sexta-feira, 24 de julho de 2026

THE BEATLES - HAPINESS IS A WARM GUN - 1968 ⭐⭐⭐

Nenhum comentário:

A genial "Happiness Is a Warm Gun" é uma canção dos Beatles, do seu Álbum Branco de 1968. Foi escrita por John Lennon e creditada à parceria Lennon-McCartney, claro. Lennon derivou o título de um artigo na revista American Rifleman e explicou que a letra era um duplo sentido para armas e seu desejo sexual por Yoko OnoPara compor a música, John Lennon costurou três pedaços de composições que já tinha começado, mas não pareciam ir a lugar algum. A primeira era uma série de imagens aleatórias de uma noite de ácido com Derek Taylor, Neil Aspinall e Pete Shotton na casa que Taylor estava alugando. E é o próprio Derek Taylor quem conta boa parte dos segredos por trás dos versos de "Happiness".
"John disse que tinha escrito metade de uma música e queria que nós ajudássemos com frases. Primeiro, ele queria saber como descrever uma garota muito esperta, e eu lembrei de uma expressão de meu pai que dizia: “She's not a girl who misses much” (ela não é uma garota que perde muita coisa). Parece um elogio fraco, mas em Merseyside, naqueles dias, não havia nada melhor. Depois eu contei a história de um sujeito que Joan, minha esposa, e eu conhecemos no Carrick Bay Hotel na Isle of Man. Já era tarde da noite, nós estávamos bebendo no bar, e um cara que gostava de conhecer turistas e de bater papo de repente nos disse: 'Sabe, eu gosto de usar luvas de pele. Elas dão uma sensação diferente quando saio com minha namorada'. Depois disse: 'Não quero entrar em detalhes'. E não perguntamos. Mas isso gerou o verso 'she's well acquainted with the touch of the velvet hand' (ela conhece bem o truque de uma mão aveludada). 'Like a lizard on a window pane' (como uma lagartixa no vidro da janela), para mim, era o símbolo de um movimento bem rápido. Muitas vezes, quando morávamos em Los Angeles, era só olhar para cima que víamos pequenas lagartixas correndo na janela. “The man in the crowd with multicoloured mirrors on his hobnail boots” (o homem no meio da multidão com espelhos multicoloridos em suas botas de taxa) veio de algo que li no jornal sobre um torcedor de futebol de Manchester City que foi preso pela polícia por colocar espelhos na biqueira do sapato para poder ver por baixo da saia das garotas. Achamos que era uma maneira incrivelmente complicada e tortuosa de obter um prazer barato, então se tornou 'multicoloured mirrors' e 'hobnail boots' para encaixar na melodia. Um pouco de licença poética. A parte de “Tying with his eyes while his hands were working over time” (descansando com os olhos enquanto as mãos estão fazendo hora extra) veio de outra matéria, sobre um homem que sempre andava de capa e tinha mãos de plástico. Ele as apoiava no balcão das lojas enquanto, sob a capa, roubava coisas e as enfiava em um saco que estava enrolado na cintura. Não sei de onde saiu “soap impression of his wife” (uma impressão ‘lavada’ da esposa), mas a parte de comer algo e depois doar para o 'NationalTrust' veio de uma conversa que tivemos sobre os horrores de andar em lugares públicos em Merseyside, onde você sempre se deparava com evidências de que pessoas haviam defecado atrás de arbustos e em antigos abrigos antiaéreos. Doar o que você comeu para o National Trust (organização britânica que visa manter as belezas do interior do país) é o que hoje chamaríamos de 'defecar em áreas públicas do National Trust'. Quando John juntou tudo, criou camadas de imagens. Era como uma grande confusão de cores".

A segunda parte começa com "I need a fix, 'cause I'm going down" (Eu preciso de uma dose, pois estou afundando) tanto era uma referência sobre o desejo sexual de Lennon para com Yoko Ono, que tinha um papel maternal e dominador na vida de John, como também era uma clara referência ao seu problema com a heroína durante as gravações, apesar de Lennon ter declarado que não usava através de injeção. A seringa também seria uma arma quente porque é uma coisa que faz ele se sentir bem mesmo sendo algo que o faz mal, como uma arma mesmo. Então entra a estranha figura da Madre Superiora que dispara o gatilho.
Outra alusão ao seu desejo sexual por Yoko Ono é, "When I hold you in my arms / And I feel my finger on your trigger / I know nobody can do me no harm / because happiness is a warm gun, momma" (Quando eu te seguro em meus braços / e eu sinto o meu dedo em seu gatilho / eu sei que ninguém pode me fazer mal / porque a felicidade é uma arma quente, mamãe).

A parte final, que dá título à música, foi inspirada por algo que George Martin mostrou a John em uma revista americana sobre armas. Havia uma chamada na capa que dizia "Felicidade é uma arma quente", um trocadilho óbvio com o livro de 1962 do cartunista do Snoopy, Charles Schulz, ‘Happiness is a Warm Puppy’. A justaposição aparentemente bizarra de assassinato e prazer instigou a imaginação de John na época. "Eu pensei, que coisa fantástica de dizer: uma arma quente significa que você acabou de atirar em alguma coisa"Apesar das críticas mistas recebidas pelo Álbum Branco em seu lançamento, "Happiness Is a Warm Gun" foi bem recebida pela crítica musical, que destacou a complexidade da estrutura e da letra da canção. Todos os quatro Beatles a consideravam sua música favorita do álbum. Ela foi banida pela BBC devido à sua letra com conotação sexual.

JOHN LENNON - OH MY LOVE - 1971 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

Nenhum comentário:

"Oh My Love" foi composta por John Lennon e Yoko Ono e lançada como a segunda faixa do lado B do LP do álbum “Imagine” de John Lennon em 1971 e sétima do CD. Foi gravada entre 20 e 28 de maio de 1971 no Ascot Sound Studios e foi a última música gravada para o álbum. O ex-Beatle George Harrison contribuiu tocando guitarra nesta e várias outras músicas de “Imagine”. Seu delicado trabalho de guitarra em "Oh My Love", remete às músicas do White Album "Julia" e "Happiness Is a Warm Gun". Além de “Imagine”, "Oh My Love" também aparece em “John Lennon Anthology - Wonsaponatime” de 1998 e no álbum “The U.S. vs. John Lennon”, de 2006.

"Oh My Love" já foi coverizada por dezenas de artistas, incluindo o cearense Raimundo Fagner. Outros foram The Bells, Cilla Black, Jackson Browne, Yoshida Brothers, Susheela Raman, The Jangles, The Wackers, Yellowcard, Martin Gore, Fredo Viola, Jackson Greenhorn e Morgan Fisher.

Proporcionando um momento de tranquilidade entre a polêmica de “Gimme Some Truth” e “How To You Sleep?”, que alfineta Paul McCartney, "Oh My Love" foi talvez o momento mais delicado de todo o álbum. A letra, que revela sentimentos de clareza e renascimento por se apaixonar, está entre as mais elegantes e diretas da era “Imagine”, e as referências ao vento e às nuvens são uma reminiscência dos trabalhos instrucionais de Yoko Ono. Em "Oh My Love" participaram: John Lennon: vocais e piano; George Harrison: guitarra; Nicky Hopkins: piano elétrico; Klaus Voormann: baixo e Alan White: bateria e percussão. O álbum “Imagine” foi lançado em 9 de setembro de 1971 nos Estados Unidos e 8 de outubro de 1971 no Reino Unido.

THE BEATLES - SOME OTHER GUY - 1962 ⭐⭐⭐⭐⭐

Nenhum comentário:

Richard Barrett, conhecido como Richie Barrett, foi cantor, produtor de discos e compositor. Produziu discos de música negra independentes, que tiveram influência na formação do Rhythm and Blues. Como artista, tornou-se mais famoso por co-escrever com Jerry Lieber e Mike Stoller a música "Some Other Guy" gravada por ele em 1962, garantindo-lhe a imortalidade, não pelo single mas por fazer parte do repertório dos jovens Beatles em seus shows no Cavern Club. Além dos Beatles"Some Other Guy" também recebeu versões cover de outros grupos de Liverpool da época, Incluindo The Searchers e The Big Three. Um vídeo dos Beatles apresentando a música no Cavern foi exibido em um programa regional da TV Granada no noroeste da Inglaterra em agosto ou setembro de 1962, pouco depois de a banda ter assinado com a Parlophone, e essa filmagem de baixa qualidade tem sido incluída em muitos vídeos e DVDs dos Beatles desde então. Richard Barrett morreu de câncer em 3 de agosto de 2006.

"Some Other Guy" fez parte do primeiro repertório dos Beatles e as filmagens deles ao vivo são o único filme conhecido com som sincronizado mostrando o grupo no Cavern Club. A filmagem granulada apresenta John Lennon e Paul McCartney cantando a música em 1962. É também o primeiro filme de Ringo Starr como baterista dos Beatles; Pete Best havia sido demitido na semana anterior. Esta filmagem foi apresentada no Anthology, enquanto uma versão ao vivo da BBC foi lançada no álbum Live at the BBC in 1994. Sobre "Some Other Guy", Paul McCartney disse: "Era uma ótima música... Realmente nos deu um salto, porque esse é um dos primeiros filme dos Beatles. Foi a música que cantamos quando a Granada Television chegou ao Cavern. Também era um pouco de uma música muso...". A referência "muso song" pode estar relacionada a uma música de Rock & Roll cadenciada.

PAUL McCARTNEY & WINGS - TOMORROW - 1971 ⭐⭐⭐

Nenhum comentário:

"Tomorrow" é uma música de Paul McCartney, creditada a ele e Linda McCartney, lançada por sua banda Wings em seu álbum de estreia - Wild Life, de 1971.

Paul McCartney havia gravado uma demo de "Tomorrow" antes de ele e Linda começarem a gravar seu álbum Ram em Nova York no final de 1970. A música é uma balada de piano e termina com uma coda ao estilo gospel, que é tocada em um ritmo mais lento que a parte principal. Segundo o autor Robert Rodriguez, os versos de McCartney "exaltam o otimismo de amanhã diante das tristezas de ontem", enquanto Tom Doyle compara a música a uma sequência de "Yesterday", quando McCartney revela sua insegurança e “implora”para a amada para não decepcioná-lo”.

Wild Life foi lançado pela Apple Records em 7 de dezembro de 1971. "Tomorrow" aparece como a penúltima faixa, depois de "I Am Your Singer" e antes de "Dear Friend", a tentativa de reconciliação de McCartney com seu ex-colega dos Beatles, John Lennon. O álbum recebeu críticas altamente desfavoráveis ​​dos sabichões. Na Rolling Stone, John Mendelsohn disse que "Tomorrow" era "arquetípico pós-Beatles de McCartney: letra banal e auto-comemorativa, cheia das rimas mais cansadas do pop ocidental; sem foco; melodias bonitas e eminentemente mutáveis". Por outro lado, o editor da Billboard destacou a faixa como um dos "triunfos" do álbum. O biógrafo dos Beatles, Nicholas Schaffner, disse que, embora a música estivesse entre as "uma ou duas meio decentes" de Wild Life, "foi sufocada pelos ‘oohs’ e ‘aahs’ de Linda, inexplicavelmente misturados até o vocal principal". Howard Sounes identifica "Tomorrow" e "Dear Friend" como "apenas duas músicas interessantes" do álbum. Em seu livro sobre as carreiras dos ex-Beatles, de 1970 a 1980, Robert Rodriguez inclui "Tomorrow" em um capítulo que cobre as melhores músicas "não marcadas" de McCartney. Ele a descreve como uma composição que "evocou seus triunfos nos Beatles, ou pelo menos os cortes mais fortes de McCartney" e diz que, se tivesse sido lançada como single, a música poderia ter criado mais interesse público em Wild Life.

"Tomorrow" nunca foi apresentada ao vivo pelo Wings ou em qualquer turnê da carreira solo de Paul McCartney. Com sua letra poética e nostálgica,"Tomorrow" descreve uma das viagens de Paul e Linda pelo campo em um dos momentos de folga dos negócios da AppleA música se tornou um hit na voz de David Cassidy em 1976. Essa arrojada gravação produzida por Bruce Johnston, foi lançada como single de seu álbum Home Is Where the Heart Is e chegou ao número 10 nas paradas. Paul McCartney comentou sobre a cover de Cassidy de "Tomorrow", que ele elevou a música ao seu potencial máximo. Aqui na terrinha, "Tomorrow" virou “Sozinho” na versão de Rossini Pinto, gravada pelos FEVERS em 1974.

ELETRIC LIGHT ORCHESTRA - ROCKARIA - 1976 ⭐⭐⭐

Nenhum comentário:

"Rockaria!" é o nome do enérgico rockenrollzão sinfônico, composto e produzido por Jeff Lynne para sua Eletric Light Orchestra. Foi a terceira faixa do álbum de 1976 A New World Record e o segundo single do álbum. Em alguns dos CDs de A New World Record"Rockaria" aparece sem o ponto de exclamação.
A New World Record foi o sexto álbum de estúdio da Electric Light Orchestra (ELO). Lançado em setembro de 1976 pela United Artists Records nos EUA e em 19 de novembro de 1976 pela Jet Records no Reino Unido. Esse álbum marcou a mudança da ELO em direção a canções pop mais curtas, tendência que continuaria em toda a sua carreira. Segundo álbum a ser gravado no Musicland Studios em Munique, provou ser o avanço da banda no Reino Unido; depois que as três gravações anteriores de estúdio não conseguiram figurar em seu mercado doméstico, A New World Record tornou-se seu primeiro álbum no Top Ten do Reino Unido.Tornou-se um sucesso global e atingiu o status de multi-platina nos dois lados do Atlântico. O álbum vendeu cinco milhões de unidades em todo o mundo em seu primeiro ano de lançamento. A arte da capa apresenta o logotipo ELO, projetado por Kosh (nascido John Kosh), um diretor de arte inglês, designer de capas de álbuns, artista gráfico e produtor / diretor de documentários. Este logotipo seria incluído na maioria dos lançamentos subseqüentes do grupo. O álbum rendeu quatro singles de sucesso, incluindo "Livin 'Thing", o top transatlântico de sucesso "Telephone Line", que se tornou o primeiro single de ouro da banda nos EUA.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

THE BEATLES - NOT A SECOND TIME - 1963 ⭐⭐⭐⭐⭐

Nenhum comentário:


"Not a Second Time" é uma música dos Beatles composta por John Lennon e creditada a Lennon & McCartney. Foi lançada pela primeira vez no segundo álbum dos Beatles, With the Beatles, em 22 de novembro de 1963 e no americano Meet the Beatles! em 20 de janeiro de 1964.

A letra, foi outro exemplo de Lennon permitindo que seus sentimentos, nesse caso a mágoa, tomassem conta de seu trabalho. Depois de sofrer por rejei­ção, a reação do cantor é conter suas emoções para evitar que se machuque de novo. "Not a Second Time" chamou atenção notável do crítico musical do The Times, William Mann, que escreveu um famoso tratado musicológico sobre as composições de Lennon e McCartney, publicado em 27 de dezembro de 1963: "O interesse harmônico também é típico de suas canções mais rápidas, e fica-se com a impressão de que eles pensam simultaneamente na harmonia e melodia, tão firmemente são as sétimas e nonas tônicas maiores criadas em suas melodias, e as mudanças de tonalidade submedianas bemol, tão natural é a Cadência eólica no final de 'Not A Second Time' (a progressão de acordes que encerra a Canção da Terra de Mahler)". No livro Anthology, Lennon diz: "Ainda não sei o que isso significa, mas nos tornou aceitáveis para os intelectuais. Funcionou e fiquei lisonjeado. Eu escrevi 'Not A Second Time' e, na verdade, eram apenas acordes como quaisquer outros acordes. Para mim, eu estava escrevendo um Smokey Robinson ou algo assim". Em 1980, na entrevista da Playboy, ele voltou à frase 'cadências eólicas', dizendo: "Até hoje não faço ideia do que seja. Para mim, são como pássaros exóticos".

A estrutura musical de "Not a Second Time" é notável. Lennon tendia a escrever suas letras primeiro, depois encaixava os acordes e a melodia em torno das palavras. Embora os resultados aqui sejam certamente interessantes, a introdução fora do tempo, o baixo quase inaudível e o solo rudimentar de piano de cauda de George Martin sugere que ela foi considerada pouco mais do que uma faixa de preenchimento para completar With The BeatlesOs Beatles gravaram "Not a Second Time" em 11 de setembro de 1963 nos estúdios da EMI em Abbey Road, produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiroFoi concluída em cinco tomadas, mais quatro overdubs, incluindo o piano e os vocais duplos de John Lennon. Segundo lguns historiadores, esta foi a primeira gravação dos Beatles sem a participação de George HarrisonA única instrumentação era guitarra acústica, baixo, bateria e piano. No entanto, Ian MacDonald, em seu livro Revolution in the Head, afirma que Harrison tocou violão. Assim, a formação teria sido: John Lennon – vocal duplo e violão; Paul McCartney – baixo; George Harrison – violão; Ringo Starr – bateria; e George Martin – piano de calda.

PAUL McCARTNEY - COME INSIDE - 2026⭐⭐⭐⭐⭐⭐

Nenhum comentário:

JOHN LENNON - WELL WELL WELL - 1970 ⭐⭐⭐⭐⭐

Nenhum comentário:

GEORGE HARRISON - BLOOD FROM A CLONE - 1981 ⭐

Nenhum comentário:

George Harrison começou a gravar Somewhere in England, seu nono álbum de estúdio, em março de 1980 e continuou esporadicamente, finalmente entregando o álbum à Warner Bros Records, a distribuidora de sua gravadora Dark Horse no final de setembro daquele ano. No entanto, os executivos da Warner rejeitaram o álbum, achando que não era suficientemente comercial. Harrison concordou em retrabalhar e gravar novo material. A rítmica e com sabor caribenho "Blood From a Clone" é a faixa de abertura de Somewhere In England lançado em 1º de junho de 1981, e nela Harrison demonstra toda sua frustração. "Blood from a Clone", é uma pequena lamentação irritada sobre a indústria musical e a falta de alma das gravadoras. Somewhere in England alcançou o Top 20 no Reino Unido, mas nos EUA, sua corrida nas paradas foi relativamente breve. Depois do álbum seguinte de 1982, Gone Troppo, que se saiu ainda pior, Harrison retirou-se da indústria da música por meia década.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

THE BEATLES - YOUR MOTHER SHOULD KNOW - 1967

Nenhum comentário:


"Your Mother Should Know" é uma canção dos Beatles, do EP e LP de 1967, Magical Mystery Tour como a 5ª música do lado 1 do LP, após "Blue Jay Way" e antes de "I Am The Walrus"Foi escrita por Paul McCartney e creditada a Lennon & McCartney, claroIntitulada a partir de uma frase do filme de 1961, "A Taste of Honey", sua premissa lírica centra-se na história das canções de sucesso ao longo das gerações. McCartney disse que a escreveu como um apelo à compreensão intergeracional e ao respeito pela experiência de vida de uma mãe. No filme para televisão Magical Mystery Tour, a canção serve como um grande número de produção no estilo de um musical hollywoodiano dos anos 1930. Alguns comentaristas veem a sequência como uma sátira cultural, já que os Beatles são vistos dançando e vestidos com fraques brancos e todos usam cravos vermelhos na lapela, exceto Paul, que usa um cravo negro. Isso colocaria ainda mais lenha na fogueira quando surgiu o boato sobre sua morte. "Your Mother Should Know" foi escrita no estilo music hall, assim como a composição anterior de McCartney, "When I'm Sixty-Four". As sessões iniciais aconteceram no Chappell Recording Studios e EMI em Londres, nos dias 22 e 23 de agosto. O grupo recebeu a visita de seu empresário, Brian Epstein, a última vez que ele esteve com eles no estúdio antes de sua morte, em 27 de agosto.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

4 PAULADAS DE HELP! 1965 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

Nenhum comentário:

THE BEATLES - TILL THERE WAS YOU - 1963

Nenhum comentário:

UMA BOMBA HUMANA DE NOME GENE VINCENT 1935/1971

Nenhum comentário:

Para o bem do Rock And Roll e nosso próprio bem, existem uns caras que já nascem com a pá virada, com fortes tendências delinquentes desde cedo, que se tornam estrelas com uma carreira meteórica e fadados a morrerem cedo. Se houvesse uma lista, Vincent seria um dos primeiros nomes dela!

Gene Vincent (Eugene Vincent Craddock) nasceu em 11 de fevereiro de 1935. Foi um dos precursores do Rock and Roll e um dos criadores do Rockabilly. Seu maior sucesso foi sem dúvida o clássico "Be-Bop-A-Lula" - imortalizado por Presley e tantos outros e lançada no dia 9 de abril de 1956. Caipirão, Vincent começou tocando em bandas de country em Norfolk, Virgínia. Depois de deixar a Marinha com uma lesão na perna, assinou um contrato com a Capitol Records junto com sua banda de apoio, The Blue Caps. Depois que "Be-Bop-A-Lula" estourou e transformou-se no maior sucesso de 1956, Gene Vincent & os Blue Caps não conseguiram emplacar outros hits com a mesma repercusão, mas tiveram uma carreira pontilhada por vários sucessos - "Bluejean Bop", "Race With the Devil", "Lotta Lovin'", "Crazy Legs" e "Baby Blue".

Um fato bem marcante na vida de Vincent, foi a morte de seu melhor amigo Eddie Cochran em um grave acidente automobilístico, durante uma turnê que faziam juntos pela Inglaterra em 1960. VincentCochran eram grandes amigos e passaram a tocar juntos, cada um na apresentação do outro. Ao término da "Anglo-American Beat Show", no dia 17 de abril de 1960, os dois, mais a namorada de Eddie, Sharon Sheeley, tomaram um táxi para ir de Bristol até o aeroporto de Londres. Na altura de Chippenham, no condado de Wilshire, por volta de uma da manhã, o motorista vacilou e bateu forte contra um poste de concreto. Vincent quebrou um braço e Eddie Cochran voou do carro, morrendo dois dias depois. Vincent também teve a lesão que já trazia na perna (adquirida na marinha), agravada e até o fim de sua vida nunca mais se recuperou psicologicamente do acidente que matou Cochran. A carreira de Vincent teve uma enorme perda de popularidade a partir dos anos 60, com a explosão dos Beatles e a "invasão inglesa", embora ele continuasse a fazer sucesso na Europa, principalmente na Inglaterra e Alemanha.
Vincent passou seus últimos anos de vida tentando reconquistar o antigo sucesso, mas acabou afundando-se cada vez mais no álcool e na depressão. Morreu na California em 12 de outubro de 1971, de cirrose gástrica. Estava com 36 anos. O corpo de Gene Vincent está enterrado no Eternal Valley Memorial Park em Newhall, Califórnia. Vincent forma junto com Carl Perkins e Eddie Cochran a quintessência do Rockabilly, sendo sem sombra de dúvidas, os maiores nomes do gênero.

Gene Vincent e os Beatles se conheceram no início de 1962 no Star Club, em Hamburgo. Mais tarde, estiveram juntos novamente no Cavern Club em julho de 1962.

Confira aqui, o que os Beatles disseram sobre Gene Vincent no livro ANTHOLOGY:
JOHN: “Estivemos em Hamburgo com Gene Vincent e (mais tarde) com LIittle Richard, e ainda são contadas muitas histórias sobre escapadas, especialmente com Gene Vincent, que era um cara rebelde. Conhecemos ele nos bastidores e ficamos todos emocionados”.
PAUL: “Gene tinha sido fuzileiro naval e estava sempre se oferecendo para me fazer apagar; conhecia dois pontos onde pressionar. Eu dizia: "sái pra lá, cara.Corta essa!" Ele respondia: ora, vamos lá, você só vai ficar apagado por um minuto”.
GEORGE: “Conheci Gene Vincent no Star Club um dia, no intervalo de um show. Ele disse “rápido, vem comigo!” pulamos dentro de um táxi e subimos a Reeprbahn até o apartamento em que ele estava. Estava tenso e irritado - achava que o empresário da turnê estava transando com a namorada dele! Entramos no prédio. Diante da porta do apartamento, Gene abriu o casaco e puxou uma arma. Ele me deu a arma e disse “segura pra mim!”. Começou a chutar a porta e gritar: “Henry, seu canalha! Vou te matar!”. Devolvi a arma e tratei de cair fora o mais rápido possível".

sábado, 11 de julho de 2026

THE BEATLES - I SAW HER STANDING THERE - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!!! ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

Nenhum comentário:

PAUL McCARTNEY - IT'S NOT TRUE - 1986 ⭐⭐⭐

Nenhum comentário:

"It's Not True" foi lado B do single Press lançado em julho de 1986 e também aparece como 12ª faixa do sexto álbum de estúdio de Paul McCartney, Press To Play. Foi composta como uma crítica à imprensa, em especial aos tabloídes ingleses, sempre de prontidão para comentar sobre a capacidade - ou incapacidade - de Linda McCartney como sua parceira no Wings ou solo. A rusga era antiga. Ate mesmo Mick Jagger tripudiou quando ela apareceu tocando teclados nas turnês dos anos 70; "Não levaria minha patroa para o palco”, disse o Rolling Stone.

Assim como diversas faixas de Press To Play"It's Not True" teria variações. Gravada nas sessões de Press To Play no The Mill, contou com Paul McCartney no contrabaixo, violão, piano e percussão. Eric Stewart e Carlos Alomar com guitarras e Jerry Marota como baterista.

SGT. PEPPER'S / WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS

Nenhum comentário:

terça-feira, 7 de julho de 2026

PAUL McCARTNEY - THE BOYS OF DUNGEON LANE PT-II

Nenhum comentário:

Para quem é um grande fã de Paul McCartney e acompanha sua carreira desde sempre, o início com os Beatles, seus primeiros álbuns solo, passando pelo wings e depois como solo novamente, contando colaborações com outros artistas e participações especiais em projetos paralelos, como The Fireman, não é surpresa que esse novo álbum seja, no mínimo, muito bom! The Boys of Dungeon, Lane lançado mundialmente em 29 de maio de 2026, é o vigésimo álbum dessa espetacular e fantástica trajetória. Co-produzido com Andrew Watt em sessões que remontam a 2021, foi anunciado em 26 de março de 2026 juntamente com o lançamento de seu primeiro single, "Days We Left Behind". O segundo single, "Home to Us", é um dueto com seu ex-companheiro dos Beatles, Ringo Starr.
Dungeon Lane é uma pequena alameda de Liverpool, no bairro de Speke, onde os jovens Paul McCarney e George Harrison viveram suas infâncias. The Boys of Dungeon Lane é quase inteiramente um álbum que reflete sobre essas lembranças. Mas se engana quem achar que é um disco melancólico e triste. A coisa passa bem longe disso.
Com um intervalo de seis anos (o maior de sua carreira) desde McCartney III, Paul continua mostrando porque é o maior artista vivo do planeta. E isso ele demonstra com maestria nas 14 faixas de Dungeon Lane, com pouquíssimas baladas e muitos rocks, com guitarras afiadíssimas, cortantes e vocais ainda surpreendentes. E sim, Paul ainda é capaz de dar aqueles gritos que ajudaram a imortalizar o som dos Beatles.

Depois de todos esses anos, McCartney ainda nos surpreende com sua prolífica produção musical, seu talento inegável para criar melodias memoráveis e seu impressionante jogo de palavras, sem mencionar que ele toca mais de 20 instrumentos diferentes nessas últimas gravações. As interessantes escolhas musicais e líricas que ele faz neste novo álbum conferem a cada faixa algo especial, com nuances notáveis de seus anos com os Beatles, Wings e carreira solo. É um álbum conceitual com temas como tempo, memórias, saudade nostálgica e (é claro) amor eterno. Talvez nunca tenhamos uma autobiografia de McCartney, mas Paul nos presenteou com este tomo de vinhetas musicais autobiográficas, baseadas em diversas lembranças de sua juventude na Liverpool do pós-guerra, com referências e acenos a lugares pessoais, familiares e seus futuros (e famosos) companheiros de banda. Ouvir esta coleção de canções é como sentar com um parente idoso e querido, folheando um antigo álbum de fotos, enquanto ele conta histórias e memórias evocadas pelas imagens dos dias que ficaram para trás.

Desde os intrigantes, acústicos e complexos acordes da faixa de abertura, "As You Lie There", você sabe que está prestes a ouvir algo especial. Com a introdução falada, alguém poderia pensar que seria mais uma "tola canção de amor", mas não é o caso, já que a música repentinamente transita para um rock pesado com McCartney oferecendo um vocal de apoio estridente e estelar, pelo qual era conhecido décadas atrás. A música  já emenda com a vibrante "Lost Horizon", um delicioso rock com McCartney compartilhando uma memória sensorial a partir do som de um trem distante. O primeiro single, “Days We Left Behind”, é uma balada acústica sublimemente cantada com uma suave nostalgia e fragilidade, sem bateria ou percussão. Talvez, frágil para o primeiro sinngle. “Ripples in a Pond” é outra canção cativante e inteligentemente escrita, muito animada, com os vocais de McCartney em destaque e uma produção pop vibrante, antes de mergulhar em uma ponte inventiva e espacial. Escrita para Nancy Shevell, McCartney mudou a frase da terceira pessoa ("ela") para a segunda pessoa ("você"), para personalizá-la mais para sua esposa. Durante a reprodução da música, McCartney chegou a olhar diretamente para ela, com quem é casado há 15 anos, enquanto dublava trechos da letra, incluindo "Eu te amo mais do que nunca". McCartney gravou a música na Inglaterra e depois a enviou para Watt para torná-la mais animada e dançante. enquanto “Mountain Top”, uma canção psicodélica melódica com acordes iniciais é enriquecida pela instrumentação da era Sgt. Pepper dos Beatles, com seus vocais de órgão Lesley típicos de meados dos anos 60, toques agudos de piano staccato e letra alucinante (“Cogumelos mágicos parecem falar e dizer olá”). Faltando meio minuto para o fim, a faixa explode espontaneamente e se transforma em uma jam poderosa no melhor estilo de filme de James Bond com guitarras e bateria pulsantes“Down South” vem das histórias que Paul costumava contar sobre como ele, John Lennon e George Harrison pegavam carona, às vezes para aprender novos acordes de guitarra, o que era “uma boa maneira de se conhecerem” antes de se tornarem a famosa banda de rock que tocava “Twist and Shout”. "We Two" é uma típica serenata de McCartney para alguém querido, provavelmente Lennon - "Always, always, my friend".
“Come Inside” é a 8ª faixa do álbum. A letra reflete um tom introspectivo, porém convidativo, incentivando o ouvinte a abrir a mente e o coração."É basicamente um rock, não há muito mais a dizer além de que é fantástica", disse Paul ao Mirror. "Never Know" evoca a era "Magical Mystery Tour" de McCartney, com seus sons de teclado mellotron, vocais de apoio a cappella e flauta doce (usada aqui com a mesma eloquência que em "Fool on the Hill". "Home To Us" é uma faixa excepcional por várias razões. Principalmente, temos a metade sobrevivente dos Beatles em um dueto pela primeira vez, com Ringo Starr não apenas contribuindo com sua inconfundível bateria, mas também dividindo os vocais com Paul nesta música alegre, vibrante e enérgica. “Life Can Be Hard” começa com um piano divertido, que dá lugar a uma animada canção orquestral com um toque de swing de Nova Orleans, como McCartney explorou em seu álbum Venus and Mars. "First Star of the Night" é, com certeza, uma das melhores do novo álbum. A música foi escrita na Costa Rica durante um dia de folga da turnê Got Back, quando uma forte chuva obrigou a uma mudança de planos. "A primeira estrela da noite é sempre especial quando a vemos. Ela sempre me dá um pouco de esperança. Emoções positivas que morreram parecem voltar, brilhando forte como a primeira estrela da noite". Em “Salesman Saint”McCartney fala sobre quando seus pais eram mais jovens, o quanto tinham que trabalhar e das expectativas pelo fim da guerra. "They couldn't take any more, but they had to carry on" (eles não aguentavam mais, mas tinham que seguir em frente". É como uma paisagem marítima de Liverpool, com sua batida de bateria valsada e letras narrativas. A seção de metais com sonoridade tradicional transporta os ouvintes para o passado, oferecendo um vislumbre da atmosfera e dos sons da época . A faixa final do álbum, “Momma Gets By”, é uma ode melancólica e triste ao piano, mas não menos linda, é para às mães comuns que tiveram que se virar durante esses tempos de luta e conflito que definiram a era. "A mãe é a forte e o pai é meio perdulário… Na verdade, é escrito do ponto de vista do filho deles, mas não tem nada a ver com meus pais, honestamente. Às vezes, ao compor uma música, você não se baseia em memórias ou em nada em particular, apenas cria uma história. Como "Lady Madonna", que não é sobre pessoas que eu conheço especificamente".
O que  The Boys of Dungeon Lane prova é que, Paul McCartney, aos 84 anos, ainda está cheio de surpresas e não perdeu seu talento para produzir um álbum notável, repleto de canções cativantes e habilmente elaboradas. Assim como Penny Lane, Strawberry Field e Abbey Road, Dungeon Lane certamente se tornará mais um local dos Beatles imortalizado em canções para os fãs visitarem, e The Boys of Dungeon Lane será mais uma jornada musical à qual os fãs poderão retornar repetidamente. Em Ripples in a Pond, McCartney afirma: “Devo ser abençoado”. Ele de fato é, e nós também. E Paul parece feliz feliz com o novo álbum . E se ele está feliz, devemos ficar também e agradecer por estarmos vivendo na mesma época. E Paul McCartney continua sendo um tesouro nacional – e global – e um dos maiores compositores, letristas e artistas musicais de nossa época.
FULL ALBUM