segunda-feira, 6 de abril de 2015

E SE OS BEATLES TIVESSEM UMA ILHA NA GRÉCIA?

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1967. Havia tempos John Lennon tivera a idéia de que todos os Beatles deveriam morar juntos em uma ilha que teria um estúdio de gravação e uma área de entretenimento no centro, rodeados por quatro villas. Mais ao longe, ficaria o local reservado para os hóspedes e para as casas dos membros da equipe. Alex Mardas, um técnico de TV, que John apelidara de Magic Alex, tinha amigos na junta militar que tomara o poder na Grécia e conseguiu que os Beatles tivessem permissão para procurar um ilha naquela região. Apesar das autoridades gregas terem banido cabelos longos e rock 'n' roll, acharam que uma visita dos Beatles ao país poderia ajudar a fomentar a indústria do turismo, além de diminuir os efeitos da propaganda negativa sobre a tortura dos dissidentes.

Alex foi à Grécia e encontrou a ilha dos sonhos de John: chamava-se Leslo, tinha mais ou menos 300 mil metros quadrados e ao seu redor havia quatro ilhas próprias para serem habitadas, uma para cada Beatle. A ilha estava à venda por 90 mil libras, possuía um vilarejo de pescadores, quatro belas praias e uma plantação de oliveiras com 65 mil metros quadrados.

No dia 20 de julho, George, Pattie, Ringo e Neil Aspinall pegaram um vôo para Atenas, onde se encontraram com Alex e seu pai, que trabalhava na polícia militar. Hospedaram-se na casa dos Mardas, em um bairro afastado, até que o restante da trupe chegasse. John e Cynthia, com Julian, filho do casal; Paul e Jane; Paula, a irmã de Jane de 16 anos; Mal Evans e Alistair Taylor, da NEMS responsável pela compra da ilha, partiram para a Grécia na manhã do dia 22 de julho. O iate que haviam alugado, o M.V.Arvi, estava em Creta, impedido de prosseguir a viagem em virtude de ventos fortes que assolavam a ilha, e só aportou em Atenas no dia 25 de julho. No dia 23, o grupo partiu em direção ao interior em dois grandes táxis americanos e uma Mercedes. Por causa do calor excessivo, o táxi no qual se encontravam Paul, Jane e Neil pegou fogo, e, quando o restante do grupo olhou para trás, viu-os caminhando em direção ao vilarejo onde haviam almoçado.

Alex organizou alguns passeios turísticos para que o grupo não se sentisse entediado e informou o departamento de turismo da Grécia do itinerário. Portanto, onde quer que estivessem, sempre eram seguidos por uma multidão. Alistair Taylor contou: "Estávamos viajando para um vilarejo nas montanhas, por uma estradinha tranquila, quando, de repente, ao fazermos uma curva, demos de cara com centenas de fotógrafos, clicando sem parar".

No dia 24, a companhia de teatro da Universidade de Oxford convidou os Beatles para assistirem à peça Agamemnon by Aeschylus, no teatro de Delphi. A Athens Radio - avisada por Alex - transmitiu a notícia e quando os Beatles chegaram lá foram assediados por uma multidão de fãs e jornalistas. Nada lhes restou fazer a não ser entrar na Mercedes e voltar para Atenas.

Na manhã do dia 25, George e Paul ficaram tocando guitarras e fumando muita maconha, enquanto John e Ringo e as mulheres foram às compras, novamente atraindo um batalhão de turistas e fãs. O iate, com 24 leitos e uma tripulação de oito pessoas, incluindo o capitão, o chefe da cozinha e dois camareiros, finalmente chega a Atenas. No dia 26, Ringo e Neil Aspinall voltaram para Londres, pois Maureen, esposa do baterista, estava prestes a dar à luz e Ringo queria estar presente. O restante do grupo embarcou no Iate. Durante os primeiros dias nadaram, tomaram banhos de sol e consumiram muito LSD e muita Marijuana. Em seguida, rumaram para a ilha de Leslo, onde construiriam sua comunidade. Após terem passado o dia explorando o local, planejando onde seria o estúdio de gravação e quem moraria em cada uma das ilhas ao redor, pediram a Alistar Taylor que voltasse para Londres e negociasse a compra. De acordo com o departamento de exportação, os Beatles teriam de comprar dólares de exportação e, então, entrar com um requerimento junto ao governo para obter a permissão de usá-los. Quando Taylor finalmente conseguiu, nenhum deles estava mais interessado em comprar a ilha e disseram-lhe que vendesse os dólares novamente para o governo. Nesse meio-tempo, o valor da moeda subira e os Beatles lucraram 11,4 mil libras na negociação.

No dia 29 de julho, George, Pattie e Mal Evans voltam da Grécia para se preparar para uma viagem a Los Angeles. No dia 31, é a vez de Paul, Jane, John, Cynthia, Julian, Paula e Alex, que pegam um vôo de Atenas para Londres. Ringo gravara uma mensagem de despedida para a rádio pirata Radio London, que foi veiculada um dia antes de o governo tirá-la do ar e substituí-la por uma rádio pop convencional. Era o fim da aventura dos Beatles na Grécia.

O MELHOR COMERCIAL DE CERVEJA DE TODOS OS TEMPOS

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A ex-dançarina do domingão do Faustão, a sobrenatural Aline Riscado incorporou a garota-propaganda da cerveja Itaipava nesse último verão. A marmanjada que já gostava da cerveja, passou a gostar muito mais! Isso é que é propaganda boa!

HEATHER MILLS É A MAIS RÁPIDA DO MUNDO!

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Ex-mulher de Paul McCartney, Heather Mills mostrou que está em forma apesar dos 47 anos e bateu um recorde de velocidade sobre esquis. Valente e corajosa, ela perdeu uma parte da perna esquerda em um acidente de moto, em 1993, no qual também fraturou o crânio e a pélvis, teve duas costelas esmagadas e o pulmão perfurado. Mas nada disso impediu Mills, que começou sua carreira na televisão e depois criou a empresa de comida vegetariana VBites, que agora é uma cadeia de restaurantes. Em 2010, ela iniciou sua trajetória no esqui e se mudou para a Áustria. Recentemente, ela se tornou a mulher com deficiência física mais rápida do mundo sobre um par de esquis. Em Vars, na França, Mills alcançou a marca de 164,95 km/h em uma pista inclusive que não estava nas melhores condições. Com uma prótese especial, a ex-mulher de McCartney queria superar a barreira dos 200 km/h, mas não conseguiu chegar perto, apesar de ter conseguido o recorde.

“Estou muito feliz. Me encantaria inspirar a todos os que duvidam de suas capacidades, tenha ou não algum problema físico, para que elas saiam do sofá e fazer algo que mostre sua vontade de viver”, declarou Mills depois de alcançar o recorde. Sua próxima meta e buscar uma medalha nos Jogos Paraolímpicos da Coreia.


THE BEATLES - I FEEL FINE - BOM DEMAIS!

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domingo, 5 de abril de 2015

AVE MARIA - FRANZ SCHUBERT - DEMAIS!

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FELIZ PÁSCOA, EVERYBODY!

GEORGE HARRISON - THE BEATLES - SAVOY TRUFFLE

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"Savoy Truffle" é uma canção dos Beatles composta por George Harrison, e lançada no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. A canção foi a última composta para o disco.

Harrison escreveu a canção em homenagem a seu amigo Eric Clapton, que é viciado em doces. Em sua autobiografia, “I Me Mine,” Harrison explica que a canção foi inspirada em uma caixa de chocolates da Mackintosh Good News. Muitas das linhas são baseadas em doces dessa caixa, embora “Cherry Cream” (creme de cereja) e“Coconut Fudge” (leite de coco) sejam invenções do próprio George. A letra é feita com os nomes exóticos dados a cada chocolate do sortimento da Mackintosh Good News, como Creme Tangerine, Mon-telimar, Ginger-Sling e Coffee Dessert. SavoyTruffle era um dos nomes originais, ao passo que Cherry Cream e Coconut Fudge foram inventados para se encaixar na música. Derek Taylor tentou contribuir em um trecho sugerindo o título de um filme que tinha acabado de ver, You Are What You Eat, feito por dois de seus amigos americanos, Alan Pariser e Barry Feinstein. Não deu muito certo, então George mudou para "you know that what you eat you are".

Os Beatles, exceto John Lennon que não tocou na canção, começaram a gravar “Savoy Truffle” em 3 de outubro de 1968 no Trident Studios em Londres. Foi gravada a base de guitarra, baixo e bateria em 1 take, embora vários ensaios foram previamente gravados. Dois dias depois ainda no Trident, Harrison gravou os vocais e em 11 de outubro, os overdubs de saxofone foram gravados no Abbey Road Studios. Os metais foram arranjados e conduzidos pelo braço direito de George Martin, Chris Thomas, que também toca de maneira magnífica órgão e piano elétrico. Houve discordância no processo de gravação dos metais, de acordo com Brian Gibson o engenheiro de som: "A sessão de metais estava indo bem, não há nada como uma sessão de metais para levantar os ânimos e soou realmente fantástico. Mas depois de ouvir esse ótimo som, George se virou para Ken Scott e disse, 'Legal, agora eu quero distorce-lo.’ Então eu tive que ligar dois amplificadores de alto ganho, que estava sobrecarregado e introduzir muita distorção, cortando completamente o som e deixando-o sujo.” Ainda segundo Gibson, os seis saxofonistas (três barítonos e três tenores), não gostaram da mudança: “Os músicos vieram a sala de controle para ouvir e antes de tocar George foi dizendo, ‘Antes de vocês escutarem, eu preciso me desculpar pelo que eu fiz com esse lindo som, por favor, me perdoem, mas é do jeito que eu quero!’. Eu não acho que particularmente eles tenham gostado do que ouviram, mas perceberam que era aquilo que George queria, e que foi o trabalho deles que o providenciou”. A canção foi completada em 14 de outubro. Uma segunda guitarra, órgão e o tamborim foram adicionados. Ringo Starr não estava presente, pois partira com a família para Sardenha para suas férias de duas semanas.

PAUL McCARTNEY - UM POUQUINHO DO KISSES ON THE BOTTOM

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Bem antes de seu Kisses On The Bottom ver a luz do dia em fevereiro de 2012, Paul McCartney já havia deixado bem claro para o público o que esperar. Em algumas entrevistas, disse que o álbum contaria com faixas que ele considerava mágicas quando jovem e assim que começou a compor as suas próprias canções, acabou por perceber o eco que elas possuíam no que produzia. Pouco depois, foram anunciadas as participações de Eric Clapton, Diana Krall (e banda) e Stevie Wonder no álbum, o nome das duas faixas inéditas que integrariam a tracklist – My Valentine e Only Our Hearts - bem como o fato de que Paul não tocaria nenhum instrumento em Kisses. Tudo isso serviu para aguçar a curiosidade acerca do novo trabalho e para nos dar a certeza que ele não teria muitas semelhanças com o antecessor, Memory Almost Full (2007). Se apropriando de registros de jazz das décadas de 20, 30 e 40, McCartney constrói um álbum nostálgico, composto por canções que seu pai tocava ao piano quando ele era criança. Porém, Kisses On The Bottom vai além disso na medida em que nos revela mais do que as influências do cantor: as músicas não apenas ecoaram em seus trabalhos posteriores, mas ajudaram a moldá-lo como pessoa. Amanda Guimarães - outrapagina.com

THE BEATLES - LET IT BE - ABSOLUTAMENTE DEMAIS!

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Lançada como single em março de 1970, a canção "Let It Be" parecia ter sido gravada como o canto do cisne dos Beatles, mas a canção datava de janeiro de 1969. Ninguém fazia ideia de que aquele seria o último síngle. Paul tinha escrito "Let It Be" a partir da sua sensação geral de desespero, uma vez que os Beatles começavam, aos poucos, a ruir. O documentário tinha começado como um registro de um ensaio seguido de uma apresentação ao vivo, mas foi o registro de um grupo dando os últimos suspiros. A essa altura, John preferia passar seu tempo com Yoko, cuja presença no estúdio não era bem-vinda por todos. George já havia deixado o grupo uma vez e estava desestimulado diante da maneira como suas composições eram instantaneamente rejeitadas. Até mesmo Ringo tirou umas férias quando o clima ficou realmente ruim durante a gravação do Álbum Branco. Paul estava claramente tentando assumir o papel de líder porque sentia que sem organização e disciplina ninguém chegaria mais a lugar nenhum. "Acho que estamos muito pra baixo desde que o sr. Epstein morreu", é possível ouvir Paul dizendo no filme. "É por isso que estamos cansados do grupo. Não há nada nele de que podemos tirar proveito.Tem sido um peso. A única maneira de não ser um peso é os quatro pensarem 'devemos transformá-lo em algo de bom novamente ou deixar pra lá?'" Mesmo que o papel de Paul tenha sido necessário, não fez dele mais querido. Os demais começaram a se ressentir do seu papel de organizador. "Let It Be" foi escrita como uma resposta a toda essa pressão: "Eu a escrevi quando todos esses problemas comerciais começaram a me cansar", Paul afirmou. "Eu estava passando por um 'momento pesado' e foi a minha maneira de exorcizar os fantasmas."

sábado, 4 de abril de 2015

THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - THINGS WE SAID TODAY

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"Things We Said Today" é uma canção de Beatles escrita por Paul McCartney e creditada à dupla Lennon & McCartney. Foi composta para o filme “A Hard Days Night” e aparece no álbum com a trilha sonora. Também foi lançada como o lado B do single “A Hard Day’s Night” no Reino Unido.

Em maio de 1964, depois de concluir as filmagens de “A Hard Day’s Night” e cumprir alguns compromissos na Inglaterra e na Escócia, os Beatles e sua equipe saíram de férias. John e George fizeram uma volta ao mundo com paradas na Holanda, na Polinésia, no Havaí e no Canadá, enquanto Paul e Ringo foram para a França e para Portugal antes de partirem para as Ilhas Virgens.

Quando estava no Caribe, Paul alugou um iate chamado Happy Days. Foi a bordo dele, com Ringo, Maureen e Jane, que ele compôs "Things We Said Today". A canção era uma reflexão sobre sua relação com Jane, considerando que ele sabia, por causa do ritmo de trabalho dos dois, que não teriam muitos momentos juntos. Quando estavam separados, disse Paul, ele se consolava lembrando daquele dia.

Ringo fez 24 anos em 7 de julho de 1964, e no dia seguinte os Beatles amigavelmente comemoraram com ele no estúdio da BBC. O grupo também gravou "Things We Said Today" duas vezes para BBC rádio, em 14 e 17 de julho de 1964. O primeiro, um desempenho para o programa de rádio “Top Gear”, foi destaque no álbum “Live at the BBC” em 1994. "Things We Said Today" não estava no filme, mas foi incluída no Lado B do álbum “A Hard Day’s Night”

Os Beatles incluíram "Things We Said Today", como parte de seu set ao vivo durante sua turnê 1964 dos Estados Unidos e Canadá. George Harrison cantava as harmonias vocais ao lado de Paul McCartney durante as performances
 

BOB DYLAN - THE ART OF McCARTNEY - THINGS WE SAID TODAY

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IMAGEM DO DIA - MISTER BOB DYLAN

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JOHN LENNON - OH MY LOVE - DEMAIS!!!

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A belíssima "Oh My Love" é uma das mais bonitas canções de amor composta por um Beatle. Foi escrita por John Lennon e Yoko Ono e destaca-se no álbum Imagine de Lennon de 1971. George Harrison contribuiu tocando guitarra nesta e em várias outras canções do álbum.

NELLIE MCKAY - IF I FELL

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Nellie McKay é uma cantora e compositora americana, atriz e ex-comediante de stand-up , conhecida por álbuns bem aclamados pela crítica, e por sua estreia na Broadway em A Ópera dos Três Vinténs (2006). Sua música varia entre diferentes gêneros, do jazz ao rap e da disco ao funk. Nellie McKay fez uma abordagem retrô para seu novo álbum - My Reader Weekly, inteiramente composto por covers dos anos 60. Mas nenhuma coleção de canções dos anos 60 estaria completa sem uma contribuição damaior e mais significativa banda daquela década: The Beatles. McKay, que recrutou o engenheiro dos Beatles Geoff Emerick como co-produtor do álbum, escolheu para compartilhar sua interpretação o clássico romântico do grupo "If I Fell" de 1964. Emerick disse: "a oportunidade de revisitar essa música com uma artista tão única e talentosa como Nellie McKay foi uma emoção. Sua interpretação da canção ficou fiel ao original, e seus vocais são nada menos do que angelicais”. Sobre Emerick, McKay disse que "trabalhar com Geoff é como comer pudim de chocolate ... puro prazer!". Aham.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

RINGO - O BEATLE GENTE BOA!

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O ex-Beatle Ringo Starr confessou nesta sexta-feira (3) que sente saudades de seus irmãos da icônica banda, disse ter orgulho das músicas que fizeram, que a princípio foi rejeitada pelas gravadoras, e contou que exercia o papel de mediador das brigas entre os integrantes do quarteto. Em declarações à BBC Radio 4, por conta do lançamento de seu disco "Postcards From Paradise", Ringo explicou quando surgiam os problemas entre os Beatles, eles eram resolvidos em sua casa. "Estava em um grupo com três irmãos. Sim, sinto saudades, não tem como não sentir saudades de seus irmãos", declarou à emissora. Embora Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e ele mesmo tivessem uma relação muito estreita, às vezes havia tensões, relatou o cantor e baterista de 74 anos. "Eu era capaz de manter a paz. Se havia uma explosão dentro dos Beatles, normalmente nos reconciliávamos na minha casa, era assim", manifestou. "Todos tínhamos personalidade. Éramos quatro irmãos. Queríamos o bem um dos outros, mas às vezes a gente se levanta de mau humor em uma manhã, e isso ultrapassa um limite e acaba em discussões", declarou o baterista. Ringo, que tem uma bem-sucedida carreira solo, relembrou a época em que as gravadoras rejeitavam a música do quarteto de Liverpool, que se tornou um fenômeno de massas entre 1962 e 1970, quando se separaram. "Demonstramos que eles estavam equivocados, que a música é mais importante do que o nome. Fizemos música muito boa e ainda estou muito orgulhoso disso", afirmou Ringo, que junto a McCartney são os únicos Beatles vivos, após o assassinato de John Lennon em 1980 e a morte por conta de um câncer de George Harrison em 2001.

Sobre seu último álbum, que foi apresentado em 31 de março, Ringo explicou que é como "uma autobiografia", que preferiu contar em um disco ao invés de escrevê-la em papel. "Postcards From Paradise", onde canta e toca bateria, teclado e guitarra, foi gravado no estúdio pessoal do ex-Beatle em Los Angeles, junto com os componentes da banda "All Starr Band". Ringo publicou cinco trabalhos desde 2005: "Choose Love" (2005), "Liverpool 8" (2008), "Y Not" (2010) e "Ringo 2012" (2012), além de "Postcards From Paradise".

I've searched here, there and everywhere...
Until i saw you standing there.
I'm the greatest fan of you,
And Love is All I've got to do.
It's all too much my little child...
If you would be my honey pie...
Eight days a week you will be mine...
And getting better all the time.
I'm begging you don't pass me by...
And if you do please tell me why.
I know you told me yesterday...
You've got to hide your love away.
But if your heart is bad to me...
It's only Love I'll let it be.
Postcards from Paradise
With all my loving I'll be true...
Postcards from Paradise
As ever P.S. I Love You
Postcards from Paradise
I wouldn't trade you for no one...
I see your face, here comes the sun.
And I ain't going nowhere man
Because I want to hold your hand.
It's like I said the night before
I'll love you when I'm 64!

Postcards from Paradise
With all my loving I'll be true...
Postcards from Paradise
As ever P.S. I Love You
Postcards from Paradise
I know that we can work it out...
There ain't no need to twist and shout.
And I won't back off boogaloo
Unless you say you love me do.
Postcards from Paradise
With all my loving I'll be true...
Postcards from Paradise
As ever P.S. I Love You
Postcards from Paradise
Postcards from Paradise
With all my loving I'll be true...
Postcards from Paradise
As ever P.S. I Love You
Postcards from Paradise

A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!

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“A Última Tentação de Cristo” é um filme americano de 1988, dirigido por Martin Scorsese e com roteiro de Paul Schrader. É baseado no romance homônimo de Níkos Kazantzákis, publicado em 1951. É estrelado por Willem Dafoe como Jesus Cristo, Harvey Keitel como Judas Iscariotes, Barbara Hershey como Maria Madalena, David Bowie como Pôncio Pilatos, e Harry Dean Stanton como Paulo. O filme foi inteiramente rodado em Marrocos. Como o romance, o filme retrata a vida de Jesus Cristo e a sua luta contra várias formas de tentação, incluindo medo, dúvida, depressão, relutância e luxúria. Isso é retratado no livro e no filme com Cristo imaginando-se envolvido em atividades sexuais, uma ideia que provocou a indignação de alguns cristãos. O filme inclui um aviso explicando que se afasta da interpretação bíblica comumente aceita da vida de Jesus, e não se baseia nos Evangelhos.

O filme começa com um homem sussurrando em desespero, "O sentimento começa. Muito suave, muito amável. Então inicia a dor. Garras deslizam sob a pele e dilaceram sua súbita. Pouco antes delas alcançarem meus olhos, se enterram. E eu me lembro. Primeiro, fiz jejum por três meses. Até cheguei a me chicotear antes de dormir. No início funcionava. Porém, a dor voltou. E as vozes também. Elas chamam-me pelo nome: Jesus."

Jesus de Nazaré (Willem Dafoe) é um carpinteiro na Judeia ocupada por Roma, dividido entre seus próprios desejos e seu conhecimento de que Deus tem um plano para ele. Este conflito resulta em auto-aversão, e ele colabora com os romanos fazendo as cruzes que serão usadas para penalizar os revolucionários judeus.

Judas Iscariotes (Harvey Keitel), originalmente enviado para matar Jesus por colaboração, ao invés suspeita que Jesus é o Messias e pede a ele para liderar uma revolução contra os romanos. Jesus responde que a sua mensagem é o amor à humanidade; depois Judas se junta a Jesus em seu ministério, mas ameaça matá-lo se ele se desviar do propósito de ser um revolucionário. Jesus também tem um relacionamento anterior não revelado com Maria Madalena (Barbara Hershey), uma prostituta judia, que pede a ele para ficar com ela, um pedido que ele considera antes de sair para uma comunidade monástica. Jesus, mais tarde, salva Maria de uma multidão que se reuniu para apedrejá-la por sua prostituição e por trabalhando no sabá. Jesus obriga a multidão a poupar a vida dela, perguntando "Quem aqui nunca pecou?", Com Jesus oferecendo duas pedras. Mais tarde, ele prega à multidão usando muitas das parábolas do Sermão da Montanha.

Jesus adquire discípulos, mas permanece incerto de seu papel. Ele visita João Batista, que o batiza, e naquela noite os dois discutem suas diferentes teologias e visões políticas. João acredita que é preciso primeiro ganhar a liberdade dos romanos para conseguir seu fim, enquanto Jesus afirma que o amor é mais importante e as pessoas devem tender a assuntos espirituais. Jesus, então, vai para o deserto para testar a conexão de Deus com ele, lá ele é tentado por Satanás como uma cobra, um leão, e um pilar de fogo (dublado por Barbara Hershey, Harvey Keitel, e Leo Marks), mas resiste a cada um deles. Ele retorna do deserto à casa de Marta e Maria de Betânia (ambas irmãs de Lázaro), que lhe restauram a saúde e tentam convencê-lo de que a maneira de agradar a Deus é ter uma casa, um casamento e filhos. Jesus, então, aparece aos seus discípulos à espera de arrancar o seu coração e os convida a segui-lo. Com a confiança recém-descoberta, ele restaura a visão a um cego, transforma a água em vinho, e ergue Lázaro (Tomas Arana) do mundo dos mortos.

Eventualmente, seu ministério atinge Jerusalém, onde Jesus realiza a Limpeza do Templo e lidera um pequeno exército para capturar o templo a força, mas pára na escadaria para aguardar um sinal de Deus pelo que ele deve fazer em seguida. Ele começa a sangrar pelas mãos, onde reconhece como um sinal de que ele deve morrer na cruz para trazer a salvação para a humanidade. Confiando em Judas, ele convence o último a lhe entregar aos romanos, apesar de Judas inclinar-se contrário. Jesus reúne os seus discípulos para o sêder da Páscoa, mais tarde conhecida como a Última Ceia; depois Judas lidera um contingente de soldados para prender Jesus no jardim do Getsêmani, identificando-o com um beijo. Na luta para defender seu mestre, Pedro (Victor Argo) corta a orelha de Malco; quando então Jesus o reata e se entrega aos soldados. Pôncio Pilatos (David Bowie) confronta Jesus e lhe diz que ele deve ser condenado à morte porque representa uma ameaça ao Império Romano. Ele é flagelado e, posteriormente, uma coroa de espinhos é colocada em sua cabeça. Ele então é crucificado.

Enquanto na cruz, Jesus conversa com uma jovem que alega ser seu anjo da guarda (interpretada por Juliette Caton). Ela diz a ele que, enquanto Filho de Deus, ele não é o Messias, e que Deus está satisfeito com ele, e quer que ele seja feliz. Ela o trás da cruz e, invisível para os outros, o leva até Maria Madalena, a quem ele se casa. Logo estão esperando um filho e vivem uma vida idílica; Maria, porém, morre de forma abrupta, e Jesus é consolado por seu anjo; por isso ele toma Maria e Marta, as irmãs de Lázaro, como suas esposas. Ele começa uma família com elas, tem muitos filhos, e vivem uma vida em paz. Jesus é a próxima visita de um homem mais velho que se depara com o apóstolo Paulo pregando sobre o Messias e tenta dizer a Paulo que ele é o homem sobre quem Paulo foi pregar. Paulo (que neste filme matou o Lázaro ressuscitado) o repudia, dizendo que, mesmo se Jesus não tivesse morrido na cruz, a sua mensagem era a verdade, e nada o impediria de o proclamar. Jesus o debate, afirmando que a salvação não pode ser fundada em mentiras.

Perto do fim de sua vida, um Jesus idoso convida seus antigos discípulos para seu leito de morte. Pedro, Natanael, e João cicatrizado visitam seu mestre quando Jerusalém está no auge da rebelião; depois Judas vem por último e revela que o anjo jovem que o retirou da crucificação era, na verdade, Satanás. Rastejando de volta através da cidade de Jerusalém em chamas, Jesus chega ao local de sua crucificação e implora a Deus para deixá-lo cumprir seu propósito e "deixá-lo ser o filho de Deus." Jesus, então, encontra-se mais uma vez na cruz, tendo superado a "última tentação" de escapar da morte, ser casado e criar uma família, e do desastre que se seguiu, que teria, consequentemente, abrangido a humanidade. Nu e sangrento, Jesus grita em êxtase antes de sua morre, "Tudo está consumado!", e a tela pisca em branco.

A sequência final homônima de A Última Tentação de Cristo retrata Jesus crucificado — tentado pelo o que acaba sendo Satanás na forma de uma bela criança andrógina — passando por um sonho ou realidade alternativa onde ele desce da cruz, casa-se com Maria Madalena (e mais tarde Maria e Marta), e vive a sua vida como um homem completamente mortal. Ele entende no seu leito de morte que foi enganado por Satanás e implora a Deus para deixá-lo "ser o filho [de Deus]", no ponto em que ele se encontra mais uma vez sobre a cruz. Em outros pontos do filme, Jesus é retratado como a construção de cruzes para os romanos, sendo atormentado pela voz de Deus, e lamentando os muitos pecados que ele acredita que cometeu. Devido a estes desvios das narrativas evangélicas — e, especialmente, uma breve cena em que Jesus e Maria Madalena consumam o casamento — vários grupos fundamentalistas cristãos organizaram protestos e boicotes ao filme antes e após o seu lançamento. Os protestos foram eficazes em convencer várias cadeias de cinema a não exibir o filme; uma dessas cadeias, General Cinemas, mais tarde se desculpou com Scorsese por fazê-lo. Em alguns países, incluindo a Turquia, México, Chile e Argentina, o filme foi proibido ou censurado por vários anos. Até hoje, o filme continua a ser proibido nas Filipinas e Singapura.
Clique na imagem de Jesus do Baú aqui embaixo e assista o filme completo com legendas em português. Vai abrir uma janela, lá no centro do vídeo, perto do "play" tem um minúsculo "x", você tem que fechá-lo para ver o filme. Bom feriado!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A TRISTE NOTÍCIA DA MORTE DE CYNTHIA LENNON

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Yoko Ono, viúva de John Lennon, prestou uma homenagem à Cynthia Lennon, que faleceu nesta ontem (quarta-feira) aos 75 anos. A artista plástica divulgou um comunicado no qual declarou estar "muito triste com a morte de Cynthia", que foi a primeira esposa de John Lennon. Ono disse que Cynthia era uma "grande pessoa e maravilhosa mãe de Julian". "Tinha um grande amor pela vida e estou orgulhosa de como nós, mulheres, nos mantivemos firmes na família dos Beatles. Por favor, unam-se a mim para enviar amor e apoio a Julian neste momento muito triste. Amor, Yoko", acrescentou. O anúncio da morte foi feito pelo filho do casal, Julian, nesta quarta-feira. "Cynthia Lennon morreu nesta quarta-feira, em sua casa em Mallorca, Espanha, após uma batalha curta, mas corajosa, contra o câncer", escreveu Julian em sua página na internet. "A família agradece as orações de vocês", continua a mensagem, acompanhada de um vídeo que conta a vida de Cynthia em fotografias. Julian Lennon, 51 anos, também pede respeito à privacidade da família neste momento difícil. Cynthia, cujo sobrenome de solteira era Powell, conheceu o músico britânico dos Beatles na escola, em Liverpool, e se casou com ele em 1962, quando estava grávida de Julian, que nasceu nessa mesma cidade, em abril do ano seguinte. Mas o casamento foi mantido em sigilo, já que o agente dos Beatles, Brian Epstein, achou que, naquele momento, a notícia poderia prejudicar a "Beatlemania" que começava a conquistar o Reino Unido. De fato, John Lennon tocou ao vivo no mesmo dia de seu casamento e a lua de mel foi adiada. Quando Julian nasceu, seu pai estava em turnê. O casal não sobreviveu ao encontro entre John e Yoko Ono em 1965 ou 1966, segundo diferentes versões, e se divorciou em 1968, quando o músico se uniu à artista japonesa. O ex-Beatle foi assassinado em 1980, em Nova York, por um fã que o perseguia. Yoko e o único filho do casal, Sean, continuam morando na mesma cidade. Depois da separação, Cynthia Lennon se casou mais três vezes, mas acabou resgatando o sobrenome do primeiro marido. Ela enviuvou em março de 2013. Ringo Starr lamentou a morte de Cynthia em uma breve mensagens postada em redes sociais, em seu nome e no de sua esposa. "Paz e amor para Julian Lennon. Que Deus abençoe Cynthia. Amor, de Ringo e Bárbara", escreveu no Twitter. Em Liverpool, Gerry Marsden, o líder de Gerry and the Pacemakers - outra banda dos anos 1960 - e amigo pessoal de Cynthia também reagiu à notícia. Marsden declarou ao jornal The Liverpool Echo que estava arrasado. "Terrível. Uma amiga querida durante anos. É muito triste", lamentou. "Era uma mulher adorável, muito divertida. Estou arrasado". Os donos do lendário The Cavern Club, onde os Beatles se apresentaram inúmeras vezes no início da carreira em Liverpool, também enviaram seus pêsames à família. "Tantas boas recordações de uma mulher encantadora", lamentaram. Hunter Davies, que escreveu a única biografia oficial dos Beatles em 1968, disse que "ela era totalmente diferente de John, era mais tranquila e reservada". "Não era nada hippie. Acho que foi a atração dos opostos. John a tratou de maneira horrível. Dormiu com Yoko na cama do casal, e Cynthia os pegou. Mas ela era leal a ele", concluiu. O Baú do Edu deixa aqui seu mais profundo respeito em memória de Cynthia. Descanse em paz.

CYNTHIA POWELL LENNON - A PRIMEIRA DAMA DOS BEATLES

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Cynthia Powell nasceu em Blackpool, no dia 10 de Setembro de 1939. Ficou conhecida por ter sido a primeira mulher de John Lennon. Em 1958 John Lennon conheceu Cynthia Powell na escola Liverpool College of Art. John Lennon viajava muito e sempre se comunicava com sua paixão por cartas. Em1962, John engravidou Cynthia (de Julian Lennon), e eles casaram no mesmo ano, em 23 de agosto, para desespero de Brian Epstein, seu agente, já que um Beatle era um objeto de desejo das jovens adolescentes, e um Beatle ser casado era retirar essa possibilidade. Porém, em 1966, John conheceu a artista plástica Yoko Ono. Cynthia e John se divorciaram em 1969.
Há 4 anos, no final de 2009, Cynthia publicou um livro de grande repercussão chamado “John”, relatando grande parte da vida com o artista desde antes da fama, o inicio da e nos anos seguintes. Cynthia sempre sofreu com a ausência de John e dizia que as drogas "abriram um abismo" entre os dois. E em homenagem à aniversariante, é exatamente a postagem sobre esse livro, de 16 de dezembro de 2009, que a gente confere novamente.
Os mitos modernos também são de carne e osso. Em "John", Cynthia Lennon, a primeira esposa do Beatle, não deixa por menos a exibição de fraquezas e traços de personalidade por vezes inconvenientes a ícones das massas. O livro já está nas livrarias e lança luzes não apenas na intimidade de John Lennon, mas também resgata bastidores das relações entre eles e o clima de uma época que passaria à história como a das rgrandes evoluções - morais e sexuais." O livro , lançado pela Larousse tem uma capa diferente da que foi lançada lá fora! É uma foto do velhão quando era novo. Astrid Kirchnner Tem ainda prefácio de Julian Lennon, o primeiro filho de John, que arriscou, sem sucesso, alguns passos no caminho do pai e reclama a sua ausência - revela que só viu John poucas vezes depois da separação, ocorrida oficialmente em 1968. Aparentemente sem mágoa ou vingança, Cynthia pontua as fases de John e dos Beatles até sua morte em 8 de dezembro de 1980.
Casamento:
Os dois se conheceram na faculdade de Artes e se casaram em 1962, quando Lennon ainda tocava na Quarrymen, que virou Silver Beatles e, depois, apenas The Beatles. Os caminhos, porém, se descruzaram e Cynthia, em parte, credita uma mudança de comportamento de Lennon às aventuras lisérgicas típicas da época. Cynthia não foge de temas árduos para ela, como a vez que levou uma bofetada de um Lennon enciumado com Stuart Sutcliffe, seu parceiro de banda, ou a relação dele com Yoko Ono e seu envolvimento com drogas. Diz que o amou todo o tempo e ainda hoje guarda luto por sua morte, em 1980. Infância, juventude, a perda da mãe, a estadia na casa da tia e o sucesso dos Beatles são abordados na obra pelo ponto de vista da mulher que viu o trem passar, estava na janela, mas acabou na plataforma da estação.
Trecho:
“No entanto, no dia seguinte na faculdade, me seguiu até o banheiro das garotas no porão. Quando saí, ele estava esperando, com um olhar sombrio no rosto. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ergueu a mão e me deu um tapa no rosto, fazendo minha cabeça bater nos canos da parede atrás de mim. Sem dizer uma palavra, afastou-se, me deixando confusa, trêmula e com a cabeça muito dolorida. Eu fiquei chocada, muito chocada, ao ver que John havia sido fisicamente violento. Podia suportar suas explosões, seu ciúme e sua possessividade, mas violência física era demais!”.

"JOHN" - O LIVRO DE CYNTHIA LENNON

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Matéria publicada originalment em 15 de abril de 2013.
O que logo chama a atenção no livro “John”, escrito por Cynthia Lennon, lançado em dezembro de 2009, é o amargo prefácio de autoria do filho primogênito do casal, Julian Lennon. Em uma página e meia, ele tece sensíveis elogios à mãe e não é muito generoso com o pai: o mínimo que diz é que o grande astro do rock os deixava à mingua enquanto enriquecia. “Ela foi forte no momento em que ele se tornava rapidamente um dos homens mais ricos do seu ramo. Mamãe e eu tínhamos muito pouco e ela trabalhava para nos sustentar.” O filho é novamente duro com o pai ao afirmar que ele foi “um grande talento, um homem extraordinário que defendeu a paz e o amor no mundo. Porém, ao mesmo tempo, era-lhe difícil mostrar um pouco de paz e amor pela sua primeira família minha mãe e eu”. Esses trechos são um aperitivo para o que vem depois: uma história de amor, ciúme, compreensão, mas, ao mesmo tempo, de abandono, indiferença e até agressão física. A rigor, essa é a revelação mais pesada e inesperada sobre um homem que gravou na história a frase “Dêem uma chance à paz”. As inúmeras biografias publicadas sobre os Beatles e especificamente sobre Lennon, detalham que a ex-mulher e o filho foram negligenciados após a aparição de Yoko Ono, em 1968 ela se tornaria sua segunda mulher. Uma das queixas de Cynthia é de que em todas essas publicações ela foi sempre tratada como simples namoradinha sem importância na vida do ex-beatle e que só ganhou certa projeção porque engravidou do popstar no início do sucesso da banda. Lamenta ainda as insinuações da imprensa, inflada por Yoko Ono, de que sua gravidez fora uma forma de forçar o casamento. Em seu livro, ele tenta mostrar que não foi bem assim e conta a sua versão da vida que compartilhou com Lennon, a quem conhecera na Faculdade de Artes, em Liverpool, em 1958. Casaram-se poucos anos depois e a união se prolongaria por mais uma década, quando Lennon conheceu Yoko, se apaixonou e decidiu pela separação. A impressão que se tem ao ler a história de Cynthia é de que ela vivenciou ao lado de John Lennon os seus anos de formação musical, intelectual e de caráter, mas que o universo artístico e de interesses de ambos foi se transformando. E eles, que tanto se amaram, foram se distanciando à medida que Lennon se tornava famoso e se afastava da rotina provinciana da Liverpool dos anos 1960. Ela abandonara seus estudos de artes e se deprimia ao perceber que o marido era-lhe infiel. Somente aqui no nosso blog preferido, a gente confere agora um “trechinho” do final do livro de Cynthia. Boa leitura!
"Quanto ao dinheiro destinado a Julian, quando nada aconteceu depois de seis anos, a questão foi posta nas mãos de advogados. Levaria outros dez anos para que Yoko chegasse a um acordo — quando a questão já havia lhe rendido muitos comentários negativos na imprensa. Eu fiquei feliz pelo fato de que, nesse meio-tempo, Julian tivesse alcançado sucesso pelo seu próprio talento e ganhado seu próprio dinheiro. Ele nunca dependeu da herança deixada por seu pai, mas recebê-la era uma questão de honra. Nós esperávamos que os dois lados chegassem a um acordo a fim de que pudéssemos todos seguir em frente com nossas vidas. No dia 18 de maio de 1999, entretanto, Julian lançou Photograph Smile — seu primeiro álbum em vários anos. Ele investira muita atenção, energia e criatividade no disco, e estava merecidamente orgulhoso dele, chamando-o de seu primeiro álbum de verdade. Assim, Julian ficou arrasado ao descobrir que Sean — agora também músico — havia lançado um álbum no mesmo dia que ele. Julian nunca culpou Sean por isso, mas sabia que não podia ser mera coincidência ele e o irmão terem se colocado numa disputa tão aberta.
Para aumentar o sentimento de mágoa e raiva de Julian, depois disso Sean decidiu anunciar que achava que a morte de John fora parte de uma conspiração. Diante dessa declaração controversa, toda a imprensa quis falar com Julian sobre o que Sean dissera e o que ele pensava sobre isso. A última coisa que Julian queria era discutir a morte de seu pai, mas perguntas sobre isso ofuscaram qualquer interesse que seu álbum pudesse despertar. Tendo tentado por tanto tempo ir em frente com sua vida, Julian chegara ao limite. Ele deu uma série de entrevistas ressentidas condenando Yoko — a qual, estando certo ou errado, ele acreditava estar por trás da data de lançamento do álbum de Sean e de sua declaração sobre a morte de John. Em uma das entrevistas, Julian disse: “Yoko é muito insegura... Ela tem tudo o que sempre quis... Qualquer sucesso que eu tiver é uma maldição na vida dela, uma pedra no sapato, porque eu sou o sangue de John Lennon... Ela sempre tem que sair ganhando”.
Apesar desse começo turbulento, o álbum de Julian foi um sucesso mundial, tendo ficado entre os vinte primeiros lugares das paradas de sucesso em vários países e recebido críticas excelentes na imprensa de todo o mundo. Eu compreendia a frustração de Julian em relação a Yoko. Sempre me senti triste e frustrada por ele e eu nunca termos conseguido estabelecer um relacionamento melhor com ela. Eu sempre me perguntei se a dificuldade dela em aceitar Julian — e, na verdade, tudo o que dizia respeito à vida de John antes de ele tê-la conhecido — se devia, em parte, à perda de sua filha. Fiquei feliz ao saber que, já perto de completar 40 anos e àquela altura também mãe, Kyoko entrou em contato com Yoko e restabeleceu o relacionamento com ela. Eu espero que isso tenha lhe trazido alguma felicidade genuína. Outra reaparição surpreendente ocorreu alguns anos atrás: a da meia-irmã de John, Victoria — o bebé que Julia dera para adoção. Agora chamada Ingrid, ela anunciou quem era em um artigo de jornal. Ao que parece, ela sempre soube, mas manteve silêncio até a morte de sua mãe adotiva. Nós todos ficamos extremamente felizes ao saber que Ingrid havia tido uma infância feliz e quisemos conhecê-la. Infelizmente, no entanto, nunca tivemos essa oportu¬nidade, pois ela não queria ter um relacionamento próximo com a família de John. Julian deixou os Estados Unidos em meados da década de 1990 e passou um tempo viajando antes de se estabelecer na Europa. Nessa época, Jim e eu havíamos nos mudado para a Normandia, mas em 1999 nos separamos, depois de termos passado dezessete anos juntos. A separação me deixou arrasada. Telefonei para Julian, que viajou tarde da noite para vir ficar comigo. No Natal seguinte, ele deu a mim e à minha querida amiga Phyl — agora também separa¬da — um presente: uma viagem para Barbados, onde tomamos ba¬nho de sol, nadamos e nos divertimos muito. Foi em Barbados que conheci Noel Charles, ex-dono de casas noturnas e velho amigo de Julian. Seu espírito tranquilo e sua natureza sociável me encantaram. Além disso, ele não se sentiu nem um pouco impressionado com o meu nome: quando administrava casas noturnas, Noel convivera com celebridades e tivera uma vida movimentada e excitante. Nós nos tornamos bons amigos e, no fim das contas, nos apaixonamos. Foi assim que, no dia 7 de junho de 2002, fiz algo que havia prometido a mim mesma nunca fazer novamente: eu me casei — pela quarta e última vez. Atualmente, Julian mora na Europa com Lucy, sua companheira. Cozinha maravilhosamente bem e é sócio de alguns restaurantes. Quando tem vontade, ainda faz música. Ele tem uma coleção incrí¬vel de objetos do seu pai, os quais foram comprados em leilões ao longo dos anos e agora são cuidadosamente preservados. Nós nos vemos com frequência e eu tenho um orgulho enorme dele — mais ainda da pessoa que é do que das coisas que já fez. Em abril de 2003, ele fez 40 anos. Nós dois não pudemos deixar de pensar que ele havia chegado à idade em que John morrera. Por um momento, Julian lutou contra o medo — como acontece a muitos daqueles cujos pais morreram de forma prematura — de que sua própria hora houvesse chegado. Sempre notavelmente generoso, ele convidou a mim e a Noel, além de alguns amigos do passado e do presente, para celebrarmos seu aniversário numa festa de duas semanas em Barbados. Cercado por pessoas que o amam, ele percebeu que com certeza sua hora não chegara. Ele ainda tem muito para viver, e sua vida aos 40 era muito diferente da de John. Nenhum de nós dois nunca escapará do nome Lennon, e hou¬ve momentos em que tivemos a sensação de que ele era um fardo pendurado em nosso pescoço. Porém, sobrevivemos aos tempos difíceis e aprendemos a agradecer por tudo o que ele nos trouxe — de bom e de ruim. Nós dois sentimos falta de John, mesmo depois de todo esse tempo, e de várias formas. Conservei muitas das amizades que John e eu fizemos na época de Liverpool, e chorei a morte de outras. Maureen, ex-esposa de Ringo e amiga querida até o fim, morreu de leucemia quando tinha apenas 45 anos. Fazia somente alguns anos que nós havíamos ido ao seu casamento com Isaac Tigrett, dono do Hard Rock Café. Tanto Isaac quanto Ringo estavam ao seu lado na hora de sua morte, juntamente com os três filhos que ela teve com Ringo e com Alexandra — a filha que ela tivera com Isaac. Também fiquei terrivelmente triste quando li sobre a morte de George Harrison de câncer aos 58 anos. Havia muitos anos que eu não o via, mas tenho memórias carinhosas dele e sempre serei grata pelo despertar espiritual ao qual ele estimulou a todos nós naqueles dias de paz e amor. Eu me sinto triste quando me lembro das pessoas que conhecemos no auge dos Beatles e que se foram — e também é uma fonte de enorme prazer saber que outros velhos amigos vão de vento em popa. Ainda vejo Cilla (Black), e nós nos divertimos nos lembrando dos velhos tempos. Não faz muito, voltei para Liverpool quando os curadores da Beatles Story — a exposição permanente da cidade sobre a banda — compraram todas as ilustrações que eu havia desenhado dos rapazes no início de sua carreira. Para comemorar, fizemos uma festa em um restaurante nas docas de Liverpool — foi como voltar no tempo. Estavam presentes amigos como Helen Anderson, da época da faculdade, Pete Best, com uma aparência ótima, seu irmão mais velho Roag, a irmã de John, Julia, e minha querida Phyl. Nós conversamos, contamos histórias e passamos a noite rindo. Enquanto o vinho e as memórias fluíam, eu não pude evitar um momento de tristeza ao pensar que John fizera parte daquele grupo e amara a todos tanto quanto eu. Tenho certeza de que ele teria adorado a festa. Eu me perguntei o que ele teria pensado quando seus velhos amigos Paul, Mick e Elton receberam o título de Sir. É claro que John provavelmente teria recebido a oferta para ganhá-lo também, mesmo tendo devolvido seu MBE. Teria John ridicularizado a oferta e recusado, ou teria ele sido sentimental e patriótico o bastante para aceitá-la? Eu aposto na segunda possibilidade. John podia ser incrivelmente sentimental. Uma vez, ele disse a Julia que queria retornar a Liverpool, navegar pelo Mersey e rever todas as pessoas que havia deixado para trás. Além disso, pouco antes de morrer, pedira a Mimi que lhe mandasse todas as fotos antigas, roupinhas e outras lembranças de sua infância que pudesse encontrar, a fim de que ele se cercasse delas. Em outro momento de sentimentalismo, mas talvez também de carinho e amor, John disse a Julian: “Se alguma coisa acontecer comigo, procure por uma pena branca no céu, e você saberá que eu estarei lá olhando por você”. Ele foi um homem extraordinário: talentoso, imperfeito, um gênio criativo que cantava de forma emocionante sobre o amor en¬quanto, por outro lado, frequentemente feria aqueles que mais o amavam. Nunca deixei de amar John, mas o preço desse amor tem sido enorme. Alguém me perguntou recentemente se, caso soubesse desde o início o que me esperava, eu teria passado por tudo o que passei. Eu tive que responder: "Não". É claro que nunca me arrependerei de haver tido o filho maravilhoso que tenho, mas a verdade é que, se eu tivesse sabido naquele momento da minha adolescência as consequências que me apaixonar por John Lennon me traria, eu teria dado meia-volta e me afastado dele para sempre."
Para terminar com chave de ouro, a gente confere agora uma faixa do álbum de Julian “Photograph Smile” de 1999 – o sucesso “I Don’t Wanna Know” – “Eu não quero nem saber” – cheio de referências aos Beatles. Abração em todos! Deixem seus comentários!

THE BEATLES - YOU'VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY

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PAUL McCARTNEY & WINGS - HI HI HI

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Paul McCartney disse na entrevista de capa para a revista "Q Magazine" divulgada semana passada, que evita escrever canções sobre sexo e que o banheiro é um dos lugares onde encontra inspiração para compor. "O mais importante na hora de compor é começar a escrever. Qualquer coisa, inclusive se a primeira frase não valer para nada. O segredo é começar. No entanto, o truque para acabar uma canção é estar sozinho. Eu gosto dos banheiros". McCartney assegurou que prefere evitar escrever canções relacionadas com o sexo, algo que gosta mais de fazer do que cantar. "O sexo é algo que prefiro fazer, não gosto tanto de cantar sobre isso", respondeu McCartney ao ser questionado sobre a canção de 1972 "Hi Hi Hi", que lançou com os Wings e que foi proibida na BBC - "Hi Hi Hi' foi feita em uma época na qual o que o povo fazia era sexo e usava drogas. Suponho que cantar sobre o sexo não é um dos meus estilos. Quando estou zangado não encontro uma forma de passar essa raiva para uma canção. Pois com o sexo ocorre o mesmo", explicou. Paul McCartney não poupou elogios a Kanye West sobre sua recente colaboração juntos, declarando que ama suas "bolas" artísticas (?). McCartney revelou também que começou a acreditar nos signos e que atribui seu talento na hora de compor canções ao fato de ser de Gêmeos.

"Todos os Gêmeos têm duas caras. Se você escutar minhas canções, verá que também são apreciados dois estilos diferentes, 'Ebony and Ivory', 'Hello Goodbye'. Nunca acreditei nisso, mas agora estou começando a pensar que talvez isso seja real", afirmou.