quinta-feira, 18 de novembro de 2010
PAUL McCARTNEY - SPIES LIKE US
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
DVD - PAUL McCARTNEY LIVE IN CANADA
Os fãs de Paul McCartney sabem que é impossível condensar o repertório de canções extraordinárias do ex-Beatle em apenas um show. Nas performances da atual turnê, “Up and Coming’’, que passa por São Paulo nos próximos dias 21 e 22, o músico chega bem perto de conseguir esse feito, mas ainda deixa algumas pérolas de fora. Já no show que fez em comemoração dos 400 anos da cidade de Québec (Canadá), em 2008, ele incluiu canções incomuns em seu repertório. O registro está no DVD “Paul McCartney - Live in Canada’’, que sai no Brasil pela gravadora Music Brokers. A mais notável entre todas as pérolas recuperadas no show é “Michelle’’, que só deve ter sido incluída para satisfazer os canadenses falantes de francês -a música tem um verso nesse idioma. Também aparecem outras menos comuns, como “Too Many People’’, uma provocação a John Lennon, e o reggae lado B “C Moon’’. Há ainda uma homenagem a George Harrison, morto em 2001, em “Something’’, tocada no ukulele que o ex-colega de Beatles lhe deu. Um “medley’’ com “A Day in the Life’’ e “Give Peace a Chance’’ lembra Lennon, cujo assassinato irá completar 30 anos em dezembro. Da carreira solo de Macca, há as setentistas “Let me Roll It’’, “My Love’’, “Mrs. Vanderbilt’’ e “Live and Let Die’’. As recentes “Fine Line’’ (2005), “Only Mama Knows’’ e “Dance Tonight’’ (2007) também marcam presença, além de várias dos Beatles, como “Let it Be’’ e “Eleanor Rigby’’. Apenas R$ 16,90 na Livraria Saraiva. Excelente! terça-feira, 16 de novembro de 2010
OS TESOUROS DO BÁÚ DO EDU - Nº 01
Mexendo e remexendo lá no fundo, bem lá no fundo do Baú do Edu, procurando coisas legais para colocar aqui para vocês, encontrei um tesouro de valor absolutamente inestimável! Pelo menos para mim! São pastas e mais pastas onde, nos anos 70, eu, um jovem beatlemaníaco alucinado, colecionava tudo que se relacionasse aos meus ídolos. Desde de anúncios classificados, a matérias publicadas na Veja, Life, O Cruzeiro, Seleções, Som Três, Pop, etc, etc, etc... Todas essas matérias (pelo menos as mais significativas) vou colocar aos poucos aqui no nosso blog preferido sempre com o selo “TESOUROS DO FUNDO DO BAÚ”.
Para começar, escolhi aleatoriamente essa da revista Veja sobre o "Album Branco” publicada em 27/11/1969. Os Beatles ainda nem tinham se separado! Num tempo em que o crítico nem assinava a matéria, ele acaba com os Beatles, com Lennon e se mostra com total falta de informação e respeito. É curioso rever todas essas coisas e constatar que é sempre necessário lembrar que os discos que chegavam aqui, vinham com mais de dois anos de atraso. Espero que gostem do tanto que gostei e fiquei feliz em reencontrar meu velho tesouro que não via talvez, há mais de 30 anos. Valeu! Abração!
OS BEATLES NUS – REVISTA VEJA 27/11/1969
Gostam mesmo é de rock, estão cada vez mais ricos, lançam um novo disco de canções suaves
John Lennon não tem medo de fumar maconha, nem de aparecer pelado junto da mulher na capa de seu novo disco, “As Duas Virgens”. Mas tem medo de que o novo album dos Beatles, um volume duplo, com 27 músicas, lançado semana passada em Londres, seja comparado – para pior – com o anterior “Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Este foi saudado como uma revolução de sons e inéditas harmonias, e o novo é feito na base de canções românticas, despretenciosas e nostálgicas. “O que fizemos nesse disco ultrapassa o anterior”, adverte Lennon, e cita os títulos das canções do novo álbum como prova de que os Beatles não pararam: “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, “Glass Onion” (Cebola de Vidro), “Everybody’s Got Something To Hide Except Me and My Monkey” (Todo mundo tem alguma coisa para esconder, menos eu e meu macaco), “Hapiness is a Warm Gun” (A felicidade é uma arma quente) ou “Why Don’t we do it in the Road” (Por que não fazemos isso na rua?). E mais: os Beatles ouvem sem parar canções de dez anos atrás e Lennon sustenta, modestamente, que “isso nós ainda não conseguimos fazer”. O novo álbum – sem título – é o primeiro dos Beatles desde “Sergeant Pepper’s” (lançado em agosto do ano passado), e nesse meio tempo o conjunto foi notado só pelos compactos e por alguns incidentes extramusicais: a prisão de Lennon e Yoko, há três meses, por fumarem maconha, a foto dos dois na capa de “As Duas Virgens” (com os críticos referindo-se mais à nudez externa do que ao disco dentro do envelope) e o fracasso do filme que fizeram para a TV inglesa, “Magical Mystery Tour”. O trabalho de agora é quase todo inspirado pela meditação que os Beatles fizeram ano passado na Índia. Há uma canção de Paul McCartney para seu cahorro e uma letra de Lennon (“Julia”) dedicada à sua mãe. Lennon diz por que foi quase tudo composto para guitarra: “Eu não conheço os acordes e por isso é mais fácil escrever para um instrumento de poucas notas”. Ele faz a autocrítica do conjunto: “Nós queríamos fazer antigamente o que fazemos hoje, mas não tínhamos experiência. Ficávamos com medo de certos acordes por que achávamos que eram comuns. Por isso a volta às origens, em “Revolution”, foi uma libertação”. E, na hora de fazer as letras, Lennon ficava engasgado “naquele di, du, di, du, dôo, da guitarra”.
Que fazer diante de tantos problemas? Lennon se explica: “Todo mundo diz que devemos fazer isso ou aquilo, mas o nosso negócio mesmo é o rock”. Ao cineasta Jean-Luc Godard (“A Chinesa”), que rodou há pouco um filme com os Rolling Stones e que acusou os Beatles de “ficarem quietos, sem denunciar a estrutura social”, Lennon respondeu com certa irritação que os Beatles já fizeram muito, inclusive uma exposição de esculturas com caixas de esmolas, envoltas em balões com a legenda “Você está aqui”. Ele, Lennon, também tem feito muito ultimamente. Adora a nova mulher e diz que sofre grande influência dela: “Nós produzimos idéias um para cima do outro, que nem o Flint”. O destino dos Beatles é ressucitar o rock? Lennon responde com voz pausada e ritmada: “Durante anos não fomos nós mesmos. Agora somos. Temos boas intenções. Somos boas pessoas. Nosso trabalho deve mostrar essa bondade. Amém.”
McCARTNEY ENLOUQUECE LOS HERMANOS
Depois de fazer um show apoteótico em Porto Alegre, no último domingo (07), o ex-beatle Paul McCartney se apresentou na noite de quarta-feira em Buenos Aires, na Argentina, para um público estimado em 45.000 pessoas, no estádio do River Plate. Nesta quinta, acontecerá mais um concerto do cantor, nos moldes do ocorrido no Brasil: cerca de três horas de duração e um set list variando entre 34 e 36 canções. De acordo com informações do jornal Clarín, a segurança do show teve problemas para conter a platéia que, assim como em Porto Alegre, cortejada pelo cantor e suas tentativas de falar a língua local, criou problemas para quem estava na área em frente ao palco, no caso, em cadeiras. Saiu o “mas bá, tchê”, e entrou o “buenas noches, porteños”. No set list, ao invés de Drive My Car, Paul tocou Got To Get You Into My Life; no lugar de I've Just Seen a Face, I'm Looking Through You e, para o lugar de And I Love Her, Two of Us.
Envolvido numa disputa judicial, o cantor deve retornar à Inglaterra antes de vir ao Brasil para seus próximos shows. Por causa do conturbado processo de separação que enfrentou da sua ex-mulher, a modelo Heather Mills, concluído em 2008, Macca não pode se ausentar por mais de dez dias do país, para dar assistência à filha do casal, Beatrice, de sete anos de idade. McCartney chega ao Brasil no próximo dia 20, para se apresentar nos dias 21 e 22 no estádio do Morumbi. Não há mais ingressos para as duas apresentações e as entradas compradas pela internet poderão ser retiradas a partir desta sexta-feira na bilheteria 1 do estádio do Morumbi, das 10 horas às 19 horas. O comprador deve apresentar o voucher assinado e um documento de identificação. Há ainda a possibilidade de retirada por terceiro, desde que munido de procuração. Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/paul-mccartney-faz-show-na-argentinasegunda-feira, 15 de novembro de 2010
JOHN LENNON - MIND GAMES
JOHN LENNON - MIND GAMES
We're playing those mind games together,
Pushing barriers, planting seeds,
Playing the mind guerilla,
Chanting the Mantra peace on earth,
We all been playing mind games forever,
Some kinda druid dudes lifting the veil.
Doing the mind guerilla,
Some call it the search for the grail,
Love is the answer and you know that for sure,
Love is flower you got to let it, you got to let it grow,
So keep on playing those mind games together,
Faith in the future outta the now,
You just can't beat on those mind guerillas,
Absolute elsewhere in the stones of your mind,
Yeah we're playing those mind games forever,
Projecting our images in space and in time,
Yes is the answer and you know that for sure,
Yes is the surrender you got to let it, you got to let it go,
So keep on playing those mind games together,
Doing the ritual dance inn the sun,
Millions of mind guerrillas,
Putting their soul power to the karmic wheel,
Keep on playing those mind games forever,
Raising the spirit of peace and love, not war,
(I want you to make love, not war, I know you've heard it before)
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
REVISTA BIZZ ESPECIAL - JOHN LENNON
A revista Bizz, com um mês de atraso, é uma belíssima edição de 100 páginas em homenagem aos 70 anos do nosso grande John Lennon. Ricamente ilustrada e superbem diagramada, a revistona é simplesmente linda. Ainda não li os textos. Mas não devem ficar atrás. Afinal, passaram um ano fazendo. É cara, mas o dinheirinho é bem aplicado! R$ 19, 95.PAUL McCARTNEY - CAPA DA REVISTA BRAVO
A revista BRAVO nº 159, traz na capa uma belíssima foto de Sir Paul McCartney e uma matéria especial de oito páginas tentando fazer uma análise sobre a obra e a carreira do ex-Beatle e como ele se tornou o maior clássico da música pop de todos os tempos! Imperdível para colecionadores e fãs. R$ 14, 90.BOB DYLAN - CAPA DA REVISTA CULT
A revista CULT, nº 152 desse mês de novembro, traz uma extensa matéria (18 páginas) com um verdadeiro dossiê da contracultura. Os eventos que geraram o início do movimento e seus principais ícones: Bob Dylan, Timothy Leary, Allen Ginsberg, Jack Kerouac, Jim Morrison e Herbert Marcuse. Nas bancas! R$ 10,90.A EMOÇÃO DE VER UM SHOW DE PAUL McCARTNEY
Quem foi ao show do maior artista do planeta em Porto Alegre e quiser contar o que viu e o que sentiu, ou publicar uma foto, um vídeo ou qualquer outro tipo de material, envie para eduardobadfinger@gmail.com e eu publico aqui na hora! Ok? quarta-feira, 10 de novembro de 2010
ONLY LOVE REMAINS... FICAM AS LEMBRANÇAS...
ONLY LOVE REMAINS
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
PAUL MCCARTNEY PROVOCA CATARSE EM PORTO ALEGRE
Porto Alegre só falava em Paul McCartney, e ele fez por merecer o frenesi que tomou conta da cidade. Na noite deste domingo (07), num estádio Beira-Rio completamente lotado, no primeiro show da viagem pela América Latina, o ex-beatle realizou o sonho de muitas gerações sem mostrar muita novidade, seguindo à risca o roteiro de toda a turnê atual, a “Up and Coming Tour”. Não que isso seja um demérito – ao longo de três horas, Paul fez rir, chorar, pular, cantar, dançar, gritar. Muitos verbos para uma pessoa só, e uma pequena amostra do poder que ele tem nas mãos. McCartney fez, e é, história.O tempero para agradar o público local estava na ponta da língua. Com uma colinha no chão, Paul falou português diversas vezes, apelando sem medo para o orgulho gaúcho: expressões como “bah, tchê”, “trilegal” e “obrigado, gaúchos” estavam entre as frases ensaiadas. A recepção, claro, foi triunfal. Mas ele é muito mais do que isso. Para deixar qualquer um na palma da mão, Paul, a simpatia encarnada, tem décadas de experiência no palco, que transparece em cada gesto – nas dancinhas, nas caras e bocas, nas poses, e até quando finge queimar a mão ao estendê-la para a plateia ruidosa. A temperatura, de fato, estava quente entre a multidão de 50 mil pessoas, ávida por sucessos dos Beatles.E eles vieram. Das 36 músicas do setlist, 22 eram da banda mais famosa do planeta. A fase iê-iê-iê (“Drive My Car”), as baladas (“The Long and Winding Road”), os rocks (“Back in the USSR”), as imortais (“Eleanor Rigby”), em sequências tão poderosas que deixavam o espectador anestesiado – catatonia é uma das sequelas de se assistir a uma lenda viva. Muita gente, fãs de todas as idades, chorava a cada nova melodia, verdadeiros clássicos da música mundial. Pode parecer exagero, mas a emoção era palpável, corria solta pelo gramado e arquibancadas e era altamente contagiante. Catarse é uma boa definição.
McCartney tocou duas das melhores faixas do projeto The Firemen, “Highway” e “Sing the Chances” (com imagens de Obama no telão), ambas poderosas e compostas, tem-se a certeza, para serem tocadas em estádio. Da carreira solo, hits e pérolas do Wings: a arrepiante “Let Me Roll It”, com uma citação a “Foxy Lady”, de Jimi Hendrix; “Nineteen Hundred and Eighty-Five”, irresistível, Paul ao piano; e “Mrs Vandelbilt”, que conseguiu levantar o coro de “eô”. O ápice, porém, aconteceu em “My Love”. “Escrevi essa música para minha gatinha Linda, mas esta noite ela é para todos os namorados”, disse McCartney, em português. Milhares entoaram o refrão.
As homenagens aos antigos companheiros foram dois dos pontos altos da noite: “Here Today”, composta para John Lennon, com Paul sozinho no violão, e “Something”, clássico de George Harrison, primeiro no ukelele, depois com toda a banda. A plateia respondeu levantando corações de papel, assim como na dobradinha “A Day in the Life” / “Give Peace a Chance”: o mantra pacifista de Lennon ressoou durante vários minutos no Beira-Rio, todo mundo com o símbolo da paz nos dedos.A sequência que abre caminho para o bis é matadora. Começa com “Band on the Run”, passa por “Ob-La-Di Ob-La-Da”, chega no teto com uma versão longa, rápida e pesada de “I've Got a Feeling” e explode no céu, literalmente, em “Live and Let Die” – fogos de artifício dentro e atrás do palco, em quantidade suficiente para o cheiro de pólvora dominar o ar. “Hey Jude”, como era de se esperar, foi a que teve maior adesão do público: trouxe um “na na na” insistente, antes, durante e depois, até para chamar Paul de volta para o palco.
Ele voltou empunhando uma bandeira do Brasil e outra do Reino Unido. O símbolo nacional, curiosamente, motivou que alguns cantassem o Hino Rio-Grandense e o estádio inteiro, o coro de “ah, eu sou gaúcho”. McCartney repetiu a frase no microfone, o público delirou. Não podia ser mais fácil.
O primeiro bis teve “Day Tripper”, “Lady Madonna” e “Get Back”, só singles campeões dos Beatles. Paul saiu de cena e retornou com a belíssima “Yesterday”. “Vocês querem rock 'n' roll?”, perguntou ele, e dá-lhe “Helter Skelter”. Daí foi o momento de ler os cartazes da plateia e ele resolveu atender ao pedido de duas meninas, Elisa e Ana: chamou a dupla ao palco e, caneta em punho, assinou o braço de ambas para que, depois, elas pudessem eternizar o autógrafo numa tatuagem. É a nova moda nos shows de McCartney, que parece estar se divertindo muito com disso.
O final, como de praxe, foi com “Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band” e “The End”, acompanhadas por uma tempestade de papel verde-amarelo picado. “Até a próxima”, se despediu Paul. Se em uma nova turnê, é pouco provável, mas o público brasileiro já tem encontro marcado com o cavaleiro da rainha: dias 21 e 22 de novembro, no Morumbi, em São Paulo. O roteiro vai ser o mesmo, sem dúvida. Será um belíssimo flashback.
domingo, 7 de novembro de 2010
PORTO ALEGRE ESTÁ EM ÊXTASE!
A presença do ex-beatle Paul McCartney em Porto Alegre, onde realizará hoje o primeiro show da turnê brasileira - que encerra com dois shows em São Paulo nos próximos dias 21 e 22 de novembro -, tem causado frisson na cidade. Ao redor do estádio, onde centenas de fãs estão acampados há dois dias, esperando a abertura dos portões, a histeria dá o tom do comportamento. Há aglomeração de fãs também em frente ao hotel onde ele está hospedado. No começo da tarde, o cantor acenou para o público, que respondeu com gritaria idólatra.Por volta das 21 horas, Macca, como é carinhosamente conhecido pelos fãs, se dirigiu ao estádio Beira Rio, local da apresentação, para a passagem de som. Os fãs se espremeram procurando a melhor brecha para ver o palco de fora do estádio. Uma das músicas executadas foi Hot As Sun. Os testes de som e luz duraram cerca de uma hora. O noticiário local de jornais, TVs e rádio está tomado pela presença do ex-beatle na cidade com reportagens e incansáveis especiais com horas e horas de canções da banda que tornou McCartney uma lenda. Os 50.000 ingressos postos à venda para o show da turnê Up And Coming em Porto Alegre esgotaram em pouco mais de oito horas.PAUL IN RIO - UMA AVENTURA INESQUECÍVEL
Em novembro de 1989, quando soube que Paul McCartney faria 2 shows no maracanã, coloquei em minha cabeça que não perderia por nada. Nas duas semanas que antecederam as datas marcadas para os concertos (19 e 21 de abril de 1990) vivi momentos de grande angústia com muito medo de não ir aos shows. Tentava arrebanhar os amigos, mas todos estávamos quebrados por causa do plano Collor. Consegui convencer meu velho amigo Cacá Soares a embarcar comigo na aventura. Faltando uma semana para os shows, dei minha cartada final. Na época, eu trabalhava numa agência chamada Ratto Propaganda (do grande amigo Ratão). Pois bem, chamei o Ratão para conversar e expliquei que não poderiar perder os shows. Ele disse: tudo bem, Dudu. Tá liberado. Contei que havia um segundo problema: grana! Ele me disse que passasse na administração e fizesse um vale de quanto eu precisava. Beleza. Mas ainda havia um terceiro problema: meu amigo Cacá também trabalhava na mesma agência e o Ratão teria que liberar nós dois! E assim, na noite da quarta-feira, dia 18, embarcamos no ônibus rumo à cidade maravilhosa. O Júnior, irmão do Cacá. morava no Rio e tinha instruções para nos pegar na rodoviária já com nossos ingressos. Como eu sabia que os ingressos eram cartões magnéticos e não seriam devolvidos, pedi que comprasse 2 para mim para o show de sábado. Tenho até hoje! Durante a viagem, só se falava que o Rio estava se acabando em água e que os shows poderiam ser cancelados. De manhã, quando chegamos encontramos o Rio de Janeiro inundado! A chuva não parava um minuto sequer. E logo foi confirmada a notícia do cancelamento do show do dia 19. Adiado para o outro dia. O próprio Paul prometeu que haveriam os shows nos dias 20 e 21 com ou sem chuva. Minha expectativa era enorme e aumentava na medida que o tempo passava.Às sete horas da noite de sexta-feira, 20 de abril de 1990, debaixo de uma chuva torrencial e água até o meio das canelas, pisamos no gramado do Estádio Mário Filho. Estava chegando a hora! Nossa proteção da chuva eram sacos das casas da banha amarrados na cabeça e uma garrafa de conhaque presidente. Às nove em ponto, as luzes apagaram e Paul McCartney e a banda tomaram todos de assalto! Havia mais de 140.000 pessoas encantadas ali, debaixo de chuva! Depois de quase 3 horas de espetáculo, deixamos o Maracanã. Com as almas literalmente lavadas. Mas o melhor de tudo ainda estava por vir!
Milagrosamente (?) o Rio de Janeiro amanheceu no sábado com o sol incrivelmente radiante e belo! Nem sinal da chuva! Então, muitos passeios, praias, chopes, mais passeios, mais chopes até que novamente (graças a Deus!) chegou a hora de ir ver o Macca no Maraca pela segunda vez! Simplesmente, indescritível o show do dia 21. Ainda havia uma tremenda lua cheia para coroar tudo isso. Obrigado, meu Deus! Este concerto, foi o maior de todos que Paul já fez na vida, tocando para um público recorde de 184.000 pessoas! Eu sabia que haviam dois grandes amigos lá no maracanã naquela noite também. João e Débora. Mas era impossível encontrar. Afinal, a graça já tinha sido alcançada!
Na segunda feira, quando cheguei na agência para trabalhar, escrevi no cartaz PAUL IN RIO que havia atrás da minha prancheta: "EU VI". E fui na copa tomar café. Quando voltei, alguém também tinha escrito: "EU TAMBÉM!". Foi o Cacá! Ah, muleke! Hehe.

PAUL McCARTNEY - MARACANÃ - 1990 - YESTERDAYOS NÚMEROS DA UP AND COMMING TOUR
Já está quase tudo pronto para o show de Paul McCartney, que acontece hoje, domingo, 7 de novembro de 2010 no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Ontém, a equipe técnica fez os últimos ajustes de som e montagem do palco para que esteja tudo perfeito para a performance do cantor, que também fará duas apresentações em São Paulo, nos dias 21 e 22 deste mês.Confira os números da Up And Coming Tour
Montagem
Equipe – 40 montadores
Carga e descarga – 30 homens
Tempo estimado – 7 dias
Carga
Carretas – 8 – de 25 toneladas cada uma
caminhão – 2 – de 4 toneladas cada um
Estrutura
Será o primeiro palco a ser montado no Brasil com este tipo de estrutura, e o primeiro da turnê pela América Latina
Palco
Altura do chão até o teto: 23 metros – o equivalente a um prédio de oito andares
Altura do chão até o piso: 2,20 metros
Vão livre entre piso e teto: 17 metros
Extensão frontal: 65 metros
Profundidade: 28 metros
Serão necessárias 1.800 horas/homem para a montagem
Torres de canhão
2 torres de canhão de luz com 15 m de altura e 16 m2
Painéis de led
2 laterais de 15 m x 7 m
Painel de led de fundo de 22 m x 8 m
Equipamento de som
P.As: 20 toneladas
200.000 watts de som
150 caixas de som
Equipamento de luz
60 toneladas
Energia
4000 kVA (o suficiente para energizar 3.200 casas)
Desmontagem
4 dias serão necessários
Equipe produção
Mais de 200 pessoas envolvidas
Dez intérpretes
Número de pessoas trabalhando no show
Mais de 2.000 no dia do show
PAUL McCARTNEY NO BRASIL. BIP BIP, YEAH!
O ex-Beatle Paul McCartney desembarcou na manhã de ontem, sábado (6) no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Ele fará no domingo, na capital gaúcha, o primeiro dos três shows de sua turnê brasileira. A aeronave, um jato de médio porte, pousou por volta das 11h15. Em seguida, McCartney entrou em uma caminhonete, que estava estacionada ao lado do jato, na pista. Escoltado por batedores da Brigada Militar, seguiu direto para o Hotel Sheraton, no bairro Moinhos de Vento, onde fãs aguardavam pelo ídolo. sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
PAUL McCARTNEY - TUG OF WAR - 1982
Em 1982, Paul McCartney volta a sorrir e dominar o cenário pop com um álbum cheio de convidados especiais: Stevie Wonder, Carl Perkins, Stanley Clark, Ringo Starr, Steve Gadd, e Denny Laine.
Fonte: "Paul McCartney - Todos os segredos da carreira solo" de Claudio D. DiraniTempo para viver, tempo para morrer. Nunca um dos versos encontrados na Bíblia, mais precisamente no livro Eclesiastes, serviria para descrever tão bem este momento antagônico na vida de Paul. A data: 9 de dezembro de 1980, terceiro dia de trabalho para ele nas sessões iniciais do seu próximo LP no A.I.R Studios, em Londres. Nas primeiras horas do dia, Paul receberia a notícia trágica: John Lennon havia sido assassinado na noite anterior na frente de seu prédio em Nova York por Mark Chapman.
Determinado a afogar suas mágoas pela morte do parceiro, ele deixou sua residência em East Sussex rumo a Londres onde passaria o dia inteiro chorando e relembrando com George Martin os bons tempos vividos ao lado de Lennon por mais de vinte anos. Tempo para viver. Apesar de ser tocado pela tragédia, McCartney daria prosseguimento a sua carreira para não ser invadido pela paranóia. E mais. O ano de 1981 seria dedicado totalmente à produção de um dos seus discos mais aclamados e bem sucedidos comercialmente, batizado logo após a gravação da faixa Tug OF War, na hoje extinta filial do A.I.R Studios na Ilha de Montserrat.
Entra Eric Stewart. Sai Denny Laine. Com o final do Wings decretado (ainda que nas entrelinhas, sem muito alarde), o ex-parceiro ainda colaboraria no início das gravações, mas logo seguiria por outros caminhos após quase dez anos de trabalho conjunto. Stewart, embora pouco tenha sido divulgado, havia dividido com os Beatles o palco do Cavern Club, em Liverpool, quando tocava em um grupo chamado Mindbenders. O retorno de George Martin em um projeto de grande escala também marcaria profundamente o produto final do LP, o qual teria um sabor ainda mais nostálgico com Ringo Starr tocando bateria em Take It Away. Mas as participações especiais não ficariam por aí. Além dos parceiros de longa data, Paul contou com as presenças dos ídolos Stevie Wonder e Carl Pekins tocando em seu álbum, e das feras do jazz Steve Gadd (bateria) E Stanley Clark (contra-baixo), como coadjuvantes de luxo. Tempo de colher. O LP, programado anteriormente como um lançamento duplo, chegaria com facilidade no ano seguinte ao topo das paradas nos Estados Unidos e Reino Unido, provando que muitas vezes o sofrimento caminho ao lado de momentos felizes por mais estranho que isso possa parecer.
Com o reatamento da parceria estabelecido, Paul e George Martin começariam a trabalhar juntos novamente após um intervalo de uma década. A primeira canção gravada pela dupla, a infantil We All Stand Together, não faria parte de Tug OF War, mas sim de um compacto somente lançado em 1984, com o objetivo de promover o curta-metragem animado baseado no urso Rupert. As gravações iniciais do álbum começaram dia 7 de dezembro de 1980, em Londres, produzindo cinco faixas: All The Love Is There (inédita), Keep Under Cover, Ode To A Koala Bear, Rainclouds e Ballroom Dancing, sendo que apenas a última entraria no LP. As Demais, com exceção de All The Love Is There, e Keep Under Cover (Pipes OF Peace) seriam lançadas como Lado B em diversos compactos lançados posteriormente. Embora versões iniciais de Take It Away e Wanderlust tenham sido gravadas em locações não registradas no mês de janeiro, a segunda parte das sessões prosseguiu oficialmente entre fevereiroe março do ano seguinte, com a participação de Denny Laine e David Mattacks (bateria). Canções registradas no A.I.R Studios, em Montserrat: Dress Me UP As A Robber, The Pound Is Sinking, Somebody Who Cares (com Stanley Clarke no contra-baixo), Take It Away (com Steve Gadd e Ringo tocando bateria), Get It (dueto com Carl Perkins), Tug OF War, Average Person, Hey Hey, Ebony and Ivory e What´s That You’re Doing? – as duas últimas em parceria com “Little” Stevie Wonder. De volta à Inglaterra, em março, os trabalhos foram resumidos no estúdio de George Martin até o final do ano. Eric Stewart entraria em cena no lugar de Denny Laine, permanecendo ao lado de McCartney até 1986, com o lançamento de Press To Play.
Durante esse período as faixas trabalhadas anteriormente em Montserrat seriam devidamente finalizadas. Outras composições apareceriam durante as sessões: Stop You Don’t Know Where She Came From, Any Younger e New Rack (mais provavelmente New Track), No Values (Give My Regards To Broad Street) Tug OF War (reprise – rebatizada como Tug OF Peace) e Sweetest Little Show, incluída somente em Pipes of Peace. Após a escolha das faixas incluídas no LP, George Martin cuidaria da orquestração da faixa-título e de outros arranjos no estúdio Abbey Road. O sucesso de seu novo álbum comercial empolgaria McCartney a compor mais canções e roteiros para um longa-metragem, que começaria a ser produzido no final de 1982, ao mesmo tempo em que o disco sucessor de Tug OF War, o polêmico Pipes of Peace. Este LP marcaria a união criativa com Michael Jackson, iniciada em sessões de composição realizadas em Londres, em abril de 1981.
01. Tug Of War (McCartney)02. Take It Away (McCartney)
03. Somebody Who Cares (McCartney)
04. What's That You're Doing? (Wonder/McCartney)
05. Here Today (McCartney)
06. Ballroom Dancing (McCartney)
07. The Pound Is Sinking (McCartney)
08. Wanderlust (McCartney)
09. Get It (McCartney)
10. Be What You See (Link) (McCartney)
11. Dress Me Up As A Robber (McCartney)
12. Ebony And Ivory (McCartney)
Para finalizar, a gente relembra o megasucesso em parceria com Stevie Wonder, Ebony And Ivory. Abração! Quem quiser, deixe sua sugestão de qual álbum gostaria de ver aqui.
PAUL - CAPA DA ROLLING STONE BRASIL
Paul McCartney é capa da edição de novembro da revista 'Rolling Stone Brasil'. Paul fez uma balanço de sua carreira solo em entrevista exclusiva à revista. O músico também contou como escolhe o repertório para suas apresentações. "Se eu fosse a esse show, o que eu gostaria de ouvir a banda tocar? O que eu gostaria de ouvir o Paul cantar?" Abaixo, a gente confere um trecho da conversa que poderá ser lida integralmente na edição nº 50 da Rolling Stone (nas bancas a partir de 8 de novembro).
Quando veio pela primeira vez ao Brasil, em 1990, Paul McCartney entrou no Guinness, o livro dos recordes, por colocar mais de 184 mil pagantes no Maracanã. Na segunda passagem por aqui, em 1993, ele tentou se esconder em um condomínio fechado no Guarujá, mas equipes de TV se infiltraram de barco e helicóptero na isolada área residencial. Em 2010, o panorama não é muito diferente: em pouquíssimo tempo a organização local da Up and Coming Tour viu 180 mil entradas evaporarem rapidamente, compradas por fãs ávidos. Entre as três passagens, algo em comum: a chama do fanatismo que o ex-beatle ainda consegue manter acesa (mesmo que não intencionalmente). Na entrevista exclusiva à Rolling Stone Brasil, concedida antes do desembarque por aqui, McCartney fala sobre o grande desafio de se manter humano em um mundo que teima em elevá-lo ao status de lenda.
Como funciona a sua seleção de repertório para as turnês? Você tem mais de 50 anos de músicas para escolher. Certamente muita coisa fica de fora. Você sofre fazendo isso?Não é ruim, é um processo meio interessante. Eu começo pensando: "Se eu fosse a esse show, o que eu gostaria de ouvir a banda tocar? O que eu gostaria de ouvir o Paul cantar?" Começo com essa lista, e há algumas canções que são meio óbvias. Eu provavelmente gostaria de ouvi-lo cantar "Let It Be"... Esse tipo de coisa. Então existe essa lista das que você não poderia deixar de fora. E aí surge uma segunda lista, de coisas novas que podemos fazer para surpreender a plateia, para manter as coisas frescas. Misturamos essas duas listas. E aí tem uma terceira lista, que tem as músicas que nós gostaríamos de tocar, sabe? Sem nos importarmos com o resto, as coisas das quais simplesmente gostamos. Juntamos tudo isso e ensaiamos todas as músicas que escolhemos, e às vezes os caras da banda dizem: "Oh, talvez devêssemos tentar esta aqui..." Todos podemos sugerir. Depois dos ensaios, vemos quais [músicas] ficaram melhores. Normalmente somos eu e o nosso cara dos teclados, Wix, que é o nosso DM, diretor musical. Na reta final dos ensaios, nos sentamos e vemos qual será o set list e o escrevemos. No último dia de ensaio, tocamos esse repertório para que cada um saiba qual guitarra usar, para que os caras da técnica saibam o que está acontecendo. E é assim que fazemos!
Houve uma fase, no começo dos anos 70, quando você não tocava músicas dos Beatles com o Wings...
[Interrompendo] Sim, é verdade.
Como era tocar só músicas novas para um público que talvez estivesse esperando sucessos dos Beatles?
É, bem, foi... Foi muito bom porque determinamos essa regra, já que estávamos tentando estabelecer algo novo com o Wings. Eu queria, antes de tudo, fazer com que o Wings tivesse sucesso por mérito próprio. Eu não queria usar as músicas dos Beatles, queria que tivéssemos uma identidade particular. Depois que conseguimos isso, por volta de 1976, depois do Band on the Run, me senti mais confortável. Mas, sim, você percebia que a plateia gostaria que você tocasse músicas dos Beatles. Só que eu achei que essa seria uma saída fácil e não queríamos fazer isso com o Wings, então criamos a regra para, mais tarde, podermos começar a tocar faixas dos Beatles. Como já fiz isso, é muito libertador poder fazer o que eu quiser hoje, posso escolher qualquer música.
Por falar em tendências, parece que existe uma nova nas turnês: o Roger Waters está fazendo uma do The Wall (1979), os Rolling Stones já falaram sobre fazer uma do Exile on Main Street (1972). O que você acha disso? Faria algo do tipo?
Quer saber? Eu não me interesso por isso. Já me perguntaram se eu faria o Band on the Run. E eu toco muitas músicas dele, mas... Não sei, sinto que se eu tocasse só esse disco seria uma apresentação interessante, mas haveria tantas músicas que eu teria de deixar de
fora e... Eu não gosto de colocar essa pressão em mim mesmo. Não é uma ideia que me interessa o bastante porque a acho um pouco restritiva. Gosto de poder escolher o que me der na telha, o que eu quiser tocar. Mas acho que faremos algumas coisas agora, com o relançamento de Band on the Run. Acho que tocaremos mais canções do disco. Só que a ideia de tocar só esse álbum... Não sei. Se os Stones tocassem só o Exile, seria uma noite divertida - mas eu provavelmente ficaria meio decepcionado por eles não tocarem "Honky Tonk Women" ou "Satisfaction". Sabe? Eu gostaria de ouvi-los tocar essas músicas também.
Tenho uma teoria: se você quisesse, poderia passar o resto da vida sem ter de trabalhar, vendendo autógrafos. Com um por dia, você ganharia cerca de mil dólares a cada 24 horas. Seria só rabiscar um papel, simples assim. Não é um pensamento assustador?
Sim, pense em fazer apenas isso para o resto de sua vida. Quero dizer, como seria tedioso... Entendo o que você quer dizer, mas não dá para pensar assim. Isso passa pela sua cabeça uma vez, você pensa: "É, seria incrível". Mas na verdade não é algo que você gostaria de fazer. Eu amo a música! Música é o que me deixa feliz. Conheci alguém ontem que explicou isso muito bem, ela disse: "Eu não conseguiria respirar sem música". Achei muito legal, disse que entendia o que ela queria dizer. Acho isso muito verdadeiro e acho que muita gente sente isso. É algo mágico que os humanos desenvolveram, é muito especial para muita gente. É algo que cura. Uma das coisas de que mais gosto é quando me encontro com alguém e a pessoa me diz: "Eu estava doente e escutei a sua música, que me fez melhorar". Penso: "Uau! Que legal".
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
PAUL McCARTNEY - PIPES OF PEACE - 1983
O começo dos anos 80 certamente traria de volta toda a movimentação do início dos anos 70, quando o Wings começava a abrir suas asas para futuros voos mais altos. Isso tudo porque McCartney buscava um pouco de tranqüilidade após sua jornada de uma década no comando de sua banda!
Em 1982, logo depois de preparar e lançar o aclamado Tug Of War, dois mega projetos entraram na linha de produção: o álbum Pipes Of Peace e o filme Give My Regards To Broad Street. A experiência de completar o roteiro e a trilha sonora de um longa metragem enquanto gravava faixas para um LP certamente atrapalhou a execução dos respectivos trabalhos.Tanto Give My Regards quanto Pipes Of Peace teriam suas datas de comercialização diversas vezes adiadas no período entre os meses de outubro de 83 e 84.
Em outubro de 1982, um ano antes do lançamento de Pipes Of Peace, Paul começou a gravar e selecionar as faixas que entrariam no álbum. Várias delas foram resgatadas das sessões de Tug Of War, como Keep Under Cover, Hey Hey, Tug Of Peace e Sweetest Little Show. Entre as novas músicas que integrariam o álbum, duas composições nasceriam da parceria com Michael Jackson, que em 1982 já estava dominando as rádios mundiais com canções do multimilionário Thriller. Embora Pipes Of Peace tenha alcançado apenas o 15º lugar nos EUA, a produção da faixa título do álbum traria um destino melhor para suas vendas na Inglaterra, onde chegaria em quarto lugar. Pipes Of Peace (a canção) também seria promovida incansavelmente por um videoclipe, transmitido com freqüência nos quatro cantos do planeta.
Reconhecidamente, Pipes Of Peace não seguiu uma linha regular de gravações. Keep Under Cover, primeira a ser produzida, havia sido gravada durante a prmeira sessão do seu antecessor, Tug Of War, no dia 7 de dezembro de 1980. Hey Hey, co-escrita com Stanley Clarke em fevereiro do ano seguinte, no A.I.R Studios, em Montserrat, e Average Person, registrada durante o mesmo período, também entrariam no Pipes Of Peace. Outras canções seriam ainda registradas das sessões do mesmo LP, em março de 1981, com Tug Of Peace e Sweetest Little Show. As faixas gravadas em parceria com Michael Jackson (Say Say Say e The Man) foram iniciadas em maio de 1981, no A.I.R Studios, em Londres, e completadas mais tarde em Los Angeles, no Cherokee Studios. Durante a mesma sessão, em março de 1982, The Girl Is Mine seria registrada. Já Ringo Starr, que havia participado em uma das faixas de Tug Of War, retornaria ao estúdio para a regravação de Average Person e tocar em uma nova música, So Bad, ambas sendo produzidas no mês seguinte às sessões com Michael Jackson. Os demais títulos do álbum (Pipes Of Peace, The Other Me e Through Our Love), seriam completados com o auxílio de George Martin em outubro de 1982, no A.I.R Studios, em Londres, onde a mixagem do álbum ocorreria somente em julho de 1983, executada por Eddie Klein e Jon Jacobs. Outras canções também gravadas nesse período: Twice In a Lifetime (utilizada como faixa título do filme homônimo, estrelado por Gene Hackman) e o instrumental The Honorary Consul, usada como tema principal do longa metragem, que contou com as participações de Michael Caine e Richard Gere.
A faixa título do álbum, Pipes Of Peace foi inspirada pela leitura de um poema de autoria do indiano Rabindranath Tagore, vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1913. A frase “in love all of life’s contraditions dissolve and disappear” (com amor, todas as contradições da vida dissolvem e desaparecem) é o tema principal da canção. Paul a compôs como um tema universal direcionado às crianças de todo o planeta, a pedido do escritor – também natural de Liverpool – George Melly. O tema “paz” serviria como contraponto à “guerra”, utilizado em seu trabalho anterior, Tug Of War.
SONGS:01- Pipes of Peace (3:56)
03- The Other Me (3:57)
04- Keep Under Cover (3:04)
05- So Bad (3:20)
06- The Man (3:55)
07- Sweetest Little Show (2:53)
08- Average Person (4:32)
09- Hey Hey (2:53)
10- Tug of Peace (2:53)
11- Through Our Love (3:28)
12- Twice in a Lifetime (2:59)
13- We All Stand Together (4:22)
14- Simple as That (4:17)
E para fechar com chave de ouro, a gente fica com o megasucesso SAY SAY SAY, com Paul e Michaal Jackson. Valeu! Abração! Amanhã, o sensacional TUG OF WAR. Imperdível!
ÚLTIMOS INGRESSOS PARA O SHOW EM POA
A organização do show de Paul McCartney em Porto Alegre, marcado para o próximo domingo (07), colocou hoje mais um lote de ingressos à venda, em razão da não-confirmação de compras pela internet e da cota de patrocinadores. Há entradas para o gramado livre (R$ 220) e gramado premium (R$ 520). A compra está limitada a seis ingressos por CPF e pode ser realizada através de cartões de crédito ou débito (com exceção de American Express e Banricompras) ou em dinheiro. Também há um lote final para a área Emotion Club, que oferece serviço de vans e open bar. Cada ingresso custa R$ 1.400 e pode ser adquirido pelo telefone (51) 3029-9441. Quem já comprou ingressos pela internet ou pelo telefone já pode retirá-los no posto montado no Ginásio do Gigantinho (Avenida Padre Cacique, 891). O posto funciona das 10h às 19h, exceto em dias de jogos do Internacional. É necessária a apresentação de carteira de identidade ou outro documento com foto, cartão de crédito utilizado na compra e o voucher de confirmação recebido por e-mail impresso e assinado (também disponível no link “histórico” no site). Os ingressos podem ser retirados até às 21h do dia do show. Informações pelo fone (51) 3218-8240. BROADSTREET - LINK RENOVADO
Em 1984, Paul escreveu e estrelou um filme chamado Mande lembranças para Broad Street (Give my regards to Broad Street), que contava também com a presença de Ringo Starr. No enredo, Paul tinha a fita mestre do seu último disco roubada e, enquanto os personagens procuravam pela tal fita, era feita uma série de rearranjos para suas músicas – tanto da sua carreira solo quanto do tempo dos Beatles. O filme foi um tremendo fiasco. No entanto, o álbum com a trilha sonora vendeu milhôes. "NO MORE LONELY NIGHTS", carro-chefe do discão é uma das mais belas baladas já escritas por Paul e conta ainda com a guitarra espetacular de David Gilmour. No Brasil, No More Lonely Nights liderou as paradas por várias semanas seguidas. Foi um dos maiores sucessos da carreira de Paul McCartney.O álbum com trilha sonora original do filme GIVE MY REGARDS TO BROADSTREET foi lançado em 22 de outubro de 1984. O LP incluia 14 faixas, das quais 3 são novas músicas e 11 são Beatles & Wings com novos arranjos. Paul pediu a ajuda de vários amigos para participarem da gravação. Entre eles, Ringo Starr, Dave Edmunds, Chris Spedding, Eric Stewart, David Gilmour, John Paul Jones e alguns músicos da banda Toto. George Martin também ajudou, principalmente com as novas orquestrações e, naturalmente, para produzir o disco.01 - No More Lonely Nights
02 - Good Day Sunshine
03 - Yesterday
04 - Here, There And Everywhere
05 - Wanderlust
06 - Ballrooom Dancing
07 - Silly Love Songs (Reprise)
08 - Not Such A Bad Boy
09 - So Bad
10 - No Values
11 - For No One
12 - Eleanor Rigby / eleanor's Dream
13 - The Long And Winding Road
14 - No More Lonely Nights (Playout Version)
15 - Goodnight Princess
16 - No More Lonely Nights (Extended Version)
17 - No More Lonely Nights (Special Dance Mix)
DOWNLOAD
http://www.4shared.com/file/qKRb5iti/Give_My_Regards_To_Broadstreet.html
A seguir, você confere a cena do galpão onde a banda quebra tudo com o rockão NOT SUCH A BAD BOY. Senhoras e senhores... MR. PAUL MCCARTNEY!
Agora, o inesquecível vídeoclipe de NO MORE LONELY NIGHTS. Valeu! Abração!
I can wait another day
Until I call you
You've only got my heart on a string
And everything a'flutter
But another lonely night
Might take forever
We've only got each other to blame
It's all the same to me love
'Cause I know what I feel to be right
No more lonely nights
No more lonely nights
You're my guiding light
Day or night I'm always there
May I never miss the thrill
Of being near you
And if takes a couple of years
To turn your tears to laughter
I will do what I feel to be right
No more lonely nights (Never be another)
No more lonely nights
You're my guiding light
Day or night I'm always there
And I won't go away until you tell me so
No, I'll never go away
Yes, I know what I feel to be right
No more lonely nights (Never be another)
No more lonely nights
You're my guiding light
Day or night I'm always there
And I won't go away until you tell me so
No, I'll never go away
And I won't go away until you tell me so
No, I'll never go away
No more lonely nights
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
A TRANSMISSÃO DA GLOBO NÃO SERÁ "AO VIVO"!
O show de Paul McCartney não terá transmissão ao vivo da TV Globo. Irá ao ar no dia 21, domingo, logo depois do Fantástico, com delay (atraso) de uma hora em relação ao que estiver acontecendo no estádio do Morumbi. Surpresa? Esquema parecido ao do Elton John, em janeiro passado, no Sambódromo. A Rede Globo é a 3ª do mundo! Pelo menos se vende como, tem um camarote no estádio, que recebe regularmente seus convidados em dias de grandes jogos. No show de Paul McCartney no Morumbi, a emissora terá um segundo camarote, especialmente montado especialmente para ela recepcionar os principais anunciantes. A "Deusa do Brasil" anunciou que vendeu 4 cotas nacionais de patrocínio para o 2º show de Paul em São Paulo. Os compradores são Chilli Beans, Claro, Bradesco e General Motors ao preço de R$ 1,98 milhão uma cota. Os direitos também contemplam transmissão pela TV paga no Multishow.UP AND COMING TOUR - PAUL IN POA
Sir Paul McCartney pisará em solo gaúcho pela primeira vez no dia 07 de novembro, para um show histórico no Beira-Rio. A primeira vinda do lendário roqueiro inglês ao Estado é uma iniciativa do Grupo RBS. Paul também vai se apresentar em São Paulo, nos dias 21 e 22, no Estádio do Morumbi. Porto Alegre será a primeira cidade a receber essa excursão sul-americana. McCartney vai tocar ainda em Buenos Aires (dias 10 e 11 de novembro, no Estádio Monumental de Nuñez) antes dos dois shows em São Paulo. Paul, 68 anos, tocará pela terceira vez no Brasil. A primeira foi em abril de 1990, no Maracanã, em duas noites, e em 1993, no Pacaembu, em São Paulo, e na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba. Caso ele siga o repertório dos shows que vem apresentando nos Estados Unidos, Paul deve apresentar canções de sua carreira solo e clássicos dos Beatles. Welcome back, Paul!PAUL McCARTNEY - BACK IN THE USSR
terça-feira, 2 de novembro de 2010
PAUL McCARTNEY - RETURN TO PEPPERLAND
A divertida canção “Return to Pepperland” faz parte do disco "Return To Pepperland - The Unreleased 1987 Album". Esse disco é tido como um dos mais raros “não-oficiais”de Paul McCartney. As canções foram gravadas entre 1984 e 1987 (algumas com produção de Phil Ramone). Muitas delas permanecem inéditas até hoje, enquanto outras (mais notavelmente "Beautiful Night") foram regravadas. Outras, foram lançadas em lados B de singles anos depois. As faixas 3, 6, 7, 8 e 16 são demos. Todas de autoria de Paul, exceto P.S. Love Me Do, de Lennon & McCartney e Don’t break The Promise – Paul McCartney & Eric Stewart. Como ficou muito pesado, tive que dividir em duas partes. Espero que gostem. Abração!
Parte 1 - DOWNLOAD
01- Lindiana
02- I Love This House
03- We Got Married
04- Beautiful Night
05- Loveliest Thing
06- Squid
07- Big Day
08- This One
http://www.4shared.com/file/iFR_hZWR/PM_Return_To_Pepperland_part_1.html
Parte 2 - DOWNLOAD
09- Love Comes Tumbling Town
10- Christian Pop
11- Atlantic Ocean
12- Love Mix
13- Return to Pepperland
14- P.S. Love Me Do
15- The Same Love
16- Don't Break The Promise
http://www.4shared.com/file/ifpqL7uZ/PM_Return_To_Pepperland_part_2.html
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
PAUL McCARTNEY - UNPLUGGED - 1991
Em janeiro de 1991, Paul McCartney gravou ao vivo no London Limehouse o seu “Unplugged” para a MTV mesclando músicas dos Beatles, da carreira solo e diversos covers. A apresentação de Paul e sua banda é realmente “desplugada” com microfones na frente dos violões a partir de uma idéia oferecida a MTV pelo próprio Paul. Foi o único show em que o ex-beatle tocou bateria em uma das músicas. PAUL McCARTNEY – UNPLUGGED – THE OFFICIAL BOOTLEG foi o primeiro da série MTV Unplugged a ser produzido e comercializado – com edição mundial limitada a 500 mil cópias. 01- Be-Bop-A-Lula
02- I Lost My Little Girl
03- Here There And Everywhere
04- Blue Moon Of Kentucky
05- We Can Work It Out
06- San Francisco Bay Blues
07- I've Just Seen A Face
08- She's A Woman
09- Hi-Heel Sneakers
10- And I Love Her
11- Blackbird
12- Ain't No Sunshine
13- Good Rockin' Tonight
14- Singing The Blues
15- Every Night
16- That Would Be Something
17- Junk01- Be-Bop-A-Lula
02- I Lost My Little Girl
03- Here There And Everywhere
04- Blue Moon Of Kentucky
05- We Can Work It Out
06- San Francisco Bay Blues
07- I've Just Seen A Face
08- She's A Woman
09- Hi-Heel Sneakers
10- And I Love Her
11- Blackbird
12- Ain't No Sunshine
13- Good Rockin' Tonight
14- Singing The Blues
15- Every Night
16- That Would Be Something
17- Junk
E agora a gente confere o velhão e a banda com a superótima cover de "San Francisco Bay Blues", só para dar um gostinho. Rsrs. Abração!







