domingo, 11 de março de 2018

MÚSICAS & MUSAS - THE ROLLING STONES - UNDER MY THUMB

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Em fevereiro de 2013 foi lançado aqui no Brasil um livrinho danado de bom, que inclusive já apareceu aqui na época. Agora, a gente confere aqui mais um capítulo bem legal sobre a história de Chrissie Shrimpton, musa inspiradora de várias músicas dos Rolling Stones.
Era janeiro de 1963. A formação dos Rolling Stones estava completa - Charlie Watts acabara de ser recrutado como baterista e Bill Wyman se juntara à banda como baixista no mês anterior. Estava garantido que eles tocariam todo domingo no lendário Crawdaddy Club, em Ríchmond, Inglaterra. Também estavam marcados para tocar no Ricky Tick Club, no Thames Hotel, em Windsor, e foi lá que Chrissie Shrimpton se apresentou a Mick Jagger, de maneira pouco ortodoxa.
Chrissie era a irmã mais nova e extravagante da modelo favorita do fotógrafo David Bailey, Jean Shrimpton. Ela foi o tema de vários sucessos dos Stones durante e depois de seu tempestuoso relacionamento de três anos com Mick Jagger - um relacionamento que acabou de forma abrupta pouco antes do Natal de 1966. Subindo em uma mesa do bar do Thames Hotel, Chrissie se pendurou nas redes de pesca que decoravam o teto do salão. Depois, com a ajuda da plateia lá embaixo, foi amparada e passada de mão em mão, como uma crowd surfer, conseguiu chegar até o palco. Caminhou até Jagger e, diante de todos, deu um beijo e tanto naqueles lábios de Rolling Stone.
O jovem Mick Jagger ficou de pernas pro ar. O romance desabrochou rapidamente, e, em poucas semanas, Jagger já tinha feito a primeira de diversas propostas de casamento a Chrissie. Ela foi a primeira garota que ele levou para conhecer seus pais, e eles gostaram dela. Em junho de 1965, havia boatos de um casamento iminente, mas, na verdade, o relacionamento já estava em decadência.

As drogas desempenhavam papel central, como era de se esperar, no relacionamento de um casal que estava no olho do furacão da agitada Londres no início da década de 1960. Era uma época em que muitas substâncias ainda não haviam sido declaradas ilegais. No início, nenhum dos dois sabia ao certo o quanto o outro estava consumindo, mas, em determinado momento, eles compartilharam sua primeira viagem de ácido - evento comemorado na letra de "19th Nervous Breakdown". Foi uma "viagem errada" para Chrissie, induzindo surtos de paranóia e dando início a um constante declínio mental. Jagger, por sua vez, era notoriamente possessivo e controlador. Em 2004, Shrimpton, então com 58 anos, contou que ele pagava as contas dela nos bares mas só sob a condição de ela voltar para casa quando ele mandasse: "Ele sempre telefonava dizendo que era para eu ir para casa... e ligava para minha casa às três da manhã. Eu até que gostava daquilo". Pode ser que os anos tenham abrandado as memórias dela - certa vez, ela estava tão perturbada pela demora de Jagger para voltar para casa, que caiu em cima dele com murros e pontapés quando ele chegou. Ele fugiu.Resultado de imagem para rolling stones aftermath
"Aftermath", o LP que se seguiu ao single "19th Nervous Breakdown" em abril de 1966, continha pelo menos mais duas músicas sobre Chrissie Shrimpton. "Under My Thumb" é um hino à dominação masculina e parece sugerir que Jagger finalmente domara a extravagante e enérgica garota. Ele tinha transformado "o cão indomável" ("a squirming dog who's just had her days") em seu "mais doce bichinho de estimação" (“She's the sweetest pet in the world"). Outra música de Aftermath inspirada por Chrissie, "Stupid Girl", não passa de uma lista de insultos e ataques adolescentes. A óbvia incapacidade de Shrimpton de lidar com a instável mistura da década de 1960 de sexo, drogas e rock'n'roll deve ter sido frustrante para Jagger, que tirava tudo aquilo de letra.
Em agosto de 1966, o casal escapou ileso de um acidente que destruiu o carro esporte Aston Martin DB6 de Jagger. O relacionamento também estava virando sucata. No final do ano, Jagger, que começara a ter um caso com Marianne Faithfull, decidiu terminar com Shrimpton. No início, porém, ele não disse nada a ela, e demonstrou surpresa quando Chrissie reclamou que o escritório dos Roliing Stones (sob as ordens de Jagger) havia parado de pagar suas contas. Em 15 de dezembro, Mick e Chrissie iam para a Jamaica passar o Natal, mas, em vez disso, Mick passou o dia fazendo compras na Harrods com Marianne. Foi a gota d'água. Três dias mais tarde, depois de uma última gritaria, Shrimpton tentou o suicídio com uma overdose de soníferos. Médicos socorristas salvaram a vida dela e lhe fizeram uma lavagem gástrica. Jagger recebeu a conta do hospital e se recusou a pagar. Em vez disso, emitiu uma declaração anunciando que seu relacionamento com Shrimpton havia acabado e que "não estou gostando desse teatro, como se fôssemos casados". Ele então encaixotou todos os pertences dela e os tirou de seu apartamento de Londres. Era noite de Natal.
Duas semanas depois, para piorar a situação, "Let's Spend the Night Together" virou um sucesso esmagador dos dois lados do Atlântico. A música fora composta depois da primeira noite de Jagger com Faithfull. Chrissie, por sua vez, engatou um curto caso com Steve Marriott, da banda Small Faces; o casal foi preso por de posse de drogas em fevereiro. Quando esse relacionamento esfriou, três meses depois, Marriott compôs "Talk to You", o lado B de "Here Comes the Nice", o grande sucesso do Small Faces, que falava da perda de Shrimpton. Jagger, por sua vez, compôs uma cruel canção de desprezo, "Yesterday's Papers", cheia de frases como "Quem quer os jornais de ontem? Quem quer a garota de ontem?"Chrissie Shrimpton depois participou de vários filmes, entre eles o malfadado Soldado Universal, projeto de George Lazenby, em 1971. Desde então, ela desapareceu completamente do olhar público.

quinta-feira, 8 de março de 2018

PAUL McCARTNEY & ROCKESTRA - ROCKESTRA THEME - SENSACIONAL!!!*****

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Back to the Egg estava quase todo planejado naquele final de se­tembro de 78. Mas durante as sessões no castelo Lympne, Paul decidiu apresentar uma surpresa aos seus parceiros de banda. Uma fita com a demo original de “Rockestra Theme”, gravada por ele ao piano havia uns cinco anos e propôs a ideia de convocar al­guns dos nomes mais poderosos do rock britânico para acompanhá-lo na empreitada. Mas reunir no mítico Studio 2 de Abbey Road membros do The Who, Led Zeppelin, Pink Floyd além de Hank Marvin e Ray Cooper não seria coisa para amadores.
Paul recorda: ‘“Rockestra Theme’ traz ótimas memórias para mim - de John Bonham em particular. Porque ele é o motor por trás da se­ção rítmica. Todos os caras bacanas que apareceram: Pete Townshend, Hank Marvin, David Gilmour, John Paul Jones... Era uma ideia engra­çada, que tentamos revitalizar. Pensei: quantas cidades do mundo pos­suem inúmeros bateristas, guitarristas e baixistas que conseguem se reunir apenas em grupos pequenos, enquanto violinistas, percussio­nistas e violoncelistas estavam acostumados aos grupos maiores? Foi algo do tipo: por que então nós não fazemos o contrário e reunimos um grande grupo de rock? Imagine vinte baixistas, dez bateristas... Seria uma cena fantástica, e eu pensei em fazer algo que fosse uma espécie de convite.
Muito mais complicado do que gravar “Rockestra Theme” de for­ma simultânea como uma “orquestra de roqueiros”, foi conseguir reu­nir tanta gente daquele calibre para dois dias de trabalhos em Abbey Road. No total, 15 grandes nomes, além do Wings e a banda de metais liderada por Tony Dorsey participariam das sessões em outubro. No final, a logística empregada por Paul, Linda e o pessoal da MPL dera mais do que certo. Apenas Jeff Beck e Eric Clapton da lista original deixariam de comparecer. Já o baterista do The Who, Keith Moon - um dos primeiros nomes imaginados por Paul faleceria algumas semanas antes do projeto começar.

Quando o último prato de bateria socado por John Bonham ricocheteou dentro de Abbey Road, até mesmo o sempre pragmático Pete Townshend se curvou: “Temos de fazer isso todo final de semana, Paul!”, brincou o guitarrista do The Who. Na opinião da Indústria Fonográfica dos Estados Unidos, “Rockestra Theme” tinha sido um sucesso. Em 1980, a faixa seria premiada com o Grammy de Melhor Instrumental de Rock - o primeiro da história. A música foi gravada nos dias 3 e 4 de outubro em Abbey Road. Participaram: Paul McCartney: Baixo, piano, vocal; Linda McCartney: Backing vocais e teclados; Denny Laine, Laurence Juber, David Gilmour, Pete Townshend: Guitarra; Tony Ashton: Teclados; Gary Brooker: Piano; Bruce Thomas e Ronnie Lane: Baixo; John Paul Jones: Baixo e piano; Steve Holley, John Bonham e Kenney Jones: Bateria; Ray Cooper, Tony Carr e Morris Pert: Percussão; Tony Dorsey, Howie Casey, Thaddeus Richard e Steve Howard: Metais. Fonte: “MASTERS – Paul McCartney em discos e canções” de Claudio Dirani – Ed. Sonora, 2017 – Absolutamnete imperdível!

THE BEATLES - DAY TRIPPER*****

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Da última vez que Day Tripper apareceu aqui, no dia 15 de dezembro do ano passado, não consegui nenhum dos dois vídeos "oficiais" e só tinha covers. Dessa vez, vai!
"Day Tripper" foi lançada como compacto com duplo lado A. O outro lado é outro clássico, "We Can Work It Out". Ambas as canções foram gravadas durante as sessões para do álbum Rubber Soul. O single chegou ao topo das paradas britânicas onde ficou por 5 semanas seguidas e a canção chegou a número cinco na Billboard americana em janeiro de 1966. O riff da canção é um dos mais reconhecidos na história da música popular. "Day Tripper" foi escrita sob pressão quando os Beatles precisavam de um novo single para o natal de 1965. John Lennon escreveu a maior parte da letra e a base do solo de guitarra e criou o riff que depois admitiria ser derivado de "I Feel Fine". Paul ajudou com os versos e sua linha de baixo foi inspirada em "Oh Pretty Woman" de Roy Orbison. A canção faz referências quase claras sobre o uso de drogas. John Lennon e George Harrison já estavam tomando ácido desde o verão quando foram apresentados ao LSD por um dentista londrino. A partir daí, John confessou que "tomava LSD o tempo todo". "Day Tripper" era um típico jogo de palavras de John, que queria refletir sobre a influência da crescente cultura das drogas. Era uma maneira de se comunicar com aqueles que, ao contrário dele mesmo, não podiam se dar ao luxo de ficar quase constantemente entorpecidos. "É só um rock", comentou Lennon. "Quem viaja de dia são pessoas que fazem uma viagem diurna, não é? Geralmente de balsa ou algo assim. Mas (a canção) era um pouco... 'você é só um hippie de fim de semana'. Entendeu?". A música fala sobre uma garota que engana o narrador. A descrição oblíqua da garota com uma "big teaser" (provocadora) era uma sabida referência ao termo "prick teaser" (provocadora de pênis), expressão usada pelos ingleses para se referir a mulheres que davam em cima dos homens sem a intenção de fazer sexo. "Day Tripper" foi lançada tanto na Inglaterra como nos EUA como single lado A duplo com "We Can Work It Out". Foi a música mais popular na Inglaterra em 1966 permanecendo várias semanas em primeiro lugar. Mas nos EUA seu auge foi a quinta colocação. Os Beatles declararam posteriormente que "We Can Work It Out " era a opção inicial deles para lado A. Confira alguns dos nomes que já regravaram Day Tripper: The Jimi Hendrix Experience, Mae West, Otis Redding, Sergio Mendes & Brasil '66, Anne Murray, Whitesnake, Electric Light Orchestra, James Taylor, Cheap Trick, Sham 69, Yellow Magic Orchestra, Daniel Ash, Gene Wooten, Ocean Colour Scene, Tok tok tok, Ian Hunter, The Punkles, Tommy Shaw, David Cook, Bad Brains, Type O Negative, Lulu, Nancy Sinatra, Fever Tree, Budos Band, J. J. Barnes, Ramsey Lewis.

JOHN LENNON - WOMAN IS THE NIGGER OF THE WORLD*****

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Especialmente em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres. Parabéns, meninas!
"Contrariando imagens da primeira fase dos Beatles - quando a banda e seus acólitos eram vistos como uma espécie de Clube do Bolinha -, Lennon saudou a ascensão do feminismo e do movi­mento pela liberação da mulher, que, no começo da década de 1970, se encontrava no auge. Da mesma forma como a luta pelos direitos dos negros exigia o despertar dos brancos, o movimento das mulheres exigia o envolvimento dos homens. Além da força de suas convicções, Lennon tinha o hábito de desafiar estereótipos e tendia, por princípio, a trilhar caminhos diferentes. Ele era contra a guerra num país e num mundo que costuma tomar agressividade por masculinidade. Ele era criativo num mundo em que os homens são mais recompensados pela agressividade do que pela criatividade. Sua vida - assim como seu trabalho - era e ainda é uma influência libertadora para todos, especialmente os homens."
Trecho do livro “John Lennon em Nova York – Os anos da revolução” de James A. MitchellResultado de imagem para john lennon flower
"Woman Is the Nigger of the World" é uma música composta por John Lennon em co-parceria com Yoko Ono. Foi lançada como single pela Apple Records nos Estados Unidos, na Nova Zelândia e Japão, chegando à posição nº 57 na Billboard Hot 100, tornando-se o single que alcançou a mais baixa posição na vida de Lennon. O compacto trazia no lado B "Sisters O’ Sisters” de Yoko Ono. As duas faixas aparecem no álbum “Some Time in New York City”. Foram gravadas entre novembro de 1971 a março de 1972 e produzidas por Phil Spector, John Lennon e Yoko Ono. Quando foi lançada, a música provocou controvérsia naquela época, devido ao seu título e conteúdo. ''A mulher é o negro do mundo" retrata situações cotidianas vividas pelas mulheres e mostram sua infeliz subordinação a uma sociedade patriarcal. A frase-título foi ‘inventada’ por Yoko Ono em uma entrevista com a revista Nova em 1969 e foi citada na capa da revista. Os analistas literários observam que a frase deve muito ao romance de Zora Neale Hurston “Their Eyes Were Watching God”.
Em uma entrevista de 1972 para o programa The Dick Cavett Show, John Lennon afirmou que o revolucionário irlandês James Connolly foi uma inspiração para a música. Lennon citou a afirmação de Connolly, "a trabalhadora é escrava do escravo", explicando a inspiração pro-feminista por trás da música. Devido ao uso de um epíteto racial ofensivo e o que foi percebido como uma comparação inadequada dos direitos das mulheres com a opressão dos afro-americanos, a maioria das estações de rádio nos EUA recusou-se a tocá-la. A Organização Nacional para a Mulher concedeu a Lennon e Ono uma "Imagem Positiva das Mulheres" citando a "forte declaração pro-feminista" da música em agosto de 1972.

Através de entrevistas de rádio e televisão, Lennon explicou seu uso do termo "nigger" como se referindo a qualquer pessoa oprimida. A Apple Records colocou um anúncio para o single na edição de 6 de maio da revista Billboard com uma declaração recente, não relacionada à música, pelo proeminente congressista negro Ron Dellums para demonstrar o uso mais amplo do termo. Lennon também se referiu à citação de Dellums durante uma aparição no The Dick Cavett Show, onde ele e Ono tocaram a música com a banda Elephant's Memory. Por causa do título polêmico, a ABC pediu a Cavett que pedisse desculpas ante a plateia pelo conteúdo da música, caso contrário, a apresentação não seria exibida.

Lennon também visitou os escritórios das revistas Ebony e Jet com o comediante/ativista Dick Gregory e apareceu em uma capa intitulada "Ex-Beatle Tells How Black Stars Changed His Life" em 26 de outubro de 1972. Uma versão editada da música foi incluída no coletânea de 1975 “Shaved Fish”. A música foi reeditada novamente como o lado B para "Stand by Me" em 4 de abril de 1977. Além de “Some Time in New York City”também aparece no "Live in New York City", em “Working Class Hero: The Definitive Lennon” e nas caixas "John Lennon Anthology"“Gimme Some Truth”. Participaram da gravação: John Lennon – vocais e guitarra; Stan Bronstein – sax tenor ; Gary Van Scyoc – baixo; Adam Ippolito – piano e órgão; Wayne "Tex" Gabriel – guitarra; Richard Frank Jr. – bateria e percussão e Jim Keltner – bateria.

THE BEATLES - THE FOOL ON THE HILL - SENSACIONAL!*****

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Paul começou a trabalhar em "Fool OnThe Hill" em março de 1967, enquanto estava compondo "With A Little Help From My Friends", e só gravaria a música em setembro daquele ano. Hunter Davies observou Paul cantando e tocando "uma música bonita e muito lenta sobre um homem tolo sentado na colina", enquanto John ouvia olhando inexpressivamente pela janela para a Cavendish Avenue. "Paul cantou muitas vezes, substituindo por "la-la" as palavras que ainda não tinha resolvido. Quando terminou, John disse que era melhor ele escrever a letra para não esquecer. Paul disse que estava tudo bem. Ele não ia esquecer", comenta Davies. A música é sobre um "idiot savant", alguém que todos consideram um tolo, mas que, na verdade, é um visionário incompreendido. Quando escreveu sobre um tolo na colina, provavelmente, Paul estava pensando em gurus, como o famoso Maharishi Mahesh Yogi, que ainda não havia conhecido na época, e em um ermitão italiano sobre quem leu algo certa vez.  Ele surgiu de uma caverna no final dos anos 1940 e descobriu ter perdido a Segunda Guerra Mundial inteira. Alistair Taylor relata em seu livro Yesterday uma experiência que, dizem, con­tribuiu com a imagem do tolo parado na colina criada por Paul.Resultado de imagem para paul mccartney 1967
Taylor recorda uma caminhada que fez com Paul e a cachorra Martha pela manhã em Primrose Hill. Eles viram o sol nascer antes de perceberem que Martha tinha desaparecido. "Nós nos viramos para ir embora, e, de repente, ele estava atrás de nós. Era um homem de meia-idade, muito bem vestido com uma capa de chuva com cinto. Nada de mais, você pode pensar, mas ele surgiu atrás de nós do topo da colina em silêncio absoluto", escreveu TaylorTanto Paul quanto Taylor estavam certos de que ele não estava lá segundos antes porque estavam vasculhando a área à procura da cachorra. Ele parecia ter surgido do nada. Os três trocaram cumprimentos, o homem comentou algo sobre a paisagem e foi embora. Quando olharam em volta, ele tinha desaparecido "Não havia sinal dele. Ele sumiu do topo da colina como se tivesse sido levado pelo vento! Ninguém poderia ter corrido para se esconder atrás das árvores mais próximas, que eram tão finas, no tempo em que viramos as costas, e ninguém conseguiria ter corrido para o outro lado da colina", diz TaylorO que atiçava o mistério era que logo antes de o homem surgir, Paul e Taylor, entusiasmados com a linda vista de Londres e com o nascer do sol, estavam divagando sobre a existência de Deus. "Paul e eu tivemos a mesma sensação estranha de que algo especial tinha acon­tecido. Sentamos no banco um pouco trémulos, e Paul disse 'que diabos você acha que foi isso? Que estranho. Ele estava aqui, não estava? Nós falamos com ele?'." Taylor continua: "De volta a Cavendish, passamos o resto da manhã falando sobre o que vimos, ouvimos e sentimos. Parece uma fantasia provocada pelo ácido dizer que tivemos uma experiência religiosa em Primrose Hill naquela manhã, mas nenhum de nós tinha tomado nada. Uísque e coca-cola foram as únicas coisas em que tocamos na noite anterior. Nós dois sentimos que tínhamos vivenciado uma experiência mística, mas nenhum dos dois quis nomear, nem mesmo para o outro, o que ou quem vimos no topo da colina naqueles breves segundos"A letra é bem elaborada, como na ideia de um homem de mil vozes que ninguém ouve, com olhos que veem o mundo girar em redor. Mas Paul não nos dá nenhuma pista da identidade do louco. Em Magical Mystery Tour, "The Fool On The Hill" aparece em uma sequência em que Paul contempla Nice do alto de uma colina. 
paul mccartney GIF

quarta-feira, 7 de março de 2018

'NME' VAI ACABAR COM A EDIÇÃO IMPRESSA

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O semanário sobre música pop britânico "New Musical Express", que criou o primeiro ranking de singles do Reino Unido em 1952, será impresso pela última vez nesta semana, à medida que muda seu foco para audiências digitais, informou a editora Time nesta quarta-feira (7). A publicação – também conhecida como "NME" – registrou a ascensão da música pop britânica liderada pelos Beatles e pelos Rolling Stones na década de 1960, da música punk em 1970 e do "britpop" em 1990. A revista foi relançada em 2015 como uma publicação gratuita, alcançando circulação de mais de 307 mil cópias por semana, superando seu recorde de vendas alcançado em 1964. O diretor geral do grupo britânico Time, Paul Cheal, disse que a decisão de imprimir a revista gratuitamente havia estimulado a audiência online da marca, mas que a companhia estava enfrentando gastos de produção cada vez mais elevados e um mercado de publicidade impressa muito difícil. "Infelizmente nós chegamos a um ponto agora onde a revista gratuita semanal não é mais financeiramente viável", disse. "É no espaço digital onde esforços e investimentos serão concentrados para garantir um futuro forte para essa famosa marca". www.nme.com

THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - THINGS WE SAID TODAY

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"Things We Said Today" é uma música dos Beatles escrita por Paul McCartney e creditada à dupla Lennon e McCartney. Foi composta para o filme “A Hard Days Night” mas não aparece nele. É a terceira música do lado B do álbum com a trilha sonora. Também foi lançada como o lado B do single “A Hard Day’s Night” no Reino Unido"Things We Said Today" é uma pequena música perfeita, de Paul, com um jeito extrovertido, alegre e positivo, mas percebe-se algo triste e lamentoso sob a superfície da letra. O crítico, musicólogo e compositor inglês Wilfrid Mellers considerou-a "a música mais bonita e profunda dos Beatles até este momento"Em maio de 1964, depois de concluir as filmagens de “A Hard Day’s Night” e cumprir alguns compromissos na Inglaterra e na Escócia, os Beatles e sua equipe tiraram férias. John e George fizeram uma volta ao mundo com paradas na Holanda, na Polinésia, no Havaí e no Canadá, enquanto Paul e Ringo foram para a França e para Portugal antes de partirem para as Ilhas Virgens.

Quando estavam no Caribe, alugaram um iate chamado "Happy Days". Foi a bordo dele, com Ringo, Maureen e Jane, que Paul compôs "Things We Said Today". A balada era uma reflexão sobre sua relação com Jane, considerando que ele sabia, por causa do ritmo de trabalho dos dois, que não teriam muitos momentos juntos. Atriz, Jane Asher era tão ocupada quanto ele, e suas atividades profissionais com freqüencia os distanciavam, colocando tensão no relacionamento. "You say you will love me / if i have to go" (Você diz que vai me amar / se eu tiver que ir). Então, mesmo enquanto estão juntos, no barco, ele sabe que logo haverá uma separação. Há também uma reflexão mas madura e sábia: "Some day when we're dreaming / deep in love, not not a lot to say / then we wil remember / things we said today" (Algum dia, quando estivermos sonhando / mergulhados no amor, sem muito o que dizer / vamos nos lembrar / das coisa que dissemos hoje). Paul, na época tinha só 21 anos e é algo bastante sofisticado para alguém tão jovem imaginar-se assim no futuro.

Os Beatles gravaram "Things We Said Today" em três takes no dia 2 de junho de 1964. O grupo também gravou a música outras duas vezes para a BBC rádio, em 14 e 17 de julho de 1964. A banda incluiu "Things We Said Today", como parte de seu set ao vivo durante sua turnê 1964 dos Estados Unidos e Canadá. George Harrison cantava as harmonias vocais ao lado de Paul durante as performances.

terça-feira, 6 de março de 2018

MORRE RUSS SOLOMON, FUNDADOR DA TOWER RECORDS

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Fonte: https://www.jornalcruzeiro.com.br - Por Thales de Menezes - Folhapress
Nas décadas de 1980 e 1990, poucas coisas faziam tão bem a um fã de música quanto voltar para casa carregando alguns discos em uma sacola plástica amarela que trazia impresso, em grandes letras vermelhas, o logo da Tower Records. O homem responsável por esse encantamento morreu na noite de domingo (4). Segundo sua família, Russ Solomon teria sofrido um infarto enquanto assistia pela TV à cerimônia do Oscar.

Aos 92 anos, Solomon morreu na mesma cidade californiana em que nasceu, Sacramento. Em 1941, aos 16 anos, ele abriu ali sua primeira loja, que vendia jukeboxes usadas. O endereço era o prédio do Tower Theater. Na última década do século passado, sua rede chegou a ter 200 lojas enormes espalhadas pelo planeta.
O documentário "All Things Must Pass: The Rise and Fall of Tower Records" (2015), dirigido pelo também ator Colin Hanks (filho do astro Tom Hanks), é um registro emocionado da força de Solomon e sua empresa, de seu impacto na cultura pop. O título, que usa o nome de uma canção (e de um álbum) do Beatle George Harrison, "todas as coisas devem passar", já é um resumo preciso de sua trajetória. Solomon criou todo um segmento no comércio. Depois de vários problemas financeiros durante 25 anos, foi na explosão da contracultura, na metade dos anos 1960, que ele tirou a venda de discos das pequenas lojas e de espaços acanhados e pouco nobres nas lojas de departamento. Ele captou, na efervescência da cultura hippie, o lugar que a música passava a ocupar no dia a dia das pessoas. Ele seguiu uma diretriz muito simples: comprar grandes prédios e encher seus andares com a maior quantidade possível de discos. Foi o pai do conceito da megastore.Resultado de imagem para tower records
Em entrevistas, não aceitava o rótulo de empresário inventivo. Dizia que apenas percebeu a oferta crescente de um produto e tratou de estocá-lo. Depois, dizia, foi só esperar as pessoas aparecerem para comprar. E elas vieram de todos os lados. A expansão para Los Angeles e Nova York tornou a loja famosa nos Estados Unidos de ponta a ponta, literalmente. A abertura de lojas em outros países foi acelerada. E Solomon sabia mesmo onde seu público estava: em 1980, abriu uma gigantesca loja em Tóquio, no Japão, que logo se transformou na recordista de desempenho na franquia. A Tower Records entrou na década de 1990 com um faturamento anual de um bilhão de dólares. A rede incentivava as gravadoras para reedições de todos os catálogos em LPs de vinil para a mídia emergente, o CD. O cliente que entrava numa Tower não perguntava se ali encontraria este ou aquele álbum. Todos estavam ali, era só uma questão de buscar na prateleira certa. Em 1993 e 1994, às vezes era possível encontrar numa loja da Tower em Londres ou Nova York discos de artistas brasileiros impossíveis de serem achados em São Paulo ou no Rio.Imagem relacionada
Mas a virada do século trouxe um tsunami que levaria o grupo à falência. Entre as inúmeras mudanças no mercado da música, os golpes mortais foram a venda de arquivos digitais, com os iPods substituindo as estantes lotadas de LPs e CDs na casa dos consumidores, e as lojas virtuais, que ganhavam dinheiro administrando com esmero a logística para vender um estoque enxuto. Exatamente o contrário da premissa de Solomon, que não tinha mais a quem vender tanto disco estocado. As lojas físicas foram fechando, e os prejuízos vieram na mesma escala de valores que a Tower exibiu quando ergueu seu império. Entre 2004 e 2006, o grupo agonizou diante da mídia, conseguindo enormes empréstimos que se mostraram infrutíferos e só aumentaram o buraco. Depois da falência, há 12 anos, um octogenário Solomon ainda abriu lojas pequenas que não deram certo. Um dinossauro recusando sua extinção. Segundo seu filho, Michael Solomon, ele morreu de modo fulminante, enquanto sua mulher, Patti, deixou a sala de TV por um instante para trazer mais uísque para ele. Uma cena de dramático romantismo, grand finale para um visionário que mudou as coisas a seu redor.

THE BEATLES - NEW MUSICAL EXPRESS - 1964 - 1965**********

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Em abril de 1964 os Beatles foram os grandes vencedores e os últimos artistas a se apresentarem no NME Poll Winners Concert, no Empire Poll apresentados pelo Disk Jockey Murray Kaufman (Murray The K). Esse concerto teve a participação do que havia de melhor no show business da época e os Beatles, arrebentaram. O The New Musical Express (NME) 1964 Annual Poll Winner’s Concert foi realizado no The Empire Pool, em Wembley, foi gravado em 26 de abril de 1964 e transmitido em 10 de maio de 1964. Os Beatles receberam o prêmio das mãos de Roger Moore (futuro 007) e cantaram ‘She Loves You’, ‘You Can’t Do That’, ‘Twist and Shout’, ‘Long Tall Sally’ e ‘Can’t Buy Me Love’Um ano depois, em abril de 1965, tornaram a repetir a dose. Dessa vez, a apresentação do "Concerto dos Vencedores do “New Musical Express”, foi novamente no Empire Pool em Wembley e, como sempre, a apresentação dos Beatles foi a última. Antes deles, se apresentaram os Rolling Stones, os Kinks, The Animals e os Moody Blues (que tinham Denny Lane, futuro Wings). Na mesma noite, os Beatles se apresentaram também no “The Eamonn Andrews Show”, da ABC-TV. Quando eles venceram o NME novamente em 1966, o concerto não foi filmado. Brian e os organizadores não chegaram a um acordo sobre o cachê dos Beatles. Esse foi o último concerto dos Beatles na Inglaterra. Então, como não tem o de 1966, só nos resta curtir as pedradas de 1964 e 1965. THE BEATLES!

sábado, 3 de março de 2018

PAUL McCARTNEY - BEAUTIFUL NIGHT - SENSACIONAL!*****

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A belíssima “BeautifuI Night", que aparece no álbum Flaming Pie de 1997, começou a ser trabalhada por Paul McCartney em agosto de 1986 no Rude Studios – Escócia. Paul compõs a base de uma balada, nomeada por ele “Beautiful Night”. No mesmo mês de agosto, duas outras faixas seriam criadas: “Without Permission” e “Loveliest Thing”, logo unidas em ape­nas uma: “The Loveliest Thing”. Ainda em agosto, “Beautiful Night” foi gravada com produção de Phil Ramone, no Power Statíon Studios, em Nova Iorque. Na banda, Neil Jason no baixo. David Brown na guitarra. Liberty De Vitto na bateria. David Lebolt no sintetizador. Paul está no vocal principal e tocando a base no piano. Paul tinha muita esperança nessa balada, mas algo não se encaixava. Durante 1991-1992, foi feita mais uma tentativa de gravar “BeautifuI Night” durante as sessões de Off the Ground, sem sucesso. Em breve, a canção iria prosperar. Ou melhor, em alguns anos. No meio do projeto Anthology, Paul não resistiu. Seu próximo trabalho solo teria de contar com Ringo na bateria, ao menos em algumas faixas. A última vez que os dois Beatles dividiram o estúdio em um projeto solo havia sido em 1984, em “Give My Regards to Broad Street”. Era tempo demais. Convite feito... e Richard estava no The Mill, para dar conta da nova versão de “BeautifuI Night”.

“Escrevi ‘BeautifuI Night’ havia alguns anos e sempre curti a canção. Até as pessoas que ouviram a primeira versão, feita em Nova Iorque com alguns músicos da banda de Billy Joel, tinham curtido a música. O problema é que também achava que aquela versão não era a definitiva. Então, decidi gravá-la com Ringo. Já tinha comentado com ele que precisávamos trabalhar mais tempo juntos. Ele é ótimo. Sentei ao piano e Ringo ficou na bateria. Foi muito confortável traba­lhar com Ringo de novo. Ele também ficou feliz e ainda cantou em um trecho que não estava na versão original”. Em 13 de maio de 1996, Paul soltaria a voz de forma definiti­va para completar a música. Ao compararmos as versões, a nova “BeautifuI Night” parecia ter alma revigorada. Com Ringo a bordo, Paul quebrou o encanto de uma de suas músicas encalhadas nos ar­quivos. Tudo parecia perfeito, mas algo ainda faltava para “BeautifuI Night” ganhar a pompa necessária. Esse algo seria providenciado pelo mestre George Martin. “BeautifuI Night” foi gravada nos dias 13 de maio de 1996, no es­túdio The Mill, em East Sussex e 14 de fevereiro de 1997, em Abbey Road, Londres. Assim como “Young Boy”, “Beautiful Night” foi lançada em CD single chegando ao 21° lugar nas paradas inglesas.No vídeo promocional de “Beautiful Night”, Paul aparece em uma sala repleta de aparelhos e monitores de TV, onde aparentemente con­trola o sistema de energia da cidade. O clipe segue mostrando seus habitantes em diversas atividades, incluindo Ringo, tocando sua bate­ria Ludwig em um apartamento. Em certo ponto, a energia é cortada e as pessoas começam a se confraternizar no blecaute. A cena mais polêmica do filme apresenta um casal de namorados no rio Mersey, em Liverpool, onde a modelo (Emma Moore) aparece nua. Em razão disso, duas edições deste promo foram preparadas, sendo a mais di­vulgada com o último trecho cortado.Linda McCartney aparece no clipe em uma cabine telefônica. Esta seria a última aparição de Linda em um trabalho de McCartney, antes de sua morte em 17 de abril de 1998. “Beautiful Night” foi rodado em preto e branco em diversas localidades da Inglaterra: Greenwich, Londres, Liverpool e Hackney - onde Paul toca violão, acompanha­do por uma banda colegial chamada Spud. Produzido e dirigido por Julian Temple. Fonte: “Masters – Paul McCartney em discos e canções” de Claudio Dirani.

Não deixe de conferir também de jeito nenhum: PAUL McCARTNEY - FLAMING PIE - 2017

O TRISTE E ESTRANHO CASO DE JIM GORDON

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Jim Gordon é um daqueles casos estranhos e trágicos do showbiz. James Beck “Jim” Gordon nasceu em julho de 1945 nos arredores de Los Angeles. Gordon foi um dos grandes bateristas da segunda metade dos anos 60 até a metade dos 70. Depois de tocar com os Everly Brothers aos 17 anos, em 1963, Hal Blaine, o rei das “session drummers”, começou a indicar trabalhos para Gordon. Durante este período, tocou com Gene Clark, Gosdin Brothers e com o Notorious Byrd Brothers.
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Mais tarde, tornou-se membro de Derek and the Dominoes, onde teve a sorte de co-escrever o clássico “Layla” com Eric Clapton. Depois, foi baterista de Frank Zappa na turnê que se seguiu ao álbum “The Grand Wazoo”, e também participou do álbum “Apostrophe”, de 1974.Resultado de imagem para JIM GORDON - DRUMMER
Nos anos 1970, Gordon também tocou com John Lennon (Imagine), George Harrison (“All Things Must Pass”), Traffic, Delaney & Bonnie (junto com Eric Clapton), Joe Cocker, Leon Russell, e Jackson BrowneEmbora inicialmente Gordon fosse conhecido como um cara “certinho”, começou a usar heroína e cocaína, como muitos de seus colegas no mundo da música. Infelizmente, graves problemas psicológicos começaram a se manifestar no comportamento de Gordon a partir de fins dos anos 70. Ele se queixava de ouvir vozes, principalmente a voz de sua mãe. No final daquela década, as dificuldades mentais de Gordon - mais tarde diagnosticado como esquizofrenia aguda - haviam arruinado sua carreira. Então, em 3 de junho de 1983, assassinou brutalmente a própria mãe de 72 anos, Osa Marie Gordon, com um martelo antes de golpeá-la com uma faca de açougue. Ele afirmou que uma voz lhe atormentava há anos dizendo para matá-la. A defesa alegou insanidade para ter a pena reduzida, mas na Califórnia foi condenado por homicídio em segundo grau em 1984 e recebeu uma pena que variava de 16 anos a prisão perpétua. A partir de 1992, tentou a condicional várias vezes mas sempre foi negada.  Em uma audiência de 2005, ele afirmou que sua mãe ainda estava viva. Em 2014, se recusou a comparecer a uma audiência e foi negado a liberdade condicional até pelo menos 2018. Um advogado distrital de Los Angeles afirmou na audiência que ele ainda estava "seriamente incapacitado psicologicamente" e "um perigo quando ele não está tomando sua medicação". Jim Gordon cumpre pena na California Medical Facility, uma prisão médica e psiquiátrica em Vacaville, Califórnia. Hoje está com 72 anos. O que ainda lhe salva, são os royalties que continua a receber por “Layla” e algumas outras canções.

DIZZY MISS LIZZY - ROCKENROLZÃO DOS INFERNOS!

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BTO - BACHMAN-TURNER OVERDRIVE - HARD ROCK CLÁSSICO

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Bachman-Turner Overdrive - B.T.O. é uma banda do Canadá formada em 1972, por Randy Bachman e Chad Allan, ambos ex-integrantes do The Guess Who, e o baterista Robin "Robbie" Bachman. Inicialmente como “Brave Belt”, gravaram dois discos entre 1971 e 1972, que misturavam pop, rock e country. Chad Allan deixou a banda devido ao pouco êxito comercial dos discos, sendo substituído pelo guitarrista Tim Bachman, irmão de Randy e Robbie. Então, mudaram o nome para Bachman-Turner Overdrive, derivado da união de seus sobrenomes com a paixão por automóveis, em especial caminhões, "Overdrive" era o nome de uma revista de caminhões.
Assinaram um contrato com a Mercury Records e em 1973 lançaram o disco homônimo "Bachman-Turner Overdrive", um enérgico e subestimado trabalho que passou despercebido nas lojas, apesar da qualidade dos singles "Gimme Your Money Please" e "Blue Collar". Outras pérolas desse disco são "Hold Back The Water", "Atayed Awake All Night" e "Don´t Get Yourself In Trouble". No mesmo ano, lançaram "Bachman-Turner Overdrive II", que enfim os consagrou como uma das melhores bandas de Hard Rock, Boogie Rock e Arena Rock do momento, êxito confirmado com seus excelentes shows e com o triunfo comercial de seus singles, como "Let It Ride" e "Takin´ Care Of Business". Cansado do ritmo de shows, Tim Bachman deixa o BTO e é substituído por Blair Thornton. Então gravam "Not Fragile" (1974), um disco fenomenal que chegou ao numero 1 nos EUA. Freeways de 1977, foi o último álbum em que Randy Bachman participou antes de deixar a banda. A banda continuou com Jim Clench substituindo-o, reduzindo definitivamente seu nome para as siglas BTO. Em 1980, o B.T.O. deixaria de existir. Randy lançaria vários álbuns solo, antes de voltar de novo com a banda, em meados dos anos 80, agora composta por Randy, Tim, C. F. Turner e Garry Peterson o ex-baterista do The Guess Who e gravaram o bom “Bachman-Turner Overdrive” de 1984. O baterista Robbie Bachman, usando o nome B.T.O., começou a tocar pelos EUA, o que ocasionou brigas com seu irmão. Posteriormente, solucionados os problemas, a banda continua por aí, atrevessando os anos e vez por outra se reunindo para shows memoráveis.

PAUL McCARTNEY - TAKE IT AWAY**********

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Especialmente para meu amigo Ivanzinho (In memoriam)

PAUL McCARTNEY - TUG OF WAR

THE BEATLES - REVOLUTION TYPOGRAPH - SENSACIONAL!

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quinta-feira, 1 de março de 2018

JOHN LENNON E PAUL SIMON NA ENTREGA DO GRAMMY - 1975

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No dia 1 de março de 1975, John Lennon e Yoko Ono compareceram na cerimônia da 17ª edição do Grammy Awards. Foi a primeira aparição do casal após reatarem o casamento. John comentaria: “achei que seria uma boa oportunidade para ‘matar dois coelhos com uma só cajadada’: mostrar que às vezes fico sóbrio e mostrar que estou de volta com a minha mulher”. John, ao lado de Paul Simon, entregou um prêmio à cantora Roberta Flack. O álbum “Band On The Run” de Paul McCartney levou dois grammys: melhor performance vocal de grupo e melhor produção não-clássica. 
McCartney não estava presente no evento. Os Beatles ainda foram homenageados com um “Grammy Hall Of Fame Award”. Fonte: thebeatlesdiary

domingo, 25 de fevereiro de 2018

HAPPY BIRTHDAY GEORGE HARRISON - 75 ANOS

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Hoje é 25 de fevereiro, ‘Domingo’, do latim “Dominicus” que significa "dia do Senhor". Para os pagãos, “Dia do Sol”. Dois dos temas preferidos do nosso querido George Harrison, caçula dos quatro Beatles, que estaria, está, completando hoje 75 anos. Dia de jubilo, de comemoração e agradecimento. Dia de lembrar de George com alegria e bom humor, com paz no coração. Dia de ouvir tantas e tantas músicas lindas que ele criou e fazem parte da nossa vida há tanto tempo. Não há muito para dizer que alguém já não saiba ou que ainda não tenha sido dito. Com toda humildade, apenas Feliz aniversário George! Tudo pode passar, o tempo pode passar, só não passa a felicidade que você nos traz e a paz e a luz que nos ilumina. Obrigado. Hare Krishna.

GEORGE HARRISON - THE BEATLES - I NEED YOU*****

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