terça-feira, 23 de novembro de 2021
THE BEATLES - GET BACK - THE SONG ✮✮✮✮✮✮✮✮✮✮

Paul McCartney disse várias vezes que fez “Get Back” originalmente “como uma canção política” e fitas demo remanescentes revelam que ele planejava satirizar as atitudes daqueles que achavam que os imigrantes da Inglaterra deveriam ser repatriados. Deveria ser cantada do ponto de vista de alguém que que acha que imigrantes estavam “tirando” seus lugares e, consequentemente, incitava-os a “voltar” para o lugar de onde tinham saído, e suas intenções satíricas podiam facilmente ser mal interpretadas. Anos depois, Paul ainda tinha que responder perguntas de jornalistas que tinham ouvido versões piratas e queriam saber se ele tinha passado por uma fase racista. “Os versos não eram nada racistas. Se houve um grupo que não era racista, eram os Beatles. Todas as nossas pessoas preferidas eram sempre negras”. Praticamente composta à quatro mãos, quando foi gravada, “Get Back” tinha sido transformada em uma música sobre alguém chamado Jojo, de Tucson, Arizona e uma doce Loretta Martin pensou que era uma mulher, mas ela era outro homem. Nenhuma história se desenvolve, e o refrão original foi mantido. Por se tratar de um rock,“Get Back” foi entendida como um retorno às raízes musicais, e o anúncio de jornal da Apple que trazia o slogan “Os Beatles como a natureza os queria” parecia confirmar essa ideia, “Get Back” é o novo single dos Beatles. É a gravação dos Beatles mais ao vivo, impossível, nessa era eletrônica. Não há nada eletrônico nela. Get Back é um puro rock de primavera”, dizia. O anúncio continuava citando Paul: “Estávamos sentados no estúdio e a fizemos do nada... começamos a escrever a letra ali mesmo... quando terminamos, nós a gravamos nos estúdios da Apple e a transformamos em uma música para curtir as mudanças”. Em entrevistas posteriores George Harrison disse que Paul cantava o refrão nos ensaios com um olhar “esquartejador” para Yoko Ono: “Get back to where you once belonged” ou “Volte para o lugar de onde você veio”. Isso tornou-se a paranoia de John Lennon. Ao final da música, Paul agradece os aplausos de Maureen, esposa de Ringo (Thanks, Mo!) e John tem a palavra final por alguns segundos: "Gostaria de agradecer a todos em nome do grupo, e espero que tenhamos passado no teste".

“Get Back” é uma canção gravada pelos Beatles e composta em sua maioria por Paul McCartney, mas creditada a Lennon-McCartney, claro e originalmente lançada como single em 11 de abril de 1969 creditada a "The Beatles with Billy Preston". Uma mixagem diferente se tornou a faixa final do álbum Let It Be (1970), lançado logo após a separação do grupo. A versão do single apareceu posteriormente nos álbuns de compilação de 1967–1970, 20 Greatest Hits, Past Masters e 1.

O single alcançou o primeiro lugar no Reino Unido, Estados Unidos, Irlanda, Canadá, Nova Zelândia, Holanda, Austrália, França, Alemanha Ocidental, México, Noruega, Suíça, Áustria e Bélgica. "Get Back" foi o único single dos Beatles que deu crédito a outro artista a seu pedido e também foi o primeiro single dos Beatles lançado em estéreo verdadeiro nos Estados Unidos. No Reino Unido, os singles dos Beatles permaneceram em mono até o lançamento do single seguinte, "The Ballad of John and Yoko". “Get Back” foi gravada nos dias 21, 23, 24, 27, 28, 29 e 30 de janeiro de 1969. Foi produzida por George Martin e Glyn Johns como engenheiro. Paul McCartney: vocal e baixo; John Lennon: backing vocals e guitarra solo; George Harrison: guitarra; Ringo Starr: bateria; e Billy Preston: piano elétrico.
segunda-feira, 22 de novembro de 2021
THE BEATLES - GET BACK - DISNEY+

Finalmente, parece que está chegando a hora de conferir 'The Beatles: Get Back', a aguardada série de documentários em três partes dirigida e produzida por Peter Jackson, abrange o making of do álbum Let It Be dos Beatles de 1970, que teve o título provisório de Get Back e retira o material capturado originalmente por Michael Lindsay-Hogg para o filme de 1970. Concebido originalmente como um longa-metragem, cada episódio de 'The Beatles: Get Back' tem cerca de duas horas de duração, perfazendo um total de seis horas. Jackson caracterizou 'The Beatles: Get Back' como "um documentário sobre um documentário". Comentaristas descreveram como um desafio às crenças de longa data de que a produção de Let It Be foi marcada inteiramente por tensões entre os Beatles, mostrando um lado mais otimista da produção. 'The Beatles: Get Back' estreará na Disney + consecutivamente dias 25, 26 e 27 de novembro de 2021. Não dá para perder!
JOHN LENNON - (FORGIVE ME) MY LITTLE FLOWER PRINCESS

"(Forgive Me) My Little Flower Princess" é uma música escrita e gravada por John Lennon, lançada postumamente no álbum Milk and Honey de 1984. "Princess" é a 3ª faixa do lado 2 do álbum (LP) e 9ª do CD. Foi composta durante as férias de Lennon entre junho e julho de 1980 nas Bermudas, onde passou um total de sete semanas. Nessa época, compôs várias músicas e gravou algumas demos que seriam utilizadas posteriormente durante os ensaios em estúdio, entre agosto e setembro daquele ano. À semelhança de outras peças da época, tem notável influência da música caribenha (como "Beautiful Boy (Darling Boy)" ou a também inacabada "Borrowed Time").

"My Little Flower Princess" como tantas outras da época, era dedicada a Yoko Ono e era um pedido de desculpas por magoá-la ou ofendê-la. Embora não esteja claro o que a inspirou, sabe-se que Yoko Ono viajou para as Bermudas para se juntar brevemente a Lennon e Sean em junho daquele ano, mas voltou para Nova York por dois dias depois. Lennon teria ficado enojado com a relutância dela em ficar ao seu lado e durante uma conversa telefônica frustrada subsequente. Sob esse tema, ele também compôs "I'm Losing You". Aparentemente, fez a música após sua discordância e a letra sugere que sim, quando fala sobre "meu egoísmo absoluto" e implora por uma nova oportunidade. Isto mostra que Lennon foi profundamente afetado pela possibilidade de perder Ono mais uma vez. Ele havia se desculpado em outras canções anteriores, principalmente em "Jealous Guy" de 1971 e em "Aisumasen (I'm Sorry)" de 1973.

Lennon gravou preliminarmente "Princess" no estúdio Hit Factory em Nova York no início das sessões de Double Fantasy, em agosto de 1980, mas de forma inacabada. Os resultados seriam apenas uma referência para futuras gravações, permitindo a Lennon reconsiderar a música em um momento posterior. No entanto, essa oportunidade nunca apareceu e o trabalho em andamento registrado foi publicado em 1984, após sua morte. John Lennon: vocais, guitarra elétrica; Earl Slick e Hugh McCracken: guitarra elétrica; Tony Levin: baixo; George Small: teclados; Andy Newmark: bateria; e Arthur Jenkins: percussão.
sexta-feira, 19 de novembro de 2021
THE BEATLES - LEAVE MY KITTEN ALONE✶✶✶✶✶

"Leave My Kitten Alone", algo como "deixe minha gatinha em paz" foi um hit de R&B de 1959, escrito por Little Willie John, Titus Turner e James McDougal, gravado pela primeira vez pelo próprio Willie John e logo em seguida por Johnny Preston. A versão original, de Little Willie John, pela King Records, chegou ao número 13 na parada da Billboard e número 60 no gráfico de pop em seu primeiro lançamento em 1959. A versão cover de Johnny Preston alcançou o n° 73 no gráfico pop no início de 1961, momento em que a versão de Little Willie John foi relançada e novamente subiu para # 60. Nenhuma dessas gravações alcançou o UK Singles Chart.

Ao longo das décadas que se seguiram, várias covers foram gravadas, em diferentes gêneros musicais, às vezes com a letra alterada pelos artistas, incluindo Solomon Burke, Sam the Sham & the Pharaohs, Roky Erickson, The Syndicats com Steve Howe, The Sonics e outros.

Os Beatles gravaram cinco takes de "Leave My Kitten Alone" durante as sessões de gravação para o Beatles for Sale. A música nunca chegou a ser mixada e não foi incluída no álbum. "Leave My Kitten Alone" foi a primeira música completa dos Beatles a ser descartada desde "How Do You Do It" em setembro de 1962. A banda provavelmente baseou sua versão no single de Johnny Preston em 1961. Essa música fazia parte do repertório ao vivo dos Beatles durante o período de Hamburgo, embora em agosto de 1964 eles já não a tocassem mais há dois anos.

Se "Kitten" tivesse sido lançada no Beatles For Sale, certamente teria sido um dos destaques. O motivo pelo qual foi rejeitada não é claro, embora tenha sido sugerido que foi em favor de "Everybody's Trying To Be My Baby", para dar a George Harrison um vocal principal. Os Beatles gravaram "Leave My Kitten Alone" em 14 de agosto de 1964 nos estúdios da EMI em Abbey Road, produzida por George Martin que teve Norman Smith como engenheiro. John Lennon faz os vocais e toca guitarra; Paul McCartney toca baixo e piano; George Harrison toca a guitarra principal e Ringo Starr toca bateria e pandeiro. "Leave My Kitten Alone" foi mixada em 1982 por John Barrett para The Beatles at Abbey Road, uma apresentação de vídeo mostrada como parte de um passeio público dos estúdios Abbey Road no ano seguinte. Foi novamente remixada em 1984 por Geoff Emerick para a inclusão em um projeto de sessões inéditas. Em 1994, Geoff Emerick remixou a música novamente, desta vez para o Anthology e "Kitten" finalmente viu a luz do sol no lançamento oficial no primeiro volume em 1995.
quarta-feira, 17 de novembro de 2021
PAUL McCARTNEY - DISTRACTIONS

Pura Bossa Nova típicamente Maccartiana, “Distractions” foi composta por Paul McCartney e lançada no excelente álbum de 1989 Flowers In The Dirt.

Em 1989, Paul McCartney compartilhou suas lembranças com a extinta revista Bizz sobre inspirar-se na música brasileira para compor a música: “Distractions’ é meio brasileira. A ideia era fazer uma música meio latina, suave, que me lembra um pouco o Brasil, muito íntima e romântica. Conversei com meu produtor e disse: ‘Vamos tentar uma coisa levemente brasileira e levemente jazz...’ Não tenho certeza se os brasileiros vão concordar. Às vezes você chega em uma letra que pode significar muito. Se você ama as pessoas, quer ficar ao lado delas o tempo todo e aproveitar a melhor época de sua vida. Mas no meio disso, você precisa trabalhar e fazer outras coisas. Então, chamei isso tudo na música de distrações”. “Distractions” foi gravada no estúdio The Mill, em East Sussex, em 6 de maio de 1988 e no Mad Hatter’s Studio, em Los Feliz, Califórnia em 1º de novembro de 1988. Paul McCartney canta, toca baixo, percussão e violão de náilon; Linda McCartney: Harmonias; Hamish Stuart: Violão e harmonias; Chris Whitten: Percussão e bateria; Clare Fischer: Arranjo de cordas.

No início de 2017, McCartney surpreendeu os fãs com uma demo inédita de “Distractions”, de “Flowers In The Dirt”, lançado em 1989. A versão faz parte do relançamento remasterizado do disco, que na versão Deluxe contou, além desta demo, com diversos materiais extras das gravações, incluindo fotos e documentos pessoais de McCartney.
THE BEATLES - THE BEATLES' STORY - CAPITOL - 1964


Este álbum duplo, lançado aqui no Brasil em 1982, tem uma das capas mais bonitas que eu vi em um dos discos dos Beatles. Mas é só a capa mesmo! É um disco monótono, de entrevistas picotadas e nem ao menos toca as músicas inteiras.

The Beatles 'Story foi o sexto álbum dos Beatles nos Estados Unidos, lançado em 23 de novembro de 1964 pela Capitol Records. É um álbum duplo documental com entrevistas, coletivas de imprensa e trechos de versões originais ou orquestrais de canções dos Beatles, com narração em off. O encarte original do álbum o descreveu como uma "narrativa e biografia musical" da Beatlemania. A Capitol lançou o álbum em resposta ao LP Hear the Beatles Tell All , da Vee-Jay Records , uma compilação de entrevistas de rádio com a banda realizadas por disc jockeys de Los Angeles.

The Beatles 'Story conta a história do grupo em cerca de 50 minutos - do início em Liverpool, como The Quarryman, ao período em Hamburgo até o sucesso mundial. O disco foi compilado e narrado por John Babcock, em conjunto com Al Wiman e Roger Christian, da rádio KFWB de Hollywood, na Califórnia, e produzido por Gary Usher e Roger Christian, com exceção dos breves trechos de gravações dos Beatles, produzidas por George Martin.

No todo, o álbum é uma biografia bem confeitada e inclui entrevistas com a banda e com as fãs histéricas após a apresentação de 1964 no Hollywood Bowl, palco da gravação ao vivo de "Twist And Shout", presente no lado 4, intercaladas em meio às entrevistas e à narrativa estão 14 gravações dos Beatles não creditadas na capa do álbum ou no rótulo dos discos. Além de partes de "Twist And Shout", as outras faixas são: "l Want To Hold Your Hand", "Slow Down", "This Boy", "You Can't Do That", "If l Fell", "A Hard Day's Night", "And l Love Her", "Things We Said Today", 'Tm Happy Just To Dance with You", "Little Child", "Long Tall Sally", "She Loves You" e "Boys". Ao longo do álbum, o narrador entra com biografias breves de cada beatle, além do empresário Brian Epstein e do produtor George Martin. Tenta-se explicar a Beatlemania, mas sem sucesso. Ainda assim, o álbum é capaz de capturar o espírito e a intensidade da mania nos EUA, no auge do sucesso dos rapazes. Em 2014, The Beatles 'Story foi disponibilizado em CD pela primeira vez como parte da box set dos Beatles The US Albums. Stephen Thomas Erlewine da AllMusic descreve-o como "um registro neo-documentário tedioso". Pode ser. Mas que esse iníciozinho com "On Stage With The Beatles", com "I Want To Hold Your Hand" orquestrada e a plateia gritando é emocionante, é!
Veja também: "THE BEATLES: THE U.S. ALBUNS"
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
THE BEATLES - I'VE GOT A FEELING - PRÉVIA INÉDITA

Celebrando o seu aniversário de 2 anos, a plataforma Disney+ divulgou diversas novidades e, entre elas, está um pequeniníssimo trecho inédito do documentário The Beatles: Get Back. São cerca de 90 segundos de filmagem da própria produção — ou seja, não se trata de um trailer, mas a primeira verdadeira prévia de como será a obra. E a boa notícia é que, pelo visto, teremos uma série que realmente mostra um olhar bastante interno na vida dos Beatles. Nesse pequeno trecho, pode-se ver a banda ensaiando (e aprendendo) o que viria a ser o clássico “I’ve Got a Feeling”. A iniciativa para a sessão começar parte do guitarrista George Harrison, e a música escrita por Paul McCartney é então passada aos companheiros de banda. É o próprio George quem dá o nome à canção. Uma vez que ouve o refrão em que a frase que viria a ser o título se repete, ele diz: "Essa se chama I’ve Got a Feeling?". "Se não chamava, passou a chamar!". Aqui, a gente confere esse pequeno trecho de “I’ve Got a Feeling”, onde também é possível ver John Lennon e Ringo Starr. The Beatles: Get Back estreia em três partes no Disney+ nos dias 25, 26 e 27 de novembro.
Confira: THE BEATLES - I'VE GOT A FEELING - YEAAAHHH!!!********** de 6 de janeiro de 2020. IMPERDÍVEL!
domingo, 14 de novembro de 2021
MÚSICA INÉDITA COM GEORGE HARRISON E RINGO STARR?

Tem sido bastante divulgado na internet nesses últimos dias, a notícia de que uma canção inédita com dois dos Beatles no auge de sua fama acaba de fazer sua estreia mundial depois de ser redescoberta em um sótão. O produtor indiano Suresh Joshi compôs e produziu em 1968 uma canção chamada “Radhe Shaam” para uma trilha sonora de um documentário que estava realizando. No momento de gravar a faixa em Londres com o cantor indiano Aashish Khan, seu amigo George Harrison apareceu no estúdio se oferecendo para tocar guitarra. E o melhor de tudo, trouxe com ele o baterista Ringo Starr. Na época, os dois estavam fazendo uma pausa na gravação do clássico “Hey Jude”. Após encontrar no ano passado esse registro com 50% dos Beatles em sua melhor fase na casa de um amigo que visitava, Joshi trabalhou para restaurá-lo e o apresentou no Museu dos Beatles, em Liverpool. É um registro raro que conta com a participação de dois dos Beatles. A qualidade não é das melhores, mas ninguém pode negar que essa é uma preciosidade digna dos maiores fãs da lendária banda britânica.
RINGO STARR - ELIZABETH REIGNS - 2003

A bonita "Elizabeth Reigns" é a penúltima faixa de Ringo Rama, 13º álbum de estúdio de Ringo Starr lançado em 25 de março de 2003.

Depois de I Wanna Be Santa Claus (1999), Ringo continuou a aliança com Mark Hudson, bem como com a maioria de seus colaboradores desse último projeto. Irritado com a Mercury (e vice-versa) que não tinha promovido I Wanna Be Santa Claus o suficiente, Ringo deixou a gravadora em 2000. Para Ringo Rama, os colaboradores incluiam Willie Nelson, Charlie Haden, Van Dyke Parks, David Gilmour, Shawn Colvin, Timothy B. Schmit e Eric Clapton."Elizabeth Reigns" surgiu enquanto Starr e Dean Grakal (compositor) estavam gravando em Rocca Bella Studio, algum tempo antes do jubileu de ouro da rainha Elizabeth II. Perguntando a Starr o que "Elizabeth Reigns" representava, Grakal começou uma música, com Starr exclamando "Eu não vou cantar sobre a Rainha". Mas, é sim sobre a rainha e inclusive traz versos como esse: "Seiscentos servos usam seu detergente esfregando o chão do palácio e todos os seus pecados são tão grandes quanto os Windsors. Então não vamos apontar mais o dedo. Nunca mais".
sábado, 13 de novembro de 2021
PAUL McCARTNEY - THE SPACE WITHIN US - SHOW!*****

The Space Within US é um DVD ao vivo de Paul McCartney, lançado em novembro de 2006. É composto de filmagens feitas durante sua 'US Tour' no outono de 2005 nos Estados Unidos em conjunto com o lançamento do álbum Chaos and Creation in the Backyard. Uma versão em Blu-ray foi lançada em novembro de 2008. Alcançou o número 3 nas paradas de vídeo dos Estados Unidos.

Em setembro de 2005, Paul McCartney começou uma travessia de 11 semanas e 34 shows pelos Estados Unidos com a 'US Tour'. Músicas de sua carreira solo, com os Wings e os Beatles fizeram parte do repertório. Em pouco tempo, se tornou o espetáculo do ano na América, com casas lotadas por onde passou. O vídeo captura a força de mais de 25 câmeras de HDTV em uma performance histórica de duas horas com quase 30 músicas. O material extra inclui uma mensagem de bom dia de Paul para os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, entrevistas com McCartney e banda, passagem de som etc. Entre os depoimentos colhidos para o filme estão os do Presidente Clinton, Tony Bennett, Herbie Hancock, Eddie Vedder (Pearl Jam), Alec Baldwin e muitos outros. "Paul McCartney: The Space Within US" apresenta uma performance ao vivo de mais de 30 sucessos, incluindo: "Magical Mystery Tour", "Flaming Pie", "Maybe I'm Amazed", "Eleanor Rigby", "Let Me Roll It", "Drive My Car", "Got To Get You Into My Life", "Till There Was You", "I Will", "Fine Line", "Good Day Sunshine", "Fixing A Hole", "Hey Jude", "Too Many People", "Penny Lane", "English Tea", "I've Got A Feeling", "Follow Me", "Jenny Wren", "Helter Skelter", "Yesterday", "Get Back" e "Please Please Me". Sensacional!
HENRY GROSSMAN - BEATLES PHOTOGRAPHER*****

Publicada originalmente em 27 de março de 2013.

“Eles adoravam tudo que fosse novidade, como skates e karts”. Diz o fotógrafo que conviveu com os Beatles entre 1964 e 1969, e lançou em 2012 “Places I remember: My Time With the Beatles” - Lugares de que me lembro: meu tempo com os Beatles. Henry Grossman realizou o sonho de qualquer beatlemaníaco. Nos anos em que os acompanhou, fez mais de 6000 imagens dos quatros rostos mais famosos do planeta. Uma grande parte dessas fotos (a maioria nunca vistas) foi selecionada para o livro, que foi lançado em edição limitada, numerada e assinada pelo fotógrafo.

Grossman nasceu em Nova York e aprendeu o ofício com o pai que fotografou personalidades como Gandhi, Einstein, Mussolini, e descobriu os elementos-chave do retrato clássico – especialmente a interação entre a luz e sombra.

Trabalhou para a revista Life, The New York Times, Time, Newsweek, Paris-Match entre outros. Por suas lentes passaram figuras políticas (os três irmãos Kennedy, Lyndon Johnson, Richard Nixon), pintores, escultores e escritores (Alexander Calder, Kurt Vonnegut, Vladimir Nabokov) e, especialmente artistas (Elizabeth Taylor, Richard Burton, Martha Graham, Nureyev, Leonard Bernstein, Luciano Pavarotti, Plácido Domingos, Barbra Streisand, Thelonious Monk).

Em seu livro, Grossman diz que conseguiu fotografar tão intimamente os Beatles, porque após um longo período de convivência, os quatro se acostumaram com sua presença. Cobriu a primeira aparição dos rapazes de Liverpool no Ed Sullivan Show, acompanhou as filmagens do filme “Help”, documentou uma noite de gravação do álbum “Sgt. Pepper’s” nos estúdios de Abbey Road e ainda frequentou as casas de todos para fotografá-los informalmente com seus amigos e famílias.

Entre os anos de 1964 e 1969, Grossman teve acesso quase que exclusivo à intimidade dos Beatles. Depois de conhecê-los nos nos bastidores do histórico show de Ed Sullivan, tornou-se amigo dos Fab Fou e contratado para retratar os bastidores de “Help!”. Daí em diante, não parou de fotografar os Beatles. Em casa, com família e amigos, no estúdio, tomando café da manhã, jogando pôquer, descansando na piscina, dormindo ou fazendo nada.


Um pouco mais velho que John, Paul, George e Ringo, Grossman gostava mais deles do que de sua música. “Eu não entendia de rock, preferia música clássica, talvez isso tenha ajudado a criar um vínculo – por que os Beatles precisariam de mais um puxa-saco repetindo que eles eram gênios?”, diz ele.

Foram mais de 6 mil fotografias dos Beatles, a grande maioria descartadas – até o lançamento de “Places I remember”, um livro de 528 páginas. É um calhamaço que pesa 6 quilos e custava na época do lançamento (2012) 495 dólares e uma cópia autografada 795.

“Eles estavam acostumados a me ver com a câmera, documentando tudo o que acontecia ao redor. Mais do que qualquer coisa, eu me tornei um amigo. Então, quando ia fotografar, ninguém pensava duas vezes. Ninguém se importava. Não era visto como invasivo”.

As fotos são de uma era bem anterior à nossa, em que popstars e celebridades de segunda linha fazem poses ridículas para revistas idiotas, 'abrindo' suas casas de maneira falsa e patética. Para quem gosta de retratos, o livro de Grossman é uma aula. Para quem gosta dos Beatles, é mais um motivo para folhear, colocar tudo de novo para tocar e lembrar que eles, antes de qualquer coisa, foram quatro jovens amigos que se divertiram muito na companhia uns dos outros – enquanto trabalhavam, ficavam ricos e se tornavam, ainda sem saber ao certo, a maior banda de todos os tempos. Henry Grossman deve estar com 85 anos.
sexta-feira, 12 de novembro de 2021
ELETRIC LIGHT ORCHESTRA - ROCK 'N' ROLL IS KING *****

"Rock 'n' Roll Is King" é uma música de Jeff Lynne, interpretada pela Electric Light Orchestra (ELO) e lançada como um single do álbum Secret Messages de 1983. Com essa música a banda voltou às suas raízes do Rock 'n' Roll apresenta um solo de violino executado por Mik Kaminski. "Rock 'n' Roll Is King" passou por muitas mudanças durante a gravação e em um ponto seria chamada de "Motor Factory" com um conjunto de letras completamente diferente. O single provou ser o último single da ELO entre os vinte melhores do Reino Unido, e alcançou o nº 19 nos EUA em agosto de 1983.
Confira também: ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA - FOUR LITTLE DIAMONDS ❖❖❖❖
PAUL McCARTNEY - GOODNIGHT PRINCESS - SENSACIONAL!

“Goodnight Princess” no melhor estilo das big bands é uma faixa instrumental lançada como bônus no CD do álbum de 1984 Give My Regards To Broad Street com a trilha sonora do filme de mesmo nome. Em 2012, correu um boato de que Paul McCartney teria gravado uma versão de“Goodnight Princess” (com letra) como parte das sessões do álbum Kisses On The Bottom, mas se isso aconteceu, permanece inédita. “Goodnight Princess” foi gravada no dia seguinte ao remake de 'The Long And Winding Road' no AIR Studios em novembro de 1983; McCartney oferece uma contribuição narrada, mas não aparece de outra forma na música. E para conhecer ainda mais esta pérola de Paul mCcCartney, a gente confere abaixo a seguir e em vermelho, o que disse o escritor e maior pesquisador da obra de Macca no Brasil, Claudio Dirani em seu belíssimo livro "Masters - Paul mCcCartney em discos e canções", de 2017.

Para a nostálgica e importante cena de reviver Jim McCartney (falecido cm 1976), Paul se empenhou em compor uma melodia ao gosto de seu pai, um pianista de jazz nos anos 30 c 40 nas horas vagas. 1 Goodnight Princess”, gravada na mesma sessão do remake de “The Long and Winding Road”, relembra um pouco a gravação de “Walking in the Park with Eloise”, composição do próprio Jim McCartney, lançada pelo Wings. No filme, Jim foi interpretado por Sir Ralph Richardson, um genial ator na concepção da palavra.

Richardson nasceu cm Cheltenham, Gloucestershire, cm 19 de dezembro de 1902, e quando convidado para interpretar o pai fictício de Paul McCartney cm Give My Regards to Broad Street o ator inglês já colecionava uma infinidade de atuações importantes, tanto no teatro < omo no cinema britânico. Entre elas, aclamados textos shakespearia- nos como Macbeth, Sonho de uma Noite de Verão, O Mercador de Veneza, Hamlet c A Tempestade sir Ralph Richardson também teve grande destaque na sétima arte. No drama Longa Jornada Noite Adentro, de Sidney Lumet, Richardson e Katherine Hepburn receberam prêmios de Melhor Ator e Atriz no Festival Internacional de Cinema de Cannes em 1962.

Com “Goodnight Princess” pronta, Paul estava empolgado com a participação de Richardson na cena e ainda mais ansioso para ver sua música fazendo background para tão importante nome das artes britânicas. Mas em 1983, um ano antes de Give My Regards to Broad Street chegar as telas, Sir Ralph Richardson adoeceu. Com problemas gástricos, ele precisou interromper seu trabalho na peça Inner Voices, em cartaz no National Theatre. No dia 10 de outubro ele viu sua última cortina fechar. Além de Give My Regards to Broad Street, Richardson trabalhou em Greystoke: a lenda de Tarzan, seu adeus ao cinema. Na sessão de gravação no AIR Studios, Paul, Linda e Eric Stewart participaram com alguns vocais incidentaiss — sem tocar instrumentos. Isso ficou a cargo de John Dean (bateria e percussão), Russ Stableford (baixo acústico), Eric ford (guitarra), Eric Butler (piano) e a banda de metais composta por Ronnie Hughes, Bobby Haughey, Chris Smith, Derek Grossmith, Eddie Mordue, Vic Ash, Patrick Hailing, Laurie Lewis, Raymond Keenlyside e Tony Gilbert.
quarta-feira, 10 de novembro de 2021
THE BEATLES - ALL MY LOVING... I WILL SEND TO YOU!!!

Geralmente considerada seu primeiro grande trabalho, o destaque de Paul McCartney no segundo álbum dos Beatles - With The Beatles - foi escrito durante a turnê da banda com Roy Orbison, que começou em 18 de maio de 1963. A música rapidamente entrou no set ao vivo dos Beatles, permanecendo em 1963 e grande parte de 1964. Também marcou o ponto em que Paul McCartney começou a emergir do domínio de John Lennon, afirmando-se como um talento igualmente digno de atenção.

Embora não tenha sido lançada oficialmente como single no Reino Unido ou nos Estados Unidos, "All My Loving" atraiu considerável difusão nas rádios, o que levou a EMI a lançá-la como a faixa-título de um EP. "All My Loving" foi lançada como single no Canadá, onde se tornou um hit número um. O single canadense foi importado para os EUA em quantidades suficientes para chegar ao número 45 na Billboard Hot 100 em abril de 1964.

Os Beatles gravaram "All My Loving" em quatro ocasiões para a BBC. Em 17 de dezembro de 1963, para o Saturday Club, que foi transmitido em 21 de dezembro. A segunda versão para a BBC foi em 18 de dezembro de 1963, para o primeiro show From Us to You, que foi transmitido em 26 de dezembro. A terceira ocorreu em 7 de janeiro de 1964 para mais um episódio do Saturday Club, transmitido em 15 de fevereiro. A versão final, que foi incluída no álbum Live At The BBC, foi novamente para From Us to You, gravado em 28 de fevereiro e foi ao ar em 30 de março.

"All My Loving" foi a primeira música interpretada pelos Beatles em sua apresentação de estreia no The Ed Sullivan Show em Nova York em 9 de fevereiro de 1964. Esta gravação extremamente importante foi incluída na coleção Anthology 1.

A versão que aparece no álbum With The Beatles, os Beatles gravaram em 30 de julho de 1963, uma sessão bem ocupada em que também finalizaram "Please Mister Postman", "It Won’t Belong", "Money (that’s what i want)", "Till There Was You" e "Roll Over Beethoven". "All My Loving" foi a última gravada nesse dia. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Os Beatles estão em seus instrumentos habituais: Paul McCartney - vocais e baixo; John Lennon - vocais de apoio e guitarra base; George Harrison - vocais de apoio e guitarra solo; e Ringo Starr - bateria. "All My Loving" está disponível nos álbuns With The Beatles, Live At The BBC e Anthology 1.
Assinar:
Comentários (Atom)

