segunda-feira, 10 de abril de 2017

A SEPARAÇÃO DOS BEATLES - O DIA DO FIM DO SONHO

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Há 45 anos, no dia 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciava a separação oficial dos Beatles em comunicado. Pouco tempo depois, John Lennon concluía: o sonho havia terminado. Na realidade, o grupo já tinha deixado de tocar juntos havia vários meses, quando terminou a gravação do álbum Abbey Road. Os quatro já estavam se dedicando a projetos pessoais, mas ninguém se atrevia a anunciar ao mundo a separação. — Não deixei os Beatles. Os beatles deixaram os Beatles, mas ninguém quer ser o que diz que a festa terminou — afirma Paul na autobiografia do grupo, Anthology. Em abril de 1970, Paul lançava seu primeiro disco solo, McCartney, e queria evitar entrevistas nas quais, sem dúvida, seria perguntado sobre a situação dos Beatles. O baixista decidiu que Derek Taylor, assessor de imprensa do grupo, prepararia um questionário, que seria respondido por ele distribuído junto com seu disco. — Uma das perguntas foi: podemos dizer que os Beatles se separaram? Respondi: Sim. Não voltaremos a tocar juntos — lembra. Paul estava furioso com o trabalho feito pelo produtor Phil Spector com as fitas que o grupo tinha deixado paradas no ano anterior e que foram retrabalhadas e lançadas no álbum Let it Be. O trabalho de Spector foi aprovado por John e George Harrison, que não queriam que Paul lançasse seu álbum pela Apple Records — o selo criado pelo grupo — antes que Let it Be e o disco de estreia de Ringo Starr começassem a ser vendidos. — Estava tão cansado de tudo que disse: 'Quero sair do selo'. A Apple Records era um lindo sonho, mas pensei: 'Quero deixá-lo'. George me disse por telefone: 'Você vai ficar no selo! Hare Krishna!' e desligou — lembra Paul. Paul afirma que o grupo chegou ao seu fim "quando John disse: "estou saindo! Quero o divórcio". Lennon já atuava junto com Yoko Ono em seu próprio grupo, o Plastic Ono Band, com o qual tinha lançado um álbum ao vivo, e, em janeiro de 1970, tinha gravado a música Instant Karma, com George e Spector. Ringo afirma que, antes do anúncio de Paul, sempre havia a possibilidade de os Beatles continuarem juntos. — Quando estávamos no estúdio gravando 'Abbey Road' não dissemos: 'acabou: último disco, última canção' — assegura o baterista. Mas a separação dos Beatles era inevitável. Como explica George Martin, o produtor que trabalhou com eles no estúdio de gravação durante oito anos, "a ruptura ocorreu por muitos motivos, sobretudo porque cada um dos meninos queria viver sua própria vida e nunca tinham conseguido".— Acho que nos separamos pelo mesmo motivo pelo qual as pessoas se separam. Precisávamos de mais espaço vital e os Beatles tinham se transformado em um espaço reduzido — afirma Harrison na autobiografia do grupo.Os quatro integrantes da banda seguiram seus caminhos separadamente, mas nunca deixaram de ser perguntados sobre um possível retorno, opção que foi descartada depois que John foi assassinado em Nova York, no dia 8 de dezembro de 1980.
Em 1980, Paul McCartney trabalhava em seu álbum "Tug of war". Durante a gravação - que marcava o seu reencontro com George Martin onze anos após "Abbey Road" - no dia 8 de dezembro, John Lennon foi baleado por Mark Chapman em Nova York. A faixa-título do disco de McCartney dizia o seguinte: "Esperávamos mais / Mas, de um jeito ou de outro, tentávamos superar um ao outro num cabo de guerra". Além da guerra de egos entre os dois, outros fatores deram cabo à banda que revolucionou a história da música. A morte do empresário Brian Epstein, em agosto de 67, foi um deles. "Ele era um de nós", disse Lennon ao "New Musical Express". A presença de Yoko Ono também foi decisiva. "A morte de Epstein deixou os rapazes meio sem pai. Acho que isso contribuiu para John entrar em um estado de desamparo que possibilitou que Yoko dominasse o pedaço. A relação entre o Paul e o John também já estava desgastada. Eles eram muito amigos, mas a amizade azedou por causa da vaidade pessoal e do dinheiro", afirma Elaine Gomes, autora do livro "The Beatles - Letras e canções comentadas". A guerra de egos já acontecia, pelo menos, desde 1968. Nas gravações do "Álbum branco" (ou o "Álbum tenso", segundo McCartney), cada Beatle tratava o colega como músico de apoio. O estopim aconteceu no estúdio de Twickenham (período que George Harrison chamou de "o inverno do descontentamento") para a gravação do filme "Get back", no ano seguinte. Ao invés de canções brotando como mágica, brigas eram detonadas a todo instante. "Quase todas foram iniciadas por McCartney, que continuava a agir como se estivesse tentando roteirizar o filme, ao levantar questões como a mudança da visão de mundo dos Beatles desde a morte de Epstein", escreveu Jonathan Gold em "Can't Buy Me Love".Decepcionados com "Get back", os Beatles voltaram aos estúdios. "Abbey Road", trazia a banda como nos velhos tempos em que tocava nas pocilgas de Hamburgo. John, Paul e George castigaram suas guitarras, enquanto a Ringo foi concedido o direito de fazer o seu primeiro solo de bateria em uma gravação dos Beatles. Mas tudo terminou por aqui. "I me mine", última faixa gravada pelos Beatles (para "Let it be", com o registro daquelas sessões de "Get back"), nem contou com a presença de Lennon. A morte de Epstein já havia esquentado o clima antes. "Não tinha ilusões quanto ao fato de que só sabíamos fazer música e nada mais", disse Lennon a Jann Wenner, autor do livro "Lennon remembers". Após a perda, os Beatles ainda fundaram a Apple, mistura de gravadora e produtora de filmes. Preocupado com as finanças, McCartney contratou o sogro, Lee Eastman. Lennon, Ringo e George ficaram com Allen Klein, empresário não muito confiável e que cuidava da carreira dos Rolling Stones. Com relação à Yoko Ono, teria ela força suficiente para causar a separação dos Beatles? Marcelo Fróes, pesquisador musical e produtor de diversos CDs com a obra dos Beatles interpretada por artistas brasileiros, acredita que a influência não foi tão decisiva. "Se houve influência, certamente foi para apurar a sua criatividade. Ela deve ter alfinetado as picuinhas entre os dois líderes da banda, que podem ter ficado piores depois que Brian Epstein morreu", afirmou. Os integrantes dos Beatles nunca deixaram claro até que ponto chegou tal influência. "Quando o John se amarrou tão intensamente nela, ficou óbvio que era um ponto sem volta. Sempre achei que ele tinha que se desligar da gente para dar atenção a ela", disse McCartney no projeto "Anthology". O próprio John Lennon reconheceu, na biografia "John Lennon - A vida", de Philip Norman, a importância de Yoko no episódio. "Quando conheci Yoko foi como quando a gente encontra a sua primeira mulher e abandona os caras do bar. Assim que a encontrei, foi o fim dos rapazes. Mas acontece que os rapazes eram muito conhecidos, não eram apenas os caras do bar." Bob Spitz, autor de "The Beatles - A biografia", detalhou a presença de Yoko no seio da banda. "Entre a gravação de uma música e outra, John ficava cochichando com Yoko e perdia o momento em que devia entrar em uma música." Por causa da insuportável presença da mulher de Lennon no estúdio ele e George Harrison sairiam literalmente no tapa durante as intermináveis gravações de Let It Be.De fato, John Lennon estava com pressa para entrar em estúdio com a sua esposa. Ele e Yoko já faziam shows juntos, e o álbum "Two virgins" foi gravado antes mesmo da separação oficial dos Beatles. Deprimido, McCartney seguiu caminho idêntico. "Estou fazendo o mesmo que você e lançando um álbum. E também estou saindo do grupo", disse. Paul explicou o motivo da decisão a Philip Norman: "Eu não podia deixar John controlar a situação e nos jogar fora como namoradas chutadas". Além da guerra de egos, da morte de Brian Epstein e da presença de Yoko Ono, muitos consideram que, além de tudo isso, o que fez com que os Beatles terminassem foi a necessidade deles quatro, individualmente, transcenderem. A partir do 'Álbum Branco', eles começavam a deixar de ser uma unidade, uma banda, e passavam a ser um conjunto de quatro artistas maravilhosos, mas com características que ficavam cada dia mais diferentes. O fato de terem uma banda, fazia com que John, Paul, George e Ringo limitassem as suas capacidades criativas. Eles precisavam de mais liberdade para poder criar, seguir seus impulsos artísticos e musicais próprios, individualmente, sem ter de se condicionar aos outros.Após tantos lançamentos envolvendo a grife "The Beatles" no final do ano passado, Paul McCartney colocou nas lojas "Good evening New York City". No álbum, que traz um show no antigo Shea Stadium (local de uma das apresentações mais memoráveis dos Beatles), surge a canção "Here today", gravada em homenagem a John Lennon também em "Tug of war". "Eu ainda me lembro como foi antes / E não estou mais segurando as lágrimas", diz a letra. Mas, a essa altura, o sonho já havia acabado. Pela segunda vez.

Agora, a gente confere com absoluta exclusividade do Baú do Edu, a entrevista de Paul de 1970, distribuída para a imprensa junto com o ábum "McCartney".
Por que você decidiu fazer um álbum solo?
Porque eu tenho um equipamento Studer de gravação de quatro canais em casa. Gravei algumas coisas - gostei do resultado e decidi transformá-las em um álbum.
Você foi influenciado pelas aventuras de John com a Plastic Ono Band ou pelo álbum de Ringo?
Não.
Todas as músicas são de Paul McCartney?
São, sim.
Serão creditadas apenas como “McCartney”?
Sim.
Você gostou de trabalhar como artista solo?
Muito. Eu só tinha a mim para tomar uma decisão. Linda está nele também, é realmente uma coisa de casal.
Qual é a contribuição de Linda?
Todas. Ela ajudou nas harmonias, mas é claro que é bem mais do que isso porque ela é um ombro para me apoiar, a segunda opinião, e excelente fotógrafa. Ela acredita em mim - sempre.
Onde o álbum foi gravado?
Em casa, em Abbey Road e no Morgan Studios.
Qual é o seu equipamento em casa?
Um Studer, um microfone e nervos.
Como você escolheu os estúdios que trabalhou?
Eles estavam disponíveis. O da EMI (Abbey Road) é tecnicamente muito bom e o Morgan é acolhedor.
Nenhuma faixa foi conhecida até que o álbum estivesse pronto. Foi uma escolha sua?
Foi, porque normalmente um álbum já fica velho antes mesmo de sair.
Você é capaz de descrever a “textura” do álbum em algumas palavras?
Casa, família e amor.
Quanto tempo demorou para concluir?
Desde um pouco antes do natal até agora. “Lovely Linda” foi a primeira coisa que eu gravei em casa, e era originalmente para testar o equipamento. Isso foi perto do natal.
Supondo que todas as canções são novas para o público, como são para você? Elas são todas recentes?
Uma é de 1959 (Hot As Sun). Duas são da Índia - Junk e Teddy Boy, e o resto são todas bem recentes.
Quais os instrumentos que você tocou no álbum?
Baixo, bateria, violão, guitarra base, piano, órgão mellotron, xilofone de brinquedo, arco e flecha.
Já tinha usado esses instrumentos em gravações anteriores?
Sim.
Por que você quis tocar todos os instrumentos sozinho?
Estava sozinho. E acho que estou muito bem.
Linda será ouvida em todos os registros futuros?
Pode ser. Nós amamos cantar juntos e temos muitas oportunidades para pôr em prática.
Será que Paul e Linda se tornarão um John e Yoko?
Não, eles é que se tornarão Paul e Linda.
O que gravar sozinho lhe ensinou?
Tomar minhas próprias decisões sobre o que faço.
Quem fez a arte da capa?
Linda tirou todas as fotos, ela e eu fizemos o projeto.
É verdade que nem Allen Klein, nem ABKCO foram e nem serão de alguma forma envolvidos com a produção, fabricação, distribuição ou promoção deste novo álbum?
Sim.
Você perdeu os outros Beatles e George Martin. Houve algum momento em que você pensou, "gostaria que Ringo estivesse aqui nesta passagem?
Não.
Supondo que o disco faça sucesso. Quando vai fazer outro?
Mesmo que não faça sucesso, vou continuar a fazer o que eu quero, quando quero.
Você está planejando um novo álbum ou single com os Beatles?
Não.
É o álbum de um descanso longe dos Beatles ou o início de uma carreira solo?
O tempo dirá. Sendo um disco solo significa que ele é "o começo de uma carreira solo ..." e não sendo feito com os Beatles significa que é apenas um descanso. Portanto, ambos.
A sua ruptura com os Beatles, temporária ou permanente, foi devido a diferenças pessoais ou musicais?
Diferenças pessoais, comerciais e musicais. Mas acima de tudo porque eu tenho mais tempo com minha família. Temporária ou permanente? Eu realmente não sei.
Você consegue imaginar Lennon & McCartney compondo juntos novamente?
Não.
O que você acha sobre a campanha de John pela paz, da Plastic Ono Band, e ele devolver a medalha MBE? Influência de Yoko?
Eu amo o John, e respeito o que ele faz – mas isso não me dá nenhum prazer.
Houve alguma das canções do álbum escrita originalmente com os Beatles em mente?
Junk e Teddy Boy.
Você ficou contente com o ábum "Abbey Road”?
Foi um bom álbum.
Qual é a sua relação com Klein?
Eu não tenho qualquer contato com ele. Ele não me representa de forma alguma.
Qual é a sua relação com a Apple?
É o escritório de uma empresa que eu também criei, com os outros três Beatles. Eu não vou lá porque eu não gosto de escritórios ou de negócios, especialmente quando estou de férias.
Você tem planos de criar uma companhia de produção independente?
McCartney Productions Limited.
Que tipo de música lhe influenciou para esse disco?
Leve e solta.
Você está escrevendo mais prolíficamente agora? Ou menos?
Do mesmo jeito. Tenho uma fila de canções esperando para serem gravadas.
Quais são seus planos para o futuro? Férias? Um musical? Um filme? Aposentadoria?
Meu único plano é crescer!


A PEDIDOS - PAUL McCARTNEY - NO MORE LONELY NIGHTS - SENSACIONAL!

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Não é nenhum exagero afirmar que "No More Lonely Nights" foi uma das maiores criações e um dos grandes hinos da carreira solo de Paul McCartney na primeira metade dos anos 1980. Ele compôs a música em 1984 como a principal faixa da trilha sonora para o filme que ele próprio escreveu, dirigiu e atuou: "Give My Regards to Broad Street" (Mande minhas lembranças para Broad Street), que tem a participação de Ringo Starr, Linda McCartney, Barbara Bach, Bryan Brown, Ralph Richardson e Tracey Ullman no elenco. O filme, na época, foi tão ou mais malhado pela crítica do que "Magical Mystery Tour" dos Beatles em 1967 (também idealizado por Paul). A balada conta com o fantástico solo de guitarra de David Gilmour do Pink Floyd que, anos e anos depois voltaria a colaborar com Paul novamente no fantástico “Run Devil Run”. "No More Lonely Nights" liderou de assalto as paradas de sucesso, inclusive no Brasil, chegando direto ao primeiro lugar, onde permaneceu por mais de quatro semanas seguidas. Se o filme foi um tremendo fracasso comercial nos cinemas, a trilha sonora era de arrasar. Além de apresentar esta canção ao público, 
McCartney dá nova roupagem para algumas de suas melhores canções com os Beatles e também com os Wings."No More Lonely Nights" foi indicada aos prêmios "Golden Globe Award" e "Bafta Film Award" como a mais original canção de trilha sonora para filmes. Como diz no título da postagem, absolutamente sensacional - um sucesso esmagador e sem igual.

PARABÉNS MEU AMIGO, MEU IRMÃO, MEU CAMARADA!

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Há exatos 36 anos, em 1981 eu tinha 19. Já era casado e tinha um filhinho pequeno e trabalhava na agência "Know How" como arte-finalista e tinha o privilégio de conviver com os melhores profissionais de Brasília - redatores, diretores de arte, fotógrafos e laboratoristas. Foi nessa época que conheci um rapaz, que tinha a mesma idade (1 mês mais velho) e era soldado do exército. Como ele já tinha sido office-tudo na agência, nos dias de folga, ia pra lá, de farda, pra sala da arte e ficava lá sentado numa cadeira tardes inteiras sem abrir a boca. Para ele, seu nome era "Soldado Nilton", mas para todos, era "Mariozinho". Um dia, para quebrar o gelo, chamei o negão para ir ao comércio comprar cigarros. No caminho, perguntei: "Toma uma?". "Uma o quê", ele respondeu. "Cerveja, ora". "Ah, pensei que fosse cachaça", ele disse. Ali começava uma amizade que dura até hoje, tantos anos depois. Agora, nossos cabelos embraqueceram, nossos filhos cresceram e somos avôs. Não é sempre que nos encontramos, até porque moramos bem distantes, mas sempre que podemos, aquela "uma", bem gelada, não pode faltar. De preferência, na sombra de uma mangueira, na beira da calçada, vendo as moças passarem. Hoje meu grande amigo, meu irmão e camarada completa 55 anos. Exatamente, daqui há 1 mês, serei eu. Por isso, temos que nos apressar porque a sombra daquela árvore está à nossa espera. Parabéns amigo. Aquele abração. Em sua homenagem, o Baú do Edu tem novamente a honra de receber nosso amigo Renato Barros & Seus Fabulosos Blue Caps, com quem já tivemos a honra de passamos várias e várias tardes  e noites do outro mundo.

HÁ 55 ANOS MORRIA STUART SUTCLIFFE

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Milhares de anos-luz antes de Caetano, Gabeira e Mautner chocarem o Brasil com suas tanguinhas de crochê nas praias cariocas, o jovem Stuart Sutcliffe já horrorizava nas praias de Blackpool. Stuart morreu há exatos 55 anos, no dia 10 de abril de 1962, com apenas 22 anos. Se vivo estivesse, completaria 77 anos em 23 de junho. Não deixe de conferir a postagem sobre "STUART SUTCLIFFE" publicada aqui pela última vez em 24 de junho de 2016.

THE BEATLES LIVE IN MELBOURNE - SENSACIONAL!!!

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FOTO ESPETACULAR: DO TAMANHO DO BATERISTA!!!

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domingo, 9 de abril de 2017

THE BEATLES - TICKET TO RIDE - 2017

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Lançada como single em abril de 1965 tendo “Yes It Is” como lado B, "Ticket To Ride" tornou-se o sétimo número número 1 consecutivo dos Beatles no Reino Unido e seu terceiro número consecutivo número 1 nos Estados Unidos, e também superou as paradas nacionais no Canadá, na Austrália e na Irlanda. A música também foi incluída no seu álbum de estúdio 1965 Help! Gravada nos estúdios da EMI em Londres em fevereiro daquele ano, a trilha marcou uma progressão no trabalho dos Beatles com a incorporação do drone (efeito harmônico ou monofônico ou acompanhamento em que uma nota ou acorde é continuamente soada durante a maior parte ou a totalidade de uma peça) e da instrumentação soando mais dura em relação a seus lançamentos precedentes. Entre os críticos de música, Ian MacDonald descreveu a música como "psicologicamente mais profunda do que qualquer coisa que os Beatles haviam gravado antes" e "extraordinária para o seu tempo".
"Ticket To Ride" foi escrita por John e Paul e descrita por John como "uma das primeiras gravações de heavy metal já feitas". Embora suas asas tenham sido cortadas por “You Really Got Me” dos Kinks na disputa, foi a primeira faixa dos Beatles a ter um riff insistente e alongado sustentado por uma forte bateria e a trazer um fade-out com uma melodia alterada. Usada em Help! Durante as cenas na neve austríaca, ela foi lançada como single em abril de 1965 e já tinha chegado ao topo das paradas na Inglaterra e nos EUA quando o filme saiu. Paul confessou ao seu biógrafo Barry Miles que, embora houvesse sido considerada absurda na época, a sugestão de alguns fãs americanos de que a canção se referia a uma passagem da British Railways para a cidade de Ryde, na ilha de Wight, estava parcialmente correta. Betty Robbins, prima de Paul, e o marido dela, Mike, gerenciavam o Bow Brás na Union Street, Ryde, e Paul e John os tinham visitado lá. Apesar de a música ser essencialmente sobre uma garota que some da vida do narrador, eles estavam conscientes do potencial do duplo sentido.
Don Short, jornalista que tinha viajado extensivamente com os Beatles no início dos anos 60, ouviu de John que a expresso tinha mais um sentido. “As garotas que trabalhavam nas ruas de Hamburgo precisavam ter uma ficha médica limpa para que as autoridades de saúde dessem a elas um cartão declarando que não tinham nenhuma doença venérea”, conta Short. “Eu estava com os Beatles quando eles voltaram a Hamburgo em junho de 1966. Foi lá que John me contou que havia cunhado a expressão ‘a tichet to ride’ para falar desses cartões. Ele podia estar brincando – era sempre preciso ter cuidado com o que John dizia.”

sábado, 8 de abril de 2017

IMAGEM DO DIA - JULIAN LENNON

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HAPPY BIRTHDAY JULIAN LENNON - 54 ANOS

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John Charles Julian Lennon nasceu em 8 de abril de 1963 em Liverpool. Julian é o primeiro e único filho de John Lennon com Cynthia Powell, sua primeira mulher. Quando nasceu, seu pai estava estava de férias na Espanha com seu empresário Brian Epstein, que foi escolhido para padrinho.
Nos primeiros anos de Julian, os Beatles estavam sempre excursionando e conquistando o mundo, e assim foi por toda sua primeira infância. Na segunda, teve um pouquinho mais de atenção do pai, mas ele continuava envolvido com os Beatles que continuavam conquistando o mundo. Na terceira, John Lennon já estava envolvido com Yoko Ono. Julian foi quem fez um desenho que inspirou John a escrever um grande clássico dos Beatles, "Lucy in the Sky with Diamonds", que acabou sendo associada à sigla LSD. Quando os Lennon se divorciaram, Julian tinha cinco anos.
Durante o divórcio dos pais, em 68, o “Tio” Paul ia visitá-lo regularmente e um dia, durante o trajeto, pensava no que diria a ele. Assim nasceram os primeiros versos de “HEY JUDE” - originalmente, Hey, Jules. McCartney mudou o nome porque achou que "Jude" era um nome mais fácil de cantar. Depois disso, Julian quase não teve mais contato com John Lennon até o início dos anos 70, quando, a pedido da namorada de seu pai, May Pang (Yoko Ono e Lennon estavam separados temporariamente), ele começou a ver seu pai com um pouco mais de regularidade. John comprou-lhe uma guitarra Gibson Les Paul e uma bateria para o Natal de 1973, e incentivou seu interesse pela música, mostrando-lhe alguns acordes. Julian começou a aprender a tocar guitarra e bateria com 10 anos e gravou com seu pai uma faixinha (que fazia parte do repertório do Beatles nos tempos de Hamburgo) que encerra o album Walls And Bridges, de 74. “Ya Ya”.
Sobre esse período, ele relembra: "Papai e eu ficamos muito melhor então. Tivemos muita diversão, rimos muito e tivemos grandes momentos em geral quando ele estava com May Pang. Minhas lembranças daquele tempo com papai e May são muito claras - eles foram o momento mais feliz que eu posso me lembrar com eles."
Depois do assassinato de John Lennon, em 1980, o jovem Julian, então com 17 anos,  decidiu que também seguiria a carreira musical. A saudade e a carência das pessoas por John Lennon, foram o alicerce para o início de sua carreira - aliados à sua voz e aparência, extremamente parecidos com o jovem John. E a carreira de Julian começou de forma brilhante, com um disco simplesmente espetacular que entou para as paradas das 10 mais imediatanete em 1984. “Valotte” foi produzido por Phil Ramone e trazia dois grandes sucessos: TOO LATE FOR GOODBYES e a faixa-título, VALOTTE. Em 1985, chegou a ser indicado para o grammy como artista-revelação.
Seu segundo álbum, The Secret Value of Daydreaming , de 1986 , foi criticado mas chegou ao 32º lugar na parada da Billboard e produziu o single "Stick Around", que foi seu primeiro single nos EUA a entrar no chart. Gravou a música "Because" (não confundir com a dos Beatles), gravada anteriormente por The Dave Clark Five, para o musical “Time” de 1986. Lennon nunca alcançou o mesmo nível de sucesso de Valotte , mas conseguiu um 5º lugar na Austrália com o single "Now You're In Heaven" de 1989, que também deu a ele seu segundo hit número um nos EUA. Em 1991, George Harrison tocou no álbum de Lennon “Help Yourself”, mas não foi creditado diretamente. Uma canção do álbum, " Saltwater ", alcançou o sexto lugar no Reino Unido e liderou as paradas de singles australianas por quatro semanas. Também durante este tempo ele contribuiu com uma cover de "Ruby Tuesday" dos Rolling Stones para a trilha sonora da série de televisão The Wonder Years. Lennon deixou o negócio da música por vários anos e seguiu seus interesses em cozinhar, navegar e esculpir e fotografar. Em maio de 1998, Julian Lennon lançou o álbum Photograph Smile sem sucesso comercial. Alguns críticos elogiaram o álbum como "bem-feito e melódico", concluindo que era "o tipo de música que receberia maiores elogios se não fosse feito por um filho de um Beatle". Em 2006, se aventurou em negócios na Internet, incluindo MyStore.com. Em 2009 Lennon criou uma nova parceria com Todd Meagher e Michael Birch chamado theRevolution, LLC. Através desta companhia, Lennon lançou uma canção-homenagem chamada "Lucy", em memória de Lucy Vodden, a menina que inspirou o desenho que inspirou a canção Lucy In The Sky, com renda revertida para a pesquisa de Lupus . Em outubro de 2011, lançou um novo álbum chamado “Everything Changes” que quase não teve repercussão.
Sobre seu pai, John Lennon: "A música de meu pai foi uma grande inspiração para mim. Ele era um grande músico. Ele não era um grande pai. Eu não o odiava, mas tinha medo dele. Eu não conhecia esse homem e a tentativa de se reconstruir uma relação que nunca houve fez com que ele tivesse tanto medo de mim quanto eu dele. Eu me lembro de pequenos momentos como, por exemplo, sentado na frente dele em uma motocicleta indo visitar Ringo.


Sobre sua mãe, Cynthia Powell: "Eu tenho que agradecer à mamãe por quem eu sou. Ela atuou na maior parte de minha vida, mantendo-me junto da maneira que eu sou e na maneira que eu me relaciono com as pessoas. Ela tem sido sempre a coisa mais importante da minha vida e sempre será. A pessoa mais íntima de minha vida, que é tudo para mim, que guiou-me e ajudou-me a me encontrar foi minha mãe. Ela é o tipo de pessoa que deixa você resolver seus problemas sozinho. Quero dizer, se você não pudesse resolver, ela ajudaria. Eu tinha que me arranjar sozinho e isso era importante e ela é o tipo 'deixe-me ser'".

Sobre Paul McCartney: "Adoro e admiro! Talvez goste mais das músicas dele do que das do meu pai."
Sobre seu meio-irmão, Sean Lennon: "Eu tenho muito amor e respeito por Sean. Eu não tenho nada contra Sean, me importo muito com ele e costumava tomar conta dele. Ele é sangue, ele é meu irmão. Eu amo muito Sean. Eu acho que ele é um cara muito esperto".Resultado de imagem para julian lennon ringo starr

sexta-feira, 7 de abril de 2017

GEORGE HARRISON & FRIENDS AT ALBERT HALL

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Em 6 de abril de 1992, George Harrison surpreendeu os fãs pacientes com seu primeiro show solo no Reino Unido desde que deixou os Beatles. Seria seu último show de longa-metragem. A aversão de Harrison ao desempenho ao vivo há muito tempo se tornou conhecimento comum. Os Beatles deixaram de fazer turnês em parte devido à sua crescente incapacidade de competir com o ruído de multidão, e a única tentativa de Harrison em uma excursão solo pós-Fab Four terminou em frustração em 1974. E assim passou a maior parte dos anos 80. No final da década que ele ressurgiu com seu álbum hit Cloud Nine e o primeiro lançamento dos Traveling Wilburys, mas nenhum registro levou a uma turnê completa de Harrison. Assim foi até o final de 1991, quando, seduzido por seu velho amigo Eric Clapton, ele finalmente voltou à estrada - e mesmo assim, ele só se apresentou no Japão. Claramente, sem uma verdadeira motivação para voltar aos palcos, George precisava de um empurrão para levá-lo de volta à frente de um público ao vivo - e isso ocorreu através do Natural Law Party, um grupo político fundado sobre os princípios da meditação transcendental cuja afiliação Com o Maharishi Mahesh Yogi atraiu o apoio de Harrison. Com as eleições gerais britânicas iminentes no dia 9 de abril, ele procurou divulgar o jovem partido da melhor maneira que ele sabia. "Eu quero uma mudança total e não apenas uma escolha entre esquerda e direita", disse Harrison no comunicado de imprensa anunciando o show. "O sistema que temos agora é obsoleto e não está cumprindo as necessidades das pessoas. Os tempos mudaram e precisamos de uma nova abordagem. ... o Partido da Lei Natural está transformando esta eleição em uma maravilhosa celebração nacional e estou com eles por todo o caminho".Imagem relacionada
Para completar o projeto de lei, Harrison alistou Joe Walsh e Gary Moore para abrir o show - mas era realmente ele que a multidão estava lá para ver. A casa quase cái abaixo quando ele apareceu no palco para começar o show. Como ele admitiu mais tarde, a recepção calorosa da platéia o surpreendeu. "Durante anos eu sempre tratei a imprensa mal-humorado e desagradável, e eu tinha construído esta impressão de que os britânicos não gostavam nem de mim e nem minha música", admitiu Harrison. "Quando eu pisei no Royal Albert Hall, foi inacreditável. Eu não conseguia controlar - o público estava tão feliz. Foi o zumbido mais incrível que ouvi." Infelizmente para os fãs, a música da noite de alta não levou a uma efusão de novas performances ou álbuns de Harrison. Ele ressurgira no palco um punhado de vezes durante a próxima década, mas o show de Albert Hall foi seu último show completo; Quando o seu próximo álbum, Brainwashed de 2002, chegou às lojas, ele já havia feito a passagem. Hare, Harri!

DAVID PEEL MORRE AOS 73 ANOS

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David Peel, ícone anti-establishment, cantor de rua de NYC e ativista político conhecido por suas canções sobre a maconha e John Lennon, morreu ontem - quinta-feira (6 de abril), confirmou seu amigo de longa data e ex-colega Jeff S. Levy, que o conheceu por mais de 40 anos. David Peel estava com 73 anos. 
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Peel sofreu um ataque cardíaco em 31 de março. Peel, nome verdadeiro David Rosario, lançou seus dois primeiros álbuns, The American Revolution e Have a Marijuana pela Elektra Records em 1968 e 1970, respectivamente. Encontrou com Lennon e Yoko Ono quando eles estavam sendo exibidos em Greenwich Village em 1972. De acordo com o biógrafo de Lennon Ray Coleman, Peel se apresentou dizendo: "Olá, meu nome é David Peel e eu trabalho para a Elektra Records". Lennon disse que o observava enquanto conversava com uma multidão."Ele estava de repente lá e nós começamos a cantar com ele na rua, e nós fomos movidos pela polícia, e era tudo muito maravilhoso, era isso. Ele era um cara tão grande, você sabe. Nós amamos sua música E seu espírito e tudo ... Toda sua filosofia de rua e tudo mais.Resultado de imagem para DAVID PEEL
Através de sua música crua, chamada de "street rock acústico”, suas letras sobre a maconha e "policiais ruins", sempre lhe causaram problemas. Ele tocou com artistas desde B. B. King à Plastic Ono Band. John Lennon mencionou David Peel na música "New York City" e logo em seguida, Lennon e Yoko Ono, produziram o terceiro álbum de David Peel, “The Pope Smokes Dope” em 1972. Bastante frustrado com a censura das grandes gravadoras, David Peel fundou a Orange Records apenas para lançar suas próprias gravações e também a de milhares de artistas independentes.Resultado de imagem para DAVID PEEL
Seus últimos álbuns solo incluíram homenagens a Lennon: “John Lennon For President” e “John Lennon Forever”. Peel continuou vivendo em Nova York até sua morte e seu ativismo político nunca parou. Em 2012, foi entrevistado pelo The New York Times como um defensor da Ocupação de Wall Street. Ele disse ao The Times que planejava continuar cantando "até o dia em que eu cair morto e ir para o céu do rock 'n' roll". Uma reedição de The Pope Smokes Dope, que estava em andamento antes da morte de Peel, agora está no limbo.

ACROSS THE UNIVERSE EM COMERCIAL DA SAMSUNG

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O novo flagship (?) da Samsung, o Galaxy S8, já tem três novos comerciais para. Além de estarem disponíveis no YouTube, as produções devem passar na televisão e em outras mídias. Então, não se assuste se você estiver no cinema, vendo um vídeo a bordo de um avião ou dando uma voltinha na Times Square e se deparar com a Samsung tentando te convencer que ela é uma boa marca. No segundo vídeo da firma sul-coreana, há até uma música dos Beatles como trilha sonora pano de. Confira aqui o filme da companhia embalada com Across the Universe:

A GUITARRA MAIS CARA DA HISTÓRIA

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Nesta semana, a Ultimate Guitar listou as guitarras mais caras já vendidas da história. Em primeiro lugar está uma Fender Stratocaster de cor branca, que foi vendida em 2005 por 2, 7 milhões de dólares (equivalente a 8,3 milhões de reais). O instrumento é assinado pelos músicos mais respeitados do mundo: Mick Jagger, Keith Richards, Eric Clapton, Brian May, Jimmy Page, David Gilmour, Jeff Beck, Pete Townsend, Mark Knopfler, Ray Davis, Liam Gallagher, Ronnie Wood, Tony Iommi, Angus and Malcolm Young, Paul Mccartney, Sting, Ritchie Blackmore, Def Leppard e Bryan Adams. Tá bom ou quer mais? A guitarra foi adquirida em um leilão em Catar, na Ásia, por Sheikha Mayassa bint Hamad Al Thani, filha do Emir do Catar, e uma das fundadoras da organização Reach Out To Asia. O dinheiro arrecadado foi doado à instituição para ajudar vítimas de Tsunamis.