segunda-feira, 9 de março de 2015

BILLY J. KRAMER AND THE DAKOTAS

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John e Paul criaram "Do You Want To Know a Secret" para que George cantasse e a banda satisfizesse todos os gostos. Pouco mais tarde, a canção também foi gravada por Billy J. Kramer e os Dakotas, músico inglês amigo dos Beatles. Billy ainda gravaria outras quatro canções de Lennon & McCartney que os Beatles nunca gravaram, mas foi com esse cover, de 
"Do You Want To Know a Secret" que ele chegou pela primeira vez ao topo das paradas. A canção na versão de Kramer, desbancou os próprios Beatles, que caíram para segundo lugar, com "From Me To You".
Kramer ainda se chamava William Howard Ashton, quando Brian Epstein resolveu lançá-lo como cantor e montou uma banda para ele. A maior parte dos músicos que formavam os Dakotas eram de Mnchester. A banda e o cantor tinham contratos separados com a gravadora. O "J" no meio do nome de Billy Kramer foi sugestão de John, sem nenhum motivo, apenas apara dar mais peso ao nome, deixá-lo parecendo mais importante. "I'll Be On My Way" foi a primeira inédita que John e Paul ofereceram para Kramer. Ele e os Dakotas lançaram a música em abril de 1963, como lado B de "Do You Want To Know a Secret".

"Bad To Me" também de Lennon & McCartney foi gravada e lançada por Billy J. Kramer e os Dakotas em 1963. Kramer ainda ganharia de John e Paul, outras três canções: "I Call Your Name", "From a Window" e "I'll Keep You Satisfied". O empresário Brian Epstein dizia a John e Paul que precisava de uma música para outro grupo seu gravar. Numa pausa entre os ensaios dos Beatles, a dupla parava e com um pedaço de papel e caneta, em menos de uma hora a canção estava prontas. De todas as canções que Billy J. Kramer gravou, dizia que "From a Window" sempre foi sua preferida. Outra canção gravada por Kramer e os Dakotas chegou ao topo das paradas inglesas: "Little Children".
O ano de 1965 foi praticamente o fim da beat músic, e "It's Gotta Last Forever", o single seguinte, dos "Billy J. Kramer with The Dakotas" mostra uma nova abordagem na direção musical da banda. Passaram a gravar, baladas. Num ano em que a música passava por uma transformação, dado o aparecimento das bandas ditas "Mod", encabeçadas pelo "The Who" e "Small Faces", Billy grava "Trains and Boats and Planes" a partir de uma versão de Anita Harris, e vê-se confrontado com a forte concorrência da versão de Dionne Warwick, que muito naturalmente, saiu vencedora deste confronto. Apesar do esforço de Kramer, não passou da modesta décima segunda posição nas listas. Foi o canto do cisne do grupo.

Os Dakotas tornaram a se reunir durante os anos 80 e recrutaram o vocalista Eddie Mooney e o músico de estúdio Toni Baker. Ainda excursionam e gravam esporadicamente. Em 1983 Kramer lançou seu primeiro single solo "You Can't Live On Memories"/"Shooting The Breeze", que passou completamente despercebido. Em 2005, gravou o tema "Planet Cow" para o álbum de crianças de Sandra Boynton "Dog Train". Uma fã de Kramer de longa data, Sandra Boynton já o tinha escolhido como idolo, quando em 1964, aos 11 anos, comprou o seu primeiro disco "Little Children".
Billy J. Kramer está com 71 anos. Ele nasceu em 19 de agosto de 1943 em Liverpool. Em 1998, a EMI colocou no mercado um álbum com com 28 faixas digitalmente remasterizadas usando o que de melhor havia na época com recursos tecnológicos. O álbum chama-se "Billy J. Kramer - At Abbey Road: 1963-1966" Inclui sucessos, todas as faixas que ganhou dos Beatles, lados B, faixas raras e canções inéditas como "Down In The Boondocks" e "Listen". 

P.J. PROBY - THAT MEANS A LOT (LENNON & McCARTNEY)

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Quase toda escrita por Paul, era mais uma canção para Help! da qual os Beatles nunca conseguiram fazer o que consideravam uma versão definitiva. Em sessões em 20 de fevereiro e 30 de março de 1965, foram feitas 24 tentativas antes de eles finalmente desistirem dela. A canção assume o olhar de um terceiro olhando para um relacionamento, uma técnica usada pela primeira vez em “She Loves You”. A mudança no ponto de vista abria a possibilidade de escrever em vozes e manifestar opiniões que não condiziam com às deles mesmos. “Descobrimos que simplesmente não conseguíamos cantá-la”, resumiu John algum tempo depois. “Na verdade, fizemos uma confusão tão grande com ela que achamos melhor dar para outra pessoa que conseguisse cantá-la bem”. 

Essa pessoa foi P. J. Proby, um obscuro cantor e compositor americano que vivia em Londres. Foi convidado por Brian Epstein para participar de um especial de TV dos Beatles em abril de 1964, e acabou ficando amigo do grupo. Proby gravou “That Means A Lot” e chegou ao número 30 nas paradas britânicas em outubro de 1965. John disse que a voz dele parecia a de Elvis numa garrafa. Já para Paul, parecia a voz do Pluto latindo para o Mickey. P.J. Proby hoje está com 74 anos e vive no Texas.

sexta-feira, 6 de março de 2015

PAUL McCARTNEY AND THE HOLLYWOOD VAMPIRES

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A banda Hollywood Vampires, formada por Alice Cooper, Joe Perry e o ator chato (que jura que é guitarrista) Johnny Depp, confirmados como uma das atrações do Rock in Rio 2015, recebeu um convidado especial em seu estúdio em Los Angeles: Paul McCartney. O ex-beatle resolveu dar uma passadinha para compartilhar os vocais com Alice Cooper em uma versão da canção "Come and Get It". A música foi composta e gravada por McCartney em 1969, em uma sessão no em Abbey Road, mas não foi utilizada em nenhum álbum dos Beatles. No mesmo ano, McCartney apresentou a canção à banda Badfinger. "Come and get it" acabou eternizada pela banda no filme "The Magic Christian", comédia estrelada por Peter Sellers e Ringo Starr. Essa nova versão, com McCartney e Cooper nos vocais, é uma homenagem aos músicos Pete Ham e Tom Evans, integrantes da banda Badfinger, que encerraram suas carreiras de forma dramática e terrivelmente trágica. Em entrevista ao portal da revista Rolling Stone, Joe Perry explicou que essa vai ser a tônica do álbum que o Hollywood Vampires está preparando. "Esse disco é dedicado a todos os amigos que perdemos para as drogas e o álcool ao longo dos anos. É dedicado, também, a chamar pessoas para vir e fazer versões das canções que seus amigos escreveram", conta. A banda Hollywood Vampires toca no dia 24 de setembro no Rock in Rio 2015, como atração do Palco Mundo, que terá ainda as bandas Queens of the Stone Age e System of a Down.

THE BEATLES - CRY BABY CRY

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"Cry Baby Cry" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, lançada no álbum "Álbum Branco" de 1968. Foi a última canção do disco trazendo uma presença instrumental de todo o grupo. Quando perguntado sobre “Cry Baby Cry” em 1980, Lennon respondeu: “Não é minha. Apenas um refugo”. Talvez por ter sido uma música inspirada em uma canção de ninar da sua infância, “Sing A Song Of Sixpence”. "Cry Baby Cry" foi escrita na Índia, embora algumas demos da canção, datadas de 1967, indiquem que começou a ser composta antes da viagem. De acordo com o livro de Hunter Davies, Lennon descreve a frase, “Cry baby cry, make your mother sigh”: “Eu tive outra idéia aqui, com poucas palavras, acho que eu tirei de um comercial – ‘Cry baby cry, make your mother buy’ (Chora neném, chora, faz sua mãe comprar)”.

"Cry Baby Cry" variavelmente diz à criança chorar e fazer sua mãe suspirar, pois ela é velha o bastante para saber o melhor. Além disso, como numa canção de fábula a música cita Reis, Rainhas, Duques e Duquesas tocando piano, pintando quadros e colhendo flores no jardim. Os Beatles começaram as gravações dessa música em 15 de Julho de 1968. Encheram 4 fitas de meia hora com muitos ensaios que foram retiradas durante as 2 próximas sessões. Paul McCartney diz no livro de Barry Miles Many Years From Now, que, por causa do divórcio de Lennon com Cinthia e o fato dele ter saído com Yoko, parecia que eu ouvia algumas canções pela primeira vez no estúdio, sem aquela prévia consulta que costumavam ter antes.

Em 16 de Julho de 1968, o grupo gravou 10 takes. As fitas gravadas desses ensaios foram pura perda de tempo, embora pudessem servir como overdubs. A base do décimo take recebeu o piano harmônico tocado por George Martin. O engenheiro de som Geoff Emerick ameaçou sair das gravações dos Beatles durante essa canção, transformando-as em sessões muito tensas: “Eu perdi o interesse no ‘Álbum Branco’ porque eles estavam realmente ignorando eles mesmos de um lado e fazendo juras uns aos outros de outro. Eu falei pro George (Martin), ‘olha, pra mim já deu, estou indo embora. ’ Mas ele disse, ‘Bem, deixe-nos no final da semana então. ’ Mas eu não podia, tinha que sair naquele minuto. E assim foi.” Com Ken Scott no lugar de Emerick, a canção foi completada dois dias depois. Lennon gravou novos vocais, vocais de apoio e mais piano e bateria. A canção foi mixada em 15 de outubro, com um efeito flanger adicionado ao violão.

KID ABELHA - ATÉ DAQUI A POUCO, ATÉ NUNCA MAIS!

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Já. Mas a mocinha me chamou de "babaca" e, para evitar qualquer problema, deletei a postagem. Ok? Obrigado pela participação.

PARABÉNS, DAVID GILMOUR - 69 ANOS

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Hoje, 6 de março é aniversário do grande David Gilmour, um músico sem fronteiras. Ele está completando 69 anos. O cantor e guitarrista do Pink Floyd nasceu em Cambridge, Inglaterra e cresceu em Grantchester Meadows. Seu pai Douglas, foi professor de Zoologia da Universidade de Cambridge. Sua mãe Sylvia também era professora.
Conheceu Syd Barrett quando frequentava o Colégio de Artes e Tecnologia de Cambridge, embora não tenha pertencido à formação inicial do Pink Floyd. Seu primeiro grupo chamava-se Joker’s Wild onde começou a tocar em 1963. A banda mudou de nome para Flowers em 1967 tendo acabado nesse mesmo ano, e Gilmour formado os Bullitt. Juntou-se ao Pink Floyd em janeiro do ano seguinte. Syd Barrett saiu do grupo alguns meses mais tarde e ele então assumiu o papel de guitarrista principal. Quando Roger Waters deixou o grupo em 1985 achando que sem ele a banda se desintegraria, David Gilmour assumiu de vez e por completo o controle e criou outro megasucesso “A momentary lapse of reason”. Além dos compromissos com o Pink Floyd, David Gilmour tem uma carreira solo brilhante. Tocou com os melhores músicos do planeta. Gilmour é um músico com uma pegada muito sentimental. Transmite ao instrumento tudo o que realmente quer que seja executado. Foi inovador no uso de efeitos sonoros na guitarra. Também é notável por improvisar solos ao vivo feitos com a boca, com uma técnica magnífica, fazendo sua guitarra cantar. Recentemente, seu solo em "Comfortably Numb" foi considerado por um site especializado como sendo o melhor solo de guitarra de todos os tempos.
Também utiliza em suas apresentações um modelo de guitarra estilo "mesa", a lapsteel guitar, com a qual faz solos memoráveis e geniais, como em "High Hopes" e "One Of These Days", entre outras. David possui, entre mais de 100 guitarras, uma Fender Stratocaster de cor creme que é considerada uma das primeiras unidades fabricadas deste modelo. Ele raramente a usa em shows, por considerá-la muito rara e especial, além do medo que seja roubada. Em 2008 a Fender lançou uma Stratocaster em sua homenagem, batizada de "Black Strat", na sua linha de guitarras "Artist Signature Series". O modelo recria, em detalhes, uma Stratocaster preta que Gilmour ha muitos anos frequentemente utiliza. Ao longo de sua vida, tem colaborado ativamente em muitas organizações de caridade. Colabora com entidades como: Greenpeace, European Union Mental Health and Illness Association e Anistia Internacional. Realizou um projeto habitacional para os sem-teto e pessoas com deficiência intelectual. Em 1996 entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll junto com o Pink Floyd. Em Novembro de 2003 foi condecorado Membro da Ordem do Império Britânico.
Pois bem, o aniversário é de David Gilmour mas quem ganha o presente são os fâs (essa é nova!). Aqui a gente confere todo o virtuosismo do guitarrista ao vivo, no show de Gdanski de 2006 (completo!) e, ao lado do inigualável Paul McCartney no Cavern (também completão!). Melhor do que isso, só muito mais disso!


quinta-feira, 5 de março de 2015

SPIRIT OF THE FORREST - TODOS JUNTOS PELO PLANETA!

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Meio que um “primo pobre” do megassucesso “We Are The World” em janeiro de 1985 por 45 dos maiores nomes da música norte-americana, pouca gente sabe da existência de "Spirit of the Forest" – single, vídeo e CD de 1989 que arrebanha também outro tanto de artistas do mundo inteiro. Foi uma grande colaboração entre alguns dos mais significativos artistas para ajudar a resgatar de forma rápida, o desaparecimento das florestas tropicais da Terra. Teve sua estreia mundial durante uma apresentação repleta de estrelas nas Nações Unidas, em 1º de junho de 1989. "Spirit of the Forest", foi concebida, escrita e produzida pela banda ambientalista inglesa, Gentlemen Without Weapon, É um hino de cortar o coração projetado para chamar a atenção internacional para a crise ambiental global inigualável. Ao longo de várias sessões de gravação que foram realizadas em Los Angeles, Nova York, Londres, Rio, e da própria floresta tropical brasileira (com índios karajá), foi concluída a versão final da canção. Entre os artistas internacionais, além do nosso querido Ringo Starr (que aparece aos 1’33), participaram: Thomas Dolby, Joni Mitchell, Mick Fleetwood, Belinda Carlisle, Rita Coolidge, Bonnie Raitt, Brian Wilson, Olivia Newton-John, David Gilmour, Kate Bush, Jon Anderson, Chris Rea, Sam Brown, Donna Summer, Iggy Pop, Richie Havens, Ramones, Deborah Harry, Lenny Kravitz, dentre muitos outros menos cotados. Entre os brazucas estão: Renato Russo, Rita Lee, Ivan Lins, Djavan, Ney Matogrosso, Marisa Monte, Gal Costa, Gilberto Gil e Sandra de Sá. O single, um vídeo, e uma série de anúncios de serviço público foram lançados em conjunto com o Dia Mundial do Meio Ambiente em 5 de junho. Todas as vendas, foram diretamente para organizações dedicadas à preservação das florestas. O registro foi lançado mundialmente pela Virgin Records e, inexplicavelmente, não alcançou o sucesso desejado. Até para encontrar alguma informação, foi fogo na madeira.

quarta-feira, 4 de março de 2015

ISTO É HOLLYWOOD - O SUCESSO

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PAUL McCARTNEY & DAVE STEWART - WHOLE LIFE

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Por VALDIR JUNIOR
Postagem publicada originalmente em 27 de outubro de 2011
A musica foi composta em 1995 em parceria com Dave Stewart para o projeto beneficente “46664" de Nelson Mandela em beneficio às vítimas da AIDS na África. “46664" era o número de Mandela durante os 18 anos que esteve na prisão de Robben Island. Gravada inicialmente no estúdio de Paul “The Mill" em East Sussex , Inglaterra em 19/05/1995 e também no estúdio de Dave Stewart “The Church" para overdubs em meados de novembro de 1995 e finalizada oito anos depois pelos dois em Abbey Road com supervisão e assistência de Sir George Martin e também com participação da banda de Paul (Rusty Anderson, Abe Laboriel Jr, Brian Ray e Paul “Wix’Wickens). A faixa foi lançada em novembro de 2003 para download no site http://www.46664.com/ e depois também em um EP no iTunes com outras 3 faixas de outros artistas. Segundo relatos de Brian Ray, essa canção foi também trabalhada durante as sessões de gravação do álbum “Memory Almost Full".

14 BIS - PERDIDO EM ABBEY ROAD

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A influência dos Beatles sobre gerações de músicos em todo o mundo, principalmente sobre aqueles que foram seus contemporâneos, é indiscutível. Muitos foram os músicos que perceberam a riqueza de possibilidades da chamada música pop a partir do tratamento inovador - arranjos sofisticados, harmonias complexas e um vocal cuidadoso - dado às suas canções pelo grupo inglês.

Não foi diferente com os cinco rapazes do 14 BIS, que entre outras influências - brasileiríssimas por sinal - tiveram nos Beatles o fator decisivo para sua formação. Mas as semelhanças terminam aí. Longe de recorrer ao recurso fácil e perigoso da simples clonagem, Flávio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues, Cláudio Venturini e Sérgio Magrão, partiram dos Beatles para compreender a música brasileira e buscar um som próprio, moderno, lírico e de qualidade. Conseguiram tanto que estão na estrada há mais de 30 anos. Sobreviveram à saída do líder da banda, Flávio Venturini, em 87, sem perder o rumo. Uma bela Volta por cima. Diferentemente de inúmeros grupos de rock esquecidos na poeira da década de 80, o 14 BIS provou que veio para ficar.
Naqueles anos o Brasil ainda em processo de redemocratização era um país onde a formação de uma banda era vista com desconfiança pelas gravadoras. Foi com o aval de Milton Nascimento (produtor do primeiro disco) que o 14 foi contratado pela multinacional EMI Odeon para gravar o 14bis I, disco que rapidamente galgou as paradas com canções como “Natural” e “Canção da América” e “Perdido em Abbey Road” – uma clara e explícita homenagem aos Beatles.

THE BEATLES - MAIS POPULARES DO QUE JESUS CRISTO

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Tavez, nesses tempos com tanta tecnologia, seja difícil para os mais novos entender completamente o tamanho do incrível poder da Beatlemania naqueles anos. No auge de sua popularidade, na primavera de 1966, boa parte do público americano demonstrou como esse amor avassalador poderia se transformar em ódio muito rapidamente. Em 04 de março de 1966, esta citação de John Lennon, apareceu em uma entrevista feita pela repórter Maureen Cleave no London Evening Standard para uma matéria "Como Vive um Beatle? Eu vivo assim - John Lennon".

Quando Lennon disse isso, este pequeno trecho fazia parte de toda uma explanação sobre o cristianismo. Na Inglaterra não houve problemas, porém quase cinco meses depois, em 29 de julho, uma revista teen americana, "Datebook", publicou novamente a citação fora do contexto como parte de uma matéria de capa intitulada "Os Dez Adultos Que Você Mais Odeia".
O inferno começou. Estações de rádio no sul baniram a música dos Beatles. Em 31 de julho, os noticiários da BBC exibiram cristãos fanáticos em Birmingham, no Alabama, queimando discos dos Beatles em uma grande fogueira, da mesma forma que os nazistas queimavam livros. E a coisa só foi piorando. No dia 6 de agosto, Brian foi aos Estados Unidos para tentar contornar os problemas causados pelos comentários de John. Temia-se que a turnê no país tivesse que ser cancelada. Até essa data, 30 estações de rádio americanas já haviam excluído os Beatles de suas programações.
Os discos dos Beatles foram proibidos de ser executados também na África do Sul, sob a alegação de que os comentários, supostamente antirreligiosos, de John feriram o regime do apartheid. O veto durou cinco anos e, quando expirou, os Beatles já haviam se separado. Depois de vários dias sob pressão e muita tensão, finalmente os Beatles chegam nos Estados Unidos no dia 11 de agosto de 1966, fazendo uma escala em Boston e, chegando em Chicago às 16h18.
Quase toda a imprensa e todas as três redes de televisão estavam esperando a banda em Chicago, e não falavam de outro assunto que não fosse a declaração sobre Jesus. Os Beatles tiveram de fazer um entrevista coletiva, transmitida ao vivo, no 27º andar do Astor Towers Hotel, onde ficaram hospedados. John estava visivelmente constrangido, pois estava sendo obrigado a se desculpar por algo que os americanos haviam tirado do contexto.
John Lennon alegou ter sido mal interpretado, e se explicando logo depois: "Olhe, não sou antideus, nem anticristo, nem antireligião" disse ele. "Eu não quis dizer que os Beatles são melhores que Deus ou Jesus. Apenas usei o nome dos Beatles, pois para mim é mais fácil falar sobre os Beatles. Eu poderia ter citado a 'TV' ou o 'cinema' ou 'carros de corrida' ou qualquer outra cois que fosse popular e teria me saído bem dessa. Sim, eu acredito que Deus é como uma usina de força, que ele é um poder supremo, que não é nem bom nem ruim, nem de direita nem de esquerda, nem branco nem preto, Ele simplesmente É. Eu não disse aquilo que dizem que eu disse e, realmente, me arrependo de tê-lo dito. Eu não pretendia que minhas palavras fossem um desprezível comentário antirreligioso. Por tudo que tenho lido e observado, parece-me que o cristianismo está enfraquecendo, perdendo contato", declarou John, ao que um repórte respondeu: "O DJ de Birmingham, no Alabama, um dos que deu início a toda essa repercussão, exige que você peça desculpas". "Pois não, peço desculpas", respondeu John.

Em 13 de agosto, a estação de rádio Station KLUE, de Longview, aderiu - tardiamente - à onda de manifestações contra os Beatles e organizou uma queima pública de discos da banda. O diretor da estação declarou: "Estamos pedindo aos adolescentes da região para que tragam seus discos e quaisquer outros símbolos da popularidade dos Beatles, para serem queimados em uma fogueira pública, na noite de sexta-feira, 13 de agosto". O dia e o mês do cachorro-louco. Eu, héin?
DEIXE UM COMENTÁRIO MEU FILHO, E VOCÊ SERÁ SALVO!
Não deixe de conferir também: 

THE BEATLES IN CLEVELAND - OHIO - 1966

CELLY CAMPELLO - RAINHA DO ROCK BRASILEIRO

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No dia 4 de março de 2003, morreu Célia Benelli Campello, nacionalmente conhecida como Celly Campello. Ela nasceu em São Paulo, no dia 18 de junho de 1942 (mesmo dia, mês e ano de Paul McCartney). Ela foi cantora e precursora do rock no Brasil.

Criada em Taubaté, Celly começou sua carreira ainda muito cedo dançando "Tico-Tico no Fubá" aos cinco anos numa apresentação infantil. Aos seis anos cantou na Rádio Cacique em Taubaté. Se tornou uma das participantes do Clube do Guri (Rádio Difusora de Taubaté). Estudou piano, violão e balé. Aos doze anos já tinha seu próprio programa de rádio, também na Rádio Cacique. Aos quinze, gravou o primeiro disco, em São Paulo no outro lado do primeiro 78 rotações do irmão Tony Campello que a acompanhou em boa parte da carreira como cantora e atriz. Estreou na televisão no programa Campeões do Disco, da TV Tupi, em 1958. Em 1959 estreou um programa próprio ao lado do irmão Tony, intitulado Celly e Tony em Hi-Fi, na Rede Record, o qual apresentou por dois anos. A carreira explodiu em 1959 com a versão brasileira de Stupid Cupid, que no Brasil virou Estúpido Cupido. A música foi lançada no programa do Chacrinha e se tornou um sucesso em todo país em 1959. Nesse mesmo ano participou do longa-metragem de Mazzaropi, Jeca Tatu.

Durante a vida gravou outros sucessos: Lacinhos Cor-de-Rosa, Billy, Banho de Lua, que lhe renderam inúmeros prêmios e troféus, inclusive no exterior, e lhe deram o título de Rainha do Rock Brasileiro.

Para tristeza de toda uma geração que se espelhou no trabalho, Celly abandonou a carreira no auge, aos 20 anos, para se casar e morar em Campinas. Foi em 1962, com José Eduardo Gomes Chacon, o namorado desde a adolescência. Com José Eduardo, com quem permaneceu casada até morrer, Celly teve dois filhos, Cristiane e Eduardo, e dois netos.

No início da década de 1970 tentou relançar a carreira: apareceu no Hollywood Rock, pioneiro festival de rock no Rio de Janeiro, se apresentado sempre ao lado do irmão Tony Campello. O evento foi filmado para o documentário Ritmo Alucinante, lançado no mesmo ano. Em 1976, foi trazida de novo ao sucesso graças a novela “Estúpido Cupido” na TV Globo, na qual gravou uma participação especial. Incentivada pelo sucesso da novela, tentaria retomar novamente a carreira, chegando a gravar um disco e fazendo alguns shows. Mas com o término da novela, voltou ao ostracismo. Vítima de um câncer, Celly morreu no dia 4 de março de 2003, no Hospital Samaritano em Campinas.
Não deixe de relembrar a postagem sobre a novela Estúpido Cupido publicada em 26 de agosto de 2009.

terça-feira, 3 de março de 2015

THE BEATLES – BESAME MUCHO - CHA-CHA BOOM!

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O bolerão romântico “Besame Mucho” foi escrito em 1940 pela cantora, pianista e compositora mexicana Consuelo Velázquez (1916 – 2005) e gravada pela primeira vez por Emilio Tuero. A música ganhou o mundo quando a partir de 1944 foi traduzida pelo compositor e cantor americano Sunny Skylar e tornou-se um sucesso internacional após a sua aparição no filme “Follow The Boys”.

Nos anos 1950 e início dos anos 60, o custo de registros em discos era bem caro e os Beatles saquearam as coleções de música de amigos, parentes e colegas sempre que podiam. Dessa forma, uma versão de The Coasters para Besame Mucho em 1960 caiu nas mãos de Paul McCartney, e rapidamente se tornou uma de suas favoritas e assim entrou no repertório dos Beatles em 1961, permanecendo por cerca de um ano. McCartney adotou um estilo vocal latino adequado para a música que mostrava sua versatilidade como cantor. O grupo gravou pela primeira vez Besame Mucho em sua malfadada audição para a Decca em 1 de janeiro de 1962; uma versão ao vivo foi gravada 12 meses mais tarde na véspera de ano novo no Star-Club, em Hamburgo. Os Beatles gravaram Besame Mucho, em sua primeira sessão da EMI em 6 de junho de 1962, com Pete Best na bateria. Essa gravação foi redescoberta na década de 1980, e aparece no Anthology 1 de 1995. Os Beatles ainda gravaram Besame Mucho uma última vez. Em 29 de janeiro de 1969 eles tocaram a música durante as sessões de Get Back que virou Let It Be. Besame Mucho aparece no filme. Consuelo Velázquez morreu aos 96 anos em 2005.

segunda-feira, 2 de março de 2015

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - I NEED YOU

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"Escrita de acordo com o receituário 'Como Escrever Canções de Amor', I Need You é uma homenagem de George à sua namorada Pattie Boyd. A música é uma de suas composições para os Beatles não mencionadas em seu livro "I Me Mine" de 1980. A outra é "You Like Me Too Much". "I Need You" foi a única canção de George a aparecer no filme "Help!" e a primeira a usar um pedal wah-wah para distorcer o som da guitarra. Allguns livros sobre os Beatles afirmam que George a escreveu nas Bahamas enquanto estava longe de Pattie. Mas isso não pode ser verdade, uma vez que as gravações começaram em 15 de fevereiro de 2965, e essas cenas nas Bahamas só foram feitas na semana seguinte".

domingo, 1 de março de 2015

LOS LOBOS - SHAKIN' SHAKIN' SHAKES - SENSACIONAL!

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Conheço, sim. E conheço bem! Também já passaram por aqui em junho de 2012, que a gente confere aqui novamente.
 Valeu, Suzy. Valeu pela participação. Um grande beijo!

Los Lobos (ainda são) uma bela de uma banda de rock americana, formada em East Los Angeles na Califórnia em 1973. Sua música é altamente influenciada pela música country, folk, R&B e músicas tradicionais mexicanas e espanholas. Tornaram-se mundialmente conhecidos quando, em 1987, participaram da trilha sonora do filme biográfico La Bamba, que narra a trajetória do cantor de rock californiano Ritchie Valens, morto em um desastre aéreo em 1959. Este álbum "By The Light Of The Moon" de1987, é de longe um dos melhores momentos da banda. É um dos melhores discos de rock que já ouvi e guardo com carinho meu bolachão e meu CD. Os destaques são para a belíssima balada "Prenda Del Alma" e o rockão "Shakin' Shakin' Shakes" que a gente confere agora. 

RINGO STARR ENCANTA O RIO DE JANEIRO, DE NOVO!

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Depois de passar por São Paulo, Ringo Starr e sua All Starr Band aterrissaram no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (27/2) para um show no Vivo Rio. O músico ainda carrega consigo o peso dos Beatles, o que foi motivo suficiente para a casa estar lotada com gente se agarrando à grade e gritando histericamente durante as músicas. Ringo chega ao Brasil acompanhado por outros veteranos do rock: os guitarristas Steve Lukather e Todd Rundgren, o tecladista Gregg Rolie (ex-Santana) e o também baterista Gregg Bissonette. A banda, por sinal, aparece no mais recente álbum de Ringo, o “Postcards from Paradise”, com lançamento previsto para 31 de março. A faixa “Island In The Sun”, presente no disco, marca a primeira composição original do grupo, apesar de entrar em um trabalho solo de Ringo. Durante o show no Rio, Ringo fez questão de lembrar ao público a sua contribuição para o sucesso dos Beatles, tocando algumas das músicas nas quais empresta o vocal ou ajudou a compor, como “Yellow Submarine”, “I Wanna Be Your Man” e “With a Little Help From My Friends”. O espetáculo também abriu espaço para que os outros membros da All Starr Band brilhassem, como durante o medley entre “Black Magic Woman” e “Gypsy Queen”, onde Gregg Rollie assume o microfone e Ringo sai do palco. Às vésperas de receber o Prêmio por Excelência Musical do Rock and Roll Hall Of Fame, Ringo mostrou no Vivo Rio que ainda consegue se manter relevante e com o talento intacto. Fonte: http://www.jb.com.br/heloisa-tolipan

THE SEARCHERS - LOVE POTION NUMBER 9 - 1964

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PAUL McCARTNEY - CALICO SKIES - INÉDITA AQUI NO BAÚ

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Não deixe de conferir a bela postagem "PAUL McCARTNEY - FLAMING PIE" de 16 de junho de 2013. Abração!

JOHN LENNON E PAUL SIMON NA ENTREGA DO GRAMMY - 1975

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No dia 1 de março de 1975, John Lennon e Yoko Ono compareceram na cerimônia da 17ª edição do Grammy Awards. Foi a primeira aparição do casal após reatarem o casamento. John comentaria: “achei que seria uma boa oportunidade para ‘matar dois coelhos com uma só cajadada’: mostrar que às vezes fico sóbrio e mostrar que estou de volta com a minha mulher”. John, ao lado de Paul Simon, entregou um prêmio à cantora Roberta Flack. O álbum “Band On The Run” de Paul McCartney levou dois grammys: melhor performance vocal de grupo e melhor produção não-clássica. 
McCartney não estava presente no evento. Coincidência? Os Beatles ainda foram homenageados com um “Grammy Hall Of Fame Award”.

PAUL MCCARTNEY BRAZILIAN TRIBUTE ACT BAND – O NOME É GRANDE!

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Quem não teve oportunidade de assistir aos shows que o ex-Beatle Paul McCartney realizou em São Paulo em novembro do ano passado agora tem chance de conferir um grande tributo em homenagem ao artista. Em todas as terças-feiras de março, sempre às 21 horas, o Teatro Folha recebe a curta temporada da banda Paul McCartney Brazilian Tribute Act, em apresentação fiel à do cantor. Os ingressos custam até R$ 60 e podem ser adquiridos no site www.ingresso.com.
Além de reproduzir no palco todo o repertório do show de Paul McCartney, o projeto se dedica aos detalhes, como levar ao espetáculo elementos como figurino, luz, cenário, som, timbre e réplicas dos instrumentos, tudo para deixar ainda mais a cara do rock star. No repertório da apresentação, o público vai se animar com um "resumo" dos três últimos shows de Paul, que conta com 70% de músicas dos Beatles, 15% de músicas da banda Wings, criada pelo britânico em 1971, e 15% de músicas da carreira solo do ex-Beatle.
A banda que presta a homenagem é formada por Dinho Santana (baixo, guitarra, violão, ukulele, bandolim, piano e voz principal), Paulo Canosa (bateria, percussão, baixo e backing vocal), Feeu Moucachen (guitarra, violão e backing vocal), Johnny Imamura (baixo, guitarra, violão e backing vocal), e Márcio Medeiros (teclado, violão, percussão e backing vocal).e presta a homenagem é formada por Dinho Santana (baixo, guitarra, violão, ukulele, bandolim, piano e voz principal), Paulo Canosa (bateria, percussão, baixo e backing vocal), Feeu Moucachen (guitarra, violão e backing vocal), Johnny Imamura (baixo, guitarra, violão e backing vocal), e Márcio Medeiros (teclado, violão, percussão e backing vocal).

UFA! E AGORA O PAUL McCARTNEY DE VERDADE!

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