segunda-feira, 12 de outubro de 2026

THE BEATLES - HELP! - O ÁLBUM AMERICANO ⭐⭐⭐

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“Help!” foi o oitavo álbum dos Beatles lançado nos Estados Unidos pela Capitol Records em 13 de agosto de 1965, enquanto no Reino Unido foi em 6 de agosto de 1965. Ao contrário da versão inglesa, que apresentava as 7 músicas do filme no lado 1, e mais sete faixas no outro, a Capitol incluiu uma série de seleções de partituras orquestrais de Ken Thorne, executadas brilhantemente pela George Martin Orchestra. Esta versão - que também inclui a incrível introdução “Jamesbondeana” à faixa-título, também pode ser encontrada na box Capitol Albums Vol. 2. O álbum americano rapidamente alcançou o número 1 na parada de álbuns da Billboard e lá permaneceu por nove semanas. Vendeu de mais de um milhão de dólares na primeira semana e acabou vendendo mais de três milhões de cópias, o que foi três vezes o valor do álbum americano anterior dos Beatles, "Beatles VI".

A trilha sonora do segundo filme dos Beatles inclui as novas músicas compostas para o filme, além da música incidental tocada pela George Martin Orchestra. Quando Help! foi lançado nos EUA, muitos fãs ficaram incomodados ao notar que, apesar da embalagem cara e luxuosa (capa dupla), o disco tinha apenas sete faixas dos Beatles. As fotos dos quatro Beatles na capa foram reordenadas com negligência, de modo que a mensagem de sinais soletra a expressão absurda "H-P-E-L!". Além disso, o título da penúltima faixa do lado 2 é grafado na capa como "You're Gonna Lose That Girl" - o que não acontece em outras versões.

LADO UM: (The James Bond Theme)*; Help!; The Níght Before; (From Me To You Fantasy)*; You've Got To Hide Your Love Away; l Need You; (In The Tyrol)*.
LADO DOIS: Another Girl; Another Hard Day's Night*; Ticket To Ride; (The Bitter End/You Can't Do That; You're Going To Lose That Girl; (The Chase)*.
*The George Martin Orchestra.

TOM PETTY AND THE HEARTBREAKERS - FEEL A WHOLE LOT BETTER ⭐⭐⭐⭐⭐

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Em 1988, Tom Petty tornou-se membro da família Wilbury. Parte essencial do supergrupo Traveling Wilburys, que ainda contava com George Harrison, Bob Dylan, Roy Orbison e Jeff Lynne. Os Wilburys lançaram o seu primeiro álbum no final de 1988 e o seu som tornou-se modelo para a carreira-solo de Petty a partir de então. Full Moon Fever, foi produzido pelo genial criador da Electric Light Orchestra - Jeff Lynne, com o apoio dos Heartbreakers. O álbum possui um som limpo e está cheio de harmonias vocais brilhantes, teclados e guitarras e até hoje ainda é considerado um disco admirável, atraente e imprescindível em qualquer discoteca de Classic Rock. Full Moon Fever é o primeiro álbum solo de estúdio de Tom Petty, lançado em 24 de abril de 1989 pela MCA Records. Apresenta contribuições de membros de sua banda, Tom Petty and the Heartbreakers, especialmente Mike Campbell, bem como Jeff Lynne, Roy Orbison (que morreu antes de seu lançamento) e George Harrison, colegas de banda nos Traveling Wilburys. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Full Moon Fever se tornou um sucesso comercial e de crítica, alcançando a 3ª posição na Billboard 200 dos EUA e sendo certificado 5 x platina nos Estados Unidos e 6 x platina no Canadá.

"I'll Feel A Whole Lot Better" foi originalmente gravada pelos Byrds em 1965. A excelente versão de Tom Petty como "Feel a Whole Better" é um dos destaques em seu Full Moon Fever. A versão de Petty foi lançada como o quarto single do álbum e alcançou o número 18 na parada americana US Rock.

domingo, 11 de outubro de 2026

THE BEATLES - I'M IN LOVE (Lennon-McCartney) - 1963

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WE ALL LIVE IN A YELLOW SUBMARINE 😀

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Houve um tempo em que Pepperland não existia. Nem o Almirante Fred, nem o Maligno Azul, nem Jeremy. Também não havia o Mar do Tempo e nem o Mar de Buracos. Nada. O que existia eram os Beatles e o atroz desejo de se superar a cada criação, mostrando ao mundo inúmeras e inovadoras possibilidades.

A primeira vez que o mundo ouviu falar em um “Submarino Amarelo” foi em 1966, quando os Beatles lançaram o álbum “Revolver” e simultaneamente, num compacto simples (duplo lado A) que trazia “Eleanor Rigby” do outro lado. O Submarino Amarelo fez sucesso por onde passou! Inclusive no Brasil. A música foi basicamente criada por Paul, creditada à dupla Lennon e McCartney, claro, e todos colaboraram com boa vontade, e desde quando foi criada, a ideia era que fosse para Ringo cantá-la. Um vocal fácil, apoiado por um refrão marcante, backing vocals altos e um arsenal de efeitos sonoros dos mais diversos. Foi também a primeira vez que a voz de Ringo foi ouvida em um single. Esse single foi número 1 em todas as paradas do Reino Unido e Estados Unidos, e manteve-se em número 1 por quatro semanas. Ganhou um Prêmio Ivor Novello "pelo maior número de cópias de um único compacto" em 1966. "Yellow Submarine" foi criada por Paul McCartney pensando em criar um tema totalmente infantil. "Uma “canção de brinquedo”. Durante o processo de criação, fumando maconha e tocando violão junto com Donovan, apareceu “Sky of blue and sea of green, in a yellow submarine”. Yeah, baby! Ali estava a chave que encerrava sua ideia e ligaria o motor do Submarino Amarelo. George Martin, que havia trabalhado anos com trilhas de comédias e programas humorísticos, cuidou de tudo na parte dos “efeitos especiais”. Em 1996, as regras das composições pop já não interessavam mais, e os Beatles puderam se dar ao luxo de quebrar essas regras. A escolha de palavras curtas já foi pensando no que seria mais facilmente memorizado por crianças. No dia da gravação, o estúdio nº 2 de Abbey Road era uma festa só: Alf Bicknell (motorista) arrastava correntes, Brian Jones batucava com um copo e John Lennon assoprava em um canudo para fazer bolhas num balde. Mal Evans e Neil Aspinall assaltaram o almoxarifado velho do estúdio e trouxeram sinos de navio, correntes, sinos de mão do tempo da guerra, apitos, buzinas, latas, máquinas que imitam sons de vento e de tempestades e até uma banheira que foi enchida com água. Marianne Faithfull e Pattie Harrison também estavam lá para chacoalhar tudo que podia fazer barulho. Paul improvisou a voz do capitão que dava as ordens aos marinheiros. Para se ter uma ideia, o sucesso de “Yellow Submarine” foi tão grande ou maior que o do outro lado do compacto, nada menos que “Eleanor Rigby”. Não demorou muito e logo alguém apareceu com a ideia da música se tornar um filme.

Os Beatles tinham contrato com a United Artists para fazer outro filme, mas não estavam com um pingo de saco! Na verdade não tinham gostado muito de fazer Help! e os críticos haviam massacrado Magical Mystery Tour, então por que se dar ao trabalho, quando tinham tantas outras coisas, pessoas e planos em sua vida? Estariam ficando mimados, inflados demais, achando tudo chato? Talvez, um pouco de cada. Por outro lado, sentiam-se presos a compromissos e empresas que haviam feito fortuna com eles, como a United Artists e a Northern Songs,que os tinham sob contratos que eles haviam assinado eras atrás, quando não sabiam nem para onde iriam e o que poderiam querer fazer. Então, quando a ideia de uma animação surgiu, um desenho baseado numa brincadeira de uma música infantil que já tinham feito, “Yellow Submarine” e no qual não teriam de atuar, eles concordaram. A princípio os fãs pensaram que suas vozes reais iriam ser usadas, mas no final as falas dos Beatles eram dubladas por atores. “Yellow Submarine”, o filme, foi lançado em julho de 1968, mas o LP saiu apenas em janeiro de 1969.

Eles só fizeram quatro músicas novas para o filme e o disco. Mesmo assim, ficava a sensação de que eram sobras consideradas abaixo do nível dos álbuns e singles anteriores. As outras músicas do filme eram antigas, como “When I’m Sixty Four”. O lado 2 do LP foi preenchido com a trilha sonora instrumental da animação, composta e orquestrada por George Martin. O filme acabou sendo sucesso entre fãs e críticos, sendo hoje considerado pioneiro no campo da animação; até os Beatles acabaram achando realmente bom. O disco, no entanto, comparado com todos os tesouros do Álbum Branco, era decepcionante; quase parecia um engodo ter sido lançado como se fosse de músicas novas dos Beatles. Derek Taylor fez o texto da contracapa, parecia que nem ele estava com disposição para o trabalho. Escreveu que se chamava Derek, nome dado por sua mãe, e que lhe pediram que escrevesse um texto para o álbum, mas na verdade não tinha nada de novo a dizer sobre os Beatles. Em vez disso, estranhamente reproduziu a resenha do Álbum Branco escrita por Tony Palmer. Que tampouco era nova, tendo já aparecido no Observer.

THE BEATLES - ALL TOGETHER NOW ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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A alegre, curta e cativante “All Together Now” foi gravada durante o período do Magical Mystery Tour, mas permaneceu inédita até ser incluída para a trilha sonora de Yellow Submarine. Foi lançada como single somente em 1972 em países europeus como França e Alemanha, com "Hey Bulldog" do lado B. “All Together Now”  foi escrita no estúdio, em maio de 1967, sendo Paul o autor principal. Foi concebida como mais uma canção infantil ao estilo de “Yellow Submarine” e John mais tarde ficaria encantado ao saber que torcidas de futebol na Inglaterra a cantavam. O interesse renovado pela infância por causa das experiências com drogas significou que cantigas, personagens de histórias em quadrinhos e canções de ninar começaram a influenciar o trabalho dos Beatles. A folclorista Iona Opie, editora do Dicionário Oxford de cantigas infantis, acreditava que os versos de sonoridade familiar se inspiravam mais numa memória compartilhada daquelas melodias do que em uma específica. “Não consigo distinguir nenhuma influência em particular ao ouvir “All Together Now”, disse ela. “Tem tantas rimas com ABC e outras em contagem como one, two, three, four, Mary at the cottage door...’ que soam parecidas. A canção parece ter saído do inconsciente coletivo”. Paul confirma que a via como parte da tradição das canções infantis (“É uma música para organizar a brincadeira”), mas também jogava com o duplo sentido: “All Together Now” tanto podia ser um convite a todos para cantarem juntos quanto um slogan político pela união dos povos. Paul Horn se lembra deles cantarem a música enquanto estavam na Índia, mas, em vez de “H, I, J, I love you”, cantavam “H, I, Jai Guru Dev” em homenagem ao Maharishi.

“All Together Now” foi gravada pelos Beatles em Abbey Road no dia 12 de maio de 1967. Foi produzida por Paul McCartney e teve Geoff Emerick como engenheiro. Está disponível apenas nos álbuns Yellow Submarine e Yellow Submarine Songtrack. Paul McCartney: vocais, violão, baixo e palmas; John Lennon: vocais, violão, ukulele, gaita e palmas; George Harrison: vocais de apoio e palmas; e Ringo Starr: vocais de apoio, bateria, pratos de dedo e palmas.