quinta-feira, 20 de agosto de 2026

PAUL McCARTNEY - THE NEW WORLD TOUR - 1993 (The Definitive Edition) ⭐⭐⭐⭐⭐

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Em 1993, Paul McCartney e sua banda embarcaram na turnê The New World Tour, que durou quase o ano inteiro e percorreu quase o mundo todo. Essa seria a última turnê de McCartney por nove anos, após sua esposa e companheira de banda, Linda McCartney, ter sido diagnosticada com câncer de mama em 1995 e falecido em 1998, aos 56 anos. A turnê tinha como objetivo promover o nono álbum de estúdio de McCartney, Off the Ground. Apesar de ter lançado três álbuns ao vivo nos três anos anteriores (Tripping the Live Fantastic, Tripping the Live Fantastic: Highlights! e Unplugged), a turnê foi seguida pelo álbum ao vivo Paul Is Live, composto por material retirado da The New World Tour. No entanto, o lançamento não foi bem recebido pelo público, tornando-se o álbum ao vivo de McCartney com as menores vendas. Mas que é legal, É!

BOBFEST 1993 - UMA NOITE INESQUECÍVEL! ⭐⭐⭐⭐

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Em outubro de 1992, uma enorme festa foi preparada para a comemoração dos 30 anos de carreira do Mr. Tambourine Man. “Bob Dylan – The 30º Anniversary Concert Celebration” foi o álbum duplo gravado ao vivo no Madison Square Garden no dia 16 de outubro de 1992 e contou com a participação de alguns dos maiores nomes da música de todos os tempos: George Harrison, The Band, Mary Chapin Carpenter, Johnny Cash, June Carter, Rosanne Cash, Tracy Chapman, The Clancy Brothers, Eric Clapton, Sheryl Crow, Richie Havens, Levon Helm, Chrissie Hynde, Jim Keltner, Al Kooper, Kris Kristofferson, Roger McGuinn, John Mellencamp, Willie Nelson, The O'Jays, Tom Petty & the Heartbreakers, Lou Reed, Stevie Wonder, George Thorogood, Eddie Vedder, Don Was, Jim Weider, Johnny Winter, Stevie Wonder, Ron Wood e Neil Young, entre outros."The 30º Anniversary Concert Celebration” foi o sexto álbum gravado ao vivo por Bob Dylan e lançado em 24 de agosto de 1993. O megashow foi apelidado carinhosamente por Neil Young de “Bobfest” logo no início de sua apresentação. O discão alcançou a 40ª posição nas paradas dos EUA e ganhou disco de ouro.
Apesar de todos esses gigantes famosos e do aniversariante (claro), a grande expectativa era se George Harrison apareceria, pois sua presença ainda não estava confirmada. George apareceu e tocou dois números solo - "If Not For You" (Dylan) e a fantástica "Absolutely Sweet Marie" (Dylan) e participou de outros dois com toda a rapaziada - "Knockin on Heavens Door" (Dylan) e "My Back Pages" (Dylan). Uma noite inesquecível!

THE BEATLES - THE NIGHT BEFORE - 1965 ⭐⭐⭐⭐⭐

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

TWIST AND SHOUT ~ THE BEATLES ~ A I ⭐⭐⭐⭐⭐

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PAUL McCARTNEY - FIRST STAR OF THE NIGHT - 2026

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“First Star of the Night” é a 12ª faixa do álbum “The Boys Of Dungeon Lane”, lançado em maio de 2026. Esta música foi escrita durante um dia de folga da turnê na Costa Rica, quando "choveu torrencialmente", arruinando os planos para uma estadia ensolarada. McCartney chega a comentar sobre a chuva audível no início da canção, antes que ela se transforme em uma música sobre (obviamente) uma noite mais clara. "A primeira estrela da noite é sempre algo especial quando você a vê — sempre me dá um pouco de esperança" - Paul McCartney.  A doce e melódica canção acústica enfatiza: "Eu sei que meu pequeno mundo ainda está bem, ao ver a primeira estrela surgir a cada noite". Paul McCartney: Violão, baixo, bateria, guitarra elétrica, percussão de papel, produtor, pandeiro e vocais.

JOHN LENNON AND BOB DYLAN, LONDON, 1966

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Em maio de 1966, John Lennon e Bob Dylan haviam se tornado os únicos candidatos sérios ao recém-criado título de "Porta-voz de uma Geração". No auge de suas capacidades criativas, cada um dos dois buscava se libertar de suas próprias reputações, criando músicas sem precedentes. Dylan, que havia expandido a própria definição de canção pop com "Like a Rolling Stone" em julho do ano anterior, acabara de concluir o extenso álbum duplo Blonde On Blonde. O inovador Revolver, dos Beatles, só seria lançado no final do verão, mas as gravações começaram semanas antes com "Tomorrow Never Knows", de Lennon, uma faixa que misturava letras filosóficas com toques psicodélicos e uma produção ousada e inovadora. As únicas imagens conhecidas de Dylan e Lennon juntos foram filmadas durante este ano fantasticamente produtivo. Mas, em vez de registrar um encontro artístico de altíssimo nível, a câmera capturou os delírios incoerentes de duas estrelas do rock visívelmente chapadas, passeando por Londres no banco de trás de uma limusine com motorista.
A cena foi filmada em 27 de maio de 1966 pelo diretor D.A. Pennebaker como parte de "Eat the Document", uma sequência de seu documentário de 1965, Don't Look Back, que havia narrado a primeira turnê de Dylan pela Inglaterra. O músico estava insatisfeito com a abordagem em preto e branco do filme anterior e optou por dirigir ele mesmo o novo documentário da turnê. Essa segunda passagem pelo Reino Unido provou ser ainda mais agitada do que a do ano anterior, graças ao uso controverso de sua guitarra elétrica, que provocou um alvoroço danado. Mas, em vez de se concentrar nessas performances eletrizantes e momentos de bastidores, Dylan filmou cenas surreais improvisadas com membros de sua equipe.
Uma dessas imagens mostrava Dylan e John Lennon passeando pelo Hyde Park, em Londres, em 27 de maio de 1966, depois de uma noite na casa do Beatle nos arredores da cidade. Enquanto Bob Neuwirth, associado de Dylan, cuidava do som, Pennebaker filmava.
“Eles tinham uma relação engraçada desde o início”, lembrou o cineasta em uma entrevista de 1999 para a revista Gadfly“Nessa cena em particular, era como se estivessem tentando inventar algo para mim que fosse divertido de alguma forma, mas ao mesmo tempo estavam fazendo isso um para o outro”. Pessoas menos benevolentes chamariam o diálogo de um balbucio incompreensível sob efeito de drogas. Dylan, em particular, estava em péssimo estado. “Não era exatamente uma conversa”, diz Pennebaker. “Dylan estava tão fora de si e em um estado tão terrível que, depois de um tempo, acho que ele não sabia o que estava dizendo”Completamente desprovido de lógica, o diálogo se desenrola como uma rotina de comédia dadaísta que precisa ser vista para ser acreditada, mas nunca totalmente compreendida. Eles abordam o motivo pelo qual os ingleses derrotaram Hitler na Segunda Guerra Mundial (resposta: o Rio Tâmisa), a saudade de casa, jogos de beisebol e figuras da cena musical contemporânea – incluindo The Mamas and the Papas, Johnny Cash, um grupo inglês de folk-rock chamado Silkie e os próprios companheiros de banda de Lennon.

PAUL McCARTNEY - NO MORE LONELY NIGHTS - 1984

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Paul McCartney compôs "No More Lonely Nights" em 1984 como a principal faixa da trilha sonora para o filme que ele próprio escreveu, dirigiu e atuou: "Give My Regards to Broad Street" (Mande minhas lembranças para Broad Street), que tem a participações de Ringo Starr, Linda McCartney, Barbara Bach, Bryan Brown, Ralph Richardson e Tracey Ullman no elenco. O filme, na época, foi tão ou mais massacrado pela crítica que "Magical Mystery Tour" dos Beatles em 1967 (também idealizado por Paul). A baladona poderosa conta com o fantástico solo de guitarra de David Gilmour do Pink Floyd que, anos depois voltaria a colaborar com Paul no fantástico Run Devil Run"No More Lonely Nights" liderou de assalto as paradas de sucesso, inclusive no Brasil, chegando direto ao primeiro lugar, onde permaneceu por mais de quatro semanas seguidas. Se o filme foi um tremendo fracasso comercial nos cinemas, a trilha sonora foi de arrasar. Além de apresentar esta nova música ao público, McCartney fez novas leituras para algumas de suas melhores músicas com os Beatles e também com os Wings"No More Lonely Nights" foi indicada aos prêmios "Golden Globe Award" e "Bafta Film Award" como a mais original canção de trilha sonora para filmes. Um sucesso esmagador e sem igual.

ERIC CARMEN - ALL BY MYSELF - 1975 ⭐⭐⭐⭐⭐

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"All by Myself" é uma canção do cantor e compositor americano Eric Carmen, lançada pela Arista Records em dezembro de 1975 como o primeiro single do álbum de estreia homônimo de Carmen. O verso é baseado no segundo movimento (Adagio sostenuto) do Concerto para Piano nº 2 em Dó menor , Op. 18 , do compositor russo Sergei Rachmaninoff, de 1900-01. O refrão é inspirado na canção "Let's Pretend", que Carmen escreveu e gravou com os Raspberries em 1972. O solo de slide foi executado pelo guitarrista de estúdio Hugh McCracken. "All by Myself" alcançou o segundo lugar na Billboard Hot 100, tornando-se o maior sucesso de Carmen na parada pop. Infelizmente, em 10 de março de 2024, Eric Carmen falecido enquanto dormia aos 74 anos. Nenhuma causa ou local da morte foi divulgado na ocasião.

THE BLUE ECHOES - TAKE A CHANCE - 1965

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sábado, 15 de agosto de 2026

TRAVELING WILBURYS - TRUE STORY - 1988

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'The True History of The Traveling Wilburys' foi filmado na primavera de 1988, enquanto a banda gravava 'Vol. 1' em Los Angeles e inclui imagens filmadas por Nelson Wilbury (Harrison). Ao tentar explicar como os Wilburys se uniram originalmente, George Harrison disse uma vez: "O problema dos Wilburys para mim é que - se tivéssemos tentado planejá-lo, ou se alguém tivesse dito, vamos formar essa banda e incluir essas pessoas - isso nunca aconteceria, é impossível. Aconteceu completamente, apenas por mágica, apenas pelas circunstâncias. Talvez houvesse lua cheia naquela noite ou algo parecido. Foi realmente uma coisinha mágica."

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

THE BEATLES - BECAUSE - 1969 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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"Because" foi composta por John Lennon, e lançada no álbum Abbey Road em 26 de setembro de 1969. É a segunda música do lado 2, atrás de "Here Comes The Sun" de George e antes de "You Never Give Me Your Money", de Paul. Como sempre, creditada a Lennon e McCartney, a gravação começou no dia 1 de agosto e foi concluída no dia 5. Foi produzida por George Martin e teve como engenheiros Geoff Emerick e Phil McDonald. John Lennon canta o vocal principal e toca guitarra; Paul McCartney canta e toca baixo; George Harrison canta e toca o sintetizador MoogRingo Starr estava presente durante as gravações, mas a sua participação, que se limitou a fazer a marcação do andamento, não foi registrada. George Martin participou tocando um modelo de espineta (espécie de cravo).

THE BEATLES - BECAUSE - SENSACIONAL!!!

YOKO ONO - WALKING ON THIN ICE - 1981

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"Walking on Thin Ice" é uma música de Yoko Ono, lançada em fevereiro de 1981. Ela e John Lennon concluíram a gravação da música em 8 de dezembro de 1980. Foi ao retornarem do estúdio de gravação para o Dakota, que Lennon foi assassinado por Mark David Chapman. Lennon estava segurando uma fita com a mixagem final da música antes de ela ser masterizada quando ele foi baleado. "Walking on Thin Ice" foi um sucesso comercial e de crítica para Yoko. O trabalho de guitarra de Lennon na faixa, que ele gravou em 4 de dezembro de 1980, foi seu último ato criativo. De acordo com o produtor Jack Douglas, Lennon usou sua famosa Rickenbacker 325 Capri de 1958 da era dos Beatles para gravar todas as partes da guitarra. 

Mais de um ano depois, no início de fevereiro de 1981, "Walking on Thin Ice" foi lançada como single e se tornou o primeiro sucesso de Ono nas paradas, alcançando a posição 58 nos EUA e ganhando grande popularidade em clubes/underground. O single foi lançado em 20 de fevereiro de 1981 no Reino Unido e alcançou a posição 35 nas paradas. A recepção da crítica foi favorável: a NME classificou-a em 10º lugar entre as melhores faixas do ano de 1981. A letra fala da imprevisibilidade da vida e da morte - de "jogar os dados ao ar" - e chega à conclusão: " quando nossos corações voltarem às cinzas, será apenas uma história...". A própria Yoko Ono dirigiu um videoclipe para "Walking on Thin Ice", lançado em fevereiro de 1981, apresentando imagens dela na Times Square e no Central Park de Nova York, intercaladas com vídeos de arquivo dela e de John Lennon.
"Walking on Thin Ice" também é o nome de uma compilação dos trabalhos de Yoko Ono de 1971/85, lançada pela Rykodisc em 1992.

THE BEATLES – ONLY A NORTHERN SONG ⭐⭐⭐⭐⭐

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“Only a Northern Song” é uma canção dos Beatles que aparece no filme e no álbum Yellow Submarine de 1969, escrita e cantada por George Harrison. A base da faixa foi gravada em 13 de fevereiro de 1967, com overdubs adicionados posteriormente. Originalmente, a faixa deveria aparecer no álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, mas foi rejeitada. De acordo com o engenheiro de som dos Beatles, Geoff Emerick, a música foi deixada de fora do álbum porque o grupo achou que ela não combinava com as outras músicas. Tendo uma letra que faz referência ao próprio autor, uma forma musical não convencional e instrumentação pouco usual, incluindo trompetes distorcidos, um órgão com reverb, sinos e guitarras distorcidíssimas, esta é uma das músicas mais psicodélicas dos Beatles.
Ao longo da música, Paul McCartney toca trompete, assim como os outros Beatles tocam instrumentos de percussão tais como sinos e tímpanos. Um mellotron também pode ser ouvido em algumas partes. Uma versão editada e ligeiramente acelerada sem os overdubs (apenas órgão, bateria, baixo e vocal) foi lançada no Anthology 2 em 1996, com uma tomada vocal diferente contendo alguma variação na letra. Como a música foi feita com duas tomadas separadas tocando em sincronia, a mixagem original, monofônica, só foi lançada em 1999, quando uma versão remixada da faixa foi lançada no álbum Yellow Submarine Songtrack.
A letra mostra o descrédito de Harrison com a própria música, concluindo cada verso com a frase "It's only a Northern song" ('É apenas uma canção do Norte'), que ele explicou se referir tanto à cidade natal dos Beatles, Liverpool, que fica no norte da Inglaterra, como à companhia de publicações Northern Songs. A música às vezes é interpretada como uma zombaria à Lennon/McCartney, fazendo referência às letras e músicas psicodélicas que os dois faziam na época, e como uma reação às atitudes de menosprezo de Lennon e McCartney com as composições de Harrison, com ele cantando indiferentemente "It doesn't really matter what chords I play / What words I say or time of day it is / As it's only a Northern song" ('Não importa realmente que acordes eu toque / Que palavras eu diga ou que hora do dia é / Já que é apenas uma canção do norte').

Em seu livro "The Beatles - Gravações Comentadas & Discografia Completa", Jeff Russel diz o seguinte: "Esta faixa parece refletir o descontentamento de George Harrison com o projeto. A letra se compõe de comentários breves, ligados ao que pode ser considerado livremente como uma canção, e o título é uma cutucada sarcástica na editora musical Northern Songs - que detinha os direitos das músicas dos Beatles. O fundo instrumental é formado por uma cacofonia que remete a "Tomorrow Never Knows" e "Revolution 9", e a bateria de Ringo e o baixo de Paul são quase que seus únicos elementos musicais. O órgão da introdução é harmônico, mas se perde em meio às contínuas intervenções e interrupções de instrumentos fora de tom".

domingo, 9 de agosto de 2026

PAUL McCARTNEY - LITTLE WOMAN LOVE - 1972 ⭐⭐⭐

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"Little Woman Love" é uma música do Wings lançada como lado B do single "Mary Had a Little Lamb" em 12 de maio de 1972 pela Apple Records. A canção que viria a se tornar "Little Woman Love" surgiu pela primeira vez durante uma improvisação instrumental gravada por McCartney, George Harrison e Ringo Starr em 3 de janeiro de 1970, durante as sessões de gravação de "I Me Mine" dos Beatles, que foi a última sessão de gravação do grupo. McCartney compôs o restante da música e a gravou durante as sessões de seu álbum solo Ram. De acordo com a prática de McCartney na época, a composição foi creditada a Paul e Linda McCartney. O biógrafo dos Beatles, John Blaney, descreve "Little Woman Love" como um "rock leve" com uma pegada rockabilly. A música é incomum para o Wings, pois em vez de Paul McCartney tocar baixo elétrico, é o músico de jazz Milt Hinton que toca contrabaixoEmbora "Mary Had a Little Lamb" tenha sido rejeitada pela crítica, alcançou o Top 10 no Reino Unido. Nos Estados Unidos, no entanto, as estações de rádio preferiram tocar "Little Woman Love". O single alcançou o número 28 na Billboard Hot 100 nos EUANa parada Cash Box, que listava os lados B separadamente, "Little Woman Love" apareceu por apenas uma semana, na posição 95. "Little Woman Love" nunca foi lançada em um álbum até 1993, quando foi incluída como faixa bônus em Wild Life na The Paul McCartney Collection . Foi incluída nas edições Special e Deluxe de Ram e Red Rose Speedway . Mais tarde, foi incluída em The 7" Singles Box em 2022. Paul McCartney – vocais principais e de apoio, piano, guitarra acústica e elétrica; Linda McCartney – vocal de apoio; Hugh McCracken – guitarra elétrica; Denny Seiwell – bateria; Denny Laine – vocais de apoio; e Milt Hinton – contrabaixo.

THE BEATLES - CAN'T BUY ME LOVE ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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“Can't Buy Me Love” foi o sexto single dos Beatles, com “You Can't Do That” no lado B. Foi escrita enquanto o grupo estava em Paris para uma temporada de 19 dias no Olympia Theatre.

Acredita-se que a música tenha sido escrita no Hotel George V. Havia um piano no canto da suíte, para que eles pudessem trabalhar nas músicas para o seu primeiro filme. “Can't Buy Me Love foi minha tentativa de escrever de um modo mais bluesy. A ideia por trás disso foi que todos esses bens materiais são ótimos, mas eles não vão me comprar o que eu realmente quero. Era uma música muito animada. Ella Fitzgerald depois fez uma versão da qual me senti muito honrado.” Paul McCartney - Many Years From Now - Barry Miles.
Escrita por Paul McCartney, Can't Buy Me Love tornou-se o primeiro dos singles do grupo a apresentar apenas um cantor. O que deixou John Lennon meio enciumado sentindo sua posição como líder ameaçada. Depois do lançamento do single, Lennon escreveu, cantou e dominou a maioria das músicas do álbum A Hard Day's Night.

No momento em que Can't Buy Me Love foi lançada, os Beatles já eram um fenômeno de proporções inigualáveis. A música encabeçou os gráficos de quase todos os países em que o single foi lançado por várias semanas seguidas. Lançado nos EUA um pouco antes que no Reino Unido, vendeu mais de dois milhões de cópias só na primeira semana e recebeu um disco de ouro no dia do lançamento, em 16 de março de 1964. Na Inglaterra, quebrou menos recordes, mas ainda foi um fenomenal sucesso. Can't Buy Me Love teve compras antecipadas de mais de um milhão, e tornou-se o quarto número 1 seguido dos Beatles nas terras da Rainha.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

THE BEATLES - FINALMENTE VEM AÍ RUBBER SOUL 2.6 + DAY TRIPPER / WE CAN WORK IT OUT ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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😀 Ôba! Foi anunciarado uma edição super deluxe de RUBBER SOUL, o fantástico álbum lançado originalmente em 1965 e considerado um dos trabalhos mais influentes da história do rock. A nova versão chega às lojas e às plataformas em 2 de outubro, reunindo novas mixagens em estéreo e Dolby Atmos, gravações inéditas de estúdio, demos caseiras e um livro de 88 páginas com introdução de Paul McCartneyProduzida por Giles Martin e pelo engenheiro de som Sam Okell, a nova mixagem foi criada a partir das fitas originais de quatro canais. O projeto utilizou a tecnologia de “de-mixing” desenvolvida pela WingNut Films, empresa de Peter Jackson, usada anteriormente na produção do documentário “Get Back”A edição Super Deluxe estará disponível em formatos 5 LPs e 4 CDs. O material inclui 24 gravações das sessões do álbum, sendo 20 takes inéditos e três demos caseiras de John Lennon nunca lançadas oficialmenteEntre os destaques estão versões iniciais de “Day Tripper”, “We Can Work It Out” e “Little Girl”, composição inédita de Lennon que nunca havia sido divulgada. Também serão lançadas edições em 2 LPs e 2 CDs com uma seleção das melhores demos e gravações de estúdio, além de versões convencionais em CD, LP, Blu-ray e vinil laranja.

Lançado em 3 de dezembro de 1965, o fantástico RUBBER SOUL, marcou uma transformação na sonoridade dos Beatles. Gravado ao longo de quatro semanas, o disco incorporou instrumentos como cítara e harmônio, expandindo os limites do pop e antecipando a revolução psicodélica que marcaria o fim da década. O álbum reúne clássicos como “Drive My Car”, “Norwegian Wood (This Bird Has Flown)”, “Nowhere Man”, “Michelle”, “Girl” e “In My Life”. O livro que acompanha as edições deluxe traz ainda um prefácio montado a partir de declarações de John Lennon ao longo de diferentes fases de sua vida, incluindo reflexões feitas após o fim dos Beatles, além de fotografias raras, comentários faixa a faixa e bastidores da gravação do álbum. A reedição do fantástico RUBBER SOUL, sucede outras edições comemorativas lançadas pelo grupo nos últimos anos, como “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (2017), “The Beatles” (2018), “Abbey Road” (2019), “Let It Be” (2021), “Revolver” (2022) e “Anthology” (2025).

PAUL McCARTNEY & WINGS - C-MOON - 1972

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"C Moon" é uma canção pop escrita por Paul e Linda McCartney e interpretada pelo Wings. Foi lançada como um single de lado A duplo com "Hi, Hi, Hi" em 1 de dezembro de 1972. Alcançou o 5º lugar na parada do Reino Unido e, como "Hi, Hi, Hi" foi banida pela BBC, "C Moon" recebeu muita atenção nas rádios inglesas. Nos Estados Unidos, não apareceu em nenhuma das principais paradas musicais. 

O título "C Moon" foi inspirado na letra da música "Wooly Bully" de Sam the Sham and the Pharaohs. McCartney disse: "Há um verso em [Wooly Bully] que diz: 'Let's not be L7'. Bem, L7, como foi explicado na época, significa um quadrado — junte L e 7 e você obtém um quadrado... Então pensei na ideia de juntar um C e uma lua (uma meia-lua) para obter o oposto de um quadrado, um círculo. Então 'C Moon' significa legal, em outras palavras".
A gravação incluiu uma introdução com erro de sincronização que foi mantida na versão lançada.A música foi gravada na mesma época que "Hi, Hi, Hi", em setembro de 1972. A canção foi incluída nos álbuns de compilação de Paul McCartney All the Best! (1987), Wingspan: Hits and History (2001) e na edição deluxe de Wings (2025), e como faixa bônus no CD remasterizado de 1993 de Red Rose Speedway e também foi incluída no The 7" Singles Box em 2022.

Paul McCartney – vocais principais e de apoio, piano, corneta , palmas; Linda McCartney – vocais de apoio, pandeiro; Denny Laine – vocais de apoio, baixo; Henry McCullough – xilofone , corneta; Denny Seiwell – bateria; Heather McCartney – vocais de apoio; Mary McCartney – vocais de apoio.

GEORGE HARRISON - I DON'T WANT TO DO IT - 1985

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"I Don't Want to Do It" foi escrita por Bob Dylan em 1968 e gravada por George Harrison, somente 17 anos depois, para a trilha sonora do filme “Porky's Revenge”, em 1985. Foi lançada como single nos Estados Unidos, e alguns outros países, inclusive o Brasil, tendo “Queen Of The Hop” com Dave Edmunds do lado B mas não conseguiu boas posições. A gravação de Dylan de "I Don't Want to Do It” sempre foi pouco lembrada e conhecida até que George Harrison gravasse em março de 1985. "I Don't Want to Do It” marcou a primeira nova gravação de Harrison em mais de dois anos, desde “Gone Troppo” de 1982. Harrison gravou em Los Angeles em novembro de 1984, com o produtor Dave Edmunds, que estava supervisionando contribuições musicais de um número de diferentes artistas para a trilha sonora do filme. O álbum com a trilha sonora foi lançado pela Columbia Records nos Estados Unidos em 18 de março de 1985, com um lançamento britânico seguinte, em 28 de junho.
Como single, "I Don't Want to Do It” foi lançada nos EUA em 22 de abril. A versão do single distingue-se por um solo de guitarra no meio, enquanto o mix escolhido para o filme, apresenta um solo de órgão de Chuck Leavell. A demonstração da música, gravada antes das sessões principais em 1970 do álbum triplo de Harrison All Things Must Pass, pode ser encontrada em alguns bootlegs, como “Beware of ABKCO!”. Em 2009, a versão que aparece no filme foi remasterizada por Giles Martin e Dave Edmunds para inclusão no álbum “Let It Roll: Songs by George Harrison”.

THE BEATLES - DON'T LET ME DOWN - 1969 ⭐⭐⭐⭐⭐

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

THE BEATLES - DRIVE MY CAR - 1965 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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ROBERTO CARLOS - HISTÓRIA DE UM HOMEM MAU - 1965

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"História de Um Homem Mau" (Ol' Man Mose), interpretada por Roberto Carlos, adapta a canção americana original para um contexto de faroeste brasileiro dos anos 1960. Diferente da versão dos Estados Unidos, que foca na morte de um velho solitário, a versão brasileira transforma a narrativa em um duelo típico de western, trazendo elementos de suspense e tensão. A letra apresenta um pistoleiro temido por sua frieza e violência: “Seu nome era temido / Sabia atirar bem / Seu gênio violento / Jamais gostou de alguém”. O personagem, acostumado a nunca ser desafiado, se vê diante de um novo oponente, e pela primeira vez sente medo, mostrando que até os mais temidos podem ser vulneráveis.
O clímax da música acontece no confronto final ao pôr do sol, um cenário clássico dos filmes de faroeste. O desfecho, com a morte do homem mau, quebra o mito de invencibilidade e sugere que toda trajetória marcada pela violência tem um fim. A adaptação feita por Roberto Rei e gravada por Roberto Carlos reflete a influência do rock e da cultura pop ocidental na Jovem Guarda, usando a história do pistoleiro como metáfora para mostrar que ninguém é invencível e que a violência sempre encontra um limite. O tom da letra mistura tensão e uma lição moral, reforçando que, por mais temido que alguém seja, sempre pode surgir alguém mais forte ou corajoso.

"História de Um Homem Mau" é a primeira faixa de um álbum cheio de sucessos, "Roberto Carlos Canta Para a Juventude", clássico de 1965.

PAUL & LINDA McCARTNEY - EAT AT HOME - 1971 ⭐⭐⭐ ★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★

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“Eat At Home” foi um single de Paul e Linda McCartney lançada em vários países europeus em 1971, com 'Smile Away' no lado B e que também apareceu como a terceira faixa do lado 2 do álbum RAM do mesmo ano. A música, um ‘rockenrollzão’ no estilo Buddy Holly, apresenta Paul McCartney nos vocais, baixo, harmonias, percussão e guitarra elétrica; Linda McCartney fazendo backing vocals; David Spinozza - guitarra e Denny Seiwell, bateria.
Uma das faixas menos sutis de McCartney, “Eat At Home” é um rock relativamente simples: alguns acordes, poucas letras e uma melodia cativante que a torna uma das faixas mais acessíveis do álbum. Superficialmente, a música parece ser sobre a domesticidade que o casal encontrou ao fugir para sua fazenda na Escócia após a separação dos Beatles. No entanto, por baixo da camada externa da comida caseira existe um significado muito mais lascivo. “Eat At Home” é carregada de frases de duplo sentido, como “comer na cama” referindo-se ao início do relacionamento entre McCartney e Linda. Apesar de John Lennon ter criticado bastante muitas das músicas de RAM, achando que eram ataques velados a ele, admitiu publicamente que gostava bastante dessa música em particular. Mesmo sem ter sido lançada como single no Reino Unido ou nos EUA, foi lançada nesse formato em vários países europeus, América do Sul, Japão, Austrália e Nova Zelândia, alcançando o 7º lugar na Holanda e o 6º na Noruega. Mesmo nos EUA“Eat At Home” recebeu consideráveis exibições de rádio sem ter sido lançada como single“Eat At Home” foi a música de abertura da maioria dos shows da turnê Wings Over Europe de 1972.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

B0B DYLAN - TEMPEST - ROLL ON JOHN - 2012 ⭐⭐⭐⭐

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"Roll On John" foi escrita e interpretada por Bob Dylan e aparece como a décima e última faixa de seu álbum de estúdio de 2012, Tempest. Como grande parte da produção de Dylan no século XXI, ele mesmo produziu a música usando o pseudônimo Jack FrostExiste uma canção folclórica tradicional com o mesmo título que Dylan interpretou em 1962, mas a faixa em Tempest é uma canção original que presta homenagem a John Lennon, apresentando música e letra totalmente novas de Dylan. Dylan e John Lennon se conheceram em 1964 e seus caminhos se cruzaram diversas vezes entre então e o assassinato de Lennon em 1980. É provável, no entanto, que a origem específica de "Roll On John" tenha surgido de uma excursão pública de microônibus que Dylan fez pela casa de infância de Lennon em Liverpool, em 2009. Uma porta-voz da casa, que pertence ao National Trust, disse em uma entrevista que Dylan "poderia ter reservado uma visita guiada particular, mas ficou feliz em ir no ônibus com todos os outros". Ela também observou que Dylan, que aparentemente não foi reconhecido pelos outros 13 turistas no ônibus, "parecia estar se divertindo". O próprio Dylan mencionou a visita e o que aprendeu sobre a vida de Lennon com ela em uma entrevista à Rolling Stone em 2012 para promover Tempest. Na mesma entrevista, Dylan também lembrou que ele e sua banda "começaram a ensaiar" a música durante as passagens de som no final de 2011.