domingo, 10 de janeiro de 2010

METROPOLIS - FRITZ LANG

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Metropolis é um filme alemão de ficção científica produzido em 1927, realizado pelo cineasta austríaco Fritz Lang. Na época, foi a mais cara produção até então realizada na Europa, e é considerado por especialistas um dos grandes expoentes do expressionismo alemão. O roteiro, baseado em romance de Thea von Harbou, foi escrito por ela, em parceria com Lang.

O enredo é ambientado no século XXI, numa imensa cidade governada autocraticamente por um poderoso empresário. Os seus colaboradores constituem a classe privilegiada, vivendo em um jardim idílico, como Freder, único herdeiro do dirigente de Metropolis.

Os trabalhadores, ao contrário, são escravizados pelas máquinas, e condenados a viver e trabalhar em galerias no subsolo. Em meio à miséria dos operários, uma jovem, Maria, se destaca, exortando os trabalhadores a se organizarem para reivindicar seus direitos através de um escolhido que virá para os representar.

Através de cenas de forte expressão visual, com o recurso de efeitos especiais, algumas se tornaram clássicas, como a panorâmica da cidade com os seus veículos voadores e passagens suspensas. Alusões bíblicas, mistério, ação e romance, completam o leque que envolve o público e o mantém em suspense até ao final.

Na época, Metropolis impressionou tanto Hitler que, quando ele chegou ao poder, solicitou ao Ministro Goebbels que abordasse Lang, convidando-o a fazer filmes para o partido nazista. Enquanto Thea Von Harbou, sua esposa mergulhou no projeto, Lang evadiu-se para Paris, onde chegou a produzir filmes de conteúdo antinazista, passando-se posteriormente para os Estados Unidos, onde faleceu em 1976.

A obra demonstra uma preocupação crítica com a mecanização da vida industrial nos grandes centros urbanos, questionando a importância do sentimento humano, perdido no processo. Como pano de fundo, a valorização da cultura, expressa no filme através da tecnologia e, principalmente, da arquitectura. O ponto alto do filme e grande mote é, sem dúvida, o final - onde a metáfora "O mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração!" se concretiza no simbólico aperto de mão mediado por Freder entre Grot (líder dos trabalhores) e Jon Fredersen - o empresário.

A composição da torre de Metropolis foi inspirada na obra "Torre de Babel" do pintor flamengo Pieter Brueghel, do século XVI. A máscara da ginóide foi inspirada nos trabalhos dos escultores Oscar Schelmmer e Rudolf Belling.

A seguir você confere o QUEEN e o megasucesso RADIO GA GA com cenas do filme Metropolis. Valeu! Abração!



HAPPY BIRTHDAY ROD STEWART!

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Roderick David Stewart, o grande ROD STEWART completa hoje 65 anos. Ao longo de sua carreira, Rod atingiu várias vezes as paradas de sucesso, principalmente na Inglaterra onde ele atingiu o primeiro lugar com seis álbuns e por 24 vezes ficou entre o top 10 e seis vezes na posição número 1 entre as músicas mais executadas. Estima-se que Rod Stewart tenha vendido mais de 250 milhões de discos. O Baú do Edu, orgulhosamente recebe o grande Rod Stewart mandando ver com a bonitinha Amy Belle numa belíssima interpretação do clássico "I DON'T WANT TO TALK ABOUT IT". Uma das músicas mais bonitas que já ouvi. Valeu, Rod!

sábado, 9 de janeiro de 2010

BLUES POWER - THE ORIGINAL BLUES SESSIONS

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A região do sul dos EUA pertencia ao México e o estado do Texas. Foi tomado e agregado ao território americano em 1845. Anteriormente, essa área foi colonizada pelos espanhóis. As etnias, americana e espanhola, como também a cultura afro escravocrata formaram a tradição musical rural negra, com diversas variações e, aparentemente, sem laços com o blues do Mississipi. Então, as influências hispano-mexicanas moldaram um som mais alegre com a batida rítmica diferente do bluesman do Delta, um estilo denominado “Country Blues”.
O BLUES DO TEXAS - LEADBELLY

Um dos principais representantes desse estilo é Huddie William Ledbetter (1888 – 1949), mais conhecido por LEADBELLY, negro condenado à prisão perpétua e trabalhos forçados por crime de morte. Em sua biografia são descritos atos de violência, várias prisões por roubo, assalto, assassinato e existem relatos que durante sua segunda prisão, outro recluso o esfaqueou no pescoço, deixando-lhe uma terrível cicatriz em forma de colar. Porém, LEADBELLY tomou a faca do agressor e quase o matou. Também reza a lenda que seu “slide guitar” era feito com uma faca em seu famoso violão acústico de 12 cordas.
Para sua sorte e nossa, foi liberado da prisão, graças à intervenção do estudioso e pesquisador de folk ALAN LOMAX, que ficou pasmo com seu vasto conhecimento musical, um repertório de mais de 500 canções. Foi contratado pelo folclorista, que o levou para New York, onde gravou e se apresentou com sua voz forte e declamatória. Tornou-se um dos primeiros artistas negros do Sul a apresentar-se para um público branco do Norte, tornando-se vedete dos bares de Greenwich Village. Nesta época, o apartamento de LEADBELLY era palco de “jam’s sessions” por madrugadas inteiras e freqüentado pela elite intelectual liberal.
É interessante informar que o grande músico, poeta e trovador social WOODIE GUTHRIE chegou a morar por lá. E aproveitando a deixa seria conveniente e interessante uma matéria sobre esse músico folk de grande consciência social para os amigos do BAÚ.
As canções de LEADBELLY são idolatradas e interpretadas pelos grandes nomes do mundo folk como Peter Seeger, Peter Paul and Mary, Arlo Guthrie e muitos outros. No cenário pop, Bob Dylan gravou “The House of the rising Sun”, no seu álbum de estréia em 1962, já imortalizada por LEADBELLY na década de 30, e posteriormente, em 1964, Eric Burdon and THE ANIMALS gravaram magistralmente, tornando-se um hit de sucesso mundial. Em 1969, o CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL lançou o baita álbum “Willy and the Poor Boys”, onde John Fogerty com sua interessante voz gutural e sua competente guitarra solo ao lado do irmão Tom Fogerty, interpretou a empolgante “Midnight Special”. A belíssima valsa “Goodnigth Irene”, interpretada e gravada por artistas como Willie Nelson, Jerry Lee Lewis, o The Killer, Dr John, Mississipi John Hurt, Tom Waits e tantos outros, já faz parte do folclore musical norte-americano.


A interpretação latina de Ry Cooder dessa canção é muito legal, também com a bela experiência com artistas cubanos no projeto BUENA VISTA SOCIAL CLUB, não poderia dar outra. Porém, a performance de LEADBELLY é imbatível, comprovada em um curto vídeo dele cantando com seu violão, de maneira singela e afetuosa para uma garota. Como um camarada violento produz um material tão belo? Acredito que ele foi salvo pela sua arte.
Esse bluesman nascido na Louisiana, com alcunha de LEADBELLY, apelido que recebeu na prisão, adquiriu vasto material musical, alguns ele adaptou de velhas composições e outras de novas. Com seu violão, sua sanfona e sua voz privilegiada proporcionou, por meio de sua arte, matéria-prima de alta qualidade, para criadores de gêneros musicais como folk, country, pop e rock e também para todos nós, que adoramos música.
Vejamos uma parte de seu legado:
Seeger’s Band The Weavers (Goodnight Irene); The Animals (The House of the Rising Sun); Creedence Clearwater Revival (Midnight Special); Kurt Cobain (Where Did You Sleep Last Night - em 1993 como última música do Nirvana’s MTV Unplugged). The Rolling Stones pegaram emprestado “The Bourgois Blues” para “When The Whip Comes Down". Leadbelly também teve músicas regravadas por Lonnie Donegan, Johnny Cash, Gene Autry, The Beach Boys, Led Zeppelin, Mungo Jerry, Paul King, Mark Lanegan, Michelle Shocked, British Sea Power, Rod Stewart, The White Stripes, The Fall, entre outros. Fora os que escreveram algo especialmente para Leadbelly (ou o citaram nos seus versos): Bob Dylan, Van Morrison, Pearl Jam, Stone Temple Pilots e Pete Seeger. Muito obrigado e até a próxima!
Luiz Clementino
fotoarteluizclementino@gmail.com

Em homenagem ao grande LEADBELLY, O Baú do Edu recebe mais uma vez a banda THE ANIMALS com "The House of Rising Sun". Demais! Simplesmente, demais! Valeu! Abração!




E para fazer o DOWNLOAD do "THE BEST" desse negão sensacional:

http://rapidshare.com/files/332944554/Leadbelly_-_Huddie_Leadbetter_s_Best.zip.html

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

THE BEATLES - HELLO GOODBYE

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OS DISCOS REMASTERIZADOS SÃO TUDO ISSO?

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São, sim. No início de setembro, no dia 9/9/9, a EMI relançou toda a discografia “oficial” dos Beatles em três formatos. Eles podem ser comprados separadamente ou em duas caixas - uma na versão estéreo e outra em mono. Os álbuns foram remasterizados e ganharam um mini documentário que acompanha cada disco. Neles, o produtor George Martin e os Beatles explicam o processo de gravação de cada um. Desde seu lançamento, os álbuns tem ganhado resenhas laudatórias por parte do primeiro escalão do jornalismo musical internacional. Mark Edwards do Independent, desculpou-se pelo uso de um clichê batido: “É como ouvir estes discos pela primeira vez”. E todos estão certos. Poucas experiências são tão emocionantes como ouvir os discos de uma maneira muito próxima à concebida pelos Beatles. Há de se fazer uma explicação sobre o porquê da remasterização estar sendo tratada como o Santo Graal. Quando o CD surgiu, no início da década de 80, boa parte das gravações foi transferida para a nova tecnologia. Eles eram digitalizados e passavam de LP para CD. O problema é que muitos dos técnicos que fizeram essas edições simplesmente transportaram esses álbuns sem a menor preocupação com detalhes como a mixagem dos trabalhos e o volume de cada instrumento, e nem sequer tiveram o cuidado de estudar o artista que estava sendo digitalizado. A discografia dos Beatles, lançada para CD em 1987, também foi tratada com descaso. Os Cds tinham um som “reto”, ou seja, não ressaltavam os detalhes de cada música. Alan House, técnico dos estúdios de Abbey Road, passou quatro anos cuidando do processo de remasterização dos álbuns dos Beatles. Ele pegou as masters mono e estéreo de cada disco e trabalhou faixa por faixa. O resultado é magistral. Há uma precisão de detalhes em cada música, que passavam despercebidos nas edições anteriores. Como o violão de Paul McCartney em Things We Sai Today e a bateria de Ringo em Taxman. Aliás, o trabalho de McCartney com o contra baixo se mostra soberbo e chega ao clímax em Abbey Road.Os fãs dos Beatles têm se dividido entre comprar a versão mono ou estéreo. Cada uma tem suas próprias características. A versão estéreo foi lançada numa caixa luxuosa, com fotos raras e um DVD com um documentários sobre as gravações - o mesmo que está dividido nos discos vendidos em separado. Em compensação, a caixinha mono tem versões diferentes das dos discos em estéreo (She’s Leaving Home, de Sgt. Pepper’s, é tocada num modo mais rápido, Strawberry Fields Forever btambém aparece de forma mais psicodélica). Os Beatlemaníacos mais xiitas defendem que o quarteto gravou aqueles discos com a tecnologia mono - e que ouví-los em estéreo seria um pecado contra a concepção de John, Paul, Georges (o Harrison e o Martin) e Ringo. Não importa. Seja mono, seja estéreo, num aparelho de última geração, num Ipod ou numa vitrola, o relançamento da discografia dos Beatles é essencial e imperdível!

BEATLES FOR SALE - REMASTERED DOWNLOAD

Um comentário:
A capa do álbum já diz tudo: os Beatles, que foram fotografados sérios e circunspectos, estavam cansados dos shows incessantes e do circo de celebridades. Com a pressão de ter que entregar o disco antes do Natal, fizeram o que melhor encontraram! As gravações foram em Abbey Road, de agosto a outubro de 1964.

Com pouco tempo para escrever novas canções, eles tiveram que apelar para a velha fórmula de covers. Em vez de canções de grupos de garotas ou clássicos da Motown, eles resgataram criações dos antigos pioneiros do rock, os lendários nomes que os contagiaram nos anos 50 e cujas canções incendiavam as noitadas de Liverpool e Hamburgo. O grande Carl Perkins sempre foi idolatrado por George Harrison e aparece no “BEATLES FOR SALE” em duas covers: Honey Don’t (com Ringo) e Everybody’s Trying To Be My Baby (com George comandando). Buddy Holly também foi outra influência marcante na sonoridade dos Beatles e ganha um tributo com Words Of Love, cantada por John e Paul. Chuck Berry é homenageado em Rock and Roll Music, cujo vocal apaixonado de Lennon redefiniu a canção. Paul resgatou a junção de Kansas City (Jerry Lieber e Mike Stoller) com Hey, Hey, Hey, Hey (Litlle Richard), que ele cantava no Cavern. Talvez, a pior escolha para o disco foi Mr. Moonlight, de Dr. Feelgood and the Interns. Uma música estranha que eles costumavam tocar no início da carreira.

John Lennon continuava a abrir o coração e compôs suas músicas mais intimistas até então. I’m a Loser é um folk rock com letra defensiva, mas reveladora. O mesmo aconteceu com I Don’t Want to Spoil the Party, onde o magoado John não queria ser o chato da festa. Levando-se em consideração que 'I´ll Follow The Sun' já havia sido escrita anos antes, 'What You´re Doing' torna-se a única contribuição de Paul para este disco. Realmente 1964 foi o ano de John Lennon, e, assim como em 'A Hard Day´s Night', Paul pouco produziu neste ano como compositor, porém, fez coisas brilhantes como 'And I love Her' e 'Can´t Buy Me Love'. Paul canta e George usa mais uma vez sua Rickenbaker de 12 cordas. Every Little Thing, de Lennon, novamente seria regravada pelo grupo de rock progressivo YES, no seu primeiro álbum de 69. No Reply, também de John, tinha potencial para ser um single de sucesso, mas os Beatles deixaram a música para alavancar o LP. O grande hit de BEATLES FOR SALE foi Eight Days a Week, basicamente outra criação de John. Sua efervescência passava a falsa impressão de que o líder dos Fab Four andava feliz da vida, mas a situação não era bem essa.

Para fazer o download do BEATLES FOR SALE REMASTERED 2009, clique no link: http://rapidshare.com/files/332140027/Beatles_For_Sale_Remastered_2009.rar.html


BEATLES FOR SALE - MINI DOCUMENTÁRIO 2009


A seguir, você confere o texto original do LP escrito em 1964 por Derek Taylor, acessor de imprensa dos Beatles.
Este é o quarto LP dos Beatles. “PLEASE PLEASE ME”, “WITH THE BEATLES”, “A HARD DAY’S NIGHT”. Eis os três. E agora... “BEATLES FOR SALE”. Os Beatles à venda. Não quer dizer que os Beatles estejam à venda. Mesmo porque não há dinheiro que pague. Trata-se apenas do LP, e este você pode comprar. O dinheiro não é tudo. Há uma história inestimável entre estas capas. Nenhum de nósestá ficando mais novo. Quando, daqui a 20 anos ou maiscriança, entendidaem música, estiver num piquenique em Saturno, e lhe perguntar quem eram os Beatles - “Você os conheceu à época? - não tente explicar tudo sobre os cabeludos e sua turbulência! Basta à criança tocar algumas faixas deste LP e logo entenderá tudo. Os jovens do ano 2000 extrairão da música mais sensação de bem-estar e ardorque sentimos hoje, porque a mágica dos Beatles, desconfio, não tem limite de tempo nem idade. Ela venceu todas as barreiras. Acabou com todas as diferenças de raças, idades e classes. É venerada pelo mundo inteiro. Este LP tem alguns números agradáveis da música Beatle. Tem, por exemplo, oito novos títulos trabalhados pelos incomparáveis John Lennon e Paul McCartney, e mais 6 números que foram escolhidos da riqueza rítmica da extraordinária década passada, entre elas composições como KANSAS CITY e ROCK AND ROLL MUSIC. Maravilhoso. Muitas horas de trabalho árduo foram gastas na produção deste LP. Não é uma mistura de vale-tudo para ganhar dinheiro.
No mínimo, 3 canções de Lennon & McCartney foram seriamente consideradas como lançamentos de compactos simples, até que John apareceu inesperadamente com “I FEEL FINE”. Estas três foram “EIGHT DAYS A WEEK”, “NO REPLY” e “I’M A LOSER”. Cada uma teria estourado os primeiros lugares, mas estão como adorno e um exemplo para outros artistas. Como em outros Lps, os Beatles levaram mais tempo com o sucesso do que o mercado exige normalmente. Há alguns truques de gravação que os Beatles e seu produtor, George Martin, introduziram, com algumas inovações, tais como: Paul num órgão Hammond, em MR. MOONLIGHT, e, pela primeira vez, George Harrison tocando um velho tambor africano, porque o baterista Ringo estava tocando bongô. O tambor de George continuou na trilha sonora, mas o bongô de Ringo foi retirado depois, na mixagem. Ringo toca tímpano, em EVERY LITTLE THING, e na faixa ROCK AND ROLL MUSIC, George Martin junta John e Paul no mesmo piano. Em WORDS OF LOVE, Ringo aparece tocando caixa. Além disso, é um disco confeccionado em 1964. O melhor do seu tipo no mundo. Há pouca coisa ou nada neste LP que não possa ser reproduzido no palco, embora os estudiosos e críticos da música “pop” saibam que nem sempre é o caso. Ei-lo, afinal. Ainda é o melhor LP, inteiramente definido: John, Paul, George e Ringo - cheio de tudo que fez dos quatro a maior atração que o mundo já conheceu.
Para aqueles que gostam de saber qual o desempenho de cada um neste LP, há detalhes ao lado,nos títulos e nas músicas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

THE BEATLES - I SHOULD HAVE KNOWN BETTER

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Lançada como lado B de “A Hard Days Night” nos EUA, “I Should Have Know Better” foi a primeira música do filme e foi tocada na cena em que os Beatles e o avô de Paul (Wilfred Brambell) estão no trem e são banidos para o vagão dos correios. Eles começam a jogar cartas e, logo aparecem guitarra, gaita e bateria. Apesar de boa parte das filmagens terem sido feitas em trens entre Londres e West Country, “I Should Have Know Better” foi filmada em um cenário nos estúdios Twickeham Film. Composta basicamente em cima de 2 acordes, essa música é típica de John, surpreendentemente ela é bastante otimista, que assim como outras do mesmo período, usa sua harmônica para compensar a falta de outros instrumentos, mas sem por isso, deixar de ser brilhante. Um rapaz ama uma garota, uma garota ama o rapaz, e está tudo bem. Na cena, uma das garotas é a jovem Pattie Boyde, futura esposa de George. Aqui, no Brasil “I Should Have Know Better” fez um sucesso tremendo. Mas não foi com os Beatles. Foi com RENATO & SEUS BLUE CAPS!

RENATO & SEUS BLUE CAPS - MENINA LINDA

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Em 1965, acompanhando Erasmo e Roberto Carlos, Renato e sua turma começaram a freqüentar a Tijuca, onde conheceram Jorge Ben ("Por Causa de Você", "Chove Chuva") e Tim Maia ("Primavera"). Depois de prometer para Renato & Seus Blue Caps que arranjaria um encontro deles com o pessoal da CBS, Roberto Carlos conseguiu convencer o senhor Evandro Ribeiro, diretor presidente da gravadora e que, segundo depoimento do próprio Renato, "viria a ser o grande responsável por todo o sucesso da Jovem Guarda". Após um teste, o primeiro trabalho do conjunto foi acompanhar o próprio Roberto Carlos na gravação de "Splish Splash". Mas a grande virada se deu com o primeiro LP gravado na CBS (o terceiro do conjunto) chamado "Viva a Juventude". Na mesma ocasião em que estavam gravando as músicas para o LP, participavam também do programa de Carlos Imperial na TV Rio, cuja abertura era feita por eles, sempre com uma música nova. Um belo dia, Carlos Imperial chegou para Renato, com um compacto na mão, e lhe disse: "Vê se tira essa música para amanhã". Era "I Should Have Known Better" de John Lennon e Paul McCartney. Os Beatles! Mas, "tirar" a música implicava em aprender a letra em inglês, descobrir a vocalização, os arranjos e ensaiar. Como fazer isso de um dia para o outro? Renato achou mais fácil fazer uma versão. Foi quando nasceu "Menina Linda". O sucesso da versão foi tão grande no programa que resolveram incluí-la no disco que já estava quase pronto. E terminou sendo o grande sucesso que "puxou" o LP. Quando Othon Russo encontrou Renato na rua e lhe disse que "Menina Linda" estava em 2º lugar em São Paulo, Renato pensou que fosse brincadeira. Mas não era. “Menina Linda” logo estourou em todo o Brasil e se tornou um dos maiores sucessos daquele ano!
VocêS sabiaM que Renato e Seus Blue Caps é a banda de rock mais antiga do mundo ainda em atividade? Abração! Valeu!
No dia 4 de setembro de 2008, o Baú do Edu publicou uma matéria bem bacana sobre Renato & Seus Blue Caps. Quem quiser ver, ou rever, clique no
link: http://obaudoedu.blogspot.com/2008/09/uma-tarde-inesquecivel-com-renato-seus.html
Senhoras e senhores: é com muito prazer que o Baú do Edu recebe novamente
RENATO & SEUS BLUE CAPS - MENINA LINDA

THE BEATLES

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LISTEN WHAT THE MAN SAID

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THE BEATLES "N" CHORO - SENSACIONAL!

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“The Beatles ‘In’ Choro” foi um projeto idealizado por Renato Russo e produzido pelo cavaquinista Henrique Cazes, com quatro volumes lançados de 2002 a 2005 e com um time de primeira qualidade, Carlos Malta (soprodes), Hamilton de Holanda (bandolim), Marcelo Gonçalves (violão 7 cordas), Paulo Sérgio Santos (clarinete) e Rildo Hora (gaita). Além do Quarteto Maogani (no volume 1). O acompanhamento das faixas tem, além de Henrique Cazes (violão, violão-tenor, viola caipira, banjo, cavaquinho midi e cavaquinho de acompanhamento) e Marcello Gonçalves (violão de sete cordas), outros grandes como Alceu Reis (violoncelo), Beto Cazes (percussão), Chiquinho Chagas (acordeom), Omar Cavalheiro (contrabaixo acústico e violão baixo) e Rui Alvim (clarinete). Nos quatro volumes o choro é de primeira qualidade e as canções que ficaram marcadas na voz do quarteto de Liverpool, ganha novos arranjos a moda brasileira e vale ressaltar que de forma alguma as canções perderam a originalidade. Estão lá: “Help”, “Something”, “Day Tripper”, “Eleanor Rigby”, “A Hard Day's Night”, “She's Leaving Home”, “Hey Jude”, “Penny Lane”, “Let It Be”, “Yesterday”, “Come Together”, entre tantos outros grandes sucessos dos Beatles! O resultado não poderia ser melhor,vale fazer os downloads e conferir os 4 CDs! Espero que gostem. Abração! Valeu!

Marcelo Fróes
Não é segredo e nem há dúvidas de que o choro é uma da formas mais originais e tradicionais de música neste país. O que poucos talvez saibam é que o interesse e o conhecimento de Renato Russo sobre música ia muito, mas muito além mesmo desse tal de roquenrol. Originário da punk music de Brasília e de uma das bandas mais aclamadas do chamado BRock, Renato era um apaixonado não só pelos Beatles e seus contemporâneos sessentistas, como também por música erudita – o que inclui clássicos, óperas e... choro.
Cheio de projetos não concretizados em função de uma série de motivos, Renato Russo lançou uma idéia no ar antes de nos deixar em 1996: um disco com as músicas dos Beatles interpretadas por músicos de choro. Na época, o diretor artístico da gravadora de Renato era João Augusto, que empolgou-se pela idéia mas não pôde realizá-la com seu idealizador. Alguns anos se passaram e hoje, estabilizado com sua gravadora Deckdisc, João buscou autorização da família de Renato e finalmente procurou Henrique Cazes – experiente músico na cena “chorística” -, para convidá-lo a produzir o CD “Beatles’n’Choro”. Cazes empolgou-se com a idéia e foi estudar o repertório dos Beatles - para, encontrando as músicas com maior potencial, compreender o que Renato havia idealizado e aí então poder materializar o projeto.
Henrique Cazes encontrou material para vários discos em sua pesquisa, empolgando-se com o desafio de transpor a música dos Beatles para o choro. "Há bastante tempo eu defendo a idéia de que choro não é um ritmo e sim uma musicalidade, um jeito de tocar. Cheguei até a escrever um livro defendendo essa tese, então chegou a hora de mostrá-la na prática!", sintetiza o produtor. O elenco de solistas convocados inclui alguns dos mais brilhantes músicos da atualidade: o improvisador Carlos Malta, o elogiado bandolinista brasiliense Hamilton de Holanda, o clarinetista e concertista Paulo Sérgio Santos, o experiente gaitista Rildo Hora, os violonistas do Quarteto Maogani e Marcello Gonçalves (violão 7 cordas). Os arranjos de Henrique Cazes, também solista com seu cavaquinho, abrangem as diversas vertentes do choro – choro-canção, maxixe, choro-samba, etc – e isso certamente garantiu ao conceito uma dinâmica e uma diversidade rara em projetos ambiciosos como este.
"Acho que Renato teria gostado, pois mantivemos os traços de lirismo e humor dos quatro de Liverpool", completa Cazes.

“Me emocionei muito gravando duas lindas canções dos Beatles e sei que a causa disso é a maravilhosa essência desta música junto com a beleza rara e a gostosa simpatia do Choro, nosso brasileiro Choro”. (Hamilton de Holanda – Bandolinista)

“Beatles'n’Choro é uma viagem pela música universal e o jeito mais brasileiro de mostrar que o “sonho” não acabou”.
(Carlos Malta - Flautista)

“Para mim, os Beatles representam um grande momento da criação na música popular , por causa da poética, do fraseado rico e musicalidade idem. Além do mais, quem não gosta dos Beatles?”
(Rildo Hora – Gaitista)

“Tentamos, nessa difícil tarefa de “recriar” um clássico, conciliar ao máximo respeito e originalidade, reverência e criatividade”.
(Paulo Aragão – Quarteto Maogani)

“Se para mim, tocar choro é uma coisa natural pela prática cotidiana, tocar Beatles é também muito natural. Vi que esse repertório estava magicamente fresco em minha memória (...). Foi um grande sonho que se realizou”.
(Marcello Gonçalves – Violão 7 Cordas)


"Excelentes! IMPERDÍVEIS!!!" (Edu - O Baú do Edu)
Para se ter uma idéia: THE BEATLES "N" CHORO - HELP!




Beatles'n'Choro CD 1

01 - Carlos Malta - Help!
02 - Hamilton de Holanda - Something
03 - Paulo Sérgio Santos - The Fool On The Hill
04 - Henrique Cazes - Day Tripper
05 - Rildo Hora - Here, There and Everywhere
06 - Henrique Cazes e Marcello Gonçalves - Blackbird
07 - Quarteto Maogani - While My Guitar Gently Weeps
08 - Paulo Sérgio Santos - When I'm Sixty-four
09 - Henrique Cazes - With A Little Help From My Friends
10 - Hildo Hora - For No One
11 - Hamilton de Holanda - Eleanor Rigby
12 - Carlos Malta - The Long And Winding Road

DOWNLOAD CD 01

Beatles'n'Choro CD 02
01 - Carlos Malta - You're Going To Lose That Girl
02 - Henrique Cazes - In My Life
03 - Rild Hora - A Hard Day's Night
04 - Hamilton de Holanda - Yesterday
05 - Paulo Sérgio Santos - Martha My Dear
06 - Hamilton de Holanda - I Want To Hold Your Hand
07 - Marcello Gonçalves - She's Leaving Home
08 - Rildo Hora - If I Fell
09 - Henrique Cazes - You Won't See Me
10 - Paulo Sérgio Santos - Michelle
11 - Hamilton de Holanda - Here Comes The Sun
12 - Carlos Malta - Come Together

DOWNLOAD CD 02
http://rapidshare.com/files/331431732/Beatles_chorinhos__cd2_obaudoedu.blogspot.com.rar.html

Beatles'n'Choro CD 03

01 - Carlos Malta - I Feel Fine
02 - Hey Jude - Hamilton de Holanda
03 - Paulo Sérgio Santos - Honey Pie
04 - Henrique Cazes - Got To Get You Into My Life
05 - Rildo Hora - Do You Want To Know A Secret
06 - Marcello Gonçalves - We Can Work It Out
07 - Henrique Cazes - All My Loving
08 - Paulo Sérgio Santos - Wait
09 - Henrique Cazes - Girl
10 - Rildo Hora - Hello Goodbye
11 - Hamilton de Holanda - Mother Nature's Son
12 - Carlos Malta - Penny Lane

DOWNLOAD CD 03
01 - Carlos Malta - The Night Before
02 - Hamilton de Holanda - Ticket To Ride
03 - Rildo Hora - Let It Be
04 - Henrique Cazes - And I Love Her
05 - Paulo Sérgio Santos - I Will
06 - Marcello Gonçalves e Henrique Cazes - Because
07 - Hamilton de Holanda - You Never Give Me Your Money
08 - Rildo Hora - She Loves You
09 - Paulo Sérgio Santos - Maxwell's Silver Hammer
10 - Hamilton de Holanda - Ob-la-di, Ob-la-da
11 - Henrique Cazes - Nowhere Man
12 - Carlos Malta - The Inner Light

DOWNLOAD CD 04

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

FOTO DO DIA - RINGO STARR - LISZTOMANIA

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5 DE JANEIRO - DIA DE SANTO EDUARDO

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Eduardo, o confessor, foi filho do Rei Ethelred III e sua esposa norueguesa Emma, neta do Duque Richard I da Normandia. Ele nasceu em Islip na Inglaterra e foi enviado para a Normandia com sua mãe no ano de 1013 quando os Danes, os Sweyn e seu filho Canute invadiram a Inglaterra. Canute permaneceu na Inglaterra no ano seguinte a morte de Ethelred e em 1016 casou-se com Emma a qual já havia retornado a Inlgaterra e tornou-se Rei da Inglaterra. Eduardo continuou na Normandia e foi criado como um normando. Em 1042 com a morte do seu meio irmão Hardicanute, filho de Canute com sua mãe Emma, Eduardo foi aclamado Rei da Inglaterra.
Em 1044 ele casou-se com a filha do poderoso Earl Godwin. Seu reinado foi pacifico e caracterizado pela sua bondade, e o término de odiosas taxas e impostos, e com lutas internas parcialmente provocadas pela sua inclinação a favor dos normandos, inclusive Robert de Jumienes, que Eduardo trouxe com ele no seu retorno da Normandia e o indicou Arcebispo de Canterbury em 1051. No mesmo ano Edward baniu Godwin que tomou refugio em Flanders e voltou no ano seguinte com uma frota pronta para a rebelião. A rebelião já estava armada mas foi evitada pelos dois homens que se encontraram e resolveram suas diferenças. As dificuldades continuaram após a morte de Godwin. Os seus dois filhos Harold e Tostig tinham um olho no trono desde a infância. Depois que Harold foi nomeado sucessor do Earl da Northumbia Eduardo passou a ficar mais interessado nos negócios religiosos e construiu a Abadia de São Pedro em Westminter, uma das mais bonitas da Inglaterra, e onde ele está enterrado.

Sua piedade deu a ele o apelido de “O Confessor”. Morreu em Londres em 5 de Janeiro e foi canonizado 1161 pelo Papa Alexandre III. De acordo com a tradição, Santo Eduardo estava retornando de uma Missa e ele deu seu valioso anel para os pobres de São João Batista que apareceu para ele como um peregrino. Algumas horas mais tarde dois peregrinos ingleses que estavam retornando da Terra Santa encontraram com outro peregrino que se apresentou a eles como sendo São João Batista. Através deles São João Batista prometeu ao Rei que em 6 meses Eduardo estaria com ele para sempre. Como predito 6 meses depois, Eduardo faleceu em Westminter no dia 5 de janeiro de 1066. Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado segurando o anel e às vezes é mostrado dando o anel a um peregrino. Em geral é mostrado com as vestes reais, segurando um cetro ou uma pomba branca.

VOCÊ CONHECE O MAGIC ALEX?

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Yanni Alexis Mardas, (mais tarde John Alexis Mardas), nasceu em 5 de maio de 1942, em Atenas, na Grécia. Tornou-se mais conhecido como Magic Alex, apelido que lhe foi dado por John Lennon durante o período psicodélico dos Beatles. Mardas chegou a Inglaterra em 1965, com um visto de estudante por intermédio de John Dunbar, da Galeria Indica e não era nada além de técnico de televisão. Dunbar o apresentou a Brian Jones e depois aos Rolling Stones. O louco Brian Jones o apresentou a Lennon que no auge do consumo de drogas ficou impressionado com o seu Nothing Box - uma pequena caixa de plástico com luzes piscando aleatoriamente - e o apresentou aos outros Beatles como seu “novo guru”. Mardas vangloriava-se que poderia construir rapidamente um estúdio de 72 canais. Por isso foi contratado como chefe da Apple Eletronics para projetar o novo estúdio em Savile Row. O projeto acabou se mostrando um fracasso sem precedentes. E foi um dos fatores que levou a companhia criada pelos Beatles à banca rôta com seus inventos que não funcionavam. Quando os Beatles foram para a Índia, o “magic” Alex foi também, continuando com suas promessas de inventos impossíveis. Inclusive, construir um sol. Em Rishikesh, na escola para meditação do Maharish Maheshi Yogi, foi Mardas quem colocou na cabeça de Lennon que o Maharishi era safado e que assediava sexualmente as alunas. Inclusive Mia Farrow. Mardas tinha medo de perder o discípulo besta que gastava rios de dinheiro com ele para o Maharish.

De volta à Londres, John Lennon, já com Yoko Ono, mandou a esposa Cynthia Lennon de férias para a Itália com o filho e mandou que Mardas a seguisse. Como um cachorrinho, Mardas voltou dizendo que ela tinha tido um caso com Roberto Bessanini. E John - o traidor - pediu o divórcio. (Cynthia nega até hoje. Mas depois ela e Roberto se casaram). Mardas ganhou uma Mercedes de presente de Lennon! Finalmente, depois do desastre do estúdio que Mardas criara, ele foi demitido em 69, contra a vontade de John&Yoko. Na década de 1970, Mardas continuou com sua picaretagem mundo afora, inventando equipamentos para a indústria anti-terrorismo, tais como veículos à prova de balas, aparelhos de escuta e hardwares de segurança. Como sempre, tudo se mostrou insatisfatório. Em 1987, Mardas foi diretor da Alcom Ltd, empresa especializada em comunicações eletrônicas e sistemas de segurança. Também foi chutado. Hoje ele tem algumas pousadas na Grécia - de onde nunca devia ter saído - mas não é ele o eletricista. Muitos dizem que o Magic Alex acabou custando os Beatles trezentas mil libras, algo que hoje em dia equivaleria a aproximadamente três milhões de Libras. Para mim, o triste disso tudo é perceber o quanto John Lennon agiu como bobo e idiota durante todo o final dos Beatles.

O colar que Lennon usava, foi presente do "magic" Alex!

Escritório da Apple Corps em1968. Da esquerda para a direita: Denis O'Dell, Paul McCartney, John Lennon,Alexis Mardas (Magic Alex), Peter Brown, Brian Levis, Neil Aspinal e Derek Taylor.

No vídeo, Mardas se apresenta para o mundo:


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

THE BEATLES - SHOUT!

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RUBBER SOUL - UM DIVISOR DE ÁGUAS

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O sexto álbum dos Beatles sinalizou uma nova direção musical. Nele, a banda se distancia ainda mais da técnica dos cinco discos anteriores e inicia o segundo estágio de sua carreira. Rubber Soul contém alguns dos maiores clássicos dos Beatles, como “Norwegian Wood” e “GIRL”, que soam tão atuais hoje quanto em 1965. Depois do lançamento deste disco, e da constatação de que não conseguiriam reproduzir seu conteúdo ao vivo, os Beatles decidiram não mais se apresentar para o público, para se concentrar nos discos de estúdio. Agora, os Beatles já estavam consolidados como Pop-Stars e mandavam no estúdio. Os melhores horários de gravação eram reservados à eles, opinavam e aprovavam as capas e se davam o luxo de escolher o nome dos discos.

A própria capa é um caso a parte. Mostra os Beatles numa foto levemente deformada, com caras nada felizes, prova de que naquela época eles começavam um pouco a sepreocupar com a imagem bem comportada feita por encomenda por Brian Epstein. Rubber Soul começou a ser gravado em Outubro, para estar nas lojas em Dezembro, e mais uma vez os Beatles lutavam contra o tempo, no meio de turnês e tudo mais, mesmo assim, o álbum é brilhante do início ao fim, como uma coletânea de singles. Além das 14 músicas gravadas para o disco, eles ainda se deram tempo de de escolher duas para o próximo compacto: 'Day Tripper / We Can Work it Out', não incluídas no LP.

As experimentações no estúdio começavam a aparecer, intrumentos exóticos foram usados, e as letras tornaram-se mais coesas e abrangentes. John Lennon, deu um pulo como letrista. A faixa que seria a primeira instrumental dos Beatles - a música "12-Bar Original" foi excluída.


Foi a primeira vez que um álbum dos Beatles teve capa e nome semelhantes na Inglaterra e nos EUA. Porém o Rubber Soul americano continha uma seleção de músicas um pouco diferente da versão britânica. Trazia duas músicas do álbum anterior (Help!) e não trazia quatro músicas do Rubber Soul britânico. As músicas que não foram incluídas no Rubber Soul americano foram mais tarde lançadas no álbum Yesterday...And Today. Nos Estados Unidos, o álbum vendeu 1,2 milhões de cópias em nove dias após seu lançamento.

Na mesma época do lançamento do álbum, foi lançado o compacto com"We Can Work It Out" e "Day Tripper". "We Can Work It Out" foi composta por John e Paul e tornou-se na época a que mais tempo levou para ser gravada (12 horas). Este compacto se tornou o que mais rapidamente vendeu, superando “Can't Buy Me Love" que tinha o recorde anteriormente.

Aqui você confere o mini documentário que acompanha o álbum na versão 2009 remasterizada!

Para fazer o download do RUBBER SOUL 2009 remasterizado, clique no link:
http://rapidshare.com/files/330166928/Rubber_Soul__2009_remastered.rar.html

MAL EVANS - UM GRANDE AMIGO DOS BEATLES

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Mal Evans conheceu os Beatles quando eles tocavam no Cavern Club, e simpatizou tanto com eles que aceitou um emprego como porteiro do Cavern em 1960. Depois seguiu a carreira do grupo como auxiliar de Neil Aspinall e guarda costas da banda. Fazia parte do circulo fechado de amigos do grupo, viajando com a banda onde quer que fossem, participando como extra em todos os filmes dos Beatles, com excessão do primeiro. No "Help!" ele é o nadador que reaparece diversas vezes perdido; no "Magical Mystery Tour" ele é o quinto mago; no "Let It Be" ele surge no início empurrando a bateria com o logotipo dos Beatles e colocando no lugar o piano de cauda, e depois surge novamente batendo na bigorna durante a execução de "Maxwells Silver Hammer" e também aparece nas cenas do telhado. Vivendo intensamente uma década inteira ao lado dos Beatles, a separação da banda trouxe a Evans uma certa perda de identidade própria e propósito de vida. Depois de separar de sua esposa Lil, ele se muda para Los Angeles, onde arrumou uma namorada chamada Fran Hughes e começa a escrever suas memórias para um livro que se chamaria "Living The Beatles Legend". Em 4 de janeiro de 1976, extremamente deprimido, Mal chorou, tomou um valium, pegou um rifle descarregado e se trancou no quarto. Chamaram a polícia que invadiu o recinto e ao vê-lo, um homem gigantesco e forte com um rifle na mão, atiraram primeiro. Mal Evans morreu na hora. Mal Evans foi quem "descobriu" em Londres, a banda THE IVEYS que foi contratada pela Apple e trocaram o nome para BADFINGER. Os álbuns Magic Christian Music e No Dice, foram produzidos por ele. Valeu. Mal. Fez um bom trabalho, grandão!


domingo, 3 de janeiro de 2010

PARABÉNS SIR GEORGE MARTIN!

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Sir George Martin nasceu em Holloway (pequena cidade a norte da capital Londres) em 3 de Janeiro de 1926. Filho de pai carpinteiro, teve uma juventude humilde, sem uma educação musical erudita. Autodidata, aprendeu a tocar piano sem ajuda de mestre, ainda com dezesseis anos de idade. É chamado com justiça de "o quinto beatle", referência em seu trabalho como produtor de quase todos os álbuns lançados pelos rapazes de Liverpool. Além do seu trabalho com os Beatles ou com seus ex-integrantes, Martin também foi o produtor de diversos artistas, incluindo a banda America. Ele também é um compositor de talento (exemplos são a trilha sonora dos filmes Yellow Submarine, dos Beatles, e Live and Let Die de James Bond.

Depois de quase meio século na indústria musical, George Martin lançou em 1999 “In My Life”, uma coleção de canções dos Beatles gravadas por artistas como Robin Williams e Jim Carrey e músicos como Jeff Beck e Phil Collins. Martin está casado há mais de 30 anos com Judy Lockart Smith. Eles tem quatro filhos. George Martin não está mais produzindo discos. Este trabalho passou para seu filho Giles que produziu o álbum LOVE dos Beatles. Ele ainda cuida do AIR Studios, e se tornou sócio da Garageband.com, uma iniciativa da internet de procurar novos talentos.

E em homenagem ao velho produtor dos Fab Four, A DAY IN THE LIFE - uma obra prima. Valeu George Martin. Fez um ótimo trabalho!


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

DIA DA FRATERNIDADE UNIVERSAL

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Hoje, 1º de janeiro, é o Dia da Confraternização Universal ou o Dia Mundial da Paz. Neste dia, as pessoas trocam votos de alegria, de paz e de felicidade para o ano que se inicia. Foi criado em 1968, pelo Papa Paulo VI, para que fosse celebrado pelos verdadeiros amigos da paz, independentemente de credo, etnia, posição social ou econômica. Não vejo momento mais apropriado para tocar aqui, no Baú do Edu, aquele que foi o hino mais utópico do velho John Lennon: IMAGINE. Abração a todos e feliz ano novo!