segunda-feira, 9 de outubro de 2023
sábado, 7 de outubro de 2023
PAUL McCARTNEY - HONEY HUSH - HI HO, HI HO SILVER!

"Honey Hush" é uma das pérolas do incomparável “RUN DEVIL RUN”, o fantástico álbum lançado por Paul McCartney em 1999. Foi composta por Big Joe Turner, gravada em maio de 1953 em New Orleans e lançada em agosto daquele ano pela Atlantic Records. Foi nº1 na parada de Rhythm and Blues durante oito semanas, e número 23 na parada Pop. Ao longo dos anos foi regravada por inúmeros roqueiros: Jerry Lee Lewis, Screaming Lord Sutch, Foghat, The Beatles, John Lennon, Coco Montoya, Fleetwood Mac, George Jones, Elvis Costello até chegar ao maior de todos, Sir Paul McCartney. No livreto encartado no álbum, Paul diz que estava mais familiarizado com a versão de Johnny Burnette, "Ainda é minha favorita de todo o álbum para cantar”.

Em uma entrevista, na época do lançamento de "Run Devil Run", ele disse: “Honey Hush é uma música que realmente gosto e me traz lembranças muito antigas. John Lennon e Stuart Sutcliffe tinham um apartamento perto da escola de arte, em um lugar chamado Gambier Terrace, que dá para a Catedral de Liverpool, lugar incrível. E era apenas um apartamento vazio com um colchão no chão. Escola de arte, esse tipo coisa, você sabe, um pequeno cinzeiro, era isso. E eu, fui uma das minhas primeiras vezes, porque eu era um pouco mais novo que John e Stu, uma das primeiras vezes que eu fiquei, fiquei lá a noite toda, eu e George. George era ainda mais novo que eu. E ele ainda é. Ele continua me dizendo isso. Ele escreve isso em todos os meus cartões de aniversário. Foi uma ótima experiência para nós, crianças, que estavam lá para ficar no apartamento de alguém, em vez de dormir em casa. Eu me lembro de acordar de manhã, depois de praticamente não ter dormido, e havia apenas um toca-discos no chão, além do colchão. E a primeira coisa que coloquei nesse disco do Johnny Burnette foi Honey Hush. E eu adorei! 'Venha para esta casa, pare com todo esse yak yakety. Dun-du-du. E seu irmão Dorsey Burnette faz um ótimo solo. Foi muito divertido'. No espírito do álbum, eu nem me importo com o que era a letra”.
THE BEATLES - EIGHT DAY'S A WEEK - O FILME ★★★★★

O documentário The Beatles: Eight Days a Week – The Touring Years , lançado em 15 de setembro de 2016 (Reino Unido e Estados Unidos), é um baú de recordações das mais intensas de uma época mágica onde o mundo conheceu de vez a lendária banda de Liverpool. Dirigido brilhantemente pelo veterano cineasta norte americano Ron Howard, que durante as filmagens ainda teve acesso à arquivos históricos de gravações feitas por fãs, The Beatles: Eight Days a Week – The Touring Years é um presente para os fãs e também para quem quer conhecer melhor o porquê de tanta fama em cima dos quatro rapazes de Liverpool. O filme basicamente conta com detalhes um período marcante na trajetória dos rapazes, entre os anos de 1962 e 1966, quando fizeram nada mais nada menos que 250 shows, exploraram e conquistaram a América e depois o mundo. O mais legal é que conseguimos definir melhor a personalidade de cada um dos integrantes do lendário quarteto, chega a arrepiar o estado de espírito dos fãs em todos os shows lotados que fizeram nesse período. Mas a rotina cansativa e estresse da mídia em cima deles acabaram criando um cansaço precoce nesses jovens garotos que não tinham descanso. Eight Days a Week também mostra relatos de famosos, fãs dos Beatles, como Sigourney Weaver e Whoopi Goldberg, em histórias que puderam acompanhar naquela época. A segunda estava presente em um emblemático show da banda que uniu negros e brancos na mesma plateia em uma época que havia um grande preconceito da sociedade norte americana. A função desse fantástico documentário é teletransportar o espectador a uma época onde não tinha explosões de redes sociais, onde a comunicação é muito setorizada e por conta disso que o empresário dos Beatles Brian Epstein resolveu fazer essa turnê histórica pela América. A influência de Brian perante sua banda foi enorme, propôs rapidamente uma nova maneira dos músicos se vestirem e se comportar no palco. A liberdade do quarteto vinha muito em torno da música, John e Paul escreveram nessa época músicas que tocam nossos corações e nas rádios até os dias de hoje. Se formos pensar como seria a exposição dos Beatles surgindo nos dias de hoje, fica até difícil fazer algum paralelo mas com as forças das redes sociais e as ações de um mundo cada vez mais globalizado, o sucesso seria maior ainda. Não importa a época, os Beatles sempre serão os Beatles e vai ser difícil outra banda chegar com tamanha idolatria com o público como eles conseguiram. Seja beatlemaníaco ou não, ninguém pode perder esse belo documentário! Bravo! Cine Pop
RINGO STARR - NO NO SONG - 1974 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐
Em 15 de novembro de 1974, Ringo Starr lançou o álbum Goodnight Vienna que, além da faixa-título, alcançou as paradas com a música "No No Song", falando sobre drogas. Para o álbum, Ringo gravou também "Only You", sucesso eterno de The Platters. John Lennon participou das músicas Goodnight Vienna (composta por ele mesmo) e "All By Myself". O álbum ainda contou com a participação de Elton John tocando piano em "Snookeroo". Em 1975, Ringo lançou somente uma coletânea com seus maiores sucessos, Blast From Your Past, álbum que marcou o fim de seu contrato com a EMI e o último a ser lançado pela Apple Records.

"No No Song"" é a primeira faixa do lado 2 de Goodnight Vienna. Foi composta por Hoyt Axton e David Jackson e lançada por Ringo como single nos Estados Unidos em janeiro de 1975, tendo "Snookeroo" como lado B. Foi número 1 no Canadá, 3 na parada da Billboard e número 1 nos gráficos da CashBox nos EUA. A letra descreve a maconha colombiana, a cocaína espanhola e o whisky do Tennessee sendo oferecidos ao cantor, que recusa tudo, respondendo que já se cansou de acordar pelo chão. Harry Nilsson faz os backing vocals. A Billboard descreveu "No No Song" como uma boa e divertida sacada de Ringo, mas expressou preocupação de que as referências às drogas pudessem limitar sua repercussão, mesmo que a letra mostre o cantor rejeitando o uso. Em 1975, o compositor da música, Hoyt Axton, lançou sua própria versão, em seu álbum Southbound. O bahiano Raul Seixas gravou uma versão chamada "Não Quero Mais Andar na Contra-mão", adaptando as drogas mencionadas na letra para a cultura brasileira. Esta versão foi incluída em seu álbum de 1988 - A Pedra do Gênesis e lançada como um single promocional.
quinta-feira, 5 de outubro de 2023
GEORGE HARRISON - LOVE COMES TO EVERYONE ⭐⭐

Cheia de balanço, "Love Comes to Everyone" foi um dos destaques do álbum de George Harrison de 1979, “George Harrison”. Foi lançada como o segundo single do discão. Harrison começou a escrever "Love Comes to Everyone" em Los Angeles, em setembro de 1977 e terminou no Havaí, em fevereiro de 1978. A canção, dançante, não estourou nas paradas, mas serviu como excelente cartão de visitas do álbum de 1979. Eric Clapton toca guitarra durante a introdução da música. "Love Comes to Everyone" foi originalmente planejada para ser o primeiro single do álbum, mas “Blow Away” (muito mais pop) foi lançada em seu lugar. "Love Comes to Everyone" chegou a entrar para o Hot 100 da Billboard, no entanto, alcançou apenas o número 38 nos charts. George tocou a canção ao vivo apenas uma vez durante sua excursão pelo Japão, em 1991.
No Brasil, "Love Comes to Everyone" virou "O Amor Vem Pra Cada Um", 2ª faixa do LP Pra Sempre e Mais um Dia, sexto álbum de estúdio da cantora Zizi Possi, lançado em julho de 1983, pela gravadora PolyGram. Versão de Beto Fae.
quarta-feira, 4 de outubro de 2023
THE BEATLES - YOU'RE GOING TO LOSE THAT GIRL★★★

Meu Deus do Céu! Como eu adoro "HELP!" - A música, o disco, o filme, os Beatles, Lester, as guitarras de George, tudo! “You’re Going To Lose That Girl” foi a última música completada pelos Beatles para a trilha de "HELP!", antes que os Beatles seguissem para as Bahamas para o início das filmagens, “Youre Going to Lose That Girl” (Você vai perder essa garota) foi gravada em duas tomadas. Começou com John, e Paul ajudou a terminá-la. Assim como “She Loves You”, “Youre Going to Lose That Girl” é uma das raras canções em que um cantor do sexo masculino se dirige a um namorado caprichoso. Mas enquanto “She Loves You” oferecia empatia, agora Lennon dá um aviso mais agressivo: “I’ll make a point of taking her away from you” (“Vou te provar tomando-a de você!). É um alerta para um cara que se não começar a tratar a garota como deve, vai perdê-la para ele (John). Em ‘She Loves You’, ele dizia: “with a love like that, you know you should be glad”.

Conhecida pelo belo falsete de John, um solo mortal-duplo de George e por um bongô maníaco e mal tocado de Ringo, “Youre Going to Lose That Girl” ganha mais vida ainda com os incríveis backing vocals de George e Paul. Essas partes vibrantes que comentavam a ação ilustravam o quanto os primeiros discos de grupos femininos dos anos 60 ainda influenciavam os Beatles. Usando a conhecida batida Twist dos Beatles e variações de acordes Doo-Wop bem familiares, o vocal principal de Lennon é seguido por respostas de Paul McCartney e George Harrison em harmonias vocais entusiásticas, oferecendo um último vislumbre do estilo musical dos primeiros tempos dos Beatles.
"You're Gonna Lose That Girl" foi gravada nos dias 19 de fevereiro e 30 de março de 1965 e lançada em Help! no dia 6 de agosto de 1965. Em novembro de 1977, a Capitol Records agendou o lançamento de "Girl" junto com "You're Gonna Lose That Girl" como single para acompanhar o lançamento de Love Songs, o álbum-coletânea que continha as duas músicas. No entanto, o single foi cancelado. John Lennon: vocal principal e violão; Paul McCartney: faz backing vocals, baixo e piano; George Harrison: backing vocals e guitarra; e Ringo Starr: bateria e o insuportável bongô, que quase acaba com mais essa, assim como em "I Call Your Name".

Os Beatles aparecem cantando “You’re Going To Lose That Girl” em uma cena de "HELP!" que se passa num estúdio feita do Twickenham Film Studios. Assim que termina, a gangue que está perseguindo Ringo faz um buraco em volta da bateria e ela desaba junto com o baterista.
RINGO STARR - VERTICAL MAN - 1998 ★★★★★★★★★★★

Vertical Man, lançado em 15 de junho de 1998, é um disco notável. Além da qualidade das canções, trazia uma lista estrelada de participações especiais como Joe Walsh (The James Gang, Eagles), Timothy B. Schmit (Poco, Eagles), Scott Weiland (Stone Temple Pilots), Brian Wilson (The Beach Boys), Alanis Morissette, Tom Petty, Steven Tyler (Aerosmith) e Ozzy Osbourne. Encabeçando a lista de celebridades, seus ex-colegas Paul McCartney (acompanhado de Linda) e George Harrison.



Vertical Man, foi o 11º álbum de estúdio de Ringo, é um trabalho que até hoje é muito bem lembrado pelos fãs, e que, possui grande importância em sua carreira solo, por ser responsável por impulsionar o artista para uma sequência de bons lançamentos, sejam de discos ao vivo ou de estúdio, fazendo com que as décadas seguintes fossem de muito trabalho, shows e lançamentos de discos com boa regularidade. A importância de “Vertical Man” para a sua carreira vai ainda além, pois nesse disco Ringo iniciou a parceria com o produtor Mark Hudson (produtor e compositor de hits por encomenda), e sua banda,“The Roundheads”, que durou anos, até se desentenderem em 2008, durante a gravação do disco “Liverpool 8”, onde o próprio produtor também ajudou Ringo em algumas composições e nas apresentações realizadas pelo baterista para a divulgação do disco. Ringo recuperou a ideia de trazer convidados especiais para tocar em seus discos - como fez em toda sua carreira, só que nesse disco essas participações foram ainda mais marcantes, contando com um estrelar elenco.

Todas as músicas foram bem elaboradas, utilizando todos os recursos disponíveis de Mark Hudson, o que deixou o álbum cheio de efeitos e belas criaçõestornando as faixas mais encorpadas. Entre os muitos destaques, estão a faixa título “Vertical Man”, que traz a participação de Ozzy Osbourne nos vocais, uma canção de letra e melodia tensas e “La de da”, single do disco, que ganhou inclusive um vídeo clipe bacana e que tem tudo a ver com Ringo Starr, é daquelas canções festeiras, positivistas, de refrão tão fácil que a tarefa de não sair cantando-a torna-se impossível. Já a canção “What in The...World”, que tem a participação de Paul McCartney no baixo e nos backing vocals, é também outro dos destaques, assim com a nova versão de “Love Me Do”, clássico dos Beatles, que ganhou uma nova roupagem a lá Ringo Starr (sem George Martin!) e gaita tocada por Steven Tyler. E já que estamos falando nos Beatles, a balada “King of Broken Hearts”, foi premiada com o reforço de uma inconfundível slide-guitar de ninguém menos que George Harrison.
terça-feira, 3 de outubro de 2023
ELVIS PRESLEY - YOU DON'T HAVE TO SAY YOU LOVE ME

“You Don't Have To Say You Love Me” - é uma versão em inglês para uma canção italiana chamada "Io che non vivo (senza te)" e foi escrita por Pino Donaggio e V. Pallavacini em 1964 e lançada pela primeira vez por Pino Donnagio no mesmo ano. A versão em inglês aconteceu em 1966 por Vicky Wickham e Simon Napier-Bell, especialmente para a cantora inglesa Dusty Springfield. Essa canção também foi gravada e lançada em 1970 por Elvis Presley no álbum “Elvis - That's The Way It Is”. Elvis a executou em vários shows nos anos 70. Com o passar dos anos “You Don't Have To Say You Love Me” ganhou o status de uma das mais belas canções de amor do século XX. Aqui, a gente confere a melhor de todas as versões, inigualável com o Rei Elvis. Absolutamente Soberbo!
domingo, 1 de outubro de 2023
sexta-feira, 29 de setembro de 2023
PAUL McCARTNEY & WINGS - ROCK SHOW - SHOW DE ROCK AND ROLL ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

A música "Rock Show" foi lançada como a segunda música do quarto álbum de estúdio do Wings, Venus and Mars como um medley com "Venus and Mars", em 27 de maio de 1975 nos EUA e em 30 de maio de 1975 no Reino Unido.
"Venus and Mars" é uma canção acústica e folk que representa a perspectiva de um frequentador de concertos que espera o início do show. Originalmente, quando a música foi lançada, alguns fãs acreditaram que o título se referia a Paul e Linda. "Rock Show" é uma música de rock de arena mais pesada. O refrão menciona shows no Concertgebouw em Amsterdã, Madison Square Garden em Nova York e no Hollywood Bowl em Los Angeles. Os versos incluem referências musicais como "Silly Willy with the Philly band" e a guitarra de Jimmy Page, e o Rainbow Theatre. "Rock Show" foi escrita em 1974, é creditada a Paul e Linda McCartney e foi uma das primeiras músicas gravadas para Venus and Mars. Paul McCartney: vocais, baixo, Mellotron e sinos de mão; Linda McCartney: vocais, sintetizador Moog, órgão e sinos de mão; Denny Laine: vocais e guitarra; Jimmy McCulloch: vocais, guitarra, dobro e bateria; Joe English: vocais, bateria e sinos. Além da formação normal do Wings, participaram também: Allen Toussaint: piano e piano elétrico; e Kenneth 'Afro' Williams: congas.
GEORGE HARRISON - FISH ON THE SAND ★★★★★★★★★

Cloud Nine foi o 11º álbum de estúdio de George Harrison. O álbum foi gravado e lançado em 1987, depois de Harrison passar cinco anos sem gravar nada. Cloud Nine foi o último álbum solo de estúdio de Harrison lançado durante sua vida, já que seu próximo álbum, Brainwashed, foi lançado em 2002, quase um ano após sua morte. A gravação cover do single de sucesso "Got My Mind Set on You" restabeleceu Harrison como um artista aclamado pela crítica e comercialmente significativo, mas Cloud Nine tinha uma série de outras músicas fortes como "When We Was Fab", "Devil's Radio" e "Fish on the Sand". "This Is Love", "That's What It Takes" e "Fish On The Sand" encontram Harrison explorando sua veia pop que rendeu muitas de suas canções mais cativantes dos anos 70. foi co-produzido por Harrison e Jeff Lynne, da Eletric Light Orchestra.

"Fish On The Sand" foi a única música que Jeff Lynne não teve nada a ver com [composição]. Eu escrevi essa música na noite anterior ao início da sessão. A única coisa que poderia ser ELO é Jeff tocando uma pequena parte do teclado no intervalo da letra no meio oito, a coisinha que vai [imita notas descendentes rápidas do teclado]. Fora isso, você sabe, eu escrevi todas as palavras e todos os acordes e até mesmo fiz meu arranjo. Essa é a coisa boa sobre a produção, porque eu queria alguém que me ajudasse a fazer meu disco. Eu não queria alguém que me ajudasse a fazer o seu registro. E embora haja alguns detalhes interessantes, há muitas coisas em que a contribuição de Jeff foi enorme. Mas ele não tentou me inundar com tudo isso. Você pode ouvir isso nas vozes de apoio. Achei que funcionou muito bem, a voz dele e a minha misturadas. E fizemos grandes sessões de backup. e acho que em algumas delas, porque há as partes altas... Jeff tem um alcance mais alto do que eu, então a parte mais alta das harmonias é ele". George Harrison.

Cloud Nine é recheado de rock uptempo. "Devil's Radio", "Fish On The Sand", e o o primeiro single "Got My Mind Set On You". Composta na noite anterior ao início das sessões do LP, "Fish On The Sand" foi um "single perdido" tanto quanto "Don't Let Me Wait Too Long" de Living In The Material World foi; um sucesso óbvio que foi ignorado devido a uma abundância de outras riquezas encontradas no disco. George obviamente tinha uma queda pela música, já que a incluiu nos primeiros shows que faria no Japão em 1991. Um acetato 3'20 (presumivelmente a versão em LP) foi preparado em 13 de outubro de 1987, possivelmente para possível lançamento como single.
Não contentes em reviver o paraíso pop dos Beatles em "That's What It Takes", Harrison e Lynne apresentam o som mais Beatlesco em décadas com "Fish On The Sand". Assim que o fã dos Beatles ouve aquele riff de abertura da empoeirada Rickenbacker doze-cordas, os ternos sem gola vêm à mente. Mas há mais - não apenas o sotaque do Rubber Soul, mas muito mais. Apenas o baixo sintetizado e as baterias eletrônicas nos remetem a 1987. Curiosamente, toda essa nostalgia esconde uma luta mental, pois, surpreendentemente, contra esse doce musical as letras das músicas descrevem os momentos de crise espiritual de Harrison, quando ele se sente alienado do Criador. Os milhões de fãs que compraram Cloud Nine perceberam isso, mas não se importaram - parecia os Beatles.
quinta-feira, 28 de setembro de 2023
THE BEATLES - HONEY DON'T - SENSACIONAL!⭐⭐⭐⭐
"Honey Don't" foi composta por Carl Perkins e originalmente lançada por ele em janeiro de 1956 como lado B do single "Blue Suede Shoes". Ambas as canções se tornaram clássicos do rockabilly. Bill Dahl, da Allmusic, elogiou dizendo: "'Honey Don't' na verdade supera seu companheiro de disco mais célebre em alguns aspectos". Foi gravada por dezenas de outros artistas, incluindo Os Beatles, Ronnie Hawkins, Johnny Rivers e Raul Seixas em seu álbum de 1975, Novo Aeon.

Os Beatles gravaram sua versão em 26 de outubro de 1964. Uma das últimas músicas gravadas para o Beatles for Sale, lançado no Reino Unido em 4 de dezembro de 1964. O lançamento norte-americano foi em 15 de dezembro no Beatles '65. Embora John Lennon já tivesse cantado a música ao vivo, foi Ringo Starr quem a cantou para o álbum e foi muito bem, obrigado. Durante a música, Ringo faz comentários auto-referenciais que levam aos espetaculares riffs de George Harrison, dizendo "Rock on George, one time for me!" e depois "Rock on, George, for Ringo one time!". Os Beatles tocaram a música duas vezes para a BBC nos programas From Us To You e Top Gear. Uma versão cantada por John está disponível no Live at the BBC e uma versão cantada por Ringo foi lançada no On Air - Live no BBC Volume 2. Ringo cantou uma versão ao vivo da música, como uma homenagem a Harrison por sua predileção por Perkins, no Concerto para George no Royal Albert Hall, em Londres, em 2002.

Os Beatles gravaram sua versão em 26 de outubro de 1964. Uma das últimas músicas gravadas para o Beatles for Sale, lançado no Reino Unido em 4 de dezembro de 1964. O lançamento norte-americano foi em 15 de dezembro no Beatles '65. Embora John Lennon já tivesse cantado a música ao vivo, foi Ringo Starr quem a cantou para o álbum e foi muito bem, obrigado. Durante a música, Ringo faz comentários auto-referenciais que levam aos espetaculares riffs de George Harrison, dizendo "Rock on George, one time for me!" e depois "Rock on, George, for Ringo one time!". Os Beatles tocaram a música duas vezes para a BBC nos programas From Us To You e Top Gear. Uma versão cantada por John está disponível no Live at the BBC e uma versão cantada por Ringo foi lançada no On Air - Live no BBC Volume 2. Ringo cantou uma versão ao vivo da música, como uma homenagem a Harrison por sua predileção por Perkins, no Concerto para George no Royal Albert Hall, em Londres, em 2002.
segunda-feira, 25 de setembro de 2023
THE BEATLES ➔ PAUL McCARTNEY ➔ I WILL ✽✽✽✽✽✽✽

"I Will" é Paul em sua melhor forma: música ótima, com bela harmonia vocal, boa letra. Ele teve a ideia da melodia na Índia e tocou-a para várias pessoas, inclusive Donovan, mas foi só ao voltar que conseguiu colocar palavras apropriadas nela. A letra é simples, sem truques engenhosos, trocadilhos ou alusões, apenas uma canção á moda antiga que diz “amo você de todo o coração”, o tipo de coisa que os Beatles não faziam havia algum tempo, tendo, pelo visto, abandonado as músicas de amor melosas. "I Will" iria se revelar como a primeira composição feita por Paul sobre seu novo amor, Linda, enquanto gravava o álbum Branco. Ela iria visitálo em breve com sua filha, Heather" - Hunter Davies.

"I Will" foi lançada como a penúltima faixa do lado B do disco 1 do Álbum Branco de 1968, depois de "Why Don't We Do It in the Road?" e antes de "Julia". Em contraponto com "Why Don't We Do It in the Road?" que contém um apelo sexual, "I Will" é mais romântica. Foi a primeira canção de cinco que Paul escreveu e dedicou para sua namorada e futura esposa Linda Eastman (As outras quatro são: "Two of Us", "The Lovely Linda", "Maybe I'm Amazed", e "My Love"). A harmonia da canção, Paul fez ao ler um jornal onde um crítico escreveu que os Beatles nunca mais fariam baladas como "Yesterday". O tema de "I Will" é bem o estilo McCartney de escrever suas canções de amor. Na letra ele diz que fará o que for preciso para ficar com ela e amá-la, dizendo que a amará para sempre, de todo seu coração, mesmo quando estiverem longe um do outro. A sessão de gravação se tornou uma sessão de ensaios, produzindo uma curta canção, "Can you take me back", que acabou entrando no final de "Cry Baby Cry", assim como "Los Paranoias" que apareceu no Anthology 3, "I Will" levou 67 takes para ser gravada. George Harrison não participou, pois estava trabalhando em "Piggies" em outro estúdio de Abbey Road. Um "baixo com a voz" foi realmente feito por Paul McCartney que gravou com a boca acompanhando os graves do violão, adicionou um overdub e mais alguns efeitos. Quem ouvir atentamente, perceberá que não é um baixo comum. Uma versão alternativa de "I Will" aparece no Anthology 3. Essa versão foi o primeiro take a ser gravado em 1968. Instrumentos tocados por Paul McCartney: vocal, violão, baixo com a voz; John Lennon: percussão com pedaço de madeira; Ringo Starr: chimbal, bongôs e maracas.
No Anthology, Paul, George e Ringo estão em um momento de descontração, descansando. Ringo pergunta a Paul sobre quais canções ele escreveu na Índia e ele responde, "I Will". Então George começa a tocá-la em seu ukulele, enquanto Ringo e Paul começam a harmonizar a canção. "I Will" aparece no filme romântico de 1994, estrelado por Annette Bening e Warren Beatty, "Segredos do Coração" (The Love Affair). Também aparece em versão reggae no disco "Read My Lips" de Tim Curry. Uma versão similar do riff aparece na canção "My Best Friend's Girl" da banda The Cars e uma versão com Diana Ross aparece no seu disco de retorno "I Love You", de 2007.
domingo, 24 de setembro de 2023
PAUL McCARTNEY & WINGS - GETTING CLOSER★★★★★

"Getting Closer" é um rockão da superbanda banda Wings, de Paul McCartney. É a faixa de abertura (precedida por 'Reception') de Back To The Egg - último lançado pelo Wings em 8 de junho de 1979. Apesar de lançada em 1979, Paul McCartney escreveu "Getting Closer" em 1974, gravando uma demo no final daquele ano. Ao ser ressuscitada para Back to the Egg, a música, originalmente em um ritmo mais lento, foi transformada em um "driver rocker". Como a maioria das músicas do álbum, "Getting Closer" tem uma influência do punk e da música new wave.

"Getting Closer", acompanhada de "Spin It On", foi lançada nos Estados Unidos em junho de 1979 como o primeiro single de Back to the Egg. Alcançou o 20º lugar na Billboard Hot 100, bem como o 20º na Cashbox e o 22º na Record World. Apesar de não ter sido lançada como o primeiro single no Reino Unido ("Old Siam, Sir" foi usada em vez disso), foi lançada como single em agosto de 1979. Comercializada como um lado A duplo com "Baby's Request", o single foi um fracasso relativo, chegando apenas ao número 60. Para o lançamento de Back to the Egg, foi feito um especial com videoclipes de várias músicas, incluindo "Getting Closer". "Old Siam, Sir", "Spin It On" e "Arrow Through Me" também estavam entre as faixas gravadas em vídeo. Paul McCartney – vocais, baixo, guitarra elétrica Epiphone Casino e Mellotron; Linda McCartney – teclados e backing vocals; Denny Laine – guitarra, violão e backing vocals; Laurence Juber – guitarra e violão Ovation; Steve Holly – bateria.
JOHN LENNON - NOBODY LOVES YOU (When You're Down and Out) - 1974 ★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★

"Nobody Loves You (When You're Down and Out)" é a música que encerra de forma brilhante, o fantástico álbum Walls and Bridges de John Lennon de 1974. Também aparece no álbum Menlove Ave de 1986. Lennon a escreveu no início de seu tempo em Los Angeles quando de sua separação de Yoko Ono, conhecido como seu "fim de semana perdido". A música reflete seus sentimentos de depressão e solidão durante esse tempo. Além de sua separação de Ono, a letra é influenciada também pela decepção de Lennon na recepção negativa que seu trabalho recente vinha recebendo dos críticos e do público, e seus sentimentos de ter sido enganado pela indústria da música. A letra descreve o vazio que ele sentiu, bem como sua desilusão com o show business. Várias linhas poderiam ser tomadas como respostas cínicas a Ono, ou ao público de Lennon e aos críticos de música. Em resposta à pergunta se ele ama alguém, o cantor responde "é tudo showbiz". O solo de guitarra é absolutamente perfeito e definitivamente matador. Depois dele, Lennon entra rasgando a alma. John Lennon disse que "Nobody Loves You (When You're Down and Out)" era uma canção ideal para Frank Sinatra cantar. Isso provavelmente se refere ao tom letárgico da música. A versão que aparece em Menlove Ave tem a letra alterada e instrumentação mínima. Essa versão parece ainda mais melancólica do que a versão de Walls and Bridges. O assobio de Lennon dá à versão um "senso de isolamento solitário" e a faz soar mais leve em relação à Walls. Participaram da gravação em Walls and Bridges: John Lennon - vocais, guitarra acústica; Jesse Ed Davis - guitarra elétrica; Klaus Voormann – baixo; Nicky Hopkins – piano; Ken Ascher - órgão; Jim Keltner – bateria; Bobby Keys, Steve Madaio, Howard Johnson, Ron Aprea, e Frank Vicari – sopros.
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