segunda-feira, 8 de abril de 2013

PAUL McCARTNEY - NINETEEN HUNDRED & EIGHTY FIVE

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No segundo semestre de 1973, Paul McCartney e o que restava de seu Wings (Linda McCartney e Denny Laine) partiram para Lagos, na Nigéria, para gravar um novo álbum. A escolha do local não teve muito segredo: o ex-beatle pegou uma lista dos estúdios da gravadora EMI ao redor do mundo e selecionou um. Ele chegou até a considerar o Rio de Janeiro. Chegando lá, tudo deu errado: o estúdio não estava pronto, Paul e Linda foram assaltados e perderam as demos do disco no qual estavam trabalhando. E, um belo dia, o poderoso chefão da música local apareceu para dar uma prensa em McCartney.

A épica “Nineteen Hundred and Eighty Five” (ou simplesmente 1985) foi composta em Campbell Town, Escócia e escolhida para finalizar o álbum “Band On The Run” em grande estilo. Esta composição, iniciada por McCartney no Rude Studio, na Escócia, começou mais ou menos com Martha My Dear. A faixa, em princípio, era apenas um instrumental utilizado com o objetivo de aparfeiçoar sua técnica ao piano. Por muito tempo, Paul deixaria a canção inacabada, apenas com o verso “No one was left alive in nineteen hundred and eighty Five” (Ninguem foi deixado vivo em mil novecentos e oitenta e cinco).

O gran finale de “1985”, entretanto, se destaca graças ao minucioso trabalho de orquestração executado Por Tony Visconti. O arranjo deu à canção toda a potencialidade imaginada por Paul em sua composição. Seu final lembra um pouco o acorde final de A Day In The Life. Na gravação, Paul McCartney tocou contra-baixo, piano, guitarra-solo, piano elétrico, percussão e bateria; Denny Laine toca guitarra-elétrica e Linda fica no mini-moog. A faixa foi gravada nos estúdios da EMI, em Lagos, e no A.I.R. Studio, em Londres.

O SONHO DE JOHN LENNON VIRA REALIDADE?

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Martin Luther King Jr. foi um dos expoentes da luta pela igualdade racial nos Estados Unidos. Harvey Milk lutou pelos direitos dos gays norte-americanos. Daniel Pearl foi um dos grandes jornalistas de sua época. John Lennon é reconhecidamente um mártir da paz mundial, bem como Yitzhak Rabin, ganhador do Nobel da Paz de 1994. Todos eles morreram. Todos eles foram assassinados. A Publicis Kaplan Thaler ressuscitou estes nomes - e outros como Anne Frank, a garotinha que relatou os horrores do nazismo em seu diário - para uma campanha que comemora os 100 anos da ADL (A Liga Anti Difamação). Para ilustrar a ideia de um mundo sem ódio, o vídeo mostra os ativistas citados acima ainda vivos nos dias de hoje. Tudo isso ao som de "Imagine", de John Lennon. O ex-beatle foi assassinado por um idiota em 1980. Yoko Ono cedeu, gentilmente, os direitos da canção do marido para a campanha, assim como os familiares de todas as pessoas presentes no vídeo. De acordo com a agência localizada em Nova York, o projeto vem se desenrolando há quase um ano, mas apresentação veio na hora ideal. No último dia 19, terça-feira, os assassinos do jornalista Daniel Pearl foram presos e na sexta-feira, 22, o presidente Barack Obama vai visitar túmulo de Yitzhak Rabin.

MARCO FELICIANO: "DEUS MATOU JOHN LENNON!"

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Um novo vídeo de um culto evangélico presidido pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) começou a ganhar espaço nas redes sociais desde a noite deste domingo. Publicado ontem, o vídeo mostra Feliciano comentando sobre a morte do ex-Beatle John Lennon, um dos maiores nomes da cultura pop de todos os tempos. Segundo a versão de Feliciano, Lennon teria sido morto a tiros após ter afrontado Deus em algumas de suas declarações. “John Lennon um dia chegou diante das câmeras, bateu no peito e disse: ‘Os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo’ - Jesus não é pop star como ele, mas sim o mestre de uma grande religião”, disse Feliciano. Em seguida, ele citou outra declaração que o músico teria dado, que teria sido o estopim para a “vingança divina” sobre Lennon. “John Lennon estava olhando para as câmeras e disse: 'Nós Beatles somos uma nova religião’. A minha bíblia diz que Deus não recebe esse tipo de afronta e fica impune”, completou. Seguindo a sua linha de raciocínio, Feliciano relacionou o atentado cometido por um fã do ex-Beatle a uma providência divina, que culminou na morte de John Lennon. “Passou algum tempo depois desta declaração, está ele (Lennon) entrando em seu apartamento, quando ele abre a porta e escuta alguém chama-lo pelo nome, ele vira e é alvejado com três tiros no peito. Eu queria estar lá no dia em que descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: ‘me perdoe John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho e esse é em nome do Espírito Santo", falou o pastor, enquanto os fiéis ovacionavam a pregação de Feliciano. Em um último trecho do vídeo, completamente exaltado, Feliciano diz que “ninguém afronta Deus e sobrevive para debochar”. Pela gravação, não é possível identifica a data do culto. John Lennon foi morto ao ser atingido por quatro tiros na noite do dia 8 de dezembro de 1980, quando voltava para o apartamento onde morava em Nova York, no edifício Dakota, em frente ao Central Park. O músico foi abordado por um rapaz que durante o dia havia lhe pedido um autógrafo em um LP Double Fantasy em frente ao Dakota. Mark David Chapman, um fã dos Beatles e de John, disparou cinco tiros com revólver calibre 38, dos quais quatro acertaram em John Lennon. Por volta das 9h desta segunda-feira, o vídeo tinha mais de 60 mil visualizações e mais de mil comentários. Muitos deles de fãs dos Beatles e de John Lennon, que criticaram a atitude do pastor. “Esse cara é ridículo! Alegrando-se com a morte de uma pessoa”, disse o internauta Cristiano Santana. Opinião compartilhada por Felipe Fernandes, que postou após ver o vídeo: “Mais um fanático religioso, incitando guerra, ódio e destruição entre as pessoas. Religião, religião, religião”. Defensores de Feliciano, como a internauta Andréa Simphoroza, também se manifestaram, concordando com a teoria do pastor. “Em nenhum momento ele disse que Deus matou esse cara. Mais (Sic) ele tem toda razão. Ninguém zomba de Deus e fica impune”, disse. As imagens geraram mais uma discussão nas redes sociais entre simpatizantes e opositores ao pastor Marco Feliciano. Desde que foi eleito para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara (CDH), o parlamentar tem sido alvo de diversos protestos que o acusam de racista e homofóbico. Apesar da pressão popular e política, Feliciano garante que não vai deixar o cargo.

domingo, 7 de abril de 2013

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BOM DOMINGO, BEATLE PEOPLE!!!
 

RAVI SHANKAR & GEORGE HARRISON - UMA AMIZADE ILUMINADA

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Se Ravi Shankar ainda caminhasse sobre a terra, estaria completando hoje 93 anos. Ele nasceu em 7 de abril de 1920 e deixou esse mundo em 11 de dezembro de 2012. Ravi Shankar, teve influência direta na música dos Beatles, nos Beatles e consequentemente em toda uma geração. Em homenagem a ele, a gente confere novamente o belíssimo texto, escrito pelo nosso querido amigo Valdir Junior (publicado aqui, em 26 de fevereiro de 2012, bem antes do falecimento de Ravi Shankar) sobre a amizade de dois homens, mestre e discípulo. Ravi Shankar e George Harrison. Abração em todos. HARE KRISHNA!!!

Foi durante as filmagens do filme Help! em 1965, que George Harrison teve contato com a música e a filosofia da Índia. Naquele mesmo ano, durante a turnê pelos USA que os Beatles estavam fazendo, ele ouviu o nome de Ravi Shankar ser mencionado diversas vezes.

Com a carreira musical iniciada em 1944, Ravi Shankar, nascido em 07/04/1920, era muito conhecido por ser um excelente tocador de Sitar (foi aluno do mestre Allauddin Khan), compositor, arranjador e foi um dos primeiros músicos indianos a percorrer o mundo apresentando um repertório de música clássica do Norte da Índia. Mas seu reconhecimento fora da Índia só era dado dentro dos círculos das salas de concerto da Europa e América, sendo que a popularização desse tipo de música só foi ocorrer no início dos 60’s, quando músicos de Jazz começaram a estudar a música da Índia e a utilizar elementos dela em suas composições.

Um desses músicos foi o saxofonista John Coltrane (1926-1967), que incorporou a música e o estudo da religião Hindu em sua vida e, por conseqüência, em sua própria música (vale muito apena conhecer o disco de Coltrane de 1965 “A Love Supreme“). Coltrane trocou correspondência com Shankar e chegou a encontrá-lo numas das viagens aos Estados Unidos. Coltrane até deu o nome de “Ravi” a um de seus filhos (o hoje famoso saxofonista Ravi Coltrane) em homenagem a Shankar.

No mundo da música Pop, os músicos David Crosby e Roger McGuinn também estavam escutando e estudando os discos de Ravi Shankar e até usando alguns elementos em suas músicas, mais notadamente no disco 5th Dimension, principalmente na música Eight Miles High. E foram eles que falaram do indiano para o Beatle, que foi atrás de um disco e então entrou de vez nesse mundo que já o havia fisgado durante as filmagens de Help. E como aconteceu com John Coltrane, a vida e a música de George Harrison mudaram e com ela também o Rock e o Pop. A principio George Harrison comprou uma Sitar bem barata numa loja de artigos indianos chamada Indiacraft, em Londres. Começou a tentar tirar algum som dali e a pedido de John Lennon a utilizou pela primeira vez na gravação da música Nowergian Wood do disco Rubber Soul de 1965.

Obstinado como era, George mergulhou fundo na música e na filosofia Hindu e depois de muitas tentativas e grandes expectativas, finalmente foi apresentado a Ravi Shankar em 1966. E ali começou uma amizade que seria levada pela vida inteira dos dois e que também mudaria o cenário do Rock, influenciando muitos músicos mundo afora a descobrir a música indiana, dando início àquilo que mais tarde seria chamado de “World Music”. Em 1966, após o último show, os Beatles tiraram férias. George e sua esposa Pattie foram para Índia estudar Sitar com o mestre e conhecer melhor a cultura e o povo indiano, assim como os “Yogis” do Himalaia. Ravi Shankar era o guia do casal e aos poucos foi percebendo que sua relação com o Beatle foi se transformando de aluno para amigo e depois quase como um filho.

Após passar alguns anos estudando Sitar, lá pelos idos de 68, George Harrison chegou à conclusão de que nunca seria um verdadeiro tocador de Sitar, pois já havia encontrando milhares melhores que ele na Índia. Conscientizou-se de que na verdade era um músico Pop e que havia negligenciando a guitarra durante um bom tempo. A partir dali sua música passou a ser menos indiana na forma, mas a influência dela pode ser percebida por toda sua obra. E a amizade dos dois se consolidava a cada dia. Pode-se considerar que a parceria musical de George Harrison e Ravi Shankar teve seu início no álbum Wonderwall, de 1968, apesar do indiano não ter participado das gravações. Os músicos que acompanharam Harrison foram indicados por Ravi Shankar e a influência do estilo ficou marcada no álbum.

Com o famoso Concert for Bangladesh os dois puderam trabalhar mais de perto e apesar de muito criticada a primeira parte do Show com Ravi Shankar é uma das mais legais do show. Ali era perceptível todo o sentimento de humildade de George perante Ravi Shankar e os demais músicos indianos que estavam no palco. No mesmo mês do Show, foi lançado pela Apple um EP de Ravi Shankar com as músicas: Joy Bangla e Oh Bhaugowan / Raga Mishri Jhinjhoti, produzidas por George Harrison. No final do ano saiu pela Apple a trilha sonora do filme/documentário Raga, sobre a música do Norte da Índia. O disco também foi produzido por George Harrison e era um projeto dos dois que vinha desde 1967. É neste filme que há aquela famosa cena de George recebendo ao ar livre uma aula de Ravi Shankar (Recentemente esse filme saiu em DVD lá fora e vem junto com ele a trilha para download).

Em 1973 foi lançado aquele que seria o último disco de Ravi Shankar a sair pela Apple, Ravi Shankar & Ali Akbar Khan - In Concert 1972 , co-produzido por George, Phil Mcdonald e Zakir Hussain. Nesse período George e Ravi estavam em Los Angeles gravando o disco Shankar Family & Friends, apresentando dessa vez uma abordagem mais “Pop” usando tanto músicos ocidentais (participações de Ringo Starr, Klaus Voormann, Jim Keltener), como músicos indianos. Desse disco saiu a música “I Missing You” de Ravi Shankar, que se tornou um grande sucesso nas rádios na época. No disco ela recebe duas versões, uma mais “pop ocidental” e outra mais “indiana”. A curiosidade é que cada um preferiu uma versão e para não descontentar ninguém, o disco saiu com as duas versões pela novíssimo selo Dark Horse de George em 1974. Ravi Shankar também participou da malfadada Dark Horse Tour de 74 pela America, mas desta vez o público não gostou de sua participação e nem do esquema do show com várias intervenções de música indiana no meio de músicas que um George Harrison parecia não estar muito a vontade a tocar.

O próximo trabalho em conjunto foi Ravi Shankar's Music Festival from Índia. Dessa vez o projeto que George tinha desde 1967 que era baseado e inspirada numa composição para orquestra de Instrumento Indianos que Ravi havia criado por volta de 1964 para All Índia Radio , George trouxe todos os músicos para sua casa em Friar Park e gravou o disco em seu estúdio assim como os ensaios para os concertos que estavam agendados por vários países para o lançamento do disco em 1975. Nos anos seguintes a parceria fonográfica dos dois ficou em um hiato, mas não a amizade. Em 1987 Ravi Shankar lançou o disco Tana Mana e algumas faixas foram gravadas e produzidas nos estúdios do George Harrison que tocou autoharp. Após o lançamento do disco Coud Nine em 87 e em seguida de vários projetos como Traveling Wilburys, shows no Japão com Eric Clapton e o Beatles Anthology, George Harrison encontrou tempo para produzir, em 1996, uma caixa de 4 Cds em comemoração aos 75 anos de Ravi Shankar: Ravi - In Celebration.

Durante a produção da caixa os dois resolveram trabalhar num projeto de Ravi Shankar sobre cânticos em sânscrito das escrituras Hindus. O disco se chama Chants of Índia e foi gravado em duas sessões.

Após a morte de George Harrison, Ravi Shankar participou e ajudou junto com sua filha Anoushka Skankar, a preparar toda a 1° parte com a orquestra de músicos indianos para o Concert For George, para o qual ele compôs a música Arpan em homenagem ao seu aluno/amigo/filho. Em 2010 em comemoração aos 90 anos de Ravi Shankar e a amizade dele com George ,Olivia Harrison lançou uma caixa: Ravi Shankar & George Harrison – Collaborations , com os 3 discos gravados por Ravi para a Dark Horse Records (Shankar Family & Friends , Shankar's Music Festival from Índia e Chants of Índia) mais um DVD: Live at The Royal Albert Hall do disco Music Festival From India e um livro com depoimentos dos dois e também um belíssimo texto sobre a música da Índia.

Para aqueles que acham que a música indiana é chata, maçante, difícil e etc, posso dizer que sim, ela é difícil, mas se você tiver paciência e vontade de conhecer melhor outro universo musical muito diferente do que estamos acostumados no nosso dia a dia, você vai encontrar a música que, na pior das hipóteses, vai fazer você relaxar um pouco, e quem sabe entender um pouco mais dessa música que conseguiu mudar e influenciar um inglês, nascido em Liverpool e que adorava tocar Rock and Roll com sua guitarra e que mudou a música junto a mais três amigos, naqueles, hoje já um pouco distantes anos 60. E também levou a ter uma amizade de uma vida inteira com um indiano 23 anos mais velho que lhe mostrou um novo caminho a seguir e para viver em paz consigo mesmo e com o mundo. Um Abraço a Todos e Hare Krishna. Valdir Junior - São Paulo – Fev 2012

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ERIC CLAPTON - UNPLUGGED - 1992

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No dia 16 de janeiro de 1992, Eric Clapton gravou no Bray Studios, na cidade de Berkshire, Inglaterra, sua apresentação para o programa MTV Unplugged, para uma plateia de 300 convidados; o show foi exibido em 11/03/1992, batendo o recorde de audiência do programa e o álbum com as músicas seria lançado em agosto e ganharia o prêmio Grammy de “Album of the Year”. “Eric Clapton – Unplugged” inclui tanto o hit single "Tears in Heaven" como uma versão retrabalhada e fortemente acústica de "Layla". Clapton recebeu seis prêmios Grammy pelo álbum: Gravação do Ano, Álbum do Ano, Canção do Ano, Melhor Performance Pop Vocal Masculina, Best Rock Vocal Performance Masculina e Melhor Canção de Rock. "Tears in Heaven" ganhou três dos seis prêmios. O álbum alcançou o número 1 na Billboard 200, e recebeu disco de diamante pela RIAA por vender mais de 10 milhões de cópias nos Estados Unidos. Em 2000 a revista Q colocou “Eric Clapton – Unplugged” como número 71 em sua lista dos 100 melhores álbuns britânicos em todos os tempos. Clapton apresentou o show na frente de uma pequena plateia em 16 de janeiro de 1992, no Bray Film Studios. O fantástico guitarrista usou um violão Martin 000-42 por quase todo o show. Em 2004, o violão foi arrematado por 791.500 em um leilão.

"Tears in Heaven" tornou-se o carro-chefe do álbum. A belíssima balada escrita por Eric Clapton e Will Jennings sobre a dor que Clapton sentiu após a morte de seu filho de quatro anos, Conor, que caiu de uma janela do 53º andar em Nova York, em 20 de março de 1991. Clapton chegou no apartamento logo após o acidente, e ficou visivelmente perturbado por meses. Esta canção se tornou mais uma de suas marcas registradas e foi um dos maiores sucessos de sua carreira.

THE BEATLES - RAIN - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!

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THE BEATLES - STRAWBERRY FIELDS FOREVER

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JOHN LENNON - BE MY BABY - DEMAIS!

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Em fevereiro de 75, a vida do velho John Lennon não andava nada fácil, e um novo problema veio à tona, quando um álbum chamado "John Lennon Sings Great Rock´n´Roll Hits - Roots" foi lançado pelo pequeno selo Adam VIII sem a autorização de Lennon. Tratava-se do disco que John vinha gravando desde 73 com antigos rocks. O álbum surgiu de um acordo de Lennon com Morris Levy, dono de uma editora musical que detinha os direitos sobre a obra de Chuck Berry e que acusara Lennon de plagiar uma das músicas de Berry, todavia, ao entregar as fitas do álbum para que Levy escutasse, este acabou lançando o disco sem autorização. A EMI processou Levy e antecipou o lançamento do álbum "Rock´n´Roll", único trabalho não autoral de John, produzido por ele e Phil Spector, que contou com as participações especiais do violonista Jose Feliciano e de Nino Tempo no saxofone. O disco continha os rocks que influenciaram John em sua adolescência como "Slippin´and Slidin´" de Little Richard, "Be-Bop-A-Lula" de Gene Vincent e "Peggy Sue" de Buddy Holly. Apesar do lançamento pirata, "Rock´n´Roll" chegou aos dez mais das paradas de sucesso nos dois lados do Atlântico. Para promover o disco, John lançou o vídeoclipe do single "Stand By Me" (com "Move Over Ms. L", de sua autoria, no lado B). ROOTS foi retirado das lojas e Levy ainda pagou uma grana preta pra Lennon. O LP tinha uma capa horrorosa! Mas o grande destaque ficou por conta de “BE MY BABY” de Phil Spector, que não apareceu em "Rock´n´Roll".
Originalmente, "Be My Baby" é uma canção gravada pelas Ronettes, lançada como single em agosto de 1963. Produzida por Phil Spector, que compôs a música junto com Jeff Barry e Ellie Greenwich, é frequentemente citada como a personificação final da técnica de produção apelidada “parede de som” criada por Spector. "Be My Baby" é uma das músicas mais conhecidas e mais duradouras de sua época, aparecendo sempre com destaque em inúmeras listas de músicas consideradas “the best” . Em 2004, a canção foi listada em nº 22 pela revista Rolling Stone em “As 500 melhores músicas de todos os tempos”. Também é reconhecida como uma das músicas mais influentes de todos os tempos pelas revistas Pitchfork , NME e Time. Brian Wilson declarou "Be My Baby" é o maior registro pop gravado em todos os tempos! Agora, a gente confere a versão original gravada por “The Ronettes” e produzida por Spector. Abração a todos!
FAÇA UM COMENTÁRIO!!! AAAHHHHHHHHHHHH!

PAUL McCARTNEY - RETURN TO PEPPERLAND

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A divertida canção “Return to Pepperland” faz parte do disco "Return To Pepperland - The Unreleased 1987 Album". Esse disco vale ouro para os colecionadores e todos deveriam ter. É tido como um dos melhores e mais raros “não-oficiais”de Paul McCartney. As canções foram gravadas entre 1984 e 1987 (algumas com produção de Phil Ramone). Muitas delas permanecem inéditas até hoje, enquanto outras (mais notavelmente "Beautiful Night") foram regravadas. Outras, foram lançadas em lados B de singles anos depois, todas de autoria de Paul, exceto” P.S. Love Me Do”, de Lennon & McCartney e “Don’t break The Promise”, de Paul McCartney & Eric Stewart. Esse disco é realmente excelente e merece lugar de honra em qualquer estante de colecionador. A capinha é feinha, mas vale à pena.

THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT - SENSACIONAL!

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No dia 5 de abril de 1964, Richard Lester captura os Beatles filmando a cena de abertura de “A Hard Day´s Night” (aquela famosa em que George e Ringo tropeçam e caem de verdade!) em Boston Place em Londres. Mais tarde, outras cenas são filmadas na Estação Marylebone. Fonte: http://thebeatlesdiary.blogspot.com.br
 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

OS BEATLES SÃO OS REIS DA PARADA!!!

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No dia 4 de abril de 1964, os Beatles já reinavam absolutos e dominavam os Estados Unidos completamente. Eles ocupavam as 5 primeiras posições da parada da Billboard (um recorde imbatível até hoje). Também se tornaram os únicos artistas a conquistarem três números 1 consecutivos: "Can't Buy Me Love" sucedeu "She Loves You," que sucedeu "I Want to Hold Your Hand".
Nº 1 – Can´t Buy Me Love
Nº 2 – Twist And Shout
Nº 3 – She Loves You
Nº 4 – I Want To Hold Your Hand
Nº 5 – Please Please Me

quarta-feira, 3 de abril de 2013

THE BEATLES - IT'S ONLY LOVE

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Como John compôs "It's Only Love" como uma faixa animada, cheia das rimas e imagens cliché, não surpreende que as pessoas achem que a música não condiz em nada com sua personalidade. A letra descreve como sua garota "ilumina sua noite" e, ainda assim, o deixa nervoso. O problema do narrador é, simplesmente, estar apaixonado. É uma das várias músicas dos Beatles que John dizia que realmente detestava. "Sempre tive vergonha dela por causa da letra abominável", ele disse em 1969.Todas as músicas de que John se arrepende de ter escrito foram condenadas por ele, não pela melodia, mas por causa das letras, que lhe pare¬ciam não expressar nenhum sentimento real. Nesse caso, as deficiências da canção podem ter sido resultado da pressão de criar as músicas necessárias para o lado B do disco “Help!”. "It's Only Love" deve ter sido a primeira (e inocente) incursão de John em uma letra sobre expansão da consciência (a música começa com as palavras "I get high", ou "eu fico doidão". A guitarra solo com som trêmulo é resultado de mais experimentações de George com o pedal de volume/tom. Ele só alcançaria o domínio perfeito da técnica em "Yes It Is". George Martin e sua orquestra gravaram a composição como uma música instrumental usando o título provisório original de John, "Thats A Nice Hat", mesmo antes de John compor a letra.

THE BEATLES - LOVELY RITA - METER MAID

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Vários anos depois de "Lovely Rita" ter aparecido em Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, a guarda de trânsito Meta Davies exigiu sua imortalidade se autoproclamando a inspiração para a música. Em 1967, a zona de trabalho de Meta, então com 46 anos de idade, incluía a área de St. John's Wood em Londres, onde se situavam os estúdios Abbey Road e a casa de Paul McCartney. Um dia, no início do ano, ela multou o Beatle. "O carro dele estava estacionado em um parquímetro com o tempo esgotado. Eu tinha que emitir uma multa de, na época, 10 xelins. Eu tinha acabado de colocar o bilhete no para-brisa, quando Paul veio e o retirou. Ele olhou para o papel e viu minha assinatura, que mostrava meu nome todo, pois havia outra M. Davies na mesma unidade. Quando ele estava indo embora, virou-se para mim e disse: 'Nossa, seu nome é mesmo Meta?'. Disse a ele que sim. Conversamos por alguns minutos, e ele disse: 'Este seria um bom nome para uma música. Você se importaria se eu o usasse?'.E foi isso. Lá se foi ele." Seguindo a vibe de paz e amor de 1967, McCartney mudou sua concepção original de "Lovely Rita": "Eu estava pensando que aquela deveria ser uma música sobre ódio, mas então pensei que seria melhor amá-la". E depois explicou: "Eu já tinha tomado muitas multas de estacionamento, então a graça era imaginar que em uma das vezes eu havia me dado bem... A música, de algum modo, tornava os guardas de trânsito figuras divertidas em vez de aterrorizantes, e era uma maneira de dar o troco". Os guardas de trânsito existem desde a década de 1960 na Inglaterra, mas era a terminologia usada nos Estados Unidos que fascinava McCartney. "A expressão 'moça do parquímetro' era tão americana, que me atraía, e, para mim, uma 'moça' era sempre algo sexy: 'Moça do parquímetro. Ei, vem checar meu parquímetro, querida'. Era assim que eu via a coisa". Ele imaginou um aspecto um pouco pervertido da personagem, ela poderia ser "esquisitinha também, como um militar, com uma bolsa a tiracolo". A música resultante foi uma sátira bem-humorada, a história de um homem tentando se livrar de uma multa de estacionamento usando seu charme. McCartney, é claro, não se lembrava do incidente a que Meta se referia. "A música não se baseou em uma pessoa real, mas, como acontecia muitas vezes, foi reivindicada por uma moça chamada Rita [sic] que era guarda de trânsito e que, ao que parece, me deu uma multa, e isso chegou aos jornais. Acho que foi mais uma questão de coincidência: qualquer uma que se chamasse Rita e tivesse me dado uma multa pensaria: 'Sou eu!'. Eu não pensei 'nossa, aquela mulher me deu uma multa, vou escrever uma música sobre ela'; não era assim que as coisas aconteciam." Embora Meta tenha declarado não ser fã dos Beatles, alguém próximo a ela era. "Minha filha ficava esperando do lado de fora dos estúdios Abbey Road para vê-los." Ela se aposentou como guarda de trânsito em 1985, emitindo sua última multa próximo ao famoso estúdio.
Fonte do texto: "Músicas & Musas" de M. Heatley & F. Hopkinson

terça-feira, 2 de abril de 2013

IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON

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JOHN LENNON - WOMAN

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No início de abril de 1984, Yoko Ono foi condenada a pagar 2.524.809 dólares ao produtor Jack Douglas por seu trabalho em “Double Fantasy”. O tribunal também determinou que o produtor recebesse royalties pelo recém-lançado “Milk And Honey”.

THE BEATLES - MAGICAL MYSTERY TOUR

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OS ÁLBUNS VERMELHO E AZUL COMPLETAM 40 ANOS

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No dia 2 de abril de 1973, a Capitol lançou nos EUA as famosas coletâneas “The Beatles 1962-1966” e “The Beatles 1967-1970”. A foto do segundo disco, tirada em 1969 como uma nova versão da capa de “Please Please Me” seria usada originalmente no LP “Get Back” que acabou mudando de nome e capa.
Apesar de passados três anos desde Let It Be (maio/1970), o novo lançamento dos Beatles compensou a espera. E não era apenas um LP, mas quatro, uma compilação dos maiores sucessos selecionados por eles próprios, e embora o lançamento tenha sido planejado para combater o volume crescente de antologias piratas, os discos são excelentes. Os dois álbuns (com dois LPs cada) como o título sugere, acompanha a história dos Beatles, do primeiro compacto, “Love Me Do”, de 1962, a “Let It Be”, de 1970. Todos os sucessos que chegaram ao número 1 nas paradas foram incluídos (o que significa o lado A de todos os compactos) e uma boa seleção de músicas de Lennon e McCartney, Harrison ou Ringo Starr de todos os seus LPs. As capas dos dois álbuns duplos têm fotografias dos Beatles tiradas no mesmo local com um intervalo de oito anos. São assinadas pelo fotógrafo Angus McBean.

DYONELIO MACHADO - OS RATOS - MUITO BOM!

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Muitos são os motivos que colocam “Os ratos” entre os melhores textos da literatura brasileira do nosso século. Apontado por Mário de Andrade e por Guimarães Rosa como um dos mais importantes prosadores de sua época, Dyonelio Machado revela neste livro toda a mestria de um grande escritor. Contando a história de um homem simples, Naziazeno Barbosa — envolvido em uma dívida que tem com o leiteiro de sua rua —, o texto nos coloca em contato com uma aflição fundamental. Dividido entre a necessidade e o compromisso ético, Naziazeno passa por uma verdadeira via-crúcis para tentar obter o dinheiro. Depara-se então com uma série de situações e personagens que revelam de maneira crua o quanto a força do dinheiro interfere nas relações entre as pessoas. Escrito ao longo de apenas vinte noites, Os ratos foi consagrado com o Prêmio Machado de Assis, em 1935, e desde então tornou-se referência obrigatória da nossa literatura. Ao terminar de ler esta história, você certamente entenderá por quê.
Nascido em Quaraí, no Rio Grande do Sul, em 21 de agosto de 1895, Dyonelio Machado formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre (1929), especializando-se em psiquiatria. Dois anos antes, publicara seu primeiro livro, “Um pobre homem”, dando início à carreira de escritor. Dedicou-se também ao jornalismo e à militância política, sendo eleito deputado estadual pelo Partido Comunista Brasileiro. Com a Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, o Partido foi cassado e o deputado Dyonelio, preso. Outras prisões se repetiriam durante o Estado Novo. No intervalo entre uma e outra, Érico Veríssimo lhe sugeriu escrever um romance para um concurso de repercussão nacional. Em menos de um mês o texto ficou pronto, mas foi no cárcere (novamente) que o autor soube que o romance encomendado, "Os ratos", recebera o prémio Machado de Assis de 1934. A publicação, no ano seguinte, trouxe notoriedade a Dyonelio que mesmo assim permaneceu preso até 1941, quando abandonou a política militante. Em 1942 publicou “O louco do Cati”, outra grande obra. Novos romances, porém, só foram editados muitos anos mais tarde, nas décadas de 60, 70 e até 80. Passaram despercebidos ao público e à crítica até 1979, quando o escritor recebeu o devido reconhecimento. Dyonelio Machado morreu em 19 de junho de 1985, na cidade de Porto Alegre, onde residia.
Quando o senhor começou a se dedicar à literatura?
Eu já estava na Escola de Medicina quando isso aconteceu. E aconteceu como um relâmpago: escrevi um livro polémico (“A política contemporânea”, publicado em 1923), onde eu metia o pau no governo de então. Mas com base, porque nunca fiz nada que não tivesse base. Alguns, inclusive, reconhecem essa qualidade em mim. Eu tiro do ar a poesia, a imaginação, mas tudo tem base real, e isso eu creio muito importante em termos de literatura.
E como nasceu “Os ratos”, seu livro mais famoso?
A história se passa em um dia. Eu o escrevi em vinte noites - num dezembro, durante um verão maravilhoso -, após terminar meu trabalho como médico. O que eu escrevia de noite ia passando para a minha mulher ler. Todo o livro estava muito claro para mim, porque eu havia passado nove anos pensando nele, nove anos pensando nesse livrinho. Então eu saía para atender os doentes, no hospício onde eu era médico e nos dois hospitais onde também trabalhava, e, após tudo isso, ia para casa e começava a escrever. Uma mocinha que era empregada da Livraria Globo, a principal de Porto Alegre, me foi indicada pelo Érico Veríssimo para datilografar o trabalho. Num dia, eu levava uma folha manuscrita e pegava uma datilografada, e assim o trabalho ia avançando. Numa dessas vezes ela perguntou: "Escute, doutor, o Naziazeno vai ser feliz?" - o Naziazeno é o personagem central. Eu lhe respondi: "Leia tudo, que você vai ver". Foi assim que eu descobri que “Os ratos” era um romance.
Em 1935, o senhor recebeu o prémio Machado de Assis. Como foi isso?
Quando eu escrevi “Os ratos”, hesitei em mandar para o concurso da Academia, mas acabei mandando. Eu soube da premiação, quando estava preso, incomunicável, no porão de um navio estacionado no porto de Santos. Apesar disso, teve um sujeito que conseguiu me avisar do prémio.
O senhor foi político, psiquiatra, escritor; em quais destes papéis mais se realizou?
Eu não me considero realizado em nada.
Qual dos seus livros lhe agrada mais?
Primeiramente, eu vou pra qualquer dos meus livros negaceando - vocês conhecem esse termo gaúcho? Eu vou perguntando: "Será que eu leio?". Aí, eu vou lendo, lendo, e no final digo pra pobre da minha esposa: "Olha, esse livro é bom!". E ela aguenta essa minha opinião sobre meu livro! Agora, veja bem: pra mim, ou tudo presta ou tudo não presta. É muito melhor que o leitor faça a escolha.
E a crítica, como o senhor a vê?
A crítica entende como quer. Não há crítica boa ou má. A crítica é um momento, às vezes do próprio ledor, outras vezes pelo que está vigorando como escola etc. A crítica é tremendamente subjetiva. Veja só: Camões fez aquela coisa maravilhosa, que é Os Lusíadas, e depois vieram uns alunos de Coimbra e fizeram modificações, fizeram alterações sem sentido. De modo que a crítica para mim só tem um valor: polemizar! Mas a crítica é boa quando aponta coisas.
Até 1970, o senhor era pouco conhecido no Brasil todo. Mas, a partir daí, todo mundo tomou conhecimento de Dyonelio Machado. Como o senhor vê isso?
Eu temo que essa coisa fique muito grande e depois caia. Isso tem que vir devagar, às colheradas. Um cidadão, que havia ido a um sebo comprar um livro antigo, certa vez me perguntou: "Mas por que os seus livros estão sendo procurados?". Eu respondi: "Foi porque eu morri". Então ele me disse: "Ah, deixe disso!". Eu retomei. "Foi morte sim, porque somente depois de morto o escritor foi reconhecido”. Há várias mortes, e me pegaram para uma delas.
E essa morte é boa?
Não há morte boa. Mas, veja, eu falo de coisas simbólicas. Existem muitas coisas estranhas que têm o valor de coisas reais. Toda a vida se faz assim, não é? Eu acho que todos nós somos simbolistas: nós não somos nós, somos uma imagem de nós. Toda poesia é fundamental, mesmo na prosa mais prosaica.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A MELHOR CAPA DO BAÚ DO EDU - 1º DE ABRIL!

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No dia 1º de abril de 2012 – Dia da Mentira - O Baú do Edu se superou! Fiz uma imagem para o topo do blog belíssima, onde reproduzia uma capa fictícia do New York Times com a seguinte manchete: “WELCOME BACK BEATLES! – Depois de mais de 10 anos separados, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, confirmaram ontem em uma entrevista coletiva, que se reunirão para um espetacular show em San Francisco”. A capa trazia a data de 9 de outubro de 1981, dia do aniversário de Lennon (quase exatamente 1 ano depois de ter sido assassinado). Trazia ainda fotos dos quatro àquela época e outras pequenas manchetes como: “Yoko Ono disse: Oh, não!”; “Jimmy Carter já confirmou sua presença” e “Poderia ser no Candlestick Park?”. Absolutamente sensacional! Por isso, hoje, 1 ano depois, publico novamente essa mentira que todos nós gostaríamos que fosse verdade! Abração a todos!

APERTEM OS CINTOS: VEM AÍ O WINGS OVER AMERICA REMASTERIZADO!

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O álbum triplo de 1976, “Wings Over America”, remasterizado, será o próximo lançamento de Paul McCartney para 2013. Apertem os cintos e preparem os bolsos: a edição de luxo com nada menos que 6 CDs deve custar uma pequena fortuna! O filme-concerto rock show também será lançado em DVD pela primeira vez, como parte da reedição de luxo ou como um lançamento independente (ou ambos). A reedição da extensa discografia de Paul McCartney começou no final de 2010 com Band On The Run. Em 2011, “McCartney” e “McCartney II” foram reeditados e no ano passado foi a vez do álbum “RAM” de 1971. O relançamento de “Wings Over America”, está previsto para o final de maio.

Não deixem de conferir a postagem “WINGS OVER AMERICA - O VÔO MAIS ALTO DE PAUL McCARTNEY” – publicada em 20 de abril de 2012: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/04/wings-over-america-o-voo-mais-alto-de.html
 

JOHN & PAUL - THE LAST PHOTOGRAPH

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No dia 1º de abril de 1974, em Santa Monica, na California, foi tirada a última foto em que John e Paul aparecem juntos durante o que ficou conhecido como “fim-de-semana-perdido”. A foto foi tirada por Dougal Butler, assistente pessoal de Keith Moon (The Who) que também pode ser visto em outras fotos da mesma sequencia. Absolutamente imperdível a mega postagem “MAY PANG - "O FIM DE SEMANA PERDIDO” – publicada em 25 de setembro de 2012:
http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/09/may-pang-o-fim-de-semana-perdido.html

ALFRED LENNON - PAI DE JOHN

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Também no dia 1º de abril, só que de 1976, morreu na Inglaterra Alfred "Freddie" Lennon, pai de John. Dias antes, John lhe enviara um telegrama dizendo “melhore logo papai”. Alfred tinha câncer. (Fonte: http://thebeatlesdiary.blogspot.com.br). Não deixem de conferir a excelente postagem “OS PAIS DOS BEATLES”, publicada originalmente em 12 de agosto de 2012: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/08/os-pais-dos-beatles-feliz-dia-dos-pais.html
 

SGT. PEPPERS AUTOGRAFADO LEILOADO POR US$ 290.500

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Um exemplar autografado do disco dos Beatles "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" foi leiloado pelo valor recorde de 290.500 dólares, informou a revista The Hollywood Reporter. O disco com a assinatura dos integrantes do quarteto foi arrematado na noite de sábado por um comprador anônimo na empresa de leilões Heritage Auctions, com sede em Dallas, nos Estados Unidos. Acreditava-se que o disco seria vendido a 30.000 dólares, acrescentou. O disco teria sido autografado pelos Beatles em junho de 1967, quando foi lançado ao mercado. O recorde anterior para um disco autografado do quarteto de Liverpool era de 150.000 dólares; pagos por um exemplar de "Meet the Beatles".

COM AMOR, PARA PAUL & LINDA McCARTNEY

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Uma carta escrita por John Lennon e enviada para Paul e Linda McCartney, será leiloada, informou o site da revista NME. A mensagem, datada de 1971, depois do anúncio do fim dos Beatles, deve alcançar o valor de £40 mil, em um leilão online da Profiles In History, no dia 30 de maio. Os mesmo negociadores venderam uma carta de Lennon para Eric Clapton, no ano passado. Em boa parte da carta, o ex-Beatle tenta fechar uma parceria com o guitarrista. "Nós dois passamos pela mesma dor. Sei que podemos nos ajudar nessa área", diz a mensagem. Essa carta que vai a leilão foi publicada aqui no dia 28 de novembro de 2012, quando do lançamento do livro “As Cartas de John Lennon”, de Hunter Davies. Aproveitando o ensejo, a gente confere agora novamente:

Ainda na Inglaterra, em 1971, John datilografou uma carta a Paul e Linda que se tornou conhecida dos estudiosos dos Beatles como “a arenga de John”. Não se sabe se houve uma versão final, datilografada corretamente, que tenha sido enviada, nem se não passou deste rascunho. Existe uma insinuação de que a carta foi roubada em certo momento. Ela veio a público em 2001, quando apareceu à venda na Christie’s. Em 2011 ela reapareceu em um leilão na Califórnia. Em algum momento, alguém recobriu os palavrões – mas dá para vê-los e entendê-los –, e o próprio John acrescentou palavras e frases à mão. John responde a uma carta aparentemente escrita por Linda, em nome de Paul e dela mesma, transtornada com as afirmações que John fazia – sobre a MBE deles, os motivos da separação, a origem dos Beatles. John mostra-se claramente constrangido por ter aceitado a MBE, antes de mais nada, e também por ter deixado ser convencido a não revelar seu desejo de se separar dos Beatles. É óbvio também que se sente magoado com o modo como acha que ele e Yoko foram tratados – pelo mundo todo, não apenas por Linda e Paul. Na realidade, ele está furioso com tanta coisa que a carta transpira raiva. A carta pode ser vista como uma peça que expressa o fim real dos Beatles – até mesmo o fim dos anos 1960, como comentaram alguns, com certa empolgação – ou apenas como uma simples arenga, confusa, às vezes eloquente e furiosa. John como John é.

Termina com ele dizendo “Com amor a vocês dois”, o que de certa forma suaviza a pancada. Como se John esperasse que Paul ao menos soubesse como ele realmente é. Uma das coisas mais tocantes que Paul já me disse, ao falar das vezes em que John o tratou de forma horrorosa, foi que, no meio de uma discussão violenta, John parou, mirou-o por cima dos óculos e disse: “É assim que eu sou, Paul”. Então voltou a praguejar e a dizer vulgaridades. Na carta, “Queenie” é a mãe de Brian Epstein; Stuart é Stuart Sutcliffe; Allan Williams foi o primeiro empresário dos Beatles; tia Gin é uma tia de Paul que John conhecia; Klein é Allen Klein; Clive é irmão de Brian Epstein.
Carta 142: para Linda e Paul, 1971
Caros Linda e Paul
Eu estava lendo sua carta e imaginando que rabugento fã de meia-idade dos Beatles a tinha escrito. Resisti a olhar na última página para descobrir. Continuei pensando quem será? Queenie? A mãe de Stuart? A mulher de Clive Epstein? Allan Williams? Que diabo – é Linda! Vocês realmente pensam que a imprensa está abaixo de mim? Vocês acham isso? Quem vocês pensam que nós/vocês somos? A parte do “egocêntrico – não percebe quem ele magoa” – eu espero que vocês percebam a merda que vocês e o restante dos meus amigos “amáveis e abnegados” jogaram em Yoko e em mim, desde que estamos juntos. Pode ter sido às vezes um pouco mais sutil ou deveria eu dizer “classe média” – mas não sempre. Nós dois “nos elevamos acima disso” algumas boas vezes – e perdoamos vocês dois – então é o mínimo que podem fazer por nós – seus nobres. Linda – se você não liga para o que eu digo – cale a boca! – deixe Paul escrever – ou coisa assim. Quando me perguntaram o que eu pensava antes de tudo a respeito da MBE, etc. – eu disse, se não me falha a memória – e eu me lembro de ter ficado um pouco envergonhado – você não, Paul? – ou você – como eu desconfio – ainda acredita naquilo tudo? Eu perdoo Paul por encorajar os Beatles – se ele me perdoar por fazer o mesmo – por ser – “sincero comigo e se importar muito”! Puta que pariu, Linda, você não está escrevendo para o livro dos Beatles!!! Não tenho vergonha dos Beatles – (eu comecei tudo) – mas de parte da merda que engolimos para torná-los tão grandes – achei que todos nós sentíamos isso em graus diferentes – obviamente não. Vocês realmente acham que a maior parte da arte atual existe por causa dos Beatles? – não acredito que você seja tão maluco – Paul – você acredita nisso? Quando parar de acreditar nisso, vai poder acordar! Não é que sempre dissemos que somos parte do movimento – não o movimento inteiro? Claro que mudamos o mundo – mas tente ir até o fim – DESÇA DO SEU DISCO DE OURO E VOE! Não me venha com aquela merda da tia Gin [escrito à mão por cima das letras datilografadas “anti Gin”] de que “em cinco anos vou olhar para trás e ver outra pessoa” – não percebe que isso é o que está acontecendo AGORA! – Se ao menos eu soubesse LÁ ATRÁS o que sei AGORA – parece que vocês não perceberam essa questão… Desculpe-me se uso o “Espaço Beatle” para dizer o que quiser – obviamente se não param de me perguntar sobre os Beatles – eu vou responder – e obter o máximo possível de espaço John e Yoko – me perguntam de Paul e eu respondo – sei que isso fica um pouco pessoal – mas acreditem vocês ou não eu tento responder direito – e as partes que eles usam são obviamente as partes apetitosas – não tenho ressentimento de seu marido – sinto pena dele. Eu sei que os Beatles são “pessoas bem bacanas” – eu sou um deles – são também uns grandes filhos da mãe como qualquer outro – então tire o seu cavalo da chuva! Por sinal – em um ano tivemos um interesse mais inteligente nas nossas novas atividades do que tivemos durante toda a era dos Beatles. Por fim, sobre não dizer a ninguém que eu tinha saído dos Beatles – PAUL e Klein gastaram o dia me convencendo de que era melhor não dizer nada me pedindo que não dissesse nada porque isso “prejudicaria os Beatles” – e “deixemos que isso se dissipe” – lembra? Então enfie isso na sua cabecinha pervertida, sra. McCartney – os cuzões me pediram que ficasse quieto. Claro, o lado do dinheiro é importante – para todos nós – especialmente depois daquela merdinha que veio da sua família/parentes insanos – e que DEUS O AJUDE, PAUL – vejo você daqui a dois anos – acredito que então você terá caído fora – Apesar de tudo – Com amor a ambos, De nós dois. P.S. Sobre endereçar a carta apenas para mim – AINDA…!!!

PRODUTOR PHIL RAMONE MORRE AOS 72 ANOS

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O célebre produtor musical Phil Ramone, que já trabalhou com Madonna, Bono e Aretha Franklin, Billy Joel, Tony Bennett, Ray Charles e Paul Simon, entre muitos outros grandes nomes da música, morreu sábado passado, aos 72 anos de idade.morreu em Manhattan no sábado. Ramone tinha 79 anos. Nascido na África do Sul, Ramone foi criado no Brooklyn, em Nova York. No final da década de 1950, ele foi co-fundador do estúdio independente A&R Recording, em Nova York. O produtor ganhou 14 Grammys ao longo da sua carreira. O primeiro foi pela engenharia de som no álbum "Getz/Gilberto", de Stan Getz e João Gilberto, de 1964. Ele também teve papel importante no lançamento do formato de compact disc (CD). Além de Madonna, Aretha Franklin ou Bono, Phil Ramone também trabalhou com nomes como Bob Dylan, Paul McCartney, Frank Sinatra ou Sinead O’ Connor, tendo sido sempre visto como um pioneiro, nomeadamente na era digital e no que dizia respeito a tecnologia de gravação por fibra ótica. Tony Bennett foi um dos artistas que se manifestou à morte do produtor, revelando em comunicado: “Foi uma alegria trabalhar com ele no estúdio em tantos projetos, na medida em que ele tinha um sentido de humor incrível e um amor profundo pela música. O Phil tinha a admiração e o respeito de todos na indústria de entretenimento e a sua morte é uma grande perda”. Michael Buble escreveu, por sua vez: “A minha vida foi melhor por conhecê-lo e o mundo é pior sem ele”. Também Paul McCartney, John Legend, Bem Folds ou Christina Applegate, entre muitos outros, demonstraram o seu pesar pela morte de Ramone nas redes sociais. Paul disse no Facebook: "Phil foi um grande amigo meu de muitos anos. Nós primeiro trabalhamos juntos quando eu gravei 'Another Day', em Nova York, em A & R Studios. Ele era um homem muito doce que combinou isso com conhecimento especializado de engenharia e produção. Eu sempre vou lembrar dele como um grande amigo que eu conhecia, amava e admirava ao longo dos muitos anos que trabalhamos e tocaram juntos. " Phil Ramone não tinha qualquer associação com a banda “The Ramones”, cujos membros adotaram pseudônimos usando o sobrenome Ramone. Em homenagem ao célebre produtor, a gente confere novamente o videoclipe de “Once Upon A Long Ago”, de Paul McCartney, produzida por Phil Ramone e mixada por George Martin, com violino tocado por Nigel Kennedy.

THE BEATLES - LADY MADONNA

Um comentário:
BOA SEMANA, BEATLES FRIENDS!!!