“The Beatles Come To Town” é um filme documentário produzido pela agência de notícias Pathe News para a ABC-TV em novembro de 1963. O filme mostra o efeito causado pela Beatlemania quando os Beatles chegam à cidade, neste caso Manchester. O documentário mostra os Beatles em uma conferência de imprensa, no camarim, e cantando"She Loves You" e "Twist And Shout"no ABC Cinema em Manchester.
"She Loves You" é a campeã absoluta de postagens aqui no Baú. E não é pra menos. A historinha de um amor adolescente, da garota que ama o garoto que não sabe que ela o ama, foi sem dúvida o sucesso mais esmagador dos Beatles em todos aqueles anos passados, se tornando a precursora da Beatlemania com o surgimento dos gritos histéricos Yeah, Yeah, Yeah, Yeah!
"She Loves You" foi originalmente gravada para ser lançada como um single em 1963 e alcançou a primeira posição nas paradas do Reino Unido no dia 7 de setembro de 1963. Este compacto de vinil superou muitos recordes, entre eles: É a canção dos Beatles que mais vendeu até hoje no Reino Unido, entre todas suas composições. Nos Estados Unidosda America, é uma das cinco canções dos Beatles que lideravam simultaneamente os cinco primeiros lugares nas paradas de sucesso americana - um recorde não-superado até hoje por qualquer outro artista. Apesar de "I Want to Hold Your hand" ter alcançado o primeiro lugar nas paradas de sucesso dos EUA antes de "She Loves You" (embora She Loves tenha sido lançada primeiro), foi a própria "She Loves You" nos EUA, que tirou "I Want to Hold Your Hand" do primeiro lugar, em 1964, enquanto no Reino Unido"She Loves You" chegou ao número 1 duas vezes. Foi a primeira vez também que o nome do compositor John Lennon apareceu antes do nome de Paul McCartney no Reino Unido. Até então as músicas de parceria desta dupla apareciam com os créditos McCartney/Lennon. "She Loves You" é também uma das duas canções dos Beatles que recebeu nome e teve versão em outra língua, especificamente para a Alemanha, "Sie Liebt Dich" (a outra canção "Komm, Gib Mir Deine Hand" (I Want to Hold Your Hand"). A revista Inglesa, Uncut Magazine declarou em outubro de 2005, que "She Loves You" foi a terceira maior canção que mudou o mundo pop, atrás de "Heartbreak Hotel", do cantor-intérprete Elvis Presley e "Like a Rolling Stone" do compositor-poeta, Bob Dylan. Tão só e por causa de sua preeminência nas vendas e pura energia, a canção é considerada por muitos o sucesso definitivo da Beatlemania. Aqui, a gente confere um trecho do livro do livro "The Beatles - A Biografia" de Bob Spitz. George Martin pressionava os Beatles a produzir material para um novo compacto, de modo a manter a liderança nas paradas. Uma composição iniciada em Newcastle, após um espetáculo no fim de junho, dava a impressão de que poderia satisfazer os requisitos do pedido. Viajando na traseira de uma perua mal iluminada internamente, Paul tinha esboçado um fragmento de letra bastante promissor. Era baseado em uma answering song (música de resposta), segundo Paul, que se recordou de ter ouvido uma gravação de Bobby Rydell em que ele usava o recurso de forma inteligente. Um coro de garotas cantava: "Go, Bobby, go, everything's cool", ao que Rydell respondia: "We all go to a swingin' school". Paul vislumbrou os Beatles fazendo uma coisa parecida. Ele cantaria: "She loves you", enquanto o restante da banda responderia: "Yeah, yeh...yeah", produzindo um efeito meio sem sentido, mas com um gancho musical eficaz. Decidiu levar o projeto a John, que o classificou como "idéia de jerico". Mas achou que a letra tinha futuro. Retornaram então ao quarto no Turk's Hotel, empunharam as guitarras, e em poucas horas tinham elaborado a estrutura da canção. "She Loves You" foi concluída na noite seguinte, durante um raro dia de folga em Liverpool. Os rapazes trabalharam com afinco nela, em uma pequena sala de jantar, na Forthlin Road, com o pai de Paul sentado a menos de 2 metros, fumando sem parar e assistindo à televisão. A presença dele e o ruído não tinham importância - nada conseguia interromper a concentração de Paul e John. Eles compunham com um sentido de missão, reformulando frases inadequadas, tocando sem parar, aperfeiçoando a métrica até chegar ao ponto certo. Quando acabaram, sabiam que tinham um sucesso nas mãos. A música tinha uma energia positiva que inrrompia nas primeiras notas e culminava em uma bela harmonização vocal, distribuída pelos yeahs. George Martin ouviu-a num ensaio no estúdio, no dia primeiro de julho, e a considerou "brilhante, uma das melhores canções já composta pelos Beatles". O grupo trabalhou na música durante os dias que se seguiram, ensinando a George Harrison uma terceira voz, para encorpar o efeito. De volta ao estúdio, com Martin empoleirado em um banco em frente ao piano, eles a repassaram, seguindo um arranjo que John e Paul tinham elaborado para a guitarras. O engenheiro Norman Smith, de pé em frente à mesa de edição, mostrava-se agradavelmente surpreso enquanto ouvia a música. Um pouco antes, ele tinha examinado a letra, que estava em um suporte, e sentira um frio na barriga. Ele contaria mais tarde a Mark Lewisohn: "She loves you, yeah, yeah, yeah, she loves you, yeah, yeah, yeah...aí eu pensei: "ah, meu Deus, que letra! Acho que não vou gostar dessa música".
Na verdade, essa é uma composição com elementos que agradam a gregos e troianos, embora nada atraísse mais quem a ouvia do que a forma de executá-la. Os Beatles cantam "She Loves You" com tanta convicção que, durante a curta duração da música - bem menos dois minutos e meio -, criam um clima não apenas envolvente, mas irressistível. O desempenho dos Beatles nessa música, lhes conferiu uma imagem perfeita e duradoura. Os yeah-yeah-yeahs e os uuuuuuus em falsete (nesse ponto, eles sacudiam a cabeça ao mesmo tempo, arrancando gritinhos extasiados das fãs) se transformaram em ícones. Apesar da evolução de sua música, apesar se suas experiências com texturas musicais e equipamentos eletrônicos complexos, é difícil pensar nos Beatles sem visulizar quatro rapazes sorridentes com cabelos de cuia em sua posição clássica nos palcos - guitarras na parte superior do peito, baquetas com condução nos pratos - cantando: "And you know you should be glad - uuuuuuuu!, e agitando a cabeleira. Nenhuma referência a eles é tão imediata.
E aqui, a gente confere o que disse a revista Rolling Stone em sua edição especial "As 100 Melhores Canções dos Beatles":
Na tarde de primeiro de julho de 1963, Os Beatles estavam para gravar "She Loves You" nos estúdios da EMI quando começou a confusão. Como relembrou Geoff Emerick - então assistente no Abbey Road e, mais tarde, engenheiro dos Beatles -, "a enorme multidão de garotas que estava do lado de fora invadiu o lugar pela porta da frente... Montes de adolescentes histéricas, gritando, corriam pelos corredores, perseguidas por um punhado de ofegantes policiais londrinos". A bagunça pode ter sido uma benção disfarçada para os Beatles, que imediatamente engataram em um dos mais exuberantes singles pop de todos os tempos. "[O caos] ajudou a despertar um novo nível de energia no grupo", escreveu Emerick. Lennon e McCartney começaram a escrever "She Loves You" em uma van, em turnê, e depois fizeram o grosso do trabalho no Turk's Hotel, em Newcastle, sentados em suas camas, munidos de violões. A novidade na letra foi a introdução de uma terceira pessoa, balançando a típica fórmula do eu-te-amo. A variação foi inspirada por "Forget Him", de Bob Rydell, um sucesso no Reino Unido. "Era alguém trazendo uma mensagem", disse McCartney. "Não éramos mais nós. Há uma pequena distância que conseguimos colocar nela, o que é bem interessante." Ainda assim, algo estava faltando. "Tínhamos escrito a canção e precisávamos de mais", disse Lennon. "Tínhamos 'yeah, yeah, yeah' e pegou. Não sei exatamente de onde tiramos - Lonnie Donegan sempre fazia. Elvis fez em 'All Shook Up'." Eles terminaram "She Loves You" na casa de McCartney, de volta a Liverpool. Quando o pai de Paul ouviu a música, disse: "Filho, há americanismos o suficiente por aí. Você não poderia cantar 'yes, yes, yes' só uma vez?" McCartney respondeu: "Você não entende, pai. Não ia funcionar". Por todo o imediatismo cru de seu som, a música também anunciava um novo nível de sofisticação para os membros da banda como compositores e arranjadores. "She Loves You" abre com o refrão, em vez de usar o primeiro verso, dando um impacto extra - uma sugestão de George Martin. O toque final foi o característico acorde que encerra o refrão - ideia de Harrison -, que para Martin soava "meloso". "Ele achou que estávamos brincando", disse McCartney. "Mas não funcionava sem ele, então mantivemos o acorde e o convencemos." A aparição dos Beatles no Sunday Night at the London Palladium da ITV, em 13 de outubro de 1963, culminando na performance de "She Loves You", é frequentemente considerada o pico da Beatlemania. Os Beatles seguiriam de triunfo em triunfo no decorrer dos anos 60, mas na Grã-Bretanha, "She Loves You" continuou sendo o single mais vendido da década.
Há 20 anos, no dia 8 de setembro de 1997, morria Derek Taylor, colaborador fiel e amigo pessoal dos Beatles. Taylor foi sepultado no dia 12, e George Harrison estava no funeral. Paul visitou-o no hospital dias antes da passagem. Derek Taylor nasceu em Liverpool, em 7 de maio de 1932 e morreu em 8 de setembro de 1997. Taylor foi um escritor e jornalista responsável pela assessoria de imprensa dos Beatles. Na época em que os Beatles estavam finalizando as filmagens de A Hard Day's Night, Brian Epstein convidou Derek, então repórter do Daily Express para auxiliá-lo em uma biografia que havia sido encomendada por uma pequena editora de Londres, sua tarefa seria escrever e assinar o livro. Como jornalista, Taylor havia mudado recentemente o foco de suas coberturas para o cenário da música pop. Com seu jeito descontraído e cativante, Taylor conquistou rapidamente a confiança de todos os Beatles. Em uma noite em que sairam para jogar e beber, Brian convidou Taylor para ser seu assistente pessoal na NEMS, empresa de Brian responsável pelo gerenciamento e representação dos Beatles. A autobiografia de Epstein, A Cellarful Of Noise (Um Porão Barulhento), foi concluída em duas semanas liberando Taylor para suas novas atividades. Taylor lembra que os primeiros dias na NEMS se pareceram mais com uma feira livre maluca. Em 1965 mudou-se para a Califórnia abrindo sua própria agência de relações públicas prestando serviços de assessoria de imprensa para bandas como Paul Revere and the Raiders, Captain Beefheart, The Byrds e The Beach Boys. Em 1967, Derek Taylor juntamente com John Phillips, Lou Adler, Donovan, Mick Jagger, Andrew Loog Oldham, Paul Simon, Smokey Robinson, Jim McGuinn, Brian Wilson e Paul McCartney, foi diretor e organizador do Festival Pop de Monterey realizado nos dias 16, 17 e 18 de junho daquele ano. Nesse evento compuseram um tema para o festival inspirados na placa com os dizeres Amor, Flores e Música. Taylor também ajudou a impulsionar a carreira de Harry Nilsson. Após ouvir a canção 1941 comprou uma caixa de LPs e distribuiu para seus contatos da indústria fonográfica, bem como presenteando cada um dos Beatles com uma cópia, que logo convidaram Nilsson a vir para Londres. Nilsson tornou-se colaborador e amigo de longa data de John Lennon e Ringo Starr. Em 1968 retornou para Londres para assumir as atividades de relações públicas da Apple Corps, empresa criada pelos Beatles para gerir todos os negócios do grupo. Derek Taylor instalou-se no terceiro andar do prédio da Apple Corps situado na Savile Row. Bom contador de histórias e excêntrico, atendia a todos de maneira amável e hospitaleira. Presenciou e participou dos principais eventos e fatos que marcaram a carreira dos Beatles a da Apple. Suas atividades são destaque no livro The Longest Cocktail Party escrito por Richard DiLello. Desempenhou suas funções até a dissolução do grupo em 1970. Após a separação dos Beatles, Derek Taylor trabalhou na Warner Bros. Record, Elektra e Atlantic Records tornando-se Diretor de Projetos Especiais, e posteriormente vice-presidente da Warner em 1977. Em 1980 ajudou George Harrison a concluir sua biografia, I Me Mine. Em seguida deu prosseguimento em sua própria biografia, Fifty Years Adrift (In An Open-Necked Shirt) editada e prefaciada por George Harrison e publicada pela Genesis Publications em 1983. Durante esse período Taylor retornou a suas atividades na Apple Corps. Em 1987 lançou o livro It Was Twenty Years Ago Today pela editora Bantam em comemoração aos vinte anos do lançamento do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Em 1990 foi publicado nos Estados Unidos o livro As Time Goes by: Living in the Sixties (Rock and Roll Remembrances Series No 3) pela editora Popular Culture Ink. Em 1995 seu livro What You Cannot Finish and Take A Sad Song teve seu lançamento publicado pela editora Bois Books no Reino Unido coincidindo com o lançamento da série The Beatles Anthology. Em 1999 foi publicada a obra póstuma Beatles pela editora Ebury Press. Em 2001 foi lançado o CD de entrevistas, Here There and Everywhere: Derek Taylor Interviews The Beatles pelo selo Thunderbolt. Derek Taylor morreu vítima de câncer em 8 de setembro de 1997. Na época ainda trabalhava na Apple Corps. Era casado, desde 1958, com Joan Doughty Taylor e tinha seis filhos: Timothy, Dominic, Gerard, Abigail, Vanessa e Annabel. Seu funeral foi no dia 12 de setembro. George Harrison estava lá.
Em homenagem a Derek Taylor, a gente confere pela centésima vez, o excelente texto original do álbum Beatles For Sale escrito em 1964 pelo acessor de imprensa dos Beatles. Este é o quarto LP dos Beatles. “PLEASE PLEASE ME”, “WITH THE BEATLES”, “A HARD DAY’S NIGHT”. Eis os três. E agora... “BEATLES FOR SALE”. Os Beatles à venda. Não quer dizer que os Beatles estejam à venda. Mesmo porque não há dinheiro que pague. Trata-se apenas do LP, e este você pode comprar. O dinheiro não é tudo. Há uma história inestimável entre estas capas. Nenhum de nósestá ficando mais novo. Quando, daqui a 20 anos ou maiscriança, entendidaem música, estiver num piquenique em Saturno, e lhe perguntar quem eram os Beatles - “Você os conheceu à época? - não tente explicar tudo sobre os cabeludos e sua turbulência! Basta à criança tocar algumas faixas deste LP e logo entenderá tudo. Os jovens do ano 2000 extrairão da música mais sensação de bem-estar e ardorque sentimos hoje, porque a mágica dos Beatles, desconfio, não tem limite de tempo nem idade. Ela venceu todas as barreiras. Acabou com todas as diferenças de raças, idades e classes. É venerada pelo mundo inteiro. Este LP tem alguns números agradáveis da música Beatle. Tem, por exemplo, oito novos títulos trabalhados pelos incomparáveis John Lennon e Paul McCartney, e mais 6 números que foram escolhidos da riqueza rítmica da extraordinária década passada, entre elas composições como KANSAS CITY e ROCK AND ROLL MUSIC. Maravilhoso. Muitas horas de trabalho árduo foram gastas na produção deste LP. Não é uma mistura de vale-tudo para ganhar dinheiro. No mínimo, 3 canções de Lennon & McCartney foram seriamente consideradas como lançamentos de compactos simples, até que John apareceu inesperadamente com “I FEEL FINE”. Estas três foram “EIGHT DAYS A WEEK”, “NO REPLY” e “I’M A LOSER”. Cada uma teria estourado os primeiros lugares, mas estão como adorno e um exemplo para outros artistas. Como em outros Lps, os Beatles levaram mais tempo com o sucesso do que o mercado exige normalmente. Há alguns truques de gravação que os Beatles e seu produtor, George Martin, introduziram, com algumas inovações, tais como: Paul num órgão Hammond, em MR. MOONLIGHT, e, pela primeira vez, George Harrison tocando um velho tambor africano, porque o baterista Ringo estava tocando bongô. O tambor de George continuou na trilha sonora, mas o bongô de Ringo foi retirado depois, na mixagem. Ringo toca tímpano, em EVERY LITTLE THING, e na faixa ROCK AND ROLL MUSIC, George Martin junta John e Paul no mesmo piano. Em WORDS OF LOVE, Ringo aparece tocando caixa. Além disso, é um disco confeccionado em 1964. O melhor do seu tipo no mundo. Há pouca coisa ou nada neste LP que não possa ser reproduzido no palco, embora os estudiosos e críticos da música “pop” saibam que nem sempre é o caso. Ei-lo, afinal. Ainda é o melhor LP, inteiramente definido: John, Paul, George e Ringo - cheio de tudo que fez dos quatro a maior atração que o mundo já conheceu. Para aqueles que gostam de saber qual o desempenho de cada um neste LP, há detalhes ao lado,nos títulos e nas músicas.
Há 39 anos, no dia 7 de setembro de 1978, Keith Moon - baterista do The Who, foi encontrado morto no mesmo apartamento em que morreu Mama Cass (The Mamas And Papas) quatro anos antes. Moon era conhecido por seu estilo de bateria dramático e cheio de suspense, que frequentemente envolvia a omissão de batidas básicas em prol de uma técnica fluída e acentuada. É citado pelo Rock and Roll Hall of Fame como um dos maiores bateristas de Rock And Roll de todos os tempos. Em homenagem a Moon, que era amigo de todos os Beatles, a gente confere mais um vídeo bem legal do artista Alvaro Ortega (que sou fã) com The Who e a música The Kids Are Alright. Clique na logomarca da banda logo abaixo do vídeo e confira também a postagem bem bacana KEITH MOON - WHO ARE YOU? publicada em setembro de 2010.
A carreira solo de John Lennon no cinema começou logo depois dos Beatles anunciarem o fim das excursões. Ele foi um dos protagonistas de "How I won the war", em 1967, uma comédia de humor negro sobre a Segunda Guerra. Em seu livro, O Diário dos Beatles, Barry Miles aponta que o primeiro compromisso de um Beatle após o fatídico 29 de agosto de 66 foi uma viagem. John Lennon seguiu sozinho para Hannover na Alemanha, no dia 5 de setembro. Ele, que não era ator, aceitou um convite de Richard Lester para participar de How I Won the War, cujas filmagens estavam iniciando. Dali o set seria transferido para Almeria, na Espanha. Na chegada às locações alemãs, John teve a inconfundível cabeleira beatle ‘tosada’ para viver o maluco soldado Greepweed. O filme How I Won The War (Como eu Ganhei a Guerra) ou (Que Delícia de Guerra), é o 8º filme de Richard Lester, estrelado por John Lennon no papel do soldado Gripweed, lançado em 1967, também conta com a participação de atores como Michael Crawford, Roy Kinnear e Jack MacGowran. Teve filmagens realizadas na Espanha e na Alemanha no final de 1966 – época em que John começou a compor “Strawberry Fields Forever”, pouco antes dos Beatles retornarem ao estúdio para trabalhar em “Sgt. Pepper's”. "How I Won The War" foi relançado em DVD pela MGM em março de 2011 numa versão especial com um livro de fotos das filmagens e imagem remasterizada com supervisão do próprio Richard Lester. Apesar de John Lennon ter esperanças que "How I Won The War" o levaria a outros papéis, foi o seu primeiro - e último - filme sem os Beatles.
Esse rockenrolzão "Get Out Of My Way", sempre foi minha faixa preferida do álbum "Off The Ground" de 1993 de Paul McCartney, depois da baladona melancólica "I Owe It All To You". "Get Out Of My Way" foi composta por Paul em 1993 em East Sussex, Inglaterra. Segundo Paul apenas para sua diversão ao velho estilo rock-and-roll dos anos 50 e 60. O arranjo de metais adicionou à canção um pouco de estilo soul, típico dos artistas da gravadora Motown, como em "Got To Get You Into My Life", dos Beatles. Na época da gravação em estúdio, a banda era: Paul McCartney, Hamish Stewart, Robbie McIntosh, Linda McCartney, "Wix" Wickens e Blair Cunningham, que não durou muito.
A alegre e ensolarada “I Should Have Know Better”, aparece duas vezes no
filme: logo no início, quando os Beatles e o avô de Paul (Wilfred Brambell)
estão no trem e são banidos para o vagão dos correios e mais tarde, quando já
estão fazendo o show. E é essa cena do show que a gente confere agora com uma definição
absolutamente espetacular! Ôba!!!
No dia 4 de setembro de 1968, Ringo retornou aos Beatles depois de duas semanas, quando ele finalmente encheu o saco e mandou os outros às favas. Aqui, no nosso blog preferido, a gente confere o capítulo sobre esse episódio, do livro de Paolo Hewitt "LOVE ME DO - 50 momentos marcantes dos Beatles", de 2012. Anos mais tarde, John e Paul discutiriam a respeito de quem foi o primeiro a deixar a banda e destruir a Beatlelândia, cada um reivindicando ser o autor da proeza, mas na verdade ambos estavam errados. Ringo Starr foi o primeiro a deixar os Beatles. Em 22 de agosto de 1968, ele saiu do estúdio Abbey Road e se mandou para o iate de Peter Sellers no Mediterrâneo. O despreocupado Ringo seria o primeiro a botar a boca no trombone sobre o clima amargo e angustiante das sessões de gravação de The White Álbum (Álbum Branco). Foi culpa de John — para começar a dissolução da gangue, ele sabia que seria necessário meter o pé na porta. Obviamente, não bastou aparecer nu com Yoko na capa do LP Unfinished Music N. 1: Two Virgins. Então era hora de destruir a regra essencial da banda e, depois de ela ser esmigalhada, as coisas passariam do prumo. E foi isso mesmo o que aconteceu. John entrou no estúdio de braço dado com Yoko e agiu como se nada estivesse errado. Nas sessões de gravação dos Beatles, pessoas de fora não eram permitidas. Era a gangue e nada além da gangue no estúdio. Em seu belo livro de memórias, An Affctionate Punch (1986), Justin de Villeneuve, empresário de Twiggy, descreve o dia em que foi visitar os Beatles a negócios em Abbey Road e os encontrou fazendo uma pausa. Na época, ele se considerava amigo de Paul, George e Ringo, mas, quando eles estavam juntos, era como se uma parede de vidro os separasse das outras pessoas. “O Paul, meu amigo, me deu um gelo total”, contou Villeneuve. “O Ringo virou a cara, o George ficou me encarando [...]. Depois de dez minutos falando com as paredes, eu fui embora chamando-os de “bando de caipiras do caralho...”. Sempre que eles gravavam, a barreira invisível aparecia, e Justin não foi o primeiro a perceber isso, como provam outros livros e relatos a respeito dos Beatles. John agora havia destruído essa barreira ao trazer Yoko, que sentou ao seu lado, deu risadinhas, sussurrou ao ouvido dele, e depois — inacreditavelmente — passou a dar opiniões sobre as músicas, como se fosse integrante da banda. Os outros três Beatles ficaram atordoados, confusos e com raiva. Paul revidou, primeiro trazendo sua namorada de então, a norte-americana Francie Schwartz, e a seguir a futura esposa, Linda Eastman. Brigas estouravam diariamente. Observações sarcásticas voavam por todos os lados do Estúdio Dois. Pouco ajudou o fato de o grupo ter cerca de trinta canções para serem trabalhadas. E a gravação de algumas delas, se não de todas, levou a banda à loucura. “Ob-La-Di Ob-La-Da” nunca será conhecida como a melhor obra de McCartney, mas a sucessão de horas para gravá-la deixou a banda totalmente atordoada. Com John e Yoko dando risadinhas feito dois adolescentes excitados na maioria das sessões, a persona de professor de Paul aflorou, criticando George e Ringo — mas nunca John — ao dar suas instruções. A frustração de Ringo era agravada pelo fato de invariavelmente ser o primeiro a chegar a Abbey Road. E ele tomava um chá de cadeira até os outros fInalmente darem o ar da graça. Além disso, Ringo ficava lá sentado, aguentando as discussões e maledicências até o trabalho finalmente começar, sempre num clima ruim. Nessa hora, ninguém pensava em falar “All you need is love” (“O amor é tudo de que você precisa”). No dia 22 de agosto, Ringo errou um ritmo na baterIa e McCartney começou a dar sermão; de repente, a raiva tomou conta do baterista. Ringo simplesmente não aguentava mais. Beatles ou não Beatles, pela primeira vez na vida aquilo não tinha mais importância. Ele saiu fumegando de Abbey Road. De certa forma, o trabalho de Ringo nos Beatles sempre foi um tanto ofuscado por uma afirmativa impertinente e arrogante de John Lennon. Quando perguntaram se ele considerava Ringo Starr o melhor baterista do mundo, Lennon respondeu: “Ele nem sequer é o melhor baterista dos Beatles”. Detratores de Starr têm utilizado essa frase contra ele desde então, sem questionar por que dois dos maiores compositores do século teriam empregado um baterista meia-boca durante anos para ajudar na concretização de suas músicas. É claro que não era nada disso. “Rain”, “Tomorrow Never Knows” ou “Come Together" são tudo que precisa ser mencionado em qualquer debate a respeito da habilidade de Ringo. “Até Abbey Road”, Paul afirmaria mais tarde, “nunca tivemos um solo de bateria no repertório dos Beatles, por isso outros bateristas diziam que, apesar de gostarem de seu estilo, Ringo não era um baterista muito bom tecnicamente. Foi uma coisa meio condescendente, e acho que deixamos isso ir longe demais”. Ringo era o sorriso dos Beatles, o som de gargalhada da gangue. O único elemento que carregava uma vulnerabilidade despretensiosa, e isso o tornava adorável. Ringo era o cara comum. Ele representava a ideia de que coisas boas realmente acontecem a pessoas boas, e essa constatação alegrava os corações de toda a Grã-Bretanha. Além disso, ele não era apenas um baterista, mas o melhor ator da banda (John vinha logo na segunda posição), e era ele quem os produtores procuravam. Em 1968, ele tirou folga da banda para participar da quase chanchada Candy. Foi um horror completo e ele nunca devia ter aceitado, mas o baterista foi pago pela atuação e teve seu nome exibido ao lado do de Marlon Brando, Richard Burton e Walter Matthau. No ano seguinte, ele estrelou outro filme, Um Beatle no paraíso, que também não lhe acrescentou muito, mas dessa vez seu nome foi visto ao lado do de Peter Sellers, Spike Milligan, Richard Attenborough, John Cleese, Laurence Harvey, Christopher Lee, Roman Polanski, Raquel Welch, Hattie Jacques, Graham Chapman, Yul Brynner e Harry Carpenter. Ringo não passou vergonha em nenhum dos dois filmes — nada mau para quem não fez aula de teatro. À época de Candy, o baterista se tornara ainda mais bem-visto pelo público britânico ao aparecer no especial de televisão Cilla, transmitido em fevereiro de 1968.0 programa mostrava Ringo cantando e se divertindo em sequências de sapateado e ventriloquia. Seis meses depois, ele estava fora da banda e se espreguiçando no iate de Peter Sellers com a família. Foi então que o baterista terminou sua primeira composição a ser executada pelo grupo (embora também tenha sido coautor de “What Goes On”, em Rubber Soul). Convenientemente, dados os eventos da semana anterior, ela se chamava “Don’t Pass Me By” (“Não me ignore”). No dia 4 de setembro de 1968, quando Ringo voltou à banda e entrou no estúdio Abbey Road, levemente nervoso por encontrar os amigos que xingara até não poder mais, sua bateria estava coberta de flores e havia uma faixa com os dizeres “Bem-vindo ao lar, Ringo” pendurada no teto. Então ele sorriu, depois gargalhou, e assim os Beatles ainda seguiram adiante.
“Revolution” é uma das mais fortes músicas dos Beatles composta por John Lennon, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada como Lado B do single Hey Jude/Revolution de 1968. Revolution é considerada um precursor do punk com suas guitarras distorcidas, berros, uma bateria “reta” e letra de cume social/político. Foi escrita durante a meditação transcendental em Rishkesh na Índia, e foi inspirada na situação global da época como a revolta estudantil em Paris, a Guerra do Vietnã e o assassinato de Martin Luther King, o que se tornou peça chave na carreira pós-Beatles de John. Em 1968 havia um grande hiato entre o movimento hippie de "paz e amor" e os tumultos políticos, protestos e repressão. Lennon com seu interesse político crescente se viu confrontando essas ideias e decidiu colocar seus sentimentos sobre o assunto, longe da alienação dos fãs de Beatles. Segundo Lennon na revista Rolling Stone: “Eu queria desabafar sobre o que eu pensava da revolução. Eu achava que já era hora de falarmos sobre isso e parar de não responder perguntas sobre o que achavamos da guerra vietnamita quando estavamos em turnê com Brian Epstein e ter de dizer ‘vamos falar de Guerra dessa vez e não só embromar. Eu pensava sobre isso nas montanhas na Índia. Eu ainda tinha aquele sentimento de ‘Deus irá nos salvar, ’ e que tudo ficaria bem.” Embora tenha sido gravada após “Revolution 1” esta versão mais rápida e barulhenta foi lançada antes do Álbum Branco, devido a um atrito na banda sobre o lançamento do single. Paul McCartney estava com receio de uma música tão politizada como Revolution se tornar um single e com o apoio de George Harrison vetou a opção de Lennon dizendo que a canção “era muito lenta para ser um single.” John desabafa sobre isso na revista Rolling Stone em 1980: "Quando Paul e George sairam para um feriado eu comecei "Revolution 1" junto com "Revolution 9." Eu queria colocá-la como um single, eu tinha tudo preparado mas eles chegaram e disseram que não era boa o bastante. E a gente colocou o que? 'Hello Goodbye', ou alguma droga assim? Não, colocamos 'Hey Jude', que valia a pena, mas me desculpe, poderia ter colocado ambos." John Lennon irritado com as divergências, gravou essa versão mais rápida e cheia de fúria. Porém, nesse trecho da entrevista para o "The Beatles Anthology,"John ainda mostrava seu ressentimento sobre a primeira versão: "Eles disseram que não era rápida o bastante e se pensar nos detalhes, se seria um hit ou não, talvez estivessem certos. Mas os Beatles poderiam ter colocado a versão lenta no single, sem se importar se seria um disco de ouro ou de madeira. Mas por causa daquela irritação com a Yoko e o fato de eu estar tendo uma criação dominante como nos velhos tempos depois de andar apagado por 2 anos causaram atritos. Eu estava acordado novamente e eles não estavam acostumados." A letra é explicitamente política e adverte sobre o significado da palavra revolução nos trechos: "Você diz que quer revolução, todos nós queremos mudar o mundo. Você diz que tem a solução real, adoraríamos ver o plano. Você me pede uma contribuição, nós fazemos o que se pode. Mas se você quer dinheiro para pessoas com mentalidade de ódio, tudo que eu digo é que você irá esperar." Existe também uma mensagem de "pense por si mesmo", e uma alusão ao ditador chinês Mao Tse-Tung: "Você diz que quer mudar a constituição, todos nós queremos mudar sua cabeça. Você me diz que é a instituição mas é melhor libertar sua mente então. Agora se você ficar carregando fotos do ditador Mao, você não conseguirá nenhum apoio."A letra ainda contém uma lírica notavelmente diferente da canção "Revolution 1" do “Álbum Branco” na linha: "When you talk about destruction/don't you know that you can count me OUT" (Quando você fala sobre destruição/Saiba você que NÃO pode contar comigo). Durante as gravações da primeira versão, ele ficava brigando com a letra, rabiscando e mudando OUT e IN ("NÂO conte comigo" e "pode contar comigo"). John falou em entrevistas que ele estava indeciso em relação a seus sentimentos, então ele incluiu ambas as opções. Nessa versão ele já estava decidido sobre sua posição no termo “revolução” como dito em entrevista de 1980: “Se me quisessem para promover violência, me tire fora. Se me querem nas barricadas, que seja com flores nas mãos.” “Revolution” traz uma distorção nunca vista em nenhuma outra canção dos Beatles. Para conseguir tal efeito, foi adicionado um pedal de efeitos “fuzzer” direto entre o amplificador e a mesa de som do Abbey Road Studios e tocado com todos os ponteiros de captação no máximo e depois diminuídos na pós-produção. Ainda em “The Beatles Anthology”,George Martin fala sobre o fato: “Nós adicionamos distorção nela, o que queimou os miolos de várias pessoas da parte técnica. Mas essa era a ideia de John, de elevar todos os instrumentos até os limites. Bem, fomos até o limite e além.” Em 9 de julho, durante as gravações de “Ob-La-Di, Ob-La-Da” os Beatles começaram a ensaiar “Revolution” a fim de tentar novos arranjos. Embora o ensaio tenha sido gravado, no dia seguinte eles apagaram a fita e fizeram 10 novos takes, com palmas e outro estilo de bateria. Foi adicionado um efeito para deixar a bateria mais grave e as guitarras distorcidas foram comprimidas no limite, para dar um ar claustrofóbico na canção. John Lennon adicionou 2 faixas de vocal no mesmo dia. Ele duplicou palavras chaves durante a canção, errando, muitas vezes para dar espontaneidade, e gravou também o grito da introdução que, no vídeo, foi dublado por Paul. No dia seguinte, 11 de julho, foram adicionados o baixo e o piano elétrico tocado por Nicky Hopkins. A produção se seguiu pelos dias 12 e foram completadas na manhã do dia 13 de julho com mais linhas de baixo, e algumas guitarras tocadas por Lennon e McCartney.
A segunda metade dos anos 1970, foram, de longe, a melhor época da minha vida! Em 1978, eu tinha 16 anos. Na minha cabeça, já era o beatlemaníaco mais fanático que eu conhecia, só que era pobre! Ainda não trabalhava oficialmente, mas nessa época eu já tinha vários discos dos Beatles, todos novinhos em folha, da discografia brasileira relançada em 1974 e todo o dinheiro que juntava era para comprar um disco novo a cada mês. As prateleiras das discotecas (lojas) eram abarrotadas de produtos Beatles: Rock And Roll Music, Hollywood Bowl, Star Club, o álbum Vermelho, o Azul, Wings Over America, Venus & Mars, Speed Of Sound, Shaved Fish, Mind Games, Walls And Bridges, 33 & 1/3, Goodnight Vienna, e outras tantas pérolas que apareciam todo dia, sem falar dos compactos e das fitas cassetes. A loja DISCODIL (que existe até hoje!) no Conjunto Nacional era a minha Disneylândia! Então, apareceu “The Beatles Collection”, uma caixona enorme, linda, azul marinho com gravação em hot stamp dourada, trazendo “toda a coleção dos Beatles”, como era anunciada. A caixa foi colocada à venda com exclusividade pelo Ponto Frio Bonzão e custava uma fortuna. O lançamento dos álbuns dos Beatles em um pacote especial era inevitável. Infelizmente, esta não é a coleção completa das gravações da banda lançadas pela EMI/Parlophone entre 1962 e 1970, e sim o conjunto dos álbuns de estúdio lançados no Reino Unido nesse período. Curiosamente, A Collection Of Beatles Oldies não foi incluído, mas o pacote incluía um álbum novo, The Beatles "Rarities", uma coleção de lados B de compactos e algumas faixas não lançadas anteriormente em álbuns britânicos. A coleção trazia 13 discos: Please Please Me; With The Beatles; A Hard Day's Night; Beatles For Sale; Help!; Rubber Soul; Revolver; Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band; The Beatles (álbum branco); Yellow Submarine; Abbey Road; Let it Be e The Beatles "Rarities". Como é de costume em coleções deste tipo, há alguns furos. As principais omissões são Magical Mystery Tour, Hey Jude e The Beatles At The Hollywood Bowl, além de diversas faixas de The Beatles 1962-1966 (vermelho) e The Beatles 1967-1970 (azul). De modo geral, esta é uma boa coleção para novos fãs. Para o colecionador experiente e sério, que já possui tudo o que foi lançado desde 1962, o único interesse é a caixa em si. E a caixa em si, não me interessou na época. Eu já tinha vários dos discos que vinham nela e os discos também eram vendidos avulsos, inclusive o “novo” – Rarities, todos agora com um insert preto e branco com a foto dos LPs. Somente em 2004, ganhei a tal caixona do amigo Ruy Campos. Ainda está zerada, os álbuns estão novinhos, quase virgens. Bom, já que tirei a caixona da prateleira para poder fazer o post, só me resta agora ouvir todos de novo, né?
Ôba! LARA SELEM RIDES AGAIN! Depois de quase um mês de saudade, o canal Beatles & Advocacia nos brinda mais uma vez com outro programa-show. Dessa vez, no episódio # 18, ainda pelas comemorações dos 50 anos do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, nossa heroína fala sobre o álbum e questiona: Qual o seu legado na advocacia? Assim como em todos os outros 17 programas, a Drª Lara dá mais um show: de beleza, elegância, charme, inteligência, Beatles, Sgt. Pepper's e de vida profissional. Assista o vídeo, curta, comente, inscreva-se e compartilhe, é bom demais! Nossa amiga promete novos programas ainda para muito em breve. Aguardemos, pois. E que venham ainda muito mais e que venham logo. Estamos de olho em você, loirona! Ladies and gentlemen, e agora com vocês, Miss Lara Selem!
Yesterday é uma canção dos Beatles, lançada em 1965 no álbum Help!. Embora seja creditada a Lennon & McCartney, foi composta unicamente por Paul, segundo ele após ter tido um sonho. Numa manhã de maio de 1965, Paul acordou com uma melodia na cabeça que tinha todo o frescor de um sonho. Imediatamente ele foi para o piano que havia no seu quarto em Wimpole Street, em Londres, e tocou a música inteirinha, completa, com primeira e segunda parte. Ainda não tinha letra e ele a chamou de "Scrambled Eggs". Mas Paul ficou encucado, achando que já tinha ouvido aquela melodia em algum lugar. Então passou vários dias mostrando para os amigos e perguntando se eles já não a conheciam. Não, ninguém nunca tinha escutado aquilo antes.
Paul McCartney fez a letra definitiva para a canção que ganhou o título de "Yesterday", enquanto se dirigia para Algarve, em Portugal. Yesterday é uma balada acústica que fala sobre um amor perdido. Foi a primeira música gravada pelos Beatles que só trazia a participação de um só integrante do grupo, o próprio Paul, cantando e tocando violão, acompanhado por um quarteto de cordas. Por não ter muito em comum com outras músicas dos Beatles lançadas na época, os demais integrantes acharam que seria melhor não lançá-la. Nenhum deles partcipou da gravação. Estavam lá: Paul McCartney, vocais e violão; Tony Gilbert, violino; Sidney Sax, violino; Kenneth Essex, viola; e Francisco Gabarro, violoncello. George Martin foi o produtor e Norman Smith, engenheiro de som. Segundo o Guinness Book, “Yesterday” é a canção mais regravada da história, tendo sido regravada por outros cantores mais de três mil vezes. Entre os artistas que a regravaram estão Frank Sinatra, Ray Charles, Elvis Presley e Plácido Domingo. O piano no qual Paul McCartney compôs Yesterday, foi leiloado em 2011 em Londres. O instrumento, um Eavestaff de estilo 'art deco' adquirido em 1926 pela família da cantora britânica Alma Cogan, foi vendido por um preço aproximado de R$ 360 mil. O instrumento, que também foi tocado por músicos como Sammy Davis Jr e Mick Jagger, esteve durante a década de 1960 na casa de Cogan no bairro londrino de Kensington, lugar conhecido pelas reuniões culturais e festas que se realizavam nela. McCartney foi à mansão de Cogan após sonhar uma noite de 1964 com a melodia que acabaria se concretizando em Yesterday, segundo relatou ele mesmo em entrevistas. Ali o artista tocou pela primeira vez uma das canções mais populares do século 20, com a intenção de que sua amiga confirmasse que se tratava de uma melodia original, e não um tema já existente que McCartney tivesse recuperado de maneira inconsciente durante o sonho. Em sua biografia Many Years From Now, Paul lembra que a primeira coisa que fez com a melodia foi comprovar que não tinha dono. "Levei um tempo para garantir que não pertencia a ninguém, e finalmente a registrei como minha".
"You’re Sixteen" é uma música escrita pelos irmãos Sherman (Robert B. Sherman e Richard M. Sherman). Foi gravada originalmente pelo americano Johnny Burnette, cantor de Rockabilly, cuja versão chegou ao número oito dos EUA, Billboard Hot 100 em dezembro de 1960 e número 3 no Reino Unido em 1961. A versão original de 1960 de "You're Sixteen" de Johnny Burnette aparece na trilha sonora do filme American Graffiti, de 1973. Johnny Burnette, nascido em Memphis, em 25 de março de 1934, foi um dos pioneiros do rockabilly. No começo dos anos 50, Burnette ao lado de seu irmão e Paul Burlison, formou o grupo Rhythm Rangers. Em 1956 o trio se mudou para Nova York. Depois de chegarem a final de um concurso, assinaram um contrato com a gravadora Coral Records, ganhando o nome Johnny Burnette Rock and Roll Trio. Daí em diante, Burnette seguiu, trocando de bandas e mudando de gravadoras. A carreira de Johnny Burnette teve um fim abrupto quando morreu afogado aos 30 anos em um acidente de barco, em 14 de agosto de 1964, em Clear Lake. A versão de "You’re Sixteen" gravada por Ringo Starr foi lançada como single pela Apple, em 3 de dezembro de 1973 nos EUA, e em 8 de fevereiro de 1974 no Reino Unido. Em janeiro de 1974, a música, extraída do álbum RINGO, chegou o número um nos EUA na parada Cash Box Top 100. O vídeo que a gente confere agora, com Ringo contracenando com Carrie Fisher, foi gravado em 1978 para o especial de TV “Ringo”. Ela já era a Princesa Leia.
"I'm Down" - um dos rocks mais poderosos dos Beatles, gritado e barulhento, curiosamente foi gravado na mesma sessão de "Yesterday". Entre uma tomada e outra, ficou registrada uma conversa de Paul que sugere uma pista de onde surgiu o nome do álbum Rubber Soul. Nos intervalos, ele ficava repetindo "plastic soul, man, plastic soul", encantado por um grupo de músicos negros apresentado por Mick Jagger. O rockão - pesado para a época - foi lançado como compacto simples, lado B de "Help!" em 23 de julho de 1965. Paul queria compor algo capaz de substituir Long Tall Sally no repertório dos shows dos Beatles. Queria uma canção no estilo Little Richard, mas admitiu a dificuldade da tarefa: "é muito difícil. Ainda estamos tentando compor algo no estilo Little Richard. É a coisa mais difícil que já tentamos fazer. Escrever uma música de três acordes que seja inteligente não é fácil". Na letra, o rapaz grita que a garota conta mentiras, achando que ele não pode ver. Ela não pode chorar porque está rindo dele... ele está por baixo, no chão. "I'm Down" encerrava as apresentações nas turnês de 1965 e 1966.