quarta-feira, 14 de outubro de 2026
SUPERTRAMP - GOODBYE STRANGE - 1979 ⭐⭐⭐⭐⭐

"Goodbye Stranger" é uma canção da banda britânica Supertramp; foi escrita por Rick Davies, e apareceu pela primeira vez em seu sexto álbum de estúdio , Breakfast in America de 1979. A letra apresenta uma "visão otimista de um andarilho". A Billboard descreveu "Goodbye Stranger" como "uma música fluida de andamento médio, destacada pelos vocais quase em falsete da banda, teclados dominantes e uma forte linha melódica". A Cash Box disse que a música tem "vocais intrigantes e bem ritmados" de Rick Davies, e os "vocais de apoio agudos" de Roger Hodgson e "instrumentação alegre e espirituosa". A Record World disse que o "teclado/guitarra e o refrão proporcionam um efeito alegre de conto de fadas".

O crítico Nick DeRiso, da Ultimate Classic Rock, classificou-a como a quarta melhor música do Supertramp, chamando-a de "uma resposta sarcástica de Davies" que "mostra a predileção da banda pelo Wurlitzer (piano eletrônico)". Brett Milano, da UDiscover Music, classificou o solo de guitarra de Roger Hodgson no final da música como um dos 100 melhores de todos os tempos. Gary Graff, da Billboard, classificou "Goodbye Stranger" como a nona melhor música do Supertramp, dizendo que é "uma das melhores trocas entre os vocais de Davies e Hodgson" e tem um dos "solos de guitarra mais quentes" do Supertramp. Apesar de ter tido um sucesso limitado no Reino Unido, foi um grande sucesso em outros lugares, chegando ao Top 20 nos Estados Unidos e no Canadá, alcançando o 15º e o 6º lugar, respectivamente.
terça-feira, 13 de outubro de 2026
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
THE BEATLES - HELP! - O ÁLBUM AMERICANO ⭐⭐⭐

“Help!” foi o oitavo álbum dos Beatles lançado nos Estados Unidos pela Capitol Records em 13 de agosto de 1965, enquanto no Reino Unido foi em 6 de agosto de 1965. Ao contrário da versão inglesa, que apresentava as 7 músicas do filme no lado 1, e mais sete faixas no outro, a Capitol incluiu uma série de seleções de partituras orquestrais de Ken Thorne, executadas brilhantemente pela George Martin Orchestra. Esta versão - que também inclui a incrível introdução “Jamesbondeana” à faixa-título, também pode ser encontrada na box Capitol Albums Vol. 2. O álbum americano rapidamente alcançou o número 1 na parada de álbuns da Billboard e lá permaneceu por nove semanas. Vendeu de mais de um milhão de dólares na primeira semana e acabou vendendo mais de três milhões de cópias, o que foi três vezes o valor do álbum americano anterior dos Beatles, "Beatles VI".
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A trilha sonora do segundo filme dos Beatles inclui as novas músicas compostas para o filme, além da música incidental tocada pela George Martin Orchestra. Quando Help! foi lançado nos EUA, muitos fãs ficaram incomodados ao notar que, apesar da embalagem cara e luxuosa (capa dupla), o disco tinha apenas sete faixas dos Beatles. As fotos dos quatro Beatles na capa foram reordenadas com negligência, de modo que a mensagem de sinais soletra a expressão absurda "H-P-E-L!". Além disso, o título da penúltima faixa do lado 2 é grafado na capa como "You're Gonna Lose That Girl" - o que não acontece em outras versões.

LADO UM: (The James Bond Theme)*; Help!; The Níght Before; (From Me To You Fantasy)*; You've Got To Hide Your Love Away; l Need You; (In The Tyrol)*.
LADO DOIS: Another Girl; Another Hard Day's Night*; Ticket To Ride; (The Bitter End/You Can't Do That; You're Going To Lose That Girl; (The Chase)*.
*The George Martin Orchestra.
TOM PETTY AND THE HEARTBREAKERS - FEEL A WHOLE LOT BETTER ⭐⭐⭐⭐⭐

Em 1988, Tom Petty tornou-se membro da família Wilbury. Parte essencial do supergrupo Traveling Wilburys, que ainda contava com George Harrison, Bob Dylan, Roy Orbison e Jeff Lynne. Os Wilburys lançaram o seu primeiro álbum no final de 1988 e o seu som tornou-se modelo para a carreira-solo de Petty a partir de então. Full Moon Fever, foi produzido pelo genial criador da Electric Light Orchestra - Jeff Lynne, com o apoio dos Heartbreakers. O álbum possui um som limpo e está cheio de harmonias vocais brilhantes, teclados e guitarras e até hoje ainda é considerado um disco admirável, atraente e imprescindível em qualquer discoteca de Classic Rock. Full Moon Fever é o primeiro álbum solo de estúdio de Tom Petty, lançado em 24 de abril de 1989 pela MCA Records. Apresenta contribuições de membros de sua banda, Tom Petty and the Heartbreakers, especialmente Mike Campbell, bem como Jeff Lynne, Roy Orbison (que morreu antes de seu lançamento) e George Harrison, colegas de banda nos Traveling Wilburys. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Full Moon Fever se tornou um sucesso comercial e de crítica, alcançando a 3ª posição na Billboard 200 dos EUA e sendo certificado 5 x platina nos Estados Unidos e 6 x platina no Canadá.

"I'll Feel A Whole Lot Better" foi originalmente gravada pelos Byrds em 1965. A excelente versão de Tom Petty como "Feel a Whole Better" é um dos destaques em seu Full Moon Fever. A versão de Petty foi lançada como o quarto single do álbum e alcançou o número 18 na parada americana US Rock.
domingo, 11 de outubro de 2026
WE ALL LIVE IN A YELLOW SUBMARINE 😀

Houve um tempo em que Pepperland não existia. Nem o Almirante Fred, nem o Maligno Azul, nem Jeremy. Também não havia o Mar do Tempo e nem o Mar de Buracos. Nada. O que existia eram os Beatles e o atroz desejo de se superar a cada criação, mostrando ao mundo inúmeras e inovadoras possibilidades.

A primeira vez que o mundo ouviu falar em um “Submarino Amarelo” foi em 1966, quando os Beatles lançaram o álbum “Revolver” e simultaneamente, num compacto simples (duplo lado A) que trazia “Eleanor Rigby” do outro lado. O Submarino Amarelo fez sucesso por onde passou! Inclusive no Brasil. A música foi basicamente criada por Paul, creditada à dupla Lennon e McCartney, claro, e todos colaboraram com boa vontade, e desde quando foi criada, a ideia era que fosse para Ringo cantá-la. Um vocal fácil, apoiado por um refrão marcante, backing vocals altos e um arsenal de efeitos sonoros dos mais diversos. Foi também a primeira vez que a voz de Ringo foi ouvida em um single. Esse single foi número 1 em todas as paradas do Reino Unido e Estados Unidos, e manteve-se em número 1 por quatro semanas. Ganhou um Prêmio Ivor Novello "pelo maior número de cópias de um único compacto" em 1966. "Yellow Submarine" foi criada por Paul McCartney pensando em criar um tema totalmente infantil. "Uma “canção de brinquedo”. Durante o processo de criação, fumando maconha e tocando violão junto com Donovan, apareceu “Sky of blue and sea of green, in a yellow submarine”. Yeah, baby! Ali estava a chave que encerrava sua ideia e ligaria o motor do Submarino Amarelo. George Martin, que havia trabalhado anos com trilhas de comédias e programas humorísticos, cuidou de tudo na parte dos “efeitos especiais”. Em 1996, as regras das composições pop já não interessavam mais, e os Beatles puderam se dar ao luxo de quebrar essas regras. A escolha de palavras curtas já foi pensando no que seria mais facilmente memorizado por crianças. No dia da gravação, o estúdio nº 2 de Abbey Road era uma festa só: Alf Bicknell (motorista) arrastava correntes, Brian Jones batucava com um copo e John Lennon assoprava em um canudo para fazer bolhas num balde. Mal Evans e Neil Aspinall assaltaram o almoxarifado velho do estúdio e trouxeram sinos de navio, correntes, sinos de mão do tempo da guerra, apitos, buzinas, latas, máquinas que imitam sons de vento e de tempestades e até uma banheira que foi enchida com água. Marianne Faithfull e Pattie Harrison também estavam lá para chacoalhar tudo que podia fazer barulho. Paul improvisou a voz do capitão que dava as ordens aos marinheiros. Para se ter uma ideia, o sucesso de “Yellow Submarine” foi tão grande ou maior que o do outro lado do compacto, nada menos que “Eleanor Rigby”. Não demorou muito e logo alguém apareceu com a ideia da música se tornar um filme.

Os Beatles tinham contrato com a United Artists para fazer outro filme, mas não estavam com um pingo de saco! Na verdade não tinham gostado muito de fazer Help! e os críticos haviam massacrado Magical Mystery Tour, então por que se dar ao trabalho, quando tinham tantas outras coisas, pessoas e planos em sua vida? Estariam ficando mimados, inflados demais, achando tudo chato? Talvez, um pouco de cada. Por outro lado, sentiam-se presos a compromissos e empresas que haviam feito fortuna com eles, como a United Artists e a Northern Songs,que os tinham sob contratos que eles haviam assinado eras atrás, quando não sabiam nem para onde iriam e o que poderiam querer fazer. Então, quando a ideia de uma animação surgiu, um desenho baseado numa brincadeira de uma música infantil que já tinham feito, “Yellow Submarine” e no qual não teriam de atuar, eles concordaram. A princípio os fãs pensaram que suas vozes reais iriam ser usadas, mas no final as falas dos Beatles eram dubladas por atores. “Yellow Submarine”, o filme, foi lançado em julho de 1968, mas o LP saiu apenas em janeiro de 1969.

Eles só fizeram quatro músicas novas para o filme e o disco. Mesmo assim, ficava a sensação de que eram sobras consideradas abaixo do nível dos álbuns e singles anteriores. As outras músicas do filme eram antigas, como “When I’m Sixty Four”. O lado 2 do LP foi preenchido com a trilha sonora instrumental da animação, composta e orquestrada por George Martin. O filme acabou sendo sucesso entre fãs e críticos, sendo hoje considerado pioneiro no campo da animação; até os Beatles acabaram achando realmente bom. O disco, no entanto, comparado com todos os tesouros do Álbum Branco, era decepcionante; quase parecia um engodo ter sido lançado como se fosse de músicas novas dos Beatles. Derek Taylor fez o texto da contracapa, parecia que nem ele estava com disposição para o trabalho. Escreveu que se chamava Derek, nome dado por sua mãe, e que lhe pediram que escrevesse um texto para o álbum, mas na verdade não tinha nada de novo a dizer sobre os Beatles. Em vez disso, estranhamente reproduziu a resenha do Álbum Branco escrita por Tony Palmer. Que tampouco era nova, tendo já aparecido no Observer.
THE BEATLES - ALL TOGETHER NOW ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

A alegre, curta e cativante “All Together Now” foi gravada durante o período do Magical Mystery Tour, mas permaneceu inédita até ser incluída para a trilha sonora de Yellow Submarine. Foi lançada como single somente em 1972 em países europeus como França e Alemanha, com "Hey Bulldog" do lado B. “All Together Now” foi escrita no estúdio, em maio de 1967, sendo Paul o autor principal. Foi concebida como mais uma canção infantil ao estilo de “Yellow Submarine” e John mais tarde ficaria encantado ao saber que torcidas de futebol na Inglaterra a cantavam. O interesse renovado pela infância por causa das experiências com drogas significou que cantigas, personagens de histórias em quadrinhos e canções de ninar começaram a influenciar o trabalho dos Beatles. A folclorista Iona Opie, editora do Dicionário Oxford de cantigas infantis, acreditava que os versos de sonoridade familiar se inspiravam mais numa memória compartilhada daquelas melodias do que em uma específica. “Não consigo distinguir nenhuma influência em particular ao ouvir “All Together Now”, disse ela. “Tem tantas rimas com ABC e outras em contagem como one, two, three, four, Mary at the cottage door...’ que soam parecidas. A canção parece ter saído do inconsciente coletivo”. Paul confirma que a via como parte da tradição das canções infantis (“É uma música para organizar a brincadeira”), mas também jogava com o duplo sentido: “All Together Now” tanto podia ser um convite a todos para cantarem juntos quanto um slogan político pela união dos povos. Paul Horn se lembra deles cantarem a música enquanto estavam na Índia, mas, em vez de “H, I, J, I love you”, cantavam “H, I, Jai Guru Dev” em homenagem ao Maharishi.

“All Together Now” foi gravada pelos Beatles em Abbey Road no dia 12 de maio de 1967. Foi produzida por Paul McCartney e teve Geoff Emerick como engenheiro. Está disponível apenas nos álbuns Yellow Submarine e Yellow Submarine Songtrack. Paul McCartney: vocais, violão, baixo e palmas; John Lennon: vocais, violão, ukulele, gaita e palmas; George Harrison: vocais de apoio e palmas; e Ringo Starr: vocais de apoio, bateria, pratos de dedo e palmas.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
domingo, 20 de setembro de 2026
ELVIS PRESLEY - YOU DON'T HAVE TO SAY YOU LOVE ME

“You Don't Have To Say You Love Me” - é uma versão em inglês para uma canção italiana chamada "Io che non vivo (senza te)" e foi escrita por Pino Donaggio e V. Pallavacini em 1964 e lançada pela primeira vez por Pino Donnagio no mesmo ano. A versão em inglês aconteceu em 1966 por Vicky Wickham e Simon Napier-Bell, especialmente para a cantora inglesa Dusty Springfield. Essa canção também foi gravada e lançada em 1970 por Elvis Presley no álbum “Elvis - That's The Way It Is”. Elvis a executou em vários shows nos anos 70. Com o passar dos anos “You Don't Have To Say You Love Me” ganhou o status de uma das mais belas canções de amor do século XX. Aqui, a gente confere a melhor de todas as versões, inigualável com o Rei Elvis. Absolutamente SENSACIONAL!
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
PAUL McCARTNEY - THE NEW WORLD TOUR - 1993 (The Definitive Edition) ⭐⭐⭐⭐⭐

Em 1993, Paul McCartney e sua banda embarcaram na turnê The New World Tour, que durou quase o ano inteiro e percorreu quase o mundo todo. Essa seria a última turnê de McCartney por nove anos, após sua esposa e companheira de banda, Linda McCartney, ter sido diagnosticada com câncer de mama em 1995 e falecido em 1998, aos 56 anos. A turnê tinha como objetivo promover o nono álbum de estúdio de McCartney, Off the Ground. Apesar de ter lançado três álbuns ao vivo nos três anos anteriores (Tripping the Live Fantastic, Tripping the Live Fantastic: Highlights! e Unplugged), a turnê foi seguida pelo álbum ao vivo Paul Is Live, composto por material retirado da The New World Tour. No entanto, o lançamento não foi bem recebido pelo público, tornando-se o álbum ao vivo de McCartney com as menores vendas. Mas que é legal, É!
BOBFEST 1993 - UMA NOITE INESQUECÍVEL! ⭐⭐⭐⭐

Em outubro de 1992, uma enorme festa foi preparada para a comemoração dos 30 anos de carreira do Mr. Tambourine Man. “Bob Dylan – The 30º Anniversary Concert Celebration” foi o álbum duplo gravado ao vivo no Madison Square Garden no dia 16 de outubro de 1992 e contou com a participação de alguns dos maiores nomes da música de todos os tempos: George Harrison, The Band, Mary Chapin Carpenter, Johnny Cash, June Carter, Rosanne Cash, Tracy Chapman, The Clancy Brothers, Eric Clapton, Sheryl Crow, Richie Havens, Levon Helm, Chrissie Hynde, Jim Keltner, Al Kooper, Kris Kristofferson, Roger McGuinn, John Mellencamp, Willie Nelson, The O'Jays, Tom Petty & the Heartbreakers, Lou Reed, Stevie Wonder, George Thorogood, Eddie Vedder, Don Was, Jim Weider, Johnny Winter, Stevie Wonder, Ron Wood e Neil Young, entre outros."The 30º Anniversary Concert Celebration” foi o sexto álbum gravado ao vivo por Bob Dylan e lançado em 24 de agosto de 1993. O megashow foi apelidado carinhosamente por Neil Young de “Bobfest” logo no início de sua apresentação. O discão alcançou a 40ª posição nas paradas dos EUA e ganhou disco de ouro.
Apesar de todos esses gigantes famosos e do aniversariante (claro), a grande expectativa era se George Harrison apareceria, pois sua presença ainda não estava confirmada. George apareceu e tocou dois números solo - "If Not For You" (Dylan) e a fantástica "Absolutely Sweet Marie" (Dylan) e participou de outros dois com toda a rapaziada - "Knockin on Heavens Door" (Dylan) e "My Back Pages" (Dylan). Uma noite inesquecível!
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
PAUL McCARTNEY - FIRST STAR OF THE NIGHT - 2026

“First Star of the Night” é a 12ª faixa do álbum “The Boys Of Dungeon Lane”, lançado em maio de 2026. Esta música foi escrita durante um dia de folga da turnê na Costa Rica, quando "choveu torrencialmente", arruinando os planos para uma estadia ensolarada. McCartney chega a comentar sobre a chuva audível no início da canção, antes que ela se transforme em uma música sobre (obviamente) uma noite mais clara. "A primeira estrela da noite é sempre algo especial quando você a vê — sempre me dá um pouco de esperança" - Paul McCartney. A doce e melódica canção acústica enfatiza: "Eu sei que meu pequeno mundo ainda está bem, ao ver a primeira estrela surgir a cada noite". Paul McCartney: Violão, baixo, bateria, guitarra elétrica, percussão de papel, produtor, pandeiro e vocais.
JOHN LENNON AND BOB DYLAN, LONDON, 1966

Em maio de 1966, John Lennon e Bob Dylan haviam se tornado os únicos candidatos sérios ao recém-criado título de "Porta-voz de uma Geração". No auge de suas capacidades criativas, cada um dos dois buscava se libertar de suas próprias reputações, criando músicas sem precedentes. Dylan, que havia expandido a própria definição de canção pop com "Like a Rolling Stone" em julho do ano anterior, acabara de concluir o extenso álbum duplo Blonde On Blonde. O inovador Revolver, dos Beatles, só seria lançado no final do verão, mas as gravações começaram semanas antes com "Tomorrow Never Knows", de Lennon, uma faixa que misturava letras filosóficas com toques psicodélicos e uma produção ousada e inovadora. As únicas imagens conhecidas de Dylan e Lennon juntos foram filmadas durante este ano fantasticamente produtivo. Mas, em vez de registrar um encontro artístico de altíssimo nível, a câmera capturou os delírios incoerentes de duas estrelas do rock visívelmente chapadas, passeando por Londres no banco de trás de uma limusine com motorista.
A cena foi filmada em 27 de maio de 1966 pelo diretor D.A. Pennebaker como parte de "Eat the Document", uma sequência de seu documentário de 1965, Don't Look Back, que havia narrado a primeira turnê de Dylan pela Inglaterra. O músico estava insatisfeito com a abordagem em preto e branco do filme anterior e optou por dirigir ele mesmo o novo documentário da turnê. Essa segunda passagem pelo Reino Unido provou ser ainda mais agitada do que a do ano anterior, graças ao uso controverso de sua guitarra elétrica, que provocou um alvoroço danado. Mas, em vez de se concentrar nessas performances eletrizantes e momentos de bastidores, Dylan filmou cenas surreais improvisadas com membros de sua equipe.
Uma dessas imagens mostrava Dylan e John Lennon passeando pelo Hyde Park, em Londres, em 27 de maio de 1966, depois de uma noite na casa do Beatle nos arredores da cidade. Enquanto Bob Neuwirth, associado de Dylan, cuidava do som, Pennebaker filmava.
“Eles tinham uma relação engraçada desde o início”, lembrou o cineasta em uma entrevista de 1999 para a revista Gadfly. “Nessa cena em particular, era como se estivessem tentando inventar algo para mim que fosse divertido de alguma forma, mas ao mesmo tempo estavam fazendo isso um para o outro”. Pessoas menos benevolentes chamariam o diálogo de um balbucio incompreensível sob efeito de drogas. Dylan, em particular, estava em péssimo estado. “Não era exatamente uma conversa”, diz Pennebaker. “Dylan estava tão fora de si e em um estado tão terrível que, depois de um tempo, acho que ele não sabia o que estava dizendo”. Completamente desprovido de lógica, o diálogo se desenrola como uma rotina de comédia dadaísta que precisa ser vista para ser acreditada, mas nunca totalmente compreendida. Eles abordam o motivo pelo qual os ingleses derrotaram Hitler na Segunda Guerra Mundial (resposta: o Rio Tâmisa), a saudade de casa, jogos de beisebol e figuras da cena musical contemporânea – incluindo The Mamas and the Papas, Johnny Cash, um grupo inglês de folk-rock chamado Silkie e os próprios companheiros de banda de Lennon.
PAUL McCARTNEY - NO MORE LONELY NIGHTS - 1984
Paul McCartney compôs "No More Lonely Nights" em 1984 como a principal faixa da trilha sonora para o filme que ele próprio escreveu, dirigiu e atuou: "Give My Regards to Broad Street" (Mande minhas lembranças para Broad Street), que tem a participações de Ringo Starr, Linda McCartney, Barbara Bach, Bryan Brown, Ralph Richardson e Tracey Ullman no elenco. O filme, na época, foi tão ou mais massacrado pela crítica que "Magical Mystery Tour" dos Beatles em 1967 (também idealizado por Paul). A baladona poderosa conta com o fantástico solo de guitarra de David Gilmour do Pink Floyd que, anos depois voltaria a colaborar com Paul no fantástico Run Devil Run. "No More Lonely Nights" liderou de assalto as paradas de sucesso, inclusive no Brasil, chegando direto ao primeiro lugar, onde permaneceu por mais de quatro semanas seguidas. Se o filme foi um tremendo fracasso comercial nos cinemas, a trilha sonora foi de arrasar. Além de apresentar esta nova música ao público, McCartney fez novas leituras para algumas de suas melhores músicas com os Beatles e também com os Wings. "No More Lonely Nights" foi indicada aos prêmios "Golden Globe Award" e "Bafta Film Award" como a mais original canção de trilha sonora para filmes. Um sucesso esmagador e sem igual.
ERIC CARMEN - ALL BY MYSELF - 1975 ⭐⭐⭐⭐⭐

"All by Myself" é uma canção do cantor e compositor americano Eric Carmen, lançada pela Arista Records em dezembro de 1975 como o primeiro single do álbum de estreia homônimo de Carmen. O verso é baseado no segundo movimento (Adagio sostenuto) do Concerto para Piano nº 2 em Dó menor , Op. 18 , do compositor russo Sergei Rachmaninoff, de 1900-01. O refrão é inspirado na canção "Let's Pretend", que Carmen escreveu e gravou com os Raspberries em 1972. O solo de slide foi executado pelo guitarrista de estúdio Hugh McCracken. "All by Myself" alcançou o segundo lugar na Billboard Hot 100, tornando-se o maior sucesso de Carmen na parada pop. Infelizmente, em 10 de março de 2024, Eric Carmen falecido enquanto dormia aos 74 anos. Nenhuma causa ou local da morte foi divulgado na ocasião.
sábado, 15 de agosto de 2026
TRAVELING WILBURYS - TRUE STORY - 1988
'The True History of The Traveling Wilburys' foi filmado na primavera de 1988, enquanto a banda gravava 'Vol. 1' em Los Angeles e inclui imagens filmadas por Nelson Wilbury (Harrison). Ao tentar explicar como os Wilburys se uniram originalmente, George Harrison disse uma vez: "O problema dos Wilburys para mim é que - se tivéssemos tentado planejá-lo, ou se alguém tivesse dito, vamos formar essa banda e incluir essas pessoas - isso nunca aconteceria, é impossível. Aconteceu completamente, apenas por mágica, apenas pelas circunstâncias. Talvez houvesse lua cheia naquela noite ou algo parecido. Foi realmente uma coisinha mágica."
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
THE BEATLES - BECAUSE - 1969 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐
"Because" foi composta por John Lennon, e lançada no álbum Abbey Road em 26 de setembro de 1969. É a segunda música do lado 2, atrás de "Here Comes The Sun" de George e antes de "You Never Give Me Your Money", de Paul. Como sempre, creditada a Lennon e McCartney, a gravação começou no dia 1 de agosto e foi concluída no dia 5. Foi produzida por George Martin e teve como engenheiros Geoff Emerick e Phil McDonald. John Lennon canta o vocal principal e toca guitarra; Paul McCartney canta e toca baixo; George Harrison canta e toca o sintetizador Moog. Ringo Starr estava presente durante as gravações, mas a sua participação, que se limitou a fazer a marcação do andamento, não foi registrada. George Martin participou tocando um modelo de espineta (espécie de cravo).
THE BEATLES - BECAUSE - SENSACIONAL!!!
YOKO ONO - WALKING ON THIN ICE - 1981

"Walking on Thin Ice" é uma música de Yoko Ono, lançada em fevereiro de 1981. Ela e John Lennon concluíram a gravação da música em 8 de dezembro de 1980. Foi ao retornarem do estúdio de gravação para o Dakota, que Lennon foi assassinado por Mark David Chapman. Lennon estava segurando uma fita com a mixagem final da música antes de ela ser masterizada quando ele foi baleado. "Walking on Thin Ice" foi um sucesso comercial e de crítica para Yoko. O trabalho de guitarra de Lennon na faixa, que ele gravou em 4 de dezembro de 1980, foi seu último ato criativo. De acordo com o produtor Jack Douglas, Lennon usou sua famosa Rickenbacker 325 Capri de 1958 da era dos Beatles para gravar todas as partes da guitarra.

Mais de um ano depois, no início de fevereiro de 1981, "Walking on Thin Ice" foi lançada como single e se tornou o primeiro sucesso de Ono nas paradas, alcançando a posição 58 nos EUA e ganhando grande popularidade em clubes/underground. O single foi lançado em 20 de fevereiro de 1981 no Reino Unido e alcançou a posição 35 nas paradas. A recepção da crítica foi favorável: a NME classificou-a em 10º lugar entre as melhores faixas do ano de 1981. A letra fala da imprevisibilidade da vida e da morte - de "jogar os dados ao ar" - e chega à conclusão: " quando nossos corações voltarem às cinzas, será apenas uma história...". A própria Yoko Ono dirigiu um videoclipe para "Walking on Thin Ice", lançado em fevereiro de 1981, apresentando imagens dela na Times Square e no Central Park de Nova York, intercaladas com vídeos de arquivo dela e de John Lennon.
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"Walking on Thin Ice" também é o nome de uma compilação dos trabalhos de Yoko Ono de 1971/85, lançada pela Rykodisc em 1992.
THE BEATLES – ONLY A NORTHERN SONG ⭐⭐⭐⭐⭐

“Only a Northern Song” é uma canção dos Beatles que aparece no filme e no álbum Yellow Submarine de 1969, escrita e cantada por George Harrison. A base da faixa foi gravada em 13 de fevereiro de 1967, com overdubs adicionados posteriormente. Originalmente, a faixa deveria aparecer no álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, mas foi rejeitada. De acordo com o engenheiro de som dos Beatles, Geoff Emerick, a música foi deixada de fora do álbum porque o grupo achou que ela não combinava com as outras músicas. Tendo uma letra que faz referência ao próprio autor, uma forma musical não convencional e instrumentação pouco usual, incluindo trompetes distorcidos, um órgão com reverb, sinos e guitarras distorcidíssimas, esta é uma das músicas mais psicodélicas dos Beatles.

Ao longo da música, Paul McCartney toca trompete, assim como os outros Beatles tocam instrumentos de percussão tais como sinos e tímpanos. Um mellotron também pode ser ouvido em algumas partes. Uma versão editada e ligeiramente acelerada sem os overdubs (apenas órgão, bateria, baixo e vocal) foi lançada no Anthology 2 em 1996, com uma tomada vocal diferente contendo alguma variação na letra. Como a música foi feita com duas tomadas separadas tocando em sincronia, a mixagem original, monofônica, só foi lançada em 1999, quando uma versão remixada da faixa foi lançada no álbum Yellow Submarine Songtrack.

A letra mostra o descrédito de Harrison com a própria música, concluindo cada verso com a frase "It's only a Northern song" ('É apenas uma canção do Norte'), que ele explicou se referir tanto à cidade natal dos Beatles, Liverpool, que fica no norte da Inglaterra, como à companhia de publicações Northern Songs. A música às vezes é interpretada como uma zombaria à Lennon/McCartney, fazendo referência às letras e músicas psicodélicas que os dois faziam na época, e como uma reação às atitudes de menosprezo de Lennon e McCartney com as composições de Harrison, com ele cantando indiferentemente "It doesn't really matter what chords I play / What words I say or time of day it is / As it's only a Northern song" ('Não importa realmente que acordes eu toque / Que palavras eu diga ou que hora do dia é / Já que é apenas uma canção do norte').

Em seu livro "The Beatles - Gravações Comentadas & Discografia Completa", Jeff Russel diz o seguinte: "Esta faixa parece refletir o descontentamento de George Harrison com o projeto. A letra se compõe de comentários breves, ligados ao que pode ser considerado livremente como uma canção, e o título é uma cutucada sarcástica na editora musical Northern Songs - que detinha os direitos das músicas dos Beatles. O fundo instrumental é formado por uma cacofonia que remete a "Tomorrow Never Knows" e "Revolution 9", e a bateria de Ringo e o baixo de Paul são quase que seus únicos elementos musicais. O órgão da introdução é harmônico, mas se perde em meio às contínuas intervenções e interrupções de instrumentos fora de tom".
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