sábado, 11 de abril de 2015

FREE AS A BIRD - SÓ OS BEATLES MESMO!

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A lenda seguinte dos Beatles começou em Liverpool, na manhã de Ano-Novo de 1994. Paul a descreveu de modo tipicamente extraordinário: ele acordou de bom humor, após a celebração anual da família McCartney, e pegou o telefone para desejar boas festas à alguém que não via há algum tempo. "Ela ficou um tanto surpresa de receber meu telefonema, porque sempre fomos meio concorrentes no negócio do entretenimento", ele disse. "Mas ficamos conversando. Liguei para ela mais algumas vezes depois disso, ficamos mais próximos, e essa ideia surgiu". Talvez as coisas não tenham acontecido exatamente assim. Yoko Ono teria dito que a primeira vez que ouviu falar do assunto foi algumas semanas antes disso, quando recebeu uma ligação de Neil Aspinall e George Harrison. Eles queriam saber se ela deixaria os Beatles sobreviventes fazerem uma espécie de colaboração post-mortem moderna e digital, acrescentando suas próprias contribuições a uma canção inédita de John Lennon. "Como se pudéssemos fazer o impossível", Paul continuou. "Falei com Yoko sobre isso e ela disse que tinha três faixas, inclusive Free as a Bird. Algumas semanas depois, Paul foi a Nova York para assistir à inclusão de John no Hall da Fama do rock, como artista solo, e deu um abraço em público na viúva do homenageado, que já não era mais sua rival dentro do grupo. Em seguida, Yoko recebeu Paul em casa para lhe mostrar algumas fitas demo de John que haviam sobrado. "Fui para lá, para o Dakota, onde fiquei até tarde só tagarelando, tomando chá e me divertindo. E ela disse: 'Vou tocar as fitas para você!' E eu ouvi três canções: 'Grow Old With me', 'Free as a Bird' e 'Real Love'. Eu gostei de 'Free as a Bird' logo de cara. E pensei: 'isso é exatamente o que eu teria adorado fazer junto com John.' (...) Se John tivesse me mostrado essas três, eu teria dito: 'Vamos trabalhar primeiro naquela do meio". Por fim, Paul voltou para casa com algumas fitas contendo cerca de meia dúzia de canções, inclusive "Real Love", "Grow Old With Me", "Girls and Boys", "Now and Then" e "I Don't Want to Lose You". Alguns desses títulos podem ser versões diferentes da mesma canção, mas o certo é que Paul continuava voltando a "Free as a Bird". Ele levou a melodia para George e Ringo e, conforme a história que contou depois, teve o cuidado de dizer a Ringo "para deixar o lenço à mão". Em seguida, Paul apertou o botão de tocar e todos ouviram o velho amigo captado no piano da sala de visitas, em algum dia de 1977, cantando de modo agridoce, dizendo de forma melódica que a liberdade só não é melhor do que o conforto do lar. O fato de que John tivesse deixado a ponte inacabada (com algumas linhas de lá-lá-lás e uma modulação estranha na volta do verso) serviu para deixar Paul mais feliz — parecia tão mais próximo do velho processo original, do tempo em que ambos tinham o hábito de levar suas canções quase terminadas para que o outro ajudasse nas finalizações. Dessa vez, George e Ringo dividiriam as tarefas também, para que tudo fosse ainda mais inclusivo. Eles se reuniram no Moinho, no dia 11 de fevereiro de 1994, com o amigo de George e membro da banda Traveling Wilburies, Jeff Lynne, sentado na cadeira de produtor (Lynne era muito esperto na digitali-zação, e Martin havia se retirado da linha de frente das gravações em razão de problemas auditivos), e puseram mãos à obra. Mais entrevistas, mais mitos, mais lendas: antes que começassem a trabalhar, Paul aliviou as tensões dizendo aos outros que imaginassem que John apenas saíra de férias, deixando-os encarregados de finalizar sua canção. Durante aquelas horas, pelo menos, eles fingiriam que estava tudo bem no mundo. "Então, foi ótimo", concluiu Paul. "E nós fizemos isso de novo no ano seguinte." Certamente, nada era assim tão simples. George não gostou da letra que Paul esboçou para a ponte de "Free as a Bird" e disse isso a ele de forma clara. "E você sabe que, quando compõe há tanto tempo, espera que as pessoas gostem das suas letras", disse Paul. "Ele estava certo, mas as coisas ficaram um pouco tensas por um tempo." Depois disso, Paul se aborreceu quando começou a suspeitar que George e Lynne se juntariam para marginalizar o impacto dele na canção. "Eu senti, durante um período, no começo, que gostaria de ter algumas pessoas ao meu lado naquilo!" Em particular, quando desconfiou que Lynne sugerira a George que fizesse um slide com a guitarra, para que o disco se parecesse mais com exibições dele de solo do que com autênticas faixas dos Beatles. "Eu pensei: 'É 'My Sweet Lord' novamente.' É a marca registrada de George. John talvez tivesse vetado aquilo", afirmou Paul. Todavia, ele esperou para ver como tinha ficado o som, e mudou de ideia. "Percebi que ele tocou de maneira brilhante". As sessões de "Free as a Bird" acabaram correndo de forma relativamente tranquila, de modo que eles se reencontraram no moinho, no dia 22 de junho, para fazer o trabalho com "Now and Then". Dessa vez, porém, problemas técnicos — um zumbido recorrente e mudanças rítmicas na fita original de John — e inúmeras palavras que estavam faltando tornaram impossível completar a canção sem conhecer exatamente as intenções reais de John. A sessão foi logo interrompida, e George sugeriu que eles se mudassem para o estúdio de gravação que ele mantinha em Friar Park, sua adorada mansão em estilo gótico em Henley-on-Thames. O plano original era filmar os três beatles durante as gravações de uma nova versão de "Let It Be" para usá-la como ponto alto do Anthology. Sabe-se lá de quem foi a ideia, mas quando o sol ficou a pino e eles se juntaram para fazer o filme, George, e talvez Ringo, decidiu que aquilo era uma forma muito centrada em Paul de terminar o que deveria ser uma história de todo o grupo. Diante dessa resistência, eles deixaram as coisas de lado e saíram para caminhar juntos nas aleias arborizadas do jardim de George, deixando para trás câmeras e microfones, durante um longo tempo (talvez cerca de três horas), e clareando as ideias. O que disseram um para o outro ficou entre as plantas silvestres. De qualquer maneira, foi o suficiente para animá-los a voltar para o estúdio e pegar seus instrumentos (George e Paul nas guitarras acústicas; Ringo na bateria), e entreter as câmeras com velhos sucessos do tempo do Casbah, com bate-papos calorosos e, ocasionalmente, com o acompanhamento do uquelele (de George e, às vezes, de Paul) quando se reclinavam na grama ensombreada do jardim de George. É provável que nem todo o tempo do mundo, nem os encontros alegres, nem a história vivida em comum pudessem resolver toda a tensão que pairava no ar entre os Beatles. Ela é menos evidente quando eles estão conversando, e menos ainda quando estão tocando juntos, quando tudo parece estar na superfície. Por um lado, eles estão em perfeita sintonia — conseguem chicotear os velhos arranjos de "Roll Over Beethoven" e "Raunchy" com a mesma facilidade que teriam ao guiar uma bicicleta construída para três, tudo é memória muscular e reflexo. Com mais profundidade ainda, George consegue lembrar a introdução da guitarra de "Thinking of Linking", sendo que essa canção de Paul jamais passou da introdução e do primeiro verso. Então, Paul começa a agir como dono do espetáculo e George se retrai dentro de si mesmo. Ele não canta com o entusiasmo de Paul; seus olhares de soslaio parecem ressaltar que Paul está sentado mais perto da câmera do que ele. Será que ele estava pensando em John e sentindo falta dele? Ou será que George estava intuindo novamente aquilo que Paul confessaria mais tarde: que, independentemente de estarem ficando mais velhos, ele jamais deixaria de enxergar George como o irmão mais novo Apenas oito meses mais jovem, um homem de grandes realizações na indústria musical e cinematográfica, de grande espiritualidade e de surpreendente experiência de vida. Mesmo assim, aos olhos de Paul, jamais tão sofisticado, jamais tão realizado. Será que Paul algum dia pensou que George poderia ter percebido essa atitude e se ressentido dela? É difícil saber, mas George já tinha saído do banco quando Paul convocou-os para tocar "Blue Moon of Kentucky" e, quando se sentou outra vez, para atender ao chamado do companheiro, deixou claro que sua energia tinha arrefecido: "Só uma versão mais curta". Os olhos de Paul estavam brilhando, ele tinha total controle da música e do momento, exatamente como gostava. George tocou junto, acrescentando a baixa harmonia ao coro, de forma obediente. Mas ele não sorria, e seus olhos já se moviam furtivamente em direção à porta.O trabalho continuou. O grupo fez ainda uma sessão frutífera de dois dias com Jeff Lynne, em fevereiro, adicionando os instrumentos e vozes à fita demo de John com a canção inacabada "Real Love". Eles ainda tamborilaram um pouco "Now and Then", mas não chegaram a lugar nenhum. Em seguida, gastaram algumas tardes nos estúdios da EMI, em Abbey Road, no inverno e na primavera, ouvindo fitas de velhas sessões. Eles pareciam gostar imensamente da experiência e da companhia um do outro. Certa tarde, os três beatles pararam o trabalho e desceram até a cantina do estúdio, onde se serviram de saladas e xícaras de chá. O pedido adicional do grupo de rock mais popular e influente da história foi uma travessa extra de batatas fritas, para que pudessem dividi-la. Então, eles se sentaram juntos, comendo e rindo, exatamente como haviam feito durante as tomadas de "Love Me Do", em 1962. "Mais velhos e ligeiramente diferentes, talvez, mas ainda assim eram três beatles sentados ali", disse Paul. "E com quem? George Martin! E que caixas estávamos olhando? As verdadeiras caixas das sessões. E embora pareça bobo, juro por Deus que, enquanto tocávamos as fitas, eu rezava para não ter feito nada de errado". A ideia original era que terminassem três canções de John, inserindo cada uma em cada um dos três CDs do Anthology. Mas eles ficaram sem gás depois de "Real Love", e toda aquela empolgação acabou no final da segunda rodada, indicando que a terceira canção teria de ser feita sem o rótulo de novo produto dos Beatles. Todos concordaram que "Free as a Bird" deveria ser o número de abertura do Anthology: primeira faixa do primeiro CD e clímax do primeiro episódio televisionado da respectiva série de TV. Afinal de contas, era a primeira colaboração dos quatro desde Abbey Road. Mais importante ainda, era a primeira vez que os Beatles falavam em uníssono sobre a sua ruptura: o que significaram uns para os outros; o que perderam; o que sempre desejaram reivindicar, mesmo nas profundezas da amargura. Todavia, por mais que parecesse impossível que os Beatles jamais tivessem existido, e que pudessem se reunir como quarteto 25 anos depois do seu rompimento, e quase quinze anos depois de a mania criada por eles ter se tornado assassina, eles encontraram um jeito de fazer isso mais uma vez. Por apenas um tiquinho, menos de quatro minutos e meio, ali estavam eles novamente. Começa com Ringo determinando a batida, depois com a guitarra de George dobrando uma única nota sobre o piano de John, o baixo de Paul e o tarol de Ringo, baixo, bateria e o címbalo. Os quatro em uníssono, e o vocal de John se inicia. Freeee... a fita original em baixa frequência enfatiza a sua distância, como se ele estivesse reluzindo em outro plano. Que é exatamente o que acontece. Ele queria deixar sua mensagem e, de alguma maneira, magicamente, os pensamentos de John se cristalizam nos sentimentos de todos os outros. Paul aguarda apenas as quatro batidas para se juntar à harmonia do resto do pensamento inicial de John — asa birrrd. Então, finalmente, aconteceu. Eles estão juntos de novo, aquelas duas vozes que se combinam perfeitamente, cantando não apenas uma com a outra, mas uma para a outra; para George e Ringo também; para os Beatles. E está tudo ali, nas etapas de concepção e execução, na voz agridoce de John, no padrão agitado do baixo de Paul, na guitarra suave de George e na percussão precisa de Ringo. Elementos diversos em equilíbrio quase perfeito. Juntos, eles cantam o fim do grupo, a necessidade de fugir um do outro, para buscar a liberdade criativa e pessoal que os vínculos tão estreitos jamais possibilitariam. E foi exatamente isso que encontraram, mas com que objetivo? Como John admitiu, aquilo era apenas a segunda melhor coisa do mundo. Que vinha depois de estar em casa e protegido. E é para lá que ele imagina voar, um pássaro no céu vazio, agora um pássaro rastreador que se precipita de forma determinada em direção ao lugar de onde partiu. Na ponte recentemente escrita, Paul e George, na segunda vez, chamam por John com as próprias palavras. O que aconteceu conosco? Como nos perdemos uns dos outros? Em seguida, todos compreendem a mesma coisa juntos: a unidade criativa e espiritual que eles tiveram antes foi tão libertadora quanto qualquer outra coisa que experimentaram na vida. Uma interpretação sentimental, talvez. Então, eles chegam aos momentos finais da canção, um falso término que se funde com uma referência psicodélica incorporada a um acorde fatal, que se esvai num trecho de uquelele tocado em estilo de music-hall, que desaparece quando uma voz familiar resmunga qualquer coisa parecida com o jargão sem sentido dos bastidores. Eles pegaram um fragmento da fita que continha uma fala posterior de John que dizia "Isso ficou bom", e o colocaram no final. Só que, quando tocaram nos alto-falantes, ouviram uma coisinha a mais, tão clara quanto o dia: "Feito por John Lennon!" Os outros Beatles ficaram embasbacados. "Nenhum de nós havia escutado aquilo enquanto compilávamos as fitas, mas quando falei com os outros e disse 'Vocês não vão acreditar...', eles me responderam: 'Já sabemos, também acabamos de ouvir!", afirmou Paul. "E juro por Deus que ele realmente diz isso! Nem em um milhão de anos poderíamos saber o que aquela frase significaria antes. É impossível. Então, há mágica de verdade ali". Trecho extraído do livro de Peter Ames Carlin - "Paul McCartney - Uma vida".
Música mavilhosamente linda que é, Free as a Bird não poderia ser lançada sem um vídeo clipe simplesmente maravilhoso e à altura. O vídeo possui uma técnica de direção de fotografia inovadora, pois a câmera segue todo o tempo na primeira pessoa, tomando lugar da ave (Bird) que voa livre por Liverpool e Londres, mostrando toda a trajetória da banda e os lugares por onde os Fab Four passaram ao longo da infância e durante o tempo que estiveram juntos. Referências a Penny Lane, Paperback Writer, A Day in The Life, Eleanor Rigby, Helter Skelter e dezenas de outras são facilmente vistas, mas existem ao todo mais de 100 referências à música dos Beatles ao longo do vídeo, que foi produzido por Vincent Joliet e dirigido por Joe Pytka. Como não poderia ser diferente, o vídeo ganhou o Grammy Award for Best Short Form Music Video em 1997.

THE BEATLES STORY BATE RECORDE DE VISITANTES

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The Beatles Story, o museu dos Beatles que mais parece um parque de diversões, se prepara para celebrar o seu 25º aniversário e revelou números recordes de visitantes em um ano. A atração na orla turística acolheu 253.096 visitantes de todos os cantos do mundo ao longo dos últimos 12 meses - quase 3.000 a mais que no ano anterior.

Desde que abriu suas portas em Albert Dock , em 1990, quatro milhões de pessoas fizeram uma peregrinação à atração Beatle, injetando um valor estimado em R $ 300 milhões na economia de Liverpool. Martin King, diretor da The Beatles Story, disse que isso é uma prova da dedicação e profissionalismo da equipe Beatles Story. "O mundo ama os Beatles, a cidade de Liverpool e a Beatles Story." – completou. Visite o site da Beatles Story: www.beatlesstory.com

THE PETE BEST BAND - GONE - SENSACIONAL!

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Pode-se dizer que “HAYMANS GREEN” é o primeiro álbum de Pete Best em todos esses anos. É o primeiro que ele aparece como autor ou co-autor das faixas. E olhem: o disquinho é danado de bom! São 11 faixas que lembram bem os melhores momentos dos maiores grupos powerpopsters dos anos 70 como Badfinger e Raspberries. É o 5º CD de Pete Best, depois de "Back To The Beat" (1995), "Beyond The Beatles 1964-1966" (1996), "Once A Beatles, Always..." (1996) e "Casbah Coffee Club, Birthplace Of The Beatles 29 08 59" (1999). Sem contar os discos com THE PETE BEST COMBO, dos anos 60. Todas as músicas são autobiográficas, tratando de diferentes momentos da vida de Pete. “Step Outside” é uma balada linda e está na programação da rádio Beatles-A-Rama juntamente com "Gone". “Haymans Green" foi lançado em 16 de setembro de 2008.

PAUL McCARTNEY - MEU LADO VALENTE

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Em 1989, o mercado tinha mudado muito, do “tempo dos Beatles até então). Então, talvez fosse a hora de fazer alguns clássicos. Principalmente se Paul McCarrtney desejasse lotar arenas e estádios novamente. Quase trinta anos depois de Paul ter composto tantas canções de sucesso, de melodias pop animadas a rocks berrantes, dance music descartável, folk de comícios eleitorais baratos e vanguarda pop dos anos 60, com todo o peso histórico da liturgia da civilização ocidental, o único problema era decidir qual delas não tocar. 
O primeiro lampejo do novo velho Paul apareceu no vídeo de “My Brave Face”, o primeiro single importante do mega sucesso “Flowers In The Dirt. Em 1989, os vídeos estavam no auge, sendo ainda a forma mais significativa de estabelecer o tom e a imagem que os artistas pop desejavam dar de seu novo trabalho, a própria base para o passo de suas carreiras. Como Paul iniciara um caminho previsto para durar mais uma década, a nova imagem que elaborou de si mesmo – para ser acoplada à nova canção que fizera no estilo dos Beatles, ao novo álbum que prenunciava a turnê mundial que se seguiria – veio atrelada ao talismã mais poderoso do passado.

Ele estava com seu baixo Höfner. O baixo dos Beatles, que não era visto nas mãos de Paul (a exceção de uma aparição zombeteira no vídeo de “Coming Up”) desde que ele estivera no telhado, naquela tarde lendária de janeiro de 1969, numa época em que os gigantes ainda andavam sobre a terra. A apresentação da banda (perfeitamente sincronizada) foi filmada a partir de um enredo bobo que envolvia um japonês obsessivo colecionador de lembranças de Paul McCartney, cuja coleção de objetos roubados continha mais do que simples artefatos característicos dos Beatles. Conforme a música vai tocando, o homem exibe o terno azul de Sgt. Pepper’s usado por seu ídolo e também vídeos caseiros dos jovens e belos Beatles, em seus momentos mais íntimos, jogando cartas, fazendo palhaçadas nos quartos de hotel, dançando suas canções secretas. Cada relance precioso foi concebido para conectar o Paul mais velho (ainda que surpreendente juvenil aos 47 anos) ao seu adorado muito mais jovem.
A mensagem do vídeo: este Paul é aquele mesmo velho Paul. E agora ele está de volta à condição dos Beatles mais caracteristicamente beatle de todos, como vocês todos souberam durante todos esses anos!

THE BEATLES - LIVE AT THE BBC VOLUME 2

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OS "BEATLES" NO ROCK AND ROLL HALL OF FAME - 1988

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Ringo Starr e Paul McCartney jamais estiveram juntos em alguma cerimônia do Rock And Roll Hall Of Fame. Mas isso vai mudar na noite do próximo dia 18 de abril (sábado) quando McCartney empossará seu ex-companheiro de banda no Rock And Roll Hall Of Fame como um artista solo. Por isso a gente rever aqui, essa matéria sobre quando os Beatles foram empossados como banda em 1988.

No dia 20 de janeiro de 1988, “The Beatles” foram incluídos no “Rock and Roll Hall Of Fame” durante seu primeiro ano de eligibilidade. Na noite de sua indução, George Harrison e Ringo Starr apareceram para participar da premiação, juntamente com a viúva de John Lennon, Yoko Ono e os dois filhos do ex-beatle assassinado. Paul McCartney permaneceu longe, comunicando à imprensa que estava "resolvendo dificuldades" com Harrison, Starr e com as pendências de Lennon - Yoko Ono, e não apareceria. A noite acabou se tornando uma das maiores celebrações da historia do rock e da música pop. Os maiores superstars de todos os gêneros, comungavam no mesmo palco cantando um clássico dos Beatles. Todos estavam lá: menos ele: Paul.

No final de 1987, veio a notícia de que os Beatles seriam empossados no Hall da Fama do Rock. Todos estariam lá, George, Ringo e Yoko Ono. Certamente, Paul também estaria lá. Acenando, sorrindo e pegando o baixo para tocar com eles. Era o que sempre acontecia nesse tipo de cerimônia – os artistas lendários subiam ao palco, mesmo aqueles que tinham rancores profundos e antigos, e deixavam seus sentimentos ruins de lado, mesmo por uma noite. Mas Paul não tinha nenhuma intenção de fazer isso. A antecipação pública cresceu nas primeiras semanas de 1988, tendo em vista a realização da cerimônia no dia 20 de janeiro. Inúmeros artistas de peso estavam sendo empossados no Hall dessa vez: Beach Boys, The Supremes, Bob Dylan, The Drifters, o fundador da Motown, Barry Gordy Jr., como se a própria essência da geração do rock dos anos 1960 estivesse sendo reunida para um último embalo. O elenco de apoio também não era mau: Mick Jagger, Bruce Springsteen, Elton John, Billy Joe, Little Richard, Ben E. King, Paul Simon, Tina Turner, Brian Setzer, e Jeff Beck. Mas todos residiam na sombra de algo a mais: um potencial reenconto dos Beatles. Em versão reduzida, sem dúvida, mas já era alguma coisa – um gesto em direção à bela idéia que eles um dia personificaram, um retorno à época em que muitas coisas pareciam possíveis e os Beatles serviam como trilha sonora dos sonhos da juventude em todos os cantos. Mas quando a noite chegou, Paul McCartney não foi visto em lugar nenhum. Em seu posto havia uma breve declaração, distribuída aos jornalistas pelos seus assessores de imprensa norte-americanos. Os Beatles, escreveu, ainda tem diferenças comerciais, mesmo depois de vinte anos. “Eu me sentiria um grande hipócrita se ficasse acenando e sorrindo com eles em uma falsa reunião”, concluiu. E assim a noite seguiu sem ele. Assim que Jagger terminou sua introdução engraçada e carinhosa, e assim que George e Ringo subiram no palco, seguidos de Yoko, Sean e Julian, a ausência de Paul deu um tom amargo. Em especial quando George – ancorado num disco que chegou ao primeiro lugar (Cloud Nine, de 1987) e numa inesperada, porém efusivamente aclamada, participação com Dylan, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne no supergrupo denominado Traveling Wilburys (cujo primeiro álbum chegaria entre os três primeiros um pouquinho mais tarde, em 1988) – apresentou todas aquelas típicas piadas dos Beatles que todos gostavam de ouvir. Ainda que um tanto ácidas. “É muito ruim que Paul não esteja aqui, porque era ele quem tinha o discurso no bolso”, ele disse. “Todos sabemos por que John não está aqui; e sabemos que estaria. (...) Todos nós amávamos John, e todos nós amamos Paul.” Quando chegou a vez de Yoko Ono falar, ela avançou na crítica implícita de George a Paul: “John teria vindo, vocês sabem. Ele teria estado presente.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

A SEPARAÇÃO DOS BEATLES - O DIA DO FIM DO SONHO

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Há 45 anos, no dia 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciava a separação oficial dos Beatles em comunicado. Pouco tempo depois, John Lennon concluía: o sonho havia terminado. Na realidade, o grupo já tinha deixado de tocar juntos havia vários meses, quando terminou a gravação do álbum Abbey Road. Os quatro já estavam se dedicando a projetos pessoais, mas ninguém se atrevia a anunciar ao mundo a separação. — Não deixei os Beatles. Os beatles deixaram os Beatles, mas ninguém quer ser o que diz que a festa terminou — afirma Paul na autobiografia do grupo, Anthology. Em abril de 1970, Paul lançava seu primeiro disco solo, McCartney, e queria evitar entrevistas nas quais, sem dúvida, seria perguntado sobre a situação dos Beatles. O baixista decidiu que Derek Taylor, assessor de imprensa do grupo, prepararia um questionário, que seria respondido por ele distribuído junto com seu disco. — Uma das perguntas foi: podemos dizer que os Beatles se separaram? Respondi: Sim. Não voltaremos a tocar juntos — lembra. Paul estava furioso com o trabalho feito pelo produtor Phil Spector com as fitas que o grupo tinha deixado paradas no ano anterior e que foram retrabalhadas e lançadas no álbum Let it Be. O trabalho de Spector foi aprovado por John e George Harrison, que não queriam que Paul lançasse seu álbum pela Apple Records — o selo criado pelo grupo — antes que Let it Be e o disco de estreia de Ringo Starr começassem a ser vendidos. — Estava tão cansado de tudo que disse: 'Quero sair do selo'. A Apple Records era um lindo sonho, mas pensei: 'Quero deixá-lo'. George me disse por telefone: 'Você vai ficar no selo! Hare Krishna!' e desligou — lembra Paul. Paul afirma que o grupo chegou ao seu fim "quando John disse: "estou saindo! Quero o divórcio". Lennon já atuava junto com Yoko Ono em seu próprio grupo, o Plastic Ono Band, com o qual tinha lançado um álbum ao vivo, e, em janeiro de 1970, tinha gravado a música Instant Karma, com George e Spector. Ringo afirma que, antes do anúncio de Paul, sempre havia a possibilidade de os Beatles continuarem juntos. — Quando estávamos no estúdio gravando 'Abbey Road' não dissemos: 'acabou: último disco, última canção' — assegura o baterista. Mas a separação dos Beatles era inevitável. Como explica George Martin, o produtor que trabalhou com eles no estúdio de gravação durante oito anos, "a ruptura ocorreu por muitos motivos, sobretudo porque cada um dos meninos queria viver sua própria vida e nunca tinham conseguido".— Acho que nos separamos pelo mesmo motivo pelo qual as pessoas se separam. Precisávamos de mais espaço vital e os Beatles tinham se transformado em um espaço reduzido — afirma Harrison na autobiografia do grupo.Os quatro integrantes da banda seguiram seus caminhos separadamente, mas nunca deixaram de ser perguntados sobre um possível retorno, opção que foi descartada depois que John foi assassinado em Nova York, no dia 8 de dezembro de 1980.
Em 1980, Paul McCartney trabalhava em seu álbum "Tug of war". Durante a gravação - que marcava o seu reencontro com George Martin onze anos após "Abbey Road" - no dia 8 de dezembro, John Lennon foi baleado por Mark Chapman em Nova York. A faixa-título do disco de McCartney dizia o seguinte: "Esperávamos mais / Mas, de um jeito ou de outro, tentávamos superar um ao outro num cabo de guerra". Além da guerra de egos entre os dois, outros fatores deram cabo à banda que revolucionou a história da música. A morte do empresário Brian Epstein, em agosto de 67, foi um deles. "Ele era um de nós", disse Lennon ao "New Musical Express". A presença de Yoko Ono também foi decisiva. "A morte de Epstein deixou os rapazes meio sem pai. Acho que isso contribuiu para John entrar em um estado de desamparo que possibilitou que Yoko dominasse o pedaço. A relação entre o Paul e o John também já estava desgastada. Eles eram muito amigos, mas a amizade azedou por causa da vaidade pessoal e do dinheiro", afirma Elaine Gomes, autora do livro "The Beatles - Letras e canções comentadas". A guerra de egos já acontecia, pelo menos, desde 1968. Nas gravações do "Álbum branco" (ou o "Álbum tenso", segundo McCartney), cada Beatle tratava o colega como músico de apoio. O estopim aconteceu no estúdio de Twickenham (período que George Harrison chamou de "o inverno do descontentamento") para a gravação do filme "Get back", no ano seguinte. Ao invés de canções brotando como mágica, brigas eram detonadas a todo instante. "Quase todas foram iniciadas por McCartney, que continuava a agir como se estivesse tentando roteirizar o filme, ao levantar questões como a mudança da visão de mundo dos Beatles desde a morte de Epstein", escreveu Jonathan Gold em "Can't Buy Me Love".Decepcionados com "Get back", os Beatles voltaram aos estúdios. "Abbey Road", trazia a banda como nos velhos tempos em que tocava nas pocilgas de Hamburgo. John, Paul e George castigaram suas guitarras, enquanto a Ringo foi concedido o direito de fazer o seu primeiro solo de bateria em uma gravação dos Beatles. Mas tudo terminou por aqui. "I me mine", última faixa gravada pelos Beatles (para "Let it be", com o registro daquelas sessões de "Get back"), nem contou com a presença de Lennon. A morte de Epstein já havia esquentado o clima antes. "Não tinha ilusões quanto ao fato de que só sabíamos fazer música e nada mais", disse Lennon a Jann Wenner, autor do livro "Lennon remembers". Após a perda, os Beatles ainda fundaram a Apple, mistura de gravadora e produtora de filmes. Preocupado com as finanças, McCartney contratou o sogro, Lee Eastman. Lennon, Ringo e George ficaram com Allen Klein, empresário não muito confiável e que cuidava da carreira dos Rolling Stones. Com relação à Yoko Ono, teria ela força suficiente para causar a separação dos Beatles? Marcelo Fróes, pesquisador musical e produtor de diversos CDs com a obra dos Beatles interpretada por artistas brasileiros, acredita que a influência não foi tão decisiva. "Se houve influência, certamente foi para apurar a sua criatividade. Ela deve ter alfinetado as picuinhas entre os dois líderes da banda, que podem ter ficado piores depois que Brian Epstein morreu", afirmou. Os integrantes dos Beatles nunca deixaram claro até que ponto chegou tal influência. "Quando o John se amarrou tão intensamente nela, ficou óbvio que era um ponto sem volta. Sempre achei que ele tinha que se desligar da gente para dar atenção a ela", disse McCartney no projeto "Anthology". O próprio John Lennon reconheceu, na biografia "John Lennon - A vida", de Philip Norman, a importância de Yoko no episódio. "Quando conheci Yoko foi como quando a gente encontra a sua primeira mulher e abandona os caras do bar. Assim que a encontrei, foi o fim dos rapazes. Mas acontece que os rapazes eram muito conhecidos, não eram apenas os caras do bar." Bob Spitz, autor de "The Beatles - A biografia", detalhou a presença de Yoko no seio da banda. "Entre a gravação de uma música e outra, John ficava cochichando com Yoko e perdia o momento em que devia entrar em uma música." Por causa da insuportável presença da mulher de Lennon no estúdio ele e George Harrison sairiam literalmente no tapa durante as intermináveis gravações de Let It Be.De fato, John Lennon estava com pressa para entrar em estúdio com a sua esposa. Ele e Yoko já faziam shows juntos, e o álbum "Two virgins" foi gravado antes mesmo da separação oficial dos Beatles. Deprimido, McCartney seguiu caminho idêntico. "Estou fazendo o mesmo que você e lançando um álbum. E também estou saindo do grupo", disse. Paul explicou o motivo da decisão a Philip Norman: "Eu não podia deixar John controlar a situação e nos jogar fora como namoradas chutadas". Além da guerra de egos, da morte de Brian Epstein e da presença de Yoko Ono, muitos consideram que, além de tudo isso, o que fez com que os Beatles terminassem foi a necessidade deles quatro, individualmente, transcenderem. A partir do 'Álbum Branco', eles começavam a deixar de ser uma unidade, uma banda, e passavam a ser um conjunto de quatro artistas maravilhosos, mas com características que ficavam cada dia mais diferentes. O fato de terem uma banda, fazia com que John, Paul, George e Ringo limitassem as suas capacidades criativas. Eles precisavam de mais liberdade para poder criar, seguir seus impulsos artísticos e musicais próprios, individualmente, sem ter de se condicionar aos outros.Após tantos lançamentos envolvendo a grife "The Beatles" no final do ano passado, Paul McCartney colocou nas lojas "Good evening New York City". No álbum, que traz um show no antigo Shea Stadium (local de uma das apresentações mais memoráveis dos Beatles), surge a canção "Here today", gravada em homenagem a John Lennon também em "Tug of war". "Eu ainda me lembro como foi antes / E não estou mais segurando as lágrimas", diz a letra. Mas, a essa altura, o sonho já havia acabado. Pela segunda vez.

Agora, a gente confere com absoluta exclusividade do Baú do Edu, a entrevista de Paul de 1970, distribuída para a imprensa junto com o ábum "McCartney".
Por que você decidiu fazer um álbum solo?
Porque eu tenho um equipamento Studer de gravação de quatro canais em casa. Gravei algumas coisas - gostei do resultado e decidi transformá-las em um álbum.
Você foi influenciado pelas aventuras de John com a Plastic Ono Band ou pelo álbum de Ringo?
Não.
Todas as músicas são de Paul McCartney?
São, sim.
Serão creditadas apenas como “McCartney”?
Sim.
Você gostou de trabalhar como artista solo?
Muito. Eu só tinha a mim para tomar uma decisão. Linda está nele também, é realmente uma coisa de casal.
Qual é a contribuição de Linda?
Todas. Ela ajudou nas harmonias, mas é claro que é bem mais do que isso porque ela é um ombro para me apoiar, a segunda opinião, e excelente fotógrafa. Ela acredita em mim - sempre.
Onde o álbum foi gravado?
Em casa, em Abbey Road e no Morgan Studios.
Qual é o seu equipamento em casa?
Um Studer, um microfone e nervos.
Como você escolheu os estúdios que trabalhou?
Eles estavam disponíveis. O da EMI (Abbey Road) é tecnicamente muito bom e o Morgan é acolhedor.
Nenhuma faixa foi conhecida até que o álbum estivesse pronto. Foi uma escolha sua?
Foi, porque normalmente um álbum já fica velho antes mesmo de sair.
Você é capaz de descrever a “textura” do álbum em algumas palavras?
Casa, família e amor.
Quanto tempo demorou para concluir?
Desde um pouco antes do natal até agora. “Lovely Linda” foi a primeira coisa que eu gravei em casa, e era originalmente para testar o equipamento. Isso foi perto do natal.
Supondo que todas as canções são novas para o público, como são para você? Elas são todas recentes?
Uma é de 1959 (Hot As Sun). Duas são da Índia - Junk e Teddy Boy, e o resto são todas bem recentes.
Quais os instrumentos que você tocou no álbum?
Baixo, bateria, violão, guitarra base, piano, órgão mellotron, xilofone de brinquedo, arco e flecha.
Já tinha usado esses instrumentos em gravações anteriores?
Sim.
Por que você quis tocar todos os instrumentos sozinho?
Estava sozinho. E acho que estou muito bem.
Linda será ouvida em todos os registros futuros?
Pode ser. Nós amamos cantar juntos e temos muitas oportunidades para pôr em prática.
Será que Paul e Linda se tornarão um John e Yoko?
Não, eles é que se tornarão Paul e Linda.
O que gravar sozinho lhe ensinou?
Tomar minhas próprias decisões sobre o que faço.
Quem fez a arte da capa?
Linda tirou todas as fotos, ela e eu fizemos o projeto.
É verdade que nem Allen Klein, nem ABKCO foram e nem serão de alguma forma envolvidos com a produção, fabricação, distribuição ou promoção deste novo álbum?
Sim.
Você perdeu os outros Beatles e George Martin. Houve algum momento em que você pensou, "gostaria que Ringo estivesse aqui nesta passagem?
Não.
Supondo que o disco faça sucesso. Quando vai fazer outro?
Mesmo que não faça sucesso, vou continuar a fazer o que eu quero, quando quero.
Você está planejando um novo álbum ou single com os Beatles?
Não.
É o álbum de um descanso longe dos Beatles ou o início de uma carreira solo?
O tempo dirá. Sendo um disco solo significa que ele é "o começo de uma carreira solo ..." e não sendo feito com os Beatles significa que é apenas um descanso. Portanto, ambos.
A sua ruptura com os Beatles, temporária ou permanente, foi devido a diferenças pessoais ou musicais?
Diferenças pessoais, comerciais e musicais. Mas acima de tudo porque eu tenho mais tempo com minha família. Temporária ou permanente? Eu realmente não sei.
Você consegue imaginar Lennon & McCartney compondo juntos novamente?
Não.
O que você acha sobre a campanha de John pela paz, da Plastic Ono Band, e ele devolver a medalha MBE? Influência de Yoko?
Eu amo o John, e respeito o que ele faz – mas isso não me dá nenhum prazer.
Houve alguma das canções do álbum escrita originalmente com os Beatles em mente?
Junk e Teddy Boy.
Você ficou contente com o ábum "Abbey Road”?
Foi um bom álbum.
Qual é a sua relação com Klein?
Eu não tenho qualquer contato com ele. Ele não me representa de forma alguma.
Qual é a sua relação com a Apple?
É o escritório de uma empresa que eu também criei, com os outros três Beatles. Eu não vou lá porque eu não gosto de escritórios ou de negócios, especialmente quando estou de férias.
Você tem planos de criar uma companhia de produção independente?
McCartney Productions Limited.
Que tipo de música lhe influenciou para esse disco?
Leve e solta.
Você está escrevendo mais prolíficamente agora? Ou menos?
Do mesmo jeito. Tenho uma fila de canções esperando para serem gravadas.
Quais são seus planos para o futuro? Férias? Um musical? Um filme? Aposentadoria?
Meu único plano é crescer!


A SEPARAÇÃO DOS BEATLES - PETER DOGGET

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Mais de quarenta anos depois do fim da banda mais famosa da história da música, os fãs dos Beatles continuam tentando entender quais motivos levaram o quarteto britânico a se separar, tão precocemente, e no auge da fama, em 1970. Uma obra recém-lançada nos Estados Unidos e sem previsão de chegada ao Brasil, “You Never Give me your Money: The Beatles after the Breakup” (Você nunca me dá seu dinheiro: os Beatles após o rompimento, na tradução literal), ajuda a engrossar o caldo de suposições. Nela, o autor, Peter Doggett, exime de culpa a vilã preferencial Yoko Ono, companheira de John Lennon, que o teria afastado dos parceiros, e atribui a cisão a um erro de gestão. Ou melhor, ao pior erro de gestão da história da indústria do entretenimento, segundo ele. Que, para desespero dos beatlemaníacos que sonham com as canções que poderiam ter sido feitas, tinha chance de ser evitado.
Para justificar sua tese, o americano Doggett, jornalista especializado em música e também autor de “The Art and Music of John Lennon” (sobre a criação dos Beatles), lança luzes sobre as duas grandes teorias acerca da tensão que se criou entre John Lennon e Paul McCartney e o fim dos Beatles. A primeira, e consagrada, coloca a presença ostensiva de Yoko Ono entre eles como responsável pelos conflitos. E a segunda culpa a ganância do advogado americano Allen Klein, que representava os Rolling Stones e substituiu o empresário de confiança do grupo Brian Epstein, morto em 1967.
Na opinião de Doggett, tanto Yoko quanto Linda Eastman, a então namorada e futura esposa de Paul, eram mulheres fortes, que apenas queriam ficar perto dos homens que amavam. O advogado Klein não tem uma avaliação tão simpática. É considerado um canalha e responsável por batalhas épicas entre os integrantes da banda. O americano que substituiu Epstein articulou uma aliança de John, Ringo Starr e George Harrison contra Paul, porque ele preferia que o pai de sua noiva, o empresário Lee Eastman, cuidasse dos negócios do grupo. A partir daí, criou-se uma grande distância entre Paul e o resto do grupo. Para Doggett, as brigas sem motivo entre aqueles garotos de vinte e poucos anos poderiam ter sido controladas com a presença de uma pessoa sensata que conseguisse mostrar o óbvio: que a banda era muito maior do que os talentos individuais de seus integrantes. Segundo o autor, as pessoas mais maduras que auxiliavam o quarteto tiveram pouca utilidade, como o produtor George Martin, “amável demais”, e o responsável pela gravadora deles, a Apple, Neil Aspinall, que apenas se ocupava dos negócios e permaneceu alheio à batalha de egos que tomou conta do grupo. Em sua opinião, ninguém envolvido na gestão da banda foi inteligente o suficiente ou teve coragem o bastante para forçar dois jovens imaturos (leia-se Paul e John), dos quais todo aquele império musical dependia, a procurar terapia. O livro começa com o assassinato de John em Nova York, em 1980, e logo depois se volta para o final dos anos 60, quando “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, o oitavo álbum, considerado por muitos o melhor de todos, foi lançado, em 1967. O autor conta que Paul e John usavam até músicas para se provocar – caso da canção que dá título ao livro, “You Never Give me your Money”, de Paul McCartney, do álbum “Abbey Road”. Doggett critica tanto as atitudes arrogantes de Paul, que queria ser o líder da banda, quanto a mesquinhez de John, que se opunha a qualquer tentativa de reconciliação. “É surpreendente que ele seja lembrado como um mártir amante da paz”, afirma. O autor especula, ainda, que pode ter sido justamente a abundância de dinheiro que fez com que os quatro não se esforçassem para se manter juntos. Antes da morte de John, eles recebiam seguidas propostas para retomar o grupo em troca de US$ 30 milhões. Mas o dinheiro foi um instrumento fraco de convencimento. Como se sabe, a tão esperada reconciliação nunca houve. Mas, no imaginário dos beatlemaníacos, a banda permanece unida, assim como no rádio, na televisão, na internet, em filmes e videogames. Para os fãs daquela época, de hoje e provavelmente das próximas gerações, John, Paul, Ringo e George nunca se separaram.
Para quem quiser conferir um trecho do livro de Peter Doggett, o link é:

POR QUE OS BEATLES ACABARAM – ESPECIAL ROLLING STONE

Um comentário:

A edição nº 36 da revista Rolling Stone Brasil, de setembro de 2009, foi especial sobre a separação dos Beatles e foi a matéria principal estampada na capa com artigos completíssimos elaborados por Mikail Gilmore - “Por que o Sonho Acabou - Os bastidores da saga dos Beatles – e as forças que esfacelaram a maior banda de todos os tempos”, uma análise minuciosa sobre todas as circunstâncias que levaram ao fim do grupo. O texto é de tirar o fôlego. Além da capa, os Beatles ocupam nada menos que 12 páginas dessa edição. Infelizmente, não deu para transcrever o texto para cá devido ao seu tamanho, mas quem quiser poderá ler a matéria completinha no site da revista: http://rollingstone.uol.com.br/edicao/36/por-que-o-sonho-acabou

quinta-feira, 9 de abril de 2015

FOTO DO DIA - PAUL & JOHN (com o sempre chato Nilsson)

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DESSA VEZ, FOI O RINGO QUE FALOU!

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HAPPY BIRTHDAY JULIAN LENNON – O FILHO DOS BEATLES

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Em 1940, quando John Lennon nasceu, bombas alemãs explodiam em Liverpool e em todo o norte da Inglaterra. 23 anos depois, quando John Charles Julian Lennon veio ao mundo, uma outra bomba estava prestes a explodir. Só que bem diferente. Julian Lennon, o filho primogênito de John completa hoje 52 anos. Ele nasceu na mesma Liverpool destruída, tentando se reerguer e fugir das cinzas no dia 8 de abril de 1963. Quando nasceu, o pai, John Lennon, estava em turnê com sua banda que se tornaria a maior do mundo e não foi sequer vê-lo ou à mulher que acabara de dar à luz. Pudera. Na época, John liderava a maior e melhor novidade das bandas de rock prontas para uma outra explosão – The Beatles. John Lennon só apareceu para ver o filho novo e a mulher que o parira, dias depois. E quando apareceu, disse que não poderia ficar com eles, pois tinha férias marcadas com seu empresário na Espanha.

Apesar de tudo, do sucesso estrondoso e imensurável da banda de seu pai, o garoto se tornou um artista que, muito tímido no início da carreira, tentou se desvenciliar do sobrenome Lennon. Mas logo viu que jamais conseguiria e que seria bobagem tentar. ‘Fôda-se!’. Filho de peixe, sabe nadar e tem de se virar sozinho. E assim foi: Julian se tornou cantor, compositor, produtor e aprendeu mais sem, do que com o pai, a dominar muitos instrumentos. Ele foi o único filho da então jovem Cynthia Powell e de John, o também jovem Beatle prestes a se tornar o maior popstar do planeta.

O jovem Julian era como se fosse “filho dos Beatles” e viu a coisa toda acontecer de forma muito próxima e peculiar. Pela vida toda, chamou os outros Beatles de tios. Paul escreveu “Hey Jude” para ele.

O menino, totalmente envolto nessa atmosfera de música e fumaça, não poderia ter um estilo musical que não lembrasse tanto o de seu pai e de seus tios. Mas a carreira de Julian – assim como de alguns desses tios – seria de altos e baixos. Seus pais se divorciaram quando ele tinha 6 anos e daí em diante, o convívio com o pai foi sempre difícil. Tinha uma japonesa no caminho. E, talvez, até hoje, tantos anos depois, ainda tenha.

Julian Lennon debutou para a música aos 20 anos no começo dos anos 1980 como cantor e compositor. Seu disco de estreia, “Valotte”, fez um bastante sucesso modesto. Esse álbum trazia dois grandes hits que foram diretos para as paradas – a canção que dá nome ao álbum e a incrível “Too Late For Goodbyes” que, quando apareceu tocando no rádio na época, eu sem saber quem era fiquei de cara, impressionado pelo ritmo e pela semelhança da voz totalmente igualzinha a do pai. O surgimento de Julian no mundo da música pop, veio tão a calhar que até parecia armação. Ora, as cinzas de John Lennon ainda estavam quentes. Seria tolo e leviano pensar assim. Afinal, tanto o disco como o artista eram bons mesmos por sí só.

Depois de “Valotte”, a carreira de Julian sempre se mostrou irregular, e em muitos momentos, medíocre. Houveram muitos bons momentos, como quando tocou com Chuck Berry e várias deslizadas também. Mas acho que isso não importa. Importa é que esse rapaz de 52 anos carrega um peso nos ombros que não deve ser fácil. Ele é o filho dos Beates! Parabéns Julian Lennon! Feliz aniversário! Todos sentimos pela falta de sua mãe. Forever!
Em agosto de 1991, Julian Lennon lançou o álbum “Help Yourself” com participação especialíssima de George Harrison tocando guitarra-slide em “Saltwater” - uma canção cheia de referências ao tempo dos Beatles e ao pai dele, o incomparável John Lennon.

terça-feira, 7 de abril de 2015

THE BEATLES! YEAH, YEAH, YEAH!!!

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BELCHIOR - APENAS UM RAPAZ LATINO - AMERICANO

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Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, o Belchior nasceu em Sobral no Ceará em 26 de outubro de 1946. Foi cantador de feira e poeta repentista. Foi programador de radio em Sobral, e em Fortaleza. Começou a se dedicar à musica, depois de abandonar o curso de medicina. Ligou-se a um grupo de jovens compositores e músicos – Fagner, Ednardo, Rodger, Teti, Cirino e outros – conhecidos como o Pessoal do Ceara. De 1965 a 1970 apresentou-se em festivais de musica no Nordeste. No começo dos anos 1970, quando se mudou para o Rio, venceu o IV Festival Universitário da MPB, com a musica "Na hora do almoço", cantada por Jorge Melo e Jorge Teles, com a qual estreou como cantor em disco, em um compacto da Copacabana. Em São Paulo, para onde se mudou, compôs musicas para alguns filmes de curta metragem, continuando a trabalhar individualmente e às vezes com o grupo do Ceará. Em 1972, Elis Regina gravou sua composição "Mucuripe" (com Fagner). Atuando em escolas, teatros, hospitais, penitenciárias, fábricas e televisões, gravou seu primeiro LP em 1974, na Chantecler. O segundo, "Alucinação", consolidou sua carreira, lançando canções de sucesso como "Velha roupa colorida", "Como nossos pais" e "Apenas um rapaz latino - americano". Outros êxitos incluem "Paralelas" (lançada por Vanusa em 1975), "Galos, noites e quintais" (regravada por Jair Rodrigues) e "Comentário a respeito de John" (homenagem ao nosso queridíssimo John Lennon) – (essa canção foi interessante na época até porque Lennon seria assassinado no ano seguinte) e o megasucesso "Medo de avião", também em homenagem aos Beatles. E é exatamente com essas duas que a gente encerra essa homenagem ao nosso bom e velho Belchior. Abração!

THE BEATLES ANIMATION - SENSACIONAL!

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Esta é a 5ª vez que esse vídeo absolutamente sensacional aparece aqui. Não sei quem fez, não sei nada sobre ele. Só sei que é DEMAIS, DEMAIS, DEMAIS!!!

AGORA É QUE O BICHO PEGA! - PAUL & WINGS - SOILY

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O rockandrollzão “Soily”, uma das maiores pedradas de Paul McCartney, aparece como a última faxa do excelente álbum triplo ao vivo de 1976 “Wings over America” e foi lançada como o lado B do single "Maybe I'm Amazed" em 1977. Esta versão ao vivo foi gravada em 7 de junho de 1976 no McNichols Sports Arena, em Denver. Os Wings quebrando o pau também em estúdio podem ser vistos no DVD “One Hand Claping” – lançado somente em 2010. E só aqui no nosso blog preferido, a gente confere essas duas cacetadas! Isso sim, é Fantástico!

STEVE MILLER BAND - ABRACADABRA - SUCESSÃO!

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"Abracadabra" é uma canção da banda americana Steve Miller Band, escrita por Steve Miller. foi lançada como primeiro single do álbum homônimo de 1982. "Abracadabra" pode ter sido inspirada na cantora americana Diana Ross com quem Miller havia trabalhado durante a realização em conjunto da canção-tema da série "Hullabaloo" na década de 1960, que aparece na posição # 70 na lista da Billboard de "Melhores Canções de todos os tempos". "Abracadabra" tornou-se um sucesso mundial, conquistando o topo das paradas em dez países e tornou-se um dos maiores sucessos da banda, junto com "The Joker "e" Rock'n Me". Nos Estados Unidos, a canção foi # 1 no Hot 100 da Billboard por duas semanas não-consecutivas. Ela bateu o sucesso do grupo Chicago "Hard to Say I'm Sorry" tirando-a do primeiro posto, assim como o Chicago tinha feito com a Steve Miller Band em 1976, quando "If You Leave Me Now" bateu "Rock'n Me". "Abracadabra" também detém o recorde de maior queda para fora do Top 40. No outono de 1982, caiu 38 pontos de # 10 a # 48 em uma semana. Para quem quiser conferir a matéria original sobre Steve Miller, o link é: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2011/03/abracadabra-apareca-steve-miller.html

segunda-feira, 6 de abril de 2015

RINGER STAR AND THE ALL STARS GIRLS - RINGO COVER

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Tão pensando o quê? Ex-Beatle que se preze tem que ter seu cover, oras!

As “BGirls - Beatles por elas” convidaram Michael Callahan - o aclamado Ringer Star - a vir para o Brasil para uma série de shows que antecederá as comemorações de cinco anos da banda, tornando-se durante o mês de abril a sua All Star Girls Band. Uma das apresentações desta grande parceria acontecerá em Itu, no Teatro Maestro Eleazar de Carvalho (Temec). O show será no dia 17 de abril (sexta-feira), às 21 horas, e ainda terá a participação especial de uma tecladista, que completará as harmonias durante a mini-turnê. O espetáculo tem a duração de 1 hora e a faixa etária é livre, o que torna o evento um programa acessível para a família toda.

Quem acha Mike Callahan apenas parecido com Ringo Starr certamente não o viu no palco. Seu show conta com 14 músicas, divididas entre a carreira solo de Ringo, como "Photograph" e "Don’t come easy", e os grandes hits dos Beatles cantados pelo baterista, como as famosas e eternas "Yellow Submarine" e "With a little help from my friends". Tocando bateria e cantando o músico se desdobra de forma tão natural que quem assiste se pergunta: "Estou vendo o Ringo?" Seguindo o mesmo tradicional formato das apresentações do Beatle, Ringer tem sua All Star Band por onde passa. Durante a turnê brasileira, o espetáculo estará completo com a parceria com a banda BGirls - Beatles por elas, que engrandece ainda mais o show com sua atitude e personalidade únicas.

“BGirls - Beatles por elas” - Elas descobriram uma paixão incondicional em comum: The Beatles. Do sonho de homenagear seus ídolos, decidiram, em 2010, formar as BGirls – Beatles por elas. Com performance intensa e personalidade em seus arranjos, a banda cria novas versões de algumas canções para a formação de guitarras, baixo e bateria e executa um repertório variado de maneira consistente. A formação das BGirls para esse show será: Yara Oliveira - bateria e voz, Juliana Milasseno - guitarra e voz, Bruna Neves - baixo e voz, Marina Tavares - guitarra e voz, e Viviane Pinheiro - teclados.

QUEM CONHECE ALEX MARDAS - O MAGIC ALEX?

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Yanni Alexis Mardas, (mais tarde John Alexis Mardas), nasceu em 5 de maio de 1942, em Atenas, na Grécia. Tornou-se mais conhecido como Magic Alex, apelido que lhe foi dado por John Lennon durante o período psicodélico dos Beatles. Mardas chegou a Inglaterra em 1965, com um visto de estudante por intermédio de John Dunbar, da Galeria Indica e não era nada além de técnico de televisão. Dunbar o apresentou a Brian Jones e depois aos Rolling Stones. O louco Brian Jones o apresentou a Lennon que no auge do consumo de drogas ficou impressionado com o seu Nothing Box - uma pequena caixa de plástico com luzes piscando aleatoriamente - e o apresentou aos outros Beatles como seu “novo guru”. Mardas vangloriava-se que poderia construir rapidamente um estúdio de 72 canais. Por isso foi contratado como chefe da Apple Eletronics para projetar o novo estúdio em Savile Row. O projeto acabou se mostrando um fracasso sem precedentes. E foi um dos fatores que levou a companhia criada pelos Beatles à banca rôta com seus inventos que não funcionavam.

Quando os Beatles foram para a Índia, o “magic” Alex foi também, continuando com suas promessas de inventos impossíveis. Inclusive, construir um sol. Em Rishikesh, na escola para meditação do Maharish Maheshi Yogi, foi Mardas quem colocou na cabeça de Lennon que o Maharishi era safado e que assediava sexualmente as alunas, Inclusive Mia Farrow. Mardas tinha medo de perder o discípulo besta que gastava rios de dinheiro com ele para o Maharish. O fato é que, depois que Ringo e Paul partiram, os Beatles restantes consumiam álcool (vinho sem-vergonha) e drogas (marijuana) no Ashram e era Alex quem conseguia para eles numa aldeia vizinha. O Maharish descobriu e ia expulsá-los quando Alex maquiavelicamente apareceu com o plano: eles iriam embora antes de serem expulsos e para não passarem por constrangimentos quando chegassem em casa, disseminariam a história dos assédios sexuais.
De volta à Londres, John Lennon, já com Yoko Ono, mandou a esposa Cynthia Lennon de férias para a Itália com o filho e mandou que Alex a seguisse. Como um cachorrinho, ele voltou dizendo que ela tinha tido um caso com Roberto Bessanini. E John - o traidor - pediu o divórcio - (Cynthia negou até o fim. Mas logo depois ela e Roberto se casaram). Alex Mardas ganhou uma Mercedes de presente de Lennon! Finalmente, depois do desastre do estúdio que Mardas criara, ele foi demitido em 1969, contra a vontade de John&Yoko.Na década de 1970, Mardas continuou com sua picaretagem mundo afora, inventando equipamentos para a indústria anti-terrorismo, tais como veículos à prova de balas, aparelhos de escuta e hardwares de segurança. Como sempre, tudo se mostrou insatisfatório. Em 1987, Mardas foi diretor da Alcom Ltd, empresa especializada em comunicações eletrônicas e sistemas de segurança. Também foi chutado. Hoje ele tem algumas pousadas na Grécia - de onde nunca devia ter saído - mas não é ele o eletricista. Muitos dizem que o Magic Alex acabou custando os Beatles trezentas mil libras, algo que hoje em dia equivaleria a aproximadamente três milhões de libras. O triste disso tudo é perceber o quanto John Lennon, o gênio, agiu como bobo e idiota durante todo o final dos Beatles. O colar que Lennon usava, foi presente do "magic" Alex! Escritório da Apple Corps em1968. Da esquerda para a direita: Denis O'Dell, Paul McCartney, John Lennon,Alexis Mardas (Magic Alex), Peter Brown, Brian Levis, Neil Aspinal e Derek Taylor. 
Aqui, a gente confere uma raríssima e divertida filmagem feita durante o Magical Mystery Tour, onde Alex exibe seus dotes vocais comandando toda a turma. E não é que até que ficou legalzinho? Abração. Deixem seus comentários.

JOHN LENNON NÃO ESTÁ BRINCANDO NÃO!

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