quarta-feira, 24 de agosto de 2011

3 ANOS DE MUITO TRABALHO E DEDICAÇÃO

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Há 3 anos, eu estava andando em círculos. O Papai adoeceu gravemente, fui despedido do emprego que amava, sentia-me completamente só, inseguro e sem esperança alguma que houvesse alguma “tábua de salvação”.
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Como dizia uma postagem sobre “O NÁUFRAGO”: ‘A gente nunca sabe o que a maré nos trará amanhã”. Num daqueles dias tão difíceis, conversando com meu filho Pedro Ivo, surgiu a ideia de criar um blog. “Para falar sobre o quê?” - Perguntei tolamente. “Sobre os Beatles, ora, afinal, é a única coisa que você ama”. Quando cheguei em minha pequena casa, ABARROTADA de discos, livros, quadros, fotos e toda espécie de souvenirs, achei que podia ser uma boa ideia criar meu próprio blog sobre tudo que eu gostasse, que aprendi em todos esses anos com os Beatles, nas “minhas horas” de pura vagabundagem ouvindo milhares de discos, vendo televisão o tempo inteiro e com o rádio ligado o tempo todo! Esse “blog” iria girar completamente em torno dos Beatles e, também, sempre abordaria acontecimentos da cultura pop diretamente ligados a eles. Esse era o conceito, achei ótimo e pimba na gorduchinha! O nome não poderia ter sido escolhido melhor: “O BAÚ DO EDU” - onde colocaria minhas opiniões, boas e ruins, sobre tudo que vi acontecer em nosso planeta nos últimos 40 anos, e muita coisa que guardei no fundo dessa mala. “O BAÚ DO EDU” . Perfeito! Somente meu irmão criticou (claro!), dizendo que era “imitação” do projeto há pouco lançado “O Baú do Raul”. Era mesmo! Mas para mim, isso era “referência”, “homenagem”. Nunca uma imitação meramente vulgar e tão simples assim de explicar ou entender.
One, two, three, four! Então, a coisa começou! O nome “O BAÚ DO EDU” era tão óbvio que não poderia ser outro de jeito nenhum, além de ser uma clara homenagem (chupada descarada) ao meu grande ídolo Raul Seixas e também ter o duplo sentido de que era tudo o que eu guardo dos Beatles. Primeiro criei uma logomarca, depois um cabeçalho com a silhueta de uma mulher envolvida em ondas coloridas. Essa capa durou por uns três meses até que um amigo me disse que poderia mudar sempre que quisesse. Uau! Ali, descobri um monte de coisas. Mudei a logomarca, e comecei a mudar as “capas”. Também criei um padrão de identidade própria para nosso blog. Aliás, sempre achei esse nome “blog” até meio pejorativo! E, assim passaram-se esses 3 anos.
Fazer o Baú do Edu para mim é como viver separado entre dois mundos. Não é fácil! Mas vamos em frente que atrás vem gente e ainda tem muita história para contar... e discos para ouvir e curtir! Abração a cada um de vocês e muito, muito obrigado. VALEU! BEATLES 4 EVER! BADFINGER BOOGIE! Deus salve os Beatles! Salve todos nós, Amém!
Abaixo, a gente confere o que alguns amigos disseram sobre o Baú do Edu:
LARA SELEM
Que alegria poder comemorar 3 anos do Baú do Edu! Quanta coisa eu aprendi, quantas histórias, quantas músicas incríveis eu ouvi aqui, pela primeira vez (e pela milésima também!)... Quanta paixão pelos Beatles e pela cultura pop foi derramada nos brilhantes posts do Edu! Que venham mais 3 x 3 x 3 x 3 x 3 anos pela frente! Valeu Edu!! Valeu beatlepeople!! Peace & Love!! Lara Selem
EDUARDO SALES
Na comemoração de três anos do aniversário de nosso "O Baú do Edu", gostaria de deixar registrado meu depoimento. Desde meus 15 anos de idade (hoje estou com 56), sou fã dos Beatles e também de Badfinger (acho que conheci o Badfinger em 1972). O "O Baú do Edu" resgatou em mim, toda aquela curiosidade que sempre tive sobre os Beatles e sobre cada um dos "The Fab Four". Muitas informações que o Edu me passou, eu não conhecia ! Tenho divulgado "O Baú do Edu" a vários amigos e com certeza, eles estão multiplicando essa divulgação entre muitas pessoas. Meu filho Rafael, hoje com 26 anos, também é fã dos Beatles, depois de ver o pai curtindo as maravilhosas músicas de nossos ídolos. Em 1998, realizei um de meus sonhos, que era conhecer a Abbey Road, City of Westminster, em Londres. Tenho uma foto atravessando a faixa da rua mais famosa do mundo! Meu outro sonho é conhecer Liverpool e todas as atrações que tem ligação com os Beatles em sua terra natal. Edu: pode ter certeza que estarei acompanhando nosso blog, enquanto ele existir ou enquanto eu estiver vivo! Sinto uma imensa admiração por você e sei o tanto que você se dedica ao seu trabalho. A recompensa é você ter, cada vez mais seguidores e admiradores, pode acreditar! Abração e parabéns para você, para o Blog e para todos nós, que sabemos o que é bom! Do amigo, xará, admirador e seguidor, Eduardo Sales - Barbacena-MG
JOÃO CARLOS
Lembro que, tão logo instalei a internet virei um fuçador de blogs e sites relativos aos Beatles. Achei uns muito bons, outros um tanto boçais e outros que mais se assemelham à uma agência de viagens. Foi justamente em um desses que cheguei ao Baú do Edu. Visualmente convidativo, atualizado, de fato interativo e especialmente generoso (seja com textos de qualidade, curiosidades, brindes e muita boa música). O Baú veio para ficar. Cresce aos poucos, mas com a robustez de quem têm conteúdo e qualidade. Parabéns ao jovem Baú! Sorte nossa. João Carlos W. de Mendonça
VALDIR JUNIOR
Caro Edu: já faz um ano que acompanho o Blog. Descobri-o casualmente pesquisando na internet num daqueles domingos sem graça e chuvoso, e de cara gostei da capa de abertura do blog assim como dos vídeos que são destaque nos posts, muitos deles nunca visto antes, e também pela boa mistura de Beatles com Cultura Pop e sem esquecer das pérolas do fundo do baú que aparecem sempre. Na hora, já o adicionei na minha lista de favoritos e acompanhava todos os dias mesmo sem fazer nenhum comentário pertinente aos posts. Visitas essas que se intensificaram entre out/nov de 2010 com a vinda de Paul ao Brasil, por sempre estar a procura de novas informações sobre os shows e etc... Depois de participar do sorteio sem ter esperança de ganhar o Box Anthology do John e surpreendentemente para mim ter ganho. E em agradecimento e respeito comecei a participar dos comentários dos posts, no principio meio sem jeito pois não estava acostumado com isso e a cada post/comentário fui me sentido cada vez mais entre amigos e gostando de participar do blog e isso somente por sentir no Edu e encontrando nos colegas J.C, Allyson, Rafa, Leonardo e todos os outros a liberdade para isso. Esse Baú é do Edu, mas nós todos podemos nos divertir com ele, pois esta cheio de amigos, lembranças, alegrias e sonhos de um futuro melhor que encontro cada vez que acesso a internet. Desejo do fundo do coração que o Baú continue aberto por muitos e muitos anos ainda, pois o que não falta é assunto ou as "bombas" como você Edu, gosta de dizer. O Universo Beatle é muito vasto para sempre termos um post pertinente. O que eu gostaria de ver ainda muito mais no Blog seria: a analise e resenhas de discos oficiais, Bootlegs, tanto dos Beatles como de artistas relacionados a eles (ex: Badfinger) com raridades e mais raridades, se possível sempre com links para Download, como também de DVDs e livros que valem a pena conhecer sobre os Beatles e Cultura Pop e enquetes semanais sobre discos e músicas dos Fab Four e etc. que o pessoal ache bem representativos dentro da historia dos Beatles e do mundo. Edu quero que você saiba que sendo do seu gosto pode contar comigo para ajudá-lo a manter a tampa do Baú sempre aberta. Em Novembro o grande Ringo Starr estará aqui no Brasil para alegria de todos nós e já prometo um depoimento meu do show do dia 12 aqui em São Paulo em especial para o Baú do Edu, espero poder compartilhar essa emoção com todos que passam por aqui e também saber a de outros que também irão nos shows do Ringo. Espero também contar sempre com esse Baú cheio de amigos que mesmo não conhecendo pessoalmente compartilhamos gostos muito parecidos e mesmo que as opiniões não sejam as mesmas aprendo acima de tudo a respeitá-las e a entendê-las cada vez mais a cada dia. Parabéns ao Baú do Edu e que venham muito mais anos de vida ao Blog! Parabéns e Obrigado Edu por tudo até agora!Um Grande Abraço e Hare Krishna !!!!!Valdir Junior - São Bernardo do Campo – SP
ALYSSON VITORINO
Edu: Para mim é mais que um prazer escrever algo sobre o blog e sobre seu trabalho. Deixo aqui minha singela homenagem: Conheci sem querer, displicentemente através de uma pesquisa qualquer. Foi surpresa! Havia tanta coisa pra se ler, tanta coisa pra ser revista. Me encantei. Fui recebido pela amizade do Edu, rejeitado por outros. Coisa de gente zelosa. Aos poucos fui me sentindo em casa. Aqui discutimos, compartilhamos, concordamos, discordamos, tudo em torno de uma paixão em comum. Para mim, assim é o Baú, parte da gente, parte da nossa casa. É com orgulho que participo desse grupo. Que venham mais três mil anos. Parabéns Edu! Parabéns Baú! Abraços! Alysson
“Só acaba quando termina!”- Rocky Balboa
“Por aí os sinos dobram,
isso não é tão ruim
Pois se são sinos da morte
ainda não bateram para mim
E até chegar a minha hora
eu vou com o Baú até o fim
Com ele até o fim...”
Raulzito

ESPECIAL YELLOW SUBMARINE 42 ANOS

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Há mais de 40 anos, o Submarino Amarelo dos Beatles viaja por todos os cantos do planeta despertando a imaginação de crianças e adultos de todas as idades por onde quer que passe. A postagem especial sobre a incrível aventura do Beatles à bordo do Submarino Amarelo era para ter sido a postagem nº 2000 do Baú do Edu. Infelizmente, não deu. Mas hoje, exatamente no dia em que o blog completa 3 anos no ar, é com muito prazer e satisfação que apresento o "Especial Submarino Amarelo". Um trabalho grande e extenso que levou mais de 4 meses de pesquisas e transcrições de textos. Felizmente, pude contar com a ajuda de alguns amigos como o Alysson e a Ângela Regina que me ajudaram bastante. Como as postagens sobre o Subamrino Amarelo ficaram muito grandes, não poderia publicá-las aqui.
Por isso, criei um novo blog e separei o especial em capítulos: "ESPECIAL 42 ANOS", "A CANÇÃO", "A TRILHA SONORA ORIGINAL", "SONGTRACK", "MEMORABILIA", "YELLOW SUBMARINE EM QUADRINHOS", "SUBMARINO VERDE E AMARELO" e "THE ALTERNATE YELLOW SUBMARINE". Como já disse, essas postagens ficaram muito grandes e nem todas aparecem na página inicial do blog. Por isso, lá embaixo, no final do blog, clique em "postagens mais antigas" para ver as que não aparecem na página de abertura. Prontos? Vamos nessa embarcar no incrível Submarino Amarelo dos Beatles? Espero que gostem e deixem um monte de comentários. A todos, um grande abraço! BEATLES 4 EVER! BADFINGER BOOGIE! O link é:

JOHN LENNON - COLD TURKEY

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FOTO DO DIA - RINGO STARR

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICO E EMOCIONANTE!

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Simplesmente, MARAVILHOSO e absolutamente emocionante, o trailer do filme “George Harrison: Living in the Material World”, o documentário sobre George Harrison dirigido por Martin Scorsese, enviado pelo nosso amigo Valdir Junior. O filme tem entrevistas com outros beatles, músicos, além de fotos e vídeos do arquivo pessoal de George Harrison. O longa mostrará a carreira do guitarrista nos Beatles, sua empreitada na carreira-solo e também sua passagem pelo cinema. A espiritualidade oriental, elemento chave tanto em suas composições como em seu cotidiano, também será central no filme, que será conduzido por narrações do próprio Harri. O documentário conta também com material inédito de arquivo, como filmagens e fotos caseiras, fornecidas pelo arquivo particular da família de Harrison. “Living in the Material World” ainda tem depoimentos de amigos íntimos, incluindo Eric Clapton, Terry Gilliam, Eric Idle, George Martin, Paul McCartney, Yoko Ono, Tom Petty, Phil Spector, Ringo Starr e Jackie Stewart. A viúva do beatle, Olivia, “produziu” o filme ao lado de Scorsese. "A intuição que Martin Scorsese tem sobre George ficou evidente logo na primeira vez que nos encontramos para discutir o projeto. Ele consegue sentir tudo aquilo que constitui George: sua música, suas crenças, sua arte, seu lugar na história dos Beatles e toda a extraordinária vida que teve depois da banda. O incrível filme de Marty encontrou tudo isso e muito mais", declarou a ex-esposa de Harrison no comunicado oficial.“Living in the Material World” foi comprado pela HBO dos EUA, que vai exibir o documentário como um especial de duas partes, em 5 e 6 de outubro. Além disso, o filme deve rodar pelo mundo, começando pelo New York Festival, que acontece de 30 de setembro a 16 de outubro.


PAUL McCARTNEY & WINGS - WINTER ROSE / LOVE AWAKE

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GLAUBER ROCHA - DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL

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Deus e o diabo na terra do sol é um filme brasileiro de 1964, do gênero drama, dirigido pelo genial Glauber Rocha que morreu há exatos 30 anos, no dia 22 de agosto de 1981. Considerado um marco do cinema novo, foi gravado em Monte Santo (Bahia).
O argumento de Deus e o Diabo na Terra do Sol é uma síntese de fatos e personagens históricos concretos (o cangaço e o mandonismo local dos coronéis no Nordeste, o beatismo ou misticismo de base milenarista, a literatura de Cordel, Lampião e Corisco, Euclides da Cunha e Guimarães Rosa, Antônio Conselheiro e Antônio Pernambucano (jagunço ou assassino de encomenda de Vitória da Conquista). O vaqueiro Manuel se revolta contra a exploração de que é vítima por parte do coronel Morais e mata-o durante uma briga. Foge com a esposa Rosa da perseguição dos jagunços e acaba se integrando aos seguidores do beato Sebastião, no lugar sagrado de Monte Santo, que promete a prosperidade e o fim dos sofrimentos através do retorno a um catolicismo místico e ritual. Ao presenciar o sacrifício de uma criança, Rosa mata o beato. Ao mesmo tempo, o matador de aluguel Antônio das Mortes, a serviço dos coronéis latifundiários e da Igreja Católica, extermina os seguidores do beato. Em nova fuga, Manoel e Rosa se juntam a Corisco, o diabo loiro, companheiro de Lampião que sobreviveu ao massacre do bando. Antônio das Mortes persegue de forma implacável e termina por matar e degolar Corisco, seguindo-se nova fuga de Manoel e Rosa, desta vez em direção ao mar.

DR. ARTHUR JANOV - O HOMEM DO GRITO PRIMAL

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"O Grito Primal apresenta um novo método revolucionário para o pensamento psicológico que é a TERAPIA PRIMAL, e por meio de históricos de casos apresenta provas documentadas de eliminação de moléstias de toda uma vida, tanto psicológicas como somáticas. A TERAPIA PRIMAL é um sistema clínico de terapia da ampla ação que força o paciente a reviver as suas mais primitivas (primais) experiências, ou sejam, aqueles momentos da infância desde a mais tenra idade quando ele verificava ser a realidade dolorosa demais para poder ser suportada e ia buscar refúgio no confortável mundo falso da neurose. Uma das indicações de haver chegado o ponto de experimentar novamente as repressões da infância, o que, aliás, significa que a cura está à vista, é quando o paciente solta o aterrador Grito Primal que chega a gelar o sangue dos ouvintes. Este é realmente um livro provocador que desafia todas as outras formas de terapia como são atualmente praticadas. ARTHUR JANOV, Ph. D., praticou a terapia de insight durante dezessete anos, como psicólogo e como assistente social psiquiátrico, antes de formular a teoria da Terapia Primal. É membro da American Psychological Association e da California State Psycological Association e é ainda consultor de diversas escolas para crianças anormais. Fez parte durante algum tempo da equipe do Departamento Psiquiátrico do Hospital de Crianças de Los Angeles. Mora em Beverly Hills, na Califórnia."
No final dos anos 60, um psicólogo chamado Arthur Janov, se tornou famoso ao “descobrir”, por acaso, o que mais tarde viria a se tornar a base central de uma terapia revolucionária: o grito primal. Segundo o Dr. Janov, o grito primal não é simplesmente um grito, ele é a conseqüência de uma dor central que fica guardada, sem possibilidade de expressão. Essa dor é chamada de dor primal por ser a primeira e é a partir dela que surgem todas as neuroses que poderão acompanhar o indivíduo a vida toda.
A primeira vista pode parecer estranho, mas quem já experimentou garante que funciona. Dentre as diversas personalidades que já experimentaram a Terapia Primal podemos citar Carlinhos Lira, Roland Orzabal (do Tears For Fears), e a mais famosa delas: John Lennon. Segundo dizem, o seu período mais criativo aconteceu quando ele fazia a Terapia Primal, tendo produzido o álbum Plastic Ono Band de grande sucesso na época.
Em entrevista à revista Rolling Stone, em 1970, Lennon comenta sobre o álbum: “Acho que é a melhor coisa que já fiz. É realista e verdadeiro com o Eu que vem se desenvolvendo ao longo dos anos em minha vida. Sempre escrevi sobre mim mesmo, quando era possível. Mas por causa de meus bloqueios e muitas outras coisas, só de vez em quando eu compunha especificamente sobre mim mesmo. Desta vez, tudo que escrevi é sobre mim mesmo e é por isso que eu gosto. Sou eu! E mais ninguém. É verdadeiro, só isso.”
No dia 8 de junho de 1970, o doutor Arthur Janov - preocupado com o comportamento de John Lennon - e como parte do tratamento da Terapia do Grito Primal - o aconselhou a assistir o filme Let it Be para relaxar. John aceitou e assistiu o filme num cinema vazio em São Francisco. Com ele estavam o próprio Janov, Yoko Ono, o editor da revista Rolling Stone, Jann Wenner e a esposa dele, Jane. John Lennon chorou ao ver o filme.

domingo, 21 de agosto de 2011

THE BEATLES - TELL ME WHY

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“Tell Me Why” foi escrita para animar os shows das filmagens de A Hard Day’s Night. E animou muito mesmo! John tentou incorporar bandas como The Chiffons (aqueles, da canção ‘He’s So Fine’ – que seria a origem do suposto plágio de George Harrison no futuro, com “My Sweet Lord”) ou The Shirelles e “só deixou que a música viesse”.
É um típico enredo de John Lennon e que ele desenvolveria tanto a partir dali. Alguém mentia para ele e o abandonava. Então, ele chorava e queria saber porquê. Isso seria tema em diversas das canções de John até 1970. Depois do fim dos Beatles, a mando de Yoko Ono, procurou o Dr, Arthur Janov. Mas isso já é outra postagem... Abração!

RICHARD HAMILTON - A CAPA DO ÁLBUM BRANCO

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Em junho de 1968, logo depois do início das gravações para seu novo álbum, os Beatles encomendaram a vários artistas, o projeto gráfico da capa. Muitos foram reprovados sumariamente. Inclusive, o trabalho feito por Alan Aldridge (utilizado nos anos 80 na capa do “Ballads”) também foi proposto na época, e também foi rejeitado.

A capa do álbum duplo “THE BEATLES” foi elaborada pelo artista pop Richard Hamilton e sua principal característica foi o contraste com as capas psicodélicas dos dois discos anteriores, criando assim, apenas uma capa branca, com o nome da banda em relevo. Como Peter Blake fora o diretor artístico de Sgt. Pepper’s, Robert Fraser propôs aos Beatles que Richard Hamilton, outra figura de destaque da Pop Art britânica, se encarregasse do próximo álbum. Ele foi convidado para se encontrar com os Beatles no escritório da Apple e, após ter esperado por mais de uma hora, ele foi conduzido à sala de reuniões. A essa altura, ele já estava começando a pensar melhor se deveria se envolver no ramo musical e perguntou a Paul: “Por que você mesmo não se encarrega disso? Você não precisa de mim. Eu não sou o tipo de artista que está procurando”. Como a capa de Sgt. Pepper’s era muito rebuscada, ele propôs algo contrastante, um álbum branco. Para dar um toque inusitado, Hamilton convenceu-os a imprimir em cada cópia um número, dando a idéia de uma “tiragem limitada” de aproximadamente 5 milhões de cópias. Todos acharam a ideia divertida e concordaram com ela.

Richad Hamilton: “Comecei a me sentir um pouco desconfortável em colocar um álbum duplo da banda em um invólucor banco, sem outra coisa se não seu título em relevo. Então sugeri que encartássemos um pôster que seria mais atraente que a capa. A maior parte das pessoas pnsou que a idéia foi de Yoko Ono, inclusive ela. Pelo que conheço de seu trabalho e de su background em arte anant-garde, tenho certeza de que teria me apoiado, pois minha abordagem tinha tudo a ver com ela. Nessa época, Yoko estava metendo o nariz no negócio dos Beatles, mas meu contato era somente com Paul – nem mesmo a EMI estava envolvida no projeto”.

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Paul: “Richard e eu trabalhamos juntos na montagem do pôster para The White Álbum. Durante uma semana acompanhei-o trabalhando na colagem das fotos da infância de cada um de nós. Fiquei impressionado quando, no final de semana, o pôster estava finalizado com as fotos na disposição que eu queria, e ainda havia a aplicação de fitas de papel branco, para dar a impressão de que elas não foram simplesmente colocadas ao acaso. O resultado foi fantástico e lembro-me de ter achado incrível a forma como ele criara esse efeito que eu nunca tinha visto antes”.

   Os retratos dos Beatles que vinham com os discos foram feitos pelo fotógrafo ingês JOHN KELLY. Que também fez algumas fotos para o poster que acompanhava o luxuoso lançamento. Em 1997, O Álbum Branco foi nomeado o décimo melhor disco de todos os tempos pela “Music of the Millennium” da Classic FM. Em 1998 a Q Magazine colocou-o como 17° lugar e em 2000 em 7° lugar. A Rolling Stone colocou como o décimo entre 500 álbuns e o canal VH1 como 11° lugar. De acordo com a Associação da Indústria de Discos da América, o disco foi 19 vezes disco de platina e o décimo disco mais vendido nos Estados Unidos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PREPAREM O BOLSO - VEM AÍ O PACOTÃO HARRISON

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Dirigido por Martin Scorsese, ‘George Harrison – Living in the Material World’ promete ser um filme deslumbrante. É um longa-metragem produzido em duas partes para homenagear um dos maiores ícones da música. Contendo uma riqueza de material inédito, o projeto estreará na TV nos Estados Unidos e Europa primeiro. Logo depois chegará ao mercado em múltiplos formatos. A edição de luxo conterá dois DVDs, um disco no formato Blu-ray, um CD de faixas nunca antes ouvidas (disponível exclusivamente na edição De Luxe) e um livro de 96 páginas para acompanhar o filme - tudo lindamente embalado dentro de uma caixa que incluirá pôsteres de várias fases da carreira de George.
Em ‘Living in the Material World’, Scorsese utiliza imagens nunca antes vistas que levarão o expectador à infância de George Harrison, passando por seus anos com os Beatles e pelos altos e baixos de sua carreira solo. O documentário também revelará as alegrias e dores de sua vida privada, rastreando a jornada de George desde o seu nascimento em 1943 até seu falecimento em 2001. Living in the Material World lança mão de vídeos caseiros privados, fotos e faixas nunca antes ouvidas que ajudam a narrar e compreender a incrível história de um homem extraordinário.
Apesar de seu alcance épico, o filme é profundamente pessoal. Ringo Starr, Eric Clapton, Paul McCartney, Yoko Ono, Olivia e Dhani Harrison, entre muitos outros, falam abertamente sobre o presente que foi conviver com George e suas contradições. E é revelador da vida compartilhada juntos em todos os aspectos: profissional pessoal e espiritual - até às suas horas finais. “É George e seu próprio caminho”, resume Martin Scorcese ao se referir ao documentário. A BBC vai exibir o filme no Reino Unido em novembro. Nos EUA, a HBO adquiriu os direitos de transmissão norte-americanos e vai exibi-lo em duas partes – nos dias 5 e 6 de outubro – com exclusividade. Logo depois os fãs terão acesso ao impressionante conteúdo de luxo. Preparem os bolsos.
Múltiplos Formatos
A Lionsgate Home Entertainment do Reino Unido anunciou que irá lançar o documentário no Reino Unido no 10 de outubro de 2011, ou seja, após a exibição na TV americana e quase um mês antes de ir ao ar pela BBC. Os fãs terão disponíveis três edições - DVD, Blu-ray e DVD duplo jogo (DVD/BD combi pack) e a incrível edição de luxo que inclui um CD exclusivo de faixas inéditas e um livro de fotografias para acompanhar o filme. Atenção para o conteúdo.
• George toca Ukelele
• Here Comes The Sun
• Dispute and Violence
• Deep Blue
• Paul McCartney (entrevista)
• Jeff Lynne (entrevista)
• Damon Hill (entrevista)
• Crescendo em Liverpool (entrevista)
• Neil Aspinall (entrevista)
• The Inner Light (entrevista)
• Gordon Murray (entrevista) *
Os itens com asterisco são Exclusivos para a edição De luxe.
Extras na caixa (De Luxe Edition)
- CD de áudio com nunca antes ouvida faixas disponíveis exclusivamente dentro deste pacote
- Livro de 96 páginas - com fotografias nunca antes vistas, ilustrações e reminiscências de amigos, incluindo um prefácio de Martin Scorsese e uma Introdução por Paul Theroux
- 2 x Litografias Exclusivas
- Integrated easel back (cavalete) Integrado para exibição de fotos
- Embalagem com quadros (posteres) colecionáveis.
Por Claudio Teran- Fonte: Portal Beatles Brasil - http://www.thebeatles.com.br/

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

PAUL McCARTNEY & WINGS - SPIN IT ON

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ZÉ RAMALHO CANTA BEATLES

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O cantor Zé Ramalho revive seu começo de carreira em "Zé Ramalho Canta Beatles", disco que chega às lojas na última semana de agosto, pela Microservice. O álbum faz parte de uma série temática de Ramalho, que já gravou trabalhos baseados em reinterpretações de canções de Bob Dylan e Raul Seixas, entre outros. Influenciado pelos Beatles no seu início de carreira, o músico paraibano começou sua trajetória musical ainda adolescente, em bandas de baile no final dos anos 60. Familiarizado com as canções dos Fab Four, fez versões de músicas como "Fool on the Hill" e "This Boy" nos anos 80. No entanto, a ideia para Zé Ramalho Canta Beatles surgiu apenas no final de 1999, a primeira vez em que entrou em estúdio com a ideia de gravar um disco especial apenas como intérprete. O disco revisita não só o repertório dos Beatles, mas também a carreira solo de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. A capa do disco é uma referência à capa de "With the Beatles" (1963). Confira abaixo a track list de Zé Ramalho Canta Beatles:
1 - "Golden Slumbers"
2 - "Carry That Weight"
3 - "If I Fell"
4 - "I Need You"
5 - "In My Life"
6 - "A Day in the Life"
7 - "Your Mother Should Know"
8 - "Dear Prudence"
9 - "While My Guitar Gently Weeps"
10 - "The Long and Winding Road"
11 - "Beware of Darkness" (faixa bônus)
12 - "Isn't It a Pity" (faixa bônus)
13 - "God" (faixa bônus)
14 - "Jealous Guy" (faixa bônus)
15 - "Another Day" (faixa bônus)
16 - "It Don't Come Easy" (faixa bônus)


SUPERHEAVY - A NOVA BANDA DE MICK JAGGER?

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O líder dos Rolling Stones, Mick Jagger, estreou cantando em sânscrito nesta quarta-feira (10) com o grupo Superheavy formado por ele, Dave Stewart, ex-líder do Eurythmics; Damian Marley, filho mais novo de Bob Marley e cantora Joss Stone. A música chama-se 'Satyameva Jayathe', que significa algo como 'Só a verdade tirunfa'. A composição é do indiano A.R. Rahman, que declarou em entrevista ao jornal 'The Hindu': "Acho que é algo histórico que Mike, Joss, Damian, Dave e eu tenhamos nos juntado para uma canção como esta. É um acontecimento icônico. Espero que as pessoas gostem". Ele ficou famoso no mundo como compositor da trilha sonora do filme 'Quem quer ser um milionário?', grande vencedor do Oscar de 2008, que levou oito prêmios, incluindo o de melhor trilha sonora.
Este é o segundo single lançado pela banda, o primeiro foi 'Miracle Worker'. O primeiro disco do grupo tem data de lançamento prevista para outubro de 2011 e deve ter o mesmo nome da banda. A gravação deste trabalho começou em 2009, em Los Angeles, com os músicos conciliando suas agendas para finalizar as faixas do álbum. Em seu canal oficial no YouTube, o grupo liberou três vídeos do projeto, confira um deles:

UNCHAIN MY HEART - JOE COCKER

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"Unchain My Heart" é uma canção escrita por Bobby Sharp e gravada primeiro em 1961 por Ray Charles e em 1963 por Trini Lopez e, posteriormente, por vários outros artistas. Em 1963, a banda doo-wop, The Rivingtons gravaram uma cover de "Unchain My Heart" em seus disco "Doin 'The Bird". Mas, de todas as versões, nada se compara ou chega perto da versão visceral e matadora de Joe Cocker , que apareceu originalmente em seu álbum de 1987. Sua versão da canção foi relançada em 1992 e alcançou # 17 no Reino Unido. A versão de Cocker, também apareceu na trilha sonora da novela brasileira Sassaricando. Em 1964, "Unchain My Heart" virou "Desamarre Meu Coração" no álbum "É Proibido Fumar" de Roberto Carlos.

A PEDIDOS - THE BEST OF APPLE RECORDS

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"Come and Get It: The Best Of Apple Records" é a primeira coletânea multi-artista na história da gravadora. Esta compilação com 21 faixas varia entre as melodias folk de Mary Hopkin e James Taylor, do rock enérgico de Badfinger e Jackie Lomax para a alma profunda de Doris Troy e Billy Preston. Come and Get It exibe os anos vibrantes da Apple de experimentação musical, a partir dos singles de sucesso para os clássicos cult do catálogo, representado pela banda filarmônica The Black Dyke Mills Band, The Playboys Sundown, e muito mais. Hot Chocolate (como "The Hot Chocolate Band ') faz uma aparição, tal como Ronnie Spector, Bill Elliot & The Elastic Oz Band, Chris Hodge, Brute Force, e outros.
Lançada pelos Beatles em 1968, a Apple serviu como um novo mercado para as suas próprias gravações e também como uma alternativa para os grandes artistas da época e que foram escolhidos pelos próprios Beatles (individual e / ou coletivamente). No espírito revolucionário dos tempos, a missão artística e utópica da Apple, comemorou a diversidade em um ambiente amigável criativo. O resultado foi um espectro diversificado da música, do rock, folk e soul e essa compilação é uma apresentação ótima do que foi a gravadora. O CD foi remasterizado para este lançamento e está editado no mesmo formato como os lançamentos dos Beatles remasterizados há dois anos.
01 - Those Were The Days - Mary Hopkin
02 - Carolina In My Mind - James Taylor
03 - Maybe Tomorrow - The Iveys
04 - Thingumybob - The Black Dyke Mills Band
05 - King Of Fuh - Brute Force
06 - Sour Milk Sea - Jackie Lomax
07 - Goodbye - Mary Hopkin
08 - That´s The Way God Planned It - Billy Preston
09 - New Day - Jackie Lomax
10 - Golden Slumbers/Carry That Weight - Trash
11 - Give Peace A Chance - Hot Chocolate Band
12 - Come And Get It - Badfinger
13 - Ain´t That Cute - Doris Troy
14 - My Sweet Lord - Billy Preston
15 - Try Some, Buy Some - Ronnie Spector
16 - Govinda - The Radha Krsna Temple (London)
17 - We´re On Our Way - Chris Hodge
18 - Saturday Nite Special - The Sundown Playboys
19 - God Save Us - Bill Elliot And The Elastic Oz Band
20 - Sweet Music - Lon And Derrek Van Eaton
21 - Day After Day - Badfinger
Mais informações sobre o álbum no link:

terça-feira, 16 de agosto de 2011

FOTO DO DIA - SIR PAUL McCARTNEY

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ODAIR JOSÉ - EU QUERIA SER JOHN LENNON

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O Baú do Edu pede licença aos mais radicais para homenagear um dos maiores artistas do Brasil no chamado "universo brega" (hoje, cult) dos anos 1970.
Quem já quis ser John Lennon? Odair José, já! A canção "Eu Queria Ser John Lennon" começa com o verso confessional e matador de quem está sendo desprezado pelo seu amor: "Eu queria ser John Lennon um minuto só para ficar no toca-discos e você me ouvir". Lançada no disco "Assim sou Eu" de 1972, a pérola faz referência direta do sucesso "Imagine" de John Lennon, que estourou nas rádios lançada um ano antes. Recentemente foi regravada no disco Tributo a Odair José, um revival de sucessos do artista interpretados por cantores de peso da MPB como Zeca Baleiro, Pato Fu, Paulo Miklos entre outros. Admirado por diversos artistas como Caetano Veloso com quem já fez dueto em "Eu vou Tirar você desse Lugar" Odair já tem seu lugar registrado no panteão dos compositores nacionais desde que foi referenciado por Rita Lee no hit "Arrombou a Festa". O auge foram os anos 70 onde ele pode exercer toda sua verve poética ao som de seu violão destilando versos em assuntos polêmicos e outros tabus da sociedade brasileira, tendo que driblar por diversas vezes a censura imposta pela ditadura militar. Odair José de Araújo nasceu em Morrinhos, Goiás, no dia 16 de agosto de 1948. 
Odair José foi casado com a Cantora Diana, com quem teve uma filha, Clarice, mas logo se separaram, após uma relação conturbada. De volta à mídia desde o final da década de 1990, Odair José continua fazendo jus ao estilo musical que o trouxe as paradas de sucesso. Foi tema em 2009 de um episódio de O Estranho Mundo de Zé do Caixão, um programa de entrevistas exibido pelo Canal Brasil, apresentado por José Mojica Marins.
Odair José, aos 62 anos é um cara tranquilo e gente boa. Tive o privilégio de conhecê-lo uma vez, em 1995 num vôo para Montes Claros onde ele tem uma fazenda. Muito simpático, humilde e atencioso, ele me presenteou com o CD autografado "As Minhas Canções". Em retribuição, prometi que um dia faria uma bela homenagem ao seu trabalho. Acho que cumpri a promessa. Valeu, Odair, Obrigado e aquele abraço do Edu do Baú!

PAUL McCARTNEY SE EMOCIONA AO OUVIR JOHN LENNON

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A MORTE DE ELVIS PRESLEY

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Há 34 anos, na tarde de 16 de agosto de 1977, ás 15h30, foi anunciado o falecimento de Elvis Presley. Quem quiser conferir a postagem "O ÚLTIMO DIA DE ELVIS PRESLEY", o link é: http://obaudoedu.blogspot.com/2009/08/o-ultimo-dia-de-elvis-presley.html
e para conferir uma matéria sobre "Elvis - A verdadeira causa da morte", clique no link: http://www.flickr.com/photos/somagui/243125895/

SID BERNSTEIN - UM HOMEM VISIONÁRIO

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Sid Bernstein, nascido em 12 de agosto de 1918, é empresário, produtor musical e promoter americano. Bernstein ajudou a iniciar a invasão britânica, trazendo The Beatles até os Estados Unidos da Grã-Bretanha, e também The Rolling Stones, Herman's Hermits, The Moody Blues e The Kinks, mudando o cenário da música americana na década de 1960. Ele foi o primeiro empresário a organizar concertos de rock em estádios esportivos. Foi ele o responsável pela famosa apresentação dos Beatles no Shea Stadium. Também organizou concertos para Frank Sinatra, Ray Charles, Jimi Hendrix, Sly & the Family Stone, Bruce Springsteen, Laura Branigan e Lenny Kravitz. Bernstein foi o primeiro a encenar um show de rock no Madison Square Garden (The Concert For Bangladesh). Está com 93 anos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

THE BEATLES AT SHEA STADIUM - O MAIOR SHOW DA TERRA!

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Até aquele 15 de agosto de 1965, estádios ou estruturas semelhantes jamais haviam sediado um show musical, e pelas mais diversas razões. Os problemas com a sonorização soam básicos e óbvios. Mas havia outros tantos, o principal talvez era que o grupo, orquestra ou artista haveria de ser muito famoso para justificar a aparente megalomania de uma performance em espaço tão grande quanto incomum. Os Beatles seriam esse grupo? Em 1965 é provável que não existisse ninguém mais famoso na face da terra. Longe do torrão natal os Fabs toparam o maior dos desafios até então, aceitando uma produção tocada em parceria pela NEMS Enterprises, de Brian Epstein, e a Sullivan Productions, do apresentador Ed Sullivan. O evento claro, contou com todos os requintes de mídia disponíveis à época. A disposição de todos era fazer um evento grandioso, profissionalmente filmado, e que seria transformado posteriormente em especial de TV nos Estados Unidos e na Inglaterra.
A intenção para o show no Shea Stadium era que os Beatles descessem com um helicóptero bem no meio do estádio e que dali fossem correndo para o palco. Mas essa ideia foi abortada por não terem conseguido autorização, pois seria uma manobra perigosa demais de se realizar. O que aconteceu foi que eles pousaram com o helicóptero há uma certa distância do estádio e, após isso, foram levados até o mesmo em um furgão blindado da empresa Wells Fargo (os distintivos que eles usavam nas roupas, durante o concerto, eram dessa empresa).
Quando o apresentador Ed Sullivan subiu ao palco e usou os microfones para proferir essa frase histórica “Now, ladies and gentlemen… honored by their country, condecorated by their queen and loved here in America, here they are: The Beatles!”, a platéia teve certeza que os Fabs de fato iriam se apresentar ali. Antes, a produção americana obrigou a platéia a agüentar por quase uma hora, um festival impressionante de artistas sem grande expressividade alguma como o grupo Sounds Incorporated, Cannibal & Headhunters, Brenda Holloway e King Curtis Band. Após a apresentação de Sullivan, já trajados com os “terninhos militares”, com os distintivos da Wells Fargo, os Beatles subiram as escadas que davam acesso ao gramado do estádio e correram até o palco, ouvindo 55.600 fãs gritando descontroladamente.
Imagens tiradas no show mostram muitos adolescentes e mulheres chorando, gritando, e até mesmo desmaios. O barulho da multidão era tal que os seguranças podiam ser vistos tapar os ouvidos quando os Beatles entraram em campo. Apesar da presença de forte esquema de segurança alguns fãs conseguiram entrar em campo várias vezes durante o show e foram perseguidos e contidos. O filme também mostra John Lennon irônico apontando um incidente desses enquanto ele tentava conversar com o público entre as músicas. O nível de ruído ensurdecedor da multidão juntamente com a distância entre a banda e o público significava que ninguém no estádio podia ouvir muita coisa. A Vox tinha especialmente projetado amplificadores de 100 watts para este show e ele ainda não estava alto o suficiente, de modo que os Beatles usaram o sistema de amplificação da casa.
Haviam alguns famosos asistindo a esse lendário concerto dos Beatles. Mick Jagger, Keith Richards e Andrew Loog Oldhan, empresário dos Rolling Stones, assistiam tudo de um lugar situado atrás da saída do estádio, de frente para a primeira base. Segundo consta, Mick Jagger ficou surpreso com a reação do público com os Fab Four. Quem também estava no concerto, era a futura-atriz Meryl Streep, que tinha 16 anos na época, e estaava com um “button” escrito “I Love You, Paul”. Confira nesse vídeo:
Os Beatles voltaram ao estádio no dia 23 de agosto do ano seguinte, porém, dessa vez, tocando para um público menor, de 44.000 pessoas. Seis dias depois (29/08/1966), eles realizariam seu último concerto de turnê, no Candlestick Park, em São Francisco. Em 2009, Paul voltou ao Shea Stadium – que agora se chama Citi Field e está um pouco ao lado de onde era localizado o estádio antigo, demolido em 2008.
E é isso. Espero que tenham gostado. Esta foi a postagem nº 2000 do Baú do Edu. Infelizmente, não consegui terminar o especial do Submarino Amarelo em tempo como havia prometido. Mas não se preocupem, no dia 24 de agosto, nosso blog preferido completa 3 anos no ar, e aí, sim. Com toda certeza, a estrela será o Submarino Amarelo. Obrigado a cada um de vocês por estar aqui. Valeu! Abração!