quinta-feira, 21 de novembro de 2019

KENWOOD – CASA DE JOHN LENNON – 1964/1968*****

Um comentário:

Kenwood é uma casa na propriedade St. George's Hill, Weybridge, Surrey, Inglaterra. Originalmente chamada de Brown House, foi projetada pelo arquiteto T. A. Allen e construída em 1913 pela Love & Sons, empresa de construção local. A propriedade foi construída em torno do Weybridge Golf Club, projetado em 1912 por Harry Colt.
John Lennon comprou Kenwood por £ 20.000 (equivalente a £ 398.100 em 2019) em 15 de julho de 1964, a conselho dos contadores dos Beatles, Dr. Walter Strach e James Isherwood. Lennon foi residente do verão de 1964 até o final da primavera de 1968. Exceto Paul McCartney, que vivia em Londres (na casa dos Asher), os outros três Beatles eram praticamente vizinhos. Kenwood fica perto de Sunny Heights, a antiga casa de Ringo Starr, e a uma curta distância de Kinfauns, a antiga casa de George Harrison em Esher.
Quando John Lennon comprou a casa em julho de 1964, Cliff Richard e Tom Jones também já haviam comprado casas na propriedade St. George's Hill. Embora supostamente não gostasse de Kenwood (descrevendo-a como uma "parada" a caminho de algo melhor), Lennon gastou 40.000 libras (em dinheiro para despesas ordinárias equivalentes a 796.000 libras em 2018) em reformas, reduzindo seus 22 quartos para 17, ajardinando a propriedade e construindo uma piscina externa.
Grande parte da decoração inicial foi deixada para o designer de interiores Kenneth Partridge, a quem Lennon empregou depois de ficar impressionado com seu trabalho de design em uma festa luxuosa realizada pelo gerente dos Beatles, Brian Epstein, para comemorar a partida dos Beatles em sua primeira turnê pelos Estados Unidos. No entanto, quando Partridge concluiu seu trabalho, Lennon e sua esposa Cynthia imediatamente fizeram uma série de alterações adicionais que refletiram melhor seu gosto. A mãe de Cynthia recebeu permissão para encher as prateleiras da casa com antiguidades e livros de antiquários, e uma pesada porta deslizante de madeira foi instalada na entrada do portão para impedir a entrada de fãs.

Kenwood tem três andares: no térreo, durante o período de Lennon, a porta da frente se abria para um hall de entrada, onde Lennon colocou uma armadura e uma roupa de gorila. Do outro lado do corredor, havia uma grande sala de estar, com tapetes pretos, dois sofás de seis metros e uma lareira de mármore. À esquerda do corredor havia um banheiro e, pela sala, havia uma sala de jantar, onde papel de parede de veludo roxo foi colocado. Ao lado da sala de jantar, nos fundos da casa, havia uma pequena marquise. Esta foi decorada com várias fotos, caricaturas e adesivos, como o do álbum de estreia Safe as Milk (1967), do capitão Beefheart & His Magic Band, e outro anunciando o Monterey Pop Festival. Fotos publicadas pelo The Beatles Book Monthly mostram as prateleiras da marquise cheia de artigos como uma grande cruz ornamentada, uma boneca do Mickey Mouse e um almofariz e pilão, supostamente usados ​​por Lennon para misturar várias combinações de cocaína, anfetamina, barbitúricos e LSD. Havia também um sofá sobre o qual Lennon passava grande parte do tempo. Este foi um presente de sua tia Elizabeth Smith (née Stanley), também conhecida como Tia Mimi. Atrás da marquise, havia a cozinha de dois andares, onde estavam instalados aparelhos de última geração, tão complexos que um tutor teve que ir e dar lições aos Lennon sobre seu uso.

Completando o térreo, havia um salão menor e uma grande garagem. A escada principal para os andares superiores ficava no hall de entrada. O quarto principal gigante apresentava uma enorme cama de casal, tapetes brancos e um banheiro completo com banheira de imersão, chuveiro, jacuzzi e lavatórios. Lennon queria que os quartos de hóspedes tivessem obras de arte de estudantes da Liverpool Art College. Em particular, dois quadros do falecido baixista dos Beatles Stuart Sutcliffe, pelo que Lennon descreveu como "razões sentimentais". No andar de cima, ficava o sótão, que Lennon dizia ser seu, pintando o teto de uma cor brilhante, depois mudando para outro quando a tinta acabou e instalando a maioria de seus equipamentos musicais lá. Em 1967, Lennon sugeriu um fundo espelhado para a piscina; sendo avisado de que isso não seria apenas impraticável e caro, mas potencialmente perigoso para os nadadores, ele se contentou com um grande mosaico de olhos colocado na lateral. O mosaico foi baseado no Olho do Conhecimento, que fazia parte dos ensinamentos do Maharishi Mahesh Yogi.
Lennon criou boa parte de suas composições no sótão, onde ele possuía vários gravadores Studer. Pouco foi feito com eles até que Paul McCartney os visitou e ajudou a reinstalá-los em sequência, para que pudessem ser feitos overdubs. Lennon pôde, assim, gravar suas próprias demos. No sótão também havia um mellotron, um órgão eletrônico, um piano, um amplificador Vox AC30 e dezenas de guitarras. Lennon também compunha em um piano vertical na marquise.
Em 1968, Cynthia saiu de férias para a Grécia, deixando Lennon em Kenwood com Pete Shotton. Depois de vários dias tomando LSD e fumando maconha, Lennon convocou uma reunião no escritório central dos Beatles para informar aos outros que ele sentia que era a reencarnação de Jesus Cristo. Mais tarde naquele dia, telefonou para Ono, cujo marido, Tony (Anthony Cox), estava em Paris a negócios, e a convidou para Kenwood. Shotton deixou os dois em paz, e Lennon e Ono (que também havia tomado LSD) foram para o sótão para ouvir suas gravações experimentais não-Beatles. Pelo resto da noite, os dois colaboraram no que se tornou o álbum Two Virgins e depois "fizeram amor ao amanhecer", segundo Lennon.

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Cynthia voltou cedo das férias e encontrou Lennon e Yoko Ono sentados de pernas cruzadas no chão e olhando fixamente nos olhos um do outro (Ono estava usando um dos roupões de banho de Cynthia). Em estado de choque, Cynthia então saiu para ficar com os amigos por alguns dias, embora Lennon e Cynthia tenham se reconciliado por um tempo após seu retorno a Kenwood. Foi durante o próximo feriado de Cynthia na Itália que Lennon e Ono finalmente entraram em um relacionamento permanente, e Lennon pediu o divórcio. Cynthia, junto com Julian e sua mãe, ainda voltou para Kenwood (já sem Lennon) no verão, onde Paul McCartney a visitou para oferecer seu apoio. A caminho de Kenwood, ele compôs "Hey Jude", que acabou se tornando o single mais vendido dos Beatles. Enquanto isso, Lennon e Ono ficaram sem endereço permanente por um tempo. Eles ficaram com McCartney em sua casa na Cavendish Avenue até Lennon descobrir uma nota depreciativa escrita por McCartney com Peter Brown e Neil Aspinall. Então John e Yoko Ono se mudarem para um apartamento alugado por Ringo Starr na 34 Montagu Square, Marylebone em Londres. Eles foram despejados deste apartamento pelo proprietário após uma invasão do esquadrão antidrogas em 18 de outubro de 1968, e então voltaram para Kenwood por um curto período de tempo, que havia sido desocupada por Cynthia. No ano novo, Ono e Lennon se mudaram para o Dorchester Hotel em Londres, deixando Kenwood pela última vez.
Como Lennon e Cynthia estavam se divorciando, ficou claro que Lennon não desejava ficar com Kenwood, e Cynthia não podia se dar ao luxo de mantê-la sozinha, por isso foi vendida em dezembro de 1968, por 40.000 libras (equivalente a 681.400 libras em 2019) para Bill Martin, escritor de canções como "Puppet on a String" e "Congratulations". Subsequentemente, Kenwood mudou de mãos várias vezes e foi submetida a importantes obras de reforma, de modo que o interior agora pouco se assemelha à casa em que Lennon morava. O exterior e o terreno ainda são reconhecíveis, embora a marquise tenha sido completamente reconstruída. Depois de ser exibido no Liverpool International Garden Festival em 1984, o mosaico psicodélico do olho foi mantido, redescoberto e restaurado por Tom Lorimer, técnico de laboratório da Universidade John Moores de Liverpool. O mosaico foi exibido no Museum of Liverpool Life. Itens do período Kenwood de Lennon também apareceram em leilão, incluindo toalhas e talheres, uma jarra de caviar e a mesa que ficava na marquise. Lennon guardou a placa da casa de Kenwood depois que ele partiu, mas a deu para Andy Eccles, jardineiro de Tittenhurst Park, em 1972. Em outubro de 2006, Kenwood voltou ao mercado, com um preço de £ 5,95 milhões, e foi vendida em janeiro de 2007 por £ 5,8 milhões. Em janeiro de 2013, Kenwood voltou novamente ao mercado por 15 milhões de libras.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

THE BEATLES - NOWHERE MAN - SENSACIONAL!!!**********

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No final de 1965, os Beatles estavam sob pressão para finalizarem o novo álbum a tempo de ser lançado para o natal e ainda fariam mais uma excursão (a última) pelo Reino Unido. John Lennon estava preocupado. Além de não ter nenhuma ideia para uma nova música, Paul McCartney – a outra metade da “dupla do século” estava impossível. Até George Harrison estava conseguindo.
Depois de se esforçar sem êxito para criar algo novo, Lennon foi embora cansado e se sentindo mal. Procurou relaxar, olhar para dentro de si mesmo e tentar enxergar as coisas como realmente estavam, e aos poucos, a música começou a surgir para ele quase completa. Ele criou uma canção que falava dele mesmo, durante uma crise (não rara) de autoconfiança. Assim como fez em “Help!”, "Nowhere Man" era sobre a falta de amor-próprio e provavelmente sobre a sua sensação de aprisionamento em um casamento infeliz e viver em um subúrbio (Kenwood, em Weybridge, no Surrey – região nobre e afastada de Londres). Ele não é um pouco como eu e você?
"Nowhere Man" é a quarta música do sensacional Rubber Soul, lançado pelos Beatles em 3 de dezembro de 1965. Aparece no álbum em seguida de “You Won’t See Me” e antes de “Think For Youself”. Também foi lançada como single nos Estados Unidos em 21 de fevereiro de 1966, tendo “What Goes on” como lado B.

"Nowhere Man" pode ser considerada a primeira canção dos Beatles que não é sobre o amor. Ela marca o começo das reflexões mais abertamente filosóficas de John Lennon.
Quando "Nowhere Man" foi lançada, alguns acharam que a canção seria sobre alguém específico (Julia Phillips, em seu livro-denúncia sobre Hollywood Youll Never Eat Lunch in This Town Again, especula que o alvo seja um empreendedor chamado Michael Brown) ou um arquetípico membro da sociedade “careta” cuja vida parece desprovida de um rumo.
Lennon disse ser ele próprio o “homem de lugar nenhum”, e que havia sido levado até ali pelo desespero depois de passar mais de cinco horas tentando compor com afinco, mas sentindo que não iria conseguir terminar mais uma música para o álbum. “Eu já havia parado de tentar pensar em alguma coisa. Não saía nada. Eu estava frustrado, tinha ido deitar. Tinha desistido. Aí pensei em mim como “o homem de lugar nenhum, sentado em sua terra de lugar nenhum, fazendo seus planos por ninguém”. John Lennon.
“O Homem de Lugar Nenhum tem potencial — diz-se que é ele quem comanda o mundo —, mas a sua percepção é limitada. Ele só enxerga o que quer enxergar. Só pode ser salvo se a sua mente se expandir. Este é um tema explorado também em outras canções do período, como “The Word” e “Rain”, e se tornaria central à perspectiva dos Beatles”. Steve Turner.
A primeira ideia era uma gravação só com os vocais, sem nenhum instrumento. Em estéreo, as vozes ficaram num canal e os instrumentos no outro. "Nowhere Man" foi gravada nos dias 21 e 22 de outubro de 1965. Rubber Soul foi lançado no dia 3 de dezembro daquele ano. Foi produzida por George Martin, com Norman Smith como assistente. Os Beatles estão em seus instrumentos habituais: John Lennon faz o espetacular vocal com a voz dobrada, toca violão e guitarra; Paul McCartney faz backing vocals e toca baixo; George Harrison também faz backing vocals e toca guitarra e Ringo Starr toca sua bateria.
"Nowhere Man" aparece somente no álbum Rubber Soul e em “Yellow Submarine Songtrack”, lançado em 13 de setembro de 1999. No filme Yellow Submarine, "Nowhere Man" aparece na estranha e simpática figura de Jeremy.

THE BEATLES - NOWHERE MAN – LIVE AT CIRCUS KRONE – SENSACIONAL! *****

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ALAN ALDRIDGE - NOWHERE MAN*****

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LENNON ESTÁ DE VOLTA! - REVISTA VEJA, 1º/10/1980

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Os dias que antecederam o lançamento de “Double Fantasy” foram de enorme expectativa. Era um prazer enorme abrir revistas dos mais variados gêneros e ver meu herói de volta a ser notícia! Esta pequena entrevista que a gente confere agora, foi publicada na revista Veja de 1º de outubro de 1980. “Double Fantasy” seria lançado no dia 17 de novembro, mas só chegaria às lojas - pelo menos aqui em Brasília - no início de dezembro. Mal sabia eu (nem ninguém!) que do dia desta publicação na Veja, em 2 meses e poucos dias, John Lennon seria a notícia mais popular em todos os jornais, revistas, TVs e rádios do planeta! Na época que foi lançada esta entrevista, arranquei cuidadosamente as duas páginas da revista e guardei carinhosamente na minha pasta (daquelas com folhas de plástico) dos Beatles e lá ela permaneceu até 5 de janeiro de 2011, quando resolvi publicá-la na sessão “ARQUIVOS SECRETOS – Tesouros do Fundo do Baú”, aqui do blog. A 'entrevistinha' não traz nada de novo ou alguma coisa que alguém já não saiba, vale mais pela lembrança... Mas é sempre bom relembrar as palavras de Lennon. Então? Vamos conferir o que John disse?
Ao longo dos nove anos desde que os Beatles se separaram, John Lennon, o mais controverso e brilhante de seus quatro componentes, vem passando por um turbulento amadurecimento. Depois de uma frenética produção de discos de qualidade incrivelmente desigual, uma briga de quatro anos com o Serviço de Imigração americano para permanecer nos Estados Unidos, uma separação de quinze meses de sua esposa Yoko Ono e o nascimento de seu filho Sean, Lennon desapareceu de vista em 1975. Agora, às vésperas de se converter em um quarentão, ele reemerge com o mais esperado álbum do ano. Intitulado “Double Fantasy”, é uma espécie de “Cenas de um Casamento” revelado em catorze canções – sete escritas por Lennon, sete por Yoko Ono. Há alguns anos, o casal trocou seus papéis: Lennon tornou-se um “dono de casa”, cuidando de bebê e fazendo pão, enquanto Yoko se convertia na gerente de negócios da família. Suas propriedades nos EUA são extensas – cinco apartamentos no legendário edifício de Dakota de Manhattan, Nova York e quatro fazendas para produzir leite. Recentemente, Lennon e Ono deram sua primeira entrevista em cinco anos a Bárbara Gaustark, da revista Newsweek. Vestindo uma calça Levis e uma camisa de trabalho, fumando cigarros franceses, o ex-Beatle falou abertamente de si próprio, sem mostrar sinais de demônios anteriores que antes perseguiam suas canções.
Bárbara – Por que você se escondeu a partir de 1975? Você estava cansado de fazer música ou do negócio da música?
Lennon – Um pouco de cada coisa. Desde os 22 anos de idade estava sob contrato e sempre se esperava alguma coisa de mim. Que eu escrevesse 100 canções até sexta-feira, que gravasse um compacto até sábado, fizesse isso e aquilo. Eu me tornei um artista por gostar da liberdade – nunca pude me encaixar em uma sala de aula ou num escritório. A liberdade era o algo a mais de que eu precisava para compensar o fato de ser um sujeito estranho. De repente, contudo, vi-me amarrado a uma gravadora, à imprensa, ao público. Não tinha liberdade alguma.
Bárbara – Por que cinco anos?
Lennon – Você sabe que me custou um longo tempo pra ter um bebê. Eu queria me dedicar por 5 anos ao meu filho Sean. Não vi Julian, meu primeiro filho (de sua esposa Cynthia) crescer e, agora, eis um homem de 17 anos ao telefone falando de motocicletas. Acho que a maioria das escolas são prisões – a cabeça da criança é aberta e estreitá-la para que ela vá competir na sala de aula é uma piada. Mandei Sean ao jardim de infância mas, quando percebi que o estava fazendo para me ver livre dele, deixei que voltasse para casa. Se não lhe dou atenção agora que ele tem 5 anos, terei que dá-la em doses duplas em sua adolescência. É o que lhe devo.
Bárbara – Yoko, por que você decidiu assumir o papel de empresária?
Yoko – Existe uma canção do John, no disco, chamada “Hora da Limpeza”, e assim foi para nós. Por estarmos ligados à Apple (a empresa dos Beatles) percebemos que todos os advogados e gerentes tinham um pedaço de nós, que não éramos financeiramente independentes – não sabíamos nem quanto dinheiro tínhamos. E ainda não sabemos. Agora estamos vendendo nossas ações da Apple (25%) para liberar nossas energias e outras direções. Fomos aconselhados a investir em ações e petróleo, mas não acreditamos nisso. Você tem que investir em coisas que ama. Como vacas, que são animais sagrados na Índia. Comprar casas foi uma decisão prática – John começou a se sentir preso em apartamentos e nós nos aborrecíamos em hotéis. Cada casa que compramos foi escolhida por ter um valor histórico.
Bárbara – John, foi muito difícil fazer algo que não fosse música?
Lennon – A principio sim, foi muito difícil. Mas, musicalmente, minha mente era apenas uma confusão. Isso ficou aparente em “Walls and Bridges” (seu álbum individual de 1974), que era o trabalho de um artesão semi-enfermo. Não havia inspiração e dele emanava uma aura de sofrimento.
Bárbara – você deixou de ouvir música?
Lennon – Ouço geralmente clássicos ou muzak. Não tenho interessse no trabalho de outros – só na medida em que me toca. Tenho a grande honra de nunca ter ido ao Studio 54 e de nunca ter pisado em qualquer clube de rock.
Bárbara – Por que você decidiu gravar novamente?
Lennon – Porque este dono-de-casa gostaria de ter só um pouquinho de uma carreira. No dia 9 de outubro completo 40 anos de idade. Sean terá 5 e eu poderei dizer: “Papai também faz outras coisas”. O garoto não está acostumado a isso – em cinco anos eu quase não peguei na guitarra. No Natal passado nossos vizinhos mostraram a Sean o filme “Submarino Amarelo” e ele veio correndo para casa perguntando: “Papai, você estava cantando, você foi um Beatle?” Eu lhe respondi: “Bem – sim, fui”.
Bárbara – Por que você colaborou com Yoko nesse LP?
Lennon – É como uma peça de teatro – nós a escrevemos e somos os atores. É John e Yoko – é pegar ou largar... digo de outra forma forma (rindo) ... Yoko me faz sentir inteiro. Não quero cantar se ela não estiver lá comigo. Somos como conselheiros espirituais. Quando deixei os Beatles, pensei: “Ótimo, não preciso mais ouvir a Paul, Ringo e George”: Mas é aborrecido cantar sozinho em um estúdio.
Bárbara – Do homem que aos 23 escreveu “as mulheres deveriam ser obscenas em vez de ouvidas”, você percorreu um longo caminho. Como se deu isso?
Lennon – Eu era um macho da classe trabalhadora, acostumado a ser servido e Yoko não entrou nessa. Do dia em que eu a conheci, ela exigiu tempo igual, espaço igual, direitos iguais. Eu disse: “Não espere que eu mude. Não tome meu espaço”. Ela respondeu: “Então não posso ficar aqui. Tudo giro a seu redor e não posso respirar nessa atmosfera”. Sou-lhe agradecido pela educação que me deu.
Bárbara – As pessoas acusam Yoko de ter arrancado você do grupo e, nesse processo, destruído os Beatles. Como foi que tudo realmente terminou?
Lennon – Sempre estive à espera de um motivo para deixar os Beatles a partir do dia em que filmei “Como Ganhei a Guerra” (em 1966). Só não tinha coragem de tomar essa decisão. A semente estava plantada quando os Beatles pararam de fazer turnês e eu não podia enfrentar o fato de ficar de fora do palco. Mas estava muito assustado para sair de meu palácio. Foi o que matou Elvis Presley. O rei é sempre morto por seus cortesãos. Yoko me mostrou o que significava ser Elvis Beatle e estar rodeado de escravos cujo maior interesse era manter a situação como estava – uma espécie de morte. E assim foi como os Beatles terminaram – não porque ela “tenha dividido” os Beatles, mas porque me disse: “Você está nu”.
Bárbara – Como você vê agora seu radicalismo político no ínicio da década de 70?
Lennon – Aquele radicalismo era falso, realmente, porque nascia de um sentimento de culpa. Sempre me senti culpado por ganhar dinheiro, e assim tinha que gastá-lo ou perdê-lo. Não quero dizer que fosse hipócrita – quando acredito, acredito até o fundo das coisas. Mas, por ser um camaleão, eu me convertia na pessoa com quem estava.
Bárbara – Você tem saudade dos velhos e bons tempos?
Lennon – Nada. O que gerou os Beatles também gerou os anos 60. E, se alguém pensa que, se John e Paul, se juntarem com George e Ringo, os Beatles existiam novamente, está fora de si. Os Beatles deram o que tinham que dar. Os quatro sujeitos que compunham aquele grupo jamais poderão vir a ser aquele grupo novamente mesmo que assim eles quisessem. E se Paul e eu nos juntássemos? Seria chato. Se George ou Ringo se reunisse a nós seria irrelevante porque Paul e eu criamos a música, certo? Mas voltar aos Beatles seria como voltar a escola...
Bárbara – De todas as novas canções, só “I’m Losing You” parece abrigar os famosos demônios de Lennon. Como você escreveu?
Lennon – Ela saiu de um pesado sentimento de perda que se remontou até o útero. Uma noite, eu não consegui me comunicar com Yoko por telefone e me senti completamente perdido... Acho que aí está o significado dessa história de cinco anos – restabelecer contato comigo mesmo. O verdadeiro momento de percepção veio quando descobri quem eu era aconteceu em um quarto em Honk Kong porque tinha me mandado de viagem para que eu ficasse completamente só. Desde os 20 anos não tinha feito nada por minha própria conta. Não sabia nem como me registrar em um hotel... Estava apreciando a vista da baía quando alguém tocou a campainha. Foi o reconhecimento – meu Deus. Essa pessoa calma sou eu. Não necessita mais de adulações ou de êxitos musicais. Rodei por Hong Kong de madrugada, sozinho, e foi emocionante. Foi redescobrir uma sensação que tive uma vez, muito jovem, percorrendo as montanhas da Escócia com uma tia. Pensei: “Ei, Este é o sentimento que faz você escrever ou pintar... E esteve comigo toda minha vida. E é por isso que estou livre dos Beatles – porque acabei descobrindo que eu era John Lennon antes dos Beatles e serei John Lennon depois dos Beatles”. Assim seja.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

THE BEATLES - YOU WON'T SEE ME - SENSACIONAL!*****

Um comentário:

Em 1965, a jovem Jane Asher era atriz, linda, estava na flor da idade e chovia trabalho para ela. Era totalmente independente e auto-suficiente. Quem não gostava nada disso era seu namorado, um certo Paul McCartney - o Beatle - um dos maiores popstars do planeta que, por comodidade, ainda morava de favor na casa dos pais dela."You Won't See Me" é a terceira música do lado 1 do fantástico Rubber Soul, lançado pelos Beatles em 3 de dezembro de 1965. Aparece entre duas pauladas de Lennon: "Norwegian Wood" e "Nowhere Man". Foi composta por por Paul McCartney e creditada a Lennon e McCartney. Assim como em "We Can Work It Out" e "I'm Looking Through You" do mesmo período, a letra trata do relacionamento conturbado de McCartney com Jane Asher e seu desejo de seguir sua carreira como atriz de teatro e cinema. Os Beatles gravaram a música durante o que o autor Mark Lewisohn descreve como uma sessão de gravação final da "maratona" de Rubber Soul, para garantir o lançamento do álbum antes do Natal.
“You Wont See Me” foi outra música que McCartney compôs sobre a crise no namoro com Jane Asher. A essa altura, ele sofria com a falta de telefonemas e outras formas de rejeição. A decepção no amor o projetou a um novo patamar como compositor, pois agora ele se via numa posição vulnerável. McCartney nunca enxergara a vida por essa perspectiva. Passara por ‘Beatles for Sale’ e ‘Help!’ inventando situações para suas canções românticas; agora, talvez pela primeira vez, escrevia com o coração.Jane Asher era quatro anos mais nova que ele. Ela se aproximava dos vinte anos e não estava mais disposta a seguir os desejos do namorado machista e ciumento que queria que ela ficasse em casa e colocasse os interesses dele em primeiro lugar. Em novembro de 1965, enquanto os Beatles estavam gravando Rubber Soul em Londres, ela aceitou um convite para atuar em uma peça no teatro Bristol Old Vic. Após uma discussão acalorada, o casal terminou brevemente o relacionamento. Quando ele tentou telefonar para ela em Bristol, Asher não deu a mínima.
Paul McCartney vivia na casa da família Asher, na Wimpole Street, no centro de Londres desde 1963. Ele se lembra de ter escrito a música na sala de música da família. Disse que a composição se originou de uma progressão de duas notas que tinha nas duas primeiras cordas do violão, que ele desenvolveu tocando semitons descendentes enquanto deixava a corda superior. Sua inspiração para a composição foi "It's the Same Old Song" dos Four Tops, que foi sucesso no Reino Unido no final de 1965.
Durante esse período, McCartney também compôs "We Can Work It Out" e "I'm Looking Through You" também sobre o relacionamento com Jane Asher. O tom mais cortante de suas letras marcou uma mudança em relação às suas canções de amor típicas. Na interpretação do autor Howard Sounes, "You Won't See Me" apresenta McCartney como "amargo" e "o namorado ciumento". McCartney disse mais tarde sobre a abordagem da banda para escrever músicas no Rubber Soul: "Tivemos nosso período fofo e agora era hora de expandir".
Os Beatles gravaram "You Won't See Me" durante o último dia de gravação de Rubber Soul - uma sessão que durou a noite inteira, que começou às 18h do dia 11 de novembro de 1965. O prazo para a conclusão do álbum estava encerrado, e a banda precisava gravar três músicas naquela noite, além de terminar o trabalho em "I'm Looking Through You". Como resultado, eles cortaram a música em apenas duas tomadas. Com 3:22 minutos, "You Won't See Me" era a faixa mais longa que os Beatles haviam gravado até então.
Embora o álbum tenha sido um sucesso comercial imediato, alguns críticos do Reino Unido não estavam preparados para a progressão artística que os Beatles haviam feito em seus arranjos musicais e como letristas. Em sua crítica para o Record Mirror, Richard Green escreveu: "É possível dizer que Lennon e McCartney são a grande dupla de compositores da época e que as performances dos Beatles são perfeitas, mas este LP não pode apoiar essa afirmação". Ele incluiu "You Won't See Me" entre as faixas que eram mais "chatas e comuns", com "nenhuma das antigas excitações e compulsões dos Beatles sobre elas". O Melody Maker disse que o som da banda se tornou "um pouco moderado" e que músicas como "You Won't See Me" e "Nowhere Man" eram "quase eram monótonas - um estilo que não é ‘Beatle’, se é que houve algum". Por outro lado, o KRLA Beat, considerou o álbum "inacreditavelmente sensacional" e descreveu "You Won't See Me" como "Um dos maiores arranjos e combinações de melodias dos Beatles ... e uma dos melhores faixas no disco".
"You Won't See Me" foi gravada na noite do dia 11 de novembro de 1965, foi produzida por George Martin que teve como engenheiro de som Norman Smith. Paul McCartney faz o vocal principal com a voz duplicada, toca baixo e piano; John Lennon faz backing vocals e toca pandeiro; George Harrison - faz backing vocals e toca guitarra; Ringo Starr toca bateria e faz o chimbal; Mal Evans toca apenas uma nota no órgão Hammond (mas é creditado na capa). "You Won't See Me" só aparece em Rubber Soul. A próxima faixa desse disco fantástico é mais um clássico de John Lennon: a cultuada “Nowhere Man”. Aguardem, prometo que não demoro. Valeu!

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

YOU WON'T SEE ME - THE BEATLES - BASS TAB*****

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THE BEATLES - LET IT BE... NAKED***

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Let it Be... Naked é uma versão remixada e remasterizada do álbum Let It Be, lançado em maio de 1970. O projeto foi supervisionado por Paul McCartney, que desde sempre achou que a produção de Phil Spector não representou fielmente as intenções do grupo para o álbum original. Let it Be... Naked  apresenta as canções "nuas" - sem as intervenções de Spector e sem a vibração incidental de destaque do estúdio entre a maioria dos cortes do álbum original.
O álbum é apresentado de uma forma que Paul McCartney considera mais próxima de sua visão artística original: "voltar" para o som do rock and roll de seus primeiros anos, em vez dos overdubs orquestrais e enfeites que foram adicionados por Spector na produção final do álbum Let It Be. McCartney em particular esteve sempre insatisfeito com o estilo de produção dos remixes de Spector, especialmente por sua canção "The Long and Winding Road", que ele acreditava ter sido arruinada pelo processo. A atitude de McCartney contrasta com a de Lennon mais de duas décadas antes. Em uma entrevista para a revista Rolling Stone em 1971, Lennon defendeu o trabalho de Spector, dizendo: "Ele recebeu um monte de merda mal gravada, e ele fez algo de que quando ouvi, não vomitei".
Mas McCartney nunca se conformou com o resultado final. Durante anos ele viveu contrariado com o que aconteceu naquele disco. O resultado final, lançado com o nome “Let It Be”, trazia, em especial as cordas, coros e harpas em “The Long And Winding Road”, transformada de uma balada intimista num arranjo quase “brega”. Embora tenha vendido muito, “Let It Be” não agradou tanto nem aos fãs nem à imprensa e nem aos próprios envolvidos. Paul, teria que esperar três décadas para conseguir viabilizar a edição sem cortes que ele sonhava. Em 2000, McCartney encontrou-se casualmente com o diretor do filme “Let It Be”, num mesmo vôo. Michael Lindsey-Hogg, que rodara o documentário de 1969, lamentava o fato de o filme não estar disponível em VHS ou DVD. No meio da conversa, McCartney teve a ideia de remixar a trilha sonora para um eventual lançamento. Procurou Harrison, que deu o aval, mas não se envolveu – principalmente por já estar perdendo a batalha para o câncer que o levaria em novembro de 2001. Assim, no início do ano seguinte, McCartney mergulhou, com uma equipe de produtores, nas gravações originais de 1969.
O processo foi complicado. Como o clima entre os Beatles durante as gravações era muito ruim (agravado pela presença de Yoko Ono), era raro haver uma faixa que pudesse ser considerada “perfeita”. Utilizando técnicas digitais, os produtores fizeram, em alguns casos, colagens de takes diferentes da mesma canção. Chegaram a corrigir digitalmente uma desafinada de Lennon. Há algum tempo, um dos engenheiros afirmou numa entrevista que foram limados "todos os ruídos que normalmente acompanham as gravações de estúdio, os feitos pela própria equipe de filmagem, e até o som do vento nas gravações feitas na cobertura do estúdio da Apple". Ou seja: de "Naked" mesmo, o CD não traz nada, muito pelo contrário...
Então Let it Be... Naked foi lançado em 2003, trazendo a versão do álbum como McCartney queria. Nesta nova versão contendo dois CD´s, certas faixas como Maggie Mae foram retiradas. Foi adicionado a música Don´t Let me Down. A orquestra em The Long and Winding Road foi retirada deixando a música numa versão mais "crua" e Let it Be foi apresentada em outra versão de estúdio.
O segundo CD contém conversas entre os integrantes da banda e algumas partes de ensaios de algumas músicas. A curiosidade desse CD seria um trecho onde John Lennon ensaia a música que seria conhecida como Imagine, que não passa de um trecho isolado de menos de vinte segundos, que muito vagamente lembra o clássico de Lennon, perdido numa colagem de 22 minutos de duração com conversas e ensaios realizados durante as sessões de estúdio, que somente os fãs mais ardorosos vão poder apreciar, haja visto nenhuma música estar completa!
O álbum recebeu críticas mistas. Algumas elogiaram: "No geral um pouco mais forte (do que Let It Be) ... um álbum mais elegante, mais liso". Enquanto outras diziam: "não essencial (...) embora impecavelmente apresentado". A Rolling Stone observou que "enquanto as melhorias sonoras para o álbum como um todo são inegáveis, novatos devem ainda obter o original".

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

THE BEATLES - "1" - SENSACIONAL!

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O álbum “1” foi lançado nos dias 13 e 14 de novembro de 2000 no Reino Unido e nos Estados Unidos respectivamente. Embora possa parecer surpreendente, “1” foi a primeira coletânea dos Beatles a ser lançada desde 20 Greatest Hits, 18 anos antes, e a primeira a ser lançada em CD. A ideia era simples: reunir todos os sucessos número 1 da banda na Inglaterra e nos EUA. Apesar de a maioria dos compactos haver chegado ao topo de ambas as paradas de sucessos, a primeira e a última músicas do álbum reforçam que isso nem sempre aconteceu. “Love Me Do” chegou apenas à 17ª posição quando lançada no Reino Unido em 1962, mas quando foi lançada nos EUA em 1964, a banda era tão popular que garantia que a música emplacasse no topo, o que de fato aconteceu. Por outro lado, a última número 1 dos Beatles nas paradas americanas – “The Long And Widing Road” – nem ao menos foi lançada no Reino Unido como single. Os críticos e os fãs adoraram. Alguns lamentaram a falta do clássico single Strawberry Fields Forever, considerado um dos picos criativos do grupo. O mesmo com o segundo single dos Beatles, Please Please Me, que é popularmente reconhecida como "seu primeiro número um", mas, na verdade, só chegou ao topo em três listas britânicas de sucesso, mas nunca na lista da Record Retailer, que é considerada "oficial".

Na versão em vinil, o álbum incluía os quatro famosos retratos do grupo feitos pelo fotógrafo Richard Avedon e um poster de 61 x 91,5 cm com as fotos das capas de 126 compactos, enquanto o CD vinha acompanhado de um encarte de 32 páginas com prefácio de George Martin e uma página contendo imagens das capas de cada um dos compactos.
A coletânea acabou se tornando o álbum de maiores sucessos mais vendido de todos os tempos. Até então, nenhuma coletânea dos Beatles chegara à primeira posição, nem mesmo os álbuns Vermelho e Azul, mas “1” chegou ao topo das paradas tão logo foi lançado. Na primeira semana, o álbum vendeu mais de 300 mil cópias no Reino Unido (60 mil no dia do lançamento), e ao final da segunda, mais de 500 mil cópias já haviam sido vendidas. A coletânea ficou mais de um ano na lista dos álbuns mais vendidos e ocupou a primeira posição por nove semanas seguidas.

O desempenho nos EUA foi ainda mais impressionante. O álbum vendeu mais de meio milhão na semana do lançamento, 5 milhões até o final do primeiro mês no mercado e 8 milhões em menos de um ano. A Billboard o elegeu Álbum do Ano e ofereceu aos Beatles o prêmio de Banda do Ano em 2001, apesar de eles haverem se separado mais de 30 anos antes! Mundialmente, o álbum emplacou nas paradas de 34 países e vendeu fabulosos 23 milhões de cópias nos dois meses seguintes ao lançamento. 1 foi um sucesso comercial e liderou as paradas em todo o mundo. 1 é o quarto álbum mais vendido nos EUA desde que a Nielsen SoundScan começou a rastrear as vendas de álbuns nos EUA em janeiro de 1991 e o álbum mais vendido da década (2000 a 2009) nos EUA  e o álbum mais vendido da década em todo o mundo. 1 foi remasterizado e reeditado em setembro de 2011 novamente em várias edições de luxo diferentes e em novembro de 2015, o mais completo dos quais é um conjunto de três discos intitulado 1+ , que inclui DVDs com os vídeos de todas as músicas com uma qualidade que nunca se viu antes. A partir de junho de 2015, 1 é o sexto álbum mais vendido do século XXI, tendo vendido mais de 3,1 milhões de cópias.

JOHN LENNON - STAND BY ME ***********

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“Se o céu que vemos lá em cima desabar e cair, ou as montanhas desmoronarem para o mar, eu não chorarei. Não derramarei uma lágrima, desde que você fique comigo”.

"Stand by Me" é uma canção gravada originalmente em 1961 pelo cantor e compositor americano Ben E. King e escrita por ele, junto com Jerry Leiber e Mike Stoller, que usaram o pseudônimo de Elmo Glick. De acordo com King, o título é derivado e foi inspirado por um número de "spiritual" escrito por Sam Cooke e JW Alexander chamado "Stand by Me Father", gravado pelos Soul Stirrers com Johnnie Taylor cantando. Houve mais de 400 versões gravadas da música, interpretadas pelos mais variados artistas. "Stand by Me" apareceu na trilha sonora do filme de mesmo nome em 1986, e um videoclipe correspondente foi lançado para promover o filme. Em 2012, estimou-se que os royalties da música haviam chegado a 17 milhões de libras, tornando-se a sexta maior música a receber a partir daquele momento. 50% dos royalties foram pagos a King. Em 2015, a versão original de King foi introduzida no National Recording Registry pela Biblioteca do Congresso, como "cultural, histórica ou esteticamente significativa", pouco menos de cinco semanas antes de sua morte. No final do ano, a formação de 2015 do grupo The Drifters gravou-a, em homenagem a King.

John Lennon gravou sua versão da música para seu álbum Rock 'n' Roll de 1975. O remake de Lennon se tornou um single três semanas após o lançamento do álbum e foi seu último sucesso antes de sua aposentadoria de cinco anos da indústria musical. Lennon filmou uma apresentação da música para The Old Gray Whistle Test em 1975. A Billboard considerou a versão de Lennon como a melhor versão desde o original. Um editor da Pitchfork, Marc Hogan, achou a versão de Lennon "mais comovente" do que a original devido ao violão e os vocais fervorosos de Lennon.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

PAUL McCARTNEY & WINGS - GIRLS SCHOOL*************

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Escrita e produzida por Paul McCartney e gravada com o Wings durante as primeiras sessões do álbum London Town, "Girls School" foi lançada como single duplo lado A com "Mull of Kintyre". Consequentemente, fazia parte do único número um no Reino Unido da banda, passando nove semanas no topo em dezembro de 1977 e janeiro de 1978, embora no Reino Unido "Mull of Kintyre" fosse de longe a música mais popular, a “Escola das Meninas" estava em completo contraste por ser um rockão acelerado. No entanto, apesar do sucesso na Europa, nos Estados Unidos "Mull of Kintyre" não emplacou e "Girls School" acabou se saindo melhor. "Girls School" foi composta em Honolulu, no Havaí. McCartney teve a ideia para compor a música antes do começo da turnê do Wings em 1975, enquanto descansava no Havaí. Ao ler um dos jornais locais, ele achou divertidos os títulos dos anúncios publicados por garotas de programa como "School Mistress" (Dominadora colegial) e "Woman Trainer" (Mulher treinadora), o levando a compor a faixa. Participaram: Paul McCartney - baixo, vocal, percussão, guitarra, piano e teclados; Linda McCartney - piano, percussão e vocais; Denny Laine - guitarra, percussão e vocais; Jimmy McCulloch – guitarra e vocal de apoio e Joe English - bateria, percussão.

RONNIE WOOD: SOMEBODY UP THERE LIKES ME*****

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O primeiro documentário sobre o guitarrista dos Rolling Stones, Faces e Jeff Beck Group, Ronnie Wood, “Somebody Up There Likes Me”, chegará aos cinemas no Reino Unido e na Irlanda ainda mês. Dirigido por Mike Figgis, “Somebody Up There Likes Me” estreou no BFI London Film Festival em 12 de outubro e agora será exibido em cinemas selecionados na terça-feira, 26 de novembro. Somebody Up There Likes Me traça a vida e a carreira de Ron Wood, e é descrito como um retrato definitivo e íntimo do músico e artista. O filme apresenta entrevistas "brutalmente honestas" com Wood, juntamente com contribuições de Rod Stewart, e dos outros Stones Mick Jagger, Charlie Watts e Keith Richards. Outros entrevistados incluem a esposa de Wood, Sally Wood, a cantora Imelda May e o artista plástico Damien Hirst.
Ron Wood é um contador de histórias, artista e músico com vários talentos. Sua sinceridade e calor sempre estiveram presentes enquanto ele falava sobre os altos e baixos de sua carreira até agora.

O álbum ao vivo de Ronnie Wood, ‘Mad Lad: A Live Tribute to Chuck Berry’, será lançado na sexta-feira, 15 de novembro.