quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SAVOY TRUFFLE - BEM INTERESSANTE...

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George tornou-se amigo de Eric Clapton desde que os dois se conhe¬ceram em 1966, e "SavoyTruffle" era uma canção divertida sobre o amor de Clapton por chocolate. O hábito contribuiu para a deterioração dos dentes de Clapton, e George resolveu alertar o amigo de que, mais um chocolate com recheio cremoso, ele teria de extrair os dentes.
A letra é feita com os nomes exóticos dados a cada chocolate do sortimento da Mackintosh Good News, como Creme Tangerine, Mon-telimar, Ginger-Sling e Coffee Dessert. SavoyTruffle era um dos nomes originais, ao passo que Cherry Cream e Coconut Fudge foram inven¬tados para se encaixar na música.
DerekTaylor ajudou em um trecho sugerindo o título de um filme que tinha acabado de ver, You Are What You Eat, feito por dois de seus ami¬gos americanos, Alan Pariser e Barry Feinstein. Não deu muito certo, então George mudou para "you know that what you eat you are".

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

THE COMPLETE MILLION DOLLAR QUARTET - 2ª Edição

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“Edu, navegando pelas postagens antigas do blog eu tive o prazer de achar esta pérola. Realmente um discão. Conhecia algumas músicas desta sessão através de um CD bem mais enxuto que possuo. É com grande prazer que agora eu ouço esta histórica sessão na íntegra. Sei que este comentário está atrasado no mínimo uns 2 anos, mas obrigado por disponibilizar este link. Abraço.” Por Eduardo em THE COMPLETE MILLION DOLLAR QUARTET, hoje, às 15:30Este álbum é uma série de gravações feitas em 1956 nos estùdios da Sun Records (em Memphis)  pelo próprio Sun Phillips, apenas como uma “recordação”. Aham! Trata-se de uma "Jam Session" totalmente descompromissada com Elvis Presley, que na época já era o maior nome do show business da região e voltou ao estudio após ouvir uma gravação de de um rock - absosurdamente sucesso em potencial, Johnny Cash -que segundo ele mesmo foi o primeiro a chegar ao estúdio (citação de sua auto biografia "Cash"), Jerry Lee Lewis, o mais novato, considerado "gênio do piano e vocal" – mas ainda desconhecido fora de Memphis, e Carl Perkins que acabara de lançar o sucesso "Blue Suede Shoes", (que Presley queria gravar) e estava à procura de material novo, acompanhado de sua banda (seus dois irmãos e seu baterista W.S. Holland) e o encontro ficou apelidado como "O Quarteto de Um Milhão de Dólares" pois, afinal, foram esses quatro caras que fizeram a Sun Records se tornar o que se tornou. A maioria das faixas são curtas, e logo percebe-se a desorganização no estúdio, mas ainda assim a qualidade de som é ótima, com vários comentários deles como Jerry Lee lembrando aos outros a letra de "Brown Eyed Handsome Man". A sessão termina com Elvis indo embora e como declarou Johnny Cash: "Nem mesmo Elvis quer acompanhar Jerry Lee". Obs: o link ainda está bom! Valeu, abração!
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Essa postagem foi publicada originalmente num sábado, 29 de agosto de 2009. 372 pessoas baixaram esse disco.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

THE BEATLES LIVE! AT THE STAR-CLUB IN HAMBURG, GERMANY; 1962

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A última viagem dos Beatles para Hamburgo naqueles tempos foi no final de 1962. Partes de suas últimas apresentações foram gravadas com um gravador portátil, por Ted 'King Size' Taylor, do grupo The Dominoes, que também que tocava no clube. As fitas foram liberadas com a etiqueta da Alemã 'Bellaphon', em 1977 como: 'The Beatles: Live! no Star Club, em Hamburgo, Alemanha, 1962', e, posteriormente, re-lançado em vários formatos e títulos.
O Star-Club ficava na Grosse Freiheit 39, St. Pauli, em Hamburgo, Alemanha. O clube exitiu por 7 anos, entre 1962 e 1969. O Star-Club foi inaugurado por Horst Fascher no dia 13 de Abril de 1962, onde antes ficava o Stern Kino. Ele e o sócio Manfred Weissleder abriram o Star-Club. Porém, Weissleder, não queria grupos desconhecidos de garagem pra tocar em seu clube, e foi por isso que o chamou de Star-Club - "clube das estrelas". Rapidamente, o Star-Club tornou-se o maior clube de Hamburgo, e conseguiu que todos os artistas renomados da época tocassem lá: Gene Vincent, Jerry Lee Lewis, Little Richard, The Everly Brothers, Chuck Berry, Bill Haley, Bo Diddley, Tony Sheridan e Ray Charles.

Cada vez com mais estrelas, Weissleder conseguiu fazer com que seu clube ficasse famoso em toda a Europa como o "centro-beat do mundo", e contratou muitas outras estrelas, como Gerry & The Pacemakers,The Swingin' Blue Jeans e The Searchers. No auge, mais de oito bandas se apresentariam por noite, a maioria delas era inglesa: The Zodiacs, The Remo Four, The Dominoes, etc. Outras poucas eram alemãs como The Rattles e The German Bonds.

Vários outros artistas de peso que tocaram no Star-Club e alguns merecem ser citados: Black Sabbath, Cream, Chicken Shack, Crickets, Fats Domino, Donovan, The Animais, Duane Eddy, Groundhogs, Richie Haven, Keef Hartley, Mannfred Mann, Small Faces, Spencer Davis Group, Spooky Tooth, Taste, Vanilla Fudge, Yes, e o inigualável Jimi Hendrix ainda com o Experience.

O Star-Club fecharia no dia 31 de Dezembro de 1969, depois de um concerto da dupla britânica Hardin & York. Entre 1964 e 1967 o Star-Club também lançou um selo, onde vários dos artistas citados lançaram singles e alguns lançaram o único LP da carreira.
Em Novembro de 1962 os Beatles tocaram por 12 dias (do dia 1 ao dia 13) no Star Club. A quinta e última viagem aconteceu no dia 17 de Dezembro de 1962. Eles tocaram todos os dias, entre o dia 18 e o dia 31 no Star-Club. Foi nessa viagem que foram feitas as gravações dos Beatles ao vivo no Star-Club.

Lançado originalmente na Alemanha pela Bellaphon, "THE BEATLES LIVE! AT THE STAR-CLUB IN HAMBURG, GERMANY; 1962" este álbum duplo só foi lançado na Inglaterra após o fracasso dos ex-Beatles de impedir sua comercialização. Gravado durante uma apresentação dos Beatles no clube Star Club de Hamburgo pelo amigo Ted 'Kingsize' Taylor, o disco captura os Beatles na fase pré-EMI, mais rockers e crus. A qualidade de som até que não é tão ruim, considerando-se que foi gravado com um pequeno gravador mono. É documento histórico tem um valor incalculável. Dos inúmeros covers, o que se destaca são as composições de Lennon/McCartney ainda em fase de teste, como I Saw Her standing There e Ask Me Why. Covers como Roll Over Beethoven, Twist and Shout, Mr Moonlight, A Taste of Honey, Kansas City, Long Tall Sally e Everybody´s Trying To Be My Baby fariam parte dos primeiros LPs dos Beatles.

Os Beatles nunca deixaram de enfatizar a importância que a música metropolitana de Hamburgo teve nos seus anos de aprendizado. John Lennon diria anos mais tarde: "Eu nasci em Liverpool, mas cresci em Hamburgo". Este vídeo, que tem "Everybody's Trying To Be My Baby" como tema, ilustra bem como deveria ser bom assistir essas apresentações no Star Club. É isso. Espero que tenham gostado. Valeu! Abração!

PAUL McCARTNEY & KYLIE MINOGUE - DANCE TONIGHT

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THE BEATLES - O SONHO DE UM GAROTO DE 14 ANOS - Parte 2 – O final feliz

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A Internet é algo realmente fantástico. Que coisa mágica e maravilhosa! Todos os dias me surpreendo, admiro e agradeço. Exatamente há um mês, numa sexta-feira, dia 21 de outubro de 2011, fiz a postagem “THE BEATLES - O SONHO DE UM GAROTO DE 14 ANOS”(http://obaudoedu.blogspot.com/2011/10/beatles-o-sonho-de-um-garoto-de-14-anos.html). Menos de duas semanas depois, tomado por uma enorme emoção, abri o pacote enviado pelo amigo Júlio Schroeder, de Belo Horizonte com a revista original que eu tanto amava. Como já dizia o velho Harri numa de suas canções: “And the Lord helps those, that help themselves, and the law says whatever you do is going to come right back on you”.

Prezado Júlio: Nunca vou esquecer isso que você fez por mim e por nós todos, loucos pelos Beatles e que adoramos tanto todas essas raridades. Em troca, prometo que você vai receber em sua casa, sem despesa alguma, um monte de presentes bem legais do Baú do Edu. Desejo-lhe sorte e sucesso em suas empreeitadas. Juntos, conseguiremos vencer os temíveis Azuis Maus. Obrigadão, valeuzão e um abração! Não lhe conheço pessoalmente, mas tenho certeza que você é gente boa, por ter, guardar e cuidar de algo tão valioso e que passou para mim. Putz! Outras emoções dessa e o “velho heart” explode! Obrigado, amigo! Nunca esquecerei. Também não esqueci do Andrez Beatle, que já tinha me mandado a capa e a contracapa originais. Me aguardem! Tenho um monte de surpresas para vocês!
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Como havia prometido naquela postagem, aqui está o PDF da revistinha que foi minha iniciação no mundo Beatle e que tenho certeza, todos vocês vão gostar também: a revista “Violão & Guitarra – Especial – Nº 7 – THE BEATLES”.

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http://www.4shared.com/file/7WIz7I7G/vigu_especial_beatles_obaudoed.html

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

IMAGEM DE LENNON NO ANÚNCIO DA KISS FM

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RINGO STARR NA ROLLING STONE DE NOVEMBRO

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O HOMEM CERTO NA HORA CERTA
Por Paulo Terron
No começo dos anos 70, tudo parecia complicado para os recém-separados Beatles. Enquanto George Harrison buscava redenção pela espiritualidade, John Lennon lutava pela paz mundial e Paul McCartney voltava ao básico para reencontrar sua música, Ringo Starr apenas tentava descobrir seu lugar ao sol – e com isso talvez tenha sido o Fab Four que foi mais longe em termos de experimentação. Country e standards do jazz passaram pelas baquetas do artista até que ele – ironicamente – encontrasse a solução que buscava exatamente no título de uma das faixas que havia cantado nos Beatles alguns anos antes, “With a Little Help from My Friends” (“com uma ajudinha dos meus amigos”).
Em 1970, os Beatles só existiam em teoria. O derradeiro e caótico Let It Be sairia em maio, depois de anos de produção e brigas entre os músicos. Exatamente por isso os Fab Four já pensavam no futuro. Para Ringo, ele veio com Sentimental Journey – uma reunião de standards como “Night and Day” (Cole Porter) e “Dream” (Johnny Mercer) – e também como o primeiro trabalho solo de alguém do quarteto a chegar às lojas, descontando trilhas sonoras e LPs experimentais. Seis meses depois, o baterista lançava Beaucoups of Blues, indo à raiz da música country em um disco gravado em Nashville, coração caipira do sul dos Estados Unidos. “Liverpool, de onde venho, é um porto. Então os caras da marinha mercante traziam a música nova para a cidade”, explica animadamente Ringo Starr, por telefone, de Los Angeles. “E era como se a cidade fosse a capital britânica da música country. De certa forma, também era assim com o rhythm and blues e o blues, porque o pessoal de 18, 19 anos que trabalhava nos barcos trazia os discos.”
Claro, a sonoridade não era estranha ao músico, que havia cantado “Act Naturally” em Help! (a faixa também acabou no lado B do single “Yesterday”), cinco anos antes. O que era apenas uma referência virou um trabalho completo quando a lenda do country Pete Drake surgiu no caminho. “Estávamos trabalhando no All Thing Must Pass, do George Harrison, e o Pete Drake participaria. Mandei o meu carro buscá-lo no aeroporto, em Londres, e havia várias fitas cassetes de country jogadas nele. Naquele tempo ainda eram fitas!”, diz. “Ele me disse: ‘Reparei que você gosta de country’. Eu disse que amava e ele – o Pete Drake! – disse que deveríamos ir para Nashville e gravar um disco.” E assim foi: com o entusiasmo da dupla, Beaucoups nasceu em apenas dois dias. “Encontrávamos cinco canções pela manhã, depois as gravávamos durante a tarde. No dia seguinte, a mesma coisa.” Mais do que uma aventura, o disco foi uma descoberta. A lista de músicos beira as duas dezenas, com gente como D.J. Fontana (baterista de Elvis Presley) e o gaitista Charlie McCoy (Johnny Cash, Bob Dylan), e uma fórmula seria estabelecida. Ringo, a partir dali, sempre contaria com a ajuda de um time de astros da música em seus álbuns.
“Eu estava por todos os lados”, explica o baterista sobre a atuação dele nos selvagens anos 70. “Foi ótimo: eu tinha um escritório que era tipo um ponto de encontro [para os músicos].” Entre os mais próximos estavam o líder do T. Rex, Marc Bolan (que inspirou “Back Off Boogaloo”, até hoje presente no repertório das turnês de Ringo), e o notoriamente festeiro Harry Nilsson. “Quem estivesse em Londres aparecia por lá. Foi ótimo estar cercado por essas pessoas porque, depois de Beaucoups of Blues e Sentimental Journey, consegui fazer o disco Ringo, que me estabeleceu como artista solo.” Na época, 1973, o álbum frequentou as paradas de sucesso britânica e norte-americana, emplacando dois hits: “You’re Sixteen” (com McCartney no baixo) e “Photograph” (com Harrison, coautor, na guitarra). Nos créditos ainda estavam Lennon, membros da The Band, Bolan, Nilsson e crias das gravadoras de soul Stax (o guitarrista Steve Cropper) e Motown (a cantora Martha Reeves). No meio disso tudo, Ringo Starr ainda dirigiu o documentário Born to Boogie, do T. Rex, que também tinha Elton John no elenco. E a relação com o universo do glam rock não parou por aí: os mais atentos podem encontrar um desinteressado Ringo nos bastidores do show Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, de David Bowie, no filme de D.A Pennebaker. Ou seja, o baterista estava por todos os lados mesmo.
As amizades ajudaram na estabilidade da carreira (e certamente na diversão), mas também penderam para o lado dos excessos. E os problemas foram potencializados pela perda de amigos próximos – Bolan morreu em um acidente automobilístico em 1977; Keith Moon (baterista do The Who) se foi no ano seguinte, vítima de overdose; e Lennon foi assassinado em dezembro de 1980. Em uma nova década e com novas regras sobre como se comportar no mundo da música, Ringo se viu envolto por questões judiciais relativas à dissolução da falida Apple (a gravadora e empresa multifuncional dos Beatles) e dependência de drogas e álcool. O ex-beatle só conseguiu se recuperar em 1988, quando se internou em uma clínica de reabilitação, o primeiro passo para tirar a carreira solo do limbo. No ano seguinte estava de volta à música e, pela primeira vez, tinha formado uma banda para se apresentar ao vivo: a All-Starr Band, baseada naquela ideia de juntar talentos variados que impulsionou a carreira dele quase 20 anos antes. “Todos os meus amigos me mantiveram seguindo em frente”, ele diz, “o que mais tarde resultaria na All-Starr Band.” O grupo faz impressionantes sete shows em seis cidades brasileiras ao longo de novembro.
“Muitos dos ‘all-starrs’ eu nem conhecia antes de ensaiarmos!”, ringo explica. “Por exemplo, na formação mais recente, eu conhecia o [cantor e baixista, famoso pelo grupo Mr. Mister] Richard Page, ele tinha passado pela minha casa para dar um ‘oi’. Outros só conheci quando fomos ensaiar. Eu conhecia as músicas e o trabalho deles, é claro. E é por isso que monto essas bandas: elas servem aos músicos e às canções. Então eles precisam ter hits, é necessário que tenham um disco de sucesso nos últimos 20 anos. Antes disso você não pode tocar na All-Starr Band. Faz parte do conceito.” E assim Ringo Starr se vira, sempre com a ajudinha dos amigos.

Boa parte das músicas cantadas por Ringo Starr nos Beatles está nas apresentações da All-Starr Band.
Fato curioso: Ringo Starr é o músico que menos errou nas gravações dos Beatles. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, ele explica como conseguiu essa distinção e, sem nostalgia, falou sobre momentos-chave do grupo.
“Boys” é uma música que nunca faltou nos seus shows. Por quê? E é verdade que ela foi registrada em um único take no disco Please Please Me? Em “Boys” eu canto tocando bateria. Eu já fazia isso na época do Rory Storm and the Hurricanes [antes dos Beatles, no começo dos anos 60] e continuo, porque ela é muito divertida de se tocar. E as pessoas reconhecem a minha imagem enquanto a toco. É uma dessas que toco em todos os shows que faço, gosto de cantá-la em qualquer chance que tenho. Amo essa canção, foi fácil para mim gravá-la. Se você olhar para o primeiro disco dos Beatles, fizemos aquilo tudo em 12 horas. Principalmente porque era [o repertório do] nosso show. Tocávamos “Twist and Shout” todos os dias durante um ano, todas as bandas de Liverpool tocavam essa. Conhecíamos muito bem aquelas músicas.
Talvez “Yellow Submarine” seja uma das músicas mais conhecidas da história dos Beatles. Você consegue explicar esse fenômeno?
[Gargalhando] Os rapazes tiveram essa ideia, e era uma faixa bem hippie. Naqueles tempos nós realmente vivíamos num submarino amarelo... Funcionou bem na época e ainda funciona. Como ela tinha uma característica infantil, fui naturalmente escolhido para cantá-la.
Na época do desenho animado Yellow Submarine, vocês tinham ideia do tamanho da empresa que haviam se tornado? Não, não fazíamos ideia. Com Yellow Submarine só fizemos a música e tivemos pouquíssimo envolvimento com a realização do filme. Quando fomos assisti-lo na estreia, ficamos tão surpresos quanto o resto da plateia. Achamos maravilhoso! Só cantei as faixas e toquei nelas.
Verdade que você não gosta do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band?
Não é verdade, não mesmo. Amo o Sgt. Pepper, mas gosto mais do Álbum Branco, porque nele estávamos nos comportando mais como uma banda de verdade. O Sgt. Pepper é um trabalho brilhante, mas houve muito tempo ocioso [durante a produção]. É isso que sempre digo. Mas nunca falo mal dele, há momentos e performances incríveis ali... Só foi demorado demais para mim.
Sua performance em “A Day in the Life” é um marco. Ontem mesmo eu estava ouvindo e…[interrompendo] Qual versão você ouviu? A comum ou a remasterizada?
A remasterizada em mono. Eu amo as versões remasterizadas porque agora dá para ouvir a bateria! Quando gravamos essas faixas, nos anos 60, a tecnologia só permitia que se colocasse certa quantidade de informação em cada música, então o baixo e a bateria eram “apertados” juntos. Com as novas versões, tudo foi destacado. Amo isso!
Segundo registros do estúdio Abbey Road, seus erros durante as gravações dos Beatles foram pouquíssimos. Quase nunca um registro era interrompido porque você havia errado na bateria. Eu só errei menos! [risos] Isso é compreensível. Veja bem, John e Paul estavam cantando, era mais fácil que eles errassem, entrassem na hora errada ou atingissem uma nota incorreta. Ou talvez apenas não se sentissem bem com a performance deles, aí simplesmente parávamos. É assim que se fazem discos. Fiz umas coisas com o Harry Nilsson e chegamos a fazer mais de 54 tentativas [de gravação] em uma só música. Com os Beatles, eram no máximo 12, normalmente. Eventualmente um ou dois takes. Tem a ver com o processo de gravação da época.
Hoje, o quão diferente é, para você, gravar um disco? Agora eu mesmo produzo, faço tudo em casa. Acabei de fazer um disco novo, mas vamos falar de Y Not [2010]: fiz a base rítmica toda sozinho, geralmente toco a bateria e gravo antes mesmo de ter composto algo. Aí chamei outros músicos e escrevemos as canções em cima disso. Foi uma forma interessante de se trabalhar, porque normalmente escreve-se a música inteira, aí você vai lá e a grava. Da forma nova, foi como se fosse ao contrário. E achei que funcionou muito bem.
As versões de “I Wanna Be Your Man” (escrita por Lennon e McCartney) dos Beatles e dos Rolling Stones foram lançadas com menos de um mês de diferença entre elas. Foi para competir? A versão deles era mais... O Mick Jagger estava numa onda de blues. Foi uma daquelas coisas... Nunca achei que o fato de eles terem lançado seria um impedimento. Existem vários casos de faixas que são gravadas por muita gente, não houve um plano meu do tipo: “Agora vamos fazer nossa versão!” Só rolou. Adoro “I Wanna Be Your Man”, ela soa muito engraçada hoje.
Algumas das suas canções mais recentes – “Peace Dream”, “Choose Love” – têm certa ligação com “Give Peace a Chance”, música de John Lennon que você canta nos shows. O que te levou de volta a esse tema? Essa é a minha mensagem, paz e amor. É algo que começou nos anos 60, era algo que os Beatles promoviam. E é o que eu faço. É simples assim. Então, quando encerramos um show com “With a Little Help from My Friends”, voltamos e tocamos uma miniversão de “Give Peace a Chance”, do John.

NUANCES DE UMA NOITE ESTRELADA

5 comentários:
Por Marco Miranda
É incrível como às vezes temos aquela atitude de São Tomé. Só mesmo vendo para crer. E foi assim que me senti na última sexta-feira. Já estava com o ingresso nas mãos, mas ainda assim não tinha tanta certeza que veria o show do Ringo. Depois de tantas decepções por não ter visto o Paul, a incredulidade me assolava. E assim esperei o dia passar.Depois de muito tempo fora de Brasília, voltei a morar na cidade e a trabalhar com o Edu. E naquela sexta-feira, dentro da agência, era visível a ansiedade do meu amigo, por mais que ele tentasse manter o ar sereno. Totalmente compreensível. Ele continuava trabalhando nas campanhas e entregava todos os serviços com a qualidade e rapidez de sempre. Mas eu sabia que todo o seu foco estava na noite. Por volta das 15 horas, ele simplesmente passou por mim e disse que iria ali. E saiu sem dizer mais nada. Pensei com os meus botões. Este não volta mais hoje. Me enganei. Em pouco tempo ele retorna e com um ar sério me chama até sua sala. Ele me entrega um embrulho e quando abro vejo a belíssima camisa exclusiva do Baú para o show do Ringo. Fiquei emocionado e muito feliz. A partir daquele instante passei a ter certeza de que eu iria ao show.O dia de trabalho acabou. E como estamos no horário de verão, o sol ainda brilhava na bela tarde. Caminhei sozinho pela rua e em cada parte do caminho eu ia me deixando envolver pelo clima do show. Ao atravessar a faixa de pedestres me veio a mais óbvia lembrança de quem ama os Beatles. Caminhei com se atravessasse Abbey Road. Mais na frente desviei de três bueiros abertos, pareceu-me um trecho do desenho Yellow Submarine. Daí pra frente, embarquei na onda e comecei a associar cada coisa do caminho com o universo Beatle. O vendedor de tangerina no semáforo me lembrou as árvores de Lucy. Uma discussão no trânsito evocou Give Peace a Chance. E assim segui pela minha sinuosa estrada descobrindo o mundo Beatle que nos cerca todos os dias.
À noite, já no local do show, me encontrei com o Edu e o Davi. Camisas e mais camisas à venda exaltavam os rapazes de Liverpool, mas a todos os vendedores eu mostrava orgulhoso que já tinha a minha. Lá dentro aguardamos a hora do show andando de um lado para o outro. Depois fui para o meu lugar. Logo em seguida os músicos entram e sem nenhuma firula começam a tocar os primeiros acordes. O Ringo entra e sua voz inunda o ambiente. A partir daí, já não vi mais o Edu. Quem aparecia agora era um garoto completamente encantado, transformado, se divertindo como nunca. Fiquei um pouco distante observando suas reações, até que ele se perdeu entre a multidão à beira do palco. Só voltei a vê-lo no final do show, radiante, encharcado de suor e já quase sem voz. Seus olhos brilhavam mais que a estrela do show. Ele estava mais garoto que o seu filho. Ao redor todos estavam muito felizes, não podia ser diferente, pois no palco, Ringo e sua banda foram a mais completa expressão de alegria. Foi uma noite e tanto. Finalmente eu vi um Beatlle de perto, e foi muito melhor do que eu imaginava.
Thanks Ringo. Thanks, Edu. Certas coisas na vida a gente só consegue mesmo com a pequena ajuda dos nossos amigos.

RINGO STARR EM BRASÍLIA: FENOMENAL, SENSACIONAL!!!

7 comentários:
Caros amigos: antes de mais nada, me desculpem pela falta de notícias e novas postagens ontem e hoje. Até agora ainda estou em estado de choque pelo que vi aqui em Brasília na sexta-feira. Eu vi Ringo Starr, nosso baterista narigudo e simpático deixar 3.000 pessoas em total estado de encantamento. Como eu disse, foi absolutamente indescritível! Só agora, domingo, já de noite é que estou conseguindo dizer alguma coisa. Tudo me dói: a cabeça, as costas, os braços e as pernas. Também estou sem voz. Acho que ela deve voltar só lá na quarta-feira. Coisas da idade. Afinal, tudo tem um preço. Acho que, depois de tudo o que vi e passei, finalmente posso me aposentar dessas coisas de shows de rock and roll. A coisa foi pesada. Muito pesada. Não só pelo desgaste físico, mas o emocional é que arrasou de verdade. Ora, não é para menos... não é todo dia que a gente vê um Beatle. Ainda mais, na nossa cidade.
No dia 18 de novembro (sexta) do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2011, Brasília amanheceu particularmente ainda mais bonita. Aquele não era e nem seria um dia qualquer. Acordei estranhamente tranqüilo, junto com o sol radiante e luminoso. À medida que as horas iam passando já não estava mais nem um pouco tranqüilo, ao contrário, voltei a ser o Edu de sempre, nervoso, agitado, ansioso e estressado. Por volta de umas 5 horas da tarde, voltei para o único lugar do mundo que é seguro para um cara como eu: minha casinha. Chegando lá, comecei a me preparar de verdade, fazendo meus rituais e arrumando os presentes que entregaria para o amigo que encontraria logo mais.No pacote, estavam duas camisetas, que mandei fazer especialmente para o evento (uma para meu amigo e outra para a mulher dele), três exemplares de “Os Barbudão” e três jogos de cartões postais do Baú do Edu com a recomendação que meu amigo entregasse um de cada para alguém chamado Paul McCartney. Finalmente vesti minha própria camiseta, exatamente igual a que daria para meu amigo. Já era 7 horas da noite. Estava atrasado. Chamei um táxi (não sei dirigir) e fui. Ainda tinha que passar na casa da minha mãe para pegar meu filho Davi, e finalmente irmos para o Cento de Convenções Ulysses Guimarães. Minhas irmãs Cacá e Ceci nos deram uma carona. Durante o trajeto, na chegada do Centro de Convenções, as duas, cativadas pelo meu entusiasmo, também compraram seus ingressos. Agora, só faltava o Marcão – Marco Miranda – meu eterno dupla de criação, meu compadre e amigo de tantos anos. Depois que ele chegou, todos prontos e devidamente uniformizados, entramos e fomos encontar nossos lugares. O do Davi era ao lado do meu, claro. Mas assim que a primeira luz apagou, pulei da cadeira e avisei ao Davi que nos encontraríamos mais tarde. Corri lá para a frente, bem na beira do palco, de frente onde ficaria a estrela do espetáculo.
Quando Mr. Ringo Starr subiu ao palco, meu mundo se acabou. E eu me acabei! Tirei do bolso um pequeno apito (mas potentíssimo) que havia comprado numa dessas lojas de 1,99 e a casa veio abaixo. Quando Ringo me viu, trajando a espetacular camiseta exclusiva do Baú do Edu, sorriu e fez sinal com as duas mãos de “positivo”. Só aquilo já me valeu a noite. Parecia que éramos amigos de longa data que há tempos não se viam. E éramos mesmo! Quem estava do meu lado, morreu de inveja! A partir dali, foi uma festa só!
Um dos seguranças percebeu que eu carregava um pacote e que minha intenção era pular a grade e entregar para Ringo. Ele me preveniu que se fizesse aquilo, poderia ser preso! Perguntei-lhe se ele pessoalmente entregaria para o homem, e ele disse que não. Eu respondi: “então eu vou jogar!” Preocupado e vendo que eu não estava brincando, chamou um dos “roadies” devidamente credenciado que me prometeu que entregaria meus presentes. E assim, mais tranqüilo, pude ficar diretamente com o que tinha ido ali para ver e curtir o show. Apenas uma jovenzinha de uns 15 anos ainda perturbava “meu” show. Pensei em dar um “chega pra lá” mas não precisou. O mesmo segurança fez que ela voltasse para seu lugar.
Não vou mentir. Sei que a superbanda que Ringo escolheu especialmente para a turnê, era espetacular. Mas achei chato demais o espaço dado a eles, e às vezes, vendo Ringo com mero coadjuvante. Edgar Winter é um virtuose, Rick Gerringer e Gary Wright (amigão de Harrison) também! Mas não estava ali para vê-los. Me sentia aliviado cada vez que eles terminavam seus números e quando Ringo voltava, tome-lhe o apito! E assim foi até o fim! Para terminar: sim! Foi FANTÁSTICO! INESQUECÍVEL! SENSACIONAL! INACREDITÁVEL! INDESCRITÍVEL! Quando saímos, o céu estava absurdamente azul e estrelado. Mas a única estrela que queria ver, eu já tinha visto! Obrigadão demais Ringo! Nunca vou esquecer!!!

domingo, 20 de novembro de 2011

QUEM NÃO VOTOU AINDA, VOTE AGORA!

Um comentário:
Caros amigos, amanhã ou depois encerra-se a votação do Prêmio Top Blog 2011. Gostaria de pedir a todos que votassem no nosso blog preferido, apesar de achar que não temos mais chances pela inatividade dos últimos dias. Mesmo assim, se alguém não votou, a hora é agora. Basta clicar no selo do Top Blog. Aparecerá uma nova janela e você clica em "votar". Vamos deixar nossos Beatles no lugar que sempre foi deles: o primeiro! Obrigadão de coração a todos que já votaram e aos que ainda podem votar. Valeu!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

É HOJE: FINALMENTE RINGO STARR EM BRASÍLIA!!!

4 comentários:
Good day sunshine! Good day sunshine! Good day sunshine!
Hoje, depois de tantos dias chuvosos e feios, Brasília amanhece sem uma nuvem sequer. Céu de brigadeiro. Hoje, depois de tantos anos, terei novamente o privilégio de ver um dos meus quatro heróis em carne e osso. Muito obrigado a todos os senhores do universo por estar tendo esta oportunidade. Estou feliz e ancioso por Ringo Starr na minha cidade. Como disse em outra postagem, aqui ele ver ver coisas que nunca viu em nenhum outro lugar do planeta. É isso aí, Ringo! Espero que aproveite bem sua estada em Brasília e faça um show absolutamente espetacular para ninguém jamais esquecer!

AS MELHORES POSTAGENS DE RINGO NO BAÚ EM 2011

3 comentários:
RINGO STARR - CAVEMAN - A INVENÇÃO DA MÚSICA - ÓTIMO! http://obaudoedu.blogspot.com/2011/07/ringo-starr-caveman-invencao-da-musica.html
RINGO STARR - GOODNIGHT VIENNA

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FOTO DO DIA - RINGO STARR

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RINGO STARR - BLAST FROM YOUR PAST - 1976

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A ANGÚSTIA PELA ESPERA DE RINGO STARR

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Dizem que o melhor da festa é esperar por ela. Isso, definitivamente, não é o meu caso! Desde quando soube que Ringo Starr havia incluído o Brasil - e melhor: Brasília - em sua tour 2011, fui um dos primeiros a mais me empolgar. Então, comecei a viajar: “Vou fazer panfletos, camisetas, bottons, posters e cards e uma carta espetacular para homenagear a vinda de Ringo em minha cidade e ainda pegando uma carona pra o Baú do Edu. Tsc, tsc! Isso foi no começo de maio. De lá pra cá, tudo mudou muito. Um monte de gente que eu gostava morreu, e nosso blog preferido passou e ainda passa, por problemas que nunca havia imaginado. Tudo isso, me desarmou. E comecei a perder o tesão. Desde então, comecei a ficar paranóico e a achar que havia feito uma grande bobagem em comprar ingressos tão caros. Devia ter escolhido ficar na parte dos ingressos baratos. Onde está a galera e não onde só estarão velhos que acham que vão ver uma ópera. Navegando pelo portal BEATLES BRASIL (thebeatles.com.br) que cobre toda a visita do baterista dos Beatles de forma brilhante - vi uma matéria sobre o 2º show de São Paulo (13/11), que me deixou assustado, assombrado e com uma terrível sensação de que “já vi esse filme” - sobre o show que vou ver aqui em Brasília - amanhã - 18 de novembro, sexta-feira. Acho que todos deveriam ler: http://www.thebeatles.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=3686:ringo-em-sao-paulo-dia-13-o-primeiro-ponto-negativo&catid=25:beatles&Itemid=62
Tenho medo de que aqui, em Brasília, possa ser muito pior. De verdade. Apesar de tudo já se mostrar contra, vamos seguindo em frente, pois a adrenalina já está à flor-da-pele para ver o nosso RINGO! Estarei lá para conferir, com meus quase 50 anos e todo o meu amor pelas coisas Beatles – calmo, quieto, comportado, seguro e confiante. Vivendo outra vez mais um sonho: VER uma apresentação de um ex-Beatle - e ainda mais: aqui na minha cidade! Não é todo dia que acontece. Thanks, Lord. Me perdoe Senhor, se não me manter o tempo todo calmo, quieto, comportado, seguro e confiante. Querido Ringo: espero que arrebente aqui na capital dessa banheirona! E que fique tão encantado que queira voltar. Aqui, tem muita coisa e muita gente boa que gosta de você de verdade. Welcome Ringo! O BAÚ DO EDU!!! BADFINGER BOOGIE!

RINGO STARR QUASE EM BRASÍLIA

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Matéria publicada no Correio Braziliense - 16 de novembro de 2011
Na batida de Ringo Starr
Ex-beatle Ringo Starr chega sexta-feira para apresentação única na cidade
LUIZ PRISCO
Ringo Starr não é exatamente o ex-beatle mais adorado pelos fãs. Mesmo assim, a expectativa para o show que fará em Brasília na próxima sexta-feira é a melhor possível. Acompanhado da All Star Band, o músico promete um show animado, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo monumental), à partir das 22h. Os beatlemaníacos da cidade já estão a postos para recebê-lo.
O show com duas horas de duração faz parte de sua primeira turnê pela América do Sul e tem 21 músicas, sendo três delas hits imortalizados pelo quarteto de Liverpool: Yellow submarine, Boys e With a little help from my friends. O setlist também é composto por trabalhos de seus sete companheiros de palco: Wally Palmar, Rick Derringer (guitarras); Richard Page (baixo); Edgar Winter, Garry Wright (teclados); Mark Rivera (saxofone); e Gregg Bissonette (bateria).
Os músicos prometem uma apresentação animada, na qual o público poderá curtir também clássicos como Broken wings e Talking in your sleep. Ringo Starr, mesmo aos 71 anos, ainda é capaz de arrastar uma legião de fãs. Somente na Cidade do México, onde começou a turnê no último dia 1º, 10 mil pessoas foram ao Auditório Nacional curtir e cantar o bom e velho rock ‘n’roll britânico.
Carreira
Um dos fanáticos que já garantiu ingresso, há cerca de um mês e meio, é o baterista Igor Karashima, 32 anos, que faz parte da banda cover Let it Beatles. O músico confessa que não acompanha muito a carreira solo de Ringo, mas admite que jamais perderia o show desse porte. “Guardada as devidas proporções, será a mesma euforia de estar em uma apresentação do Paul McCartney. Ringo é um beatle, ele fez parte de um fenômeno musical que nunca mais vai se repetir. Vai ser uma emoção e uma comoção muito grande”, confessa.
Para o fã, os shows brasileiros estão fazendo sucesso mais por conta de tudo que o baterista representa. “Quero presenciar o carisma do Ringo. A gente sabe que ele compôs pouco e que não fazia parte da força motriz do grupo (Paul McCartney e John Lennon). Mas quero ver como ele se porta diante do público”, justifica. Depois da capital federal, Ringo parte rumo ao Recife, onde tocará no dia 20.
Show de Ringo Starr
Acompanhado da All Starr Band, sexta-feira, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental), às 22h. Ingressos: R$ 450 (VIP gold); R$ 350 (VIP gold lateral); R$ 300 (VIP A); R$ 250 (VIP B); R$ 150 (VIP superior); R$ 400 (VIP A extra); e R$ 500 (VIP gold extra). Valores de meia-entrada e sujeitos a alteração. Assinantes do Correio têm 50% de desconto no ingresso inteiro (cupom Sempre Você). Não recomendado para menores de 12 anos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

McCARTNEY ALTENATIVE ATUALIZADO

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A coluna  McCARTNEY ALTENATIVE está atualizada. Desta vez, com o raríssimo e excelente piratão duplo "THE LOST McARTNEY ALBUM". Não deixe de conferir. Imperdível! O link é: http://alternativemccartney.blogspot.com/

FREE AS A BIRD - A ORIGEM

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Quem quiser conferir um belíssimo trecho do livro livro "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin, o link é:
Espero que gostem. Abração!

THE BEATLES - DIZZY MISS LIZZY - ABSOLUTAMENTE INCRÍVEL!!!

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

THE BEATLES - I'M A LOSER - SENSACIONAL

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Em 1964, dois fatos tiveram efeito profundo nas composições de John. O primeiro deles foi ouvir a música de Bob Dylan em Paris, quando Paul ganhou o LP The Freewheelin'Bob Dylan de um DJ de uma rádio local. Paul já tinha ouvido a música de Bob Dylan antes, mas John ainda não a conhecia. Depois de ouvir Freewheelin', segundo álbum de Dylan, eles compraram Bob Dylan, seu álbum de estreia, e, de acordo com John, "não conseguíamos parar de ouvi-lo por três semanas. Todos nós fica­mos loucos por Dylan". O segundo fato que teve grande impacto para John foi conhecer o jornalista Kenneth Allsop, que escrevia para o jornal Daily Mail e era entrevistador do noticiário Tonight, da BBC Television. John o conheceu em 23 de março, depois o encontrou de novo em um evento literário da livraria Foyles, no Dorchester Hotel. Nesse mesmo dia, foi entre­vistado no Tonight sobre seu livro, In His Own Write. Allsop, um homem bonito e durão deYorkshire, tinha 44 anos na época e era um dos rostos mais conhecidos da televisão britânica. Jornalista desde 1938, ele havia também servido, durante a guerra, na Royal Air Force. Na primeira conversa de John com o jornalista, no estúdio Lime Grove da BBC, Allsop foi enfático ao recomendar ao Beatle que não escondesse seus sentimentos por trás das convenções da música pop. A leitura de "In His Own Write" levara Allsop a acreditar que John tinha muito mais a oferecer. Anos depois, John disse ao seu confidente Elliot Mintz que esse encontro havia sido um momento decisivo para o modo dele de compor. "Ele me contou que estava particularmente ansioso naquele dia e, por causa disso, ficou muito falante e envolvido na conversa com Allsop", diz Mintz. "Allsop disse a ele que não morria de amores pelas canções dos Beatles porque todas tendiam a ser 'ela o ama', 'ele a ama', eles a amam' e 'eu a amo'. Ele sugeriu que John tentasse escrever algo mais autobiográfico, em vez de usar os velhos temas superficiais. Isso res­soou dentro dele." Apesar de ter sido gravada cinco meses depois, "I'm A Loser" pode ser considerada o primeiro fruto desse encontro com Allsop. Seria equivocado dizer que foi uma mudança completa de direção, porque desde o começo John tinha escrito músicas em que se revelava solitá­rio, triste e abandonado, mas em 'Im a Loser" ele se expôs mais. Vista de forma superficial, ela é mais uma canção sobre perder uma namorada. Mas alguns versos, como a passagem na qual ele diz que sob a máscara ele está "wearing a frown", 58 sugerem que ele se con­sidera um fracasso em mais de uma maneira. Não é apenas um fra­casso no amor, é também um fracasso na vida. "I'm A Loser" pode ser vista hoje como um estágio inicial da tortuo­sa jornada de John rumo à franca autorrevelação. Na época, ele logo revelou o efeito que Bob Dylan teve em "I'm a Loser". "Qualquer um que seja um dos melhores em sua área - como Dylan é - acaba influenciando os demais", ele afirmou na ocasião. "Eu não me sur­preenderia se nós o tivermos influenciado de alguma forma. Kenneth Allsop foi encontrado morto em sua casa, em maio de 1973-A causa da morte foi uma overdose de analgésicos. Huid Travellin", o relato de Allsop sobre a vida dos hobos, andarilhos aventureiros, foi publicado pela primeira vez em 1967, tornou-se um clássico e ainda é reimpresso. "I'm A Loser" foi gravada em agosto de 1964. John deu alguns sinais de como estava sendo sincero na letra. Um deles foi um comentário que fez a Ray Coleman, da Melody Maker, dois meses depois, quando estavam nos bastidores de um show. Enquanto era maquiado para subir ao palco ele disse: "Eu gostaria que me pintassem um sorriso também. Acha que vou conseguir sorrir hoje à noite? Às vezes eu me pergunto como é que nós conseguimos seguir adiante".
Fonte: "The Beatles - a história por trás de todas as canções - Steve Turner 

"MURRAY THE K" - O QUINTO BEATLE

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Logo na chegada a Nova York, os Beatles deram um show – mas sem seus instrumentos. Na entrevista coletiva no aeroporto, esbanjaram bom humor e ironia e dobraram os repórteres com sua postura despretensiosa.
Fotógrafos a postos. Fãs histéricos. Jornalistas à beira de um ataque de nervos. Seguranças perdidos diante de uma multidão ensandecida. Assim foi a primeira entrevista dos Beatles em solo americano, em 7 de fevereiro de 1964. A banda já era número 1 na América e a coletiva de imprensa, realizada numa sala do Aeroporto John Fitzgerald Kennedy, em Nova York, pode ser considerada um marco. Na chegada, John, Paul, George e Ringo foram ciceroneados pelo disc jockey Murray the K. O DJ estreitou laços com o grupo na Europa, alguns meses antes, quando empresariou bandas que dividiam o palco com os próprios Beatles. Numa mistura de ingenuidade, bom humor e franqueza, os quatro garotos de Liverpool driblaram as mais diversas questões com a sempre afiada ironia inglesa. O repórter pergunta: “O que vocês acham de Beethoven?” Ringo responde: “Muito bom. Especialmente seus poemas”... E dessa forma segue-se toda a entrevista que todos podem conferir no link:
Murray Kaufman nasceu em 14 fevereiro de 1922. Conhecido profissionalmente como “Murray the K”, foi um influente empresário e DJ dos anos 1950, 1960 e 1970. Durante os primeiros dias da beatlemania, ele freqüentemente refería-se a si mesmo como o “Quinto Beatle. Murray Kaufman veio de uma família do show business: sua mãe, Jean, tocou piano, no vaudeville e escreveu a música e sua tia era uma atriz no palco e no cinema. Ele era um ator da criança - um extra - em vários anos 1930 Hollywood filmes. Ele participou de um militar escola , e mais tarde foi introduzido no Exército dos Estados Unidos , onde ele arranjou entretenimento para as tropas. Depois da guerra, que reuniu shows no Catskills " Borscht ", também fazendo warm-ups para os artistas manchete. A grande chance para Murray veio em 1958, depois que foi para a rádio WINS-AM para fazer um show todas as noites, que ele intitulou "The Swingin 'Soiree."
Durante toda a 1ª estadia dos Beatles nos Estados Unidos, coube ao DJ Murray The “K” guiá-los pelas boates da moda de Nova Iorque e de Miami. Eles conheceram a Peppermint Lounge, a de Nova Iorque e a de Miami, e também, o Playboy Club, de Nova Iorque. Indagado por um repórter em Washington sobre “que diabos Murray "The K", está fazendo aqui?”, George Harrison respondeu: “Murrray é o quinto beatle”. O DJ começou a usar o título de “quinto beatle” em suas intervenções na Rádio 1010 WINS, o que irritou Brian Epstein à primeira vista, mas, posteriormente, ele entendeu que isso ajudaria ainda mais a promover os Beatles. Nos dois shows que os Beatles realizaram no Carnegie Hall, em Nova Iorque, no dia 12 de fevereiro, Murray "The K", fez as honras da casa antes do show do quarteto. Em 21 de fevereiro de 1982, Murray "The K", um dos mais influentes disc-jóqueis de Nova Iorque entre o final da década de 50 e meados de 60, o "quinto Beatle", morreu de câncer aos 60 anos de idade. Algumas curiosidades: Murray "The K", apareceu interpretando ele mesmo no filme “I Wanna Hold Your Hand”. Também apareceu no filme “That's the Way of the World” de 1975.

JOHN MELLENCAMP - PAPER IN FIRE - ÓTIMO!

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John Cougar Mellencamp ou, simplesmente, John Cougar ou ainda John Mellencamp (7 de outubro de 1951) é um cantor, compositor e guitarrista norte-americano. Já vendeu mais de 40 milhões de discos em sua extensa carreira, iniciada nos anos 1970. Teve 22 músicas no Top 40 Americano e foi indicado para 13 Grammy Awards, ganhando um pelo trabalho em "American Fool". Fazendo um estilo que mescla rock, folk e country de raiz americano, o artista destaca-se por suas letras engajadas e de cunho social, sendo por muitas vezes comparado com os trabalhos de Bruce Springsteen. Mellencamp entrou para o Rock and Roll Hall of Fame em março de 2008. Ele também é conhecido como um dos fundadores do Farm Aid, uma organização que começou em 1985 para levantar fundos para fazendeiros e suas famílias que perderam suas terras. Entre seu discos mais conhecidos estão: "American Fool" (1982), "Scarecrow" (1985), "Life, Death, Love and Freedom" (2008) e o recente "No Better Than This" (2010). Abaixo, a gente relembra o excelente vídeo clipe de "Paper In Fire"de 1987. Quem gostar e quiser fazer o download do álbum "The Lonesome Jubilee", o link é:

domingo, 13 de novembro de 2011

RINGO STARR ENCANTA SÃO PAULO

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Nem a chuva que caiu poucas horas antes do show afugentou os Beatlemaníacos da capital paulista. Na segunda apresentação de Ringo Starr em São Paulo, o público compareceu em bom número ao Credicard Hall. Diferentemente da noite anterior, todos os setores da casa foram ocupados por cadeiras, fato que contribuiu bastante para a melhor visão do palco. Com 15 minutos de atraso, a All Starr Band e, por último, Ringo entraram em cena com "It Don’t Come Easy", música lançada em single em 1971, seguida por "Honey Don't", composta por Carl Perkins e gravada no álbum 'Beatle For Sale'. Carismático e abusando dos sinais de "paz e amor", o ex-Beatle teve o público na mão enquanto assumia o posto de vocalista. Durante a terceira canção da noite, "Choose Love", mais uma de sua carreira solo, Ringo assumiu o instrumento que o consagrou, a bateria. A mesma formação que o acompanha há dois anos é composta por Rick Derringer (guitarra), Wally Palmar (guitarra), Richard Page (baixo), Gregg Bissonette (bateria), Gary Wright (teclado) e Edgar Winter (teclado/sax) - este último sendo o mais famoso por ser um multi-instrumentista renomado e pelo fato de ser irmão de um dos maiores cantores e guitarristas de blues do mundo, Johnny Winter. A competência dos músicos aliada ao alto astral proporcionado foi contagiante, o que levou os fãs em diversos momentos a levantarem das cadeiras. Além do entrosamento com a banda, Ringo Starr não se preocupou em ser o centro das atenções durante todo o tempo. Em vários momentos, ele abriu espaço para os companheiros apresentarem suas próprias composições. Rick Derringer mostrou que, além de ser um exímio guitarrista, também é ótimo nos vocais - tocou "Hand On Sloopy", de sua ex-banda The McCOYS, e "Rock N' Roll, Hoochie Koo". Já Wally Palmar se encarregou de cantar "Talking In Your Sleep" e "What I Like About You". Richard Page não ficou de fora e também surpreendeu com "Broken Wings", grande sucesso da banda Mr. MISTER nos anos 80. Quanto aos tecladistas Edgard Winter e Gary Wright, ambos foram um show a parte, principalmente na instrumental "Frankeinstein" e em "Love Is Alive". De volta ao grande astro da noite, Ringo Starr teve como pontos altos do show "Yellow Submarine" e "With A Little Help From My Friends", dois clássicos dos tempos de BEATLES. Ainda no clima de paz e amor, a canção encarregada de encerrar a ótima apresentação foi "Give Peace A Chance", cantada em uníssono pelos músicos e que serviu como deixa para o ex-Beatle sair do palco e ser ovacionado após quase duas horas de uma noite inesquecível.

sábado, 12 de novembro de 2011

LET IT BE SERÁ RELANÇADO EM 2013

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Michael Lindsay-Hogg, diretor do filme "Let it be", que mostra os bastidores da gravação do disco homônimo e traz a última apresentação ao vivo dos Beatles, revelou em entrevista ao site da revista "Examiner" que o DVD com o filme deve ser lançado em 2013. Hogg, que também dirigiu os especiais "The Rolling Stones Rock And Roll Circus" e "Simon and Garfunkel: The Concert in Central Park", contou que a possibilidade de relançamento tomou corpo depois de um encontro casual com Paul McCartney, há cerca de uma década. "Nos encontramos num avião. Isso foi pouco antes da morte de George. Ele já estava muito doente (Harrison não resistiu a um câncer e faleceu em 2001). Por razões pessoais, George não atravessava tempos muito felizes durante as filmagens de 'Let it be'. Ele estava prestes a deixar a banda, seguir seu próprio caminho e coisas do tipo. E sabíamos que não haveria relançamento enquanto ele estivesse vivo. Mas temos trabalhado nisso nos útimos anos. E o plano, no momento, é lançá-lo em 2013”. O diretor adiantou ainda como espera que o longa, exibido originalmente nos cinemas em 1970, seja reeditado. "Será um DVD duplo. O primeiro vai trazer o filme original. O segundo terá um documentário com um making of. Quando lançamos 'Let it be', tive que cortar um monte de coisas. Este disco extra terá muitas dessas imagens". Em 2012, deverá ser disponibilizada uma versão remasterizada e expandida de Magical Mystery Tour.

MAIS UMA BIOGRAFIA DE PAUL McCARTNEY

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O jornalista britânico Howard Sounes é o primeiro a admitir que a ideia de escrever uma biografia sobre Paul McCartney não é das mais originais. Afinal, o ex-Beatle já ganhou uma dezena delas.
“Para um biógrafo, não existe nada melhor do que uma vida boa, longa e movimentada como a de Sir Paul McCartney. Mas, como essa história já foi contada e recontada várias vezes, tive que dar um certo frescor a ela, com novas entrevistas e histórias inéditas”, afirma Sounes, que já lançou biografias sobre Charles Bukowski e Bob Dylan.
A primeira providência tomada por Sounes foi dividir “FAB - A Intimidade de Paul McCartney”, da Editora BestSeller (700 páginas, R$ 69,90), em duas partes: na primeira, ele se debruça sobre a vida e obra do músico dentro dos Beatles, incluindo as divergências criativas com John Lennon, e, na segunda, fora deles.
“A vida do Paul fora dos Beatles é tão emocionante quanto dentro dos Fab Four. Mas, por um motivo que eu desconheço, nunca mereceu a devida atenção”, observa.
Decidido a corrigir essa distorção, Sounes passou os últimos dois anos, entrevistando cerca de 200 pessoas. Ao contrário das demais biografias sobre o ex- Beatle, a de Howard Sounes dedica um capítulo inteirinho ao tumultuado casamento (e divórcio) com a ex-modelo e ativista social Heather Mills.
“Não sou um fã bitolado dos Beatles. Se gosto de algo, eu digo. Se não gosto, não jogo a sujeira para debaixo do tapete”, promete. Vamos conferir.