domingo, 19 de outubro de 2014

THE BEATLES - HEY BULDOG - SENSACIONAL

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“Hey Bulldog” é uma canção dos Beatles que aparece no álbum Yellow Submarine e foi quase toda escrita por John Lennon com algumas contribuições de Paul McCartney. Foi gravada durante a filmagem do vídeo promocional de Lady Madonna e é uma das poucas músicas dos Beatles que se baseia num riff de piano. Para Lennon, "uma grande gravação, mas que não significa nada". Esse é o nosso Lennon!
Inicialmente, a faixa se chamaria "Hey Bullfrog", mas durante a gravação Paul começou a "latir". Então mudaram o nome para "Hey Bulldog". Segundo Geoff Emerick, engenheiro de som, esta foi a última gravação que os quatro realizaram como um time dinâmico e com o entusiasmo de cada membro do grupo. Quando voltaram ao estúdio para gravar o Álbum Branco, já estavam muito afetados com assuntos de negócios e as diferenças pessoais e artísticas estavam se fortalecendo, o que culminaria, mais tarde, na separação definitiva do grupo.
Durante essas sessões, os Beatles foram fotografados gravando a música. Foi uma das poucas vezes em que eles se deixaram filmar gravando nos Estúdios Abbey Road, pois preparavam um filme promocional (depois editado para o single 'Lady Madonna') que seria lançado enquanto eles estivessem na Índia.
“Hey Bulldog” foi usada num segmento animado do filme Yellow Submarine, que inicialmente só apareceu na versão européia. Foi restaurada e vista pela primeira vez em 30 anos no relançamento de 1999. Para promover o relançamento, a Apple pegou as filmagens originais do vídeo promocional de Lady Madonna e o reestruturou para usar como vídeo promocional da própria Hey Bulldog. O riff de guitarra da canção foi incluído no álbum Love, de 2006, na faixa "Lady Madonna". Algumas risadas de Lennon e McCartney (contidas na música original) foram colocadas na faixa de transição "Blue Jay Way".
Há uma primeira versão demo da música com apenas John ao piano de apenas 48 segundos, que intitula-se "She Can Talk To Me" (o primeiro nome da música) e aparece em bootlegs como o "Artifacts" (Volume 1, Disco 4) e o "The Lost Lennon Tapes" (Volume 18). Os Beatles tocaram com a formação clássica de sempre: John Lennon - Piano, guitarra rítmica, vocais principais e falas; Paul McCartney -Baixo, pandeireta, e vocal de apoio (harmônico) e "latidos"; George Harrison - Guitarra solo e Ringo Starr - Bateria e vocal falado.
"Hey Bulldog" teve outras versões feitas por outros artistas. Entre eles, estão Jim Schoenfeld, Tea Leaf Green, Eric McFadden, Ween, Elvis Costello, Honeycrack, Ian Moore, Gomez, Rolf Harris, Toad the Wet Sprocket,Firewater, Alice Cooper, The Gods, Skin Yard, U-Melt, Dave Matthews, Paddy Milner, of Montreal, Manfred Mann's Earth Band, The Golden Ticket, Dave Matthews & Friends, Crash Kings, The Roots e Miles Kane (uma versão matadora que já apareceu aqui no Baú! Ótimo domingo, Planeta Beatles!

RINGO STARR - KING OF THE BROKEN HEARTS

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Lançado em 15 de junho de 1998, Vertical Man marca o início da parceria de Starr com Mark Hudson (produtor e compositor de hits por encomenda), e traz uma lista estrelada de participações especiais. Artistas do calibre de Joe Walsh (The James Gang, Eagles), Timothy B. Schmit (Poco, Eagles), Scott Weiland (Stone Temple Pilots), Brian Wilson (The Beach Boys), Alanis Morissette, Tom Petty, Steven Tyler (Aerosmith) e Ozzy Osbourne. Encabeçando a lista de celebridades, seus ex-colegas Paul McCartney (acompanhado de sua esposa na época, Linda) e George Harrison. “Vertical Man”, o 11º álbum de estúdio de Ringo, é um trabalho que até hoje é muito bem lembrado por seus fãs, e que, além disso, possui grande importância em sua carreira solo, por ser responsável por impulsionar Ringo para uma sequência de bons lançamentos, sejam de discos ao vivo ou de estúdio, fazendo com que a década seguinte fosse de muito trabalho, shows e lançamentos de discos com boa regularidade. A importância de “Vertical Man” para a sua carreira vai além disso, pois nesse disco Ringo inicia a parceria com o produtor Mark Hudson e sua banda, “The Roundheads”, que durou anos, até se desentenderem em 2008, durante a gravação do disco “Liverpool 8”, onde o próprio produtor também ajudou Ringo em algumas composições e nas apresentações realizadas pelo baterista para a divulgação do disco. Ringo recuperou a idéia de trazer convidados especiais para tocar em seus discos - como fez em toda sua carreira, só que nesse disco essas participações foram ainda mais marcantes, contando com um estrelar elenco formado por Paul McCartney, George Harrison, Steven Tyler, Ozzy Osbourne, Alanis Morrisete, Brian Wilson, Tom Petty, Joe Walsh, Scott Weiland, além de outros. Todas as músicas são muito bem elaboradas, utilizando todos os recursos de seu novo amigo e produtor Mark Hudson, o que torna o álbum cheio de efeitos e belas criações que deixam as faixas mais encorpadas. Entre os muitos destaques, estão a faixa título “Vertical Man”, que traz bela participação de Ozzy Osbourne nos vocais, uma canção de letra e melodia tensas e “La de da”, single do disco, que ganhou inclusive um vídeo clipe bacana e que tem tudo a ver com Ringo Starr, é daquelas canções festeiras, positivistas, de refrão tão fácil que a tarefa de não sair cantando-a torna-se impossível. Já a canção “What in The...World”, que tem a participação de Paul McCartney no baixo e nos backing vocals, é também outro dos destaques do disco. Assim com a nova versão de “Love Me Do”, dos Beatles, que ganha aqui uma roupagem a lá Ringo Starr (sem George Martin!) e uma bela gaita tocada por Steven Tyler do Aerosmith. E já que estamos falando em Beatles, a balada “King of Broken Hearts”, ganha o reforço de uma slide-guitar de ninguém menos que George Harrison em sua bela melodia. Um dos momentos mais interessantes do álbum é a regravação de “Drift Away”, canção já gravada dezenas de vezes por inúmeros artistas, e que aqui ganha vocais solos de Alanis Morissete e Tom Petty. Existe uma versão alternativa com o vocal solo também de Steven Tyler do Aerosmith, que acabou sendo limado da versão final.

sábado, 18 de outubro de 2014

CONVIDADO MAIS QUE ESPECIAL - ERIC CLAPTON - ISN'T A PITY

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THE BEATLES - REVOLUTION - SEMPRE DEMAIS!

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JOHN LENNON - CRIPPLED INSIDE – SENSACIONAL!

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A segunda canção no álbum “Imagine” de John Lennon, “Crippled Inside” (Aleijado por dentro) funciona como uma ponte entre a faixa-título imponente do álbum e da introspectiva “Jealous Guy”. Variando o humor com um número de country rock otimista, Lennon revelou que “Imagine” era mais musicalmente variado do que o seu antecessor. Por trás do countryzinho alegre e divertido, “Crippled Inside” contém uma das letras mais sombrias de Lennon. Para quem procura cabelo em ovo, nessa canção também haveria uma referência ao seu ex-companheiro dos Beatles - Paul McCartney - no verso que diz "Você pode viver uma mentira até que você morra". Esses mesmos do cabelo em ovo, acreditam que a música pode ter sido inspirada por “Blind Blake”, de 1920 gravada pela Black Dog Blues, mas não há nada semelhante entre as duas. Essa música também foi tocada pelos Beatles durante as sessões de Let It Be em 24 de janeiro de 1969. “Crippled Inside” foi gravada no estúdio de Lennon em Ascot,Tittenhurst Park. A versão que saiu em “Imagine” foi o 17º take. Anos depois, ele descreveu o som de “Crippled Inside” como um country muito brega e ocidental", coisas de Lennon. Participaram da gravação: O próprio - vocais e guitarra; George Harrison - dobro; Nicky Hopkins - piano; Ted Turner – guitarra acústica; Rod Linton - violão; John Tout - violão; Klaus Voormann - baixo; Steve Brendell - baixo e Jim Keltner – bateria. Só para matar a curiosidade, essas duas figuras em destaque na foto, são os dois Badfinger Joey Molland e Tom Evans que participaram do álbum, não da faixa. Ok? Abração!

PAUL McCARTNEY - CHOBA B CCCP

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Conhecido como o ‘álbum russo’, “CHOBA B CCCP” (“Back In The USSR”) é um álbum de covers dos primórdios do rock. Gravado em dois dias, Paul passa por canções de seus ídolos Little Richard, Elvis, Fats Domino e outros, em versões corretas, sem grandes destaques nem decepções. Lançado exclusivamente na antiga União Soviética em 1988, “CHOBA B CCCP” foi o primeiro disco de um artista ocidental a sair em um país comunista, liderando as paradas de lá, e sendo lançado no resto do mundo apenas em 1991. Mas McCartney voltaria às raízes do rock com mais propriedade uma década depois.

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DE TODOS

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Caros amigos, O Baú do Edu está no ar há mais de sete anos. Nesse tempo todo, muitas coisas boas aconteceram. Muitas ruins também. Até agora, são 5.342 postagens, 648 amigos e acesso diário em torno de 1.400 pessoas. Mas o Baú não é só meu. É de todos nós que amamos os Beatles e nos deliciamos com tudo o que gira em torno da cultura pop que eles criaram. No entanto, para que nosso blog se mantenha ativo e atualizado (quase) todos os dias, é necessária a participação de todos, com sugestões, críticas e, pricipalmente, com os comentários. Os comentários de vocês são a única forma de saber o que está e o que não está agradando e única forma de incentivo para o blogger, que se alimenta exclusivamente dos comentários para publicar novas postagens. Vamos! Partcipem! Comentem! É como eu digo na caixa dos comentários: é bom para mim, para vocês e para o universo! BEATLES 4 EVER! BADFINGER BOOGIE!

Pensando nessa coisa da falta de comentários, lembrei de uma velha fábula:
"Esta é uma história de quatro pessoas: Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém. Havia um trabalho importante a ser feito e Todo Mundo tinha certeza de que Alguém o faria. Qualquer Um poderia tê-lo feito, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho de Todo Mundo. Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia fazê-lo, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixasse de fazê-lo. Ao final, Todo Mundo culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito".

THE BEATLES - ALL YOU NEED IS LOVE

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Em 1967, a equipe do canal londrino BBC convidou os Beatles a participarem do primeiro evento transmitido mundialmente via-satélite, ao vivo simultaneamente para 26 países. Esse trabalho envolveu redes de TV das Américas, Europa, Escandinávia, África, Austrália e Japão. Foi então solicitado que o grupo escrevesse uma música cuja mensagem pudesse ser entendida por todos os povos do planeta. John Lennon e Paul McCartney começaram a trabalhar separadamente em diferentes letras, até que Lennon acabou escrevendo esse clássico que se encaixou perfeitamente ao objetivo proposto, pois a mensagem de amor contida na canção poderia ser facilmente interpretada ao redor do mundo. A transmissão mundial dessa apresentação foi ao ar em 25 de junho de 1967. Rapidamente, ALL YOU NEED IS LOVE explodiu em todas as paradas do planeta.

MARY HOPKIN - THE APPLE OF THE EYE

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Mary Hopkin, cantora inglesa de música pop e folk-rock britânico foi a primeira artista contratada pela Apple. Ganhou notoriedade nas paradas de sucesso pelos excelentes compactos que lançou no final dos anos 60. Nascida em 3 de maio de 1950, Gales, Glamorganshire, Inglaterra, Mary iniciou a carreira em 1967, como vocalista de um grupo folk, chamado Selby, Set & Mary.
Quando participou e ganhou o concurso televisivo do programa "Opportunity Knocks" (no melhor estilo do The Voice), o talento e a voz de Mary chamaram a atenção da modelo Twiggy que a recomendou para Paul McCartney. O contato profissional com o Beatle lhe proporcionou gravar o primeiro compacto "Turn Turn Turn", que fez um razoável sucesso. Mas a grande revelação de Mary Hopkin foi com o compacto "Those Were The Days" (1968), versão Inglesa do classico russo "Dorogoy Dlinnoyu" escrito em 1920 por Boris Fomin e Konstantin Podrevsky, produzida e arranjada por McCartney.
A partir desse sucesso a carreira de Mary decolou. Nessa época, "Those Were The Days" (a musiquinha chata do Sílvio Santos) concorria com "Hey Jude" nos primeiros lugares das paradas britânicas. Aos 19 anos, Mary Hopkin lançou pela Apple, seu primeiro álbum - POST CARD, em 1969, emplacando outro grande sucesso "Goodbye" também escrita por Paul que também produziu o álbum.
Com tendências folk e pop-rock, o destaque da sua voz sensível foi a grande revelação que fecharia com chave de ouro os anos sessenta. Todos os grandes hits de Mary foram lançados também em compactos e, logo incluídos em LP. A discografia não é extensa, mas foi o suficiente para revelar a brilhante intérprete que foi. Com a canção "Knock Knock, Who's There?" representou o Reino Unido no Festival Eurovisão da Canção 1970, onde ela terminou em segundo lugar, atrás de Dana. Depois do lançamento do seu segundo álbum editado em 1971, chamado "Earth Song-Ocean Song", produzido por Tony Visconti, produtor do T. Rex, David Bowie e Badfinger, Visconti se casou com a versátil galesinha e ela deixou de cantar. Retirou-se da vida musical, para só voltar anos depois. Mas a oportunidade só bate uma vez. Depois de se divorciar de Visconti em 1981, cantou a canção "Rachael's Song" de Vangelis para o filme Blade Runner. Depois, entre 1982 e 1984 fez parte de alguns grupos como backing vocal. Nada de expressão. Em 1989 lançou o álbum "Spirit", com o single "Ave Maria". Amém!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

PAUL McCARTNEY - GETTING CLOSER

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Esta será a sexta vez que Paul McCartney vem ao Brasil, mas a maccamania já se fez presente na pré-venda do show que o astro fará em São Paulo, no dia 25 de novembro, no Allianz Parque. Os ingressos oferecidos a partir das 6h de ontem, quinta (16) se esgotaram em 50 minutos. A venda convencional para o show na capital paulista começou às 7h de hoje, sexta-feira (17) pelo site Tudus. Macca volta ao país com a turnê Out There. Os demais shows da turnê serão dia 10 de novembro, no Espírito Santo, e em 23 de novembro, Brasília, no Estádio Nacional Mané Garrincha. O show na capital paulista será o primeiro a rolar no Allianz Parque. O ex-integrante dos Beatles irá se apresentar pela primeira vez em Brasília e Espírito Santo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

GEORGE HARRISON - THE APPLE YEARS 1968 / 1975

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Chegou às lojas no último dia 22 o box The Apple Years: George Harrison – 1968-1975, uma homenagem ao ex-beatle que reúne seus seis primeiros discos solo, completamente remasterizados. Além dos álbuns Wonderwall Music (de 1968), Electronic Sound (1969), All Things Must Pass (1970), Living In The Material World (1973), Dark Horse (1974) e Extra Texture (1974), a caixa traz ainda um DVD com gravações inéditas, diversas faixas bônus, e um livro com fotos raras e textos de gente como Kevin Howlett, produtor de rádio britânico, e Dhani Harrison, filho de George. “Estou muito feliz que, depois de lançarmos The Dark Horses Years, há um década, completamos o trabalho com esta caixa The Apple Years“, declarou Dhani em um comunicado, referindo-se ao box que trazia a música produzida por George entre 1976 e 1992. “Alguns destes discos já estavam até fora de catálogo. Mal posso esperar para que os amantes de música tenham eles em mãos novamente.” Os álbuns incluídos na caixa correspondem à fase geralmente tida como a mais rica de toda a carreira a solo do antigo guitarrista dos Beatles, sobretudo All Things Must Pass, um triplo vinil na versão original, em que Harrison publicou canções que, nos tempos dos Beatles sempre ficaram de fora. A nova caixa vem complementar a reedição dos discos de George Harrison, depois do lançamento de The Dark Horse Years 1976-92, em 2004. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

WELCOME BACK RASPS - A SENSACIONAL VOLTA DOS RASPBERRIES

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Quem não conhece, não sabe o que está perdendo! The Raspberries já estiveram aqui no Baú duas vezes, em novembro de 2009 e março de 2011 e já faz algum tempo que centenas de pessoas (rsrs) clamam pela volta de Eric, Wally, Jim e Dave. Essa hora chegou. Senhoras e senhores, meninos e menininhas, é com muita honra que o Baú do Edu tem o prazer de apresentar... THE RASPBERRIES!
No início dos anos 70, existiam tantas bandas de Power Pop que seria impossível fazer uma lista. Dessas tantas, apenas três conseguiram, de fato, chegar mais longe. Os ingleses Badfinger - de Pete Ham e Tom Evans, o "Big Star" - do saudoso Alex Chilton, e os Raspberries - de um gênio talentosíssimo chamado Eric Carmem.
The Raspberries foi uma banda de power pop americana de Cleveland, Ohio, formada em 1970 por Eric Carmen, Wally Bryson, Jim Bonfanti e John Aleksic. No final do mesmo ano, este último saiu, sendo substituído por Dave Smalley. Esta foi a formação clássica que, segundo a Allmusic, "cortou as pretensões épicas e a pomposidade do rock dos anos 70 com o orgulho de recuperar o espírito e a simplicidade do pop clássico, recordando o auge da era da invasão britânica, requintadamente trabalhada com melodias e harmonias dolorosamente lindas que remetem aos melhores momentos dos Beatles, dos Beach Boys e The Who".

O produtor Jimmy Lenner foi o responsável por todos os álbuns dos Raspberries, nos anos 70. Liderados pelo vocalista / guitarrista / compositor Eric Carmen, o grupo obteve relativo sucesso comercial, chegando a emplacar um quinto lugar na parada americana de sucessos com "Go All The Way". Mas de onde veio esse, tinha muito mais e cada disco que lançaram entre 1971 e 1975, quatro álbuns, verdadeiras cartilhas do Power Pop, parecem na verdade, quatro ‘Greatest Hits’ pelo tanto de faixas boas que trazem.
Eric Carmen, em carreira solo, produziu outros tantos hits, a mais conhecida é "All By Myself", que se tornou um hit mundialmente e foi regravada por dezenas de intérpretes. Também já participou da ‘All Star Band’ – a superbanda de Ringo Starr.
A esperada volta dos Raspberries foi em 2007, na House of Blues, em Cleveland com a formação mais consagrada do grupo na ativa novamente, com Eric Carmen, Wally Bryson, Jim Bonfanti e Dave Smalley. O DVD é um presentaço para todos os fãs saudosistas, um desfile de pérolas que parece não ter fim. Estão lá: “Let's Pretend”, “Rock And Roll Mama”, “I Wanna Be With You”, “Tonight”, "Ecstasy", "Drivin' Around", "Cruisin' Music", "Might As Well", "Party's Over", “Overnight Sensation”, “I Can Remember”, “Nobody Knows”, “Don't Want To Say Goodbye” (sucesso aqui no Brasil) e mais outras tantas que ficaria até chato citar aqui. Então, o melhor é botar as latinhas na geladeira e se deliciar com o melhor sabor das framboesas. RASPBERRIES FOREVER!!!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

AGORA É OFICIAL! PAUL McCARTNEY NO BRASIL 2014

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Ex-Beatle anunciou hoje, segunda-feira (13), em seu site oficial, as datas dos três shows que realizará no Brasil no próximo mês. As apresentações ocorrerão nos dias 10 em Vitória, 23 (domingo) em Brasília e 25 em São Paulo. Welcome Paul!!!

domingo, 12 de outubro de 2014

THE BEATLES - ALL TOGETHER NOW - SENSACIONAL!

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“All Together Now” (Lennon & McCartney) foi escrita em maio de 1967, e Paul foi seu principal compositor. A idéia era que fosse outra “Yellow Submarine” e John ficou satisfeito quando ouviu as torcidas de futebol da Inglaterra cantando a música.
Um dos efeitos do psicodelismo era a renovação do interesse pela inocência da infância, e as rimas infantis começaram a afetar o trabalho pós-Pepper dos Beatles. Iona Opie, folclorista e editora do The Oxford Dictionary of Nursery Rhymes, acredita que, quando as frases soam tão familiares, atraem mais a memória compartilhada: “Não posso distinguir nenhuma influência particular em “All Together Now”, ela afirma. “Existem tantas rimas de ABC e há diversas rimas como “one, two, three, four, Mary had a contage door...” que estão muito próximas. A música parece ter saído de um inconsciente universal”. Paul confirma tê-la tirado das músicas para criança (“É uma cantiga de brincadeira”), mas diz que também estava brincando com o significado de “all together now”, que podia ser um convite para que todos cantassem em uníssono como um slogan para a unidade mundial.

Desde o início, os Beatles não queriam participar do projeto do desenho animado “Yellow Submarine”, e também não gostavam da idéia de que seriam dublados. Quando viram as primeiras provas do filme quase pronto, acharam tão bom que decidiram que queriam aparecer de verdade.
 

THE SMITHEREENS - I WANT TO HOLD YOUR HAND – SENSACIONAL!

Um comentário:

BOB DYLAN - JOKERMAN - DEMAIS!

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“Infidels” é o 22º álbum de estúdio do grande Bob Dylan, lançado em 27 de outubro de 1983 pela Columbia Records. Produzido por Mark Knopfler e o próprio Dylan, “Infidels” é visto como seu retorno à música secular, depois de uma conversão ao cristianismo , depois de várias religiões. Sem abandonar imagens religiosas, "Infidels" ganhou muita atenção por seu foco em temas mais pessoais de amor e perda, além de comentários sobre o meio ambiente e geopolítica. Christopher Connelly da Rolling Stone chamou os álbuns Gospel gravados antes de “Infidels”, de "sem vida", e que “Infidels” tornaria a carreira de Bob Dylan viável novamente. De acordo com Connelly e outros, esse álbum é a melhor obra poética e melódica de Dylan desde Blood on the Tracks. Otimamente bem recebido por público e crítica foi o melhor de Dylan em anos, quase mundialmente aclamado por suas composições e performances.

GEMMA ATCKINSON - A GAROTA DO BAÚ DO EDU

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Uma das capas mais legais (das milhares!) que já apareceram aqui, foi de uma belíssima garota de olhos azuis. Muita gente me perguntou quem era e pediu que eu colocasse mais uma vez. Pois então, conheçam essa inglesinha cheia de tanta graça e formosura (e que até sabe cantar!) . Miss GEMMA ATKINSON. O mais surpreendente, inusitado e até engraçado, é que ela é filha de ninguém menos que o Mr. Bean!
Tomou papudo?  Gemma Louise Atkinson nasceu em Bury, Greater Manchester em 16 de Novembro de 1984. Gemma sempre se interessou muito por esportes e não mostrou qualquer interesse pelo mundo da moda e da representação na sua adolescência. Foi a mãe que a levou ao seu primeiro casting e a partir daí começaram a aparecer propostas para sessões fotográficas e anúncios publicitários. A série Hollyoaks cativou adolescentes por todo o mundo e, desde 2001, a personagem Lisa Hunter, interpretada por Gemma, tem sido uma das razões para isso. Mas a melhor parte da carreira de Gemma é sem dúvida as suas sessões fotográficas para a FHM, Maxim e Loaded onde pudemos apreciar os seus incomparáveis atributos. É isso aí, Gemma! Viva a Inglaterra!

sábado, 11 de outubro de 2014

PROMOÇÃO PAUL McCARTNEY - ATENÇÃO, ATENÇÃO!

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Atenção amigo Paulo Hardy, ou Paulo McHardtney, como você prefere: Já faz uma semana que terminou a promoção e você não mandou o e-mail com nome e endereço e confirmando que está ciente que ganhou. Se esse e-mail não chegar hoje, você está fora e eu escolho para quem vou mandar os discões. Ok?

THE BEATLES - O MAIOR CACETE DO UNIVERSO!!!

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THE BEATLES - LONG TALL SALLY - DEMAIS!!!

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PAUL McCARTNEY & WINGS - COMING UP! DEMAIS!

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OB LA DI, OB LA DA - LIFE GOES ON BRA... LA LA HOW THE LIFE GOES ON!

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 Depois de quase duas semanas engolindo “Revolution # 9, a vingança de Paul Mcartney foi transformar as sessões de seu animado reggae "Ob-La-Di, Ob-La-Da" em maratonas extenuantes de dias inteiros, levando o grupo a fazer dezenas de execuções enquanto elaborava ajustes minuciosos de vários aspectos melódicos e rítmicos. O alvoroço de Paul perturbou John Lennon, cujo humor descambou rapidamente do entusiasmo para o tédio e depois para a mais amarga antipatia. Depois de dezenas de tomadas, quando Paul anunciou que não estava satisfeito e queria regravar tudo desde o início, Lennon finalmente explodiu, fulminando e cuspindo. Como relembra o engenheiro de som Geoff Emerick, John saiu xingando e batendo a porta. Voltou algumas horas mais tarde bem doidão, com os olhos revirados e faiscantes. "Estou muito doidão!", gritou, se agarrando ao piano mais próximo. "E é assim", berrou, olhando furiosamente para Paul, "Essa é a sua maldita introdução! É assim que a porra da canção deve ser!". Furiosamente, Lennon martelou uma introdução de alguns toques que, de forma surpreendente, pareceu ter resolvido o enigma rítmico da melodia. Como registrou Emerick, Paul ficou furioso e encantado ao mesmo tempo. "Vamos fazer do seu jeito", sibilou. E fizeram, encontrando a linha melódica que durante tanto tempo tinha escapado de suas mãos. Peter Amos Carlin – Paul McCartney – Uma Vida.
“Ob-La-Di, Ob-La-Da, Life goes on, bra”, é algo como “Ob-La-Di, Ob-La-Da, a vida vai continuar, brother”. É uma canção dos Beatles lançada no álbum The Beatles ou Álbum Branco, de 1968. Composta por Paul McCartney porém creditada à dupla Lennon & McCartney foi lançada como single tempos depois e alcançou grande sucesso no Reino Unido, onde tornou-se primeiro lugar nas paradas de sucesso britânicas em uma regravação com o grupo The Marmelade no mesmo ano do lançamento oficial pelos Beatles.
Paul ouviu as palavras "Ob-la-di Ob Ia da" serem pronunciadas pela prmeira vez pelo nigeriano Jimmy Scott. músico de conga que ele conheceu no clube Bag o'Nails, no Soho, em Londres. Um personagem extravagante e inesquecível com seus óculos escuros e roupas africanas, Scott era famoso pelas frases de efeito. Sua esposa, Lucrezia, diz que "ob Ia di, ob Ia da" é uma tradução fonética de algo que o pai costuma¬va dizer a ele na língua urhobo, usada pelo povo warri no meio-oeste da Nigéria. "Tinha um significado especial que ele nunca contou a nin¬guém", ela diz. "Nem mesmo os Beatles sabiam o que significava. Uma vez perguntei a Paul o que significava, e ele disse que achava que era 'Comme ci, comme ça' mas não é isso. Para Jimmy, era como uma filosofia que ele carregou a vida toda."
Jimmy Anonmuogharan Scott Emuakpor nasceu em Sapele, Nigéria, e foi para a Inglaterra nos anos 1950, e lá trabalhou nos clubes de jazz do Soho. Ele tocou com Georgie Fame and the Blue Flames na década de 1960, foi músico de apoio de Stevie Wonder na turnê de 1965 pela Inglaterra e, depois, formou a própria Ob-la-di Ob-la-da Band. Compôs a trilha de algumas das cenas de dança no filme She (1965), de Robert Day, estrelado por Ursula Andress, Peter Cushing e Christopher Lee. Lucrezia diz que a expressão era bastan¬te conhecida porque nos shows ele dizia "Ob Ia di", o público gritava "Ob Ia da", e depois Scott respondia "life goes on". O fato de Paul ter usado o seu lema como base de uma música gerou polêmica. "Ele ficou incomodado quando fiz a música com a expressão porque queria receber direitos. Eu falei "qual é, Jimmy. É só uma expressão. Se você tivesse escrito a música, poderia receber uma par¬te", Paul disse à Playboy em 1984.
A base da letra foi composta durante a meditação transcendental na Índia. Paul já tinha em sua cabeça o refrão citado por Jimmy Scott e após isso criou uma letra bobinha, porém de conteúdo muito alegre e dançante, que narra o encontro de Desmond e Molly Jones, que segue a linha de “Eleanor Rigby”, no caso de Molly Jones, já que esta é uma personagem fictícia. Já Desmond é um tributo a Desmond Dekker, lenda do reggae bastante apreciado por Paul que assim lhe prestou homenagem. "Ob-la-di Ob-la-da" é citada como o primeiro exemplo de ska branco. Mesmo sendo uma frase de urhobo, a música que Paul compôs em torno dela e os personagens eram da Jamaica. Quando gravou os vocais, McCartney cometeu um erro ao cantar Desmond, em vez de Molly, "stayed at home and did his pretty face". Como os outros Beatles gostaram da escorregadela, foi mantida. Paul adorava sua criação e queria que fosse lançada como single. John sempre a odiou.
Jimmy Scott tocou congas na gravação (5 de julho de 1968) - única ocasião em que trabalhou com os Beatles. Lucrezia se lembra de ter sido chamada para ouvir uma gravação em playback e levar um papel timbrado da Ob-la-di Ob-la-da Band para mostrar a Paul como soletrar a frase. Naquele mesmo ano, Jimmy apareceu no álbum Beggars Banquet, dos Rolling Stones, e, em 1969, no show gratuito dos Stones no Hyde Park. Na mesma época, ele foi preso e levado para a prisão de Brixton para aguardar julgamento por não pagar pensão para a ex-mulher. Scott pediu à polícia para contatar o escritório dos Beatles e ver se Paul acer¬taria sua monstruosa dívida com o processo. Paul o fez, com a condição de que Jimmy retirasse a queixa contra ele por causa da música. Scott deixou a Inglaterra em 1969 e só voltou em 1973, quando mergulhou no projeto Pyramid Arts no leste de Londres, dando ofi¬cinas de música africana e percussão. Em 1983, ele se juntou ao Bad Manners e ainda estava com o grupo quando morreu em 1986. "Tínhamos acabado de fazer uma turnê pelos eua e ele pegou pneu¬monia" recorda Doug Trendle, também conhecido como Buster Bloodvessel, vocalista do Bad Manners. "Quando ele voltou para a Inglaterra, foi revistado no aeroporto por ser nigeriano. Eles o deixaram nu por duas horas. No dia seguinte, ele foi levado para o hospital e morreu. Ninguem tem muita certeza sobre quantos anos ele tinha. Devia ter uns 64 anos. Em julho de 1986, um show com o Bad Manners, Hi Life International, The Panic Brothers e Lee Perry and the Upsetters foi montado noTown and Country Club, em Londres, para angariar fundos para o Jimmy Scott Benevolent Fund. Ele deixou pelo menos doze filhos de dois casamentos. "Jimmy era um homem essencialmente musical, charmoso, irresistível e tinha o dom da lábia", Lucrezia escreveu no programa do evento beneficente. "Se a vida às vezes parecia um tédio, não deveria ser, porque as histórias que ele contava eram urna fonte interminável de diversão." Paul, que manteve contato com Jimmy, também contribuiu com uma citação: "Ele era um grande amigo. Nos anos 1960, costumávamos nos encontrar em vários clubes e ficávamos conversando até a hora de fechar. Ele tinha uma atitude muito positiva em relação à vida, e foi um prazer trabalhar com ele". Ob La Di Ob La Da, aparece , além do álbum branco, no álbum 1967-1979 (azul) e no anthology 3.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

HAPPY BIRTHDAY JOHN LENNON - 74º ANNIVERSARY

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Here we go again em comemoração ao 74º aniversário do nosso querido, incomparável, inimitável e genial John Lennon. E a gente já começa logo com a maior de todas as criações de John Lennon: THE BEATLES! E logo em seguida, a gente confere uma entrevista “inédita” de Lennon, feita pela Rolling Stone em 1975 e segue com muito mais John Lennon. Parabéns, velhão! Todos gostaríamos que estivesse aqui. E está!
VIVA JOHN LENNON!


ROLLING STONE ENTREVISTA JOHN LENNON - 1975

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Eis John Lennon: braços finos, vestindo uma camiseta amar­rotada sem mangas, pés descalços, dedos delicados segurando um cigarro marrom e pegando uma xí­cara de café quente. Um sol pálido de inverno invade o apartamento no sétimo andar do edifício Dakota, um imóvel caro que parece uma pilha de lembranças do século 19 na esquina da 72nd Street com a Cen­tral Park West. Mais cedo, o porteiro irlandês ficou surpreso quando perguntei por John, porque Yoko Ono havia morado sozinha aqui durante um ano. O prédio, com gárgulas e torreões abobadados, já viu muita coisa e abrigou muita gente, de Lauren Bacall e Rex Reed, à cenas do filme O Bebé de Rosemary.Agora, John Lennon está falando com uma voz suave e calma, as velhas raivas cortantes desaparecidas por um tempo, enquanto o barulho das ruas de Nova York penetra na sala. Ele voltou com Yoko há três dias, depois de um ano louco e doloroso separados, e há uma sensação cinzenta de ressaca na sala clara. Encostado em uma parede, um piano branco é um convite para começar de novo; uma árvore é emoldurada por uma janela, uma planta, por outra, ambas em uma atitude de simplicidade zen, cheia de espaços. Aos 34 anos, Lennon está entrando na maturidade como homem e ar­tista e parece ter cada vez menos medo de se expor.

Um ano atrás, ele e Yoko se se­pararam e algumas pessoas come­moraram. Vivemos em uma época estranha. Então, como se viesse do nada, chegou Walls and Bridges - John teve um single de grande sucesso com "Whatever Gets You Thru the Night" e a música era mesmo maravilhosa: cheia de in­venção, doçura e remorso. Mais do que nada, as canções eram ensaios em autobiografia; as letras e melo­dias de um homem tentando en­tender uma parte enorme de sua vida: "Estive do outro lado/Mos­trei tudo a você, não tenho nada a esconder...
O que se segue é o resultado de duas longas conversas com John Lennon ao final de um ano difícil.
Como está sua vida agora?
Vida. Estamos em 1975, não? Bom, acabei de fechar o acor­do sobre as finanças dos Beatles. Deve ter acontecido no mês passado, demorou três anos. No dia em que você veio, parece que me mudei de volta para cá. Quan­do esta entrevista for publicada, não sei... é uma grande mudan­ça. Talvez seja por isso que estou dormindo mal. Como um amigo disse, saí para comprar café e jornal e não voltei [risos]. Ou vice--versa: sempre é escrito assim, sabe. Todos nós. O homem saiu. Nunca é tão simples.
O que aconteceu entre você e Yoko? Quem decidiu terminar o relacionamento?
Bom, não é uma questão de quem decidiu. Acabou. Por que aca­bamos voltando? [Com voz pomposa] Acabamos voltando porque foi diplomaticamente viável... Qual é. Voltamos simplesmente por­que nos amamos.
Amei sua frase: "A separação não deu certo."
É isso. Não deu. E a reação à separação foi toda aquela loucura. Eu parecia uma galinha sem cabeça.
Qual foi o acordo fInal dos Beatles?
Até este ano, todos os valores iam para um só lugar - todos os discos solo, os meus, de Ringo, de Paul. Agora, até os royalties an­tigos dos Beatles vão para quatro contas separadas. É isso. Todos disseram que, ao assinar este documento, não estávamos mais vinculados uns aos outros. Besteira. Ainda somos donos desta coisa chamada Apple.
Ainda há um sentimento bom entre vocês?
Sim, sim. Falei com Ringo e George ontem. Não falei com o Paul porque ele estava dormindo. George e Paul estão se falando em Los Angeles agora. Não há nada acontecendo entre nós, só na cabeça das pessoas.


O que você acha da turnê mais recente de George?
Não foi a melhor coisa já feita. Ele passou por uma espécie de moi­nho. Provavelmente foi a vez dele de ser massacrado. Quando está­vamos juntos, havia períodos em que os Beatles eram bons, os Bea­tles eram ruins - não importava o que fizéssemos. O público, incluin­do a mídia, às vezes é um pouco submisso. George é ruim agora, e acho que não importava o que fi­zesse na turnê.
George disse à Rolling Stone que, se você quer os Beatles, escu­te o Wings.
Não li o que o George disse, então não tenho o que comentar. [Pausa] Band on theRun é um ótimo álbum. O Wings é um grupo quase tão con­ceituai quanto o Plastic Ono Band. O Plastic Ono era um grupo concei­tuai, o que significa que quem es­tivesse lá era a banda. E o Wings muda o tempo todo. Quer dizer, eles são os músicos de apoio de Paul. Não importa quem toque - não dá para chamar de Wings, mas é a música do Paul McCartney. E é coisa boa.
George disse que poderia tocar com você novamente, mas não com Paul. Como você se sente?
Eu poderia tocar com todos eles. O George tem o direito de dizer isso e provavelmente mudará de ideia até sexta-feira. Sabe, todos somos humanos, podemos mudar de opinião. Então, não considero nenhuma das minhas declarações, ou nenhuma das de­clarações deles, como a última palavra sobre o assunto. Se tocar­mos, os jornais só saberão disso depois. Se formos tocar, simples­mente iremos tocar.
Walls and Bridges tem um quê de arrependimento. Você se senta e conscientementefaz um álbum assim?
Não, bem... vamos dizer que o ano passado foi extraordinário para mim, pessoalmente. E estou quase impressionado por con­seguir botar qualquer coisa para fora, mas gostei de fazer Walls and Bridges - e não foi difícil entrar em estúdio para gravá-lo. Estou surpreso por não ter sido tudo bluuuuuugggggh-hhhh. [Pausa] Tive um ano bem peculiar, e estou feliz por algo ter saído. De certa forma, o disco descreve como foi o ano, mas não do jeito esquizo-frênico que esse período real­mente foi. Acho que levei um choque tão grande que o im­pacto não transpareceu. Há alguma coisa dele no álbum. Tem a ver com a idade e Deus sabe o que mais, mas somen­te a superfície foi tocada em Walls anã Bridges, entende?
Do que se tratou o ano?
Bom, não dá para mencio­nar uma só coisa. Começou, de alguma forma, no final de 73, quando eu estava fazendo este álbum de rock com Phil Spector [Rock 'n' Roll, lançado em 1975]. Teve muito a ver comigo e Yoko. De repente, fiquei sozinho. Quan­do percebi, estava acordando bêbado em lugares estranhos ou lendo sobre minha pessoa nos jornais fazendo coisas extraordi­nárias, metade das quais fiz, metade não. Você conhece o jogo. Eu me vi em uma espécie de sonho louco durante um ano. Esti­ve em muitos sonhos malucos, mas este... foi bem intenso. Então, tentei me recuperar daquilo. [Pausa longa] Enquanto isso, ávida continuava e não te deixaria ficar sentado de ressaca, de qual­quer forma. Foi como se algo - provavelmente eu mesmo - ficas­se me batendo enquanto eu tentava fazer algo. Ainda estava ten­tando levar uma vida normal e o chicote continuava a toda - por oito meses. Provavelmente foi só medo e por estar sozinho, fican­do velho, você vai entrar nas paradas de sucesso? Será que não vai ter sucesso? Toda essa bobagem, sabe. Mas passei por isso, esta­mos em 75 agora, eu me sinto melhor e estou sentado aqui e não jogado em um lugar esquisito curtindo ressaca.
Por que se sente melhor?
Porque sinto que fiz a viagem de Sinbad - lutei contra todos esses monstros e voltei. [Pausa longa] Estranho.
Richard Perry lhe descreveu como um produtor excelente, mas talvez um pouco apressado demais.
É verdade [risos].
Só que, aparentemente, ao gravar os discos dos Beatles, você era detalhista e lento.
Não, nunca fui detalhista e lento. Produzi "I Am the Walrus" na mesma velocidade em que produzi "Whatever Gets You Thru the Night". Era minucioso em algumas coisas como sou agora. Se há uma qualidade que às vezes atrapalha meu talento, é que fico ente­diado logo se nada é feito rapidamente. Só que "I Am the Walrus" soa como uma produção maravilhosa. "Strawberry Fields Fore-ver" soa como uma grande produção. Faço isso o mais rápido que posso sem perder (a) o sentimento e (b) o caminho. Pessoalmen­te, a faixa mais longa em que passei tempo foi "Revolution 9", que era uma música abstrata em que usei muitos loops de fita e coisa do tipo. Ainda assim, fiz em uma sessão, mas aceito essa crítica e também sou crítico comigo mesmo.
Há alguém que você gostaria de produzir? Bob Dylan, por exemplo?
Dylan seria interessan­te, porque acho que ele fez um grande álbum com Blood on the Tracks, mas ainda não gosto muito dos músicos de apoio. Acho que poderia ser um ótimo pro­dutor para ele. Então, se você está lendo isto, Bob, sabe... e Presley. Gostaria de ressuscitar Elvis, mas fi­caria com tanto medo dele que não sei se poderia fazer isso.
Elton John reviveu "Lucy in the Sky With Diamonds" e DavidBowie gravou "Across the Universe". O que acha deles?
Gosto e respeito ambos. Sou mais próximo de Elton, porque o conheço há mais tempo e passei mais tempo com ele. Elton meio que apareceu na sessão de Walls and Bridges - chegou, tocou piano e acabou cantando "Whatever Gets You Thru the Night" comigo. O que foi um grande tiro no braço. Eu tinha feito três quartos dela e estava pensando "E agora, o que fazemos?" Inclu­ímos um camelo ou um xilofone? Este tipo de coisa. Então ele veio e disse "Ei, vou tocar piano!" Daí ouvi que ele estava tocando "Lucy" e fiquei sabendo por um amigo - porque ele era tímido -será que eu poderia aparecer quando ele gravasse "Lucy"? Talvez tocar nela, mas simplesmente estar lá? Então, fui, cantei no re­frão e contribuí com a parte de reggae no meio. Depois, também por meio de um amigo em comum, ele perguntou se eu subiria ao palco com ele se a música chegasse ao número 1, respondi que sim, sem jamais poder adivinhar que a música chegaria ao topo.
Como você se relaciona com os astros do rock dos anos 70? Pensa em si mesmo como um tio, um pai, um velho rival?
Depende de quem for. Se for Mick, ou a Velha Guarda, como os chamo, sim, são a Velha Guarda. Elton e David são os nova­tos. Não me sinto como um velho tio, querido, porque não sou tão mais velho do que metade deles [risos], mas sim, estou interessa­do no pessoal novo. Lembro que ouvi "Your Song" de Elton John nos Estados Unidos - foi um dos primeiros grandes sucessos dele - e pensei: "Ótimo, esta é a primeira novidade que acontece desde que surgimos". Foi um passo à frente. Havia algo na voz dele que era um aprimoramento sobre todos os vocais ingleses até então. Você consideraNova York seu lar agora? Ah, sim. Estou aqui, bom, já é quase o quarto ano. É o máximo de tempo que passei longe da Inglaterra. Fiquei em Londres, vejamos, 64,65, 66, 67 - realmente em Londres, porque na época havia a Beatlemania e todos acabávamos como muitos roqueiros: morando a uma hora de distância de Londres, no inte­rior, em propriedades enormes. Não dava para morar em Londres porque as pessoas te incomodavam muito. Então, moro em Nova York há mais tempo do que realmente morei em Londres.
Por um período você se envolveu bastante em causas ra­dicais. Ultimamente, parece ter voltado à sua arte deforma mais direta. O que aconteceu?
Vou te dizer o que aconteceu literalmente. Saí do barco, só que era um avião que pousou em Nova York, e as primeiras pessoas que entraram em contato comigo foram Jerry Rubin e Abbie Hoffman. Simples assim. Quando dei por mim, estou fazendo shows beneficentes para John Sinclair [poeta e ativis-tã\ e uma ou outra coisa.
Como isso afetou seu trabalho?
Quase o arruinou, de certa forma. Virou jornalismo e não poesia, e basicamente sinto que sou um poeta. Não do jeito for­mal - não tenho educação - então normalmente tenho de es­crever das maneiras mais simples. Daí, comecei a levar mais a sério em outro nível, dizendo: "Estou refletindo o que está acon­tecendo, certo?" Bom, não funciona assim. Não dá certo como música pop ou o que quero fazer. Simplesmente não faz sentido.
É a lição comum que aprendi em meus tenros 34 anos. Assim que você se agarra em alguma coisa, pensa: "A vida diz respei­to a isso". O ruim é que a maioria das pessoas encontra o cha­péu de palha e se segura nisso, como seu melhor amigo que con­seguiu o emprego no banco aos 15 anos e parecia ter 28 antes mesmo de completar os 20. Seja um chapéu religioso, político ou apolítico - seja lá o que for, sempre procurando esses cha­péus de palha. Acho que descobri que é perda de tempo. Não é preciso usar um chapéu. Simplesmente ir em frente e trocar de roupa é o melhor. É só isso o que acontece: mudança. Em um momento, senti que, se continuasse batendo a cabeça na parede, não teria mentalmente aquela idade - ao continuar crian­do, consciente ou inconscientemente, situações extraordinárias sobre as quais acabaria escrevendo. Só que talvez não tenha nada a ver com isso. Ainda estava tentando evitar algo, mas do jeito er­rado. Chame isso de idade ou qualquer coisa.
Isso se chama "crescer"?
Não quero crescer, mas estou cansado de não crescer desta forma. Encontrarei um jeito diferente de não crescer. Há uma ma­neira melhor de fazer isso do que torturando seu corpo, e depois sua cabeça. A culpa! É uma coisa tão estúpida, e fico furioso por ser estúpido porque não gosto de gente estúpida. Parece que faço as coisas que mais desprezo, praticamente. Tudo isso para - o quê? - evitar ser normal. Tenho um grande medo desta coisa normal. Sabe, as pessoas que passam no vestibular, que vão para o traba­lho, que não se tornaram roqueiras, que se conformaram! É isso o que estou tentando evitar, mas estou cansado de tentar evitar com violência, entende? Tenho de fazer isso de outra forma. Acho que conseguirei. Penso que o simples fato de ter percebido isso é um bom passo à frente. 'Vivo em 1975' é o meu novo lema. Deci­di que quero viver.
Você se imagina como artista aos 50 ou 60 anos?
Nunca me vi não sendo um artista. Sempre tive essa visão de ter 60 anos e escrever livros para crianças. Não sei por quê. Sem­pre tive essa sensação de dar o que Wind in the Willows e Alice no País das Maravilhas e A Ilha do Tesouro me deram aos 7 ou 8 anos. Os livros que realmente abriram o meu ser.
Quem você ouve agora?
Ainda sou um homem de discos. Não há ninguém - incluindo eu mesmo - na Terra de quem consigo escutar um álbum inteiro. Ninguém. A mesma voz se repetindo... não dá para sustentar isso.
Então, não fico sentado ouvindo os discos de artistas, a não ser que sejam meus amigos. Gosto de "Shame, Shame, Shame" de Shirley & Company. Algumas dessas coisas no estilo disco. Uma das minhas preferidas no ano passado foi "I Can Help", de Billy Swan. Esse é uma verdadeira imitação do Elvis das antigas.
Um dia você ficará livre do fato de ter sido um Beatle?
Eu me acostumei - praticamente - com o fato de que qual­quer coisa que fizer será comparada com a dos outros Beatles. Se aprendesse bale, minha dança seria comparada com a habilidade de Paul no boliche. Tenho de viver com isso, mas aprendi algo no ano passado: não posso deixar o Top 10 dominar minha arte. Se meu valor só for julgado por estar ou não no Top 10, então é me­lhor desistir. Se eu deixar o Top 10 dominar minha arte, ela mor­rerá, e o fato de estar ou não no Top 10 é discutível. Há um perigo ali, para todos os que estão envolvidos com arte, de precisar tanto daquele amor que... na minha área, isso se manifesta no Top 10.
Então, este último ano, de algumas maneiras, foi para de­cidir se você queria ser um artista ou pop star?
É. O que estou fazendo? O que estou fazendo? Enquanto isso, eu ainda lançava trabalhos, mas no fundo pensava: O que você quer ser? O que está procurando? É isso. Sou um artista, cara, não um cavalo de corrida.

IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON & YOKO ONO

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THE BEATLES - I'M A LOSER - DEMAIS, DEMAIS, DEMAAAIISSSSSSSS!

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Em 1964, dois fatos tiveram efeito profundo nas composições de John. O primeiro deles foi ouvir a música de Bob Dylan em Paris, quando Paul ganhou o LP The Freewheelin'Bob Dylan de um DJ de uma rádio local. Paul já tinha ouvido a música de Bob Dylan antes, mas John ainda não a conhecia. Depois de ouvir Freewheelin', segundo álbum de Dylan, eles compraram Bob Dylan, seu álbum de estreia, e, de acordo com John, "não conseguíamos parar de ouvi-lo por três semanas. Todos nós fica­mos loucos por Dylan". O segundo fato que teve grande impacto para John foi conhecer o jornalista Kenneth Allsop, que escrevia para o jornal Daily Mail e era entrevistador do noticiário Tonight, da BBC Television. John o conheceu em 23 de março, depois o encontrou de novo em um evento literário da livraria Foyles, no Dorchester Hotel. Nesse mesmo dia, foi entre­vistado no Tonight sobre seu livro, In His Own Write. Allsop, um homem bonito e durão deYorkshire, tinha 44 anos na época e era um dos rostos mais conhecidos da televisão britânica. Jornalista desde 1938, ele havia também servido, durante a guerra, na Royal Air Force. Na primeira conversa de John com o jornalista, no estúdio Lime Grove da BBC, Allsop foi enfático ao recomendar ao Beatle que não escondesse seus sentimentos por trás das convenções da música pop. A leitura de "In His Own Write" levara Allsop a acreditar que John tinha muito mais a oferecer. Anos depois, John disse ao seu confidente Elliot Mintz que esse encontro havia sido um momento decisivo para o modo dele de compor. "Ele me contou que estava particularmente ansioso naquele dia e, por causa disso, ficou muito falante e envolvido na conversa com Allsop", diz Mintz. "Allsop disse a ele que não morria de amores pelas canções dos Beatles porque todas tendiam a ser 'ela o ama', 'ele a ama', eles a amam' e 'eu a amo'. Ele sugeriu que John tentasse escrever algo mais autobiográfico, em vez de usar os velhos temas superficiais. Isso res­soou dentro dele." Apesar de ter sido gravada cinco meses depois, "I'm A Loser" pode ser considerada o primeiro fruto desse encontro com Allsop. Seria equivocado dizer que foi uma mudança completa de direção, porque desde o começo John tinha escrito músicas em que se revelava solitá­rio, triste e abandonado, mas em 'Im a Loser" ele se expôs mais. Vista de forma superficial, ela é mais uma canção sobre perder uma namorada. Mas alguns versos, como a passagem na qual ele diz que sob a máscara ele está "wearing a frown", 58 sugerem que ele se con­sidera um fracasso em mais de uma maneira. Não é apenas um fra­casso no amor, é também um fracasso na vida. "I'm A Loser" pode ser vista hoje como um estágio inicial da tortuo­sa jornada de John rumo à franca autorrevelação. Na época, ele logo revelou o efeito que Bob Dylan teve em "I'm a Loser". "Qualquer um que seja um dos melhores em sua área - como Dylan é - acaba influenciando os demais", ele afirmou na ocasião. "Eu não me sur­preenderia se nós o tivermos influenciado de alguma forma. Kenneth Allsop foi encontrado morto em sua casa, em maio de 1973-A causa da morte foi uma overdose de analgésicos. Huid Travellin", o relato de Allsop sobre a vida dos hobos, andarilhos aventureiros, foi publicado pela primeira vez em 1967, tornou-se um clássico e ainda é reimpresso. "I'm A Loser" foi gravada em agosto de 1964. John deu alguns sinais de como estava sendo sincero na letra. Um deles foi um comentário que fez a Ray Coleman, da Melody Maker, dois meses depois, quando estavam nos bastidores de um show. Enquanto era maquiado para subir ao palco ele disse: "Eu gostaria que me pintassem um sorriso também. Acha que vou conseguir sorrir hoje à noite? Às vezes eu me pergunto como é que nós conseguimos seguir adiante".

GEORGE HARRISON - APPLE JAM - IT'S JOHNNY'S BIRTHDAY

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A PEDIDOS - TELL ME WHY - SENSACIONAL - DE NOVO?

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É. De novo! Apareceu a poucos dias e neguinho não consegue localizar novamente. Uga! Não importa, pediu, tocou! Abração para o amigo Jadilson!
“Tell Me Why” foi escrita para animar os shows das filmagens de A Hard Day’s Night. E animou muito mesmo! John tentou incorporar bandas como The Chiffons (aqueles, da canção ‘He’s So Fine’ – que seria a origem do suposto plágio de George Harrison no futuro, com “My Sweet Lord”) ou The Shirelles e “só deixou que a música viesse”. É um típico enredo de John Lennon e que ele desenvolveria tanto a partir dali. Alguém mentia para ele e o abandonava. Então, ele chorava e queria saber porquê. Isso seria tema em diversas das canções de John até 1970. Depois do fim dos Beatles, a mando de Yoko Ono, procurou o Dr, Arthur Janov. Mas isso já é outra postagem... Abração!

JOHN LENNON - IMAGINE - IMORTAL!

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John Lennon escreveu “Imagine”, sua maior dádiva musical para o mundo, em uma manhã de 1971 em seu quarto no Tittenhurst Park, sua propriedade em Ascot, Inglaterra. Sua esposa,Yoko Ono, observava enquanto Lennon sentou-se ao piano de cauda branco, agora conhecido pelo mundo todo pelos filmes e fotografias das sessões de gravação de seu álbum Imagine, e virtualmente completou a musica: a melodia serena; a tranqüila progressão de acordes; a evocativa harmonia de quatro notas; e quase toda a letra, 22 linhas de fé graciosa e franca enunciada no poder do mundo, unido em um propósito, para reparar e mudar a si mesmo. “Não é como se ele tivesse pensado, Oh, isso pode ser um hino”, disse Ono, relembrando aquela manhã, 30 anos mais tarde. “Imagine”era apenas o que John acreditava: que somos todos um único país, um mundo, uma pessoa. “Ele queria colocar essa ideia para fora”. Ideia que não era só dele: a própria arte de Ono, antes e depois de conhecer Lennon em 1966, celebrava o transformativo poder dos sonhos. A primeira linha de Imagine – Imagine there’s no heaven (Imagine que nao há mais céu)- descende diretamente de uma das peças interativas do livro de ono de 1964, Grapefruit (“Imagine Letting a goldfish swim across the Sky”-“Imagine deixar que um peixinho dourado nade pelo céu”). Mas Lennon,enquanto ex-Beatle, era um Expert no vernáculo do pop. Certa vez ele admitiu que “Imagine” – uma igualdade absoluta criada pela dissolução dos governos, fronteiras, religião organizada e disparada social - era “virtualmente o Manifesto Comunista”. Mas a beleza elementar de sua melodia, a tranqüilidade aconchegante em sua voz e o toque poético do coprodutor Phil Spector – que banhou a perfomance de Lennon em cordas gentis e um eco de brisa de verão – enfatizam a humanidade fundamental da canção. Lennon sabia que tinha composto algo especial. Em uma de suas ultimas entrevistas, ele declarou que “Imagine” era tão boa quanto qualquer coisa que ele havia escrito com os Beatles. Sabemos que é melhor que isso: um duradouro hino de conforto e promessa que nos tem sustentado por períodos de extrema dor, do choque pela morte do próprio Lennon em 1980 ao horror indestrutível do 11 de setembro. Hoje é impossível imaginar um mundo sem “Imagine”. E precisamos dela, mais do que jamais conseguimos.

YOKO ONO - IMAGINE PEACE TOWER

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A Torre Imagine Peace Tower é uma obra da artista plástica Yoko Ono, que a idealizou para homenagear John Lennon, e acabou criando um monumento-símbolo à paz mundial. Trata-se de uma torre de luz, com a inscrição "Imagine a Paz" esculpida em 24 idiomas ao redor da obra. Dessa torre saem luzes de alto alcance que iluminam o céu verticalmente. A torre foi projetada e construída na Ilha de Viðey, nas cercanias de Reykjavík, capital da Islândia, foi inaugurada em 9 de outubro de 2007.