segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

THE BEATLES AT THE HOLLYWOOD BOWL - SENSACIONAL!

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No dia 29 de agosto de 1965, os Beatles se apresentaram mais uma vez no Hollywood Bowl. Como no ano anterior, o concerto no local foi gravado com a intenção de lançamento de um álbum ao vivo que só veria a luz do dia muitos anos depois. Em 4 de maio de 1977.

O lançamento de um álbum ao vivo dos Beatles gravado no Hollywood Bowl foi anunciado pela imprensa diversas vezes durante a década de 70. Em 72 surgiu a notícia de que o disco seria para combater o volume crescente de discos piratas. Um ano e meio depois, falou-se mais uma vez do lançamento. Foi divulgado que o LP seria a gravação de uma apresentação no Hollywood Bowl, em Los Angeles, em 23 de agosto de 1964. Nada. Em 1977, falou-se novamente na divulgação de um álbum ao vivo dos Beatles, mas agora com a notícia de que incluiria gravações da apresentação de 1964 e de outra de 29 de agosto de 1965.

Dessa vez, o disco saiu, e a espera dos fãs compensou. A eletricidade da atmosfera dos shows é captada perfeitamente, com os gritos de 17 mil fãs enlouquecidos! A desvantagem é que, com todo esse ruído, o disco não pode ser considerado técnica ou musicalmente perfeito. Das 13 faixas, seis, "All My Loving", "She Loves You", "Things We Said Today", "Roll Over Beethoven", "Boys" e "Long Tall Sally", foram gravadas na apresentação de 1964. As sete restantes, "Twist And Shout", "She’s a Woman", "Dizzy Miss Lizzy", "Ticket to Ride", "Can’t Buy Me Love", "A Hard Day’s Night" e "Help!", são de 65. Elas foram editadas em sequência (como se fossem de um único show) por George Martin e juntas formam um disco sensacional! Uma vez que as gravações foram feitas com antigos gravadores de três canais, foi necessário transferi-las para uma fita de 16 canais antes que George Martin e seu fiel engenheiro de estúdio Geoff Emerick pudessem filtrar, equalizar e editar o material. O principal problema do processo era que, com o uso contínuo do aparelho, as cabeças de gravação se superaqueciam e derretiam a fita magnética. O inventivo George Martin encontrou uma solução criativa: usar secadores de cabelo soprando o ar frio para resfriá-las.

Na contracapa do LP original, há um texto emocionado de George Martin, que tenta explicar a dificuldade na época para deixar o som o mais limpo possível. Como sempre, a gente confere aqui, com absoluta exclusividade.
Há mais de doze anos atrás, os Beatles apresentaram-se pela primeira vez no Hol­lywood Bowl, em Los Angeles. Haviam cau­sado seu primeiro impacto na américa não muito antes mas eu já os tinha sob con­trato de gravação, para a EMI, há dois anos. Para falar francamente, eu não era favorável à gravação do concerto. Tinha certeza que não poderia ficar tão boa quanto as que fazíamos no estúdio, mas resolvemos tentar assim mesmo. Tecnica­mente, os resultados foram desapontadores; as condições de trabalho dos enge­nheiros foram extremamente difíceis. O caos — quase posso dizer pânico — que reinava nesses concertos era inacreditá­vel, a menos que você estivesse lá. Só foi possível fazer uma gravação em três ca­nais. Os Beatles não contavam com um sistema de “feed back” e não podiam ouvir o que cantavam. Além disso, os gritos in­cessantes de 17.000 pulmões jovens e saudá­veis tornariam inaudível até mesmo um avião a jato. Um ano mais tarde — em 1965 — John, Paul, George e Ringo apresentaram-se no­vamente no Hollywood Bowl e, mais uma vez, a Capitol gravou o espetáculo para a posteridade. Os tapes ficaram guardados por mais de uma década. Os rapazes e eu achávamos que não poderiam ser usados, porque se compunham de números que já haviam sido lançados em discos de estúdio. Falávamos sempre em fazer uma gravação ao vivo e, na verdade, foi essa a ideia ini­cial do malfadado álbum "Let It Be”, onde seria utilizado um material novo. Por tudo isso, foi com certa prevenção que concordei em ouvir aqueles primeiros tapes. A pedido de Bhaskar Menon, presiden­te da Capitol. O fato de serem as únicas gravações existentes dos Beatles, ao vivo — sem contar as ilegais, de qualidade infe­rior — não me impressionou muito. O que me impressionou foi a atmosfera eletrizante e a vibração espontânea que captaram. Junto com meu engenheiro de gravação, Geoff Emerick, comecei a trabalhar para trazer o show de volta à vida. Foi um tra­balho de amor. Pois não sabíamos se ficaria suficientemente bom para ser ouvido pelo mundo — sem mencionar John, Paul, George e Ringo. Transferimos a potência de três canais para a moderna, multicanal, fizemos a remixagem, purificamos, nivelamos e, de um modo geral, aperfeiçoamos os tapes. Assim, trabalhando cuidadosamente as duas gra­vações, produzimos essa que você vai ouvir agora. Obviamente, não houve alterações; todas as vozes e os instrumentos são in­terpretações originais — certas harmo­nias vocais, com três cantores num só canal, constituem prova suficiente disso. É um trecho da história que jamais se repetirá. Aqueles que tiveram a felicidade de ou­vir um concerto dos Beatles, ao vivo — em Liverpool, Londres, New York, Washington, Los Angeles, Tóquio, Sidney, ou em qual­quer outro lugar — sabem o quanto suas interpretações eram surpreendentes, úni­cas. Não era apenas a voz dos Beatles, era a expressão de todos os jovens do mundo. Aos que ficam imaginando o porquê de todo este estardalhaço em torno deles, esse álbum deverá dar uma pequena ideia. Pode ser apenas um pobre substituto para a realidade daqueles dias mas, agora, é tudo o que resta. No desiludido e sofisticado mundo de hoje, é difícil compreender a emoção pro­vocada pelo rompimento do conjunto. Uma vez, minha filha mais nova, Lucy, agora com nove anos, falou-me a respeito deles. "você costumava gravá-los, não, papai? Eles eram tão bons como os Bay City Rollers?”. “Provavelmente, não”, respondi. Algum dia, ela mesma descobrirá. Aqueles que clamam pela reconciliação dos Beatles não percebem que nunca mais poderia ser a mesma coisa. Os rapazes, à sua maneira, nos deram muito de suas vidas, como os Beatles e, agora, encontraram sua própria individualidade. Desejo-lhes boa sorte. Sinto-me muito orgulhoso por ter participado de sua história. Muito obrigado a John. Paul, George e Ringo. George Martin
Em 2016, com o lançamento do documentário "The Beatles: Eight Days a Week - The Touring Years", The Beatles At The Hollywood Bowl foi remasterizado e relançado em CD e em LP. Mas sem o charme original do álbum de 1977.

IMAGEM DO DIA - AT THE HOLLYWOOD BOWL

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domingo, 20 de dezembro de 2020

THE BEATLES - I SAW HER STANDING THERE✶✶✶✶✶

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Quando Paul McCartney começou a elaborar a música que se tornaria "I Saw Her Standing There", na volta para sua casa em Liverpool, em uma noite de 1962, os dois primeiros versos que surgiram foram "She was just 17/She'd never been a beauty queen". Mas ele tocou a música para John Lennon no dia seguinte. "Nós paramos ali, torcemos o nariz e dissemos: 'Não, não, não. Beauty queen está fora”, lembra McCartney. "Passamos pelo alfabeto todo: between, clean, lean, mean"... Por fim, escolheram “You Know what i mean” (você sabe o que quero dizer), porque você não sabe o que eu quero dizer".
Embora a contribuição exata de Lennon não seja clara ("Eu ajudei com alguns versos", disse ele), "I Saw Her Standing There" é uma das canções que consolidou ainda mais a parceria entre Lennon e McCartney. Uma foto de setembro de 1962 do irmão de McCartney, Mike, mostra a dupla na sala da frente da casa de Paul, trabalhando cara a cara com violões, Lennon usando os óculos que ele odiava, rabiscando letras em um caderno do Liverpool Institute. McCartney escreveu a música em seu violão Zenith, o primeiro violão que ele possuiu.

A inspiração original para a música foi uma namorada de McCartney na época, (que também namorou Harrison), a dançarina Iris Caldwell, que tinha mesmo 17 anos quando Paul a viu dançando Twist no Tower Ballroom em New Brighton em dezembro de 1961. "Paul e eu saímos algumas vezes", disse Caldwell. "Nunca foi tão sério. Nunca fingimos ser verdadeiros um com o outro. Eu saía com muitas pessoas. Eu trabalhava em diferentes cinemas na época, mas se eu voltasse para casa, sairíamos. Nunca havia qualquer promessa feita ou amor declarado”.

O irmão de Caldwell era o roqueiro de Liverpool, Rory Storm, líder dos Hurricanes - cujo baterista, Ringo Starr, os deixaria para se juntar aos Beatles em agosto de 1962. Caldwell disse que McCartney pretendia dar "I Saw Her Standing" para Storm, mas Brian Epstein o convenceu do contrário.

Com o título de "Seventeen", a música se tornou parte do repertório dos Beatles em 1962. No palco, às vezes durava 10 minutos, com múltiplos solos de guitarra. McCartney pegou emprestada a forte linha de baixo do single de Chuck Berry de 1961, "I'm Talking About You", presença constante nos shows da banda. "Toquei exatamente as mesmas notas que ele, e encaixou perfeitamente", disse McCartney.

Quando chegou a hora dos Beatles gravarem seu primeiro álbum, Please Please Me, George Martin considerou gravá-los ao vivo, possivelmente na frente do público do grupo no Cavern Club. Embora ele tenha decidido instalá-los nos estúdios da EMI em Abbey Road, eles escolheram uma lista de músicas representativas dos shows da banda. Para dar o clima, o álbum começa com a contagem segura e confiante de McCartney "one-two-three-faw!" em "I Saw Her Standing There". Os Beatles incrementaram a música, uma verdadeira celebração da própria juventude, com palmas e os alegres ooohs que mais tarde apareceriam em singles como "She Loves You". A música, que também apresenta o primeiro solo de guitarra de Harrison em um disco oficial dos Beatles, foi escolhida como o lado B do single "I Want to Hold Your Hand", que liderou as paradas na América. Também seria uma das cinco canções que os Beatles tocaram em 9 de fevereiro de 1964, no The Ed Sullivan Show, para uma audiência televisiva de 73 milhões de pessoas.

Lennon descreveu "I Saw Her Standing There" como "Paul fazendo seu bom trabalho de sempre, produzindo o que George Martin chamaria de 'caça-níqueis", mas a música assumiria um significado maior anos depois. Em 1974, Lennon e Elton John apostaram que se "Whatever Gets You Thru the Night" de Lennon, que apresentava Elton John nos vocais harmônicos e piano, chegasse ao primeiro lugar, Lennon tocaria com ele em um show. Quando a música se tornou a primeira música solo de Lennon a chegar ao topo das paradas, ele cumpriu a promessa e apareceu no show de Elton John em 28 de novembro no Madison Square Garden em Nova York. Dia de Ação de Graças! Antes da música final, Lennon disse, "Nós pensamos em fazer um número de uma antiga noiva que eu tive chamada Paul", e eles fecharam a noite com uma versão divertida de "I Saw Her Standing There". "Eu só queria me divertir e tocar rock & roll", disse Lennon depois. Seria a última música que John Lennon tocou em um show. Revista Rolling Stone - The Beatles - As 100 Melhores Canções.

O álbum Please Please Me, foi lançado no Reino Unido pela Parlophone em 22 de março de 1963. Em 13 de janeiro de 1964, a Capitol Records lançou “I Saw Her Standing There” nos Estados Unidos como lado B do primeiro single dos Beatles naquele país com "I Want to Hold Your Hand" no lado A. “I Saw Her Standing There” entrou na lista das 100 mais tocadas da Billboard em 8 de fevereiro de 1964, ficando lá por 11 semanas, atingindo seu topo máximo no número 14 das mais tocadas.“Era a música perfeita para apresentar os Beatles para o mundo. Eram verdadeiramente eles, crus e selvagens, desde a contagem inicial de Paul, o solo perfeito de George Harrison e o final apoteótico”, relembra um emocionado George Martin no documentário Anthology 1.
“I Saw Her Standing There” foi gravada no estúdio 2 da EMI em Abbey Road no dia 11 de fevereiro de 1963, como parte da maratona de gravações para o álbum Please Please Me. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Foi lançada no dia 22 de março de 1963 no Reino Unido, e 26 de dezembro de 1963 nos Estados Unidos. Além de Please Please Me, “I Saw Her Standing There” aparece em The Beatles Live! In Hamburg, Germany, 1962, Rock "n" Roll Music, Live At The BBC, no Anthology 1 e no On Air – Live At The BBC Volume 2Os Beatles não estavam presentes durante as mixagens finais no dia 25 de fevereiro de 1963, o que era comum na época. Na gravação, estavam com seus instrumentos habituais: Paul McCartney faz o vocal principal, toca baixo e bate palmas; John Lennon faz backing vocals, toca guitarra e bate palmas, George Harrison faz backing vocalstoca guitarra (solo) e bate palmas e Ringo Starr toca bateria e bate palmas.

sábado, 19 de dezembro de 2020

THE BEATLES - I SHOULD HAVE KNOWN BETTER**********

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RINGO STARR - HERE’S TO THE NIGHTS (With Paul McCartney)

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Ringo Starr e Paul McCartney fizeram uma nova parceria. Paul é um dos convidados especiais que participam de "Here’s To The Nights", mais nova canção de trabalho de Ringo. Composta por Diane Warren, a música está presente em ‘Zoom In’, próximo disco do ex-baterista dos Beatles, hoje com 80 anos. Além de McCartney, a canção do novo disco de Ringo também conta com a participação de Joe Walsh, Corinne Bailey Rae, Sheryl Crow, Dave Grohl e Lenny Kravitz.

Ringo falou sobre a música e o clima alto-astral da composição em um texto publicado em seu site pessoal: “Me parece uma música boa para encerrar um ano difícil. É o tipo de música que as pessoas gostam de cantar juntas e é maravilhoso como tantos músicos incríveis participaram. Dedico-a às noites que não lembraremos e aos amigos que não vamos esquecer e desejo a todos paz e amor para 2021”. Além de sua carreira extraordinária como membro dos Beatles, Ringo tem uma longa história profissional solo, com 20 álbuns que renderam a ele nove Grammys. Aqui, a gente confere "Here’s To The Nights", de Ringo Starr, com participação especial de Paul McCartney.

GEORGE HARRISON - TAXMAN - LIVE IN JAPAN - 1991*****

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

JOHN LENNON - LOVE - 1970

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"Love" foi composta e gravada por John Lennon originalmente para seu primeiro álbum solo - John Lennon / Plastic Ono Band (1970). O tema da música é mais otimista do que a maioria das músicas de Lennon na época.
Lennon considerou lançá-la como single, mas preferiu "Mother". No entanto, "Love" recebeu uma atenção considerável na época de estações que hesitaram em tocar "Mother""Love" apareceu mais tarde na coletânea The John Lennon Collection (1982), e foi lançada como um single promocional para a coleção. A versão é um remix da faixa original, que difere mais notavelmente por ter a introdução do piano e outro (tocado por Phil Spector) mixado no mesmo volume do resto da música; na versão original do álbum, essas partes começam muito mais silenciosas e vão aumentando de volume. O lado B era "Gimme Some Truth", mas rotulado como "Give Me Some Truth". Uma versão alternativa de "Love" aparece no box set de John Lennon Anthology (1998), bem como no álbum Acoustic (2004).

Quando "Love" foi lançada como single em 1982, a foto na capa foi tirada pela famosa fotógrafa Annie Leibovitz em 8 de dezembro de 1980 - o dia do assassinato de Lennon.

THE BEATLES - YOU REALLY GOT A HOLD ON ME*****

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"You Really Got a Hold on Me" (Você realmente me conquistou) foi um hit de 1962 composto por Smokey Robinson, gravada por The Miracles e aparece no álbum The Fabulous Miracles para a Tamla (Motown) label. A música, que entrou para o Top 10, fala sobre os sentimentos de um cara tão apaixonado por uma mulher que não pode deixá-la.

"You Really Got a Hold on Me" foi um grande sucesso para os Miracles, chegando a posição número oito na Billboard Hot 100 e número 1 na parada de R&B singles entre 1962 e 1963.

Foi também o segundo hit do grupo a vender mais de um milhão cópias, depois de "Shop""You Really Got a Hold on Me" foi uma das mais famosas do início dos anos Motown foi e foi regravada por muita gente, incluindo a versão mais famosa dos Beatles. Também foi coverizada por Percy Sledge, Mike and the Mechanichs, Greg Lake, Little Caesar e os Cônsules, The Zombies, Small Faces, The Temptations, The Supremes e tantos outros.

"You Really Got a Hold on Me" foi a primeira faixa gravada pelos Beatles, para seu segundo álbum With the Beatles, com John Lennon no vocal principal (claro) e George Harrison em estreita harmonia. Os Beatles tinham conseguido uma cópia importada da música gravada por The Miracles e a incluíram em seu repertório no início de 1963. Foi gravada nos estúdios da EMI em 18 de julho de 1963 em 11 takes. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Foi lançada no álbum With the Beatles em 22 de novembro de 1963 no Reino Unido e em 10 de abril de 1964 nos Estados Unidos no álbum The Beatles' Second Album. John Lennon: canta e toca guitarra; Paul McCartney: faz backing vocals e toca baixo; George Harrison faz backing volcals e toca guitarra; Ringo Starr toca sua bateria e George Martin toca o piano.
Os Beatles também gravaram "You Really Got a Hold on Me" em outras quatro ocasiões, para a rádio BBC ainda em 1963. Uma delas, do dia 30 de julho, foi incluída no Live at the BBC em 1994 e outra versão gravada ao vivo em Estocolmo, Suécia, em outubro de 1963 aparece no Anthology 1.

PAUL McCARTNEY - SAVE US - NEW - 2013

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

ROY ORBISON - OH, PRETTY WOMAN - SENSACIONAL!*****

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É admirável ver a legião de fãs que Roy Orbison deixou órfãos e a forma como o mundo finalmente o reconheceu depois de sua morte em 6 de dezembro de 1988, com 52 anos. Em 1989, Roy Orbison e K. D. Lang ganharam o Grammy pelo dueto de “Crying”. Em fevereiro de 1990, o “Roy Orbison Tribute Concert to Benefit the Homeless” (Concerto em Tributo a Roy Orbison em benefício aos desabrigados) reuniu dezenas de músicos e artistas famosos: Don Was, Gary Busey, Dean Stockwell, Patrick Swayze, Bernie Taupin, The Original Byrds (David Crosby, Chris Hillman and Roger McQuinn), Cindy Bullens, T-Bone Burnett, Johnny Cash, Bob Dylan, Chris Frantz, Larry Gatlin, Emmylou Harris, John Hiatt, John Lee Hooker, Chris Isaak, B. B. King, K. D. Lang, Bruce Springsteen, Tom Waits, Michael McDonald, NRBQ, Iggy Pop, Bonnie Raitt, Michelle Shocked, Ricky Skaggs, Stray Cats, Pete Townshend, entre outros menos lembrados. Sem falar da sua participação nos Traveling Wilburys. No final de 1990, Orbison entrou para o “Songwriters Hall Of Fame” (Hall da Fama dos Compositores). No mesmo ano, “You Got It” e “Mystery Girl” foram grandes sucessos no mundo todo.

"Oh, Pretty Woman" (ou apenas "Pretty Woman" - como aparece em várias coletâneas) foi composta e lançada originalmente por Roy Orbison em agosto de 1964, tornando-se um grande sucesso. Gravada no Monument Records, em Nashville, Tennessee, foi escrita por Roy Orbison juntamente com Bill Dees. A música ficou três semanas no número 1 da Billboard Hot 100. "Oh, Pretty Woman", também foi o terceiro single de Orbison a chegar ao top da parada de singles britânica (em um total de três semanas). Orbison ganhou postumamente o Grammy de melhor interpretação vocal pop masculina de 1991 por sua gravação ao vivo da música em seu especial Roy Orbison and Friends - A Black and White Night da rede de televisão HBO
Em 1999, "Oh, Pretty Woman" foi homenageada com um Grammy Hall of Fame Award e foi nomeada um dos Rock and Roll Hall of Fame de 500 Songs that Shaped Rock and Roll. Em 2004, a revista Rolling Stone classificou "Oh, Pretty Woman" em #222 em sua "Lista das 500 melhores canções de todos os tempos""Oh, Pretty Woman" teve versões de Al Green, do Van Halen, The Holy Sisters of the Gaga Dada, e Ray Brown Junior, além disso, a música inspirou o filme de 1990 "Pretty Woman", estrelado por Julia Roberts eRichard Gere, sendo o tema principal da trilha sonora.

THE BEATLES - With Love FROM ME TO YOU - SENSACIONAL!✶✶✶✶✶

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O terceiro single dos Beatles“From Me To You”,foi lançado logo depois do álbum Please Please Me. Foi composto por John e Paul em 28 de fevereiro de 1963, numa viagem entre York e Shrewsbury, no que ainda era anunciado como a turnê de Helen Shapiro. Lennon e McCartney queriam ter algumas músicas novas prontas para desconcertar o mundo da música pop londrina, que os menosprezava como um sucesso repentino que tinha vindo do nada e logo desapareceria. Tsc, tsc.

Quando se sentaram lado a lado, tocando os violões, procurando um verso ou título cativante para começar, a inspiração veio da coluna de cartas “From You to Us”, do New Musical Express, que estavam lendo. A matéria principal daquela semana, sobre Cliff Richard e Elvis, perguntava se Richard estava superando Elvis.

O pesquisador e escritor Hunter Davies disse o seguinte: "Considerando a velocidade com que foi feita, “From Me To You” era bem elaborada e tinha certo desenvolvimento - o que poucas de suas primeiras músicas apresentavam. Tendo se decidido pela ideia de algo que vai de mim para você, eles passaram a listar as possibilidades: um coração que é verdadeiro, braços para abraçá-la, lábios para beijá-la, tudo o que você realmente quer e que ele vai mandar, “de mim para você”. Quando foram gravá-la, George Martin fez John usar a gaita de novo e Paul lançou alguns falsetes, só para empolgar as garotas. Paul se lembra de ter ficado muito contente com a música, sentindo que mostrava um avanço, com começo, meio e fim - sinal de que estavam melhorando.

Mas os críticos da época não se impressionaram: O New Musical Express considerou-a “abaixo da média”. John ficou furioso e, ao mesmo tempo, decidido a se esforçar mais. Com “From Me To You”, lançada como single na esteira do sucesso de "Please Please Me" e segundo Número 1 dos Beatles nas paradas britânicas, eles começaram a provar que tinham talento tanto como cantores e instrumentistas quanto como compositores. O vocal é feito a duas vozes por John e Paul, com George entrando com a terceira voz nos refrões.

O single foi o primeiro número 1 dos Beatles em algumas paradas do Reino Unido, o segundo em outras, mas não conseguiu causar impacto nos Estados Unidos na época de seu lançamento inicial. No entanto, uma versão cover de 1963 lançada por Del Shannon resultou na música se tornando a primeira música de Lennon e McCartney a entrar na Parada Pop Americana.

Durante a turnê de Helen Shapiro, eles pediram a opinião da cantora: “Eles me pediram para ouvir duas músicas que tinham feito. Paul sentou ao piano, John ficou ao meu lado, e eles cantaram "From Me To You" e “Thank You Girl”. Disseram que já tinham uma ideia de qual era a favorita, mas não tinham tomado a decisão final, então queriam a minha opinião sobre qual seria o melhor “lado A”. Eu escolhi "From Me To You, e eles disseram: “Ótimo! Foi dessa que gostamos mais!".

Os Beatles gravaram “From Me To You” no dia 5 de março de 1963 no estúdio da EMI em Abbey Road (apenas cinco dias após a composição da música), e lançaram no dia 11 de abril no Reino Unido e 27 de maio nos Estados Unidos, tendo Thank You Girl como lado B. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. A faixa básica foi gravada em sete tomadas. Os Beatles então adicionaram uma série de overdubs, incluindo a gaita, o solo de guitarra e as harmonias de introdução. Curiosamente, a gaita que abre o single inglês é diferente das versões lançadas em outros países. Martin disse sobre a música: “Eu pedi a eles outra música tão boa quanto “Please Please Me”, e eles me trouxeram uma - 'From Me To You'. Parecia haver um poço sem fundo de canções"Os Beatles estão com seus instrumentos habituais: John Lennon canta, toca violão e gaita; Paul McCartney canta e toca baixo; George Harrison faz backing vocals e toca guitarra e Ringo Starr toca sua bateria. “From Me To You” aparece nos álbuns: A Collection of Beatles Oldies; 1963/1966Past Masters; 1; Anthology 1 e On Air - Live At The BBC Volume 2.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

DEL SHANNON - FROM ME TO YOU

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Em 18 de abril de 1963, os Beatles foram um dos 15 artistas a tocar no Swinging Sound '63, um concerto de estrelas no Royal Albert Hall em Londres. Eles tocaram "From Me to You" e "Twist and Shout".

Del Shannon também estava no projeto naquela noite. Após o show, ele disse a John Lennon que iria gravar "From Me to You" para dar ao grupo alguma exposição na América. No início, Lennon ficou lisonjeado, mas rapidamente mudou de ideia, percebendo que uma versão cover de Shannon poderia prejudicar as chances dos Beatles de fazerem um sucesso nos Estados Unidos. No final das contas, Lennon estava temporariamente certo, mas a versão do artista não foi lá um grande sucesso na América. No início de junho, a Bigtop Records lançou a versão de Shannon de "From Me to You" como sequência de "Two Kinds of Teardrops". Entrou na Billboard Hot 100 em 29 de junho, tornando-se a primeira composição de Lennon-McCartney a chegar às paradas americanas. Passou quatro semanas na parada até alcançar va posição 77. Foi mais bem-sucedida em Chicago, pois alcançou a posição 15 no WLS "Silver Dollar Survey". “Naquela época, ninguém tinha ouvido falar dos Beatles aqui (nos Estados Unidos), mas eu sabia que eles eram grandes compositores, então peguei uma de suas canções”, disse Shannon mais tarde.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

WINGS - SILLY LOVE SONGS - SENSACIONAL!!!*****

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"Silly Love Songs" - “Tolas canções de Amor” - é uma música de Paul McCartney gravada por ele e sua banda Wings para seu álbum de 1976 Wings at the Speed ​​of Sound e também foi lançada como single em 1976, com "Cook of the House" do lado B. A letra foi escrita em resposta aos críticos de música após McCartney ler nos jornais algumas críticas que o acusavam de compor apenas melodias e letras bobas. O ritmo apresenta certo flerte com a batida disco. Uma versão alternativa em ritmo de reggae foi gravada também durante as sessões de “Speed Of Sound”.

O single foi lançado em 1 de abril de 1976 nos EUA e passou cinco semanas não consecutivas no número 1 na Billboard Hot 100. "Silly Love Songs" foi a música pop que mais ficou em número 1 nos gráficos da Billboard de 1976. O single recebeu o disco de ouro da Recording Industry Association of America pelas vendas de mais de um milhão de cópias. A Billboard listou "Silly Love Songs" como o maior hit Hot 100 de Paul McCartney. O single britânico foi lançado em 30 de abril de 1976 e alcançou o número 2 no UK Singles Chart. "Silly Love Songs" já apareceu em várias compilações de grandes sucessos de McCartney, incluindo Wings Greatest e All the Best!. Também apareceu na coleção Wingspan: Hits e History. Em 1976, o Wings gravou "Silly Love Songs" ao vivo para seu álbum triplo Wings Over America. Em 1984, Paul McCartney regravou "Silly Love Songs" como parte da trilha sonora para o filme duramente criticado Give My Regards To Broad Street.

PARAIBANOS DÃO SHOW TOCANDO CLÁSSICO DOS BEATLES

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While My Guitar Gently Weeps é um clássico do repertório dos Beatles e uma das melhores canções compostas por George Harrison. O registro original, de 1968, está no Álbum Branco. While My Guitar Gently Weeps. Enquanto minha guitarra chora gentilmente. As palavras gently weeps foram encontradas por George no I Ching, e daí nasceu a canção. Há um detalhe curioso na gravação. Harrison era o lead guitar dos Beatles, mas o solo não é dele. É de Eric Clapton, seu grande amigo. Por mais de duas décadas, depois da dissolução dos Beatles, os dois tocaram a música juntos em performances ao vivo, e, aí, seus instrumentos “duelaram” gentilmente. Num vídeo disponível nas redes sociais e nas plataformas digitais, alguns dos melhores guitarristas paraibanos exibem seus talentos tocando While My Guitar Gently Weeps. A produção musical tem a assinatura de Zé Filho, um desses nossos notáveis músicos. É um belo tributo aos Beatles, a George Harrison e à guitarra, o principal instrumento da era do rock. Fonte: Jornal da Paraiba - Sílvio Osias

THE BEATLES - WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS – CIRQUE DU SOLEIL

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ABRACADABRA: APAREÇA STEVE MILLER!

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Em 1972, no álbum "Anthology" de Steve Miller, Paul McCartney colaborou em duas músicas: "Celebration" e "My Dark Hour". Paul toca baixo, bateria e participa nos vocais. Desde então, não fizeram mais nada juntos até 1997, quando McCartney entrou em estúdio para produzir o excelente Flamming Pie e o resultado saiu melhor que a encomenda. A música "Used to Be Bad", composta e tocada pelos dois com solos eletrizantes é uma verdadeira aula de guitarras.

Steve Miller nasceu em 5 de outubro de 1943 em Milwaukee, Wisconsin, EUA. Hoje tem 77 anos. É veterano e guitarrista virtuose de Blues e Rock. Em 1968, Miller formou a Steve Miller Band lançando o álbum "Children of the Future", o primeiro de um série de discos calcados solidamente no estilo de Blues Psicodélico que dominava o cenário musical de São Francisco na época. Miller só começaria a cantar em 1969, assumindo os vocais ocasionalmente no álbum "Brave New World".
"The Joker", de 1973, marcou o início de uma nova fase na carreira de Miller: mais simplista e direcionado ao Pop, o álbum obteve grande êxito com a faixa título e outras canções. Miller assumira o papel de cantor. Seu alcance vocal limitado na verdade fez com que as músicas se tornassem mais acessíveis e propensas a tocarem nas rádios. Depois vieram "Fly Like an Eagle" e "Book of Dreams". Estes álbuns representaram o auge do sucesso comercial de Miller, ambos alcançando as colocações máximas nas paradas musicais e emplacando diversos hits, como “Rock ‘N’ Me”, “Take the Money and Run”, “Jet Airliner” e “Jungle Love”. Enquanto a crítica esculhambava Miller por ele abandonar suas composições mais ambiciosas e socialmente engajadas em favor de simples sucessos de Pop-Rock influenciados por Blues, os fãs aumentavam cada vez mais, e a Steve Miller Band co-encabeçou uma grande turnê por estádios com The Eagles em 1977.
Do alto de seu massivo sucesso, Miller resolveu dar uma pausa nas gravações e turnês, só emergindo em 1981 com "Circle of Live", um álbum ambicioso possivelmente planejado para aplacar os críticos com seu novo estilo. As vendas foram decepcionantes, e em 1982 ele retornou à formula Pop com outro álbum de sucesso, "Abracadabra" que vendeu milhões de cópias em todo o mundo. Este foi seu último grande êxito comercial.

PAUL McCARTNEY & STEVE MILLER - USED TO BE BAD*****

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“Used To Be Bad” é a nona faixa música do impecável álbum “Flaming Pie“, lançado por Paul McCartney em1997. A música nasceu de mais uma parceria entre McCartney e o guitarrista Steve Miller durante a gravação do álbum. Tendo gostado de "Young Boy", Steve Miller estava ansioso para estender a colaboração, querendo que Paul cantasse alguns “Blues do Texas”. Como consequência, ele chegou ao segundo conjunto de sessões com dezenas de riffs de guitarra; isso levou Paul a ir para trás da bateria e a dupla tocou por algum tempo, trocando ideias, até que Miller começou a adicionar palavras à jam, utilizando linhas de Blues: “Eu costumava ser mal, mas não preciso ser mais tão ruim”. Assim que a peça se solidificou, Paul dobrou o baixo e Miller acrescentou alguns solos antes das linhas vocais trocadas. "Eu gosto de Blues, mas não faço muito, então quando Steve Miller disse que queria me fazer cantar “Texas Blues”, pareceu uma boa oferta. Eu peguei bateria, ele tocou guitarra, tudo ao vivo, e nos divertimos. Então Steve veio com algumas palavras, sugerindo que usássemos velhas linhas do Blues. Coloquei o baixo, Steve fez alguns solos e decidimos cantar linhas alternadas, cantando no mesmo microfone. Foi uma jam, baseada no riff de Steve e feita no estúdio, e o vocal veio em uma única tomada". Disse McCartney.

ACE FREHLEY LANÇA ANIMAÇÃO PARA “I’M DOWN” DOS BEATLES

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Ace Frehley, ex-guitarrista do Kiss acaba de lançar um vídeo animado contendo uma cover de I’m Down”, dos Beatles. A faixa integra Origins Vol. 2, lançada em setembro e que dá sequência a coleção de releituras do músico de 2016. A animação foi dirigida por Ken Gullic, da eOne, e mostra Ace numa perigosa aventura no ano maluco de 2020 na qual enfrenta uma série de vilões.A versão original de “I’m Down” foi lançada pela primeira vez em 1965 pelos Beatles como o lado-B de “Help!”.