quarta-feira, 11 de março de 2020

THE BEATLES - BABY, YOU’RE A RICH MAN! ✶✶✶

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Esta é uma das músicas menos lembradas dos Beatles e que, às vezes, parece até meio perdida entre os tantos sucessos que eles gravaram. “Baby, You're A Rich Man”, assim como “A Day In The Life”, foi a junção de duas canções inacabadas que foram costuradas para criar a faixa, que começa com a parte de John Lennon, originalmente intitulada “One Of The Beautiful People", e muda de marcha para o refrão “rich man” de Paul McCartney. "Beautiful People” era um termo que se aplicava aos hippies modernos que, com seus cabelos compridos, seu amor livre e suas drogas, criaram uma alternativa para a sociedade “careta”. Eles não mediam o uso da palavra “lindo” (beautiful) em suas conversas para descrever qualquer coisa que aprovassem. “No fundo da minha cabe­ça, em algum lugar... tem algo que me diz que tudo é lindo”, declarou Paul, chapado, em uma entrevista ao International Times em janeiro de 1967. Em 1967, São Francisco era vista como a cidade das pessoas lindas porque foi lá que o movimento hippie aflorou e teve projeção na mídia pela primeira vez, e também foi lá que os primeiros happenings psicodélicos e as primeiras “reuniões tribais” ao ar livre aconteceram.
Mesmo tendo se apresentado na cidade em 1964, 1965 e 1966 (quando fizeram seu último show), os Beatles só conse­guiram explorá-la em 1967. Paul foi o primeiro a visitá-la, quando apareceu em um ensaio do Jefferson Airplane e tocou violão.
George Harrison foi o próximo, em 8 de agosto, quando foi ao Haight Ashbury, distrito de São Francisco onde surgiram os jornais underground, os posteres de arte psicodélica, as comunidades, os locais para consumo de drogas e as legiões de gente exótica na rua. A irmã de Pattie, Jenny, estava moran­do na região. “Você é o nosso líder, George”, um hippie gritou quando o Beatle passou pela esquina da Haight com a Masonic, ao lado de Pattie, Neil Aspinall e DerekTaylor. “Você sabe das coisas”. Harrison ficou surpreso com a reação daqueles que lhe entregavam flores, poemas, posteres e drogas. “É você que deveria estar se lideran­do. Vocês não devem seguir líderes - eu ou qualquer outro”, ele disse aos seus futuros seguidores. Quando chegou ao parque, Harrison sentou na grama, com os hippies, ouviu a música de outras pessoas e depois começou a cantar a novíssima “Baby, You’re A Rich Man’’, dos Beatles, que havia sido lançada originalmente como lado B de "All You Need Is Love" em 7 de julho de 1967 na Inglaterra e em 17 de julho de 1967 nos EUA.
Alguns estudiosos afirmam que a letra esteja relacionada, pelo menos em parte, com o gerente dos Beatles, Brian Epstein. De fato, foi alegado que Lennon cantou “Baby you’re a rich fag Jew” (Baby, você é um judeu rico e bicha) no estúdio. A gravação de “Baby, You’re A Rich Man’’ curiosamente esparsa foi concluída em uma única sessão em 11 de maio de 1967. Aconteceu no Olympic Sound Studios, em Barnes, Londres, entre 21h00 e 03h00 da madrugada. "Baby You're A Rich Man" foi a primeira música dos Beatles gravada e mixada completamente longe dos estúdios da EMI em Abbey Road. John Lennon tocou um claviolino, um teclado monofônico de três oitavas que foi acelerado para dar um efeito de oboé. Ele também tocou piano e cantou os vocais principais e de apoio, juntamente com McCartney e Harrison. Paul McCartney também tocou baixo e piano, George Harrison contribuiu com a guitarra e Ringo Starr tocou percussão. Eddie Kramer, um engenheiro da sessão, também tocou um vibrafone. Mick Jagger estava presente na sessão, e uma das caixas de fita anotou seu nome ao lado dos Beatles, sugerindo que ele também cantou backing vocals durante os refrões posteriores. Mais tarde, Lennon e McCartney retibuiriam o favor fazendo backing em "We Love You" dos Stones. “Baby, You’re A Rich Man’’ foi produzida por George Martin e teve Eddie Kramer como engenheiro.
Posteriormente, naquele mesmo ano, “Baby, You’re A Rich Man’’ foi incluída na versão americana do Magical Mystery Tour. Esta música foi usada no filme Yellow Submarine, mas não foi incluída no álbum original com a trilha sonora. Só foi aparecer quando o álbum foi reeditado em setembro de 1999. Além do single com "All You Need Is Love" do lado A, Magical Mystery Tour e Yellow Submarine Songtrack, “Baby, You’re A Rich Man’’ também aparece no álbum Beatles Forever, lançado com esse nome apenas aqui no Brasil. Na Espanha e Argentina, chamou-se "Por Siempre Beatles".
E aqui, por último, a gente confere um "Mash Up" bem interessante de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" e "Baby You're a Rich Man".

terça-feira, 10 de março de 2020

JOHN LENNON NO FANTÁSTICO - DOMINGO - 08/03/2020

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“Melhor do que ser fotógrafo é espalhar essa mensagem de paz. Isso é o mais importante dessa exposição no Brasil. Não é pra copiar John Lennon, mas pra ouvir suas ideias, suas músicas e sua arte. Não seja o John Lennon, mas seja como ele”. 
Bob Gruen

segunda-feira, 9 de março de 2020

A MINISSAIA - A MELHOR PARTE DOS ANOS 60 DEPOIS DOS BEATLES!

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“As saias foram subindo aos poucos e os idiotas não perceberam”. A década de 60 foi sem dúvida alguma, o período mais fértil e de maior efervescência cultural de todos os tempos e a palavra de ordem era liberdade. Depois da explosão demográfica e o consumismo provocados pelo fim da guerra nos anos 50, a década que se seguiu foi dominada por uma explosão de juventude. Ainda na metade da década, os Beatles eram os maiores popstars do planeta e a essa altura as saias diminuiram de tamanho consideravelmente e a moda deixou de seguir um único padrão: se vestir passou a ser uma questão comportamental acima de tudo. A minissaia (há quem ainda quem use com hífen – mas pelas novas regras é junto com dois esses), foi um dos outros maiores ícones da Cultura Pop daqueles anos. Não perca de jeito nenhum a super postagem sobre a revolução da minissaia nos anos 60 clicando AQUI ou na imagem aí embaixo. I hope you like it as I did!

BATMAN - O INCRÍVEL TEMA DE ABERTURA DA SÉRIE******

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Especialmente atendendo ao pedido de Ana Maria Vargas. Valeu, abração!
"Batman Theme", a eletrizante música-título da série de TV Batman de 1966, foi composta por Neal Hefti especialmente sob encomenda e é construída em torno de um gancho de guitarras que lembra as partituras de filmes de espionagem e a Surf Music. Tem uma progressão de blues de doze compassos, usando apenas três acordes até a coda.Os onze "gritos" de "Batman!" teriam sido cantados por um coro de quatro tenores e quatro sopranos, interpretados por The Ron Hicklin Singers. Porém, Um mito antigo afirma que o coro é na verdade um naipe de horns. O livro de Adam West (o protagonista), "Back to the Batcave", também alimenta esse rumor afirmando que o refrão é instrumental, não vocal. No entanto, Neal Hefti , o autor do tema, afirmou que o refrão foi composto por oito cantores, um dos quais escreveu em tom de brincadeira, "letra e música de Neal Hefti". Jon Burlingame do Biggest Hits da TV, publicado em 1996, focado exclusivamente em temas de TV, inclui uma entrevista com Hefti sobre a criação da música tema do Batman. De acordo com Burlingame, "a música consistia em baixo, baixo bronze e percussão para criar um ritmo de direção, enquanto um coro de oito vozes cantava 'Batman!' em harmonia com as trombetas". Além da versão original de Neal Hefti, e da versão gravada para a trilha sonora da televisão feita por Nelson Riddle, a música "Batman Theme" tem sido amplamente coverizada em todas as décadas seguintes desde sua estreia por centenas de artistas, incluindo The Marketts, The Ventures, Dolton, Al Hirt , The Standells, o ator/músico David McCallum, Link Wray, Voivod, The Jam, The Who, e The Kinks. A série de televisão americana exibida entre 1966 e 1968, tendo ao todo 60 "histórias" , sendo cada uma dividida em 2 partes, o que totalizou 120 episódios.

Não deixe de conferir também:
"SANTA SÉRIE DE TV, BATMAN!" publicada em 10 de junho de 2010 - Não está atualizada, Adam West e Yvonne Craig ainda não haviam morrido, mas acho que está valendo assim mesmo!

THE BEATLES ► GEORGE HARRISON ► TAXMAN ✶✶✶✶✶

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"One, two, three, four - tosse - one, two..." - Esse é o início de "Taxman". A primeira e única música composta por George Harrison a abrir um disco dos Beatles - o álbum "Revolver" lançado em agosto de 1966. Foi também a primeira composição escrita por George Harrison a fazer uma crítica social. É um ataque verbal à figura do Taxman (auditor-fiscal). O vocal é de Harrison, com vocais de fundo e em harmonia de Paul McCartney e John Lennon. A música é tão incisiva quanto a letra, com um riff espetacular de guitarra carregado de energia, sempre no ataque. Foi composta depois que Harrison descobriu estar no grupo do "imposto complementar" britânico, o que significava pagar uma nota em impostos. Foi sugerido que o tema da série de televisão Batman pode ter sido uma influência - o "taxman" (homem do imposto) no final da canção guarda uma semelhança com o refrão da música-tema de "Batman".
Até 1966, a programação das turnês dos Beatles tinha sido tão exaustiva que não havia tempo para examinar as contas em detalhes. Quando eles começaram a fazê-lo, descobriram que não tinham tanto dinheiro quanto imaginavam. "Na verdade, estávamos perdendo a maior parte (do nosso dinheiro) em forma de impostos", disse George Harrison. "Era, e ainda é, típico. Por que deveria ser assim? Estamos sendo punidos por algo que esquecemos de fazer?" Ironicamente, à luz de sua posterior conversão, quando passou a enfatizar a futilidade das coisas materiais, George sempre foi o Beatle que mais mencionava o dinheiro quando perguntavam sobre suas ambições.
John afirmou depois que teve uma participação na composição de "Taxman" e ficou magoado por George não mencionar isso isso em sua autobiografia "I Me Mine". John declarou que recebeu um telefonema de George enquanto estava tentando escrever a música. "Soltei comentários jocosos para ajudar a música a avançar, porque foi isso o que ele pediu. Eu não queria, mas como eu o amava, mordi a língua e falei 'tudo bem". Ele disse. A versão gravada certamente é melhor em relação ao esboço de George, em que "get some bread" rimava com "before you're dead". Nos primeiros takes, os backings do refrão eram "Anybody gotta lotta money/anybody gotta lotta money/ anybody gotta lotta money?", cantado em uma velocidade muito alta, mas foi modificado para fazer menção ao primeiro-ministro Wilson e ao líder da oposição Edward Heath.
Os dois políticos compartilhavam a distinção de serem as primeiras pessoas vivas mencionadas em uma letra dos Beatles. Apesar de nunca terem conhecido Heath, eles encontraram Wilson (que também vinha do norte do país) em diversas ocasiões, como quando receberam a comenda de Membro do Império Britânico. Os Beatles — quatro jovens empreendedores que basicamente vinham de famílias operárias — eram o tipo de pessoas que Wilson queria encorajar como parte de sua visão de uma nova Grã-Bretanha sem classes sociais. Quando o poeta e líder espiritual Thomas Merton ouviu "Taxman", escreveu em seu diário (10 de junho de 1967): "Taxman, dos Beatles, está passando pela minha cabeça. Eles são bons. Boa batida. Independência, sagacidade, insight, voz, originalidade. Eles têm prazer em ser os Beatles, e eu não me ressinto do fato de que sejam multimilionários, porque isso faz parte. Eles têm de brigar mesmo com esse sorrateiro homem dos impostos".
A participação e a colaboração de Paul foram providenciais e imprescindíveis. Ele dá uma verdadeira aula de baixo, além de fazer os solos de guitarra. Participaram da gravação: George Harrison - vocal principal e guitarra; John Lennon - backing e guItarra; Paul McCartney – backing, baixo e guitarra solo; Ringo Starr – bateria e tamborins. George Martin foi o produtor e Geoff Emerick o engenheiro de som. E é exatamente um trecho do livro dele "Minha Vida Gravando os Beatles", que a gente confere agora, sempre com a absoluta exclusividade do nosso blog preferido.
Notei um amadurecimento bem definido em George Harrison durante o decorrer das sessões de Revolver. Até aquele momento ele havia desempenhado um papel totalmente subordinado na banda - afinal, eram as canções de Lennon e McCartney que sempre se tornavam hits. Mas ele acabou gravando três canções originais nesse álbum — não sei ao certo por que lhe foi dado tanto espaço, mas é possível que ele tenha pressionado Brian Epstein para que ele, por sua vez, pressionasse George Martin. Todas essas discussões aconteciam reservadamente, fora do estúdio, mas havia definitivamente aspectos econômicos envolvidos, porque o dinheiro dos direitos autorais estava diretamente ligado à quantidade de músicas que o autor tinha em cada álbum. Paul e John não debochavam das habilidades de George como compositor ou das suas explorações com a música oriental — pelo menos, não em minha presença —, mas George Martin sempre me pareceu um pouco preocupado com a qualidade das composições de Harrison e a quantidade de tempo que se gastava nelas, o que tendia a tomar Har­rison um pouco inseguro. Olhando em retrospecto, George Martin lamentou em algumas de suas entrevistas sobre a pouca atenção que, por vezes, Harrison recebia, embora isso de certa forma fosse compreensível, considerando as feno­menais habilidades de composição de Lennon e McCartney. Não é de sé admi­rar que George tenha sido ofuscado muitas vezes. Eu achei que a canção mais forte de George em Revolver era “Taxman”, e George Martin deve ter concordado, uma vez que ele decidiu colocá-la em primeiro lugar no álbum—a posição mais importante, geralmente reservada para a melhor música, já que a ideia é tentar conquistar o ouvinte imediatamente. Harrison não gostava de pagar impostos, e a Receita Federal tinha ido atrás dele uma ou duas vezes, então ele escreveu uma canção sobre isso, com uma letra muito inteligente (My advice to those who die / Declare the pennies on your eyes [Meu conselho para aqueles que morrem / Declarem as moedas em seus olhos]). Hou­ve um pouco de tensão naquela sessão, entretanto, porque George teve muita dificuldade em fazer o solo — na verdade, ele não conseguiu fazer um bom tra­balho nem quando diminuímos a fita até à metade da velocidade. Depois de algumas horas vendo-o se esforçar, tanto Paul quanto George Martin começaram a ficar bastante frustrados— aquela era, afinal, uma canção de Harrison, e portanto ninguém estava preparado para gastar muito tempo naquilo. Então George Martin entrou no estúdio e, o mais diplomaticamente possível, anunciou que queria que Paul tentasse fazer o solo. Eu pude ver pelo olhar de Harrison que ele não havia gostado da ideia nem um pouco, mas ele concordou com relutância e, em seguida, tratou de desaparecer por um par de horas. Às vezes ele fazia isso - curtia sozinho o seu mau humor, e então vol­tava. Quaisquer conversas particulares que ele tivesse com John ou Paul em seu retorno ocorriam no corredor, onde nenhum de nós podia ouvir. Às vezes Ringo fazia parte da conferência, mas geralmente ele ficava no estúdio com Neil e Mal até que a tempestade tivesse passado. O solo de Paul ficou impressionante em sua ferocidade, sua forma de tocar guitarra tinha um fogo e uma energia que seu colega de banda mais jovem raramente conseguia ter, e foi alcançado em apenas um ou dois takes. Na verdade ficou tão bom que George Martin me pediu para colocá-lo de novo no fade-out da canção.

domingo, 8 de março de 2020

JOHN LENNON - WOMAN IS THE NIGGER OF THE WORD 🌹

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"Contrariando imagens da primeira fase dos Beatles - quando a banda e seus acólitos eram vistos como uma espécie de Clube do Bolinha -, Lennon saudou a ascensão do feminismo e do movi­mento pela liberação da mulher, que, no começo da década de 1970, se encontrava no auge. Da mesma forma como a luta pelos direitos dos negros exigia o despertar dos brancos, o movimento das mulheres exigia o envolvimento dos homens. Além da força de suas convicções, Lennon tinha o hábito de desafiar estereótipos e tendia, por princípio, a trilhar caminhos diferentes. Ele era contra a guerra num país e num mundo que costuma tomar agressividade por masculinidade. Ele era criativo num mundo em que os homens são mais recompensados pela agressividade do que pela criatividade. Sua vida - assim como seu trabalho - era e ainda é uma influência libertadora para todos, especialmente os homens." Trecho do excelente livro “John Lennon em Nova York – Os anos da revolução” de James A. Mitchel
"Woman Is the Nigger of the World" foi composta por John Lennon em co-parceria com Yoko Ono e foi lançada como single pela Apple Records nos Estados Unidos, na Nova Zelândia e Japão, chegando à posição nº 57 na Billboard Hot 100, tornando-se o single que alcançou a mais baixa posição na vida de Lennon. O compacto trazia no lado B "Sisters O’ Sisters” de Yoko Ono. As duas faixas aparecem no álbum “Some Time in New York City”. Foram gravadas entre novembro de 1971 a março de 1972 e produzidas por Phil Spector, John Lennon e Yoko Ono. Quando foi lançada, "Woman Is the Nigger of the World" provocou controvérsia, devido ao seu título e conteúdo. ''A mulher é o negro do mundo" retrata situações cotidianas vividas pelas mulheres e mostram sua infeliz subordinação a uma sociedade patriarcal. A frase-título foi ‘inventada’ por Yoko Ono em uma entrevista com a revista Nova em 1969 e foi citada na capa da revista.
Em uma entrevista de 1972 para o programa The Dick Cavett Show, John Lennon afirmou que o revolucionário irlandês James Connolly foi uma inspiração para a música. Lennon citou a afirmação de Connolly, "a trabalhadora é escrava do escravo", explicando a inspiração pro-feminista por trás da música. Devido ao uso de um epíteto racial ofensivo e o que foi percebido como uma comparação inadequada dos direitos das mulheres com a opressão dos afro-americanos, a maioria das estações de rádio nos EUA recusou-se a tocá-la. A Organização Nacional para a Mulher concedeu a Lennon e Ono uma "Imagem Positiva das Mulheres" citando a "forte declaração pro-feminista" da música em agosto de 1972.

Através de entrevistas de rádio e televisão, Lennon explicou seu uso do termo "nigger" como se referindo a qualquer pessoa oprimida. A Apple Records colocou um anúncio para o single na edição de 6 de maio da revista Billboard com uma declaração recente, não relacionada à música, pelo proeminente congressista negro Ron Dellums para demonstrar o uso mais amplo do termo. Lennon também se referiu à citação de Dellums durante uma aparição no The Dick Cavett Show, onde ele e Ono tocaram a música com a banda Elephant's Memory. Por causa do título polêmico, a ABC pediu a Cavett que pedisse desculpas ante a plateia pelo conteúdo da música, caso contrário, a apresentação não seria exibida.
Lennon também visitou os escritórios das revistas Ebony e Jet com o comediante/ativista Dick Gregory e apareceu em uma capa intitulada "Ex-Beatle Tells How Black Stars Changed His Life" em 26 de outubro de 1972. Uma versão editada da música foi incluída no coletânea de 1975 “Shaved Fish”. A música foi reeditada novamente como o lado B para "Stand by Me" em 4 de abril de 1977. Além de “Some Time in New York City”, também aparece no "Live in New York City", em “Working Class Hero: The Definitive Lennon” e nas caixas "John Lennon Anthology" e “Gimme Some Truth”. Participaram da gravação: John Lennon – vocais e guitarra; Stan Bronstein – sax tenor ; Gary Van Scyoc – baixo; Adam Ippolito – piano e órgão; Wayne "Tex" Gabriel – guitarra; Richard Frank Jr. – bateria e percussão e Jim Keltner – bateria. 8 de março - Feliz Dia Internacional das Mulheres!

sábado, 7 de março de 2020

JOHN LENNON NO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM EM SP - EXPOSIÇÃO DE BOB GRUEN CHEGA FINALMENTE AO BRASIL

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A exposição das sensacionais fotos de John Lennon feitas por Bob Gruen, estreia esta semana no Museu da Imagem e do Som. Não haveria lugar com nome mais apropriado.
O fotógrafo americano Bob Gruen e suas fotos maravilhosas de John Lennon durante a década de 70, já estiveram e apareceram aqui dezenas de vezes. Na próxima sexta-feira 13, a primeira do ano, o Museu da Imagem e do Som abre a exposição “John Lennon em Nova York por Bob Gruen”. A mostra é composta por 160 fotografias, incluindo trinta revelações originais do fotógrafo conhecido por retratar os mais diversos ídolos do rock. A entrada custa 20 reais e pode ser adquirida na unidade do Jardim Europa ou no site e aplicativo Sympla. Bob Gruen é o autor da maioria das melhores fotos de John Lennon nos seus anos de Nova York. Também é responsável por outras tantas e icônicas fotografias de outros grandes astros do Rock e também do Punk.
Bob Gruen nasceu em Nova York em 1945 e muito cedo se interessou pela fotografia por influência de sua mãe, mas foi nos anos 1960 que começou a trabalhar como fotógrafo de verdade registrando shows e festivais. Fotografou desde Elvis aos Sex Pistols, os Ramones, Debbie Harry, Eric Clapton, Jerry Garcia, Led Zeppelin, Chuck Berry, KISS, Elton John, The New York Dolls, Patti Smith, The Clash, Blondie, David Bowie, Yoko Ono, Joe Strummer, The Who, Madonna, Bob Marley e tantos outros que não caberiam aqui. Além de ser o fotógrafo preferido de John Lennon e Yoko Ono. Ele que fotografou o casal de 1971 a 1980, descreveu o músico como "muito incrível, muito carismático, muito fundamentado, muito divertido de se estar". Algumas das fotos mais famosas de Gruen são de Lennon em Nova York, a cidade que ele escolheu para amar e ser livre.
Bob Gruen conheceu os Lennon logo que chegaram à Nova York e pelo seu jeito tímido e pouco invasivo, acabou se tornando um amigo próximo do casal ao qual fotografou ao longo de toda a década.
Sem dúvidas, a foto mais famosa de John Lennon feita por Bob Gruen é a que ele está com os braços cruzados, óculos escuros, uma camiseta onde se lê "NewYork" e o cabelo ao vento. Sobre essa foto Gruen disse: “John Lennon me pediu que viesse para o Penthouse Aptº no lado leste de Nova York para fazer umas fotos para a capa do seu álbum ‘Walls And Bridges’. Depois de tirar uma série de retratos para a capa do disco, tiramos mais algumas fotos informais para usar para a publicidade. Perguntei-lhe se ele ainda tinha a camiseta da cidade de Nova York que eu tinha dado a ele um ano antes e ele foi colocá-la e então fizemos essa foto”.
Gruen também fotografou Lennon na Estátua da Liberdade em meio a uma batalha de deportação entre Lennon e o governo dos EUA em 1974. Passados mais de 45 anos, essa imagem de Lennon exibindo o sinal de paz na frente de Lady Liberty continua sendo uma das fotos mais icônicas já tiradas do ex-Beatle.
Gruen diz que não tem uma lembrança favorita do tempo que passou com Lennon, mas disse que a sessão de fotos na Estátua da Liberdade "foi um dia muito especial ". "Mas", continua ele, "eram todos muito especiais".
Quando perguntado sobre onde estava quando soube que Lennon havia sido baleado em 8 de dezembro de 1980, ele lembrou que havia fotografado Lennon apenas alguns dias antes de ser morto por Mark David Chapman. "Eu estava no quarto escuro desenvolvendo essas fotos quando recebi um telefonema", disse ele.

Sobre a relação de John Lennon e Nova York, Bob Gruen diz: "Ele gostava de estar em Nova York pela mesma razão que todo mundo. Você tem muita liberdade em Nova York e alguns dos melhores restaurantes, teatro, arte, museus, vida... Nova York apenas atrai uma tremenda quantidade de talento. Nova York permitiu a Lennon muito anonimato; as pessoas não o incomodavam ou o perseguiam pelo quarteirão para um autógrafo. Você sabe, os nova-iorquinos têm uma atitude muito de viver e deixar viver, e acho que ele certamente gostou disso".

Como já foi dito lá em cima, a exposição “John Lennon em Nova York por Bob Gruen” será  aberta na próxima sexta-feira 13, no Museu da Imagem e do Som. A entrada custa 20 reais e pode ser adquirida na unidade do Jardim Europa ou no site e aplicativo Sympla. O Baú do Edu deseja todo o merecido sucesso a Bob Gruen e espero que ele leve boa impressão desse país de merdas. Tomara que apareça algum patrocinador forte que traga a exposição também aqui para Brasília e outras tantas cidades que, tenho certeza, se sentirão embevecidas por recebê-la. VIVA JOHN LENNON! FOREVER, ATÉ O FIM!

quarta-feira, 4 de março de 2020

THE SWINGING LONDON - 1967

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THE PATTERSONS - I CAN FLY

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The Pattersons foi uma banda folclórica irlandesa do condado Donegal durante as décadas de 1960 e 1970. Originalmente composto por Billy, Ronnie, Christine e Dorothy, eles se tornaram um trio em 1969, quando Dorothy partiu. O grupo lançou 5 LPs e alcançou reconhecimento internacional na década de 1970. O álbum "I Can Fly" de 1970 foi seu maior sucesso.

IMAGEM DO DIA - UM POSTER SENSACIONAL E INESQUECÍVEL!

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Este é o incrível, fantástico e sensacional poster que vinha com a super revista “Violão & Guitarra – Especial – Nº 7 – THE BEATLES”. O meu não existe mais... uma lástima! Essa foto foi enviada pelo amigo Andrez Beatle Leitão. Aquele abração meu amigo! Aquele abração pra todos!!!

terça-feira, 3 de março de 2020

STEVIE WONDER - SUPERSTITION - SENSACIONAL!

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Com a intenção de expandir seu público, Stevie Wonder estreou essa sua pancada de funk ao vivo, quando abria para os Rolling Stones no verão de 1972. O ex-astro mirim havia composto a música na bateria, murmurando as outras partes para si mesmo. "Superstition" foi composta e gravada por Stevie Wonder, então com 22 anos. Foi lançada em 24 de outubro de 1972, como o single principal de seu décimo quinto álbum de estúdio, Talking Book (1972). A letra descreve superstições e crenças populares e seus efeitos negativos.
Wonder inicialmente queria que Jeff Beck a gravasse, mas Berry Gordy não deixou que ele a desse a ninguém (Beck gravaria a música 1 ano depois). "Superstition" alcançou o número um nos EUA e o número um na parada de singles de soul. Tornou-se o primeiro single de Talking Book e o primeiro sucesso de Wonder a chegar ao número 1 em quase uma década desde "Fingerprints" (1963) e chegou ao topo da Billboard Hot 100 em 1973. Também alcançou o número onze na parada de singles do Reino Unido em fevereiro de 1973. Em novembro de 2004, A Rolling Stone classificou a música como número 74 em sua lista das 500 Maiores Músicas de Todos os Tempos. É mole?

GEORGE HARRISON SERÁ HOMENAGEADO COM MEMORIAL EM LIVERPOOL EM 2021

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Nosso querido George Harrison será homenageado em 2021 com um novo memorial que será construído em Liverpool para marcar o seu 77º aniversário. O projeto, que foi anunciado pelo Liverpool City Council e pelos representantes legais do artista, inclui uma pista na cidade. Nomeada George Harrison Woodland Walk estará localizada no subúrbio de Allerton em Liverpool, perto de onde George nasceu e passou seus anos de formação.
Depois que o memorial for concluído, ele apresentará uma seleção de instalações artísticas diretamente inspiradas nas letras de George Harrison e em sua vida, além de uma sala de aula da natureza para auxiliar crianças em idade escolar e aprender sobre a natureza, enquanto que os artistas locais serão incentivados a enviar ideias para suas próprias obras de arte.
“O local é uma floresta madura no sul de Liverpool, perto de onde George nasceu e cresceu. O local de 12 acres de Greenland, em frente a Allerton Towers, atualmente é uma mistura de bosques e prados maduros. Esperamos encomendar várias peças inicialmente, com o objetivo de adicionar mais trabalhos nos próximos anos”, disse um comunicado da Culture Liverpool.Resultado de imagem para George Harrison Woodland Walk
Olivia Harrison, viúva de George, disse sobre a inspiração do novo memorial: “George era um jardineiro ávido que encontrou consolo e alegria por estar ao ar livre. Acho que não há maneira melhor de comemorá-lo em Liverpool do que com um jardim que pode se tornar um lugar de tranquilidade e reflexão para todos. Estou realmente ansiosa para vê-lo mudar e crescer nos próximos anos”.

CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL - FORTUNATE SON**********

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"Fortunate Son" é uma música do Creedence Clearwater Revival, do excelente “Willy and the Poor Boys”, de 1969. Foi lançada como single no final de 1969, com "Down on the Corner" do Lado B. É uma música de protesto, criticando o envolvimento americano na Guerra do Vietnã e supostos privilégios dados aos filhos da "elite", que não seriam mandados para o combate. John Fogerty afirmou na história não-oficial do Creedence “Bad Moon Rising”, escrita por Hank Bordowitz, que a inspiração foi David Eisenhower, neto do ex-presidente americano Dwight D. Eisenhower e seu casamento com a filha de Richard Nixon, outro ex-presidente, em 1968. Para Fogerty, os filhos da elite, como David Eisenhower, dificilmente seriam mandados para a guerra. O teor da letra é pró-classe trabalhadora e anti-privilégios. "Fortunate Son" alcançou o 14º lugar na Billboard Hot 100, passando 14 semanas no chart. "Down on the Corner" foi mais longe, alcançando o 3º lugar no mesmo chart e passando 15 semanas nas paradas. "Fortunate Son" foi classificada na lista da Revista Rolling Stone, “500 Melhores Músicas de Todos os Tempos”, em 99º lugar.

A HISTÓRIA DO TOURO FERDINANDO - MUNRO LEAF

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Um dos mais queridos livros infantis, O Touro Ferdinando, de Munro Leaf, foi publicado em 1936 e conta a história de um touro espanhol cujo único desejo é ficar em paz embaixo de uma árvore de cortiça e sentir o perfume das flores. Mas um dia, quando está deitado na relva fresca, Ferdinando é acidentalmente picado por uma abelha. Mordido, bufando enraivecido e arrastando os cascos no chão, é avistado por alguns batedores que estão viajando, explorando o território em busca dos animais mais malvados e ferozes, e em êxtase com aquela sorte inesperada imediatamente transportam o feroz animal para a Plaza de Toros de Madri. A imagem do temível Ferdinando, o Feroz, provoca medo no coração de picadores, bandarilheiros e matadores; mas quando Ferdinando entra na arena e avista as deslumbrantes flores nos cabelos de todas aquelas damas adoráveis, fica tão encantado com as fragrâncias que emanam em sua direção que simplesmente senta e se recusa a fazer qualquer movimento. O indignado matador dispensa Ferdinando de forma desonrosa e manda que seja enviado para casa. "Até onde eu sei", diz o autor, "ele continua sentado embaixo de sua árvore de cortiça favorita, simplesmente sentindo o perfume das flores. E está feliz”.
É animador saber que "O touro Ferdinando" tenha sido traduzido para sessenta línguas e é um dos livros infantis mais vendidos de to­dos os tempos. E ele poderia ter servido como uma bíblia para aquelas dezenas de milhares de pessoas que se reuniram em São Francisco no Verão do Amor de 1967 - momento que teste­munhou a declaração de John Lennon em "I Am the Walrus”: "I am he as you are he as you are me and we are all together”. Se, por acaso, chegasse ao Human Be-In - a Reunião das Tribos que aconteceu no Golden Gate Park pouco antes naquele ano, na qual Timothy Leary teria dito pela primeira vez a frase “Turn on, tune in, drop out”, "Se ligue, sintonize, caia fora”-, Ferdinando estaria com os chifres enfeitados de flores, can­tando "All You Need Is Love” junto com todos. Com certeza o John Lennon que cantou o inspirado verso “Don’t need a sword to cut through flowers” (Não é preciso uma espada para cortar flores) em “Whatever Gets You Thru the Night” não pensaria em desembainhar a espada e, com os braços abertos, teria dado a Ferdinando as boas-vindas ao aglomerado humano. Trecho do livro "John Lennon, Yoko Ono e eu" de Jonathan Cott - 2013.
Munro Leaf criou e escreveu a história do touro pacífico em uma única tarde, em 1935, sob encomenda do ilustrador Robert Lawson. Em 1938, a Walt Disney Company adaptou o romance com sucesso para o curta-metragem Ferdinand the Bull, que lhe rendeu o Oscar na categoria, e é o que a gente confere mais embaixo.

A Blue Sky Studios lançou um longa animado baseado no livro em 2017, “Ferdinand”, que a gente confere o trailer ainda mais embaixo. Valeu, abração! Um beijo para a Juju e o pequeno Eric.