quinta-feira, 16 de julho de 2020

THE BEATLES LIVE AT THE NME EMPIRE POOL WEMBLEY APRIL 1965✶✶✶✶✶✶✶✶✶✶

Nenhum comentário:

"I Feel Fine", "She’s A Woman", "Baby’s In Black", "Ticket To Ride" e "Long Tall Sally". Não deixe de conferir de jeito nenhum a superpostagem THE BEATLES - NEW MUSICAL EXPRESS - 1964 - 1965 - 1966 - SENSACIONAL!!!

YOKO ONO AOS 87 ANOS

3 comentários:

Aos 87 anos, Yoko Ono vem precisando de cuidados 24 horas por dia, mas “ainda é tão afiada como já foi”, segundo um amigo que a conhece há meio século. É o que relata o jornal britânico Daily Mail. Desde 2017, a artista de 87 anos tem sido frequentemente vista em passeios com cadeiras de rodas e mais recentemente mal é vista deixando o seu apartamento de nove quartos em The Dakota, Nova Iorque.

Mas seu amigo Elliot Mintz disse ao The New York Post que a mente da artista ainda está cristalina e que ela convida o seu filho Sean para jantar em sua companhia até três vezes por semana. “Sean é o seu melhor amigo”, disse ele. ‘Ela desacelerou definitivamente, como qualquer pessoa nesta idade, mas ela é tão afiada como outrora foi’.Kyle Sandilands mistakenly says Yoko Ono is DEAD on live radio ...
Yoko Ono teve Sean com o frontman dos Beatles, John Lennon, em 1975, mas também tem a filha Kyoko de um casamento anterior com o produtor de cinema Anthony Cox. Kyoko, foi-lhe retirada ainda aos oito anos de idade quando, dois anos após o seu divórcio em 1969, Cox ganhou a custódia da garota e levou Kyoko com ele para viver numa comunidade fundamentalista cristã. Mãe e a filha voltaram a ficar juntas uma década mais tarde, pouco depois de Lennon ter sido assassinado por Mark David Chapman, em 8 de dezembro de 1980. O músico e amigo Mintz viu Ono pela última vez na sua festa de 87 anos em fevereiro – quando mais de 30 convidados, incluindo a cantora Cyndi Lauper e o co-fundador da revista Rolling Stone Jann Wenner, se reuniram no Bar Wayo, no Porto Marítimo da Rua Sul. Ele disse que Yoko Ono era “um ser particularmente especial”, que tinha embalado 400 anos de vida em 87 primaveras. Ono nasceu numa família bancária de Tóquio em 1933 e sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. A sua família enfrentou a fome e trocou artigos domésticos por comida no meio dos bombardeamentos do conflito. Desde então, a artista construiu um império imobiliário e doa frequentemente grandes somas da sua riqueza à caridade. No início da pandemia do coronavírus em Nova Iorque, Ono doou 250.000 dólares ao Montefiore Medical Center no Bronx, porque sabia que não poderia contar com doadores ricos para apoiar o local, afirmou Mintz.Yoko estava a "controlar" a vida de Lennon, escreve irmã do ex-Beattle
Após o seu casamento com Lennon em 1969, Ono comprou propriedades em Nova Iorque, no Vale de Hudson, Hamptons, Palm Beach, Irlanda e Inglaterra. O seu vasto império imobiliário contribuiu para a sua riqueza pessoal de cerca de 700 milhões de dólares. Contudo, a artista vem perdendo alguns dos seus bens durante a última década. Em 2017, vendeu um edifício com duas unidades residenciais por 6,4 milhões de dólares – mais 6 milhões de dólares do que pagou inicialmente por ele. Quatro anos antes disso, vendeu a cobertura de 5.700 metros quadrados de West Village onde o seu filho Sean tinha vivido por $8,4milhões.I feel John here': Yoko Ono's tribute to Lennon as she visits ...
Ela ainda está vendendo sua propriedade de mais de 600 acres perto da cidade de Franklin, Nova Iorque, que comprou juntamente com 100 bovinos Holstein antes da morte de Lennon. Roland Greefkes, um artesão de ferro que fez um portão de ferro forjado para a propriedade da Ono, disse que Ono não tinha estado no local “durante muito tempo”. No estado de Dakota, Ono tem uma suíte em frente do seu apartamento para hóspedes e mantém dois pequenos espaços de um quarto para o seu pessoal, de acordo com uma fonte anônima. O amigo de longa data Mintz disse que Ono usa o quarto que costumava ser o estúdio de Lennon como seu escritório, e que ela era com frequência a outra metade da relação quando o assunto eram os negócios. Ono também doou recentemente 50.000 dólares à Campanha do Lado Ocidental contra a Fome, que forneceu milhares de refeições aos necessitados no seu bairro do Upper West Side durante a pandemia. Ela tem uma parceria de 30 anos com a WhyHunger, uma organização sem fins lucrativos baseada em Nova Iorque que luta contra a privação alimentar. “Ela é a pessoa mais enérgica, mais viva e muito prática. Ela tem sido incrivelmente doadora há mais de três décadas”, disse Noreen Springstead, diretora executiva do grupo, ao The Post. Há alguns anos, Ono deixou a WhyHunger licenciar a letra e desenhos de Lennon para ‘Imagine’ visando uma campanha global contra a fome. O projeto angariou quase 7 milhões de dólares para projetos em Nova Iorque e em todo o mundo, disse Springstead. Fonte: https://observatoriodemusica.uol.com.br/

quarta-feira, 15 de julho de 2020

MY BACK PAGES - BOB FEST CELEBRATION - 1992**********

Um comentário:

Especialmente, em memória do meu querido amigo JOÃO NEIVA. Valeu! 
Confira também: BOB DYLAN - THE 30º ANNIVERSARY CONCERT CELEBRATION e também GEORGE HARRISON AT THE 30º ANNIVERSARY CONCERT CELEBRATION - BOB DYLAN

PAUL McCARTNEY & WINGS - SOILY - SENSACIONAL!******

Nenhum comentário:

"Soily" é um rockandrolzaço da pesada composto e gravado por Paul McCartney em 1971. Foi incluída no repertório de sua banda Wings durante as turnês de 1972 e 1973 na Europa e Grã-Bretanha. Em 1973 foi a primeira música do set. Foi reformulada e uma versão mais pesada ainda foi tocada durante a turnê mundial do Wings em 1975-1976. Na parte britânica desta turnê, terminou a parte rock do set. Da etapa australiana (novembro de 1975) até o final da turnê (outubro de 1976), ela serviu como bis, embora não tenha sido tocada em todos os shows.
Vários takes foram gravados em 1974 no Abbey Road Studios para inclusão no especial inédito “Wings, One Hand Clapping”. Estes takes contaram com o baterista Geoff Britton, e sempre puderam ser encontrados em versões não oficiais de bootlegs.
"Soily" encerra com chave de ouro o sensacional álbum triplo ao vivo de 1976, Wings over America e foi lançada como lado B do single "Maybe I'm Amazed" em 1977. Esta versão foi gravada em 7 de junho de 1976 em Denver. O desempenho de One Hand Clapping pode ser visto em um DVD incluído na edição especial remasterizada de 2010 do álbum “Band on the Run”, e no disco bônus de “Venus and Mars” (Collector's Edition).

ELETRIC LIGHT ORCHESTRA - MR. BLUE SKY✶✶✶✶✶

Nenhum comentário:

Mr. Blue Sky é uma música da Electric Light Orchestra (ELO), de seu sétimo álbum de estúdio - Out of the Blue de 1977. Escrita e produzida pelo maestro, guitarrista, vocalista e multi-instrumentista Jeff Lynne, esta música forma a quarta e última faixa da suíte "Concerto para um dia chuvoso", no lado três do álbum duplo original. Mr. Blue Sky foi lançada como segundo single do álbum, chegando ao número 6 no Reino Unido e número 35 nos Estados Unidos.
Mr Blue Sky: The Story of Jeff Lynne and ELO - 2012 | Filmow
O documentário "Mr. Blue Sky - The Story of Jeff Lynne & ELO" conta a história de um dos grandes gênios da música Pop, Jeff Lynne e sua maior criação: a superbanda Electric Light Orchestra. O filme mostra também depoimentos de Eric Iddle, Tom Petty, Joe Walsh, Paul McCartney, familiares de George Harrison e Roy Orbinson. Disponível apenas no iTunes. Uma pena.

terça-feira, 14 de julho de 2020

PAUL McCARTNEY - EARLY DAYS - FANTÁSTICO!

Nenhum comentário:


Apesar de todos os últimos álbuns de Paul McCArtney (desde "Chaos and Creation in the Backyard" 2005) - serem assim, meio... estranhos (mesmos os mais radicais tem que concordar), todos tem suas pérolas com a marca registrada de quem continua encantando novas gerações há 60 anos. A bonita "Early Days" é uma dessas.
O dia 6 de julho é uma data especial para todos os fãs dos Beatles. Foi nesse dia, em 1957, que John Lennon e Paul McCartney se encontraram pela primeira durante uma festa em uma igreja em Liverpool, e selaram ali o início da parceria e amizade que mudaram a história da música. “Early Days”, música do álbum “New” de Paul McCartney evoca essas lembranças desses “primeiros dias” ganhou um clipe do jeito que os Beatlemaníacos adoram: repleto de citações e mensagens nas entrelinhas. Dirigido por Vincent Haycock, o clipe foi oficialmente lançado em 7 de julho de 2014. Em entrevista à revista Rolling Stone, McCartney afirmou que gostou muito da ideia. “É uma música que traz muitas lembranças para mim. É sobre eu e John, nos primeiros dias”, disse McCartney. “Mas Vince veio com essa ideia ótima: em vez de trazer jovens que se parecessem comigo e com John andando pelas ruas de Liverpool, com os violões nas costas e atuando literalmente como na música, por que não colocar dois aspirantes a músicos desconhecidos?”. No clipe, uma da referências mais óbvias do encontro entre Lennon e McCartney, está no fato de um dos jovens músicos ser canhoto. Mais uma vez, não por acaso, McCartney, mestre na arte de vídeoclipes acertou em cheio! Por que será que isso não me surpreende? Abração, pessoal!

segunda-feira, 13 de julho de 2020

13 DE JULHO - DIA MUNDIAL DO ROCK???

Nenhum comentário:

O dia 13 de julho é o "Dia Mundial do Rock". Embora ligado a temas como rebeldia e aversão aos bons costumes, esse tal de "Rock And Roll" tem seu dia marcado justamente por uma causa nobre. Em 13 de julho de 1985 acontecia a primeira edição do "Live Aid", festival criado pelo músico Bob Geldolf em prol das vítimas da fome na Etiópia.
Atraindo os olhares do mundo inteiro, o evento acabou consolidando a força musical e social do Rock em suas diversas vertentes. Realizado simultaneamente na Filadélfia (EUA) e em Londres (Inglaterra), uniu veteranos (Paul McCartney, The Who, Queen, Led Zeppelin), novidades na época (U2, INXS), peso (Black Sabbath, Judas Priest) e Pop (Madonna, Duran Duran, David Bowie), entre outros nomes e estilos que deixaram seu nome gravado na história.
No entanto, apesar da causa nobre que foi o Live Aid, essa data ter sido escolhida como "Dia Mundial do Rock", está bem longe de qualquer unânimidade. Muitos acham que devia ser o dia que Elvis Presley gravou seu primeiro disco, outros acham que deveria ser o dia 6 de julho - Dia que John Lennon conheceu Paul McCartney e outros ainda, como eu, acreditam que deveria ser 1º de agosto - Dia do Concerto por Bangladesh - o primeiro show de Rock beneficente da história. Seja como for, aqui, a gente relembra o emocionante grande final do festival Live Aid 1985 com a emocionante apresentação de Paul McCartney e o imortal clássico dos Beatles "LET IT BE". Viva o Rock! VIVA OS BEATLES!

FIONA ADAMS - PHOTOGRAPHER - 1936/2020

Um comentário:

A fotógrafa Fiona Adams, conhecida por tirar algumas das fotos mais icônicas dos Beatles, morreu aos 84 anos no último dia 26 de junho. Formada pela Ealing College of Art and Technology - sendo a única mulher da turma, Fiona trabalhou como assistente de Douglas Glass, do Sunday Times, participou da produção de documentário até chegar na revista Boyfriend. Ao longo dos anos 1960, Fiona fotografou inúmeras celebridades, como Jimi Hendrix e Bob Dylan. Mas a fotógrafa entraria para a história com um retrato do maior quarteto do momento, os Beatles.

Em 1963, a fotógrafa acompanhou o Fab Four em um passeio por um local histórico de Londres, que foi bombardeado durante a guerra. Então, a artista pediu para os músicos se posicionarem no topo de uma cratera e pediu para eles pularem o mais alto possível. “Eu nem pensei em checar se era seguro ou não”, disse Fiona, segundo. Ela continuou: Eu lutei para entrar na cratera com meu pesado estojo de câmera. Tinha uma pilha de tijolos caídos e detritos no fundo. Os garotos fizeram a parte deles e ficaram de pé - em uma bela silhueta contra o céu e os prédios. E preparei minha câmera e gritei: ‘um, dois, três - pulem!". E eles pularam - duas vezes”.
As fotografias foram publicadas na revista Boyfriend e, mais tarde, uma delas foi escolhida por John Lennon para estampar a capa do primeiro EP da banda no Reino Unido, Twist And Shout.
O retrato ainda seria descrito como “uma das imagens mais marcantes da cultura do século XX” por Terence Pepper, curador da coleção fotográfica do National Portrait Gallery, que incluiu o trabalho de Fiona na exposição Beatles to Bowie: The 60s Exposed, de 2009. A morte da fotógrafa ganhou repercussão nas redes sociais e alguns usuários compartilharam os retratos mais famosos de Fiona Adams.
Fiona Adams, photographer of The Beatles and other rock stars ...Fiona Adams, photographer of The Beatles and other rock stars ...FIONA ADAMS - THE WOMAN WHO MADE THE 60s SWING - culturevoyage.co.uk

sexta-feira, 10 de julho de 2020

PAUL MCCARTNEY LIVE AT GRAND CENTRAL TERMINAL, NEW YORK CITY

2 comentários:

Numa sexta-feira, no dia 7 de setembro de 2018, Paul McCartney fez uma apresentação de surpresa no Grand Central Terminal de Nova York, para comemorar o lançamento de seu 17º álbum solo Egypt Station. O show, que aconteceu no Vanderbilt Hall do Grand Central, contou com a participação de 300 vencedores de um sorteio e convidados famosos, incluindo Sean Lennon, Meryl Streep, Jon Bon Jovi, Kendall Jenner, Amy Schumer, Kate Moss, Chris Rock e Steve Buscemi.
As centenas de fãs que não conseguiram os ingressos, se amontoaram do lado de fora do terminal, na tentativa de vislumbrar o ex-Beatle. A edição especial de Egypt Station também estava sendo vendida no Grand Central, levando a longas filas nos guichês. Paul McCartney havia dado dicas sobre o show na noite anterior, durante uma aparição no The Tonight Show com Jimmy Fallon: "É um show surpresa", disse ele. "Não contamos a ninguém, mas o título do álbum é Egypt Station, então isso pode ser uma pequena pista - estação. Pode ser um grande show, eu não sei".

O repertório foi um apanhado de sua carreira, incluindo sucessos dos Beatles de “Love Me Do" a “Let It Be” - e esta, também foi a primeira apresentação nos EUA de ”From Me To You” desde 1964. McCartney também cantou as músicas do Egypt Station “Come On To Me”, “Who Cares”, e “Fuh You”. Também havia músicas gravadas originalmente com o Wings e “FourFiveSeconds”, a colaboração de McCartney com Rihanna e Kanye West.
O concerto foi filmado e transmitido ao vivo no YouTube com um pequeno atraso. O som foi tratado por Giles Martin, filho do produtor dos Beatles, George Martin. Antes do show começar, McCartney pediu à multidão que se juntasse a ele em uma piada, onde ele fingiria testar a acústica do local cantando as palavras de abertura de 'Hey Jude', fazendo com que a plateia, invisível, cantasse de volta para ele. Quando a multidão continuou cantando a música, McCartney levantou as mãos, rindo, dizendo: “Não, não! Apenas uma linha!”. O atraso permitiu a edição de alguns erros, inclusive quando McCartney esqueceu duas vezes a letra de “Blackbird”. "Eu nunca toquei no meio das pessoas antes!", ele disse à multidão. Aqui, a gente confere esse showzaço na íntegra em alto e bom som. Valeu!

quinta-feira, 9 de julho de 2020

O DIA QUE JOHN LENNON CONHECEU PAUL McCARTNEY

Nenhum comentário:

Certa vez, um amigo já disse aqui mesmo, que o dia 6 de julho de 1957, devia ser guardado como um dia santo – que deveria ser feriado mundial ou Dia Mundial do Rock. Exageros à parte, o fato é que essa data é realmente muito especial para qualquer fã dos Beatles: Foi o dia da festa na igreja de St. Peter, quando, depois da apresentação dos Quarrymen, as vidas de John Lennon e Paul McCartney se cruzaram de forma definitiva, ao serem apresentados um ao outro por um amigo comum, Ivan Vaughan.

Ali, naquele dia, começou a nascer a dupla de compositores mais famosa de todos os tempos! E o resto é história. E como a gente gosta é muito de história, confere agora, mais uma vez, especialmente em homenagem a esta data tão especial, um 'trechinho' do livro de Peter Ames Carlin – Paul McCartney – Uma Vida. Sensacional!
Como as grandes coisas da vida, tudo isso começou com uma ideia pequena, improvisada. Ivan Vaughan sugeriu que Paul fosse a uma festa e desse uma espiada na banda de uns amigos. Não era longe, os muros de pedra da igreja da paróquia de St. Peter ficavam logo acima da colina e na esquina da casa de Ivan, em Woolton. Ele frequentava as festas de sábado ao ar livre na igreja havia muitos anos, brincando nos jogos de Carnaval, assistindo à parada, se regalando com os doces e a limonada que vendiam no jardim paroquial. Mas os festejos tinham ainda um apelo especial para os garotos mais velhos. Havia garotas, é claro, montes de garotas, e música também. Inclusive, ele acrescen­tou, uma banda de skiffle comandada pelo seu vizinho de quintal, John Lennon. Paul o conhecia? A banda se chamava Quarrymen, batizada em homenagem à escola secundária Quarry Bank, na qual estudavam quase todos os seus membros. Ivan às vezes tocava com eles, assu­mindo o baixo quando Len Garry, o baixista, não podia fazê-lo. Então, que tal ir até lá? Paul sempre gostou de festas — outro traço herdado do antigo líder da Jim Mac's Band, em especial se tivessem garotas em mo­vimento. A perspectiva de conhecer outros músicos aspirantes as tor­nava ainda melhores. Os Quarrymen estavam escalados para fazer sua primeira apresentação às 16h15, e Paul começou a se preparar logo depois do almoço, separando as calças pretas apertadas e um casaco branco esportivo com abas nos bolsos e uma costura em fios prateados, refletivos, que bruxuleavam na luz. Colocou uma do­se extra de brilhantina no cabelo, para proteger-se do calor, e depois conduziu sua bicicleta Raleigh de três marchas pela Forthlin Road em direção à Mather Avenue, passando pelo parque Calderstones, e de­pois subindo a colina de St. Peter. Ele estava um pouquinho atrasado - os Quarrymen já estavam tocando no palco externo (na verdade, a carroceria aberta de um caminhão) quando chegou. Enquanto abria caminho entre as pessoas, ele ficou impressionado não com a banda em si — que nada mais era do que uma junção de músicos —, mas com o carisma do adolescente que ficava na frente e no centro, tomando para si o único microfone do palco.
Então, aquilo era John Lennon! Paul o reconheceu, embora jamais tivessem sido apresentados. Ele era o cara mais velho de fala áspera que Paul tinha visto na periferia de Allerton e Woolton — rindo no ônibus com um amigo, se pavoneando pela Mather Avenue — o tipo de cara indisciplinado, barulhento, do qual Paul aprendera a se afastar na época da escola em Speke. E não se enganem: John parecia um teddy boy, um desses jovens robustos vestidos no estilo eduardiano que podiam ser vistos encostados contra o muro de algum lugar, saindo do encosto para ameaçar alguém que passasse por ele. Só que ele era amigo de Ivan, o que significava que não podia ser de todo ruim. E aqui John estava usando uma camisa quadriculada e uma calça escura, um feixe de cabelo castanho caindo sobre a testa úmida, enquanto tocava sua guitarra acústica e cantava no microfone de pedestal. Os demais — outro guitarrista, um baixista, um tocador de wash-board, um baterista e um tocador de banjo — seguiam junto. Mas o foco era John Lennon. Ele não era um gran­de guitarrista, sob nenhum aspecto. De fato, sua maneira de tocar era muito estranha e as letras também estavam erradas. Todavia, o que quer que cantasse com sua voz crua e poderosa — "Puttin' On the Style”, "Maggie Mae”, “Railroad Bill”, “Be-Bop-A-Lula” —, Lennon projetava um prazer anárquico e travesso. A banda tocou durante algum tempo, talvez trinta minutos, e de­pois saiu rapidamente para pegar suas coisas e liberar o palco. Um aviso sobre o baile no salão de festas da igreja, naquela noite, com a apresentação de dois números dos Quarrymen, ecoou pelo gramado. Paul se encontrou com Ivan, que lhe deu tapinhas nas costas e apon­tou para a pequena cabana de madeira na qual os Quarrymen, jun­to com outros participantes do dia, guardavam suas coisas entre um show e outro. “Vamos dar um alô”.

Ivan levou Paul até a cabana, onde encontraram o grupo. Colin Hanton, bate­rista dos Quarrymen, levantou a cabeça e acenou. “Vi Ivan chegando com esse outro rapaz”, ele disse. “Esse cara que não conhecíamos. E então eles começaram a conversar com John”. A princípio, o líder dos Quarrymen demonstrou certo desdém. Deu de ombros, não falou muita coisa, percebeu a aparência do jovem Paul — os últimos vestígios da fofice adolescente faziam-no parecer ainda mais novo do que os quinze anos que tinha. Ivan continuou, dizendo a John que Paul era um grande guitarrista e que sabia tocar inúmeras canções de ouvido. Eles conversaram sobre violões e John afirmou que deixava o seu afinado no G aberto, como um banjo. Sua mãe lhe havia ensinado aquilo e ele jamais aprendera a afinação correta. Falaram sobre canções, comparando o que sabiam e o que ainda estavam ansiosos por descobrir. Quando Paul mencionou o sucesso de Eddie Cochran, "Twenty Flight Rock", os olhos de John cintilaram com interesse — ele a conhecia mesmo? Acordes, letra, tudo? "Claro!" Ele apontou a guitarra de John. "Posso?" John deu de ombros. Paul apanhou a guitarra, procurou os pinos e rapidamente reajustou as cordas na afinação usual. Com isso, girou o instrumento, achou um acorde G — tocando com as cordas colocadas do lado errado para as suas mãos — entrou pelo primeiro verso. Oh well, I gotta girl with a record machine... Os Quarrymen ficaram impressionados. "Foi fantástico", lembrou Eric Griffiths, o outro guitarrista. "Ele tinha tanta confiança, deu um verdadeiro show." Ivan ficou radiante. Até John parecia impressionado. Deliciado com a audiência, Paul continuou. Fez um passeio por "Be-Bop-A-Lula" — um gesto corajoso, porque os Quarrymen haviam acabado de cantá-la no palco —, e depois apresentou uma série de sucessos de Little Richard: "Tutti Frutti", "Long Tall Sally", "Good Golly Miss Molly”. Paul tinha se apaixonado pelas linhas irrequietas do baixo de Richard, e pelos seus vocais poderosos, em tom elevado, e passou horas aprendendo a imitar os seus wop-bop-a-loo-bop e os penetrantes berros em falsete. "Ele conseguia tocar de um jeito que nenhum de nós conseguia, nem o John", continuou Griffiths. “Não queríamos parar de ouvir." John estava visivelmente emocionado também, rindo e aplaudindo o tempo todo. Mas quando Paul terminou, John pensou em convidar o novato para se juntar à banda. “Eu era o chefe até então", ele disse a Hunter Davies, em 1967. "Passou pela minha cabeça que eu teria de mantê-lo na linha, se o deixasse entrar. Mas ele era bom, valia a pena trazê-lo.” Naquela noite, eles seguiram seus caminhos separados, sem qualquer promessa de que voltariam a se encontrar. John, no entanto, aventou a ideia com seu melhor amigo e colega de banda, Pete Shotton, enquanto caminhavam de volta para casa naquela noite, e Pete concordou imediatamente: aquele tal de Paul seria uma ótima aquisi­ção para a banda. Assim, quando Pete viu Paul montado em sua Raleigh a caminho da casa de Ivan, dias depois, acenou para ele e apresentou o convite: ele gostaria de se juntar aos Quarrymen? Paul deu de ombros, balançou a cabeça. Bem, sim, claro. Parece legal. Então, Shotton prosse­guiu, ele podia vir ensaiar para o próximo show, no centro da cidade, no Cavem Club, no dia 8 de agosto? Paul fez uma careta. Estaria via­jando de férias. Mas não ia demorar, tudo bem? Shotton meneou a cabeça, e cada qual seguiu seu caminho. Pete foi a pé pela Menlove Avenue, de volta para casa, enquanto Paul pedalou sua bicicleta. "Dali em diante, fui numa direção completamente nova. Depois de conhecer John, tudo mudou".

terça-feira, 7 de julho de 2020

RINGO STARR'S BIRTHDAY SHOW - IMPERDÍVEL!***********

2 comentários:

SÓ PARA LEMBRAR: É DAQUI A POUCO - RINGO STARR VAI FESTEJAR 80 ANOS COM LIVE E CONVIDADOS ESPECIAIS

Nenhum comentário:

Hoje, dia 7 de julho, Ringo Starr completa 80 anos. O ex-baterista dos Beatles vai organizar um evento especial de aniversário, recheado de convidados especiais. Ringo fará a apresentação em casa, em vídeo, com Paul McCartney, Sheryl Crow, Gary Clark Jr., Ben Harper e mais. "Esse ano será um pouco diferente. Não há um grande encontro, não tem como fazer brunch para 100 pessoas. Mas iremos fazer esse show - uma hora de música e conversa. É um aniversário bem grande". A transmissão servirá para arrecadar fundos para as instituições The David Lynch Foundation, MusiCares e WaterAid e Black Lives Matter. Para assistir, basta acessar o canal de Ringo Starr no YouTube, a partir das 21h, horário de Brasília, HOJE, terça-feira, 7.

ÔBA! HOJE RINGO STARR FAZ 80 ANOS! 😃😃😃😃😃😃

3 comentários:

Hoje, 7 de julho do ano da graça de 2020, o maior e melhor baterista da história do rock e da música pop de todos os tempos, nosso queridíssimo Sir RINGO STARR completa 80 anos de uma vida gloriosa e uma carreira brilhante, e ainda em plena forma. Nos shows, sua energia parece a de um menino que ainda ama o rock and roll.
Ostentando o nome artístico de Ringo Starr desde que tocava em Liverpool com a banda Rory Storm and the Hurricanes entre 1960 e 1962, Ringo quase recusou o convite de um grupo conhecido na cidade pela energia e pelo repertório mais variado. É que os Beatles pagavam menos por semana do que Rory. Ringo já conhecia o então quinteto de John Lennon dos clubes de Liverpool e também das temporadas que as duas bandas fizeram em Hamburgo, na Alemanha, em 1961 e 1962. Nunca ficou impressionado com os Beatles, mas eles tinham algo a mais quando o convidaram para substituir Pete Best, em julho de 1962. Eram mais novos, tinham empresário e um objetivo claro. Topou ganhar um pouco menos, e acabou como o baterista da melhor e mais importante banda de rock de todos os tempos. Esqueça a falácia de que Ringo Starr era um baterista fraco ou limitado. Para tocar com os melhores, não poderia ser fraco ou limitado. Simples assim. Ele e Charlie Watts, dos Rolling Stones, estabeleceram padrões muito elevados dentro do pop com suas levadas precisas e marcações rigorosas. Tornaram-se a referência para todos desde que surgiram. Apesar de ótimo baterista, Ringo sofreu bastante no início por se sentir sempre como o “novo integrante dos Beatles" mesmo quando já tinha gravado vários álbuns com a banda. Participava dos processos criativos que não envolviam composição, seu voto tinha peso nas decisões musicais e administrativas do grupo, mas percebia que era sempre conduzido, o que não era necessariamente ruim, concluiu. O problema é que os Beatles acabaram cedo demais, antes do que todo mundo previa. Como artista solo, evidentemente, ele sairia em desvantagem em relação a Paul McCartney, John Lennon e George Harrison, seus companheiros de banda e compositores extraordinários – tanto que frequentemente contribuíam com músicas para alguns álbuns de Ringo nos anos 70 e 80. Ótimo baterista, mas compositor limitado e frontman de poucos recursos, teve a carreira solo mais discreta em relação aos ex-companheiros. Playboy e milionário extravagante, Ringo tentou atuar no cinema, conseguindo até vários bons momentos. Passou por um período obscuro e se entupiu de drogas e no álcool por mais de 20 anos, até que conseguiu emergir do limbo após uma reabilitação rigorosa. Desde 1990 nunca mais passou perto de bebidas. Sua queda ao fundo do poço foi tão apavorante que muitos amigos temiam que não se recuperasse e que partisse para o suicídio. A ressurreição foi como um segundo nascimento para o Beatle.Resultado de imagem para RINGO STARR
Ainda confortável financeiramente, teve participação decisiva no projeto “Anthology'', que reuniu os Beatles sobreviventes nos anos 90 para reavaliar a carreira da banda e finalizar canções, que eram rascunhos, deixadas por John Lennon. Ringo é um dos grandes sobreviventes do rock, e continua se divertindo pelo mundo com a a sua All-Starr Band. É o mais velho astro do rock do primeiro escalão de músicos do gênero – da geração que explodiu nos anos 60 – só perde para John Mayall, o bluesman britânico por excelência (85 anos) e Bill Wyman, ex-baixista dos Stones (82). Ringo Starr é um astro de primeira grandeza do rock e um instrumentista influente, que conseguiu sobreviver aos fantasmas do vício e da fama, deixando para trás gente como Keith Moon (The Who), John Bonham (Led Zeppelin), Jim Morrison (The Doors), Jimi Hendrix, Brian Jones (Rolling Stones), Harry Nilsson e muitos outros amigos que ficaram pelo caminho. Parabéns, grande Ringo! Que ainda venham muitos e muitos anos com muita saúde e ainda um monte de discos legais pela frente. Amém.

ENNIO MORRICONE MORRE AOS 91 ANOS 😔

Nenhum comentário:

O maestro e compositor Ennio Morricone morreu aos 91 anos nesta segunda-feita (6) em Milão, na Itália. Ele foi responsável por produzir trilhas sonoras que marcaram história no cinema. Morricone estava internado há dez dias em uma clínica em Roma após cair e fraturar o fêmur e morreu “nas primeiras horas de 6 de julho no conforto de sua família”, conforme diz nota divulgada por Giorgio Assuma, advogado e amigo do artista. O comunicado releva ainda que Morricone escreveu o próprio obituário. Confira o texto abaixo: “Ennio Morricone está morto. Anuncio a todos os amigos que sempre estiveram próximos de mim e também aos que estão um pouco distantes e os saúdo com muito carinho. Impossível nomear a todos. Mas uma lembrança especial vai para Peppuccio e Roberta, amigos fraternos muito presentes nos últimos anos de nossa vida. Há apenas uma razão que me leva a cumprimentar todos assim e a ter um funeral privado: não quero incomodá-los. Saúdo calorosamente Inês, Laura, Sara, Enzo e Norbert por terem compartilhado grande parte da minha vida comigo e com minha família. Quero lembrar com carinho as minhas irmãs Adriana, Maria, Franca e seus entes queridos e que elas saibam o quanto eu as amava. Uma saudação completa, intensa e profunda aos meus filhos Marco, Alessandra, Andrea, Giovanni, minha nora Monica e aos meus netos Francesca, Valentina, Francesco e Luca. Espero que eles entendam o quanto eu os amava. Por último mas não menos importante (Maria). Renovo a você o extraordinário amor que nos uniu e que lamento abandonar. Para você, o adeus mais doloroso”.

Ennio Morricone nasceu em 10 de dezembro de 1928. Aos seis anos, começou a compor e, em 1961, aos 33 anos, estreou no cinema com a música de “O Fascista”, de Luciano Salce. Depois, construiu uma carreira longeva na área. Ele ganhou dois prêmios no Oscar, Globos de Outro, Grammys e BAFTAs. Entre suas obras estão composições para filmes como “Três Homens em Conflito”, “A Missão”, “Era uma Vez na América”, “Os intocáveis”, “Cinema Paradiso”, entre tantos e tantos outros. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, lamentou a perda. “Sempre nos recordaremos, e com um reconhecimento infinito do gênio artístico, do maestro Ennio Morricone. Nos fez sonhar, nos emocionou e fez pensar, escrevendo notas inesquecíveis que ficarão para sempre na história da música e do cinema”, escreveu.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

THE BEATLES - WATCHING RAINBOWS✶✶✶✶✶✶✶✶✶✶

3 comentários:

"Watching Rainbows" é uma música inédita dos Beatles gravada em 14 de janeiro de 1969, durante as massivas sessões de Get Back no Twickenham Studios. A música é tocada em dois acordes e, desde então, foi comparada com "I Am the Walrus" e "I've Got A Feeling" pelas semelhanças nas letras e na estrutura.

John Lennon faz o vocal principal e toca no piano elétrico, Paul McCartney toca guitarra e Ringo Starr, bateria; O baixo está ausente porque McCartney está fazendo o papel habitual de George Harrison na guitarra principal, já que, Harrison abandonou temporariamente o grupo nesta fase das sessões. Clique na imagem do George.
"Watching Rainbows" foi improvisada por Lennon enquanto ele, Ringo e McCartney estavam passando por outras duas músicas de sua autoria, "Mean Mr. Mustard" do futuro Abbey Road e a inédita "Madman", que os Beatles finalmente abandonaram depois de algumas tentativas.
"Watching Rainbows" é muitas vezes associada a outras três músicas dos Beatles: A primeira é a melodia estruturalmente similar de "I've Got a Feeling" (rehearsal, de McCartney e também da inacabada "Everybody Had a Hard Year", de Lennon, cujo a junção das duas virou "I've Got a Feeling", como conhecemos. Um dos versos mais inteligíveis de toda a música é a linha frequentemente repetida "Standin' in the garden, waitin' for the sun to shine" - (Permanecendo no jardim, esperando o sol brilhar), que seria uma reminiscência de "I Am the Walrus - "Sentado em um jardim inglês, esperando o sol". Por causa dessa semelhança, "Rainbows" é muitas vezes interpretada como sendo diretamente derivada  de "Walrus". A terceira música conectada a ‘Rainbows’, até porque estava sendo tocada antes dela é "Mr. Mustard".
"Watching Rainbows" também foi o nome de um piratão, lançado em 1978, e a música, poderia perfeitamente ter aparecido no Anthology 3, mas parece que ainda vai permanecer guardada por muitos, muitos anos. Enquanto isso, a gente fica aqui a ver navios, ou melhor, assistindo os arco-íris.

IMAGEM DA SEMANA - THE BEATLES

3 comentários:

domingo, 5 de julho de 2020

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS*****

Nenhum comentário:

"While My Guitar Gently Weeps" é uma música dos Beatles composta por George Harrison e aparece no álbum The Beatles - Álbum Branco, de 1968. De acordo com Harrison, a inspiração para a música veio da leitura do "I Ching", e foi baseada no conceito de que tudo é relativo, em oposição ao conceito de que tudo é mera coincidência.
Tendo esta ideia do relativismo na casa de seus pais, em Liverpool, durante um período de férias, Harrison começou a escrever uma música com base nas primeiras palavras que ele viu após abrir o livro aleatoriamente. Essas primeiras palavras foram "gently weeps". Então, imediatamente, começou a canção. A letra é simples, com basicamente conselhos de vida, sempre seguidos da frase "Enquanto minha guitarra chora suavemente". Muitos fãs acreditam que exista uma pista sobre a "Lenda da morte de Paul McCartney", e que no final os gemidos de George são lamentações pela perda do amigo. John Lennon e Paul McCartney subestimaram a música, que depois se tornaria um clássico. Os Beatles a gravaram no dia 16 de agosto, há 50 anos, com mais de 14 takes, alguns acústicos e nenhum agradou George. Ele dizia que John e Paul tocaram com muito desânimo e desdém "Eles não levaram o trabalho a sério e acredito que nem se esforçaram para tocá-la direito". Mas sua forma de revolta não poderia ser mais criativa: Eric Clapton conta que Harrison falava da música e de repente disse que "ele bem que poderia participar do disco" ao que Clapton respondeu: "Os outros Beatles não iriam gostar!" ao que George respondeu: "Não tem nada a ver com eles, a música é minha".
No outro dia, lá estava Clapton no estúdio para fazer o solo da "guitarra que chora". Segundo Harrison: "A presença de Clapton no estúdio serviu para desanuviar as tensões entre o grupo e eles tiveram uma melhora em seu comportamento durante sua presença". Ringo Starr completou: "Foram dias memoráveis, Eric era muito divertido". Porém alguns tem dúvidas de que o solo usado no disco não foi o que Clapton gravou apenas pelo fato do trabalho seguinte, o "Abbey Road", ter um estilo semelhante tocado por George (possivelmente por influência do amigo). Harrison disse sobre o solo: "… Então Eric tocou, e eu achei que ficou realmente bom. Ouvimos e ele disse ‘tem um problema, não está Beatle o bastante.’ Então colocamos o ADT (automatic double-track) para incrementar um pouco". A versão acústica está no disco Anthology 3 e no retrabalho LOVE, com arranjo orquestrado por George Martin. Na gravação original dos Beatles participaram: George Harrison – vocal (double tracking), vocal de apoio, guitarra base, órgão Hammond; John Lennon – guitarra; Paul McCartney – vocal de apoio, piano, órgão, baixo de 6 cordas; Ringo Starr – bateria, tamborim; Eric Clapton – guitarra solo. "While My Guitar Gently Weeps" é a 2ª canção de George Harrison mais regravada por outros artistas, só perdendo para “Something”. Aqui, a gente confere alguns artistas que já tiraram uma casquinha do clássico do Velho George: Jake Shimabukuro, Vinnie Moore, Peter Frampton, Russ Freeman, The Jeff Healey Band, Kenny Lattimore, Phish, Kenny Rankin, The Rippingtons, The Punkles, Spineshank, Joe Louis Walker, The Muppets, Les Fradkin, Toto, Eric Roche, Damon and Naomi, Rick Wakeman, Todd Rundgren, M.O.P. , Wu-Tang Clan,Martin Luther McCoy, Doyle Dykes, The Grey Album - DJ Danger Mouse's, Marc Ribot, Lemon Demon, Nan Vernon, Jimmy Ponder, Derek Webb, Powderfinger, Dante Leon, Hank Marvin, Carlos Santana, Girl In A Coma, Lisa Marie Presley, entre outros menos cotados.
Aqui, a gente confere agora um trecho do livro de Michael Schumacher "Crossroads: a Vida e a Música de Eric Clapton" de 1995.
Clapton descansou muito pouco durante o breve hiato do Cream na estrada. Ele aprofundou a sua amizade com George Harrison, e dessa associação saíram alguns projetos, o mais notável sendo o trabalho que fez para o White Álbum dos Beatles. Harrison e Clapton tinham se conhecido quase quatro anos antes, quando os Yardbirds tocaram na festa de Natal dos Beatles em 1964. Conversando sobre música, os dois descobriram que tinham preferências musicais diversas, com Harrison preferindo o rockabilly americano e Clapton o blues americano. Houve o constrangimento normal que ocorre quando membros de bandas concorrentes se reúnem, mas estes sentimentos foram superados pela forte identificação mútua. Clapton acreditava que o talento de Harrison estava sendo sufocado nos Beatles, onde John Lennon e Paul McCartney estavam sempre à frente, e ele tentou encorajar Harrison a dar um passo à frente na banda. Os dois se viram ocasionalmente nos anos seguintes: os compromissos com suas respectivas bandas impediram que a amizade se desenvolvesse mais. Então, no final de 1967, Harrison entrou em contato com Clapton para um projeto fora dos Beatles — a trilha sonora do filme Wonderwall, de Joe Massot. A música tinha um som com influência oriental devido à visita dos Beatles à índia e Harrison procurava um som ocidental para fazer contraponto à cítara, sarod, tabla e tambura. Clapton — que aparece nos créditos do disco como Eddie Clayton—visitou os estúdios de Abbey Road e gravou passagens de blues na guitarra para algumas músicas de Harrison, dessa maneira começando uma atividade suplementar em trilhas sonoras que ele manteria, alternadamente, pelos próximos 25 anos. Com a fundação da Apple, sua gravadora, os Beatles estavam se diversificando para produzir discos de outros artistas e, com a sua reputação e ligações, não era preciso muito esforço para agrupar um elenco importante de músicos de estúdio para qualquer projeto. Para o disco de Jackie Lomax produzido por George Harrison, Clapton entrou no estúdio com uma banda provisória que tinha ele e Harrison na guitarra, Klaus Vorman no baixo, Nicky Hopkins no piano e Ringo Starr na bateria. Após meses de performances livres no palco, a descontraída e agradável atmosfera do estúdio, nessas gravações, foi uma mudança bem-vinda em relação à competição no palco e às brigas fora dele. Naquele mesmo mês, Clapton gravou quatro canções como guitarrista de estúdio para seu amigo Mike Vernon, que estava produzindo um disco para a cantora de blues Martha Velez, usando uma formação de estúdio que incluía Jack Bruce, Christine McVie, Mitch Mitchell, Jim Capaldi e Brian Auger. De todas as sessões de trabalho de estúdio de Clapton, nenhuma igualaria o reconhecimento que recebeu pelo tempo que passou no estúdio número 2 de Abbey Road no dia 6 de setembro, quando se uniu aos Beatles para gravar o memorável solo de guitarra na música de George Harrison, While My Guitar Gently Weeps. A princípio, Clapton hesitou em aceitar o convite de Harrison para tocar na faixa. Ninguém, ele observou a Harrison, jamais participou como músico convidado de um disco dos Beatles. "Ele queria que eu tocasse guitarra na faixa porque não podia fazê-lo do jeito que gostaria de escutar", relembrou Clapton, fazendo questão de dizer que não concordava com os receios de Harrison sobre a sua própria habilidade na guitarra. "Eu achava que ele devia ter tocado guitarra na música", prosseguiu Clapton, "mas foi ótimo para mim fazer aquilo. Concordamos que eu não seria pago e nem meu nome apareceria." Harrison tem as suas próprias e nítidas lembranças dessa sessão histórica. Segundo Harrison, os outros três Beatles não ligavam para a canção, mas a participação de Clapton mudou a opinião deles. O solo, um dos melhores a abrilhantar um disco dos Beatles, era maravilhosamente expressivo — uma combinação perfeita com a letra e a melodia melancólicas de Harrison. Mesmo assim, Clapton ficou apreensivo com a maneira em que funcionou para a banda. "Nós escutamos", lembrou Harrison, "e ele disse: 'Ah, existe um problema, não está suficientemente Beatle.' Então passamos a fita pela máquina duplicadora para dar um pouco mais de tremolo." Apesar da ideia de não colocá-lo nos créditos do álbum, a participação de Clapton na música se tornou um dos mais mal guardados segredos da indústria musical. Havia fãs dos Beatles que tinham obsessão em saber os mínimos detalhes da gravação de cada música e não foi difícil para eles descobrir que o famoso instrumentista do Cream emprestara o seu talento para uma das canções mais formidáveis do White Álbum ou para descobrir que a sua paixão por doces havia sido a inspiração para Savoy Truffle, outra música de Harrison no álbum. A amizade Clapton-Harrison ajudaria a estimular um trabalho valioso por parte dos dois músicos nos anos seguintes. Também levaria Clapton a alguns dos altos e baixos de sua vida, começando quando Harrison o apresentou à sua mulher, colocando em ação uma sequência de eventos que os dois homens foram essencialmente incapazes de alterar.