domingo, 9 de outubro de 2011

DOUBLE FANTASY - UM PRESENTE PARA JOHN LENNON

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1980 marcou um importante fim e ainda mais importante começo para John Lennon. Ele estava cansado, doente e exausto de viver doente e exausto. Ele empregou seus últimos fiapos de determinação para começar o processo de desintoxicação, a frio dessa vez. Sem ajuda de metadona, de morfina, de rituais xamânicos, sem recaídas, sem voltar atrás. Aos 39 anos, seu corpo parecia o de um mendigo nova-iorquino desnutrido. Magro, com as costelas aparentes, barba e cabelos esparsos, o que lhe restava de musculatura estava flácido, desprovido de tônus sobre os ossos. Nos últimos cinco anos Lennon havia desenvolvido uma enorme aversão por si mesmo. Sabia que havia chegado ao fundo do poço, numa crise de identidade de cinco anos. O autoproclamado "marido e dono de casa" estava sofrendo o mal-estar do isolamento e do tédio, idênticos às reclamações das donas de casa suburbanas.
O que aconteceu a John foi a mesma coisa que aconteceu a Eivis Prestey, Howard Hughes e muitos outros ricos reclusos e autoíndulgentes: Lennon havia simplesmente se recusado a pagar o preço para permanecer vivo, o tributo feito em termos de envolvimento, responsabilidade e esforço, Encontrando em Yoko Ono alguém disposto a lhe poupar o fardo da existência. John havia se afastado da realidade de seus próprios negócios. Yoko, ou "Mamãe", como ele a chamava, o aconselhou a não se ocupar mais de novas músicas. O édito estava em vigor havia mais de cinco anos agora, e os frutos de seu trabalho estavam apodrecendo. Não importa quão inquieto ele se tornara, ela continuava advertíndo-o de que se tentasse cortejar as musas iria sofrer um fracasso humilhante, Esse longo silêncio estava prestes a acabar.
Quando John e Yoko voltaram de sua terceira viagem anual ao Japão, fizeram um pacto de se livrarem do vício da heroína. John, prometendo conseguir isso buscou técnicas de isolamento meditativo. Usou um tanque de privação sensorial: uma grande caixa negra no formato de um caixão cheia de uma solução salina morna. Flutuando por até meia hora, sem som e na escuridão total, experimentava uma sensação parecida com a de quando estava drogado, isolado em seu quarto por dias, imergiu em suas questões favoritas, relacionadas ao misticismo e às civilizações antigas. Como literatura inspiradora, releu os relatos de aventuras Kon Tiki, de Thor Heyerdal e do famoso navegador sir Francis Chichester. Tocado por essas fábulas de autoconfiança e suficiência, encontrou a coragem para começar a confrontar seus demónios. Estava pronto para voltar à tona.
Yoko evitou confrontar sua dependência de heroína e permaneceu uma junkie "funcional". Administrando a fortuna de 150 milhões de dólares do casal, havia investido no mercado imobiliário e comprado mansões na costa de Palm Beach, na Flórida, e em Long Island. John era dono de dois haras no rio Potomac e de uma fazenda em Catskills onde nunca poria os pés, além de urna fazenda de gado leiteiro no estado de Nova York avaliada em vários milhões de dólares. Sua propriedade favorita, escolhida por Yoko, era a casa em Cold Spring Harbor, em Nova York, chamada de Cannon Hill. Foi nessa mansão de 14 quartos, de frente para o mar, que ele se isolou no início da primavera. A proximidade com o mar sempre o inspirava a fantasiar sobre viagens e ele mandou seu assistente Fred Seaman comprar um barco a motor para que ele pudesse passear pela baía.
John ganhou confiança e destreza na pequena embarcação. Encontrando nova satisfação em estar na água, comprou também um pequeno veleiro, o Isis. Ele e Fred aprenderam a navegá-lo, tomando aulas com Tyier Coneys, um marinheiro veterano. Começou a desejar "a coisa certa", dizendo a Fred como gostaria de velejar pelo Atlântico até o Tâmisa em Londres em vez de ir de limusine para o aeroporto de Heathrow. A ideia de velejar de volta para a Inglaterra se transformou em obsessão. Yoko disse que não fosse para a Inglaterra, mas para o sudeste, até as Bermudas. Em 4 de junho de 1980, John embarcou em um pequeno avião com seu instrutor de vela Tyler Coneys e voou para Newport Rhode Island para pegar seu veleiro fretado, a escuna de 13 metros Megan Jayne, capitaneada por Hank Beard. Outros dois primos de Tyler Coneys formavam o restante da tripulação. Seguindo para o mar aberto, sozinho no meio de estranhos, John estava assumindo o tipo de risco que passou toda a vida evitando. Ao mesmo tempo, realizava urna de suas fantasias infantis mais queridas: ir para o mar, como seu pai e seu avô. Com pouco conhecimento de navegação, John ocupou a cozinha do navio. A purificação emocional de uma nova aventura trabalhava sua alma e a adrenalina fresca corria em suas veias, provocando um novo e inesperado humor.
Inevitavelmente, em se tratando do Triângulo das Bermudas, o barco passou por uma forte tempestade, Um a um, os membros da tripulação ficaram enjoados e incapacitados. Na condição de único tripulante a não vomitar, o capitão ordenou que John ficasse no leme por quatro horas. Lutando para man­ter o curso, amarrado a uma corda enquanto o deque se inclinava e balançava, primeiro ficou aterrorizado com a visão do mar lançando seu peso e força ex­traordinários. A água que corria pelo convés era alar­mante. John estava sozinho no leme, batendo de frente com ondas de seis metros de altura.
Mas o barco manteve seu curso e, depois dos primeiros quinze minutos de puro terror, ele sentiu aumentar sua coragem. Era como estar no palco. Primeiro você entra em pânico e está prestes a vomitar, mas depois começa a fazer o que sabe fazer, esquece todos os medos e começa a ter prazer com a coisa toda. Enquanto o mar crescia diante dele, Lennon gritava de volta, cantava canções de marinheiros que ouvira na voz do pai em Líverpool. Havia vencido sua tempestade perfeita e chegado ao outro lado com a bazófia de um marinheiro para descansar no sol tropical de Hamilton Terrace, nas Bermudas. Fred Seaman estava emocionado ao se juntar a ele na ilha caribenha. Depois de mais de um ano vendo seu herói viver como um homem apanhado por urna doença devastadora, testemunhava o renascimento do verdadeiro, velho e bom John Lennon.
Instruído a encontrar um refúgio criativo para John viver e trabalhar, Fred logo descobriu Fairylands Undercliff: uma vila à beira-mar, isolada em um trecho estreito de terra. Durante o entardecer John fumava no pátio enquanto ouvia o álbum “Burnin” de Bob Marley. Depois de tocar Hallelujah Time sem parar durante meia hora, explicou a Fred que finalmente havia entendido o motivo de ter ficado tão obcecado com a canção por tanto tempo: era a frase sobre "não ter muito tempo para viver". Era exatamente como se sentia. Imediatamente começou a improvisar sobre a frase do álbum de Marley. Fred ligou o gravador enquanto John tocava sua versão pirata da música que iria se chamar Living on Borrowed Time. Satisfeito, acendeu um cigarro de maconha e começou a descrever para Fred, de maneira arrebatada, sua ideia de um grande álbum, A gravação seria repleta dos sons sensuais, Importados da Jamaica.
Os planos de John acabaram na manhã seguinte, quando descreveu sua visão a Yoko Ono por telefone. Yoko brigou para tê-lo de volta. Sem o conhecimento de John, havia decidido que sua obsessão em controlar os negócios familiares havia acabado e anunciou a seus bajuladores que voltaria a produzir arte e "eventos" musicais. Ela já tinha um monte de canções para gravar e estava determinada a transformá-las em um álbum de sucesso. A experiência havia lhe ensinado que um álbum solo seria o fim da estrada. Se produzisse seu próprio álbum, John faria a mesma coisa, E o dela ficaria nas prateleiras das lojas enquanto o dele evaporaria rapidamente. A solução foi o conceito de "the heart play": um diálogo entre amantes casados. Diante dessa ideia, John foi impelido a um apuro imediato: se rejeitasse o conceito, rejeitaria o mito de John e Yoko. Se adotasse a proposta, daria adeus à orientação de seus ternas caribenhas. Depois de uma maratona de telefonemas e brigas iradas cara a cara, John foi persuadido a abandonar sua ideia de um álbum de reggae com uma pitada de tango em favor de um outro no qual duas pessoas, empregando idiomas musicais discordantes, cantavam alternadamente, falando de coisas diferentes.
John continuou nas Bermudas por cinco meses compondo e trabalhando, incapaz de achar Yoko por telefone por vários dias, escreveu a melhor peça do viria a ser o álbum “Double Fantasy”: l'm Losing You. Depois da temporada nos trópicos, ele voltou para Nova York planejando ir direto ao estúdio de gravações. Começou a organizar ensaios e a juntar uma banda, Instruiu Jack Douglas, seu produtor, a contratar novos músicos. Depois de passar anos com os mesmos companheiros de palco, que frequentemente tomavam liberdade com drogas e bebidas durante as sessões, John tentava evitar o caminho sinuoso e festivo que caracterizava seus rituais de gravações anteriores. Ele queria poder usar o chicote, tirando tudo o que quisesse dos músicos" sem ter que se preocupar em pisar no ego de "amigos". O objetivo de Lennon era fazer as coisas de forma simples e eficiente. Se ele tivesse que fazer mais do que cinco ou seis tentativas para cantar uma música, se enchia e seguia para a próxima. Esse estilo de gravação vigoroso e direto impressionou os músicos, muitos deles veteranos acostumados a passar dias sobre uma única faixa.
Por mais genialidade e confiança que aparentasse, Lennon tinha graves receios após a semana inicial no estúdio. Achava que seu material e voz estavam enferrujados e abaixo do padrão. Nesse momento de vulnerabilidade, Yoko revelou sua exigência por 50% das canções do novo disco. Enfurecido, Lennon explodiu: "Se é isso o que você quer, então não haverá um álbum". Passou os dois dias seguintes trancado em seu quarto, comunicando-se com a mulher apenas através de bilhetes passados debaixo da porta.
Jack Douglas havia previsto o que estava por vir semanas antes de John voltar. Em um encontro pré-produção, Yoko lhe dera um monte de fitas com as músicas "dela" para o álbum. "Não diga nada ao John", instruiu. Gravar Yoko foi uma dor de cabeça para Douglas. Para que ele conseguisse uma nota decente em cada sílaba que ela cantava, obrigou Yoko a fazer tomadas intermináveis. E nunca ficou plenamente satisfeito com o resultado.
Em duas semanas John gravou 22 faixas, material para dois álbuns. Ele voltou a assumir uma posição mais relaxada, permitindo a si mesmo tragos liberais de uma garrafa de uísque escondida. O ex-vegetariano também descobriu os prazeres dos whoppers do Burger’s King e dos pedaços oleosos da pizza de Nova York. Quando Yoko finalmente ia para casa, deixando-o para trás, ele enviava alguém em busca de cocaína e todos ficavam felizes.
A maior parte da gravação e mixagem de Double Fantasy estava completa na festa de aniversário conjunta de Sean e John Lennon, celebrada em 13 de outubro para coincidir com o lançamento, no dia seguinte, do primeiro single do álbum: “Starting Over”. O single imediatamente foi parar no topo das 20 mais da revista Billboard e o lado B, Kíss, Kiss, Kiss, de Yoko, foi bem recebido nas danceterias gays e clubes noturnos da cidade, Double Fantasy era saudado corno um evento no mundo da música. A manipulação experiente de Yoko da mídia rendeu montes de publicidade gratuita. As agências de notícias estavam estalando com o conteúdo de itens inseridos por seus agentes de publicidade. Sem poupar despesas, ela contratou um esquadrão de aviões para escrever uma mensagem de parabéns para John e Sean no céu sobre o Central Park.



DOS AMIGOS DO BAÚ PARA JOHN LENNON

5 comentários:
YOKO ONODear Friends: This Sunday 9th October 2011, I will be in Reykjavík, Iceland to relight IMAGINE PEACE TOWER at 8pm (9pm London, 4pm NY, 1pm LA, 5am Tokyo) in memory of my husband John Lennon. I hope you will join us at IMAGINEPEACETOWER.com for the live event where you can Tweet, Email, Facebook chat your wishes LIVE to @IPTower and watch a live feed of the event. IMAGINE PEACE: Think PEACE, Act PEACE, Spread PEACE. I love you! Yoko.

VALDIR JUNIOR
Eu poderia aqui escrever milhares de palavras em homenagem a John Lennon , suas diversas facetas, sua historia, sua vida, suas musicas.Não caberiam palavras para falar desse homem em sua totalidade e na sua grande influência no mundo e nas pessoas.
No momento que percebi sua existência ele já não mais existia como um ser vivo e para mim antes de qualquer coisa já havia se tornado um mito tão grande que mesmo sem conhecer sua historia , sua vida já tive uma noção de sua grandeza. A partir desse momento sua influência na minha vida posso dizer que tirando a dos meus pais foi a maior e mais transformadora que eu já tive.Por causa dele fui aprender a tocar Guitarra, por causa dele comecei a escrever meus primeiros poemas e depois minhas primeiras musicas e a realmente querer a ser “ Musico “, a partir disso tudo e por causa dos Beatles.
Meu interesse por Literatura, Psicologia, Política, Historia foi se desenvolvendo e crescendo que posso dizer que tudo que hoje como indivíduo devo muito a John Lennon e aos Beatles e sua Revolução que mesmo com o fim da banda nunca deixou de continuar.
Infelizmente não podemos ver o que John continuaria fazendo, mas tenho certeza que mesmo sem ele fisicamente aqui, a sua obra continua em evolução nas milhares de pessoas que foram tocadas com suas musicas e com o seu pensamento e que hoje cada um nós a sua maneira contribuem para que esse mundo seja um lugar bem melhor para vivermos todos em harmonia e paz. Eu gostaria de citar um verso do Bhagavad-Gita onde Krishna fala a a Arjuna sobre a temporalidade da vida e das pessoas : "Nunca houve um tempo que Eu não tenha existido , nem você , nem todas essas pessoas; nem no futuro nenhum de nós deixará de existir". E também alguns versos que escrevi :
PARA JOHN:De Suas Músicas
Construímos Nossos Sonhos
Com Suas Palavras
Nos Guiamos Todos os Dias da Vida
Acordamos Um Dia
E Você Tinha Partido
Mesmo quem Não Te Conhecia
Chorou , Chora e irá Chorar
Tudo Que Você Deixou
Guardamos Em Nossos Solitários Corações
Tanta Saúdade
Que Nunca Vai Passar
Para Sempre Você Vai Viver
Universo Afora
Cantando, Sonhando
Com Todo Nosso Amor
Valdir Junior - Outubro 2011



LARA SELEM
Edu, sei que tá meio tarde... sorry, mas tive uma semana daquelas... Eu queria muito estar lá (no blog) amanhã pra comemorar o niver dele... Nem que seja pra pedir um video... JEALOUS GUY... uma das minhas preferidas da carreira solo...

RAFA DE OLIVEIRA
Querido Lennon: Hoje seria seu aniversário, quando você estaria completando 71 anos de vida, mas, infelizmente, por conta de um fã louco, você não pode comemorar essa data. Eu não sei como ele foi capaz de fazer isso com você. Nem consigo imaginar a alegria que eu sentiria ao te ver, sei que ficaria tão feliz que provavelmente nem conseguiria falar.
Sei que quando você morreu, eu ainda nem tinha nascido e quando você nasceu nem a minha avó estava viva, mas, ainda assim, parece que convivo com você, que cheguei a te conhecer. Escuto tanto suas músicas que se um dia você falasse comigo eu reconheceria sua voz; vejo seus vídeos e fotos e penso: “esse é meu John, maravilhoso como sempre”.
Sei que você nunca foi um homem perfeito, você usava drogas, traía, bebia, enfim, fazia coisas erradas. Mas sei o que você me ensinou e o quanto você me inspirou, e lembrando de tudo isso vejo que você vale a pena.
Você já me fez imaginar as pessoas vivendo em paz, por causa de você já girei e gritei e já até disse que sou uma morsa. Aprendi que viver é fácil para quem vive com os olhos fechados, não prestando atenção no mundo, mas que precisamos abrir os olhos, nunca deixando de ser sonhadores.
Então é isso, John, você me ensinou a ser uma sonhadora. Nós dois juntos nos imaginamos em um barco num rio com árvores de tangerina e céus de marmelada, com uma garota com olhos de caleidoscópio nos chamando.
Foi você que me fez ver que eu sou uma sonhadora, ou que passei a ser uma depois que você entrou na minha vida. Não sei ao certo, se sonhava antes de te conhecer, porque minha vida era meio confusa antes de você. Só sei de uma coisa: que eu sou uma sonhadora e sei que não sou a única, porque pelo menos você está do meu lado.
Espero que esteja bem onde quer que esteja. Nunca vou te esquecer! Rafa.

Wanessa Galvão – “Ele” - John Lennon
Ele me faz querer ter nascido há décadas atrás.
Ele me faz sorrir todo dia, mas
ele já não está mais aqui.
Eu posso morrer escutando aquela voz.
Tem um pouco dele dentro de todos nós.
Ele está apenas dormindo...
Simples na sua complexidade.
Humano demais nesse mundo desumano.
Viveu plantando os frutos que não esteve aqui para colher,
E se há uma coisa que eu não posso esquecer
É que ele deixou os meus dias mais azuis
E os de alguém mais verdes.
Ele esteve aqui. Ele está aqui.
E quem é ele?
John Winston Lennon.
Que entra diariamente pela infinita janela da minha alma,
Bagunça tudo e se vai.
Derramou sua música e seu amor no mundo,
e eles chegaram até mim;
música e amor, estes que vão durar eternamente.
And we all shine on...

MATHEUS TEIXEIRA
Cá estou eu, ouvindo, que na minha opinião, é uma de suas canções mais magníficas, Love, sim. O amor é real sim John Lennon, não diria apenas o meu amor a você, mas estou sentindo que o meu amor tanto com você e tanto com a minha família, é sim um amor real. Um pacifista, um idealizador, um gênio que até Sócrates o invejaria, eu, pelo menos, invejo. Um homem que conseguiu encontrar o amor perfeito diante dos olhos de uma japonesa, agora acredito que é possível acreditar no amor da vida. Mas esse amor que você me ensinou, não é apenas o amor pela mulher amada, é o amor pelo mundo, pela conservação da paz, o amor ao próximo e o amor a família. Hoje vivo feliz, bastante feliz, graças ao dom de amar que tenho no meu coração e se não fosse por isso, não seria 5% do que eu sou tão feliz hoje. Apesar da minha pouca idade de quinze anos vividos, eu já consigo me imaginar no futuro, uma pessoa de bom coração que sempre vai ajudar os outros e agradeço muito, por você, John Lennon, e claro, não tirando os grandes méritos da minha família e dos meus verdadeiros amigos que sempre caminharam e sempre caminharão ao meu lado. Mas falando por outro lado, você e os outros três Beatles me ensinaram a ouvir o rock 'n' roll com bons ouvidos, hoje, sou um amante do bom rock 'n' roll e devo muito a eles. Sei que não tenho a força que tens mas cá viemos, eu vou viver a minha vida toda em plena alegria e não ficar triste quando eu fizer coisas boas e as pessoas não notarem, porque mesmo assim o sol faz um belíssimo espetáculo de manhã mas ainda todos estão dormindo, né John? E é como você diz, primeiro devemos aprender a amar nós mesmos e então amar os outros, também acredito nisso. Eu gosto mim do jeito que sou, não pretendo mudar pra fazer a alegria dos outros, se estou feliz e gosto assim, não vou mudar. Um dia na vida eu queria passar uma tarde com você, mas sei que não poderei, apesar de tudo, no meu coração você sempre estará. E quem diria que essa coisa de amor só aconteceria uma vez e antes dos trinta anos e quem diria que isso era mentira? Pois é, mas me disseram que eu só vou encontrar o meu verdadeiro amor dentro de mim mesmo e um dia atravessarei o universo, promovendo a paz como você tentou fazer junto a querida Yoko. Tudo mesmo que nós precisamos é de amor e muita paz no coração mesmo John, coisa que não vejo nesse mundo. Mas convenhamos que sua vida, conturbada, emocionante e não sei que mais adjetivo poderia aplicar, mas tudo que você fez agradou a todos, mas quando viestes a falar da religião tudo pareceu ir para baixo. Mas você sabia que nada podia derrubar as estruturas já tão fortemente construídas por sua pequena longa jornada pela terra. Foram 40 anos de muito alegria para o povo mundial e hoje, você ainda conseguiria mover o mundo mas você não está vivo, e como seria se você estivesse vivo? Será que tudo continuaria o mesmo? O que será que teria acontecido? Eu tenho minhas dúvidas, acredito que a hora da sua morte veio na hora certa, mas foi muito chocante e muito triste. Porque quem diria que um "fã" viesse a matá-lo? Mas não diria que um fã mataria uma pessoa. Um fã ama, idolatra, jamais mataria. Imagine um mundo onde reinaria a paz? Mas John, estamos tão longe disso que acho que jamais aconteceria de um mundo viver na paz. Na parte da política existem tantos ladrões quanto na parte da sociedade. Porque eu teria que nascer tão longe de uma época de ouro? Apesar de toda repressão causada pelo governo, eu pelo menos teria vivido muitos momentos históricos no mundo. E acompanharia tudo de perto desde o princípio da banda até o seu estágio final, teria seus discos, teria bastante coisas porque saberia que seria seu grande fã mas nasci apenas mais tarde e pouco posso ter. O que posso ter, no mínimo, pelo menos, é uma pequena parte do meu coração para você, para muitos, isso pode parecer bobagem, para mim não, a música, mais precisamente a sua música move o meu mundo, se não fosse por ela eu não teria os amigos que tenho hoje e não teria vontade de seguir uma carreira musical e esse texto é pra você, John, mas não acabou.. Nestes certos dias fui dar uma passeada a noite pela cidade e pareço ter visto Lucy caminhando naquele céu com diamantes, não, tudo viagem da minha cabeça que ficou alucinada quando lembrei de meu avô que também, como você, está olhando por todos nós lá em cima. Sei que este texto que acabei por fazer para uma grande pessoa pode estar longo e muita coisa, mas acreditem, quero todos acreditem, que fiz de coração. Ainda não sou um heroi da classe trabalhadora, muito menos um homem que promove a paz, muito menos alguém que cresceu o bastante para compreender a vida, mas um adolescente que sabe o que quer e que busca a felicidade, apesar de todas as fraquezas que podem aparecer no meio do caminho, mas sei que com minhas forças consigo derrubar o muro que vai se construindo a minha volta. Muito obrigado John Lennon, pena que não estais aqui para completar 71 anos de vida, mas sabemos que agora você está num lugar muito melhor, longe dessa gente que não se respeita, todos nós sabemos John Lennon. Tomara que a paz no mundo reine entre todos os humanos, a luta continua. Hoje eu lhes dou os parabéns apesar de estares longe de mim, em uma outra estação. E mesmo assim, continuo, eu, de coração, agradecendo tudo o que você fez por todos nós, John Winston Lennon. Eu li as notícias de hoje rapaz, estava escrito que na nossa vida tudo que precisamos é de amor.
De: Matheus Teixeira
Para: John Lennon

PAULO NEUMANN

JOÃO DOS SANTOS - You Know My Names
Alô amigo, gostaria de parabeniza-lo pelo seu trabalho. Gosto muito e tenho acompanhado com uma grande satisfação.Tenho anunciado aos amigos que não conhecem e então, todos ficam elogiando muito a sua página. E que sempre voltamosa rever. Amigo eu gostaria de participar da homenagem para John Lennondo dia 9 de outubro, mas da seguinte forma: Tem uma canção que foi idealizada por John e gravada juntamente com os amigos: Paul, George, Ringo, Mal Evans e Brian Jones em 1967. Como essa música foi constituida de 4 ou 5 partes [conforme em anexo] Ela se chama: YOU KNOW MY NAMES. Resolvi fazer uma homenagem de fã, MEXENDO NA MÚSICA, assim editando e alterando a ordem das partes originais. Deu um pouco de trabalho, mas ficou interessante e vale a pena escutar. ESTA É A MINHA HOMENAGEM DE FÃ. Amigos, se tiverem tempo, deem uma escutada com atenção. http://www.4shared.com/file/swua7fOs/homenagem.html
"You Know My Name (Look Up the Number)" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no Lado B do single Let It Be/You Know My Name (Look Up the Number) de 1970. A canção foi gravada em 1967, durante as sessões de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, porém foi lançada como single, 3 anos depois. A estrutura de "You Know My Name (Look Up The Number)" consiste em cinco partes separadas. A primeira mais convencional traz o título da canção cantada por Lennon e McCartney com o fundo de piano. A parte dois, foi mais tarde editada por John, que repetia um vocal de apoio estilo Ska, parte esta que, foi restaurada em 1996 para o “Anthology 2.” A parte três era a sessão da boate, com Lennon dizendo: "Boa noite e bem vindo ao Slaggers. Apresentando Dennis O’Bell". A parte quatro, gravada como última parte, (já que uma parte cinco foi adicionada em 1969 para o lançamento do single), era uma parte cômica, com sons de relógio cuco, gaita, bongos, piano, vozes bobinhas e outros efeitos da coleção Abbey Road. A parte final era outro piano estilo jazz com trechos de vibra fone e vocais incompreensíveis. Traz também a participação de Brian Jones da banda inglesa Rolling stones, que veio visitá-los na sessão e acabou fazendo um solo de saxofone. A canção ficou intocável até 30 de abril de 1969, quando Lennon e McCartney voltaram a trabalhar nela para o lançamento, com a ajuda de Mal Evans e sem a participação de George e Ringo. Em 1988, Paul McCartney, inesperadamente disse que esta era sua canção favorita dos Beatles, no livro The Complete Beatles Recording Sessions de Mark Lewisohn: "As pessoas estão descobrindo os lados-B dos singles dos Beatles. Estão descobrindo faixas como "You Know My Name (Look Up The Number)", provavelmente minha canção favorita por ser tão insana." Estou enviando em anexo.Os Beatles começaram gravando 14 takes em 17 de maio de 1967, com os instrumentos principais. Em 7 de junho voltaram e adicionaram um bom número de overdubs, o que tornou uma canção de 20 minutos. A instrumentação ainda trazia flautas e tamborim. Na madrugada para o dia 8 de junho foi gravado mais alguns takes e o solo de saxofone feito por Brian Jones. A canção foi editada em 9 de junho de 1967 em versão mono. E em 30 de abril de 1969, foi feito uma reedição em estéreo, adicionando mais vocais e alguns efeitos. Alguns dos efeitos incluíam o som do assistente Mal Evans, cavando pedras com uma pá, além de vozes bizarras e palmas.


ANTONIO ESTEVAM
E é isso! Por enquanto é só, pessoal! Espero que tenham gostado e agradeço de coração aos que participaram. Prometo que agora, que terminou o turbilhão, vou ver com carinho cada uma das suas postagens para escolher quem vai levar o "Double Fantasy" remastered. Valeu! Abração! Como diria o velhão: "Que tal todos darmos uma chance à paz?". Feliz aniversário, meu amigo. I Love You 4 Ever!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MACCA FALA SOBRE GEORGE PARA A REVISTA MOJO

9 comentários:
Para a edição comemorativa de dez anos do falecimento de GEORGE HARRISON elaborada pela revista inglesa MOJO, o jornalista Michael Simmons falou com o ex-colega de banda de Harrison, PAUL MCCARTNEY sobre a vida musical dos dois. Enquanto alguns trechos da conversa compõem parte do enorme perfil de George na revista, o que segue abaixo é a tradução de uma compilação confeccionada pelo editor.
MOJO: Louise Harrison (irmã de George) me disse que os pais dela os ensinaram a confiar nas pessoas, e que quando George era jovem, ele confiava demais nos outros. Ela deu a entender que isso o tornou vulnerável. Isso procede?
PAUL MCCARTNEY: Eu diria que ele estava mais para leal. Vulnerável? Acho que não. A irmã mais velha dele o veria de modo diferente de seus colegas de rua da época. Então depende do que ela esteja falando. Se fosse em relação a golpistas, ele com certeza não confiaria e os reconhecia de cara. Mas ele era um amigo muito leal; qualquer pessoa da qual ele gostasse tinha sua lealdade. Mas havia muita coisa na qual ele não confiava. Ele era muito ligeiro. Ele tinha olho clínico para a falsidade.
MOJO: Anos atrás, dizia-se que John Lennon referia-se a George como ‘o garoto’ quando os Beatles começaram e que John o tratava como tal. Quanto tempo isso durou?
PAUL:
Durou provavelmente alguns anos. Só por causa da idade dele, em um grupo de homens que cresceram juntos, particularmente durante a adolescência – a idade conta. No caso de John, que era três anos mais velho que George – isso significava muito. John ficava meio envergonhado por ter meio que um ‘moleque’ à sua volta, apenas porque isso acontece em um grupo de caras. Durou pouco. Ficou particularmente perceptível quando George foi deportado de Hamburgo (em novembro de 1960) por ser menor de idade. Além disso, quando ele entrou para o grupo, ele era um menino com rosto de criança. Eu me lembro de apresentá-lo a John e pensar, "uau, há uma diferença de idade". Não vinha muito de minha parte porque eu estava no meio. Mas à medida que crescemos, parou de fazer diferença. E esse tipo de diferença some sozinho.
MOJO: Tenho curiosidade sobre o processo de George no estúdio. Você se lembra de algum momento mais marcante quando George tenha colaborado com algo ou tenha feito uma música deslanchar?
PAUL:
Ah sim, com certeza. Muitos. Eu pensaria imediatamente em uma música minha ‘And I Love Her’, que eu levei pro estúdio praticamente terminada. Mas George colocou o "do-do-do-do" (canta o riff característico) que é uma grande parte da música. Você sabe, o riff de abertura. Isso, para mim, fez uma diferença gritante na música e seja lá quando eu a toque agora, eu me lembro do momento em que George fez isso. A canção não seria a mesma sem ele. Eu acho que muitos dos solos dele tinham muita personalidade e davam cara aos discos. Ele não soava como nenhum outro guitarrista. Bem no começo, nós éramos muito jovens e não pensávamos de maneira profissional. Nós só éramos garotos sendo levados através dessa terra maravilhosa do ramo musical. Nós não entendíamos como rolava – algo que me deixa feliz porque eu acho que isso significaria que estávamos fingindo algo. Então acabamos fazendo coisas que as pessoas depois imitariam ao invés de nós fingindo algo porque nos disseram para fazê-lo. No começo, tudo era muito vibrante. Eu me lembro de ir a testes na (gravadora) Decca e cada um de nós ter se saído muito bem, você sabe. Estávamos em um pub depois tomando algo e meio que desacelerando e saindo daquela euforia, mas ainda estávamos bem animados com aquilo. E eu me lembro de estar sentado no bar com George e isso acabou sendo algo engraçado para nós anos depois. Eu dizia, (em um tom de voz impressionado) "Quando você cantou ‘Take Good Care of My Baby‘ (Goffin & King), foi incrível cara!" Eu não tenho certeza se nós dizíamos ‘cara’ ou até mesmo ‘incrível’ naquela época, mas… foi um momento especial e tornou-se algo entre eu e ele.
MOJO: George tocou um violão clássico com cordas de nylon em "And I Love Her". Eu me lembro de George ter curtido muito o trabalho de Andrés Segovia por um tempo. Você se lembra disso?
PAUL:
Eu acho que "por um tempo" é a fase de progresso. Nós nos apaixonamos pela guitarra e não fazíamos diferença de tipo. Podia ser um violão espanhol, um violão clássico. Poderia ser um Gretsch, uma Fender, uma Gibson. Nós meio que amávamos todas. Era como um sonho, era como andar pela fábrica do Papai Noel. Havia uma forte ideia de maravilha para nós. Eu me lembro muito bem de estar no bar da mãe de Pete Best – o Casbah em West Derby em Liverpool – e George veio e abriu essa caixa longa e retangular. Nós não teríamos imaginado que havia uma guitarra ali porque na época você não via essas caixas longas e retangulares que agora são perfeitamente normais. Nós tínhamos visto estojos em forma de violão. E ele abriu essa caixa comprida e ali estava uma… não tenho certeza se era uma Fender. Eu acho que era uma réplica, uma cópia barata. Mas cara, era bem bonita! Tinha uma aparência tão gloriosa. Momentos como aquele eram muito especiais. Nós estávamos apaixonados pela guitarra, seja lá de que tipo fosse.
George e eu fazíamos esse lance, que é o lance J.S. Bach. Eu acho que se chama Fuga ou algo do tipo (ele canta ‘Bourrée’ de Bach em Mi Menor). Nós não a sabíamos inteira, mas aprendemos o comecinho. Nós inventamos o final. O que gostávamos nele era que era mais difícil do que as coisas que estávamos tocando, era parte de nosso desenvolvimento, porque eram duas linhas trabalhando uma contra a outra. Você tem a melodia (cantarola) e daí você tem meio que um baixo trabalhando contra. Eu digo às plateias que foi aquilo que me deu a introdução de "Blackbird". Não são as mesmas notas, mas eu peguei o estilo da melodia de baixo e a melodia aguda no mesmo trecho de guitarra e fiz a canção "Blackbird" a partir daquilo. Eu claramente lembro de George e eu sentarmos fazendo nossa própria versão da obra de Bach. Era meio que uma coisa de farra: era algo para mostrar que nós não éramos apenas unidimensionais. Era um lance para nos exibirmos. O que quero dizer é que sim, nós sempre nos ligamos em violonistas clássicos. Eu era um grande fã de Juliam Bream – que era um músico erudito bretão – e eu acho que George também era.
Nós usávamos qualquer coisa na qual pudéssemos pôr as mãos atrás de ideias. Outra música muito influente era uma de Chet Atkins que tentamos aprender chamada ‘Trambone’. Essa é meio country. E é a mesma coisa – tem dois lances rolando. Você tem uma linha de baixo/grave e uma de agudos; Nenhum de nós realmente dominou isso exceto por um cara chamado Colin Mantley do Remo Four (banda contemporânea de Merseybeat). Para nós aquilo era o ponto alto do show, quando Colin tocava esse instrumental. Mas o que eu digo é que todas as coisas adoráveis eram muito excitantes e nós as assimilamos em nossa música. Então nós com certeza não éramos esnobes.

THE BEATLES - I FEEL FINE E SEU RIFF MATADOR

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"I Feel Fine" é uma canção dos Beatles, lançada em 1964. Foi escrita por John Lennon, mas creditada a Lennon/McCartney. Chegou ao topo das paradas britânicas em 12 de dezembro do mesmo ano, desbancando o single "Little Red Rooster" dos Rolling Stones, e ali permaneceu por cinco semanas. Também chegou ao topo das paradas americanas onde ficou por seis semanas na Billboard Hot 100.

Com pedidos antecipados de 750 mil cópias, o compacto com "I Feel Fine" / "Kansas City" foi lançado em 27 de novembro de 1964, em seguida a "A Hard Day's Night". Esse foi o oitavo compacto dos Beatles, e sexto Número 1 consecutivo. A gravação, concluída em nove tomadas, se inicia com uma nota de feedback que emenda com o riff que é a base da canção. Esse foi o primeiro uso do feedback em uma gravação, e isso inspirou muitos músicos (incluindo Jimi Hendrix), que depois empregaram o recurso como nota musical, e não como ruído. Entre as teorias da época para explicar esse som inicial estava a idéia de que fosse um zumbido amplificado de uma abelha, mas na verdade, os Beatles só passaram a usar sons pré-gravados a partir de 1966. O vocal é comandado pro John, com Paul e George juntando-se a ele nos refrões a três vozes.

A ESTRANHA MORTE DE EDGAR ALLAN POE

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A morte de Edgar Allan Poe ocorreu no dia 7 de outubro de 1849, quando o escritor tinha quarenta anos de idade. Cercada de mistério, sua causa ainda é discutida. Quatro dias antes de falecer, Poe foi encontrado nas ruas de Baltimore, Maryland, em um estado delirante. Segundo Joseph W. Walker, a pessoa que o encontrou, o escritor estava "muito angustiado, e (...) precisava de ajuda imediata". Poe foi levado ao hospital da Universidade Washington (Washington College Hospital), onde morreu num domingo, às 5 horas (de 7 de outubro. Em nenhum momento o escritor contou com a lucidez necessária para explicar de forma coerente como havia chegado àquele estado. Grande parte da informação existente sobre os últimos dias de sua vida provém do médico John Joseph Moran, que o tratou no hospital. Depois de um pequeno funeral, Poe foi enterrado no cemitério anexo à igreja de Westminster (Westminster Hall and Burying Ground) mas, anos mais tarde, em 1875, seus restos mortais foram transferidos para um monumento maior. Este último marca também o lugar de enterro de sua esposa, Virginia, e o de sua sogra, Maria Clemm. As teorias sobre as causas da morte do escritor incluem suicídio, assassinato, cólera, raiva, sífilis e ter sido capturado por agentes eleitorais que o teriam forçado a beber para fazê-lo votar e abandonaram-no, já em estado de embriaguez, à sua sorte. Contudo, a evidência a respeito da influência do álcool é incerta. Dois dias depois da morte de Poe, apareceu um obituário assinado por um certo "Ludwig", que logo se revelou sendo, na verdade, o crítico e antologista Rufus Wilmot Griswold. Griswold, que mais tarde se converteu no executor literário efetivo das obras de Poe, apesar de ter sido um de seus rivais e quem posteriormente publicou a sua primeira biografia completa, retratando-o como um depravado, bêbado e louco tomado pelas drogas, chegando inclusive a falsificar cartas do poeta como prova disso. Acredita-se que grande parte das evidências utilizadas para construir essa imagem foram forjadas por Griswold e, apesar de muitos amigos de Poe terem denunciado o biógrafo, foi a interpretação que teve um impacto mais duradouro no meio popular.
Mais de 200 anos após a sua morte, o "poeta do mistério" continua bem presente na cultura contemporânea. Na música, influenciou compositores como Debussy ou os incomparáveis The Beatles. "The Raven" é apenas um dos álbuns mais paradigmáticos da influência de Edgar Allan Poe na criação musical contemporânea. Lou Reed recriou, em 2003, o ambiente da escrita do autor num disco conceitual. Mas o legado de Poe não se esgota na obra do ex-Velvet Underground. Na verdade, pouco tempo depois da morte do escritor, Claude Debussy compôs uma ópera baseada no conto "The Fall of the House of Usher", que, no entanto, não chegou a concluir. Já nos anos 80, do século XX, o minimalista Philip Glass produziu uma ópera baseada nessa mesma obra. "Man, you should have seen them kicking Edgar Allan Poe", cantavam os Beatles, na canção  "I Am The Walrus", um protesto de revolta em relação ao modo como Poe havia sido tratado pelos seus conterrâneos". Na década de 60, A figura de Edgar Allan Poe também ficou imortalizada na capa do álbum "Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band". Ao longo de 200 anos, Edgar Allan Poe foi uma fonte de inspiração na estética musical e artística contemporânea. Contos como "The Raven", "The Fall of the House of Usher" e "The Mask of the Red Death" foram alguns dos escritos mais influentes no universo artístico, nomeadamente na música.
Edgar Allan Poe é considerado, juntamente com Julio Verne, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica modernas. Algumas das suas novelas, como The Murders in the Rue Morgue (Os Crimes da Rua Morgue), The Purloined Letter (A Carta Roubada) e The Mystery of Marie Roget (O Mistério de Maria Roget), figuram entre as primeiras obras reconhecidas como policiais, e, de acordo com muitos, as suas obras marcam o início da verdadeira literatura norte-americana.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PARA JOHN, COM TODO O NOSSO AMOR

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Acho que todos vocês (ou quase todos) sabem que no próximo dia 9 de outubro (domingo), nosso querido, genial e inimitável John Lennon estaria completando 71 anos. E, aqui no nosso Baú será uma festa só! E todos vocês estão convidados a participar. Por isso, como disse outro dia, quem quiser fazer sua homenagem especial para John Lennon, por favor envie para
eduardobadfinger@gmail.com

e ela será publicada aqui, no nosso blog preferido dos Beatles e da Cultura Pop com absoluta exclusividade. Pode ser um poema, uma foto, um desenho, uma canção, um vídeo, ou apenas uma lembrança, enfim, qualquer coisa que queiram e que demonstre respeito pelo nosso velho John. Só peço a gentileza de não deixarem para a última hora... acho que até às 17 horas do sábado, é um horário bem razoável, certo? Não deixem de participar dessa festança de Rock And Roll para nosso ídolo. O que vocês fizerem, o que vocês disserem, será visto por no mínimo 1000 pessoas. Legal, né?
De todas as homenagens que chegarem, a que eu achar mais bacana e criativa, ganhará um álbum "Double Fantasy", zerado, remasterizado e lacrado dessa nova edição que foi lançada ano passado em comemoração aos 70 anos do gênio. Não fique fora dessa! Desde já estamos esperando. Deixo aqui o meu abraço carinhoso a cada um de vocês e estamos torcendo por todos. Eu e o velhão. Valeu! Abração!

Quem quiser conferir as homenagens do ano passado, o link é: http://johnlennon70-obaudoedu.blogspot.com/

BRASÍLIA FICA ROSA NA LUTA CONTRA O CÂNCER

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O Congresso Nacional recebeu iluminação especial na noite de ontem (5). A cor rosa, que alerta para o problema do câncer de mama no mundo, tomou conta do Senado e da Câmara dos Deputados. A Catedral e o Museu da República também receberam a iluminação especial. A iniciativa integra as ações do "Outubro Rosa", movimento mundial de mobilização pela conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença. O "Outubro Rosa" chegou ao Brasil em 2008 por iniciativa da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). O movimento prevê ações durante todo o mês em várias cidades do País, entre elas a iluminação de prédios e monumentos históricos na cor rosa, como o Cristo Redentor e o Santuário Nossa Senhora da Penha, no Rio de Janeiro.

THE BEATLES - HELLO GOODBYE - HQ

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O CÂNCER VENCE DE NOVO: MORRE STEVE JOBS

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Morreu ontem, 5/10, quarta-feira aos 56 anos o fundador da Apple, Steve Jobs. Ele sofria de um câncer no pâncreas desde 2004 e morreu ao lado da família. Ele foi o criador e fundador da Apple, maior empresa de tecnologia do mundo, e dos estúdios de animação Pixar. Jobs conquistou os consumidores com produtos como o Macintosh, iPod, iPhone, iPad e a linha de computadores portáteis Mac Book. No fim de agosto, Steve apareceu muito debilitado em foto (ao lado) divulgada pelo site "TMZ", pouco tempo depois de entregar o cargo de presidente da empresa, por não ter mais condições, segundo ele próprio. A morte de Jobs logo tomou conta das redes sociais. Poucos minutos depois de a notícia sair, muitos já faziam suas homenagens. A internet virou o local oficial para o luto do gênio. Não só especialistas e amantes de tecnologia, mas as frases apareciam de todos os tipos de pessoas. Sinto muito! Recentemente, no dia 26 de agosto, fiz uma matéria bacana sobre Steve Jobs. Para quem quiser rever, o link é: http://obaudoedu.blogspot.com/2011/08/steve-jobs-o-genio-da-apple-sai-de-cena.html

KIM CARNES - BETTE DAVIS EYES - 1981

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No dia 6 de outubro de 1989, com 81 anos, morria a atriz americana Bette Davis, figura misteriosa e emblemática pelo seu “olhar penetrante”. Em homenagem a ela, a gente confere novamente o megasucesso de KIM CARNES, que apareceu por aqui originalmente em 21 de março de 2010 (http://obaudoedu.blogspot.com/2010/03/perola-dos-anos-80-kim-carnes-bette.html).
Em 1981, nenhuma outra música chegou sequer perto, do sucesso alcançado por “Bette Davis Eyes” na voz de uma estranha “nova revelação da música pop”: Kim Carnes. A canção foi escrita em 1974 por Donna Weiss e Jackie DeShannon. Neste mesmo ano DeShannon a incluiu no seu álbum New Arrangement. Mas nada que se comparasse com a versão arrasadora de Kim Carnes. Um sucesso esmagador! "Bette Davis Eyes" passou nove semanas consecutivas no primeiro lugar da Billboard Hot 100, tendo sido vendidas oito milhões de cópias do álbum Mistaken Identity, que incluía a canção. Kim Carnes, merecidamente, ainda levou dois Grammys naquele ano, como “Melhor canção” e “Melhor álbum”. Inesquecível!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

THE BEATLES - LOVE ME DO / P.S. I LOVE YOU

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Exatamente no dia 5 de outubro de 1962, foi lançado o primeiro compacto dos Beatles com as músicas “Love Me Do” / “P.S. I Love You”. A Rádio Luxemburgo foi a primeira a transmitir uma música dos Beatles. "Love me do" foi gravada em três ocasiôes diferentes e com três bateristas diferentes. A primeira gravação foi feita em 6 de junho de 1962 com Pete Best como parte da audição feita em Abbey Road e o produtor George Martin não aprovou a bateria de Pete Best. Esta versão apareceu no álbum Anthology 1. A segunda em 4 de setembro do mesmo ano, com Ringo Starr na bateria. Esta versão apareceu no álbum Past Masters e "1". A terceira em 11 de setembro com Andy White na bateria e Ringo tocando tamborim. Foi lançada no álbum Please Please Me. A primeira edição do single, entretanto, trazia a versão de Ringo Starr. Para a reedição do single feita em 1976 e a edição comemorativa de 20 anos de lançamento em 1982 foi usada a versão de Andy White. A versão de Pete Best ficou inédita até 1995, quando foi incluída no álbum Anthology 1. "Love Me Do", com Ringo na bateria, também foi regravada oito vezes durante os programas de rádio da BBC (Here We Go, Talent Spot, Saturday Club, Side By Side, Pop Go The Beatles e Easy Beat) entre outubro de 1962 e outubro de 1963. A versão que foi gravada no dia 10 de julho de 1963 e foi ao ar dia 23 de julho no programa Pop Go The Beatles pode ser ouvida no álbum Live at the BBC. Os Beatles ainda a tocaram ao vivo num programa de rádio no dia 20 de fevereiro de 1963, Parade of the Pops, também da BBC.

GEORGE HARRISON & GARY MOORE - WMGGW

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

OVERDOSE DE PAUL McCARTNEY LIVE AT THE CAVERN!

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THE BEATLES' STORY - CAPITOL - 1964

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Muitos álbuns de entrevistas dos Beatles apareceram nos EUA em 1964, e a Capitol Records lançou esta biografia sonora, que conta a história do grupo em cerca de 50 minutos - do início em Liverpool, como The Quarryman, ao período em Hamburgo até o sucesso mundial. O disco foi compilado e narrado por John Babcock, em conjunto com Al Wiman e Roger Christian, da rádio KFWB de Hollywood, na Califórnia, e produzido por Gary Usher e Roger Christian, com exceção dos breves trechos de gravações dos Beatles, produzidas por George Martin. No todo, o álbum é uma biografia bem confeitada e inclui entrevistas com a banda e com as fãs histéricas após a apresentação de 1964 no Hollywood Bowl, palco da gravação ao vivo de "Twist And Shout", presente no lado Quatro, intercaladas em meio às entrevistas e à narrativa estão 14 gravações dos Beatles não creditadas na capa do álbum ou no rótulo dos discos. Além de "Twist And Shout", as outras faixas são: "l Want To Hold Your Hand", "Slow Down", "This Boy", "You Can't Do That", "tf l Fell", "A Hard Day's Night", "And l Love Her", "Things We Said Today", 'Tm Happy Just To Dance with You", "Little Child", "Long Tall Sally", "She Loves You" e "Boys". Ao longo do álbum, o narrador entra com biografias breves de cada beatle, além do empresário Brian Epstein e do produtor George Martin. Tenta-se explicar a beatiemania, mas sem sucesso. Ainda assim, o álbum é capaz de capturar o espírito e a intensidade da beatlemania nos EUA, no auge do sucesso dos Beatles.

ONDE ESTÃO SEUS COMMENTS, FELLOWS???

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THE BEATLES - A DAY IN THE LIFE

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Reprise da matéria publicada originalmente em 20 de junho de 2010, especialmente em homenagem à nossa amiga Wanessa Galvão que fez aniversário no dia 1º de outubro. Wanessa: um grande beijo para você! Nos vemos novamente dia 9 de outubro. Ok?
 Uma folha de papel na qual John Lennon escreveu a letra de "A Day in the Life", a famosa e censurada canção dos Beatles que foi incluída pela revista Rolling Stone entre as melhores músicas da história, foi vendido há poucos dias por US$ 1,2 milhão em um leilão em Nova York. O manuscrito foi comprado por um americano, que se comprometeu a pagar US$ 1.202.500 pela raridade em um leilão organizado pela Sotheby's, no qual também foi vendido por US$ 218.500 um conjunto de cartas do pintor surrealista René Magritte (1898-1967).
 O milionário pedaço de folha de papel documenta a evolução de uma das canções mais famosas dos Beatles, da ideia original até a versão definitiva para sua gravação no estúdio. "A Day in the Life" é a última faixa do lendário álbum dos Beatles "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", que liderou durante 27 semanas as listas de sucessos no Reino Unido e se manteve durante 15 vezes como número um no ranking americano Billboard 200. O manuscrito, que foi avaliado em entre US$ 500 mil e US$ 700 mil, foi durante algum tempo propriedade de Mal Evans, agente responsável pelas turnês dos Beatles. Evans participou do processo de gravação da música, desde marcando os compassos em voz alta, até fazendo soar o despertador que pode ser escutado em seu início.
Para compor a canção, Lennon se inspirou na morte, em um acidente de trânsito, do irlandês Tara Browne, herdeiro do grupo Guinness e amigo do vocalista e de Paul McCartney. Supostamente, a frase "he blew his mind out in a car" da canção refere-se às circunstâncias da morte de Browne. Essa é a versão que Lennon e McCartney sempre defenderam, mas também se especulou muito sobre uma possível alusão ao consumo de drogas. As mesmas alusões também são atribuídas a outros versos da canção, como o que diz "found my way upstairs and had a smoke / and somebody spoke and I went into a dream" ("me encontrei subindo as escadas e fumei / e alguém falou e eu entrei em um sonho"). "A Day in the Life" gerou controvérsias desde seu lançamento, no dia 1º de junho de 1967, já que a "BBC" a censurou no mesmo dia. Assim, se tornou a primeira canção a ser censurada na história da rádio britânica e chegou a não ser incluída no disco quando ele começou a ser vendido em alguns países asiáticos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

VOTE NO BAÚ DO EDU!!!

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FOTO DO DIA - PAUL McCARTNEY

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EDIFÍCIO DAKOTA - YESTERDAY AND TODAY

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O Edifício Dakota foi construído entre 25 de outubro de 1880 e 27 de outubro de 1884. É um edifício de apartamentos localizado no canto noroeste da 72nd Street e Central Park West no Upper West Side de Manhattan em Nova York. O edifício tornou-se mundialmente famoso e conhecido por ser o local onde o músico John Lennon foi assassinado. A firma de arquitetura de Henry Janeway Hardenbergh foi contratada para criar o projeto para Edward Clark, chefe da companhia de máquinas de costura Singer. A empresa também projetou o Hotel Plaza.

JOHN LENNON - INSTANT KARMA - HQ - SENSACIONAL!

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THE BEATLES - ROCK AND ROLL MUSIC

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WOODY GUTHRIE E SUA MÁQUINA DE MATAR FASCISTAS

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Há exatos 44 anos, morria uma verdadeira lenda da música folk americana. Woodrow Wilson "Woody" Guthrie nasceu em Okemah, Oklahoma em 14 de julho de 1912. Faleceu em Nova Iorque, em 3 de outubro de 1967, aos 55 anos. Woody Guthrie, talvez, tenha sido o maior cantor e compositor americano de folk music. Seu legado musical é composto por centenas de músicas, baladas e obras improvisadas que abrangem desde temas políticos, músicas tradicionais até canções infantis. Guthrie tocava frequentemente com sua guitarra que possui o slogan "This machine kills fascists" ("Esta máquina mata fascistas"). É talvez mais bem conhecido por sua canção "This Land Is Your Land", regularmente cantada nas escolas americanas. Muitas de suas músicas gravadas estão arquivadas na Biblioteca do Congresso, nos Estados Unidos.
Guthrie viajou com trabalhadores migrantes de Oklahoma para a Califórnia e aprendeu canções de folk e blues tradicionais. Suas canções contam suas experiências na durante a Grande Depressão. Guthrie foi associado a grupos comunistas nos Estados Unidos, mas nunca tornou-se membro do Partido Comunista. Foi casado três vezes e teve oito filhos, incluindo o músico de folk Arlo Guthrie. É avô da cantora Sarah Lee Guthrie. Guthrie morreu de uma complicação neurológica degenerativa conhecida como Doença de Huntington. Apesar de sua doença, durante seus últimos anos Guthrie serviu como uma figura a ser seguida na música folclórica, proporcionando inspiração para uma nova geração de músicos folk, incluindo as relações com o mentor Ramblin 'Jack Elliott e, em menor grau, Bob Dylan.

Visite o site oficial de Woody Guthrie: http://www.woodyguthrie.org/

A MORTE PREMATURA DE STEVIE RAY VAUGHAN

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Stephen "Stevie" Ray Vaughan nasceu em Dallas, no Texas em 3 de Outubro de 1954. Se tornou conhecido como um dos mais influentes guitarristas da história. No início Vaughan fazia apresentações na banda de seu irmão Jimmie Vaughan, a princípio tocando o contra-baixo. Com a experiência adquirida e assumindo a guitarra definitivamente e após tocar em uma série de bandas, Vaughan formou o conjunto de blues e rock chamado Double Trouble com o baterista Chris Layton e o baixista Jackie Newhouse no final dos anos 70. Logo Vaughan atraiu a atenção de David Bowie e Jackson Browne, gravando em álbuns de ambos. O álbum de estréia do Stevie Ray Vaughan & Double Trouble foi lançado em 1983. O aclamado pela crítica, “Texas Flood” lançou o sucesso top 20 "Pride and Joy" e vendeu bem tanto nos círculos de blues como de rock. Os álbuns seguintes, "Couldn't Stand the Weather" (1984) e "Soul to Soul" (1985), vivenciaram quase o mesmo sucesso dos discos anteriores. O vício em drogas e o alcoolismo levaram Vaughan a ter um colapso durante sua turnê em 1986. Passou por um processo de reabilitação na Georgia um ano mais tarde. Após seu retorno, Vaughan gravou "In Step" (1989), outro disco aclamado pela crítica que ganhou um Grammy pela melhor gravação de blues.
O retorno de Vaughan foi tragicamente interrompido quando, na manhã do dia 27 de agosto de 1990, ele morreu em um acidente de helicóptero próximo a East Troy, Wisconsin. Ele seguia para uma apresentação no Alpine Valley Music Theater, onde na tarde anterior se apresentara junto com Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho Jimmie Vaughan. Em 2003, a revista Rolling Stone classificou Stevie Ray Vaughan em 7° lugar em uma lista de 100 melhores guitarristas de todos os tempos.

domingo, 2 de outubro de 2011

DON McCLEAN - STARRY, STARRY NIGHT

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O cantor e compositor Don McLean, nasceu em Nova Iorque, no dia 2 de outubro de 1945. Ficou famoso pela canção "American Pie", elegia folk-pop de oito minutos e meio que atingiu o topo das paradas americanas. O compacto com “American Pie” foi lançado no mesmo dia de “Imagine” e as duas canções disputavam pau a pau, o 1º lugar. Muita gente (críticos), via uma relação ambígua entre elas. Afinal, as duas tratavam de temas utópicos. Don McLean Iniciou sua carreira em meados dos anos 60, tocando em clubes nova-iorquinos, escolas primárias e em prol de causas ambientais. Outras tantas canções, escritas e interpretadas por McLean, também alcançaram os primeiros lugares, em suas próprias gravações ou nas vozes de gente famosa como Roy Orbisin e Elvis Presley. Algumas delas foram: “Vincent (Starry Night)” - um tributo a Vincent van Gogh - “Castles in the Air”, “Since I Don’t Have You”, “Crying”, e “And I Love You So”. Agora a gente confere novamente um video clipe belíssimo de “Vincent” que encerrou a bela matéria sobre Van Gogh que apareceu aqui em 12/02/2009. Valeu, Don! Aquele abraço! O link para a postagem sobre Van Gogh é: http://obaudoedu.blogspot.com/2009/02/genialidade-de-vincent.html

PAUL McCARTNEY - NO MORE LONELY NIGHTS

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MANY YEARS FROM NOW - A BIOGRAFIA DE PAUL McCARTNEY

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Por André Luiz Fiori - http://www.screamyell.com.br/literatura/manyears.htm
Por mais inusitado quer possa parecer, dá pra acreditar que o maior defeito de um tijolão de setecentos e cinqüenta páginas seja justamente o fato de que falta muita coisa? Afinal, o focalizado não é qualquer um. É a biografia de Paul McCartney. Em se tratando de uma biografia autorizada, pode se desconfiar da idoneidade da coisa (por exemplo, que só vai se falar bem e etc), mas não é o caso de "Many Years From Now". O autor é Barry Miles, amigo de Paul há décadas, e que também testemunhou todos os acontecimentos da época. O principal fio condutor da narrativa são mesmo os depoimentos de Paul ao autor, assim como também os de outras pessoas importantes na vida dos Beatles. 
O processo de composição de dezenas de clássicos de Lennon & McCartney são esmiucados em detalhes: quem fez o quê, qual canção é mais de Paul, qual é mais de John, qual é parceria mesmo, qual é só de um deles, etc. Toda a trajetória dos Beatles, contada por quem esteve lá, com detalhes deliciosos de sessões de gravação, viagens, histórias de bastidores e tudo o mais. Paul procura não esconder nada, e discorre sobre fama, sexo, drogas, família, negócios, dinheiro, John, George, Ringo, Brian Epstein e George Martin.
Além da história dos Beatles propriamente dita, o livro se atém bastante à toda a atmosfera da época: as outras bandas, a "Swinging London" (que é como é chamada toda a efervecência que rolou na capital inglesa lá pelos anos de 66 / 67 / 68, por aí...) e todas as mudanças daquele período.
Em um certo momento, Paul declara que "Os anos 60 foram uma época tão avançada e com tantas coisas acontecendo, que eu sempre penso nos anos 60 no futuro, é como se eles ainda fossem acontecer... "
O livro desmistifica muita coisa que se julgava verdadeira sobre a trajetória dos Beatles. Também revela que Paul era o mais vanguardista da banda, e Lennon o mais convencional, ao contrário do que sempre se supôs.
O autor Barry Miles já inicia dizendo:
"Os Beatles ficaram tão cercados de mitos, fantasias e especulações, que se tornou praticamente impossível determinar alguma coisa afora os fatos básicos de suas vidas. Há muito poucas entrevistas confiáveis com eles, quando estavam no auge da fama. Quando quatro pessoas criam música juntas, fica difícil determinar qual indivíduo é responsável pelo quê, e a tendência em atribuirmos tudo que gostamos ao nosso beatle predileto.
Tudo que seja mesmo remotamente experimental ou vanguardista é sempre atribuído a John Lennon, inclusive os loops e experimentações orquestrais de Paul em 'A Day in the Life'. Na realidade, John desconfiava bastante de tudo que fosse vanguardista, dizendo: 'avant-garde é babaquice em francês'. Só começou a mudar de opinião, quando se uniu a Yoko Ono em 1969 e, mesmo assim, precisou fazer um esforço consciente para superar aquelas suas restrições”. Este livro é uma tentativa de resolver o problema das atribuições, dissipar alguns dos erros que tem passado de biografia a biografia e oferecer um retrato atento de Paul e seu círculo, na Londres dos anos 60. Paul era o único beatle que morava na cidade, o único que era nominalmente solteiro.
Podia ser encontrado nas vernissages e estréias, as boates e bares que ficavam abertos até tarde da noite, nos happenings e eventos experimentalistas que tanto caracterizavam os meados da década de 60. Ele fez seus próprios experimentos no campo dos loops e das superposições de imagens de filme, coisas que acharam lugar na obra dos Beatles, mas que geralmente são atribuídas a John. Uma vez que Paul não tornou isso público, trata-se de um lado pouco conhecido de sua figura, algo que este livro aspira a revelar.
Infelizmente, após o assassinato, qualquer tentativa de avaliar com objetividade o papel de John Lennon nos Beatles se tornou inevitavelmente iconoclástica. Lennon virou 'São John', um papel que iria diverti-lo tanto quanto horrorizá-lo. Embora John não esteja mais aqui para contar seu lado da história, o puro e simples volume das entrevistas com ele existentes implica que Lennon já abordara grande parte das questões contenciosas.
A partir de 1969, quando iniciaram sua campanha pela paz, John e Yoko chegaram a dar dez entrevistas por dia, ao passo que os outros Beatles raramente falavam à imprensa. Por isso, temos as opiniões de John sobre a maioria dos assuntos importantes, aí incluídos, felizmente, seus comentários a respeito de muitíssimas composições de Lennon e McCartney.
“Durante a elaboração deste livro, Paul e eu conversamos sobre todas as composições de Lennon e McCartney, inclusive aquelas gravadas por outros artistas que não os Beatles. De caso pensado, Paul não leu de antemão os comentários de John. Mesmo assim, em apenas duas situações entre mais de oitenta, houve sério desacordo sobre quem teria sido o compositor (John reinvindicara mais de 70% da letra de 'Eleanor Rigby', e Paul lembrava ter composto a música de 'In My Life')."
A leitura de 'Many Years From Now' corre leve e límpida, e é uma delícia para qualquer fã de música pop. Realmente é o relato mais detalhado sobre Paul e os Beatles até hoje, pelo menos até a publicação esse ano, de "Anthology", que até o momento, não tem edição em português.
Esse livro poderia ter duas partes. Fala-se muito sobre os Beatles, mas quando chega a hora da carreira solo, esta é tratada apenas de relance, deixando de fora muita coisa legal de se saber. Quase não se fala da boataria "Paul is Dead', quase não se cita os Wings (e Denny Laine, seu principal músico) ou mesmo seus melhores discos da fase solo.
Devem existir histórias muito boas sobre as gravações com Michael Jackson e Stevie Wonder, as excursões dos Wings (que chegaram a fazer bem mais turnês que os Beatles ) e casos como o de sua prisão no Japão por porte de maconha. Mas, quem sabe, possa vir uma parte dois por aí. O livro termina com a morte de Linda, e não deixa de ser irônico o título "Muitos Anos Pela Frente ...".

sábado, 1 de outubro de 2011

THE BEATLES - HELTER SKELTER

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Não é real. Mas que essa edição ficou boa demais, ficou!

FIONA APPLE - ACROSS THE UNIVERSE

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SOBRE A NOVA "CAPA" DO BAÚ DO EDU

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Um dia desses, quando a "capa" do Baú do Edu era de um LP velhissímo num toca-discos mais ou menos modernoso, estava conversando com meu amigo Cabeh debaixo de uma mangueira e tomando muitas cervejas, quando ele subitamente me perguntou porquê o disco não girava. Como pude não ter pensado nisso antes? Não soube responder na hora e passei os últimos dias matutando uma forma para aquele disco rodar.
Então, resolvi experimentar com uma fita cassete. Poderia, talvez ficar muito bacana e traria um charme todo especial à abertura do nosso blog preferido. Fizemos algumas experiências que não deram certo com o LP, até a coisa começar a funcionar. Como "a capa" com o LP já havia saído, não poderia repetir. Então, ouvindo meu velho walkman que nunca me deixa na mão por falta de bateria, vislumbrei a possibilidade de ser realmente a fita cassete, que talvez nem existam mais, só aqui. Nunca contei quantas ainda guardo, talvez, pelo volume, mais de 1000.  Finalmente hoje (ontem), resolvi que era hora de dar uma renovada. Lá no meio de toda a loucura e do stress do trabalho da agência numa sexta-feira, comecei a desenhar a fitinha cassete que poderia trazer alguma novidadezinha para a coisa não ser sempre dessa forma tão estática. E que a fitinha cassete seria bem à moda antiga. Era a "cara" do Baú, só que, dessa vez, tinha que funcionar. As rodinhas tinham que girar da forma como eu imaginava. Contei com a ajuda de um fiel amigo e escudeiro, o Jean. Ele É O CARA! Expliquei a situação e o quanto isso era importante para mim, questão de vida ou morte. Em menos de 15 ninutos, a fitinha cassete estava rodando! Fiquei feliz como passarinho quando chega a primavera. Tomara que vocês aprovem! Se sim, de agora em diante, sempre vai ter alguma gracinha. Ou não. E é isso. Não esqueçam de votar no nosso Baú! Como disse uma amiga bem querida: "Não é possível que novamente perderermos para o blog da Alcione! Thank you, very much! Abração! Não deixem de votar no Baú dos Beatles e da Cultura Pop! Se passarmos para o 2º turno, será ótimo para mim, para vocês e todo o universo dos Beatles!!! Valeu! Abração!!! Só para lembrar: daqui uma semana será o aniversário do nosso querido e incomparável John Lennon, o criador dessa bomba que ele deu o nome de "THE BEATLES". Quem quiser prestar sua homenagem ao nosso grande ídolo, mande para eduardobadfinger@gmail.com e eu publicarei com certeza. Eu e o velhão estaremos na espera! Don't Let Me Down! Thanks!