terça-feira, 22 de dezembro de 2015

THE BEATLES - I WANT TO HOLD YOUR HAND

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ARTISTAS MOSTRAM A CARA EM "LOVE SONG TO THE EARTH"

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O cantor Paul McCartney
Na semana passada, durante a Conferência do Clima em Paris, Paul McCartney, Colbie Caillat e outros cantores lançaram um clipe para ajudar na causa da preservação do planeta. A canção, Love Song to the Earth, já havia sido divulgada em setembro, mas sem que os artistas mostrassem a cara. Apenas um vídeo com a letra da canção sobre uma compilação de imagens de calendário - cachoeira, geleira, arco-íris - circulou na ocasião. Agora a coisa é mais séria: o ex-beatle e a jovem estrela pop aparecem em pessoa para salvar a Terra, em um vídeo divulgado em primeira mão pela revista americana Rolling Stone. Vestidos de branco como pombas no melhor estilo Roberto Carlos, eles cantam em plena harmonia com bichos, plantas, riachos. E um arco-íris. A ideia de que a música pode ajudar boas causas vem de longe, mas ganhou asas nos anos 80 com Do They Know It's Christmas e We Are the World, que arrebanharam dezenas de artistas para obter doações para os famintos da Etiópia. Desde então, gente famosa da indústria musical vira e mexe escreva hinos para sanar os problemas do mundo. Como contribuição mais recente a esse cânone, Love Song to the Earth realmente abre os olhos do espectador. Ela é melosa e apelativa. Se três décadas de manipulações musicais desse tipo não conseguiram produzir nada de mais decente, como acreditar que a espécie humana é capaz de melhorar? Não adiante dizer que a culpa é do tiozão Paul McCartney, que há 73 anos dá sua contribuição para a dilapidação do meio ambiente. Colbie Caillat tem 30 anos, ou seja, pertence à geração dos "millenials" - aqueles que realmente acreditam que atingiram um nível superior de consciência. Se cafonice fizesse baixar a temperatura, Love Song to the Earth traria esperança. Mas cafonice dá um calor...

DISCOGRAFIA DOS BEATLES SERÁ LANÇADA EM SERVIÇOS DE STREAMING

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De acordo com a revista Billboard, a partir do dia 24 de dezembro o catálogo da mais querida banda britânica de todos os tempos, os Beatles, estará disponível em serviços de streaming. Já é velha a disputa sobre as canções da banda não estarem disponíveis em sites como Spotify, Google Music e Apple Music. Serviços de web radio como o Pandora já contavam com músicas dos Beatles em seu catálogo por causa de seu modelo de negócios, mas essa seria a primeira vez que os álbuns do quarteto estariam disponível para audição ‘sob demanda’. As fontes da Billboard afirmaram que as negociações recomeçaram em Janeiro desse ano, sendo que o contrato foi supostamente assinado em Setembro.Ainda não há nenhuma confirmação oficial, mas a mesma diz que ao que tudo indica, no dia 24 poderemos ouvir “Hey Jude” e nas próximas semanas os discos do grupo serão disponibilizados na íntegra.

SUPER RINGO EM DOSE DUPLA - HONEY DON'T E BOYS - SENSACIONAL!

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PAUL MCCARTNEY E BRUCE SPRINGSTEEN TOCAM MÚSICA DE NATAL NA TV

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No último sábado à noite (19) foi ao ar nos Estados Unidos o episódio especial de Natal do tradicional programa de televisão Saturday Night Live que contou com uma jam sensacional entre Bruce Springsteen e ninguém menos que Paul McCartney. 'The Boss' era a atração musical do programa e mandou ver em “The Ties That Bind” e “Meet Me In The City”, mas foi ao final do programa que ele recebeu o ex Beatle para tocar a tradicional música de natal “Santa Claus Is Coming To Town”. A jam virou uma grande festa com as apresentadoras Tina Fey e Amy Poehler. Vale lembrar que essa não é a primeira vez que Paul McCartney surpreende o Saturday Night Live com uma apresentação especial nos últimos anos. Em 2012 a lenda se juntou aos membros remanescentes do Nirvana Dave Grohl, Pat Smear e Krist Novoselic tocou “Cut Me Some Slack”, faixa colaborativa gravada pelos músicos.

sábado, 19 de dezembro de 2015

BAND AID - DO THEY KNOW IT'S CHRISTMAS - 1984

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O compacto original de "Do They Know It's Christmas?" foi gravado em um único dia, 25 de novembro de 1984 e lançado no Reino Unido em 15 de dezembro daquele ano. Vários artistas se uniram para gravar a canção sob o nome Band Aid, um projeto de Bob Geldof do Boomtown Rats, para levantar fundos de ajuda para a terrível fome que estava devastando a Etiópia. A gravação rapidamente chegou ao primeiro lugar. Em 1989 uma nova formação foi reunida - Band Aid II – e regravou a música. Novamente, foi a primeira colocada nas paradas britânicas. Em 2004 outra formação, chamada de Band Aid 20, gravou mais uma vez o compacto, desta vez para o aniversário de 20 anos do projeto. E de lá pra cá, é regravada quase todos os anos por artistas que vão se renovando, mas jamais sem chegar ao sucesso que foi a gravação original. Uma curiosidade: o autor da capa foi Peter Blake, aquele mesmo de Sgt. Peppers. Entre os artistas que participaram do projeto original estavam: Adam Clayton (U2), Queen, Phil Collins (Genesis), Bob Geldof (Boomtown Rats), Steve Norman (Spandau Ballet), Chris Cross (Ultravox), John Taylor (Duran Duran), Paul Young, Tony Hadley (Spandau Ballet), Glenn Gregory (Heaven 17), Simon Le Bon (Duran Duran), Simon Crowe (Boomtown Rats), Marilyn, Keren Woodward (Bananarama), Martin Kemp (Spandau Ballet), Jody Watley (Shalamar), Bono, Paul Weller (The Style Council), James "J.T." Taylor, George Michael, Midge Ure, Martyn Ware (Heaven 17), John Keeble (Spandau Ballet), Gary Kemp (Spandau Ballet), Roger Andrew Taylor, Roger Taylor, Sarah Dallin (Bananarama), Siobhan Fahey (Bananarama), Pete Briquette (Boomtown Rats), Francis Rossi (Status Quo), Robert 'Kool' Bell, Dennis J. T. Thomas (Kool & the Gang), Jon Moss (Culture Club), Sting, Rick Parfitt (Status Quo), Nick Rhodes (Duran Duran), Johnny Fingers (The Boomtown Rats), David Bowie, Boy George (Culture Club), Holly Johnson (Frankie Goes to Hollywood), Paul McCartney e Wings, Stuart Adamson, Bruce Watson, Tony Butler e Mark Brzezicki (do Big Country).

PAUL McCARTNEY & WINGS - MULL OF KINTYRE

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"Mull of Kintyre" é um single do Wings lançado em novembro de 1977. Alcançou o 1° lugar na lista de singles do Reino Unido em dezembro daquele ano, permanecendo nesta colocação por nove semanas seguidas. Foi composta por Paul McCartney e Denny Laine e lançada pelo Wings em novembro de 1977. McCartney compôs o refrão principal da faixa em abril de 1974, como um tributo à península de Kintyre, na Escócia, onde está sua fazenda e os estúdios particulares "Spirit Of Ranachan" e "Rude".

"Mull of Kintyre" foi feita em homenagem à península de Kintyre em Argyll and Bute, Escócia, onde McCartney possui desde o final da década de 1960 uma casa e um estúdio caseiro. A letra dos primeiros versos, também usados como côro, são uma ode à beleza natural da área e o sentido de lar. O amplo apelo da canção foi maximizado devido a seu lançamento antes do Natal e tornou-se o sucesso do natal daquele ano. Esse sucesso rapidamente se espalhou pelo mundo, dominando as paradas na Austrália e em dezenas de outros países ao longo do período de festas de fim de ano, inclusive no Brasil, onde o clipe foi exibido com exclusividade pelo falido Fantástico da falida Globo. "Mull of Kintyre" foi o primeiro single a vender mais de dois milhões e meio de cópias no Reino Unido e tornou-se o single mais vendido de todos os tempos (1977), superando os próprios Beatles em "She Loves You", até ser ultrapassada pela música da Band Aid, chamada "Do They Know It's Christmas?" em 1984 (que também contou com McCartney no lado B).

No entanto, um lugar onde a música não foi um sucesso foi nos Estados Unidos, onde o outro lado, "Girl´s School" recebeu mais execuções e alcançou # 33 na Billboard Hot 100, enquanto "Mull of Kintyre" só conseguiu chegar a # 45 no gráfico da Easy Listening. Como conseqüência, McCartney não tocou "Mull of Kintyre" durante suas turnês subseqüentes na América, e só voltou a tocá-la de novo numa turnê no Canadá e mais recentemente em 11 de julho de 2009, em um concerto em Halifax, Nova Scotia, acompanhado da Banda 78th Highlanders (Halifax Citadel) Pipe. Ele também tocou a canção durante o terceiro encore de seu show no Arena 02 em Londres, em 22 de dezembro de 2009, acompanhado pela 18-piece Balmoral Highlanders Pipe Band. Em meados dos anos 80, depois da declaração de falência, Denny Laine vendeu seus direitos comeriais para McCartney.

PAUL McCARTNEY & WINGS - GIRL'S SCHOOL

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https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/6/66/

Girl's School" foi composta em Honolulu, no Havaí. McCartney teve a ideia para compor a música antes do começo da turnê do Wings em 1975, enquanto descansava no Havaí. Ao ler um dos jornais locais, ele achou divertidos os títulos dos anúncios publicados por garotas de programa como "School Mistress" (Dominadora colegial) e "Woman Trainer" (Mulher treinadora), o motivando a compor a faixa lançada como lado B de "Mull Of Kintyre, mas que, nos Estados Unidos foi promovida como lado A. 
Fonte: "Paul McCartney - Todos os segredos da carreira solo" de Claudio D. Dirani.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

JOHN LENNON LIVE AT APOLLO THEATER - SENSACIONAL!

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No dia 17 de dezembro de 1971, o casal John Lennon e Yoko Ono fez uma aparição surpresa em um concerto no Apollo Theatre, no bairro negro do Harlen, em Nova York, em benefício das famílias das vítimas do massacre dos 28 homens assassinados durante uma rebelião na prisão estadual de Attica. Tocaram três músicas: "Attica State", "Sisters O Sisters" e "Imagine". Somente aqui no nosso blog preferido, a gente confere as três. VIVA JOHN LENNON!

Clique na belísima imagem do John e confira novamente a postagem imperdível "JOHN LENNON - LIVE PERFORMANCES" publicada em 8 de junho de 2012.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

PAUL McCARTNEY & WINGS - CALL ME BACK AGAIN

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"Call Me Back Again" é uma canção creditada a Paul e Linda McCartney e interpretada pelo Wings. Foi originalmente lançada no álbum Venus and Mars  também foi gravada ao vivo ao longo das turnês mundiais na Austrália e América em 1975 e 1976. Uma dessas gravações ao vivo foi incluída no álbum Wings Over America e é que a gente confere aqui embaixo. E em seguda o vídeo superlegal editado especialmente para um dos DVDs da edição de luxe de Venus And Mars de 2014. "Call Me Back Again" também aparece no álbum “Wingspan”.
Não deixe de conferir também a megapostagem “PAUL McCARTNEY & WINGS - VENUS AND MARS” publicada no dia 10 de junho de 2015.

THE BEATLES - ABBEY ROAD – THE SESSIONS TOUR

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Sete vocalistas, sete músicos adicionais e uma orquestra de 21 elementos estão se preparando para recriar no palco, o que John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr – enquanto Beatles – fizeram dentro no estúdio nº 2 de Abbey Road. O projeto é ambicioso: “Normalmente, quando você assiste uma banda cover dos Beatles, há quatro membros da banda usando perucas no palco. Bem, ‘The Sessions Tour’ é muito mais do que isso. Na verdade, ele pode ser visto como o único show tributo dos Beatles na história, mostrando como eram as coisas dentro do estúdio. E tudo, ao vivo”.
"Uma incrível quantidade de investigações e estudos foram despendidas para a elaboração do espetáculo". O produtor Jef Hanlon explica: "Nós queríamos ser tão verdadeiros para com o processo original quanto possível. Todas as instrumentações e arranjos vocais serão realizados de formas idênticas às gravações originais - haverá até sete cantores para recriar os vocais dobrados em mais de uma faixa, técnica pioneira criada para os Beatles. Esse show não pretende ser mais uma mostra do tipo “são muito parecidos”, mas sim como “o SOM é igualzinho” ... com os cantores e instrumentistas que são os melhores imitadores dos Beatles no mundo. É uma obrigação para com os fãs dos Beatles de todas as idades”. Os “gênios” por trás do ambicioso, e pretencioso projeto, criaram um vídeo, para tentar dar aos fãs um gostinho do que cada show mostrará. "Este vídeo é uma pequena janela para o que estamos tentando alcançar, e da paixão e especialização com que nós vamos fazer isso", diz o diretor executivo Stig Edgren. "Com uma equipe de classe mundial, nós temos uma oportunidade incrivelmente excitante para criar o maior e mais espetacular show mostrando muito mais os Beatles autênticos musicalmente do quê clones parecidos com eles e usando play-backs. Queríamos dar às pessoas um gosto do processo pelo qual vamos trazer as sessões à vida, e espero que elas reconheçam que nosso compromisso foi oferecer o melhor da produção dos Beatles em todos os seus anos".
Infelizmente, esse fantástico passeio pelas sessões de Abbey Road, só está definido para ser apresentado pelo Reino Unido, só em grandes palcos, nos primeiros meses de 2016, mas como o show no Royal Albert Hall já foi vendido para fora, podemos potencialmente prever o conceito do concerto trilhar o seu caminho pelo também pelo exterior. Tomara, boa sorte! Que um dia chegue aqui na terrinha e aqui em Brasília. Até eu ia!

YOUNG REBEL SET - LION'S MOUTH - SENSACIONAL!!!

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http://dis.images.s3.amazonaws.com/
The Young Rebel Set são uma banda de rock da cidade de Stockford-on-Tees ao norte da Inglaterra. Formada em 2007 em torno das canções do cantor / compositor Matthew Chipchase, a banda de tração nas quatro rodas rapidamente ganhou notoriedade por seu som corajoso, honesto, que teve a inspiração de ícones americanos, como Bruce Springsteen e Johnny Cash e do Brit-pop dos anos 90 com bandas socialmente conscientes como o Clash e The Pogues. passaram seus primeiros anos de forma regular lançando singles e fazendo turnês pelo Reino Unido e Europa, onde encontraram um sucesso inesperado na Alemanha. Em 2011, assinaram com a gravadora britânica Ignition Records (Oasis, Primal Scream), que lançou seu álbum de estréia “Curse Our Love” que abre justamente com essa paulada que a gente confere agora, na boca do leão.

THERE'S A PLACE - THE BEATLES STORY IN LIVERPOOL

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The Beatles Story no Albert Dock
The Beatles Story - O museu baseado em Albert Dock, Liverpool ganhou um como uma das principais atrações do mundo. O museu dedicado aos Beatles foi nomeado como a melhor atração do norte da Inglaterra e é um dos melhores lugares do Reino Unido para visitar. The Beatles Story venceu a concorrência do Castelo de Edimburgo e do Chester Zoo, o super zoológico em Cheshire, Inglaterra. O prêmio também coloca a Beatles Story no mesmo patamar de outros vencedores em todo o mundo, incluindo a Walt Disney Magic Kingdom, Islands of Adventure da Universal, London Eye e o Empire State Building. Martin King, da Beatles Story, disse: "Que honra isso ter acontecido no nosso ano de aniversário de prata, Ser reconhecida como uma das principais atrações turísticas do Reino Unido. Meus agradecimentos a toda a equipe que continua a trabalhar incansavelmente para fazer da Beatles Story uma atração de primeira classe. Nós, é claro, também agradecemos demais a todos que votaram em nós para ganhar este prêmio, bem como a todos os nossos clientes que nos visitaram ao longo dos anos”.

Confira também:
THE BEATLES STORYBATE RECORDE DE VISITANTES
e LIVERPOOL FESTEJA OS 75 ANOS DE LENNON.


THE MUSIC OF LENNON & McCARTNEY - TV GRANADA - 1965

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Durante os primeiros dias de novembro de 1965, os Beatles fizeram uma pequena pausa para gravar um especial de televisão para a Granada TV, que foi intitulado “The Music Of Lennon & McCartney”. A concepção básica do programa, concebido por Johnny Hamp (responsável pela primeira aparição dos rapazes na TV, no programa “People and Places”, da própria Granada, em 1962) seria mostrar músicas da dupla mais famosa da época, interpretada, além dos Beatles, por outros artistas que já haviam regravado suas canções (incluindo algumas que eles nem chegaram a gravar). Entre os convidados estavam Cilla Black, Peter and Gordon, Billy J. Kramer & The Dakotas e o humorista Peter Sellers. O especial de 50 minutos foi gravado em Manchester, no estúdio 6 (um dos maiores da Granada), com um cenário produzido especialmente para a ocasião, e exibido em Londres na noite do dia 16 de dezembro de 1965. No resto do Reino foi transmitido um dia depois. Os Beatles queriam que Ella Fitzgerald fizesse uma performance de “Can’t Buy Me Love”, mas ela não estava disponível na época. Já o cantor francês Richard Anthony, que estava programado para realizar uma aparição no programa, sofreu um acidente de trânsito pouco tempo antes das gravações do especial e foi substituído por Dick Rivers, que apresentou “Things We Said Today”, em francês. George Martin participou do programa, comandando uma orquestra de 25 músicos para as performances de “I Feel Fine” e “Ringo’s Theme”. Uma linda versão de “Yesterday” começa com Paul ao violão e depois corta de forma incrível para Marianne Faithfull, que segue dos 22 segundos em diante numa bela performance, gravada nos estúdios da Decca no mês anterior (que, inclusive contou com a presença do Macca, durante a sessão). Cilla Black cantou “It’s For You”, música de Paul que os Beatles nunca chegaram a gravar (no fim da performance, Cilla desce um lance de escadas onde, embaixo, estão Paul e John, que dá umas “olhadelas” para a saia da moça). Billy J. Kramer e seus Dakotas participaram com a maravilhosa de “Bad To Me” (outra que os Fab não gravaram). Mas, no entanto, um dos maiores destaques do programa foi a performance de Peter Sellers, em uma memorável atuação teatral “declamando” a letra de “A Hard Day’s Night”, no maior estilo “Shakespeariano”. A parte de Sellers foi gravada em um estúdio em Londres, e não em Manchester como o resto do programa. Para promover o single “Day Tripper”/”We Can Work It Out”, os Beatles apareceram ao fim de cada parte do programa tocando as duas canções, respectivamente. Na segunda, John aparece tocando o famoso Harmonium, que fora usado na gravação lançada no compacto.
Fonte do texto: beatlescollege.

GEORGE FEST: UMA NOITE PARA CELEBRAR A MÚSICA DE GEORGE HARRISON

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Um álbum ao vivo e um filme de um concerto especial em homenagem a George Harrison está programado para lançamento muito em breve. A noite celebrando a música do saudoso Ex-Beatle, no ano passado e ganhou o merecido nome de “George Fest Concert” contou com estrelas como Brian Wilson ,The Killers Brandon Flowers, Nora Jones, entre outros foi gravado em 2014, no The Fonda Theater em Los Angeles – “George Fest: Uma noite para celebrar a música de George Harrison” apresenta versões cover, bem como entrevistas de bastidores com os artistas por trás delas. Aqui eles abertamente discutem a influência que Harrison teve em sua carreira. O line-up inclui Nora Jones, The Killers Brandon Flowers ', Conan O'Brien, Brian Wilson, The Flaming Lips, Weird Al "Yankovic, The Strokes' Nick Valensi, e uma série de outros. Produzido pelo filho de Harrison, Dhani, e David Zonshine, o tributo ao vivo estará disponível em 4 configurações, incluindo 2xCD / DVD, 2xDVD / Blu-Ray, 3xLP (180 gramas) e download digital.
http://cdn.images.express.co.uk/img/dynamic/79/590x/
Falando sobre o concerto e a música icônica de seu pai, Dhani Harrison disse: "Eu sempre imaginei um show pequeno num clube onde músicos de minha geração pudessem tocar algumas das faixas mais profundas de sua carreira ... então, de uma forma totalmente nova e vibrante , mais uma vez eu tive de subir ao palco com alguns dos meus heróis musicais mais preciosos ao som da música mais conhecida na minha vida... Eu espero que vocês gostem tanto de ouvir quanto eu gostei de fazer. São algumas das melhores interpretações de canções de meu pai”. “George Fest: Uma noite para celebrar a música de George Harrison” será lançado um dia depois do que teria sido seu aniversário de 73 anos - 26 de fevereiro de 2016.
Disco 1:
1 Introduction 
2 Conan O’Brien - 'Old Brown Shoe'
3 Britt Daniel from Spoon - 'I Me Mine' 

4 Jonathan Bates with Dhani Harrison - 'Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)' 

5 Norah Jones - 'Something' 

6 Brandon Flowers - 'Got My Mind Set On You' 

7 Heartless Bastards - 'If Not For You' 
8 Ian Astbury from The Cult - 'Be Here Now' 
9 Nick Valensi from The Strokes - 'Wah-Wah' 
10 Jamestown Revival - 'If I Needed Someone' 
11 Black Rebel Motorcycle Club - 'Art of Dying' 
12 Dhani Harrison - 'Savoy Truffle' 
13 Chase Cohl with Weezer's Brian Bell on guitar - 'For You Blue' 
14 Ann Wilson from Heart - 'Beware Of Darkness'
Disco 2:
1 Dhani Harrison - 'Let It Down' 
2 Ben Harper - 'Give Me Love (Give Me Peace On Earth)' 
3 Perry Farrell from Jane's Addiction - 'Here Comes The Sun' 
4 'Weird Al' Yankovic - 'What Is Life' 
5 Norah Jones - 'Behind That Locked Door' 
6 Brian Wilson with Al Jardine - 'My Sweet Lord' 
7 The Black Ryder - 'Isn't It A Pity' 
8 Butch Walker - 'Any Road' 
9 Karen Elson - 'I’d Have You Anytime' 
10 Cold War Kids - 'Taxman' 
11 The Flaming Lips - 'It’s All Too Much' 
12 Brandon Flowers, Dhani Harrison, Jonathan Bates, 'Weird Al' Yankovic, Britt Daniel, and Wayne Coyne - 'Handle With Care' 
13 Ann Wilson, Dhani Harrison, Karen Elson, and Norah Jones - 'All Things Must Pass

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

KINETIC TYPOGRAPHY - THE BEATLES - HELP! SENSACIONAL!

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Enviado pela amiga Ana Luísa Moreira. Um grande beijo!

THE SHINS - WONDERFUL CHRISTMASTIME

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Como o natal está muito próximo, e muita gente adora, as famigeradas músicas natalinas sempre começam a pipocar aos montes. Assim, no final de novembro de 2012, a Starbucks Hear Music e a Concord Music Group, lançaram uma compilação de músicas natalinas tocadas por astros contemporâneos. Entre eles, o The Shins entregou uma fiel “Wonderful Christmastime”, cujos vocais de James Mercer ecoam os deliciosos sons dos Beach Boys, fiel à afinação e timbre do grupo, que gravou em 1964 o disco “The Beach Boys’ Christmas Album”.

Essa gravação de The Shins é uma cover da canção de Paul McCartney "Wonderful Christmastime " de 1979, e desde que foi lançada, há 3 anos, a versão de The Shins atinge a marca de nº 1 das paradas norte-americanas. Curiosamente, a versão original de McCartney, é considerada por muitos críticos americanos como "a pior música de Natal de todos os tempos". Pessoalmente, eu até que gosto dela e ainda tenho meu compactozinho atá hoje.

The Shins é uma banda formada em Albuquerque, Novo México, mas agora com base em Portland, Oregon (Estados Unidos). Sua música é geralmente descrita como indie pop, mas nota-se influências de rock e folk.

domingo, 13 de dezembro de 2015

GEORGE HARRISON - UM EX-BEATLE NA CASA BRANCA

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Durante a sua turnê pelos Estados Unidos, o ex-Beatle George Harrison, a convite de Jack Ford, filho do presidente Gerald Ford, fez uma visita à Casa Branca, em Washington DC. O filho de Ford, havia assistido a um show de Harrison, em Salt Lake City, e o convidou para ir até a Sede do Governo. George estava acompanhado do pai, Harry e dos músicos Billy Preston, Ravi Shankar & Tom Scott.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

THE SHANKAR FAMILY & FRIENDS - I AM MISSING YOU

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Se vivo estivesse, Ravi Shankar estaria completando hoje 95 anos. Ele nasceu em 11 de dezembro de 1920. Esse superdiscaço "The Shankar Family & Friends, produzido por George Harrison em 1974, que traz a belíssima "I Am Missing You" já esteve aqui para download. Felizes aqueles que baixaram!
Não deixe de conferir:

JOHN LENNON, OS ROLLING STONES E O GRANDE CIRCO DO ROCK

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Em dezembro de 1968, o programa "The Rolling Stones: Rock and ’Roll Circus", tornou-se histórico por reunir os Rolling Stones, John Lennon, Yoko Ono, Taj Mahal, Marianne Faithfull, Eric Clapton, Mitch Mitchell e as bandas The Who e Jethro Tull. O especial, foi filmado em Londres nos dias 10 e 11 de novembro de 1968 por Michael Lindsay Hogg (que também faria o "Let It Be" dos Beatles) e ficou engavetado durante anos sem jamais ser exibido comercialmente, até ser encontrado e recuperado em 1989. O show, como já foi dito, foi uma reunião dos grandes nomes do rock britânico da época. E tudo numa atmosfera circense, com Mick Jagger como mestre de cerimônias. Mas o imperdível e indispensável desse espetáculo, é sem dúvida, a participação do incrível John Lennon e a superbanda The Dirty Mac, formada especialmente para o evento por ele, Eric Clapton, Mitch Mitchell (baterista do Jimi Hendrix Experience) e Keith Richards. Esse melhor momento, a gente confere agora novamente: The Dirty Mac - Yer Blues! Absolutamente sensacional!

A PEDIDOS - THE BEATLES - ROCK AND ROLL MUSIC

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Um grande abraço para a amiga Suzana Rodrigues!

JOHN, YOKO & JAMES HANRATTY - O ÚLTIMO CONDENADO

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http://cache1.asset-cache.net/gc/
No dia 11 de dezembro de 1969, John, George, Ringo e respectivas esposas assistiram à estréia do filme “The Magic Christian”, estrelado por Ringo Srarr e Peter Sellers, em Londres. John e Yoko chegaram ao local segurando cartazes com os dizeres “Grã-Bretanha Assassinou Hanratty”. Nota: James Hanratty foi condenado à morte na Inglaterra mesmo tendo apresentado um álibe incontestável. Fonte: thebeatlesdiary. Pois bem, já que hoje faz 46 anos desse dia, a gente confere novamente a postagem sobre a história de James Hanratty e seu envolvimento com o casal mais famoso do mundo na época, publicada originalmente em 11 de dezembro de 2012.

Um julgamento controverso, um processo cheio de pistas inconsistentes, tudo isto norteou o caso James Hanratty e o assassinato da rodovia A-6 (Bedford Road), que atraiu a atenção de John & Yoko e os levou a assumir a causa em uma campanha pública. James Hanratty foi o último cidadão britânico condenado a ser julgado e executado e atraiu muitos simpatizantes pela causa de sua absolvição e mais tarde, pela tentativa de reconhecimento por parte da justiça inglesa, de sua inocência. James Hanratty jamais conseguiu provar sua inocência e foi condenado à forca. A família de James, principalmente seus pais, tentou reverter a decisão do juiz Gorman através do Tribunal de Recursos e do Secretário de Estado, Lord Rob Butler; porém todos os recursos mostraram-se inúteis. James foi enforcado aos 25 anos de idade na prisão de Bedford em 04 de abril de 1962 às 20 horas. No dia da execução, cerca de duzentas pessoas estavam do lado de fora, sendo que três estudantes universitários de Oxford protestaram por oito horas com faixas escritas: “Acabem com o assassinato legalizado”; “Não aos enforcamentos”; “Enforcar não é a solução”. Não se postou nenhum aviso nos portões, mas às 20:30 hs, a polícia começou a dispersar a multidão. Uma das pessoas depositou um ramo de flores na entrada da prisão com um cartão escrito: “Estas flores são para James Hanratty que, como Evans e Bentley foram assassinados pelo nosso Estado que se diz civilizado”. A luta para limpar o nome de Hanratty começou quase que imediatamente. Quase uma dúzia de testemunhas compareceu para tentar provar que no momento do crime, James estaria situado a noroeste da rodovia A-6. A família Hanratty argumentou que a polícia não foi nem um pouco diligente na verificação do segundo álibi e tentou processar o Lorde Butler por descumprimento do dever público em 1970, mas o processo não foi acolhido pela justiça. Para piorar a situação, três anos antes, em 1967, Peter Alphon deu uma entrevista coletiva em Paris, onde confessou publicamente ser o assassino da rodovia A-6. Posteriormente o mesmo Alphon retificou sua declaração e se isentou do caso. Depois surgiu uma carta anônima enviada ao editor do Yorkshire Evening News, em Leeds, assumindo a culpa pelo crime e inocentando Hanratty. Nesta mesma carta, o autor se responsabilizava por mais um crime ocorrido na rodovia A-9. Em 1969, o pai de James, que reconhecidamente era um homem decente, continuou protestando pela inocência de seu filho e organizou vigílias na frente do Parlamento britânico e começou a recolher assinaturas de simpatizantes. No final do ano, extremamente desgastado pela resistência do poder judiciário e da polícia, já sem muita publicidade na imprensa, resolveu recorrer ao casal John & Yoko, que após tomarem conhecimento dos álibis e das inconsistências das provas apresentadas, decidiram dar apoio integral à família Hanratty.
John e Yoko adotaram o slogan “Britain murdered Hanratty” (A Grã-Bretanha assassinou Hanratty) e em dezembro, através de press release da Apple, anunciou que pretendiam realizar um filme sobre o caso da rodovia A-6. No avant-premiére do filme Magic Christian, onde atuam Ringo & Peter Sellers, John e Yoko chegaram numa limusine decorada com uma grande faixa pintada com o slogan sobre Hanratty. Pararam propositadamente atrás do carro real que estava transportando a princesa Margaret e seu marido e fizeram a festa para os fotógrafos presentes. Três dias depois, no dia 14 de dezembro, o pai de James compareceu ao Speaker’s Corner no Hyde Park, pedindo uma investigação pública sobre a condenação do filho. No chão, havia um saco branco, que se contorcia e tinha o sentido de fazer um protesto silencioso por James Hanratty. Obviamente, no saco estavam John e Yoko. No show no salão de bailes do Lyceum em Londres, John reuniu George Harrison, Eric Clapton, Delaney e Bonnie, Billy Preston e Keith Moon, dentre outros. Yoko começou o espetáculo dentro de um saco branco, de onde saiu para cantar “Don’t Worry Kyoko”, iniciando com “Britain, you killed Hanratty you murderer!” e pontuada por gritos do famoso slogan “Britain murdered Hanratty”. Esta seria a última apresentação de John na Inglaterra. John conforme prometido, produziu um filme colorido com duração de 40 minutos sobre o caso Hanratty e o exibiu no dia 17 de fevereiro de 1972 na cripta da Igreja de St. Martin-in-the-Fields em Londres. Quarenta anos depois do enforcamento de James, seu corpo foi exumado atendendo o apelo que a família Hanratty fez em 1999, para que obtivessem provas através do DNA comparando com pistas genéticas deixadas no lenço que envolveu o revólver calibre 38 e vestígios de esperma existentes nas roupas de Valerie Storie. O resultado, surpreendentemente ratificava a culpa de James. Apesar do resultado adverso, a família continuou acreditando na inocência de James, já que havia a possibilidade de que as provas estivessem contaminadas, visto que na década de 60, não existia a técnica e o cuidado necessário de lidar com esses tipos de provas. Neste vídeo clipe com uma entrevista de John e Yoko, ao fundo, pode-se ver o cartaz escrito com o slogan “Britain murdered Hanratty”. Fonte do texto: The Beatles College.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O ASHRAM EM RISHIKESH - RESTORED - 2015

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O lugar que serviu de retiro espiritual onde os Beatles foram para tentar estudar meditação transcendental e completamente abandonado, foi aberto ao público nas cercanias da cidade indiana de Rishikesh. O Ashram pertencia ao Maharishi Mahesh Yogi, um autodenominado guru, morto em 2008, mas o local foi abandonado por ele e seus seguidores anos antes, ainda na década de 1970. Um departamento local assumiu a administração do lugar há vários anos. Mesmo fora de funcionamento, o retiro manteve-se como grande atração para fãs dos Beatles de todo o mundo, que escalavam os muros ou subornavam guardas para que pudessem entrar. Foi ali que o grupo compôs várias músicas do álbum The Beatles – Álbum Branco. Autoridades locais reabriram o retiro para visitantes na última terça-feira e o preço da entrada varia de US$ 2,24 (cerca de R$ 8,55) para turistas indianos a US$ 10,49 (R$ 40) para estrangeiros. "Limpamos o local e plantamos flores nos caminhos. Estamos criando alguns jardins e colocando alguns bancos para os visitantes", disse Rajendra Nautiyal, do departamento florestal. "Queremos manter o aspecto rústico do lugar".
Não deixe de conferir a superpostagem "A MÁGICA VIAGEM DOS BEATLES À INDIA" publicada em 19 de fevereiro de 2013 e também "MAHARISHI MAHESSI YOGI - UM HOMEM SANTO OU UM PICARETA?" publicada em 6 de fevereiro de 2014. Namastê!

THE BEATLES - HEY JUDE - SUPER HD - SENSACIONAL E IMPERDÍVEL!

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Todos nós, felizardos fãs dos Beatles podemos agora conferir mais um superclipe em alta qualidade no canal oficial YouTube/VEVO da banda. O vídeo de mais de oito minutos de "Hey Jude" foi liberado esta semana na plataforma como parte da promoção do relançamento da coleção "The Beatles 1", no qual a produção também foi incluída, e é derivado da performance dos rapazes no programa do apresentador David Frost em 1968. Na ocasião, a música permaneceu por nove semanas no topo da parada de singles americana, tornando-se a música da banda que mais tempo ficou na posição. "The Beatles 1+" traz mais de 200 minutos de material do quarteto de Liverpool, entre clipes e vídeos promocionais remasterizados, e áudio nos formatos 5.1 Dolby Digital e DTS HD, e ainda inclui um livreto com 124 páginas. Esse super lançamento está disponível nos formatos CD, DVD e Bluray desde o último dia 6. Senhoras e senhores, com vocês...THE BEATLES!

VIVA JOHN LENNON. FOREVER. ATÉ O FIM!

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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

JOHN LENNON - GIMME SOME TRUTH - ME DÊ UM POUCO DE VERDADE!

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OS ÚLTIMOS DIAS DE JOHN LENNON - Por Yoko Ono

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O texto que a gente confere agora, foi publicado na revista Rolling Stone Brasil Nº 52 de janeiro de 2011.

FAZER DOUBLE FANTASY FOI UMA GRANDE alegria para John e para mim. Mas também foi intenso, porque estávamos tentando terminá-lo para lançar no Natal. John sabia o que eu estava enfrentando e me protegeu até o fim. Se não fosse por isso, o disco não teria sido um diálogo entre um homem e uma mulher. Mas, se o disco não fosse um diálogo entre um homem e uma mulher, John teria se recusado a fazê-lo. As coisas foram assim. Ninguém foi maldoso comigo. Mas havia um forte sentimento de que o disco devia ter sido apenas de John, e eu fui uma coisa extra que eles precisaram suportar. Ouço um grande sim! de vocês aí, que estão lendo isto. Então, devem entender como as pessoas da época também se sentiam. Por causa dessa situação delicada, John teve de fazer o que tinha de fazer e também me proteger, ao mesmo tempo. Mesmo com o poder de observação rá-pido e astuto dele, e de seu poder total no estúdio, não foi nada fácil. Ele estava tentando proteger uma leoa cheia de orgulho com um coração de cordeirinho, sem permitir que ela soubesse o que ele estava fazendo. Agora, olhando para trás, entendo tudo com perfeita clareza.

Nas sessões de gravação de Double Fantasy, eu já estava bem acostumada com a maneira de se fazer as coisas no mundo do rock. Mas em uma situação de pressão eu voltava a ser a minha velha eu, de vanguarda clássica. Um guitarrista estava tendo dificuldade de encontrar um bom solo para uma das minhas músicas. Era tarde da noite e eu simplesmente peguei um pedaço de papel, escrevi algumas notas bem rapidinho e perguntei se ele podia tocar aquilo no solo. Um pouco antes de isso acontecer, alguém tinha me dito que ele sabia ler partituras. Então, eu achei mais educado entregar a ele um rabisco de notas a mostrar o que eu queria no piano, porque assim o grupo todo saberia o que eu estava fazendo. Ele simplesmente disse para John: "Não posso tocar isto". John olhou para mim, olhou para o guitarrista e saiu da sala, fazendo sinal para que eu o seguisse. Do lado de fora da sala de controle, ele disse: "Lembra? Você tem que cochichar para mim!" Eu tinha que sussurrar a melodia no ouvido de John?! Mas, no rock, não se pode criticar os músicos por seus solos. Você tem de falar assim: "Ficou bom. Mas será que podemos tentar outro, só para garantir? Quem sabe um pouco mais leve..." Algo assim. Então, eu percebi que havia dado um fora. Só respondi: "Eu sei, eu sei", e deixei pra lá. Foi só isso.

Daí, teve "Yes, I'm Your Angel"! Eu queria fazer em 3/4. John disse: "Vamos fazer rock, 4/4". Então, fizemos em 4/4. Quando terminamos todas as faixas, John disse: "Então, nós terminamos! Tem mais alguma coisa, Yoko?" Eu disse a ele que, para falar a verdade, eu ainda queria fazer "Angel" em 3/4. "Ah... certo! K nunca devia ter aberto a boca! Então, vamos chamar o pessoal de volta." Tod e todos os músicos já tinham guardado as coisas e ido embora do estúdio. Andy, o baterista, teve de voltar das Bermudas! Mas nós fizemos "Yes, I'm Your Angel" em 3/4. O problema era que a feita em 4/4 soava muito melhor. Os músicos tocaram perfeitamente tanto a versão 4/4 quanto a 3/4. Então, não era culpa deles. Tinha algo previsível em fazer em 3/4 para aquele tipo de música que fazia soar mais contida do que a versão em 4/4, que nos surpreendeu ao parecer mais fresca na comparação com a 3/4. Voltamos atrás e usamos o 4/4 que tínhamos feito. Os músicos foram todos gentis em relação a isso, mas eu não acho que tenha vencido nenhum concurso de popularidade ou algo assim! Na hora, não achei que fosse nada. Os artistas têm o direito de almejar a perfeição. Mas agora eu percebo que John estava me ajudando sem fazer nenhum alarde. Um dia, no meio da confecção de Double Fantasy, os técnicos nos disseram que precisavam de duas horas para consertar a mesa. Então nós deveríamos sair um pouco. Dar um passeio. Maravilha! Depois de passar séculos no estúdio escuro, o sol ofuscou nossa visão. Parecia primavera! Um dia lindo, lindo mesmo. O céu brilhava tão azul... Nós parecíamos duas crianças matando aula. John resolveu que nós iríamos à Saks Fifth Avenue. Ele passou por alguns balcões e parou no dos óculos: "Precisamos escolher um para você". Ele escolheu um par - óculos escuros grandes, daqueles que envolvem o rosto - e os colocou em mim. Foi estranho, ele começou a fazer uma cara bem séria. "O que foi?" "Você devia usar esses óculos o tempo todo." Achei aquilo uma bobagem e fiquei com vontade de dar risada, mas me detive. Ele estava observando. Aquilo me lembrou da primeira vez que eu o vi observando o meu Painting to Hainmer a Nail In [Quadro para martelar um prego] na galeria Indica. Dessa vez, ele estava me observando com os óculos que ele tinha escolhido para mim. "Por quê?", eu perguntei com os olhos. Ele só pegou a minha mão e caminhamos rápido para a saída. Estava na hora de voltar para o estúdio. Eu imediatamente me esqueci completamente do acontecido. Mais tarde, eu usaria aqueles ócu¬los para enfrentar o mundo. Eu ouvia John dizendo: "Ande com o queixo para cima. Nunca deixe que percebam que você foi atingida!" Então, mesmo depois de se ir, ele continuou a me proteger e a me ajudar. Nós dois éramos pessoas muito verbais. Uma vez, estávamos no elevador, con-versando bem animados, e nos esquecemos de apertar o botão. O elevador ficou no térreo um tempão, e nós nem percebemos. Finalmente, a porta se abriu e uma senhora entrou e nós nos demos conta do que tínhamos feito. Só estávamos batendo papo. Por que nós tínhamos tanta coisa sobre o que falar? Talvez por ser-mos apenas nós dois. Nós nos isolamos, e não tínhamos ninguém além de um ao outro. John não se importava nem um pouco com isso. Provavelmente tinha a ver com o fato de que ele tinha conhecido e cumprimentado tanta gente na época das turnês dos Beatles que não ter que receber muita gente parecia novidade. Nós também éramos pessoas muito silenciosas. Não precisávamos dizer nada. Só de nos entreolharmos, já sabíamos o que o outro estava pensando. Quanto mais o mundo nos detestava, mais nós nos tornávamos protetores em relação um ao outro. Eu adorava o jeito dele mais para o fim: "Ande com o queixo para cima. Nunca deixe ninguém perceber que você foi atingida!" Eu sempre sorria quando ele dizia isso. Mas, quando ele estava sozinho, eu o pegava refletindo com o olhar distante, de um soldado jovem/velho que se lembrava de tudo. Um dia, ele até disse: "Olha, se algum dia eu morrer, faça o seguinte...", e ele me deu instruções precisas a respeito do que eu devia fazer com as sobras de estúdio dos Beatles. "Assegure-se disso." Eu achei notável o fato de ele ainda estar preocupado com as gravações antigas. De artista para artista, eu gostei daquela observação na época. Certa noite, ele estava soluçando. "Não me deixe sozinho. Não morra antes de mim." "Mas, John, eu sou mais velha do que você, então é natural que eu me vá primeiro." "Não, você não pode fazer isso. Simplesmente não pode." Mas, em outro dia, ele disse, com muita calma: "Se você morresse, eu ia fazer uma sopa com você e a tomaria. Aí nós finalmente seríamos um corpo só". Parece que ele ficou inspirado com aquela ideia, e disse para as pessoas que trabalhavam para nós. "Sabe, se a Yoko morrer, vou fazer uma sopa com ela e tomar..." Todo mundo ficava com a expressão impassível, como se ele não tivesse dito nada fora do comum. John parecia um garotinho quando dizia aquilo. Um garotinho que tinha tido uma ótima ideia. Nós dois, como casal, não éramos muito benquistos, para colocar de maneira amena. Todo mundo ao nosso redor parecia pensar que, se John não estivesse comigo, os Beatles voltariam a tocar juntos. Enquanto nós estávamos separados, John me disse que teve de dar uma entrevista dizendo que os Beatles poderiam voltar. Ele me disse que a gravadora achava que ele não teria chance alguma de vender o disco dele se não tivesse feito aquilo. Então ele deu uma entrevista e man¬dou a cópia para mim. Quando se assiste àquela entrevista famosa, em vídeo, dá para perceber que John estava bem sem jeito. Ele tentou ser engraçado - e essa era sempre uma válvula de escape. Para um sujeito como John acabar dando uma entrevista em que ele não acreditava, deve ter se sentido muito pressionado mesmo. Eu pensava que, se nós nos separássemos, talvez ele voltasse a ser aquele cara tão querido que tinha sido no passado. Essa não era a única razão por que eu queria a separação. Eu também já estava farta de ser odiada pelo mundo inteiro. A situação era um inferno. Estava ficando perigoso para mim. Para John, estava afetando a venda dos álbuns dele. Isso significava uma grande lacuna na vida dele. Eu me sentia culpada. Mas John era inflexível na questão de ficarmos juntos. Então nós voltamos a nos acomodar no inferno e nos refestelamos. Inferno! O que é inferno? "Nós vamos ser felizes em qualquer lugar em que estivermos, desde que estejamos juntos. Por acaso nós nos incomodamos? Não, Yoko. Nós não nos inco¬modamos, não é mesmo? Nós vamos nos acomodar em cadeiras de balanço na Cornualha quando estivermos velhos, esperando os cartões-postais de Sean." No período de Double Fantasy, ele recuperou seu fluxo criativo e estava total-mente vigoroso, compondo e gravando músicas maravilhosas. Mas, no meio da noite, ele tinha pesadelos de nós voltarmos a nos separar. Desta vez, pela morte. Eu fiz a arte da capa de Double Fantasy. Escolhi uma fonte boa para as pala¬vras. E usei duas fotos de Shinoyama para a parte da frente e a de trás do LP, só que eu as coloquei em preto e branco. As fotos originais eram coloridas. Achei que, colocando em preto e branco, ia refletir o caráter firme do álbum. Achei que ia transmitir a mensagem de que era um documentário, não ficção. Mas "vida é aquilo que acontece enquanto você está fazendo outros planos", como John dizia. Quando eu olho para a capa hoje, fico me perguntando se não havia mais coisa por trás de fazer em branco em preto, que não estava nos meus cálculos.

O álbum estava terminado. Nós lançamos o single "(Just Like) Starting Over". Mas a música não chegou ao número 1 da parada. Eu fui até John, que estava sen¬tado em uma cadeira confortável, lendo os jornais. "John, sinto muito. O single só chegou ao número 8." "Não vai subir?" "Não." Ele passou um segundo pensando, olhando para mim. Então ele disse: "Tudo bem. Nós temos a família". Ele tinha planos grandiosos para o caso de o single chegar ao número 1. Por ser absolutamente inglês, John tinha planejado levar Sean e eu para a Inglaterra a bordo do QEII. Ele queria apresentar Sean à tia Mimi, e também dar um oi a Liverpool. Mas nós precisamos descartar esse plano completamente. O último fim de semana foi muito tranquilo. O céu estava nublado, de um jeito relaxante. E a cidade parecia adormecida. Sábado começou com John escutando "Walking on Thin Ice". Como ele estava tão concentrado naquilo, eu saí para ir à banca de jornais e, de repente, tive a ideia de comprar alguns chocolates para John como surpresa. Ele adorava cho¬colate, mas isso não fazia parte da nossa dieta sem açúcar da época. Depois dos exageros com as drogas nos anos 60, John queria que nós dois ficássemos limpos e saudáveis, "pelo bem de Sean também". Mas, naquele sábado, o último sábado que John iria saborear, eu pensei em comprar um pouco de chocolate e fazer uma surpresa para ele. Não sei por que pensei naquilo. Naquela época, eu não gostava nem um pouco de chocolate, então eu não sofria por não comer. Comprei um pouco e fui para casa. Quando saí do elevador, fiquei surpresa por John abrir a porta do apartamento antes de eu tocar a campainha. "Como é que você sabia que eu estava chegando bem agora?" "Ah, eu sei quando você volta." Ele ficou tão feliz por eu ter comprado os chocolates para ele... Eu me lembro de como ele sorriu. Naquele mesmo dia, John quis que todas as minhas obras de arte fossem leva¬das do porão para a sala branca. Não era a primeira vez que ele fazia esse pedido, mas pediu de novo naquele fim de semana. "É ridículo. Nós temos tantas obras maravilhosas, e deixamos no porão. Eu quero apreciá-las." Para mim, era um tédio ter que ver os meus trabalhos antigos todos os dias. Como resultado, as minhas peças estavam empilhadas no compartimento de armazenagem no porão, cobertas de pó. Naquele tempo, eu não me importava muito com isso. "John, será que podemos fazer isso depois de terminar o álbum? Estamos tão ocupados agora..." "Não, precisamos fazer agora. Senão, você nunca vai fazer." Quando ele disse isso, havia um toque de tristeza em sua voz, como se já soubesse que nós nunca iríamos levá-las para cima. E nunca levamos. O dia todo, John não parou de escutar "Walking on Thin Ice". Ele escutou uma vez atrás da outra. Nós ainda não tínhamos feito o overdub do solo de guitarra, então eu achei que ele estava conferindo para ver o que fazer com aquilo. Mas não era comum ele gastar tanto tempo com algo assim. Eu fui dormir. Quando acordei no domingo de manhã, ele ainda estava escutando "Walking on Thin Ice", olhando para o parque. Eu sabia que a música era boa. Mas fiquei só pensando o que mais podia ser feito do ponto de vista musical. Não pensei em nada mais profundo do que isso na época. Só há pouco tempo eu me dei conta de que talvez tivesse uma percepção da música sob outra luz. Walking on thin ice Fm paying the price For throwing the dice in the air, etc. [Caminhando sobre gelo fino / Estou pagando o preço / De lançar os dados ao ar etc J Mas entra na meia oitava depois do segundo verso: / may cry one day, But the tears will dry whichever way... And when our hearts return to ashes We'll bejust a story. [Talvez eu chore um dia / Mas as lágrimas vão secar de qualquer jeito... / E quando o nosso coração virar cinza / Nós vamos ser apenas uma história.] Eu não tinha percebido que dizia "talvez EU chore um dia" e não "talvez VOCÊ chore um dia" ou "talvez NÓS choremos um dia". Onde eu estava com a cabeça?! John provavelmente percebeu isso ao escutar a música naquele fim de semana com tanta atenção. Qual foi o motivo por que ele a ficou escutando sem parar? Será que nós sabíamos alguma coisa? John? Eu? Morte foi uma coisa sobre a qual nós não conversamos naquele fim de semana. Mas ela estava ao nosso redor como uma névoa espessa. O último fim de semana. De certa maneira, fico feliz pelo fato de que nós não sabíamos que aquele seria o nosso último fim de semana juntos, de modo que pudemos viver uma ilusão de normalidade. Mas acontece que aquele domingo não foi normal, de jeito nenhum. Algo estava começando a acontecer, como o silêncio mortal que precede um tsunami. O ar estava ficando cada vez mais tenso, cada vez mais denso. Então eu vi, de maneira distinta, ondas de ar na sala. Eram linhas que subiam e desciam, como as do monitor cardíaco ao lado da cama de hospital, logo antes de se transformar em uma linha reta. "John, está tudo bem com você?", eu perguntei através da densidade. Ele só assentiu com a cabeça e continuou a escutar "Walking on Thin Ice", bem alto. Caminhando sobre o gelo fino. Caminhando sobre o gelo fino... "John, John, essssstá tuuuudo beeem coooom vooocê?" Eu ouvia a minha voz vibrar. Por algum motivo, eu não conseguia chegar perto de John. CAMINHANDO SOBRE O GELO FINO. CAMINHANDO SOBRE O GELO FINO. CAMINHANDO SOBRE O GELO FINO. Percebi que nós dois estávamos em uma dimensão estranha, em um fuso horário esquisito, como se estivéssemos em um sonho. Daí tudo parou. Eu caí em um sono longo e superficial, com John por cima de mim, dando beijos ternos em mim. Segunda-feira. No último dia da vida de John, nós acordamos com o céu azul que se espelhava por cima do Central Park. O dia tinha um ar de olhos brilhantes e rabos peludos. John e eu nos lembramos de que estávamos com a agenda cheia. A sessão de fotos com Annie Leibovitz, o programa na rádio RKO e o trabalho no estúdio a partir das 18h. John gostava de ser pontual. John era inglês, eu era japo¬nesa. O resultado era que nós dois éramos absolutamente possuídos de extrema austeridade e hilaridade. O céu estava ficando cinzento à tarde. E John não parava de falar com o cara da rádio RKO, enfiando um monte de coisa. Nós quase nos atrasamos para o estúdio. Eu corri para o carro e vi John ainda dar um autógrafo para um sujeito na frente do Dakota. "John, nós vamos nos atrasar!" Eu me lembro de ter ficado um pouco irritada: "Para que mais um autógrafo?", eu pensei. John respondeu algo como "tudo bem", e correu para dentro do carro, sentou do meu lado e pegou a minha mão, como sempre. O carro deu a partida. Eu sei que falo muito das mãos dele. Eu adorava as mãos dele. Ele costumava dizer que queria ter mãos como as de Jean Cocteau - dedos longos e esguios. Mas eu cresci rodeada de primos com aquelas mãos aristocráticas. Eu adorava as de John: mãos limpas e fortes de trabalhador que sempre me agarravam quando tinham a oportunidade. O trabalho no estúdio se estendeu até tarde da noite. Em uma sala ao lado da sala de controle, logo antes de sairmos do estúdio, John olhou para mim. Eu olhei para ele. Os olhos dele tinham a intensidade de um sujeito que estava prestes a me dizer algo importante. "O que é?", eu perguntei. E nunca vou esque¬cer como ele disse as coisas mais lindas para mim com uma voz profunda e suave, como se quisesse entalhar as palavras na minha mente. "Ah", eu disse depois de um tempo e desviei o olhar, um pouco acanhada. Na minha cabeça, ouvir uma coisa daquelas do seu homem quando você já tinha passado bastante dos 40... bom... eu era uma mulher de muita sorte, pensei. Mesmo agora, vejo os olhos penetrantes dele na minha cabeça. Não sei por que ele resolveu, naquele exato momento, dizer tudo aquilo, como se quisesse que eu lembrasse para sempre. Será que importava o fato de o mundo inteiro odiar você tanto assim se o seu homem a amava aquele tanto? Que diferença faz se você tinha que viver no inferno com ele? Alguns casais podem ter a sorte de viver no céu. O nosso céu ficava no inferno. E nós adorávamos aquilo. Nós não íamos querer que fosse diferente.
Yoko Ono Londres, 18 de outubro de 2010

ROLLING STONE ENTREVISTA JOHN LENNON - 1975

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Eis John Lennon: braços finos, vestindo uma camiseta amar­rotada sem mangas, pés descalços, dedos delicados segurando um cigarro marrom e pegando uma xí­cara de café quente. Um sol pálido de inverno invade o apartamento no sétimo andar do edifício Dakota, um imóvel caro que parece uma pilha de lembranças do século 19 na esquina da 72nd Street com a Cen­tral Park West. Mais cedo, o porteiro irlandês ficou surpreso quando perguntei por John, porque Yoko Ono havia morado sozinha aqui durante um ano. O prédio, com gárgulas e torreões abobadados, já viu muita coisa e abrigou muita gente, de Lauren Bacall e Rex Reed, à cenas do filme O Bebé de Rosemary.Agora, John Lennon está falando com uma voz suave e calma, as velhas raivas cortantes desaparecidas por um tempo, enquanto o barulho das ruas de Nova York penetra na sala. Ele voltou com Yoko há três dias, depois de um ano louco e doloroso separados, e há uma sensação cinzenta de ressaca na sala clara. Encostado em uma parede, um piano branco é um convite para começar de novo; uma árvore é emoldurada por uma janela, uma planta, por outra, ambas em uma atitude de simplicidade zen, cheia de espaços. Aos 34 anos, Lennon está entrando na maturidade como homem e ar­tista e parece ter cada vez menos medo de se expor.

Um ano atrás, ele e Yoko se se­pararam e algumas pessoas come­moraram. Vivemos em uma época estranha. Então, como se viesse do nada, chegou Walls and Bridges - John teve um single de grande sucesso com "Whatever Gets You Thru the Night" e a música era mesmo maravilhosa: cheia de in­venção, doçura e remorso. Mais do que nada, as canções eram ensaios em autobiografia; as letras e melo­dias de um homem tentando en­tender uma parte enorme de sua vida: "Estive do outro lado/Mos­trei tudo a você, não tenho nada a esconder...
O que se segue é o resultado de duas longas conversas com John Lennon ao final de um ano difícil.
Como está sua vida agora?
Vida. Estamos em 1975, não? Bom, acabei de fechar o acor­do sobre as finanças dos Beatles. Deve ter acontecido no mês passado, demorou três anos. No dia em que você veio, parece que me mudei de volta para cá. Quan­do esta entrevista for publicada, não sei... é uma grande mudan­ça. Talvez seja por isso que estou dormindo mal. Como um amigo disse, saí para comprar café e jornal e não voltei [risos]. Ou vice--versa: sempre é escrito assim, sabe. Todos nós. O homem saiu. Nunca é tão simples.
O que aconteceu entre você e Yoko? Quem decidiu terminar o relacionamento?
Bom, não é uma questão de quem decidiu. Acabou. Por que aca­bamos voltando? [Com voz pomposa] Acabamos voltando porque foi diplomaticamente viável... Qual é. Voltamos simplesmente por­que nos amamos.
Amei sua frase: "A separação não deu certo."
É isso. Não deu. E a reação à separação foi toda aquela loucura. Eu parecia uma galinha sem cabeça.
Qual foi o acordo fInal dos Beatles?
Até este ano, todos os valores iam para um só lugar - todos os discos solo, os meus, de Ringo, de Paul. Agora, até os royalties an­tigos dos Beatles vão para quatro contas separadas. É isso. Todos disseram que, ao assinar este documento, não estávamos mais vinculados uns aos outros. Besteira. Ainda somos donos desta coisa chamada Apple.
Ainda há um sentimento bom entre vocês?
Sim, sim. Falei com Ringo e George ontem. Não falei com o Paul porque ele estava dormindo. George e Paul estão se falando em Los Angeles agora. Não há nada acontecendo entre nós, só na cabeça das pessoas.


O que você acha da turnê mais recente de George?
Não foi a melhor coisa já feita. Ele passou por uma espécie de moi­nho. Provavelmente foi a vez dele de ser massacrado. Quando está­vamos juntos, havia períodos em que os Beatles eram bons, os Bea­tles eram ruins - não importava o que fizéssemos. O público, incluin­do a mídia, às vezes é um pouco submisso. George é ruim agora, e acho que não importava o que fi­zesse na turnê.
George disse à Rolling Stone que, se você quer os Beatles, escu­te o Wings.
Não li o que o George disse, então não tenho o que comentar. [Pausa] Band on theRun é um ótimo álbum. O Wings é um grupo quase tão con­ceituai quanto o Plastic Ono Band. O Plastic Ono era um grupo concei­tuai, o que significa que quem es­tivesse lá era a banda. E o Wings muda o tempo todo. Quer dizer, eles são os músicos de apoio de Paul. Não importa quem toque - não dá para chamar de Wings, mas é a música do Paul McCartney. E é coisa boa.
George disse que poderia tocar com você novamente, mas não com Paul. Como você se sente?
Eu poderia tocar com todos eles. O George tem o direito de dizer isso e provavelmente mudará de ideia até sexta-feira. Sabe, todos somos humanos, podemos mudar de opinião. Então, não considero nenhuma das minhas declarações, ou nenhuma das de­clarações deles, como a última palavra sobre o assunto. Se tocar­mos, os jornais só saberão disso depois. Se formos tocar, simples­mente iremos tocar.
Walls and Bridges tem um quê de arrependimento. Você se senta e conscientementefaz um álbum assim?
Não, bem... vamos dizer que o ano passado foi extraordinário para mim, pessoalmente. E estou quase impressionado por con­seguir botar qualquer coisa para fora, mas gostei de fazer Walls and Bridges - e não foi difícil entrar em estúdio para gravá-lo. Estou surpreso por não ter sido tudo bluuuuuugggggh-hhhh. [Pausa] Tive um ano bem peculiar, e estou feliz por algo ter saído. De certa forma, o disco descreve como foi o ano, mas não do jeito esquizo-frênico que esse período real­mente foi. Acho que levei um choque tão grande que o im­pacto não transpareceu. Há alguma coisa dele no álbum. Tem a ver com a idade e Deus sabe o que mais, mas somen­te a superfície foi tocada em Walls anã Bridges, entende?
Do que se tratou o ano?
Bom, não dá para mencio­nar uma só coisa. Começou, de alguma forma, no final de 73, quando eu estava fazendo este álbum de rock com Phil Spector [Rock 'n' Roll, lançado em 1975]. Teve muito a ver comigo e Yoko. De repente, fiquei sozinho. Quan­do percebi, estava acordando bêbado em lugares estranhos ou lendo sobre minha pessoa nos jornais fazendo coisas extraordi­nárias, metade das quais fiz, metade não. Você conhece o jogo. Eu me vi em uma espécie de sonho louco durante um ano. Esti­ve em muitos sonhos malucos, mas este... foi bem intenso. Então, tentei me recuperar daquilo. [Pausa longa] Enquanto isso, ávida continuava e não te deixaria ficar sentado de ressaca, de qual­quer forma. Foi como se algo - provavelmente eu mesmo - ficas­se me batendo enquanto eu tentava fazer algo. Ainda estava ten­tando levar uma vida normal e o chicote continuava a toda - por oito meses. Provavelmente foi só medo e por estar sozinho, fican­do velho, você vai entrar nas paradas de sucesso? Será que não vai ter sucesso? Toda essa bobagem, sabe. Mas passei por isso, esta­mos em 75 agora, eu me sinto melhor e estou sentado aqui e não jogado em um lugar esquisito curtindo ressaca.
Por que se sente melhor?
Porque sinto que fiz a viagem de Sinbad - lutei contra todos esses monstros e voltei. [Pausa longa] Estranho.
Richard Perry lhe descreveu como um produtor excelente, mas talvez um pouco apressado demais.
É verdade [risos].
Só que, aparentemente, ao gravar os discos dos Beatles, você era detalhista e lento.
Não, nunca fui detalhista e lento. Produzi "I Am the Walrus" na mesma velocidade em que produzi "Whatever Gets You Thru the Night". Era minucioso em algumas coisas como sou agora. Se há uma qualidade que às vezes atrapalha meu talento, é que fico ente­diado logo se nada é feito rapidamente. Só que "I Am the Walrus" soa como uma produção maravilhosa. "Strawberry Fields Fore-ver" soa como uma grande produção. Faço isso o mais rápido que posso sem perder (a) o sentimento e (b) o caminho. Pessoalmen­te, a faixa mais longa em que passei tempo foi "Revolution 9", que era uma música abstrata em que usei muitos loops de fita e coisa do tipo. Ainda assim, fiz em uma sessão, mas aceito essa crítica e também sou crítico comigo mesmo.
Há alguém que você gostaria de produzir? Bob Dylan, por exemplo?
Dylan seria interessan­te, porque acho que ele fez um grande álbum com Blood on the Tracks, mas ainda não gosto muito dos músicos de apoio. Acho que poderia ser um ótimo pro­dutor para ele. Então, se você está lendo isto, Bob, sabe... e Presley. Gostaria de ressuscitar Elvis, mas fi­caria com tanto medo dele que não sei se poderia fazer isso.
Elton John reviveu "Lucy in the Sky With Diamonds" e DavidBowie gravou "Across the Universe". O que acha deles?
Gosto e respeito ambos. Sou mais próximo de Elton, porque o conheço há mais tempo e passei mais tempo com ele. Elton meio que apareceu na sessão de Walls and Bridges - chegou, tocou piano e acabou cantando "Whatever Gets You Thru the Night" comigo. O que foi um grande tiro no braço. Eu tinha feito três quartos dela e estava pensando "E agora, o que fazemos?" Inclu­ímos um camelo ou um xilofone? Este tipo de coisa. Então ele veio e disse "Ei, vou tocar piano!" Daí ouvi que ele estava tocando "Lucy" e fiquei sabendo por um amigo - porque ele era tímido -será que eu poderia aparecer quando ele gravasse "Lucy"? Talvez tocar nela, mas simplesmente estar lá? Então, fui, cantei no re­frão e contribuí com a parte de reggae no meio. Depois, também por meio de um amigo em comum, ele perguntou se eu subiria ao palco com ele se a música chegasse ao número 1, respondi que sim, sem jamais poder adivinhar que a música chegaria ao topo.
Como você se relaciona com os astros do rock dos anos 70? Pensa em si mesmo como um tio, um pai, um velho rival?
Depende de quem for. Se for Mick, ou a Velha Guarda, como os chamo, sim, são a Velha Guarda. Elton e David são os nova­tos. Não me sinto como um velho tio, querido, porque não sou tão mais velho do que metade deles [risos], mas sim, estou interessa­do no pessoal novo. Lembro que ouvi "Your Song" de Elton John nos Estados Unidos - foi um dos primeiros grandes sucessos dele - e pensei: "Ótimo, esta é a primeira novidade que acontece desde que surgimos". Foi um passo à frente. Havia algo na voz dele que era um aprimoramento sobre todos os vocais ingleses até então. Você consideraNova York seu lar agora? Ah, sim. Estou aqui, bom, já é quase o quarto ano. É o máximo de tempo que passei longe da Inglaterra. Fiquei em Londres, vejamos, 64,65, 66, 67 - realmente em Londres, porque na época havia a Beatlemania e todos acabávamos como muitos roqueiros: morando a uma hora de distância de Londres, no inte­rior, em propriedades enormes. Não dava para morar em Londres porque as pessoas te incomodavam muito. Então, moro em Nova York há mais tempo do que realmente morei em Londres.
Por um período você se envolveu bastante em causas ra­dicais. Ultimamente, parece ter voltado à sua arte deforma mais direta. O que aconteceu?
Vou te dizer o que aconteceu literalmente. Saí do barco, só que era um avião que pousou em Nova York, e as primeiras pessoas que entraram em contato comigo foram Jerry Rubin e Abbie Hoffman. Simples assim. Quando dei por mim, estou fazendo shows beneficentes para John Sinclair [poeta e ativis-tã\ e uma ou outra coisa.
Como isso afetou seu trabalho?
Quase o arruinou, de certa forma. Virou jornalismo e não poesia, e basicamente sinto que sou um poeta. Não do jeito for­mal - não tenho educação - então normalmente tenho de es­crever das maneiras mais simples. Daí, comecei a levar mais a sério em outro nível, dizendo: "Estou refletindo o que está acon­tecendo, certo?" Bom, não funciona assim. Não dá certo como música pop ou o que quero fazer. Simplesmente não faz sentido.
É a lição comum que aprendi em meus tenros 34 anos. Assim que você se agarra em alguma coisa, pensa: "A vida diz respei­to a isso". O ruim é que a maioria das pessoas encontra o cha­péu de palha e se segura nisso, como seu melhor amigo que con­seguiu o emprego no banco aos 15 anos e parecia ter 28 antes mesmo de completar os 20. Seja um chapéu religioso, político ou apolítico - seja lá o que for, sempre procurando esses cha­péus de palha. Acho que descobri que é perda de tempo. Não é preciso usar um chapéu. Simplesmente ir em frente e trocar de roupa é o melhor. É só isso o que acontece: mudança. Em um momento, senti que, se continuasse batendo a cabeça na parede, não teria mentalmente aquela idade - ao continuar crian­do, consciente ou inconscientemente, situações extraordinárias sobre as quais acabaria escrevendo. Só que talvez não tenha nada a ver com isso. Ainda estava tentando evitar algo, mas do jeito er­rado. Chame isso de idade ou qualquer coisa.
Isso se chama "crescer"?
Não quero crescer, mas estou cansado de não crescer desta forma. Encontrarei um jeito diferente de não crescer. Há uma ma­neira melhor de fazer isso do que torturando seu corpo, e depois sua cabeça. A culpa! É uma coisa tão estúpida, e fico furioso por ser estúpido porque não gosto de gente estúpida. Parece que faço as coisas que mais desprezo, praticamente. Tudo isso para - o quê? - evitar ser normal. Tenho um grande medo desta coisa normal. Sabe, as pessoas que passam no vestibular, que vão para o traba­lho, que não se tornaram roqueiras, que se conformaram! É isso o que estou tentando evitar, mas estou cansado de tentar evitar com violência, entende? Tenho de fazer isso de outra forma. Acho que conseguirei. Penso que o simples fato de ter percebido isso é um bom passo à frente. 'Vivo em 1975' é o meu novo lema. Deci­di que quero viver.
Você se imagina como artista aos 50 ou 60 anos?
Nunca me vi não sendo um artista. Sempre tive essa visão de ter 60 anos e escrever livros para crianças. Não sei por quê. Sem­pre tive essa sensação de dar o que Wind in the Willows e Alice no País das Maravilhas e A Ilha do Tesouro me deram aos 7 ou 8 anos. Os livros que realmente abriram o meu ser.
Quem você ouve agora?
Ainda sou um homem de discos. Não há ninguém - incluindo eu mesmo - na Terra de quem consigo escutar um álbum inteiro. Ninguém. A mesma voz se repetindo... não dá para sustentar isso.
Então, não fico sentado ouvindo os discos de artistas, a não ser que sejam meus amigos. Gosto de "Shame, Shame, Shame" de Shirley & Company. Algumas dessas coisas no estilo disco. Uma das minhas preferidas no ano passado foi "I Can Help", de Billy Swan. Esse é uma verdadeira imitação do Elvis das antigas.
Um dia você ficará livre do fato de ter sido um Beatle?
Eu me acostumei - praticamente - com o fato de que qual­quer coisa que fizer será comparada com a dos outros Beatles. Se aprendesse bale, minha dança seria comparada com a habilidade de Paul no boliche. Tenho de viver com isso, mas aprendi algo no ano passado: não posso deixar o Top 10 dominar minha arte. Se meu valor só for julgado por estar ou não no Top 10, então é me­lhor desistir. Se eu deixar o Top 10 dominar minha arte, ela mor­rerá, e o fato de estar ou não no Top 10 é discutível. Há um perigo ali, para todos os que estão envolvidos com arte, de precisar tanto daquele amor que... na minha área, isso se manifesta no Top 10.
Então, este último ano, de algumas maneiras, foi para de­cidir se você queria ser um artista ou pop star?
É. O que estou fazendo? O que estou fazendo? Enquanto isso, eu ainda lançava trabalhos, mas no fundo pensava: O que você quer ser? O que está procurando? É isso. Sou um artista, cara, não um cavalo de corrida.