"You've Got to Hide Your Love Away" foi composta por John Lennon e lançada no álbum Help!, de 1965. Foi a primeira música dos Beatles desde Love Me Do em que um músico de fora participa das gravações, foi o flautista John Scott. "You've Got to Hide Your Love Away" foi composta por John Lennon inspirado em Bob Dylan e faz referência ao empresário Brian Epstein. Epstein foi responsável pelo sucesso do começo da carreira dos Beatles. Devido a uma maior proximidade que tinha com John Lennon surgiram rumores que os dois tiveram um breve caso quando foram para Espanha em abril de 1963. John em entrevista a Playboy em 1980 negou o caso dizendo que "Isto nunca foi consumado mas nós tivemos um relacionamento muito próximo". A homossexualidade de Brian não veio a público até anos após a sua morte em 1967. O título supostamente evidencia este fato: You've Got to Hide Your Love Away - Você tem que esconder seu amor. Seja como for, é uma das pérolas mais preciosas lançadas pela nossa melhor e maior banda de todos os tempos.
"Hide Your Love Away" foi gravada em um dia para a trilha de "Help!", e sua apresentação durante o filme, com os Beatles relaxando ns casa onde os quatro moram, é um dos pontos altos da película. Foi a primeira gravação dos Beatles a apresentar somente instrumentos acústicos, e marcou também uma das poucas vezes que Lennon, sempre dolorosamente crítico quanto à sua habilidade como cantor, não duplicou a trilha sonora de seu vocal, como fazia desde de que descobriu esse truque de estúdio.
A banda usou um músico de fora pela segunda vez: por seis libras (17 dólares na época) e sem créditos, Johnnie Scott gravou as flautas tenor e alto para a música. Os Beatles deram uma direção geral a Scott e deixaram que ele elaborasse um arranjo próprio.
Embora os Beatles não tenham lançado como single, ("não é comercial", Lennon disse),o grupo de folk inglês The Silkie, que tinha contrato com a companhia de Brian Epstein, a emplacou no Top 10 nos Estados Unidos, e os Beach Boys fizeram uma cover no álbum "Beach Boys Party", de 1965. Para terminar com chave de ouro, a gente confere a imbatível gravação dos Beatles na cena de Help!, a versão de "The Silkie" e a versão dos Beach Boys. Ao longo dos anos, "You've Got To Hide Your Love Away" já foi regravada por mais de uma centena de artistas que não daria para colocar aqui.
Em 17 de fevereiro de 1980, possivelmente inspirados pela prisão de Paul no Japão, policias mexicanos revistam Ringo quando de sua chegada ao país para as filmagens de “Caveman”.
Depois das incríveis promoções como a box do John Lennon, com 5 Cds, da caixinha de CDs com todos os compactos, dos álbuns duplos vermelho & azul, do Concert For Bangladesh, do duplo ao vivo de Ringo e de livros sensacionais como os de Jonathan Cold, Geoffrey Emmerick e Hunter Davies, e inúmeras revistas raras, O Baú do Edu, deixa aqui prometido e registrado que, quando formos 700 membros, amigos, sócios, seguidores ou como queiram chamar, que haverá a mais espetacular promoção que já passou pelo nosso blog preferido! Ainda nem imagino qual será a mecânica da promoção, mas o prêmio, eu já sei muito bem qual é, mas por enquanto, ainda é surpresa! Fiquem de olho e “Come Together! Right now, over me!”. Torne-se membro agora, deixe seus comentários e participe! Afinal, ninguém tem nada a perder. Ao contrário!
"(I Want to) Come Home" é uma canção escrita e gravada por Paul McCartney para o filme "Everybody's Fine" de 2009. No início das gravações de "Everybody's Fine" foi exibido para Paul McCartney uma cover de "Let It Be", com Aretha Franklin inserido num local reservado pelo diretor Kirk Jones. Essa versão inspirou McCartney a escrever a canção para o filme depois de conhecer o protagonista, interpretado por Robert De Niro, um viúvo que "cai na estrada para visitar os seus filhos dispersos depois de cancelar uma reunião de fim de semana". McCartney disse ao USA Today, "eu me identifico com um cara que tem filhos mais velhos, e acontece de ter perdido a esposa, a mãe dessas crianças, e está tentando juntar todos para o Natal. Eu entendo isso". Depois de gravar uma versão demo em cassete, McCartney recebeu um pedido de Jones solicitando uma introdução para a música em oposição ao seu original start "abrupto". McCartney então contou com a colaboração de Dario Marianelli com orquestrações para a canção, resultando em uma bela canção intimista. "(I Want to) Come Home" foi lançada como single em lojas de música on-line em 8 de dezembro de 2009, durante a semana antes do lançamento do filme nos cinemas. "(I Want to) Come Home" foi indicada para um Globo de Ouro como Melhor Canção Original, mas não venceu, perdendo o prêmio para "The Weary Kind", do filme "Crazy Heart" com Ryan Bingham.
No dia 16 de fevereiro de 1963, foi realizada a sessão de fotos com Angus McBean para a capa do LP “Please Please Me” no edifício sede da EMI em Londres. Seis anos depois, McBean foi novamente contratado pelos Beatles para “repetir” a foto, só que como eles estavam agora. Essa nova foto seria usada como capa do projeto “Get Back” – a volta às raízes – que acabou saindo com outra imagem e com outro nome. Porém, em 1973, alguém, que não sei dizer quem (provavelmente Paul) teve a feliz ideia de usar as duas fotos como capas dos álbuns vermelho e azul. Show!
No dia 14 de fevereiro de 1972, John Lennon e Yoko Ono participaram como estrelas principais do programa "The Mike Douglas Show" sendo que fariam mais outros 4 programas. Foi a semana Lennon na tv americana onde mostrou o John Lennon artista, pai, cidadão, músico, ativista e ainda cozinheiro! No dia 14, John e Yoko falaram sobre seu relacionamento e no palco John cantou e tocou "It's So Hard".
No dia 15, John e Yoko falaram sobre o filme Imagine de 1971 e os Beatles. Aparece um filme com a música "Oh My Love" e recebem vários convidados como o ativista Jerry Rubin, no palco tocando a música de Yoko "Midsummer New York". O programa do dia 16, foi o melhor de toda a semana, pois John fala sobre Chuck Berry "ele é meu herói" e sua influência na música dos Beatles, antes de receber ao vivo pela 1ª vez o velho ídolo. John disse "Se o rock tivesse outro nome se chamaria Chuck Berry! Hail! Hail! Rock'n' roll"! Os dois conversam e John estava alegre com a presença de seu ídolo que parecia uma criança num parque de diversões mostrando que mesmo sendo um ícone da cultura pop, também podia ser humilde, chegando a ficar num canto para não ofuscar o brilho de Chuck Berry. Depois, John e Chuck tocam juntos "Memphis" e "Johnny B. Goode", depois John,Yoko e Chuck Berry vão preparar comidas macrobióticas. Aqui, o set de Berry completo:
No dia 17, o programa abre com John no piano e a banda Plastic Ono Band tocando "Imagine". Depois fala sobre sua família e seu pai. John e Yoko recebem líderes como Bobby Seale dos Panteras Negras e Marsha Martin da Juventude Negra, dizem que foi a partir desse dia, que John começou a ser vigiado pelo governo 24 horas por dia. Aparece mais um vídeo com a música "Mrs. Lennon". No dia 18, último programa, John fala suas influências musicais e a inesperada popularidade dos Beatles fora da Inglaterra, depois a plateia faz perguntas a John e Yoko como "O que acham do disco solo de Paul McCartney?". Tocam no palco uma versão acústica a música "The Luck of the Irish" e uma canção folclórica japonesa. A gente finaliza com "Woman Is The Nigger Of The World". Abração!
No dia 15 de fevereiro de 1965, John Lennon recebeu a confimação de que passou no teste de motorista, visto que, até então, dirigia sem habilitação e sempre foi tido como péssimo motorista. Aproveitando esse “gancho”, a gente confere uma versão interessante de “Drive My Car”, de um álbum estranhíssimo chamado “Butchering The Beatles - A Headbashing Tribute”, onde vários artistas de heavy prestam suas homenagens aos rapazes de Liverpool. Esses que estão tocando aí são: Jeff Scott Soto, Yngwie Malmsteen, Jeff Pilson, Frankie Banali.
Edição especial das três aparições dos Beatles, que foram ao ar em abril de 1964 no programa Ready Steady Go. Várias performances raras, como It Won't Be Long, Kansas City, She's a Woman e I Feel Fine, entre outras. Destaque para as legendas em português nas entrevistas e em inglês nas músicas. Destaque ainda maior para os Extras, que trazem os clipes dos programas com som estéreo, e montados em seqüência. Retirado de LD, 7o minutos, preto e branco. Infelizmente, fora de catálogo. Com sorte, pode-se encontar à venda na internet, num submarino desse da vida.
“Only a Northern Song” (algo como 'Apenas uma canção do norte') é uma canção dos Beatles que aparece no filme e no álbum Yellow Submarine de 1969, escrita e cantada por George Harrison.
A base da faixa foi gravada em 13 de fevereiro de 1967, com overdubs adicionados no dia 14 do mesmo mês e no dia 20 de Abril. Originalmente, a canção iria aparecer no álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. De acordo com o engenheiro de som dos Beatles, Geoff Emerick, a música foi deixada de fora do álbum porque os membros da banda acharam que ela não combinava com o resto das músicas. Tendo uma letra que faz referência ao próprio escritor, uma forma musical inconvencial e instrumentação pouco usual, incluindo trompetes distorcidos, um órgão com reverb (reverberação), sinos, e um glockenspiel, e guitarras distorcidíssimas, esta é uma das músicas mais psicodélicas dos Beatles.
Ao longo da música, Paul McCartney toca trompete, assim como os outros membros tocam instrumentos de percussão tais como glockenspiel, sinos orquestrais e tímpano. Um mellotron também pode ser ouvido em algumas partes da música. Uma versão editada e ligeiramente acelerada da canção sem os overdubs do dia 20 de Abril (apenas órgão, bateria, baixo e vocal) foi lançada no álbum Anthology 2 em 1996, com uma tomada vocal diferente contendo alguma variação na letra. Como a música foi feita com duas tomadas separadas tocando em sincronia, a mixagem original da música, monofônica, só foi lançada em 1999, quando uma versão remixada da faixa foi lançada no álbum Yellow Submarine Songtrack.
A letra mostra o descrédito de Harrison para com a própria música, concluindo cada verso com a frase "It's only a Northern song" ('É apenas uma canção do Norte'), que Harrison explicou se referir tanto à cidade natal dos Beatles, Liverpool, que fica no noroeste da Inglaterra, como à companhia de publicações Northern Songs (George ainda não tinha formado sua própria companhia de publicação; 'Northern Songs' era a companhia de publicação de Lennon/McCartney). A música às vezes é interpretada como uma zombaria à Lennon/McCartney, fazendo referência às letras e músicas psicodélicas que os dois faziam na época, e como uma reação às atitudes de menosprezo de Lennon e McCartney para com as composições de Harrison, com ele cantando indiferentemente "It doesn't really matter what chords I play / What words I say or time of day it is / As it's only a Northern song" ('Não importa realmente que acordes eu toque / Que palavras eu diga ou que hora do dia é / Já que é apenas uma canção do norte').
Alma Cogan foi uma cantora Inglesa de música pop tradicional na década de 1950 e início de 1960. Apelidada de "The Girl With a Laugh In Her Voice (Garota com o riso em sua voz), ela foi a maior artista feminina britânica paga de sua época. Ao longo de meados dos anos 1950, foi a cantora mais consistentemente bem sucedida em todo o Reino Unido. Alma Angela Cohen nasceu em Whitechapel, em Londres em 19 de maio de 1932, numa família de origem russo- judaica.
Aos 14 anos, foi indicada por Vera Lynn (cantora de certo sucesso na época) para um programa de variedades no Grand Theatre, em Brighton. Com dezesseis anos, ela foi informada pelo bandleader Ted Heath: "Você tem uma boa voz, mas é muito jovem para este negócio. Volte daqui a cinco anos." Um erro muito parecido com o de uma gravadora que recusou os rapazes de Liverpool. Esse mesmo Heath diria mais tarde: "deixá-la ir foi um dos maiores erros da minha vida ". Mas Cogan encontrou trabalho cantando em bailes enquanto estudava design de moda. Logo começou a aparecer em vários musicais. Em 1949, ela tornou-se cantora no Cumberland Hotel, onde foi descoberta por Walter Ridley da HMV, que se tornou seu empresário.
O primeiro lançamento foi "To Be Worthy Of You"/"Would You" gravado em seu vigésimo aniversário. Isto levou a aparecer regularmente na rádio da BBC. Em 1953, durante a gravação de "If I Had A Golden Umbrella", ela deu uma maliciosa risadinha e, em seguida, aplicou o efeito sobre nas gravações posteriores. Logo foi apelidada de "A menina com o riso em sua voz." Muitas das gravações de Cogan eram covers de sucessos dos Estados Unidos, de cantoras como Rosemary Clooney, Teresa Brewer, Georgia Gibbs, Joni James e Dinah Shore. Uma dessas covers, “Bell Bottom Blues” tornou-se seu primeiro sucesso, alcançando a posição # 4 em 3 de abril de 1954. Cogan iria aparecer no UK Singles Chart dezoito vezes durante a década de 1950, com "Dreamboat" alcançando o 1º lugar. Outros sucessos deste período incluem "I Can't Tell a Waltz from a Tango", “Why Do Fools Fall in Love”, “Sugartime” e “The Story of My Life”. O primeiro álbum “I Love to Sing” foi lançado em 1958.
Alma Cogan foi uma das primeiras artistas do Reino Unido a aparecer com frequência na televisão, onde sua voz poderosa era apresentada juntamente com a sua personalidade borbulhante e figurinos dramáticos. Estas saias com lantejoulas e tops foram supostamente desenhados por ela mesma e nunca eram usados duas vezes. Cliff Richard relembra: "Minha primeira impressão dela foi definitivamente por causa dos vestidos". A revolução musical do Reino Unido de 1960, simbolizada pela ascensão dos Beatles, de repente fez Cogan parecer fora de moda. Durante essa época, sua melhor classificação de chart 60 no Reino Unido foi # 26 com “We Got Love”, e a maioria de seus sucessos neste momento estavam no exterior, principalmente na Suécia e no Japão.
Foi uma grande decepção para Alma Cogan, depois de tanta expectativa, quando sua cover de 1963 “Tell Him” não chegou nas paradas do Reino Unido. Ainda assim, continuou sendo uma figura popular na cena do show business Inglês, aparecendo em programas de adolescentes como o hit-show “Ready Steady Go!”, onde conheceu os Beatles como atração principal no “Talk of the Town”. Cogan tentou atualizar a sua imagem, gravando alguns números dos Beatles e outras versões de músicas que não diziam nada. Mas quando 1965 chegou, os produtores de discos foram se tornando cada vez mais insatisfeitos com o trabalho de Cogan, e ficou claro que a sua saúde estava falhando. Sua amiga e colega Anne Shelton atribuiu essa queda a algumas injeções "altamente experimentaisl" que ela tomava para perder peso, alegando que Cogan nunca ficou bem depois disso.
No início de 1966, Alma embarcou para uma série de apresentações em um clube do norte da Inglaterra, mas entrou em colapso depois de dois shows e o diagnóstico era câncer. Em agosto daquele ano, Alma Cogan fez sua última aparição na TV no “Internacional Cabaret”. No mês seguinte, caiu enquanto estava em turnê na Suécia. No Middlesex Hospital, em Londres, ela sucumbiu ao câncer de ovário em 26 de outubro, com apenas 34 anos. Vivia com a mãe viúva em Kensington High Street (44 Stafford Court), num apartamento ricamente decorado que se tornou um local lendário. Os visitantes regulares incluíam os Beatles, a Princesa Margaret, Noël Coward, Cary Grant, Audrey Hepburn, Michael Caine, Frankie Vaughan, Bruce Forsyth, Roger Moore e uma série de outras celebridades.
Alma Cogan nunca se casou. Sua orientação sexual é desconhecida e tem sido alvo de rumores conflitantes. Incluem o lesbianismo, ninfomania, e um longo (suposto) romance com John Lennon que teria Cogan como sua primeira amante. Ela e os Beatles se tornaram amigos muito próximos, apesar de sua carreira ficar eclipsada pela majestade deles. Paul McCartney tocou pela primeira vez a melodia de “Yesterday” no piano da casa de Cogan, e também tocou pandeiro em sua gravação de "I Knew Right Away". Uma entrevista ao Daily Mail, de Sandra Cogan, irmã, que foi brevemente ligada a McCartney, afirma com todas as letras que Cogan teve sim um romance sério com Lennon, mas que tinha que ser mantido em segredo por causa da estrita fé judaica de sua família, pelo casamento de Lennon e pelos Beatles. Alma Cogan, durante toda a sua carreira, gravou 74 compactos e cinco álbuns, sendo o último “Alma” de 1967, póstumo. Ela morreu em 26 de outubro 1966.
Se existe uma música que os Beatles podiam tocar até de olhos vendados, era "Long Tall Sally", a famosa cover de Little Richard que abalou meio mundo para os padrões caretas de 1957. "Long Tall Sally" é , literalmente, uma aula de Rock And Roll. O poderoso Hit foi criado por Robert Blackwell, Enotris Johnson e Richard Penniman (o próprio Little Richard – o capeta em forma de gente). A música foi originalmente gravada por ele em seu álbum de estreia “Here's Little Richard”, de 1957.
Do outro lado do mundo, em Liverpool, o rock louco, acelerado e gritado de Little Richard chegava aos ouvidos de um jovem Paul McCartney. Ali, naquele momento, o mundo começou a mudar, de fato. Paul conheceu John e entrou para sua banda. Logo depois, praticamente já seriam Beatles. Em todas as apresentações, a performance que Paul McCartney fazia com "Long Tall Sally", impressionava todos, principalmente pelos berros do jovem Paul que pareciam ainda mais possantes que o original americano. A fama de McCartney como “o melhor Little Richard de Liverpool, cresceu rápido. "Long Tall Sally" era obrigatória em todos os shows. E se tornou “marca registrada de Paul”. Isso não agradava John Lennon, que também queria ter sua marca. Conseguiria depois, com “Twist And Shout”, mas era “Long Tall Sally” que encerrava as apresentações deixando o público em êxtase. E isso durou por anos, até 1965 quando acharam que "Long Tall Sally" já estava velha e fora de moda. Para substitui-la nos shows, viria outra bomba, novamente de McCartney, outro rockão poderosíssimo, mas dessa vez, já de autoria do próprio intérprete: “o melhor Little Richard de Liverpool!”. Esse vídeo que a gente confere agora é uma pequena amostra do show fantástico que os Beatles fizeram na apresentação da entrega do prêmio NME de 1964 e que a gente confere logo abaixo. Um vigor e uma energia impressionantes. Um verdadeiro show de rock and roll!
Depois de aprontar na entrega do Grammy no último domingo, o tal de Kanye West, Keny quem? comparou-se a John Lennon, defendendo que levou "angústia", tal como o falecido Beatle levava, para as sessões de gravação com Paul McCartney, com quem colaborou em "Only One" e "FourFiveSeconds". "Como podem ver, devo ser um pouco mais angustiado que o Paul", disse o rapper no programa de rádio de Ryan Seacrest, "e lembram-se do tipo de música que saiu da última vez que o Paul teve alguém verdadeiramente angustiado a trabalhar com ele?". Putz!
‘The Art of McCartney’ chegou às lojas no dia 18 de novembro do ano passado, trazendo grandes nomes do rock reinterpretando clássicos do ex-Beatle. Entre as faixas, estão versões do The Cure para ‘Hello Goodbye’, Willie Nelson com ‘Yesterday’, Bob Dylan com ‘Things We Said Today’ e Roger Daltrey com ‘Helter skelter’, além de Brian Wilson, Alice Cooper, Dr. John, Yusuf/Cat Stevens, Barry Gibb, Jamie Cullum, KISS, Chrissie Hynde e muitos outros. Aqui no Baú já apareceram duas: Alice Cooper com "Eleanor Rigby" e Robert Smith (The Cure) com "Hello Goodbye". Agora, é a vez de Chrissy Hynde com "Let It Be" e Mr. Bob Dylan (sempre se reinventando) com "Things We Said Today". O que acham? Abração!
É. De novo! Apareceu a poucos dias mas não importa, pediu, tocou! Abração para o amigo Jadilson! “Tell Me Why” foi escrita para animar os shows das filmagens de A Hard Day’s Night. E animou muito mesmo! John tentou incorporar bandas como The Chiffons (aqueles, da canção ‘He’s So Fine’ – que seria a origem do suposto plágio de George Harrison no futuro, com “My Sweet Lord”) ou The Shirelles e “só deixou que a música viesse”. É um típico enredo de John Lennon e que ele desenvolveria tanto a partir dali. Alguém mentia para ele e o abandonava. Então, ele chorava e queria saber porquê. Isso seria tema em diversas das canções de John até 1970. Depois do fim dos Beatles, a mando de Yoko Ono, procurou o Dr, Arthur Janov. Mas isso já é outra postagem... Abração!
A divertida canção “Return to Pepperland” faz parte do disco "Return To Pepperland - The Unreleased 1987 Album". Esse disco vale ouro para os colecionadores e todos deveriam ter. É tido como um dos melhores e mais raros “não-oficiais” de Paul McCartney. As canções foram gravadas entre 1984 e 1987 (algumas com produção de Phil Ramone). Muitas delas permanecem inéditas até hoje, enquanto outras (mais notavelmente "Beautiful Night") foram regravadas. Outras, foram lançadas em lados B de singles anos depois, todas de autoria de Paul, exceto” P.S. Love Me Do”, de Lennon & McCartney e “Don’t break The Promise”, de Paul McCartney & Eric Stewart. Esse disco é realmente excelente e merece lugar de honra em qualquer estante de colecionador. A capinha é feinha, mas vale à pena.
Helen Shapiro Kate nasceu em 28 de setembro de 1946. Foi uma popular cantora inglesa no início dos anos 1960. Seus dois maiores sucessos no Reino Unido foram "You Don't Know" e "Walkin' Back to Happiness". Helen Shapiro nasceu no Hospital Bethnal Green no bairro de mesmo nome em Londres. Sua infância foi passada em uma casa no bairro em Hackney, onde frequentou a escola "Clapton Park Comprehensive School" até 1961. Seus avós eram imigrantes judeus russos e seus pais, operários numa indústria de confecções. Sempre incentivaram a música em sua casa (a jovem Helen teve de ir na casa de um vizinho para ouvir seu primeiro single! - (lenda - daquelas criadas por Epstein!). Ainda criança, Shapiro tocou banjo e fez dupla com seu irmão Ron, ocasionalmente, num grupo juvenil de jazz. Ela tinha um timbre profundo em sua voz incomum para uma menina. Com dez anos de idade, Shapiro foi cantar no grupo "Susie and the Hula Hoops", uma banda da escola que incluia Marc Bolan (então Marc Feld) como guitarrista. Aos 13 anos, começou a fazer aulas de canto na "The Maurice Burman School Of Modern Pop Singing", em Baker Street, Londres. Dessa escola, já havia saído uma cantora chamada Alma Cogan. E foi através dessa escola que chegou até a Columbia Records. Um homem chamado John Schroeder, gravou uma demo de Shapiro cantando "Birth of the Blues".
Em 1961, com catorze anos, teve seu primeiro hit no Reino Unido "Don't Treat Me Like A Child" que chegou ao nº 3 das paradas e em seguida, emplacou mais dois hits que foram nº 1, "You Don't Know" e "Walkin' Back to Happiness". Em 1962, conseguiu um 2 º lugar em com "Tell Me What He Said", conseguindo que seus primeiros quatro primeiros singles entrassem no top 10 inglês. A maioria de suas sessões de gravação foram nos estúdios da EMI em Abbey Road.
Antes de completar dezesseis anos, Shapiro era a cantora teen preferida da Inglaterra. A primeira turnê nacional Beatles foi no final do inverno / início da primavera de 1963, juntamente com Helen Shapiro. Durante o decorrer da turnê, eles conseguiram seu primeiro sucesso nas paradas e John Lennon e Paul McCartney escreveram a canção "Misery" destinada para ela, mas estranhamente, Shapiro não gravou a música. Ela também ouviu em primeira mão o sucesso "From Me To You", que logo estaria bombardeando todas as rádios do país! No final da adolescência, sua carreira como cantora pop estava em franca decadência. Com a nova onda da "beat music" e com o aparecimento de novas cantoras como Cilla Black, Sandie Shaw e Lulu, o estilo de Shapiro se tornara antiquado. Então, ela adotou um estilo "meio cabaret" passando a fazer shows em clubes de operários nos arredores de Londres. Seu último show teve lugar no "Senado Peterlee's Club" em 6 de maio de 1972, quando anunciou que estava desistindo da vida no show business. Mais tarde, apareceu como intérprete de musicais de teatro, e adotou um estilo mais jazz. Nos últimos anos, tornou-se uma cantora gospel. Também trabalhou com atriz e desempenhou o papel de Nancy, no musical de Lionel Bart, "Oliver"! no West End de Londres e apareceu em várias novelas da televisão britânica, em especial "Albion Market", onde interpretou uma das personagens principais até o momento em que foi retirado do ar em agosto de 1986. Em agosto de 1987, Shapiro tornou-se evangélica. Ela lançou quatro álbuns, desde então, todos em louvor a Deus. Saiu de cena definitivamente, no final de 2002 para se dedicar somente na divulgação do evangelho. É casada com John Judd, um ator com diversos papéis na televisão britânica e do cinema. Reside em Kent. Sua autobiografia, publicada em 1993, foi intitulada "Walking Back to Happiness".
Em 2 de fevereiro de 1963, No Gaumont Cinema, em Bradford, foi a primeira apresentação da turnê de Helen Shapiro. Os Beatles serão os últimos artistas a se apresentar. Mas a grande atração da noite, fora eles era Helen Shapiro, de 16 anos. Os Beatles tocaram "Chains", "Keep Your Hand Off My Baby", "A Taste Of Honey" e "Please Please Me". Por quê Paul não aparece no número de Shapiro? Ele estava do outro lado da sala pronto para julgar a melhor imitação de Brenda Lee, que acontece logo após esta canção.
No dia 11 de fevereiro de 1964 – apenas dois dias depois da apresentação histórica no The Ed Sullivan Show – Os Beatles fizeram história novamente com um inacreditável show na capital dos yankees. No primeiro concerto que fizeram no Washington Coliseum, eles arrebentaram, de novo! Agora não era um programa de televisão. Era um dos primeiros shows de Rock And Roll para um público que vivia de lembranças de tragédias recentes, como a terrível morte de seu líder, JFK. Os Beatles eram tudo de bom e correspondiam totalmente à imagem que era associada a eles: limpos e íntegros.
Mesmo contra todos os contra-tempos sobre eles, incluindo a falta de um "roadie", e Ringo tendo que girar sua bateria no braço. O amigo João Carlos disse um dia (não por acaso), que nesse show, Ringo deveria receber o dobro e eu concordo plenamente. Talvez, até mais. Naquele dia, uma tempestade de neve atingiu a costa leste e todos os vôos foram cancelados; portanto, para que os Beatles pudessem ir para Washington, foram enfiados em um trem da Pennsylvania Railroad, o King George, um antigo vagão-leito que fazia parte da linha Richmond, Fredericksburgand Potomac. Quando chegaram à estação, a imprensa havia tomado tudo. A cada parada, os câmeras se espremiam do lado de fora das janelas. Imaginem na hora que essa coisa de ferro chegou ao destino, trazendo as quatro maiores personalidades que o mundo já tinha visto até então.
Três mil fãs enlouquecidas (a maoiria de meninas de no máximo 15 anos) enfrentaram 30 centímetros de neve para dar-lhes as boas-vindas na Union Station, em Washington, onde eles logo fizeram uma coletiva de imprensa. Em seguida, visitaram a WWDC, a primeira estação de rádio americana a tocar um disco dos Beatles, onde foram entrevistados pelo DJ Carroll James, que lhes perguntou sobre suas influências musicais: John: "Johnny, o ceguinho".James: "Johnny, o ceguinho?". John: "Ah, sim. Ele tocava com Arthur, o surdinho".James: "Salvo Os Estados Unidos e a Inglaterra, quais países você mais gostou de conhecer?". John: Salvo Os Estados Unidos e a Inglaterra, o que resta?".
The Beatles e sua comitiva ficaram hospedados no Shoreham Hotel, ocupando todo o sétimo andar, cujo acesso foi bloqueado aos fãs. Uma família de hóspedes negou-se a deixar seu quarto; portanto, a administração do hotel cortou o aquecimento central, a água quente e a eletricidade, alegando falha elétrica. A família, contrariada, acabou se mudando para outro andar. Aproximadamente 8 mil fàs, em sua maioria garotas, assistiram ao show no Washington Coliseum, sob a proteção de 362 policiais, sendo que um deles usou balas de revólver como protetores de ouvido, por causa da altura do som. Os Beatles tocaram: "Roll Over Beethoven", "From Me To You, "I Saw Her Standing There', "This Boy", All My Loving", I Wanna Be Your Man”, "Please Please Me”, “Till There was you”, “She Loves You”, “I Want To Hold Your Hand”, “Twist And Shout" e Long Tall Sally", Além do quarteto de Liverpool, tambem fizeram parte do show The Chiffons e Tommy Roe. Depois desse show, Lady Ormsby-Gore ofereceu uma recepção na Embaixada Britânica. Houve um baile a rigor em prol da associação de proteção a criança, e ao final, foi pedido aos Beatles que entregassem os prêmios da rifa. A comunidade britânica, debutantes e aristocratas arrogantes, tiveram um comportamento lamentável, e uma mulher chegou a cortar uma mecha do cabelo de Ringo, bem atrás da orelha esquerda. John afastou todos os que pediam autógrafos reclamando: "Essa gente não tem a mínima educação" e, agarrando Ringo pelo braço, disse: "Estamos indo". Ringo o acalmou, entregaram os malditos prêmios e partiram. Naquela noite, os Beatles exigiram que Brian nunca mais os expusesse aquele tipo de situação. No dia seguinte, o destino era novamente Nova Iorque. Duas apresentações ocorreriam no Carnegie Hall. Os Beatles voltariam no mesmo trem e, ao chegarem, sua limusine ainda não estava na estação, pois os fãs haviam bloqueado toda a passagem das ruas. Eles tiveram que ir para o hotel de táxi, de onde tiveram que sair, mais tarde, usando o elevador dos fundos e a cozinha. E agora, somente aqui no Baú do Edu - nosso blog preferido - a gente confere o show completinho da verdadeira estreia do Beatles ao vivo em território americano. Mataram a pau! BRAVO, BEATLES, DE NOVO!
Lançado em 22 de março de 1963, o disco de estréia dos Beatles esbanja frescor e vitalidade. A idéia original era gravar a banda ao vivo no Cavern, em Liverpool. Como as condições técnicas não eram adequadas, George Martin preferiu levar os rapazes para os estúdios de Abbey Road. O álbum todo foi gravado no dia 11 de fevereiro de 1963, com os trabalhões começando às 10 da manhã. O conceito foi mantido. O disco tinha que ser um registro de como os Beatles soavam no palco. Por isso tudo foi feito ao vivo, com poucos overdubs. O álbum mostra como Lennon & McCartney tinham florescido como compositores. Das 14 canções, oito são da dupla. O disco foi “recheado” com Love Me do, PS I Love You, Please Please Me e Ask Me Why, que tinham sido lançadas pouco antes em singles de sucesso. As outras faixas originais são exemplares. Uma delas, I Saw Her Standing Ther, um rock cheio de energia concebido por Paul, logo se tornou Standart. Misery tinha sido escrita para a cantora Helen Shapiro. There’s a Place, de Lennon, era original e personalíssima. A balada Do You Want To Know a Secret foi escrita por John e Paul para o amigo Billy J. Kramer e no álbum ganhou o vocal de George. Os covers mostram que os Beatles estavam muito interessados no som criado pelos compositores americanos do Brill Building, que escreviam para os grupos de garotas. Assim tem Chains (The Cookies), Boys e Baby It’s You (The Shireless). A inclusão de A Taste Of Honey é uma amostra do ecletismo de Paul. A canção veio de uma peça de teatro, mas os Beatles se basearam na gravação de Lenny Welch. Em Anna (Go With Him), Lennon prestou homenagem ao mestre do R&B Arthur Alexander. Porém, ele se superou em Twist And Shoult. Foi a última música a ser gravada. John, que estava se recuperando de um resfriado, deu a performance da sua vida, berrando desbragadamente e fazendo todos esquecerem a versão original dos Isley Brothers A foto da capa de Please Please Me foi feita por Angus Mcbean. A princípio, os Beatles seriam fotografados no zoológico, mas eles simplesmente foram levados para a sede da EMI, em Manchester Square, e fotografados de baixo para cima. Simples, mas icônico. E ficou show!
Ringo Starr está fazendo um vídeo para a faixa-título de seu próximo álbum, Postcards from Paradise, e ele está à procura de um pouco de ajuda de seus fãs. O baterista lançou uma nova e divertida promoção pedindo a seus fiéis seguidores para enviar fotos do que eles consideram uma descrição do paraíso, e algumas dessas imagens serão escolhidas para serem incluídas no próximo clipe promocional.
Você pode compartilhar suas fotos via Twitter e Instagram usando a hashtag #RingoPostcardsContest. Mas não espere muito tempo, porque o lançamento do álbum é dia 31 de março. Para mais detalhes, visite RingoPostcards.com .
Às vezes, é engraçado olhar para trás. Geralmente, triste também. Talvez, do mesmo tanto que é legal. Em todos esses quase 7 anos completados na base do Só-Deus-Sabe-Como, esse Baú do Edu continua aqui, apesar de tudo que aconteceu e que deixou esses anos tão duros. “Estive doente, mas agora já estou bom!”. Esta é uma das falas do Batman na minisérie “O Veneno” - só para iniciados. Não importa. Já disse de outras vezes: o Baú balança, balança, mas não cái. Nunca, em toda a história desse nosso blog preferido, me emocionei tanto com um comentário, como foi com esse do nosso amigo João Carlos de Mendonça, exatamente há 2 anos, justamente na postagem do show do Ed Sullivan. Me senti abençoado. Mas esses últimos dois anos foram foda! E nem sei como ainda estou aqui. Problemas pessoais superaram a alegria. Nunca canso de agradecer a cada um de vocês que passam por aqui todos os dias. Mesmo incógnitos. Prometo que O BAÚ DO EDÚ não vai se acabar assim tão fácil! Obrigadão! Ah, e o que o JC disse? Simplesmente o seguinte:
“Meninada, tenho 57 anos (março/2013), vocês poderiam me chamar de avô (de fato). Vocês não imaginam o que era ser beatlemaníaco numa época em que não existia satélites e telefone fixo era um luxo caríssimo. Paul in RED SQUARE, aqueles depoimentos pareciam comigo. Claro que não havia "comunismo" mas, a carência era bem próxima. Quando ouvi Rubber Soul, parecia um disco de versões em inglês das versões brasileiras. Ainda ontem, quando surgiu a Internet, dá prá imaginar a avidez com que corri atrás? Fiquei maravilhado. E com o tempo me dei ao luxo de ficar com UM (talvez dois) blogs dos Beatles. Falo isso sem puxasaquismo, e o BAÚ é o principal,porque é o melhor. Seja Edu legal ou não. Amigo ou não. Se a gente se desentendesse, eu continuaria sim,à ler diariamente e a comentar (exceto se ele não publicasse). O que é bom é bom e priu. A admiração, carinho, respeito e consideração mútuos independe do blog. Ou digamos, seria consequência, tá bom. O Baú é um filé, pérolas aos porcos (menos a gente claro). Por isso, não me conformo de não ver o Baú bombando como merece (posts,vídeos,qualidade gráfica etc). É uma fonte inesgotável pra mim. Mais que os livros etc,etc. Quase tudo que pinta no Facebook é imediatamente espalhado, compartilhado, copiado e outros "ados". Aproveitem! Usem e abusem. Porque é "de grátis" e principalmente... de coração!".