"You Want Her Too" é a terceira música do oitavo álbum solo de Paul McCartney, Flowers In The Dirt, lançado no início de junho de 1989. Foi escrita por McCartney e Elvis Costello e embora seja uma das quatro canções co-escritas pela dupla, é o único dueto do álbum. As outras três são: "My Brave Face", "Don't Be Careless Love" e "That Day Is Done". McCartney e Costello gravaram uma demo acústica de "You Want Her Too" no estúdio Hog Hill Mill em 3 de setembro de 1987. A versão do álbum foi iniciada em 1º de fevereiro de 1988, com McCartney nos vocais e baixo, Costello nos vocais e teclados, Hamish Stuart e Kevin Armstrong nas guitarras e Chris Whitten na bateria. No entanto, foi regravada principalmente em 31 de outubro de 1988, durante as sessões de gravação de McCartney produzidas por Mitchell Froom e Neil Dorfsman. "You Want Her Too" termina com som de uma banda de jazz. Essa parte foi arranjada por Richard Niles e foi reduzida para apenas 25 segundos na mixagem final. Paul McCartney nunca cantou "You Want Her Too" ao vivo.
terça-feira, 12 de março de 2024
PAUL McCARTNEY - YOU WANT HER TOO - 1989
"You Want Her Too" é a terceira música do oitavo álbum solo de Paul McCartney, Flowers In The Dirt, lançado no início de junho de 1989. Foi escrita por McCartney e Elvis Costello e embora seja uma das quatro canções co-escritas pela dupla, é o único dueto do álbum. As outras três são: "My Brave Face", "Don't Be Careless Love" e "That Day Is Done". McCartney e Costello gravaram uma demo acústica de "You Want Her Too" no estúdio Hog Hill Mill em 3 de setembro de 1987. A versão do álbum foi iniciada em 1º de fevereiro de 1988, com McCartney nos vocais e baixo, Costello nos vocais e teclados, Hamish Stuart e Kevin Armstrong nas guitarras e Chris Whitten na bateria. No entanto, foi regravada principalmente em 31 de outubro de 1988, durante as sessões de gravação de McCartney produzidas por Mitchell Froom e Neil Dorfsman. "You Want Her Too" termina com som de uma banda de jazz. Essa parte foi arranjada por Richard Niles e foi reduzida para apenas 25 segundos na mixagem final. Paul McCartney nunca cantou "You Want Her Too" ao vivo.
segunda-feira, 11 de março de 2024
THE BEATLES - YOU KNOW MY NAME (Look Up The Number) - 1970

"You Know My Name (Look Up the Number)" é uma música dos Beatles composta por John Lennon, creditada a Lennon-McCartney e lançada como Lado B do single Let It Be de 1970. Começou a ser gravada em 1967, logo depois das sessões de Pepper, mas só foi lançada três anos depois.

Paul McCartney diz na biografia "Many Years From Now" de Barry Miles: "John veio uma noite com essa canção que era basicamente um mantra, 'você sabe meu nome, procure o número'. E eu nunca percebi o que ele quis dizer com aquilo, poderia ter alguma presença de Yoko, talvez. Era a ideia original de John e era toda a letra. Ele trouxe originalmente e ficamos uns 15 minutos pensando na estrutura enquanto ele ficava meio fora do ar e então nós dissemos, 'O que iremos fazer com isso então?' e ele disse, 'Vamos fazendo, igual a um mantra'. Então eu disse, "Beleza, vamos fazer isso".

Na verdade a faixa foi inspirada em um slogan que ficava em uma lista telefônica na casa de McCartney, como disse Lennon na entrevista da Playboy em 1980: "Eu estava esperando Paul em sua casa, e eu vi a lista telefônica em cima do piano com a frase 'Você sabe meu nome, procure o número'. Era igual a um slogan e eu logo mudei. Era para ser quatro tipos de som, e os acordes mudariam em instantes, mas nunca se desenvolveu, então fizemos um monte de palhaçada com ela".

A estrutura de "You Know My Name" consiste em cinco partes separadas, a primeira mais convencional traz o título da faixa cantada por John e Paul com o fundo de piano. A parte dois, foi mais tarde editada por John, que repetia um vocal de apoio estilo Ska, parte esta que, foi restaurada em 1996 para o Anthology 2. A parte três era a sessão da boate, com Lennon dizendo: "Boa noite e bem vindo ao Slaggers. Apresentando Dennis O’Bell".

Dennis O’Bell era um artista fictício interpretado por Paul McCartney. O nome vinha do produtor cinematográfico Dennis O’Dell, que trabalhou em A Hard Day's Night e com John Lennon em How I Won The War. O'Dell mais tarde produziu o filme Magical Mystery Tour e se tornou chefe da Apple Films. A parte quatro, gravada como última parte, (já que uma parte cinco foi adicionada em 1969 para o lançamento do single), era uma parte cômica ao estilo Monty Python, com sons de relógio cuco, gaita, bongôs, piano, vozes bobinhas e outros efeitos da coleção Abbey Road. A parte final era outro piano estilo jazz, com trechos de vibrafone e vocais incompreensíveis. Traz também a participação de Brian Jones, dos Rolling Stones, que veio visitá-los na sessão e acabou fazendo um solo de saxofone. "You Know My Name" ficou intocável até 30 de abril de 1969, quando Lennon e McCartney voltaram a trabalhar nela para o lançamento, com a ajuda de Mal Evans e sem a participação de George e Ringo.

Em 1988, Paul McCartney, inesperadamente disse que esta era sua canção favorita dos Beatles, no livro The Complete Beatles Recording Sessions de Mark Lewisohn: "As pessoas estão descobrindo os lados-B dos singles dos Beatles. Estão descobrindo faixas como "You Know My Name (Look Up The Number)", provavelmente minha canção favorita por ser tão insana".

Os Beatles começaram gravando 14 takes em 17 de maio de 1967, com os instrumentos principais. Em 7 de junho voltaram e adicionaram um bom número de overdubs, o que tornou uma canção de 20 minutos. A instrumentação ainda trazia flautas e tamborim. Na madrugada para o dia 8 de junho foi gravado mais alguns takes e o solo de saxofone feito por Brian Jones. Paul McCartney comenta a participação do Rolling Stone também em “Many Years From Now”: “Ele chegou no estúdio com um grande casaco afegão. E estava constantemente tenso, inseguro e estava realmente tenso por estar numa sessão dos Beatles. Ele estava nervoso a ponto de tremer, acendendo cigarro atrás de cigarro. Eu gostava muito de Brian. Eu achei que seria uma ótima ideia traze-lo talvez com uma guitarra e fazer ele tocar alguma levada, mas para nossa surpresa ele trouxe um saxofone. Ele abriu o case e começou a aquecer tocando um pouco. Ele era um saxofonista tão ruim, que eu pensei ‘há-há, teremos apenas uma palhinha".

"You Know My Name" foi editada em 9 de junho de 1967 em versão mono. E em 30 de abril de 1969, foi feito uma reedição em estéreo, adicionando mais vocais e alguns efeitos. Alguns dos efeitos incluíam o som do assistente Mal Evans, cavando pedras com uma pá, além de vozes bizarras e palmas. Lennon reduziu o tempo da canção de 6’08 para 4’19 e "You Know My Name" quase foi lançada como lado A do novo single da Plastic Ono Band. Lennon queria essa com “What's The New Mary Jane” no lado B. Porém, mesmo após ter imprimido selos, e autorizado pela Apple Records, o restante da banda vetou o lançamento.

Três meses depois a música foi lançada como Lado B de "Let It Be" no dia 11 de março de 1970 - Último compacto lançado pelos Beatles. "What's the New Mary Jane" não foi oficialmente lançada até 1996 no Anthology 3 embora antes tenha aparecido em dezenas de piratas. Foi a última canção inédita lançada pelos Beatles, até 1995-1996, com "Free As a Bird", "Real Love" e outras). A primeira versão em CD foi em 1988, na coletânea, "Past Masters, Volume Two". "You Know My Name" foi produzida por George Martin e teve Geoff Emmerick como engenheiro. Participaram da gravação: John Lennon - vocais, guitarra, maracas, palmas; Paul McCartney - vocais, piano, baixo, palmas; George Harrison - vocais de apoio, guitarra, vibratos, palmas; Ringo Starr - vocais, bateria, bongôs e palmas; Mal Evans - efeitos sonoros e Brian Jones - solo de saxofone.
domingo, 10 de março de 2024
THE ROLLING STONES - SHE'S A RAINBOW - 1967 🌸🌸🌸
"She's a Rainbow" (Jagger/Richards) é uma música dos Rolling Stones lançada em seu álbum de 1967, Their Satanic Majesties Request. Foi chamada de "a música mais bonita e incomum" que Mick Jagger e Keith Richards escreveram. Inclui lirismo rico, piano vibrante de Nicky Hopkins e uso do Mellotron por Brian Jones. John Paul Jones, mais tarde do Led Zeppelin, fez os arranjos de cordas durante seus últimos tempos como músico de estúdio. Os backing vocals foram fornecidos por toda a banda, exceto Charlie Watts. Notavelmente, todos os vocais soam como um canto suave de fundo, com a música ofuscando-os a ponto de as letras serem difíceis de ouvir. "Rainbow" começa com o piano tocando uma escala ascendente com reviravolta, que retorna ao longo da música como um motivo recorrente. Este motivo é desenvolvido pela celesta e pelas cordas no meio 8. Dispositivos humorísticos e ambíguos são usados, como quando as cordas tocam desafinadas no final da música, e quando os outros Stones cantam seus "La La's" como crianças.
THE BEATLES - IT'S GETTING BETTER ALL THE TIME
Tudo está certamente ficando melhor! A letra de Paul McCartney é ambientada na mesma batida sincopada que ele usara alguns anos antes em canções como "She's A Woman". O solo vocal também é de Paul e John se junta a ele na segunda voz. Com George, os dois fazem os coros a três vozes do fundo. George |á havia feito experiências com a cítara indiana em outras canções dos Beatles, e nesta gravação ele usa mais um instrumento indiano, a tambura, que parece uma citara maior mas não produz notas musicais como as da escala ocidental Esse instrumento de cordas produz um som ressonante que na música indiana, é usado mais como pano de fundo do que como parte da instrumentação principal. Perto do fim da faixa, George Martin se junta a banda, ao piano. Detalhe: ele não toca as teclas, mas percute diretamente nas cordas. Genial! Jeff Russel
sábado, 9 de março de 2024
ALF BICKNELL - BABY YOU CAN DRIVE MY CAR
Alf Bicknell, 75 anos, que trabalhou em 1964, 65 e 66 como motorista dos Beatles, e vivia da venda de recordações, histórias de bastidores e anedotas do tempo em que viveu com os rapazes de Liverpool, morreu no dia 9 de março de 2004 em sua casa em Banbury, Inglaterra. Ele teria desmoronado em sua cozinha. A causa da morte nunca foi divulgada.

Depois de começar a trabalhar cedo como aprendiz de açougueiro e palhaço, Bicknell encontrou o caminho do sucesso como motorista particular em Londres para pessoas distintas. Por recomendação do empresário dos Beatles, Brian Epstein, Alf Bicknell se tornou parte da entourage da banda a partir do segundo semestre de 1964.

Alf sempre disse que não estava acostumado com o nível de adoração das fãs dos Beatles e isso o deixava preocupado, sendo levado a alguns acidentes de percurso. Para evitar a loucura das fãs batendo em torno do carro, Bicknell muitas vezes teve de fazer mudanças bruscas no trânsito. A primeira vez que ele conduziu um Beatle, dirigia um luxuoso Austin Princess em alta velocidade que, numa freiada, George Harrison bateu a cabeça contra o vidro. Alf pensou que sua carreira estava encerrada ali, mas Harrison começou a rir. Com os anos, Alf deixou crescer o cabelo e a barba em solidariedade aos seus jovens clientes.

Sua principal tarefa era assegurar conforto e segurança dos Beatles, incluindo a manutenção de um estoque de cigarros no carro. Mas ele também era um guarda-costas de verdade - foi espancado pela polícia nas Filipinas durante a estadia desagradável dos Beatles por lá - e passou outros tantos apuros na companhia dos patrões famosos. Através dos Beatles, conheceu Bob Dylan e Elvis Presley. De todas as histórias que conta sobre sua convivência com os Beatles, a que Alf mais adorava contar era a de um dia em que John Lennon tirou-lhe o cap de motorista e jogou-o do carro pela janela. Lennon disse: "Você não precisa mais disso, Alf. Você agora é um de nós".

Alfred George Bicknell nasceu em Haslemere, Inglaterra. Começou a trabalhar aos 14 anos, após a morte do pai. Serviu no exército e tornou-se motorista particular em 1950. Os Beatles pararam com as turnês em 1966, então Alf Bicknell teve de encontrar novos clientes. Ele dirigiu para outros músicos e executivos até 1980, quando machucou o braço direito com uma serra elétrica em um acidente de jardinagem. Precisando de dinheiro, começou a vender lembranças de seu tempo com o grupo, incluindo horas de fitas de ensaios dadas a ele por John Lennon tantos anos antes.

Alf co-escreveu sua autobiografia de 1989 "Baby, You Can Drive My Car" com o fã dos Beatles Garry Marsh - Um título inspirado pelo hit dos Beatles "Drive My Car", da qual Alf jurava que tinha sido a inspiração. Mais tarde lançou um livro e uma coleção de vídeos, Beatles Diary, que oferece um retrato bastante lisonjeiro dos rapazes. Nas convenções dos Beatles, Alf era uma figura sempre cativa.
MAL EVANS - THE BEATLES ROAD MANAGER
NEIL ASPINALL - BEATLES PERSONAL ASSISTANT
THE BEATLES - DRIVE MY CAR
sexta-feira, 8 de março de 2024
JOHN LENNON - WOMAN IS THE NIGGER OF THE WORD 🌹

"Contrariando imagens da primeira fase dos Beatles - quando a banda e seus acólitos eram vistos como uma espécie de Clube do Bolinha -, Lennon saudou a ascensão do feminismo e do movimento pela liberação da mulher, que, no começo da década de 1970, se encontrava no auge. Da mesma forma como a luta pelos direitos dos negros exigia o despertar dos brancos, o movimento das mulheres exigia o envolvimento dos homens. Além da força de suas convicções, Lennon tinha o hábito de desafiar estereótipos e tendia, por princípio, a trilhar caminhos diferentes. Ele era contra a guerra num país e num mundo que costuma tomar agressividade por masculinidade. Ele era criativo num mundo em que os homens são mais recompensados pela agressividade do que pela criatividade. Sua vida - assim como seu trabalho - era e ainda é uma influência libertadora para todos, especialmente os homens." Trecho do excelente livro “John Lennon em Nova York – Os anos da revolução” de James A. Mitchel

"Woman Is the Nigger of the World" foi composta por John Lennon em co-parceria com Yoko Ono e foi lançada como single pela Apple Records nos Estados Unidos, na Nova Zelândia e Japão, chegando à posição nº 57 na Billboard Hot 100, tornando-se o single que alcançou a mais baixa posição na vida de Lennon. O compacto trazia no lado B "Sisters O’ Sisters” de Yoko Ono. As duas faixas aparecem no álbum “Some Time in New York City”. Foram gravadas entre novembro de 1971 a março de 1972 e produzidas por Phil Spector, John Lennon e Yoko Ono. Quando foi lançada, "Woman Is the Nigger of the World" provocou controvérsia, devido ao seu título e conteúdo. ''A mulher é o negro do mundo" retrata situações cotidianas vividas pelas mulheres e mostram sua infeliz subordinação a uma sociedade patriarcal. A frase-título foi ‘inventada’ por Yoko Ono em uma entrevista com a revista Nova em 1969 e foi citada na capa da revista.

Em uma entrevista de 1972 para o programa The Dick Cavett Show, John Lennon afirmou que o revolucionário irlandês James Connolly foi uma inspiração para a música. Lennon citou a afirmação de Connolly, "a trabalhadora é escrava do escravo", explicando a inspiração pro-feminista por trás da música. Devido ao uso de um epíteto racial ofensivo e o que foi percebido como uma comparação inadequada dos direitos das mulheres com a opressão dos afro-americanos, a maioria das estações de rádio nos EUA recusou-se a tocá-la. A Organização Nacional para a Mulher concedeu a Lennon e Ono uma "Imagem Positiva das Mulheres" citando a "forte declaração pro-feminista" da música em agosto de 1972.

Através de entrevistas de rádio e televisão, Lennon explicou seu uso do termo "nigger" como se referindo a qualquer pessoa oprimida. A Apple Records colocou um anúncio para o single na edição de 6 de maio da revista Billboard com uma declaração recente, não relacionada à música, pelo proeminente congressista negro Ron Dellums para demonstrar o uso mais amplo do termo. Lennon também se referiu à citação de Dellums durante uma aparição no The Dick Cavett Show, onde ele e Ono tocaram a música com a banda Elephant's Memory. Por causa do título polêmico, a ABC pediu a Cavett que pedisse desculpas ante a plateia pelo conteúdo da música, caso contrário, a apresentação não seria exibida.

Lennon também visitou os escritórios das revistas Ebony e Jet com o comediante/ativista Dick Gregory e apareceu em uma capa intitulada "Ex-Beatle Tells How Black Stars Changed His Life" em 26 de outubro de 1972. Uma versão editada da música foi incluída no coletânea de 1975 “Shaved Fish”. A música foi reeditada novamente como o lado B para "Stand by Me" em 4 de abril de 1977. Além de “Some Time in New York City”, também aparece no "Live in New York City", em “Working Class Hero: The Definitive Lennon” e nas caixas "John Lennon Anthology" e “Gimme Some Truth”. Participaram da gravação: John Lennon – vocais e guitarra; Stan Bronstein – sax tenor ; Gary Van Scyoc – baixo; Adam Ippolito – piano e órgão; Wayne "Tex" Gabriel – guitarra; Richard Frank Jr. – bateria e percussão e Jim Keltner – bateria. 8 de março - Feliz Dia Internacional das Mulheres!
SIR GEORGE MARTIN - O QUINTO BEATLE - 1926 / 2016

Há oito anos, morria Sir George Martin. De todos os indicados ao almejado título de "Quinto Beatle", ninguém é mais justificável de que ele, produtor, arranjador, compositor, engenheiro, músico e maestro. Devido a sua importância em relação à produção musical dos discos dos Beatles, é chamado com justiça de “o Quinto Beatle”, em referência ao seu trabalho como produtor de quase todos os álbuns lançados pelos rapazes de Liverpool, incluindo, em 1967, o inovador "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", que lhe trouxe reconhecimento, fama e consagração definitiva na história da música pop e "Let It Be", que também teve produção de Phil Spector. Martin foi um dos maiores produtores musicais de todos os tempos, com mais de trinta canções chegando ao primeiro lugar das paradas no Reino Unido e nos Estados Unidos. Ele nasceu em Londres, em 3 de janeiro de 1926.
George Martin nasceu em Holloway (pequena cidade ao norte da capital Londres). Filho de pai carpinteiro, teve uma juventude humilde, sem uma educação musical erudita. Autodidata, aprendeu a tocar piano sem ajuda de mestre, ainda com dezesseis anos. Além do seu trabalho com os Beatles ou com seus ex-integrantes, Martin também foi o produtor de dezenas de artistas, incluindo a banda America. Ele também é um compositor de talento (exemplos são as trilhas sonoras dos filmes Yellow Submarine, dos Beatles, e Live and Let Die de James Bond.

Em uma carreira de seis décadas, Martin trabalhou em cinema, televisão e espetáculos ao vivo. Ele também já teve vários cargos executivos em companhias midiáticas e contribuiu para várias de causas beneficentes, incluindo seu trabalho para o The Prince's Trust da ilha de Montserrat. Em reconhecimento por suas contribuições para a música e cultura popular, ele recebeu um título Knight Bachelor em 1996. George Martin faleceu no dia 8 de março de 2016 aos 90 anos, em Londres. Foi casado por mais de trinta anos com Judy Lockart Smith e tiveram quatro filhos, o mais velho, Giles, é o produtor dos álbuns dos Beatles hoje.
quinta-feira, 7 de março de 2024
THE BEATLES - I'VE GOT A FEELING - LET IT BE... NAKED
Faixa sensacional, produzida a partir de uma tomada distinta da usada no álbum original, com som pesado e ótima mixagem. A energia da banda é incrível. I've Got A Feeling (Lennon-McCartney) foi gravada em 30 de janeiro de 1969, to telhado da Apple, em Saville Row, Londres. O produtor foi George Martin e o engenheiro de som, Glyn Johns.
BOB DYLAN - JUST LIKE A WOMAN - 1966 - ⭐⭐⭐⭐⭐

"Just Like a Woman" é uma canção do cantor e compositor Bob Dylan, que aparece como a quarta faixa do lado 2 de seu sétimo álbum de estúdio Blonde on Blonde, lançado a 16 de maio de 1966 pela Columbia Records e primeiro álbum duplo na história do rock. Foi lançada como um single nos Estados Unidos durante agosto de 1966 e alcançou a posição número 33 na Billboard Hot 100. Não foi lançada como um single no Reino Unido, mas o grupo britânico de música beat Manfred Mann lançou uma versão single de sucesso da canção em julho de 1966, que alcançou a posição de número 10 nos gráficos da UK Singles Chart. Em 2011, a revista Rolling Stone classificou a versão original desta música na 232ª posição em sua lista das 500 Maiores Músicas de Todos os Tempos.
terça-feira, 5 de março de 2024
THE BEATLES - DON'T BOTHER ME - 1963 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐
"Don't Bother Me" foi a estreia oficial do jovem George Harrison, então com 20 anos, como autor de uma canção dos Beatles. O principal guitarrista da banda, conseguiu o mérito de estar à frente em nada menos que três músicas – “Don’t Bother Me”, dele próprio, o clássico “Roll Over Beethoven”, de Chuck Berry e a menos notada regravação dos Beatles para “Devil In Her Heart” de Richard Drapkin que a gravou com o nome de Ricky Dee.
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O álbum With The Beatles foi o segundo lançado por eles, em 22 de novembro de 1963. No primeiro, Please Please Me, George aparecia com duas: “Chains” (escrita pela dupla Goffin / King) e “Do You Want To Know a Secret?” de John Lennon e Paul McCartney, além dos seus solos espetaculares e absolutamente matadores como em “I Saw Her Standing There” - faixa que abre o disco e a carreira fonográfica dos Beatles.

Harrison escreveu a música enquanto estava doente e de cama em um quarto de hotel em Bournemouth, Inglaterra. Os Beatles já tinham gravado duas canções compostas por George Harrison mas não as tinham lançado: "In Spite of All the Danger" (em parceria com Paul McCartney) e "Cry for a Shadow" (em parceria com John Lennon). Ambas só foram lançadas oficialmente em 1995 no álbum duplo Anthology 1. O verso que diz: "So go away, leave me alone, don't bother me" - Então vá embora, deixe-me só, não me perturbe - não era comum em canções dos Beatles na época mas esses versos, se tornariam uma das mais marcantes características de George Harrison. "Don't Bother Me" mais tarde apareceria na cena da boate no filme "A Hard Day's Night".

Os Beatles gravaram "Don't Bother Me" pela primeira vez no Studio Two da EMI em Abbey Road em 11 de setembro de 1963. Gravaram sete takes, três dos quais eram overdubs, nenhum deles foi usado. Os resultados foram considerados insatisfatórios. Retornando ao estúdio no dia seguinte, refizeram a música das 7h às 11h30, designando o primeiro take como "take 10". George Martin produziu, assistido pelos engenheiros Norman Smith e Richard Langham. Harrison canta o vocal principal e toca o solo de guitarra em todas as faixas, reclamando entre as tomadas sobre a dificuldade que isso adiciona à apresentação. Lennon toca guitarra base, tentando obter um som "sujo" nas primeiras tomadas, aumentando o ganho de sinal em sua Rickenbacker 325 Capri. Martin não ficou satisfeito com o efeito e sugeriu o uso de um compressor para nivelar a faixa dinâmica da guitarra e atingir o "som de órgão" desejado. O amplificador de Lennon fornece um efeito de tremolo, resultando em um som mais "sinistro" no refrão e na ponte. O take 13 foi considerado o melhor, permitindo que os Beatles continuassem com a dobragem. Harrison gravou outro vocal, duas vezes seguidas de seu original, enquanto McCartney toca claves, Lennon o pandeiro e Ringo um bongô árabe.

With the Beatles foi lançado pelo selo Parlophone da EMI em 22 de novembro de 1963, com "Don't Bother Me" sequenciada como a quarta faixa entre "All My Loving" e "Little Child". Ian MacDonald escreveu que a recepção da música tem sido geralmente ruim, com até o próprio Harrison subsequentemente descartando-a. Em sua biografia "I, Me, Mine", Harrison escreve: "Não acho que seja uma música particularmente boa... Pode nem ser uma música, mas pelo menos me mostrou que tudo que eu precisava fazer era continuar escrevendo, e então talvez eventualmente eu escreveria algo bom". Tim Riley descreve-a como uma estreia de composição fraca e demonstra a força dos Beatles como um grupo que "encontra um groove nesta música, apesar de suas falhas". Mark Hertsgaard foi mais favorável, descrevendo-a como uma das melhores em With the Beatles e "uma estreia promissora". George Harrison faz o vocal dobrado e toca a guitarra solo; John Lennon toca a guitarra base e pandeiro; Paul McCartney toca baixo e claves; e Ringo Starr toca bateria e bongô árabe.
PAUL McCARTNEY - WINGSPAN - HITS AND HISTORY - 2001
Wingspan: Hits and History é um álbum de compilação dos maiores sucessos de Paul McCartney com material que vai de seu primeiro álbum solo McCartney em 1970 até a trilha sonora do filme Give My Regards to Broadstreet em 1984. Wingspan foi lançado em 7 de maio de 2001.

Wingspan é separado em dois conjuntos distintos: o disco "Hits" apresenta material de sucesso comercial, enquanto "History" mostra canções menos conhecidas do mesmo período. As edições americana e britânica do álbum variam ligeiramente, já que a edição do Reino Unido contém a versão de estúdio de "Coming Up", enquanto a edição dos EUA contém "Coming Up (Live at Glasgow)", que foi mais popular lá. A versão japonesa do álbum também inclui "Eat at Home", lançado como single no Japão.
Lançado em conjunto com um documentário de TV em horário nobre, similarmente chamado Wingspan, a trilha sonora associada foi um sucesso comercial. Nos Estados Unidos, foi direto para o número 2 da Billboard 200, com vendas de 221.000 cópias na primeira semana de seu lançamento. O álbum ficou nas paradas por 14 semanas, vendendo aproximadamente 970.000 unidades.Wingspan foi certificado como dupla platina pela Recording Industry Association of America, e também alcançou o status de ouro no Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia. Um DVD do documentário transmitido - que tratou do relacionamento de McCartney com Linda e seu eventual casamento, o último ano traumático da carreira dos Beatles e seu próprio papel na separação, e a história da formação e carreira do Wings nos anos 1970 em direção à sua dissolução em 1980 - foi produzido por Mary McCartney, que também entrevistou seu pai no filme e que a gente confere aqui, original em inglês, sem legendas.
segunda-feira, 4 de março de 2024
"HELL!" - UM DISCO DOS INFERNOS!!! 😈😈😈😈😈😈😈

Na segunda metade da primeira década dos anos 2000, depois do lançamento do álbum LOVE dos Beatles, com os remixes das músicas apresentadas no espetáculo do Cirque Du Soleil, começaram a aparecer discos (bootlegs) com remixes de todos os tipos. Esse "HELL!", lançado em janeiro ou fevereiro de 2008, foi um dos mais curiosos e esquisitos deles. Curiosamente também, foi o primeiro dos mais de 200 que disponibilizei aqui para download.

Depois de "HATE", inspirado em "LOVE" dos Beatles, um tal de Pete ‘Best’ Zarustica lançou mais uma rodada de remixes com a musica deles. Intitulado “The Beatles’ HELL” (baseado no original Help!), foi o segundo disco produzido pelo cara usando como matéria-prima as gravações originais do quarteto de Liverpool.

Nele, o "artista" reconstrói ou "destrói" clássicos como "Help!", "Michelle" e vários outros, com o objetivo de protestar contra as guerras no mundo (?). Pelo fantasioso release, os quatro artistas de Liverpool tiveram que passar uma temporada no "inferno" como alguns soldados no Oriente Médio foram obrigados a fazer. Eles estiveram nos mesmos círculos que Dante descreveu há mais de 700 anos, até chegaram no fundo do poço. Nos títulos das músicas, o autor ainda tentou fazer gracinhas com tocadilhos até meio bobos: "Hell", "Ticket To Die", "You're Gonna Bruise That Girl", "Got To Get You Under My Knife", "Sell Me What You See", "I've Just Seen An Evil Face", "Hell Terskelter", "Magical Hystery Tour", "Helleanor Rigid", "Mic’Hell", "Blaming Madonna", "Act Diabolically" e "Hell'O Goodbye".

O disco tinha até site para vendas e a empreitada teve ainda apoio da ClearChannel, que divulgou o lançamento de Hell sem custo algum em out-doors no Reino Unido.
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