifusão". “Give Ireland Back to the Irish” foi a reação de McCartney para os eventos do Domingo Sangrento apenas algumas semanas antes, em que dezenas de manifestantes foram mortos por soldados britânicos na Irlanda do Norte. Muitos ficaram surpresos de que McCartney tenha se envolvido na questão. Até então, o ex-Beatle tinha evitado qualquer ativismo político evidente e foi amplamente considerado como um criador de ovelhas agradável. Alguns rejeitaram como uma tentativa cínica de McCartney para sustentar a sinalização da carreira pós-Beatles.

Stuart Maconie, jornalista, discutiu “Give Ireland Back to the Irish” em seu programa The People's Songs da Radio 2, acredita que foi uma resposta natural aos eventos na Irlanda do Norte. "Eu acho que, como muitas pessoas, ele estava simplesmente horrorizado com o Domingo Sangrento, e como um filho da grande diáspora irlandesa no noroeste da Inglaterra, sentiu ainda mais profundamente. Eu não acredito que ele estava tentando superar Lennon. Acho que ele foi totalmente sincero e foi um movimento muito corajoso"diz Maconie. O ex-colega de banda John Lennon, que tinha herança irlandesa, tinha sido cada vez mais politicamente ativo e apareceu em um protesto de Nova York contra a presença do exército britânico na Irlanda do Norte. Eamonn McCann, um veterano jornalista e ativista político de Londres, acredita que, embora McCartney provavelmente tivesse genuínas razões para escrever esta canção, a questão irlandesa foi muito conveniente para os músicos em relação a publicidade.

McCartney falou mais tarde ao historiador Mark Lewisohn sobre o sentimento de indignação que sentia pelo Domingo Sangrento: "Do nosso ponto de vista, foi a primeira vez que as pessoas questionaram o que estávamos fazendo na Irlanda. Foi tão chocante. Escrevi 'Give Ireland Back to the Irish', nós gravamos e eu recebi um telefonema do presidente da EMI, Sir Joseph Lockwood, explicando que não iria liberá-la. “Ele achava que era muito inflamatória. Eu disse a ele que eu senti fortemente sobre isso e eles tiveram que liberá-la". Apesar de ter sido censurada pela BBC“Give Ireland Back to the Irish” chegou ao 1º lugar nas paradas em diversos países da Europa
“Give Ireland Back to the Irish” foi proibida no Reino Unido pela BBC, Radio Luxembourg e pela Autoridade de Televisão Independente. O Dj da BBC e o apresentador do Top of the Pops Alan Freeman recusaram-se a mencioná-la pelo nome. Em sua Radio 1 ele se referiu à música como apenas "uma canção de um grupo chamado Wings". Apesar de não tocar nas rádios alcançou o número 16 nas paradas do Reino Unido e número 21 nos EUA. Foi número 1 tanto na República da Irlanda e, estranhamente, na Espanha. McCartney falou sobre o sucesso da canção na Espanha: "Estou muito orgulhoso de que os separatistas bascos adoraram". As duas canções de John Lennon lançadas no mesmo ano, “Sunday Bloody Sunday” e “The Luck of the Irish”, em grande parte passaram despercebidas. Foi a de McCartney que causou a tempestade. O jornalista de música e apresentador da BBC Stuart Bailie acredita que o fato de que foi proibida realmente ajudou. "A proibição deu mais glória porque, na minha opinião, foi uma música pobre, com letras fracas", disse ele.


Confira também a materia sobre a música SUNDAY BLOODY SUNDAY de John Lennon, publicada em 26 de novembro de 2013.

THE BEATLES – GEORGE HARRISON - ONLY A NORTHERN SONG

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“Only a Northern Song” (algo como 'Apenas uma canção do norte') é uma canção dos Beatles que aparece no filme e no álbum Yellow Submarine de 1969, escrita e cantada por George Harrison.

A base da faixa foi gravada em 13 de fevereiro de 1967, com overdubs adicionados no dia 14 do mesmo mês e no dia 20 de Abril. Originalmente, a canção iria aparecer no álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. De acordo com o engenheiro de som dos Beatles, Geoff Emerick, a música foi deixada de fora do álbum porque os membros da banda acharam que ela não combinava com o resto das músicas. Tendo uma letra que faz referência ao próprio escritor, uma forma musical inconvencial e instrumentação pouco usual, incluindo trompetes distorcidos, um órgão com reverb (reverberação), sinos, e um glockenspiel, e guitarras distorcidíssimas, esta é uma das músicas mais psicodélicas dos Beatles.

Ao longo da música, Paul McCartney toca trompete, assim como os outros membros tocam instrumentos de percussão tais como glockenspiel, sinos orquestrais e tímpano. Um mellotron também pode ser ouvido em algumas partes da música. Uma versão editada e ligeiramente acelerada da canção sem os overdubs do dia 20 de Abril (apenas órgão, bateria, baixo e vocal) foi lançada no álbum Anthology 2 em 1996, com uma tomada vocal diferente contendo alguma variação na letra. Como a música foi feita com duas tomadas separadas tocando em sincronia, a mixagem original da música, monofônica, só foi lançada em 1999, quando uma versão remixada da faixa foi lançada no álbum Yellow Submarine Songtrack.

A letra mostra o descrédito de Harrison para com a própria música, concluindo cada verso com a frase "It's only a Northern song" ('É apenas uma canção do Norte'), que Harrison explicou se referir tanto à cidade natal dos Beatles, Liverpool, que fica no noroeste da Inglaterra, como à companhia de publicações Northern Songs (George ainda não tinha formado sua própria companhia de publicação; 'Northern Songs' era a companhia de publicação de Lennon/McCartney). A música às vezes é interpretada como uma zombaria à Lennon/McCartney, fazendo referência às letras e músicas psicodélicas que os dois faziam na época, e como uma reação às atitudes de menosprezo de Lennon e McCartney para com as composições de Harrison, com ele cantando indiferentemente "It doesn't really matter what chords I play / What words I say or time of day it is / As it's only a Northern song" ('Não importa realmente que acordes eu toque / Que palavras eu diga ou que hora do dia é / Já que é apenas uma canção do norte'). Infelizmente, como não existe um videozinho decente que seja, a gente fica com as merdas que tem mermo.

HENRY GROSSMAN - PHOTOGRAPHING THE BEATLES

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“Eles adoravam tudo que fosse novidade, como skates e karts”. Diz o fotógrafo que conviveu com os Beatles entre 1964 e 1968, que lançou recentemente “Places I remember: My Time With the Beatles” (Lugares de que me lembro: meu tempo com os Beatles).

Henry Grossman realizou o sonho de qualquer beatlemaníaco. Nos anos em que os acompanhou, fez mais de 6000 imagens dos quatros rostos mais famosos do planeta. Agora uma nova seleção destas fotos está à venda em edição limitada, numerada e assinada pelo fotógrafo.

Grossman nasceu na cidade de Nova York e aprendeu o ofício com o pai que fotografou personalidades como Gandhi, Einstein, Mussolini, e descobriu os elementos-chave do retrato clássico – especialmente a interação entre a luz e sombra.

Trabalhou para a revista Life, The New York Times, Time, Newsweek, Paris-Match entre outros. Por suas lentes passaram figuras políticas (os três irmãos Kennedy, Lyndon Johnson, Richard Nixon), pintores, escultores e escritores (Alexander Calder, Kurt Vonnegut, Vladimir Nabokov) e, especialmente artistas (Elizabeth Taylor, Richard Burton, Martha Graham, Nureyev, Leonard Bernstein, Luciano Pavarotti, Plácido Domingos, Barbra Streisand, Thelonious Monk).

Grossman diz que conseguiu fotografar tão intimamente aos Beatles, porque após um longo período de convivência, os quatro se acostumaram com sua presença. Cobriu a primeira aparição dos meninos de Liverpool no “Ed Sullivan Show”, acompanhou as filmagens do filme “Help”, documentou uma noite de gravação do álbum “Sgt. Pepper’s” nos estúdios de Abbey Road e ainda freqüentou as casas de todos para fotografá-los informalmente com seus amigos e famílias.

Entre os anos de 1964 e 1969, Grossman teve acesso exclusivo à intimidade dos Beatles. Depois de conhecê-los nos nos bastidores do célebre show de Ed Sullivan, tornou-se amigo dos Fabs e contratado para retratar os bastidores de “Help!”. Daí em diante, não parou de retratá-los. Em casa, com a família e amigos, no estúdio, tomando café da manhã, jogando pôquer, descansando na piscina, dormindo ou fazendo nada.

Entre os anos de 1964 e 1969, Grossman teve acesso exclusivo à intimidade dos Beatles. Depois de conhecê-los nos nos bastidores do célebre show de Ed Sullivan, tornou-se amigo dos Fabs e contratado para retratar os bastidores de “Help!”. Daí em diante, não parou de retratá-los. Em casa, com a família e amigos, no estúdio, tomando café da manhã, jogando pôquer, descansando na piscina, dormindo ou fazendo nada.

Um pouco mais velho que John, Paul, George e Ringo, Grossman gostava mais deles do que de sua música. “Eu não entendia de rock, preferia música clássica”, diz ele. “Talvez isso tenha ajudado a criar um vínculo – por que os Beatles precisariam de mais um puxa-saco repetindo que eles eram gênios?”.

Foram mais de 6 mil fotografias dos Beatles, a grande maioria descartadas – até agora. Grossman acaba de lançar um livro de 528 páginas, chamado “Places I remember: My Time With the Beatles” (Lugares de que me lembro: meu tempo com os Beatles). É um calhamaço que pesa 6 quilos e custa 495 dólares (a cópia autografada sai por 795).

“Eles estavam acostumados a me ver com a câmera, documentando tudo o que acontecia ao redor”, conta. “Mais do que qualquer coisa, eu me tornei um amigo. Então, quando ia fotografar, ninguém pensava duas vezes. Ninguém se importava. Não era visto como invasivo”.

As fotos são de uma era anterior à nossa, em que popstars e celebridades de segunda linha fazem poses ridículas para a Caras ou a Contigo, “abrindo” suas casas de maneira falsa e patética. Para quem gosta de retratos, é uma aula. Para quem gosta dos Beatles, é mais um motivo para folhear, colocar tudo de novo para tocar e lembrar que eles, antes de qualquer coisa, foram quatro jovens amigos que se divertiram muito na companhia uns dos outros – enquanto trabalhavam, ficavam ricos e se tornavam, ainda sem saber ao certo, a maior banda de todos os tempos.

Confira aqui, outras matérias superlegais com alguns dos fotógrafos sortudos que tiveram a graça de capturar os Beatles.
RICHARD AVEDON
http://obaudoedu.blogspot.com/2009/08/richard-avedon-photographer.html

domingo, 12 de fevereiro de 2017

RICHARD BARRETT – SOME OTHER GUY

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Richard Barrett, conhecido como Richie Barrett, foi um cantor, produtor de discos e compositor que nasceu na Filadélfia em 1933. Produzia discos de música negra independentes, que tiveram influência na formação do rhythm and blues de Nova York. Barrett descobriu e promoveu Frankie Lymon & the Teenagers, The Chantels, Little Anthony & the Imperials, The Valentines, and The Three Degrees. Como artista, tornou-se mais famoso por co-escrever com Jerry Lieber e Mike Stoller a canção " Some Other Guy" gravada por ele em 1962, garantindo-lhe a imortalidade, não pelo single mas por fazer parte do repertório dos Beatles em seus shows no Cavern Club. Além dos Beatles, “Some Other Guy" também recebeu versões cover de outros grupos de Liverpool da época, Incluindo The Searchers e The Big Three. Um clipe dos Beatles interpretando a música no Cavern foi exibido em um programa regional da TV Granada no noroeste da Inglaterra em agosto ou setembro de 1962, pouco depois de a banda ter assinado com a Parlophone, e essa filmagem de baixa qualidade tem sido incluída em muitos vídeos e DVDs dos Beatles desde então. Richard Barrett morreu de câncer pancreático em Gladwyne, Pensilvânia em 3 de agosto de 2006.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

THE BEATLES IN WASHINGTON - 1964 - TÁ TUDO DOMINADO!

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No dia 11 de fevereiro de 1964 – apenas dois dias depois da apresentação histórica no The Ed Sullivan Show – Os Beatles fizeram história novamente com um inacreditável show na capital dos yankees. No primeiro concerto que fizeram no Washington Coliseum, eles arrebentaram, de novo! Agora não era um programa de televisão. Era um dos primeiros shows de Rock And Roll para um público que vivia de lembranças de tragédias recentes, como a terrível morte de seu líder, JFK. Os Beatles eram tudo de bom e correspondiam totalmente à imagem que era associada a eles: limpos e íntegros. Mesmo contra todos os contra-tempos sobre eles, incluindo a falta de um "roadie", e Ringo tendo que girar sua bateria no braço. O amigo João Carlos disse um dia (não por acaso), que nesse show, Ringo deveria receber o dobro e eu concordo plenamente. Talvez, até mais. Naquele dia, uma tempestade de neve atingiu a costa leste e todos os vôos foram cancelados; portanto, para que os Beatles pudessem ir para Washington, foram enfiados em um trem da Pennsylvania Railroad, o King George, um antigo vagão-leito que fazia parte da linha Richmond, Fredericksburgand Potomac. Quando chegaram à estação, a imprensa havia tomado tudo. A cada parada, os câmeras se espremiam do lado de fora das janelas.


Três mil fãs enlouquecidas (a maoiria de meninas de no máximo 15 anos) enfrentaram 30 centímetros de neve para dar-lhes as boas-vindas na Union Station, em Washington, onde eles logo fizeram uma coletiva de imprensa. Em seguida, visitaram a WWDC, a primeira estação de rádio americana a tocar um disco dos Beatles, onde foram entrevistados pelo DJ Carroll James, que lhes perguntou sobre suas influências musicais:
John: "Johnny, o ceguinho". James: "Johnny, o ceguinho?". John: "Ah, sim. Ele tocava com Arthur, o surdinho". James: "Salvo Os Estados Unidos e a Inglaterra, quais países você mais gostou de conhecer?". JohnSalvo Os Estados Unidos e a Inglaterra, o que resta?"The Beatles e sua comitiva ficaram hospedados no Shoreham Hotel, ocupando todo o sétimo andar, cujo acesso foi bloqueado aos fãs. Uma família de hóspedes negou-se a deixar seu quarto; portanto, a administração do hotel cortou o aquecimento central, a água quente e a eletricidade, alegando falha elétrica. A família, contrariada, acabou se mudando para outro andar.
Resultado de imagem para THE Beatles IN WASHINGTON
Aproximadamente 8 mil fãs, em sua maioria garotas, assistiram ao show no Washington Coliseum, sob a proteção de 362 policiais, sendo que um deles usou balas de revólver como protetores de ouvido, por causa da altura do som. Os Beatles tocaram: "Roll Over Beethoven", "From Me To You, "I Saw Her Standing There', "This Boy", All My Loving", I Wanna Be Your Man”, "Please Please Me”, “Till There was you”, “She Loves You”, “I Want To Hold Your Hand”, “Twist And Shout" e Long Tall Sally", Além do quarteto de Liverpool, tambem fizeram parte do show The Chiffons (que curioso...) e Tommy Roe. Depois desse show, Lady Ormsby-Gore ofereceu uma recepção na Embaixada Britânica. Houve um baile a rigor em prol da associação de proteção a criança, e ao final, foi pedido aos Beatles que entregassem os prêmios da rifa. A comunidade britânica, debutantes e aristocratas arrogantes, tiveram um comportamento lamentável, e uma mulher chegou a cortar uma mecha do cabelo de Ringo, bem atrás da orelha esquerda. John afastou todos os que pediam autógrafos reclamando: "Essa gente não tem a mínima educação" e, agarrando Ringo pelo braço, disse: "Estamos indo". Ringo o acalmou, entregaram os malditos prêmios e partiram. Naquela noite, os Beatles exigiram que Brian nunca mais os expusesse aquele tipo de situação. No dia seguinte, o destino era novamente Nova York. Duas apresentações ocorreriam no Carnegie Hall.

Os Beatles voltariam no mesmo trem e, ao chegarem, sua limusine ainda não estava na estação, pois os fãs haviam bloqueado toda a passagem das ruas. Eles tiveram que ir para o hotel de táxi, de onde tiveram que sair, mais tarde, usando o elevador dos fundos e a cozinha. E agora, somente aqui no Baú do Edu - nosso blog preferido - a gente confere o show completinho da verdadeira estreia dos Beatles ao vivo em território americano. Mataram a pau! BRAVO, BEATLES, DE NOVO!


THE BEATLES - CAN'T BUY ME LOVE - A NEGADA PIRA!

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TODO MUNDO TEM O SEU BEATLE - or Elinor Wikler

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O descontraído e cativante texto a gente confere a seguir, foi publicado na revista “SELEÇÕES” (do Reader’s Digest) em fevereiro de 1966. O show dos Beatles que o texto se refere, aconteceu em 2 de setembro de 1964 no “Convention Hall”, na Philadelphia e a gente confere lá embaixo. Elinor Wikler - a autora nasceu em 4 de julho de 1915 e faleceu em 10 de outubro de 1982.
No andar de cima a televisão rugia, e as três adolescentes diante do espelho, Joanie e suas duas melhores amigas, Judy e Melanie, pareciam personagens de uma orgia romana. Judy rolava na cama, gemendo; Melanie estava no chão mordendo um travesseiro; e a minha Joanie, com os nós dos dedos enfiados na boca, parecia Hamlet vendo o fantasma do pai. No vídeo o animador pediu silêncio, e a cameracomeçou a passar pela platéia, pelos rostos de garotas contorcidos em um misto de agonia, êxtase e desespero. Eu ainda tinha subido para dizer-lhes que diminuíssem o volume, mas, parada ali, senti que aqueles ritos, o que quer que fosse, eram particulares e eu não deveria intrometer-me. No dia seguinte, quabdo enxugava os pratos, Joanie virou-se para mim e perguntou:
- Mamãe, não acha que eles são formidáveis?
- Eles quem? – perguntei distraidamente.
- Você sabe muito bem... eles! Respondeu ela da mesma maneira como quando, havia pouco tempo, era incapaz de pronunciar o nome de Papai Noel.
- Você está falando nos Beatles?
- Isso mesmo – respondeu minha filha, sem levantar os olhos.
- Eu compreendo a maioria das coisas – comecei – mas por que os Beatles?
- De que eram feitos os seus sonhos, mamãe? Perguntou Joanie.
Clark Gable subindo aquela escada carregando Scarlett nos braços, pensei. Os olhos de Charles Boyer, a voz... a lentidão com que Humphrey Bogart inalava a fumaça do seu cigarro.
- Eles não estão mais presentes – disse eu, sentindo um certo vazio.
Ela estava mexendo no rádio.
_ Estão sim – disse – nos velhos filmes da TV. Com o cabelo emplastrado, namorando aquelas pequenas com vestidos se miçangas e sem sobrancelhas. Isso hoje é velharia, mamãe.
- Ele me tocou de leve no braço. – Desculpe.
Joanie ligou o rádio. Meus velhos anseios secretos estavam indo todos por água abaixo. Os dela enchiam o ambiente: “I wanna hold your hand, I wanna hold your hand…”
Ela sorriu. Isso não mexe com você, mamãe? Esse é o George.
O jeito dela era bem igual ao meu, nas maravilhosas tardes de sábado, nos cinemas de veludo e ouro de minha adolescência. Que diferença fazia, pensei, se aqueles quatro bonecos de engonço tinham cabelo demais? Compreendi que meu “por que?” a Joanie não encontraria resposta na mentalidade, mas nos tempos – e no coração de uma jovem.
A medida que se passavam os dias e os meses, e as revistas de fãs e discos e retratos dos Beatles se acumulavam, comecei a compreender o que havia naquilo de divertido, a emoção, a aventura...
A aventura começou num dia de março, quando anunciaram que numa certa tarde de quinta-feira, em maio, a partir das 4:30h, seriam postas à venda as entradas para o espetáculo que em setembro Os Beatles iriam dar na cidade.
Lá pelas nove e meia daquela manhã de maio, Joanie e Melanie partiram rumo ao auditório, munidas de almoço em sacos de papel, dois velhos banquinhos dobráveis que tínhamos encontrado no sótão, e cada uma com um rádio transistor (para ouvir os Beatles enquanto esperavam).
O dia inteiro o rádio noticiou que uma multidão crescente se aglomerava diante do auditório e que a polícia estava preparada para agir em caso de tumulto. Finalmente, às cinco horas, a campainha do telefone tocou.
- Joanie! Onde você está?
- Na estação, mamãe. Será que podia vir apanhar-nos? E imagine só! Conseguimos as entradas! Estavam anquilosadas e bataidas, mas satisfeitas. No carro, a história saiu aos arrancos. A gerência, temendo uma arruaça, abrira a bilheteria uma hora mais cedo e vendera tudo em duas horas. Todo mundo estava lá. Todo mundo mesmo! Alguns tinham passado a noite inteira na escada. Cantavam juntos “We Love You Beatles”.
Assim, todo mundo tinha alguma coisa em comum – Ringo e George e Paul e John. Meninas como Joanie e Melanie, que não eram líderes no ginásio, tinham-se integrado na multidão – o grande oceano do mundo. E se conseguissem não se fufocar de emoção até setembro, então, então, estariam respirando o mesmo ar, o mesmíssimo ar que George e Paul e Ringo e John respiravam!
As entradas foram guardadas dentro de um envelope, dentro de outro envelope, na caixa de jóias de Joanie, e a chave posta dentro de um envelope na minha caixa de jóis, e a chave dessa caixa na gaveta trancada da escrivaninha do meu marido. No calendário da cozinha, o dia 2 de setembro foi marcado com estrelinhas. Cada qual tinha seu Beatle. George, sossegado, meditativo era de Joanie. Melanie, intrensa, extrovertida, escolhera Ringo, o mais divertido. E Judy facara com Paul, bonito e bondoso.
Elas tinha adotado uma porção de coloquialismos ingleses, e acompanharam “O Filme” (estrelado pelos Beatles) dos cinemas do centro da cidade até os bairros mais afastados, e tinham conhecido uma garota que tinha uma prima que tinha uma amiga que uma vez tocara em Ringo. E como Ringo pertencia a Melanie, isso colocou-a em uma atmosfera de transe e passou a ser um dos detalhes de um romance em que Ringo nota no teatro uma loura de preto (Melanie, oxigenada) e manda o porteiro entregar-lhe um bilhete: “Meu amor – espere por mim depois.”
Em fins de agosto houve intermináveis discussões a respeito do que vestir, quantos dias antes do espetáculo elas deveriam fazer um xampu nos cabelos, se deviam usar brincos, e nesse caso, se deviam ser compridos.
Em 2 de setembro, levei as três à estação ferroviária, caladas e nervosas. Judy, longe das vistas, passou sombra nos olhos (fingi não notar), e Melanie, que trouxera escondido na bolsa um par de brincos dourados de argola, a todo instante se olhava no espelhinho do carro para verificar se os brincos continuavam pendurados nas suas orelhas. Joanie dera preferência aos tons desmaiados; usava sandálias e pintara de prateado as unhas dos pés. Elas nada diziam a não ser um ocasional: “Oh, Brenda!”, “Oh, Tarlenton!”, “Oh, Mavis!” – esses eram nomes britânicos que elas tinham secretamente adotado. A todo instante verificavam se as entradas estavam na bolsa.
O espetáculo não iria começar antes das 8:30h, mas elas tomaram o trem das três para a cidade. Queriam “ficar um pouco por ali conversando com a turma” esperando a chegada dos Beatles. Ficou combinado que mais tarde me telefonariam caso quisessem que eu fosse apanha-las na estação.
Em casa, a noite pareceu interminável. Fiquei mudando de canal na TV – notícias, boletins meteorológicos, esportes. Passei para um filme de James Stewart e me encolhi no sofá, não muito fascinada pelo antigo glamour. Algo me parecia diferente – ele parecia um velho com aquele cabelo brilhantinado!
Fialmente, a porta bateu e Joanie entrou adejando pelo sala. Atirou-se no sofá e estendeu para o pai o canhoto verde da entrada.
- Guarde isso para mim, papai, na gaveta fechada.
Depois virou-se de bruços, enterrou o rosto nas almofadas e começou a gemer. Meu marido ajoelhou-se junto dela, afagando-le os cabelos.
- Joanie, você está sentindo alguma coisa?
- Sinto-me tão... feliz! É só isso, papai. Eles estavam lá! Na mesma sala. Com a gente! Se eu morresse agora, se eu fosse fulminada neste momento, não me importaria. O dia 2 de setembro veio...- sua voz era solene – e passou!
- Passou mesmo! – disse Fred enxugando-lhe o rosto com seu lenço.
- Vamos, diabinha, agora está na hora da cama.
- Foi com um sonho, como um conto de fadas – disse ela, sentada na cama, de pijama, tomando o seu leite.
- Tão especial... tão alucinante... como queríamos que fosse. Luzes acendendo e apagando. A platéia às escuras. O pano abrindo. Todo mundo em pé em cima das cadeiras e gritando. E todos tão juntos. Parecia... parecia fogos de artifício! E então, mamãe, eles apareceram, de verdade, em carne e osso. E então... – ela abriu a mão que segurava um pedaço de papel de alumínio. – Sabe o que é isto? Abanei a cabeça.
- O bolo! – disse ela com os olhos faiscantes – o bolo que eles comeram na entrevista coletiva estava embrulhado nisto! Foi um policial quem nos deu. Tirou o papel do lixo. Não acha que ele foi um anjo, mamãe?
- Foi sim, meu bem – respondi Agora durma direito. Ela dormiu até a hora do almoço.
- Como se sente agora, Joanie? Perguntei enquanto almoçávamos.
Ela suspirou, espreguiçou-se. E olhou através das cortinas a tarde luminosa.
- Realizada! Respondeu, dando uma ênfase especial à palavra.
- Se estou com pena de ter tudo acabado? – repetiu – Acabado? Nada acaba. Sempre há uma próxima vez.
A próxima vez, pensei eu. São tantas as próximas vezes na idade dela! O que lhe trarão essas próximas vezes, aos 15 anos, aos 16?
- Nada acaba nunca!
Lembro-me de também ter acreditado nisso. Acabar? Os Beatles? Provavelmente logo, para Joanie. E mais tarde voltaria à superfície, um dia na cozinha conversando com a própria filha.
Mas se algum dia, no vasto e crescente oceano do mundo De Joanie, eu encontrasse um ingês cabeludo chamado George, ou Ringo, ou Paul, ou John, eu lhe agradeceria por dar a minha filha o sentimento reconfortante de fazer parte da multidão, e por suavizar, com a cadência de sua música, o sofrimento, o medo, a solidão, o encantamento de estar crescendo. Obrigado, Beatles!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

IMAGEM DO DIA - THE BEATLES

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THE ED SULLIVAN SHOW - OS BEATLES CONQUISTAM A AMÉRICA

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9 de fevereiro / 1964
Studio 50, West 53rd Street. Du­rante toda a manhã, os Beatles en­saiam para o Ed Sullivan Show. À tarde, eles gravam músicas para outro Ed Sullivan Show, que seria levado ao ar depois que deixassem o país. Este seria o terceiro show da banda - o primeiro seria exibido ao vivo naquela noite e o segundo seria transmitido ao vivo da Flórida, em 16 de fevereiro. Para a “terceira” apresentação eles gravaram: “Twist And Shout”, “Please Please Me” e “I Want To Hold Your Hand”. O pú­blico que participou da gravação do terceiro show foi diferente do que compareceu à transmissão ao vivo naquela noite, que também contou com a participação de Gordon e Sheila MacRae e The Cab Calloway Orchestra. Os Beatles abriram o show às 20h com “All My Loving”, “Till There Was You” e “She Loves You”, em seguida houve uma pausa comer­cial do analgésico Anadin, e outros convidados de Sullivan se apresentaram - Georgia Brown & Oliver Kidds, Frank Gorshin, Tessie 0’Shea. Após outro intervalo comercial, agora dos cigarros Kent, os Beatles fecharam o show com “I Saw Her Standing There” e “I Want To Hold Your Hand”. Foram 13 minutos e meio de televisão que mudaram a cara da música popular americana. De acordo com a pesquisa Nielsen, 73.700.000 pessoas assistiram aos Beatles no Ed Sullivan Show, um recorde de audiência não só do pro­grama, como da história da TV. Meia hora antes de subir ao palco, Brian Sommerville entregou-lhes um telegrama: “Parabéns pela participação no Ed Sullivan Show e pela visita aos Estados Unidos. Es­peramos que o programa seja um sucesso e a sua estada no país agradável. Lembranças ao sr. Sullivan. Atenciosamente, Elvis & The Colonel”. George leu o telegrama e perguntou com a maior cara de pau, “Quem é esse tal de Elvis?”. Após o programa, Murray the K levou os Beatles ao Playboy Club; mas George não pode acompanhá-los, pois ainda estava com dor de garganta. Protegidos por uma escolta policial, aventuraram-se a caminhar algumas quadras até a 59th Street, onde fo­ram rapidamente levados ao bar do clube para jantar. Mais tarde, foram à discoteca Peppermint Lounge, o berço do twist, onde Ringo brilhou dançando com uma jovem chamada Geri Miller ao som dos Beatles. Os rapazes foram embora às 4h.Setenta e três milhões de norte-americanos sintonizaram seus aparelhos de TV no The Ed Sullivan Show do canal CBS na noite de 9 de fevereiro de 1964. Foi um susto, maior do que o próprio Ed Sullivan poderia supor. Quando já eram grandes na Inglaterra, os Beatles desembarcaram nos Estados Unidos ainda como uma incógnita ao apresentador de TV que havia tido problemas com garotos rebeldes em 1957, ao levar Elvis Presley a seus estúdios pela última vez. Muita euforia e audiência nas alturas, sua experiência ensinara, traziam sempre lancinantes dores de cabeça. Se o público só estava pronto para ver Elvis da cintura para cima, obrigando os câmeras a enquadrá-lo assim, como seria com quatro jovens inconsequentes de cabelos cortados na tigela vindos do outro lado do oceano com absolutamente nada a perder? Os Beatles chegaram e mudaram, mais do que os conceitos de Sullivan e a própria América, o universo da cultura pop. Setenta e três milhões de aparelhos ligados no Ed Sullivan para ver os Beatles! Uma audiência que só seria superada com a transmissão da chegada do homem à Lua em 1969. A polícia de Nova York informava que, pela primeira vez em uma noite, não havia feito registro de nenhuma ocorrência enquanto os Beatles se apresentavam. “Nem os ladrões saíram de casa”, brincou George Harrison.
Alguns jornalistas, indignados com o barulho que julgavam gratuito, foram ao ataque. “Visualmente, eles são um pesadelo. Musicalmente, um desastre: guitarras e bateria detonando uma batida impiedosa, que afugenta ritmo, melodia e harmonia. As letras (marcadas por gritos de ‘yeah, yeah, yeah’) são uma catástrofe, um monte de sentimentos inspirados em cartões do Dia dos Namorados”, escreveu a Newsweek. Pior foi o New York Daily News: “Bombardeada com problemas ao redor do mundo, a população voltou seus olhos para quatro jovens britânicos com cabelos ridículos. Em um mês, a América os terá esquecido e vai ter que se preocupar novamente com Fidel Castro e Nikita Kruchev”. 51 anos se passaram e ninguém se esqueceu dos Beatles – ao contrário de Fidel Castro, hoje mais uma memória do que uma ameaça, e Nikita Kruchev, secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética que cairia naquele mesmo ano de 64. A chegada dos Beatles à América fez do palco de Ed Sullivan apenas a largada para uma temporada transformadora de 34 dias que incluíram 32 shows em 24 cidades, girando um faturamento de US$ 7,5 milhões. A repercussão do impacto causado pela apresentação dos Beatles foi enorme. Os Beatles definitivamente conquistaram a América. Entusiasmados com um telegrama de Elvis Presley, deram uma entrevista coletiva no Hotel Plaza em NY. A imprensa norte-americana mudou suas impressões sobre eles: O “Daily News” afirmou que “as performances de Elvis não são nada comparadas à imagem dos Beatles no palco”. Ao Ed Sullivan, além do dia 9 de fevereiro, o grupo retornaria em 16 e 23 do mesmo mês, cada vez mais incendiário. As apresentações na TV norte-americana foram lançadas em DVD, deixando evidente o impacto do nível de decibéis que vinha da plateia.
Ed Sullivan, morto em 1974 vítima de um câncer no esôfago aos 73 anos, esteve à frente do mais influente programa musical dos Estados Unidos entre 1948 e 1971. Viu a história ser escrita diante de seus olhos ao levar para lá Judy Garland, Beach Boys, Rolling Stones, The Mamas and The Papas, Jackson 5, Supremes, The Doors, James Brown, Ray Charles, Stevie Wonder, Janis Joplin, Creedence Clearwater Revival e todos os grandes representantes de duas gerações. Ao olhar para um Michael Jackson dançando com seus irmãos aos 6 anos de idade, disse apenas, antes de dar boa noite: “Olhem bem para ele, esse menino vai longe”. Muito bem. Como não poderia deixar de ser, o que todos nós queremos ver: nossa banda preferida quebrando o cacete, com toda classe, pros gringos delirarem. 

ÔBA! EXIBIÇÃO DE “THE BEATLES – EIGHT DAYS A WEEK” É ESTENDIDA

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Atenção, atenção, Beatlemaníacos! Devido à grande procura e sucesso do documentário “The Beatles – Eight Days a Week: The Touring Years” no Brasil, as sessões foram estendidas! Depois de estrear com muito sucesso em mais de 30 países, o filme começou a ser exibido no Brasil no último dia 2 (quinta-feira) e, inicialmente, ficaria em cartaz até o dia 5 (domingo). Porém, por causa da grande procura, as sessões serão exibidas novamente entre os dias 9, 10, 11, 12 e 14 de fevereiro. Portanto, se você não conseguiu assistir a este incrível trabalho sobre os Garotos de Liverpool, ainda há chances! Mais detalhes sobre ingressos, sessões e horários podem ser vistos no site http://beatlesnocinema.com.br/. Dirigido por Ron Howard, o filme traz algumas imagens raras e restauradas sobre os anos em que os Beatles fizeram diversas e loucas turnês de grande sucesso ao redor do mundo, em plena Beatlemania. Há, também, comentários inéditos de Paul McCartney e Ringo Starr, somados a arquivos de entrevistas de John Lennon e George Harrison. O documentário também rendeu uma indicação dos Beatles ao Grammy 2017, na categoria ‘Melhor Filme Musical’. Em conjunto, o álbum “Live At The Hollywood Bowl” também foi lançado com gravações inéditas até então.

PAUL MCCARTNEY LIVE AT THE CAVERN CLUB - 1999

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No dia 14 de dezembro de 1999, apenas 300 pessoas privilegiadíssimas, se amontoram no novo Cavern Club, quando Sir Paul McCartney retornou ao palco do onde de certa forma, tudo começou. O sensacional DVD “Paul McCartney Live At The Cavern Club 1999” é o registro deste show, ao mesmo tempo histórico e inacreditável, realizado por Paul e alguns velhos amigos para promover o disco "Run Devil Run", que trazia um repertório repleto de rocks enérgicos da década de 1950. Paul McCartney escolheu o pequeno, apertado e enfumaçado palco do clube, para realizar uma verdadeira aula de Rock and Roll. A banda, acima de qualquer suspeita, diverte-se genuinamente durante todo o show, de uma forma espontânea que chega a chocar em alguns momentos, já que não estamos habituados a ver ícones como David Gilmour, Ian Paice e o próprio McCartney com uma intimidade tão grande. É como se o grupo que toca todo final de semana naquele seu boteco favorito fosse formado por alguns dos maiores músicos da história. O repertório é uma sucessão de rocks agitados, passando por hinos dos Beatles, como "I Saw Her Standing There", e clássicos que marcaram época, como "Honey Hush", "Lonesone Town", "Blue Jean Bop", "Fabulous" (com o grupo entrando totalmente errado e recomeçando a canção sob a batuta de Paul) e "Twenty Flight Rock". Nada se compara ao prazer de assistir esse filme para quem verdadeiramente gosta de rock. É bom demais poder ver músicos experientes e lendários se divertindo como se fossem crianças. Paul comanda o espetáculo, claro, e parece ter novamente quinze anos. Gilmour revela um outro lado, soando mais agressivo na maneira de tocar do que aquela que nos acostumamos a ouvir nos álbuns do Pink Floyd e em sua carreira solo, soltando-se de tal maneira no palco que chega até a dançar. Mick Green esbanja simplicidade nas bases e nos solos. Wingfield viaja de volta aos anos 1950 e traz na bagagem uma época mágica, onde o piano marcava presença e tornava os primeiros registros do rock ainda mais irresistíveis. E Paice segura tudo lá atrás com o talento que só um dos maiores bateristas da música pode ter. Como extras, cenas da gravação de "Run Devil Run" e dois clipes do disco. "Live at the Cavern Club" é um DVD excepcional, obrigatório, clássico. Mostra todo o despojamento de ícones que atravessaram décadas, reunidos em um palco, como adolescentes que acabaram de descobrir o rock. Talvez seja esse o segredo dessas carreiras únicas: uma paixão pela música tão grande que vai além do tempo, renovando-se a cada dia. Para mim, um filme quase perfeito que só tem um grande defeito, faltou a principal: a porrada que dá nome ao disco que estava sendo divulgado - “Run Devil Run”. Seja como for, só aqui, no nosso blog preferido, a gente assiste o filme inteiro, com ótima resolução de áudio e vídeo.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

THE BEATLES IN CENTRAL PARK - WITHOUT GEORGE

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No dia seguinte à avassaladora chegada em Nova York, os Beatles foram passear pelo Central Park e posar para centenas de fotógrafos, mas apenas 3 Beatles. George, doente, gripado e com febre não participou de nenhuma das atividades do dia, nem do ensaio para o show do Ed Sullivan no dia seguinte - Neil Aspinall tomou o lugar dele durante a passagem de som para o Ed Sullivan. Enquanto eu procurava essas imagens dos Beatles no Central Park, pensei: “não seria interessante se houvesse uma foto que aparecesse o Ed. Dakota?”. E como quem procura cabelo em ovo, fui atrás. E não é que tem? E várias! 16 anos antes da tragédia.