terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

THE BEATLES - YOU'VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY

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"You've Got to Hide Your Love Away" foi composta por John Lennon e lançada no álbum Help!, de 1965. Foi inspirada em Bob Dylan e faz referência ao empresário Brian Epstein - responsável pelo sucesso do começo da carreira dos Beatles. Devido a uma maior proximidade que tinha com John Lennon surgiram rumores que os dois tiveram um romance quando foram para Espanha em abril de 1963. A homossexualidade de Brian não veio a público até anos após a sua morte em 1967. O título supostamente evidencia este fato: You've Got to Hide Your Love Away - Você tem que esconder seu amor. Seja como for, é uma das pérolas mais preciosas já gravadas pelos Beatles.
"You've Got to Hide Your Love Away" foi gravada em um dia para a trilha de "Help!", e sua apresentação durante o filme, com os Beatles relaxando na casa onde os quatro moram, é um dos pontos altos da película. Foi a primeira gravação dos Beatles a apresentar somente instrumentos acústicos, e marcou também uma das poucas vezes que Lennon, sempre dolorosamente crítico quanto à sua habilidade como cantor, não duplicou sua voz, como fazia desde de que descobriu esse truque de estúdio.
"You've Got to Hide Your Love Away" foi a primeira música dos Beatles desde 'Love Me Do' a apresentar um músico de foraFoi John Scott, que gravou as flautas tenor e alto para a música. Ele recebeu seis libras (17 dólares na época) e nenhum crédito. Os Beatles deram uma direção geral a Scott e deixaram que ele elaborasse um arranjo próprio. Scott se lembrava de que os rapazes estavam de bom humor na época. "Ringo estava cheio de alegrias matrimoniais. Ele tinha acabado de voltar de sua lua de mel". Disse ele.
"You've Got to Hide Your Love Away" foi gravada no dia 18 de fevereiro de 1965 em Abbey Road. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro de som. John Lennon - vocal e violão de 12 cordas; Paul McCartney - baixo; George Harrison - violão clássico; Ringo Starr - tarola escovada , pandeiro e maracas; e John Scott - flautas baixo e alto.

Embora os Beatles não tenham lançado como single, ("não é comercial", Lennon disse), o grupo de folk inglês The Silkie, que tinha contrato com a companhia de Brian Epstein, a emplacou no Top 10 nos Estados Unidos, e os Beach Boys fizeram uma cover no álbum Beach Boy's Party, de 1965. De lá prá cá, muita gente bebeu água nessa fonte: Percy Faith and his orchestra em 1965; Jan & Dean em 1966; The Grass Roots em 1966 ; Waylon Jennings and the Waylors em 1967; The Pozo-Seco Singers em 1968; Enuff Z'nuff em 1985; Elvis Costello em 1994; A versão de Joe Cocker, em 1991, poderia ter ficado boa, mas não passou de uma tentativa de um repeteco de With a Little Help From My friendsEddie Vedder fez uma cover fraquíssima em 2001 para a trilha do filme I Am Same o Oasis gravou uma cover em 1994 ou 95, que também é muito ruim.

PAUL McCARTNEY & WINGS - CALL ME BACK AGAIN - 1975 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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"Call Me Back Again" foi composta por Paul e Linda McCartney e gravada pelo Wings. Foi originalmente lançada no álbum Venus and Mars lançado no final de maio de 1975 e também foi gravada ao vivo ao longo das turnês mundiais na Austrália e América em 1975 e 1976. Uma dessas gravações ao vivo foi incluída no álbum Wings Over America e é a que a gente confere aqui embaixo. E logo em seguida, o vídeo superlegal editado especialmente para um dos DVDs da edição deluxe de Venus And Mars de 2014. "Call Me Back Again" também aparece no álbumWingspan”Paul McCartney em estado bruto rasgando a voz como anos atrás, nos tempos de "Oh Darling".

GEORGE HARRISON - YOU - 1975

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"YOU" é uma música de George Harrison, lançada como faixa de abertura de seu álbum de 1975 Extra Texture (Read All About It) e também o primeiro single do álbum, chegando ao Top 20 na América e alcançando o número 9 no Canadá. Uma parte instrumental de 45 segundos da música, intitulada "A Bit More of You", aparece também abrindo o lado dois do LP original. Harrison escreveu "YOU" em 1970 como uma música para Ronnie Spector, ex-Ronettes, e esposa do co-produtor de All Things Must Pass, Phil Spector. A composição reflete a admiração de Harrison pela soul/R&B americana dos anos 60, particularmente pela Motown. Em fevereiro de 1971, Ronnie Spector gravou "YOU" em Londres para um álbum solo proposto pela Apple, mas a gravação não foi lançada. Quatro anos depois, Harrison retomou a faixa enquanto fazia seu último álbum pela Apple Records, em Los Angeles. A gravação lançada apresenta as contribuições de 1971 de Leon Russell, Jim Gordon e outros, com mais instrumentação e vocais em overdubs e notavelmente, uma série de solos de saxofone de Jim Horn. No lançamento, "YOU" foi bem recebida pela maioria dos críticos, que a viram como um retorno à boa forma de Harrison após sua decepcionante turnê norte-americana de 1974 e o álbum Dark Horse.

JOHN LENNON - WHATEVER GETS YOU THRU THE NIGHT

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“Tudo que fizer você passar a noite está bem está bem; Seja o seu dinheiro ou sua vida está bem está bem; Não é preciso uma espada para cortar flores oh não, oh não; Tudo que fizer você passar a vida está bem está bem; Seja errado ou certo está bem está bem; Não é preciso um relógio para perder tempo oh não, oh não”. "Whatever Gets You Thru the Night" foi composta, gravada e lançada por John Lennon, em 1974 como single e é também a segunda faixa do sensacional "Walls and Bridges", também lançado em 1974. A gravação contou com a colaboração de Elton John.
Uma coisa interessante era que John Lennon era extremamente pessimista em relação a reação do público com esta faixa (assim como tantas outras), porém, Elton John sempre apostou com ele que a música chegaria ao primeiro lugar nas paradas americanas. A aposta era que, se "Whatever Gets You Thru the Night" chegasse ao primeiro lugar, John Lennon estaria ao vivo em um dos shows de Elton no Madison Square Garden para tocarem a música juntos. No dia 16 de novembro de 1974, "Whatever Gets You Thru the Night" alcançou o 1º lugar da parada da Billboard. John Lennon cumpriu a aposta na noite de 28 de novembro de 1974, dia de ação de graças, no Madison Square Garden. Da gravação original em estúdio, participaram: John Lennon - vocal, guitarra; Elton John - harmonia vocal, piano; Ken Ascher - clavinet; Jesse Ed Davis - guitarra; Arthur Jenkins - percussão; Jim Keltner - bateria; Bobby Keys - saxofone; Eddie Mottau - violão e Klaus Voormann - baixo.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

THE BEATLES - IF I FELL - 1964 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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PAUL McCARTNEY - FOLLOW ME - 2005 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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No dia 25 de junho de 2004, Paul McCartney e banda subiram no palco do Festival Glastonbury para uma de suas apresentações mais triunfantes para o público inglês. Entre as canções de seu repertório, Paul decidiu "debutar" uma nova peça, composta em setembro de 2003 em sua casa na região de Sussex: "Follow Me". A letra aparentava trazer, desde o início, uma mensagem de cunho espiritual: “you lift up my spirit, you shine on my soul, whenever I'm empty, you make me feel whole. I can rely on you to guide me through any destination” (você levanta meu espírito, e brilha em minha alma, sempre que me sinto vazio você me preenche. Posso acreditar em você pra me guiar por qualquer destino). Dois anos depois, em entrevista oficial para o lançamento de “Chaos”, Paul confirma a suspeita dos fãs dizendo que, como Let It Be, Follow Me traria uma mensagem, um sentimento “quase religioso”"Follow Me" foi uma das primeiras canções gravadas nas sessões do álbum, e a única faixa do disco que contou com a participação de Brian Ray, Abe Laboriel e Rusty Anderson no estúdio. Claudio Dirani - Todos os segredosNão deixe de conferir também a superpostagem CHAOS AND CREATION IN THE BACKYARD.

GEORGE HARRISON - SHANGAI SURPRISE - 1986

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"Shangai Surprise" - Surpresa de Shanghai, de 1986 é um filme inglês de aventura-comédia estrelando os então recém-casados Madonna e Sean Penn. O filme foi produzido por George Harrison e sua "Handmade Films" e distribuído pela Metro-Goldwyn-Mayer. Talvez, este seja o único mérito do filme. Harrison apareceu como um cantor de boate, e também gravou várias músicas para a trilha sonora, incluindo a canção "Breath Away From Heaven", que foi regravada e lançada em seu álbum Cloud Nine, juntamente com "Someplace Else", outra faixa usada no filme. A trilha sonora de "Shanghai Surprise" nunca foi lançada em disco ou CD, e só foi brevemente disponível como um single promocional com a faixa-título de um lado e "Zig Zag" do outro, ambas de George Harrison. Estas músicas foram lançadas como "faixas bônus" na "nova" edição de Cloud Nine em 2004.
Em 1938, quando Shangai é ocupada pelos japoneses, o traficante Walter Faraday (Paul Freeman) aparentemente é morto pela polícia ao tentar deixar a cidade com 500 kg de ópio. Um ano depois a misteriosa americana Gloria Tatlock (Madonna) chega a Shanghai à procura deste ópio, conhecido como "as flores de Faraday", com o objetivo de usá-lo para aliviar a dor de soldados feridos na guerra. Oferecendo uma passagem de volta aos Estados Unidos como pagamento, ela consegue a ajuda de Glendon Wasey (Sean Penn), um rude e esperto comerciante, para atingir seu objetivo.
O roteiro foi adaptado por John Kohn e Robert Bentley do romance de Tony Kenrick de 1978, "Faraday's Flowers". O filme "Shangai Surprise" foi massacrado pela crítica e fracasso total de bilheteria. De fato, é muito ruim! A produção foi indicada em diversas categorias do "Framboesa de Ouro" e Madonna ganhou o “prêmio” de pior atriz.

Para ver o filme completo dublado em português, clique AQUI.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

THE BEATLES - LITTLE CHILD - 1963 - SENSACIONAL

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"Little Child" é a 5ª música do sensacional segundo álbum dos BeatlesWith The Beatles – precedida por "Don't Bother Me" (primeira composição de George Harrison) e antes de “Till There Was You”, de Meredith Willson. Foi composta por John Lennon e Paul McCartney originalmente para Ringo Starr cantar, mas não deu certo e Ringo então recebeu "I Wanna Be Your Man" como sua música do álbum.
Com a arte do álbum dos Beatles
Paul McCartney descreve "Little Child" como sendo uma "música de trabalho" ou um "preenchedor de álbum", mas é bem mais do que isso. A frase “sad and lonely” (triste e sozinho) também aparece em outro número de Lennon e McCartney "Bad To Me", originalmente gravada por Billy J. Kramer e os Dakotas. Como a letra de "Little Child" fala de um garoto “sad and lonely”, que espera uma chance com uma garota, tudo indica que a ideia inicial tenha vindo de John. Quando perguntaram a ele sobre "Little Child", em 1980, tudo o que disse foi que era apenas mais uma tentativa de escrever uma canção para alguém, “provavelmente Ringo”.

"Little Child" foi gravada pelos Beatles em três sessões diferentes, a primeira em 11 de setembro de 1963, quando gravaram duas tomadas. Mais tarde, eles voltaram a tocar no dia seguinte, onde gravaram 16 takes, incluindo overdubs de piano de McCartney e a gaita de Lennon, que acompanha toda a música. Mais tarde, eles retornaram a ela em 3 de outubro, onde gravaram mais três tomadas. Na mixagem estéreo, a gaita se move da esquerda para a direita para o solo. Depois, volta da direita para a esquerda após o solo. O solo da música segue um formato de blues de doze compassos que não aparece no restante da música. "Little Child" foi gravada no estúdio 2 da EMI em Abbey Road, produzida por George Martin que teve Norman Smith como engenheiro de som. John Lennon arrasa nos vocais, toca guitarra e gaita; Paul McCartney também canta, toca baixo e piano; George Harrison toca a guitarra principal e Ringo Starr sua bateria. "Little Child" só aparece no álbum With The Beatles. O crítico de música Richie Unterberger, da Allmusic, disse sobre "Little Child": "Pode ter sido uma das faixas menos sofisticadas e impressionantes do álbum, mas ainda assim tem muito charme. Little Child pode não ser uma obra de gênio, mas é pura diversão rock 'n' roll". Também acho!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

THE BEATLES ► FOR YOU BLUE - 1969

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"For You Blue" é uma música dos Beatles composta por George Harrison e é o lado B do single The Long and Winding Road (nos EUA). É a décima-primeira faixa do álbum Let It Be, lançado em 8 de maio de 1970. "For You Blue" apresenta John Lennon tocando uma guitarra havaiana com um cartucho de bala, como aparece no filme Let It BeHarrison faz alguns comentários durante a música, incluindo "Go, Johnny, go" (uma referência à canção Johnny B. Goode, de Chuck Berry), "There go the twelve-bar blues" ("Aí vai o blues de doze compassos"), e "Elmore James got nothin' on this baby" ("Elmore James não tem nada com isto, baby").

FOR YOU BLUE

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

THE BEATLES - DON'T EVER CHANGE - 1963

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"Don't Ever Change" é uma canção pop de 1961 escrita por Gerry Goffin e Carole King. É uma de suas músicas menos conhecidas, embora uma versão gravada por The Crickets com vocal de Jerry Naylor, tenha alcançado o top 5 no Reino Unido. Os Beatles tocaram a música em seu programa de rádio da BBC Pop Go the Beatles, que mais tarde foi lançado na coleção de 1994 "The Beatles Live at the BBC". O programa foi gravado em 1º de agosto de 1963 e teve sua primeira transmissão em 27 de agosto de 1963, produzido por Terry Henebery e foi um raro dueto harmônico entre Paul McCartney e George Harrison. Paul McCartney – vocais, baixo; George Harrison – vocais, guitarra solo; John Lennon – guitarra rítmica; e Ringo Starr – bateria.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

PAUL McCARTNEY - SGT. PEPPER'S / THE END - 2009

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GEORGE HARRISON - WAH-WAH - 1971 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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"WAH - WAH" foi composta por George Harrison, e é a terceira música de seu álbum triplo de 1970, All Things Must Pass. Harrison escreveu a música após sua saída temporária dos Beatles em janeiro de 1969, durante as conturbadas sessões de Get Back, que resultaram no álbum e filme Let It Be. A letra reflete sua frustração com o clima no grupo naquela época – principalmente, a assertividade excessiva de Paul McCartney e suas críticas à sua forma de tocar guitarra, a falta de envolvimento de John Lennon com o projeto e sua rejeição a Harrison como compositor, e o envolvimento constante de Yoko Ono nas atividades da banda. Críticos musicais e biógrafos reconhecem a canção como uma declaração de Harrison sobre sua liberdade pessoal e artística em relação aos Beatles. Sua criação contrastou fortemente com suas gratificantes colaborações fora do grupo nos meses que antecederam o projeto Get Back, particularmente com Bob Dylan e The Band no interior do estado de Nova York.

"WAH - WAH" foi a primeira música que Harrison tocou ao vivo como artista solo, quando a apresentou como abertura do Concerto para Bangladesh, em agosto de 1971. Considerada por alguns críticos como superior à gravação de estúdio, essa versão recriou o efeito "Wall of Sound" de Spector em um contexto ao vivo, utilizando muitos dos participantes das sessões de gravação do álbum de 1970. No Concert For George, em novembro de 2002, um ano após a morte de Harrison"WAH - WAH" foi apresentada por uma banda formada por estrelas como Clapton, Jeff Lynne, Starr e McCartney.

THE BEATLES - YOU CAN'T DO THAT - 1964 ⭐⭐⭐⭐⭐

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PAUL McCARTNEY - FIND MY WAY - 2020 ✰✰✰✰✰✰✰✰✰✰

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

TONY BARROW - O CRIADOR DO TERMO “FAB FOUR”

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Tony Barrow foi o primeiro assessor de imprensa e publicitário dos Beatles. Foi ele que cunhou o indelével apelido “Fab Four” (os quatro fabulosos) e ajudou a configurar a visão que o mundo tinha dos Beatles. Ele morreu aos 80 anos de idade no dia 14 de maio de 2016, em Morecambe, na Inglaterra.

Barrow começou a carreira como escritor quando tinha 17 anos, fazendo resenhas de discos sob o nome “Disker” no The Liverpool Echo. Em dezembro de 1961, Brian Epstein o abordou e pediu a ele que mencionasse um grupo de fama crescente, chamado The Beatles, em sua coluna “Off the Record”. Na ocasião, Barrow recusou o pedido porque a banda não tinha nenhum material gravado à época. Depois, Epstein deu a ele uma gravação de baixa qualidade da banda tocando ao vivo e Barrow arranjou a famosa audição dos Beatles com a gravadora Decca. Depois de os Beatles assinarem com a subsidiária da EMI, a Parlophone, em 1962, Barrow se tornou assessor de imprensa e publicitário de uma nova companhia, a NEMS Eterprises. Com sólida formação em jornalismo musical, Barrow distribuiu os releases de imprensa aos antigos companheiros.
Foi ele que, em um comunicado, pela primeira vez disse que os Beatles eram o “Fab Four”, e o apelido simpático pegou. Barrow também escreveu as notas de capa de todos os primeiros álbuns e EPs dos Beatles na Inglaterra. E também convenceu a banda a gravar um disco natalino para ser enviado a integrantes do fã clube. Paul McCartney até pediu a Barrow para gravar o show derradeiro da banda, no Candlestick Park, em São Francisco (nos EUA), em 29 de agosto de 1966. Ainda que o registro nunca tenha sido lançado oficialmente, ele já foi vastamente distribuído em bootlegs.
Barrow e os Beatles eventualmente pararam de trabalhar juntos, após a morte de Epstein, em 1967. O quarteto de Liverpool depois fundou a própria companhia, a Apple, e Barrow depois deixou a NEMS para começar a própria companhia publicitária, a Tony Barrow International (posteriormente Tony Barrow International Management). Antes de deixar a profissão de lado em 1980 – quando voltou a escrever e editar –, Barrow representou diversos artistas da MCA Records, além de The Kinks e Bee Gees. Em 2005, ele publicou um livro de memórias relacionadas ao tempo dele com os Beatles, chamado John, Paul, George, Ringo & Me: The Real Beatles Story.

THE BEATLES - WITH THE BEATLES - 1963 - A SEGUNDA BOMBA ATÔMICA 💥💥💥💥⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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Os Beatles tiveram cinco anos para se preparar para o primeiro álbum e menos de cinco meses para se preparar para o segundo. Depois de anos se reunindo na casa de Paul, com muito tempo livre, eles agora eram forçados a escrever em quartos de hotel, ônibus de turnê e camarins — onde quer que tivessem um momento de sossego. Essas pressões fazem com que a fonte de alguns compositores se acabe, mas isso provou ser um estímulo positivo para John e Paul, que logo, desenvolveram uma extraordinária habilidade de compor, quando quisessem, sucessos que chegavam ao número 1. Os dois pareciam ter uma sensibilidade natural para descobrir o que seu público queria ouvir. Por entenderem que era importante que cada garota da plateia sentisse que cantavam exclusivamente para ela, muitas das canções tinham "you" no título - "From Me To You", "Thank You Girl" e "I'll Get You". No entanto, se no começo da carreira eles podiam escrever para um público pequeno, que conheciam pessoalmente, com o sucesso tudo mudou.
De repente, a polícia tinha de criar formas mirabolantes de transportá-los com segurança, e eles se tornavam famosos em países que nunca tinham visitado. Ainda assim, no auge da Beatlemania, muitas vezes sendo perseguidos por hordas de fãs histéricos, eles ainda conseguiam fluxo constante de singles de sucesso. "I Want To Hold Your Hand", por exemplo, foi escrita para o mercado americano e os impulsionou ao topo da parada da Billboard, fazendo deles os primeiros artistas britânicos a conquistar os EUA. De fato, as viagens internacionais constantes e a mudança para Londres colaboraram para as composições porque expuseram os Beatles a um número muito maior de influências. Todo mundo que eles conheciam parecia querer mostrar algo novo. Através do seu relacionamento com a atriz Jane Asher, Paul estava se familiarizando com musicais, com o teatro e a música clássica. Enquanto isso, John estava enfurnado em seu apartamento em Kensington ouvindo discos importados de grupos negros americanos, como The Miracles,The Shirelles e The Marvelettes.

WITH THE BEATLES, o segundo álbum da banda, foi uma gravação muito mais pensada que o primeiro, com sessões espalhadas em um período de três meses. Ele chegou ao número 1 na Inglaterra pouco depois de seu lançamento, em novembro de 1963, e se tornou o primeiro álbum pop a vender mais de um milhão de cópias. Uma versão de With The Beatles, intitulada Meet The Beatles, foi lançada nos EUA em janeiro de 1964 e também chegou ao primeiro lugar.

Com mais dinheiro, George Martin se deu ao luxo de reservar os estúdios em Abbey Road de julho a outubro de 1963, período em que o segundo disco dos Beatles foi gravado. A idéia era seguir a mesma linha de Please Please me. Metade das faixas era composta de covers, a outra metade, originais dos Beatles. Só que agora, a inspiração vinha da Motown. As canções de Lennon & McCartney também eram mais bem acabadas e menos derivativas, trazendo um inconfundível toque pessoal. All I've Got To Do, It Won’t Be Long e Not a Second Time, de Lennon, eram persistentes e incisivas. Little Child era um exercício de R&B de John e Paul, com a gaita de Lennon fazendo a diferença. Já McCartney reciclou Hold Me Tight (rejeitada de Please Please Me) e também criou All My Loving, um sucesso cuja melodia agradava pessoas de 8 aos 80. George Harrison timidamente saia do casulo e apareceu com sua primeira música em um álbum oficial dos Beatles, Don’t Bother Me. John e Paul escreveram I Wanna Be Your Man especialmente para os Rolling Stones. Quando chegou a vez dos Beatles registrarem a canção, Ringo Starr ficou com os vocais e cantou com energia e entusiasmo. Para não quebrar a regra, havia um cover de um grupo de garotas Devil In Her Heart, das Donays e uma regravação de um clássico de Chuck Berry, Roll Over Beethoven. E Paul novamente veio com uma canção oriunda do teatro musical. Desta vez era Till There Was You, de Meredith Wilson, da peça The Music Man. Os covers da Motown são bem acima da media, incluindo You Really Got Hold On Me de Smokey Robinson & The MiraclesPlease Mr. Postman (The Marvelettes) e Money (That’s What I Want) de Barret Strong. Aqui, Lennon repetiu a dose de Please Please Me e simplesmente tornou sua uma canção que antes era identificada como de outro artista. A capa do álbum foi obra de fotógrafo, design e cineasta Robert Freeman.

Essa foto dos Beatles, na capa de With The Beatles, fotografados à meia-luz, também se tornou mais outro clássico, valorizando ainda mais o discãozaço que trazia. 10, nota 10!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

THE BEATLES - THINK FOR YOURSELF - 1965 ⭐⭐⭐⭐

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"Think For Yourself" foi lançada no fantástico Rubber Soul no final de 1965. Uma das primeiras canções filosóficas de George Harrison, é cantada e foi composta por ele como uma espécie de advertência contra ouvir mentiras. Em sua autobiografia de 1980, ele afirma não se lembrar de suas origens, embora fizesse uma referência auto-depreciativa a pessoas como faria posteriormente em "Taxman" e "Piggies"“Think For Yourself deve ter sido sobre alguém, mas eu não me lembro quem inspirou, provavelmente o governo”. Esta música, junto com "If I Needed Someone" (sua outra no álbum), marcou o início do real surgimento de George Harrison como compositor ao lado de John Lennon e Paul McCartney.

THE BEATLES - A DAY IN THE LIFE - 1967 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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“A Day in the Life" é uma música clássica dos Beatles, lançada como faixa final de seu álbum de 1967, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Criada por Lennon & McCartney, as seções de abertura e encerramento foram escritas principalmente por John Lennon, com Paul McCartney contribuindo com a seção intermediária. Todos os quatro Beatles desempenharam um papel na definição do arranjo final de “A Day in the Life". Uma referência as drogas resultou na proibição inicial da transmissão da música pela BBC. Continua sendo uma das canções mais influentes e celebradas da história da música popular, aparecendo em muitas listas das melhores canções de todos os tempos e sendo comumente avaliada como a melhor canção dos Beatles.

Com a edição de luxo da coletânea 1, o vídeo original de “A Day in the Life" foi totalmente restaurado. Com imagens captadas durante a gravação dos arranjos de cordas, entre janeiro e fevereiro de 1967, o filme passeia pelos estúdios, mostra o relacionamento entre os integrantes, a colaboração de mais de 40 músicos de uma orquestra e até uma rápida participação de Keith Richards e Mick Jagger. O resultado está em uma coleção de imagens sombrias e psicodélicas, estímulo para os mais de cinco minutos do incrível vídeo que acompanha a faixa.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

THE BEATLES - I DON’T WANT TO SPOIL THE PARTY - 64

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"I Don’t Want To Spoil The Party” é uma da músicas mais legais e subestimadas do álbum "Beatles For Sale", lançado em dezembro de 1964 no Reino Unido. Nos Estados Unidos, apareceu no EP Beatles For Sale e também foi lançada como lado B do single "Eight Days a Week". Também é uma das faixas do álbum Beatles VI. Aqui, a gente confere o que disse sobre ela Steve Turner, autor de, entre outros, "The Beatles - A História Por Trás de Todas as Canções".

Os Beatles visitaram rapidamente os EUA em fevereiro de 1964, tocaram em Washington D.C. e em Nova York para promover “I Want To Hold Your Hand” e fizeram apresentações ao vivo no programa de Ed Sullívan, direto de Nova York e de Miami. Foi só em agosto de 1964 que eles chegaram para a primeira turnê propriamente dita pelo país, uma longa viagem de um mês que os levou a vinte cidades americanas e a três no Canadá. Eles tocavam doze músicas por show e tinham quatro atrações de abertura americanas - The Bill Black Combo, The Exciters, Jackie De Shannon e The Righteous Brothes. É provável que John tenha escrito "I Don’t Want To Spoil The Party” - em Los Angeles na noite de 24 de agosto de 1964. Das oito canções próprias do álbum, duas tinham sido compostas antes da turnê (“Baby’s In'Black" e "I'm'A Loser") e duas foram escntas na Inglaterra, "Eight Days A Week" e “She s A Woman”). Sobram então quatro músicas que devem ter surgido durante a turnê. Paul disse a um entrevistador que tinha escrito duas canções enquanto estava no La Fayette Motor Inn en Atlantic City. Com isso .sobram duas músicas que tiveram John como o compositor principal, e tudo leva a crer que elas sejam "No.Reply" e “I Don't Want To Spoil The Party”. O melhor indício de que “I Don’t Want To Spoil The Party” foi escrita em Los Angeles é que diversas fontes relatam que John não saiu na noite de 24. Teria ficado no hotel para compor uma música. Também sabemos que, para fazê-lo, ele recusou um convite para uma festa na casa de Burt Lancaster, na qual estiveram George, Paul e Ringo. Faria sentido que John estivesse se sentindo um “estraga-prazer”. Os dois dias em Los Angeles foram especialmente estressantes para os Beaües. Eles chegaram no dia anterior às 3h55, vindos de Vancouver, e foram hospedados em uma mansão que pertencia ao ator britânico Reginald Owens. Fizeram uma coletiva de imprensa para mais de duzentos jornalistas e, à noite, tocaram no Hollywood Bowl. Depois houve uma festa na mansão, em que John ficou conversando com Joan Baez. No dia seguinte, os Beatles tiveram de fazer média por uma hora em uma festa de caridade para a Haemophilia Foundation. Adultos só podiam participar se levassem uma criança. Era exatamente o tipo de evento que John detestava, porque tinha de fazer o papel de Beatle feliz. Isso pode tê-lo deixado no humor certo para escrever uma música sobre a inabilidade de fingir que estava se divertindo. Vale lembrar que, ao discutir a música depois, John disse que ela era “profundamente pessoal".

Cantada por John Lennon, "I Don’t Want To Spoil The Party” foi escrita por Lennon e Paul McCartney com Ringo Starr em mente. "Party" foi composta como uma música country e western. Ringo era um aficionado por canções country, e a música seguiu "I'll Cry Instead" como uma das primeiras canções dos Beatles nesse estilo. Os Beatles gravaram "Party" em 29 de setembro de 1964 no estúdio nº 2 da EMI em Abbey Road. George Martin foi o produtor e Norman Smith, o engenheiro de som. Eles gravaram 19 takes separados, embora apenas cinco deles estivessem completos. A tentativa final, o take 19, foi o que apareceu no álbum Beatles For Sale. John Lennon faz o vocal principal com a voz duplicada e toca guitarra acústica; Paul McCartney faz backing vocals e toca baixo; George Harrison também faz backing vocals e a guitarra solo e Ringo Starr toca bateria e pandeiro.