"Walking on Thin Ice" é uma música de Yoko Ono, lançada em fevereiro de 1981. Ela e John Lennon concluíram a gravação da música em 8 de dezembro de 1980. Foi ao retornarem do estúdio de gravação para o Dakota, que Lennon foi assassinado por Mark David Chapman.Lennon estava segurando uma fita com a mixagem final da música antes de ela ser masterizada quando ele foi baleado. "Walking on Thin Ice" foi um sucesso comercial e de crítica para Yoko. O trabalho de guitarra de Lennon na faixa, que ele gravou em 4 de dezembro de 1980, foi seu último ato criativo. De acordo com o produtor Jack Douglas, Lennon usou sua famosa Rickenbacker 325 Capri de 1958 da era dos Beatles para gravar todas as partes da guitarra. Mais de um ano depois, no início de fevereiro de 1981, "Walking on Thin Ice" foi lançada como single e se tornou o primeiro sucesso de Ono nas paradas, alcançando a posição 58 nos EUA e ganhando grande popularidade em clubes/underground. O single foi lançado em 20 de fevereiro de 1981 no Reino Unido e alcançou a posição 35 nas paradas. A recepção da crítica foi favorável: a NME classificou-a em 10º lugar entre as melhores faixas do ano de 1981. A letra fala da imprevisibilidade da vida e da morte - de "jogar os dados ao ar" - e chega à conclusão: " quando nossos corações voltarem às cinzas, será apenas uma história...". A própria Yoko Ono dirigiu um videoclipe para "Walking on Thin Ice", lançado em fevereiro de 1981, apresentando imagens dela na Times Square e no Central Park de Nova York, intercaladas com vídeos de arquivo dela e de John Lennon. "Walking on Thin Ice" também é o nome de uma compilação dos trabalhos de Yoko Ono de 1971/85, lançada pela Rykodisc em 1992.
“Only a Northern Song”é uma canção dos Beatles que aparece no filme e no álbum Yellow Submarine de 1969, escrita e cantada por George Harrison. A base da faixa foi gravada em 13 de fevereiro de 1967, com overdubs adicionados posteriormente. Originalmente, a faixa deveria aparecer no álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, mas foi rejeitada. De acordo com o engenheiro de som dos Beatles, Geoff Emerick, a música foi deixada de fora do álbum porque o grupo achou que ela não combinava com as outras músicas. Tendo uma letra que faz referência ao próprio autor, uma forma musical não convencional e instrumentação pouco usual, incluindo trompetes distorcidos, um órgão com reverb, sinos e guitarras distorcidíssimas, esta é uma das músicas mais psicodélicas dos Beatles. Ao longo da música, Paul McCartney toca trompete, assim como os outros Beatles tocam instrumentos de percussão tais como sinos e tímpanos. Um mellotron também pode ser ouvido em algumas partes. Uma versão editada e ligeiramente acelerada sem os overdubs (apenas órgão, bateria, baixo e vocal) foi lançada no Anthology 2 em 1996, com uma tomada vocal diferente contendo alguma variação na letra. Como a música foi feita com duas tomadas separadas tocando em sincronia, a mixagem original, monofônica, só foi lançada em 1999, quando uma versão remixada da faixa foi lançada no álbum Yellow Submarine Songtrack. A letra mostra o descrédito de Harrison com a própria música, concluindo cada verso com a frase "It's only a Northern song" ('É apenas uma canção do Norte'), que ele explicou se referir tanto à cidade natal dos Beatles, Liverpool, que fica no norte da Inglaterra, como à companhia de publicações Northern Songs. A música às vezes é interpretada como uma zombaria à Lennon/McCartney, fazendo referência às letras e músicas psicodélicas que os dois faziam na época, e como uma reação às atitudes de menosprezo de Lennon e McCartney com as composições de Harrison, com ele cantando indiferentemente "It doesn't really matter what chords I play / What words I say or time of day it is / As it's only a Northern song"('Não importa realmente que acordes eu toque / Que palavras eu diga ou que hora do dia é / Já que é apenas uma canção do norte'). Em seu livro "The Beatles - Gravações Comentadas & Discografia Completa", Jeff Russel diz o seguinte:"Esta faixa parece refletir o descontentamento de George Harrison com o projeto. A letra se compõe de comentários breves, ligados ao que pode ser considerado livremente como uma canção, e o título é uma cutucada sarcástica na editora musical Northern Songs - que detinha os direitos das músicas dos Beatles. O fundo instrumental é formado por uma cacofonia que remete a "Tomorrow Never Knows" e "Revolution 9", e a bateria de Ringo e o baixo de Paul são quase que seus únicos elementos musicais. O órgão da introdução é harmônico, mas se perde em meio às contínuas intervenções e interrupções de instrumentos fora de tom".
"Little Woman Love" é uma música do Wings lançada como lado B do single "Mary Had a Little Lamb" em 12 de maio de 1972 pela Apple Records. A canção que viria a se tornar "Little Woman Love" surgiu pela primeira vez durante uma improvisação instrumental gravada por McCartney, George Harrison e Ringo Starr em 3 de janeiro de 1970, durante as sessões de gravação de "I Me Mine" dos Beatles, que foi a última sessão de gravação do grupo. McCartney compôs o restante da música e a gravou durante as sessões de seu álbum solo Ram. De acordo com a prática de McCartney na época, a composição foi creditada a Paul e Linda McCartney. O biógrafo dos Beatles, John Blaney, descreve "Little Woman Love" como um "rock leve" com uma pegada rockabilly. A música é incomum para o Wings, pois em vez de Paul McCartney tocar baixo elétrico, é o músico de jazz Milt Hinton que toca contrabaixo. Embora "Mary Had a Little Lamb" tenha sido rejeitada pela crítica, alcançou o Top 10 no Reino Unido. Nos Estados Unidos, no entanto, as estações de rádio preferiram tocar "Little Woman Love". O single alcançou o número 28 na Billboard Hot 100 nos EUA. Na parada Cash Box, que listava os lados B separadamente, "Little Woman Love" apareceu por apenas uma semana, na posição 95. "Little Woman Love" nunca foi lançada em um álbum até 1993, quando foi incluída como faixa bônus em Wild Life na The Paul McCartney Collection . Foi incluída nas edições Special e Deluxe de Ram e Red Rose Speedway . Mais tarde, foi incluída em The 7" Singles Box em 2022. Paul McCartney – vocais principais e de apoio, piano, guitarra acústica e elétrica; Linda McCartney – vocal de apoio; Hugh McCracken – guitarra elétrica; Denny Seiwell – bateria; Denny Laine – vocais de apoio; e Milt Hinton – contrabaixo.
“Can't Buy Me Love” foi o sexto single dos Beatles, com “You Can't Do That” no lado B. Foi escrita enquanto o grupo estava em Paris para uma temporada de 19 dias no Olympia Theatre. Acredita-se que a música tenha sido escrita no Hotel George V. Havia um piano no canto da suíte, para que eles pudessem trabalhar nas músicas para o seu primeiro filme. “Can't Buy Me Love foi minha tentativa de escrever de um modo mais bluesy. A ideia por trás disso foi que todos esses bens materiais são ótimos, mas eles não vão me comprar o que eu realmente quero. Era uma música muito animada. Ella Fitzgerald depois fez uma versão da qual me senti muito honrado.”Paul McCartney - Many Years From Now - Barry Miles. Escrita por Paul McCartney, Can't Buy Me Love tornou-se o primeiro dos singles do grupo a apresentar apenas um cantor. O que deixou John Lennon meio enciumado sentindo sua posição como líder ameaçada. Depois do lançamento do single, Lennon escreveu, cantou e dominou a maioria das músicas do álbum A Hard Day's Night. No momento em que Can't Buy Me Love foi lançada, os Beatles já eram um fenômeno de proporções inigualáveis. A música encabeçou os gráficos de quase todos os países em que o single foi lançado por várias semanas seguidas. Lançado nos EUA um pouco antes que no Reino Unido, vendeu mais de dois milhões de cópias só na primeira semana e recebeu um disco de ouro no dia do lançamento, em 16 de março de 1964. Na Inglaterra, quebrou menos recordes, mas ainda foi um fenomenal sucesso. Can't Buy Me Love teve compras antecipadas de mais de um milhão, e tornou-se o quarto número 1 seguido dos Beatles nas terras da Rainha.
😀 Ôba! Foi anunciarado uma edição super deluxe de RUBBER SOUL, o fantástico álbum lançado originalmente em 1965 e considerado um dos trabalhos mais influentes da história do rock. A nova versão chega às lojas e às plataformas em 2 de outubro, reunindo novas mixagens em estéreo e Dolby Atmos, gravações inéditas de estúdio, demos caseiras e um livro de 88 páginas com introdução de Paul McCartney. Produzida por Giles Martin e pelo engenheiro de som Sam Okell, a nova mixagem foi criada a partir das fitas originais de quatro canais. O projeto utilizou a tecnologia de “de-mixing” desenvolvida pela WingNut Films, empresa de Peter Jackson, usada anteriormente na produção do documentário “Get Back”. A edição Super Deluxe estará disponível em formatos 5 LPs e 4 CDs. O material inclui 24 gravações das sessões do álbum, sendo 20 takes inéditos e três demos caseiras de John Lennon nunca lançadas oficialmente. Entre os destaques estão versões iniciais de “Day Tripper”, “We Can Work It Out” e “Little Girl”, composição inédita de Lennon que nunca havia sido divulgada. Também serão lançadas edições em 2 LPs e 2 CDs com uma seleção das melhores demos e gravações de estúdio, além de versões convencionais em CD, LP, Blu-ray e vinil laranja. Lançado em 3 de dezembro de 1965, o fantástico RUBBER SOUL, marcou uma transformação na sonoridade dos Beatles. Gravado ao longo de quatro semanas, o disco incorporou instrumentos como cítara e harmônio, expandindo os limites do pop e antecipando a revolução psicodélica que marcaria o fim da década. O álbum reúne clássicos como “Drive My Car”, “Norwegian Wood (This Bird Has Flown)”, “Nowhere Man”, “Michelle”, “Girl” e “In My Life”. O livro que acompanha as edições deluxe traz ainda um prefácio montado a partir de declarações de John Lennon ao longo de diferentes fases de sua vida, incluindo reflexões feitas após o fim dos Beatles, além de fotografias raras, comentários faixa a faixa e bastidores da gravação do álbum. A reedição do fantástico RUBBER SOUL, sucede outras edições comemorativas lançadas pelo grupo nos últimos anos, como “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (2017), “The Beatles” (2018), “Abbey Road” (2019), “Let It Be” (2021), “Revolver” (2022) e “Anthology” (2025).
"C Moon"é uma canção pop escrita porPaul e Linda McCartneye interpretada peloWings. Foi lançada como um single de lado A duplo com"Hi, Hi, Hi" em 1 de dezembro de 1972. Alcançou o 5º lugar na parada do Reino Unido e, como "Hi, Hi, Hi" foi banida pela BBC,"C Moon" recebeu muita atenção nas rádios inglesas. Nos Estados Unidos, não apareceu em nenhuma das principais paradas musicais.
O título "C Moon" foi inspirado na letra da música "Wooly Bully" de Sam the Sham and the Pharaohs. McCartney disse: "Há um verso em [Wooly Bully] que diz: 'Let's not be L7'. Bem, L7, como foi explicado na época, significa um quadrado — junte L e 7 e você obtém um quadrado... Então pensei na ideia de juntar um C e uma lua (uma meia-lua) para obter o oposto de um quadrado, um círculo. Então 'C Moon' significa legal, em outras palavras". A gravação incluiu uma introdução com erro de sincronização que foi mantida na versão lançada.A música foi gravada na mesma época que "Hi, Hi, Hi", em setembro de 1972. A canção foi incluída nos álbuns de compilação de Paul McCartney All the Best! (1987), Wingspan: Hits and History (2001) e na edição deluxe de Wings (2025), e como faixa bônus no CD remasterizado de 1993 de Red Rose Speedway e também foi incluída no The 7" Singles Box em 2022.
Paul McCartney – vocais principais e de apoio, piano, corneta , palmas; Linda McCartney – vocais de apoio, pandeiro; Denny Laine – vocais de apoio, baixo; Henry McCullough – xilofone , corneta; Denny Seiwell – bateria; Heather McCartney – vocais de apoio; Mary McCartney – vocais de apoio.
"I Don't Want to Do It" foi escrita por Bob Dylan em 1968 e gravada por George Harrison, somente 17 anos depois, para a trilha sonora do filme “Porky's Revenge”, em 1985. Foi lançada como single nos Estados Unidos, e alguns outros países, inclusive o Brasil, tendo “Queen Of The Hop” com Dave Edmunds do lado B mas não conseguiu boas posições. A gravação de Dylan de "I Don't Want to Do It” sempre foi pouco lembrada e conhecida até que George Harrison gravasse em março de 1985. "I Don't Want to Do It” marcou a primeira nova gravação de Harrison em mais de dois anos, desde “Gone Troppo” de 1982. Harrison gravou em Los Angeles em novembro de 1984, com o produtor Dave Edmunds, que estava supervisionando contribuições musicais de um número de diferentes artistas para a trilha sonora do filme. O álbum com a trilha sonora foi lançado pela Columbia Records nos Estados Unidos em 18 de março de 1985, com um lançamento britânico seguinte, em 28 de junho. Como single,"I Don't Want to Do It” foi lançada nos EUA em 22 de abril. A versão do single distingue-se por um solo de guitarra no meio, enquanto o mix escolhido para o filme, apresenta um solo de órgão de Chuck Leavell. A demonstração da música, gravada antes das sessões principais em 1970 do álbum triplo de Harrison All Things Must Pass, pode ser encontrada em alguns bootlegs, como “Beware of ABKCO!”. Em 2009, a versão que aparece no filme foi remasterizada por Giles Martin e Dave Edmunds para inclusão no álbum “Let It Roll: Songs by George Harrison”.
"História de Um Homem Mau"(Ol' Man Mose), interpretada por Roberto Carlos, adapta a canção americana original para um contexto de faroeste brasileiro dos anos 1960. Diferente da versão dos Estados Unidos, que foca na morte de um velho solitário, a versão brasileira transforma a narrativa em um duelo típico de western, trazendo elementos de suspense e tensão. A letra apresenta um pistoleiro temido por sua frieza e violência: “Seu nome era temido / Sabia atirar bem / Seu gênio violento / Jamais gostou de alguém”. O personagem, acostumado a nunca ser desafiado, se vê diante de um novo oponente, e pela primeira vez sente medo, mostrando que até os mais temidos podem ser vulneráveis. O clímax da música acontece no confronto final ao pôr do sol, um cenário clássico dos filmes de faroeste. O desfecho, com a morte do homem mau, quebra o mito de invencibilidade e sugere que toda trajetória marcada pela violência tem um fim. A adaptação feita por Roberto Rei e gravada por Roberto Carlos reflete a influência do rock e da cultura pop ocidental na Jovem Guarda, usando a história do pistoleiro como metáfora para mostrar que ninguém é invencível e que a violência sempre encontra um limite. O tom da letra mistura tensão e uma lição moral, reforçando que, por mais temido que alguém seja, sempre pode surgir alguém mais forte ou corajoso. "História de Um Homem Mau" é a primeira faixa de um álbum cheio de sucessos, "Roberto Carlos Canta Para a Juventude", clássico de 1965.
“Eat At Home” foi um single de Paul e Linda McCartney lançada em vários países europeus em 1971, com 'Smile Away' no lado B e que também apareceu como a terceira faixa do lado 2 do álbum RAM do mesmo ano. A música, um ‘rockenrollzão’ no estilo Buddy Holly, apresenta PaulMcCartney nos vocais, baixo, harmonias, percussão e guitarra elétrica; Linda McCartney fazendo backing vocals; David Spinozza - guitarra e Denny Seiwell, bateria. Uma das faixas menos sutis de McCartney, “Eat At Home” é um rock relativamente simples: alguns acordes, poucas letras e uma melodia cativante que a torna uma das faixas mais acessíveis do álbum. Superficialmente, a música parece ser sobre a domesticidade que o casal encontrou ao fugir para sua fazenda na Escócia após a separação dos Beatles. No entanto, por baixo da camada externa da comida caseira existe um significado muito mais lascivo. “Eat At Home” é carregada de frases de duplo sentido, como “comer na cama” referindo-se ao início do relacionamento entre McCartney e Linda. Apesar de John Lennon ter criticado bastante muitas das músicas de RAM, achando que eram ataques velados a ele, admitiu publicamente que gostava bastante dessa música em particular. Mesmo sem ter sido lançada como single no Reino Unido ou nos EUA, foi lançada nesse formato em vários países europeus, América do Sul, Japão, Austrália e Nova Zelândia, alcançando o 7º lugar na Holanda e o 6º na Noruega. Mesmo nos EUA, “Eat At Home” recebeu consideráveis exibições de rádio sem ter sido lançada como single. “Eat At Home” foi a música de abertura da maioria dos shows da turnê Wings Over Europe de 1972.
"Roll On John" foi escrita e interpretada por Bob Dylan e aparece como a décima e última faixa de seu álbum de estúdio de 2012, Tempest. Como grande parte da produção de Dylan no século XXI, ele mesmo produziu a música usando o pseudônimo Jack Frost. Existe uma canção folclórica tradicional com o mesmo título que Dylan interpretou em 1962, mas a faixa em Tempest é uma canção original que presta homenagem a John Lennon, apresentando música e letra totalmente novas de Dylan. Dylan e John Lennon se conheceram em 1964 e seus caminhos se cruzaram diversas vezes entre então e o assassinato de Lennon em 1980. É provável, no entanto, que a origem específica de "Roll On John" tenha surgido de uma excursão pública de microônibus que Dylan fez pela casa de infância de Lennon em Liverpool, em 2009. Uma porta-voz da casa, que pertence ao National Trust, disse em uma entrevista que Dylan "poderia ter reservado uma visita guiada particular, mas ficou feliz em ir no ônibus com todos os outros". Ela também observou que Dylan, que aparentemente não foi reconhecido pelos outros 13 turistas no ônibus, "parecia estar se divertindo". O próprio Dylan mencionou a visita e o que aprendeu sobre a vida de Lennon com ela em uma entrevista à Rolling Stone em 2012 para promover Tempest. Na mesma entrevista, Dylan também lembrou que ele e sua banda "começaram a ensaiar" a música durante as passagens de som no final de 2011.
A ensolarada"This Is Love"foi composta porGeorge Harrisone Jeff Lynne. É a quinta música do excelente Cloud Nine, 11º álbum de estúdio de Harrison, lançado em novembro de 1987 e captura parte da essência dos Beatles. Também foi lançada como terceiro single do álbum, alcançando número 55 no UK Singles Chart. O Lado B era para ser "Handle with Care", uma colaboração entre Harrison, Lynne, Roy Orbison e Tom Petty gravada no estúdio de Bob Dylan em Santa Monica, Califórnia. Quando os executivos da distribuidora de Harrison - Warner Bros, ouviram a música, decidiram que era boa demais para ser lançada como lado B do single. Uma decisão que resultou na formação dos Traveling Wilburys, e seu primeiro álbum Traveling Wilburys Vol.1, com"Handle with Care", como faixa principal e single. O Lado B de "This Is Love" foi "Breath Away from Heaven", que também está em Cloud Nine. Em março de 1988, George fez um vídeo promocional para "This Is Love" em Hana, na ilha havaiana de Maui, onde ele tinha uma propriedade. Foi dirigido por Morton Jankel e a produção foi creditada ao Grupo A+R. Esse vídeoclipe raramente foi exibido na época, mas em 2004 apareceu no DVD de Harrison, Dark Horse Years, de 1976-1992, que estava disponível como parte da box set e também como um lançamento independente.
"The World Tonight" foi composta inicialmente como uma canção folk, sendo rearranjada com uma “roupagem” mais rock-and-roll. Segundo Paul McCartney, a música apresenta em sua letra uma coleção eleatória de pensamentos e ideias. Embora não tenha sido inspirada por qualquer motivo particular, "The World Tonight" fala dos paparazzi – fotógrafos caçadores de escândalos e poses indiscretas de personalidades. Rumores indicam a inclusão de uma mensagem subliminar ecológica na canção: “Save animal’s fur, Linda Eastman”(salve as peles dos animais – Linda Eastman). "The World Tonight" é a segunda faixa do sensacional álbum FLAMING PIE, lançado em 5 de maio de 1997.
Naquela tarde do dia 1º de agosto de 1971, um domingo, no centro do mundo, em Nova York, no Madison Square Garden, o clima era de muita expectativa. Afinal, o público americano não via um Beatle, ou ex-Beatle, ao vivo, pelo menos há 5 anos, desde o show do Candlestick Park. George Harrison, era o cara da vez, que não poupou esforços pela viabilização do projeto, e conseguiu uma boa cobertura da mídia. Na abertura do espetáculo, George "à paisana" conta como será o show. Depois de longos e intermináveis minutos da apresentação de Ravi Shankar e os indianos, o público pode ver o que realmente queriam ver há tantos anos, um Beatle. Ok. Haveria Dylan, haveria Clapton, haveria Ringo – mas todos estavam ali para ver George Harrison. Quando as luzes do Garden acenderam-se sobre ele, o George Harrison que a plateia viu, era um homem maduro, totalmente adequado a seu tempo, que tinha amadurecido, tornara-se religioso, e nem de longe, ou quase nada, lembrava aquele do tempo que os Beatles apareceram no Ed Sullivan alguns anos antes. Ele parecia um profeta, um messias, elegantemente vestido em um terno branco, botas brancas, uma guitarra Fender branca e uma vistosa camisa laranja, cor dos Hare Krishnas. Nas lapelas do paletó, um pequeno “OM” bordado. Estava cabeludo e barbudão. Sua religiosidade e a amizade com Ravi Shankar foram os fatores incentivadores e definitivos para o êxito desse que foi um dos maiores, e melhores concertos de rock de todos os tempos. Um belíssimo espetáculo em seu mais amplo significado. Harrison ataca com sua guitarra branca e o riff matador de um super hard rock - Wah Wah - um rock tão pesado como o fardo que carregou em seus derradeiros dias como Beatle. A música “Bangladesh” – lançada como compacto dois dias antes do show, no dia 30 de julho de 1971, narra exatamente como surgiu a ideia para o primeiro concerto beneficente da história do rock. Nessa época, George e Ravi Shankar estavam muito próximos. A religiosidade de Harrison também estava no auge. Com os olhos cheios de lágrimas, Ravi Shankar contou-lhe a história de Bangladesh, um país asiático rodeado quase por inteiro pela Índia, exceto a sudeste, onde tem uma pequena fronteira terrestre com Myanmar, país de origem de Ravi Shankar. Bangladesh vivia, e ainda sobrevive até hoje, flagelado pela fome e devastado pela guerra civil. Ravi Shankar pediu a George para que, juntos organizassem um show cuja renda seria toda revertida em prol daquele país. George topou na hora. Então, começaram a correr atrás de patrocínios e colaboradores. Tudo na base do amor e boa vontade. George convidou o maior número possível de amigos músicos para participarem, entre eles, os outros ex-Beatles. “Pode ser que não apareçam todos, mas se 10% deles vier, será ótimo. Hare Krishna”. Disse George. Apareceram Bob Dylan, Eric Clapton,Ringo Starr, Billy Preston, Leon Russel, Klaus Voorman, Jesse Ed Davis, Badfinger entre outros, além claro, do próprio George Harrison e Ravi Shankar e os indianos. John Lennon e Paul McCartney não apareceram. Diz a lenda que John até havia aceitado o convite, mas quando soube que George não queria Yoko Ono no palco, pulou fora. Paul simplesmente não quis porque estava processando os outros três e não queria que ninguém confundisse nada como uma possível reaproximação. Os dois shows ocorreram na tarde e na noite de 1 de agosto de 1971 no Madison Square Garden, em Nova York, e foram assistidos por mais de 40.000 pessoas. Foi o primeiro evento beneficente desse porte na história e arrecadou no total US$ 243,418.51. Dinheiro que foi que foi administrado pela UNICEF. As vendas do álbum e do DVD continuam a beneficiar o fundo de George Harrison para a UNICEF. “The Concert for Bangladesh” teve enorme repercussão pelo mundo inteiro. E também, muitos problemas envolvendo principalmente seu lançamento em disco. A Capitol, distribuidora da Apple, gravadora dos Beatles, queria lançar o álbum triplo por ter George Harrison sob contrato. Mas a outra grande atração do concerto foi Bob Dylan, do cast da Columbia. Esta então passou a reivindicar os direitos de lançamento. A pendência se arrastou por longos meses, sendo vencida pela EMI, proprietária da Capitol.
Esse showzaço, chegou a sair em vídeo e depois em DVD em edição não autorizada. Em 2004 foi lançada a versão definitiva, em DVD duplo. O primeiro disco traz o show completo, que foi exibido nos cinemas como um documentário dirigido por Saul Swimmer. O segundo vem com um documentário recente sobre a história do concerto, números musicais gravados durante a passagem de som e o show vespertino e o making of do filme e do disco, com depoimentos dos profissionais envolvidos.
O ponto mais alto do espetáculo é o final da apresentação da noite, na útima canção - Bangladesh - George se emociona, tira a guitarra e deixa o palco ovacionado. Os músicos continuam tocando sem saber o que deviam fazer. Um final perfeito e adequado para uma obra-prima dessa grandeza.
"Day After Day" é uma canção da banda britânicaBadFinger, de seu terceiro álbum Straight Up, de 1971. Foi compsta e cantada por um gênio de nome Pete Ham e produzida por George Harrison, que toca algumas das partes de slide guitar junto com Ham. A canção foi lançada como single e se tornou o maior sucesso de BadFinger, alcançando um valente 4º lugar nos Estados Unidos e o 10º no Reino Unido, conquistando o certificado de ouro da Recording Industry Association of America (RIAA). "Day After Day"também conta com Leon Russell ao piano. Como a música estava inacabada quando Harrison deixou o álbum do Badfinger para produzir o Concert for Bangladesh, a mixagem final foi feita por Todd Rundgren, que assumiu Straight Up após a saída de Harrison. Lançada como single nos EUA em novembro de 1971 (janeiro de 1972 em outros países), "Day After Day" tornou-se o single de maior sucesso do grupo naquele país, alcançando o 4º lugar na parada Billboard Pop Singles. Também alcançou o 10º lugar na parada de singles do Reino Unido em janeiro de 1972. Permanece uma das canções mais bonitas e conhecidas da banda, principalmente pelos solos de guitarra slide. Reconhecida pela crítica, recebeu o certificado de Ouro em março de 1972, tornando-se o primeiro e único single de ouro da banda. "Day After Day" alcançou o 10º lugar na parada Easy Listening da Billboard. O crítico da Classic Rock,Rob Hughes, classificou "Day After Day" como a melhor música de BadFinger, devido à "melodia inquestionável, vocais plangentes e sentimento apaixonado, bem como aos maravilhosos solo de slide".
Pete Ham – Vocals, violão, guitarra slide; Tom Evans – Backing vocals, baixo; Joey Molland – Backing vocals, violão; Mike Gibbins – bateria, percussão; e George Harrison – guitarra slide; Leon Russell – piano.
A ideia original era de McCartney, mas George Martin afirmou
que o triunfo final da vida dos Beatles como uma banda de gravação - o medley
de oito músicas que domina o lado 2 de Abbey Road - foi pelo menos parcialmente
dele. "Eu queria fazer John e Paul pensarem mais seriamente sobre sua
música", disse o produtor. "Paul era totalmente a favor de
experiências assim".McCartney, na verdade, liderou a primeira sessão para
aquela seção estendida do álbum - em 6 de maio de 1969, para "You Never GiveMe Your Money", sua ensolarada acusação a respeito dos pesadelos comerciais
da Apple Corps.
Lennon estava muito menos interessado no medley, embora
tenha contribuído com algumas de suas partes mais excêntricas, como a
zombeteira "Mean Mr. Mustard" e a rápida e sarcástica "Polythene Pam". Ele posteriormente descartou o conceito como "lixo"
na Rolling Stone, dizendo que "nenhuma das canções tinha nada a ver uma
com a outra, nenhum fio condutor, apenas o fato de que as colocamos juntas".
Ele estava certo em algum sentido. A sequência de 16 minutos
- variando de "Money" e o suspiro exuberante de "Sun King"
de Lennon para o fragmento de alma pesada de McCartney "She Came in
Through the Bathroom Window" e a doce canção de ninar"Golden
Slumbers"e fechando com a famosa sentença de McCartney em "The
End"("O amor que você leva / É igual ao amor que você faz") -
não tem qualquer conexão narrativa. Mas o medley de Abbey Road mostra os Beatles
amadurecidos no seu melhor: divertidos, gentis, amargos e assombrosamente unidos pela
música. Suas harmonias são arrebatadoras e complexas; as guitarras são
confiantes e cortantes. "Estávamos aguentando firme, apesar de tudo o que
estava acontecendo", disse McCartney com orgulho - uma referência às
pressões e diferenças que os separavam desde o Álbum Branco - "ainda
tínhamos um grande respeito um pelo outro, mesmo nos momentos mais terríveis".
Os Beatles gravaram o medley em vários momentos, fora de
ordem, durante as sessões de julho e agosto de 1969 para Abbey Road. "Mean
Mr. Mustard" era do início de 1968. A persistente histeria da Beatlemania
apareceu em "She Came in Through the Bathroom Window", inspirada por
uma fã mais empolgada. Mas o coração emocional da suíte eram as calamidades financeiras
que estavam consumindo toda a energia dos Beatles e prestes a leva-los à
falência. Lennon foi o personagem principal na contratação de Allen Klein, ex-
gerente de negócios dos Rolling Stones, para equilibrar os livros e o caos na
Apple Corps; McCartney queria que a banda contratasse Lee e John Eastman, pai e irmão de Linda. McCartney admitiu que "You Never Give Me Your
Money era eu atacando diretamente a atitude de Allen Klein para conosco -
só promessas, e nunca cumpridas". Posteriormente, em "Golden
Slumbers" e "Carry That Weight" (a primeira com versos copiados
de uma antiga canção de ninar publicada em 1603), McCartney voltou ao tema da
exaustão. "Geralmente sou bastante otimista", disse ele, "mas em
certos momentos as coisas me afetam tanto que simplesmente não consigo mais
estar otimista, e esse foi um desses momentos. 'Carregue esse peso por muito
tempo' - como para sempre". A alternância de solos de guitarra em "The End" nasceu
de um brainstorm da banda. Harrison achava que um break de guitarra daria um
bom clímax. Lennon sugeriu que ele, Harrison e McCartney trocassem links.
McCartney disse que iria primeiro. Vindo depois do solo de bateria de Ringo, o
revezamento bombástico - com Harrison no meio e Lennon no final - foram gravados
ao vivo em uma única tomada, uma última explosão de irmandade natural de uma banda á beira de sua separação. "Eu não sabia na época que era o último
disco dos Beatles que faríamos, mas parecia que estávamos chegando ao fim da linha". DisseHarrisonsobreAbbey Road. Ringo Starr afirmou: "Surgida das
cinzas e de toda a loucura, aquela última gravação foi uma das melhores coisas
que fizemos”.