quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

MICHAEL LINDSAY-HOGG - HEY JUDE / REVOLUTION


Sir Edward Michael Lindsay-Hogg, nasceu em 5 de maio de 1940. E embora tenha descoberto há poucos anos, através de testes de DNA, é filho do cineasta Orson Welles, morto em 1985. Começou a dirigir na década de 1960 para o programa pop britânico “Ready Steady Go!” - um precursor da MTV pelo tipo de programação, onde conheceu os Beatles. Em 19 e 20 de maio de 1966, Lindsay-Hogg dirigiu os filmes para promover o compacto dos Beatles “Paperback Writer / Rain. Para cada uma das músicas, foram gravados dois filmes, com tomadas em estúdio (em preto e branco) e externas (coloridas), mas somente as filmagens em cores foram usadas para a divulgação na época. Tempos depois, Lindsay-Hogg também dirigiria os vídeos de “Hey Jude” e “Revolution” e um pouco mais tarde ainda, foi o diretor do hoje lendário “Let It Be” original.

PAUL McCARTNEY & WINGS - 🌹 RED ROSE SPEEDWAY MEDLEY - 1973 - SENSACIONAL! ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐


RED ROSE SPEEDWAY foi o quarto álbum de Paul e segundo com o Wings, que nessa época eram Paul McCartney, Linda McCartney, Denny Laine, Denny Seiwell e o guitarrista Henry McCulloughGravado em dezembro de 1972 e lançado em 30 de abril de 1973 e creditado a "Paul McCartney and Wings"RED ROSE SPEEDWAY foi lançado precedido por seu primeiro single, a baladona "My Love". Inicialmente a ideia era fazer um álbum duplo, mas isso foi logo descartado. Antes do lançamento, o compacto "My Love", explodiu nos primeiros lugares nas paradas dos Estados Unidos. Foi a segunda música escrita por McCartney a atingir o primeiro lugar naquele país após a separação dos Beatles (a primeira foi "Uncle Albert" do álbum Ram). Mas "Speedway" vai muito além de "My Love".
"Big Barn Bed", assinada por Paul & Linda McCartney abre o álbum. Assim como as faixas "Get On the Right Thing" e "Little Lamb Dragonfly", também do Speedway"Big Barn Bed" foi um resquício da carreira solo dos McCartney. Uma versão ao vivo de "Big Barn Bed" também foi incluída como faixa de abertura no especial de televisão "James Paul McCartney", transmitido em 10 de maio de 1973. O sucessão "My Love" vem em seguida, com "Get On the Right Thing" logo depois. A bonitinha e fofinha  "One More Kiss" foi composta para sua filha Mary e o lado 1 termina com "Little Lamb Dragonfly". No lado 2 do discão, só mais pérolas, começando com a totalmente McCartneyana "Single Pigeon", composta por Paul que usou o pássaro do título como metáfora para a solidão. "When The Night" foi gravada no Olympic Sound Studios em Londres em 7 de março de 1972 e finalizada com overdubs adicionados no AIR Studios. Foi uma das primeiras músicas gravadas para o álbum. "Loup (1st Indian on the Moon)" é uma faixa instrumental, longa (4:23) e sem letra.

Mas o melhor do álbum ficou para o final: o sensacional medley com quatro músicas emendadas: "Hold Me Tight", "Lazy Dynamite", "Hands Of Love" e encerra com "Power Cut"Assim como aconteceu com Abbey Road, as músicas do medley, que dura 11 minutos foram gravadas separadamente. A linda "Hold Me Tight" foi gravada em Abbey Road em 15 de setembro de 1972 em sete tomadas. O sétimo take se tornou um master, onde Denny Laine e Henry McCullough fizeram overdub de uma versão solo de guitarra dupla. "Hold Me Tight" foi a única faixa em que Paul usou o mesmo título de uma música dos Beatles - "Hold Me Tight", do álbum With The Beatles de 1963. "Lazy Dynamite", a segunda do medley, foi gravada em três takes em Abbey Road em 16 de setembro de 1972, sendo o último escolhido como o melhor. McCartney tocava piano e cantava um vocal guia, e Denny Laine tocava gaita. "Hands Of Love" foi gravada em oito takes, quatro dos quais completos, em Abbey Road em 1º de outubro de 1972. No final da sessão, o engenheiro de estúdio Alan Parsons editou juntos o take seis de "Hands Of Love" e o terceiro de "Lazy Dynamite". Por último, a melhor: "Power Cut" (corte de energia), inspirada nos apagões de luz que os Wings encontraram durante sua primeira turnê pelas universidades no Reino Unido. A banda começou a gravar "Power Cut" em Abbey Road em 3 de outubro de 1972. Gravaram três takes, mas nenhum foi considerado bom e no dia seguinte mais 17 foram gravados. O Take 12 foi considerado o melhor, e a música foi completada com overdubs adicionados no final do mês. Ainda passaram mais quatro dias terminando "Power Cut" no Island Studios de 9 a 12 de outubro, adicionando celeste, guitarras elétricas, Mellotron, baixo, bateria e vocais principais e de apoio. Os overdubs incluíram a reprise das melodias de "Hold Me Tight""Lazy Dynamite" e "Hands Of Love".
"There may be a miracle and baby I love you so. Baby I love you so, baby I love you so, baby I love you so!".
Aqui, a gente confere o sensacional medley, e logo abaixo, o álbum inteiro.

PAUL McCARTNEY - A LOVE FOR YOU ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐


A faixa básica de “A Love For You”, foi gravada em 26 de outubro de 1970 durante as sessões de Ram, no Columbia Studios, em Nova York, com overdubs adicionados em março de 1971 no Sound Recording Studio, em Los Angeles. A faixa foi preparada por Paul e Eirik Wilhelm Wangberg (também conhecido como 'Erik, o norueguês') para ser lançada em um single mais tarde naquele ano, (com “Get On The Right Thing” como lado A e “Great Cock and Seagull Race” como terceira música), mas então o Wings foi formado e o single nunca se materializou.

“A Love For You” não estava na versão de 1978 de Cold Cuts. Depois disso, foi cogitada para as demais versões de Cold Cuts, eventualmente canceladas em 1981 e 1986. Mas “A Love For You” aparece no piratão Hot Hits - Cold Cuts. Um remix de fevereiro de 2002 por Ralph Sall e David Khane foi lançado oficialmente em 2003 na trilha sonora de The In-Laws (Os Sogros), enquanto o remix de 1986 por John Kelly foi lançado em 2012 como uma das faixas bônus do Ram - The Archive Collection.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

THE BEATLES - WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS - ANTHOLOGY III - 1996 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐


A maravilhosa versão de "While My Guitar Gently Weeps" que aparece no Anthology III, foi gravada em 25 de julho, pelos Beatles em na casa de George Harrison em Esher, como uma tomada inicial, acústica, com Paul ao órgão e uma estrofe que acabou sendo excluída das versões posteriores. "While My Guitar Gently Weeps" viria a ser enriquecida ainda mais com a guitarra solo de Eric Clapton, feita em setembro de 1968.

domingo, 28 de janeiro de 2024

PAUL McCARTNEY - PS LOVE ME DO - SENSACIONAL!!!⭐


"PS Love Me Do" foi um medley com as duas canções dos Beatles de 1962 interpretadas por Paul McCartneyApós a conclusão do álbum Press To Play, Paul começou a trabalhar com o produtor Phil RamoneAs sessões duraram um ano, embora grande parte do material não tenha sido lançado. Entre as músicas estava "PS Love Me Do", que combinava as músicas "Love Me Do" e "PS I Love You" do primeiro single da EMI dos Beatles. McCartney gravou o medley em fevereiro de 1987 para Return To Pepperland, um tributo planejado ao 20º aniversário do álbum Sgt Pepper's dos Beatles, produzido por Phil RamoneReturn To Pepperland foi arquivado e apenas "Once Upon A Long Ago" e "Back On My Feet" foram aproveitados na época. A versão de estúdio de "PS Love Me Do" foi incluída na edição da turnê japonesa de Flowers In The Dirt em 1990. Embora ele tenha evitado tocar músicas dos Beatles com o Wings, McCartney abraçou totalmente seu passado sempre presente durante sua turnê mundial de 1989/90 e até hoje. O medley dos Beatles foi tocado durante alguns shows de 1990 nos EUA, Japão e BrasilUma gravação no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1990, foi lançada como lado B do single ao vivo "Birthday" em outubro de 1990. Os produtores foram McCartney, Bob Clearmountain e Peter Henderson.

PAUL McCARTNEY - ALL SHOOK UP - 1999 - SENSACIONAL! ⭐⭐⭐⭐⭐⭐


"All Shook Up" foi gravada por Elvis Presley em 1957 e publicada pela Elvis Presley Music. Foi composta por Otis Blackwell e o single com a gravação de Elvis, liderou o Top 100 da Billboard por nove semanas seguidas. Também liderou a parada de R&B por outras quatro semanas, tornando-se o segundo single de Presley a conseguir isso, além de também alcançar o primeiro lugar das paradas country. Foi certificado 2 vezes com platina pela Recording Industry Association of America. "All Shook Up" foi classificada em 352º lugar na lista da Rolling Stone das 500 Melhores Canções de Todos os Tempos. Em 1999, Paul McCartney gravou uma versão hard rock sensacional no sensacional Run Devil Run.

GEORGE HARRISON - DEEP BLUE - 1971 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐


"Deep Blue" de George Harrison, foi lançada como lado B do single "Bangla Desh" em 30 de julho de 1971Harrison escreveu a canção em 1970, em meio das sessões de All Things Must Pass, e gravou em Los Angeles no ano seguinte quando organizou o Concerto para Bangladesh. A composição foi inspirada pela condição de deterioração de sua mãe, Louise, que sucumbiu ao câncer em julho de 1970, e por sentimentos de impotência de Harrison quando ele a visitou no hospital no norte da InglaterraO mais novo de seus quatro filhos, George frequentemente creditava à sua mãe o incentivo à sua carreira musical desde tenra idade e um senso de individualidade em geral. Embora católicaela incutiu em todos os seus filhos a importância da espiritualidade sobre a religião, uma característica que influenciou a adoção do hinduísmo por Harrison a partir de 1966. Louise também respondia às cartas das fãs para seu filho.
"Deep Blue" ficou muito popular nos Estados Unidos e o single "Bangla Desh" chegou ao número 23 na Billboard Hot 100. Bem vista pelos críticos de música e comentaristas, "Deep Blue" não esteve disponível oficialmente por 35 anos após o lançamento do single, quando ganhou a reputação de um lado B esquecido. O relançamento veio em setembro de 2006, quando foi incluída como faixa bônus na reedição do álbum Living in the Material World.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

UM FURACÃO CHAMADO BRITNEY SPEARS - TOXIC - 2004 - MIL, NOTA MIL! ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐


Nunca neguei ou escondi de ninguém que sou fā da Britney Spears, mas também nunca fiquei anunciando isso aos quatro ventos. A verdade é que, desde que vi pela primeira vez, numa dessas MTVs da vida, o videoclipe de "TOXIC", desejei ter uma rede social, um site ou qualquer coisa do tipo, onde pudesse compartilhar e disponibilizar o sensualíssimo filme promocional dessa faixa incrível. Agora, 20 anos depois de seu lançamento e 15 do Baú do Edu, finalmente chegou a vez do incível vídeo oficial fatal da superpopstar loirinha aparecer aqui.

Britney Spears veio para iluminar o mundo dezembro de 1981. É cantora, compositora, dançarina e atriz. Iniciou sua carreira no programa infantil The Mickey Mouse Club (1992-94) com dez anos. Em 1997 foi contratada pela gravadora Jive Records. Seus dois primeiros álbuns, Baby One More Time (1999) e Oops!... I Did It Again (2000), tornaram-se sucessos internacionais, sendo que o primeiro sagrou-se como o disco mais vendido por uma artista adolescente em carreira solo. Em 2001, lançou seu terceiro álbum de estúdio e primeiro homônimo, Britney, que apresentou uma imagem mais madura de sua personalidade e, no ano seguinte, estrelou o filme Crossroads. Ela assumiu total controle criativo de seu quarto material gravado em estúdio, In the Zone (2003), cujo o single "TOXIC" explodiu no mundo inteiro, como há tempos não se via!
Além do single"TOXIC" foi o carro-chefe e a 6ª faixa de In the Zone lançado em novembro de 2003. Foi composta e produzida pelo duo sueco Bloodshy & Avant, com escrita adicional por Cathy Dennis e Henrik Jonback. Sua gravação ocorreu no final de 2003 nos estúdios Murlyn Studios em Estocolmo e Record Plant em Hollywood.
O supervídeo de "TOXIC" foi dirigido por Joseph Kahn e estreou em 13 de janeiro de 2004 no programa Making the Video. Apresentando referências à filmes de John Woo e às produções cinematográficas Blade Runner e The Seven Year Itch, o projeto retrata Spears como uma agente secreta na busca de um frasco com um líquido verde. Após roubá-lo, ela entra em um apartamento e envenena seu namorado infiel. Foi um dos vídeos mais caros de todos os tempos e também inclui cenas intercaladas de Britney nua, coberta com diamantes.
A gravação foi considerada explícita demais para o horário vespertino pela MTV e foi movido para a programação de fim-de-noite, apesar de receber quatro indicações do MTV Video Music Awards de 2004. Em setembro de 2009, "TOXIC" foi eleito como o vídeo mais sensual de todos os tempos.

ERIC CLAPTON - LAYLA - UNPLUGED - 1992 ⭐⭐⭐⭐⭐


"Eu amo esse cara! Ele é ainda mais autista do que eu!".
Diana Krall falando sobre Eric Clapton em 2012, quando ambos participaram do álbum Kisses On The Bottom de Paul McCartney. Aqui a gente confere a memorável apresentação do genial guitarrista, 10 anos antes, em 1992, com uma versão acústica de "Layla", para o especial Unpluged, da MTV.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

ROBERTO CARLOS - VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM - 1967 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐


Roberto Carlos em Ritmo de Aventura foi o sétimo álbum do cantor e compositor Roberto Carlos, gravado entre 16 e 18 de agosto, com exceção da faixa "Eu Sou Terrível", gravada em outubro. Roberto Carlos em Ritmo de Aventura foi lançado em novembro de 1967, e assim como seus antecessores, funcionou como uma usina de hits e todas as faixas foram para os primeiros lugares das paradas de sucesso de todo o Brasil: "Eu Sou Terrível" (Roberto Carlos e Erasmo Carlos); "Como É Grande o Meu Amor por Você" (Roberto Carlos); "Por Isso Corro Demais" (Roberto Carlos); "Você Deixou Alguém A Esperar" (Edson Ribeiro); "De Que Vale Tudo Isso" (Roberto Carlos); "Folhas De Outono" (Francisco Lara - Jovenil Santos); "Quando" (Roberto Carlos); "É Tempo De Amar" (Pedro Camargo - José Ari), "E Por Isso Estou Aqui" (Roberto Carlos); "O Sósia" (Getúlio Côrtes); "Só Vou Gostar De Quem Gosta De Mim" (Rossini Pinto)m e "Você Não Serve Pra Mim" escrita por Renato Barros, da banda Renato & Seus Blue Caps, que também acompanhou RC em todas as faixas, juntamente com o conjundo RC-5 e o tecladista Lafayette, que teve contribuição decisiva e brilhante, substituindo eventualmente o órgão Hammond por piano e cravo. Roberto Carlos em Ritmo de Aventura foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o 24º melhor disco brasileiro de todos os tempos.
Ídolo absoluto no Brasil, Roberto Carlos também estrelou três filmes, inspirados nos modelos lançados pelos Beatles em meados da década de 1960. O primeiro deles foi o longa-metragem homônimo, "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" de 1968, dirigido por Roberto Farias. A trilha sonora foi lançada naquela mesma época, com o mesmo sucesso do filme. Depois vieram "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa" de 1970 e "Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora", de 1971, todos dirigidos por Roberto Farias.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

GEORGE HARRISON - GEORGE HARRISON 1979 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐


A beleza de “George Harrison” não está apenas nas lindas fotos da capa e contra-capa feitas por Mike Salisbury nos jardins de Friar Park, mas em cada uma de suas apenas dez faixas. “George Harrison” foi antecipado pelo single "Blow Away", lançado em 16 de fevereiro de 1979 no Reino Unido e três dias depois nos Estados UnidosGeorge Harrison foi oficialmente lançado pela Dark Horse Records em 20 de fevereiro nos EUA e no Reino Unido em 23 de fevereiro. Pouco antes de seu lançamento, George, Olivia Arias e o fiel amigo Gary Wright compareceram ao Grande Prêmio do Brasil em São PauloComo o primeiro Beatle a visitar o Brasil, Harrison foi alvo de considerável atenção da mídia. Ele corrigiu a suposição de um jornalista de que todo o LP era sobre automobilismo, dizendo que apenas "Faster" era, embora tenha acrescentado que a letra era adequadamente "abstrata" e "poderia ser sobre qualquer pessoa... não apenas sobre carros e motores" (Nossa, como foram burros os jornalistas brasileiros...)O single “Blow Away” / “Soft Hearted Hana”, alcançou o número 51 nas paradas do Reino Unido, e 16 e 7, nos EUA e Canadá, respectivamente. George Harrison foi o oitavo álbum de estúdio de Harrison. Escrito e gravado durante grande parte de 1978, um período de contentamento doméstico para o ex-Beatle, durante o qual ele se casou com Olivia Arias e se tornou pai pela primeira vez do filho DhaniHarrison escreveu várias das músicas enquanto estava no Havaí, em 1978. Por ocasião do 40º aniversário de “George Harrison” em 2019, a Billboard descreveu-o como o "álbum mais pacífico" de Harrison, com canções que o mostravam "mais feliz do que nunca em anos", e onde a tranquilidade interior e esplendor exterior foram um e o mesmo.

O álbum também inclui os singles "Blow Away" e "Not Guilty", que Harrison gravou originalmente com os Beatles em 1968. Além de revisitar "Not Guilty", Harrison escreveu "Here Comes the Moon" como um sucessor lírico de sua composição de Abbey Road de 1969, "Here Comes the Sun". Tal como acontece com "Here Comes the Moon", sua inspiração para a letra de "Soft-Hearted Hana" foi uma experiência psicodélica com cogumelos que ele teve em Maui. O título da música faz referência ao padrão Tin Pan Alley "Hard Hearted Hannah" e à cidade de Hana em Maui. "Soft Touch" foi uma música que Harrison começou a escrever em março de 1976, enquanto estava de férias com Arias nas Ilhas Virgens. Harrison disse que a melodia se originou quando ele tocou a linha de trompas da faixa "Run of the Mill" de All Things Must Pass no violão, após o que ele procurou transmitir a atmosfera ao seu redor: "o vento, a brisa fresca soprando , as palmeiras, a lua nova nascendo". Mas havia muito mais em George Harrison 1979 como o sucesso "Love Comes to Everyone", as belíssimas "Dark Sweet Lady" e "Your Love Is Forever", e a animada "If You Believe", composta em parceria com Gary Wright.
No início de fevereiro de 1979, George Harrison foi o primeiro ex-Beatle a visitar o Brasil. Fã do automobilismo, tinha o costume de acompanhar corridas nos autódromos e era amigo de pilotos como James Hunt e Jackie Stewart. Mas ele tinha mesmo uma grande amizade com Emerson Fittipaldi, que o convidou para passar uns dias em sua casa de praia, no Guarujá, além de assistir à corrida em Interlagos, sétimo GP do Brasil de Fórmula 1. Durante sua pequena permanência no Brasil, Harrison deu várias e várias entrevistas. Este artigo que a gente confere agora, foi publicado na revista SOM TRÊS de setembro de 1979. É uma resenha do disco, assinada por Ana Maria Bahiana, absolutamente imperdível!
Nove anos de música na vida do jardineiro George
Há jardins na casa de George Harrison e de All Thing Must Pass. E nove anos separando um do outro. Na recente e curtíssima passagem pelo Brasil, George não falou em nenhum dos dois – embora, teoricamente, tenha vindo divulgar o segundo – mas do tempo dos jardins e dos Beatles. Havia uma sensação estranha em olhar aquele homem muito velho para seus 36 anos, muito sereno para quem viveu tudo que viveu: a sensação de que todos ali – jornalistas, fotógrafos, ele mesmo – estavam vivendo uma fantasia, uma trip, uma irrealidade, que estávamos todos representando uma entrevista com frieza e profissionalismo, porque não podia ser verdade. Não é mesmo, George Harrison realmente não existe, é uma imagem de celulóide, uma impressão numa folha de jornal, uma voz sem corpo numa caixa acústica.
Em algum ponto da entrevista você percebe que ele sabe disso. Que olha a si mesmo de fora, e sabe que não tem, na verdade, carreira nenhuma a manter, imagem nenhuma a cultivar, que já tinha provado tudo que precisava provar e deixado a si mesmo lá atrás, lá longe, como a casca de uma cigarra. E, no entanto, ele faz discos. Talvez porque tenha passado os últimos seis anos - espaço que separa seu derradeiro bom álbum. Living in the Material World, deste último George Harrison – caminhando para longe de si mesmo, do personagem que foi, ele tem feito em sua maioria discos ruins, monótonos, desleixados. E talvez porque tenha chegado ao ponto em que realmente, o que foi não importa, ele faz agora, um álbum magnífico em sua simplicidade, repleto de hits certeiros, como “Blow Away”, “Love Comes to Everyone”, “Here Comes The Moon”( a antítese de “Here Comes The Sun”) e canções belíssimas, continuadoras de uma linhagem inaugurada com “Something”, “Dark Sweet Lady”, “Your Love is Forever”, “Soft Touch”. Música comercial de primeira linha, como em síntese, os Beatles sempre fizeram. Executada com maestria de alguém que conhece todas as intimidades do estúdio, esse velho amigo. Há um ciclo se fechando entre Harrison e All Things Must Pass, o álbum triplo que está sendo relançado no Brasil. All Things é o primeiro passo fora, e por isso é raivoso, abundante, majestoso, jorrando como uma hemorragia – ou como uma dor de barriga, como, candidamente, o próprio George o comparou. É seu melhor disco, e um dos melhores discos feitos nos anos 70. Está repleto de clássicos – “If Not For You”, “Beware of Darkness”, “I’d Have You Anytime”, “Isn’t It a Pity”, “My Sweet Lord” – e com uma dinâmica diabólica em cada faixa – “What Is Life”, para citar o exemplo máximo. A guitarra não é genial, mas tem estilo, bom gosto, leveza. A voz é bruxulenta, mas George sabe como gravá-la e fazer dela a sua assinatura. George é, acima de tudo, inventor de melodias – e assim sobreviverá a si mesmo e será encontrado em plena forma, nove anos depois. Aí já é o fim de uma estrada, o começo de outra. Sentado sobre uma pedra, olhando para trás, pacificamente, e não mais no meio daquele descampado, os quatro anõezinhos caídos no chão, aquele olhar de “viram o que aconteceu?”. Todas as coisas devem passar. E George veio, George foi, George falou e parecia que não era ele, e talvez não fosse, mas isso já não faz diferença. George não tem nenhum motivo para fazer música, nem boa nem má, nem para ganhar dinheiro. Mas faz. Nada mau para um jardineiro. Ana Maria Bahiana.
Legal, né? Aqui a gente confere os vídeos dos sucessos "Blow Away" e "Faster". Por último, o álbum completo. Viva a Internet, Viva George Harrison. Hare Krishna.

THE BEATLES - GOLDEN SLUMBERS - 1969 ⭐⭐⭐⭐⭐


Abbey Road realmente é um tesouro surpreendente. Não é por acaso que é considerado por tantos, como o melhor disco dos Beatles."Golden Slumbers" é uma dessa preciosidades. É a sexta parte do longo medley que aparece no lado B do último disco gravado pelo grupo. É seguida por "Carry That Weight" (as duas músicas foram gravadas juntas, como uma única peça) que emenda com o clímax de “The End”. Dura exatos 1’32”. Os arranjos de cordas e metais foram esculpidos pelo produtor George Martin com os engenheiros Geoff Emerick Phil McDonald. Da gravação original, participaram: Paul McCartney - vocal principal e piano; George Harrison - baixo e Ringo Starr - bateria e percussão. John Lennon não participou porque, nos dias da gravação estava em convalescença do acidente de carro na Escócia. A parte orquestral é composta por 12 violinos, 4 violas, 3 trompetes, um trombone, um trombone baixo e 4 cornetas.