terça-feira, 2 de março de 2021

PAUL McCARTNEY - EVERY NIGHT - CLÁSSICO!✶✶✶✶✶

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"Every Night" é uma das pérolas de Paul McCartney, lançada em seu primeiro álbum solo McCartney em abril de 1970. Composta em Campbeltown, Escócia, e Benitses, Grécia. A canção havia sido previamente ensaiada de forma descontraída pelos Beatles nos dias 22 e 24 de janeiro de 1969, nos estúdios da Apple, em Saville Row. McCartney gravaria uma versão alternativa da canção em 1969, não usada em favor da lançada no LP. A música foi iniciada na Escócia em 68, e terminada na Grécia um ano depois. A letra de "Every Night", bem como em várias outras do álbum (“Maybe I’m Amazed”, “Man We Was Lonely), reflete a difícil situação que McCartney estava enfrentando na época em que a música foi escrita. As palavras, no entanto, sugerem algum otimismo para o futuro. A última frase, "Mas esta noite eu só quero ficar em casa / e estar com você", é a chave da música, na medida em que discretamente desafia a relação incômoda entre rock e domesticidade.
Segundo Paul, "Every Night" apresenta duas facetas de sua vida no final dos anos sessenta. A primeira "Every night I just wanna go out ..." (Toda noite eu só quero sair), simboliza seu modo de vida quando solteiro, frequentando os clubes e boates. Já o trecho "But tonight I just wanna stay and be with vou" (Mas esta noite eu só quero ficar e estar com você), indica uma mudança em sua rotina, quando começara a viver com Linda em uma vida mais caseira e familiar. Paul McCartney canta, toca violão, guitarra, baixo e bateria.

segunda-feira, 1 de março de 2021

THE HOLLIES - BUS STOP - SENSACIONAL!

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Gravada e lançada como single, "Bus Stop" foi um sucesso da banda britânica The Hollies em 1966. Alcançou a quinta posição no UK Singles Chart e foi o primeiro hit dos Hollies a entrar no Top Ten dos EUA, alcançando a quinta posição nas paradas da Billboard em setembro de 1966. "Bus Stop" foi escrita pelo compositor britânico e futuro membro da banda 10cc Graham Gouldman, que também compôs outros grandes sucessos para The Yardbirds ("For Your Love") e Herman's Hermits ("No Milk Today"), bem como a primeira dos Hollies no Top 40 dos EUA com "Look Through Any Window". Com o lançamento de "Bus Stop" em junho de 1966, os Hollies aderiram à tendência conhecida como Raga Rock, um subgênero popularizado pela primeira vez pelos Beatles, os Byrds e os Kinks. No Brasil, "Bus Stop" virou "Pensando Nela", sucesso gravado pelos Golden Boys em 1967.

ALVARO ORTEGA - AND YOUR BIRD CAN SING - SENSACIONAL!

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THE ROLLING STONES - AFTERMATH - 1966

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Como era, por exemplo, andar por Londres, nas disco­tecas, com os Stones e tudo mais?
Foi um ótimo período. Éramos como os donos do pedaço, e muito próximos dos Stones. Não sei o quão próximo os outros eram, mas eu passei muito tempo com Brian e Mick. Eu os admiro, sabe. Curti desde a primeira vez que os vi, seja lá de onde quer que eles tenham saído, Richmond. Nós costumávamos andar por Londres e nos encontrar e falar sobre música com Eric Burdon e os caras do Animals e tudo mais. Era como um clube fechado, uma cena realmente muito boa.
John Lennon em entrevista para a revista Rolling Stone - janeiro de 1971.
“Aftermath” foi o quarto álbum de estúdio na discografia britânica dos Rolling Stones, lançado em 15 de abril de 1966, pela Decca Records e ABKCO. Foi lançado em 20 de junho de 1966 nos Estados Unidos, pela London Records e ABKCO, sendo seu sexto álbum na discografia americana. O álbum mostrou um grande avanço dos Stones, sendo o primeiro álbum da banda a ter exclusivamente composições de Mick Jagger & Keith Richards“Aftermath”  também foi o primeiro álbum dos Stones gravado inteiramente nos Estados Unidos, no lendário estudio da RCA, em Hollywood, e o primeiro álbum a ser lançado em estéreo. Foi o segundo álbum dos Stones a atingir um milhão de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. Em 2002, ambas as edições de “Aftermath”  foram reeditadas em CD remasterizado pela ABKCO Records. Em 2003, a edição americana de “Aftermath”  ficou na 109º posição na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone.

O álbum também é notável por sua experimentação musical, com Brian Jones tocando uma variedade de instrumentos não usualmente associados ao rock, inclusive a cítara em "Paint It, Black", o Appalachian dulcimer em "Lady Jane" e "I Am Waiting", as marimbas e o xilofone africano em "Under My Thumb" e "Out of Time", gaita em "High and Dry" e "Goin 'Home", bem como guitarra e teclados. A faixa "Going Home" e seus mais de 11 minutos também é um destaque. Sobre "Going Home" Bill Wyman disse: "Foi a primeira gravação longa de rock'n'roll. Quebrou a barreira dos 2 minutos. Ninguém sentou e pensou em fazer uma faixa de 11 minutos. A canção foi escrita até os 2 minutos e meio. Quando estávamos gravando, esperávamos um sinal para parar mas ninguém sinalizou nada. Então continuamos. Há uma parada na bateria; quando Keith jogou o casaco em cima de Charlie, mas isso não o fez parar".

Tal como aconteceu com todos os discos dos Stones pré- Their Satanic Majesties Request, edições diferentes foram lançadas no Reino Unido e nos Estados Unidos. Esta era uma característica comum dos álbuns pop britânicos naquela época, a mesma prática foi aplicada a todos os álbuns dos Beatles antes de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band — porque os álbuns pop britânicos não incluíam faixas que haviam sido lançadas como singles e geralmente tinham 13 ou 14 faixas e os americanos 11 ou 12.
A versão americana tem capa diferente e eliminou "Out of Time", "Take It or Leave It", "What to Do" e "Mother's Little Helper". Todas as quatro faixas foram posteriormente lançadas nos Estados Unidos em outras compilações, e "Mother's Little Helper" foi também lançada como single em 1966, atingindo # 8 nas paradas da Billboard. Em seu lugar, o álbum tem o hit # 1 "Paint It, Black"“Aftermath” chegou a # 2 nos Estados Unidos, indo a platina.

Sobre a contibuição de Brian Jones no álbum, Andrew Oldhan disse: "As contribuições de Brian Jones podem ser ouvidas em todas essas faixas gravadas no RCA. O que aquele cara não conseguia tocar, ele saía e aprendia. Você pode ouvir as 'cores' que ele encaixou em Lady Jane e Paint It Black". Keith Richards disse em 1971 sobre a participação de Brian em "Lady Jane": "Brian toca dulcimer nesta faixa, pois ele curtia muito Richard Farina. Pra mim, Lady Jane é bastante Elisabetana". Sobre Brian em "Under My Thumb" ele disse: "Brian ainda era fantástico fazendo discos, pois ele era bastante versátil. Ele tocou marimbas nesta faixa. Ele meio que perdeu interesse na guitarra. Ao mesmo tempo, ele encaixou cores diferentes nas músicas, com outros instrumentos e outras ideias. Ele era um músico super inventivo". Quando questionado se os Stones estariam imitando os Beatles na faixa "Paint It Black" Brian respondeu: "Que babaquice. Você deve também dizer que copiamos as outras bandas que tocam guitarras. Todos perguntam se esta será a nova onda. Particularmente, não gostaria que fosse. Olhe, Norwegian Wood, atmosfericamente é minha canção preferida dos Beatles”.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

PAUL MCCARTNEY - THE LYRICS: 1956 TO THE PRESENT

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Paul McCartney anunciou esta esta semana em seu site oficial que prepara o lançamento de um livro sobre suas canções. "The Lyrics: 1956 to the Present" chegará no formato de um conjunto de dois volumes em 2 de novembro nos Estados Unidos e Reino Unido. McCartney explica a premissa dos livros: “Costumam me perguntar se escreveria uma autobiografia, mas nunca chegou a hora certa. A única coisa que eu sempre consegui fazer, seja em casa ou na estrada, é escrever novas músicas. Eu sei que algumas pessoas, quando chegam a uma certa idade, gostam de ir a um diário para recordar eventos do dia a dia do passado, mas eu não tenho esses cadernos. O que eu tenho são minhas canções, centenas delas, que aprendi que servem com o mesmo propósito. E essas canções abrangem toda a minha vida”. Este lançamento, de acordo com o músico, visa contar sua vida e arte através do prisma de 154 canções de todas as fases de sua carreira – desde suas primeiras composições de infância, passando pela lendária década dos Beatles, o período com o Wings e seus álbuns solo até o presente. McCartney descreve as circunstâncias em que as canções foram escritas, as pessoas e lugares que as inspiraram, e o que ele pensa delas agora. Além disso, rascunhos, cartas e fotografias nunca visto antes estarão no recheio dando aos fãs um verdadeiro tesouro. Em seu canal no You Tube, Paul McCartney disponibilizou um vídeo do trailer oficial do livro ao som de "Calico Skies" do excelente Flaming Pie. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

GEORGE HARRISON - EVERYBODY'S TRYING TO BE MY BABY - SEMPRE SENSACIONAL!

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PAUL McCARTNEY - ALL THINGS MUST PASS - SENSACIONAL!******

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Happy birthday George Harrison!

O DIA QUE GEORGE HARRISON APARECEU NOS SIMPSONS

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O episódio nº 82 de Os Simpsons foi ao ar em 30 de setembro de 1993 com o título “O Quarteto de Homer”. Esse episódio conta com a participação bem curtinha, mas bem especial de ninguém menos que o ex-Beatle George Harrison. Na verdade, todo o episódio gira em torno da história dos Beatles.

A história é a seguinte: É dia do Encontro de Trocas de Springfield. Bart e Lisa notam um disco com Homer na capa, e perguntam a ele quando tinha gravado aquele disco. Homer responde que tinha sido há 8 anos quando o Chefe Wiggum, o Diretor Skinner, Apu e ele se juntavam todas as tardes para cantar no Bar do Moe, om o que seria em breve os "Be Sharps" (Bem-afinados). Mas logo, o Chefe Wiggum foi substituído por Barney (a artista plástica que Barney namora é uma menção à Yoko Ono), eles ficaram famosos e a confusão começou. Na festa após a cerimônia do Grammy Awards, onde Os Be Sharps ganharam um prêmio, Harrison queria conhecer o líder, Homer Simpson. Harrison vai até Homer e diz: “Olá Homer, eu sou o George Harrison”. Homer assombrado exclama: "Oh meu Deus, Oh meu Deus. Onde você conseguiu esse brownie?". Harrison aponta para uma grande pilha de brownies, e Homer rapidamente começa a empanturrar-se, ignorando completamente o ex-Beatle em favor dos brownies.

George ainda faz uma ponta bem bem na última cena, quando o grupo comandado por Homer sobe no terraço do Bar do Moe, para fazer seu último show. À medida que o quarteto canta "Bebê a Bordo", Harrison passa em frente em uma limusine. Ele para, abaixa a janela e com desdém diz: “it’s been done” (já foi feito), e parte. Um pouquinho antes de aparecerem os créditos, Homer encerra com a frase de John Lennon do último show dos Beatles: “Eu gostaria de agradecer em nome do grupo e de nós mesmos e espero que tenhamos passado no teste”.

O episódio “O Quarteto de Homer” (Homer's Barbershop Quartet) foi escrito por Jeff Martin, dirigido por Mark Kirkland e além da participação de George Harrison, ainda contou com David Crosby e The Dapper Dans (as vozes dos Bem-Afinados). Happy birthday George Harrison!

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - IT'S ALL TOO MUCH

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“It's All Too Much” (É tudo demais) é uma canção dos Beatles que aparece no álbum e no filme Yellow Submarine de 1969. Foi escrita e cantada por George Harrison para sua então esposa na época, Pattie Boyd. Foi originalmente gravada em 1967, logo depois do lançamento de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e estava escalada para aparecer no próximo álbum, Magical Mystery Tour, mas foi adiada. As composições de Yellow Submarine, lançado em 1969, são muitas vezes entendidas como canções escritas de maneira infantil - e o motivo seria o uso de drogas por parte dos Beatles. Na autobiografia I, Me, Mine, de 1980, George Harrison disse que “It's All Too Much” foi inspirada diretamente de uma viagem de LSD“It's All Too Much” foi escrita de uma maneira infantil a partir de realizações que apareceram durante e depois de algumas experiências com LSD e que mais tarde foram confirmadas pela meditação”, disse Harrison. Com base em um acorde G, "It’s All Too Much" transpôs a influência contínua da música indiana para um ambiente psicodélico. A letra combinava a filosofia cósmica defendida por Harrison com alguns caprichos no estilo de rimas infantis.

“It's All Too Much” foi gravada nos Estúdios De Lane Lea, sendo uma das poucas músicas dos Beatles que não foram gravadas em Abbey Road. É uma das duas únicas músicas deles que contém retorno de guitarra, o popular feedback (a outra sendo I Feel Fine). “It's All Too Much” tinha o título provisório apenas de "Too Much". Uma mixagem monofônica, com mais de 8 minutos de duração, contendo letra extra e um final mais longo, nunca foi lançada em lançamentos oficias.

“It's All Too Much” contém algumas linhas tiradas de outros trabalhos; o verso "With your long blonde hair and your eyes of blue", cantada no final, foi tirada de "Sorrow", dos The Merseys, e a linha de trompete lembra em muitos pontos a "Prince of Denmark's March" de Jeremiah Clarke“It's All Too Much” foi gravada nos dias 25 e 31 de maio e 2 de junho de1967. Foi produzida por George Martin e teve Dave Siddle como engenheiro. Aparece nos álbuns "Yellow Submarine" e "Yellow Submarine Songtrack". George Harrison faz o vocal principal, toca guitarras e órgão; John Lennon toca guitarra e faz backing vocals; Paul McCartney toca baixo e e faz backing vocals; Ringo Starr toca bateria;  David Mason and three others tocam trompetes e Paul Harvey toca clarineta.
Happy Birthday George Harrison!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

A PEDIDOS - PAUL McCARTNEY - BALROOM DANCING

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"Ballroom Dancing", um rockabilly no melhor estilo McCartneyano, foi originalmente lançada no excelente "Tug Of War", de 1982. Composta na Escócia, teve como inspiração memórias de Paul sobre os tempos dos bailes organizados em Liverpool, onde jovens adolescentes não podiam ir. McCartney conta que uma de suas fantasias de garoto era poder entrar nos salões e dançar com as garotas mais velhas.

"Ballroom Dancing" seria regravada dois anos depois em para ser incluída na trilha sonora de "Mande Lembranças para Broad Street" (Give My Reagrads To Broad Street) em 1984.

THE BEATLES - LOVELY RITA - SENSACIONAL!*****

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Vários anos depois de "Lovely Rita" ter aparecido em Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, a guarda de trânsito Meta Davies exigiu sua imortalidade se autoproclamando a inspiração para a música. Em 1967, a zona de trabalho dela, então com 46 anos, incluía a área de St. John's Wood em Londres, onde se situavam os estúdios Abbey Road e a casa de Paul McCartney
Um dia, no início do ano, ela multou o Beatle. "O carro dele estava estacionado em um parquímetro com o tempo esgotado. Eu tinha que emitir uma multa de, na época, 10 xelins. Eu tinha acabado de colocar o bilhete no para-brisa, quando Paul veio e o retirou. Ele olhou para o papel e viu minha assinatura, que mostrava meu nome todo, pois havia outra M. Davies na mesma unidade. Quando ele estava indo embora, virou-se para mim e disse: 'Nossa, seu nome é mesmo Meta?'. Disse a ele que sim. Conversamos por alguns minutos, e ele disse: 'Este seria um bom nome para uma música. Você se importaria se eu o usasse?'.E foi isso. Lá se foi ele".

Seguindo a vibe de paz e amor de 1967, McCartney mudou sua concepção original de "Lovely Rita": "Eu estava pensando que aquela deveria ser uma música sobre ódio, mas então pensei que seria melhor amá-la". E depois explicou: "Eu já tinha tomado muitas multas de estacionamento, então a graça era imaginar que em uma das vezes eu havia me dado bem... A música, de algum modo, tornava os guardas de trânsito figuras divertidas em vez de aterrorizantes, e era uma maneira de dar o troco".
Guardas de trânsito existem desde a década de 1960 na Inglaterra, mas era a terminologia usada nos Estados Unidos, "meter maid" que fascinava McCartney. "A expressão 'moça do parquímetro' era tão americana, que me atraía, e, para mim, uma 'moça' era sempre algo sexy: 'Moça do parquímetro. Ei, vem checar meu parquímetro, querida'. Era assim que eu via a coisa". Ele imaginou um aspecto um pouco pervertido da personagem, ela poderia ser "esquisitinha também, como um militar, com uma bolsa a tiracolo". A música resultante foi uma sátira bem-humorada, a história de um homem tentando se livrar de uma multa de estacionamento usando seu charme. McCartney, é claro, não se lembrava do incidente a que Meta Davies se referia. "A música não se baseou em uma pessoa real, mas, como acontecia muitas vezes, foi reivindicada por uma moça chamada Rita [sic] que era guarda de trânsito e que, ao que parece, me deu uma multa, e isso chegou aos jornais. Acho que foi mais uma questão de coincidência: qualquer uma que se chamasse Rita e tivesse me dado uma multa pensaria: 'Sou eu!'. Eu não pensei 'nossa, aquela mulher me deu uma multa, vou escrever uma música sobre ela'; não era assim que as coisas aconteciam".
"Lovely Rita" foi escrita e cantada por Paul McCartney e é creditada a Lennon e McCartney, claro. A gravação começou em 23 de fevereiro de 1967 no estúdio dois de Abbey Road e oito takes da faixa de ritmo foram gravados, com George Harrison e John Lennon nos violões, Ringo Starr tocando bateria e Paul McCartney no piano. O take oito foi o melhor, e nele McCartney adicionou sua parte de baixo. No dia seguinte, seus vocais principais foram gravados. A gravação continuou em 7 de março, quando vocais de apoio e efeitos sonoros foram gravados. Liderados por Lennon, os Beatles emitiram vários gemidos, suspiros e gritos, tocaram pentes de papel e adicionaram alguns cha-cha-chas para garantir. George Martin gravou o solo de piano da música em 21 de março de 1967.

"Lovely Rita" foi produzida por George Martin e teve Geoff Emerick como engenheiro. Paul McCartney faz o vocal principal, toca piano, baixo, pente e lenço de papel; John Lennon faz backing vocals, toca guitarra, pente e lenço de papel; George Harrison faz backing vocals, toca guitarra, pente e lenço de papel; Ringo Starr toca bateria, pente e lenço de papel; e George Martin toca piano. "Lovely Rita" só aparece em Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e a primeira vez que foi tocada ao vivo em um show foi em 4 de maio de 2013, por Paul McCartney no Brasil no Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, em Belo Horizonte.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

THE BEATLES - BABY IT'S YOU - SENSACIONAL!

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"Baby It's You" foi composta por Burt Bacharach, Barney Williams e Hal David. Foi gravada originalmente pelas The Shirelles e depois pelos Beatles, Anna Calvi, entre outras bandas e artistas. Outra versão conhecida é da banda norte-americana ‘Smith’, que alcançou o ranking #5 da Billboard Hot 100 em 1969. 
A música foi lançada pelas Shirelles no álbum "Baby It's You" , produzido por Phil Spector, chegando ao ranking #8 nos EUA. A versão gravada pelas Shirelles quando foi lançada como single em 1961, tornou- se muito popular, um dos 10 maiores sucessos nas paradas Pop e R&B, chegando ao terceiro lugar na parada R&B e alcançando o oitavo lugar na parada Hot 100 da Billboard. Mais tarde, apareceu no álbum de mesmo nome, batizado para capitalizar o sucesso do single. Os arranjos vocais nesta versão se mostraram influentes em versões que viriam depois.

"Baby It's You" já era tocada pelos Beatles desde que apareceu em 1961 e eles a gravaram no dia 11 de fevereiro de 1963 para seu primeiro álbum “Please Please Me”, juntamente com "Boys", outra música das Shirelles. A gravadora americana Vee-Jay Records incluiu "Baby It's You" no álbum “Introducing ... The Beatles and Songs, Pictures and Stories of the Fabulous Beatles”. A Capitol a incluiu em “The Early Beatles”. A versão dos Beatles difere das Shirelles ao repetir o segundo verso em vez do primeiro. Então, onde as garotas concluem com uma frase sobre ficar em casa e chorar, a conclusão dos Beatles é mais otimista, John Lennon canta que ele continuará amando-a, não importa o que aconteça. Uma outra versão gravada pelos Beatles ao vivo foi lançada no “Live at the BBC” de 1994. "Baby It's You" foi a única composição de Bacharach gravada pelo grupo.

BOB DYLAN - JOKERMAN - 1983 - SENSACIONAL!

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“Infidels” foi o 22º álbum de estúdio do grande Bob Dylan, lançado em 27 de outubro de 1983 pela Columbia Records. Produzido por Mark Knopfler e o próprio Dylan, “Infidels” é visto como seu retorno à música secular, depois de uma conversão ao cristianismo, depois de várias religiões. Sem abandonar imagens religiosas, “Infidels” ganhou muita atenção por seu foco em temas mais pessoais de amor e perda, além de comentários sobre o meio ambiente e geopolítica. Christopher Connelly da Rolling Stone chamou os álbuns Gospel gravados antes de “Infidels”, de "sem vida", e que “Infidels” tornaria a carreira de Bob Dylan viável novamente. De acordo com Connelly e outros, esse álbum é a melhor obra poética e melódica de Dylan desde Blood on the Tracks. Otimamente bem recebido por público e crítica foi o melhor de Dylan em anos, quase mundialmente aclamado por suas composições e performances.

"Jokerman" era a faixa de abertura de Infidels. Gravada em 14 de abril de 1983, foi lançada como single em 1 de junho de 1984, apresentando uma versão ao vivo de "Ísis" como lado B. Além de Infidels"Jokerman" apareceu em várias compilações "Best of" de Dylan", incluindo Greatest Hits Volume 3, The Best of Bob Dylan, The Essential Bob Dylan e a Box Deluxe de Dylan.

"Jokerman" ficou conhecida por suas imagens bíblicas e também foi analisada como uma metáfora política. Em 27 de março de 1984, um videoclipe foi lançado para "Jokerman", dirigido por Larry Sloman e George Lois. O vídeo apresenta imagens ao vivo de Dylan apenas durante o refrão, sendo ilustrado por fotografias de figuras como Dylan, Adolf Hitler e Muhammad Ali, e pinturas de artistas como Hieronymus Bosch, Francisco Goya e Albrecht Dürer, com as letras da canção sobreposta. Dylan também cantou "Jokerman" no Late Night with David Letterman, apoiado por The Plugz. De acordo com o site oficial de Dylan, ele cantou a música mais de 150 vezes ao vivo. Como single, "Jokerman" falhou nas paradas, mas foi muito bem recebido e continua a ter um legado positivo. O Telegraph nomeou "Jokerman" como a quarta melhor canção de Dylan, enquanto os leitores da Rolling Stone nomearam a música uma das melhores canções de Dylan pós-1960, com a revista chamando-a de "uma canção brilhante de seis minutos sobre uma figura distorcida". A Rolling Stone também listou "Jokerman" em # 46 em sua lista das 100 melhores canções de Bob Dylan.

POWWOW HIGHWAY - UMA ESTRADA SEM LIMITES

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No dia 23 de fevereiro de 1989, George Harrison compareceu à estreia do filme “PowWow Highway” de sua produtora, a Handmade Films, que Harrison criou para revitalizar o cinema inglês arcando com todos os custos, chegando até mesmo a hipotecar sua casa.
O filme não teve repercussão alguma e foi um outro grande fracasso. Conta a história da viagem de dois índios americanos pelo interior dos Estados Unidos para salvar um amigo, preso de forma injusta. No caminho, eles vivem várias aventuras que ressaltam as diferenças culturais entre peles-vermelhas e brancos. Retrato do mal tratamento dado a indígenas norte-americanos, desde fatos como habitação e moradia precárias até a história de sua supressão cultural. “PowWow Highway” é um road movie de comédia/drama de 1989, dirigido por Jonathan Wacks. Baseado no romance Powwow Highway de David Seals, apresenta A. Martinez, Gary Farmer, Joanelle Romero e Amanda Wyss. Wes Studi e Graham Greene, que eram atores relativamente desconhecidos na época, têm pequenos papéis coadjuvantes.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

PAUL McCARTNEY - PIPES OF PEACE - O SUPER VÍDEOCLIP

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Paul McCartney lançou em 31 de outubro de 1983 o álbum, ‘Pipes Of Peace’. O tema da faixa-título foi inspirado pela leitura de um poema de autoria do indiano Rabindranath Tagore, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1913. A frase “in love all of life’s contraditions dissolve and disappear” (com amor, todas as contradições da vida dissolvem-se e desaparecem) é o mote principal da canção título. O tema “paz” serviria como contraponto à “guerra”, utilizado em seu trabalho anterior, ‘Tug Of War’. Aproveitando a história do cessar-fogo de Natal de 1914, que tinha tudo a ver com o tema título do álbum, Paul de forma genial aprova o roteiro do vídeo clipe para ‘Pipes Of Peace’.
O filme foi gravado em dois dias na localidade de Chobham Common em Surrey, Inglaterra, e contou com cem figurantes e três equipes de filmagem. Foi produzido por Hugh Symonds e dirigido por Keith MacMillan.

Paul utilizando efeitos especiais desempenhou, simultaneamente, o papel dos oficiais alemão e inglês. O armistício apesar de contado em poucos minutos sintetiza muito bem o que ocorreu no Natal de 1914 em pleno conflito mundial. O vídeo foi concluído em 12 de dezembro de 1983 e ganhou o prêmio de ‘Melhor Vídeo’ no British Rock & Pop Awards em 21 de fevereiro de 1984, há 37 anos. Paul estava de férias com a família e gravou um vídeo de agradecimento que foi exibido na BBC na ocasião da premiação, portanto, quem recebeu o prêmio em mãos foi o diretor Keith MacMillan.

THE MUPPETS SINGS THE BEATLES - SENSACIONAL!😃😃😃😃😃

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Existem poucas garantias na vida, mas os Muppets serem capazes de nos animar mesmo nos momentos mais difíceis é uma delas. Caco e sua turma sempre conseguem nos animar. Isso se torna ainda mais verdadeiro quando eles se reúnem para cantar. E músicas dos Beatles!
A relação dos Muppets com os rapazes de Liverpool sempre foi bem conhecida. O show sempre homenageou os Beatles com covers de algumas das melhores canções da banda e até mesmo com um personagem: “Sgt. Floyd Pepper”, em referência ao clássico álbum. Alguns Beatles foram chamados como convidados em diferentes episódios, mas devido a incompatibilidade de agendas e problemas orçamentais, esses programas nunca foram produzidos. George Martin participou do show em 1989.
Kermit, Fozzie, Miss Piggy, Animal, Gonzo, Rizzo, e todos se juntaram para interpretações genuinamente doces. São oito músicas: Lucy in the Sky with Diamonds; All Together Now; Yellow Submarine; Octopus's Garden; Help!; Letter B (a incrível versão muppet para Let it Be); Thinking of U (Thinking of You) e Hey Food (Hey Jude). Essas músicas tocam em tantas coisas que sempre só nos fazem sentir bem. Primeiro, é estrelado pelos Muppets cantando números absolutamente icônicos dos Beatles. Além disso, coloca um sorriso em nossos rostos saber que para nossa sorte, é sempre mais fácil sobreviver com uma pequena ajuda dos Muppets. Like it!

ALGUNS DOS VÁRIOS "ÁLBUNS TEMÁTICOS" DOS BEATLES

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Pode-se dizer  que 1976 foi quase “o ano da volta dos Beatles”. O empresário Sid Bernstein fez uma proposta milionária para que eles se reunissem de novo, e a EMI lançou todos os LPs e compactos novamente. Além de um monte de coletâneas bobas que viriam depois (Love Songs, Ballads, Reel Music, etc.), ROCK 'N' ROLL MUSIC foi a primeira delas.
Em janeiro de 1976, os 9 anos de contrato dos Beatles com a EMI expirou. Assinado em 1967, deixava com a EMI os direitos de lançar qualquer disco dos Beatles, além de relançar quando bem entendesse toda a sua discografia. "Rock'n'Roll Music" foi o primeiro desta nova safra, e a primeira coletânea a abordar um só tema (Rock and Roll) num disco dos Beatles. Este álbum duplo, de capa dupla, idealizado por Roy Kohara e ilustrado por Ignacio Gomes, provocou polêmicas entre os fãs mais conservadores que compravam qualquer coisa "nova" dos BeatlesDas 28 músicas, 20 são da fase 63/66, e 8 são covers. É de se estranhar porque músicas como "Got To Get You Into My Life" (um Soul) e "The Night Before" (bem mais pop do que rock) neste disco de rock. Por que não "I've Got a Feeling" ou "One After 909" ou "Everybody's Got Something To Hide except me and my monkey"? Estanhamente, a versão de "Get Back" não é a completa do single, mas a do álbum Let it Be, produzida por Phil Spector sem o falso final. As 4 músicas do EP "Long Tall Sally" aparecem aqui em estéreo, assim como "I'm Down". Como iria se repetir nos lançamentos dos próximos anos, a EMI apenas repetiria músicas já lançadas em coletâneas pouco imaginativas. Mas apesar disso, "Rock'n'Roll Music" alcançou o 10º lugar em vendagens em 19 de junho de 1976. É um grande disco e eu ainda tenho o meu até hoje, em LP, CD e fita cassete.

No final de novembro de 1977, aproveitando a chegada do natal, a EMI lançou o álbum duplo “Love Songs”, basicamente uma compilação de faixas previamente lançadas em outros discos dos Beatles. As únicas duas que ainda não haviam saído em álbuns britânicos eram “This Boy” e “Yes It Is”, ambas gravações em mono remixadas em falso estéreo – apesar de “This Boy” ter sido lançada em estéreo real em um compacto canadense. Além de captar o público natalino, o pacote também tinha como alvo os fãs mais dedicados e colecionadores que compravam QUALQUER lançamento dos Beatles. Havia outras canções de amor dos Beatles disponíveis que poderiam formar uma compilação bem melhor. Um álbum caro para os padrões da época que não trazia qualquer novidade, exceto o tratamento gráfico e uma foto belíssima de Richard Avedon de 1967.

Um ano depois, não satisfeitos, os executivos da EMI soltaram outra coletânea que novamente não dizia nada: “The Beatles Ballads”. A maioria das faixas desse disco, aparecem em “Love Songs” e, apesar de ser uma compilação melhor, não traz nada de novo, como versões inéditas ou versões em estério lançadas apenas em mono. Uma versão de “Norwegian Wood”, no entanto, foi incluída aqui. Nela, a trilha instrumental aparece no canal direito e os vocais foram mixados no centro. Além disso, alguém nos recônditos da gravadora parece ter embaralhado e invertido o estéreo de “Yesterday”, “You’ve Got To Hide Your Love Away”, “She’s Leaving Home” e “Here, There And Everywhere”
Todas as temáticas possíveis para coletâneas pareciam vir à mente dos homens da gravadora: tivemos o “Rock ‘n’ Roll Music” e as canções de amor – e agora, as baladas. Um álbum possível seria ‘The Songs The Beatles Didn’t Write' (As músicas não compostas pelos Beatles) – afinal existem duas dúzias de canções que se encaixariam nesse critério. E poderia ainda haver álbuns centrados em cada um dos integrantes da banda, John Lennon and The Beatles, Paul McCartney and The Beatles, George Harrison and The Beatles e Ringo Starr and The Beatles. Essa ideia soa menos estapafúrdia se levarmos em conta que o álbum “The Best of George Harrison” traz em um dos lados suas melhores no tempo dos Beatles. Resumindo: puro engana-trouxa! Para encerrar, só uma curiosidade: alguém sabia que por muito pouco, essa ilustração da capa do 'Ballads' (feinha, na minha opinião) não foi a capa do álbum The Beatles - o álbum branco? 
Em outubro de 1982, os Beatles já estavam separados há anos e John Lennon já estava morto, mas sempre foram lançadas diversas coleções e CDs dos Beatles após o 1970. Em 15 de outubro de 1982, foi lançada a coletânea The Beatles: The 20 Greatest Hits nos EUA e no dia 18 do mesmo mês, foi lançada no Reino Unido. O álbum foi em homenagem aos vinte anos em que o primeiro sucesso dos Beatles havia saído, “Love me Do”, em 1962. Os produtores do disco foram George Martin e Phill Spector, como de costume, todas as vinte faixas lançados nos discos lançados em ambos os países, são de autoria à dupla Lennon/McCartney.

The Beatles: The 20 Greatest Hits teve grande sucesso, pois contou com dois ou três grandes sucessos dos Beatles em cada ano, de 1963 até 1970. As faixas do álbum lançado no Reino Unido são: "Love me Do", "From me To You", "She Loves You", "A Hard Day's Night", "I Want to Hold Your Hand", "Can't Buy me Love", "I Feel Fine", "Ticket to Ride", "Day Tripper", "We Can’t Work it Out", "Paperback Writer", "Eleanor Rigby", "Yellow Submarine", "Lady Madonna", "Hello Goodbye", "Get Back", "All you Need is Love", "Hey Jude" e "Ballad of the John and Yoko". As faixas do álbum lançado nos Estados Unidos, são: "She Loves You", "Love me Do", "I Wanna Hold Your Hand", "A Hard Day's Night", "Can't Buy me Love", "Eight Day's a Week", "Ticket to Ride", "Help!", "I Feel Fine", "Yesterday", "Paperback Writer", "We Can't Work it Out", "Penny Lane", "Hello Goodbye", "Hey Jude", "Get Back", "All You Need is Love", "Come Together", "Let it Be" e "The Long and Winding Road".

A princípio incluído "gratuitamente" na caixa The Beatles Collection de 1978, The Beatles Rarities foi lançado separadamente apenas em 1979, depois de a EMI ter recebido reclamações quanto à única forma de ter acesso a ele: comprar a coleção completa. Para a maioria dos fãs britânicos, as únicas raridades eram "Across the Universe", anteriormente disponível apenas no álbum beneficente "No One's Gonna Change Our World", hoje fora de catálogo e as versões em alemão de "She Loves You" e "I Want To Hold Your Hand", até então inéditas no Reino Unido. O encarte proclama que as 14 faixas restantes, uma coletânea extraída de compactos duplos e lados B, nunca tinham sido lançadas em álbuns britânicos dos Beatles. Mas, na verdade, isso não se aplica a oito das 17 faixas: "Long Tall Sally", "I Call Your Name", "Slow Down", "Matchbox" e "I'm Down" foram lançadas no "Rock And Roll Music", "Yes It Is" e "This Boy", em "Love Songs"; e "Rain", em "Hey Jude". Apesar de não conter exatamente o que se pode chamar de "raridades", não deixa de ser uma compilação inteligente de material até então disponível apenas em lados B, compactos duplos e discos lançados em outros países. Porém, este disco não trouxe as tão esperadas versões esteriofônicas de algumas músicas. Apenas quatro das 17 faixas estão em estéreo: "Across the Universe", "Komm Gib Me Deine Hand", "Sie Liebe Dich" e "Bad Boy".

Quando a americana Capitol Records informou à EMI que pretendia lançar um álbum intitulado "Rarities", a gravadora inglesa supôs que se tratava do mesmo LP exclusivo da caixa The Beatles Collection e decidiu lançá-lo em 29 de outubro de 1979. No entanto, o álbum que a Capitol havia planejado diferia em alguns aspectos daquele compilado pela EMI: o disco seria composto por faixas "raras" dos Beatles - mas raras só nos Estados Unidos. Como praticamente todas as faixas do "Rarities" britânico já haviam sido lançadas em álbuns americanos, o que a Capitol fez foi reunir apenas as não lançadas e raridades em todo o mundo. Embora previamente lançadas no EUA, algumas dessas faixas apareceram pela primeira vez em um álbum americano: "Misery", "There's a Place", "Sie Liebe Dich", "The Inner Light" e "You Know My Name". Das dez faixas restantes, sete foram pinçadas de lançamentos ingleses: "Love Me Do", "Help!", "I'm Only Sleeping", "Helter Skelter", "Don't Pass Me By", "Across The Universe" e "Sgt. Pepper Inner Groove".
A versão de "And I love Her" havia sido lançada anteriormente na edição alemã de "Something New", e as outras duas, "I Am The Walrus" e "Penny Lane", são versões novas editadas a partir de outras gravações. No caso de "I Am The Walrus", a faixa foi editada da versão britânica em estéreo com o acréscimo de alguns compassos que apareceram originalmente no compacto americano. A gravação de "Penny Lane" incluída aqui também foi editada da versão britânica em estéreo, com algumas notas do trompete Piccolo que se ouviam no final da música nas cópias promocionais em mono distribuídas para rádios americanas e canadenses. O álbum da Capitol é mais digno do título "Rarities" do que o lançado pela EMI no Reino Unido, que pode ser considerado uma compilação de lados B dos Beatles.

Após o lançamento de três coletâneas consecutivas: Rock And Roll Music, Love Songs e The Beatles Ballads, em 1982 lá vinha mais uma trazendo uma seleção de músicas dos filmes dos BeatlesThe Beatles Reel Music traz 4 faixas de A Hard Day’s Night, 3 de Help!, 2 de Magical Mystery Tour, 2 de Yellow Submarine e 3 de Let It Be. Infelizmente, dada a organização do material, não há fluidez em Reel Music. Um álbum dos Beatles com “Ticket To Ride” seguida por “Magical Mystery Tour” e “I Am The Walrus” seguida por “Yellow Submarine” aponta para critérios de seleção singulares. A capa do disco (horrorosa na minha opinião), que retrata a banda em seus cinco papéis diferentes como astros da tela chegando a um cinema, reflete seu conteúdo e indica um produto comercial produzido às pressas.
Na contracapa há um texto de seis parágrafos que resume a história dos Beatles e sua carreira cinematográfica, destinado principalmente a novos (e jovens) fãs da banda, talvez nem ao menos nascido quando os FAB Four se separaram. Pelo menos, a contracapa informa quem fez cada uma das composições, algo que não acontecia desde “With The Beatles”Reel Music conta ainda com um encarte de 12 páginas com informações breves sobre cada um dos filmes dos Beatles, com desenhos e fotografias.
O lançamento de Reel Music foi acompanhado pelo single "The Beatles Movie Medley" /"I'm Happy Just to Dance with You", que veio com uma capa igual a do álbum. O lado A do single traz um medley artificial, na qual trechos de sete músicas do Reel Music ("Magical Mystery Tour", "All You Need Is Love", "You've Got to Hide Your Love Away", "I Should Have Known Better ","A Hard Day's ","Ticket to Ride", e "Get Back") foram editadas para formar uma única faixa. Presumivelmente, isso foi feito para competir com o popular "Stars On 45" medley lançado com grande sucesso em 1981. O lado B originalmente, era para ser uma entrevista com o grupo apelidado de "Fab Four on Film", que foi registrado durante a filmagem de A Hard Day's Night, em 1964. Mas a Capitol/EMI Records, no entanto, não conseguiu obter as permissões necessárias para utilizar a entrevista e eles colocaram "I'm Happy Just to Dance with You" que apareceu no filme A Hard Day's Night, mas que não foi incluída no álbum Reel Music.