No dia 27 de agosto de 1965, depois de muitos telefonemas entre Brian Epstein e o Coronel Tom Parker, foi arranjado o encontro de Elvis com os Beatles. A visita dos Beatles ao rei do rock aconteceu em sua casa, em Bel Air. Não existem muitas evidências, até hoje, de qualquer produto áudio/visual relevante. A única imagem alusiva ao encontro de Elvis com os Beatles é uma foto em que John Lennon aparece saindo da casa de Elvis. Anos mais tarde apareceu uma outra onde Elvis aparece segurando um baixo e John sua rickenbaker. No documentário The Beatles Anthology, de 1996, os ex-beatles Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr,dizem que jamais tocaram com Elvis, e que somente John o fizera. No mesmo documentário, Ringo, para os biógrafos confiáveis, a grande estrela da noite em simpatia e camaradagem geral, disse ter jogado futebol com Elvis.
Esse ano, para lembrar o famoso encontro entre as maiores estrelas da
música pop de todos os tempos, a gente confere um trecho do excelente livro “The
Beatles – A Biografia” de Bob Spitz.
"Coisas estranhas abundavam em Los Angeles. Primeiro, a polícia se recusou a cooperar com os Beades, dizendo que "não poderia se responsabilizar pela segurança deles". Depois, Phil Spector os convidou a ir à sua mansão e fez uma apresentação de drogas e armas. Ambas as circunstâncias proporcionaram alguns momentos incômodos para os rapazes, mas nada que pudesse competir com a visita a Elvis.
Havia mais de um ano que Brian e o Coronel Parker estavam tentando agendar um encontro entre seus megaastros, tendo apenas os egos — gigantescos egos — deles como empecilho. "Ávido para proteger o prestígio de seus artistas", nenhum dos empresários queria piscar primeiro quanto à decisão de quem aceitaria o convite do outro. Afinal, os Beatles cederam, concordando em fazer uma visita ao rei.Elvis tinha acabado de voltar de Honolulu, onde havia filmado Feitiço havaiano (Blue Hawaii), e estava encafuado com a máfia de Memphis numa casa alugada em Bel-Air. Quando os Beatles chegaram, um pouco depois das 10 horas da noite, em 27 de agosto, eles estavam "rindo [...] histéricos", parte pelo nervosismo, do qual todos sofriam, parte pelos baseados que tinham compartilhado no carro. A casa era muito, muito grande e extravagante — "como uma boate", pensou John. Lá dentro, Elvis estava acomodado soberanamente em um enorme sofá em formato de ferradura — o rei, maior que o mundo, com uma blusa vermelha por baixo de uma jaqueta preta justa e calças pretas. Com um braço, ele enlaçava sua rainha, Priscilla Beaulieu, e em volta estavam seus fiéis escudeiros: Joe Esposito, Marty Lacker, Billy Smith, Jerry Schilling, Alan Fortas e Sonny West.
Talvez mais do que todos, John ficou abalado pela visão de seu ídolo de infância. Antes que ele comprasse um violão, antes do skiffle, antes de Paul, George e Stu, antes de sua própria odisseia pop, John tinha escutado "Heartbreak Hotel" e descobrira que "aquilo era o máximo para mim". Agora, John recorria a brincadeiras, encenações, e a falar sem parar como se fosse o inspetor Closeau.
"Ah, entom esse é você!", ele brincou, tentando fazer um sotaque e olhando distraidamente para o anfitrião por sobre os óculos.
Os outros Beates estavam atônitos, olhando em volta para o cenário ao estilo de Las Vegas, com mesas de bilhar e carteado, além de roletas que entulhavam o lugar. Uma.jukebox bem-abastecida ronronava num canto. A sala era banhada por uma luz vermelha e azul, o que criava a aparência de uma boate barata. Ninguém sabia o que fazer ou dizer. Após um breve e embaraçoso silêncio, Elvis os chamou para se sentar ao lado dele, mas se cansou dos olhares vazios dos Beatles — "Era a adoração de um herói de alto nível", admitiu Paul - e começou a zapear nervosamente pelos canais do aparelho de televisão, que tinha o tamanho de uma parede. "Se vocês vão ficar aí parados só olhando pra mim, eu vou pra cama", bufou Elvis, jogando o controle remoto na mesa de café. Virando-se para a namorada, ele disse: "Por hoje é só, certo, Cilla? Não queria que isto aqui acabasse como um bando de súditos visitando o rei. Achei que íamos relaxar, conversar sobre música e tocar um pouco".
"Isso seria ótimo", disse Paul, sugerindo que tentassem tocar uma música da "outra Cilla" — Cilla Black —, e nesse momento surgiram guitarras e um piano branco, além de bebidas. "Nós plugamos os instrumentos, tocamos e cantamos... "You’re My World'", lembra-se John. Soltando-se aos poucos, eles emendaram alguns dos sucessos de Presley - "That's All Right (Mama)" e "Blue Suede Shoes", com Elvis levando a melodia e Paul improvisando ao piano -, e encerraram com "I Feel Fine".
A essa altura, John havia passado para um tom mais espinhento. "Ê assim que isso deverria ser", ele arremedou não se sabe quem, "uma pequena rreuniom caseirra com al¬guns amigos e um poco de musique." Chris Hutchins, que relembrou a visita em sua crônica de 1994, Elvis Meets The Beatles, escreveu que além do falso sotaque francês, John cutucou Elvis grosseiramente — e nada menos que na frente de seus amigos —, mencionando sua falta de pegada, os compactos melosos que lançara depois de servir o exército, e sua série de filmes-pipoca. "Pode ser que eu grave algumas coisas e derrube vocês", disse Elvis, dando de ombros, sentindo-se pressionado a responder. Ninguém conseguia dissipar as "sutilezas incómodas [...] e a alegria superficial" que pontuaram a noite até um pouco depois das 2 da madrugada, quando os Beades finalmente partiram.
"Agrradeço pela música", disse John, indo embora, e então gritou: "Longa vida ao Rei!" No dia seguinte, a multidão de jornalistas famintos que cobria a turnê atacou o assunto do encontro histórico, que foi exposto à imprensa — e organizado, em grande parte, para agradar aos dois empresários — por Tony Barrow. Os jornalistas foram abas-tecidos com volumes generosos de citações de cada um dos Beates, que tropeçaram uns nos outros na pressa de cumprimentar o ídolo. Apenas em particular, John viria a admitir como realmente se sentiu. "Foi um monte de baboseira", ele concluiu. "Foi como visitar Englebert Humperdinck."
Não percam, amanhã, a sensacional postagem "O ENCONTRO DE BOB DYLAN COM OS
BEATLES", exclusiva do Baú do Edu. Abração!
Carnival of Light - Carnaval da Luz - é uma música experimental nunca lançada pelos Beatles. Creditada como de Lennon & McCartney, foi gravada em 5 de Janeiro de 1967, depois da sessão de overdubbing vocal para 'Penny Lane'. A faixa foi criada para o The Million Volt Light and Sound Rave, um evento feito no Roundhouse Theatre em 28 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 1967. Algumas pessoas afirmam que a música tinha por volta de treze minutos, e Paul McCartney disse que tinha por volta de quinze. Em The Complete Beatles Chronicle está listada com duração de 13 minutos e 48 segundos.
O gênese da música veio em Dezembro de 1966 com o designer David Vaughan (parte do trio de designeres Binder, Edwards & Vaughan), que tinha recentemente pintado um piano de Paul McCartney com desenhos psicodélicos. Por volta do mesmo período em que ele entregou o piano no endereço de McCartney, Cavendish Avenue, perguntou se Paul poderia contribuir com uma peça musical para a estréia de The Million Volt Light and Sound Rave. Para sua surpresa, McCartney concordou em fazer uma contribuição.
The Million Volt Light and Sound Rave (às vezes citado como The Carnival of Light Rave) era um festival de arte organizado por Binder, Edwards & Vaughan para a exposição de música eletrônica e apresentações de luzes. Foi feito na Chalk Farm Road Roundhouse Theatre e caracterizava-se não só por um projeto onde se tocava 'Carnival of Light', mas também performances por Unit Delta Plus, cujos membros incluíam pioneiros da música eletrônica Delia Derbyshire, Brian Hodgson da BBC Radiophonic Workshop, e o artista eletrônico Peter Zinovieff.
O expert em Beatles Mark Lewisohn, que ouviu a música em 1987 quando fazia seu livro The Complete Beatles Recording Sessions, diz que a música incluía "bateria hipnótica, distorcida, sons de órgão, uma guitarra solo distorcida, o som de um órgão de igreja, vários efeitos (gargarejo com água seria um) e, talvez o mais intimidante de todos, John Lennon e Paul McCartney berrando como dementes e gritando frases aleatórias como 'Are you alright?' (Você está bem?) e 'Barcelona!' ". Barry Miles, o biógrafo oficial de McCartney, escreveu em “Paul McCartney: Many Years from Now” que a canção "não tinha ritmo, apesar de uma batida se estabelecer por alguns compassos pela percussão ou pelo piano que fazia a batida rítmica. Não há melodia, apesar de fragmentos de uma melodia ameaçarem a aparecer."
Eu disse aos outros: 'tudo que eu quero que vocês façam é apenas percorrer todos os instrumentos, bater, gritar, tocar, não precisa ter sentido nenhum. Toquem um tambor, depois façam algo no piano, toquem algumas notas e vagueiem por aí”. Contou, Paul. A trilha básica de um órgão tocando notas de baixo e de uma bateria foram gravados em velocidade lenta, dando-os um som mais profundo. Há também uma grande quantidade de reverbs (reverberação) nos instrumentos e nos vocais de John e Paul (as duas únicas vozes na música); John e Paul também gravaram gritos de guerra de Nativos Americanos, assobios, suspiros, tosses verdadeiras e fragmentos de conversas de estúdio. Outros overdubs da música incluem rajadas do retorno da guitarra, um órgão sentimental daqueles de cinema, pedaços de ruídos de piano e um retorno eletrônico com Lennon gritando 'Electricity!' (Eletricidade!). A faixa é concluída com Paul pedindo ao engenheiro de som em uma voz ecoada "Can we hear it back now?" (Podemos ouví-la agora?). Além disso, segundo Miles, musicalmente, a faixa "lembra 'The Return of the Son of Monster Magnet' do álbum Freak Out! de Frank Zappa, exceto que não há ritmo e a música… é mais fragmentada, abstrata e séria."
Dudley Edwards (um dos organizadores do The Million Volt Light and Sound Rave e amigo de McCartney) disse que uma tomada de 'Fixing a Hole' (do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band) com um piano aparece durante a canção. É improvável que esta tomada tenha sido ouvida, já que a gravação de 'Fixing a Hole' só começou cinco dias depois da última apresentação de The Million Volt Light and Sound Rave, mas não é impossível que McCartney tenha tocado alguns compassos da música nesta faixa.
Apesar do livro de Lewisohn dizer que uma mixagem em mono foi dada para Vaughan, Miles alega que a mixagem "foi feita com completa separação estereofônica, e é um exercício em camadas e texturas musicais". Ou uma segunda mixagem foi feita depois do evento ou na verdade foi dado a Vaughan uma mixagem estéreo que não tinha relação às gravações de Abbey Road. Edwards disse que a fita foi levada à América por Ray Anderson (que foi trazido dos E.U.A. para auxiliar com o show de luzes do evento). As fitas da sessão de Carnival of Light continuam nos Estúdios Abbey Road.
Geoff Emerick, engenheiro de som dos Beatles, disse certa vez: "Quando eles terminaram, George Martin disse para mim “Isto é ridículo, temos que fazer algo um pouco mais construtivo". "Carnival of Light" ainda não apareceu em nenhum lançamento oficial dos Beatles, apenas em bootlegs. Em 1996, McCartney tentou lançar a faixa no álbum Anthology 2, mas George Harrison a rejeitou. De acordo com McCartney, a razão para tal foi de que "ele não gostava de música de vanguarda (avant-garde)". Apesar disso, George Harrison criou músicas vanguardistas como compositor-solo (em 1969 ele lançou um álbum experimental chamado Electronic Sound usando o então novo Sintetizador Moog) e em vários trabalhos com os Beatles. Em Agosto de 1996, Paul disse que estava trabalhando num filme de foto-colagem dos Beatles, similar ao filme feito sobre o Grateful Dead em 1995 chamado Grateful Dead - A Photo Film. Ele estava planejando usar 'Carnival of Light' na trilha sonora, mas o projeto ainda não foi visto e ele não comenta sobre o assunto desde 2002.
Em Novembro de 2008, Paul confirmou que ainda possui as fitas da gravação, e “suspeitava” que era a hora do mundo conhecê-la. Eu gosto dela porque são os Beatles livres, saindo da linha." Paul ainda precisa do consentimento da viúva de Lennon, Yoko Ono, e da viúva de Harrison, Olivia Trinidad, para lançar a música, além do de Ringo Starr. No entanto, Paul divulgou uma nota no final de Dezembro afirmando que ele planejava lançar a música em 5 de Janeiro de 2009, já que ele finalmente recebeu permissão para lançá-la. A data escolhida, segundo ele, foi em comemoração aos 42 anos de gravação da música (5 de Janeiro de 1967). Mas isso não aconteceu.
Paul McCartney fala sobre sua "morte" em 1966.
Na década de 1960, Paul McCartney supostamente morreu em um acidente de carro. E mais: inventaram a existência de um sósia, chamado Billy Shears, que ocupa seu lugar desde então.
McCartney relembrou da reação do público na época, aparentemente com bom humor, durante uma entrevista para uma rádio do Canadá.
"As pessoas me encostavam e perguntavam se eu era um androide, enquanto eu respondia que não, era eu mesmo. Procuravam pistas sobre a minha morte em qualquer coisa lançada pelos Beatles", disse o ex-beatle.
O músico se justifica. "Não plantávamos nada, era tudo imaginação alheia. Inventaram que eu aparecer descalço na capa do disco Abbey Road era um sinal. Mas estava calor e fui de sandálias. Retirei-as em algumas fotos e uma delas foi escolhida", afirma.
O vídeo abaixo explica algumas das supostas evidências.
Matéria publicada originalmente em 25 de agosto de 2011
May Pang Yee Fung nasceu em 24 de outubro de 1950 e se tornou mais conhecida como a ex-namorada de John Lennon. Ela já havia trabalhado como assistente pessoal e coordenadora de produção para Lennon e sua esposa, Yoko Ono. Em 1973, Lennon e Ono se separaram, e Lennon e Pang tiveram um relacionamento que durou mais de 18 meses. Lennon mais tarde definiria esse período como seu "fim de semana perdido".
May Pang é filha de imigrantes chineses e cresceu em Nova York com uma irmã mais velha e um irmão adotivo (ambos nasceram na China). Depois de se formar na Academia de Saint Michael, Pang participou da Nova York Community College. Ela queria ser modelo, mas foi dito que ela era muito "étnica" pelas agências de modelos. Em 1970, ela começou trabalhar em Nova York como recepcionista da ABKCO, o escritório de gestão Allen Klein, que na época representava a Apple Records e três ex-Beatles: John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. May Pang foi convidada para ajudar os Lennons com suas artes de vanguarda e projetos de cinema. Depois tornou-se secretária do casal fazendo para eles uma ponte entre Nova York e Londres, o que a levou a uma posição permanente como sua assistente pessoal.
John Lennon chamou o seu relacionamento de 18 meses com May Pang de "fim de semana perdido", uma referência ao filme e novela de mesmo nome. No verão de 1973, Pang estava trabalhando na gravação do álbum Mind Games. John Lennon e Yoko Ono estavam tendo problemas conjugais e decidiram se separar, e Yoko sugeriu a Pang que se tornasse companheira de Lennon. Ono explicou que ela e Lennon não estavam se dando bem e estavam se distanciando, e que Lennon precisava começar a conviver com outras mulheres. Disse também que John Lennon a achava sexualmente atraente. Pang respondeu que nunca poderia começar um relacionamento com Lennon sendo ele seu patrão. Ono ignorou os protestos de Pang e disse que providenciaria tudo. Em outubro de 1973, Lennon e Pang sairam de Nova York para Los Angeles para promover Mind Games, e decidiram ficar lá por um tempo, vivendo pelas casas dos amigos.
Enquanto estavam em Los Angeles, Lennon resolveu embarcar em dois novos projetos de gravação: fazer um álbum de canções do velho rock 'n' roll que o inspiraram a se tornar músico, e para produzir um outro artista. Em dezembro de 1973, Lennon começou a trabalhar com Phil Spector para gravar o álbum com os velhos rocks. Estas sessões de gravação movidas a álcool tornaram-se lendárias. Cada músico de Los Angeles queria participar, mas se assustavam com o comportamento errático de Spector, que incluía disparar uma arma na sala de controle do estúdio. Isso fez com que as sessões de gravação fossem interrompidas. Spector, alegou ter sofrido um acidente de carro, e sumiu com as fitas.
Em março de 1974, Lennon começou a produzir o álbum de Harry Nilsson "Pussy Cats", chamado assim para contrariar a imagem de "bad boys" que os dois ganharam na mídia depois de dois incidentes no The Troubadour: primeiro quando Lennon colocou um absorvente na testa e os dois entraram em confronto com uma garçonete e, duas semanas depois, quando Lennon e Nilsson foram expulsos do clube depois de insultarem à banda Smothers Brothers. Lennon achou que seria uma boa ideia para os músicos viverem sob o mesmo teto para garantir que chegariam ao estúdio em tempo, assim Pang alugou uma casa de praia em Santa Monica, para ela, Lennon, Nilsson, Ringo Starr e Keith Moon viverem naquele momento.
Pang encorajou Lennon a se aproximar mais da família e dos amigos. Em Santa Monica, John Lennon e Paul McCartney tocaram juntos pela primeira vez depois da separação dos Beatles. Ela também providenciou para Julian Lennon visitar seu pai, pela primeira vez em quatro anos. Julian começou a ver seu pai mais regularmente. Lennon comprou para ele uma guitarra Gibson Les Paul e uma bateria eletrônica para o natal, e incentivou seu interesse pela música, ensinando-lhe alguns acordes.
Em junho de 1974, John Lennon e May Pang voltaram a viver em Nova York. Lennon parou de beber e se concentrou na gravação do seu novo álbum. No início do verão, quando Lennon já estava trabalhando álbum "Walls And Bridges", o casal se mudou para um apartamento de cobertura em 434 Leste da rua 52 , onde Lennon e Pang afirmam ter visto um OVNI em 23 de agosto de 1974, a partir de seu terraço, que tinha uma vista panorâmica do leste de Nova York. Na noite em questão, Lennon nu gritava animadamente chamado Pang se juntar a ele do lado de fora para os dois assistirem a aparição de um objeto circular flutuar silenciosamente a menos de 100 metros de distância.
"Walls And Bridges", chegou ao topo das paradas. Com ele, Lennon conseguiu seu único primeiro lugar na vida como artista solo: "Whatever Gets You Thru the Night". Pang é a voz que sussurra o nome de John em "# 9 Dream". Outra canção, "Surprise, Surprise (Sweet Bird of Paradox)", foi escrita sobre ela e Julian tocou bateria na última faixa do álbum, "Ya Ya". Al Coury, então vice- presidente da Capitol Records, tinha posse das fitas das sessões caóticas de Spector que as trouxe para Nova York. Lennon iria completar seu álbum de "oldies", que seria chamado de "Rock 'n' Roll", com os mesmos músicos que ele usou em Walls And Bridges. Pang continuou seu trabalho como coordenadora de produção do álbum "Rock 'n' Roll", onde foi creditada como "Madre Superiora". Ela também trabalhou em álbuns de Nilsson, Ringo Starr, Elton John e David Bowie.
Ao visitarem Mick Jagger em Montauk, Nova York, Lennon e Pang viram uma casa em estilo escocês que estava à venda. Lennon pediu a um corretor de imóveis que fizesse uma oferta para ele em fevereiro de 1975. Os dois também estavam planejando visitar Paul e Linda McCartney em Nova Orleans em fevereiro de 1975, onde os Wings estavam gravando a "Venus And Mars", mas Lennon se reconciliou com Yoko Ono um dia antes da visita prevista, após Yoko Ono lhe dizer que tinha uma nova cura para o hábito de fumar de Lennon.
Depois que Lennon voltou para Yoko Ono, Pang começou a trabalhar para a United Artists e Island Records como gerente, trabalhando em álbuns de Bob Marley e Robert Palmer.
Em 1983, May Pang publicou seu livro de memórias, "Loving John" que mais tarde foi atualizado e renomeado para "John Lennon: The Lost Weekend". O original de 500 páginas se concentrou mais no papel que ela teve nos álbuns e sessões de Lennon. No livro, ela também incluiu cartões postais que Lennon lhe mandara durante suas viagens por todo o mundo nos anos 70. Pang afirma que ela e Lennon foram amantes até 1977, e mantiveram contato até sua morte.
O Livro de fotografias, Karma Instamatic, foi publicado em 2008. Além dos retratos cândidos pessoais, o livro contém algumas fotografias historicamente importantes, como Lennon assinando a dissolução oficial da parceria dos Beatles, e a última fotografia conhecida de Lennon e Paul McCartney juntos. Cynthia Lennon endossa o livro na capa traseira, reconhecendo o papel de Pang em reunir Lennon com seu filho Julian.
May Pang casou com o produtor Tony Visconti, em 1989 e divorciaram-se em 2000. Tiveram dois filhos, Sebastian e Lara. Ela mantém contato com algumas pessoas da época em que esteve com Lennon, e foi convidada por Paul McCartney para o serviço memorial para Linda McCartney. Foi convidada para The Concert for George, em 2002, e permanece próxima de Cynthia Lennon , seu marido Noel Charles, e primeiro filho de Lennon, Julian Lennon. Apesar de não ter tido contato com Yoko Ono por mais de 20 anos, em 9 de outubro de 2006, encontraram-se acidentalmente na Islândia, sobre o que teria sido o aniversário de 66 anos de Lennon. Yoko Ono estava na Islândia para inaugurar uma escultura em Reykjavík, e as duas se hospedaram no mesmo hotel. Pang está atualmente vivendo com seus filhos em Nova York, e produz uma linha de jóias em aço inoxidável de Feng Shui.
Ex-namorada de John Lennon lança livro com fotografias do Beatle
May Pang viveu com o músico entre 1973 e 1975, quando estava separado de Yoko. "Instamatic karma" reúne imagens do período conhecido como "fim de semana perdido".
O texto que a gente confere a seguir foi publicado no site G1 em 12 de março de 2008.
Se há uma coisa que May Pang tem combatido nos últimos 28 anos, é a idéia de que John Lennon estava deprimido, isolado e fora de controle durante os 18 meses em que viveu com ele, do verão de 1973 ao início de 1975, quando o músico se reconciliou com sua segunda esposa, Yoko Ono. O próprio Lennon difundiu essa percepção dos fatos ao se referir àquele período como seu “fim de semana perdido” nas entrevistas que deu em 1980, quando lançou “Double fantasy”, um álbum em parceria com Ono que foi sua volta à música após um silêncio de cinco anos.
Histórias sobre Lennon bêbado sendo expulso do Troubador, uma casa noturna de Los Angeles, parecem comprovar essa imagem. Mas para Pang, hoje com 57 anos, o “Fim de Semana Perdido” foi uma época extremamente produtiva, durante a qual Lennon terminou três álbuns – “Mind games”, “Walls and bridges” e “Rock ‘n’ Roll” – produziu discos de Ringo Starr e Harry Nilsson e gravou com David Bowie, Elton John e Mick Jagger.
Depois de ter detalhado essas experiências (junto com a expulsão do Troubador e outros momentos sombrios) em “Amando John”, suas memórias de 1983, Pang voltou agora com evidência fotográfica. Seu novo livro, “Instamatic karma” (publicado pela St.Martin’s Press), é uma coleção de 140 páginas de fotos casuais que ela tirou durante o período que passou com Lennon.
“Um amigo meu ficava dizendo, ‘você conta tantas histórias sobre o John, e quando faz isso diz, espere aí, tenho uma foto para acompanhar o que estou contando! Como é que a gente nunca vê um livro com essas fotos?’ Então, achei que talvez fosse a hora de publicá-las. Isso permitirá às pessoas ver John nesse mundo, pelos meus olhos. E faria com que ele se livrasse daquela coisa do ‘Fim de Semana Perdido’, que todo mundo fala que foi uma fase depressiva em que ele estava com péssima aparência. Eu não creio que essas fotos pareçam assim”.
E não parecem: nas páginas de “Instamatic karma” – o título é uma brincadeira com a canção “Instant karma”, de Lennon – o Beatle parece relaxado, feliz e é visto passando algum tempo com seu filho, Julian, assim como com alguns amigos famosos, entre eles Paul McCartney, Ringo Starr, Nilsson e Keith Moon. Ele é mostrado trabalhando no estúdio de gravação, nadando em Long Island Sound, fazendo palhaçadas no Central Park e visitando a Disney World. Pang ordenou seu livro por assunto, em vez de cronologicamente, em quatro capítulos chamados “Em casa”, “Brincando”, “Trabalhando” e “Longe”.
Para seu arrependimento, ela perdeu alguns momentos famosos. Em 28 de março de 1974, houve uma jam session em Los Angeles que incluiu Lennon, Nilsson, McCartney e Stevie Wonder, por exemplo, e que não foi documentada. Mas Pang capturou um exemplo importante: Lennon assinando o acordo que dissolvia a parceria dos Beatles em 29 de dezembro de 1974. Depois de quatro anos de negociações, os Beatles concordaram – ou pareceram concordar – com os termos que regiam sua separação formal, e um encontro foi marcado para 19 de dezembro no Plaza Hotel, em Manhattan.
George Harrison estava tocando no Madison Square Garden naquela noite, Paul McCartney havia vindo de Londres e Starr, que já havia assinado o documento, estava ao telefone. No último minuto, Lennon fez objeção à cláusula que ele achou que poderia criar um problema com impostos para ele (por ser o único Beatle que morava nos EUA) e decidiu que não iria. Harrison, furioso, cancelou os planos de se juntar a Lennon no palco no Madison Square Garden, mas McCartney apareceu no apartamento que Lennon dividia com Pang no número 52 da Rua Street para discutir o assunto.
Dez dias depois, quando Lennon, Julian e Pang estavam na Disney World, um advogado apareceu com o contrato revisado e Lennon pediu para que Pang sacasse sua câmera. A fotógrafa descreve a cena: “quando John desligou”, escreve ela, “ele olhou melancolicamente pela janela.” “Era como se eu o visse revivendo toda sua experiência com os Beatles.”
Pang então fotografou o Beatle sentado sob as assinaturas claramente legíveis de Paul McCartney, George Harrison e Richard Starkey (o nome verdadeiro de Ringo), a câmera clicando entre o “h” e o “n” de seu primeiro nome. Considerando que Lennon foi particularmente militante sobre sair dos Beatles em 1969, pode parecer estranho que ele tenha feito isso de forma melancólica. Mas não para Pang. “Todo mundo muda”, afirmou ela.
“Com John as coisas mudavam diariamente. É uma questão de tempo. Cinco anos antes as coisas não eram iguais. Em 1974, ele havia visto todos. A amizade ainda existia. Eles eram como irmãos. Não havia animosidade entre eles. E mesmo que sentissem que tinham que se separar para atingir o próximo nível de suas carreiras musicas, John havia fundado essa banda que mudou o mundo. Ela mudou o modo como vivemos e como nos vestimos. E ele sabia disso. Assim, quando ele sentou para assinar, ele sabia que era pra valer. A sua assinatura foi a última. Se ele havia criado o grupo, deveria ser ele a pessoa a acabar com a banda.”
Pois bem, meus queridos amigos todos: “De pensar, morreu um burro”. A vida toda, ouvi esse ditado. E foi pensando nele que nasceu a idéia de fazer “O Baú do Edu”. Apesar de todos os pesares, graças aos deuses e todo o universo que conspira a favor, hoje é um dia bem especial. Hoje, nosso blog preferido completa 5 anos que está no ar. Para muitos, pode parecer pouca coisa. Para mim, nesses cinco anos, envelheci mil. Afinal, eu nasci há dez mil anos atrás. Sem falsa modéstia, fazer um trabalho como esse, não é brincadeira não. E nem é para qualquer um. Há 5 anos, ‘os problemas existiam e me rodeavam como uma sombra. Hoje, parece que vieram para ficar.’ Há 5 anos, estava desempregado, liso, leso e louco. Hoje, estou muito pior, com a diferença que ((ainda (?)) estou empregado. Naquela época, eu estava andando em círculos. O Papai adoeceu gravemente, fui despedido do emprego que amava, sentia-me completamente só, inseguro e sem esperança alguma que houvesse alguma “tábua de salvação”.
Num daqueles dias tão difíceis, conversando com meu filho Pedro Ivo, surgiu a ideia de criar um blog. “Para falar sobre o quê?” - Perguntei tolamente. “Sobre os Beatles, ora, afinal, é a única coisa que você ama”. Quando cheguei em minha pequena casa, ABARROTADA de discos, livros, quadros, fotos e toda espécie de “lembrancinhas” que alguém puder imaginar, achei que podia ser uma boa ideia criar meu próprio blog para falar tudo o que quizesse, sobre aquilo que gostava, que aprendi em todos esses anos com os Beatles e a Cultura Pop que eles criaram. No dia 24 de agosto de 2008, pimba! Morrendo de medo, publiquei a primeira postagem: “O Dia que Meu Fusca Virou Beatle” que já apareceu aqui tantas vezes que até já encheu o saco! Dando uma rápida olhada para trás, alguns números ainda assustam: até hoje, ao todo são 4.373 postagens, contando com esta, 2.780.875 pessoas já passaram por aqui, acessos diários de 1.500, 565 amigos (membros - segidores) – que acho pouco – e apenas 15. 480 comentários. Que é ainda mais muito pouco. Fazer o Baú do Edu é como viver separado entre dois mundos. Não é fácil, mas ainda é o trabalho que faço com mais prazer. Chega de papo. Temos que seguir em frente que atrás vem gente e ainda tem muita história para contar. Abração em todos vocês que todos os dias estão por aqui, participando, dando sugestões e deixando seus comentários. Sempre muito, muito obrigado. VALEU! BEATLES 4 EVER! BADFINGER BOOGIE! Deus salve os Beatles! Salve todos nós, Amém! Com a participação de todos, que venham mais 5 anos! Amém. All together now! Come together! Valeu! Don't Let Me Wait Too Long!
Por mais difícil que seja de acreditar – pelo menos para os fãs não tão hardcore – parece que ainda há material nunca antes comercializado dos BEATLES o suficiente para se compor mais uma compilação. Várias fontes afirmam que a Apple definiu o dia 3 de Outubro como data de lançamento para ‘Live At The BBC Vol. 2’, que chega quase 20 anos depois do ‘Vol. 1’. E tal como seu predecessor, traz performances ao vivo dos Fab Four realizadas dentro da tradicional emissora inglesa.
O primeiro volume, lançado em 1994, era um CD duplo com 69 faixas de aparições da banda gravadas entre 1962-1965. Não se sabe ainda quantas faixas aparecerão no ‘Vol. 2’, mas o foco do material é centrado em performances que já se davam como perdidas devido à política da BBC e apagar as fitas depois dos programas e reutilizá-las depois. Entre os ouvintes que gravaram o show em casa e rádios afiliadas que transmitiram os shows em outros mercados, a Apple aparentemente conseguiu compilar raridades bastante para encher um novo disco. O novo volume pode incluir algumas das faixas bônus lançadas como lados B no single “Baby It’s You” do ‘Vol. 1” [“I’ll Follow The Sun”, “Devil In Her Heart” e “Boys”]. “Live At The BBC Vol. 2” será lançado mundialmente com um novo livro, chamado “The Beatles: The BBC Archives 1962-1970”, escrito por Kevin Howlett, autor de “The Beatles at the Beeb 1962-1965” e “The Beatles at the BBC”. A obra deve chegar às lojas no dia 10 de Outubro.
Nota: existem compilações extra-oficiais (beatlegs) com até dez discos de material dos Beatles da BBC.
Para quem não sabe ou não conhece, o “SABADO SOM” é a coluna belamente escrita e elaborada pelo nosso querido amigo João Carlos W. de Mendonça. É publicada semanalmente (sábados, claro!) com um repeteco de outrora às terças. A de hoje, é especial. Imperdível. Sobre uma bandinha americana que a história me lembra muito de tantas outras, principalmente uma do sul da Inglaterra. LYNYRD SKYNYRD, é fundamental. Para quem gosta de rock. Para quem gosta de música. O “SABADO SOM”, também. Boa leitura. Abração, JC!
Oriunda de uma cidadezinha portuária da Flórida, vamos lembrar uma banda visceral, fundamental e acima de tudo original, do início dos anos 70, liderada pelos talentos criadores do vozeirão Ronnie Van Zant e do guitarrista Allen Collins. Se você assistiu o filme “Quase Famosos”, saiba que ali tem muita coisa tirada da biografia desse grupo, que entrou para a história, junto com o ALLMAN BROTHERS BAND, como o mais representativo do chamado “southern rock” (rock sulista). Começando pelo estranho nome, que não significa nada além do que um trocadilho com o nome de um professor de Educação Física que adorava perseguir aqueles branquelos cabeludos. Embora tenham entrado, saído e voltado vários integrantes no conjunto, o som poderoso e harmônico do LYNYRD baseava-se na formação com 3 guitarras, baixo, bateria, piano/órgão , um coro feminino e Ronnie Van Zant cantando com convicção e atitude. Faziam puro rock com levadas de blues e muito balanço. Sem frescuras mas esnobando talento e precisão.
Há duas histórias curiosas na formação do Lynyrd Skynyrd. A primeira aconteceu antes de gravarem o primeiro disco, quando viviam animando festas universitárias e aqueles bares “beira de estradas”, barras pesadas do sul dos EUA (o cheiro de JACK DANIEL’S parece que ficou impregnado no som deles). Num estúdio modesto onde estavam gravando uma “demo”, um dos “assistentes” do grupo, resolveu experimentar um piano que estava ali por perto quando um boquiaberto RONNIE perguntou-lhe por que não contou ser pianista (dos melhores), o rapaz disse preferir ser “roadie”. Não adiantou. Estava definitivamente incorporado à banda, acrescentando uma “pegada” de teclados que também viraria marca do LYNYRD. A outra, se deu um pouco mais adiante, com a saída de um dos guitarristas. A banda prosseguiu com “apenas” dois, mas notava-se um buraco nos arranjos , elaborados para três guitarras. Foi que, uma das belas vocalistas do grupo, Cassie Gaines, contou-lhes sobre seu irmão, que além de guitarrista era fã do conjunto e sabia todos os trechos das canções. Ninguém levou fé, até que o garoto Steve Gaines subiu ao palco e surpreendeu, preenchendo todas as passagens com mais afinco que seu antecessor e não saiu mais do LYNYRD. Membro efetivo.
O primeiro álbum do grupo chegou com tudo. No entanto seu sucesso foi mais regional. Curiosamente, a música que chamou atenção foi uma balada que do meio pro fim virava um instrumental do tipo “mais rock and roll impossível”, que durava cerca de 9 minutos. Assim, começaram as excursões pela América, abrindo para o THE WHO, até que a grande MGM os contratou, relançando nacionalmente o primeiro disco que, aliás, chamava-se “Pronoucend Lêh-nérd-Skin-nérd” (algo como “pronuncia-se lé-nêrd-skin-nérd). Ótimo! O segundo disco é considerado o melhor desde o lançamento. “Second Helping”, teve como primeiro single o rock Don’t Ask Me No Questions que se deu bem, mas a jóia, o sucesso absoluto, veio com a agora clássica Sweet Home Alabama. A sacolejante canção, foi erroneamente tomada como uma resposta a NEIL YOUNG por sua Southern Man, mas RONNIE quebraria o gelo afirmando que isso era uma piada e que amava Neil, além posar e se apresentar usando uma camiseta com o nome Neil Young estampado na frente. Outra caso sobre este disco se deu quando, já tido como “grande”, o LYNYRD foi gravar nos estúdios RECORD PLANT. Durante uma sessão, descobriram que nos estúdios vizinhos estavam também trabalhando o STEVIE WONDER e os EAGLES e, para piorar, ao olharem para a sala de controles deram de cara com JOHN LENNON. O dia terminou ali.
O conjunto costumava viajar de ônibus pela América, mas o cansaço provocado pelo álcool, drogas, shows e quebra-hotéis, os levou a adquirir um avião, suficiente para transportar 26 pessoas do grupo, além dos 2 tripulantes. Numa dessas viagens, uma turbina pifou e entre tentativas desesperadas de pousar num aeroporto próximo, o avião bateu contra árvores e caiu numa floresta. Artimus Pile (baterista), foi um dos poucos que sobreviveram (além de não perder a consciência), conta que RONNIE VAN ZANT, abraçou uma almofada e apertou sua mão dizendo: “Bem, é hora de ir parceiro!”. PILE também recorda que manteve-se abraçado à vocalista CASSIE GAINES, até ela morrer com um corte no pescoço. STEVE GAINES também se foi. Essa tragédia abalaria profundamente o guitarrista COLLINS que, perdeu sua esposa naquele período, em trabalho de parto. Tempos depois, bateu com o carro numa árvore, acidente que vitimou sua namorada e o deixou paralítico da cintura prá baixo. O próprio COLLINS coordenaria vários tributos e homenagens ao grupo até falecer em 1983.
Além dos discos citados, a banda lançou os álbuns Nuthin’ Fancy, Gimme Back My Bullets e Street Survivors com sua clássica formação. Ou seja, 5 discos entre 73 e 77 (ano da tragédia), além de um discaço duplo ao vivo. Todos fundamentais e contagiantes. Acreditem, o grupo permanece na ativa, excursionando e lançando álbuns com os poucos membros sobreviventes, convidados e tendo Johnnie Van Zant (irmão de RONNIE) como vocalista.
Apesar de muito votado na Europa e adorado em sua terra, o Lynyrd Skynyrd não teve no Brasil a divulgação merecida. É quase nada reconhecido. Jamais ouvi “tocar” numa rádio ou TV. Na época, tive acesso a SWEET HOME ALABAMA e POISON WHISKIE vindas de algum K-7 de um amigo. Só com a chegada da Internet, pude adquirir todos os seus álbuns e virar fã de carteirinha. Recentemente, suas músicas passaram a ser utilizadas em filmes como Forrest Gump e outros tantos. Então tão... LYNYRD SKYNYRD: hello goodbye! João Carlos W. de Mendonça.
Sem palavras. Conheci o Fagner - antes do sucesso arrasador de "Revelação" - aqui em Brasília, em 1975, époça em que eu estava começando a ficar louco pelos Beatles. Ele morava no bloco F da 312 norte, eu, no H. Ele era da turma mais velha, que dava “cascudo” na molecada e estudava na UNB. Mesmo assim, ainda de calças curtas, no dia que o conheci, percebi que estava diante de um grande artista. Anos depois, esperando pela entrada dele para um show num clube, ele me reconheceu e acabei entrando com ele. “Revelação” é uma das coisas mais bonitas que já ouvi nessa vida! E pronto final!
Esta faixa foi inspirada em Albert Kendall, um tio de McCartney que costumava pregar a bíblia quando ficava embriagado. A canção é formada por três partes estruturadas da seguinte forma: a) Uncle Albert, b) Hands Acroos The Water , e c) Admiral Halsey. Segundo o engenheiro de som, Tim Geelan, além das três partes principais o mix da canção foi preparado em 12 semi-estruturas, indicando a complexidade da produção. A letra de “Admiral Halsey” apresenta algumas expressões de duplo sentido, como “the butter wouldn’t melt, so i put it on the pie” (a manteiga não derreteu, então a coloquei dentro da torta). A “torta”, no caso, é uma expressão britânica para o órgão sexual feminino, também usada na canção Penny Lane (no trecho “for a finger and finger pie”). Durante a gravação da parte orquestral, alguns músicos da filarmônica de Nova York tiveram de ser convencidos a permanecer no estúdio pelo produtor Phil Ramone, que supervisionava a sessão. O motivo é fácil de ser entendido: as normas do sindicato dos músicos profissionais dão a eles “proteção” quando a jornada de trabalho excede o número de horas máximas estipuladas pela lei. Após uma rápida conversa e a promessa de adcionar alguns “dólares extras” na conta bancária dos radicais violonistas, a sessão continuou sem problemas. Já o solo de trompa, tocado por Marvin Stamm, foi gravado de uma forma incomum: com o microfone embutido na saída de som. No setor de “efeitos especiais”, o som de trovões foi produzido por Eirik “The Norwegian” Wangberg, no Sound Recorders, em Los Angeles. Wangberg sampleou a tempestade do banco de sons do estúdio, e gravou uma faixa mono com os efeitos. A partir desse master, uma outra faixa foi criada em mock stereo (estéreo fabricado) e mixada posteriormente na música. Fonte: “Paul McCartney – Todos os segredos da carreira solo” de Cláudio D. Dirani – o melhor livro já publicado sobre a obra de McCartney no Brasil!
O ano é 1975. A revista Rolling Stone mais uma vez entrevista John Lennon: RS – “Um dia você ficará livre do fato de ter sido um Beatle?” Lennon: Acho que não. Eu me acostumei - praticamente - com o fato de que qualquer coisa que fizer será comparada com a dos outros Beatles. Se aprendesse balé, minha dança seria comparada com a habilidade de Paul no boliche. Tenho de viver com isso, mas aprendi algo no ano passado: não posso deixar o Top 10 dominar minha arte. Se meu valor só for julgado por estar ou não no Top 10, então é melhor desistir. Se eu deixar o Top 10 dominar minha arte, ela morrerá, e o fato de estar ou não no Top 10 é discutível. Há um perigo ali, para todos os que estão envolvidos com arte, de precisar tanto daquele amor que... na minha área, isso se manifesta no Top 10.
Absolutamente sensacional a 'Edição Especial de
Colecionador' da revista Rolling Stone com nosso querido John Lennon. Um trabalho feito com carinho para realmente encantar os fãs, editado pelos melhores profissionais do mundo nessa área e realmente primoroso. Textos e fotos de tirar o fôlego. A edição traz as imperdíveis entrevistas que John Lennon concedeu à Rolling Stone ao longo de 13 anos, e também a história da gravação de “Imagine” e os últimos dias do músico, nas palavras de Yoko Ono. Além de explicações do próprio para 26 de suas maiores músicas, a última entrevista à Rolling Stone, em dezembro de 1980, dias antes de sua morte e homenagens de gente como: Tom Petty, Keith Richards, Brian Wilson, Steve Wonder e outros.
Absolutamente sensacional e imperdível. O preço é salgadão: 25 pilas. Mas cada página, cada foto, cada texto, faz a vida valer à pena!A'Edição Especial de
Colecionador' – John Lennon Especial já foi recolhida das bancas, mas aqui, quem não teve oportunidade de comprar, pode ganhar um exemplar zerinho, em casa, sem despesa alguma.
PROMOÇÃO IMPERDÍVEL!
Nesse mês de agosto, o Baú do Edu completa 5 anos no ar, e acreditem: vai rolar muita coisa boa, inclusive, mais promoções especiais. No entanto, para isso, é absolutamente fundamental que todos participem, fazendo seus comentários e dando sugestões para novas postagens. E, para iniciar as comemorações do aniversário do nosso blog preferido, de hoje até o dia 31 de agosto, todos os comentários deixados no blog, participarão de um sorteio de um exemplar da belíssima revista, que será realizado no dia 1º de setembro. Mas atenção: assim como da última vez, todos
os comentários são cumulativos. Ou seja: se você fizer 1 comentário, seu nome aparecerá 1 vez na lista que vai para o sorteio. Se você fizer 20, suas chances de receber o John Lennon em sua casa, sem despesa alguma, serão 20 vezes maiores. Então, tratem de deixar de preguiça e mãos à obra, negada. Vamos comentar! Postagens massa, nunca vão faltar! Solte a língua! Desça a lenha! Espero que continuem participando e comentando sempre, independentemente de ter ou não promoção. São os comentários que mantém o blog no ar, vivo e sempre atualizado! VIVA JOHN LENNON! FOREVER!
A banda de Liverpool, The Beatles, teve seu fim decretado há mais de 40 anos, mas o sucesso ainda continua a todo o vapor. Tudo o que carrega o nome dos quatro músicos, rende muito dinheiro. Em 2012, o faturamento do fenômeno chegou a £43,5 milhões, aproximadamente R$ 162,28 milhões.
Este belíssimo texto que vocês conferem a seguir, foi escrito com a propriedade de quem sabe o que diz. É o capítulo final que encerra o livro "O Diário dos Beatles" de Barry Miles. Um trabalho primoroso digno de todos os méritos. Parabéns Barry Miles!
"Todos os anos, vários grupos de música pop e rock recebem Grammys, Brits e discos de platina, mas os Beatles continuam a ser a referência pela qual o sucesso de todos é medido. Graças ao contínuo crescimento da indústria musical global, muitos dos recordes de venda estabelecidos pelos Beatles foram ultrapassados; contudo, nenhuma banda chegou a ser considerada "maior que os Beatles" ou mesmo "os novos Beatles", e isso nunca acontecerá, pois ser "maior que os Beatles" é um patamar inatingível. Suas conquistas nunca deixarão de ser excepcionais em virtude do contexto e da forma como foram atingidas.
A imprensa não tarda em comparar o sucesso de grupos de rock e pop com os dos Beatles, mesmo quando se trata de bandas que tiveram uma carreira efémera, como, por exemplo, as Spice Girís; cinco garotas ousadas, cujo primeiro álbum e compactos lançados simultaneamente venderam milhões de cópias em vários países. Mesmo assim, nem elas ou qualquer outro grupo gostaria de ser comparado aos Beatles. Como poderiam elas ser igualadas aos Fab Four, tendo lançado apenas um álbum? Essa é uma comparação totalmente descabida. Certamente, "maior que os Beatles" é um chamariz que ajuda a aumentar as vendas dos tabloides, (apesar de que o uso constante da frase só faz crescer a aura de sucesso inabalável dos Beatles). A maior parte dos que são brevemente igualados aos Beatles começa e termina sua carreira como "boy bands", grupos de rapazes que cantam e dançam música pop, que, em sua maioria, nem sequer sabem tocar um instrumento musical,quantomaiscomporsuas próprias músicas - seus shows ao vivo se resumem a danças atléticas, durante os quais cantam acompanhando playbacks. Normalmente, os catálogos dessas bandas ficam estagnados durante 12 meses até seu completo desaparecimento. Quanto valeria hoje o catálogo de The Monkees, The Osmonds, The Bay City Rollers, Duran Duran, Kajagoogoo, Wham!, A-Ha, Bros, New Kids On The Block, Brother Beyond ou mesmo Take That? De nada vale, também, comparar o sucesso dos Beatles a bandas do calibre de R.E.M, U2 ou Bruce Springsteen, que, apesar de lotarem estádios, levaram anos para alcançar o sucesso. Muito embora esses artistas tenham produzido praticamente o mesmo número de álbuns que os Beatles e seus recordes de vendas de discos e ingressos se equipararem aos dos rapazes de Liverpool, eles demoraram pelo menos três vezes mais para chegar a esse ponto em sua carreira. É verdade que se mantiveram íntegros dentro de uma indústria que só visa mais e mais ao lucro, mas nem o R.E.M., o U2 ou Bruce Springsteen jamais causaram nenhuma mudança significativa ou atraíram mais de algumas dezenas de ias ao Heathrow Airport.
Hoje, parece-me que qualquer banda que se torne famosa rapidamente recebe o rótulo de "os novos Beatles", ignorando o fato de que pelo menos três deles tocaram juntos durante quase quatro anos antes de entrarem em um estúdio de gravação. Nesse meio-tempo, tiveram de dar duro para poder ganhar alguns trocados, apresentando-se ao vivo. É pouco provável que qualquer grupo atual, incluindo o R.E.M. e o U2, conseguisse tocar junto durante quatro anos antes de começar a gravar, apesar de Bruce Springsteen ter batalhado muito em New Jersey antes de atingir o sucesso. Entre as bandas contemporâneas dos Beatles, apenas três dos rapazes do The Who também conseguiram viver quatro anos à custa do que ganhavam com as apresentações ao vivo, antes de começarem a gravar - mesmo assim, eles lançaram somente quatro álbuns na década de 1960, ao passo que os Beatles lançaram 12. Em comparação, menos de seis meses se passaram entre a formação dos Rolling Stones, os principais rivais dos Beatles, e o início das sessões de gravação de seu primeiro compacto. Sem sombra de dúvida, os Beatles produziram seus discos sob condições extraordinárias, que provavelmente nunca se repetirão. É inacreditável que, apesar de contarem com equipamentos de gravação ultrassofisticados, as gravadoras multinacionais atuais ainda não têm condições de gravar dois álbuns do mesmo artista no mesmo ano, e, também, não estão dispostas a gravar compactos que não contenham músicas que façam parte desses álbuns, que são normalmente lançados a cada três anos, pois eles não podem ser usados como material promocional. Ainda há mais um ponto que merece nossa atenção: atualmente os cinco compactos nos primeiros lugares das paradas de sucesso não alcançam o total de 100 mil cópias vendidas, ao passo que os Beatles, em seus dias de glória, atingiam mais de 1 milhão de cópias em pedidos antecipados, somente no Reino Unido! A banda Oásis, de Manchester, tem feito muito sucesso, mas dificilmente conseguirá que mais de 2 mil artistas gravem qualquer uma de suas canções, Nenhuma banda moderna será capaz de ter uma influência tão abrangente quanto a dos Beatles. Voltando às versões gravadas por outros artistas, os Beatles tiveram suas canções interpretadas por ninguém menos que estrelas como Ella Fitzgerald, Sinatra, Ray Charles, Fats Domino e Peggy Lee e até pela banda Laibach, que criou uma versão trash metal do álbum Let It Be. Não podemos deixar de mencionar a cantora Cathy Berberian, que gravou Beatles'Árias, um álbum de canções dos Beatles com uma roupagem operística, que incluía bandas de metais, quartetos de cordas e callíopes. Os Beatles ainda exercem tanta influência que muitas bandas nem percebem que estào sendo inspiradas por eles. No auge de sua fama, em 1965, influenciaram um grande número de artistas da época: de Brian Jones, em seu período Rolling Stones (em especial, no uso da cítara e no álbum Satanic Ma/esties, uma cópia de Sgt Pepper), passando por Donovan, The Kinks, até todos os grupos pop que passaram a produzir trabalhos mais elaborados e duradouros, motivados pelos progressos e experimentos feitos pelos Beatles. Antes do final da década de 1960, seus arranjos vocais inspiravam a todos, desde The Hollies aos Bee Gees e, no finai dessa década, seu impacto musical foi disseminado pela banda ELO, Electric Light Orquestra, que usou as composições psicodélicas dos Beatles como base para seu trabalho. Outra faceta de sua obra, que é digna de nota, são as guitarras pesadas do White Álbum, muito usadas pelo Led Zeppelin, que possui um lado Beatle que poucos imaginam; e por Syd Barrett, no início da, então, excêntrica banda Pink Floyd. Não há ninguém que não fosse tocado por eles. Basta observar o trabalho de The Byrds, The Beach Boys e Buffalo Springfieíd - citando apenas as bandas cujo nome começa com "B"' - para perceber o que significou a invasão britânica para os norte-americanos. O interesse na obra dos Beatles permanece mais elevado do que a de qualquer de seus contemporâneos, tanto assim que seu catálogo completo ainda é editado e vendido a preços atuais, e os fâs sempre querem mais. O quarteto de Liverpool possui o maior número de co-lecionadores de todos os tempos e de discos pirata. Desde sua dissolução, os advogados e os empresários responsáveis por seus interesses têm controlado com mãos de ferro tudo o que foi produzido pelo grupo. Apesar de Paul e Yoko, a viúva de John, terem perdido o controle da editora musical, ambos (além de George e Ringo) conseguiram reverter a relação de amo e escravos que tinham com a EMI nos anos de 1960, e hoje os amos são eles. Provavelmente, todos esses fatos expliquem por que a série Anthology, com três CDs duplos lançados em 1996, contendo gravações alternativas, algumas raras, outras não aproveitadas nos álbuns anteriores da banda, juntamente com a coleção de vídeos em oito volumes, tenha vendido tanto, alcançando a soma aproximada de 400 milhões de dólares. Esse valor foi dividido entre os três Beatles e Yoko, tornando-os, em 1996, quase 40 anos após o primeiro encontro de John com Paul na quermesse em Walton, parte do rol dos artistas mais bem pagos do mundo, perdendo apenas para Oprah Winfrey e Steven Spielberg. Independentemente de suas conquistas musicais, esse numerário por si só mostra por que os Beatles continuam a ser a referência pela qual o sucesso de todos os outros músicos é e sempre será medido - e por que ninguém nunca será ''maior que os Beatles".
O promotor musical Sid Bernstein, que trabalhou com lendas como Judy Garland, Jimi Hendrix e organizou o histórico show dos Beatles no estádio Shea, em Nova York, em 1965, morreu ontem, quarta-feira (21), aos 95 anos. Segundo seu amigo Merle Frimark, divulgador musical, Bernstein estava em Nova York no momento de sua morte. Como agente e empresário musical, Bernstein trabalhou com alguns dos maiores nomes do show business, incluindo Frank Sinatra, Rolling Stones e Ray Charles. Mas sua grande contribuição foi a ideia de fazer shows em estádios e o fato de ter sido o primeiro a trazer os Beatles para se apresentarem no país. O promotor disse certa vez que na época teve dificuldades para convencer o Carnegie Hall e seus patrocinadores a trazerem "esse grupo então desconhecido", mas que já fazia sucesso na Europa.
Sid Bernstein, nascido em 12 de agosto de 1918, é empresário, produtor musical e promoter americano. Bernstein ajudou a iniciar a invasão britânica, trazendo The Beatles até os Estados Unidos da Grã-Bretanha, e também The Rolling Stones, Herman's Hermits, The Moody Blues e The Kinks, mudando o cenário da música americana na década de 1960. Ele foi o primeiro empresário a organizar concertos de rock em estádios esportivos. Foi ele o responsável pela famosa apresentação dos Beatles no Shea Stadium. Também organizou concertos para Frank Sinatra, Ray Charles, Jimi Hendrix, Sly & the Family Stone, Bruce Springsteen, Laura Branigan e Lenny Kravitz. Bernstein foi o primeiro a encenar um show de rock no Madison Square Garden (The Concert For Bangladesh). Hoje, Bernstein está com 94 anos.
No dia 19 de setembro de 1976, o Promotor de eventos Sid Bernstein, o homem responsável pelas apresentações dos Beatles no Shea Stadium uma década antes, publicou um anúncio de página inteira no New York Times demonstrando suas esperanças de reunir os Beatles para um concerto. Um evento que iria trazer consolo para um mundo "tão desesperadamente dividido". Ele salienta que as receitas poderiam chegar a US$ 230 milhões - Cerca de 1 bilhão de dólares em dinheiro de hoje. Os ex-Beatles, todos deram de ombros. Em 1979, ele tornaria a repetir a dose. A “história oficial” diz que eles nunca responderam a estes anúncios, mas Bernstein afirmou em uma entrevista em 2001 que Lennon pediu "mais detalhes" depois de ver o segundo anúncio em 79. Com base no anúncio publicado por Bernstein em 76, o produtor do programa “Saturday Night Live” - Lorne Michaels, anunciou que daria 3 mil dólares se os Beatles aparecessem lá “ao vivo” naquela noite. O que ele não sabia, era que John e Paul estavam juntos no Dakota vendo o programa e por alguns minutos acharam que seria “um tremendo sarro” aparecerem lá para faturar a mixaria. Mas acabaram desistindo. Esse episódio, é basicamente o argumento do filme “Two Of Us” ou "Tudo Entre nós". Para conferir novamente a postagem do filme, publicada em 7 de março de 2011, o link é: http://obaudoedu.blogspot.com/2011/03/two-of-us-tudo-entre-nos-2005.html
Aqui no Brasill, o texto do anúncio de Sid Bernstein, apareceu na íntegra na sensacional revista “Violão e Guitarra Especial” N°7 – Beatles”, em novembro de 1976. Confira, na íntegra, o texto do anúncio: Domingo, 19 de setembro de 1976.
Prezados George, John, Paul e Ringo: Vocês fizeram do mundo um lugar mais alegre para se viver. Sua música encontrou o caminho nos corações de milhões de pessoas em todo os cantos do mundo. Durante quase dez anos, seus velhos e dedicados amigos e incontáveis novos desejaram, esperaram e pacientemente aguardaram um sinal de vocês, para que tocassem em cima de um palco, por apenas mais uma vez, individualmente, ou juntos. Em um mundo que parece inevitavelmente dividido, comprometido com a guerra civil, aterrorizado por terremotos, e, frequentemente, vivendo no medo de se repetirem amanhã as manchetes trágicas, mais do que nunca, precisamos de um símbolo de esperança para o futuro. Simplesmente mostrando ao mundo que pessoas podem chegar lá, juntas. Permitam ao mundo sorrir por mais um dia. Vamos, nós, mudar as manchetes do desânimo e da falta de esperança para música, vida e uma mensagem mundial de paz. Vocês quatro estão entre os pouquíssimos que têm uma posição de realizar o sonho de um mundo melhor no coração de milhões, em apenas um dia. 0 fardo do mundo não está nos ombros de vocês - todos nós compartilhamos essa responsabilidade. Esta proposta é feita para que vocês a considerem, apenas se vocês puderem encontrar tempo. E energia para fazer acontecer. Nós daqui daríamos as boas-vindas ao retomo de vocês. 0 plano: sua aparição num palco, quer vocês toquem individual ou coletivamente, ou de ambas as formas. Isto seria visto por uma plateia de milhões. Ingressos razoavelmente baratos seriam vendidos com antecedência, em todo teatro, auditório, ginásio ou estádio - onde um circuito fechado de televisão pudesse ser instalado. No dia do evento, seria pedido ao público para trazer, além do ingresso, uma lata de mantimento ou uma peça de roupa nova ou usável, para serem depositadas em caixas nas bilheterias. Esses presentes poderiam alimentar e vestir durante anos uma nação empobrecida.Uma fundação beneficente ou organização mundial como a "CARE" ou "UNICEF" (Fundo das Nações Unidas para a Infância) pode ceder seus recursos para recolher esses presentes no dia seguinte ao concerto de vocês, e distribuí-los cinco dias depois numa região transformada, da noite para o dia, em naçào de esperança e vida. Os vinte por cento destas cifras poderiam ser dirigidos à alimentação e educação de crianças órfãs das nações necessitadas. Os rendimentos possíveis: 100 milhões de dólares da venda de um disco gravado ao vivo neste evento: 40 milhões de dólares da venda de lugares a preço razoável de todo local com circuito fechado; 15 milhões de dólares pelos direitos de transmissão por TV para todo o mundo, para que seja mostrado no dia ou na semana seguinte ao concerto, 60 milhões de um filme do acontecimento, e uma quantidade igual de filme devotada a cada um de vocês - para conversar, tocar, ou dividir da sua própria maneira, suas vidas como indivíduos com seus amigos que querem ver vocês... 15 milhões da venda de programas e lembranças. A hora - Dia de Ano Novo ou Páscoa de 1977. O lugar: Belém, Liverpool, ou onde for o certo! Respeitosamente, Sid Bernstein.