terça-feira, 11 de junho de 2013

THE BEATLES - LOVE - CIRQUE DU SOLEIL - SÓ UM GOSTINHO...

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Confira também a postagem “THE BEATLES - "LOVE" - CIRQUE DU SOLEIL”, publicada em 2 de fevereiro de 2012:
http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/02/beatles-love-cirque-du-soleil.html

 

THE BEATLES - RINGO STARR - OCTOPUS'S GARDEN

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"Octopus's Garden" é uma canção dos Beatles composta por Ringo Starr e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início no dia 26 de abril de 1969, e foi concluída em 18 de julho de 1969. Dura exatos 2’50”.
Durante as gravações do álbum "The Beatles", em 1968, havia muita tensão nos estúdios Abbey Road entre os quatro beatles. Em um desses episódios, Ringo Starr se chateou e abandonou as gravações. Abandonou a banda, pegou a família e foi para a Sardenha, Itália. Um dia, no iate do ator Peter Sellers, ele pediu "Fish 'n' Chips", mas veio polvo em vez de peixe. Surgiu então uma conversa com o capitão da embarcação sobre polvos. Este lhe contou que eles catavam pedras e objetos brilhantes no fundo do mar e os concentravam em um mesmo lugar, que ficava parecido um jardim. Com bases nestes fatos e com a ajuda de seu amigo e companheiro George Harrison ele compôs a canção. Não se sabe até que ponto Harrison ajudou. Esta ajuda nunca foi confirmada; porém no filme Let It Be aparece uma sequência em que são vistos os dois ensaiando a canção e Harrison mostrando alguns acordes para Ringo. A canção é creditada apenas a Richard Starkey.
"Octopus's Garden", além de Abbey Road, aparece no álbum Anthology 3, - onde está incluída uma gravação de uma das tomadas (take 2) realizadas no dia 26 de abril de 1969. A tomada considerada melhor e a que foi trabalhada foi a tomada 32 - e no CD "Love". O produtor George Martin criou uma versão diferente da canção: a introdução de "Octopus's Garden" cantada por Ringo está em velocidade mais lenta e misturada com a orquestração de Good Night. Em seguida, a música toma a sua forma original, misturada com os alguns efeitos sonoros de Yellow Submarine. Os quatro Beatles estão em seus instrumentos normais. Destaque para o solo excepcional de George Harrison.

domingo, 9 de junho de 2013

GUITAR LESSON - THE BEATLES - GET BACK

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THE BEATLES - ANOTHER GIRL

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DON'T WORRY, HELP IS ON THE WAY IN BLUE-RAY!

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No dia 24 de Junho, “Help!” terá a sua aguardada estreia em Blu-ray, numa embalagem que apresenta o fantástico filme em versão restaurada e com áudio 5.1. O disco revela, ainda, uma hora de material extra, incluindo um documentário de 30 minutos sobre a concepção do filme, com memórias do elenco e da equipe, um pormenorizado olhar sobre o processo de restauração, uma cena retirada da montagem final e os trailers e anúncios radiofônicos originais. Uma introdução do diretor, Richard Lester, e um elogio de Martin Scorsese podem ser encontrados no livro que acompanha o Blu-ray. A edição em Blu-ray de “Help!” sucede ao lançamento, em 2012, de “Yellow Submarine” e “Magical Mystery Tour”, digitalmente restaurados e disponíveis em Blu-ray, DVD e no iTunes. O restauro de “Help!” para a edição em DVD, em 2007, maravilhou os espectadores, alcançando a marca das cinco Platinas nos Estados Unidos e os louvores dos principais órgãos de comunicação social de todo o mundo.

Realizado por Richard Lester, que também dirigiu a estreia cinematográfica da banda, “A Hard Day’s Night”, de 1964, “Help!” captura os Beatles como vítimas passivas e inesperadas de uma elaborada intriga, despoletada por um anel que se encontra na posse de Ringo e que ele não consegue tirar do dedo. Como consequência, tanto ele quanto os seus companheiros John, Paul e George, são perseguidos de Londres até aos Alpes austríacos e às Bahamas, por membros de um culto religioso, um cientista louco e pela polícia londrina.

“Help!” brilha graças às interpretações dos Beatles mas também através do seu espirituoso argumento, com um magnífico elenco de actores britânicos e os grandes clássicos dos Beatles: “Help!”, “You’re Going To Lose That Girl”, “You’ve Got To Hide Your Love Away”, “Ticket To Ride”, “I Need You”, “The Night Before” e “Another Girl”.

A edição de “Help!” em Blu-ray apresenta, além do filme original, digitalmente restaurado, os seguintes extras:
• “The Beatles in Help!” – um documentário de 30 minutos sobre a concepção do filme, com declarações de Richard Lester, do elenco e da equipe, além de filmagens dos bastidores, inéditas e exclusivas, dos Beatles, durante a filmagem.
• “A Missing Scene” – cena retirada do original, com Wendy Richard
• “The Restoration of “Help!” – um pormenorizado olhar ao processo de restauração.
• “Memories of “Help!” – reminiscências do elenco e da equipe
• Os Trailers de 1965 – os dois trailers norte-americanos originais e um espanhol.
• Os anúncios radiofónicos de 1965 (escondidos nos menus do disco).
 

THE BEATLES - JOHN LENNON - HAPINESS IS A WARM GUN

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Para esta canção, John costurou três composições que já tinha começado, mas não pareciam ir a lugar algum. A primeira era uma série de imagens aleatórias de uma noite de ácido com Derek Taylor, Neil Aspinall e Pete Shotton na casa que Taylor estava alugando. Taylor conta: "John disse que tinha escrito metade de uma música e queria que nós ajudássemos com frases. Primeiro, ele queria saber como descrever uma garota muito esperta, e eu lembrei de uma expressão de meu pai que dizia: “She's not a girl who misses much” (ela não é uma garota que perde muita coisa). Parece um elogio fraco, mas em Merseyside, naqueles dias, não havia nada melhor".

"Depois eu contei a história de um sujeito que Joan, minha esposa, e eu conhecemos no Carrick Bay Hotel na Isle of Man. Já era tarde da noite, nós estávamos bebendo no bar, e um cara que gostava de conhe¬cer turistas e de bater papo de repente nos disse: 'Sabe, eu gosto de usar luvas de pele. Elas dão uma sensação diferente quando saio com minha namorada'. Depois disse: 'Não quero entrar em detalhes'. E não perguntamos. Mas isso gerou o verso 'she's well acquainted with the touch of the velvet hand' (ela conhece bem o truque de uma mão aveludada). 'Like a lizard on a window pane' (como uma lagartixa no vidro da janela), para mim, era o símbolo de um movimento bem rápido. Muitas vezes, quando morávamos em Los Angeles, era só olhar para cima que vía¬mos pequenas lagartixas correndo na janela."

Taylor continua: “The man in the crowd with multicoloured mirrors on his hobnail boots” (o homem no meio da multidão com espelhos multicoloridos em suas botas de taxa) veio de algo que li no jornal sobre um torcedor de futebol de Manchester City que foi preso pela polícia por colocar espelhos na biqueira do sapato para poder ver por baixo da saia das garotas. Achamos que era uma maneira incrivelmente com¬plicada e tortuosa de obter um prazer barato, então se tornou 'multi¬coloured mirrors' e 'hobnail boots' para encaixar na melodia. Um pouco de licença poética. A parte de “Tying with his eyes while his hands were working over time” (descansando com os olhos enquanto as mãos estão fazendo hora extra) veio de outra matéria, sobre um homem que sempre andava de capa e tinha mãos de plástico. Ele as apoiava no balcão das lojas enquanto, sob a capa, roubava coisas e as enfiava em um saco que estava enrolado na cintura".

"Não sei de onde saiu “soap impression of his wife” (uma impressão ‘lavada’ da esposa), mas a parte de comer algo e depois doar para o 'NationalTrust' veio de uma conversa que tivemos sobre os horrores de andar em lugares públicos em Merseyside, onde você sempre se deparava com evidências de que pessoas haviam defecado atrás de arbustos e em antigos abrigos antiaéreos. Doar o que você comeu para o National Trust (organização britânica que visa manter as belezas do interior do país) é o que hoje chamaríamos de 'defecar em áreas públicas do National Trust'. Quando John juntou tudo, criou camadas de imagens. Era como uma gran¬de confusão de cores",Taylor conclui.

A segunda parte começa com "I need a fix" (Preciso de uma dose) e veio da relação com Yoko, que tinha um papel maternal e dominador na vida de John. Durante quase toda a relação, ele se referia a ela como "Mother". Essa também era uma época em que ele estava envolvido com heroína, uma droga que mais tarde teria um custo alto para ele.

A parte final foi inspirada por algo que George Martin mostrou a John em uma revista americana sobre armas. Havia uma chamada na capa que dizia "Felicidade é uma arma quente na mão...", um trocadilho óbvio com o livro de 1962 do cartunista do Snoopy Charles Schulz, ‘Happiness is a Warm Puppy’. A justaposição aparentemente bizarra de assassinato e prazer instigou a imaginação de John na época. "Eu pensei, que coisa fantástica de dizer", John comentou. "Uma arma quente significa que você acabou de atirar em alguma coisa."

A letra e a melodia dessa parte imitam "Angel Baby", de Rosie and the Originais (1960), uma música que John adorava. O jornalista da Rolling Stone Jonathan Cott o entrevistou em 18 de setembro de 1968 e escreveu que "John tocava a versão de Rosie and the Originais de 'Give Me Love'", que era o lado B de "Angel Baby". Cinco dias depois, John começou a gravar "Happiness is a Warm Gun".

sábado, 8 de junho de 2013

SHAKE IT UP BABY - THE BEATLES - TWIST AND SHOUT!

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JOHN LENNON - WELL WELL WELL, OH WELL - SENSACIONAL!

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Confira também JOHN LENNON - PLASTIC ONO BAND . Lembrando que o link pro download não funciona mais.

O ESTRANHO CASO DO MENINO QUE GOSTA DOS BEATLES

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O que aparentemente era apenas um vídeo caseiro se tornou mais um sucesso da internet. Um vídeo de um menino de um ano e 11 meses tocando "Don't Let Me Down", dos Beatles, já teve mais de 1 milhão de visualizações em apenas seis dias. O vídeo foi gravado pelo bancário Christian Diego Mello, de 35 anos de Criciúma, em Santa Catarina, de forma despretensiosa. O objetivo era apenas provar para uma amiga de trabalho que seu filho, de menos de 2 anos de idade, Diogo Mello, cantava Beatles. Agora ele quer que Paul McCartney assista a gravação. Ainda com o uniforme da escola e um ukulele do pai, Diego Mello canta trecho da canção dos Beatles ao lado do pai. Sem noção da língua, o menino imita o som das palavras em inglês sem nem mesmo imaginar também o tamanho do seu sucesso. Divulgado na última quinta-feira, o vídeo já foi reproduzido por sites internacionais e até mesmo pelo tablóide inglês "Daily Mail", que classificou como "adorável". O gosto de Diogo pelo lendário quarteto britânico surgiu após assistir a um DVD de Paul McCartney do pai. O beatle fez Diogo deixar de lado a "Galinha Pintadinha" e os palhaços "Patati e Patatá". E o seu repertório vai além de "Don't Let Me Down", incluindo hits como "Hey Jude", "Yesterday", "All My Loving" e "Get Back". Muito legal!

PAUL MCCARTNEY - "GET BACK" CONCERT FILM 1991 (HD 1080P RARE)

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Quando Deus criou o mundo, originalmente “Get Back” seria o nome do novo projeto dos Beatles, em 1969. Depois de muita controvérsia, disco e filme foram laçados como “Let It Be”. Mas “Get Back” além do nome de uma das músicas mais fortes do fim dos Beatles, tambem é o nome de um filme de 1991 estrelado por Paul McCartney (e banda) , que documenta a ‘World Tour’ de 1989-1990. O filme foi dirigido por Richard Lester , mesmo diretor de “A Hard Day’s Night’ e ‘HELP!’. Foi lançado pela Carolco Pictures e New Line Cinema , por meio da joint venture Sete Artes. Para muitos, é considerado fraco, insosso e dispensável pela mesmice do repertório e uma banda apenas ‘boazinha’ comparada o que se vê hoje, mais de 20 anos depois. Seja como for, somente aqui, no Baú dos Beatles e da Cultura Pop, a gente confere o filme inteirinho, na íntegra, em alto e bom som. Senhoras e senhores: com vocês, Sir Paul McCartney! Ótimo sabadão para todos.

ELVIS - A LITTLE LESS CONVERSATION - DEMAIS!

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 "A Little Less Conversation" foi gravada por Elvis Presley em 1968. Em 2002 ela foi relançada em um "CD-single" remixada pelo DJ holandês Tom Holkenborg, conhecido como Junkie XL, ou JXL, se tornando um enorme sucesso. Essa gravação, de certa forma, serviu para que as novas gerações conhecessem e apreciassem o rei do rock! "A Little Less Conversation"é também, o carro-chefe do discão “Elvis: 30 #1 Hits”, uma coletânea com os grandes sucessos de Elvis Presley nos Estados Unidos e Inglaterra, exclusivamente só as músicas que foram número 1 nesses países. Essas músicas ´compreendem o período de 1956 até 1977. Esse disco se tornou um dos mais vendidos no mundo no ano de 2002 e também um dos mais vendidos de Elvis em todos esse anos. "A Little Less Conversation" virou um grande hit no mesmo ano, sendo primeiro lugar em vários países, essa música foi gravada em 1968 e não figurou nas paradas da época, com exceção de Cingapura onde foi número 1 naquele mesmo ano.

RINGO STARR - PHOTOGRAPH - SENSACIONAL!

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

FRASE DA SEMANA: KEITH RICHARDS

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"Não sou eu quem tranca as portas.
Só perco as chaves de vez em quando!"

CLARICE FALCÃO - O QUE VOCÊ FAZ PRA SER FELIZ?

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A artista multimídia Clarice Falcão, que já ganhou fama de cantora com alguns vídeos de composições suas na internet, acabou de lançar seu primeiro disco apenas em formato virtual no último dia 30, no iTunes. Intitulado “Monomania”, nome de uma das faixas, o álbum conta com 14 composições autorais. O que mais chama atenção no trabalho são as letras que revelam a visão de mundo de Clarice, com humor irônico e triste, como são as músicas já divulgadas na web. "Eu vejo minhas desgraças com um certo humor. Mas acho as músicas bem tristes, mais do que engraçadas”, comentou a atriz e cantora. Clarisse é a estrela do excelente comercial do Pão de Açúcar "O que faz você feliz?".

THEBEATLES - FREE AS A BIRD - LYRICS

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"Free As A Bird" era essencialmente uma novidade em forma de single para atrair atenção para o projeto Anthology. A novidade era que seria o primeiro single dos Beatles em 25 anos e, ao menos em termos de som, reuniria novamente o grupo mais popular que o mundo já viu. Houve uma febre de excitação da mídia em torno do lançamento, vitaminada pelo departamento de publicidade da EMI. Como dizia um press release: "O single, cujas cópias estão sob forte segurança fora do Reino Unido, será lançado mundialmente na SEGUNDA-FEIRA, 4 DE DEZEMBRO (de 1995)". Nada podia estar à altura dessas expectativas, mas, nesse caso, "Free As A Bird" era uma música plausivelmente dos Beatles (por volta de 1969), apesar das dificuldades óbvias de ser fruto de um fragmento de uma canção gravada em um toca-fitas cassete. Os eventos que culminaram na gravação começaram em 1 ° de janeiro de 1994, quando Paul telefonou para desejar feliz ano novo a Yoko Ono. Esse gesto reconciliatório gerou mais conversas e depois um encontro, quando Paul participou da inclusão de John no Rock'n'Roll Hall Of Fame. Durante esse tempo juntos, eles discutiram a possibilidade de os Beatles remanescentes trabalharem nas demos caseiras de John. Yoko ofereceu três faixas para avaliação — "Real Love", "Grow Old With Me" e "Free As A Bird". Paul conta: "Gostei imediatamente de 'Free As A Bird'. Gostei da melodia.Tinha acordes fortes, e realmente chamou minha atenção... A parte ótima é que John não a tinha terminado. No bridge ele estava só esboçando os versos que ainda não tinha. Isso significava que tínhamos de inventar algo, e que eu de fato ia trabalhar com John". John provavelmente começou a desenvolvê-la em sua casa em Nova York no final de 1977. Em 4 de outubro do mesmo ano, ele eYoko deram uma coletiva de imprensa no Japão para anunciar que ambos estavam interrompendo suas carreiras para se concentrar na criação de Sean. Diversas canções que ele começou nesse período tratavam de sua vida nova como "dono de casa". Em "I'm Stepping Out", "Watching TheWheels", "Beautiful Boy" e "CleanupTime" ele falou da estranha sensação de liberdade que sentiu ao abandonar a vida de celebridade em função das tarefas domésticas. Como muitas pessoas feridas psicologicamente no começo da vida, John buscava atenção e a rejeitava quando a recebia. Em entrevista à Rolling Stone em 1970, seu primeiro comentário foi: "Se eu pudesse ser outra coisa que não eu mesmo, eu seria. Não é bom ser artista". Seu comentário final, depois de perguntarem como ele se imaginaria aos 64 anos, seguiu a mesma linha. "Espero que sejamos um casal de velhinhos simpáticos vivendo no litoral da Irlanda ou algo assim - olhando o nosso álbum de loucuras." Para John, um lar com uma família estável era a única coisa de que nunca desfrutara. Com Sean e Yoko, ele estava determinado a cuidar do que tinha. "Free As A Bird" foi escrita para expressar sua satisfação em estar livre das exigências da vida de celebridade e da pressão artística de ter de competir com seus eus anteriores. John estava, como ele mesmo canta, "home and dry"! Para a parte do meio da música, John tinha apenas o par de frases "Whatever happened to/The life that we once knew?", versos que recordam a crença manifestada em "Help!", "Strawberry Fields Forever" e "In My Life" de que a infância tinha sido o momento mais idílico de sua vida. Os versos acrescentados por Paul subvertem essa linha de pensamento, transformando-o no desejo por uma relação restaurada - presumivelmente a dele com John. A gravação ocorreu em fevereiro e março de 1994 no estúdio de Paul em Sussex, com crédito de produção compartilhado entre os Beatles e Jeff Lynne, antigo vocalista e guitarrista da Electric Light Orchestra. O cassete original de John foi passado para fita, e o som, remasterizado digitalmente. "Depois tomamos a liberdade de reforçar a música com diferentes mudanças de acorde e arranjos diferentes", conta George Harrison. O projeto foi tratado como se John ainda estivesse vivo, e ele e Paul ainda mexessem nas músicas inacabadas um do outro. "Nós inventamos uma situação de férias", diz Paul. "Eu telefonei para Ringo e disse: vamos fingir que John saiu de férias, mandou uma fita e disse 'terminem para mim'." George Martin, que produziu todos os outros singles dos Beatles, deu uma bênção cautelosa, mas sentiu que faltava dinamismo porque eles não tinham conseguido separar o piano e a voz na fita cassete com sucesso e colocá-los em uma marcação de tempo rígida para facilitar o overdub. "Eles esticaram e comprimiram e reviraram até que virasse uma batida de metrônomo em tempo de valsa comum. O resultado é que, para esconder as partes ruins, eles tiveram de remendar bem para que o produto final fosse um som denso e homogêneo e quase sem interrupção", ele conta. "Free As A Bird" chegou ao número 2 das paradas britânicas e ao número 6 nos EUA.

Música mavilhosamente linda que é, Free as a Bird não poderia ser lançada sem um vídeo clipe simplesmente maravilhoso e à altura. O vídeo possui uma técnica de direção de fotografia inovadora, pois a câmera segue todo o tempo na primeira pessoa, tomando lugar da ave (Bird) que voa livre por Liverpool e Londres, mostrando toda a trajetória da banda e os lugares por onde os Fab Four passaram ao longo da infância e durante o tempo que estiveram juntos. Referências a Penny Lane, Paperback Writer, A Day in The Life, Eleanor Rigby e Helter Skelter são facilmente vistas, mas existem ao todo quase 100 referências à música dos Beatles ao longo do vídeo, que foi produzido por Vincent Joliet e dirigido por Joe Pytka. Como não poderia ser diferente, o vídeo ganhou o Grammy Award for Best Short Form Music Video em 1997.

JOHN LENNON E O ROLLING STONE

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THE BEATS WITH PETE BEST - ROCK AND ROLL MUSIC - DEMAIS!

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Atendendo ao pedido de Maria Lúcia. Beijão!

THE BEATLES - NOT A SECOND TIME

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Paul afirmou que a inspiração musical por trás de "Not A Second Time" era, mais uma vez, Smokey Robinson and The Miracles, ao passo que John reivindicou boa parte da composição como sua. Foi outro exemplo de John permitindo que seus sentimentos, nesse caso a mágoa, tomassem conta de seu trabalho. Depois de sofrer por rejei­ção, a reação do compositor é conter suas emoções para evitar que se machuque de novo. Foi uma das primeiras canções dos Beatles a ser objeto de análise crítica de um jornal de qualidade. William Mann, na época, crítico musical do Times, comparou parte dela com "Song Of The Earth", de Gustav Mahler. John diria depois que "foi essa resenha que começou a onda de falar do aspecto intelectual dos Beatles". "O interesse harmónico também é típico das canções mais rápidas deles", escreveu Mann, "e fica a impressão de que pensam simultaneamente em harmonia e melodia, tal a firmeza com que a sétima e a nona maiores estão construídas em suas músicas." Mann salientava ainda as mudanças de escala, "tão naturais quanto a cadência eólica ao final de 'Not a Second Time'". O comentário de John sobre isso foi: "Eu não entendi nada do que ele disse". Em outra ocasião, John afirmou que achava que "cadências eólicas" soavam como pássaros exóticos. Ele não foi o único a ficar confuso com a terminologia de Mann. "Cadência eólica" não é uma descrição musical reconhecida, e gerações de críticos musicais se perguntaram a que Mann estava se referindo exatamente. No entanto, a resenha em si foi creditada como o início das críticas sérias à obra dos Beatles.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

5 DE JUNHO - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE. VIVA A TERRA!

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"Salvem o planeta!"
Comemorado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Assembleia Geral da ONU em 1972 para marcar a abertura da conferência de Estocolmo. No mesmo dia, foi criado o Programa Ambiental das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês). O dia é considerado uma das principais ações das Nações Unidas para chamar a atenção para a forma como o bicho-homem está acabando com o planeta.

Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes, nasceu em Xapuri, em 15 de dezembro de 1944. Foi um seringueiro, sindicalista, ativista ambiental e revolucionário brasileiro. Sua atividade política visada à preservação da Floresta Amazônica lhe deu projeção mundial. Em julho de 2012, foi eleito um dos "100 maiores brasileiros de todos os tempos" em concurso realizado pelo SBT com a BBC de Londres. No dia 22 de dezembro de 1988, exatamente uma semana após completar 44 anos, Chico Mendes foi assassinado com tiros de escopeta no peito na porta dos fundos de sua casa.
Em 1989, Paul McCartney tomou conhecimento do assassinato do seringueiro e ativista ambiental Chico Mendes, em Xapuri no Acre, através dos telejornais da TV inglesa, que deram grande destaque ao bárbaro homicídio e fizeram retrospectiva de suas atividades como sindicalista e defensor do meio ambiente. A militância de Chico para preservação ambiental e justiça social comoveu Paul McCartney que resolveu dedicar a canção ‘How Many People’ recém-composta para o álbum ‘Flowers In The Dirt’ para Chico Mendes.

THE BEATLES - SHE LOVES YOU!

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THE BEATLES - ACROSS THE UNIVERSE - AGAIN!

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“Across The Universe”, é a canção mais antiga do álbum LET IT BE, foi gravada em fevereiro de 1968 e chegou ao público pela primeira vez em um álbum beneficente para o WWF (World Wildlife Fund) em dezembro de 1969: “No One's Gonna Change Our World”. As bases de Across The Universe foram gravadas em 4 de fevereiro, John Lennon não ficou satisfeito e tentou por vários takes seguidos. Paul McCartney o convenceu a chamar duas fãs para fazerem backing: a brasileira Lizzie Bravo e Gayleen Pease, que passavam dias acampadas na porta do estúdio para para ver os Beatles, falar com eles e tirar fotos. Mas essa é outra história.Across The Universe foi mixada em mono e colocada de lado enquanto o grupo lançou como single as canções "Lady Madonna" e "The Inner Light". Depois do retorno à Índia, o grupo resolveu gravar algumas canções compostas lá e "Across the Universe" permaneceu engavetada. Spike Milligan ouviu e sugeriu que ela fosse lançada como parte do álbum que ele estava organizando pela World Wide Fund for Nature. Os Beatles concordaram com a proposta e a canção foi mixada em estéreo pela primeira vez por George Martin. Para o álbum da 'wildlife' foi acrescentado efeitos sonoros de pássaros no início e no final da canção. Depois de acrescentados os efeitos, foi acelerada de forma que mesmo com os sons dos pássaros continuasse quase com o mesmo tempo. Para o álbum LET IT BE, Glyn Johns remixou-a dando um tratamento acústico e corrigindo a velocidade. Não importa de qual forma: se é mono, se é estéreo, se é mais longa, se é mais curta. O que importa, para mim, é que é uma das minhas músicas preferidas dos Beatles. “Mais um original de Lennon & McCartney”.
O ábum "No One's Gonna Change Our World" é um disco bacana. Inofensivo... está fora de catálogo há muitos, muitos anos. O LP original, hoje em dia é uma raridade e ítem de colecionadores. Eu não tenho o bichão. Tenho um CDzinho que comprei num sebo pelo preço de banana que o dono - um velho gordão - fez na hora. Tipo 5 reais.

THE BEATLES - RINGO STARR - DON'T PASS ME BY

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No dia 5 de junho de 1968, pela primeira vez os Beatles gravaram uma composição de Ringo: "Ringo's Tune (Untitled)", que mudaria de nome para "This Is Some Friendly" e logo seria chamada “Don’t Pass Me By”."Don't Pass Me By" foi a primeira música completa de Ringo para os Beatles. Até então, suas únicas participações nas composições da banda tinham sido os títulos de "A Hard Days Night" e "Tomorrow Never Knows", além de alguma contribuição musical em "Flying" e "What Goes On". Quando perguntaram em dezembro de 1967 se ele tinha aspirações como compositor, Ringo respondeu: "Eu tento.Tenho um violão e um piano e toco alguns acordes, mas são só 'chinga-lingas'. Para mim nenhuma melodia boa sai dali". A verdade era que ele estava tentando fazer os Beatles gravarem "Don't Pass Me By" havia anos. Durante uma entrevista de rádio na Nova Zelândia durante a turnê de junho de 1964 pela Austrália, era possível ouvir Ringo pedindo aos demais: "Cantem a música que eu escrevi, só para fazer propaganda". Em resposta ao pedido, Paul disse no programa: "Ringo escreveu uma música chamada 'Don't Pass Me By'. Uma melodia linda. É a primeira vez que ele se aventura em uma composição". Depois que Paul e John cantaram uma estrofe, alguém perguntou ao baterista mais sobre a música: "Foi escrita como um country, mas ouvir Paul e John cantarem com esse quê de blues mexeu comigo. Se os Beatles vão gravá-la? Eu não sei. Acho que não, na verdade. Eu fico tentando empurrá-la para eles toda vez que vamos gravar. Ela continuaria fora dos sets dos álbuns do grupo por mais cinco anos. "Infelizmente nunca há tempo para encaixar a musica de Ringo em um álbum”, disse Paul em 1964. “Ele nunca a terminou”.

CHUCK BERRY - HAIL! HAIL! ROCK 'N' ROLL

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Em outubro de 1986, Keith Richards organizou para Chuck Berry - seu ídolo confesso, um grande concerto para comemorar os 60 anos do velhão.O showzasso foi realizado em Saint Louis e nele foi filmado o documentário "Hail! Hail! Rock 'n' Roll", no qual Berry recebe vários convidados famosos, como Etta James, Julian Lennon, Robert Cray e Eric Clapton, além do próprio Richards, entre outros convidados para celebrar sua carreira. Eu vi na época e depois numas madrugadas dessas. Sensacional. Qualquer dia, aparece aqui, inteirinho. Por enquanto, a gente fica só com um gostinho com velho Chuck Berry e o filho do Homem: Julian Lennon. Abração, pessoal!

JESUS LOVES YOU - BOW DOWN MISTER

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Em 1990, Boy George lançou o álbum “The Martyr Mantras”, sob o pseudônimo de “Jesus Loves You”, um movimento para ajudar as pessoas a se concentrar na música e não em nome do artista popular. Nos Estados Unidos, quando foi lançado em 1991, o álbum foi creditado com o nome do autor - “Boy George” , por exigência da Virgin Records. É um trabalho totalmente diferente de todos os álbuns já lançados pelo controvertido artista, com, ou sem o Culture Club. A canção "Bow Down Mister", alcançou as paradas de sucesso tornando o mantra Hare Krishna ainda mais popular. Hare Krishna, Hare Bol!

PAUL McCARTNEY - BABY FACE - DEMAIS!

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“Baby Face” é uma canção dos anos 1920, composta por Benny Davis e Harry Akstm, que Paul McCartney gravou pela primeira vez para um documentário para a TV “One Hand Clapping”, que filmava os bastidores dos Wings em agosto de 1974 e permanece inédito até hoje sem nunca ter ido ao ar originalmente, embora várias versões de áudio e vídeo tenham sido lançadas nos anos de 1990 e nos início dos 2000, tanto em DVD quanto em CD. O especial, aparece na edição de luxo de “Band On The Run” (2010).

terça-feira, 4 de junho de 2013

JOHN LENNON - MILK AND HONEY

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No dia 3 de junho de 1984, a MTV americana exibiu um especial de lançamento do álbum “Milk And Honey” incluindo os clipes “Borrowed Time", "Grow Old With Me", "Nobody Told Me" e "I'm Stepping Out", além de entrevistas com Yoko Ono e Sean Lennon. “Milk and Honey” é um álbum creditado a John Lennon e Yoko Ono, lançado em 1984. Foi o primeiro álbum póstumo de Lennon, depois de ter sido gravado nos últimos meses de sua vida durante e após as sessões para o seu álbum Double Fantasy de 1980. Foi montado por Yoko Ono em associação com o selo Geffen Records, mas foi lançado pela Polydor.

“Milk and Honey” foi projetado originalmente por John Lennon como a complementação de Double Fantasy. A morte de Lennon causou um arquivamento temporário do projeto. Demorou três anos para Yoko Ono ser capaz de retomar o trabalho para concluí-lo. O material de Ono, em grande parte compreende novas gravações, o que ela se comprometeu durante a preparação do álbum, em 1983, que dão a suas canções uma faceta mais comercial e contemporânea. Por outro lado, o material de Lennon, mesmo sendo áspero e rústico leva com gravações de ensaio, tem um sentimento mais casual. " Nobody Told Me ", uma canção de Lennon, tinha a intenção de ser gravada por Ringo Starr, no seu álbum de 1981, “Stop and Smell the Roses”. Não aconteceu e acabou sendo lançada como um single e se tornou um Top 10 hit em todo o mundo. Outros singles do álbum foram "I’m Stepping Out" e "Borrowed Time".

O título do álbum veio de Yoko Ono, que explicou que foi em referência á viagem dos Lennons para os EUA, "a terra de leite e mel". "Mas também, nas Sagradas Escrituras, a terra de leite e mel, é onde você vai depois de morrer, como uma terra prometida ", Ono chegou a dizer. "Por isso, é muito estranho que eu pensei que o título era quase assustador. A capa é uma tomada alternativa a partir da mesma sessão de fotos que produziu a capa de Double Fantasy, porém desta vez, aparece em cores.

A recepção de público e crítica ao “Milk and Honey”, foi, previsivelmente, muito menor do que aquela que saudou Double Fantasy, mas ainda assim foi bem recebido, atingindo um número 3 no Reino Unido e número 11 nos Estados Unidos.


Depois de uma briga com David Geffen, cuja Geffen Records tinha inicialmente lançado Double Fantasy, Yoko Ono foi movida por novos projetos já com planos futuros para a Polydor Records, que inicialmente divulgaria o “Leite e Mel” de John Lennon. Mas, a EMI, casa de toda a obra de Lennon, inclusive, com os Beatles, adquiriu esta e todas as versões de Lennon que seriam lançadas na década de 1990.
Jack Douglas, que co-produziu “Double Fantasy” com Lennon e Ono, também tinha passe livre para as sessões iniciais de “Milk And Honey”, embora Yoko Ono tenha recusado a creditá-lo depois que seu relacionamento profissional azedou após a morte de Lennon. Por esse processo, Yoko Ono foi obrigada em juízo a pagar cerca de 3 milhões de dólares a Jack Douglas. Chupa, japa!

IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON

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THE BEATLES - I'M DOWN - 2013

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"I'm Down" - um dos rocks mais poderosos dos Beatles, gritado e barulhento, foi gravado na mesma sessão de "Yesterday". Entre uma tomada e outra, ficou registrada uma conversa de Paul que sugere uma pista de onde surgiu o nome do álbum Rubber Soul. Nos intervalos, ele ficava repetindo "plastic soul, man, plastic soul", encantado por um grupo de músicos negros apresentado por Mick Jagger. O rockão - pesado para a época - foi lançado como compacto simples, lado B de "Help!" em 23 de julho de 1965.

Paul queria compor algo capaz de substituir Long Tall Sally no repertório dos shows dos Beatles. Queria uma canção no estilo Little Richard, mas admitiu a dificuldade da tarefa: "é muito difícil. Ainda estamos tentando compor algo no estilo Little Richard. É a coisa mais difícil que já tentamos fazer. Escrever uma música de três acordes que seja inteligente não é fácil". N aletra, o rapaz grita que a garota conta mentiras, achando que ele não pode ver. Ela não pode chorar porque está rindo dele.. Ele está por baixo. No chão. "I'm Down" encerrava as apresentações nas turnês de 1965 e 1966.

RINGO STARR - STOP AND TAKE A TIME TO SMELL THE ROSES

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A dura verdade, é que depois da separação dos Beatles, a carreira musical de Ringo Starr como artista-solo, se mostrava a mais duvidosa de êxito. Começou em 1970 com “Sentimental Journey” e seguiu-se com “Beaucoups of Blues”. Ambos irrelevantes. Então, em 1973, Ringo apareceu com um disco de enorme sucesso, talvez, seu maior e melhor: O álbum “RINGO”, que, para os fãs, era quase como uma “volta dos Beatles”, com participações de todos em partes separadas. Depois veio o apenas o razoável “Goodnight Vienna” em 74 também com a colaboração de John Lennon.
Durante essa época, as companhias de Ringo eram as piores possíveis: o próprio John Lennon, Harry Nilson e Keith Moon. Nosso querido Ringo estava realmente com problemas, bebendo demais e enfiando o nariz onde não devia. O casamento com Maureen estava acabado e, de fato, sua carreira parecia encerrada. Nos anos seguintes, Ringo lançou discos lastimáveis como “Blast from your pass” (75), “The 4th” (77) e “Bad Boy” (78), com exceção do ótimo “Rotogravure” de 1976 (também com participações dos outros três ex-Beatles) só retornando 4 anos depois com esse “Stop And Smell The Roses” de 1981.
A capa, horrorosa traz uma foto breguíssima de Ringo segurando algumas rosas vermelhas. Na contra-capa uma foto de Ringo onde percebe-se que está vestido de policial no melhor estilo Village People. Apesar da capa, “Stop And Smell The Roses” está longe de ser um álbum ruim. Começa de forma divertida e entusiasmada com “Private Property”, de Paul McCartney e emenda com o sucesso ”Wrack My Brain” de George Harrison. E ainda deveria contar com uma música de John Lennon, "Life Begins at 40", que, por todas as circunstâncias, acabou não entrando. Depois da chatinha "Drumming Is My Madness", de Harry Nilsson, novamente outra colaboração de McCartney – “Attention”. O disco ainda traria outro grande (e último) momento com a excelente regravação de “You Belong To Me”. A faixa-título do oitavo disco de Ringo, lançado em 1981, é uma parceria do ex-beatle com Harry Nilsson. Com a melodia no estilo vaudeville, Ringo pede para as pessoas darem um tempo com que estão fazendo e se dediquem a atividades prosaicas como cheirar as rosas e comprar o disco em que ele estava lançando na época. Infelizmente, o disco que se seguiu era ainda mais fraco “Old Wave” em 1983. Ringo só faria as pazes com público e crítica novamente em 1992 com o excelente e aclamado “Time Takes Time”.
Em 1982, Paul McCartney produziu um curta chamado “The Cooler” com vários videos promocionais de Ringo Starr para o álbum Stop and Smell The Roses. As músicas são Private Property, Sure To Fall e Attention.
O single com a canção "Wrack My Brain", composta por George Harrison, tomou as paradas de sucesso do mundo inteiro, inclusive no Brasil.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

THE BEATLES - GOT TO GET YOU INTO MY LIFE - 2013

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Quando surgiu, em agosto de 1966, no álbum Revolver, poucos desconfiaram que "Got to Get You into My Life" não se tratava apenas de mais uma historinha de amor de um rapaz tentando colocar uma garota em sua vida. Somente tempos depois, soube-se que o "rapaz", o protagonista da canção era o próprio autor e que a "garota" era uma tal de Maria Joana - a danada da maconha.
"Got to Get You into My Life" foi lançada como single nos EUA somente em 1976 - uma década depois de seu lançamento inicial e seis anos depois da separação oficial do grupo para promover o álbum "Rock And Roll Music". Foi gravada em Abbey Road entre 7 de abril e 17 de Junho de 1966 e evoluiu consideravelmente entre a primeira tomada e a versão final lançada no álbum. Chegou ao # 7 na Billboard Hot 100. Também foi gravada por Cliff Bennett and The Rabel Rousers numa versão que chegou ao Top 10 nas paradas britânicas em 1966.
"Got to Get You into My Life" foi escrita por Paul, que queria copiar o som da Motown recém-desenvolvido pelo time de compositores-produtores Holland-Dozier-Holland, que trabalhavam para o grupo The Supremes. John Lennon acreditava que, ao mencionar "another kind of mind" na letra, Paul estivesse aludindo às suas experiências com drogas. Ele confirmou ser isso mesmo. Era um hino de louvor à maconha disfarçado de canção de amor. Não era de uma mulher que ele precisava todo dia, era de um baseado.
No livro livro "Paul McCartney: Many Years From Now", de Barry Miles, McCartney revelou que a canção era sobre a maconha. "Got To Get You Into My Life" foi uma que eu escrevi quando tinha sido previamente introduzido à erva... Então, é realmente uma música sobre isso, não é para uma pessoa. É realmente uma ode à maconha como alguém pode escrever uma ode ao chocolate ou um bom vinho tinto", explicou McCartney. Sobre a música, Thomas Ward da Allmusic disse: "McCartney sempre foi um grande vocalista, e este é talvez o melhor exemplo do seu potencial vocal em Revolver. Uma das preciosidades do álbum". Quando questionado sobre a canção em sua entrevista à Playboy em 1980, John Lennon disse: "É Paul novamente. Acho que foi uma de suas melhores canções, também".
Quem participou da gravação? Paul fez os vocais com a voz dobrada e o baixo; George Martin tocou o órgão. George Harrison – guitarra solo, Ringo – bateria e John Lennon, pandeiro (segundo o livro de Jeff Russel – Gravações Comentadas). O fundo de metais foi executado por Eddy Thornton, Ian Hammer e Les Conlon nos trompetes e Alan Brascomble e Peter Coe nos saxofones.
A superbanda Earth, Wind & Fire regravou "Got to Get You into My Life" para o álbum com a trilha Sonora do filme Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band em 1978. Também lançaram como single e apareceu no álbum The Best of Earth, Wind & Fire, vol. 1. Essa versão alcançou o número 1 na Hot Soul Singles e número 9 na parada de singles Hot 100 da Billboard. Ganhou um Grammy como Melhor Arranjo Vocal / Instrumental Acompanhado e também recebeu uma outra indicação como Melhor Performance Pop. "Got to Get You into My Life" também foi gravada por Johnny Hallyday, The Four Tops, Blood, Sweat & Tears, Diana Ross & The Supremes, Thelma Houston, Syesha Mercado, Courtney Murphy, Matt Corby, Daniel Johnston, Matthew Sweet and Susanna Hoffs, Ella Fitzgerald, The Jazz Detectives, Joe Pesci, The Baby Dolls, Chris Clark, Chicago, Ali Campbell, Koritni entre outros menos cotados.