quarta-feira, 22 de setembro de 2021

BACKBEAT - A SENSACIONAL TRILHA SONORA - 1994

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Backbeat é a trilha sonora original do filme "Backbeat - Os 5 rapazes de Liverpool" de 1994, estrelado por Stephen Dorff, Sheryl Lee, Gary Bakewell e Ian Hart. As músicas foram produzidas por Don Was. Um álbum baseado em partituras com a música original de Don Was também foi lançado. As sessões de gravação do álbum começaram no dia 26 de março de 1993 na Ocean Way Recording, em Los Angeles, Califórnia. Muitas das canções do álbum foram as primeiras tomadas. Was disse em uma entrevista à Variety, que "a banda improvisada gravou 15 músicas em três dias praticamente sem overdubs (exceto os vocais de Pirner, gravados em datas separadas) e não mais do que duas tomadas. "Naquela fase os Beatles eram uma banda adolescente selvagem que compensava sua falta de sutileza com uma quantidade tremenda de energia", disse Was. O vídeo promocional de "Please Mr. Postman" foi filmado na Alemanha, em março de 1994, para o single promocional do Reino Unido, lançado em 3 de maio daquele ano.

A banda, que interpretou todas as músicas do filme não poderia ter outro nome - The Backbeat Band, formada por conhecidos rockeiros daquela época (1994): Greg Dulli (Afghan Whigs) e Dave Pirner (Soul Asylum) nos vocais, Thurston Moore (Sonic Youth) e Don Fleming (Gumball) nas guitarras, Mike Mills (R.E.M.) no baixo e  Dave Grohl (Nirvana/Foo Fighters) na bateria. O álbum com a trilha, produzido por Don Was, saiu pela EMI em março de 94, um mês antes do filme estrear, e traz a banda fazendo versões de doze canções, nenhuma origiginal dos garotos de Liverpool (“Twist and shout” não é dos Beatles…), mas todas tocadas por eles em seus primeiros anos em clubes obscuros, inclusive em sua turnê por Hamburgo, que é o cenário do filme. Estão lá: Money (That’s What I Want); Long Tall Sally; Bad Boy; Twist and Shout; Please Mr. Postman; C’mon Everybody; Rock & Roll Music; Slow Down; Roadrunner; Carol; Good Golly Miss Molly; e Twenty Flight Rock. É um disco para ouvir bem alto, porque é puro Rock and Roll.

THE BEATLES - + QUATRO FAIXAS DO 'NOVO' LET IT BE

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Os Beatles ganharão uma edição especial do álbum Let it Be, de 1970, através de um lançamento que está agendado para 15 de outubro via Apple Corps Ltd./Capitol/UMe. Para promover o lançamento, o canal do YouTube oficial dos Beatles disponibilizou segunda-feira (20), o áudio de mais quatro faixas 'inéditas'. Os fãs podem conferir “Get Back” (Take 8), “One After 909” (Take 3), “I Me Mine” (1970 Glyn Johns Mix) e uma mixagem de 2021 de “Across The Universe”. No mês passado, outras três faixas, "Let It Be", "Don't Let Me Down" e "For You Blue" já haviam sido lançadas aqui. O conjunto de box expansivos que chegará em breve apresentará o álbum original em uma nova mixagem estéreo, uma versão anterior de 1969 do álbum intitulada Get Back, ensaios de estúdio, uma mixagem de Glyn Johns, e um EP composto por novas mixagens de faixas de Let it Be. O novo conjunto também apresentará aos fãs um disco Blu-ray do álbum em Som Dolby Atmos e DTS-HD Master Audio 5.1, além de um livro de 105 páginas intitulado The Beatles: Get Back, que apresenta ensaios, fotos, letras e muito mais. Confira: THE BEATLES - VEM AÍ O LET IT BE 2021!

THE BEATLES - I WANT TO HOLD YOUR HAND - ISOLATED VOCALS

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Há quase um mês, apareceu aqui o vídeo THE BEATLES - I WANT TO HOLD YOUR HAND - ISOLATED GUITARS, que foi um sucesso. Agora a gente confere este outro, "I Want To Hold Your Hand" com os vocais isolados. Também ficou legal. Sempre vale a pena!

domingo, 19 de setembro de 2021

PAUL MCCARTNEY’S GOLDEN SLUMBERS ISOLATED VOCAL TRACK

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THE CONCERT IN CENTRAL PARK - 40 ANOS

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Um ano depois da morte de John Lennon, o povo de Nova York ainda sofria, chorava e lamentava. Aquela data, o final do ano de 1980 ficou tão marcado para os americanos (e todos nós) como o dia em que John Kennedy ou Martin Luther King também foram assassinados, ou como o 11 de setembro de 2001 - dia do maior atentado terrorista de toda a história. Mas naquele belo sábado, em 19 de setembro de 1981, há 40 anos, Nova York estava novamente em êxtase.

O dia 19 de setembro de 1981, entraria para o mundo da música como um dia histórico. Em pleno pulmão de Nova York, mais precisamente no Central Park, mais de 500 mil pessoas juntavam-se para ver e ouvir PAUL SIMON e ART GARFUNKEL cantarem suas lendárias canções, numa reunião há muito desejada, depois de uma separação que atravessou toda a década de 1970.

500 mil pessoas... Para se ter uma ideia do que isso representa, esse foi o número de pessoas que assistiu aos três dias do festival de Woodstock, com todas aquelas estrelas! Dessa vez, eram apenas dois caras, que um dia se chamaram Tom & Jerry, que conseguiram juntar uma multidão como esta.

Aquela tarde e noite histórica ficou registrada e deu direito à edição de um álbum duplo lançado em LPs e fitas cassete. Também foi lançado e fez um sucesso absurdo, a fita cassete em VHS trazendo todo o concerto. O CD e o DVD só apareceriam anos depois.
Em "The Concert In Central Park", SIMON AND GARFUNKEL interpretam todos os grandes sucessos da sua carreira em conjunto e alguns outros da carreira a solo de Paul Simon, com arranjos adequados à interpretação e sonoridade do grupo. Apenas um tema, da carreira a solo de Art Garfunkel, foi integrado neste espetáculo e incluído na edição em disco e vídeo. No disco encontramos também algumas covers, como é o caso de "Wake Up Little Susie", que se tornou no primeiro single extraído deste do álbum. A verdade, é que o álbum duplo é um desfile de sucessos, "todas" estão lá. "Mrs. Robinson", tema de abertura do show, e do álbum, e um dos mais emblemáticos e populares de todo o disco, ao lado de clássicos como: "Me And Julio Down By The Schoolyard", "Still Crazy After All These Years", "The Boxer", "The Sounds Of Silence", "Bridge Over Trouble Water" e outros tantos. "The Concert In Central Park" é ainda hoje um dos mais importantes e bem sucedidos álbuns ao vivo de todos os tempos. Amém!

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

THE BEATLES - GLASS ONION E BACK IN THE USSR*****

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NEIL YOUNG - HARVEST ✶✶✶✶✶

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Chegando dois anos após a separação de Crosby, Stills, Nash & Young, Harvest é possivelmente o trabalho solo mais popular do guitarrista Neil Young. Gravado entre outras locações, no Quadrafonic Sound Studio, no Tennessee, o álbum esteve no topo da parada nos EUA e Reino Unido quando foi lançado em março de 1972. Descrito como um trabalho melancólico, as canções em Harvest são dilacerantes com sua tristeza e um ar de in­certeza, tanto quando trata da busca do amor em um relacionamento, como em ‘A Man Needs a Maid', ou quando testemunha a morte de muitos amigos, como em ‘Needle And The Damage Done’. Há também algo quase absurdamente simples na faixa-titulo, com sua descrição de um amor não correspondido — ou não desejado — contra um cadenciado e balançado ritmo country e lamentosa guitarra Steel pedal. Duas canções, ‘A Man Needs a Maid’ e ‘Theres a World’, foram gravadas com a London Symphony Orchestra, nos modestos ambientes do Barking Town Hall, no East End em Londres. Young aparentemente gravou o álbum usando um colete ortopédico comple­to, e disse sobre a destacada faixa do álbum ‘Heart Of Gold’ (que apresenta James Taylor e Linda Ronstadt nos vocais de apoio) que viajar aquela estrada ‘tornou- se um aborrecimento’ e que isso o enviava ‘para a vala! Harvest foi escolhido como o 78° maior álbum de todos os tempos pelos editores da revista Rolling Stone, em 2003. O espetacular sucesso comercial de Harvest (1972), tornou Young um "superstar" do folk-rock, mas a morte de dois amigos seus neste mesmo ano, o guitarrista Danny Whitten e o roadie Bruce Berry o colocaram numa longa fase depressiva, em que envolveu-se com drogas e álcool, acabando por influenciar seu trabalho. Os álbuns gravados neste período são marcados por temas como a morte, solidão, loucura e drogas, trazendo um som mais áspero, cru e pesado, que o afastaram do grande público e aborreceram a crítica.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

THE BEATLES - RAIN - SENSACIONAL! *****

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"Rain" é uma canção dos Beatles, composta por John Lennon e creditada à parceria Lennon/McCartney. Foi lançada no final de maio de 1966 como o lado B do single "Paperback Writer". Ambas foram gravadas durante as sessões do álbum Revolver, mas nenhuma aparece no próprio. "Rain" é classificada muitas vezes como o melhor lado B dos Beatles, especialmente pela presença de um som denso e a inclusão de vozes de dentro para fora, que eram uma indicação do que seria Revolver, lançado no início de agosto.
Assim como "I'm Only Sleeping" em Revolver, "Rain" mostra os Beatles explorando os sentimentos de descolamento do LSD e a crença de que a consciência aumentada pode ser encontrada dentro do eu. Os Beatles gravaram "Rain" durante duas sessões em 14 e 16 de abril de 1966, no mesmo dia em que Paul McCartney gravou sua parte de baixo para Paperback Writer. O grupo gravou a música em ritmo acelerado, para que, na edição, fosse propositadamente desacelerado. Eles terminaram a música em 16 de abril, adicionando overdubs incluindo pandeiro, baixo e vocais extras. É provável que os vocais para trás tenham sido adicionados neste dia, quando eles também realizaram as mixagens mono que apareceram no single com Paperback Writer.
Em uma primeira leitura, a letra de "Rain" parece fazer referência as pessoas que reclamam do clima. Mas, em uma análise mais profunda, propõe a libertação dos valores morais pré-estabelecidos. Além disso, sugere um estado de consciência alterado, não somente pelos seus versos, mas também pelos vocais arrastados e nos instrumentos tocados de forma mais lenta, porém pesados.

O último verso inclui um trecho tocado ao contrário, tendo sido um dos primeiros usos dessa técnica em um disco. "Sdaeh rieht edih dna nur yeht, semoc niar eht fI" (If the rain comes, they run and hide their heads). George Martin disse que a ideia foi dele: “Eu sempre estava experimentando com as fitas e pensei que seria interessante fazer algo extra com a voz de John. Então levantei um pouco do seu vocal no canal principal, coloquei-o em outro carretel, virei-o e deslizei-o para frente e para trás até que ele se encaixasse. John estava fora no momento, quando voltou ele ficou surpreso e contente”. Só que John Lennon disse que não: "Após a sessão de gravação - que terminou às quatro ou cinco da manhã - eu levei a fita para casa para ver o que mais eu poderia fazer. E eu estava meio cansado, não sabendo bem o que estava fazendo, e coloquei no gravador de forma incorreta, tocando-a ao contrário. E gostei. Foi o que aconteceu".
Seja como for, "Rain" acabou se tornando uma das preferidas dos integrantes da banda e também dos fãs. Ringo Starr considera a música seu melhor desempenho com os Beatles e Paul McCartney declarou várias vezes que é uma das suas prediletas."Rain" foi gravada nos dias 14 e 16 de abril 1966 em Abbey Road. Foi produzida por George Martin e teve Geoff Emmerick como engenheiro. O único álbum oficial em que está disponível é Past Masters. John Lennon canta o vocal principal e toca guitarra; Paul McCartney faz backing vocals e toca baixo; George Harrison também faz backing vocals e toca guitarra; e Ringo Starr toca bateria e pandeiro.

PAUL McCARTNEY – DESPITE REPEATED WARNINGS*****

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Postagem publicada aqui originalmente em 2 de dezembro de 2018.
“Despite Repeated Warnings” - (Apesar dos  repetidos avisos), é uma música de Paul McCartney, lançada em 7 de setembro de 2018. É a 14ª faixa do 18º álbum solo de McCartney, “Egypt Station”. O álbum bateu “Kamikaze” de Eminem, na primeira posição da Billboard 200. Com isso, “Egypt Station” viu McCartney conquistar seu primeiro número um nos Estados Unidos em quase 4 décadas (aproximadamente 36 anos).
A letra de “Despite Repeated Warnings” centra-se nas questões climáticas e no aquecimento global. Durante uma entrevista à BBC, perguntaram a McCartney se durante o processo de composição, ele tinha algum político famoso em mente. Ele respondeu dizendo que sim e que o político não era outro senão o presidente dos EUA, Donald Trump. No entanto, ele afirmou que a mensagem na música pode se aplicar a muitos outros líderes e figuras proeminentes por aí que negam a mudança climática.
“Eu estava no Japão, lendo o jornal Tokyo Times ou Japan Times, acho, e havia algo sobre mudança climática e aquela típica coisa de que as pessoas não estão realmente fazendo nada sobre o assunto, que tudo ficará bem e não é necessária preocupação, etc. Claro, esses icebergs derretendo não têm importância, não estão derretendo em Londres, então não há importância. E a frase que estava na matéria era ‘Despite Repeated Warnings’ [Apesar dos avisos repetidos]. Eu gostei dessa frase e achei que resumia muito o que as pessoas pensavam. E aí quis fazer uma música na qual eu usasse simbolismo e a pessoa seria simbólica de certos políticos e pessoas que discutem que a mudança climática é um boato. Conhecemos algumas pessoas assim. E aí pensei em um capitão e ele está dirigindo um barco e decide ir em direção aos icebergs. Ele foi avisado, mas decide seguir em frente porque acredita que está certo e acha que estão se preocupando demais com isso. É uma história, como o Titanic se tivessem sido avisados que eles afundariam por conta de um iceberg e o capitão não se importasse e achasse que eles ficariam bem. É uma música como ‘Band On The Run’ ou ‘Live And Let Die’, de certa forma episódica, com uma produção épica. Espero que lembre as pessoas que a mudança climática não é um boato e que nós devemos evitar ter um capitão louco nos dirigindo aos icebergs”.

sábado, 11 de setembro de 2021

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - FOR YOU BLUE*****

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"For You Blue" é uma música dos Beatles composta por George Harrison e é o lado B do single The Long and Winding Road (nos EUA), também é a décima-primeira faixa do álbum Let It Be, lançado em 8 de maio de 1970. "For You Blue" apresenta John Lennon tocando uma guitarra havaiana com um cartucho de bala, como aparece no filme Let It Be. Harrison faz alguns comentários durante a música, incluindo "Go, Johnny, go" (uma referência à canção Johnny B. Goode, de Chuck Berry), "There go the twelve-bar blues" ("Aí vai o blues de doze compassos"), e "Elmore James got nothin' on this baby" ("Elmore James não tem nada com isto, baby").

O nome temporário da música durante a sua produção foi "George's Blues (Because You're Sweet and Lovely)" quando foi gravada, em 25 de janeiro de 1969. Depois, "For You Blues" com o plural no título. Depois foi renomeada entre 10 de março e 28 de maio, quando foi ouvida como "For You Blue" no final da mixagem do álbum não lançado Get Back. Quando Phil Spector remixou a canção para incluí-la no álbum Let It Be, ele adicionou uma introdução feita por Lennon, "The Queen says no to pot-smoking FBI members" ("A rainha disse não para os membros do FBI fumadores de maconha"). “For You Blue” é uma canção de melodia simples, que os Beatles gravaram rapidamente (em 6 takes), sem maiores complicações – o que era raro, nas sessões de estúdio de “Let It Be”. Nos bastidores, nada era simples. Além das diferenças autorais e financeiras, havia as diferenças musicais. George sempre foi o Beatle mais disposto a desenvolver suas habilidades musicais, e foi assim que ele estabeleceu amizades próximas com músicos tão diferentes quanto Ravi Shankar e Eric Clapton. Isso também o levou a fazer experiências constantes com diferentes afinações, instrumentos e modos de tocar. “For You Blue” era um blues tradicional. O comentário de Harrison sobre ela foi: “É uma música simples seguindo todos os princípios normais dos doze compassos, exceto por ser otimista!”. Curiosamente, apesar de a faixa receber o nome “For You Blue”, o título não é mencionado na letra.

"For You Blue" na caligrafia de George, com o plural no título. Hunter Davies, “biógrafo oficial” diz em seu livro “As Letras dos Beatles”: “É surpreendentemente de George, pois se trata de um blues alegre e cativante, sem inspiração indiana e cuja letra não é mística, mágica nem misteriosa. Ele também faz um falsete bem convincente, o tipo de coisa que em geral ficava para Paul. John pode ser ouvido conversando ao fundo, mas não tenta distrair a atenção nem zomba da música. É uma canção de amor, presumivelmente para Pattie; ele a ama porque ela é doce e adorável. O que poderia ser mais bonito?”.
"For You Blue" foi uma das muitas canções novas que os Beatles ensaiaram no Twickenham Film Studios, no sudoeste de Londres, em janeiro de 1969. Harrison apresentou um primeiro rascunho da música em 7 de janeiro, durante um dia marcado pela acrimônia dentro do grupo. Em seu estudo das fitas do projeto Get Back, os autores Doug Sulpy e Ray Schweighardt escreveram que os Beatles ensaiaram "For You Blue" sem entusiasmo, em meio a discussões acaloradas sobre seu futuro e com Harrison em desacordo com McCartney sobre o concerto proposto. Somando-se à insatisfação de Harrison desde o início dos ensaios de Twickenham, suas composições "All Things Must Pass", "Let It Down" e "Hear Me Lord" receberam pouco entusiasmo de Lennon e McCartney. Os Beatles voltaram a "For You Blue" em 9 de janeiro, quando Harrison havia completado a letra. Ele sugeriu que a música exigia um arranjo acústico semelhante a skiffle ou, citando o guitarrista de slides Son House como exemplo, country blues tradicional. No dia seguinte, Harrison abandonou as sessões, cansado do que considerou ser a atitude autoritária de McCartney e a falta de envolvimento de Lennon com o projeto. Como condição para o retorno de Harrison ao grupo, os Beatles abandonaram a ideia de um show e se mudaram para seu Apple Studio no centro de Londres, em 22 de janeiro, para gravar o álbum com algumas das canções ensaiadas em Twickenham. A sessão de "For You Blue" aconteceu na Apple em 25 de janeiro, com produção de George Martin e Glyn Johns como engenheiro. O take 6 foi selecionado como take master. A gravação apresenta Harrison no violão e Lennon tocando violão de aço. Lennon executa o primeiro solo durante o intervalo instrumental, após o qual McCartney toca um solo de piano. Lennon usou um cartucho de bala. Para alcançar o pedido de Harrison de um som de "piano honky tonk ruim", McCartney entrelaçou papel entre as cordas do piano. Ringo Starr contribuiu com uma parte de bateria que fornece uma "batida de fundo pesada" ao longo da execução da música.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

JOHN LENNON - BEN E. KING - STAND BY ME - SENSACIONAL!

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“Se o céu que vemos lá em cima desabar e cair, ou as montanhas desmoronarem para o mar, eu não chorarei. Não derramarei uma lágrima, desde que você fique comigo”.
"Stand by Me" é uma canção gravada originalmente em 1961 pelo cantor e compositor americano Ben E. King e escrita por ele, junto com Jerry Leiber e Mike Stoller, que usaram o pseudônimo de Elmo Glick. De acordo com King, o título é derivado e foi inspirado por um número de "spiritual" escrito por Sam Cooke e JW Alexander chamado "Stand by Me Father", gravado pelos Soul Stirrers com Johnnie Taylor cantando. Houve mais de 400 versões gravadas da música, interpretadas pelos mais variados artistas. "Stand by Me" apareceu na trilha sonora do filme de mesmo nome em 1986, e um videoclipe correspondente foi lançado para promover o filme. Em 2012, estimou-se que os royalties da música haviam chegado a 17 milhões de libras, tornando-se a sexta maior música a receber a partir daquele momento. 50% dos royalties foram pagos a King. Em 2015, a versão original de King foi introduzida no National Recording Registry pela Biblioteca do Congresso, como "cultural, histórica ou esteticamente significativa", pouco menos de cinco semanas antes de sua morte. No final do ano, a formação de 2015 do grupo The Drifters gravou-a, em homenagem a King.

John Lennon gravou sua versão da música para seu álbum Rock 'n' Roll de 1975. O remake de Lennon se tornou um single três semanas após o lançamento do álbum e foi seu último sucesso antes de sua aposentadoria de cinco anos da indústria musical. Lennon filmou uma apresentação da música para The Old Gray Whistle Test em 1975. A Billboard considerou a versão de Lennon como a melhor versão desde o original. Um editor da Pitchfork, Marc Hogan, achou a versão de Lennon "mais comovente" do que a original devido ao violão e os vocais fervorosos de Lennon.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

THE BEATLES - YOU REALLY GOT A HOLD ON ME

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THE DIRTY MAC - YER BLUES ✶✶✶✶✶

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“The Dirty Mac” foi o nome que John Lennon deu para o supergrupo que formou para apresentar-se no festival/show “c”, dos Rolling Stones em 1968. Além de Lennon na guitarra base e vocal, a banda era formada por Eric Clapton, Keith Richards e Mitch Mitchell, baterista de Jimi Hendrix. O Rock 'n Roll Circus teve também as participações das bandas: Jethro Tull, The Who, Taj Mahal, Marianne Faitfull (na época era "namorada" de Mick Jagger), Yoko Ono e The Dirty Mac, além dos próprios Rolling Stones que finalizaram a festa. The Dirty Mac foi a 5ª banda a se apresentar, com "Yer Blues" dos Beatles.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

THE BEATLES - CATSWALK - CATCALL

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Durante os dias de  Quarrymen, Paul McCartney escreveu uma peça de jazz instrumental intitulada “Catswalk”, que nunca foi devidamente registrada pelos Beatles. Um ensaio do final de 1962 no Cavern Club tinha sido registrado, no entanto. McCartney conheceu Chris Barber, líder da banda The Chris Barber Jazz Band, um grupo de jazz tradicional, e decidiu oferecer-lhe a música. A banda gravou uma versão no Marquee Club de Londres no início de julho de 1967, mas McCartney achou que poderia ficar melhor. Outra sessão teve lugar neste dia no Chappell Recording Studios em Maddox Street, Londres. A faixa foi renomeada e gravada como “Catcall”. À melodia foi dado um arranjo completo com um coro de catcalls: McCartney e Jane Asher estavam entre as pessoas que participaram no que era evidentemente uma sessão divertida. Paul contribuiu com gritos, uivos e um pouco de piano. “Catcall”, com a Chris Barber Jazz Band, foi lançada como um single no Reino Unido em 20 de outubro de 1967, com o crédito de McCartney como compositor. Apesar de seu pedigree impecável, não conseguiu emplacar. Essa versão também aparece na compilação “The Songs Lennon and McCartney Gave Away” de 1971.

THE BEATLES - DON'T LET ME DOWN - SENSACIONAL!

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"Don't Let Me Down" é um clássico dos Beatles, gravado em 1969 durante as sessões do álbum Let It Be (com Billy Preston), composta por John Lennon. Foi uma das músicas executadas no show realizado no telhado da Apple em Saville Row em 30 de janeiro de 1969.

O pesquisador Steve Turner, em seu livro "The Beatles - A História por Trás de todas as Canções" diz o seguinte: "John Lennon expressava repetidamente o seu medo de ser desapontado por aqueles em quem confiava. “If I Fell” foi o modelo de canção em que confessava sua necessidade de ser amado e também sua ansiedade quase paralisante quanto à possibilidade de rejeição. Escrita a respeito de Yoko, com quem ele viria a se casar logo em seguida, a música expressava suas velhas preocupações com uma sonoridade tão dolorosa quanto as emoções que evocava. Ao se preparar para cantá-la, John instruiu Ringo a golpear com força os pratos “para me dar a coragem de sair gritando”. Paul diria posteriormente se tratar de “um genuíno pedido” de ajuda a Yoko, como se dissesse ‘Estou perdendo a linha aqui. Estou me expondo de verdade, portanto você não pode me decepcionar’.” Quando o grupo começou a ensaiar, em 6 de janeiro de 1969, Paul e George criaram algumas respostas aos versos de John, como “For the first time in my life”, “Dont you know it s going to last”, “I’ll never let it get away” e “It lasts forever and a day”. A preocupação de Paul era se alguns dos versos que estavam criando eram cafonas, ao que John insistiu: “Eu acho que é para essa letra ser cafona, porque não há palavras inteligentes nela”. Contudo, algumas dessas frases logo seriam abandonadas. Embora tenha sido lançada como lado B de Get Back em abril de 1969 e tocada na apresentação do telhado visto no filme, a faixa foi excluída do álbum por Phil Spector. Em 2003, foi reinserida na versão remixada LetltBe... Naked".

"Don't Let Me Down" foi gravada pelos Beatles nos dias 21, 22, 24, 27, 28, 29 e 30 de janeiro de 1969. Foi produzida por George Martin tendo Glyn Johns como engenheiro. John Lennon: vocal, guitarra base; Paul McCartney: backing vocals e baixo; George Harrison: backing vocals e guitarra solo; Ringo Starr: bateria; e Billy Preston: piano elétrico.

HOW THE BEATLES CHANGED THE WORLD - TOM O'DELL

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"How the Beatles Changed the World", é um filme documentário, dirigido por Tom O'Dell, que estreou na Netflix em 1 de ferereiro de 2008. O filme se propõe a fazer um estudo sobre o sucesso fenomenal dos Beatles, começando pela Grã-Bretanha, e seguindo conquistando o mundo inteiro. Desde suas primeiras apresentações em Liverpool até o presente, este relato ilustrado tenta examinar a influência duradoura dos Beatles na música e cultura dos últimos 50 anos. Iniciando em fevereiro de 1964 com a apresentação no The Ed Sullivan Show, indiscutivelmente, um dos momentos mais definidores e indeléveis na história da música, da televisão e da cultura pop, Sandler traça o progresso da Beatlemania. Ele enfatiza que os Beatles transformaram a cultura com sua música, atuando sem um vocalista fixo, ao contrário, quatro, mudando a natureza dos discos, redefinindo os processos de gravação, revolucionando as capas dos álbuns, encontrando "inspiração em quase tudo ao seu redor" e expressando o clima dos próprios tempos.

JOHN LENNON - JOHN LENNON ACOUSTIC - 2004

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John Lennon Acoustic - lançado no início de novembro de 2004, não chega a ser um Greatest Hits da carreira solo de John Lennon. Há algumas músicas bem conhecidas de sua saga fora dos Beatles, como "Working Class Hero", "Love", "God", "Woman Is the Nigger of the World" e "Imagine" (o melhor momento do álbum, ao lado de "Watching the Wheels"). Mas também há algumas ausências importantes, como "Mother", "Woman", "Instant Karma", "Jealous Guy", "Starting Over", "Give Peace a Chance" e "Stand by Me".

O encarte de John Lennon Acoustic traz fotos raras de John Lennon e Yoko Ono, todas as letras cifradas e até as posições desenhadas dos acordes. Yoko Ono dedica o CD aos futuros guitarristas. “John sempre tocou com o coração. Espero que você aprenda a fazer o mesmo”, diz ela no encarte. John Lennon toca violão e canta sozinho em todas as músicas, exceto "The Luck of The Irish", quando divide os vocais com a mulher.
Embora não tenha disputado as paradas no Reino UnidoJohn Lennon Acoustic alcançou o número 31 nos Estados Unidos com vendas de 30 mil cópias, tornando-se o melhor lançamento póstumo de John Lennon nos Estados Unidos desde 1988, com Imagine: a trilha sonora do filme. John Lennon Acoustic ficou por oito semanas no gráfico.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

ERIC CLAPTON - TULSA TIME

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"Tulsa Time" foi escrita por Danny Flowers e gravada pelo artista country americano Don Williams em outubro de 1978 como o primeiro single do álbum Expressions. Foi o oitavo número um de Williams na parada Country, passando uma única semana no primeiro lugar e onze semanas no top 40. Também foi gravada por Eric Clapton em seu álbum Backless de 1978 e uma versão ao vivo do seu o álbum Just One Night se tornou um hit # 30 da Billboard em 1980. Aqui, a gente confere a versão do disco, ao vivo  em Just One Night, Clapton tocando ao vivo em Connecticut, e por último, ao vivo em um show da Sherryl Crow, que sempre foi fã.

JOHN LENNON - COME TOGETHER - SEMPRE!

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PAUL McCARTNEY - ALL THE BEST - 1987

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All the Best foi o 2º álbum de coletâneas oficial de Paul McCartney. O primeiro foi Wings Greatest de 1978. All the Best foi lançado no dia 2 de novembro de 1987, e tenta resumir em um álbum duplo, músicas de Paul de 1970 até o então recente single Once Upon A Long Ago. A inclusão da faixa e ordem das músicas varia ligeiramente entre o lançamento do álbum no Reino Unido e as edições norte-americanas numa tentativa de refletir a popularidade de algumas músicas específicas de cada país. As edições britânicas em CD e vinil também variam, conforme as limitações do tempo de um simples CD em comparação com um disco duplo de vinil conduzindo à eliminação de três cortes na edição em CD britânica. Aqui no Brasil, foi lançado tal e qual a edição inglesa.
Quando All the Best  foi lançado, McCartney estava iniciando os trabalhos do seu próximo álbum de estúdio, Press To Play e precisava lançar um novo álbum antes do Natal, assim  All the Best se tornou o grande presente de natal daquele ano. O lançamento como álbum duplo, foi um sucesso, mas na Inglaterra, não conseguiu chegar ao #1 porque não conseguiu superar o álbum solo de estreia de George Michael - "Faith" - alcançando um “modesto” número 2,  embora, nos EUA tenha conseguido dupla platina – mesmo sem o primeiro lugar.
All the Best é um grande disco e trouxe Paul de volta às paradas (inclusive no Brasil) com dois belíssimos hits - Once Upon A Long Ago e We All Stand Together – ambos exibidos pela 1ª vez com exclusividade pela Globo no Fantástico com duas semanas entre um e outro quando se aproximava o natal.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

NICKY HOPKINS - O PIANISTA DAS ESTRELAS*****

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Publicada originalmente no dia 6 de setembro de 2011.
Nicky Hopkins nasceu no dia 24 de fevereiro de 1944. Ele foi um pianista inglês que participou de algumas das mais importantes gravações da música no Reino Unido e nos Estados Unidos durante os anos 60 e 70, tocando piano e órgão. É considerado um dos mais importantes músicos de estúdio da história do rock. Hopkins começou no início dos anos 60 como pianista do Savages de Screaming Lord Sutch (banda que também incluía Jimmy Page, outro músico de estúdio que anos depois formaria o Led ZeppelinHopkins passou a tocar com outros artistas em Londres, logo se tornando um dos mais requisitados da cena, contribuindo com seu estilo boogie-woogie ao piano para muitas gravações de sucesso.

Em 1965, tocou no álbum de estreia do The Who, My Generation. Ele gravaria com praticamente todas as grandes bandas britânicas dos anos 60, como os Beatles, os Rolling Stones, Kinks, e também em discos solo de John Lennon, George Harrison, Jeff Beck e tantos outros. Foi Hopkins inclusive quem ajudou a definir o "som de São Francisco" ao tocar nos álbuns do Jefferson Airplane e da Steve Miller Band, juntando-se brevemente ao Quicksilver Messenger Service e tocando com o Jefferson Airplane no Festival de Woodstock. Como músico de estúdio, Hopkins ficou famoso por sua habilidade de fazer ótimas performances com pouco ou nenhum ensaio, e notável por seu hábito de ler histórias em quadrinhos durante as sessões de gravação. Morreu aos 50 anos, no dia 6 de setembro de 1994, em Nashville, Tenesse, de problemas cardíacos.
Confira aqui alguns artistas para quem Hopkins também emprestou seu piano e seu talento: The Creation, Joe Cocker, Donovan, The Easybeats, Randy Newman, Jackie Lomax, John Lennon, George HarrisonHarry Nilsson, The Rolling Stones, Marc Bolan, David Bowie, Duncan Browne, Jack Bruce, Belinda Carlisle, Cheech & Chong, Family, Climax Blues Band, The Dingoes, Lonnie Donegan, Peter Frampton, Jerry Garcia, Art Garfunkel, Lowell George, Roy Harper, Julio Iglesias, Alexis Korner, Nils Lofgren, Paul McCartney, Meatloaf, Gary Moore, Yoko Ono, Graham Parker & The Rumour, The Pretty Things, The Pointer Sisters, Leo Sayer, Carly Simon, Spinal Tap, Rick Springfield, Ringo Starr, Rod Stewart, The Strawbs, Matthew Sweet, Joe Walsh, Jennifer Warnes, Carl Wilson, Ron Wood e Bill Wyman. É mole?

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

PAUL MCCARTNEY - WHEN WINTER COMES - SENSACIONAL!

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“When Winter Comes” é a última faixa do álbum McCartney III lançado em dezembro de 2020. A história da música começou há 28 anos, quando foi gravada em 3 de setembro de 1992, junto com “Calico Skies” e “Great Day“ com George Martin na mesa de mixagem. A música foi gravada durante o álbum “Flaming Pie” e desenterrada durante a pesquisa para o relançamento em 2020. Considerando “When Winter Comes” boa demais para ser lançada como faixa bônus, Paul decidiu fazer um curta-metragem para acompanhá-la. Enquanto gravava a curta peça musical introdutória para o filme, o mundo ficou paralisado devido à pandemia de COVID-19. “Essa música é uma coisa meio idealista, uma existência hippie em uma fazenda, plantando árvores, consertando cercas e vivendo uma boa vida que é algo que eu gosto, eu amo a natureza e amo essa ideia de descer e sujar as mãos”. Disse Paul McCartney em dezembro de 2020.
McCartney III é principalmente construído a partir de tomadas ao vivo de Paul nos vocais e guitarra ou piano, dobrando seu baixo, bateria, etc. sobre essa base. O processo começou quando voltou á faixa inédita do início dos anos 90, 'When Winter Comes' (co-produzida por George Martin). Paul criou uma nova passagem para a música, dando origem à abertura do álbum 'Long Tailed Winter Bird' - enquanto '“When Winter Comes”, apresentando sua nova introdução de 2020 'Winter Bird’, se tornou o grande final do novo álbum.
Em entrevista à revista UNCUT, em janeiro de 2021, perguntaram o seguinte: “Há um trecho adorável em “Winter Bird / When Winter Comes” onde você canta ‘Deve consertar a cerca perto do terreno... cave um ralo perto do canteiro de cenouras...’ Isso poderia ser você em 1970...?". “Sou eu, relembrando aquele período e compondo uma música do ponto de vista daquele homem, fazendo uma casa para sua família no campo. Isso é o que eu costumava fazer. Pintar o telhado, consertar os ralos, consertar a cerca, o que for. Eu sei que muitas pessoas hoje em dia estão entrando nisso. É muito gratificante. No meu caso, o horror era o quão pesada a situação dos Beatles havia se tornado, mas para muitas pessoas hoje em dia é o horror do que está acontecendo com o mundo - especialmente este ano com Covid. Eu só quero plantar alguns vegetais para minha família e vê-los crescer. Eu fiquei muito ambicioso. Fiz uma mesa de cozinha. Estou incrivelmente orgulhoso disso”, respondeu Paul McCartney. O curta-metragem de animação de Geoff Dunbar foi lançado em plataformas de streaming, no dia 22 de dezembro de 2020. Em 2021, para o projeto “McCartney III Imagined”, o cantor e compositor americano Anderson .Paak reimaginou “When Winter Comes“.