domingo, 22 de julho de 2012

POR TRÁS DAS CÂMERAS – MICHAEL LINDSAY-HOGG

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Sir Edward Michael Lindsay-Hogg, nasceu em 5 de maio de 1940. E, embora só tenha descoberto há poucos anos, através de testes de DNA, é filho do cineasta Orson Welles, morto em 1985. Começou a dirigir a década de 1960 para programa pop britânico “Ready Steady Go!” - um precursor da MTV pelo tipo de programação, onde conheceu os Beatles. Este trabalho o levou a dirigir o especial dos Rolling Stones “Rock and Roll Circus”em 1968, que foi finalmente lançado somente em 1996 .
Em 19 e 20 de maio de 1966 Lindsay-Hogg dirigiu filmes para promover o compacto dos Beatles “Paperback Writer / Rain”. Para “Paperback Writer” foram feitos dois filmes. Em 04 de setembro de 1968 no Twickenham Film Studios Hogg dirigiu o filme promocional para o novo single “Hey Jude”. Esse vídeo é memorável porque marcou o retorno de Ringo Starr ao grupo após um hiato de duas semanas, durante o qual ele havia anunciado que havia deixado a banda e, finalmente em 1970, ele dirigiu o documentário longa-metragem “Let It Be”.
Alguns de seus filmes notáveis incluem “Nasty Habits”,Maus Hábitos (1977) e The Sound of Murder (1982) e “The Object of Beauty” com Andie MacDowell e John Malkovich (1991), Frankie Starlight (1995) e “Waiting For Godot” (2001). Muito do trabalho de Lindsay-Hogg tem sido para a televisão, principalmente para a Granada Television: Brideshead Revisited (1981); Professional Foul de Tom Stoppard (1977), 's The Seagull de Anton Chekov (1978), Simon e Garfunkel / The Concert in Central Park (1982), Faerie Tale Theatre, episódio “Thumbelina” (1984), Master Harold...and the Boys com Matthew Broderick (1985), As Is (1986), Paul Simon, Graceland: O Concerto Africano (1987), a série Marsalis on Music (1995), e uma adaptação de Horton Foote “Alone” (1997). Em 1994 foi convidado para a direção de “A Celebration: The Music of Pete Townshend e The Who”, também conhecido como Daltrey Sings Townshend.
Em 2005, dirigiu um filme para televisão intitulado “Two of Us”
(http://obaudoedu.blogspot.com.br/2011/03/two-of-us-tudo-entre-nos-2005.html
) em homenagem a canção de mesmo nome. O filme é um relato, de 24 de Abril de 1976, (seis anos após a dissolução do grupo). John e Paul estavam juntos vendo Saturday Night Live quando o apresentador Lorne Michaels ofereceu 3 mil dólares se os Beatles aparecessem no programa aquela noite e cantassem 3 músicas. A história é contada através de uma série de conversas entre John Lennon (Jared Harris) e Paul McCartney (Aidan Quinn).
Antes de ser escolhido por Paul McCartney para dirigir “Let It Be”, Michael Lindsay-Hogg dirigiu quatro pérolas para o grupo: “Paperback Writer” e “Rain” em 1966 e “Hey Jude” e Revolution” em 1968. Para os Rolling Stones dirigiu nada menos que 23 vídeoclipes, incluindo seus maiores sucessos na década de 1970. Para Paul McCartney e Wings dirigiu: “Helen Wheels” em 1973; “Mull of Kintyre” em 1977; “With a Little Luck” em 1978 e “London Town” também em 1978.

LET IT BE PODE SER LANÇADO EM 2013

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Michael Lindsay-Hogg, diretor do filme "Let it be", que mostra os bastidores da gravação do disco homônimo e traz a última apresentação ao vivo dos Beatles, revelou em entrevista ao site da revista "Examiner" que o DVD com o filme deve ser lançado em 2013. Hogg, que também dirigiu os especiais "The Rolling Stones Rock And Roll Circus" e "Simon and Garfunkel: The Concert in Central Park", contou que a possibilidade de relançamento tomou corpo depois de um encontro casual com Paul McCartney, há cerca de uma década. "Nos encontramos num avião. Isso foi pouco antes da morte de George. Ele já estava muito doente (Harrison não resistiu a um câncer e faleceu em 2001). Por razões pessoais, George não atravessava tempos muito felizes durante as filmagens de 'Let it be'. Ele estava prestes a deixar a banda, seguir seu próprio caminho e coisas do tipo. E sabíamos que não haveria relançamento enquanto ele estivesse vivo. Mas temos trabalhado nisso nos útimos anos. E o plano, no momento, é lançá-lo em 2013”. O diretor adiantou ainda como espera que o longa, exibido originalmente nos cinemas em 1970, seja reeditado. "Será um DVD duplo. O primeiro vai trazer o filme original. O segundo terá um documentário com um making of. Quando lançamos 'Let it be', tive que cortar um monte de coisas. Este disco extra terá muitas dessas imagens". Em 2012, deverá ser disponibilizada uma versão remasterizada e expandida de Magical Mystery Tour.

DISCO DOS BEATLES VENDIDO POR UMA FORTUNA

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Um álbum bastante raro contendo os primeiros sucesso dos Beatles foi leiloado no site eBay por 14.999 dólares. O disco "Introducing... The Beatles" é uma edição especial do quarteto de Liverpool, pois marca o primeiro lançamento da banda no Estados Unidos, em 1964. As músicas "Love Me Do" e "Twist And Shout" são um dos sucesso dos Beatles que estão no álbum. Inicialmente, seria lançado em 1963. Porém, quando o disco se preparava para ser posto à venda nos Estados Unidos, a distribuidora Vee-Jay Records constatou que tinha imprimido seis mil capas para o álbum, mas esquecera-se da contra-capa. Como solução, aproveitou o espaço disponível para publicitar as capas de álbuns de 25 outros artistas com quem a editora trabalhava. A versão ficou conhecida como “Ad Back”, e foi posta à venda apenas na primeira impressão, tornando-se numa verdadeira raridade.

sábado, 21 de julho de 2012

BOB DYLAN HOMENAGEIA JOHN LENNON

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Em seu 35º álbum estúdio, BOB DYLAN resolveu fazer uma singela homenagem ao eterno cantor dos Beatles, JOHN LENNON, assassinado em dezembro de 1980. A canção "Roll On John" - que fecha o álbum "Tempest", a ser lançado no dia 11 de setembro - tem vários versos em referência a músicas dos Beatles e de Lennon como "A Day In The Life" e "Come Together".

sexta-feira, 20 de julho de 2012

OB LA DI, OB LA DA - LIFE GOES ON BRA...

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 Depois de quase duas semanas engolindo “Revolution # 9, a vingança de Paul Mcartney foi transformar as sessões de seu animado reggae "Ob-La-Di, Ob-La-Da" em maratonas extenuantes de dias inteiros, levando o grupo a fazer dezenas de execuções enquanto elaborava ajustes minuciosos de vários aspectos melódicos e rítmicos. O alvoroço de Paul perturbou John Lennon, cujo humor descambou rapidamente do entusiasmo para o tédio e depois para a mais amarga antipatia. Depois de dezenas de tomadas, quando Paul anunciou que não estava satisfeito e queria regravar tudo desde o início, Lennon finalmente explodiu, fulminando e cuspindo. Como relembra o engenheiro de som Geoff Emerick, John saiu xingando e batendo a porta. Voltou algumas horas mais tarde bem doidão, com os olhos revirados e faiscantes. "Estou muito doidão!", gritou, se agarrando ao piano mais próximo. "E é assim", berrou, olhando furiosamente para Paul, "Essa é a sua maldita introdução! É assim que a porra da canção deve ser!". Furiosamente, Lennon martelou uma introdução de alguns toques que, de forma surpreendente, pareceu ter resolvido o enigma rítmico da melodia. Como registrou Emerick, Paul ficou furioso e encantado ao mesmo tempo. "Vamos fazer do seu jeito", sibilou. E fizeram, encontrando a linha melódica que durante tanto tempo tinha escapado de suas mãos. Peter Amos Carlin – Paul McCartney – Uma Vida.
“Ob-La-Di, Ob-La-Da, Life goes on, bra”, é algo como “Ob-La-Di, Ob-La-Da, a vida vai continuar, brother”. É uma canção dos Beatles lançada no álbum The Beatles ou Álbum Branco, de 1968. Composta por Paul McCartney porém creditada à dupla Lennon & McCartney foi lançada como single tempos depois e alcançou grande sucesso no Reino Unido, onde tornou-se primeiro lugar nas paradas de sucesso britânicas em uma regravação com o grupo The Marmelade no mesmo ano do lançamento oficial pelos Beatles.
Paul ouviu as palavras "Ob-la-di Ob Ia da" serem pronunciadas pela prmeira vez pelo nigeriano Jimmy Scott. músico de conga que ele conheceu no clube Bag o'Nails, no Soho, em Londres. Um personagem extravagante e inesquecível com seus óculos escuros e roupas africanas, Scott era famoso pelas frases de efeito. Sua esposa, Lucrezia, diz que "ob Ia di, ob Ia da" é uma tradução fonética de algo que o pai costuma¬va dizer a ele na língua urhobo, usada pelo povo warri no meio-oeste da Nigéria. "Tinha um significado especial que ele nunca contou a nin¬guém", ela diz. "Nem mesmo os Beatles sabiam o que significava. Uma vez perguntei a Paul o que significava, e ele disse que achava que era 'Comme ci, comme ça' mas não é isso. Para Jimmy, era como uma filosofia que ele carregou a vida toda."
Jimmy Anonmuogharan Scott Emuakpor nasceu em Sapele, Nigéria, e foi para a Inglaterra nos anos 1950, e lá trabalhou nos clubes de jazz do Soho. Ele tocou com Georgie Fame and the Blue Flames na década de 1960, foi músico de apoio de Stevie Wonder na turnê de 1965 pela Inglaterra e, depois, formou a própria Ob-la-di Ob-la-da Band. Compôs a trilha de algumas das cenas de dança no filme She (1965), de Robert Day, estrelado por Ursula Andress, Peter Cushing e Christopher Lee. Lucrezia diz que a expressão era bastan¬te conhecida porque nos shows ele dizia "Ob Ia di", o público gritava "Ob Ia da", e depois Scott respondia "life goes on". O fato de Paul ter usado o seu lema como base de uma música gerou polêmica. "Ele ficou incomodado quando fiz a música com a expressão porque queria receber direitos. Eu falei "qual é, Jimmy. É só uma expressão. Se você tivesse escrito a música, poderia receber uma par¬te", Paul disse à Playboy em 1984.
A base da letra foi composta durante a meditação transcendental na Índia. Paul já tinha em sua cabeça o refrão citado por Jimmy Scott e após isso criou uma letra bobinha, porém de conteúdo muito alegre e dançante, que narra o encontro de Desmond e Molly Jones, que segue a linha de “Eleanor Rigby”, no caso de Molly Jones, já que esta é uma personagem fictícia. Já Desmond é um tributo a Desmond Dekker, lenda do reggae bastante apreciado por Paul que assim lhe prestou homenagem. "Ob-la-di Ob-la-da" é citada como o primeiro exemplo de ska branco. Mesmo sendo uma frase de urhobo, a música que Paul compôs em torno dela e os personagens eram da Jamaica. Quando gravou os vocais, McCartney cometeu um erro ao cantar Desmond, em vez de Molly, "stayed at home and did his pretty face". Como os outros Beatles gostaram da escorregadela, foi mantida. Paul adorava sua criação e queria que fosse lançada como single. John sempre a odiou.
Jimmy Scott tocou congas na gravação (5 de julho de 1968) - única ocasião em que trabalhou com os Beatles. Lucrezia se lembra de ter sido chamada para ouvir uma gravação em playback e levar um papel timbrado da Ob-la-di Ob-la-da Band para mostrar a Paul como soletrar a frase. Naquele mesmo ano, Jimmy apareceu no álbum Beggars Banquet, dos Rolling Stones, e, em 1969, no show gratuito dos Stones no Hyde Park. Na mesma época, ele foi preso e levado para a prisão de Brixton para aguardar julgamento por não pagar pensão para a ex-mulher. Scott pediu à polícia para contatar o escritório dos Beatles e ver se Paul acer¬taria sua monstruosa dívida com o processo. Paul o fez, com a condição de que Jimmy retirasse a queixa contra ele por causa da música. Scott deixou a Inglaterra em 1969 e só voltou em 1973, quando mergulhou no projeto Pyramid Arts no leste de Londres, dando ofi¬cinas de música africana e percussão. Em 1983, ele se juntou ao Bad Manners e ainda estava com o grupo quando morreu em 1986. "Tínhamos acabado de fazer uma turnê pelos eua e ele pegou pneu¬monia" recorda Doug Trendle, também conhecido como Buster Bloodvessel, vocalista do Bad Manners. "Quando ele voltou para a Inglaterra, foi revistado no aeroporto por ser nigeriano. Eles o deixaram nu por duas horas. No dia seguinte, ele foi levado para o hospital e morreu. Ninguem tem muita certeza sobre quantos anos ele tinha. Devia ter uns 64 anos. Em julho de 1986, um show com o Bad Manners, Hi Life International, The Panic Brothers e Lee Perry and the Upsetters foi montado noTown and Country Club, em Londres, para angariar fundos para o Jimmy Scott Benevolent Fund. Ele deixou pelo menos doze filhos de dois casamentos. "Jimmy era um homem essencialmente musical, charmoso, irresistível e tinha o dom da lábia", Lucrezia escreveu no programa do evento beneficente. "Se a vida às vezes parecia um tédio, não deveria ser, porque as histórias que ele contava eram urna fonte interminável de diversão." Paul, que manteve contato com Jimmy, também contribuiu com uma citação: "Ele era um grande amigo. Nos anos 1960, costumávamos nos encontrar em vários clubes e ficávamos conversando até a hora de fechar. Ele tinha uma atitude muito positiva em relação à vida, e foi um prazer trabalhar com ele". Ob La Di Ob La Da, aparece , além do álbum branco, no álbum 1967-1979 (azul) e no anthology 3.

HAPPY BIRTHDAY MARCÃO - BADFINGER - SUITCASE

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Hoje é aniversário do meu dupla de criação, amigo, irmão, camarada e compadre MARCO MIRANDA BADFINGER.Não poderia haver outra forma de homenageá-lo senão com um dos melhores vídeos de rock que já vi na minha vida. Valeu Marcão!
BADFINGER BOOGIE 4 EVER!

MR. BOB DYLAN - LIKE A ROLLING STONE

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"Like a Rolling Stone" é uma canção de rock de 1965 escrita pelo cantor/compositor Bob Dylan no álbum Highway 61 Revisited. Foi lançada em 20 de julho de 1965 e representa, pela sua duração (6:09), estilo e musicalidade, uma das canções mais influentes de Dylan. Em 2004, a revista Rolling Stone nomeou-a a melhor canção de todos os tempos, declarando: "Nenhuma outra canção pop confrontou e transformou tão completamente as regras comerciais e as convenções artísticas da sua época". Esta canção foi interpretada muitas vezes por Bob Dylan em colaboração com outros artistas como The Rolling Stones ou interpretada a solo por artistas como os próprios The Rolling Stones, Jimi Hendrix, B.B. King, Bob Marley e Lenny Kravitz, Green Day, Cher entre outros. O texto que a gente confere a seguir sobre "Like a Rolling Stone" foi escrito por Bono Vox especialmente para a revista Rolling Stone. Abração a todos!
"Aquele ar de zombaria – é algo de se admirar. Elvis tinha isso, claro. E os Rolling Stones tinham um ar de zombaria que, se você prestar atenção no título da música, não passou despercebido por Bob. Mas o ar de Bob Dylan em “Like a Rolling Stone” é capaz de transformar vinho em vinagre. O pugilismo verbal escancara o ato de compor para uma geração toda e deixa o ouvinte na lona. “Like a Rolling Stone” marca o nascimento de um iconoclasta que dará à era do rock sua maior voz e seu maior vândalo. Este é Bob Dylan como um Jeremias de versos amorosos e românticos, despejando uma tempestade flamejante de palavras imperdoáveis. Tendo criticado duramente a hipocrisia do corpo político, ele agora começa a cutucar inimigos que são um pouco mais familiares: a “cena”, a alta sociedade, a “gente bonita” que pensa que “está por cima”. Aqui, ele ainda não entrou em suas próprias hipocrisias – isso viria mais tarde. Mas a diferença entre “nós” e “eles” não é tão clara quanto em seus primeiros álbuns. Aqui, ele mostra seus dentes afiados para os descolados, a vaidade da época, a ideia de que alguém tinha mais valor se estivesse usando o par de botas certo. Para alguns, os anos 60 foram uma revolução. Mas havia outros que estavam erguendo uma guilhotina em Greenwich Village, não para seus inimigos políticos, mas para os que consideravam “quadrados”. Bob já começava a adotar essa ideia, mesmo considerando que ele já era a melhor encarnação dela, o cara de cabelo encaracolado que Jimi Hendrix mais tarde admitiria ter imitado. O empilhamento de palavras, imagens, ira e melancolia em “Rolling Stone” daria o formato para formas musicais que só viriam a surgir dez ou 20 anos no futuro, como o punk, o grunge ou o hip-hop. Observando a personagem nos versos, você se pergunta: “O quão rápido ela deve ter ido de socialite a alguém que implora pela próxima refeição?” Talvez seja um vislumbre do futuro; talvez seja só ficção, um roteiro de cinema destilado em forma de canção. Deve ter sido difícil ser Dylan ou conviver com ele na época; seu olhar sempre alerta estava focado em tudo e em todos. Mas, apesar do discurso raivoso, a verdadeira peça pregada está em seu humor agudo. “Se você não tem nada, não tem nada a perder” é o slogan de camiseta. Mas a frase de que gosto mais é: “Você nunca olhou em volta e notou os cenhos franzidos dos malabaristas e dos palhaços/ Quando todos eles fizeram truques para você/ Você nunca entendeu que isso não é legal/ Você não devia deixar que as outras pessoas se divirtam por você”. A execução da faixa – destacando o guitarrista Mike Bloomfeld e o tecladista Al Kooper – é tão vívida e imediata que é como ver a tinta espirrando na tela. Como é costume de Bob no estúdio, os músicos não conhecem a música totalmente. Eles ainda a estão conhecendo, e você consegue sentir o prazer da descoberta ao mesmo tempo em que eles a experimentam.
A canção tem uma grande urgência de se comunicar; mesmo assim, não faz concessões ou se compromete. Dylan conseguiu em “Like a Rolling Stone” um perfeito equilíbrio entre mundos bastante distintos. Não me importo particularmente em saber para quem a música é – embora eu tenha conhecido algumas pessoas que alegam ser sobre elas. O gozado é que algumas não haviam nem nascido em 1965. O que me fascina de verdade é que uma música radical assim foi sucesso nas rádios. O mundo foi transformado por uma voz excêntrica, um espírito romântico, alguém que se importou o bastante com um amor não correspondido a ponto de compor algo tão devastadoramente cáustico. Amo ouvir músicas que mudaram tudo, como “Heroes”, de David Bowie, “Rebellion (Lies)”, do Arcade Fire, “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Division, “Sexual Healing”, do Marvin Gaye, “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, e “Fight the Power”, do Public Enemy. Mas, no topo da árvore genealógica dessa família disfuncional, repousa o próprio rei cuspidor de fogo, o malabarista da beleza e da verdade, nosso Shakespeare de camisa de bolinhas. É o motivo pelo qual cada compositor a surgir depois de Dylan traz consigo sua bagagem e a razão pela qual este humilde bardo irlandês aqui carregaria suas malas com orgulho. Sempre que precisar". Bono

quinta-feira, 19 de julho de 2012

THE BEATLES - HELLO, GOODBYE...

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FRASE DO MÊS

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Frase enviada pelo amigo João Demonte, o Velho Johnny. Abração!

REVISTA ÉPOCA COM PAUL McCARTNEY - QUEM NÃO CHORA, NÃO MAMA!

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A matéria publicada na Revista Época com Paul McCartney foi postada aqui no Baú do Edu em 16 de abril de 2012. A leitora Lidiane Pessoa disse: "Oi, Será que alguém por acaso, teria duas revistas dessa edição??? não consegui comprar a minha e agora procuro por aqui nas bancas de revistas antigas e não encontro... moro em Recife. Caso alguém tenha por favor entre em contato!!! lidipessoa@live.com". Pois bem Lidiane, hoje é seu dia de sorte. Estou com sua revista aqui em mãos. Colaboração do amigo Marco Miranda. Envie seu nome e endereço completo (com CEP) para eduardobadfinger@gmail.com e em poucos dias receberá sua revista. Ok? Abração! Link para a postagem " PAUL McCARTNEY NA CAPA DA REVISTA ÉPOCA":

NICKY HOPKINS - O PIANISTA DAS ESTRELAS

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Matéria publicada originalmente no dia 6 de setembro de 2011.
Nicky Hopkins nasceu no dia 24 de fevereiro de 1944. Ele foi um pianista inglês que participou de algumas das mais importantes gravações da música no Reino Unido e nos Estados Unidos durante os anos 60 e 70, tocando piano e órgão. É considerado um dos mais importantes músicos de estúdio da história do rock, tocando com inúmeras bandas.Hopkins começou sua carreira no começo dos anos 60 como pianista do Savages de Screaming Lord Sutch (banda que também incluía Jimmy Page, outro músico de estúdio que anos depois formaria o Led Zeppelin). Ele passou a tocar com outros artistas em Londres, logo se tornando um dos mais requisitados da cena, contribuindo com seu estilo boogie-woogie ao piano para muitas gravações de sucesso.
Em 1965 Hopkins tocou no álbum de estréia do The Who, My Generation. Ele gravaria com praticamente todas as grandes bandas britânicas dos anos 60, como The Beatles, The Rolling Stones, The Kinks, e também em discos solo de John Lennon, George Harrison, Jeff Beck e tantos outros. Foi Hopkins inclusive quem ajudou a definir o "som de São Francisco" ao tocar nos álbuns do Jefferson Airplane e da Steve Miller Band, juntando-se brevemente ao Quicksilver Messenger Service e tocando com o Jefferson Airplane no Festival de Woodstock. Como músico de estúdio, Hopkins ficou famoso por sua habilidade de fazer ótimas performances com pouco ou nenhum ensaio, e notável por seu hábito de ler histórias em quadrinhos durante as sessões de gravação. Morreu aos 50 anos, no dia 6 de setembro de 1994, em Nashville, Tenesse, de problemas cardíacos. Grande cara!
Confira alguns artistas para quem Hopkins emprestou seu piano e seu talento: The Creation, Joe Cocker, Donovan, The Easybeats, Randy Newman, Jackie Lomax, John Lennon, George Harrison, Harry Nilsson, The Rolling Stones, Marc Bolan, David Bowie, Duncan Browne, Jack Bruce, Belinda Carlisle, Cheech & Chong, Family, Climax Blues Band, The Dingoes, Lonnie Donegan, Peter Frampton, Jerry Garcia, Art Garfunkel, Lowell George, Roy Harper, Julio Iglesias, Alexis Korner, Nils Lofgren, Paul McCartney, Meatloaf, Gary Moore, Yoko Ono, Graham Parker & The Rumour, The Pretty Things, The Pointer Sisters, Leo Sayer, Carly Simon, Spinal Tap, Rick Springfield, Ringo Starr, Rod Stewart, The Strawbs, Matthew Sweet, Joe Walsh, Jennifer Warnes, Carl Wilson, Ron Wood e Bill Wyman. É mole?

quarta-feira, 18 de julho de 2012

AS MAIS ESTRANHAS IMAGENS DE PAUL McCARTNEY

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Veja no link http://www.freakingnews.com/Paul-McCartney-Pictures----3789-0.asp as mais estranhas, esquisitas e bizarras ilustrações de Paul McCartney. Algumas são bem legais. Vale à pena dar uma conferida.

JON LORD - O TECLADISTA MAIS CLÁSSICO DO ROCK

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Poucos souberam mesclar a música erudita e o rock’n'roll como Jon Lord, um dos membros fundadores do Deep Purple e do Whitesnake. Desde o início de sua carreira, Jon Lord levou às últimas consequências essa mistura que para muitos não parecia natural: a fusão da música clássica e erudita, por meio dos teclados e órgãos eletrônicos, com o rock. Juntamente com artistas como Keith Emerson e Rick Wakeman, Jon Lord foi responsável por essa introdução do som do teclado nesse cenário.
Seus trabalhos mais recentes incluíam uma série de concertos eruditos e uma participação no supergrupo “WhoCares”, com outras lendas do rock como Tony Iommi, do Black Sabbath. Porém, essa participação não deverá ocorrer nos palcos, já que Jon faleceu anteontem (16). O artista lutava contra o câncer pancreático desde o ano passado, quando emitiu uma declaração oficial aos seus fãs a respeito: “Gostaria que meus amigos, seguidores e fãs soubessem que estou lutando contra o câncer e, por isso, farei uma parada em minha carreira enquanto faço o tratamento para buscar a cura. Devo continuar a compor — no meu mundo, isso deve fazer parte da terapia — e espero imensamente retornar em boa forma no ano que vem. Deus os abençoe”. Infelizmente, Jonathan “Jon” Lord perdeu a batalha, mas será eternamente lembrado por seu talento fenomenal como tecladista e organista. Lord tinha 71 anos e deixa a esposa, Vickie, e duas filhas: Amy e Sara. Em sua homenagem, o Baú do Edu tem a honra de receber pela primeira vez, o incrível Deep Purple. Sensacional!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

THE BEATLES - JUNTOS CHEGAREMOS LÁ!

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AS RAÍZES DO ROCK - FLORENT MAZZOLENI

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Ao passar por um novo prédio na rua, um transeunte talvez recorde as imagens do canteiro de obras, das máquinas e operários que trabalharam até ficar tudo pronto. Quem sabe ainda lhe sobre tempo para apreciar os detalhes arquitetônicos da fachada, entre outros elementos. Já a construção das fundações possivelmente passará longe da memória - embora sejam elas as responsáveis por manter o edifício em pé. Não totalmente por uma amnésia do transeunte, mas por esta se constituir como uma etapa normalmente menos vistosa e mais distanciada no tempo.
Toda essa história de engenharia pode até não ter sido a inspiração inicial do jornalista, pesquisador musical e fotógrafo francês Florent Mazzoleni quando decidiu escrever o livro "As Raízes do rock", mas a analogia funciona bem para descrever a obra, lançada no Brasil pela Companhia Editora Nacional. Assim como o prédio, o rock´n´roll não surgiu de uma hora para a outra, com o rebolado de Elvis Presley - embora o cantor seja, de fato, um ícone da formatação do gênero. Antes dele, houve o blues, o gospel (aqui entendido como a música cristã afro-americana), o country, o jazz e as "swing bands", entre outros estilos consagrados e, posteriormente, misturados por artistas em diferentes contextos, especialmente negros. As combinações entre esses diferentes elementos, permeadas pelas intensas transformações sociais e políticas ocorridas nos Estados Unidos durante o período resultaram na explosão do rock em meados da década de 1950. Tal epopeia é dissecada por Mazzoleni ao longo de 224 páginas, a partir do resgate da trajetória de artistas fundamentais em cada gênero, com um texto agradável e rico em informações. Cada década equivale a um capítulo. No primeiro, o autor explora os anos 1930, com a popularização do boogie-woogie na comunidade negra e sua transformação em swing por meio das grandes orquestras de jazz, que atendiam ao público branco; além do desenvolvimento do blues - o "lamento negro", cujas raízes estão na região do Delta do Mississipi - e do gospel, modernização dos chamados "cantos espirituais" das igrejas negras. É no gospel, aliás, onde há uma presença maior de artistas mulheres, a exemplo de Lucy Campbell, (primeira negra a publicar canções religiosas) e, mais tarde, de Rosetta Tharpe e Mahalia Jackson, responsáveis por composições clássicas do gênero. Já no caso das swing bands, o destaque vai para John Hammond, que organizou o concerto "From Spirituals to swing", com o objetivo de apresentar a história da música negra aos EUA. A apresentação lendária aconteceu no Carnegie Hall, em Nova York, e reuniu grandes artistas do gospel, do jazz e do blues, entre eles o Golden Gate Quartet, Sonny Terry, Billie Holiday, a Count Basie & The Barons of Rhythm, Benny Goodman e Rosetta Tharpe. Mazzoleni também dedica um tópico especial ao surgimento da guitarra elétrica, cuja importância para o rock dispensa maiores comentários. O autor descortina ainda parte das trajetórias de artistas considerados percussores do rock, a exemplo de Louis Jordan e Hank Williams. No capítulo dedicado aos anos 1940, são apresentadas as raízes do country e sua expansão para além do universo dos brancos do Sul, e a transformação do blues interiorano em rhythm'n'blues, de ritmo mais acelerado, graças à aproximação das populações negras rurais dos centros urbanos, após a II Guerra Mundial. Tal caminho é exposto por meio de lendas do R&B, como Big Joe Turner, Roy Brown, Amos Milburn, Joe Liggins, Paul "Hucklebuc" Williams e protagonistas da cena de Nova Orleans, como Professor Longhair, Dave Bartholomew, Lloyd Price e Eddie "Guitar Slim" Jones. Nesse contexto, Mazzoleni investiga ainda o papel dos selos independentes (Capitol, King, Imperial, Sun, entre outros) e das inovações tecnológicas no mercado, como os novos formatos de vinis. Por fim, o autor chega aos anos 1950, quando resgata aspectos da contextualização sociopolítica que contribuíram para o surgimento do rock'n roll, entre eles a popularização da TV nos lares norte-americanos, o nascimento da cultura adolescente e, posteriormente, a importância do cinema para difundir o jeito "rock'n'roll de ser". O capítulo segue com as histórias de nomes cruciais para o estabelecimento definitivo do rock, desde B.B. King, Ike Turner e o saxofonista Jackie Brenston (responsáveis pelo disco "Rocket 88", considerado por muitos o primeiro disco do gênero), Bill Haley, Fats Domino até Little Richard, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Buddy Holly, Johnny Cash e, finalmente Elvis, cuja morte encerra o livro. Para além do conteúdo escrito, boa parte do apelo de "As Raízes do rock" vem das mais de 300 imagens que não apenas ilustram o texto de Mazzoleni, mas lhe dão vida extra e complementam a experiência do leitor. São cartazes de shows, capas e selos de discos, recortes de jornais e outros itens, que constituem uma breve mas reveladora iconografia da história do rock. Por exemplo, mais chocante do que ler é ver o cartaz combativo à música negra, com o texto "Ajude a salvar a juventude da América, não compre discos de crioulos. A gritaria, as letras idiotas e a música selvagem desses discos estão minando a moral da nossa juventude branca na América". Uma pequena amostra das abissais mudanças sociais que aconteceram desde então. O livro custa em média R$ 40,00.

A DOR DE SYLVESTER STALLONE

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A causa da morte de Sage Stallone, filho de Sylvester Stallone permanece misteriosa Encontrado morto em seu apartamento em Los Angeles, na noite da última sexta-feira, dia 13, o garoto virou alvo de especulações diversas da imprensa. Irritado com o que leu sobre seu filho, o ator pediu mais compaixão da mídia neste momento difícil. Em entrevista ao site americano TMZ, Sylvester Stallone desabafou sobre a perda. "Não há dor maior do que a perda de um filho. Portanto, imploro às pessoas para respeitarem a talentosa memória do meu filho e que tenham compaixão com a mãe dele. Sasha. A dor agonizante dessa perda será sentida por toda a nossa vida. Sage foi nosso primeiro filho e o centro do nosso universo. Estou humildemente implorando para que deixem a memória e a alma do meu filho em paz." Segundo o site, a autópsia no corpo de Sage foi concluída no último domingo, dia 15, mas o delegado responsável pelo caso anunciou que será preciso esperar mais dois meses para determinar a exata causa da morte. Apesar dos boatos indicarem overdose de medicamentos, o advogado da família garantiu que o garoto não fazia uso, não era viciado e não costumava beber. Em homenagem a esse grande artista, a gente relembra um dos momentos mais marcantes de sua carreira: o triunfante treinamento do grande Rocky Balboa, o garanhão italiano. Abração a todos!

LINDA McCARTNEY - WIDE PRAIRIE - 1998

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Atendendo ao pedido de Fabiana Moraes. Abração! Matéria publicada originalmente em 17 de janeiro de 2011.
Todo seguidor da carreira de McCartney - e também dos Beatles, claro - tem total consciência da importância e significância de Linda, sua mulher, amiga, e parceira musical - em sua vida particular e profissional. Quando cada beatle seguiu por caminhos diferentes - desde o final de 1969 - Linda assumiu um papel crucial no dia-a-dia de Paul, que se sentiu derrotado com a extinção de sua banda. Durante o período em que foi obrigado a processar John, George e Ringo para livrar-se do elo com o empresário Allen Klein, Linda evitou que McCartney mergulhasse no alcoolismo, e o motivou a voltar a gravar e compor músicas para não ser derrotado pela depressão.
Ao lado dele, Linda também colaborou para que o Wings viesse a se transformar em uma banda respeitável entre 1972-1979, participando com sua inocência musical e competência como mãe, mulher, fotógrafa e — acima de tudo — ser humano. Nos anos 80, Linda ficou fora das luzes da fama por um tempo, até voltar àestrada com McCartney em duas turnês gigantes pelo mundo (1989-90 e 1993), e cuidando de projetos particulares de altíssima qualidade, como os lançamentos dos livros de fotografias "Sixties — Portrait of an Era" e "Roadworks"; além de obras de culinária vegetariana "Home Cooking" e "Lindas Kitchen: Simple and Inspiring Recipes for Meatless Meals", entre outros. Sem falar que sua luta permaneceu incansável pela preservação do meio-ambiente e dos animais até o final de sua vida, militando com coragem em organizações não-governamentais como Greenpeace, Peta e Friends Of The Earth. Em 1995, Linda seria diagnosticada com um nódulo em um dos seios, e, a partir deste ano, sua vida ficaria dividida entre as atividades artísticas e as visitas aos hospitais, onde batalharia com coragem pela sua cura. No dia 17 de abril de 1998, entretanto, Linda Louise Eastman McCartney, fatidicamente, sucumbiria ao câncer, com apenas 56 anos, deixando Paul e seus filhos inconformados com a perda de uma pessoa movida por um espírito forte e caridoso. Para reviver um pouco de sua inspiração, afetiva e artística, Paul solitariamente, finalizaria o álbum Wide Prairie.
Após o lançamento mundial do álbum, Paul McCartney fez questão de comentar sobre a atitude musical de Linda McCartney, e as críticas que ela sofreu ao seu lado: "Muitas pessoas foram cruéis com Linda. Mas, você sabe, após um tempo, você perdoa. Ela não guardava nenhum rancor. Linda costumava dizer: 'Deixe pra lá, não se apegue a isso'. Então, completamos o álbum e estou muito orgulhoso dele porque tem realmente algumas canções ótimas". É importante citar que, Wide Prairie, não foi um disco planejado para ser analisado seriamente como uma obra pop. Mas, sim, como uma herança antológica de Linda. Suas colaborações sempre foram encaradas como um elemento inocente e mágico. As canções incluídas em Wide Prairie, foram gravadas em diferentes lugares e períodos desde o início da década de 1973, até os últimos dias da vida de Linda McCartney. Fonte: "Paul McCartney - Todos os segredos da carreira solo" - Cláudio D. Dirani
Logo após a sua morte, em 1998, foi lançado seu único disco como artista solo. Wide Prairie compilou os melhores momentos da carreira musical de Linda e conta com músicas dos Wings (Cook of the House e a faixa-título), além de covers de The Coasters (Poison Ivy) e das McGuire Sisters (Sugartime). O disco saiu em outubro daquele ano e conta com faixas produzidas pelo lendário Lee "Scratch" Perry, o alquimista do dub jamaicano. Uma curiosidade: a guitarra na canção The Light From Within é tocada pelo pelo filho do casal James McCartney.
01. Wide Prairie (Linda McCartney) - 1973
02. New Orleans (Linda McCartney) - 1979
03. The White Coated Man (Linda McCartney / Carla Lane / PM) - 1988
04. Love's Full Glory (Linda McCartney) - 1980
05. I Got Up (Paul e Linda McCartney) - 1988
06. The Light Comes From Within (Paul e Linda McCartney) - 1998
07. Mister Sandman (Bailaird) - 1977
08. Seaside Woman (Linda McCartney) - 1977
09. Oriental Nightfish (Linda McCartney) - 1973
10. Endless Days (Linda McCartney/Mike Bolton) - 1987
11. Poison Ivy (Leiber / Stoller) - 1987
12. Cow (Linda McCartney / Carla Lane / PM) - 1977
13. B-side To Seaside (Paul e Linda McCartney) - 1977
14. Sugartime (Echols / Phillips) - 1976
15. Cook Of The House (Paul McCartney) - 1975
16. Appaloosa (Linda McCartney) - 1998
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domingo, 15 de julho de 2012

LEI DO SILÊNCIO PARA SPRINGSTEEN E McCARTNEY

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Bruce Sprigsteen e sua turnê Wrecking Ball Tour 2012 vem devastando a Europa por todas as cidades que passa. Porém, ontem à noite em Londres, depois de mais de três horas de música, organizadores do show do cantor americano Bruce Springsteen decidiram cortar os microfones - antes que ele e o seu convidado especial Paul McCartney pudessem encerrar o show. Antes de receber o ex-Beatle, Bruce não segurou a emoção. "Esperei 50 anos para tocar com você", disse. Segundo a organização, o concerto no Hyde Park, na região central de Londres, ultrapassou a duração permitida e com isso infringiu a lei do silêncio. Ambos deixaram o palco depois de executarem dois hits dos Beatles, I Saw Her Standing There e Twist and Shout, "Isso transformou o fim do show num anti-clímax meio bizarro para um show fantástico", disse o repórter da BBC Stephen Robb. O guitarrista da banda de Springsteen, a E Street Band, Steven Van Zandt, ficou irritado com as autoridades, acusando "tiras ingleses" de atrapalharem "a diversão de 80 mil pessoas". "Os tiras ingleses talvez sejam os únicos indivíduos no planeta que não tenham vontade de ouvir um pouco mais de Bruce Springsteen e Paul McCartney!" No entanto, a administração regional responsável pela área de Westminster disse que a decisão de encerrar o show foi da organização e não das autoridades. "Os organizadores do show, não a administração regional, acabaram com o concerto de ontem à noite no Hyde Park para respeitar a licença que tinham", afirmou Leith Penny, diretor-estratégico para administração de Westminster. Ele explicou ainda que para "proteger os moradores do local", as licenças são dadas até uma hora determinada: no caso de Springsteen, até as 22h30m do sábado. Entre os convidados, além de Sir Paul McCartney, estiveram no palco Tom Morello, do Rage Against The Machine e John Fogerty, ex-Creedence Clearwater Revival. Os próximos show serão em Dublin, na Irlanda. Talvez, nessa terra de extremistas, Springsteen consiga terminar seu show da forma que convem.

JIMMY NICOL - O HOMEM QUE SUBSTITUIU RINGO STARR

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Os Beatles estavam numa sessão de fotos na manhã do dia 3 de junho de 1964, quando Ringo começou a passar mal, sofrendo de amigdalite aguda seguida de faringite. Foi internado no Hospital Universitário de Londres. Estavam todos muito preocupados, pois no dia seguinte, os Beatles partiriam para sua primeira turnê mundial: Dinamarca, Holanda, Austrália e extremo oriente. George Martin e Brian Epstein indicaram um substituto temporário. Seu nome era James George Nicol – JIMMY NICOL. Um baterista londrino profissional de estúdio. A princípio, Harrison foi contra colocarem um substituto. Mas foi convencido pelo grupo. As gravações marcadas para aquele dia foram canceladas. Precisavam ensaiar o repertório da turnê com Nicol. E assim foi. Jimmy tinha 24 anos e tocava com uma banda, The Shubdubs. Jimmy Nicol foi o baterista dos Beatles em 11 de suas apresentações. Até Ringo se juntar a eles em Adelaide para os shows do dia 15. E Jimmy voltou para casa. No aeroporto recebeu de Brian um cheque de 500 libras e uma placa de ouro onde se lia: “From The Beatles and Brian Epstein to Jimmy - with appreciation and gratitude”.

Depois de sua passagem pelos Beatles, Nicol e sua banda, The Shubdubs, gravaram um compacto “Husky”/”Don’t Come Back”, seguido por “Humpty Dumpty”/”Night Train”, ambos, sem nenhum sucesso comercial. Quebrado, foi tocar com um grupo sueco The Spotnicks. Saiu em 67. Pouco se sabe da vida de Jimmy Nicol desde então. Boatos diziam que havia morrido em 1988. Mas em 2005, o Daily Mirror publicou que Jimmy estava vivo e recluso em algum lugar de Londres. Sobre seus dias com os Beatles, Jimmy disse: “Os rapazes foram muito gentis, mas eu me sentia como um intruso. Eles me aceitaram, mas não podemos entrar assim num grupo como aquele -- eles têm sua própria atmosfera, seu próprio senso de humor. Algo que não é fácil para alguém de fora se adaptar”.

Curiosidade: durante o período que passaram juntos, quando os Beatles perguntavam a Jimmy como tudo estava indo, ele dizia: “it’s getting better” (está melhorando). Anos depois, Paul e John fariam a famosa canção do Sgt. Peppers.
O baterista Jimmy Nicol, que substituiu Ringo Starr, sozinho e contemplativo no Aeroporto de Melbourne na Austrália em 15 de junho de 1964, enquanto espera o avião para voltar para casa. Ringo juntou-se ao grupo no dia anterior.

FOTO DO DIA - PAUL & RINGO EM ABBEY ROAD

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

IMPERDÍVEL! TESOUROS DO FUNDO DO BAÚ - AS CONFISSÕES DE PAUL McCARTNEY - 1972

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De todas as matérias que já publiquei aqui na coluna “TESOUROS DO FUNDO DO BAÚ” ou “ARQUIVOS SECRETOS” (nunca consegui definir), a que eu mais gostei de fazer foi esta! Aliás, ela já era para ter sido publicada há algum tempo, mas toda vez que olhava para ela, achava grande demais e me dava uma preguiça danada. Mas esta semana resolvi encarar. A belíssima matéria “As Confissões de Paul McCartney”, foi publicada originalmente no Brasil na finada revista ELE ELA nº 29 de outubro de 1972. É absolutamente sensacional, abrangente e esclarecedora sobre o início do vôo de Paul McCartney em sua carreira solo. Um verdadeiro documento histórico que a gente confere agora com absoluta exclusividade do Baú do Edu. Espero que gostem. Boa leitura, abração!
Até que ponto uma mulher pode mudar a vida de um ídolo? Por causa de Linda Eastman, Paul McCartney rompeu com os Beatles e desapareceu por completo do público. Depois de negar-se, durante três anos, a conceder entrevistas, ele concordou em falar a uma repórter de Londres, Anne Nightingale. Na entrevista, aqui reproduzida com exclusividade, Paul dá a sua versão sobre a famosa briga com John Lennon, que teve Linda como pivô e pôs fim ao maior fenômeno de sucesso do século.
NINGUÉM sabe de fato quando a união de John, Paul, George e Ringo começou a andar para trás. Mas os sinais de desentendimento apareceram muito tempo antes de Paul McCartney finalmente anunciar: "Estou saindo." Desde então ele vinha se recusando a falar sobre a sua vida com os Beatles, e passou a levar uma existência quase reclusa. Mas agora resolveu ceder e concordou em se abrir, numa das primeiras entrevistas que concede em mais de três anos.
Do seu pequeno escritório localizado no último andar de um velho edifício de Londres, onde trabalha uma secretária — reduz-se a isso a sede da McCartney Productions — Paul mandou-me uma mensagem para encontrá-lo num clube no bairro de Hampstead. Era o tipo do lugar que parecia nunca ter visto a luz do dia. Tão deprimente como uma boate visitada à tarde, cheio de mesas e cadeiras vazias, e com um minúsculo palco. Paul havia alugado aquele clube para os ensaios do novo conjunto que formou, Wings (Asas). O local lembrava aqueles em que os Beatles tinham começado. Como The Cavern em Liverpool, ou o Star Club, de Hamburgo. Ele não estava lá quando eu cheguei. Seu conjunto, formado por Denny Laine, ex-membro do "The Moody Blues", Henry McCulloch, ex-Grease Band de Joe Coker, e Denny Seiwell, baterista que Paul descobriu na América, estava afinando os instrumentos. Um outro estava sentado atrás do painel de mixagem ao fundo do clube, procurando obter um som perfeito do complicado equipamento eletrônico. Quarenta e cinco minutos depois, Paul McCartney entrou. Fisicamente, um homem muito mudado. Nenhum sinal mais do estilo de cabelo "beatle", ou mesmo do cabelo longo que virou moda a partir dos Beatles. Ao contrário, o cabelo de Paul era curto, penteado para trás. Vestia um estranho casaco listrado de "nylon". E junto com Paul entrou Linda, sua mulher, a moça que aparentemente e misteriosamente mudou sua vida e manteve a vida privada de ambos em completo segredo. Uma vitória desse gênero requer certa determinação, coisa que está claramente estampada no rosto dessa loura ex-fotógrafa de Nova Iorque. Pela mão ela trazia a pequena filha do casal, Mary, de ano e meio.
— Esta é Anne — disse Paul à garotinha. — Diga alô.
—Alô, Denny — disse Mary.
Deixamos por isso mesmo. Bem, esta é Mary Mac — disse Paul, afagando a menina. A família McCartney é tratada entre os amigos como Os Macs.
Paul apanhou sua guitarra e saltou para o palco. E com ele foi Linda. Porque Paul transformou a fotógrafa Linda Eastman em Linda McCartney, letrista e compositora. A senhora McCartney tomou seu lugar ao piano. Uma ideia imediata do modo de vida dos dois era dada pela sua surpreendente aparência. Porque a mulher de um dos mais famosos compositores e cantores do mundo estava longe da sofisticação e do luxo que se poderia esperar. Não tinha maquilagem, e vestia o que parecia um hábito de frade comprado num bazar de segunda mão. Nos seus pés estavam curtas botas fora de moda, e, subindo até as coxas, longas meias de lã. Uma cinza e outra azul-marinho. Paul começou a cantar. Pela primeira vez num palco desde que os Beatles deixaram de aparecer em público quatro anos antes. E em vez de uma ruidosa audiência de garotas aos gritos, tocava agora para meia dúzia de pessoas silenciosas, espalhadas na penumbra de uma boate vazia. Em poucos instantes encheu o ambiente o som da voz familiar de Paul McCartney, "rocking and rolling" um dos velhos números de Little Richard de que mais gosta, "Lucille". Seu estilo não mudou, nem o jeito com que balançava a cabeça de um lado para o outro e sacudia a guitarra para frente e para trás. O número terminou. Houve silêncio. "Obrigado", disse Paul McCartney ao microfone. Novo silêncio. "Obrigado", repetiu mais alto, e desta vez o "público" entendeu e rendeu-lhe um discreto aplauso. Mary Mac era a única entusiasmada. "A gente de Londres é difícil de agradar", comentou Paul. E então, continuou ensaiando o repertório do primeiro de uma série de concertos que pretende fazer com o Wings.
E mesmo estes estavam sendo organizados de uma maneira muito discreta. Paul não queria nenhuma publicidade antecipada, nenhum clamor de fãs, nenhum espalhafato. Ele e os Wings planejaram chegar a um colégio ou uma universidade de surpresa e aparecer no palco tocando e cantando suas músicas.Porque Paul está realmente começando tudo de novo. Após uma hora de ensaio de novas e inconfundíveis composições de McCartney, Paul pulou do palco, sentou-se a uma mesa e se explicou. "As pessoas parecem pensar que eu me transformei num ermitão ou coisa parecida. Mas não se trata disso. Meu problema em relação aos Beatles, basicamente, era que tudo partia de mim. Eu ia à casa deles muito mais do que eles vinham à minha. E por causa disso sofri muita crítica depois. Os outros diziam:"ele nos empurrou para que viéssemos todos a fazer "Magical Mystery Tour". "Magical Mystery Tour", um filme musical que os Beatles fizeram para a televisão esperando obter espetacular sucesso, foi um dos seus maiores e raros fracassos. Recebeu severas críticas, e Paul McCartney disse na ocasião: "O problema de ser os Beatles, é de que todos os nossos erros têm que ser cometidos em público." "De qualquer maneira", continuou Paul, "Magical Mystery Tour" tinha sido apenas uma "ideia" minha, que eu achei que valia a pena tentar. Depois de tantas ideias minhas que haviam dado certo, que diabo, eu tinha o direito de errar uma. Mas não, era o culpado. Sempre fui o culpado. Então resolvi ficar em casa por uns tempos e ver se os outros me telefonavam." Ele riu. "E lá fiquei por dois anos, e ninguém ligou! Mas eu realmente não estava querendo mais me envolver muito. Pareceu-me mais sensato."
Mas a rixa mais séria que dividiu os Beatles foi a respeito de Allen Klein, ex-empresário dos Rolling Stones, e que John Lennon propôs como o novo encarregado das finanças dos Beatles. Desde que Brian Epstein morreu em 1967, ninguém efetivamente ocupou seu lugar como empresário deles. Eles próprios organizaram a Apple e escolheram os diretores da companhia. E foi nesse instante, quando pareciam unir-se de vez, que começaram a se separar.
A Apple, uma utopia que nasceu para dar aos artistas esforçados de todo gênero a oportunidade que as outras companhias gravadoras e demais integrantes do complexo industrial-cultural nunca deram, estava já escapando ao controle. Todo dia o edifício estava lotado de poetas, pintores, cantores, desenhistas, letristas, cineastas, escritores, todos querendo que os Beatles lhes estendessem a mão protetora. Na verdade, o quar-tel-general dos Beatles, em Savile Row, não tinha espaço para tanta gente, nem suportava o peso de tamanha avalanche de artistas desamparados.
Apple: uma maçã envenenada - Paul McCartney tornou-se notório então pela sua constante ausência do local onde devia estar sempre. Dizia-se que ele reprovava totalmente a maneira como a Apple era conduzida. E seu Mini de janelas vedadas raramente estava estacionado no parque da Apple, ao lado do Rolls Royce branco de John e das Mercedes de George e Ringo.
Somente no verão de 1968, Paul começou a aparecer com frequência na Apple. E isto para lançar Mary Hopkin com seu "Those Were the Days", gravação que Paul produziu e que foi sucesso no mundo inteiro. Ele descobrira essa cantora galesa depois de um tefonema da modelo Twiggy, que tinha visto Mary Hopkin num programa de calouros da TV. E, como então Paul era o único que permanecia solteiro entre os Beatles, imediatamente a imprensa insinuou um caso romântico entre os dois. Ninguém notou a loura fotógrafa americana de "jeans" e pés descalços que tirava as fotos de Paul. Todos estavam muito ocupados, na época, com a rumorosa ligação John Lennon - Yoko Ono. Assim, a amizade de Paul McCartney com Linda Eastman, divorciada, filha de um advogado de Nova Iorque, cresceu em segredo.
Mas, nesse meio tempo, John e Yoko encontraram Allen Klein. George e Ringo concordaram com John em que Klein era o homem indicado para tomar conta dos negócios dos Beatles. Paul não concordou. Ele queria o pai de Linda para empresariar o grupo. E bateu o pé. Impasse. Paul recusou-se a assinar com Allen Klein, e John, George e Ringo mostraram-se inflexíveis na sua escolha. Era a primeira vez que os quatro não fechavam na mesma opinião. Então seguiu-se uma disputa legal que culminou dois anos mais tarde com uma ação de Paul junto à alta corte para dissolver a sociedade dos Beatles. Um oficial de justiça, segundo Paul, ainda está examinando a papelada do grupo.
"Estou satisfeito de ter colocado as coisas nesses termos", diz Paul. "De outra maneira eu não teria feito nada. Há certas situações que não sei resolver pessoalmente. E esta era tão complicada que não havia outra saída. Eu não tinha como fugir. Lembro-me de que me sentia um prisioneiro. Queria apenas que eles me deixassem sair, deixar os Beatles, ir embora e formar um novo conjunto." "Procurei botar na minha cabeça, o tempo todo, que não era por causa deles. Eles eram legais, e são legais. O problema era a situação, que escapava tanto do meu controle quanto do deles. Quando eu propus que devíamos rasgar o papel que nos mantinha juntos, Allen Klein disse a eles que isso "criaria problemas fiscais", o que os deixou preocupados. Na verdade, se o contrato fosse rompido, então, oficialmente, todo o dinheiro viria para nós individualmente. E cada um decidiria depois o que fazer com o dinheiro."
"Allen Klein está OK para os outros, provavelmente porque ele pôs em ordem os escritórios da Apple e acabou com a multidão que se apinhava à porta, e também porque é um cara simpático para praticamente todo mundo. Eles me disseram: "Sejamos amigos e deixemos nossa gente cuidar dos nossos negócios" Parecia de fato a saída mais fácil. Mas não era. Este é o problema, era o meio mais fácil de enrolar as coisas ainda mais."
O caso Allen Klein afetou tão profundamente as relações entre os Beatles que a mundialmente famosa dupla Lennon & McCartney, responsável por quase todos os grandes sucessos do grupo, nunca mais voltou a trabalhar em parceria. John Lennon e Paul McCartney não falaram um com outro e nem sequer se viram por mais de dois anos. John levou a briga ao ponto de dirigir insultos a Paul através da imprensa, e incluiu uma música no seu último álbum, Imagine, obviamente endereçada ao seu ex-companheiro: "How Do You Sleep?" ("Como Você Dorme?"). Pôs em dúvida a integridade de Paul e insinuou que Paul nada fizera de bom artisticamente desde que os dois se separaram. E quando Paul McCartney publicou seu álbum “Ram”, cuja foto de capa o mostrava segurando um carneiro ("ram") pelos chifres, John Lennon respondeu com uma fotografia na qual reproduzia a mesma pose de Paul, segurando um "porco".
Paul vivia agora em reclusão. Casou-se com Linda e passou a levar uma vida exclusivamente familiar, com a mulher e a filha do primeiro casamento desta, Heather, agora com nove anos. Quando Mary Mac nasceu, Paul declarou que estava pensando em fazer gravações em casa, e foi como se ele tivesse dito que havia se retirado completamente da vida pública e do maldito showbizz.
O aperto de mãos em Nova Iorque - Agora ele admite - "Os últimos dois anos foram ruins. Temos estado doentes" (referia-se a ele e Linda). Seu modo de falar dá a impressão de que os problemas legais e financeiros que o aturdiram desde que se opôs à contratação de Allen Klein tiraram uma parte dele. Hoje é um homem muito diferente do jovem "beatle" bochechudo e alegre que tinha um sorriso e uma canção para cada um.
Mas apesar das divergências sobre a Apple e o empresário Allen Klein, e dos insultos que andaram trocando, Paul McCartney reatou recentemente relações com John Lennon. O sangue "beatle" parece ser mais forte do que tudo isso. "Foi em Nova Iorque", conta Paul. "E o fato de ter sido bastante tempo depois da crise que dissolveu os Beatles ajudou muito. Porque, naquela época, tudo era demasiado "público" e político. Se eu procurasse John, seria como se estivesse representando um papel numa lenda." "Seja como for, eu e Linda nos voltamos então para vê-lo. E foi uma emoção para mim. Havia mais de dois anos que eu não via John. Eis porque fiquei tão nervoso. A última vez que eu o vira fora à mesa de reuniões da Apple. Dissemos um ao outro: "Olha, não vamos ligar para nada do que aconteceu. Pudemos verificar que havia ainda boas vibrações entre nós. O engraçado de tudo é que John e Yoko se parecem muito conosco, Linda e eu." O encontro ocorreu pouco antes de Paul gravar sua controvertida "Give Ireland Back To The Irish" ("Dêem a Irlanda de Volta aos Ir­landeses.") Por causa de seu conteúdo político; a música foi proibida em todas as estações de rádio da Grã-Bretanha, e Paul tornou-se objeto de furor de ambas as facções da luta na Irlanda do Norte. Mas para John Lennon, conhecido pelas suas ideias políticas, a homenagem vocal do ex-parceiro à Irlanda causou boa impressão: "John e Yoko têm uma maneira de pensar semelhante à nossa", diz Paul. "Eles não gostam que a Inglaterra tome conta da Irlanda. Ou da Rodésia. Temos muitos pontos em comum com eles. Na verdade, gosto muito de John e Yoko."
Assim, após as rixas públicas, as acusações mútuas na justiça, as trocas de insultos pela imprensa, e as referências desastrosas de um ao outro em capas de disco, Paul e. John fizeram as pazes num encontro secreto. Em parte por causa dos velhos laços que os uniam, em parte por causa da consciência política partilhada por ambos.
Mas é improvável que isso os leve a trabalhar novamente juntos. Enquanto John Lennon procura adquirir a cidadania americana e dedica boa parte do seu tempo à atividade política, Paul permanece na Inglaterra e pretende apenas escrever música. "No próximo ano haverá muitos ovos de ouro." Com isso quer dizer que Paul McCartney não morreu com os Beatles, e que mesmo longe deles será capaz de criar e oferecer ao mundo os formidáveis "hits" que fizeram do seu nome, na década passada, uma lenda.
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THE BEATLES - ROCK AND ROLL MUSIC

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HOJE É DIA MUNDIAL DO ROCK - YEAH!

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Embora tenha nascido há mais de meio século a partir das batidas dos negros africanos, este estilo de música – e, em alguns casos, até de vida (e morte) – é celebrado somente há 27 anos. Embora ligado a temas como rebeldia e aversão aos bons costumes, o rock tem seu dia marcado justamente por uma causa nobre. Em 13 de julho de 1985 acontecia a primeira edição do Live Aid, festival criado pelo músico Bob Geldolf em prol das vítimas da fome na Etiópia. Atraindo os olhares do mundo inteiro, o evento acabou consolidando a força musical e social do rock em suas diversas vertentes. Realizado simultaneamente na Filadélfia (EUA) e em Londres (Inglaterra), uniu veteranos (Paul McCartney,The Who, Queen, Led Zeppelin), novidades na época (U2, INXS), peso (Black Sabbath, Judas Priest) e pop (Madonna, Duran Duran, David Bowie), entre outros nomes e estilos que cravavam seu nome na história. Em homenagem ao Dia Mundial do Rock, a gente confere agora dois momentos inigualáveis dessa incrível história. VIVA O ROCK AND ROLL!