sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

PAUL McCARTNEY & WINGS - MULL OF KINTYRE*****

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"Mull of Kintyre" é um single do Wings lançado em novembro de 1977. Alcançou o 1° lugar no Reino Unido em dezembro daquele ano, permanecendo nesta colocação por nove semanas seguidas. Foi composta por Paul McCartney e Denny Laine. McCartney compôs o refrão principal da faixa em abril de 1974, em homenagem à pitoresca  península de Kintyre, na Escócia, onde fica sua fazenda e seus estúdios. Mull of Kintyre foi gravada em 9 de agosto de 1977 no Spirit of Ranachan Studio em High Park Farm, na Escócia, durante uma pausa na gravação do álbum London Town, devido à gravidez avançada de Linda McCartney. A música apresentou uma incrível orquestra de gaitas, a Campbeltown Pipe Band da cidadezinha vizinha Campbeltown. O vocal de Paul e o violão foram gravados ao ar livre. "Mull of Kintyre" e "Girls 'School" (um rock que havia sido gravado durante London Town) foram lançadas como single em 11 de novembro de 1977, independentemente do álbum. "Mull of Kintyre" aparece em Wings Greatest de 1978, All the Best de 1987, Wingspan: Hits and History, de 2001 e em Pure McCartney de 2016.

A letra dos primeiros versos, também usados como côro, são uma ode à beleza natural da área e o sentido de lar. O amplo apelo da canção foi maximizado devido a seu lançamento antes do Natal e tornou-se o sucesso do natal daquele ano. Esse sucesso rapidamente se espalhou pelo mundo, dominando as paradas na Austrália e em dezenas de outros países ao longo do período de festas de fim de ano, inclusive no Brasil, onde o clipe foi exibido com exclusividade pelo Fantástico da Globo.
"Mull of Kintyre" foi o primeiro single a vender mais de dois milhões e meio de cópias no Reino Unido e tornou-se o single mais vendido de todos os tempos (1977), superando os próprios Beatles em "She Loves You", até ser ultrapassada pela música da Band Aid, chamada "Do They Know It's Christmas?" em 1984 (que também contou com McCartney no lado B).

GEORGE HARRISON - THAT WHICH I HAVE LOST

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"Somewhere In England" – de 1981 foi o 9º álbum da carreira solo do ex-Beatle George Harrison. O disco mostra o amadurecimento de Harrison como músico e produtor. Somewhere In England teve co-produção de Ray Cooper e traz uma variedade bem maior de estilos, inclusive o country "That which I Have Lost", onde o misticismo de George continua firme e se mostra ainda mais explícito. Deus também é citado na faixa "All Those Years Ago", carro-chefe do álbum - composta para John Lennon, assassinado um ano antes. Hare Krishna!

THE BEATLES - TWIST AND SHOUT AT THE HOLLYWOOD BOWL

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

THE KNACK - MY SHARONA - SENSACIONAL!!!*****

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O ritmo irresistível e os vocais enérgicos do single de estreia do THE KNACK, "My Sharona", garantiram à banda lugar permanente na história do Rock. Uma das favoritas dos aspirantes a baixista de todos os lugares, a música é base fácil para o que parece ser uma infindável lista de paródias imaginativas criadas por comediantes e publicitários: "My Toyota", "My Corona", "My Bologna", "My Payola", "Ay-atollah". Mas, por trás da alegre batida uptempo, a letra revela um conto de luxúria e anseio:
Ooh minha lindinha, minha lindinha
Quando você vai me dar algum tempo, Sharona?
Ooh, você faz meu motor funcionar, meu motor funcionar
Injete que ele vem fora da linha, Sharona
Venha pequena mais perto, huh, vai, huh?
Perto o suficiente para olhar nos meus olhos, Sharona
Mantenha o mistério, e você me consegue
Descendo o comprimento das minhas coxas, Sharona
Nunca vou parar, desista
Que mente mais suja
Sempre excitado pelo toque de meninas mais novas.
As palavras documentam a libidinosa obsessão do vocalista de 27 anos, Doug Fieger, por uma estudante de Los Angeles de 16, Sharona Alperin. Ela trabalhava meio expediente em uma loja de roupas, onde Fieger foi apresentado a ela por sua namorada da época. Como ele relembra anos mais tarde: "Ela tinha um perfume irresistível, e isso me enlouqueceu". Ele foi persistente em sua tentativa de conquistá-la. Quando o lendário produtor Mike Shapman estava gravando a música para o primeiro álbum da banda, Fieger trouxe Sharona ao estúdio como backing vocal (supostamente junto com outros, cantando, ao fundo, "fuck-me", bem baixinho).

Ele a colocou na capa do single e a encorajou a terminar com seu então namorado. E, na onda do sucesso da música, que chegou ao topo das paradas, ele enviou a Sharona, já com 17 anos, uma passagem para se juntar à banda, que estava em turnê no Havaí. Lá, por fim, eles tiveram um envolvimento romântico. E, apesar da diferença de idade, o relacionamento parece ter dado certo. Ficaram juntos por quatro anos, durante os quais ela inspirou muitas das composições de Fieger. Ficaram noivos por um tempo, e, mesmo depois de terem se separado, ela continuou sendo sua amiga e musa. Em 2009, Doug revelou que a música "You Gotta Be There", do álbum Zoom, de 1999 era sobre Sharona.

A subsequente carreira profissional de Alperin se beneficiou de seu envolvimento com Fieger. "Doug estava querendo comprar uma casa, mas estava sempre em turnê, então... eu escolhi cinco casas e mostrei a ele. Um dos corretores me disse: 'Nunca vi ninguém apresentar casas assim. Você deveria ser corretora'." Depois de eles terminarem, ela conseguiu sua licença de corretora de imóveis. Hoje ela trabalha para a Sotheby's e é especializada em encontrar casas para celebridades. Sua lista de clientes é confidencial, mas sabe- se que inclui Leonardo di Caprio. "My Sharona" toca na página inicial de seu website.
Sharona e Doug se casaram depois com outras pessoas, embora o casamento dele tenha terminado em divórcio depois de dez anos. Em 2006, ele desenvolveu um tumor cerebral e em 2007 foi diagnosticado com câncer de pulmão. Sua ex-mulher e Sharona cuidaram dele durante sua longa batalha contra a doença, um notável sinal da duradoura afeição que ele inspirara. No final, ele perdeu a batalha, em 14 de fevereiro de 2010, e Sharona esteve presente em seu leito de morte. Seu falecimento renovou o interesse pela música e pela mulher que a inspirou, mais de 40 anos depois de Fieger ter se declarado da maneira mais pública possível. "Doug mudou minha vida para sempre", diz Sharona.
THE KNACK surgiu na década de 1970 em meio a uma cena musical saturada de música disco. "My Sharona" foi sua música de estreia, e, na onda do Power-Pop, alcançou o 1° lugar no Hot 100 da Billboard. Infelizmente para a banda, eles nunca mais conseguiriam repetir o grande sucesso de seu primeiro e fenomenal single. Embora "Good Girls Don't", tenha alcançado o 9º lugar, nenhum de seus singles posteriores conseguiu chegar ao Top 20. A banda se separou em 1982, mas se reuniu em 1997 depois de uma série de tentativas falhas; o único membro ausente era o baterista Bruce Gary, falecido em 2006. A banda continuou tocando, mas, mesmo antes da morte de Doug Fieger em 2010, os inebriantes dias de um single em 1° lugar já haviam ficado num passado distante. Fonte: "Músicas & Musas" de Michael Heatley & Frank Thopkinson.

THE BEATLES - ACROSS THE UNIVERSE - SEMPRE!

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

JOHN LENNON - “LOVE” - NOVO VÍDEO EM 4K

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Um novo clipe de John Lennon para a canção “Love” foi lançado no canal oficial do cantor no YouTube neste domingo (14), numa celebração ao Dia dos Namorados Internacional. O lançamento do vídeo em 4k promove a reedição expandida do box John Lennon/Plastic Ono Band, um conjunto que incluirá 159 novas mixes e oferecerá aos fãs um livro de capa dura focado no álbum clássico, lançado em 11 de dezembro de 1970. Os detalhes do box serão revelados no próximo dia 4 de março, enquanto que seu relançamento ocorrerá em 26 de abril. A canção “Love” apareceu originalmente nesse trabalho de 1970 e mais tarde, em 1982, foi destaque como single promocional da compilação The John Lennon Collection. A canção em seu take 1 traz Lennon na voz e violão e o produtor do disco, Phil Spector, ao piano.

THE BEATLES - YOU'RE GOING TO LOSE THAT GIRL✶✶✶✶✶

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domingo, 14 de fevereiro de 2021

PAUL McCARTNEY - TAKE IT AWAY - 1982 - SENSACIONAL!!!

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“Take It Away” é um single de Paul McCartney de seu álbum Tug of War, de 1982. Passou dezesseis semanas na parada de singles da Billboard Hot 100, alcançando a 10ª posição e alcançou a 15ª posição no Reino Unido. O videoclipe, dirigido por John Makenzie, apresenta o ex-baterista dos Beatles Ringo Starr e o produtor de longa data George Martin, ambos atuando na faixa, assim como o ator John Hurt.
Celebrado na época como uma reunião parcial dos Beatles, "Take It Away" de Paul McCartney certamente começa assim, com um ritmo fora de forma, cortesia de Ringo Starr e todas as marcas de bom gosto de uma produção de George Martin - até o piano de acompanhamento. Mas havia mais nesta faixa de destaque de Tug of War, lançado em abril de 1982.O novo elemento mais interessante da música, na verdade, vem de Eric Stewart do 10CC, cuja presença claramente fez McCartney se envolver em algumas das agora famosas camadas de vocais de fundo daquele grupo. "Take It Away" termina com um loop crescente de suspiros sem palavras de mil Pauls, Erics e Lindas. Um tom mais sombrio envolve o álbum também, não importa o quão alto essa coda suba. Isso tinha mais a ver com o Beatle que não estava lá, do que com os que estavam.

Paul McCartney: Vocais, Guitarra, vocais de apoio, baixo e piano; Linda McCartney: Vocais de apoio; Ringo Starr: Bateria; Eric Stewart: Vocais de apoio e guitarra; George Martin: Produtor, arranjos e piano elétrico; Geoff Emerick: Engenheiro de mixagem e engenheiro de gravação; Steve Gadd: Bateria; Jon Jacobs: Engenheiro assistente de mixagem; Mike Stavrou: Engenheiro de gravação assistente; Músico desconhecido: Horns.
Seiscentos membros do Wings Fun Club foram convidados como uma plateia ao vivo para as filmagens, numa quarta-feira, 23 de junho de 1982 no Elstree Studios da EMI em Boreham Wood. Criado a partir de uma ideia original de Paul, o filme promocional "Take It Away" foi dirigido por John McKenzie e produzido pela Moving Picture Company. Apresenta um elenco ilustre como a banda no caminho do sucesso, composta por Paul e Linda McCartney, Ringo Starr, Eric Stewart, Steve Gadd e George Martin, com John Hurt no papel de empresário. Barbara Bach faz uma pequena aparição no final. A banda improvisada fez uma bela jam entre as tomadas, para o deleite dos seiscentos Funsters que foram usados ​​como público. Entre as várias tomadas de "Take It Away", Paul e a banda tocaram várias músicas para entreter o público, incluindo "Lucille", "Bo Diddley", "Peggy Sue", "Send Me Some Lovin", "Twenty Flight Rock", "Cut Across Shorty", "Reeling And Rocking", "Searching" e "Hallelujah I Love Her So". O filme de "Take It Away" fez sua estreia no Top Of The Pops em 15 de julho de 1982.

NEIL ASPINALL - BEATLES PERSONAL ASSISTANT AND MANAGER OF APPLE CORPS

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Neil Stanley Aspinall nasceu em 13 de outubro de 1941 em Prestatyn, Gales, para onde sua família foi tentando se refugiar dos bombardeios alemães em Liverpool, cidade portuária ao noroeste da Inglaterra, que, com o tempo, virou a meca dos Beatles. Neil Aspinall estudou com Paul McCartney e George Harrison, que eram conhecidos de infância. Em Liverpool, trabalhou como motorista e segurança dos jovens Beatles e os transportava em um furgão para os shows antes de alcançarem o estrelato. À medida em que crescia a popularidade do grupo, Aspinall passou a atuar como representante e confidente dos Beatles até 1968, quando se tornou o gerente da Apple Corps. Embora tenha aceitado o cargo "só até quando encontrassem outra pessoa", acabou dirigindo a gravadora de 1968 até o ano 2008, quando abandonou o posto. No início da Apple, Neil Aspinall, juntamente com Peter Asher foi incumbido da contratação do cast da gravadora, que incluiu James Taylor, Mary Hopkin e The Iveys (futuro Badfinger).

Como gerente da Apple Corps, Aspinall foi o executivo responsável pelo lançamento do projeto "The Beatles Anthology" (1995-1996), o relançamento da trilha do “Yellow Submarine” (1999), "The Beatles #1" (2000), “Let It Be Naked" (2003), “The Capitol Álbuns” e “Love” (2006). Apesar de seus poucos dotes musicais, Neil chegou a participar do coro de "Yellow Submarine", uma das canções mais famosas do grupo, e tocou instrumentos de percussão em "Magical Mistery Tour", tocou tamboura em “Within wou, Without You” e harmônica em "Being for the Benefit of Mr. Kite!".

Neil Aspinall morreu de câncer no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Nova York, no dia 24 de março de 2008. Foi considerado também por muitos na indústria musical como o "quinto Beatle", apelido que também foi dado ao produtor do grupo George Martin, Brian EpsteinPete Best e Stuart Sutcliff. Neil Aspinall também foi casado com Mona Best, mãe de Pete Best.

CHUCK BERRY AO VIVO NA BÉLGICA - 1965 - 😃

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No final da década de 1950, o músico norte-americano Chuck Berry já era uma estrela consagrada, com vários álbuns de sucesso e aparições em filmes e uma lucrativa carreira de turnê. Ele também estabeleceu sua própria boate em St. Louis, Berry's Club Bandstand. No entanto, foi condenado a três anos de prisão em janeiro de 1962 por delitos sob o Mann Act – ele havia transportado uma menina de catorze anos para o outro lado do estado. Após sua libertação em 1963, teve vários outros sucessos, incluindo "No Particular Place to Go", "You Never Can Tell" e "Nadine". Em fevereiro de 1965, Chuck Berry gravou um recital ao vivo para a emissora de televisão belga, RTB. Na ocasião, empunhando sua guitarra, o astro do rock tocou os sucessos “Maybelline”, “Things I Used to Do”, “Roll Over Beethoven”, “Memphis Tennessee”, “No Particular Place To Go”, “Promised Land” e o clássico “Johnny B. Goode”. Ed Rogers, Willie Donni e Eddie Hunton formavam a banda de Berry. Aqui no nosso blog preferido, a gente confere o show de Chuck Berry completo para a TV belga. Like it!

THE BEATLES – GEORGE HARRISON - ONLY A NORTHERN SONG*****

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“Only a Northern Song” é uma canção dos Beatles que aparece no filme e no álbum Yellow Submarine de 1969, escrita e cantada por George HarrisonA base da faixa foi gravada em 13 de fevereiro de 1967, com overdubs adicionados posteriormente. Originalmente, a faixa deveria aparecer no álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, mas foi rejeitada. De acordo com o engenheiro de som dos Beatles, Geoff Emerick, a música foi deixada de fora do álbum porque o grupo achou que ela não combinava com as outras músicas. Tendo uma letra que faz referência ao próprio autor, uma forma musical não convencional e instrumentação pouco usual, incluindo trompetes distorcidos, um órgão com reverb, sinos e guitarras distorcidíssimas, esta é uma das músicas mais psicodélicas dos Beatles.
Ao longo da música, Paul McCartney toca trompete, assim como os outros membros tocam instrumentos de percussão tais como sinos e tímpanos. Um mellotron também pode ser ouvido em algumas partes. Uma versão editada e ligeiramente acelerada sem os overdubs (apenas órgão, bateria, baixo e vocal) foi lançada no Anthology 2 em 1996, com uma tomada vocal diferente contendo alguma variação na letra. Como a música foi feita com duas tomadas separadas tocando em sincronia, a mixagem original, monofônica, só foi lançada em 1999, quando uma versão remixada da faixa foi lançada no álbum Yellow Submarine Songtrack.

A letra mostra o descrédito de Harrison com a própria música, concluindo cada verso com a frase "It's only a Northern song" ('É apenas uma canção do Norte'), que ele explicou se referir tanto à cidade natal dos Beatles, Liverpool, que fica no norte da Inglaterra, como à companhia de publicações Northern Songs. A música às vezes é interpretada como uma zombaria à Lennon/McCartney, fazendo referência às letras e músicas psicodélicas que os dois faziam na época, e como uma reação às atitudes de menosprezo de Lennon e McCartney com as composições de Harrison, com ele cantando indiferentemente "It doesn't really matter what chords I play / What words I say or time of day it is / As it's only a Northern song" ('Não importa realmente que acordes eu toque / Que palavras eu diga ou que hora do dia é / Já que é apenas uma canção do norte').
Em seu livro "The Beatles - Gravações Comentadas & Discografia Completa", Jeff Russel diz o seguinte: "Esta faixa parece refletir o descontentamento de George Harrison com o projeto. A letra se compõe de comentários breves, ligados ao que pode ser considerado livremente como uma canção, e o título é uma cutucada sarcástica na editora musical Northern Songs - que detinha os direitos das músicas dos Beatles. O fundo instrumental é formado por uma cacofonia que remete a "Tomorrow Never Knows" e "Revolution 9", e a bateria de Ringo e o baixo de Paul são quase que seus únicos elementos musicais. O órgão da introdução é harmônico, mas se perde em meio às contínuas intervenções e interrupções de instrumentos fora de tom".

sábado, 13 de fevereiro de 2021

PAUL McCARTNEY - SLIDIN' (OFFICIAL TRAILER)

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RINGO STARR - DEVIL WOMAN - INFERNAL!

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Com seu terceiro álbum solo – Ringo, o ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr finalmente colocou sua carreira solo em ação, mostrando que ele tinha muito mais a oferecer do que seus excêntricos dois primeiros álbuns solo, Sentimental Journey e Beaucoup Of Blues, ambos lançados em 1970. Emitido três anos depois, em 2 de novembro de 1973, Ringo foi um álbum muito mais satisfatório, feito com um grande orçamento e apresentando um incrível elenco de músicos de apoio - entre eles, os outros três ex-Beatles em faixas separadas.
Em sua resenha do álbum, a revista Rolling Stone disse: “Este álbum de Ringo Starr é o primeiro a realmente invocar a aura dos Beatles”. Isso se deve ao fato de John Lennon, George Harrison e Paul McCartney terem contribuído como compositores, cantores e instrumentistas no álbum, através de sessões de gravação que começaram em março de 1973 e terminaram naquele verão. No entanto, em nenhuma única faixa, todos os quatro aparecem juntos. Mas não foram apenas os convidados especiais que fizeram Ringo tão bem-sucedido: Starr desenvolveu sua própria causa ao coescrever dois dos 10 singles do álbum, o No. 1 “Photograph” e “Oh My My”, que traziam backing vocals da estrela da Motown, Martha Reeves. Um álbum impecável, recheado de hits que mais parece uma coletânea de grandes sucessos. Em todas as faixas, embora o alcance vocal de Ringo não seja particularmente amplo, ele canta com entusiasmo. Um dos grandes destaques do álbum, é uma faixa composta por Ringo e Vini Poncia - "Devil Woman", um hard rock clássico e pesado com letras atípicas de Ringo: "Você é como o diabo com chifres na cabeça. A única maneira que vou te ter, é tendo você na cama", não é o tipo de material geralmente associado ao homem que compôs e cantou "Jardim do Polvo".
Conduzida por guitarras estridentes e pontuada por uma seção de metais, a música é de uma qualidade admirável. Além de entrar no álbum, "Devil Woman", também foi lançada como lado B do single número 1, com You're Sixteen do lado A.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

JOHN LENNON - NEW YORK CITY - THE SONG - SENSACIONAL!

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"New York City" de John Lennon, foi lançada pela primeira vez em seu álbum Some Time in New York City de 1972. "New York City" foi inspirada pela mudança dos Lennons para a cidade de Nova York e nas pessoas que logo conheceram na cidade. Ele começou a compor a música logo depois de se mudar para lá em 1971, e algumas semanas depois, completou a primeira estrofe, embora o resto fosse apenas um esboço. Uma versão inicial aparece no filme de Lennon e Ono, Clock, filmado em setembro de 1971. Lennon continuou a expandir as letras e a fazer gravações demo da música, incluindo uma versão acústica do final de 1971 que aparece na box John Lennon Anthology. A versão final lançada no álbum foi gravada em 1972 com a superbanda Elephant's Memory de apoio.

"New York City" é, de certa forma, uma sequência de "The Ballad of John and Yoko". Como na canção dos Beatles, "New York City" fornece um relato direto dos eventos recentes na vida de Lennon. Entre eles, seu encontro com o músico de rua David Peel, seu concerto com Frank Zappa em Fillmore East, o encontro com a Elephant's Memory, seu concerto beneficente na Prisão Estadual de Attica no Apollo Theatre e sua visita ao Max's Kansas City. Na letra, também há referência aos problemas de imigração de Lennon. Em resposta ao governo dos EUA tentando deportá-lo do país, Lennon retruca que ele vai morar em Nova York, gostem ou não, e que "a Estátua da Liberdade disse para vir".
"New York City" foi tocada nos shows ‘One To One’ no Madison Square Garden em 30 de agosto de 1972. Lennon e Ono encabeçaram os shows da tarde e da noite, que ajudaram crianças deficientes. Uma gravação do primeiro show (tarde) foi lançada em 1986 como o álbum Live In New York City. A apresentação de Nova York abriu os shows e o álbum.

IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON - 1972

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ALMANAQUE DOS ANOS 70 - ANA MARIA BAHIANA

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Quando começou essa onda de aparecerem ‘almanaques disso’, ‘almanaques daquilo’, foi publicado um em especial que eu achei o maior barato. Era o “ALMANAQUE DOS ANOS 70” de autoria da jornalista Ana Maria Bahiana. No livrão (416 páginas), a jornalista conduz o leitor para um mergulho numa época de desbunde. Mostra, através de uma ampla pesquisa e análises inteligentes, que os anos 70 são uma década fraturada no meio, aqui e no mundo. A proposta do Almanaque é manter uma perspectiva da época, e não um olhar posterior, saudosista. Mas está tudo nele, muito bem documentado e fartamente ilustrado. "Ao contrário dos anos 80, que são bastante homogêneos, os 70 são idiossincráticos e tribais", explica a autora. Lançado em 2006, é uma tremenda viagem por ícones, estilos, músicas, ídolos, galãs, estrelas, verbos, curtição, esportes, mídias, brinquedos, guloseimas e muito, muito mais sobre tudo que aconteceu naquela década inesquecível. Interessantíssimo é pouco! Aqui, a gente confere uma resenha publicada na Folha de São Paulo, de 1º de junho de 2006, assinada por Eduardo Simões:

Almanaque Anos 70 revive do jeans surrado a guloseimas ilegais - A jornalista Ana Maria Bahiana foi uma típica "gata" dos anos 70. Vestia camisetas com silk screen, jeans surrado da lendária loja Lixão ou saia de "carne-seca", um baratíssimo tecido de algodão cru. Ouvia A Bolha e dançava no Frenetic Dancin' Days, no Rio, ou no Be Bop a Lula, em São Paulo. Seu "conhecimento de causa" lhe rendeu o convite para assinar o "Almanaque Anos 70", que acaba de ser lançado. Com tiragem inicial de 20 mil cópias, o livro pega carona no sucesso de seu antecessor na Ediouro, o "Almanaque Anos 80", de Luiz André Alzer e Mariana Claudino, que vendeu cerca de 100 mil exemplares e ficou 56 semanas na lista de mais vendidos da Folha. Já estão programados os almanaques para os anos 50 (de Sérgio Augusto, em dezembro) e 90 (de Silvio Essinger, em 2007).
Ao longo de 416 páginas, ilustradas com cerca de 500 imagens, a década aos olhos de Bahiana aparece dividida em duas partes (de 1970 a 1974 e de 1975 a 1979) e espelhada em oito temas (ícones, estilo, música, verbo, artes & manhas, curtição, esporte e mídia). "Eu me tranquei por um mês no Arquivo da Cidade [Rio] e mandei descer tudo dos anos 70. Não me interessava tanto pela notícia, mas pelo avesso dela, a foto, o classificado, o anúncio", conta Bahiana, que tem mais dois projetos "setentistas" na manga: o filme "1972", de que é roteirista e que estréia no segundo semestre, e uma "trilha sonora" do livro, com Raul Seixas, Novos Baianos etc., que sai no fim do mês.

No livro, Bahiana retrata os anos 70 através de ícones locais (Leila Diniz grávida, de biquíni) e internacionais (Farrah Fawcett, de "As Panteras", "o cabelo mais copiado do mundo"). E relembra que, no esporte, a década começou com o tricampeonato na Copa do México: "Jairzinho, Gerson, Tostão e Pelé são os ícones da época. Mas o Brasil torcia trincado porque a ditadura explorava a seleção", diz a jornalista, que recorda ainda o início da época de ouro do Flamengo, com Zico, o bicampeonato do Palmeiras com Ademir da Guia e a quebra de um jejum de 22 anos do Corinthians, em 1977.
Na música, Bahiana diz que encontrou o "baú do tesouro", com álbuns "essenciais" (como "Transa", de Caetano) e "shows que todo o mundo comentou", como Refestança, com Rita Lee e Gil. Já a política aparece dispersa no almanaque. Entre os ícones políticos, o hoje presidente Lula aparece na capa de um exemplar do jornal gay "Lampião da Esquina", em que fala sobre "greves, bonecas e feministas", em julho de 1979. "Lula começa a aparecer apenas no fim da década, ele é mais uma figura dos anos 80. Nos 70, há duas figuras: Vladimir Herzog, cuja morte sacode a mídia, e Gabeira, que era o 'poster boy' da Anistia com a sua tanga". O capítulo da "curtição" foi o mais curtido por Bahiana. Nele, a jornalista identifica uma "expressão totalmente anos 70", no que chama de "guloseimas legais e ilegais, viagens físicas ou não, tudo que dava prazer".
E aqui, com a exclusividade de sempre, a gente confere o prefácio do livrão escrito pela própria autora Ana Maria Bahiana.
Quem viveu intensamente os anos 70 está condenado a não se lembrar deles. Pelo menos não inteiramente. Há uma ironia tão grande nisso, uma ironia tão... anos 70... Porque foi uma década de experiências, com muito pouca intermediação. Não importava, realmente, se havia ou não registro, memória, inventário do que se experimentava. A captura do momento fugaz, em toda a sua intensidade, era privilégio e tormento de cada uma, de cada um. Não eram experiências para serem lavradas em ata. Eram para ser carregadas no mais fundo da alma. Uma coisa interessante acontece quando nos abandonamos assim tão completamente ao vôo do instante: ele assume as características do sonho, algo muito nítido guardado numa outra realidade que não conseguimos mais habitar inteira­mente mas temos certeza de que existe, existiu. Na nitidez da distância, os anos 70 aparecem com uma importância que não se suspeitava: as raízes das delícias e dos horrores do novo século estão inteirinhas ali. O triunfo do corpo, o terror político. Interatividade e crise do petróleo. Fartura, escassez. Aiatolás no Irã, um mentiroso na Casa Branca. A pos­sibilidade de uma sociedade mais justa, com lugar para as vozes de mulheres, homossexuais, crianças, jovens, místicos, alterna­tivos, e a realidade de sociedades em que nada disso era sequer o esboço de uma vontade. Ao organizar fragmentos e vestígios desses portentos e expe­riências, quis em primeiro lugar, como nos 70, evitar a inter­mediação. Quis salpicar toda a viagem com o material de origem, deixar os personagens, os incidentes, os detalhes falarem por si mesmos, com suas próprias vozes. Por isso, também, não há menções ao futuro, ao que acontece depois com nossos personagens. É como se nada existisse depois de 1979, porque, em 1979, nada existia depois, apenas possibi­lidades e alguns medos. Pode-se abrir este Almanaque e lê-lo em qualquer pedaço, em qualquer ordem — cada experiência é uma experiência. Mas, para efeito de organização, ele se divide como a década, nitida­mente em dois. Porque os 70 não são apenas individuais, idios­sincráticos, tribalizados: eles também são duas décadas em uma. No Brasil e no mundo, acontecimentos claros balizam as duas décadas que são os 70. A primeira delas é o rescaldo dos 60, e seu eixo de tensão é polarizado — caretas de um lado, desbun­dados do outro. Sistema e alternativa. Superfície e subterrâneo. No Brasil, o subterrâneo é mais embaixo: de 1970 a 1974 vive-se sob a sombra do AI-5, no governo Médici, no qual quase tudo é proibido. No exterior, os primeiros 70 são os anos Nixon, a agonia do mili­tarismo americano no Sudeste Asiático. Watergate, a derrota no Vietnã e a escalada do poder da Opep marcam -o final da primeira década lá fora. É uma era psicodélica: as drogas em uso são as da calma, da reflexão, da viagem. É uma década de silêncio, forçado ou escolhido. A segunda década é a pré-estreia dos 80. A diversão é sua palavra de ordem, a dança, sua expressão. No Brasil, são os anos da abertura, culminando com a anistia e o governo Figueiredo. A tensão se desfaz em vários núcleos: discotequeiros e punks, roqueiros e naturebas, surfistas e playboys. É uma era trincada: a cocaína torna-se onipresente a partir de 1975, mudando tudo — a percepção do tempo, a estru­tura do crime, a intensidade e o ritmo da música, as defor­mações do afeto, a distribuição do poder nas cidades. É uma década de ruído. Para balizar a jornada, escolhi David Bowie, alguém que soube transformar a experiência de viver em obra de arte, e a obra de arte em experiência de vida. Olhando para David Bowie, é sem­pre possível saber onde se está na década. Enfim: não é um mapa, é uma confeitaria. Não é necessário nem ter vivido então ou sequer ter nascido por lá. O tempo fica e está sempre disponível. Nós é que passamos. Se liga nessa.

GEORGE HARRISON - I'D HAVE YOU ANYTIME - "LINDA!"

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"I'd Have You Anytime" foi composta por George Harrison e Bob Dylan no final de 1968, quando o Beatle estava perto de Woodstock, em Nova York. Foi gravada e lançada por Harrison como a faixa de abertura de seu álbum de 1970 triplo All Things Must Pass.
Embora os dois músicos tenham se conhecido em Nova York, em 1964, a amizade entre George Harrison e Bob Dylan parece ter aflorado em maio de 1966, quando Harrison, junto com John Lennon e Paul McCartney, visitaram o cantor em seu hotel em Londres. A relação de Dylan com Lennon muitas vezes parecia um teste competitivo. Para McCartney, Dylan era "cooler". Para o produtor Bob Johnston, Lennon, Harrison e McCartney chegaram para o encontro com Dylan no hotel como "Beatles" e sairam como três indivíduos distintos - tal era a influência filosófica de Dylan em compositores colegas na época. Depois do auge criativo do cantor americano em meados de 66, Dylan se retirou para Bearsville, em Nova York, com sua banda de apoio 'The Hawks', a fim de se recuperar de um acidente de moto e criar uma família com sua esposa, Sara Lownds. Pouco se ouvia falar dele durante 1967/68, e todos aguardavam seu retorno. Embora Dylan tenha desprezado a obra-prima 'Sgt.. Banda Pepper Lonely Hearts Club Band', Harrison, manteve-se um grande fã dele - Blonde on Blonde foi o único álbum de música ocidental, levado pelo Beatle com ele para Rishikesh, em fevereiro de 68.

Mais tarde, no final de 1968, tendo passado grande parte de outubro e novembro em Los Angeles, George Harrison e sua mulher Pattie Boyd foram convidados para passar o feriado com os Dylans quando se encontravam no Catskills como convidados do gerente de Albert Grossman. Apesar de excitação de Dylan com sua chegada, Harrison o encontrou reservado e desconfiado, em contraste com o indivíduo, franco e iluminado que ele tinha feito uma conexão dois anos antes.

Tudo isso mudou no terceiro dia, quando as guitarras foram tiradas dos cases e "a coisa se soltou". Bem mais conhecido por sua abordagem pouco sofisticada musicalmente, sobretudo em comparação com a "paleta harmônica" dos Beatles, Dylan estava ansioso para aprender alguns acordes mais avançados como os que Harrison havia alcançado para a abertura da canção. Para quebrar as barreiras que Dylan havia imposto durante a visita até aquela altura, George compôs:
"Let me in here
I know I’ve been here
Let me into your heart
Let me know you
Let me show you
Let me grown upon you"
Ao mesmo tempo, ia empurrando Dylan a usar algumas palavras de seu próprio vocabulário que Dylan repondia no coro:
All I have is yours
All you see is mine
And I’m glad to hold you in my arms
I’d have you anytime.
"Linda. Era isso". Harrison concluiu em sua autobiografia sobre "I'd Have You Anytime". E é mesmo!

EVAN RACHEL WOOD - I'D HAVE YOU ANYTIME

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"I'd Have You Anytime", em estilo Jazz, interpretada por Evan Rachel Wood (a moçinha do filme “Across The Universe – 2007) – aparece no minidocumentário sobre a gravação da música composta em 1968 por George Harrison & Bob Dylan - incluída no álbum Chimes of Freedom: As Canções de Bob Dylan em Homenagem aos 50 Anos da Anistia Internacional

THE BEATLES - HONEY PIE - SENSACIONAL! *****

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“Honey Pie” era uma homenagem de Paul para seu pai, Jim McCartney. “Meu pai sempre tocou músicas antigas ótimas como essa, e eu gostava delas. Queria ter sido compositor nos anos 1920 porque gosto dessa coisa de fraque e cartola”, disse McCartney.
Os Beatles começaram a gravar Honey Pie em 1 de outubro de 1968 , no Trident Studios em Wardour Street, em Londres. Apenas foi registada uma única tomada no primeiro dia, embora seja provável que um número de tentativas de ensaio tinham sido previamente gravadas e limpas. McCartney tocou piano, Harrison estava em um baixo Fender de seis cordas, Lennon tocou uma guitarra elétrica, e Ringo estava na bateria. No dia seguinte, McCartney gravou seus vocais, e uma parte de guitarra foi adicionado. De acordo com George Harrison, John Lennon tocou o solo de guitarra: “John tocou um solo brilhante no Honey Pie - soou como Django Reinhardt ou algo assim. Ele era um deles, onde você apenas fecha os olhos e deixa acontecer para acertar todas as notas certas ... parecia um pequeno solo de jazz”, disse Harrison.

O arranjo de sopros foi preparado por George Martin, a partir de uma mistura feita no final da primeira sessão no Trident - foi gravado em 4 de outubro. Escrito no estilo jazz dos anos 1920, e que contou com cinco saxofones e dois clarinetes.
“Nós colocamos um som na minha voz para soar como um disco velho arranhado. Portanto, não é uma paródia, é uma homenagem à tradição vaudeville e foi criado a partir daí”. disse McCartney. O autor Steve Turner, em seu livro “The Beatles – A História por Trás de Todas as Canções”, acha que “Honey Pie” foi outra das influências sobre Charles Manson, assim como “Helter Skelter” e “Piggies”. Ele diz: Manson voltou a encontrar instruções em “Honey Pie”. Afinal, ela era endereçada às pessoas nos Eua, convidando-as a revelar a magia de sua ‘Hollywood Song’. Manson vivia perto de Los Angeles. Não era óbvio?”. Eu não acho assim tão óbvio, não. Seja como for, participaram: Paul McCartney: vocais, piano; John Lennon: guitarra solo e base; George Harrison: baixo de 6 cordas; Ringo Starr: tambores; Dennis Walton, Ronald Chamberlain, Jim Chester, Rex Morris, Harry Klein: saxofones; Raymond Newman, David Smith: clarinetes. O produtor foi George Martin e o engenheiro, Barry Sheffield.