segunda-feira, 21 de março de 2022
THE BEATLES - OS REIS DO IÉ, IÉ, IÉ! SENSACIONAL!!!

O terceiro LP original dos Beatles foi também o terceiro no Brasil - sendo o primeiro a repetir exatamente o repertório do álbum britânico (também em mono), inclusive na ordem das músicas, o que só aconteceria de novo em 1966, com 'Rubber Soul'. O título reproduzia o nome brasileiro - Os Reis do Ié Ié Ié - do primeiro filme da banda, 'A Hard Day's Night', fazendo lembrar também, o movimento musical que crescia no Brasil, a Jovem Guarda, em que o tipo de rock executado tinha como principal referência a música dos Beatles, chamada aqui de "ié, ié, ié"; já a música da jovem guarda por similaridade, ganhava o nome de 'iê, iê, iê". Na capa, o azul do original foi substituido pelo vermelho, mantido nas edições posteriores, mesmo quando a discografia brasileira foi modificada de modo a seguir a original britânica, até o final da década de 80.

Uma das curiosidades bacanas que acompanhavam os primeiros álbuns dos Beatles, era que, a contra-capa trazia um texto explicativo – uma resenha – sobre cada um. Esses textos eram comerciais ao extremo, e de tão ingênuos para a época, chegavam a ser bobos e dispensáveis. Era uma prática comum, de uso quase obrigatório, os LPs (Long Plays) como foram batizados os discos de vinil de 10 polegadas no final dos anos 1940, trazerem um texto que tentasse atrair o consumidor de forma definitiva. Embora, cada vez com menos frequência, essa prática ainda perduraria por anos. Quando os Beatles apareceram, não foi diferente. Assim, os responsáveis pelos textos nas capas dos álbuns dos Fabs, eram feitos pelo assessor de imprensa de confiança, contratado por Brian Epstein. Tony Barrow foi o autor dos três primeiros: Please Please Me, With The Beatles e A Hard Day’s Night. Barrow foi o primeiro assessor de imprensa e publicitário dos Beatles. Foi ele que cunhou o indelével apelido “Fab Four” (quatro fabulosos) e ajudou a configurar a visão que o mundo tinha dos Beatles. E foi assim até a explosão de A Hard Day’s Night.

"Alun Owen iniciou o trabalho desta original peça para o cinema, não faz muito tempo. O produtor Walter Shenson e o diretor Richard Lester observaram seus mais novos astros da tela atuarem durante o Natal e Ano Novo, no palco do Astoria do Finsbury Park de Londres. John e Paul iniciaram uma coleção de novas composições para a trilha sonora, ao mesmo tempo que "The Beatles" se apresentavam no Olympic de Paris. Uma manhã, algum tempo depois, num trem especialmente fretado, iniciou-se a carreira cinematográfica de "The Beatles". Carretel sobre carretel de precioso filme já enchiam as latas, antes mesmo que fosse selecionado um título para este filme da United Artist. Foi quando Ringo, casualmente, surgiu com o nome ao fim de uma agitada sessão no set de filmagem: "É a noite de um dia duro!" — declarou ele, agachando-se sobre o braço de sua cadeira de lona, atrás das fileiras de câmeras e técnicos. É uma estória que se desenrola dentro das 48 horas consecutivas das atividades de quatro rapazes do grupo dos "beat". São eles: John, Paul, George e Ringo. A canção "A Hard Day's Night" ouve-se logo no princípio do filme, cantada e tocada pelos rapazes, à medida que vão passando as legendas de abertura. Este número apresenta a voz de John dublada, produzindo um efeito de dueto. Seu tema de grande vivacidade e impulsão, brota de forma orquestral de vez em quando. "I Should Have Known Better" se ouve durante uma sequência do trem, quando os quatro rapazes estão jogando cartas no vagão do condutor. John e Paul coparticipam da vocalização em "If I Feel", a primeira de quatro músicas apresentadas em sequência de teatro e estúdio, e que mostram o grupo ensaiando para finalizarem com uma apresentação espetacular numa televisão. "I'm Happy Just to Dance With You", dá uma oportunidade a George de conduzir a parte vocal. Com "I Love Her", Paul evidencia o solo; juntamente com John fazem "Tell Me Why". O último destes magníficos números da trilha sonora é "Can't Buy Me Love"; um sucesso mundial com "The Beatles". Já "A Hard Day's Night" faz o fundo musical para diferentes cenas — quando, por exemplo, os rapazes aparecem perseguidos através de um campo, após uma fuga rápida do estúdio de televisão; e a incrível e furiosa corrida entre os "Beatles", seus fans e a polícia, pelas ruas e alamedas abaixo. Criando e aperfeiçoando inteiramente novas composições para a trilha sonora do filme a que temos nos referido, Paul e John apresentam um dos maiores desafios de sua carreira de compositores de músicas populares. No passado compunham sem qualquer pressa. Há pouco tempo, com programa de trabalho dentro de um horário que lhes parecia cada vez mais curto, e uma coleção de novos números para serem selecionados durante uma série de apresentação em Paris, e ainda com uma lendária visita à América. Para ajudar nos ensaios eles mandaram colocar um piano no seu apartamento do hotel George V de Paris. Em breve a tarefa fora completada e "The Beatles" eram possuidores de nada menos de doze novas composições prontas para o último ensaio. A cada novo estágio de concepção e produção, cuidavam para que o filme não viesse a ser apenas uma, ou mais uma parada de representações de "The Beatles". Afinal de contas, haviam concordado entre eles que o filme deveria retratar as diferentes facetas da personalidade de cada um deles, o mais que possível. Com efeito, o conteúdo cômico foi e é de suma importância; e John, Paul, George e Ringo aproveitaram todas as oportunidades para mostrarem seu senso de humor. Ficou evidente que não mais de seis novas gravações seriam inseridas no filme, pois um maior número deixaria pouco tempo para a ação do enredo. Por outro lado, não parecia muito justo deixar de lado as músicas restantes, quando cada uma delas possuía suas grandes qualidades. Eventualmente, tomaram a decisão de incluir essas peças no lado dois deste disco. Embora a voz de George Harrison esteja bem evidenciada neste LP, a parte vocal no lado dois está equilibrada entre John e Paul, os compositores das canções. Paul canta em "Things We Said Today", e o escutamos em dueto com John em "I'll Cry Instead". Durante a parte principal, a voz de John é a que predomina em "Any Time At All", "When I Get Home", "You Can't Do That" e "I'll Be Back", ainda que George e Paul envidem seus esforços em todas elas. Ao ouvir o lado 2 deste disco, você concordará que seria uma pena se se tivesse deixado de lado tão excelentes músicas, simplesmente pelo fato de não terem entrado no filme. Agora, com este LP você terá uma série de grandes sucessos de "The Beatles", ampla e atual. Ao mesmo tempo, é sempre bom lembrar que este é o primeiro LP com músicas compostas e interpretadas por "The Beatles". TONY BARROW
Não deixe de conferir: OS TEXTOS DAS CONTRA-CAPAS DOS DISCOS DOS BEATLES***** e também TONY BARROW - O CRIADOR DO TERMO “FAB FOUR” e ainda OS ÁLBUNS TÍPICAMENTE BRASILEIROS
domingo, 20 de março de 2022
sexta-feira, 18 de março de 2022
THE JET BLACKS - MENINA DO CHAPÉU VERMELHO
The Jet Black's foi uma banda de Rock Pop brasileira, fundada no início dos anos 1960. Teve várias formações e obteve relativo sucesso tocando com nomes conhecidos da Jovem Guarda, inclusive Roberto Carlos. The Jet Black's foi formada em São Paulo em 1961 pelo guitarrista Joe Primo (Primo Moreschi) e o guitarrista Bobby de Carlo. Inicialmente, seu nome era The Vampires mas em 1961 adotaram The Jet Black's, em homenagem ao grupo inglês The Shadows, cujo um dos maiores sucessos foi a canção "Jet Black". Além dos Shadows, outra grande influência do grupo foi a do conjunto norte-americano The Ventures. Ambos tinham como repertório básico rocks e twists instrumentais executados para bailes. Em 1962, assinaram com a Chantecler e lançaram seu primeiro disco, um 78 rpm, no qual fizeram dois covers do The Shadows: "Apache" e "Kon-Tiki". Com o sucesso da estreia, a gravadora investiu no grupo com o lançamento de dois LPs. O primeiro, lançado ainda no mesmo ano, foi "Twist", e o segundo foi gravado no ano seguinte, "The Jet Black's Again - Twist".
The Jet Black's lançou 14 álbuns de estúdio e só álbuns instrumentais até 1965, a partir desse ano a banda começou a trazer músicas com letras, algumas composições de membros da banda. Até 1970 a banda lançou vários compactos simples e compactos duplos, trazendo músicas que já haviam sido gravadas em álbuns e músicas inéditas. Em 1969 a banda lançou o compacto intitulado "Tema de Audácia", uma cover da música "Oh Darling" dos Beatles, no mesmo ano foi lançado um compacto duplo com músicas apresentadas no Festival de San Remo onde participou. Em 2003, com uma nova formação, o grupo lança o álbum "The Jet Black's Instrumental", que marcaria um novo retorno às atividades. Porém, em 13 de julho de 2004, morre Jurandi Trindade - o único membro que participou de todas as formações - e, assim, encerrou-se a carreira do lendário grupo.
ERIC CLAPTON - SOMETHING SPECIAL✰✰✰✰✰
"Something Special" é a faixa de abertura de Another Ticket, o sétimo álbum de estúdio solo de Eric Clapton, lançado em 17 de fevereiro de 1981, gravado no Compass Point Studios em Nassau, Bahamas e produzido por Tom Dowd. Another Ticket foi o último álbum de estúdio de Clapton para a RSO Records antes do selo fechar em 1983, quando foi absorvido pela Polydor Records. O disco recebeu críticas moderadas e alcançou um sucesso comercial modesto, chegando ao 18º lugar nas paradas do Reino Unido. Em compensação, chegou ao Top 40 em sete países, três dos quais, no Top 10. Na Nova Zelândia, alcançou sua posição mais alta em 3º lugar. Na Noruega e nos Estados Unidos, Another Ticket alcançou os 5º e 7º lugares, respectivamente. Na Alemanha e na Suécia, alcançou o 26º lugar, e na Holanda, chegou ao 38º lugar.
EMILY LINGE - MENINA PRODÍGIO
A bonitinha Emily Linge é uma garota prodígio de muito talento e um futuro que parece promissor como cantora e multi instrumentista. Começou a cantar aos doze e toca guitarra, piano e ukulele, entre outros. Nasceu e cresceu em Dubai. Seu pai é da Noruega e sua mãe do Reino Unido. A mãe de Emily, Christine, era uma cantora profissional e é sua treinadora vocal. Emily tem três irmãos que também cantam e tocam diversos instrumentos.
A garota estudou piano com Ovidio DeFerrari e guitarra com Simon Tomkins. Além de cantar, Emily joga tênis, desenha e também gosta de costurar. Sobre crescer em Dubai, diz que o que mais gosta é o sol sem fim e as belas praias e mar. A jovem Emily tem um canal no You Tube onde interpreta dezenas de músicas de artistas como Cat Stevens, Procol Harum, The Police, Bob Dylan, Creedence Clearwater Revival, Joni Mitchell Louis Armstrong, Bryan Adams e The Beatles, que a gente confere agora. Visite o site oficial da Emily Linge - emilylingemusic.com
BLIND FAITH - A POLÊMICA CAPA DA GAROTA
Uma das capas de discos de rock mais controversas de todos os tempos, sem dúvida é a do álbum Blind Faith, único álbum de estúdio do supergrupo inglês Blind Faith, lançado originalmente em 1969 pela Polydor Records no Reino Unido e Europa e pela ATCO Records nos Estados Unidos. O álbum liderou as paradas no Reino Unido, Canadá e EUA, e foi listado em 40º lugar na parada de álbuns de soul dos EUA e foi certificado platina pela RIAA. A matéria sobre a capa com a menina adolescente e peitinhos à mostra segurando um modelo de aeronave pintado de prata foi publicada uma única vez aqui em 27 de junho de 2013 e de lá pra cá foi vista por 1.960 pessoas. Por isso aparece agora novamente revista e atualizada.
Os fatos relacionados com a capa começam nas lentes do fotógrafo norte-americano Bob Seidemann, que desiludido com a guerra do Vietnã, se mandou para Londres, onde fez amizade com Eric Clapton. O guitarrista encomendou uma capa para um álbum de seu novo projeto ao lado do vocalista do Traffic, Steve Winwood. Seidemann, embalado em pleno alvorecer da era espacial (o álbum foi lançado na mesma época em que o homem pisou na Lua), teve a ideia de criar uma foto em volta a um avião futurista prateado, que foi criado por um joalheiro irlandês da Royal College of Art. Para completar a ideia revolucionária e ousada do fotógrafo, Seidemann comentou com Clapton que precisaria de uma garota virgem para manusear a tal aeronave, só que naquela altura do campeonato, com a revolução sexual a pino, a dupla não conhecia nenhuma moça virgem. Um belo dia Seidemann estava no metrô quando avistou uma garota trajando um uniforme colegial. O fotógrafo se aproximou e deixou seu cartão com a garota, pedindo para que ela entrasse em contato com ele o mais breve possível, pois queria fazer uma sessão de fotos para "um grande astro do rock". A garota gostou da ideia e marcou um jantar para apresentar Seidemann a seus pais, que eram amigos do poeta Allen Ginsberg. O único problema é que a garota tinha 13 anos de idade, e segundo o fotógrafo, havia "passado um pouco do ponto", mas sua irmã (de 11 anos) cairia perfeitamente na concepção maliciosa de Seidemann. A foto clássica foi batizada de "Blind Faith" pelo norte-americano. Clapton adorou e pegou o nome para batizar sua nova empreitada musical.
A identidade da garota foi mantida em segredo por muitos anos. Alguns fãs garantiam que a moça era sobrinha ou filha do baterista Ginger Baker, mais pela semelhança dos cabelos do que por outra coisa. A verdade é que a jovem chama-se Mariora Goshen e nunca gostou de falar a respeito da polêmica capa.
A Atlantic, gravadora do grupo, torceu o nariz quando Clapton apresentou o produto final de Seidemann. O selo estava apostando todas as fichas no projeto, que para eles, seria uma espécie de "novos Beatles". Recusaram a foto na hora! Clapton bateu o pé e disse algo como “no cover, no record”. Resultado: lançaram 750.000 cópias com a capa original na Inglaterra e depois bolaram uma capa alternativa e mais careta para o mercado norte-americano; trazendo apenas uma ingênua foto do grupo.
SPLINTER - COSTAFINE TOWN - 1974 - EXCELENTE!
Em 1974, a dupla SPLINTER conseguiu seu maior sucesso, a belíssima "Costafine Town", lançada como single, que alcançou o Top Ten na Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, e o Top Twenty no Reino Unido. SPLINTER foi uma dupla de folk-rock de South Shields, no nordeste da Inglaterra, composta por Bill Elliott e Bobby Purvis. Existiram por cerca de uma década, desde o início dos anos setenta até meados dos anos oitenta. Não resistiram bem à explosão do punk e da disco e nunca conseguiram repetir o sucesso de "Costafine Town", que também é a primeira música do lado 2 do excelente The Place I Love, primeiro álbum da dupla, produzido por George Harrison em 1974 e lançado pela Dark Horse Records.
O som do SPLINTER geralmente é comparado ao som da superbanda Badfinger – o que é uma ótima comparação. Mas enquanto Badfinger tendia mais para o rockão de guitarras, SPLINTER era mais doce, muito parecido com George Harrison. A dupla escreveu as músicas enquanto Harrison foi um dos músicos de sessão em muitas das faixas de The Place I Love, incluindo "Costafine Town".
quinta-feira, 17 de março de 2022
JOHN LENNON - G☉Ð - SENSACIONAL!★★★★★
O primeiro álbum “oficialmente” lançado por John Lennon depois do fim dos Beatles, “John Lennon/Plastic Ono Band” é sua criação mais impressionante em termos de carreira-solo e cada vez, que ouvido com mais atenção, um dos melhores, senão o melhor de todos. Melhor ainda que “Imagine” que viria depois, todo arranjado, todo produzido e comercial. "Plastic Ono Band” era a decretação de Lennon de sua ruptura com o passado, os Beatles, ou o que quer que fosse, e o clímax do álbum (depois de tantas bombas) é a última, “God”, uma de suas mais verdadeiras reflexões sobre seu passado, presente e possível futuro. Na época, John e Yoko participavam da terapia do grito primal do Dr. Arthur Janov em Los Angeles. Através da terapia, Lennon tentou lidar com seus traumas da infância (abandono, isolamento e morte). De volta a Inglaterra, John chamou o produtor Phil Spector e começou as gravações do álbum. Participaram somente o ex-beatle Ringo Starr, além de Billy Preston, Klaus Voorman e Alan White. John Lennon fala do abandono da mãe e do pai na canção "Mother" e em "God", na primeira parte, diz que Deus é um conceito pelo qual medimos nossa dor, na segunda, lista algumas personalidades e conceitos religiosos nos quais não acredita: mágica, I-ching, Bíblia, tarô, Hitler, Jesus, Kennedy, Buda, Mantra, Gita, Ioga, Reis, Elvis, Zimmerman (Dylan) e nem nos Beatles. Só nele e em Yoko Ono. Na última parte, Lennon fala do que mudou nele após o fim dos Beatles. Afirma que não é mais o "sonhador" (Dreamweaver) ou "a morsa" (citada na canção I Am the Walrus), mas apenas "John". Ao final, decreta: "o sonho acabou" ("The dream is over"). "God", junto a declarações polêmicas do ex-Beatle sobre religião, do tipo "somos mais populares que Jesus", renderam-lhe a fama de ateu. Entretanto, Lennon nunca confirmou esse suposto ateísmo, declarando-se, em uma entrevista, agnóstico. Da gravação de "God" participaram apenas John Lennon – voz; Billy Preston – piano; Ringo Starr – bateria e Klaus Voormann – baixo.
No livro "A Balada de John & Yoko", lançado no Brasil em 1982 pelos editores da Rolling Stone, durante uma entrevista em 1970, o repórter pergunta a Lennon: "Você acredita em Deus?", ao que John Lennon responde: "Sim, eu acredito que Deus é como uma usina de força, como as que geram eletricidade, uma espécie de usina elétrica. E que ele é um poder supremo, que não é nem bom nem ruim, nem de esquerda nem de direita, nem negro nem branco. Ele simplesmente é. E é possível ter acesso a essa fonte de força para um fim desejado. Assim como a eletricidade pode matar gente numa cadeira ou iluminar uma sala. Eu acho que Deus é!". É isso aí!
THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT - TODAS AS MÚSICAS DO FILME - DEZ, NOTA DEZ!

Esse vídeo é superlegal! Mostra todas as cenas musicais do filme incluindo "A Hard Day's Night" (abertura), "I Should Have Know Better" (cena do trem), "I Wanna Be Your Man", "Don't Bother Me" e "All My Loving" (cena da boate), "If I Fell" (estúdio de TV), "Can't Buy Me Love" (no campo de beisebol), "And I Love Her" (estúdio), "I'm Happy Just to Dance with You" (estúdio), "Can't Buy Me Love" (de novo, correndo da polícia), "Tell Me Why", "If I Fell" e "I Should Have Known Better" (medley, cena do auditório), emendando com "She Loves You", e encerra com "A Hard Day's Night" (novamente - cena do helicóptero e créditos de encerramento). E tudo em alta resolução. Absolutamente sensacional!
sábado, 12 de março de 2022
sexta-feira, 11 de março de 2022
LIVRO “THE BEATLES: GET BACK” LANÇADO NO BRASIL
A editora Estética Torta tem o prazer de anunciar o lançamento no Brasil, da obra THE BEATLES: GET BACK, o primeiro livro oficial lançado pelos Beatles desde o best-seller internacional The Beatles Anthology (2000). Produzido e diagramado com a melhor qualidade editorial, com tradução de Marcelo Vieira, o livro de 240 páginas conta a história da criação do último álbum dos Beatles, Let It Be, de 1970, com as palavras da própria banda. Apresentando diálogos extraídos a partir de mais de 120 horas de sessões de estúdio, com centenas de imagens inéditas, incluindo fotos de Ethan A. Russell e Linda McCartney, THE BEATLES: GET BACK inclui também um prefácio escrito pelo diretor Peter Jackson e uma introdução de Hanif Kureishi. Os textos foram editados por John Harris a partir de conversas originais entre John, Paul, George e Ringo durante as três semanas de gravação, culminando no histórico último show dos Beatles no terraço. THE BEATLES: GET BACK é um complemento especial e essencial ao documentário “THE BEATLES: GET BACK” do diretor Peter Jackson, recentemente lançado pela plataforma de streaming Disney+.
A edição brasileira de THE BEATLES: GET BACK chega ao mercado em julho de 2022, em formato e acabamento de luxo, com 240 páginas coloridas, impressas na melhor qualidade e no melhor papel, capa dura, tamanho livro de mesa (coffee table book), com 25x30cm. A editora fez todos os esforços (e conseguiu) que o livro em português tenha um preço menor do que a versão internacional revendida no Brasil. Todos que garantirem a pré-venda receberão um marcador de páginas exclusivo, além de frete grátis (por registro módico) para todo o Brasil. Pré-venda do livro THE BEATLES: GET BACK aqui. Esta obra íntima e fascinante nos convida a viajar no tempo até janeiro de 1969, o início do último ano dos Beatles como banda. Os Beatles ainda estão em primeiro lugar nas paradas com seu White Album. Prolífico como sempre, o quarteto se reúne em Londres para um novo projeto, inicialmente intitulado Get Back. Ao longo de 21 dias, primeiro no Twickenham Film Studios e depois no novíssimo Apple Studios, com câmeras e gravadores documentando o trabalho diário, a banda ensaia um grande número de músicas, novas e antigas, em preparação para o que viria a ser seu último show, no telhado do prédio da Apple Corps, parando o centro de Londres. Reza a lenda que essas sessões foram um momento sombrio de uma banda que estava se desfazendo, mas, como o aclamado romancista Hanif Kureishi escreve em sua introdução a THE BEATLES: GET BACK, “Na verdade, aquele foi um momento produtivo para eles, quando criaram alguns de seus melhores trabalhos. E é aqui que temos o privilégio de testemunhar seus primeiros rascunhos, os erros, as derivas e digressões, o tédio, a empolgação, as improvisações alegres e os avanços repentinos que levaram ao trabalho que agora conhecemos e admiramos”. Essas sessões de estúdio, que geraram o álbum e o filme Let It Be lançados em maio de 1970, representam a única vez na carreira que os Beatles foram filmados por tanto tempo dentro de um estúdio. Simultaneamente, eles foram exclusivamente fotografados e suas conversas gravadas. THE BEATLES: GET BACK é o livro definitivo que documenta essas sessões. Ele reúne transcrições fascinantes de suas sinceras conversas, editadas pelo importante escritor musical John Harris, com centenas de imagens extraordinárias, a maioria delas inéditas. A maioria das fotografias são de dois fotógrafos que tiveram acesso especial às suas sessões: Ethan A. Russell e Linda Eastman (que se casou com Paul McCartney dois meses depois). O documentário de Peter Jackson reexamina essas sessões usando mais de 55 horas de filmagens originais inéditas de Michael Lindsay-Hogg, em 1969, agora restauradas, e 120 horas de gravações de áudio praticamente inéditas. Este suntuoso livro também apresenta muitos quadros de filmes de alta resolução, inéditos, da mesma fonte. Por Leandro Coppi - Road Crew
quinta-feira, 10 de março de 2022
TOM PETTY - WILDFLOWERS & ALL THE REST★★★★★
Wildflowers foi o segundo álbum de estúdio solo do músico americano Tom Petty, lançado em 1 de novembro de 1994. Foi o primeiro lançado por Petty depois de assinar com a Warner Bros e o primeiro de três álbuns produzidos por Rick Rubin. Wildflowers foi certificado 3X platina nos Estados Unidos pela Recording Industry Association of America.
Wildflowers apresenta todos os membros de Tom Petty and the Heartbreakers, com exceção do baterista Stan Lynch. Steve Ferrone toca bateria e se juntaria à banda oficialmente no ano seguinte. No entanto, o álbum não foi creditado aos Heartbreakers porque, nas palavras de Petty, "Rick (Rubin) e eu queríamos mais liberdade do que ficar presos em cinco caras". Apesar da liberdade, Petty escolheu usar a maior parte de sua banda regular como músicos de sessão, demonstrando seu conforto com esse formato. A Rolling Stone colocou Wildflowers no número 12 da lista dos melhores álbuns dos anos 90. A Guitar World colocou o álbum no número 49 da lista "Superunknown: 50 álbuns icônicos que definiram 1994". Quatro singles foram lançados do álbum entre 1994 e 1995, dos quais o mais bem sucedido, "You Don't Know How It Feels", alcançou o 13º lugar na Billboard Hot 100 e liderou a parada de álbuns de rock por uma semana. Foi seguido por "You Wreck Me", "It's Good to be King" e "A Higher Place", que alcançaram 2, 6 e 12 respectivamente na parada Mainstream Rock. Em abril de 2015, quando o catálogo de Petty foi lançado em áudio de alta resolução, esse foi um dos dois únicos álbuns não incluídos na série (Songs and Music from "She's the One" foi o outro), mas uma versão em alta resolução estava disponível no Pono Music.
PAUL McCARTNEY - BEAUTIFUL NIGHT ☾
"Beautiful Night" é uma canção de Paul McCartney e é a 13ª faixa de seu álbum de 1997 Flaming Pie. Em dezembro de 1997, foi lançada como o terceiro e último single desse álbum, chegando ao número 25 no UK Singles Chart. O single apresentava "Love Come Tumbling Down" e "Same Love" como b-sides, ambas faixas inéditas e gravadas em 1987 e 1988, respectivamente. "Beautiful Night" foi originalmente gravada em agosto de 1986 na cidade de Nova York. Essa versão pode ser ouvida no CD single como parte da seção "Oobu Joobu". A versão de 1986 foi lançada oficialmente como uma faixa autônoma em 2020 como um download gratuito no site de McCartney. "Beautiful Night" foi a primeira de três colaborações que McCartney gravou com Ringo Starr durante as sessões de Flaming Pie, bem como uma orquestração de George Martin, gravada em Abbey Road.
terça-feira, 8 de março de 2022
PAUL McCARTNEY - DON'T GET AROUND MUCH ANYMORE
CHOBA B CCCP (o disco russo) foi um álbum de covers de clássicos do rock'n'roll. Gravado em dois dias, Paul McCartney passeia por canções de seus ídolos Little Richard, Elvis, Fats Domino e outros, em versões corretas, sem grandes destaques nem decepções. Lançado exclusivamente na antiga União Soviética em 1988, “CHOBA B CCCP” foi o primeiro disco de um artista ocidental a sair em um país comunista, liderando as paradas de lá, e sendo lançado no resto do mundo apenas em 1991. "Don't Get Around Much Anymore" é um dos destaques do álbum.
"Don't Get Around Much Anymore" - algo como "Não chegue mais muito perto", é um típico padrão de jazz com música de Duke Ellington e letra de Bob Russell. Foi originalmente chamada de "Never No Lament" e foi gravada pela primeira vez por Ellington em 1940 como um instrumental de big band. A letra de Russell e o novo título foram adicionados em 1942. Duas gravações diferentes de "Don't Get Around Much Anymore", uma por "The Ink Spots" e outra pela própria banda de Ellington, alcançaram o número 1 na parada de R&B, nos EUA em 1943. Ambas foram gravações pop top dez, junto com uma versão gravada por Glen Gray. Ao longo dos anos, "Don't Get Around Much Anymore" foi regravada por alguns dos nomes mais populares da música popular como Ella Fitzgerald, June Christy, Mel Tormé, Hank Crawford, Willie Nelson, Harry Connick Jr, B. B. King, Natalie Cole, Chicago, Cliff Richard, Rod Stewart e Paul McCartney gravou em 1987, sua versão rocker para inclusão no Choba.
segunda-feira, 7 de março de 2022
domingo, 6 de março de 2022
THE BEATLES - HEY, BUNGALOW BILL, WHAT DID YOU KILL???
"The Continuing Story of Bungalow Bill" é uma música dos Beatles composta por John Lennon, creditada a dupla Lennon e McCartney, e lançada como 5ª faixa do lado 1 do álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968, entre "Wild Honey Pie" e "While My Guitar Gently Weeps". A música é uma sátira às ações de um rapaz americano chamado Richard A. Cooke III, conhecido como Rik, que estava visitando sua mãe, Nancy Cooke de Herrera, no ashram de Maharishi Mahesh Yogi em Rishikesh, na mesma época dos Beatles. Rik, Nancy e muitos outros saíam em elefantes, munidos de espingardas para caçar tigres covardemente alegando ser uma tradição na Índia. Porém Lennon desaprovara essa atitude do tipo “primeiro mata animais, e posa pra fotos como herói, depois medita e lava a alma perante Deus”. Lennon mais tarde conta sua versão da estória na entrevista para a Playboy: “Bungalow Bill, era sobre esse rapaz em Rishikesh, que atirava nos pobres tigres, e depois voltava para se cominar com Deus. Eu combinei um personagem chamado Jungle Jim, os Bangalôs que ficávamos e Buffalo Bill e criei essa canção culminada em crítica-social à juventude e um pouco de sarcasmo também”. Conheça ainda muito mais na super postagem THE BEATLES - THE CONTINUING STORY OF BUNGALOW BILL publicada aqui em 26 de novembro de 2018.
Confira também: TODAS AS MÚSICAS DO ÁLBUM BRANCO**********
ALL WE ARE SAYING IS GIVE PEACE A CHANCE!☮☮☮☮☮
Cerca de 150 estações de rádio europeias transmitiram a música de John Lennon "Give Peace a Chance" ao mesmo tempo, sexta-feira, numa ação solidária contra a guerra na Ucrânia, numa iniciativa da União Europeia de Radiodifusão (EBU). A canção antiguerra composta pelo antigo membro dos Beatles foi escutada em mais de 25 países, por volta das 7h45 (hora de Lisboa), incluindo a Ucrânia. As estações de rádio privadas europeias também se juntaram à iniciativa. "Os horrores da guerra contra a Ucrânia são mais evidentes a cada dia. A nossa solidariedade, a nossa humanidade e o nosso apoio são necessários", disse a diretora da rádio regional RBB de Berlim, que iniciou o projeto, Patricia Schlesinger. "Give Peace a Chance", lançada como single em 1969 pela Plastic Ono Band, foi gravada em Montreal (Canadá) durante o "Bed-in" de John Lennon e da esposa, Yoko Ono, pela paz no Queen Elizabeth Hotel.
A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 1 milhão de refugiados na Polônia, Hungria, Moldova e Romênia, entre outros países.
O Presidente russo, Vladimir Rasputin, justificou a "operação militar especial" na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário. Num delírio de grandeza e nostalgia do passado soviético, Rasputin invadiu a Ucrânia – uma ação que traz, além de lamentáveis mortes, desdobramentos econômicos que afetam o mundo e o Brasil. Filho da puta!!!
Não deixe de conferir a super matéria RASPUTIN - O BRUXO LOUCO DA RÚSSIA, publicada aqui em 11 de maio de 2017.
sábado, 5 de março de 2022
JOHN LENNON - WATCHING THE WHEELS - SENSACIONAL!
"Watching The Wheels" é uma das mais lindas (e últimas) canções de John Lennon. Foi lançada como terceiro e último single do álbum Double Fantasy, tendo "Yes, I'm Your Angel" de Yoko Ono como lado B. Lançado postumamente em 13 de março de 1981, nos EUA, chegou a número 7 no Top 100 da Cashbox e número 10 na Billboard Hot 100. No Reino Unido, "Watching The Wheels" foi lançada em 27 março e chegou ao número 30. A música foi composta meio que como resposta a todos que viviam perguntando o que ele estaria fazendo durante todo o tempo em que se afastou da carreira e da mídia. Lennon brinca com isso numa letra simples mas inspirada, embalada numa bela melodia. O tom de nostalgia está tão presente quanto em "(Just Like) Starting Over", carro-chefe do Double Fantasy.

A fotografia na capa foi feita por Paul Goresh, um fã de Lennon, que também tirou a foto infame de Lennon assinando uma cópia de Double Fantasy para seu algoz, Mark Chapman. Ambas as fotos foram tiradas no mesmo local, na entrada do Dakota.
Assinar:
Comentários (Atom)